terça-feira, 28 de abril de 2026

PETIÇÃO EXERCE O EFEITO DA PRIMEIRA IMPRESSÃO EM UM PROCESSO


O conceito é centenário: as pessoas tendem a gostar — ou desgostar — de tudo e de todos com base em primeiras impressões. O psicólogo e pesquisador Edward Thorndike aprofundou os estudos sobre essa característica humana, concluindo que, se a primeira impressão é boa, as pessoas criam um “efeito auréola” (“halo effect”) em torno de suas novas relações, que as protegem contra a descoberta posterior de pontos fracos.
Mas, obviamente, o efeito também pode ser negativo, segundo Thorndike. Se as primeiras impressões, as que sempre ficam, forem ruins, a expectativa de que tudo o que vem depois só pode negativa. Esse efeito, bom ou ruim, pode ser entendido como um “preconceito cognitivo” que as pessoas adotam, sem racionalizar suas percepções.
“A declaração de que Hitler amava crianças e cães é chocante, porque qualquer traço de bondade em uma pessoa já rotulada de diabólica viola as expectativas estabelecidas pelo efeito auréola”, diz o advogado Bryan Garner, escritor do livro “A Petição Ganhadora”, editor do “Black’s Law Dictionary e presidente da LawProse Inc., em um artigo sobre petições.
E o que teorias sobre “efeito auréola” e “preconceito cognitivo” têm a ver com petições, ele pergunta. “Tudo”, ele responde. O conceito de primeiras impressões não se aplica apenas a pessoas. Na verdade, se aplica a quase tudo: coisas, empresas, marcas, produtos e, até mesmo, a processos judiciais.
E, é claro, a primeira impressão que um julgador pode ter um processo é a que ele tem ao ler uma petição.
Garner escreveu que, quando faz essa afirmação nos cursos de educação continuada, nos quais ensina redação jurídica, alguns advogados a contestam, até de forma um tanto ríspida, algumas vezes. Para eles, o que o juiz precisa é de fatos, provas e sustentação jurídica — e não de uma redação que os agrade.
Ele cita então declarações do ministro da Suprema Corte dos EUA Antonin Scalia, quando ele o entrevistou. Scalia disse que quando vê uma petição escrita de forma medíocre, ele tem uma percepção de que o redator é um pensador medíocre.
“Seria muito raro uma pessoa pensar com clareza, precisão e cuidado e não escrever da mesma forma. Em sentido oposto, é raro que uma pessoa sem essas qualidades de pensamento escreva bem”, disse o ministro.
Assim, não é uma questão só de agradar o julgador. É uma questão de criar uma boa impressão, que pode resultar em uma boa vontade do julgador e ajudar o advogado (ou promotor) a obter uma decisão favorável para seu cliente.
Garner escreveu que, nos EUA, os juízes repetem, com frequência, uma ladainha sobre o que pensam de petições:
1) pequenos erros indicam a existência de grandes erros;
2) menos é mais;
3) petições bem escritas demandam pouco esforço físico e mental do leitor.

Preconceito cognitivo
Pequenos erros gramaticais, de grafia e de pontuação são as primeiras coisas que um leitor atento nota, ele diz. O julgador pode ter um ataque de preconceito cognitivo e ter dificuldades para absorver, satisfatoriamente, o significado dos parágrafos e a estrutura dos argumentos, só por causa do desleixo na redação, ele afirma.
Por isso, é necessário que o redator da petição faça um trabalho minucioso, exaustivo, de revisão do texto. A revisão deve ser feita por ele e por terceiros, o que pode incluir um revisor profissional nos quadros da empresa ou um revisor profissional free-lancing.
O fato é que a maioria dos juízes correlaciona um texto claro, preciso, enxuto, com sentenças nítidas e citações corretas ao cuidado profissional do advogado (ou promotor) e até mesmo a sua capacidade de apresentar fundamentos substantivos. E correlaciona qualidades opostas à incapacidade de apresentar bons argumentos. Primeiras impressões perduram.

Menos é mais
Essa expressão, “menos é mais” (“less is more”), foi popularizada em 1855 pelo poeta Robert Browning, para celebrar a capacidade de concisão do escritor. Isso inclui a capacidade do escritor de cortar todas as palavras, expressões e sentenças que não são realmente necessárias para esclarecer o julgador e ajudá-lo a formar uma decisão.
“Isso não significa que o texto tenha de ser muito curto. O texto tem de ter substância — mas apenas o suficiente”, diz Garner.
Em uma entrevista com o ministro da Suprema Corte Stephen Breyer, ele discutiu esse tema. O ministro lhe disse que o advogado não precisa colocar tudo o que lhe vem à cabeça na petição. “Quando vejo uma petição com 50 páginas, o que vem à cabeça é que o advogado não tem ideia do que é realmente importante no processo. Quando o número de páginas baixa para menos de 30, por exemplo, tenho a sensação de que ele sabe que a lei está do lado dele”.
Às vezes, dois ou três pontos fortes são o suficiente para formar a convicção do julgador. Já está provado — cientificamente, diz Garner — que o acréscimo de pontos fracos em uma linha de raciocínio dilui os pontos fortes.
O psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do prêmio Nobel, relata uma experiência singela, que ilustra o efeito destrutivo de peças fracas sobre as peças fortes. Consumidores foram solicitados a avaliar um jogo de louça, copos e talheres para mesa de boa qualidade, chegando-se a um “preço justo” de US$ 33 dólares. Outros consumidores foram solicitados a avaliar o mesmo jogo de jantar, ao qual foram acrescidas algumas peças de má qualidade. O preço caiu para US$ 23.
Kahneman também conta o caso de uma estratégia ruim de um vendedor, que comercializava um produto muito caro. Para agradecer os clientes, ele acrescentou ao “pacote” um presente barato. Foi um tiro que saiu pela culatra, com resultados ruins para os negócios.

