quarta-feira, 15 de agosto de 2018

7 FATORES QUE NUNCA DEIXARÃO VOCÊ PASSAR EM UM CONCURSO

Não pense que ser aprovado depende exclusivamente de sentar e estudar - alguns fatores podem comprometer seu desempenho

O concurso público é o sonho de muitos brasileiros, não há como negar. Para várias pessoas na iniciativa privada, a carreira pública também é o objetivo final.
A questão é que para muitos profissionais que sonham em construir uma carreira no serviço público, passar no concurso é um obstáculo difícil de ser superado. Geralmente, é claro, as concorrências são altas. Mas, no geral, aqueles que decidem seguir pelo caminho de “concurseiros” acabam encontrando o maior vilão do processo em si mesmos.
A seguir, listamos alguns fatores que podem impedir sua aprovação em um concurso:

1. Má gestão do seu tempo
Além de muitas vezes o tempo de estudos ser dividido com o trabalho ou uma graduação, ainda é preciso ter muito cuidado com a forma como você administra suas horas de estudo. O especialista em produtividade e gestão do tempo Christian Barbosa recomenda um planejamento detalhado. “A palavra-chave é planejamento. O ideal é que você planeje todas as tarefas (estudos e trabalho) e distribua tudo na agenda com a antecedência de ao menos três dias do término do prazo (para a execução de cada tarefa). Isso dá mais mobilidade no dia a dia, fazendo com que tudo seja cumprido no prazo”, afirma.

2. Falta de foco
Não importa muito seu objetivo. Se falta foco em sua rotina, é improvável que você consiga sair do lugar. Quando falamos de estudos isso se torna ainda mais verdadeiro - quatro horas de estudo, por exemplo, podem não valer nada se você estiver distraído ou desfocado. E, no caso dos concursos, o foco também se refere às suas metas. Se você não consegue focar em uma área, como concursos jurídicos, ou administrativos, ou no tipo de concurso, como estadual ou federal, seu desempenho ficará comprometido.

3. Falta de estratégia
Para passar em um concurso você vai precisar de longas horas com o livro aberto, é verdade, mas não acredite que isso bastará. Sem ter uma estratégia, é impossível definir que provas são mais importantes, que matérias serão suas prioridades nos seus cronogramas de estudo. É preciso ter um plano, saber se a melhor opção para você é fazer aulas em cursinhos presenciais ou assistir vídeo-aulas, por exemplo, ou definir quais provas você fará para adquirir experiência e conhecer os estilos das bancas.

4. Indisciplina
Você tem uma área específica em mente para qual vai estudar, cronogramas e planejamentos de estudo para gerenciar seu tempo, estratégias para melhorar sua produtividade. Mas não adianta ter tudo isso estabelecido, na teoria, se na prática você não consegue cumprir um horário de estudos ou terminar as metas de assuntos que estabeleceu para a semana. De todos os fatores, manter a disciplina talvez seja o mas difícil, já que o processo para passar em um concurso público muitas vezes é longo, e ter a mesma rotina durante meses e meses é um verdadeiro desafio.

5. Descuido com a saúde
Com rotinas apressadas, dezenas de listas de tarefas e assuntos a serem estudados, é possível que você esqueça de cuidar da sua saúde. Estresse e ansiedade podem prejudicar a alimentação, longas jornadas de estudo podem atrapalhar seu sono e descanso, café e demais estimulantes podem se tornar vícios. E todo esse descuido pode ser fundamental para impedir o seu sucesso. Não se preocupe apenas com seu “preparo mental”, um corpo cansado ou doente pode colocar a perder todas as suas horas de estudo.

6. Não saber dizer não
Existe uma diferença grande entre sacrificar todo seu tempo livre e seu lazer e não conseguir abrir mão de nada. Assim como é importante tomar cuidado com a saúde, também é preciso lembrar de descansar e se envolver em atividades relaxantes e prazerosas. Mas, muitas vezes, você vai precisar dizer não para almoços em família que duram tardes inteiras ou amigos que convidam para saídas todos os finais de semana. Ou talvez tenha que dizer não a projetos paralelos da universidade ou do trabalho. Dizer não para os outros é resguardar seu tempo, que é seu recurso mais valioso nessa jornada.

7. Descontrole emocional
Seja com nervosismo com as provas ou com a pressão sentida por família e amigos, o descontrole emocional pode ser a última barreira entre você e a aprovação. Algumas pessoas ficam tão afetadas emocionalmente que não conseguem nem terminar suas provas na hora do concurso. Por isso, manter a calma é fundamental, e se preparar psicologicamente para a prova é tão importante quanto todas as horas de estudo.

Por Qualconcurso Consultoria
Fonte Adminsitradores

O QUE VAI COMENTAR...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

CONSUMIDOR TEM GARANTIDO NA JUSTIÇA DIREITO DE SER RESSARCIDO POR EXTRAVIO DE ENCOMENDAS


O 2º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco determinou que o autor do Processo nº 0604433-85.2017.8.01.0070 receba R$2.199,00, à titulo de danos materiais, por ter tido suas encomendas extraviadas. Além disso, a empresa que realizou o transporte aéreo foi condenada a pagar R$ 4mil de danos morais.
Na sentença, publicada na edição nº 6.163 do Diário da Justiça Eletrônico, o juiz de Direito Marcos Thadeu, titular da unidade judiciária, reconheceu que houve falha na prestação de serviço, portanto, julgou parcialmente procedente o pedido.

SENTENÇA
Para o julgamento do caso em questão, foi aplicado o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e também a Teoria do Risco do Empreendimento, a qual, conforme explicou o magistrado, “prevê que todo aquele que exerce atividade lucrativa no mercado de consumo tem o dever de responder pelos defeitos dos produtos ou serviços fornecidos, independentemente de culpa”.
Sobre o valor da indenização por danos morais, o juiz de Direito informou que “em casos como o presente, atualmente não se cogita mais da necessidade de se provar o prejuízo para a caracterização do abalo moral, bastando a consciência de que determinado procedimento ofende a moralidade e a tranquilidade psíquica do indivíduo para que reste configurado o dano”.

