quarta-feira, 3 de junho de 2026

9 DICAS PARA ORGANIZAR SUA CARTEIRA (DE DINHEIRO)

 Uma carteira leve ajuda a prevenir dores de cabeça e gastos desnecessários
 
Menos é mais: evite carregar vários cartões e documentos na carteira
Organização é atributo essencial de quem quer cuidar bem de suas finanças. E não se trata apenas de traçar estratégias de investimentos ou anotar gastos. A organização da própria carteira – a de dinheiro mesmo, não a de investimentos – já pode ajudar e muito no controle das finanças e na prevenção de dores de cabeça com furtos, roubos e golpes. Veja o que especialistas em finanças pessoais dizem sobre a melhor maneira de organizar a sua carteira:

1. Dinheiro: leve no máximo 100 reais
Carregue no máximo 100 reais, em notas de valor alto ou baixo, dependendo do seu perfil. Para os gastadores, o melhor é levar notas de 50 ou até de 100 reais. “Quando você só anda com notas grandes, acaba não gastando com besteira, pois é mais difícil de trocar”, diz o economista Raymundo Magliano Neto, diretor da Expo Money.
Os mais controlados, por sua vez, podem preferir as notas trocadas. “O dinheiro vivo serve para as pequenas despesas, aquelas que você não consegue pagar em cartão”, opina Márcia Dessen, cofundadora do Instituto Brasileiro de Certificação de Planejadores Financeiros (IBCPF).

2. Cartões: um de crédito e um de débito
Um cartão de crédito e um de débito bastam para qualquer despesa. O ideal mesmo seria apenas carregar o cartão de crédito quando se tem certeza de que ele será usado. Mas emergências acontecem, e o plástico pode salvar a pátria. Quem tem vários cartões e carrega todos habitualmente corre mais risco de se esquecer de pagar um deles, de perdê-los ou de perder controle das despesas.
Não existe limite de quantidade de cartões de crédito que uma pessoa pode ter. Mas a maioria dos especialistas em finanças pessoais recomenda apenas um ou, no máximo, dois, para ter duas datas diferentes de vencimento e mais de uma bandeira para aproveitar os benefícios. “Nada de ter vários cartões de loja, isso é ingerenciável”, diz Márcia Dessen.

3. Carregue uma folha de cheque cruzada
Os cheques estão se tornando obsoletos, mas ainda podem ser úteis. Em vez de levar o talão inteiro, o que é arriscado em caso de perda ou roubo da carteira, carregue apenas uma folha de cheque em branco e cruzada para emergências. Pode ser que falte luz bem na hora de pagar a conta do restaurante; ou mesmo que a balada que você quer tanto conhecer não aceite cartões. Nessas horas, o cheque é o salvador. Mas não se esqueça de anotar a despesa no canhoto do talão.
Outra utilidade do cheque é pleitear descontos à vista na hora de comprar produtos mais caros, como eletrodomésticos ou móveis. “O valor à vista tem que ser mais barato do que o parcelado. O desconto deve ser no mínimo de 5%. Mas para obtê-lo, o consumidor precisa usar uma forma de pagamento que não represente custo para o lojista. Nesse caso, dinheiro vivo ou cheque, que é mais seguro”, aconselha Márcia Dessen.

4. Documentos: carteira de motorista original e cópias autenticadas
Não leve todos os seus documentos na carteira. Para quem dirige, a carteira de motorista basta; ela só pode ser apresentada no original, serve como documento de identidade e já vem com o CPF. Quem não tem carteira de motorista pode deixar o RG original em casa e carregar apenas uma fotocópia autenticada em cartório.
Evite deixar a carteira de motorista e os documentos originais do carro dentro do veículo ao estacionar. “É uma concentração do risco”, avalia Márcia Dessen. Para a consultora financeira, o melhor é carregar os documentos originais consigo e deixar no carro uma fotocópia autenticada pelo DETRAN do seu estado. “A polícia aceita essas cópias como sendo autênticas. E se o seu carro for roubado, os documentos originais estarão a salvo”, explica Márcia.

5. Cartões de visita: deixe na carteira apenas os seus
Faça uma faxina periódica na carteira para retirar e organizar os cartões de visita recebidos ao longo do tempo. Salve os telefones mais importantes no celular e guarde os cartões num daqueles arquivos organizadores feitos especialmente para cartões de visita. Caso não queira acumulá-los, anote os contatos numa agenda telefônica de papel.
A mesma dica vale para os cartões do salão de beleza, da academia, das cooperativas de táxi e assim por diante. Quanto aos seus próprios cartões de visita, sempre carregue alguns na carteira. Você nunca sabe quando pode esbarrar com um contato profissional interessante.

6. Deixe os cartões de programas de fidelidade em casa
Programas de fidelidade que permitem ao cliente acumular pontos e descontos sem custo adicional são muito vantajosos. Porém, costumam gerar cartõezinhos que só servem para deixar a carteira ainda mais bagunçada. Informe-se no estabelecimento – mercado, farmácia, livraria – se é possível ao caixa localizar o seu cadastro apenas pelo número do seu CPF. Se sim, deixe os cartõezinhos de fidelidade em casa.

7. Retire os comprovantes de compras regularmente
Comprovantes de compras e cupons fiscais são excelentes para manter controle das despesas. Quem tem o hábito de anotar tudo que gasta deve, pelo menos uma vez por semana, retirar todos aqueles papeizinhos da carteira para atualizar sua planilha de orçamento. É uma ótima maneira de manter o controle das despesas e a organização da carteira.

8. Não se esqueça do cartão do convênio de saúde
Este não deve deixar a carteira jamais. Não importa para onde você vá, acidentes e mal-estares podem acontecer. Caso você fique desacordado, sua carteira do convênio permitirá aos socorristas descobrir para onde você pode ser levado. Outra boa ideia é deixar na carteira o nome e o telefone de alguém a ser avisado em caso de emergência.