Menos complexo
A escolha de apresentar apenas os fatos e argumentos fortes em uma petição — e simplesmente se desfazer dos fracos — torna a leitura e o entendimento da peça mais fácil, por uma razão muito simples: elimina a complexidade. Consequentemente, evita que o leitor faça esforços físicos e mentais desnecessários para ler a petição.
Segundo Garner, alguns advogados dizem que é obrigação do juiz ler a petição, seja fácil ou difícil. É o trabalho deles. Pode ser, mas podem haver consequências desagradáveis, de acordo com Kahneman. Ele diz que a ciência já comprovou que, quando as pessoas são exauridas cognitivamente, podem fazer “julgamentos superficiais” ou “escolhas egoístas”.
“Sempre que está fazendo alguma coisa que requer esforço ou autocontrole, você está esgotando suas reservas. Sua vontade e sua capacidade de se concentrar declina substancialmente”, ele diz.
Kahneman acrescenta: “A ideia de energia mental é mais do que uma mera metáfora. O sistema nervoso consome mais glicose do que a maioria das demais partes do corpo. E uma atividade mental que exige muito esforço é particularmente cara na moeda da glicose. O nível de glicose no sangue cai substancialmente. O efeito é semelhante ao de um atleta em uma corrida de 100 metros, que consome a glicose armazenada em seus músculos”.
Um texto, no caso uma petição, tem de ter começo, meio e fim, disse Aristóteles. O começo é o mais importante; o fim é o segundo mais importante trecho da petição, diz Garner.
No começo, ele diz, o advogado tem de expor os fatos de uma maneira clara e concisa. E fazê-lo de uma forma que qualquer pessoa possa entender. Aliás, o leitor tem de entender os fatos no primeiro parágrafo ou no primeiro e segundo parágrafos. Jamais tem de ler até o décimo parágrafo para saber do que se trata a questão. “Se uma revista fizer isso, você cancela a assinatura”, diz Garner.
O meio traz todas as demais informações necessárias à formação de opinião do julgador: argumentos, sustentação jurídica, referência a provas, entre outros. A conclusão não pode ser apenas algo como “com base no que foi dito, peço que...”. Ela tem de ser vigorosa. “É onde você sumariza o caso convincentemente, mencionando o suporte jurídico, e pede uma decisão a favor de seu cliente” — embora concisamente.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

5 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA TER SUCESSO NA CARREIRA

Em livro, o consultor Bryan Tracy lista qual é o caminho para alcançar sucesso - independente do formato que ele tem para você

A ideia de sucesso não é a mesma para todo mundo. Mas os conceitos para alcançá-lo (independente da forma que ele tomar) quase sempre são os mesmos. É o que Bryan Tracy expõe em seu mais recente livro “O Ciclo do Sucesso” (Editora Gente). Veja quais são os fatores básicos para avançar na sua trajetória profissional – do seu jeito.

Tenha metas claras
O primeiro passo para conquistar o sucesso é defini-lo. É saber o que você quer para sua vida. Em outros termos, delimitar suas metas e objetivos de curto, médio e longo prazo. “Metas claras nos livram da lei do acidente, a tendência de que as coisas aconteçam de uma maneira aleatória e imprevisível. Os objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a sensação de poder, propósito e foco”, afirma o autor no livro.

Tenha autocontrole e confie em si mesmo
Delimitadas as metas é hora de correr atrás de tirá-las do papel. E, neste processo, domínio próprio é essencial. “Sempre que exercemos autodomínio e nos disciplinamos a fazer ou dizer o que é certo, especialmente sob estresse, criamos resistência às nossas tendências naturais. Essa resistência gera fricção. Trata-se do mesmo atrito ou calor que, ao ser aplicado a um cadinho contendo elementos químicos, faz com que esses produtos se cristalizem e assumam uma nova forma”, afirma o autor no livro.
Se para alcançar seu objetivo é essencial, por exemplo, acordar mais cedo, não é cedendo à tentação de dormir mais que você conseguirá cumprir seu propósito. Toda mudança exige uma dose de superação das próprias tendências, hábitos e medos. Ultrapassados estes limites, o novo tem tudo para virar parte de você.

Assuma riscos
Neste sentido, sair da zona de conforto é outra parte essencial do caminho para o sucesso. E assumir os riscos que este movimento traz é fundamental. Basta olhar os grandes nomes de nossa era para perceber que fugir do mesmo é um dos passos para ser o que você quer.

Confie em você mesmo
É impossível assumir riscos, se você não confia em si mesmo. O autor afirma que a autoconfiança é o produto de quatro fatores: clareza (sobre quem você é e o que quer), convicção (de seus valores), compromisso (com o próprio plano de ação) e consistência (o caminho para o sucesso exige persistência: não dá para assumir uma tarefa hoje, para amanhã deixá-la de escanteio).

Faça o que ama
A motivação e excelência no trabalho é diretamente proporcional ao sentido que a atuação tem para quem trabalha. “As pessoas que estão no trabalho errado olham para o relógio o tempo todo”, afirma o autor no livro. O que você faz em, pelo menos, um terço dos seus dias tem que ter algum sentido para sua vida como um todo – não pode ser apenas um cargo para preencher em formulários.
Com este brilho nos olhos, você terá motivação para fazer mais e ir além na busca pelos seus objetivos. “A felicidade é uma condição; não é algo que se conquista por meio de perseguição direta, mas o resultado de nosso engajamento em atividades que tem propósito”, afirmou Aristóteles, de acordo com passagem do livro.
Por Talita Abrantes
Fonte Exame.com

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

VOCÊ NÃO SABE

 

segunda-feira, 27 de abril de 2026

ADVOGADO AUTÔNOMO: COMO DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA?


