sábado, 31 de agosto de 2024

É GRIPE OU RESFRIADO? CINCO DICAS PARA DIFERENCIAR UMA COISA DA OUTRA

As diferenças giram em torno da agressividade dos sintomas, que são muito mais fortes nos casos do vírus da gripe

Os sintomas podem até parecer os mesmos, mas não são. As diferenças giram em torno da agressividade dos sintomas, que são muito mais fortes nos casos de gripe.
Um “pré-diagnóstico” do próprio paciente pode ser determinante para que ele tome a decisão de procurar atendimento e seja medicado de forma adequada ainda nas primeiras 72 horas do início dos sintomas.
“É muito importante que o paciente tenha uma noção das diferenças e, caso desconfie de que esteja gripado, procure um médico e jamais ignore a doença. A gripe é uma doença tão séria que possui um tratamento e uma vacina específicos, enquanto o resfriado, não”, afirmou o infectologista Ralcyon Teixeira, supervisor do pronto-socorro do Instituto Emílio Ribas. Veja abaixo cinco dicas para identificar se você tem gripe ou resfriado:

1)Tenho febre: qual a temperatura?
Pode estar relacionada tanto à gripe quanto ao resfriado, mas a diferença fica por conta da intensidade. Resfriados causam febres de no máximo 38 graus, enquanto temperaturas que vão além disso podem ser entendidas como um sintoma claro de gripe;

2) Como começou?
O resfriado se instala de forma lenta e gradativa, enquanto a gripe sempre acontece de forma repentina e rápida, “derrubando” o paciente “de uma hora para outra”.

3) Estou tossindo: como é a tosse?
É um sintoma marcante da gripe, especialmente a tosse seca. Se for este o caso, fique em alerta! Resfriados não causam tosse ou apresentam o sintoma apenas na reta final da doença;

4) Estou espirrando?
O espirro, a coriza e o nariz vermelho, ao contrário do que se imagina, são características bem peculiares do resfriado e não da gripe. Quadros de gripe quase não apresentam irritação relacionada às narinas (vias respiratórias altas);

5) Há quanto tempo estou assim?
Resfriados duram em média de três a quatro dias. Gripes duram em média sete dias.

Fonte iG Saúde

NUNCA DISCUTA - MARK TWAIN

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

MARKETING PARA ADVOCACIA: SAIBA O QUE NÃO FAZER


Vivemos em um modelo de mundo onde, cada vez mais, interagimos e nos comunicamos pelas redes sociais. Nessas redes, nossos perfis contam narrativas daquilo que postamos e, portanto, do que desejamos projetar.
Ao mesmo tempo que isso nos dá certo controle da dimensão pública de como somos percebidos, também procuramos manter a autenticidade na projeção de nossas personalidades.

Marketing para a advocacia
É claro que a advocacia não escapa desse modelo de convivência da atualidade.
Cada vez mais, escritórios de advocacia criam perfis virtuais onde publicam informações diversas e buscam garantir que a população tenha acesso à informação jurídica de qualidade.
As publicações, por sua vez, tem o potencial de criar uma imagem do escritório para o mundo digital. Um escritório bem prospectado na rede, que está constantemente postando conteúdos de qualidade, se molda como autoridade na sua área de especialidade e, portanto, é percebido como tal.
Na prática: quanto melhor a qualidade dos conteúdos postados, maior é a tendência de garantir um retorno de reconhecimento e de busca de clientes ao escritório.
Uma pergunta se impõe: quais os limites do marketing na advocacia?
O que um escritório pode e o que um escritório não pode fazer para atrair clientes?

O que a OAB diz?
No Brasil, dois atos normativos regem o que pode e o que não pode ser feito por advogados em quesito de marketing e de captação de clientes. São eles o Código de Ética e Disciplina da Organização dos Advogados do Brasil e o Provimento nº 94 do Conselho Federal da OAB.
A ideia central desses provimentos é evitar a mercantilização da profissão, protegendo a profissão de advocacia no Brasil daquilo que acontece com frequência nos Estados Unidos:

“Compre um divórcio, ganhe o próximo com 50% de desconto! Divórcios baratos. acabe com a miséria hoje mesmo. Propaganda de advocacia feita nos Estados Unidos.”

Em resumo, podemos estabelecer três princípios que norteiam a advocacia brasileira.
1.      Caráter informativo;
2.      Prima por discrição e sobriedade;
3.      Não mercantiliza da profissão

O que eu não devo fazer? 
·        Não devo: fazer menções a outros clientes ou a demandas profissionais
·        Não devo: fazer referência a função pública que já tenha exercido
·        Não devo: usar frases de persuasão ou de autoengrandecimento
·        Não devo: fazer comparações públicas com outros advogados
·        Não devo: divulgar os valores do meu serviço
·        Não devo: fazer oferta pública de serviços gratuitos
·   Não devo: usar publicidade para chamar as pessoas para litigarem, seja de forma administrativa ou judicial
·        Não devo: fazer veiculação do serviço de advocacia em conjunto a outra atividade. Ou seja, sem fazer "venda casada" do exercício de advocacia com escritório de contabilidade.
·   Não devo: usar ilustrações ou símbolos que não combinem com a sobriedade da advocacia
·    Não devo: usar outdoor, propaganda ou publicidade em vias públicas, salvo se necessário para identificar a localização do escritório de advocacia, sempre com discrição e sobriedade
·        Não devo: fazer publicidade em rádio, cinema ou televisão
·        Não devo: debater causa já patrocinada por outro advogado
·        Não devo: responder, com habitualidade, a consulta sobre matéria jurídica nos meios de comunicação social
·        Não devo: prometer resultados
·        Não devo: comprometer a dignidade da profissão

No meio de tantas restrições, uma dúvida se impõe.
O que eu posso e devo fazer para melhorar a imagem do meu escritório de advocacia e conseguir captar mais clientes, respeitando os limites éticos da OAB?