9. Carregue os documentos de uso diário, mas retire-os da carteira nos dias de folga
O crachá da empresa, o distintivo ou a identidade funcional são necessários ao dia a dia de trabalho, mas podem ser retirados da carteira ou da bolsa nos dias de folga e nas férias. Essa atitude não só protege o seu documento como também a sua identidade, caso sua profissão seja “visada” por criminosos, como acontece com policiais, juízes e até alguns jornalistas.
Vale transporte eletrônico e vale-refeição podem até permanecer na carteira, mas é prudente deixá-los em casa nos dias de folga, caso não sejam utilizados. Mas não se esqueça de deixá-los em local visível, para não esquecê-los no domingo à noite.
Por Julia Wiltgen
Fonte Exame.com

PARADOXO DE EPICURO

terça-feira, 2 de junho de 2026

BARREIRA INVISÍVEL - CRENÇAS INTERNAS LIMITAM ADVOGADOS NA CAPTAÇÃO DE CLIENTES


Neste artigo, não se pretende descrever as 10 melhores dicas para o advogado captar clientes, pois já há vários textos com este enfoque. Como também, não adianta ensiná-lo como conquistar o cliente, se ele não acreditar em si mesmo ou nos serviços que oferece. As recomendações cairão no vazio.
A ideia, pois, é abordar a prospecção de cliente sob um viés mais ligado ao trabalho de coaching.
Sendo assim, o objetivo é falar um pouco sobre crenças internas. Uma questão que está por trás de uma das maiores dificuldades que os advogados encontram em suas carreiras: prospectar e atrair clientes.
Entende-se por crença o sentimento de certeza, a convicção íntima a qual se dá todo o crédito. Tudo o que o ser humano faz na vida é baseado no que acredita, uma vez que funciona e interpreta o mundo baseado em suas convicções internas.
As crenças são incorporadas quando algo de muito forte e significativo acontece na vida do indivíduo. Geralmente, elas se fixam na mente durante a infância, quando a criança está mais vulnerável, em formação e conhecendo o mundo. Não há como se evitar isso. Na verdade, o que atrapalha são as crenças fechadas ou limitantes, aquelas que não estão baseadas na realidade ou são irracionais. De fato, são estas que impedem o ser humano de tomar atitudes ou iniciativas. Enfim, de avançar.
Pesquisas feitas com advogados confirmam que as crenças limitantes estão presentes tanto no discurso, quanto no comportamento do profissional do Direito.
Quando se pergunta aos advogados quais as razões que lhes dificultam a busca e a conquista de clientes obterá, na maioria das vezes, uma das seguintes respostas:
“Não tenho jeito para vender”; ”Não sou vendedor, porque não aprendi a sê-lo na Faculdade”. Tantos outros considerarão indigno o advogado se vender ou aos seus serviços. E têm aqueles que acreditam na superioridade da profissão Direito sobre a de vendedor. Alguns mais poderão ter receio de vir ou estar infringindo o Código de Ética da OAB ao fazer marketing jurídico. Entretanto, seja por este ou por aquele motivo alegado, por detrás dele, existe uma crença interna que os impede de tomar a iniciativa da venda.
O mais surpreendente é que o advogado é um vendedor por excelência, embora ele não tenha consciência disso ou consiga se enxergar desta maneira. De fato, o que o advogado faz quando elabora sua petição inicial ou apresenta sua contestação? Ele vende uma ideia! O que ele está fazendo quando dá um parecer ou realiza uma negociação a não ser vender sua opinião, sua posição?
Mesmo que o advogado creia que não detém esta competência em seu DNA, a verdade é que como toda e qualquer habilidade, ela pode ser aprendida e desenvolvida. E embora o advogado não tenha sido ensinado a vender e jamais tenha pensado que seria obrigado a fazê-lo, como a grande maioria das coisas é algo que se pode aprender. Basta querer.
Cada advogado tem seu estilo de venda. Se ele souber qual é e passar a utilizá-lo no seu dia-a-dia, naturalmente se sentirá bem vendendo os seus serviços advocatícios. Conseguirá encontrar uma forma própria de captar clientes que não contrarie os ditames do órgão de classe e terá prazer em atuar como vendedor.
Contudo, para que o advogado queira aprender essa nova competência, vai precisar questionar e superar as suas crenças limitantes. Se desejar dar um passo à frente em direção a sua realização profissional e pessoal, deve se permitir desafiar as suas crenças internas que influenciam seus pensamentos e o impede de entrar em ação.
E como fazer isso? O advogado deve mudar seu condicionamento mental, tomar consciência de que já existe um vendedor dentro de si, esperando as condições certas para emergir.
Como a mudança não é um processo fácil, uma vez que tira o indivíduo da zona de conforto e exige que adote um modo diferente de pensar, sentir e agir, é aconselhável que o advogado busque ajuda. Pode ser o apoio de um coach, de um conselheiro ou mentor, de um terapeuta, ou mesmo de seu gestor ou colega.
Caso o advogado se permita mudar, ele será recompensado com uma grande alegria ao conquistar seu primeiro cliente. E certamente esta conquista não terá preço!

Por Maria Olívia Machado e Ana Barros
Fonte Consultor Jurídico

PRODUTIVIDADE NA ADVOCACIA: 06 DICAS PRÁTICAS PARA ORGANIZAR SUA ROTINA DE TRABALHO

Ser um profissional realmente produtivo pode mudar, e muito, a realidade da sua advocacia.

A natureza do advogado é querer se desafiar constantemente e ter maiores ganhos pelos seus resultados.
Ocorre que, na maioria das vezes, os advogados acabam ficando sobrecarregados de trabalho, o que impacta diretamente na qualidade do serviço prestado.
Contido, ser um profissional realmente produtivo pode mudar, e muito, a realidade da sua advocacia.
Com a organização da sua rotina diária, é possível otimizar o seu tempo.
Ao ganhar tempo, o advogado poderá implementar projetos que farão toda a diferença no seu escritório, tais como como uma estratégia de marketing, desenvolver um plano de gestão, controle financeiro, treinamentos, etc.
Para te ajudar nessa jornada em busca de ter uma melhor performance profissional, trago 06 dicas que tenho aplicado na prática e que vem me tornando mais produtiva no dia a dia da advocacia.
Aproveite esse momento de quarentena pela pandemia do Convid-19 para identificar os fatores que atrapalham na sua rotina, de forma que possa começar a por em prática mesmo no home office e quando passar a fase de isolamento, terá hábitos que aumentam a sua produtividade. As dicas são:
🎯 1. Identifique os gargalos que tomam tempo: faça a lista por escrito de todas as coisas que te atrapalham e lhe demandam tempo para o trabalho, tais como conversas fora de hora no escritório, mensagens no celular, procrastinação (sempre adiando as tarefas), perfeccionismo, cansaço, trânsito, tudo entre outras.
Ao elaborar essa lista vai te dar maior clareza da sua improdutividade e te ajudar a criar um plano de ação para se tornar mais focado no trabalho.