A declaração do imposto de renda é uma das dúvidas mais frequentes para profissionais liberais. E entre os advogados autônomos não é diferente.
Como já falei no artigo Tipos de advogados e suas atuações no mercado de trabalho, há diversas formas de advogar. Dentre essas opções, há o advogado autônomo, que é uma escolha muito comum entre os profissionais de Direito.
E, se você é um advogado autônomo, já deve ter tido essa dúvida de como declarar o imposto de renda, até porque a falta de sócios ou de familiares que já estão no ramo da advocacia há mais tempo muitas vezes pode lhe deixar com esses questionamentos.
Na advocacia, existem algumas peculiaridades, e eu vou responder essa questão de como o advogado autônomo pode declarar o imposto de renda dividindo-os em dois tipos: os que prestam serviços para empresas e os que prestam serviços para pessoas físicas.

Declaração de imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para empresas
O primeiro detalhe que o advogado que presta serviços a uma pessoa jurídica não pode esquecer é sempre exigir um informe de rendimentos de cada empresa para qual prestou serviços.
Com essas informações em mãos, o advogado deve deve inserir no aplicativo da Receita Federal os rendimentos, o nome e o CNPJ da empresa, o IR retido na fonte e o INSS recolhido na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.
Da mesma forma que os empregados que ganham salário fixo mensal, a pessoa jurídica é a responsável por recolher o Imposto de Renda na fonte, relativo aos serviços prestados por autônomos, de acordo com a tabela progressiva usada para a tributação de salários.

Declaração de imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para pessoas físicas
Nesse caso o processo é o inverso: aqui, o advogado autônomo é o responsável por recolher o imposto.
Assim como ocorre com outros profissionais liberais, como médicos e psicólogos, os valores devem ser declarados na ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior.
Mas antes de declarar o imposto de renda com esses dados no aplicativo da Receita, é necessário preencher mensalmente o Carnê-Leão.

O que é o Carnê-Leão e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.

O que é o Carnê-Leão e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.

Dica: a declaração do imposto de renda para advogados que atuam como pessoa jurídica é mais simples
Se você possui uma empresa – e isso é possível, como já falei no artigo O advogado pode ser empresário de acordo com a OAB? -, a declaração do imposto de renda acaba sendo mais fácil.
Ao fazer parte de uma sociedade com outro advogado ou mesmo de uma sociedade unipessoal, você só vai ter uma única fonte pagadora, que é a própria empresa.
Desse modo, a declaração acaba sendo mais simples e rápida.
Além do mais, existe a questão da carga tributária.
Como pessoa jurídica, a alíquota é bem menor do que pessoa física. A inicial é de 4,5% contra 27,5% da pessoa física. Claro que a alíquota pode subir, mas isso vai depender do seu faturamento.
Portanto, com uma empresa, além de você ter mais facilidade na declaração, você paga também menos impostos!
Espero ter ajudado nas principais dúvidas sobre como um advogado autônomo pode declarar o imposto de renda.
Fique sempre atento à sua declaração do imposto de renda, pois esta é uma ação obrigatória. Para saber mais sobre o assunto, confira os erros mais comuns com os erros mais comuns cometidos na hora de declarar.
Por Rodrigo Padilha

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

TENHA UMA SÓ AGENDA E CONHEÇA OS SEUS CICLOS

SEMANA NOVA CHEGANDO...

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

domingo, 26 de abril de 2026

ONE-MOMENT MEDITATION

CURE A FERIDA EM PRIMEIRO LUGAR


Quando somos atingidos por uma flecha, não devemos perder tempo buscando saber quem e por que nos feriu. Mas, sim, arrancar a flecha fora e cuidar, o quanto antes, da ferida. Este é o modo budista de lidar com os problemas: focamos a cura ao invés de cultivar a indignação que gera ainda mais dor.
Em vez de responder aos inúmeros porquês, focamo-nos em lidar com a situação de modo a assumir o autocontrole diante de nossos problemas. Afinal, quando não podemos mudar uma situação externa, ainda assim, podemos transformar o nosso modo de encará-la.
Enquanto estivermos contaminados pelo cansaço, pela raiva ou pela indignação, nossas atitudes serão tendencialmente unilaterais ou vingativas. O que o budismo nos alerta é que a primeira coisa a fazer quando recebemos qualquer tipo de agressão é nos interiorizarmos para recuperar o espaço interior.
Mais do que uma percepção mental dos fatos, devemos buscar o equilíbrio interior para que nosso pensamento volte a ser claro e amplo.
Na medida em que nos concentramos em curar a ferida, ao invés de indagar o porquê ela ocorreu, cultivamos o hábito mental de buscar soluções práticas que nos ajudam a nos desvencilhar dos problemas. Deste modo, não ficamos presos ao discurso "ele não podia ter feito isso comigo" que nos leva apenas à paralisia, mas passamos a nos mover em direção à solução interior, o que nos leva a um senso profundo de liberdade de podermos ser quem somos.
O mundo à nossa volta está repleto de informações conflitantes e confusas. Tornamo-nos reféns dos outros enquanto nos deixamos enganchar por seus conflitos. Para nos desvencilharmos das confusões alheias, precisamos antes de tudo recuperar nosso espaço interior. Esta é a diferença entre gritar para o outro: "Me solta" e dizer internamente: "Eu me solto".
Desta maneira, ganhamos autonomia interior, isto é, recuperamos o prazer e a habilidade de exercitar a nossa própria vontade de nos acalmar. Lama Gangchen nos encoraja a praticar a Autocura quando nos fala: "Basta reconhecermos nossa própria capacidade e ousarmos aceitá-la".
Em seu livro Autocura Tântrica III (Ed. Gaia) ele esclarece: "Para começarmos a vivenciar os níveis mais profundos da Autocura, nossa mente precisa começar a aceitar e usar o espaço interior da forma correta. Temos que compreender que há mais espaço em nossa mente muito sutil do que no mundo externo. Além disso, também precisamos entender que as situações perigosas que hoje vivenciamos são o resultado de causas e condições negativas criadas por nós no passado. É muito importante praticarmos a Autocura, pois se continuarmos a gravar negatividades em nosso espaço interior, embora nosso coração não possa explodir, uma terrível explosão global de negatividade pode acontecer, causando nosso Armagedom individual e planetário".
Para parar de gravar negatividades em nosso espaço interior, precisamos cultivar o hábito de nos interiorizarmos, de ampliarmos nosso espaço interior. Mas a capacidade de nos auto-sustentar surge à medida em que nos sentimos disponíveis para nós mesmos.
Se não nos sentimos capazes de lidar com certas emoções, devemos buscar pessoas que nos incentivem a lidar positivamente com elas. A solidariedade alheia nos ajuda a sentir e aceitar o que nem mesmo somos capazes de entender.
O importante é buscar coerência entre nosso mundo interior e a realidade exterior. Viver bem pressupõe considerar a realidade acima de qualquer coisa.
Ao recuperar o espaço interior, ganhamos uma nova disponibilidade para agir.