Fonte: TJ-AC

CINCO MANEIRAS DE ESCOLHER UM ÓTIMO MENTOR

Faça cada dia algo que o aproxime um pouco mais de um amanhã melhor

Quais são algumas das coisas a serem consideradas quando você está selecionando um Mentor? Recebi essa pergunta de um aluno interessado em trabalhar e se desenvolver com o apoio de um mentor.
O trabalho em parceria com um mentor exige alguns cuidados para que você comece jogando com chance de êxito. Antes de mais nada é preciso que você entenda que o principal papel de um mentor é auxiliá-lo durante uma jornada, através de perguntas, de estórias e exemplos. Mas lembre-se, quem deve trabalhar é você. Selecionei cinco dicas que acredito que facilitam a sua escolha:

1. Evite os otimistas demais
Esse tipo de mentor está cada vez mais presente ao mundo corporativo: um profissional cujo foco é nos manter felizes, na zona de conforto, e que para isso faz tudo fluir naturalmente, com o mínimo de esforço. Uma frase comum desse mentor é algo assim: não se preocupe, não tem problema, podemos fazer isso mais tarde.

2. Procure alguém que o assuste um pouco
Trabalhar com bons mentores costuma ser um pouco desconfortável. Sem dúvida que essa relação envolve respeito, admiração e, algumas vezes uma secura na garganta. Procure um mentor que o observe de perto, ou seja, que esteja interessado em descobrir quem você é, o que você quer, de onde você vem e principalmente o que o motiva. É importante que ele seja sincero e direto sobre o seu desempenho.

3. Procure alguém que dê instruções claras e concisas
Evite mentores que fazem longos discursos e falam muito sobre si. Os bons mentores são aqueles de estabelecer conexões e de transmitir informações úteis e relevante.

4. Procure alguém que adore ensinar o básico
Essa a minha preferida! Por exemplo, se o objetivo é trabalhar com o desenvolvimento da competência de liderança foque em feedback, delegação e avaliação de pessoas. Se o líder aprender a fazer isso já terá 75% do êxito assegurado.

5. Se houver empate em todas dicas anteriores, escolha a pessoa mais velha
Ensinar é como qualquer outro talento: leva tempo para ser aprimorado. Bons mentores são antes de qualquer coisa grandes aprendizes e desenvolvem suas habilidades a cada dia, mês e ano.

Uma dica: no primeiro bate papo com o possível mentor faça um jogo mental. Você e o mentor começam com 100 pontos no placar cada um. Cada vez que ele falar sobre ele, tire 5 pontos e cada vez que ele permitir ou perguntar sobre você, retire 1 ponto. No final da conversa veja quem ficou com mais ponto. É esperado que sobre pontos para ele!

Por Paulo Campos
Fonte Exame.com

CURRÍCULOS PARA LÁ DE ORIGINAIS 

Designers gráficos, ilustradores e artistas mostram suas habilidades desde o primeiro contato com um possível empregador ou cliente

Em vídeo, impresso em tecido ou em formato de história em quadrinhos, certamente o currículo vai chamar a atenção de quem o recebe, especialmente se a pessoa tem como tarefa avaliar um candidato. Um formato original e inovador pode criar curiosidade e aumentar as chances de o profissional ser lembrado pelo selecionador, admitem os especialistas. Se ele será contratado, vai depender de seu preparo para a vaga mesmo.
Para Sofía Scagliotti, diretora de negócios da HR Consulting, o mercado on-line permite que um profissional “brinque” mais ao apresentar seu currículo. Mas tudo vai depender do cargo e da idade do profissional, afirma Sofia: quando se trata de uma vaga mais sênior, a tradicionalidade ainda é bem-vista.
A criatividade é um fator quase imprescindível em atividades como desenho, marketing, publicidade, imagem ou comunicação. Marcela Milesi, formada em RH e colunista do Entremujeres, do site do jornal argentino El Clarín, afirma que, nestes casos, pode-se usar o CV como uma ferramenta a mais para mostrar suas competências.
“No caso de uma pessoa que se candidata a um posto relacionado a desenho, esta deve explorar as imagens. Já quando a pessoa se candidata a um cargo relacionado à comunicação institucional, será relevante o uso apropriado das palavras”.
Maria Olivieri, gerente de finanças da Page Personnel, indica que é preciso ser muito astuto e conhecer as ferramentas de marketing pessoal para fazer com que currículo seja atrativo do ponto de vista das informações — e não apenas do desenho — para conseguir ser chamado para a entrevista:
— De nada serve ter um currículo fora do tradicional se não encontramos a informação que precisamos para poder analisar de forma preliminar o candidato.
Neste sentido, Marcela Milesi ressalta que “é essencial que, além da originalidade, o material seja claro e de fácil leitura”.
— Muitas vezes os candidatos focam no desenho e não no conteúdo. Recomendo que seja um mix entre os dois conceitos.
Na opinião de Sônia, para que seja efetivo, a criatividade tem que conviver com a simplicidade, para que possamos ter uma leitura rápida.

Fonte O Globo Online

AS VANTAGENS DA FOFOCA NO TRABALHO

Nem só de contras vive a rádio peão, confira quais os benefícios de saber o que está acontecendo nos bastidores da empresa

Fofocas de caráter difamatórias podem acabar com a imagem de qualquer profissional

No ambiente de trabalho fofocas são comuns. Mas se você se blinda de todo tipo de acesso a esse tipo de informação, cuidado. Para Renata Mello, especialista em etiqueta empresarial e consultora de imagem, a “rádio peão” é uma espécie de revista de fofocas interna e é uma maneira de acompanhar o que está acontecendo na empresa.
“Mais do que levar em consideração o conteúdo das informações é prestar atenção na fonte”, alerta Adriana Gomes, coordenadora do núcleo de estudos e negócios de gestão de pessoas da ESPM e diretora do site Vida e Carreira.
Para as especialistas, o profissional precisa ter uma postura crítica. Quando estão em pauta assuntos irrelevantes e de caráter negativo e até difamatórios, a recomendação é se afastar. “É preciso tomar cuidado para não virar o ‘relações públicas’ da empresa”, afirma Renata.
Mais do que isso, para Adriana passar adiante informações sem validação pode ser uma roubada para a carreira do profissional.
Confira as vantagens – mas use delas com moderação:

Acompanhar o que está acontecendo na empresa
O profissional que foca somente na rotina do trabalho e se isola de qualquer evento ou momento de socialização acaba sendo o último a saber das novidades da empresa.
Certos rumores podem dar uma pista do caminho que o profissional deve seguir, como fusões, cortes ou mudanças de cargos.

