quinta-feira, 4 de junho de 2026
quarta-feira, 3 de junho de 2026
9 DICAS PARA ORGANIZAR SUA CARTEIRA (DE DINHEIRO)
Uma carteira leve ajuda a prevenir dores de cabeça e gastos desnecessários
Menos é mais: evite carregar vários cartões e documentos na carteira
Organização é atributo essencial de quem quer cuidar bem de suas finanças. E não se trata apenas de traçar estratégias de investimentos ou anotar gastos. A organização da própria carteira – a de dinheiro mesmo, não a de investimentos – já pode ajudar e muito no controle das finanças e na prevenção de dores de cabeça com furtos, roubos e golpes. Veja o que especialistas em finanças pessoais dizem sobre a melhor maneira de organizar a sua carteira:
1. Dinheiro: leve no máximo 100 reais
Carregue no máximo 100 reais, em notas de valor alto ou baixo, dependendo do seu perfil. Para os gastadores, o melhor é levar notas de 50 ou até de 100 reais. “Quando você só anda com notas grandes, acaba não gastando com besteira, pois é mais difícil de trocar”, diz o economista Raymundo Magliano Neto, diretor da Expo Money.
Os mais controlados, por sua vez, podem preferir as notas trocadas. “O dinheiro vivo serve para as pequenas despesas, aquelas que você não consegue pagar em cartão”, opina Márcia Dessen, cofundadora do Instituto Brasileiro de Certificação de Planejadores Financeiros (IBCPF).
2. Cartões: um de crédito e um de débito
Um cartão de crédito e um de débito bastam para qualquer despesa. O ideal mesmo seria apenas carregar o cartão de crédito quando se tem certeza de que ele será usado. Mas emergências acontecem, e o plástico pode salvar a pátria. Quem tem vários cartões e carrega todos habitualmente corre mais risco de se esquecer de pagar um deles, de perdê-los ou de perder controle das despesas.
Não existe limite de quantidade de cartões de crédito que uma pessoa pode ter. Mas a maioria dos especialistas em finanças pessoais recomenda apenas um ou, no máximo, dois, para ter duas datas diferentes de vencimento e mais de uma bandeira para aproveitar os benefícios. “Nada de ter vários cartões de loja, isso é ingerenciável”, diz Márcia Dessen.
3. Carregue uma folha de cheque cruzada
Os cheques estão se tornando obsoletos, mas ainda podem ser úteis. Em vez de levar o talão inteiro, o que é arriscado em caso de perda ou roubo da carteira, carregue apenas uma folha de cheque em branco e cruzada para emergências. Pode ser que falte luz bem na hora de pagar a conta do restaurante; ou mesmo que a balada que você quer tanto conhecer não aceite cartões. Nessas horas, o cheque é o salvador. Mas não se esqueça de anotar a despesa no canhoto do talão.
Outra utilidade do cheque é pleitear descontos à vista na hora de comprar produtos mais caros, como eletrodomésticos ou móveis. “O valor à vista tem que ser mais barato do que o parcelado. O desconto deve ser no mínimo de 5%. Mas para obtê-lo, o consumidor precisa usar uma forma de pagamento que não represente custo para o lojista. Nesse caso, dinheiro vivo ou cheque, que é mais seguro”, aconselha Márcia Dessen.
4. Documentos: carteira de motorista original e cópias autenticadas
Não leve todos os seus documentos na carteira. Para quem dirige, a carteira de motorista basta; ela só pode ser apresentada no original, serve como documento de identidade e já vem com o CPF. Quem não tem carteira de motorista pode deixar o RG original em casa e carregar apenas uma fotocópia autenticada em cartório.
Evite deixar a carteira de motorista e os documentos originais do carro dentro do veículo ao estacionar. “É uma concentração do risco”, avalia Márcia Dessen. Para a consultora financeira, o melhor é carregar os documentos originais consigo e deixar no carro uma fotocópia autenticada pelo DETRAN do seu estado. “A polícia aceita essas cópias como sendo autênticas. E se o seu carro for roubado, os documentos originais estarão a salvo”, explica Márcia.
5. Cartões de visita: deixe na carteira apenas os seus
Faça uma faxina periódica na carteira para retirar e organizar os cartões de visita recebidos ao longo do tempo. Salve os telefones mais importantes no celular e guarde os cartões num daqueles arquivos organizadores feitos especialmente para cartões de visita. Caso não queira acumulá-los, anote os contatos numa agenda telefônica de papel.
A mesma dica vale para os cartões do salão de beleza, da academia, das cooperativas de táxi e assim por diante. Quanto aos seus próprios cartões de visita, sempre carregue alguns na carteira. Você nunca sabe quando pode esbarrar com um contato profissional interessante.
6. Deixe os cartões de programas de fidelidade em casa
Programas de fidelidade que permitem ao cliente acumular pontos e descontos sem custo adicional são muito vantajosos. Porém, costumam gerar cartõezinhos que só servem para deixar a carteira ainda mais bagunçada. Informe-se no estabelecimento – mercado, farmácia, livraria – se é possível ao caixa localizar o seu cadastro apenas pelo número do seu CPF. Se sim, deixe os cartõezinhos de fidelidade em casa.
7. Retire os comprovantes de compras regularmente
Comprovantes de compras e cupons fiscais são excelentes para manter controle das despesas. Quem tem o hábito de anotar tudo que gasta deve, pelo menos uma vez por semana, retirar todos aqueles papeizinhos da carteira para atualizar sua planilha de orçamento. É uma ótima maneira de manter o controle das despesas e a organização da carteira.
8. Não se esqueça do cartão do convênio de saúde
Este não deve deixar a carteira jamais. Não importa para onde você vá, acidentes e mal-estares podem acontecer. Caso você fique desacordado, sua carteira do convênio permitirá aos socorristas descobrir para onde você pode ser levado. Outra boa ideia é deixar na carteira o nome e o telefone de alguém a ser avisado em caso de emergência.
9. Carregue os documentos de uso diário, mas retire-os da carteira nos dias de folga
O crachá da empresa, o distintivo ou a identidade funcional são necessários ao dia a dia de trabalho, mas podem ser retirados da carteira ou da bolsa nos dias de folga e nas férias. Essa atitude não só protege o seu documento como também a sua identidade, caso sua profissão seja “visada” por criminosos, como acontece com policiais, juízes e até alguns jornalistas.
Vale transporte eletrônico e vale-refeição podem até permanecer na carteira, mas é prudente deixá-los em casa nos dias de folga, caso não sejam utilizados. Mas não se esqueça de deixá-los em local visível, para não esquecê-los no domingo à noite.