Por Bel Cesar

MATURIDADE ESPIRITUAL É QUANDO VOCÊ APRENDE A CALAR, A SE AFASTAR, NÃO SE QUEIXA E AGRADECE PELO QUE TEM

Maturidade espiritual é quando você aceita que erra, aprende a se desculpar e a não jogar no colo do outro o que é seu

É quando você percebe que já não precisa de tanta coisa assim para suprir suas necessidades, que estar em paz consigo mesmo(a) é melhor do que provocar instigar ou cutucar o outro com vara curta a troco de nada, a troco de mexer em feridas por vezes já cicatrizadas.
É quando você passa a ser mais seletivo (a) internamente, é quando você sabe que pode contar com poucos, mas que são essenciais e que mantém uma boa relação de amizade e empatia sem exigir nada em troca.
É quando você olha mais à volta e se coloca no lugar das pessoas e não mensura a sua dor, assim como não quer que mensurem as suas. É quando você não interfere nas escolhas de ninguém e vai aprendendo a digerir os embates da vida com mais nitidez e resiliência.
É quando você percebe que não precisa ter a casa cheia, não precisa de tanto barulho, que estar a sós é como ir se retratando diante do que se sente, do que sentiu ou do que não quer mais sentir.
É não precisar ir de um lado para o outro tentando encontrar sossego interior. É quando você se aprimora e abstrai o que não precisa, pede com mais fé e acredita mais no divino e não em falsas promessas ou pessoas que não tem serventia por serem apenas instrumentos prontos a desestabilizar seu coração, prontas a quererem se apossar do que não lhes pertence a troco de fazê-lo (a) sofrer.
É quando você ora, pede pelos que precisam, pede pelos que adoecem a alma, pede para que todos recebam luz por mais que não se queira aproximação.
É quando você esvazia a bagagem, percebe que andar descalço por vezes é libertador e que se o sol não apareceu naquele dia mais nublado, você continuará acreditando em dias melhores e nas possibilidades de superação e cura.
Maturidade espiritual é quando você aprende a calar, a se afastar, a não se agredir e não agredir.
É quando você sente que a porta do céu é melhor que abrir o chão para que você se afunde em dor ou discórdia.
A maturidade vem com os altos e baixos com o entender nas entrelinhas. Com a sensação de que não existe superioridade e sim a humildade de quem precisa manter o olhar atento, os sentimentos honestos e a obrigação de cuidar melhor de si mesmo (a), para que você tenha força para socorrer aos que também precisam de auxílio.
A maturidade espiritual vem quando você não precisa viver de melindres, não precisa disfarçar o que é, quando você aceita a própria condição, seja ela qual for, sabendo dos propósitos de Deus.
É quando você abre a porta, não procura discórdia, não se queixa e agradece pelo que tem.

Por Sil Guidorizzi
Fonte O Segredo

PREVINA-SE: HIPERTENSÃO

sábado, 25 de abril de 2026

QUAL É SUA PERSONALIDADE DE ACORDO COM O ENEAGRAMA?


Há vários meses, descobri dentro da minha profissão como coach a palavra “eneagrama”, e assim que ressoou em meus ouvidos, me despertou uma imensa curiosidade. Comecei a investigar do que se tratava e no que consistia.
Essa palavra significa nove linhas em grego, já que descreve nove tipos de personalidade nas quais cada um de nós (e nossos modelos mentais) estão baseados.
Poderíamos dizer que o eneagrama é um esquema que nos ajuda a filtrar a realidade objetiva de forma subjetiva. Seu uso também nos permite averiguar e determinar:
– O que nos faz ser como somos e agir ou pensar como pensamos.
– Nossos principais traços de caráter: nossos defeitos e potenciais.
– Nossos desejos e nossos medos
– E o mais fascinante de todos, nos permite descobrir o por que tropeçamos sempre na mesma rasteira ao longo da nossa vida.
Apresento aqui os 9 eneatipos em que o eneagrama é baseado  para que você descubra qual pode ser o seu e possa entendê-lo dentro do escopo de crescimento pessoal.

