quarta-feira, 30 de abril de 2025

ANTES DO DIREITO, ADVOGADO DEVE TENTAR FAZER JUSTIÇA


A enciclopédia ensina que o advogado é um profissional liberal, bacharel em Direito e autorizado pelas instituições competentes de cada país a exercer a representação dos legítimos interesses das pessoas físicas ou jurídicas em juízo ou fora dele, quer entre si, quer ante o Estado. Está correto! As leis em todo mundo, por sua vez, sustentam que o advogado é uma peça essencial para a administração da justiça e instrumento básico para assegurar a defesa dos interesses das partes em juízo. Também está correto.
No Brasil, a ordem geral estabelece que para ser advogado é preciso ter o título de graduação como bacharel em Direito, e sua regular inscrição nos quadros da OAB, após aprovação no Exame. Perfeito! Tanto pela ordem educacional como também do ponto de vista da análise vocacional.
A rigor, os ensinamentos letrados sobre o “ser advogado” – no Brasil ou fora dele – estão permeados de conhecimentos e rótulos que variam de acordo com a forma de ver suas próprias demandas e o humor dos que avançam na análise fria do exercício profissional. Na prática, são diversas regras – totalmente consistentes - em que a moral e a ética, na mais pura expressão, se manifestam nas definições elementares para o exercício desse múnus público. 
Mas existe uma que, particularmente, me enche de entusiasmo e que faz com que o “ser advogado” torne seus seguidores seres ativos e partícipes da construção de uma sociedade mais justa e fraterna.  É aquela que diz que é função do advogado “reclamar contra as violações dos direitos humanos e combater os abusos de autoridade”. Ai está a máxima da responsabilidade do nosso exercício. 
Contudo, a julgar pelo que temos visto e sentido, esse princípio tem sido relegado a planos inferiores diante dos aspectos meramente profissionais. Penso que vencer na profissão tem pautado quase todas as ações de nossa profissão. E isso, é muito pequeno no “ser advogado”! Pequeno e pouco. Muito pouco. Principalmente porque a história reservou a advocacia um papel mais eloquente e entusiasta para a nossa nação.
A história é rica e próspera em mostrar o quanto esta brilhante profissão, em seu exercício pleno, fez pela construção da democracia. Se hoje temos o direito de postular é porque baionetas caíram diante do abraço apertado da advocacia na resistência pela defesa de um país livre em todos os sentidos. O direito de questionar que nos é permitido hoje se dá porque poderes foram enquadrados em seu real papel a partir de movimentos organizados para derrubar a doença da tirania, que tanto persegue o ser humano; foi a luta para fazer valer os interesses individuais e coletivos.
Neste país de grandes contrastes, a advocacia foi e continua sendo dura contra a corrupção e os desmandos. Não apenas contra os delinquentes de terno e gravata que se postam atrás de mesas assinando liberação de verbas públicas e fazendo maracutaias com o dinheiro do povo. Mas se colocando à frente em busca da lisura e também apoiando os movimentos institucionais no controle democrático.
A advocacia hoje briga e luta bravamente para que o direito de postulação dos interesses individuais, empresariais e coletivos seja exercido de maneira correta, com respeito e, sobretudo, com capacidade e inteligência. A luta por um ensino jurídico eficaz – que é, ressalte-se com todas as letras isso, “de inteira responsabilidade do Estado” – significa estar na defesa dos interesses do cidadão. Os malfeitores desta nação, verdadeiros “ratos” travestidos de cordeiros, investem no pior. Por sorte, empunham bandeiras rasgadas e devassadas pelo erro.
A atual participação da advocacia enquanto corpo presente no dia-a-dia de uma nação precisa de reforço. Cada vez mais.  Os ensinamentos elementares sobre a filosofia do Direito necessitam de uma ênfase primordial para que todos que abraçarem esta profissão possam ter impressas na alma uma visão mais profunda do “ser advogado”. Lutar contra as violações e combater os abusos de autoridade deve ser a bandeira principal desta profissão. Até porque, constantemente somos vítimas dessas situações.
A advocacia não pode se curvar diante dos que teimam em fustigar os direitos humanos. Nem se silenciar perante as ameaças e agressões, seja contra o “ser advogado”, seja contra o cidadão comum. Afinal, a história, que hoje nos concede lugar de destaque pelas lutas relatadas, certamente nos julgará se permitirmos que esse Estado de Direito seja afrontado da forma como tentam fazer os “ratos de esgoto”, encastelados em seus altos escalões.
Nossa missão não é apenas defender o direito. Mais que isso: é garantir que se faça a Justiça! Essa é a lição de hoje e de todos os outros dias de nossas vidas.

Por Francisco Faiad (Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil)
Fonte Consultor Jurídico

terça-feira, 29 de abril de 2025

SETE DICAS PARA NÃO ADIAR AS TAREFAS DIÁRIAS NO TRABALHO

Presentear-se ao cumprir metas e anotá-las por ordem de prioridade são algumas das orientações de especialistas

Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. O antigo ditado popular permanece atual, até porque adiar as coisas continua sendo uma constante na vida de grande parte das pessoas. E graças ao e-mail, Twitter, Youtube, Facebook, Tumblr e outras distrações contemporâneas - sejam elas redes sociais ou não -, está cada vez mais fácil de inventar desculpas a si mesmo para postergar o trabalho. Mas deixar para depois leva à culpa, ao estresse e a uma sensação de estar sobrecarregado, além do fato de prejudicar o trabalho.
Afinal, por que as pessoas adiam as tarefas que devem ser feitas? Segundo uma matéria recente do New York Times, porque se sentem sobrecarregados para sequer começar. O adiamento também pode ser resultado de perfeccionismo: a pessoa quer fazer o trabalho tão bem, e estabelece metas tão altas, que fica paralisada, não conseguindo ir adiante.
O fato é que, no mundo corporativo, adiar tem “custos altos e visíveis”, diz Rory Vaden, um coach americano que descobriu, em pesquisa, que um empregado médio perde pelo menos duas horas por dia com tarefas que não têm nada a ver com o trabalho.
— As pessoas mais produtivas costumam se focar no progresso, na evolução, não na perfeição — diz Vaden, autor de “Suba pelas escadas: sete passos para atingir o verdadeiro sucesso”.
Segundo o psicólogo Joseph R. Ferrari, professor da Universidade DePaul e autor de “Ainda adiando? O guia ‘sem culpa’ para cumprir as tarefas”, em geral as pessoas que adiam muito são extremamente preocupadas com o que os outros pensam delas.
— Essas pessoas preferem ser acusadas de falta de esforço do que de falta de habilidade. A ideia é: ‘Se eu nunca terminar, nunca poderei ser julgado’ — explica. — Pode também haver um certo medo do sucesso. O profissional pensa: ‘Se eu fizer bem, podem esperar mais de mim da próxima vez, e não sei se vou querer passar por isso’.
Segundo o consultor de RH Marcos Schmitz, professor da FGV e especialista em planejamento estratégico, muitos profissionais ainda adiam as tarefas diárias por grandes períodos de tempo. Mas, para ele, isso não pode ser atribuído somente ao excesso de responsabilidades, mas também a uma falta de organização e até a uma falta de foco.
— As pessoas se perdem muito em atividades secundárias, em reuniões sem importância — diz. — Já participei de pesquisa que concluiu que um funcionário médio produz somente durante cinco horas e meia, numa jornada de oito. Além disso, fumantes podem perder até 40 minutos por dia com o hábito.
Outro fator que leva os profissionais a perderem tempo, afirma Schmitz, é a necessidade que têm de interagir bem com seus pares e não dizer “não” às solicitações de ajuda:
— Tem gente que afeta a própria produtividade para ajudar colegas. A médio e longo prazo, isso acaba atrapalhando a eficiência do profissional.
Confira algumas dicas de especialistas para evitar adiamentos:

1- Dê um jeito de “dar um significado simbólico a cada pequeno passo” que você dá durante um longo projeto. Isso pode incluir presentear a si mesmo com um jantar ou uma massagem, quando você atinge um objetivo.

2- Mude um pouco o ambiente à sua volta, para desencorajar o ato de protelar as atividades. Existem softwares, por exemplo, que somente permitem acesso à internet em determinados momentos.

3- Pessoas que sempre adiam trabalho costumam ser atormentadas pela culpa. Mas “chicotear-se” não é solução. Em vez disso, identifique as áreas nas quais mais adia - falar, escrever, desenvolver negócios, fazer networking ou administrar tarefas - e estabeleça as metas para atingir seus objetivos.

4- O mundo do trabalho, com suas inevitáveis interrupções, exige habilidades de “dividir” grandes projetos em pequenos passos. Se você não tem certeza sobre quais são os próximos passos, peça ajuda a quem sabe.

5- Se você cronicamente adia as coisas (tanto na vida quanto no trabalho), vale a pena procurar um psicólogo que ofereça sessões de terapia comportamental e cognitiva. Em alguns casos, é a única forma de fazer com que a pessoa tenha o próprio tempo (e sua vida) sob controle novamente.

6- Priorize as tarefas e anote-as, por ordem de importância e de prazo, na agenda. A cada dia, uma lista.

7- Tenha um caderno executivo, que contenha desde contatos telefônicos até atas de reuniões estratégicas, passando pelo calendário. Anote as tarefas diárias e as da semana. Procure só deixar o ambiente de trabalho quando tiver terminado as tarefas do dia.

Fonte O Globo Online com informações da Time Moneyland e do New York Times

segunda-feira, 28 de abril de 2025

SAIBA COMO TER CONEXÕES DE SUCESSO NA ADVOCACIA: LINKEDIN PARA ADVOGADOS


Os advogados adoram o LinkedIn, e não é difícil saber o porquê. De todas as redes sociais, o foco do LinkedIn para negócios possui uma aura de profissionalismo muito adequada, oferecendo múltiplas formas de compartilhar conteúdos e demostrar conhecimentos especializados na advocacia.
Mas, como qualquer ferramenta, pode ser adversa se não for usada corretamente. Parte desse uso adequado envolve a etiqueta do LinkedIn. A falta de observação do comportamento correto pode prejudicar a sua reputação e do seu escritório de advocacia. Aqui estão três coisas a serem evitadas no LinkedIn.

1. Não pense que você tem que aceitar todos os convites para se conectar
Você recebeu um pedido de conexão de alguém que você não conhece? Provavelmente prudente simplesmente ignorar ou gentilmente recusar isso. Sim, parece ser bom ter uma grande rede de conexões. Mas a qualidade e a sua reputação, duramente merecidas, são mais importantes do que a quantidade, quando se trata dessas conexões.

2. Não publique atualizações que não tenham nada a ver com sua área
Quando você compartilha itens através de uma atualização de status ou de um grupo profissional do LinkedIn, um excelente hábito que pode demonstrar seu conhecimento e autoridade é a verificação. Os demais devem estar de acordo com suas práticas ou da discussão em questão.

3. Não tente barganhar nada para obter resultados
O LinkedIn é sobre construir relacionamentos, e esse convívio precisa ser nutrido. Postando algo como "Se você está procurando uma experiência respeitável na advocacia, ligue para mim" pode fazer você parecer com um desesperado. Também causa problemas com a ética condizente com a advocacia e seu o marketing pessoal.
Você pode resumir todos esses pontos de etiqueta em uma frase: não se descuide. E essa frase deve ser transferida para a manutenção da sua página do LinkedIn. Certifique-se de ter todas as suas informações sempre atualizadas. E por fim esqueça de uma vez por todas o pensamento que o LinkedIn é apenas um lugar para colocar seu currículo de advogado.
No Linkedin, o objetivo é o aperfeiçoamento profissional, além de ser ótimo para melhorar sua carreira, também promove a oportunidade de construir uma valiosa rede de contatos. Afinal, quanto maior a conexão com suas relações, maior a chances de receber conteúdos assertivos e de obter sucesso.
Por Jurídica Marketing
Fonte JusBrasil Notícias

CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO DESATUALIZADA: E AGORA?


A convenção de condomínio é um dos conjuntos de normas mais importantes para regular as relações em torno dele. O Código Civil traz regras que devem ser cumpridas por todas as demais leis condominiais. Por esse motivo, trazemos a solução para o caso em que a convenção de condomínio está desatualizada em relação à lei federal.

A CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO DESATUALIZADA
O “novo” Código Civil é uma lei federal (Lei nº 10.406/2002) que foi promulgada em 2002. Uma convenção de condomínio desatualizada é aquela escrita conforme as normas anteriores àquele ano, quando tratar sobre a mesma matéria. Quando a convenção trata de forma diversa um assunto que também é abarcado pelo Código, está violando a lei.
Isso porque, no Direito Brasileiro, existe uma hierarquia de normas, sendo que a lei inferior deve estar de acordo com a lei superior. Aplicando isso ao condomínio, temos a seguinte ordem hierárquica: Constituição, leis, convenção de condomínio, regimento interno e deliberações da assembleia (documentadas em ata). Ou seja, a convenção sempre deve estar de acordo com o Código quando falarem sobre o mesmo assunto.
Se o Código não tem disposição sobre determinada matéria e a convenção possui, ainda que seja anterior à lei, não estará desatualizada. Ou ainda, se a lei aborda um assunto de forma genérica e a convenção obedece ao preceito genérico, mas estabelece regras mais específicas, também não a viola.
Um exemplo interessante é o art. 1.352, parágrafo único, do Código Civil. Ele dispõe que “os votos [nas deliberações de assembleia]serão proporcionais às frações ideais no solo e nas outras partes comuns pertencentes a cada condômino, salvo disposição diversa da convenção de constituição do condomínio”.

O CÓDIGO CIVIL DE 2002
O Código apresenta, dentro do direito das coisas, as disposições sobre a propriedade, e, consequentemente, sobre o condomínio. Os principais pontos abordados são:
  • Definição e registro do condomínio edilício;
  • Direito e deveres dos condôminos;
  • Convenção de condomínio;
  • Administração: síndico (eleição, função, deveres, destituição), conselho fiscal, representação (administradoras, síndicos profissionais);
  • Assembleias;
  • Extinção do condomínio;
  • Outros pontos gerais como obras, seguro obrigatório, dívidas, multas, partes comuns, vagas.

LEI CONDOMINIAL DEVE SER SEMPRE REVISTA
O Código Civil dispõe que a realização de obras úteis no condomínio depende de voto da maioria dos condôminos. Se a Convenção de Condomínio for anterior a 2002 e prever um quórum de aprovação diferente do que foi estabelecido pela lei, ela está desatualizada.
Por isso, o síndico dos condomínios instituídos anteriormente a esta data deve rever os pontos que podem estar em desconformidade com o Código Civil, a fim de evitar o conflito de normas que pode surgir. Em geral, são as cláusulas que envolvem prazos, como o mandato do síndico e dos membros do Conselho Fiscal, e quóruns (convocação de assembleia, deliberação e aprovação).

QUÓRUM PARA MODIFICAÇÃO DA CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO
O síndico que perceber que a convenção do condomínio está desatualizada, seja anterior ou não ao Código Civil, deve convocar uma assembleia de condôminos para expor a necessidade de se corrigir as disposições da lei condominial.
A alteração da convenção de condomínio depende da aprovação de 2/3 dos votos dos condôminos.
Se você é síndico e percebeu que a convenção de condomínio não está de acordo com o Código Civil, deve proceder ao ajuste para evitar conflitos de normas.

Fonte TudoCondo

DIA DA SOGRA

sábado, 26 de abril de 2025

7 COISAS QUE VOCÊ NÃO DEVE DIZER A ALGUÉM COM ANSIEDADE

Para o psicólogo clínico Scott Bea, embora geralmente venha de pessoas amadas, incompreensão pode tornar incrivelmente desafiador superar uma crise de pânico

Ansiedade: sete dicas do que evitar dizer para quem sofre de transtorno de ansiedade

Se você já sofreu de ansiedade grave, provavelmente conhece muito bem o modo como ela pode controlar sua vida.
Os transtornos de ansiedade e pânico podem causar sensações intermináveis de medo e incerteza - e esse sofrimento muitas vezes provoca comentários que são mais prejudiciais que úteis.
Segundo o psicólogo clínico Scott Bea, professor-assistente de medicina na Clínica Cleveland, embora geralmente venha de pessoas amadas, a incompreensão dos outros pode tornar incrivelmente desafiador superar uma crise de pânico.
"Por isso, muitas coisas que você poderia dizer acabam tendo um efeito paradoxal e agravam a ansiedade", diz Bea a The Huffington Post.
"A ansiedade pode ser como areia movediça - quanto mais você tenta resolver a situação imediatamente, mais você afunda. Dizer às pessoas coisas como 'fique calmo' pode realmente aumentar sua sensação de pânico."
Apesar de tudo, existem maneiras de ainda dar apoio sem causar mais perturbação. Aqui estão sete comentários que você deve evitar fazer para alguém que sofre de transtorno de ansiedade - e como você pode realmente ajudar essa pessoa.

1. "Não dê importância a essa bobagem."
A verdade é que o que você considera bobagem pode não ser tão insignificante no mundo de outra pessoa.
Embora você tente projetar uma luz positiva sobre uma situação tensa, pode querer reduzir algo que é muito maior para outra pessoa.
"Você precisa entrar no sistema de crença da pessoa", aconselha Bea. "Para [alguém com ansiedade], tudo é importante."
Para ajudar, tente aproximar-se dela com uma perspectiva de incentivo, em vez de implicar que ela "surtou" por causa de algo sem importância.
Lembrar à pessoa que ela já superou esse pânico antes pode ajudar a confirmar que sua dor é real e ajudá-la a empurrar para longe os sentimentos arrasadores, diz Bea.