Ser um profissional bem informado
“É natural ter troca de informações, desde que o profissional saiba entregar o que lhe foi pedido”, explica Renata. Ser uma pessoa bem informada sobre assuntos relacionados à empresa não trará nenhuma desvantagem.
Desde que o profissional saiba separar os momentos de trabalho e não alimente boatos.

Conhecer pessoas de outras áreas
Pode ser na hora do cafezinho ou de um evento corporativo que o profissional conheça colegas de trabalho de outras áreas. É importante ter uma visão da empresa como um todo.

Por Camila Lam
Fonte Exame.com

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

TENDÊNCIAS DO MERCADO - BANCAS EXIGEM DE NOVOS ADVOGADOS PERCEPÇÃO DO MUNDO DOS NEGÓCIOS


Há tempos, uma das funções fundamentais de advogados que lidam em um ambiente empresarial é semelhante a de bombeiros: apagar incêndios. Já há algum tempo, porém, os advogados vêm progressivamente acumulando essa função com a de prevenção de incêndios. Muitos clientes corporativos já entendem o valor dessa atividade. No entanto, para exercê-la com competência, os advogados precisam entender o funcionamento e a cultura do mundo dos negócios — tanto quanto ou talvez mais do que entendem o mundo jurídico.
Essa é uma nova tendência do mercado em alguns países, que pode se propagar pelo mundo. Nesses países, o processo de entrevista para contratação de novos advogados — e também de estudantes de Direito para estágios — está mudando. Os entrevistadores estão mais preocupados, agora, em apurar o nível de conhecimento do candidato sobre negócios do que sobre sua formação jurídica.
Por que isso é importante? Por que os clientes corporativos esperam que seus advogados não cuidem apenas de problemas jurídicos, mas que os ajudem a cumprir seus objetivos empresariais, como desenvolver seus planos de negócios, crescer, obter lucros consideráveis, satisfazer as expectativas dos acionistas etc., sem que isso se transforme em uma corrida de obstáculos jurídicos.
Quantas áreas do Direito cruzam o caminho dos negócios em algum momento? Na lista de áreas do Direito da ConJur, pode-se destacar Administrativo (para lidar com a administração pública), Ambiental, Comercial, Consumidor, Empresarial, Financeiro, Internacional, Previdência, Propriedade Intelectual, Responsabilidade Civil, Tecnologia, Trabalhista e Tributário.
Essas são áreas gerais. Porém, como se sabe, existem áreas mais específicas, como energia, petróleo e gás, mineração, navegação, aviação, patentes etc. Cada uma delas tem o seu próprio mundo empresarial, seus próprios objetivos, que o advogado deve conhecer, e seus intercâmbios específicos com o mundo jurídico.
Existem áreas que parecem não estar ligadas diretamente à atividade empresarial. Família, por exemplo. No entanto, se o cliente for um empresário, no caso de um divórcio, há muita coisa que se saber sobre sua vida empresarial e sua empresa. Imprensa? Empresários têm de lidar com ela constantemente, sem cometer deslizes.
Criminal? Um advogado tem de conhecer, no mínimo, a cultura de negócios de seu país. Saber que seu cliente, se for por exemplo uma construtora, terá enormes dificuldades de obter um contrato se não pagar propinas a administradores de empresas públicas ou políticos. Saber como prevenir imputações criminais, nesse caso, é outra história.
Nos EUA e em alguns países da Europa, as bancas se referem a esses conhecimentos como commercial awareness, que poderia ser traduzido, livremente, como “percepção do mundo empresarial”. Envolve conhecimentos básicos de economia, de mercado (local, nacional e internacional) e conhecimentos comerciais específicos do ambiente empresarial em que os clientes da banca atuam.
Com essa “percepção”, o advogado pode colocar em perspectiva, para o cliente, como sua assessoria jurídica pode afetar o funcionamento da empresa e sua tentativa de cumprir seus objetivos empresariais — lucro, crescimento, satisfação dos clientes e dos acionistas etc.
“Hoje, fazemos poucas perguntas técnicas. Estamos mais interessados em perguntar o que são os Brics, o que significa mercado emergente, por que as empresas estão interessadas em vender seus produtos na Índia e na China, quais foram as principais consequências da crise financeira de 2008 e o que a causou, por que ‘austeridade’ é a palavra da vez em administração e outros tópicos cobertos pela mídia regularmente”, disse o sócio da Freshfields Bruckhaus Deringer, Adrew Austin, encarregado da contratação de advogados, aos sites All About Law e Law Careers.Net.
Essa percepção do mundo empresarial, somada à percepção do mundo empresarial da banca e do mundo jurídico a sua volta, não significa que o advogado tem de ser um guru econômico. Significa que tem de ser “atualizado”, tanto quanto está atualizado em futebol, sem ser técnico, ou nas fotos das ex-BBBs, sem ser fotógrafo ou jornalista de entretenimento.
Essa “atualização” (que, em termos populares se traduz como “estar por dentro”) não é uma coisa que se adquire às vésperas de uma entrevista de emprego. É resultante, como sempre, do hábito da leitura das seções de “Economia”, “Negócios”, “Mundo” e similares dos jornais e websites. E, principalmente, de publicações especializadas em economia e negócios. 
Entre as publicações internacionais, os recrutadores recomendam ler o Financial Times, o The Economist, o The Wall Street Journal e seus respectivos twitters, entre outras. Publicações desse quilate trazem informações preciosas para advogados que querem atuar no mercado internacional.
Recomendam ainda a leitura de livros especializados, assistir a vídeos e noticiários na TV relevantes para esse fim e fazer o download de podcasts empresariais.
Porém, há uma recomendação realmente relevante para advogados recém-formados em busca de emprego ou de estudantes em busca de estágio. Sempre há que se escrever um currículo e, para um bacharel em Direito, por exemplo, não há muito o que citar.
No entanto, em vista dessa abordagem que os recrutadores estão dando à formação dos novos advogados, um currículo pode ser consideravelmente enriquecido com listas de seminários, congressos, palestras, workshops e outros eventos empresariais que participaram. Essa lista mostra o interesse e a disposição do candidato em saber o que é realmente importante para o cargo que pretende ocupar na banca.
Estágios em entidades empresariais ou profissionais, bem como em corporações com atividades em áreas de seu interesse, também trabalham a favor da qualificação do candidato.
Além da “percepção do mundo empresarial” ou do esforço para obtê-la, o candidato também pode ganhar pontos se demonstrar que: 1) trabalha bem em equipe; 2) tem iniciativa; 3) sabe administrar seu tempo; 3) sabe desenvolver relacionamentos com clientes — o que, afinal, será uma qualificação preciosa para a banca.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