Quais são os 9 eneatipos ou personalidades?
– Eneatipo 1: Falamos daquelas pessoas que querem ser perfeitas, já que seu trauma é a sensação de imperfeição. Devido a esse complexo, criam inconscientemente um ideal de como deveriam ser. Têm uma personalidade autoexigente e muito crítica com eles mesmos.
É óbvio que, com busca exagerada pela perfeição, costumam se irritar e se frustrar rapidamente. Dado que nunca alcançam a perfeição desejada, tendem a ficar com raiva e se frustrar com muita facilidade.
Sua prepotência os leva a cer que sempre têm razão e que são os únicos que têm certeza e que sabem das coisas. Para se desbloquear e aprender, devem passar a transformar sua raiva em serenidade e se aceitar tal e como são.

– Eneatipo 2: Quando não amamos a nós mesmos, buscamos e precisamos ardentemente do amor. Esse é o eneatipo 2, aquelas pessoas que pensam que amar a si mesmo é egoísmo.  Dão prioridade às necessidades dos demais, acima das suas, e, quanto mais sentem que os outros as amam, mais feliz estarão.
O ruim disso? Que ocupando-se do resto, se esquecem de si mesmos e de seu coração, por isso costumam a ser pessoas dependentes e não gostam nem um pouco da solidão. Costumam ser orgulhosos, já que consideram saber mais sobre as necessidades dos demais, dando conselhos constantemente e jogando na cara o que os demais fazem.
Para evoluir interiormente precisam transformar seu orgulho em humildade e cuidar, primeiro, de suas próprias necessidades emocionais.

– Eneatipo 3: Não valorizam a si mesmos e, por isso, precisam constantemente da valorização dos demais. Se não se destacarem em alguma parcela da vida não se sentirão valiosos e queridos. Consideram que seu papel como ser humano consiste em triunfos profissionais, a imagem, o sucesso e o reconhecimento.
E o que tudo isso gera para eles? Faz com que se escondam por trás de uma máscara e se esqueçam de quem são na realidade. São pessoas presunçosas, ambiciosas e competitivas. Sua evolução pessoal consiste em transformar sua vaidade em autenticidade e se valorizar pelo que são, e não pelo que têm ou conseguem.

– Eneatipo 4: Aquelas pessoas que não veem a si mesmas e, por isso, precisam de atenção constante ao seu redor. Sentem-se inferiores aos demais, o que os leva à necessidade de se transformar em únicos, especiais e diferentes.  Se forem comparados constantemente com as pessoas, pensarão que falta “algo” para poder ser feliz, enchendo-se de inveja, tristeza e melancolia.
São egocêntricos para salvar essa necessidade e, por isso, falam muito de suas emoções internas, sem levar em conta as dos demais. Uma característica importante do eneatipo 4 é que geralmente sentem-se incompreendidos , com muitos altos e baixos emocionais. Para evoluir , precisam aprender a se interessar mais pelos demais, além deles mesmos.

– Eneatipo 5: Pssoas que têm medo de expressar seus sentimentos e de se relacionar emocionalmente com os demais. O contato físico lhes incomoda, tornando-os frios, reservados e distantes. Sentem-se seguros em seu mundo racional, teórico e intelectual, mas não são capazes de usar todo esse conhecimento para agir.
A fim aprender e superar a si mesmos como seres humanos, têm que ter a consciência de se conectar com seu coração, encontrando o equilíbrio entre o que pensam e o que se sentem.

– Eneatipo 6: Caracterizam-se como pessoas que não confiam em si mesmas e temem tomar decisões. Vivem em um contínuo estado de alerta, com medo de situações futuras e compromissos. Preocupam-se excessivamente e costumam perguntar aos demais o que devem fazer com suas vidas.
Para evoluir internamente, esse eneatipo precisa transformar sua covardia em coragem, aprendendo a ter confiança em si mesmo para assumir as consequências das decisões tomadas.

– Eneatipo 7: Você conhece alguma pessoa que tenha medo de gerar medo a si mesmo? Então você se encontra frente a um eneatipo 7, pessoas divertidas, alegres, positivas e que usam o humor como armadura de defesa para evitar o medo.
A principal característica dessas pessoas é que elas costumam ser hiperativas, buscando constantemente o prazer e sempre fazendo atividades para não se entediar. Acham muito difícil se conectar com o presente e se concentrar.
Para superar e evoluir, precisarão cultivar o silêncio e a arte de não fazer nada, conectar-se com a felicidade e o bem-estar que residem em seu interior, em vez de fugir.

– Eneatipo 8: Você tem medo de que te machuquem? Quem não tem? Mas uma pessoa com o eneatipo 8 tem muito mais. Essas pessoas constroem uma armadura e vivem constantemente na defensiva para ter o controle, agindo agressivamente quando se sentem ameaçadas.
Precisam estar no comando das situações, sem suportar que lhes digam o que fazer. Seu lema de vida costuma ser: “A melhor defesa é um bom ataque”.
Para crescer interiormente, precisam soltar o controle e aceitar sua vulnerabilidade, compreendendo que ninguém pode feri-los emocionalmente se não se abrirem antes e darem o seu consentimento.

– Eneatipo 9: Evitam o conflito a todo custo, sem saber lidar com a raiva daqueles que os rodeiam. Passam inadvertidos para não gerar nenhuma discussão e têm muita dificuldade em dizer “não” aos demais, por medo de que fiquem com raiva.
Costumam ser bons ouvintes, acreditando que sua opinião não é importante e se deixando levar pelos demais. Tudo isso os leva a não ter motivação para fazer atividades e gerar novas situações boas. Precisam transformar sua preguiça em pró-atividade, fazer-se valer e contribuir com o mundo.

E você, com que eneatipo se sentiu mais identificado? Isso lhe ajudará a superar grandes barreiras e obstáculos em seu dia a dia… então supere a si mesmo como ser humano!