Por Julia Wiltgen
Fonte Exame.com
terça-feira, 2 de junho de 2026
BARREIRA INVISÍVEL - CRENÇAS INTERNAS LIMITAM ADVOGADOS NA CAPTAÇÃO DE CLIENTES
Neste artigo, não se pretende descrever as 10
melhores dicas para o advogado captar clientes, pois já há vários textos com
este enfoque. Como também, não adianta ensiná-lo como conquistar o cliente, se
ele não acreditar em si mesmo ou nos serviços que oferece. As recomendações
cairão no vazio.
A ideia, pois, é abordar a prospecção de
cliente sob um viés mais ligado ao trabalho de coaching.
Sendo assim, o objetivo é falar um pouco
sobre crenças internas. Uma questão que está por trás de uma das maiores
dificuldades que os advogados encontram em suas carreiras: prospectar e atrair
clientes.
Entende-se por crença o sentimento de
certeza, a convicção íntima a qual se dá todo o crédito. Tudo o que o ser
humano faz na vida é baseado no que acredita, uma vez que funciona e interpreta
o mundo baseado em suas convicções internas.
As crenças são incorporadas quando algo de
muito forte e significativo acontece na vida do indivíduo. Geralmente, elas se
fixam na mente durante a infância, quando a criança está mais vulnerável, em
formação e conhecendo o mundo. Não há como se evitar isso. Na verdade, o que
atrapalha são as crenças fechadas ou limitantes, aquelas que não estão baseadas
na realidade ou são irracionais. De fato, são estas que impedem o ser humano de
tomar atitudes ou iniciativas. Enfim, de avançar.
Pesquisas feitas com advogados confirmam que
as crenças limitantes estão presentes tanto no discurso, quanto no
comportamento do profissional do Direito.
Quando se pergunta aos advogados quais as
razões que lhes dificultam a busca e a conquista de clientes obterá, na maioria
das vezes, uma das seguintes respostas:
“Não tenho jeito para vender”; ”Não sou
vendedor, porque não aprendi a sê-lo na Faculdade”. Tantos outros considerarão
indigno o advogado se vender ou aos seus serviços. E têm aqueles que acreditam
na superioridade da profissão Direito sobre a de vendedor. Alguns mais poderão
ter receio de vir ou estar infringindo o Código de Ética da OAB ao fazer
marketing jurídico. Entretanto, seja por este ou por aquele motivo alegado, por
detrás dele, existe uma crença interna que os impede de tomar a iniciativa da
venda.
O mais surpreendente é que o advogado é um
vendedor por excelência, embora ele não tenha consciência disso ou consiga se
enxergar desta maneira. De fato, o que o advogado faz quando elabora sua petição
inicial ou apresenta sua contestação? Ele vende uma ideia! O que ele está fazendo
quando dá um parecer ou realiza uma negociação a não ser vender sua opinião, sua
posição?
Mesmo que o advogado creia que não detém
esta competência em seu DNA, a verdade é que como toda e qualquer habilidade,
ela pode ser aprendida e desenvolvida. E embora o advogado não tenha sido
ensinado a vender e jamais tenha pensado que seria obrigado a fazê-lo, como a
grande maioria das coisas é algo que se pode aprender. Basta querer.
Cada advogado tem seu estilo de venda. Se
ele souber qual é e passar a utilizá-lo no seu dia-a-dia, naturalmente se
sentirá bem vendendo os seus serviços advocatícios. Conseguirá encontrar uma
forma própria de captar clientes que não contrarie os ditames do órgão de
classe e terá prazer em atuar como vendedor.
Contudo, para que o advogado queira aprender
essa nova competência, vai precisar questionar e superar as suas crenças
limitantes. Se desejar dar um passo à frente em direção a sua realização
profissional e pessoal, deve se permitir desafiar as suas crenças internas que
influenciam seus pensamentos e o impede de entrar em ação.
E como fazer isso? O advogado deve mudar seu
condicionamento mental, tomar consciência de que já existe um vendedor dentro
de si, esperando as condições certas para emergir.
Como a mudança não é um processo fácil, uma
vez que tira o indivíduo da zona de conforto e exige que adote um modo diferente
de pensar, sentir e agir, é aconselhável que o advogado busque ajuda. Pode ser
o apoio de um coach, de um conselheiro ou mentor, de um terapeuta, ou mesmo de
seu gestor ou colega.
Caso o advogado se permita mudar, ele será recompensado
com uma grande alegria ao conquistar seu primeiro cliente. E certamente esta
conquista não terá preço!
Por Maria Olívia Machado e Ana Barros
Fonte Consultor Jurídico
PRODUTIVIDADE NA ADVOCACIA: 06 DICAS PRÁTICAS PARA ORGANIZAR SUA ROTINA DE TRABALHO
Ser um profissional realmente
produtivo pode mudar, e muito, a realidade da sua advocacia.
A natureza do advogado é querer se desafiar
constantemente e ter maiores ganhos pelos seus resultados.
Ocorre que, na maioria das vezes, os
advogados acabam ficando sobrecarregados de trabalho, o que impacta diretamente
na qualidade do serviço prestado.
Contido, ser um profissional realmente
produtivo pode mudar, e muito, a realidade da sua advocacia.
Com a organização da sua rotina diária, é
possível otimizar o seu tempo.
Ao ganhar tempo, o advogado poderá
implementar projetos que farão toda a diferença no seu escritório, tais como
como uma estratégia de marketing, desenvolver um plano de gestão, controle
financeiro, treinamentos, etc.
Para te ajudar nessa jornada em busca de ter
uma melhor performance profissional, trago 06 dicas que tenho aplicado na prática
e que vem me tornando mais produtiva no dia a dia da advocacia.
Aproveite esse momento de quarentena pela
pandemia do Convid-19 para identificar os fatores que atrapalham na sua rotina,
de forma que possa começar a por em prática mesmo no home office e quando
passar a fase de isolamento, terá hábitos que aumentam a sua produtividade. As
dicas são:
🎯 1. Identifique os gargalos que tomam tempo:
faça a lista por escrito de todas as coisas que te atrapalham e lhe demandam
tempo para o trabalho, tais como conversas fora de hora no escritório, mensagens
no celular, procrastinação (sempre adiando as tarefas), perfeccionismo, cansaço,
trânsito, tudo entre outras.
Ao elaborar essa lista vai te dar maior
clareza da sua improdutividade e te ajudar a criar um plano de ação para se
tornar mais focado no trabalho.
🎯2. Crie um ambiente de trabalho: é
importante ter um ambiente adequado de trabalho porque isso influencia
diretamente em sua produtividade.
Se você trabalha em casa, precisa de um
lugar exclusivo para trabalhar, sem que outras pessoas venham a lhe atrapalhar.
Se você trabalha em um escritório, com
outros colaboradores, conversem com os mesmos e estabeleçam regras de
convivência.