TAXA DE CONDOMÍNIO DEVE SER PAGA PELO VENDEDOR ATÉ ENTREGA DO IMÓVEL, DIZ TJ-DF

É RESPONSABILIDADE DA CONSTRUTORA, ARCAR COM O PAGAMENTO DAS TAXAS DE CONDOMÍNIO, MESMO APÓS EXPEDIDA A CARTA DE HABITE-SE, QUANDO A DEMORA NO RECEBIMENTO DO IMÓVEL FOR DECORRENTE DE ATRASO NA OBTENÇÃO DE FINANCIAMENTO BANCÁRIO PELO COMPRADOR

Após expedido o auto de conclusão da obra, também conhecido como habite-se, o vendedor é responsável pelas taxas de condomínio até a entrega do imóvel, mesmo que esse processo demore devido ao atraso do financiamento imobiliário pelo comprador.
A decisão, por maioria, é da Câmara de Uniformização de Jurisprudência do Tribunal de Justiça do Distrito Federal ao julgar Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) sobre o tema.
O pedido de resolução de demandas repetitivas foi ajuizado por uma construtora, que apontou a existência de divergência na jurisprudência do TJ-DF sobre a obrigação de a construtora arcar com o pagamento das taxas de condomínio, mesmo após expedida a carta de habite-se, quando a demora no recebimento do imóvel for decorrente de atraso na obtenção de financiamento bancário pelo comprador.
Admitido o IRDR, o caso foi julgado no dia 27 de novembro de 2017 e a tese definida foi a seguinte: “Expedida a carta de habite-se, a responsabilidade pelo pagamento das obrigações condominiais geradas por imóvel objeto de promessa de compra e venda é da promitente vendedora até a entrega e imissão do adquirente na posse direta da unidade imobiliária, mesmo que haja demora na transmissão da posse provocada por atraso na obtenção de financiamento imobiliário pelo comprador”.

Fonte Conjur

EPILEPSIA DE DIFÍCIL CONTROLE - AUXÍLIO-DOENÇA E APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

CONCEDIDO AUXÍLIO-DOENÇA E APOSENTADORIA POR INVALIDEZ A EX-AUXILIAR DE PRODUÇÃO QUE SOFRE DE EPILEPSIA DE DIFÍCIL CONTROLE

A Câmara Regional Previdenciária da Bahia, por unanimidade, deu parcial provimento à apelação do Instituto Nacional do Seguro Social contra sentença que concedeu ao requerente aposentadoria por invalidez. Em suas razões, a autarquia alegou que não ficou comprovada a incapacidade total e definitiva para o exercício da atividade laboral.
Ao analisar o caso, o relator, juiz federal Cristiano Miranda de Santana, destacou que no laudo pericial é conclusivo em afirmar que a parte autora padece de epilepsia de difícil controle e que, mesmo com o uso de medicação adequada, continua apresentando episódios compulsivos, o que a incapacita definitivamente para o exercício de funções de alto risco, inclusive a habitual, de serviços gerais.
Ressaltou o juiz que não obstante a natureza parcial da incapacidade, a natureza evolutiva e irreversível da enfermidade e as condições pessoais da parte autora, pessoa com 50 anos de idade, “demonstram a inviabilidade fática de sua reinserção no mercado de trabalho em atividade diversa daquelas desenvolvidas ao longo de sua vida, recomendando a concessão da aposentadoria por invalidez”.
Diante desses fatos, concluiu o relator ser devida a concessão do auxílio-doença à parte autora a partir do término do seu último vínculo empregatício (18/05/2015) e a sua conversão em aposentadoria por invalidez a partir da data da perícia judicial (07/10/2016), quando patente a irreversibilidade do quadro.
Processo nº: 0042799-48.2017.4.01.9199/RO

Fonte TRF1

domingo, 12 de agosto de 2018

AS APARÊNCIAS ENGANAM


Um lavrador percorria com seu filho os campos, para ver se o trigo já estava maduro.
- Meu pai - perguntou o rapazinho.
- Por que é que algumas espigas de trigo estão inclinadas para o chão, enquanto outras estão de cabeça erguida?
Estas devem ser as melhores, e as que pendem a cabeça por certo não prestam.
O pai, colhendo uma das espigas, disse:
- Repare, meu filho!
- Esta espiga, que tão modestamente se curva, está perfeita e cheia de grãos. Já esta outra, que se levanta com tanto orgulho no trigal, não tem grãos em por isso não prestam pra nada!
O amor incondicional de Jesus nos ensina que assim acontece muitas vezes no mundo.
Os soberbos são vazios, nulos e para nada prestam.
Os humildes são úteis e preciosos.
O orgulho é um mal, pois gera a ambição, a presunção e a vanglória.
As aparências podem te enganar todos os dias e todas as horas, mas quem tem o olhar do amor, seja lido ou escutado, vai além das aparências, vai ao coração.