Por Blog do Jusbrasil
Fonte JusBrasil Notícias

APRENDA MEU FILHO

terça-feira, 27 de agosto de 2024

COMO FAZER UMA PETIÇÃO INICIAL: 5 PASSOS PARA O SUCESSO!

Orientações de como fazer uma petição inicial irretocável

As dicas podem parecer simples. Entretanto, nos tempos atuais, o simples tem sido o mais difícil de ser utilizado. Talvez pelo hábito de rebuscar demais o que não é necessário ser rebuscado, retornar à simplicidade seja tão difícil. Contudo, a dificuldade em fazer isso também pode estar atrelada ao receio de que o juiz não irá aceitar uma peça jurídica que não seja longa. Assim, ela acaba por ser integrada por informações prolixas e repetitivas que poderiam ser facilmente descartadas. Textos escritos dessa forma, inclusive, tendem a causar uma dificuldade de compreensão, o que pode ser péssimo para o trâmite da ação.
Ou seja, pecar pelo excesso nem sempre é uma boa escolha. Às vezes, é mais assertivo agir de forma contrária e elaborar a peça jurídica com o seguinte em mente:

1 - Qual é o problema?
O cenário em que o advogado geralmente descobre a resposta desse primeiro passo é:
1- O cliente liga e agenda a conversa com o advogado;
2- O cliente chega ao escritório no dia e horário marcado;
3- O cliente e o advogado conversam sobre o que o traz ali.
Pronto! Não é preciso mais do que isso para encontrar a resposta, desde que o advogado esteja realmente ouvindo o seu cliente. Portanto, o diálogo é um momento fundamental para escutar e se fazer ouvir. O cliente precisa sair do escritório devidamente informado sobre o que o advogado irá fazer a partir dali, quais são as possibilidades e o que é que pode acontecer com a causa dele. É bom que ele saiba, inclusive, o tempo de trâmite, para evitar frustrações e insatisfações.
Não são poucas as vezes em que um cliente demonstra um certo descontentamento com a atenção que o advogado lhe dedica. Na verdade, esse tipo de reação é mais comum do que se imagina. É é voltado, especialmente, aos advogados que deixam o cliente sem resposta.
Uma simples troca de papéis é suficiente para saber como ficar sem retorno é até irritante. Afinal, há processos em que o advogado depende de o cliente enviar certos documentos para poder peticionar. E enquanto o cliente não envia o necessário, o advogado não consegue evoluir no trabalho.
A primeira medida é ligar para o cliente. E ele não atende. A segunda é deixar uma mensagem de voz na secretária eletrônica. Mas ele não retorna. A outra medida é tentar contato pelo aplicativo de mensagem, porém, sem sucesso. Pois o cliente nem visualizou a mensagem. Isso depois de algumas horas.
Por mais que o interesse seja do cliente e ter o processo andando, o trabalho do advogado fica comprometido com tanta falta de atenção do cliente. No fim, esse cliente é julgado como um mau cliente.
Ou seja, o mesmo acontece quando é o advogado que não se mostra disponível para o cliente. Ele é julgado como um advogado ruim, por mais que tenha solucionado o caso. Enfim, para evitar que isso aconteça a escuta tem de ser atenta. Além disso, os canais de contato precisam ser realmente efetivos.

2 - Qual é a solução?
Agora que o problema já está claro, como descobrir a solução para ele? Isso não é tão difícil. Em muitas situações, a solução surge durante a conversa do advogado com o cliente. Enquanto ele ouve o relato da situação que levou a pessoa a buscar assessoria jurídica, é capaz de já identificar o que fazer perante a situação.
Pode ser, também, que o relato do cliente seja muito semelhante ao de outro, atendido no passado. Em casos parecidos, como sabemos, podem ser aplicadas medidas similares. Então, por já conhecer o problema, o advogado já tem pré-determinada uma solução.
Por último, a solução pode advir de estudo e pesquisa de causas que envolvam situações equivalentes. É um meio um pouco mais trabalhoso, que pode exigir um pouco mais de tempo, mas que é efetivo também, dependendo do quanto o advogado dedica-se à ação.
No entanto, é preciso estar atento. Especialmente quando o caso do qual o advogado irá se ocupar dali para frente for semelhante a outro. Primeiro, porque, mesmo que pareça que basta, apenas substituir informações em uma petição inicial, por exemplo, pode não ser a melhor estratégia. Afinal, algo sempre pode passar despercebido. E quando isso acontece, a chance de o juiz requerer ajustes é maior.

3 - Como fazer a petição inicial?
Toda petição inicial precisa ter os fatos bem claros e explicados. Basicamente, o advogado precisa fazer, para o juiz, um relato da história contada pelo cliente. Nessa hora, o que ajuda muito, é fazer um exercício muito simples.
Digamos que essa história não vai ser contada a um juiz, mas para um amigo ou outra pessoa que trabalha no escritório de advocacia. Como seria feita essa narrativa? Como seria contada essa história, para essas pessoas?
É dessa forma que devem ser apresentados os fatos para o juiz. Com simplicidade e sem muita preocupação com rebuscamento. O importante é que os fatos passem a mensagem que se quer, sem se esquecer de abordar as perguntas de sempre:
– O que aconteceu?                                      
– Com quem aconteceu?                              
– Quando aconteceu?                      
– Como aconteceu?
– Onde aconteceu?                 
– Por que aconteceu?
– O que é esperado que aconteça a partir da ação?
O advogado pode até inovar e usar, aqui, estratégias utilizadas pelo marketing para contar uma história capaz de engajar. Claro que de forma ética e que não fira qualquer princípio.
A questão é que o relato precisa ser persuasivo para o juiz ser favorável ao cliente. Por que não usar certas técnicas que já existem para isso?
O advogado não precisa fazê-lo, caso não concorde. Entretanto, não há nenhum mal em conhecer algumas técnicas:

1. Ordem dos fatos
O tradicional começo, meio e fim não precisa ser seguido à risca. O advogado pode começar o relato pelo fim e, depois, retomar a sequência cronológica, sem que nenhuma informação de perca.