2. "Acalme-se."
O problema debilitante dos transtornos de ansiedade e pânico é que você simplesmente não consegue se acalmar.
Encontrar a capacidade de relaxar - especialmente por ordem de alguém -- não é fácil para a maioria das pessoas, e certamente pode ser mais difícil para alguém que sofre de ansiedade.
Em um blog em "Psychology Today", o psicólogo Sean Smith escreveu uma carta aberta para uma pessoa amada do ponto de vista de alguém com ansiedade, afirmando que, mesmo que haja boas intenções, dizer para a pessoa se acalmar provavelmente terá o efeito contrário:
"Vamos reconhecer o óbvio: se eu pudesse conter minha ansiedade, já o teria feito. Isso pode ser difícil de entender, já que provavelmente parece que eu escolhi [entrar em pânico, me coçar, acumular coisas, andar de um lado para outro, me esconder, ruminar, verificar, limpar etc.]. Não. No meu mundo, fazer essas coisas é apenas ligeiramente menos doloroso do que não as fazer. É difícil explicar, mas a ansiedade coloca uma pessoa nessa posição."
Segundo Keith Humphreys, professor de psiquiatria na Universidade Stanford, suas palavras não precisam ser seu método mais poderoso - oferecer para fazer algo com a pessoa talvez seja a melhor maneira de ajudar a aliviar seus sintomas.
Humphreys diz que atividades como meditação, dar um passeio ou fazer exercícios são maneiras positivas de ajudar.

3. "Apenas faça isso."
Quando alguém com ansiedade enfrenta seus medos, um pouco de "amor duro" pode não ter o efeito que você espera.
Dependendo do tipo de fobia ou transtorno que a pessoa enfrenta, o pânico pode atacar a qualquer momento - ao embarcar em um avião, falar a um grupo de pessoas --, ou mesmo surgir do nada.
"Obviamente, se elas pudessem superar isto o fariam, porque seria mais agradável", diz Humphreys.
"Ninguém escolhe ter ansiedade. Usar [estas frases] as faz sentir-se na defensiva e sem apoio."
Em vez de dizer a alguém para "aguentar", praticar empatia é o segredo. Humphreys aconselha a trocar a linguagem incentivadora de time esportivo por frases como "É horrível sentir isso" ou "Que pena que você se sinta assim".
"O paradoxo é que [uma frase empática] ajuda a acalmá-las porque elas não sentem que têm de lutar por sua ansiedade", diz Humphreys. "Demonstra certa compreensão."

4. "Tudo vai dar certo."
Embora seja de modo geral um apoio, Bea diz que as pessoas com ansiedade não vão reagir de fato a palavras reconfortantes da maneira que você gostaria.
"Infelizmente, dizer a alguém [que está enfrentando ansiedade] que tudo vai dar certo não ajudará muito, porque a pessoa não vai acreditar", ele explica.
"A tranquilização às vezes pode ser um método ruim. Ela as faz sentir-se melhor durante 20 segundos e depois a dúvida pode retornar."
Bea sugere que se continue encorajando, sem usar declarações vagas que podem não ter valor naquela situação.
Às vezes, diz ele, até permitir que a pessoa abrace sua preocupação - em vez de tentar afastá-la - pode ser a única maneira de ajudar.
"Ela sempre pode aceitar a condição", disse Bea. "Encorajá-la dizendo que é bom sentir o que ela está sentindo - também pode ser um bom remédio."

5. "Também estou estressado."
Semelhante a "Acalme-se" e "Não dê importância a essa bobagem". Você pode estar acidentalmente banalizando a luta de alguém ao criar uma comparação.
No entanto, se você estiver estressado ou sofrendo de um transtorno leve de ansiedade ou pânico, Humphreys adverte que a camaradagem depois de certo ponto pode ser perigosa.
"É importante não ficar obcecados um pelo outro", aconselha. "Se você tem duas pessoas ansiosas, elas podem se alimentar mutuamente. Se as pessoas têm dificuldade para controlar sua própria ansiedade, tente não se envolver nessa atividade mesmo que você pense que pode ajudar."
Pesquisas demonstraram que o estresse é uma emoção contagiosa, e um estudo recente da Universidade da Califórnia em São.
Francisco descobriu que até os bebês podem captar esses sentimentos negativos de suas mães.
Para promover pensamentos mais saudáveis, Humphreys aconselha que se tente reorientar a narrativa, em vez de lamentar-se juntos.

6. "Tome uma bebida - vai distrair sua mente."
Esse coquetel pode diminuir a tensão, mas quando lidar com transtornos de ansiedade existe um problema maior para se preocupar, diz Humphreys.
Médicos e tratamentos prescritos são mais adequados quando se trata de lidar com os problemas que causam o pânico. "A maioria das pessoas supõe que se alguém tomar alguns drinques sua ansiedade desaparecerá", disse ele.
"Em curto prazo, sim, talvez desapareça, mas em longo prazo pode ser um caminho para a dependência. É perigoso em longo prazo porque essas substâncias podem reforçar a ansiedade."

7. "Eu fiz alguma coisa errada?"
Pode ser difícil quando uma pessoa amada está constantemente sofrendo e às vezes pode até parecer que seus atos de alguma forma estão provocando isso.
Humphreys diz que é importante lembrar que os transtornos de pânico e ansiedade derivam de algo maior do que apenas uma instância particular.
"Aceite que você não pode controlar as emoções da outra pessoa", ele explica.
"Se você tentar isso, se sentirá frustrado, a pessoa que você ama e que está sofrendo pode se sentir rejeitada e vocês dois se ressentirão. É importante não levar a ansiedade do outro para o plano pessoal."
Humphreys diz que também é crucial deixar a pessoa amada saber que há uma maneira de superar qualquer transtorno de ansiedade ou pânico - e que você está lá para ajudar.
"Há maneiras de ser mais feliz e mais funcional", diz ele. "Existe com certeza uma razão para ter esperança."
Por Lindsay Holmes
Fonte Exame.com

quinta-feira, 24 de abril de 2025

ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA VIRTUAL

Tidos como uma tendência no mercado jurídico, os escritórios de advocacia virtual  se destacam como algo conveniente para quem opta por algo mais versátil e prático.

Mesmo antes da epidemia global de COVID-19, já era possível encontrar inúmeras empresas que adotaram o ambiente virtual como padrão, e com o aumento da prática de home office devido à pandemia, também houve um aumento exponencial do número de escritórios virtuais. Portanto, nesse artigo iremos detalhar algumas dicas para a criação e melhoria de um escritório de advocacia virtual.

O que são escritórios virtuais de advocacia?

Escritórios virtuais são definidos como aqueles que adaptaram seus serviços para não precisarem manter espaços físicos, ou seja, que realizam todo o atendimento online. Essa modalidade pode ser extremamente rentável, e em tempos atuais, cada vez mais tanto empreendedores quanto clientes procuram esse tipo de serviço.