PARA QUEM ACEITA SER PAI

sábado, 11 de agosto de 2018

APRENDENDO A RIR


Aprender a rir significa também aprender a curar-se de forma alegre e divertida, de todas as limitações: da falta de confiança, das inseguranças, dos medos, da ansiedade, do estresse, da tristeza, dos estados depressivos e da baixa auto-estima.
É sentir-se cada vez mais criativo, valioso e com força interior, para criar em sua vida o tudo de bom. É, sentir-se cada vez menos ansioso, confiando mais na fluidez da vida, na força do seu semear.
No ato de rir, são ativadas em nosso cérebro, a produção e liberação no sangue de umas substâncias hormonais chamadas endorfinas, que têm o poder de construir uma sensação de bem estar, otimismo, alegria, euforia e felicidade.
Esta sensação não é nada mais que a droga natural da felicidade que está dentro de nós e que todos podemos ativá-la para desfrutarmos o dia e a vida de forma positiva.
As endorfinas podem ser comparadas a prismas, que nos fazem enxergar a vida com mais transparência, cor, brilho e poder, transformando nossas atitudes para conosco mesmos, para com os outros e para com a vida.
Tudo o que acontece de bom nos dá alegria e tudo o que não é de acordo com as nossas expectativas nos causa tristeza e infelicidade. Mas, em geral, estamos tão despreparados (iludidos mesmo) para viver a alegria e a felicidade, tão fechados para as infinitas possibilidades que a vida nos oferece de vitória; com nossas expectativas tão distantes da realidade, que quando vem a sensação de vitória, sentimos medo e acaba durando pouco.
Entretanto, sempre deixamos bastante espaço para os pensamentos negativos, para a bioquímica do denso, do pessimismo. Inclusive, qualquer um tem o poder de nos roubar energia e nos desequilibrar, não é mesmo? Mas, existe um ditado que afirma: O Diabo não entra onde não é convidado!
E a única pessoa que pode fazer este convite é você mesma. 

Pare e pense
Quanto doamos de poder aos outros?

Conclusão
Decida-se por assumir a responsabilidade pelas suas percepções, sentimentos e pensamentos; pelo seu poder e alquimia da felicidade e paz internas.
Rir e gargalhar por 05, 10 e até 30 minutos por dia, pela manhã, na frente do espelho ou da melhor forma que você encontrar.
Por Conceição Trucom

VOCÊ É AMIGO DE ALGUM ADVOGADO?

FORÇAS MOTIVADORAS: MEDO E AMOR

A PERDIÇÃO DO CHOCOLATE

SEU CAMINHO

MUDE

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

RELAÇÃO DE CONVIVÊNCIA: SAIBA QUAIS SÃO OS DIREITOS DE QUEM MANTÉM UMA UNIÃO ESTÁVEL

MUITOS CASAIS QUE MANTÉM UMA UNIÃO ESTÁVEL TÊM DÚVIDAS SOBRE OS SEUS DIREITOS

1. O QUE É UNIÃO ESTÁVEL
Segundo o Código Civil, uma união estável é a relação de convivência entre o homem e a mulher que é duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição familiar. Mas é importante destacar que o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu, em maio de 2011, a união estável homossexual. A partir desta data, uniões homoafetivas podem desfrutar dos mesmos direitos das heterossexuais. A única diferença fica por conta da adoção, quando os homossexuais devem apelar à Justiça.
A legislação não estabelece prazo ou necessidade que se more junto para que seja configurada a União. Um namoro ou noivado não pode ser visto como tal, pois ela não se configura como a constituição de uma relação, mas como uma aspiração”, afirmou Franco Mauro Brugini.

2. COMO A UNIÃO ESTÁVEL PODE SER RECONHECIDA
O reconhecimento formal não é obrigatório. Uma união estável pode ser reconhecida até mesmo por um contrato particular, uma comprovação da existência de bens do casal, de filhos ou qualquer outra prova de que há uma constituição familiar.
Porém, o casal pode optar por solicitar uma certidão de união estável em cartório. As únicas restrições são para os casos descritos no artigo 1521 do Código Civil”, explica Brugini.
É importante destacar que a certidão vem com a data de início da união e fornece uma série de direitos ao casal, entre os quais inclusão em planos de saúde e seguros de vida. Sendo assim, o fim da união também deve ser registrado em cartório.

3. DIREITOS ADQUIRIDOS COM A UNIÃO ESTÁVEL
Os efeitos da união estável são os mesmos do casamento sob o regime de “Comunhão Parcial de bens”, ou seja, tudo o que o casal adquirir e construir ao longo da relação será dividido pelo casal na separação. Se desejado, pode ser estipulado outro regime de bens, porém, para isso o casal deve elaborar um contrato determinando o regime adotado.
Quanto ao estado civil, ele não é alterado. Ainda que tenha sido reconhecida em cartório, o estabelecimento da união estável não altera o estado civil de solteiro para casado, por exemplo, isso só ocorre na conversão para casamento”, afirmou Brugioni.
A união estável garante direito à herança, declaração conjunta de Imposto de renda e facilidades para transformar a união estável em casamento, com possibilidade de transferência de sobrenome depois.Herança
A separação na união estável garante pensão alimentícia, separação de bens e compartilhamento da guarda de filhos.

4. RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL COM ALGUÉM QUE AINDA NÃO ESTÁ SEPARADO LEGALMENTE
A união estável de pessoa casada, mas separada de fato, é legalmente reconhecida. Conforme o artigo 1723 e especificamente o § 1º, do Código Civil, a união estável não poderá se constituir se ocorrerem os impedimentos do art. 1521*, porém, no caso da pessoa ser casada e se achar separada de fato ou judicialmente a união poderá ser reconhecida.
*Art. 1.521. Não podem casar:
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V - o adotado com o filho do adotante;
VI - as pessoas casadas;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.