2. Enredo
O enredo é, basicamente, a sucessão de acontecimentos. E pode ser costurado de uma forma que consiga antecipar parte do relato que vem a seguir, gerando a curiosidade no leitor em querer saber mais.

3. Personagens
É claro que os personagens de um relato que faz parte de uma peça jurídica são reais. Portanto, sua veracidade deve ser respeitada. Até porque é justamente essa realidade que tem maior chance de criar uma identificação e sensibilizar a justiça. Mais do que o sucesso, o destaque deve ser a tentativa em fazer o certo e os impedimentos que frustraram essa tentativa.

4. Reforçar a mudança        
O que for que tiver acontecido com o cliente, isso deve ter mudado a vida dele. Isso deve ser explicitado. Porque também gera identificação. Pois, atire a primeira pedra quem nunca passou por uma mudança na vida que pareceu alterar todo o curso natural das coisas? Um relato fidedigno da realidade é capaz de despertar a empatia. E a empatia é uma ferramenta poderosa.
Sempre apresentar o problema em primeiro, a solução, em segundo, e o sucesso esperado, por último, é uma fórmula que dá certo, sempre que aplicada.
Em uma segunda parte da petição inicial, é preciso correlacionar a situação apontada com a lei. O mais importante para a defesa é esclarecer porque a situação vai contra a legislação e o motivo para o juiz considerar a solução apresentada como realmente a adequada para o caso.
Sempre que possível, é melhor ir direto ao ponto e ser conciso. Inclusive na hora de concluir a petição inicial com o pedido.
O que for requerido, deve ser coerente com os fatos apresentados e os fundamentos jurídicos expostos. A ausência de uma relação entre ambas as partes da petição pode levar por água abaixo todo o trabalho anterior.
Não escrever claramente o que se quer que o juiz avalie como resultado da ação também pode ser danoso para o processo. Então, nada como ser preciso e exato no pedido.
Para deixar mais claro, segue um exemplo:
Em uma ação, uma pessoa pede para ser ressarcida pela compra de um carro que não lhe foi entregue.
Nesse caso, o pedido seria de condenação do réu de restituir um veículo Fox 1.6 modelo 2018.
Esse é um pedido correto, pois define o gênero (veículo Fox 1.6 modelo 2018) e a quantidade (um veículo).
Agora, tendo o advogado pedido a restituição do veículo, já estaria sob o risco de ter de fazer uma emenda para especificar melhor o pedido.
Logo, não dá para esquecer de formular os pedidos específicos. São eles que, de fato, representam a solução para o caso. E podem requerer:
– Que seja declarado como existente ou inexistente um fato real;
– Que se constitua ou se anule uma relação jurídica;
– Que se condene uma pessoa a pagar uma quantia ou a fazer ou não algo.
Lembre-se sempre! É essencial fazer o pedido de citação do réu. É obrigatório por lei. Apenas em casos muito específicos, esse pedido se torna desnecessário: quando há um pedido de decisão liminar ou de antecipação de tutela.
Solicitar a condenação em custas e honorários de sucumbência também faz parte dos pedidos da petição inicial, assim como um pedido genérico de produção de provas.

4 - O modelo ideal
Aqui é que está o “pulo do gato”, por assim dizer. E vamos direto a ele: o modelo ideal de petição inicial é aquele que o advogado desenvolve, abandonando os modelos prontos que já utilizou em outros casos ou que buscou na internet para saber como fazer uma petição inicial em algum momento.
Sim, usar petições que estão praticamente prontas e apenas substituir informações é mais fácil, agiliza o trabalho. Assim, é possível concluir uma e partir para a próxima. Mas será que tem qualidade e demonstra todo o comprometimento do advogado com a profissão que se propôs a seguir? O torna realmente reconhecido pelo trabalho que desenvolve?
Cada advogado deve responder a esses questionamentos para si mesmo.
Obviamente, são os advogados que sabem como está a própria rotina para dispor de tempo para elaborar peças jurídicas sem seguir um modelo pronto. Mas, não há nada a perder em fazer um teste capaz de determinar outras formas de alcançar melhores resultados.
Mesmo que o advogado tenha mais trabalho para dar sequência ao processo, ao menos pode ter a reputação preservada perante o juiz e também aos olhos do cliente. Pois, os erros que podem ocorrer devido à uma desatenção no uso de um modelo pronto pode custar o bom relacionamento com a corte, de um lado, e demonstrar descaso do advogado para com o cliente.
Uma petição inicial é a vitrine do trabalho do advogado. Portanto, independentemente do quão tentador é reaproveitar a peça jurídica de outro caso, devido ao modelo da petição já estar pronto, a prática deve ser evitada.
É um treino a que o advogado pode se submeter para ganhar em qualidade e experiência.
Esse assunto, relacionado a modelos de petição inicial, já foi tratado em outro conteúdo. E sempre é valido relembrar: Modelo de petição inicial: vantagens e desvantagens de usar um.
Os que optarem por desbravar o próprio caminho, a dica é recordar de que a petição estará completa se nela constar:
– O juízo competente;
– O nome da ação;
– O fundamento jurídico;
– O valor da causa.
Fonte Peticiona Mais