É importante, seja em home office ou no
escritório, criar rotinas que incluam um tempo de descontração, de pausa para o
café, de trabalho silencioso, de reuniões e lanches.
🎯 3. Mantenha o ambiente de trabalho
organizado: reduza a quantidade de papéis e
guarde o máximo de objetos possíveis nos
armários e gavetas. Deixe apenas o que você usa o tempo todo).
É importante organizar a sua mesa todos os
dias ao terminar o seu trabalho e não deixe a bagunça acumular.
Além disso, no final da sexta, sempre
organizo a minha mesa e agenda para a semana seguinte.
Terminar a semana sem ter uma organização
mental da próxima semana impacta diretamente na minha rotina e na minha
produtividade.
🎯 4. Cuide da sua saúde (física e mental): para
que uma pessoa seja produtiva, ela precisa ser, igualmente, focada em hábitos
saudáveis.
Então, estabeleça hábitos saudáveis na sua
rotina de vida, para que cuidar da sua mente e do seu físico.
Ter uma rotina de exercícios físicos diários,
de yoga ou meditação trará inúmeros benefícios para o seu desempenho
profissional.
🎯 5. Faça uma lista de tarefas: é importante
organizar suas tarefas, de forma que você possa planejar seu dia de trabalho
com mais facilidade.
Organizar as tarefas no início do dia ou no
final do dia reduz a ansiedade com o trabalho.
Sempre tenho uma lista com todas as minhas
“pendências” de tarefas a serem cumpridas e com base nelas vou distribuindo em
atividades diárias.
🎯6. Não seja um perfil multitarefas: o
cérebro não consegue usar de criatividade, raciocínio lógico, evocação de
memórias de longo prazo, percepção visual refinada, quando executa várias
tarefas ao mesmo tempo.
O ideal é não ser uma pessoa multitarefas, que
faz várias coisas ao mesmo tempo, porque as chances de você se perder e não
conseguir conclui-las ou deixar de executar com qualidade.
Durante muitos anos, sempre achei que seria
vantagem ser um profissional multitarefas e fazia “várias coisas” ao mesmo
tempo. Constantemente me pegava com várias abas abertas no computador sem ter
concluído nenhuma.
Aprendi que quem realiza uma coisa de cada
vez, acaba sendo mais produtivo.
E, com isso, tenho me disciplinado dia após
dias a finalizar uma coisa antes de começar outra. E isso tem me feito ter uma
produtividade muito maior.
Comece a colocar em prática as dicas e, em
pouco tempo, você conseguirá perceber os benefícios de ter uma vida mais
organizada, disciplinada, produtiva e, consequentemente, mais feliz.
Por Blog Eliza Novaes
Fonte JusBrasil Notícias
GUIA COMPLETO DE COMO CAPTAR CLIENTES NA ADVOCACIA
É indiscutível o fato de que, no mercado
jurídico, as pessoas tendem a procurar por serviços que tenham mais tempo e
renome, pois essas características estão diretamente associadas, na concepção
do cliente, à experiência e a uma maior chance de sucesso. Além disso, é uma
realidade que existe uma rede de indicações que, na maioria das vezes, só
funciona para profissionais que já têm reconhecimento nesse mercado. Este texto
foi feito para ajudar advogados recém-formados, que não sabem como captar
clientes na advocacia, apresentando conceitos e ferramentas eficazes para a
criação e a divulgação da autoimagem, além de algumas dicas para gestão de uma
carreira de sucesso. Afinal, compensar a inexperiência na atuação jurídica com
a capacidade de trabalhar bem (e adequadamente) a imagem do serviço é uma ótima
estratégia para abrir portas.
A geração mais nova de advogados está mais
antenada aos recursos tecnológicos e conhece melhor suas funcionalidades. Considerando
que nosso guia trata de ferramentas aplicáveis no universo da Internet e da
tecnologia, em geral, podemos dizer que esses novos advogados saem na vantagem.
Vale dizer, ainda, que o Código de Ética e
Disciplina da OAB tem restrições quanto ao uso do marketing para a divulgação
do profissional da área, mas não exclui a possibilidade de ele ser utilizado. Ou
seja, é possível, sim, conciliar as ações que serão descritas neste texto com
as exigências do estatuto.
Vamos começar, então, falando do branding e
de como ele pode facilitar seu destaque no mercado!
Invista no branding
como diferencial para captação de clientes
As formações acadêmicas no Brasil direcionam
o conhecimento do formando, quase que integralmente, ao aprendizado técnico. Afinal,
conhecer o Direito com propriedade é pressuposto básico para ter sucesso na
vida profissional. O fato é que, para conseguir a oportunidade de mostrar seu
potencial ao cliente, é preciso acessá-lo e fazê-lo confiar na sua capacidade
de resolver o problema vivenciado.
O que estamos dizendo é que sua imagem deve
transmitir todo o potencial do seu produto, desde o primeiro contato, e ser
reforçada a cada nova pesquisa que esse cliente em potencial fizer do seu
serviço.
O que fazer para
criar uma boa imagem?
É imprescindível que novos advogados
utilizem as ferramentas que toda a classe já usa e outras mais inovadoras e
menos usuais. Não há como dispensar o uso do cartão de visitas, bem elaborado e
contendo as informações mais relevantes sobre o profissional, por exemplo.
Também é importante cuidar tanto da fachada
do escritório de advocacia, responsável por formar a primeira impressão que o
cliente terá, quanto do site que todo advogado precisa ter, uma vez que esse é
o local virtual em que o profissional será acessado.
Voltando à questão da imagem, o site precisa
ser consistente, informativo e bem estruturado, utilizando a linguagem adequada
ao público-alvo que se deseja atingir, para que cumpra o primeiro objetivo para
o qual foi criado: apresentar o serviço. Busque, então, boas dicas de como
criar um site.
Quando apontamos essas necessidades, estamos
falando da formação de uma marca e dos meios pelos quais ela deve ser
apresentada. Entendido isso, podemos, agora, falar sobre o branding.
Mas, afinal, o que é
branding?
Apesar de a tradução do termo estar
diretamente ligada à palavra “marca”, ela representa muito mais do que isso. Trata-se
da forma como a marca é posicionada no mercado, por meio de estratégias e
planejamento.
O branding tem como objetivo formar opiniões
sobre o serviço que está sendo oferecido, e a confecção da marca é o primeiro
passo para seu sucesso. Uma estratégia eficaz de branding considera, principalmente:
Posicionamento que
se deseja obter no mercado
É preciso saber o que se quer que as pessoas
pensem ao visualizar sua marca. Ao se deparar com o nome do seu escritório ou
com a sua logomarca, clientes, concorrentes e empresas fazem uma associação
imediata com os seus princípios, valores e qualidades. Ex.: agilidade, segurança,
eficácia, seriedade, acessibilidade, atendimento personalizado etc.