Fonte Soluções Burocráticas Logística Juridíca e Administrativa

VIÚVA TEM DIREITO À INDENIZAÇÃO INTEGRAL DO SEGURO DPVAT


A Seguradora Líder dos Consórcios do Seguro Dpvat S/A deverá pagar a uma viúva o valor integral da indenização do seguro Dpvat. A decisão, que reformou sentença da Comarca de Belo Horizonte, é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), levou em consideração a renúncia dos outros dependentes do falecido ao direito de receberem o seguro.
Em primeira instância, a seguradora havia sido condenada a pagar à beneficiária o valor de R$6.750,00, ou seja, 50% da indenização do seguro. No recurso, a viúva alegou que consta dos autos declaração de renúncia expressa dos filhos do segurado, falecido em 25 de junho de 2014, para recebimento do seguro, autorizando, dessa forma, que o pagamento fosse feito a ela. Requereu que o seu direito de receber o seguro Dpvat na íntegra seja reconhecido.
No exame dos autos, o relator do processo, desembargador Marcos Lincoln, observou que o juízo de primeiro grau julgou parcialmente procedentes os pedidos, condenando a seguradora ao pagamento de 50% da indenização do seguro Dpvat à viúva. Quanto aos outros 50%, o juízo afirmou que a renúncia à indenização pelos filhos do falecido "não possui a consequência jurídica de transferir à autora todo o valor do seguro, pois renúncia é diferente de doação e de cessão de direitos".
Para o relator, conforme previsão legal, diante da renúncia dos descendentes do falecido ao direito de receber a indenização do seguro Dpvat em favor da genitora e, sendo os ascendentes pré-mortos, o direito sucessório é deferido ao cônjuge, independentemente do regime de bens adotado pelo casal. Salientou, ainda, que nos termos do art. 1.810 do Código Civil, "na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subsequente".
No caso, acrescentou o magistrado, constatou-se que a autora e apelante tem direito de receber a integralidade da indenização do seguro Dpvat, vez que se discute direito patrimonial, de natureza disponível, dos herdeiros do segurado.
Acompanharam o voto do relator os desembargadores Alexandre Santiago e Alberto Diniz Junior.
A seguradora ajuizou embargos de declaração, que ainda serão apreciados.

Fonte TJ-MG

RISCO DA ATIVIDADE - SHOPPING DEVE INDENIZAR CONSUMIDOR POR ROUBO EM ESTACIONAMENTO


O risco da atividade e a ideia de segurança transmitidas por supermercados e shoppings centers tornam esses tipos de estabelecimento responsáveis pela integridade física dos clientes. Com esse entendimento, a 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o BarraShopping, na Barra da Tijuca, a indenizar em R$ 9 mil um cliente que foi roubado no estacionamento do local.
Ele estava deixando o centro comercial quando foi abordado por um homem armado. O BarraShopping alegou que não tem obrigação de prover segurança ostensiva para lidar com esses casos, mas o juízo de primeiro grau reconheceu a responsabilidade objetiva do réu.
A relatora do caso no TJ-RJ, desembargadora Maria Aglaé Tedesco, ressaltou a relação de consumo entre as partes e disse que, por transmitir uma noção de segurança, os consumidores optam por pagar valores altos no estacionamento do centro comercial com a finalidade de evitar a insegurança das ruas.
É exatamente por isso que os consumidores optam por pagar valores exorbitantes para utilizar o estacionamento como alternativa segura aos estacionamentos localizados nas ruas a fim de realizar suas compras com segurança. Nítida a opção do consumidor por um local que ofereça estrutura e segurança, propiciando uma alternativa para fugir da violência típica de um grande centro urbano”, declarou.
A desembargadora entende que, diante da atual onda de violência que pesa sobre a sociedade, “é necessária a adoção de rotinas que visem minimizar os riscos dos consumidores que frequentem o local a fim de garantir-lhes a segurança”. Por isso, considera inválido o argumento de que o episódio envolveria fortuito externo ou causado por força maior. O voto foi seguido por unanimidade.
Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
0018601-24.2011.8.19.0209

Fonte Consultor Jurídico

COMPANHEIRA CONSEGUE PENSÃO POR MORTE APÓS PROVAR UNIÃO ESTÁVEL

PARA O JUÍZO DE 1º GRAU, AS TESTEMUNHAS DEMONSTRARAM QUE EXISTIA UMA UNIÃO PÚBLICA E DURADOURA ENTRE A MULHER E SEU EX-COMPANHEIRO

O juiz Ricardo Cimonetti de Lorenzi Cancelier, da 9ª vara Federal de Curitiba/PR, condenou o INSS a conceder o benefício previdenciário de pensão por morte a mulher que vivia em união estável com o ex-companheiro. Após analisar os depoimentos das testemunhas, o magistrado concluiu que restou comprovada a união estável da autora uma vez que o casal manteve relação duradoura e pública.
A mulher ajuizou ação contra o INSS após o instituto indeferir pedido do benefício sob a alegação de falta da comprovação da qualidade de dependente. Na ação, a autora alegou que ela e o companheiro viveram juntos em regime de união estável desde 1994 até o dia de seu falecimento.
Ao analisar o caso, o juiz Ricardo Cancelier concluiu que restou comprovada a união estável da autora com o segurado, pelo menos desde o ano de 1997 até o seu falecimento, consubstanciada através de uma relação duradoura e pública, "constituída com ares de constituição de família, que é corolário da equiparação desse regime ao casamento".
Para o magistrado, as testemunhas relataram a vida conjugal do casal, confirmando de forma firme e convincente a convivência marital, pública, notória e duradoura entre eles até o falecimento do segurado.
Assim, condenou o INSS a conceder o benefício à autora e pontuou que um eventual recurso deva ser remetido à turma recursal somente após a implantação do benefício.
Processo: 5048968-80.2017.4.04.7000

Fonte JusBrasil Notícias

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

SEGURADO PODE MOVER AÇÃO POR ATRASO EM APOSENTADORIA

TRABALHADOR PRECISA COMPROVAR PREJUÍZO POR DEMORA NA CONCESSÃO DO BENEFÍCIO

A demora na concessão de aposentadoria por tempo de contribuição pelo INSS pode render um dinheiro a mais para os trabalhadores que amargam longa espera. O prazo previsto em lei para liberação é de 45 dias e caso não haja cumprimento do tempo e provoque prejuízo financeiro, o segurado tem como mover ação judicial por danos morais, dizem especialistas.
"O INSS tem 45 dias para dar uma resposta aos pedidos de benefícios. Mas, claro que esse prazo não funciona na prática", critica Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).
"A falta de servidores e a sobrecarga contribuem para descumprir o prazo", acrescenta Herbert Alencar, do escritório Cincinatus Alencar.
Questionado pelo DIA sobre o tempo de espera para concessão de aposentadoria no Rio, o INSS não retornou até o fechamento desta edição.
"Mas para entrar com ação não basta ter o atraso na concessão, é preciso que esse prazo tenha causado algum dano financeiro ao trabalhador", ressalta Adriane.
"Não adianta o segurado entrar com ação no 46º de atraso do INSS. É necessário comprovar o prejuízo com documentos", afirma a advogada. Por exemplo: se a demora na concessão provocou dívidas, levou o nome a ficar sujo, causou transtornos na conta bancária, cabe ação judicial pleiteando indenização. "Prova do desemprego e do nome no Serasa, cheque devolvido, receituários médicos com problema de saúde causados por conta desse atraso são evidências", exemplifica Adriane.
Para entrar com a ação judicial, acrescenta Herbert Alencar, é preciso apresentar os documentos pessoais do segurado, como identidade, CPF, comprovante de residência.
Um outro ponto é essencial, mas tem que ser solicitado ao INSS: o processo administrativo protocolado com pedido do benefício."A cópia integral do processo administrativo da solicitação do benefício ou revisão deve ser requerida na agência pelo próprio segurado", orienta Alencar.