GARANTIA: ENTENDA OS PRAZOS PARA RECLAMAR DE PRODUTO COM DEFEITO


Quando um produto recém-adquirido apresenta um problema é reconfortante saber que ele ainda está dentro do prazo de garantia. Afinal, isso assegura que o consumidor não terá de arcar com o custo pelo seu reparo ou eventual troca. Mas você sabia que há vários tipos de garantia? 
A fim de assegurar ao consumidor a qualidade, eficiência e durabilidade de um produto, há pelo menos três modalidades de garantia: a legal, a contratual e a estendida.
A garantia legal é estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) e independe de previsão em contrato: a lei garante e ponto. Assim, o consumidor tem 30 dias para reclamar de problemas com o produto se ele não for durável (um alimento, por exemplo), ou 90 dias se for durável (uma máquina de lavar, por exemplo).
O que muita gente não sabe é que, no caso de um vício oculto (aquele defeito não-aparente, que somente se mostra depois de um certo tempo de uso do produto), o prazo assegurado pelo CDC começa a contar a partir do momento em que esse defeito é constatado.
Já a garantia contratual é a que o fabricante ou fornecedor acrescenta a seu produto, mas não é obrigatória. Sua vigência começa a partir da data de emissão da nota fiscal, com o prazo e condições impostas pela empresa - normalmente estabelecida no "termo de garantia".
No caso da garantia estendida (normalmente oferecida pelas lojas com termos como "super garantia") entra em cena uma terceira empresa, sem relação com o fabricante e que, na verdade, oferece um seguro ao consumidor. Dentro desse tipo de garantia, há ainda três modalidades: a original, cuja cobertura é igual à da garantia original de fábrica; a original ampliada, que possui acréscimos à original; e a diferenciada, que é menos abrangente que a original.  
Para o Idec, em geral, não vale a pena pagar pela garantia estendida, a não ser quando o contrato oferecer alguma vantagem de fato. Antes de optar por ela, é recomendável que o consumidor informe-se sobre a modalidade do seguro e solicite uma cópia do contrato ou apólice e analise-o com cuidado.

Troca  
De acordo com o artigo 18 do CDC, o fornecedor e o fabricante têm 30 dias, a partir da reclamação, para sanar o problema do produto. Extrapolado esse prazo, o consumidor pode exigir um produto similar, a restituição imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço. Contudo, o período de um mês não deve ser estipulado em caso de se tratar de produto essencial com defeito - como uma geladeira, por exemplo -, e a troca deve ser imediata.
Como também estabelece o Código, o consumidor pode reclamar sobre o defeito ao fabricante ou à loja onde comprou a mercadoria, conforme preferir. Ambos têm responsabilidade solidária em resolver o problema. No entanto, como constatou uma pesquisa do Idec, as principais redes de varejo não respeitam os prazos legais para reclamação e "empurram" o consumidor para a assistência técnica.
Fonte Idec

segunda-feira, 26 de agosto de 2024

ADVOGADO PRECISA SE COMUNICAR SEM SER REBUSCADO, DIZ SÓCIA DE BANCA


Ao procurar uma oportunidade de trabalho, o advogado deve se mostrar interessado em aprender sobre as áreas do Direito, mas também em conhecer os detalhes da rotina jurídica (dia a dia dos tribunais, quem são os servidores das varas etc.), além de saber se comunicar, de maneira direta e coerente. A opinião é dos advogados João Dácio Rolim e Manuela Britto Mattos, do escritório Rolim, Viotti & Leite Campos.
"Ainda tem gente com um jeito de escrever muito rebuscado, complexo, frases confusas. A parte técnica você ainda consegue ensinar a pessoa que está em início de carreira, mas quando chega um candidato com uma redação confusa e um jeito de escrever truncado é muito mais difícil trabalhar isso", diz Manuela em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
"A gente busca sempre uma pessoa interessada, comprometida e que também tenha um mínimo de capacidade de comunicação, inclusive a escrita", complementa Rolim.
Os dois advogados afirmam que, para encontrar essas características, é necessário um criterioso sistema de seleção para não gastarem tempo e dinheiro em uma pessoa que não trará os resultados esperados. "Já entrevistei candidato a advogado júnior que, em vez de te perguntar qual é o trabalho, perguntava onde vou sentar, quantas pessoas vão estar na sala, se podia conhecer a sala de reunião... Como assim? O que é importante para você?", conta Manuela.
Destacam também que a humildade do interessado na vaga conta muito na avaliação. "O advogado tem uma tendência de ser vaidoso por causa dessa independência, dessa criação intelectual, de achar que a solução que eu tenho é a melhor ou que nós somos mais importantes do que o cliente. É o contrário. O advogado está para servir o cliente, dentro de padrões éticos e legais. Tem que encontrar a melhor solução possível para o cliente, mas não pensar que ele é mais importante do que o cliente", diz Rolim.
O advogado lembra que, quando o escritório foi fundado, as contratações eram feitas a partir de indicações de colegas e amigos, mas, com o passar do tempo e o crescimento da banca, mudaram o modelo de seleção. "Hoje a gente mais recebe currículos e seleciona. É uma postura mais passiva. Quando recebemos indicações agora, entra no nosso processo formal, de prova técnica, entrevista e teste psicológico", explica Rolim.
O processo de seleção conta, segundo Manuela, com um profissional de recursos humanos especializado em avaliação psicológica. "A gente primeiro faz uma entrevista e comenta 'este candidato gostei disso, fiquei com dúvida nesse ponto' ou 'esse outro me passou tal imagem, veja o que acha'. É um teste para avaliar o perfil do candidato e decidir. É muito trabalhoso você contratar uma pessoa, mobilizar todos os recursos para dali a um mês ver que não está funcionando", diz a advogada.
"Avaliamos as características. Essa pessoa me parece mais proativa, mais inibida, mais detalhista. Isso ajuda depois o advogado que estiver na equipe na hora de passar tarefa para eles", complementa Rolim.