Definição do produto
ou serviço oferecidos
É possível atuar em qualquer área do ramo
jurídico, desde que haja a escolha de uma delas para ser a cara da sua prestação
de serviços. A atuação em muitas áreas, por melhor que seja a execução de cada
uma, transmite uma ideia de inconsistência e pouca especialização.
À medida que os clientes forem conquistados
pela atuação na área de destaque, vão conhecendo os demais serviços oferecidos
e confiando que serão prestados com a mesma qualidade.
Definição do público-alvo
a ser atingido
Cada marca dispõe de uma linguagem
específica para se expressar, e a criação dessa linguagem está diretamente
ligada ao público que se quer atingir. Escritórios focados em atendimento a
grandes corporações, por exemplo, utilizam uma linguagem mais formal, objetiva
e séria. Esse não é o caso de escritórios que queiram atingir um público mais
jovem, ou proveniente de classes sociais mais baixas, ou, até mesmo, de
empresas mais dinâmicas, como é o caso das startups.
Eficácia na gestão
empresarial
Uma boa gestão do escritório de advocacia
também faz parte do rol de estratégias do branding. Ela está relacionada com a
velocidade com que os procedimentos são desenvolvidos e com o retorno que é
dado ao cliente, bem como com a satisfação dos funcionários ou parceiros da
empresa, que tendem a indicá-la para outras pessoas.
Para aplicar o branding, é necessário
utilizar o marketing jurídico, tema do nosso próximo tópico.
Pratique o marketing
jurídico para captar clientes na advocacia
O principal meio para se praticar o
marketing jurídico são as redes sociais. É por meio do conteúdo disponibilizado
no site, no Instagram, no Facebook, no LinkedIn e em outros mais que os
clientes em potencial conseguem chegar ao seu serviço.
Como já dissemos, o sistema de indicações
existe e é, talvez, o mais eficaz por parte de uma experiência prática. No
entanto, em uma era digital, a imagem bem trabalhada e o conteúdo relevante
criam um interesse maior nas pessoas que o acessam. Porém, não basta que as
informações sejam disponibilizadas sem planejamento e sem utilização das
ferramentas adequadas de marketing digital.
Produção de textos
para blog institucional
Produzir textos para o blog do site, fazendo
considerações sobre algum tema que está em alta, é bastante promissor, mas não
o suficiente se não são aplicadas as técnicas de SEO (Search Engine
Optimization, ou, “otimização para mecanismos de busca”) para ranquear o conteúdo
nas abas de pesquisa do Google, por exemplo.
Existe o risco de muitos textos serem
produzidos sobre a mesma temática e o seu, simplesmente, não aparecer para as
pessoas nos primeiros links. Em outras palavras, seu conteúdo dificilmente será
acessado.
Portanto, o sucesso da utilização de textos
informativos nos blogs jurídicos está diretamente ligado ao planejamento de
postagem desses textos. Eles precisam seguir uma linha de raciocínio que faça
com que o consumidor do conteúdo queira continuar consumindo as informações
daquela plataforma, até ser convencido de entrar em contato com a empresa.
Além disso, a produção de conteúdo deve ser
constante para que o interessado no texto anterior queira acessar novamente seu
site e conferir as novidades, até que se torne uma referência de conteúdo
informativo para ele.
Direcionamento de
nicho
É preciso também saber como direcionar as
informações para o público correto que se deseja atingir. Para isso, é preciso
definir o foco da área de atuação, conforme dissemos, e entender as
características dessas pessoas.
Seu serviço está direcionado a empresas ou
pessoas físicas? Se empresas, de pequeno ou grande porte? De qual segmento? Se
pessoas físicas, de qual classe social? Homens ou mulheres? Qual a faixa etária?
Essas e outras perguntas o ajudam a definir
o público-alvo e possibilitam o direcionamento do conteúdo para os lugares
certos. Existem, por exemplo, maneiras de promover conteúdos nas redes sociais,
considerando a especificidade do nicho que se quer atingir.
Envio de mala direta
Se bem aplicado, gera um retorno muito
positivo. A mala direta é uma ferramenta de envio de e-mails para um mailing
list específico de contatos à sua escolha. É necessário que o conteúdo seja
relevante e que, de alguma forma, desperte o interesse do destinatário em saber
mais sobre o tema, acessando o site da empresa.
Conteúdos direcionados à imprensa, como
releases, contendo curiosidades e novidades sobre a área de atuação do
escritório, podem, em algum momento, render matérias que fortaleçam a sua marca.
Essas são algumas dicas para reforçar o posicionamento do escritório no meio
digital, mas captar clientes no mundo real exige que se tomem algumas medidas
das quais falaremos no tópico a seguir.
Faça um atendimento
personalizado e humanizado
Quanto maior a demanda de um escritório ou
profissional, seja ele de que área for, maior o tempo gasto com a atividade-fim
e menor o tempo disponibilizado para atendimento a demandas administrativas.
Esse é um dos motivos que levam o advogado a
cometer seu maior erro com relação à prospecção de clientes. Não disponibilizar
tempo para captar novos contratos e assistir os contratos ativos é o mesmo que
não pensar na empresa a médio e longo prazo.
Sim, um cliente lembrado dá muito mais valor
ao serviço prestado do que aquele que nunca recebe um retorno sobre sua demanda.
A sensação de ser colocado de lado influencia na forma como ele enxerga o
escritório e minimiza as chances de ele ser fidelizado e recomendar os serviços.
Para manter um relacionamento consistente, é preciso:
Manter contato com
antigos clientes
Esse é o ponto mais importante para a saúde
e a prosperidade do negócio. A lógica é simples e parte da premissa de que não
existem ativos sem clientes. Um pouco de empreendedorismo é suficiente para
entender que estabelecer novos contratos com clientes antigos é mais fácil e
rápido do que captar novos clientes.
Pensando assim, o ideal é que se crie uma
rotina de retornos para falar sobre as novidades do processo, ou, melhor ainda,
sobre a ausência delas. Procurar o cliente apenas para dizer que ainda não há
um posicionamento sobre seu processo vai deixá-lo seguro de que está sendo
acompanhado de perto.
Trata-se de uma maneira de nutrir o
relacionamento, aumentando a credibilidade no serviço prestado.
Existem softwares jurídicos, dos quais
falaremos mais adiante neste texto, que, dentre outras funcionalidades, são
capazes de criar uma rotina de avisos de retorno com base no banco de dados que
armazena. Isso porque o ideal é nunca confiar só na memória!
Estabelecer uma
relação com novos clientes
Se alguém entrou em contato, faça um esforço
para dar atenção no momento, entenda a demanda, marque uma reunião com ele e
convide-o para conhecer seu escritório. Se não tiver um, não há problema, utilize
e espaços, como coworkings ou cafés, mas faça-o se sentir importante.