O QUE DIZ A LEI
A legislação prevê prazo máximo de 30 dias para concluir processos administrativos previdenciários. E que é prorrogável por igual período com expressa motivação, segundo Art. 49 da Lei 9.784 de 29 de janeiro 1999, que regula o processo.
"Já o Art. 174 do Decreto 3.048 de 6 de maio de 1999 define que o prazo para efetuar o primeiro o pagamento é de até 45 dias após a apresentação de toda a documentação", explica Alencar.

VALOR MAIOR À MOROSIDADE
A demora na concessão da aposentadoria pode resultar no aumento do benefício. Isso porque, em alguns casos, o intervalo entre a solicitação e o atendimento no posto da Previdência, os segurados podem atingir requisitos para obter benefícios com valores mais altos, como a Regra 85/95, que soma idade e tempo de contribuição - sendo 85 pontos para mulheres e 95 para homens -, e quando o trabalhador faz aniversário.
Nestes casos o segurado deve pedir a reafirmação da Data de Entrada do Requerimento (DER) no posto do INSS para que esse período de espera seja incluído pelo INSS no cálculo da renda mensal.
O aumento da idade, por exemplo, tem como compensar a mudança da data. Quanto maior a idade do trabalhador na data da aposentadoria, menor será o desconto do fator previdenciário. Já na Regra 85/95 não há desconto do fator previdenciário.

Por Martha Imenes
Fonte O Dia Online

O TRABALHO NOS ESTADOS UNIDOS PODERÁ SER UTILIZADO NA APOSENTADORIA

ACORDO INTERNACIONAL BENEFICIARÁ MAIS DE 1 MILHÃO DE TRABALHADORES

Brasileiros que vivem de forma legal nos Estados Unidos poderão ter o tempo de trabalho no país para dar entrada nos pedidos das aposentadorias por idade e invalidez e pensão por morte.
Dentro das regras estabelecidas, será possível utilizar tempo de contribuição vertido para o sistema de previdência norte-americano para fins de concessão de benefícios brasileiros, especificamente a aposentadoria por idade, pensão por morte e aposentadoria por invalidez, inclusive para obtenção destes benefícios no regime próprio de previdência social.
E também poderão ser utilizados períodos de contribuição realizados para o sistema de previdência brasileiro para obtenção destes mesmos benefícios nos Estados Unidos, exigido, porém, um tempo mínimo de contribuição para o sistema estadunidense (18 meses).
O decreto 9.422, que promulga o acordo de Previdência Social entre o Brasil e os Estados Unidos - firmado em Washington em 30 de junho de 2015 -, foi publicado nesta terça-feira (26).
Dentro das regras, poderá ser utilizado um trimestre de contribuição para cada 3 meses certificado, exceto períodos de contribuição em duplicidade, ou seja, trimestres de contribuição coincidentes no ano civil em ambos os sistemas.
Mas, pode ser aplicado para obtenção de benefícios brasileiros períodos de contribuição já utilizados para fins de benefícios americanos, e vice-versa, pois o valor de cada auxílio é proporcional ao tempo de contribuição vertido no respectivo país.
Segundo informações da Previdência Social, cerca de 1,3 milhão de brasileiros e mais de 35 mil norte-americanos serão beneficiados com a entrada em vigor da decisão.
Atualmente, o Brasil também possui acordo bilateral de previdência social com seguintes países: Alemanha, Bélgica, Cabo Verde, Canadá, Chile, Coreia, Espanha, França, Grécia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Quebec.
O Brasil possui em vigor dois acordos multilaterais de previdência social: o Acordo Multilateral de Seguridade Social do Mercado Comum do Sul – Mercosul; e a Convenção Multilateral Iberoamericana de Segurança Social.
O acordo de previdência social entre Brasil e EUA entra em vigor dia 01 de outubro deste ano.

Fonte G1

TÉCNICAS QUE AJUDAM NA PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS

Mapas mentais, técnicas de leitura dinâmica e de controle emocional otimizam o estudo e melhoram desempenho do candidato

Com o número cada vez maior de profissionais que buscam a estabilidade da carreira pública, alguns candidatos têm buscado estratégias para melhorar seu desempenho e não ser mais um na multidão. Valem mapas mentais, técnicas de leitura dinâmica e de controle emocional, que ajudam tanto na memorização do conteúdo como a controlar a ansiedade antes e durante a prova.
Desenvolvidos pelo psicólogo britânico Tony Buzan nos anos 1970, os mapas mentais são uma espécie de organizador gráfico, em que textos completos são codificados em palavras-chaves, cores e símbolos, compactando a informação. Um só mapa pode conter um grande número de informações, potencializando a aprendizagem, explica o professor Alberto Dell'Isola, do IOB Concursos. Além disso, a ferramenta estimula o pensamento global cerebral e pode ser útil na gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; compreensão e solução de problemas; e memorização e aprendizado.
— Os mapas resumem a matéria, tornando-se uma excelente ferramenta de revisão para provas e concursos. Possuem muitos símbolos e cores, facilitando a memorização dos conceitos. As cores permitem uma categorização dos tópicos, favorecendo organização e aprendizagem. Tornam a aprendizagem mais divertida, tornando o estudo bem mais eficaz. E durante a prova, o estudante é capaz de evocar facilmente as imagens e cores utilizadas no mapa mental — ressalta, o professor.
O professor admite, no entanto, que, inicialmente, alguns candidatos sentem um pouco de receio de utilizar a técnica, mas acabam dando o braço a torcer ao se darem conta dos resultados obtidos.
Dell'Isola diz que os mapas mentais podem representar praticamente qualquer tipo de conteúdo, sejam de biologia, história, direito constitucional ou até mesmo anatomia. A única restrição, afirma, é quanto ao uso da técnica para matérias exatas, ainda que seja possível mapear determinados conteúdos dessas áreas.
O professor alerta que os mapas nunca devem ser utilizados como uma primeira fonte de informação. Por se tratarem de resumos, devem ser utilizados após alguma aula ou de o aluno estudar o conteúdo completo. Caso se tenha domínio do assunto, os mapas podem ser utilizados de forma imediata, sem qualquer leitura prévia.