Conhecimento complementar
Saber de algo fora do mundo do Direito também pode servir para o profissional do Direito como diferenciação na hora de ser contratado ou até de abrir seu escritório. Em outra entrevista, também ao jornal O Estado de S. Paulo, Patrícia Peck, advogada especializada em Direito Digital, destaca que seus conhecimentos em programação a ajudaram a se destacar no mercado e a ficar conhecida por ser uma das primeiras a se especializar em legislação sobre a internet.
"Desde o estágio eu tinha a fama no escritório de ser 'a estagiária que entende de tecnologia' porque tinha um site, sabia programar. Desde a formatura, em 1998, atuo com Direito Digital. Na época da formatura, escrevi uma crônica para concorrer a um prêmio falando que no futuro a faculdade fecharia as portas, porque todas as aulas seriam pela internet. Em 1999, enfrentamos o bug do milênio — então, por causa da crônica e do rótulo de 'advogada que entende de tecnologia', comecei a ser procurada para falar sobre quebras de contratos e outras questões legais relativas ao bug", conta Patrícia.
Ela diz que, quando abriu seu escritório, em 2004, era questionada por colegas por restringir sua área de atuação, mas afirma que, aos poucos, foi formando uma rede de clientes. "Meu primeiros clientes foram gerentes de TI — eu trabalhava com questões de política de privacidade e segurança. Depois vieram os profissionais de Marketing, interessados em fazer campanhas digitais e buscando o amparo legal. Na sequência, entrou o varejo: a princípio eram start-ups, pequenos empreendedores que montavam lojas virtuais. Só depois entraram as grandes redes."
Segundo Patrícia, a vantagem do Direito Digital está na possibilidade de o advogado fazer algo inovador, ser pioneiro. "O Direito Digital é transversal: o profissional precisa de conhecimentos jurídicos e técnicos. E ele pode ser um diferencial para profissionais de todas as outras áreas, você pode acompanhar como se colhe um prova eletrônica, por exemplo, pode trabalhar com Direito trabalhista, Civil, Penal. O advogado também tem que ser curioso, gostar de tecnologia, estudar sempre para acompanhar as mudanças tecnológicas."
Patrícia Peck pondera, ainda, que atualmente é mais fácil entrar na área do Direito Digital do que quando começou e que há mais profissionais no mercado, facilitando a contratação. "Durante as palestras que dava nas empresas, muita gente me pedia indicações de leitura. Meu último slide eram de dicas de leitura, todas em inglês. Quanto me pediam uma referência sobre Direito em português, ela não existia. Ninguém falava no Brasil sobre Direito Digital, embora a gente já tivesse discussões sobre a sociedade desmaterializada, a economia digital."

Desafios existem
Mas o mesmo meio digital que abre oportunidades de trabalho impõe ao advogado dificuldades, pois há cada vez mais informações, enquanto a elaboração das peças esbarra nas limitações humanas. "O crescimento exponencial das informações no meio digital, tais como decisões judiciais, peças processuais, contratos, opiniões e e-mails, dificulta a busca, identificação correta e análise das informações relevantes para as necessidades de um advogado", explica José Paulo Graciotti, sócio da Graciotti Assessoria Empresarial, ao jornal O Estado de S. Paulo.
Graciotti pondera que a internet é uma aliada, mas que precisa haver uma estratégia de "garimpo" de informações. "[O advogado] Deve saber extrair o máximo da tecnologia para encontrar agilmente as informações necessárias à produção de documento jurídico, contando com ajuda de robôs de busca ou softwares de inteligência cognitiva. Também deve saber gerenciar corretamente seu conhecimento estratégico organizando-o e indexando-o para utilização futura. Além de analisar estatisticamente jurisprudências e decisões anteriores de tribunais e magistrados."
E esses conhecimentos, continua Graciotti, devem ser adquiridos paralelamente às atividades no Direito. "Ao longo da carreira, além da própria atualização especifica no Direito, os advogados serão compelidos a se tornarem profissionais com conhecimentos mais abrangentes, principalmente no que se refere à tecnologia e ao mundo digital. Isso é necessário para que não corram o risco de se tornarem profissionais jurássicos."

Fonte Consultor Jurídico

RECEBIMENTO DE ENCOMENDAS E CORRESPONDÊNCIAS NO CONDOMÍNIO


O recebimento de correspondências no condomínio, cada dia mais, demanda novas normas e direcionamentos devido a diversos fatores (que você irá conhecer neste artigo!). O objetivo maior do síndico deve ser sempre garantir a devida atenção e organização a este assunto, evitando qualquer mal-entendido, discussões entre moradores e funcionários, devoluções, trocas, violações e outras dores de cabeça relativas às encomendas no condomínio.
O artigo 22 da Lei 6.538/1978 diz que “os responsáveis pelos edifícios, sejam os administradores, os gerentes, os porteiros, zeladores ou empregados, são credenciados a receber objetos de correspondência endereçados a qualquer de suas unidades, respondendo pelo seu extravio ou violação.” Porém, dado o número de envolvidos em toda esta operação, a questão não é tão simples assim.

Encomendas No Condomínio: Esquecidas E Compradas Via Internet
A rotina de todos tem sido cada vez mais agitada. Quer ver um exemplo? É comum que muitos moradores usem somente as garagens para entrada e saída. Às vezes, voltam somente a noite e esquecem completamente da portaria do edifício. Isso vem aumentando o número de encomendas e correspondências esquecidas na portaria.
Com o aumento da facilidade e segurança nas compras via internet, o número de encomendas no condomínio cresce na mesma velocidade. E como a quantidade de blocos e apartamentos por condomínio também tem sido maior, é normal observarmos casos de extravio e troca de encomendas entre eles. Tudo isso gera desentendimentos entre porteiros, moradores, zelador e outros envolvidos.
Há, ainda, os casos em que, pela responsabilidade de recebimento por parte da portaria, algumas encomendas grandes ou registradas, são rejeitadas. Mais um fator que ocasiona insatisfação para o destinatário.