As vantagens variam, desde mobilidade, eficiência e versatilidade à otimização de despesas e lucros, além da praticidade para ambas as partes (profissional e cliente). Não é necessário se desfazer do espaço físico, caso já conte com um. Isso pode ser considerado um acréscimo positivo na visão do cliente.

Obviamente, o regime em home office também traz alguns desafios e exigências, como por exemplo a disciplina e foco necessários para esse tipo de trabalho, além de um ambiente organizado para manter a produtividade e harmonia.

Por onde começar?

1.      Saiba quem é sua clientela. Entenda o que seu público alvo procura, e ainda mais importante, porque eles procuram isso. Conheça quais são seus reais interesses, tenha uma visão humanizada de suas necessidades e objetivos.

2.      Invista em uma boa identidade visual. A identidade visual é o primeiro contato do cliente com sua marca. Quanto mais adequada ela for, melhor transmitirá os valores de sua empresa. Uma identidade forte e séria pode propagar a ideia de uma empresa séria, profissional e competente. Obviamente apenas uma identidade visual forte não é o suficiente para garantir o sucesso de seu escritório, mas não se preocupe, ainda temos várias dicas.

3.      Crie um domínio para o site do escritório e e-mails. Isso passa uma imagem de profissionalismo e seriedade, o que traz segurança ao cliente. Também é conveniente que haja uma plataforma padrão para recebimento de honorários, e que aceite diferentes tipos de pagamento. Essas medidas auxiliam profundamente na organização de clientes, e recebimentos ao agrupar todas as informações em plataformas específicas. Registrar o negócio na plataforma Google Meu Negócio também pode trazer vantagens, como tornar seu escritório mais conhecido, atrair clientes, te dar direito às estatísticas de acesso, melhorar sua reputação e consequentemente, conquistar a confiança de seu público alvo. Também é interessante, com base nos dados de público alvo, criar redes sociais para seu negócio, e juntamente com o site, mantê-las atualizadas com conteúdos que as direcionam ao site oficial. Certifique-se de oferecer meios para entrar em contato em todas as suas redes sociais, e mantenha todas as informações completas no site.

4.      Tenha um telefone e WhatsApp para contato. Não podemos negar que a maioria das mensagens trocadas hoje em dia utilizam a plataforma WhatsApp, sendo que algumas pessoas não se sentem confortáveis (ou não dispõem de tempo) para fazer ligações. Portanto, o aplicativo gratuito WhatsApp, que conta com um sistema especial para empresas (que pode ser utilizado por vários atendentes) é um item essencial para quem pretende atender online. É muito prudente contar com um telefone para ligações, pois assim como há pessoas que não se sentem confortáveis fazendo ligações e preferem enviar mensagens de texto, há quem não goste de mensagens de texto e preferem o imediatismo da ligação. Portanto, é recomendável que ambos canais de contato sejam disponibilizados.

5.      Certifique-se de sempre contar como uma conexão estável. Ao conduzir um negócio online, quase todos os seus meios de contato com clientes depende de sua conexão à internet. Dessa forma, é crucial que ela esteja sempre funcionando sem interrupções ou atrasos.

6.      Por mais que o fluxo seja projetado para um atendimento online, é sempre prudente ter um espaço em mente para encontros presenciais em caso de necessidade. Esse espaço pode ser apenas uma sala em um espaço de coworking, onde é possível alugar um espaço do tamanho desejado por algumas horas. Portanto, mantenha sempre o contato de alguns lugares onde seja viável alugar uma sala adequada para eventuais encontros com clientes e associados.

7.      Muitos clientes têm necessidade de um atendimento rápido. Coloque um prazo máximo razoável para resposta e atendimento ao cliente e seja disciplinado para responde-los o mais rápido possível. Outra solução prática é ter um sistema de resposta automática, seja pelo site ou pelo WhatsApp.

Home Office no ramo jurídico

Apesar de várias áreas seguirem a tendência global de aderir ao home office, algumas recomendações aqui dispostas são mais específicas para empreendedores que tem como foco o ramo jurídico.

·    Estude e entenda como funciona divulgação e marketing jurídico. Algumas regras e restrições são específicas para esse setor, e com tantos detalhes é crucial e indispensável que esse assunto seja estudado incansavelmente. A 3MIND já publicou diversos artigos e tem até cursos sobre isso, como o Essentials – Marketing Jurídico, vale a pena conferir.

·        Crie um ambiente de trabalho adequado. Tenha um espaço próprio e equipamento para uma chamada ou gravação de vídeo, caso seja necessário. Esse espaço deve ser o mais reservado possível, para que não haja distrações ou inconvenientes durante as chamadas e gravações.

·      É sensato considerar criar uma assinatura eletrônica, para facilitar eventuais trâmites de documentos eletrônicos.

·  Utilize ferramentas e softwares para otimizar e dinamizar seu trabalho. Algumas ferramentas para organização e gerenciamento de tarefas, armazenamento de arquivos (preferencialmente na nuvem) e administração dos times (caso haja) são altamente recomendados. Softwares jurídicos para organização e atualização automática de processos, análise de dados, acompanhamento por meio de agenda compartilhada e controle financeiro são cruciais para o bom funcionamento da empresa.

Os erros mais comuns ao aderir ao home office

Como toda alteração, trabalhar permanentemente em casa traz consigo uma gama de desafios. Para uma conversão mais tranquila, trouxemos um conjunto de práticas a serem evitadas por quem pretende aderir à modalidade.

1.   Um dos maiores problemas relacionados ao home office é a falta de horários fixos e disciplina para cumprir ditos horários. Ter horas pré-definidas é essencial a qualquer profissional, esteja ele em regime de home office ou não. Ao cometer esse erro, você pode acabar passando a impressão de estar disponível 24 horas por dia, o que não é saudável, ou acabar não priorizando o trabalho a ser feito, deixando sempre para ser feito “daqui a pouco”.