Fonte A Mente é Maravilhosa

FELIZ SÁBADO!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

SETE MOTIVOS PARA VIVER ENTRE LIVROS

As razões de um tradutor francês para acumular quarenta mil volumes em sua coleção, e o que podemos aprender com ele

Poucas compulsões de consumo são tão bem vistas socialmente quanto o desejo de acumular livros. Ao contrário dos admiradores de sapatos, perucas, miniaturas ou outros bens de consumo supostamente fúteis, que são forçados a dedicar-se a suas paixões de forma quase clandestina para escapar do julgamento alheio, fãs de livros podem disfarçar seu descontrole consumista como uma implacável sede de conhecimento. O advento dos livros digitais tornou a vida do aspirante a bibliófilo ainda mais fácil. Se antes era necessário enfrentar as barreiras do espaço, hoje uma biblioteca de dezenas de milhares de exemplares cabe no bolso de qualquer paletó, ou mesmo num celular. Um cartão de memória do tamanho da unha de um dedão pode armazenar mais de trinta mil livros – um acervo equivalente feito de papel exigiria um apartamento inteiro para abrigá-lo. O custo também deixou de ser um empecilho. É possível encontrar uma infinidade de obras disponíveis gratuitamente na internet, em domínio público, e o preço dos exemplares novos, sobretudo os importados, é um convite à compra por impulso.
A escolha entre os livros físicos e os digitais é uma questão de gosto, e um detalhe irrelevante diante da meta de formar a biblioteca ideal. Na busca por esse objetivo, tanto os fanáticos por tecnologia quanto os fetichistas do papel têm de se render aos ensinamentos dos grandes colecionadores do passado. O tradutor e editor francês Jacques Bonnet, dono de um acervo de mais de quarenta mil volumes, é uma das maiores autoridades no assunto. Sua coletânea de ensaios Fantasmas na biblioteca (Civilização Brasileira, 160 páginas, R$ 29,90), recém-lançada no Brasil, reúne nove textos sobre seu amor pelos livros. Qualquer comprador compulsivo de literatura deveria fazer o enorme sacrifício de acrescentá-la a sua coleção. Com base nos ensaios de Bonnet, elaborei uma lista com suas sete principais razões para viver entre livros. Elas valem tanto para quem já se dedica à formação da biblioteca perfeita quanto para apenas gosta de livros, e estava à procura de uma desculpa para transformar seu apreço em loucura.

1) O prazer da posse
Aprendemos a ler na infância e, se conseguirmos escapar das inúmeras outras tentações que roubam a atenção das crianças, é possível desenvolver desde cedo uma paixão pela literatura. A compulsão por livros, porém, só chega mais tarde. Nossa velocidade de leitura se mantém constante, o tempo dedicado a ela se torna escasso e passamos a comprar mais livros do que somos capazes de ler. É uma decisão questionável, ao menos do ponto de vista econômico. "Livros são caros na compra; não valem nada na revenda; são caríssimos quando queremos encontrá-los e estão esgotados˜, escreve Bonnet. O custo é compensado pelo prazer da sensação de posse. Mesmo o exemplar não lido é, de certa forma, conquistado por seu dono. Ou, como diria Bonnet, "também foram ‘lidos’ de um certo modo, estão classificados em algum lugar do meu espírito como na minha biblioteca.” Apesar de prazeroso, o acúmulo de livros não lidos é uma atividade que requer cuidado. Fantasmas na biblioteca reproduz o aviso de Sêneca: "Que me importam esses inumeráveis livros e essas bibliotecas, cujos proprietários, durante toda a vida, mal leram as etiquetas?” Por mais que a compra compulsiva de livros seja bem-vista, a meta final deve ser sempre a leitura, ainda que num futuro distante.

2) O flerte e a culpa
A falta de espaço ou de dinheiro podem frear a expansão de uma biblioteca pessoal, mas o maior inimigo do acúmulo de livros é a culpa. Quando a pilha de exemplares comprados e não lidos cresce, até o bibliômano mais perdulário começa a se sentir culpado por seus flertes. Felizmente, os ímpetos de racionalidade não costumam resistir a uma visita à livraria, ou mesmo a alguns minutos diante do computador. Faço uma confissão, certo de que meu caso não é o único. Num dia 31 de dezembro, ao perceber que a quantidade de livros não lidos em meu leitor digital e em minha estante seria suficiente para algumas décadas de leitura, prometi não comprar livros durante o ano seguinte. A promessa foi quebrada antes do fim de janeiro, quando o site de uma livraria anunciou uma promoção imperdível – a primeira de muitas naquele ano. Descobri que a resistência a comprar novos livros só aumenta o prazer de ceder à tentação. Os motivos que fazem um leitor se deixar vencer pelo flerte são os mais variados. Bonnet revela que, em sua juventude, comprou um exemplar de Lolita, de Nabokov, só porque gostou da capa, e se rendeu a O lobo da estepe, de Herman Hesse, por causa do título misterioso, mesmo sem conhecer o autor. Embora alguns livros sejam comprados depois de longos namoros, a maioria chega às estantes graças a essas paixões à primeira vista que, após a compra, se transformam em relacionamentos duradouros.

3) O apego inexplicável
Se compramos livros seguindo critérios quase irracionais, cedo ou tarde nos tornamos vítimas de nossos instintos e maculamos nossas coleções, grandes ou pequenas, com obras de baixa qualidade. Isso nos força a escolher entre o prazer de possuir um livro, mesmo ruim, e a vontade racional de passá-lo adiante e abrir espaço para outro volume, mais adequado às nossas expectativas. Nessas batalhas contra a razão, o desejo de preservação do acervo raramente é derrotado. “A escolha do que se deve guardar ou rejeitar requer uma energia que eu sempre economizei”, diz Bonnet. "Quem sabe se, no futuro, não terei necessidade de uma obra que, na hora, achei medíocre?"