🎯2. Crie um ambiente de trabalho: é importante ter um ambiente adequado de trabalho porque isso influencia diretamente em sua produtividade.
Se você trabalha em casa, precisa de um lugar exclusivo para trabalhar, sem que outras pessoas venham a lhe atrapalhar.
Se você trabalha em um escritório, com outros colaboradores, conversem com os mesmos e estabeleçam regras de convivência.
É importante, seja em home office ou no escritório, criar rotinas que incluam um tempo de descontração, de pausa para o café, de trabalho silencioso, de reuniões e lanches.
🎯 3. Mantenha o ambiente de trabalho organizado: reduza a quantidade de papéis e
guarde o máximo de objetos possíveis nos armários e gavetas. Deixe apenas o que você usa o tempo todo).
É importante organizar a sua mesa todos os dias ao terminar o seu trabalho e não deixe a bagunça acumular.
Além disso, no final da sexta, sempre organizo a minha mesa e agenda para a semana seguinte.

Terminar a semana sem ter uma organização mental da próxima semana impacta diretamente na minha rotina e na minha produtividade.
🎯 4. Cuide da sua saúde (física e mental): para que uma pessoa seja produtiva, ela precisa ser, igualmente, focada em hábitos saudáveis.

Então, estabeleça hábitos saudáveis na sua rotina de vida, para que cuidar da sua mente e do seu físico.
Ter uma rotina de exercícios físicos diários, de yoga ou meditação trará inúmeros benefícios para o seu desempenho profissional.

🎯 5. Faça uma lista de tarefas: é importante organizar suas tarefas, de forma que você possa planejar seu dia de trabalho com mais facilidade.
Organizar as tarefas no início do dia ou no final do dia reduz a ansiedade com o trabalho.
Sempre tenho uma lista com todas as minhas “pendências” de tarefas a serem cumpridas e com base nelas vou distribuindo em atividades diárias.

🎯6. Não seja um perfil multitarefas: o cérebro não consegue usar de criatividade, raciocínio lógico, evocação de memórias de longo prazo, percepção visual refinada, quando executa várias tarefas ao mesmo tempo.

O ideal é não ser uma pessoa multitarefas, que faz várias coisas ao mesmo tempo, porque as chances de você se perder e não conseguir conclui-las ou deixar de executar com qualidade.
Durante muitos anos, sempre achei que seria vantagem ser um profissional multitarefas e fazia “várias coisas” ao mesmo tempo. Constantemente me pegava com várias abas abertas no computador sem ter concluído nenhuma.
Aprendi que quem realiza uma coisa de cada vez, acaba sendo mais produtivo.
E, com isso, tenho me disciplinado dia após dias a finalizar uma coisa antes de começar outra. E isso tem me feito ter uma produtividade muito maior.
Comece a colocar em prática as dicas e, em pouco tempo, você conseguirá perceber os benefícios de ter uma vida mais organizada, disciplinada, produtiva e, consequentemente, mais feliz.
Por Blog Eliza Novaes
Fonte JusBrasil Notícias

GUIA COMPLETO DE COMO CAPTAR CLIENTES NA ADVOCACIA


É indiscutível o fato de que, no mercado jurídico, as pessoas tendem a procurar por serviços que tenham mais tempo e renome, pois essas características estão diretamente associadas, na concepção do cliente, à experiência e a uma maior chance de sucesso. Além disso, é uma realidade que existe uma rede de indicações que, na maioria das vezes, só funciona para profissionais que já têm reconhecimento nesse mercado. Este texto foi feito para ajudar advogados recém-formados, que não sabem como captar clientes na advocacia, apresentando conceitos e ferramentas eficazes para a criação e a divulgação da autoimagem, além de algumas dicas para gestão de uma carreira de sucesso. Afinal, compensar a inexperiência na atuação jurídica com a capacidade de trabalhar bem (e adequadamente) a imagem do serviço é uma ótima estratégia para abrir portas.
A geração mais nova de advogados está mais antenada aos recursos tecnológicos e conhece melhor suas funcionalidades. Considerando que nosso guia trata de ferramentas aplicáveis no universo da Internet e da tecnologia, em geral, podemos dizer que esses novos advogados saem na vantagem.
Vale dizer, ainda, que o Código de Ética e Disciplina da OAB tem restrições quanto ao uso do marketing para a divulgação do profissional da área, mas não exclui a possibilidade de ele ser utilizado. Ou seja, é possível, sim, conciliar as ações que serão descritas neste texto com as exigências do estatuto.
Vamos começar, então, falando do branding e de como ele pode facilitar seu destaque no mercado!

Invista no branding como diferencial para captação de clientes
As formações acadêmicas no Brasil direcionam o conhecimento do formando, quase que integralmente, ao aprendizado técnico. Afinal, conhecer o Direito com propriedade é pressuposto básico para ter sucesso na vida profissional. O fato é que, para conseguir a oportunidade de mostrar seu potencial ao cliente, é preciso acessá-lo e fazê-lo confiar na sua capacidade de resolver o problema vivenciado.
O que estamos dizendo é que sua imagem deve transmitir todo o potencial do seu produto, desde o primeiro contato, e ser reforçada a cada nova pesquisa que esse cliente em potencial fizer do seu serviço.

O que fazer para criar uma boa imagem?
É imprescindível que novos advogados utilizem as ferramentas que toda a classe já usa e outras mais inovadoras e menos usuais. Não há como dispensar o uso do cartão de visitas, bem elaborado e contendo as informações mais relevantes sobre o profissional, por exemplo.
Também é importante cuidar tanto da fachada do escritório de advocacia, responsável por formar a primeira impressão que o cliente terá, quanto do site que todo advogado precisa ter, uma vez que esse é o local virtual em que o profissional será acessado.

Voltando à questão da imagem, o site precisa ser consistente, informativo e bem estruturado, utilizando a linguagem adequada ao público-alvo que se deseja atingir, para que cumpra o primeiro objetivo para o qual foi criado: apresentar o serviço. Busque, então, boas dicas de como criar um site.
Quando apontamos essas necessidades, estamos falando da formação de uma marca e dos meios pelos quais ela deve ser apresentada. Entendido isso, podemos, agora, falar sobre o branding.

Mas, afinal, o que é branding?
Apesar de a tradução do termo estar diretamente ligada à palavra “marca”, ela representa muito mais do que isso. Trata-se da forma como a marca é posicionada no mercado, por meio de estratégias e planejamento.
O branding tem como objetivo formar opiniões sobre o serviço que está sendo oferecido, e a confecção da marca é o primeiro passo para seu sucesso. Uma estratégia eficaz de branding considera, principalmente:

Posicionamento que se deseja obter no mercado
É preciso saber o que se quer que as pessoas pensem ao visualizar sua marca. Ao se deparar com o nome do seu escritório ou com a sua logomarca, clientes, concorrentes e empresas fazem uma associação imediata com os seus princípios, valores e qualidades. Ex.: agilidade, segurança, eficácia, seriedade, acessibilidade, atendimento personalizado etc.