2.      Ausência de um local de trabalho apropriado. Ainda que a firma seja virtual, isso não quer dizer que é prudente trabalhar em qualquer lugar. Procure sempre um ambiente sereno e livre de distrações, pois afinal, trabalho é trabalho. É necessário cumprir sua jornada de trabalho de forma cômoda e sem interrupções. Ter um ambiente adequado implica em uma maior agilidade e eficiência, além de evitar possíveis problemas de postura e estresse por não conseguir cumprir suas demandas no tempo necessário caso haja muitas distrações.

3.      Uso de roupas inadequadas. É muito comum encontrar alguém afirmar que por trabalhar em casa, não vê necessidade de tirar o pijama. Uma das recomendações de especialistas a quem adere ao home office é manter uma rotina de preparação para o trabalho. Ao manter as etapas de costume (por exemplo: acordar, tomar café, tomar banho, escovar os dentes, se vestir e ir trabalhar), seu cérebro entende que você está se preparando para exercer sua atividade diária, portanto tem mais estímulos. Por não estar em um ambiente formal, não é necessário se vestir como se estivesse no escritório (a não sei que tenha uma videoconferência ou pretenda gravar algum conteúdo em formato de vídeo), mas procure sempre escolher se vestir com roupas apresentáveis e que sejam confortáveis.

4.      Misturar atividades profissionais e domésticas. Outro ponto que afeta a produtividade e o foco no trabalho é tentar fazer tarefas domésticas. Principalmente quem mora sozinho entende o quão tentador é fazer duas coisas ao mesmo tempo, como por exemplo ler um artigo ou caso enquanto varre a casa. Ter uma divisão bem definida dos afazeres domésticos e do trabalho ajuda a se concentrar separadamente em cada função, realizando-as de forma mais eficiente e correta. Misturar os deveres pode acarretar em uma desorganização geral, e em consequentes erros em ambos serviços. Da mesma forma que é necessário predefinir as pausas, para que não ocorra distrações indevidas, como começar a trabalhar com a TV ligada ou acidentalmente derrubar comida no computador por tentar almoçar sem parar de trabalhar.

Dicas para impulsionar seu escritório de advocacia virtual

Agora que você já sabe como criar seu escritório e entende a importância dele, separamos algumas dicas para ajudar no sucesso do seu negócio.

1.      Se torne autoridade no assunto

Cada vez mais a clientela procura por pessoas que entendam do assunto, especialistas. Apenas o status já não basta. Quando um advogado se torna uma autoridade digital, é comum que seja convidado para consultas jurídicas e palestras além de ter seu material usado como referência por outros. Por meio de vídeos, cursos, podcasts e inúmeros artigos a respeito disso, como “A importante escolha do nicho para obter uma autoridade digital” e “Como começar uma estratégia de marketing digital para advogados iniciantes ou em transição?“, a 3MIND ajuda aqueles iniciantes ou em processo de transição a entenderem como essa ascensão ocorre.

2.      Mantenha presença digital

Redes sociais, sites e blogs jurídicos são essenciais para se conectar com seu público alvo no cenário atual, e para te ajudar, a 3MIND tem vários artigos e vídeos a respeito disso, como “Marketing jurídico digital: conceitos básicos que todo advogado precisa saber“, Post para Advogados: como bombar nas redes sociais

3.      Produza um canal no Youtube

A produção de conteúdo para clientes e até outros advogados é de extrema importância, sendo um dos principais métodos de divulgação e adquirir novos clientes, como será possível aprender ao estudar as particularidades do Marketing Jurídico. Por isso é altamente recomendado a criação de um canal no YouTube e fazer uploads de vídeos periodicamente.

4.      Utilize técnicas de SEO

Por último mas não menos importante, é interessante que se utilize técnicas de SEO (Search Engine Optimization – em português Otimização para Mecanismos de Buscas), que é usado para otimizar sites, blogs e páginas da web, consistindo, dentre outras coisas, em  uma extensa pesquisa de concorrentes para assim posicionar o conteúdo desejado entre os principais resultados do Google. 