Recebimento De Encomendas No Condomínio: Como Organizar E Resolver?
Conversando A Gente Se Entende
Diante de tantas complicações, não adianta somente lamentar. É preciso agir!
Tanto para organizar as correspondências, quanto para garantir o recebimento de todas as encomendas no condomínio, é recomendada a convocação de uma assembleia extraordinária sobre o assunto. Somente com a participação do maior número possível de condôminos, será possível estabelecer as regras e procedimentos de todas as partes envolvidas e manter a organização.

Encomendas No Condomínio
Aproveite a reunião para discutir sobre a diferença entre entrega de correspondências ou documentos e recebimento de eletrodomésticos, eletrônicos, produtos perecíveis ou até mesmo móveis. Estes itens devem ser recebidos, de preferência, diretamente pelo condômino que fez a compra. Muitas empresas de entregas ou a próprias lojas já incluem no protocolo de entrega que a responsabilidade pela integralidade do bem cessa no momento da entrega do mesmo.
Assim, mediante eventual dano constatado pelo condômino após a entrega do produto, a vendedora estará isenta de responsabilidade. Recomenda-se, portanto que, caso o condômino não possa receber diretamente o bem, que ele assine autorização de recebimento a quem ele mesmo indicará, podendo ser o porteiro, eximindo-o de responsabilidade em caso de dano ou avaria.
Mais dicas sobre organização de recebimento de correspondências no condomínio:
·      Comunicação
Envie a ata da assembleia a todos os moradores para que tomem conhecimento do que foi estabelecido.
·      Orientação
Oriente o porteiro/zelador, faxineiros e outros funcionários sobre as novas regras estabelecidas, detalhando as responsabilidades de cada um.
·      Registro
Adote um livro-protocolo único (físico e não virtual) para assinaturas de recebimentos de correspondências e encomendas.
·      Armazenamento
Se possível, destine um espaço no condomínio, próximo a portaria, para armazenar adequadamente os volumes e encomendas.
·      Prazo
Estabeleça um prazo para que o morador retire a mercadoria do local em que está armazenada.
·      Avisos registrados
Se possível, que seja avisada, através de interfone, a chegada de documentos registrados, anotando-se essa comunicação no livro próprio.
·      Sinalização

Caso não haja porteiro e o condomínio opte por nomear alguém para receber encomendas, sinalize no interfone qual é o apartamento responsável.
 
Fonte Tudocondo

COMO FAZER DO LINKEDIN UM ALIADO NA BUSCA POR UM EMPREGO

 
ESPECIALISTA DÁ SUGESTÕES PARA TORNAR O SEU PERFIL MAIS ATRAENTE PARA AS EMPRESAS E AUMENTAR AS CHANCES DE SER NOTADO PELOS RECRUTADORES

As grandes empresas estão, cada vez mais, utilizando as redes sociais como ferramenta na busca de novos profissionais para integrar as suas equipes. Nesse contexto, a rede LinkedIn é a primeira opção dos recrutadores que pretendem encontrar o candidato com as características e habilidades ideais para cada cargo.
Um perfil bem elaborado em uma rede social pode tornar o candidato mais atraente para as empresas e aumentar suas chances de ser notado pelos recrutadores. Ou seja, pode ser um grande aliado na busca por uma vaga, afirma o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), Paulo Sardinha:
— Esta, na verdade, será a sua carta de apresentação on-line, uma isca para que a empresa escolha você e não outro candidato.
Considerando a função de “currículo on-line” do LinkedIn, Sardinha elaborou algumas sugestões para tornar o perfil profissional mais interessante, atual e com maior visibilidade na web:

COLOQUE UMA FOTO
Um perfil com foto é mais visualizado. Contudo, não é qualquer foto que pode ser postada numa rede com objetivos profissionais. É nessa hora, diz Sardinha, que a máxima “a primeira impressão é a que fica” é tão verdadeira. Busque uma foto em que você esteja apresentável, o mais profissional possível. “Fotos de baladas e festinhas familiares são para ficar em álbuns particulares de outras redes sociais”, adverte.

HISTÓRICO PROFISSIONAL
Depois da foto, essa é a primeira coisa que os recrutadores irão procurar no seu perfil, junto com a sua formação acadêmica. Nunca deixe de preencher ou minta sobre os cargos ocupados anteriormente e a escolaridade que possui. Uma mentira pode acabar coma as suas chances de conseguir a vaga. Ao descrever as funções, seja o mais claro e breve possível.

RECOMENDAÇÕES
As recomendações podem fazer grande diferença na hora da escolha de um candidato. Alguém bem recomendado por ex-chefes e colegas reforça a boa postura e o bom relacionamento no ambiente de trabalho. Lembre-se de só pedir recomendações a pessoas que possam dizer algo relevante e positivo sobre o seu trabalho.

ABASTEÇA A REDE COM O SEU PORTFÓLIO
O LinkedIn permite que se faça upload de imagens, vídeos, links de páginas da web e documentos no seu perfil. Essa é uma oportunidade de você apresentar o seu portfólio. Trabalhos premiados ou não, acadêmicos e realizados em outras empresas podem ser uma boa oportunidade de mostrar para os recrutadores do que você é capaz.