Definição do produto ou serviço oferecidos
É possível atuar em qualquer área do ramo jurídico, desde que haja a escolha de uma delas para ser a cara da sua prestação de serviços. A atuação em muitas áreas, por melhor que seja a execução de cada uma, transmite uma ideia de inconsistência e pouca especialização.
À medida que os clientes forem conquistados pela atuação na área de destaque, vão conhecendo os demais serviços oferecidos e confiando que serão prestados com a mesma qualidade.

Definição do público-alvo a ser atingido
Cada marca dispõe de uma linguagem específica para se expressar, e a criação dessa linguagem está diretamente ligada ao público que se quer atingir. Escritórios focados em atendimento a grandes corporações, por exemplo, utilizam uma linguagem mais formal, objetiva e séria. Esse não é o caso de escritórios que queiram atingir um público mais jovem, ou proveniente de classes sociais mais baixas, ou, até mesmo, de empresas mais dinâmicas, como é o caso das startups.

Eficácia na gestão empresarial
Uma boa gestão do escritório de advocacia também faz parte do rol de estratégias do branding. Ela está relacionada com a velocidade com que os procedimentos são desenvolvidos e com o retorno que é dado ao cliente, bem como com a satisfação dos funcionários ou parceiros da empresa, que tendem a indicá-la para outras pessoas.
Para aplicar o branding, é necessário utilizar o marketing jurídico, tema do nosso próximo tópico.

Pratique o marketing jurídico para captar clientes na advocacia
O principal meio para se praticar o marketing jurídico são as redes sociais. É por meio do conteúdo disponibilizado no site, no Instagram, no Facebook, no LinkedIn e em outros mais que os clientes em potencial conseguem chegar ao seu serviço.
Como já dissemos, o sistema de indicações existe e é, talvez, o mais eficaz por parte de uma experiência prática. No entanto, em uma era digital, a imagem bem trabalhada e o conteúdo relevante criam um interesse maior nas pessoas que o acessam. Porém, não basta que as informações sejam disponibilizadas sem planejamento e sem utilização das ferramentas adequadas de marketing digital.

Produção de textos para blog institucional
Produzir textos para o blog do site, fazendo considerações sobre algum tema que está em alta, é bastante promissor, mas não o suficiente se não são aplicadas as técnicas de SEO (Search Engine Optimization, ou, “otimização para mecanismos de busca”) para ranquear o conteúdo nas abas de pesquisa do Google, por exemplo.
Existe o risco de muitos textos serem produzidos sobre a mesma temática e o seu, simplesmente, não aparecer para as pessoas nos primeiros links. Em outras palavras, seu conteúdo dificilmente será acessado.
Portanto, o sucesso da utilização de textos informativos nos blogs jurídicos está diretamente ligado ao planejamento de postagem desses textos. Eles precisam seguir uma linha de raciocínio que faça com que o consumidor do conteúdo queira continuar consumindo as informações daquela plataforma, até ser convencido de entrar em contato com a empresa.
Além disso, a produção de conteúdo deve ser constante para que o interessado no texto anterior queira acessar novamente seu site e conferir as novidades, até que se torne uma referência de conteúdo informativo para ele.

Direcionamento de nicho
É preciso também saber como direcionar as informações para o público correto que se deseja atingir. Para isso, é preciso definir o foco da área de atuação, conforme dissemos, e entender as características dessas pessoas.
Seu serviço está direcionado a empresas ou pessoas físicas? Se empresas, de pequeno ou grande porte? De qual segmento? Se pessoas físicas, de qual classe social? Homens ou mulheres? Qual a faixa etária?

Essas e outras perguntas o ajudam a definir o público-alvo e possibilitam o direcionamento do conteúdo para os lugares certos. Existem, por exemplo, maneiras de promover conteúdos nas redes sociais, considerando a especificidade do nicho que se quer atingir.

Envio de mala direta
Se bem aplicado, gera um retorno muito positivo. A mala direta é uma ferramenta de envio de e-mails para um mailing list específico de contatos à sua escolha. É necessário que o conteúdo seja relevante e que, de alguma forma, desperte o interesse do destinatário em saber mais sobre o tema, acessando o site da empresa.
Conteúdos direcionados à imprensa, como releases, contendo curiosidades e novidades sobre a área de atuação do escritório, podem, em algum momento, render matérias que fortaleçam a sua marca. Essas são algumas dicas para reforçar o posicionamento do escritório no meio digital, mas captar clientes no mundo real exige que se tomem algumas medidas das quais falaremos no tópico a seguir.

Faça um atendimento personalizado e humanizado
Quanto maior a demanda de um escritório ou profissional, seja ele de que área for, maior o tempo gasto com a atividade-fim e menor o tempo disponibilizado para atendimento a demandas administrativas.
Esse é um dos motivos que levam o advogado a cometer seu maior erro com relação à prospecção de clientes. Não disponibilizar tempo para captar novos contratos e assistir os contratos ativos é o mesmo que não pensar na empresa a médio e longo prazo.
Sim, um cliente lembrado dá muito mais valor ao serviço prestado do que aquele que nunca recebe um retorno sobre sua demanda. A sensação de ser colocado de lado influencia na forma como ele enxerga o escritório e minimiza as chances de ele ser fidelizado e recomendar os serviços. Para manter um relacionamento consistente, é preciso:

Manter contato com antigos clientes
Esse é o ponto mais importante para a saúde e a prosperidade do negócio. A lógica é simples e parte da premissa de que não existem ativos sem clientes. Um pouco de empreendedorismo é suficiente para entender que estabelecer novos contratos com clientes antigos é mais fácil e rápido do que captar novos clientes.
Pensando assim, o ideal é que se crie uma rotina de retornos para falar sobre as novidades do processo, ou, melhor ainda, sobre a ausência delas. Procurar o cliente apenas para dizer que ainda não há um posicionamento sobre seu processo vai deixá-lo seguro de que está sendo acompanhado de perto.
Trata-se de uma maneira de nutrir o relacionamento, aumentando a credibilidade no serviço prestado.
Existem softwares jurídicos, dos quais falaremos mais adiante neste texto, que, dentre outras funcionalidades, são capazes de criar uma rotina de avisos de retorno com base no banco de dados que armazena. Isso porque o ideal é nunca confiar só na memória!
Estabelecer uma relação com novos clientes
Se alguém entrou em contato, faça um esforço para dar atenção no momento, entenda a demanda, marque uma reunião com ele e convide-o para conhecer seu escritório. Se não tiver um, não há problema, utilize e espaços, como coworkings ou cafés, mas faça-o se sentir importante.
A primeira impressão será muito boa por transmitir interesse, disponibilidade e respeito. Quem procura um advogado, normalmente, tem um problema que não pode resolver sozinho, e quem está nessa situação tem pressa. Saia na frente priorizando esses encontros.