Por Anna Teixeira

Fonte 3MINDCAST

quinta-feira, 17 de abril de 2025

ADVOCACIA TEM LUGAR PARA PROFISSIONAIS EXTROVERTIDOS E INTROVERTIDOS


A crença comum é a de que a advocacia é uma profissão para pessoas extrovertidas. Cerca de 90% dos advogados americanos pensam assim, de acordo com uma pesquisa do escritório Perkins Coie (que tem mais de mil advogados nos Estados Unidos e na Ásia). No entanto, 60% desses profissionais são introvertidos, diz a presidente da Wisnik Career Enterprises, Eva Wisnik, que já aplicou testes de personalidade em mais de 6 mil advogados, em um período de 15 anos.
Ser uma pessoa introvertida, na advocacia, não é um problema. Na verdade, pode ser um “plus”, diz a advogada e escritora Susan Cain, autora do best-seller Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking (Quieto: o poder dos introvertidos em um mundo que não pode parar de falar, em tradução livre).
Advogados introvertidos podem ser também mais introspectivos, com uma capacidade de buscar, mais profundamente, soluções para problemas jurídicos. Tendem a pensar, antes de falar e a adotar uma abordagem mais criteriosa em relação a riscos. E preferem ouvir. Ganham energia na reflexão solitária e silenciosa. São apreciados por clientes que esperam do advogado um aconselhamento mais bem pensado.
Os extrovertidos, em contraste, são valorizados pela sociedade — e igualmente pelos clientes — por sua capacidade de comandar e de atrair a atenção. Normalmente, gostam de ter uma audiência ou um público, porque ganham energia ao interagir com as pessoas. São tipicamente dinâmicos, energéticos e empreendedores. Ambientes quietos podem deixá-los entediados.
“Quando você faz uma pergunta a uma pessoa introvertida, ela para, olha para o lado, processa a pergunta internamente e depois responde. Uma pessoa extrovertida pode responder primeiro e pensar depois. Mas, pode agir mais rapidamente. Pode, por exemplo, pegar o telefone e buscar uma resposta imediatamente, se estiver em dúvida”, diz Eva Wisnik.
Há atividades na advocacia que parecem ser feitas sob medida para extrovertidos. Por exemplo, os extrovertidos aparentemente podem navegar melhor nas águas turbulentas do contencioso. Podem não pensar profundamente, até por falta de tempo, no calor e na velocidade de uma disputa, mas pensam rapidamente — o que é mais útil.
E há atividades que parecem sob medida para introvertidos. Por exemplo, navegar nas águas talvez mais tranquilas de uma complexa transação comercial, que exigem mais pesquisa, mais estudo e mais elaboração mental, tudo feito com muita calma. Pensar rapidamente pode não ser o forte de um introvertido. Mas pensar mais profundamente é.
Nada disso é uma camisa de força, que limita a atuação de um advogado extrovertido ou introvertido. Ser introvertido não significa ser tímido. E um advogado com essa característica pode perfeitamente atuar em contenciosos. Ser extrovertido não é um impedimento para o advogado atuar em um caso que exige muita reflexão. O advogado com essa característica pode tranquilamente atuar em um caso de aquisição ou fusão.
A identificação de áreas que parecem sob medida para uma ou outra personalidade é útil apenas para se definir a “zona de conforto” para o advogado introvertido ou extrovertido operar. Conhecer as próprias zonas de conforto é sempre muito útil para o desenvolvimento da carreira de um advogado.
É óbvio que é muito mais fácil trilhar o caminho do sucesso pela própria zona de conforto. Um advogado introvertido pode passar um dia em um tribunal discutindo e negociando com partes opostas, como um advogado extrovertido pode se trancar por todo o dia em uma sala, para ler, pensar e escrever. Porém, essas situações fora da zona de conforto irão drenar muito mais energia dos advogados. O trabalho será mais estressante.
Essas incursões pelo campo da psicologia aplicada à advocacia vêm se tornando mais comum nos EUA, nos últimos três anos. As faculdades de Direito passaram a se interessar por testes de personalidade para ajudar seus alunos a vislumbrar a melhor trilha a ser percorrida na carreira. Os advogados fazem esses testes pelos mesmos motivos. E as bancas passaram a estimular seus advogados a fazê-los para que possam tirar o melhor de cada um deles.
“Quanto mais você se conhecer, melhor vai se sair na carreira. Você pode decidir como vai agir, em vez de agir de forma inconsciente ou mecânica”, diz o advogado e psicólogo Joshua Rosenberg. “Para a banca, esse conhecimento é útil porque, se você for colocado na especialidade certa e na atividade certa, será mais produtivo e terá mais capacidade para lidar com os clientes”, ele afirma.
As bancas também estão usando os testes de personalidade para melhorar seus processos de desenvolvimento de negócios, resolver conflitos, decidir quem contratar, avaliar promoções de advogados, avaliar lideranças e planejar sucessões.
A assessora de desenvolvimento de carreiras Jennifer Rakstad, da banca Mayer Brown, de Chicago, diz que administra o teste Myers-Briggs, há alguns anos, para avaliar as personalidades dos advogados da banca e identificar todo o espectro, que vai dos mais reservados aos mais expansivos.
“É uma ferramenta que traz percepções sobre como usar melhor cada tipo de personalidade. Descobrimos o que há de melhor em cada advogado, mas também os ensinamos a lidar com seus pontos mais fracos”, ela explica.
“Além disso, a advocacia é uma profissão que exige muito da pessoa e praticamente não sobra tempo para se recarregar as baterias. Ao conhecer melhor a personalidade de cada advogado, podemos lhe dar dicas sobre algumas formas de recuperar as energias”.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

QUEM COME CHOCOLATE COM FREQUÊNCIA COSTUMA SER MAIS MAGRO

Doce contém substâncias que ajudam na perda de peso, sugerem especialistas

 Comer chocolate pode ajudar a emagrecer

Às vésperas da Páscoa, uma ótima notícia: pessoas que comem chocolate com frequência tendem a ser mais magras, sugere uma nova pesquisa. A descoberta foi feita em um estudo que envolveu cerca de mil americanos. Eles tiveram sua dieta acompanhada, assim como a ingestão calórica e o Índice de de Massa Corporal (IMC). Os cientistas acreditam que, apesar de a iguaria ser bastante calórica, ela contém ingredientes que podem favorecer a perda de peso, em vez da formação de gordura.
Os pesquisadores abservaram que quem comeu chocolate algumas vezes na semana era, em média, mais magro do quem comia ocasionalmente. Em vez de aumentar a ingestão calórica, o consumo regular se mostrou relacionado ao baixo IMC no estudo, que está publicado na revista "Archives of Internal Medicine". A relação entre o doce e a baixa medida continuou mesmo quando outros fatores, como a quantidade de exercícios, foram levados em conta.
O estudo indica que o mais importante é a frequência com que se come chocolate, e não o quanto se come, já que não há relação com a quantidade consumida. Segundo os pesquisadores, há apenas uma chance em cem de que suas descobertas sejam explicadas pelo acaso.
A autora do estudo Beatrice Golomb, da Universidade da Califórnia, em San Diego, comentou os resultados:
- Nossa descoberta parece se somar a uma série de informações que sugerem que a composição das calorias, não apenas o número delas, é importante para determinar seu impacto sobre o peso. Esta não é a primeira vez que cientistas sugerem que o chocolate pode ser saudável para nós.
O consumo de certos tipos de chocolate tem sido relacionado a algumas mudanças favoráveis na pressão sanguínea, na sensibilidade à insulina e nos níveis de colesterol. E o doce, especialmente o tipo amargo, contém antioxidantes que podem ajudar a acabar com radicais livres, que prejudicam as células.
Beatrice e sua equipe acreditam que compostos antioxidantes, chamados de catequinas, podem melhorar a massa muscular magra e reduzir o peso - pelo menos estudos em roedores sugerem isso. Eles dizem que ensaios clínicos agora são necessários em seres humanos para conferir se os resultados se repetem.
Mas antes de você se entregar aos prazeres de uma barra de chocolate, ainda há muitas perguntas não respondidas. E, na ausência de provas conclusivas, os especialistas aconselham cautela. Enquanto não há mal nenhum em se permitir comer chocolate de vez em quando, o consumo em excesso pode ser prejudicial, pois ele costuma conter muito açúcar e gordura.
Fonte O Globo Online

O MAGO

 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

PROBLEMAS COM INFILTRAÇÃO?