A primeira impressão será muito boa por
transmitir interesse, disponibilidade e respeito. Quem procura um advogado, normalmente,
tem um problema que não pode resolver sozinho, e quem está nessa situação tem
pressa. Saia na frente priorizando esses encontros.
Estar presente
É fundamental que esse procedimento seja
realizado pelo próprio advogado no início da carreira. Delegue essa atividade
apenas quando crescer demais o volume de trabalho e, de preferência, para
alguém que possa ser treinado e acompanhado de perto.
Não é interessante para o cliente sempre
falar com a secretária, por mais qualificada que ela seja. A sensação é de que
se está conversando com alguém que não conhece sobre o assunto e isso é o mesmo
que perder tempo. Lembre-se: quem tem problema tem pressa.
Cada pessoa tem uma maneira de se expressar
e aquelas mais difíceis, que cobram muito ou querem muita atenção, podem causar
uma certa repulsa e fazer com que o advogado postergue o contato. Procure
manter o jogo de cintura, principalmente com esses clientes. Escute-os de
verdade e faça o possível para deixar o linguajar jurídico mais próximo do seu
entendimento — isso sempre será um ponto positivo na fidelização de clientes.
Coletar dados
Se houve um primeiro contato, houve um
interesse. Aproveite para conseguir todas as informações possíveis sobre o
futuro cliente e sua demanda. Se o contato não se converter em contrato, por
qualquer motivo, essa pessoa poderá ser contatada em outro momento, quando o
escritório tiver alguma novidade para apresentar.
Invista em
networking com clientes e parceiros estratégicos
Relacionamentos de trabalho devem ser
conquistados e mantidos saudáveis sempre que possível. E eles começam bem antes
de a faculdade terminar. Os colegas de turma e professores fazem parte do seu
futuro ecossistema empresarial e desentendimentos não resolvidos podem resultar
em perda futura de clientes.
Mais uma vez, ressaltamos a necessidade do
jogo de cintura. Seja com o cliente, que, por vezes, é difícil de lidar, seja
com os colegas de profissão, por divergência de opiniões. É fundamental pensar
no futuro de cada relação que se estabelece.
Fora a parte subjetiva dos relacionamentos
mencionados acima, existem algumas ações para melhorar o network e torná-lo
consistente e promissor.
Procure ser visto
para ser lembrado
Participe de eventos
Aproveitar os momentos de aperfeiçoamento
profissional para fazer contatos é um bom início para que advogados em começo
de carreira captem clientes na advocacia.
Primeiro, porque a imagem que se tem é de um
profissional buscando aprimorar seus conhecimentos, o que o torna mais
confiável. Segundo, porque falando do seu próprio trabalho, as chances de ter
seus serviços recomendados por outro profissional são grandes. A terceira razão
é que só quem é visto é lembrado!
A busca pela participação em palestras, cursos,
simpósios, eventos no geral, que tratem de temáticas relacionadas à sua área de
atuação, coloca-o ao lado de outros profissionais da área, promove o encontro e
estreita as relações.
Trabalhe como
correspondente jurídico
Outra maneira de se mostrar relevante para o
mercado é tornando-se um correspondente jurídico. Auxiliar na resolução de
demandas de outras empresas do ramo, estabelecidas em outras comarcas, além de
enriquecer o conhecimento do profissional recém-formado, possibilita que ele se
torne conhecido e reconhecido pelo próprio trabalho.
O processo virtual não substitui a presença
do advogado em diversas demandas e, por vezes, fica muito mais fácil para a
empresa realizá-las por meio de um advogado que resida no local demandado. Principalmente
quando se trata de demandas de baixa complexidade, como cópia de processo, protocolo,
acompanhamento de andamento processual, torna-se inviável o deslocamento até a
comarca.
São muitas as demandas que podem ser delegadas
a um correspondente jurídico — até mesmo, a realização de audiências por meio
de mandato, da mesma maneira que existem algumas regras básicas de atuação
desse profissional.
Conheça melhor como funciona o serviço e
acesse plataformas on-line, como a Juriscorrespondente, que conectam advogados
correspondentes e empresas diligentes de modo a promover o encontro e facilitar
o trabalho de ambos.
Caso se interesse pela área e queira
investir nela, busque algumas dicas para auxiliá-lo na construção de um site
para advogados correspondentes.
Esteja atento a tudo
que acontece
Mantenha-se informado sobre as novidades da
sua área de atuação para criar relacionamentos. Saber opinar sobre os assuntos
demonstra que o profissional se encontra em atividade constante e valoriza seu
trabalho. Isso também pode antecipar boas ideias para demandas urgentes.
É fundamental conhecer o dia a dia do
mercado no qual está inserido e as novidades que outros escritórios estão
promovendo porque, só assim, haverá condições de se tornar competitivo.
Recomende serviços
de outros profissionais
Crie uma rede colaborativa de contatos de
profissionais confiáveis do ramo jurídico para ter sempre quem indicar aos seus
clientes, quando não puder atendê-los. Além de criar uma boa imagem
profissional, ainda há a vantagem de fidelizar o cliente, que reconhece um
vínculo positivo entre um bom serviço prestado por outro profissional e sua
indicação.
Profissionalize sua
gestão empresarial para captar mais clientes
No início do texto, citamos a necessidade de
uma boa gestão empresarial como fator importante na captação de clientes e, neste
tópico, vamos dizer como fazê-lo!
Softwares jurídicos
Muito se fala em software de gestão de
escritório de advocacia, mas é bem comum que essas empresas não atentem para a
real eficácia deles. Não há outra maneira de otimizar processos e aumentar a
produtividade sem um programa pensado para buscar, catalogar e organizar
informações.
São soluções digitais que tornam automáticos
alguns processos que se repetem na rotina do escritório. A busca de informações
em Diários Oficiais, por exemplo, é uma das soluções que esses programas
apresentam.
Dentre outras atividades, eles têm uma base
de armazenamento de dados dos clientes e dos processos que auxilia no
cumprimento dos prazos e padroniza peças jurídicas. A gestão financeira e
pessoal também pode ser realizada por meio dela, basta que esteja programada de
acordo com as necessidades reais da empresa.
Não se trata de uma regalia na qual somente
escritórios de grande porte devem investir. Prazos, rotinas apertadas, excesso
de documentos e demandas urgentes são realidades de qualquer escritório de advocacia.
Treinamento de
equipe
A contratação de funcionários, ainda que o
escritório seja de pequeno porte, é bem mais adequada se feita com cautela. Na
melhor das hipóteses, o ideal é terceirizar o serviço para empresas de RH que
têm treinamento e formações específicas para essa finalidade. Os funcionários
precisam entender os preceitos da empresa e atuar em conformidade com cada um
deles.