Estar presente
É fundamental que esse procedimento seja realizado pelo próprio advogado no início da carreira. Delegue essa atividade apenas quando crescer demais o volume de trabalho e, de preferência, para alguém que possa ser treinado e acompanhado de perto.
Não é interessante para o cliente sempre falar com a secretária, por mais qualificada que ela seja. A sensação é de que se está conversando com alguém que não conhece sobre o assunto e isso é o mesmo que perder tempo. Lembre-se: quem tem problema tem pressa.
Cada pessoa tem uma maneira de se expressar e aquelas mais difíceis, que cobram muito ou querem muita atenção, podem causar uma certa repulsa e fazer com que o advogado postergue o contato. Procure manter o jogo de cintura, principalmente com esses clientes. Escute-os de verdade e faça o possível para deixar o linguajar jurídico mais próximo do seu entendimento — isso sempre será um ponto positivo na fidelização de clientes.

Coletar dados
Se houve um primeiro contato, houve um interesse. Aproveite para conseguir todas as informações possíveis sobre o futuro cliente e sua demanda. Se o contato não se converter em contrato, por qualquer motivo, essa pessoa poderá ser contatada em outro momento, quando o escritório tiver alguma novidade para apresentar.

Invista em networking com clientes e parceiros estratégicos
Relacionamentos de trabalho devem ser conquistados e mantidos saudáveis sempre que possível. E eles começam bem antes de a faculdade terminar. Os colegas de turma e professores fazem parte do seu futuro ecossistema empresarial e desentendimentos não resolvidos podem resultar em perda futura de clientes.

Mais uma vez, ressaltamos a necessidade do jogo de cintura. Seja com o cliente, que, por vezes, é difícil de lidar, seja com os colegas de profissão, por divergência de opiniões. É fundamental pensar no futuro de cada relação que se estabelece.
Fora a parte subjetiva dos relacionamentos mencionados acima, existem algumas ações para melhorar o network e torná-lo consistente e promissor.

Procure ser visto para ser lembrado
Participe de eventos
Aproveitar os momentos de aperfeiçoamento profissional para fazer contatos é um bom início para que advogados em começo de carreira captem clientes na advocacia.
Primeiro, porque a imagem que se tem é de um profissional buscando aprimorar seus conhecimentos, o que o torna mais confiável. Segundo, porque falando do seu próprio trabalho, as chances de ter seus serviços recomendados por outro profissional são grandes. A terceira razão é que só quem é visto é lembrado!
A busca pela participação em palestras, cursos, simpósios, eventos no geral, que tratem de temáticas relacionadas à sua área de atuação, coloca-o ao lado de outros profissionais da área, promove o encontro e estreita as relações.

Trabalhe como correspondente jurídico
Outra maneira de se mostrar relevante para o mercado é tornando-se um correspondente jurídico. Auxiliar na resolução de demandas de outras empresas do ramo, estabelecidas em outras comarcas, além de enriquecer o conhecimento do profissional recém-formado, possibilita que ele se torne conhecido e reconhecido pelo próprio trabalho.
O processo virtual não substitui a presença do advogado em diversas demandas e, por vezes, fica muito mais fácil para a empresa realizá-las por meio de um advogado que resida no local demandado. Principalmente quando se trata de demandas de baixa complexidade, como cópia de processo, protocolo, acompanhamento de andamento processual, torna-se inviável o deslocamento até a comarca.
São muitas as demandas que podem ser delegadas a um correspondente jurídico — até mesmo, a realização de audiências por meio de mandato, da mesma maneira que existem algumas regras básicas de atuação desse profissional.
Conheça melhor como funciona o serviço e acesse plataformas on-line, como a Juriscorrespondente, que conectam advogados correspondentes e empresas diligentes de modo a promover o encontro e facilitar o trabalho de ambos.
Caso se interesse pela área e queira investir nela, busque algumas dicas para auxiliá-lo na construção de um site para advogados correspondentes.

Esteja atento a tudo que acontece
Mantenha-se informado sobre as novidades da sua área de atuação para criar relacionamentos. Saber opinar sobre os assuntos demonstra que o profissional se encontra em atividade constante e valoriza seu trabalho. Isso também pode antecipar boas ideias para demandas urgentes.
É fundamental conhecer o dia a dia do mercado no qual está inserido e as novidades que outros escritórios estão promovendo porque, só assim, haverá condições de se tornar competitivo.

Recomende serviços de outros profissionais
Crie uma rede colaborativa de contatos de profissionais confiáveis do ramo jurídico para ter sempre quem indicar aos seus clientes, quando não puder atendê-los. Além de criar uma boa imagem profissional, ainda há a vantagem de fidelizar o cliente, que reconhece um vínculo positivo entre um bom serviço prestado por outro profissional e sua indicação.

Profissionalize sua gestão empresarial para captar mais clientes
No início do texto, citamos a necessidade de uma boa gestão empresarial como fator importante na captação de clientes e, neste tópico, vamos dizer como fazê-lo!

Softwares jurídicos
Muito se fala em software de gestão de escritório de advocacia, mas é bem comum que essas empresas não atentem para a real eficácia deles. Não há outra maneira de otimizar processos e aumentar a produtividade sem um programa pensado para buscar, catalogar e organizar informações.
São soluções digitais que tornam automáticos alguns processos que se repetem na rotina do escritório. A busca de informações em Diários Oficiais, por exemplo, é uma das soluções que esses programas apresentam.
Dentre outras atividades, eles têm uma base de armazenamento de dados dos clientes e dos processos que auxilia no cumprimento dos prazos e padroniza peças jurídicas. A gestão financeira e pessoal também pode ser realizada por meio dela, basta que esteja programada de acordo com as necessidades reais da empresa.
Não se trata de uma regalia na qual somente escritórios de grande porte devem investir. Prazos, rotinas apertadas, excesso de documentos e demandas urgentes são realidades de qualquer escritório de advocacia.

Treinamento de equipe
A contratação de funcionários, ainda que o escritório seja de pequeno porte, é bem mais adequada se feita com cautela. Na melhor das hipóteses, o ideal é terceirizar o serviço para empresas de RH que têm treinamento e formações específicas para essa finalidade. Os funcionários precisam entender os preceitos da empresa e atuar em conformidade com cada um deles.
Disponibilizar tempo para treinar a equipe, promover momentos de interação, proporcionar um ambiente saudável e com os recursos necessários para a boa atuação contribui diretamente para resultados positivos, principalmente no relacionamento direto com o cliente.
Outra consequência lógica dessa ação é o aumento da produtividade, pois se gasta menos tempo com atividades mecânicas e mais tempo com a captação e a fidelização de clientes.