A IMPERMEABILIZAÇÃO PODE RESOLVER AS INFILTRAÇÕES DE SEU CONDOMÍNIO

Infiltrações e rachaduras são indícios de que algo está errado. As chuvas fortes e de vento podem trazer grandes problemas para os edifícios, nos quais a água penetra pelas frestas, trincas e fissuras, podendo causar problemas. Segundo a Defesa Civil, as infiltrações têm duas causas principais: vazamento em algum ponto da rede hidráulica e deficiência da impermeabilização do teto. 
Esse problema atinge quase todos os condomínios e pode ser identificado primeiramente pelo próprio síndico, mas, em seguida, necessita de avaliação técnica e vistoria. Uma das soluções para resolver os problemas com infiltração é a impermeabilização, que, além de solucionar o impasse, acaba protegendo a estrutura do prédio.
A impermeabilização é uma técnica que consiste na aplicação de produtos específicos, com o objetivo de proteger as diversas áreas de um imóvel contra a ação de águas que podem ser de chuva, lavagem, banho ou outra origem. O processo pode ser realizado em diversas superfícies com características diferentes, como laje, telhado, cisterna, caixa-d'água e subsolo. Em cada caso é necessário um estudo preliminar da superfície, dos destinos a que se reserva cada área; em cada caso o material a ser utilizado vai variar de acordo com a necessidade.
De acordo com o sócio-gerente da empresa Engeplan, Paulo César Lima, especializada em reformas prediais, o processo de impermeabilização mais utilizado para lajes em geral é a manta asfáltica com proteção mecânica. "Se for usada uma manta de primeira linha, com um bom teste de estanqueidade, o resultado atinge 100% das expectativas", destacou. Os sistemas de impermeabilização não duram para sempre e têm vida útil. "Além de possuírem um custo bem razoável, considerando o resultado final, a garantia do produto é de cinco anos. Outra vantagem é que não necessitam de manutenção, apenas limpeza periódica", completou Lima.

CONTRATANDO O SERVIÇO
Segundo o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), quando o procedimento é feito de forma correta, com produtos e serviços adequados, por empresas idôneas, o custo de uma impermeabilização atinge, em média, 2% do valor total da obra. Se for executada apenas depois de serem constatados problemas com infiltração na edificação já pronta, a impermeabilização ultrapassa, e muito, esse percentual, envolvendo até valores em torno de 10% do custo total da obra.
Antes de contratar a empresa veja se ela faz inspeção no local e faça mais de uma cotação. Isso pode trazer economia e reduzir custos. As áreas que apresentam umidade e vazamento devem ser avaliadas e, no orçamento, deve constar o material que será utilizado. Muitas vezes, a obra diagnosticada pelo condomínio atua apenas nos sintomas do problema, sem eliminar a causa. É de extrema importância também que os produtos utilizados para impermeabilização estejam de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Segundo o técnico de edificações Dario Lima, não basta saber quais produtos existem no mercado, mas buscar ajuda de um profissional qualificado.
"Hoje existem muitos produtos e empresas especializadas nesse segmento. É importante consultar um especialista na área. Existem diversos tipos de impermeabilização e variadas soluções. Cabe a um profissional orientar o cliente quanto à melhor aplicação do material disponível", lembrou o técnico.
Além das mantas asfálticas, citadas anteriormente, que são muito utilizadas em áreas molhadas como laje, terraço, banheiro, cozinha e varanda, existem também as mantas frias. Enquanto as mantas asfálticas são aplicadas com o auxílio de maçarico, para aquecer a base e a manta, fazendo com que as superfícies se unam por meio da flexão, as mantas frias não necessitam de preaquecimento. Elas podem ser asfálticas autoadesivas ou em forma de líquido, uma pintura à base de resina acrílica. "A forma líquida é mais flexível, mas não possui as mesmas características e resultados que as mantas asfálticas", destacou Dario.
De novidade no mercado existe a tecnologia de revestimentos em sistema de poliureia, que, mais eficiente, torna a superfície impermeabilizada um bloco único, razão pela qual é chamado de impermeabilização monolítica. A eficiência e durabilidade do sistema garantem o retorno do investimento, uma vez que reduzem muito as interferências decorrentes da necessidade de manutenção do sistema. "No caso de um terraço, com a manta asfáltica ele teria várias emendas, por causa da forma como o produto é comercializado - em rolos de 1,10 m x 10 m, com variadas espessuras. Em um terraço de 100 m2 teria, no mínimo, nove emendas, sem contar os recortes e as arestas. A poliureia faz todos os contornos sem deixar de preencher nenhum espaço,permitindo um- excelente resultado final, com a vantagem de não haver a necessidade de proteção mecânica e argamassa, que é aplicada sobre as mantas para proteger a superfície em razão de sua fragilidade as intempéries e ao tráfego", afirmou o técnico de edificações.
Os preços de impermeabilização variam de acordo com o tipo de material usado. A dica é fazer cotação com mais de um fornecedor, ver formas de pagamento e negociar com a empresa para ter um bom desconto.
Locais como laje de cobertura de apartamento, jardim e garagem, seguidos de fachada, por prevenção, devem ser vistoriados. Os condomínios que realizam acompanhamento e manutenção periódica devem ficar mais atentos após os períodos de chuva, pois nenhuma infiltração tem início de um dia para o outro. De maneira geral, a impermeabilização vai se deteriorando e o vazamento, aparecendo aos poucos.

PROBLEMAS DIVERSOS COM INFILTRAÇÃO
• Laje, telhado, caixa-d'água e terraço podem apresentar problemas pontualmente, razão pela qual se deve fazer uma investigação por área e se certificar que tipo de tratamento foi feito anteriormente. Nos casos em que a superfície danificada apresenta muitos pontos de infiltração, o melhor é refazer todo o tratamento.
• Cuidado com os ralos! Mantenha-os sempre limpos.
• Verifique os tubos de queda periodicamente, para garantir se estão desobstruídos.
• Caixa de inspeção: deve estar sempre com tampa e limpa.
• Sempre que possível tenha, em lajes, terraços, marquises e calhas, tubo extravasor (tubo lateral por onde a água pode sair em caso de entupimento dos ralos ou queda da calha).
• Sempre que aparecer um sinal de mofo em pequenas infiltrações procure um profissional da área antes que o problema se agrave.
Fonte Condomínio CIPA