4) O bibliotecário em cada um de nós
Os entusiastas do livro digital têm, aqui, um trabalho (e um passatempo) a menos do que os admiradores dos livros de papel. Em leitores digitais como o Kindle ou o Kobo, bastam alguns cliques para organizar toda sua coleção por título, data de leitura ou nome do autor. Os átomos são muito mais indóceis que os bits. Domar uma estante de pequeno ou médio porte exige no mínimo uma tarde de trabalho. Organizar uma coleção de milhares de volumes é uma tarefa para a vida inteira. Além do esforço braçal necessário para remover os livros das prateleiras e reorganizá-los, há o esforço intelectual de escolher entre vários critérios de organização. Ao contrário dos arquivos digitais, os livros de papel aceitam uma infinidade de classificações. Bonnet reproduz uma lista elaborada pelo romancista francês Georges Perec. Segundo ele, é possível organizar os livros por ordem alfabética (de título ou nome do autor), por continentes ou países, por cores, por data de aquisição, por data de publicação, por formatos, por gêneros, por grandes períodos literários, por línguas, por prioridades de leitura, por encadernações e por séries. Em seguida, Bonnet expõe as falhas de cada um desses critérios e volta a citar Perec: "Nenhuma dessas classificações é satisfatória em si mesma. Toda biblioteca se ordena a partir de uma combinação dessas classificações."

5) A força dos hábitos
Os acumuladores de livros podem ser divididos em dois grupos. Alguns tratam seus exemplares com reverência. Outros encaram os livros como meros objetos de estudo e trabalho. Os membros do primeiro grupo tentam manter ao máximo o estado de conservação das obras. Ao abrir um volume da coleção de um deles (com a devida autorização do dono, acompanhada de instruções de manuseio), é difícil notar traços de contato com mãos humanas. Os elementos do segundo grupo são facilmente reconhecidos por suas estantes cheias de exemplares castigados pelo uso e repletos de anotações. Bonnet se enquadra no segundo grupo. "Escrevo em meus livros, a lápis, com caneta hidrográfica ou esferográfica. Aliás, não consigo ler sem alguma coisa à mão." Os conservacionistas podem se gabar do fato de que suas coleções sobreviverão por mais tempo. Os anotadores compulsivos têm o privilégio de reler suas anotações anos depois de feitas, como recados ao leitor futuro numa máquina do tempo.

6) Memórias e fantasias
Embora a presença opressora dos livros comprados e não lidos iniba esse comportamento, é inevitável reler alguns exemplares que insistem em sair da estante para a cabeceira. Ao abrir um livro já lido, revisitamos não apenas as palavras do autor, mas também nosso próprio passado. O estado de espírito que tínhamos na primeira leitura ressurge na leitura seguinte, mesmo depois de muitos anos. Reler é discutir consigo mesmo, e muitas vezes discordar de julgamentos do passado. Bonnet cita o exemplo do escritor modernista Paul Morand, cujo estilo o encantara aos 20 anos, mas tornou-se insuportável numa releitura depois dos 60. Quem acumula enormes pilhas de livros não lidos depara com outro prazer da memória, mais melancólico: o de se emocionar pela primeira vez com um exemplar comprado há muitos anos e imaginar o que teria sido diferente em sua vida se o tivesse lido na primeira oportunidade. Quanto maior a lista de obras a ler, mais numerosas são as vidas paralelas. Se suas leituras não têm qualquer influência sobre suas decisões e seu modo de viver, você está lendo os livros errados.

7) O dom de esquecer
Por maiores que sejam as estantes, ou o espaço nos discos rígidos, a tarefa de processar o conteúdo (ou ao menos as capas e títulos) de uma coleção de livros cabe, em última instância, à mente do leitor – um instrumento fascinante, mas pouquíssimo confiável. Com o passar dos anos e o acúmulo dos livros nas prateleiras e na memória, obras que lemos com atenção podem ser quase totalmente esquecidas. Bonnet cita Pierre Bayard, autor de Como falar dos livros que não lemos, para explicar essa fraqueza. “É, antes de tudo, difícil saber com precisão se lemos ou não um livro, pois a leitura é o lugar do evanescente", diz Bayard. Ao conversar com outro leitor sobre um livro que já lemos, não é raro perceber que deixamos de notar aspectos cruciais da obra, ou que apagamos trechos inteiros da memória. Se escolhermos o texto certo e esperarmos tempo o bastante para que a memória comece a nos trair, cada releitura da mesma obra pode ser uma experiência totalmente nova. Mesmo quem vive entre quarenta mil livros é capaz de perder-se num só.

Por Danilo Venticinque
Fonte ÉPOCA Online

quarta-feira, 22 de abril de 2026

DIA DA TERRA

O dia 22 de abril é conhecido como aquele em que se comemora o Dia da Terra

O Dia da Terra foi criado nos anos 70 pelo então senador americano e ativista ambiental Gaylord Nelson. A ideia era que todo o dia 22 de abril, os habitantes do planeta pudessem refletir acerca de questões ambientais e conservacionistas, além de incentivar o debate acerca de soluções para diminuir o impacto da atividade humana na natureza.
Oficialmente, contudo, a data de 22 de abril se concretizou como um momento de homenagem a Terra em 2009. Foi durante uma assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada naquele ano na Bolívia, que ficou estabelecido o Dia Internacional da Mãe Terra. “A Terra e seus ecossistemas são a nossa casa, é necessário, portanto, que seja promovida a harmonia entre a natureza e o planeta”, declarou a organização em comunicado.