Depois de ler este guia completo de como captar clientes na advocacia, é possível utilizar os caminhos que se mostrarem mais interessantes dentro da sua realidade. Lembre-se de que é fundamental pensar em todas as relações que se estabelece no mercado para que a rede fique cada vez mais intensa.
Fonte JurisBlog

MÉDICOS, ASSISTÊNCIA À SAÚDE E PACIENTE


De acordo com o modelo biomédico, somente o médico sabe o que é importante para a saúde do indivíduo, e só ele pode fazer qualquer coisa a respeito disso, porque todo o conhecimento acerca da saúde é racional, científico, baseado na observação objetiva de dados clínicos. Assim, os testes de laboratório e a medição de parâmetros físicos na sala de exames são geralmente considerados mais importantes para o diagnóstico do que a avaliação do estado emocional, da história familiar ou da situação social do paciente.
A autoridade do médico e sua responsabilidade pela saúde do paciente fazem-no assumir um papel paternal. Ele pode ser um pai benévolo ou um pai ditatorial, mas sua posição é claramente superior à do paciente. (...)
No sistema atual de assistência à saúde, os médicos desempenham um papel ímpar e decisivo nas equipes que se encarregam das tarefas de assistência aos pacientes. É o médico quem encaminha os pacientes para o hospital e os manda de volta para casa, é ele quem solicita as análises e radiografias, quem recomenda uma cirurgia e receita medicamentos. O pessoal de enfermagem, embora seja com freqüência altamente qualificado, como os terapeutas e os sanitaristas, é considerado mero auxiliar dos médicos e raramente pode usar todo o seu potencial. Em virtude da estreita concepção biomédica de doença e dos padrões patriarcais de poder no sistema de assistência à saúde, o importante papel que as enfermeiras desempenham no processo de cura, através do contato com os pacientes, não é plenamente reconhecido. Graças a esse contato, as enfermeiras adquirem freqüentemente um conhecimento muito mais amplo do estado físico e psicológico dos pacientes do que os médicos, mas esse conhecimento é considerado menos importante do que a avaliação, "científica" do médico, baseada em testes de laboratório. Fascinada pela mística que cerca a profissão médica, nossa sociedade conferiu aos médicos o direito exclusivo de determinarem o que constitui a doença, quem está doente e quem não está, e os procedimentos com relação ao indivíduo enfermo. Muitos outros profissionais, como os homeopatas, os quiropráticos e os herbanários, cujas técnicas terapêuticas são baseadas em modelos conceituais diferentes, mas igualmente coerentes, foram legalmente excluídos do ramo principal da assistência à saúde.
Embora os médicos disponham de considerável poder para influenciar o sistema de assistência à saúde, eles também estão muito condicionados por esse sistema. Como seu treinamento é substancialmente orientado para a assistência hospitalar, eles se sentem mais à vontade, em casos duvidosos, quando seus pacientes estão no hospital, e, como recebem muito pouca informação idônea acerca de medicamentos de fontes não-comerciais, tendem a ser excessivamente influenciados pela indústria farmacêutica.
Entretanto, os aspectos essenciais da assistência contemporânea à saúde são determinados pela natureza da educação médica. Tanto a ênfase na tecnologia de equipamentos como o uso excessivo de medicamentos e a prática da assistência médica centralizada e altamente especializada têm sua origem nas escolas de medicina e nos centros médicos acadêmicos. Qualquer tentativa de mudar o sistema atual de assistência à saúde terá de começar, portanto, pela mudança no ensino da medicina.
(...)
Sob o impacto do Relatório Flexner, a medicina científica voltou-se cada vez mais para a biologia, tornando-se mais especializada e concentrada nos hospitais. Os especialistas passaram a substituir os clínicos-gerais, como professores, tornando-se os modelos para os aspirantes a médicos. Em fins da década de 40, os estudantes de medicina dos centros médicos universitários não tinham quase nenhum contato com médicos que exerciam a clínica geral; e, como seu treinamento tinha lugar, cada vez mais, dentro de hospitais, eles estavam efetivamente afastados do contato com a maioria das enfermidades com que as pessoas se defrontam em sua vida cotidiana. Tal situação persiste até hoje. Enquanto dois terços das queixas registradas na prática médica cotidiana envolvem enfermidades menos importantes e de breve duração, que usualmente têm cura, e menos de 5 por cento das doenças graves envolvem uma ameaça à vida, essa proporção é invertida nos hospitais universitários. Assim, os estudantes de medicina têm uma visão distorcida da enfermidade. Sua principal experiência envolve apenas uma porção minúscula dos problemas comuns de saúde, e esses problemas não são estudados no seio da comunidade, onde seu contexto mais amplo poderia ser avaliado, mas nos hospitais, onde os estudantes se concentram exclusivamente nos aspectos biológicos das doenças. Por conseguinte, internos e residentes adquirem um notório desdém pelo paciente ambulatorial — a pessoa que os procura andando com suas próprias pernas e lhes apresenta queixas que usualmente envolvem problemas tanto emocionais quanto físicos —, e eles acabam por considerar o hospital um lugar ideal para a prática da medicina especializada e tecnologicamente orientada.
Uma geração atrás, mais de metade de todos os médicos eram clínicos-gerais; agora, mais de 15 por cento são especialistas, limitando sua atenção a um grupo etário, doença ou parte do corpo bem determinados. (...)
Quanto à assistência primária, o problema não é só o reduzido número de clínicos-gerais, mas também a abordagem da assistência ao paciente, freqüentemente restringida pelo treinamento fortemente tendencioso nas escolas de medicina. A tarefa do clínico-geral requer, além do conhecimento científico e da habilidade técnica, bom senso, compaixão e paciência, o dom de dispensar conforto humano e devolver a confiança e a tranqüilidade ao paciente, sensibilidade no trato dos problemas emocionais do paciente e habilidades terapêuticas na condução dos aspectos psicológicos da enfermidade. Essas atitudes e habilidades não são geralmente enfatizadas nos atuais programas de treinamento médico, nos quais a identificação e o tratamento de uma doença específica se apresentam como a essência da assistência médica. Além disso, as escolas de medicina promovem vigorosamente um sistema de valores "machista", desequilibrado, desprezando qualidades como a intuição, a sensibilidade e a solicitude, em favor de uma abordagem racional, agressiva e competitiva. (...) Por causa desse desequilíbrio, os médicos consideram amiúde uma discussão empática de questões pessoais inteiramente desnecessária; os pacientes, por sua vez, tendem a vê-los como indivíduos frios e hostis, queixando-se de que o médico não entende as preocupações que os afligem.
Nossos centros médicos universitários têm como finalidade não só o treinamento, mas a pesquisa. Tal como no caso do ensino da medicina, a orientação biológica também é substancialmente favorecida no patrocínio e na concessão de verbas para projetos de pesquisa. Embora as pesquisas epidemiológicas, sociais e ambientais sejam, freqüentemente, muito mais úteis e eficientes na melhoria da saúde humana do que a estrita abordagem biomédica, projetos dessa espécie são pouco incentivados e sofrivelmente financiados. A razão dessa resistência não é meramente o forte atrativo conceituai do modelo biomédico para a maioria dos pesquisadores, mas também sua vigorosa promoção pelos vários grupos de interesses na indústria da saúde.
Embora exista um descontentamento generalizado em relação à medicina e aos médicos, a maioria das pessoas não se apercebe de que uma das principais razões do atual estado de coisas é a exígua base conceituai da medicina. Pelo contrário, o modelo biomédico é geralmente aceito, estando seus princípios básicos tão enraizados em nossa cultura que ele se tornou até o modelo popular dominante de doença. A maioria dos pacientes não entende muito bem a complexidade de seu organismo, pois foram condicionados a acreditar que só o médico sabe o que os deixou doentes e que a intervenção tecnológica é a única coisa que os deixará bons de novo. Essa atitude pública torna muito difícil para os médicos progressistas mudarem os modelos atuais de assistência à saúde. Vários que tentam explicar aos pacientes seus sintomas, relacionando a enfermidade com seus hábitos de vida, mas que acabam por perceber que tal abordagem não satisfaz a nenhum dos seus pacientes. Eles querem alguma outra coisa, e, com freqüência, não se contentam enquanto não saem do consultório médico com uma receita na mão. Muitos médicos fazem grandes esforços para mudar a atitude das pessoas a respeito da saúde, para que elas não insistam em que lhes seja receitado um antibiótico quando estão com um resfriado, mas o poder do sistema de crenças dos pacientes faz com que esses esforços sejam freqüentemente baldados. Contou-me um clínico-geral: "Apresentou-se a mim uma mãe trazendo uma criança com febre e disse: 'Doutor, dê-lhe uma injeção de penicilina'. Então eu lhe disse: 'A senhora não entende que a penicilina não pode ajudar nesse caso?' E ela respondeu: 'Que espécie de médico é o senhor? Se não quiser dar a injeção, procuro outro médico'".
Hoje em dia, o modelo biomédico é muito mais do que um modelo. Na profissão médica, adquiriu o status de um dogma, e para o grande público está inextricavelmente vinculado ao sistema comum de crenças culturais. Para suplantá-lo será necessário nada menos que uma profunda revolução cultural. E tal revolução é imprescindível se quisermos melhorar, ou mesmo manter, nossa saúde. As deficiências de nosso sistema atual de assistência à saúde — em termos de custos, eficácia e satisfação das necessidades humanas — estão ficando cada vez mais notórias e são cada vez mais reconhecidas como decorrentes da natureza restritiva do modelo conceitual em que se baseia. (...) Os pesquisadores médicos precisam entender que a análise reducionista do corpo-máquina não pode fornecer-lhes uma compreensão completa e profunda dos problemas humanos. A pesquisa biomédica terá que ser integrada num sistema mais amplo de assistência à saúde, em que as manifestações de todas as enfermidades humanas sejam vistas como resultantes da interação de corpo, mente e meio ambiente, e sejam estudadas e tratadas nessa perspectiva abrangente.
A adoção de um conceito holístico e ecológico de saúde, na teoria e na prática, exigirá não só uma mudança radical conceitual na ciência médica, mas também uma reeducação maciça do público. Muitas pessoas aderem obstinadamente ao modelo biomédico porque receiam ter seu estilo de vida examinado e ver-se confrontadas com seu comportamento doentio. Em vez de enfrentarem tal situação embaraçosa e freqüentemente penosa, insistem em delegar toda a responsabilidade por sua saúde ao médico e aos medicamentos. Além disso, como sociedade, somos propensos a usar o diagnóstico médico como cobertura para problemas sociais. Preferimos falar sobre a "hiperatividade" ou a "incapacidade de aprendizagem" de nossos filhos, em lugar de examinarmos a inadequação de nossas escolas; preferimos dizer que sofremos de "hipertensão" a mudar nosso mundo supercompetitivo dos negócios; aceitamos as taxas sempre crescentes de câncer em vez de investigarmos como a indústria química envenena nossos alimentos para aumentar seus lucros. Esses problemas de saúde extrapolam os limites das preocupações da profissão médica, mas são colocados em foco, inevitavelmente, assim que procuramos seriamente ir além da assistência médica atual.
Ora, só será possível transcender o modelo biomédico se estivermos dispostos a mudar também outras coisas; isso estará ligado, em última instância, a uma completa transformação social e cultural.
Por Fritjof Capra 
Fonte Extraído do Livro "O Ponto de Mutação"