Disponibilizar tempo para treinar a equipe, promover
momentos de interação, proporcionar um ambiente saudável e com os recursos
necessários para a boa atuação contribui diretamente para resultados positivos,
principalmente no relacionamento direto com o cliente.
Outra consequência lógica dessa ação é o
aumento da produtividade, pois se gasta menos tempo com atividades mecânicas e
mais tempo com a captação e a fidelização de clientes.
Depois de ler este guia completo de como
captar clientes na advocacia, é possível utilizar os caminhos que se mostrarem
mais interessantes dentro da sua realidade. Lembre-se de que é fundamental
pensar em todas as relações que se estabelece no mercado para que a rede fique
cada vez mais intensa.
Fonte JurisBlog
MÉDICOS, ASSISTÊNCIA À SAÚDE E PACIENTE
De acordo com o modelo biomédico, somente o médico sabe o que é importante para a saúde do indivíduo, e só ele pode fazer qualquer coisa a respeito disso, porque todo o conhecimento acerca da saúde é racional, científico, baseado na observação objetiva de dados clínicos. Assim, os testes de laboratório e a medição de parâmetros físicos na sala de exames são geralmente considerados mais importantes para o diagnóstico do que a avaliação do estado emocional, da história familiar ou da situação social do paciente.
A autoridade do médico e sua responsabilidade pela saúde do paciente fazem-no assumir um papel paternal. Ele pode ser um pai benévolo ou um pai ditatorial, mas sua posição é claramente superior à do paciente. (...)
No sistema atual de assistência à saúde, os médicos desempenham um papel ímpar e decisivo nas equipes que se encarregam das tarefas de assistência aos pacientes. É o médico quem encaminha os pacientes para o hospital e os manda de volta para casa, é ele quem solicita as análises e radiografias, quem recomenda uma cirurgia e receita medicamentos. O pessoal de enfermagem, embora seja com freqüência altamente qualificado, como os terapeutas e os sanitaristas, é considerado mero auxiliar dos médicos e raramente pode usar todo o seu potencial. Em virtude da estreita concepção biomédica de doença e dos padrões patriarcais de poder no sistema de assistência à saúde, o importante papel que as enfermeiras desempenham no processo de cura, através do contato com os pacientes, não é plenamente reconhecido. Graças a esse contato, as enfermeiras adquirem freqüentemente um conhecimento muito mais amplo do estado físico e psicológico dos pacientes do que os médicos, mas esse conhecimento é considerado menos importante do que a avaliação, "científica" do médico, baseada em testes de laboratório. Fascinada pela mística que cerca a profissão médica, nossa sociedade conferiu aos médicos o direito exclusivo de determinarem o que constitui a doença, quem está doente e quem não está, e os procedimentos com relação ao indivíduo enfermo. Muitos outros profissionais, como os homeopatas, os quiropráticos e os herbanários, cujas técnicas terapêuticas são baseadas em modelos conceituais diferentes, mas igualmente coerentes, foram legalmente excluídos do ramo principal da assistência à saúde.
Embora os médicos disponham de considerável poder para influenciar o sistema de assistência à saúde, eles também estão muito condicionados por esse sistema. Como seu treinamento é substancialmente orientado para a assistência hospitalar, eles se sentem mais à vontade, em casos duvidosos, quando seus pacientes estão no hospital, e, como recebem muito pouca informação idônea acerca de medicamentos de fontes não-comerciais, tendem a ser excessivamente influenciados pela indústria farmacêutica.
Entretanto, os aspectos essenciais da assistência contemporânea à saúde são determinados pela natureza da educação médica. Tanto a ênfase na tecnologia de equipamentos como o uso excessivo de medicamentos e a prática da assistência médica centralizada e altamente especializada têm sua origem nas escolas de medicina e nos centros médicos acadêmicos. Qualquer tentativa de mudar o sistema atual de assistência à saúde terá de começar, portanto, pela mudança no ensino da medicina.
(...)
Sob o impacto do Relatório Flexner, a medicina científica voltou-se cada vez mais para a biologia, tornando-se mais especializada e concentrada nos hospitais. Os especialistas passaram a substituir os clínicos-gerais, como professores, tornando-se os modelos para os aspirantes a médicos. Em fins da década de 40, os estudantes de medicina dos centros médicos universitários não tinham quase nenhum contato com médicos que exerciam a clínica geral; e, como seu treinamento tinha lugar, cada vez mais, dentro de hospitais, eles estavam efetivamente afastados do contato com a maioria das enfermidades com que as pessoas se defrontam em sua vida cotidiana. Tal situação persiste até hoje. Enquanto dois terços das queixas registradas na prática médica cotidiana envolvem enfermidades menos importantes e de breve duração, que usualmente têm cura, e menos de 5 por cento das doenças graves envolvem uma ameaça à vida, essa proporção é invertida nos hospitais universitários. Assim, os estudantes de medicina têm uma visão distorcida da enfermidade. Sua principal experiência envolve apenas uma porção minúscula dos problemas comuns de saúde, e esses problemas não são estudados no seio da comunidade, onde seu contexto mais amplo poderia ser avaliado, mas nos hospitais, onde os estudantes se concentram exclusivamente nos aspectos biológicos das doenças. Por conseguinte, internos e residentes adquirem um notório desdém pelo paciente ambulatorial — a pessoa que os procura andando com suas próprias pernas e lhes apresenta queixas que usualmente envolvem problemas tanto emocionais quanto físicos —, e eles acabam por considerar o hospital um lugar ideal para a prática da medicina especializada e tecnologicamente orientada.
Uma geração atrás, mais de metade de todos os médicos eram clínicos-gerais; agora, mais de 15 por cento são especialistas, limitando sua atenção a um grupo etário, doença ou parte do corpo bem determinados. (...)
Quanto à assistência primária, o problema não é só o reduzido número de clínicos-gerais, mas também a abordagem da assistência ao paciente, freqüentemente restringida pelo treinamento fortemente tendencioso nas escolas de medicina. A tarefa do clínico-geral requer, além do conhecimento científico e da habilidade técnica, bom senso, compaixão e paciência, o dom de dispensar conforto humano e devolver a confiança e a tranqüilidade ao paciente, sensibilidade no trato dos problemas emocionais do paciente e habilidades terapêuticas na condução dos aspectos psicológicos da enfermidade. Essas atitudes e habilidades não são geralmente enfatizadas nos atuais programas de treinamento médico, nos quais a identificação e o tratamento de uma doença específica se apresentam como a essência da assistência médica. Além disso, as escolas de medicina promovem vigorosamente um sistema de valores "machista", desequilibrado, desprezando qualidades como a intuição, a sensibilidade e a solicitude, em favor de uma abordagem racional, agressiva e competitiva. (...) Por causa desse desequilíbrio, os médicos consideram amiúde uma discussão empática de questões pessoais inteiramente desnecessária; os pacientes, por sua vez, tendem a vê-los como indivíduos frios e hostis, queixando-se de que o médico não entende as preocupações que os afligem.