5 DICAS PARA SER UM FREELANCER DE SUCESSO NA CRISE

É a hora de fazer escolhas estratégicas para impulsionar seus ganhos, mas sem deixar a qualidade da sua entrega — ou a sua saúde — desabarem

Sucesso e crise são duas palavras que parecem não combinar em hipótese alguma. Mas depende: ao mesmo tempo em que fecha portas para uns, a situação ruim da economia pode abrir oportunidades para outros.
A necessidade de enxugar despesas faz com que muitas empresas busquem mais flexibilidade nas contratações e apostem menos em funcionários “full-time” para determinadas atividades — o que abre espaço para quem atua como freelancer, diz Guillermo Bracciaforte, cofundador da Workana, plataforma de trabalho autônomo. 
Não que o profissional independente também não sofra com a maré ruim. Ainda que possa haver mais pedidos de “jobs”, o freelancer muitas vezes precisa aceitar pagamentos mais baixos por suas entregas. Isso para não falar nos atrasos para receber, que podem se tornar mais longos em tempos de finanças apertadas para as empresas.
Mais do que nunca, é preciso fazer escolhas estratégicas para ganhar clientes e maximizar os seus ganhos, sem deixar a qualidade das suas entregas —e a sua saúde física e mental —desabarem.
O segredo para conseguir isso é zelar pela sua reputação, garante Sebastián Siseles, diretor internacional do portal Freelancer.com. “A credibilidade é sempre o principal recurso de um freelancer, com ou sem crise na economia”, diz ele.
Mas como fazer isso em tempos tão difíceis para o mercado? Confira a seguir 5 dicas valiosas sobre o assunto:

1. Saiba o preço mínimo que você pode cobrar
Na crise, muitos profissionais reduzem drasticamente seus preços para atrair clientes e derrotar a concorrência. A tática pode até funcionar a curto prazo, mas no fim dará errado: você acabará com muito trabalho e pouco dinheiro.
“Saiba o seu limite, isto é, o mínimo que você precisa ganhar para que o trabalho seja rentável”, diz Bracciaforte. Combinar um valor inicial baixo demais pode obrigar o freelancer a fazer cobranças adicionais durante a realização do trabalho — o que pode gerar irritação no cliente e até comprometer sua reputação perante o mercado como um todo.
Uma ferramenta gratuita recentemente lançada pela Workana permite fazer o cálculo da sua hora de trabalho em áreas como marketing, conteúdo, design, administrativo e TI. Os parâmetros usados para a conta são o país, o tempo de experiência e a função desempenhada. Clique aqui para acessá-la.

2. Mostre interesse pelo trabalho
A melhor forma de se diferenciar na crise não é reduzir selvagemente o próprio preço, mas conquistar a plena confiança do cliente. Mais do que pagar pouco, o grande incentivo para uma empresa que busca eficiência é a garantia contra riscos: pode-se esperar que você entregará tudo no prazo, com excelente qualidade. Para isso, é importante demonstrar interesse pelo objetivo do cliente, e não apenas vontade de ganhar dinheiro com aquilo.
“Leia o briefing com atenção, faça as perguntas certas, seja gentil e mostre que você está disponível para feedbacks”, explica Bracciaforte. Associada à qualidade e à pontualidade da entrega, esse tipo de atitude faz toda a diferença para ganhar credibilidade e ser chamado para novos trabalhos no futuro.

3. Administre seu tempo com sabedoria
Um dos segredos de um freelancer bem-sucedido é a capacidade de ter uma rotina organizada e disciplinada. Isso é especialmente importante em tempos de crise, quando a carga de trabalho aumenta e os prazos ficam mais apertados.
“Não dá para acordar tarde e começar a trabalhar sem qualquer planejamento do seu dia”, diz Siseles. Você precisa estabelecer prazos para si mesmo, escolher um local de trabalho adequado e, assim, garantir a sua produtividade.
Fazer uma gestão estratégica do seu tempo também é essencial para que você não viva correndo atrás do relógio e nem se torne um “escravo” das suas obrigações. Com uma agenda equilibrada, você não precisará abdicar do lazer, do descanso ou da convivência com pessoas queridas.

4. Crie relacionamentos de longo prazo
Por definição, um freelancer é alguém que faz trabalhos de forma pontual, com data explícita para terminar. Essa transitoriedade não pode também se aplicar também às relações com seus clientes — elas precisam durar mais do que um “job”. Na crise, a fidelidade de um cliente vale ouro.
“Mande um e-mail ou faça uma ligação telefônica uma vez por mês para saber como vão os seus contatos mais importantes”, recomenda Bracciaforte. É importante manter o diálogo ativo mesmo depois que o trabalho já foi encerrado, tanto para receber novas solicitações daquele cliente quanto para que ele indique o seu nome para terceiros.
Também vale investir em relacionamento com outros freelancers. “Faça networking com colegas de profissão ou pessoas de áreas correlatas à sua”, diz Siseles. “Além de trocar dicas e informações sobre o mercado, vocês podem eventualmente dividir projetos multidisciplinares”.

5. Tenha um bom planejamento financeiro
Com ou sem crise, um freelancer sempre precisa lidar com a intermitência de seus rendimentos. Para não ficar no vermelho, é preciso ter um controle rigoroso das suas finanças. Isso envolve fazer uma previsão dos seus gastos mensais, cobrar um valor justo pelo seu trabalho e sempre alimentar um fundo de reserva para emergências.
Também é necessário contar com possíveis atrasos de pagamentos, que podem se tornar mais frequentes e longos por causa da crise. Para evitar grandes “furos”, uma possibilidade é programar mensagens automáticas de cobrança. “É uma forma mais sutil e menos pessoal de lembrar os seus clientes que eles lhe devem dinheiro”, diz Bracciaforte. Ferramentas de envio de lembretes costumam ser pagos, mas podem valer a pena em alguns casos.
O cuidado com as finanças também é o que permite que você seja seletivo na hora de escolher projetos e não trabalhe desesperadamente para pagar as contas. Se for organizado e tiver uma boa reputação, um dia você poderá apenas escolher os clientes que pagam melhor, conclui Siseles.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com