BUROCRACIA

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

segunda-feira, 1 de junho de 2026

BOM FINAL DE SEMANA

BOA TARDE!

QUE SERVIÇOS PODE OFERECER UM ADVOGADO ONLINE?


Através de um atendimento jurídico online, é possível recorrer a um advogado sem ter que se deslocar a um escritório. Entenda quais os tipos de serviço que você pode ter através da Internet.
Dúvidas sobre seus direitos como consumidor, problemas com a previdência ou desintementos com vizinhos. Muitas são as situações em que nos deparamos com a necessidade de consultar um advogado. E para casos de baixa complexidade é possível contar com uma consultoria por vias mais rápidas e simples.
Através de um atendimento jurídico online, é possível recorrer a um advogado sem ter que se deslocar a um escritório. Entenda que tipos de serviço você pode ter através da internet.

Para que serve?
Primeiro, vamos esclarecer qual é a finalidade deste tipo de serviço. A consultoria pode ser prestada a pessoas físicas ou jurídicas, nas mais diversas áreas do direito. E um advogado online poderá oferecer somente uma assessoria jurídica, ajudando o cliente na compreensão das leis.
Sendo assim, os serviços jurídicos via Internet poderão lhe auxiliar a solucionar conflitos jurídicos mais simples e esclarecer determinadas dúvidas. No entanto, se você tiver um caso em que seja necessário uma análise presencial de contratos e documentos ou uma ação judicial, por exemplo, a consultoria online já não poderá ser feita.
Por isso, uma assessoria online é mais indicada para casos preventivos, em que o cliente queira se resguardar e estar preparado diante de uma questão legal.