Nossos centros médicos universitários têm como finalidade não só o treinamento, mas a pesquisa. Tal como no caso do ensino da medicina, a orientação biológica também é substancialmente favorecida no patrocínio e na concessão de verbas para projetos de pesquisa. Embora as pesquisas epidemiológicas, sociais e ambientais sejam, freqüentemente, muito mais úteis e eficientes na melhoria da saúde humana do que a estrita abordagem biomédica, projetos dessa espécie são pouco incentivados e sofrivelmente financiados. A razão dessa resistência não é meramente o forte atrativo conceituai do modelo biomédico para a maioria dos pesquisadores, mas também sua vigorosa promoção pelos vários grupos de interesses na indústria da saúde.
Embora exista um descontentamento generalizado em relação à medicina e aos médicos, a maioria das pessoas não se apercebe de que uma das principais razões do atual estado de coisas é a exígua base conceituai da medicina. Pelo contrário, o modelo biomédico é geralmente aceito, estando seus princípios básicos tão enraizados em nossa cultura que ele se tornou até o modelo popular dominante de doença. A maioria dos pacientes não entende muito bem a complexidade de seu organismo, pois foram condicionados a acreditar que só o médico sabe o que os deixou doentes e que a intervenção tecnológica é a única coisa que os deixará bons de novo. Essa atitude pública torna muito difícil para os médicos progressistas mudarem os modelos atuais de assistência à saúde. Vários que tentam explicar aos pacientes seus sintomas, relacionando a enfermidade com seus hábitos de vida, mas que acabam por perceber que tal abordagem não satisfaz a nenhum dos seus pacientes. Eles querem alguma outra coisa, e, com freqüência, não se contentam enquanto não saem do consultório médico com uma receita na mão. Muitos médicos fazem grandes esforços para mudar a atitude das pessoas a respeito da saúde, para que elas não insistam em que lhes seja receitado um antibiótico quando estão com um resfriado, mas o poder do sistema de crenças dos pacientes faz com que esses esforços sejam freqüentemente baldados. Contou-me um clínico-geral: "Apresentou-se a mim uma mãe trazendo uma criança com febre e disse: 'Doutor, dê-lhe uma injeção de penicilina'. Então eu lhe disse: 'A senhora não entende que a penicilina não pode ajudar nesse caso?' E ela respondeu: 'Que espécie de médico é o senhor? Se não quiser dar a injeção, procuro outro médico'".
Hoje em dia, o modelo biomédico é muito mais do que um modelo. Na profissão médica, adquiriu o status de um dogma, e para o grande público está inextricavelmente vinculado ao sistema comum de crenças culturais. Para suplantá-lo será necessário nada menos que uma profunda revolução cultural. E tal revolução é imprescindível se quisermos melhorar, ou mesmo manter, nossa saúde. As deficiências de nosso sistema atual de assistência à saúde — em termos de custos, eficácia e satisfação das necessidades humanas — estão ficando cada vez mais notórias e são cada vez mais reconhecidas como decorrentes da natureza restritiva do modelo conceitual em que se baseia. (...) Os pesquisadores médicos precisam entender que a análise reducionista do corpo-máquina não pode fornecer-lhes uma compreensão completa e profunda dos problemas humanos. A pesquisa biomédica terá que ser integrada num sistema mais amplo de assistência à saúde, em que as manifestações de todas as enfermidades humanas sejam vistas como resultantes da interação de corpo, mente e meio ambiente, e sejam estudadas e tratadas nessa perspectiva abrangente.
A adoção de um conceito holístico e ecológico de saúde, na teoria e na prática, exigirá não só uma mudança radical conceitual na ciência médica, mas também uma reeducação maciça do público. Muitas pessoas aderem obstinadamente ao modelo biomédico porque receiam ter seu estilo de vida examinado e ver-se confrontadas com seu comportamento doentio. Em vez de enfrentarem tal situação embaraçosa e freqüentemente penosa, insistem em delegar toda a responsabilidade por sua saúde ao médico e aos medicamentos. Além disso, como sociedade, somos propensos a usar o diagnóstico médico como cobertura para problemas sociais. Preferimos falar sobre a "hiperatividade" ou a "incapacidade de aprendizagem" de nossos filhos, em lugar de examinarmos a inadequação de nossas escolas; preferimos dizer que sofremos de "hipertensão" a mudar nosso mundo supercompetitivo dos negócios; aceitamos as taxas sempre crescentes de câncer em vez de investigarmos como a indústria química envenena nossos alimentos para aumentar seus lucros. Esses problemas de saúde extrapolam os limites das preocupações da profissão médica, mas são colocados em foco, inevitavelmente, assim que procuramos seriamente ir além da assistência médica atual.
Ora, só será possível transcender o modelo biomédico se estivermos dispostos a mudar também outras coisas; isso estará ligado, em última instância, a uma completa transformação social e cultural.
Por Fritjof Capra
Fonte Extraído do Livro "O Ponto de Mutação"
segunda-feira, 1 de junho de 2026
QUE SERVIÇOS PODE OFERECER UM ADVOGADO ONLINE?
Através
de um atendimento jurídico online, é possível recorrer a um advogado sem ter
que se deslocar a um escritório. Entenda quais os tipos de serviço que você
pode ter através da Internet.
Dúvidas
sobre seus direitos como consumidor, problemas com a previdência ou
desintementos com vizinhos. Muitas são as situações em que nos deparamos com a
necessidade de consultar um advogado. E para casos de baixa complexidade é
possível contar com uma consultoria por vias mais rápidas e simples.
Através
de um atendimento jurídico online, é possível recorrer a um advogado sem ter
que se deslocar a um escritório. Entenda que tipos de serviço você pode ter
através da internet.
Para que serve?
Primeiro,
vamos esclarecer qual é a finalidade deste tipo de serviço. A consultoria pode
ser prestada a pessoas físicas ou jurídicas, nas mais diversas áreas do
direito. E um advogado online poderá oferecer somente uma assessoria jurídica,
ajudando o cliente na compreensão das leis.
Sendo
assim, os serviços jurídicos via Internet poderão lhe auxiliar a solucionar
conflitos jurídicos mais simples e esclarecer determinadas dúvidas. No entanto,
se você tiver um caso em que seja necessário uma análise presencial de
contratos e documentos ou uma ação judicial, por exemplo, a consultoria online
já não poderá ser feita.
Por
isso, uma assessoria online é mais indicada para casos preventivos, em que o
cliente queira se resguardar e estar preparado diante de uma questão legal.