ATUALIZE-SE E ATUALIZE-O REGULARMENTE
Sempre que for possível, atualize as informações do seu perfil. Um curso novo, uma nova experiência, um novo trabalho, tudo mostra o quanto você se atualiza profissionalmente. Um funcionário bem informado e interessado é um dos pré-requisitos das empresas no momento da escolha de um novo profissional.

UTILIZE PALAVRAS-CHAVE
Para chegar aos candidatos em potencial, os recrutadores usam palavras-chave. Por este motivo, elas são extremamente importantes e devem ser usadas no seu perfil on-line, principalmente nas “especializações”. Escolha bem as palavras que irá usar, pense em termos que tenham um bom potencial e sejam importantes para os recrutadores. E o mais importante, adicione palavras-chaves que tenham relação com o cargo pretendido. Elabore uma lista de palavras comumente usadas na sua área de atuação.
Fonte O Globo Online

OITO DICAS PARA QUEM TRABALHA EM CASA


A editora da revista Inc., Leigh Buchanan, trabalha de casa há três anos. Não é só alegria; ela confessa que às vezes se sente sozinha, e que briga muito para ter disciplina e não atrapalhar o trabalho com afazeres domésticos. Mas, de modo geral, tem sido uma experiência interessante. Abaixo, trazemos oito dicas que ela oferece àqueles que forem se aventurar a trabalhar de casa.
“Trabalho de casa há três anos, sem nada pra olhar além da paisagem de montanhas, e sem nada pra ouvir além de esquilos pulando no quintal.” Às vezes fica bem solitário. Sinto falta das conversas aleatórias nos corredores, que fazem surgir ideias inesperadas ou ajudam a formar parcerias. Mas, em geral, trabalhar de casa tem sido uma experiência satisfatória. Consegui me manter produtiva, e a redução no estresse de não ter que atravessar a cidade provavelmente aumentou um ano em minha vida. Para aqueles que vão embarcar nessa experiência de trabalho a distância, ofereço oito dicas para se dar bem.”

1 - A linguagem é importante. Nunca diga ‘trabalho em casa’. Diga ‘meu escritório é em casa’, ou ‘trabalho para o escritório a partir de casa’. Além de soar mais profissional, você não entra para a lista de amigos e parentes como aquela-pessoa-que-pode-pegar-meu-filho-na-escola ou outros compromissos.

2 - Algumas pessoas gostam de se vestir para o trabalho, mesmo que eles nunca ponham o pé pra fora de casa. Outras gostam de andar pela casa de pijamas. É uma escolha pessoal. Mas se você preferir a última, pelo menos troque de roupa uma vez de dia e de noite. Casual, sim. Sujo, não.

3 - Fale com alguém do trabalho pelo menos uma vez por dia. Longos momentos de silêncio são angustiantes. Após três dias, eu fico me sentindo uma criança num acampamento: preocupada de que na minha ausência, eles terão mudado de casa sem me dizer. Melhor falar com gerentes, que sabem da situação geral.

4 - Fofocar, navegar na internet e comprar uma coisinha durante o almoço são maneiras saudáveis de desanuviar a cabeça do ambiente barulhento, do café ruim e da cadeira desconfortável comuns ao trabalho. Apesar de em casa haver mais silêncio e conforto, não dá pra trabalhar oito horas sem parar. Então faça coisas úteis como pausa: lave roupa, varra o chão, faça um exercício (somente se você não gostar de se exercitar; se for divertido, você vai se distrair).

5 - Se você tem filhos, explique a eles que quando sua porta estiver fechada, eles não devem incomodá-lo. Se eles não obedecerem, diga que se eles interromperem seu trabalho você vai perder os seus prazos, vai ser demitida, a família vai viver na rua e você vai vender seus brinquedos para comprar comida.

6 - Galinhas adorariam trabalhar das 4h às 13h; as corujas, das 15h à meia-noite. Mas lembre-se de que alguns compromissos, ligações e conferências podem ser fora de seu horário de preferência. É tentador criar uma rotina adaptada ao seu organismo; mas é melhor se basear nos horários em que o mundo exige que você esteja disponível.

7 - Em casa, temos três telefones: uma para a família, um para as crianças e um para as ligações de trabalho. Tenha um aparelho somente para o trabalho, assim você não corre o risco de alguém atender desavisadamente (‘Ei, mãe, é um tal de Steve Jobs, posso dormir na casa do Lucas?’), e você pode atender no modo profissional (‘Aqui é Leigh Buchanan’) e pessoal (‘Que foi?’).

8 - Tenha uma cafeteira boa. A minha é uma Saeco Incanto Sirius, que faz um expresso fenomenal, mesmo tendo esse nome que parece saído de um livro do Harry Potter.

Por Ricardo F. Santos
Fonte Papo de Empreendedor

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

14 HÁBITOS QUE TE DEIXAM MAIS RICO


Dinheiro não cai do céu. O caminho para a riqueza, seja para obter um padrão de vida que inclua mansões e iates ou apenas para viver de forma confortável, exige muitos esforços e, principalmente, disciplina.
Hábitos simples podem fazer a diferença na hora de construir um patrimônio para a vida inteira. Veja alguns deles a seguir.

1 Compre o que precisa e não o que quer
Gastar uma parcela representativa da renda com lazer com o intuito de recompensar a si mesmo por mais um dia difícil de trabalho pode prejudicar o futuro de quem compra o que deseja, e não o que precisa.
Gastos diários com refeições fora de casa, festas, roupas, etc. podem ser nocivos para as finanças ao ocupar, no orçamento doméstico, o lugar de investimentos e economias que tenham efeitos duradouros.
"Quem vê gastos pequenos e frequentes como conquistas que o incentivam a continuar a trabalhar está conquistando pouco", diz o consultor financeiro Mauro Calil. "As justificativas emocionais devem ser trocadas por decisões racionais".