Leitura dinâmica
Outra ferramenta que costuma ajudar os concurseiros é utilização de técnicas de leitura dinâmica, “uma forma diferente de entrada de dados em nosso computador cerebral”, segundo Juarez Lopes, diretor do Instituto de Otimização da Mente (IOM) e autor do livro “Como ler mil palavras por minuto”. É um processo de descondicionamento e recondicionamento que tem por base exercícios sequenciais e repetitivos, visando capacitar o leitor tradicional a multiplicar sua velocidade de leitura, sem prejuízo da compreensão:
— Nossos olhos funcionam como uma máquina fotográfica, eles batem fotos. Estas fotos são transformadas em impulsos eletroquímicos e são enviadas ao cérebro que as revela, as decodifica e as compara com as informações que existem em seus arquivos. Se o conteúdo decodificado já existe nesses arquivos, ele entende. Caso contrário, ele viu, sabe que viu, se vir de novo vai dizer “já vi isso antes”, mas não entende o significado. É preciso que alguém ou ele mesmo interprete o conteúdo dessas informações. A partir daí, toda vez que ele fotografar de novo esta imagem, ele entenderá o seu significado.
Segundo Lopes, o leitor tradicional lê sub-vocalizando, ou seja, a percepção de seus olhos é acompanhada por uma voz mental que repete sílaba por sílaba o que ele vai lendo. O leitor dinâmico, ao contrário, lê blocos de palavras de uma só vez, como se fossem um símbolo gráfico utilizado para representá-las, sem nenhuma voz produzindo sons em sua mente. Ele olha o bloco de palavras como quem olha um objeto, integralmente, pois parte do todo para o detalhe. O aproveitamento da técnica é diretamente proporcional à sua utilização, lembra o professor.
Uma das vantagens desta técnica para aqueles que se preparam para concursos públicos é estudar todo o programa com maior qualidade e em menos tempo, ressalta Lopes.

Controle emocional
Ter preparo emocional é tão importante quanto o estudo. De acordo com o psicólogo Alexandre Maia, especialista em concursos, não adianta nada se matar de estudar se, na hora 'H', a ansiedade e a insegurança colocam tudo a perder. Segundo ele, ansiedade, nervosismo, medo e insegurança acabam com a memória, com o raciocínio e a capacidade intelectual do candidato. Sendo assim, o preparo emocional é a solução para estes estados e ainda traz de imediato um aumento no rendimento do estudo, melhorando muito a memorização, a capacidade de entendimento e o raciocínio:
— Precisamos lembrar que aprendizado, memorização, resgate de memória e entendimento são processos internos, e o nosso ‘mundo’ interno está ligado diretamente ao nosso emocional. O equilíbrio entre o racional e o emocional é o segredo.
Para o psicólogo, antes de começar a se preparar, a pessoa precisa ter confiança e acreditar que é possível, sim, passar em concursos públicos. Além disso, precisa aprender a não sabotar a própria vida pessoal, afastando algumas crenças.
— Não há como neutralizar essas emoções e, por isso, é preciso equilibrá-las para que elas cooperem com o candidato. Assim, ele vai ter um rendimento maior na prova.
Maia acrescenta que atividades físicas também são armas importantes para melhorar o desempenho dos candidatos, principalmente os exercícios aeróbicos, excelentes para diminuir a ansiedade, já que diminuem o nível de cortisol, o hormônio do estresse. Além disso, combatem a depressão e o cansaço, pois proporcionam energia e disposição, acalmam a mente e produzem serotonina, que é o hormônio que dá a sensação de prazer. Tudo isso, ressalta o psicólogo, melhora muito o desempenho e a qualidade de vida do candidato.

Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

APRENDA A DIZER NÃO

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A ESPECIALIZAÇÃO EM SETORES DE MERCADO: UMA TENDÊNCIA DO MERCADO JURÍDICO


A grande maioria das bancas que atendem as empresas globalmente em suas demandas diárias, comumente oferecem um leque obrigatório de áreas do direito comuns às atividades empresariais. Áreas como tributário, trabalhista, societário e contencioso são lugar comum para escritórios “full service” que atendem clientes corporativos.
Contudo, com a especificidade dos mercados em que atuam esses clientes, o aumento da concorrência e principalmente devido ao surgimento das agências regulatórias governamentais, que a cada dia editam legislações e normas específicas para setores da economia, surgiu a necessidade cada vez mais comum aos escritórios de oferecer um outro tipo de serviço: a especialidade por área de negócio do cliente.
Os clientes passaram a buscar o profissional que além de ser especialista em uma área corporativa do direito, também seja capaz de identificar problemas e entender profundamente o seu setor de atuação, seus concorrentes e as especificidades legais desse mercado. Assim, o operador de planos de saúde por exemplo, passa a selecionar as bancas que defenderão seus interesses não somente pela sua especialização em direito do consumidor, por exemplo, mas que também entenda sobre a questão regulatória dos planos de saúde no Brasil.
Estamos diante de um novo momento da advocacia: a super especialização do advogado, que além de sua área original de atuação, será um verdadeiro consultor do cliente em seu setor, estando ao par não somente de toda legislação e regulamentação ligadas ao mercado onde o mesmo atua, mas também ciente de toda a movimentação e de todas as implicações que possas afetar o dia a dia da empresa.
As empresas atualmente, tendem a procurar um profissional com uma visão macro do universo corporativo em que está inserido, que consiga relacionar diversos elementos que integram a empresa, desde seus recursos humanos até os aspectos de logística, oferecendo soluções viáveis e profiláticas ao seu cliente.
Assim ao invés do tradicional cardápio de áreas de atuação que encontramos nos materiais de divulgação dos escritórios, teremos cada vez mais a presença dos setores de mercado em que aquela banca atua com destaque.

Por DCMS ESTRATÉGIA JURÍDICA