Como funciona a assessoria online?
Geralmente,
os escritórios e advogados realizam o atendimento via e-mail ou outras
ferramentas como o Skype. Uma boa assessoria online poderá lhe fornecer
respostas esclarecedoras e rápidas sobre uma determinada questão legal,
incluindo detalhes sobre a legislação e, caso houver, referências sobre como
processos semelhantes ao seu vêm sendo tratados pela Justiça.
Que tipos de casos podem ser tratados?
Cada
caso traz suas particularidades e você poderá confirmar se o seu problema pode
ser tratado através de um atendimento online entrando em contato com um
escritório especializado. Mas, abaixo, mostramos alguns exemplos e áreas que
abrangem este tipo de serviço:
- direito
imobiliário: consultoria sobre conflitos entre proprietários e inquilinos,
análise de contratos, atrasos na entrega do imóvel ou realização de
financiamento.
- direito do
trabalho: dúvidas sobre contratos de trabalho, questão relacionadas a
rescisão, demissão ou assédio.
- direito do
consumidor: assessoramento em casos de cobranças indevidas, defeitos em
produtos ou serviços, contratos de consórcio, além de problemas com planos
de saúde ou cartões de crédito.
- direito da
família: consultoria sobre reconhecimento de união estável, divórcio,
partilha de bens, guarda de menores e pensão alimentícia.
- direito
previdenciário: informação sobre direitos aos benefícios, planejamento e
cálculo previdenciário.
- direito
internacional: dúvidas sobre processo de imigração e emigração,
investimentos e sobre questões tributárias no exterior.
- pequenas
empresas: um nicho que está em evidência são as "start ups",
pequenas e médias empresas que buscam assessoria jurídica para elaboração
de contratos sobre propriedade intelectual e questões trabalhistas.
Se você quer saber mais detalhes sobre assessoria jurídica online, pode entrar em contato com os nossos especialistas na sessão de "Perguntas". Lá, você encontrará mais de inúmeros advogados à sua disposição para esclarecer suas dúvidas.
Fonte
Mundo Advogados
DICAS PARA SE ORGANIZAR E COMEÇAR BEM A SEMANA DE TRABALHO
Durma bem, otimize seu tempo e foque nas tarefas
realmente prioritárias para ser mais produtivo
Saiba organizar seu tempo, focando nas tarefas
realmente prioritárias. Faça intervalos para recompor as energias
A
chegada do fim de semana é sempre comemorada pela maioria dos profissionais:
programas com a família ou amigos, um cineminha, um mergulho ou caminhada na
praia ou, simplesmente, dormir são algumas das atividades planejadas para os
dois dias que encerram uma semana estressante, de agenda cheia e muito trabalho.
Mas tudo que é bom dura pouco e lá vem a segunda-feira se aproximando!!!
Para
quem quer começar bem a semana e ser mais produtivo, Tony Schwartz,
executivo-chefe do Energy Project e autor do livro “Be Excellent at Anything:
The Four Keys to Transforming the Way We Work and Live.” (“Seja excelente em
tudo: os quatro pontos-chave para transformar a forma como trabalhamos e
vivemos”, em tradução livre), dá algumas dicas:
“Encontrar
o equilíbrio entre fazer o que é realmente urgente e focar naquilo que é menos
imediato, mas lhe dá prazer, pode trazer um bem duradouro”, afirma Schwartz, em
artigo publicado no site DealBook.
Você precisa de mais horas de sono do que pensa
Vivemos
em um mito persistente: a de que uma hora a menos de sono vai nos dar mais de uma
hora de produtividade. Muito pelo contrário! Na verdade, você ficou uma hora a
mais acordado e, de quebra, está menos descansado, o que provavelmente fará com
que seja menos produtivo ao longo do dia. Até pequenos períodos de privação de
sono terão um efeito devastador na nossa capacidade cognitiva, diz Schwartz.
Pesquisas comprovam que 95% das pessoas precisa de pelo menos de sete a oito
horas de sono para se sentir totalmente descansado, enquanto 2,5% precisam de
mais de oito horas bem dormidas. De acordo com o pesquisador Tom Roth, o
percentual daqueles que necessitam de apenas cinco ou menos horas de sono para
se sentirem dispostos, se arrendondarmos para um número inteiro, será zero.
Dormir o suficiente significa que você fará mais coisas, em menos tempo, e a um
nível superior de qualidade. O sono é a última coisa que deve ser sacrificada,
e não a primeira.
Faça as tarefas mais importantes primeiro
A
atração por limpar seus e-mails é poderosa. Ainda mais depois de uma noite em
que milhares de novas mensagens lotaram sua caixa de entrada (supondo que você
não estava dormindo com o seu smartphone ao lado, e dando uma olhada no meio da
noite). A grande maioria das mensagens que se acumula na verdade não exigem sua
atenção imediata. Em vez disso, eles ocupam o seu tempo e consumem a sua
atenção precisamente no momento do dia em que a maioria de nós tem mais energia
e menor número de distrações. Ao verificar seu e-mail primeiro, efetivamente
você irá arruinar com sua agenda do dia. O ideal é planejar seus compromissos
prioritários no dia anterior e se dedicar a eles logo no início da manhã, sem
interrupção. Se você precisa verificar e-mails assim que levanta, concentre-se
naqueles que realmente não podem esperar. Responda essas mensagens e ignore as
demais, para, em seguida, se concentrar no que realmente é prioritário.
Faça intervalos de tempos em tempos
Os
seres humanos são projetados para operar em ciclos de 90 minutos. Durante o
dia, passamos do alto estado de alerta fisiológico para fadiga fisiológica em
intervalos de 90 minutos. A consequência é que atuamos melhor quando fazemos
pausas intermitentes para renovar e reabastecer nossas baterias. Aqui está uma
maneira simples de pensar sobre isso: imagine que você é desafiado a fazer o
número máximo de abdominais que puder durante 30 minutos. Você tem a opção de
fazê-las continuamente até ficar esgotado, ou fazê-las em conjuntos de 5 ou 10
repetições, com um curto período de descanso entre cada um deles. Se optar por
esta última, vai conseguir fazer mais abdominais, manterá melhor forma ao longo
do caminho e se sentirá menos cansado no final. Trabalhando desta mesma forma,
você será capaz de se concentrar melhor na sua meta final. Ou seja: ao
concentrar-se mais intensamente por períodos mais curtos, você vai fazer mais,
em menos tempo, a um nível superior de qualidade, de forma mais sustentável.
Avalie como está administrando seu tempo
E,
por último, faça uma pergunta simples e direta antes de começar qualquer
atividade: “Esta é a melhor forma de gastar o meu tempo?” Se a resposta for
não, não faça isso.
Fonte
O Globo Online
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