Como funciona a assessoria online?
Geralmente, os escritórios e advogados realizam o atendimento via e-mail ou outras ferramentas como o Skype. Uma boa assessoria online poderá lhe fornecer respostas esclarecedoras e rápidas sobre uma determinada questão legal, incluindo detalhes sobre a legislação e, caso houver, referências sobre como processos semelhantes ao seu vêm sendo tratados pela Justiça.

Que tipos de casos podem ser tratados?
Cada caso traz suas particularidades e você poderá confirmar se o seu problema pode ser tratado através de um atendimento online entrando em contato com um escritório especializado. Mas, abaixo, mostramos alguns exemplos e áreas que abrangem este tipo de serviço:
  • direito imobiliário: consultoria sobre conflitos entre proprietários e inquilinos, análise de contratos, atrasos na entrega do imóvel ou realização de financiamento.
  • direito do trabalho: dúvidas sobre contratos de trabalho, questão relacionadas a rescisão, demissão ou assédio.
  • direito do consumidor: assessoramento em casos de cobranças indevidas, defeitos em produtos ou serviços, contratos de consórcio, além de problemas com planos de saúde ou cartões de crédito.
  • direito da família: consultoria sobre reconhecimento de união estável, divórcio, partilha de bens, guarda de menores e pensão alimentícia.
  • direito previdenciário: informação sobre direitos aos benefícios, planejamento e cálculo previdenciário.
  • direito internacional: dúvidas sobre processo de imigração e emigração, investimentos e sobre questões tributárias no exterior.
  • pequenas empresas: um nicho que está em evidência são as "start ups", pequenas e médias empresas que buscam assessoria jurídica para elaboração de contratos sobre propriedade intelectual e questões trabalhistas.

Se você quer saber mais detalhes sobre assessoria jurídica online, pode entrar em contato com os nossos especialistas na sessão de "Perguntas". Lá, você encontrará mais de inúmeros advogados à sua disposição para esclarecer suas dúvidas.

Fonte Mundo Advogados

DICAS PARA SE ORGANIZAR E COMEÇAR BEM A SEMANA DE TRABALHO

Durma bem, otimize seu tempo e foque nas tarefas realmente prioritárias para ser mais produtivo
 
Saiba organizar seu tempo, focando nas tarefas realmente prioritárias. Faça intervalos para recompor as energias

A chegada do fim de semana é sempre comemorada pela maioria dos profissionais: programas com a família ou amigos, um cineminha, um mergulho ou caminhada na praia ou, simplesmente, dormir são algumas das atividades planejadas para os dois dias que encerram uma semana estressante, de agenda cheia e muito trabalho. Mas tudo que é bom dura pouco e lá vem a segunda-feira se aproximando!!!
Para quem quer começar bem a semana e ser mais produtivo, Tony Schwartz, executivo-chefe do Energy Project e autor do livro “Be Excellent at Anything: The Four Keys to Transforming the Way We Work and Live.” (“Seja excelente em tudo: os quatro pontos-chave para transformar a forma como trabalhamos e vivemos”, em tradução livre), dá algumas dicas:
“Encontrar o equilíbrio entre fazer o que é realmente urgente e focar naquilo que é menos imediato, mas lhe dá prazer, pode trazer um bem duradouro”, afirma Schwartz, em artigo publicado no site DealBook.

Você precisa de mais horas de sono do que pensa
Vivemos em um mito persistente: a de que uma hora a menos de sono vai nos dar mais de uma hora de produtividade. Muito pelo contrário! Na verdade, você ficou uma hora a mais acordado e, de quebra, está menos descansado, o que provavelmente fará com que seja menos produtivo ao longo do dia. Até pequenos períodos de privação de sono terão um efeito devastador na nossa capacidade cognitiva, diz Schwartz. Pesquisas comprovam que 95% das pessoas precisa de pelo menos de sete a oito horas de sono para se sentir totalmente descansado, enquanto 2,5% precisam de mais de oito horas bem dormidas. De acordo com o pesquisador Tom Roth, o percentual daqueles que necessitam de apenas cinco ou menos horas de sono para se sentirem dispostos, se arrendondarmos para um número inteiro, será zero. Dormir o suficiente significa que você fará mais coisas, em menos tempo, e a um nível superior de qualidade. O sono é a última coisa que deve ser sacrificada, e não a primeira.

Faça as tarefas mais importantes primeiro
A atração por limpar seus e-mails é poderosa. Ainda mais depois de uma noite em que milhares de novas mensagens lotaram sua caixa de entrada (supondo que você não estava dormindo com o seu smartphone ao lado, e dando uma olhada no meio da noite). A grande maioria das mensagens que se acumula na verdade não exigem sua atenção imediata. Em vez disso, eles ocupam o seu tempo e consumem a sua atenção precisamente no momento do dia em que a maioria de nós tem mais energia e menor número de distrações. Ao verificar seu e-mail primeiro, efetivamente você irá arruinar com sua agenda do dia. O ideal é planejar seus compromissos prioritários no dia anterior e se dedicar a eles logo no início da manhã, sem interrupção. Se você precisa verificar e-mails assim que levanta, concentre-se naqueles que realmente não podem esperar. Responda essas mensagens e ignore as demais, para, em seguida, se concentrar no que realmente é prioritário.

Faça intervalos de tempos em tempos
Os seres humanos são projetados para operar em ciclos de 90 minutos. Durante o dia, passamos do alto estado de alerta fisiológico para fadiga fisiológica em intervalos de 90 minutos. A consequência é que atuamos melhor quando fazemos pausas intermitentes para renovar e reabastecer nossas baterias. Aqui está uma maneira simples de pensar sobre isso: imagine que você é desafiado a fazer o número máximo de abdominais que puder durante 30 minutos. Você tem a opção de fazê-las continuamente até ficar esgotado, ou fazê-las em conjuntos de 5 ou 10 repetições, com um curto período de descanso entre cada um deles. Se optar por esta última, vai conseguir fazer mais abdominais, manterá melhor forma ao longo do caminho e se sentirá menos cansado no final. Trabalhando desta mesma forma, você será capaz de se concentrar melhor na sua meta final. Ou seja: ao concentrar-se mais intensamente por períodos mais curtos, você vai fazer mais, em menos tempo, a um nível superior de qualidade, de forma mais sustentável.

Avalie como está administrando seu tempo
E, por último, faça uma pergunta simples e direta antes de começar qualquer atividade: “Esta é a melhor forma de gastar o meu tempo?” Se a resposta for não, não faça isso.

Fonte O Globo Online