2 Gaste menos do que ganha
Mesmo alguns milionários, que têm maior flexibilidade no orçamento, em alguns casos levam uma vida mais simples do que a sua renda permite. Dessa forma, é possível continuar a enriquecer, pois a folga no orçamento pode ser destinada aos investimentos e reservas financeiras.
Isso não significa que o padrão de vida não se deve ser elevado conforme a renda aumenta, apenas mostra que é necessário ter equilíbrio.
Em caso de aumento do salário, por exemplo, Mauro Calil recomenda destinar metade do dinheiro que será recebido com o incremento na renda para consumo e despesas do mês e a outra metade para investimentos e a formação de uma reserva financeira.
Assim, é possível economizar e elevar o padrão de vida ao mesmo tempo, diz o consultor financeiro. "Essa estratégia pode ser aplicada sempre que a renda do investidor aumentar".

3 Calcule se você pode pagar pelo que compra
Ao parcelar compras o consumidor deve ter consciência de que as parcelas mensais devem ser pagas rigorosamente em dia para evitar o pagamento de juros.
Para assegurar que a aquisição não coloque em risco a saúde do orçamento no futuro, é necessário monitorar os pagamentos e não comprometer mais do que 20% da renda líquida do mês com o crédito.
"É recomendável evitar financiamentos e preferir pagar as compras à vista", diz o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Samy Dana.

4 Tenha paciência
Nas palavras do megainvestidor americano George Soros, enriquecer é um processo enfadonho. Geralmente, grandes fortunas não são construídas da noite para o dia. Quanto maior o planejamento e o prazo para investir, maiores e mais sólidos tendem a ser os ganhos.
"Quando o objetivo é enriquecer, todo mundo quer ser a lebre ou a cigarra retratatadas em fábulas infantis, que trabalham pouco e desfrutam dos benefícios. Mas é preferível ser a formiga ou a tartaruga, que se esforçam e demoram mais para atingir suas metas", diz Mauro Calil.
Segundo o consultor financeiro, investimentos fáceis e rápidos costumam ser caracterizados por picos de ganhos, que podem ser seguidos por um período longo de dívidas, resultantes de eventuais prejuízos. Já os investimentos menos arriscados, que não possuem promessas de retornos absurdas, podem não gerar um rendimento tão alto, ou imediato, mas são mais garantidos.

5 Busque se livrar das dívidas
Os altos juros cobrados no Brasil podem destruir o patrimônio de quem fica inadimplente. As taxas podem dobrar o valor das dívidas em um ano, caso o consumidor utilize o cheque especial, por exemplo. Portanto, eliminar as dívidas devem ser sempre uma prioridade.
Samy Dana recomenda que o consumidor evite cair na cilada de acreditar que, se as parcelas cabem no bolso, o financiamento é barato.
"O crédito só deve ser usado em caso de emergência ou necessidade, como no caso da compra de um veículo que será utilizado como ferramenta de trabalho", diz o professor da FGV.

6 Use o tempo a seu favor
No caminho para enriquecer, o tempo oferece vantagens.
Caso o investidor opte por aplicações de renda fixa, os rendimentos serão maiores e as alíquotas de imposto de renda menores ao deixar o dinheiro render por mais tempo.
O prazo de investimento longo também é um aliado das aplicações de renda variável, como as ações.
"Um período mais longo torna possível investir em uma empresa que está passando por uma crise mas que tem potencial para crescer, cujas ações estão baratas, mas podem oferecer maiores ganhos no futuro", diz Samy Dana.

7 Entenda que dinheiro não compra felicidade
Enriquecer sem objetivos não é garantia de uma vida com realizações. Para que os investimentos e as economias façam sentido, é necessário ter objetivos financeiros no curto, médio e longo prazo.
Dessa maneira, é possível direcionar esforços e evitar gastos desnecessários, impulsionados por frustrações que podem comprometer o orçamento no futuro.

8 Tenha consciência de que imprevistos acontecem
Como é impossível prever o futuro, é necessário se prevenir para que as finanças não saiam do controle caso ocorram imprevistos, como uma situação de desemprego, ou uma doença na família.
Samy Dana recomenda formar uma reserva financeira, com aplicações de médio e longo prazo, com o intuito de pagar gastos inesperados. Nessa reserva, também chamada de colchão financeiro, é recomendável ter uma quantia que equivalha à soma da renda de pelo menos seis meses de trabalho.
As aplicações devem permitir que o dinheiro possa ser facilmente resgatado e sem a cobrança de penalidades altas. O ideal é diversificar o valor da reserva de emergência entre aplicações extremamente líquidas, como a poupança, e outros investimentos de renda fixa menos líquidos, mas que não sejam arriscados, como CDBs, fundos de renda fixa e títulos públicos.

9 Não se iluda com pessoas que enriqueceram da noite para o dia
É comum associar a riqueza a ganhos fáceis, diz Mauro Calil. "Todo mundo sabe quando o atleta é campeão, mas ninguém vê que ele treinou 12 horas por dia para atingir este objetivo".
O consultor financeiro recomenda não transformar casos raros, como de empresários que tiveram ideias brilhantes e enriqueceram de forma rápida, como regra. "A melhor maneira de construir um patrimônio financeiro sólido é trabalhar", afirma Calil.

10  Não tenha medo de pensar grande
A ambição pode ajudar a enriquecer ao manter o investidor mais motivado e envolvido, na visão de Mauro Calil.
Para o consultor financeiro, grandes metas mantêm a vontade de perseguir objetivos financeiros. Quem pensa grande não deve temer frustrações. "O investidor pode não conseguir chegar até a sua meta, mas no mínimo vai chegar mais longe", diz.

11 Aprenda a administrar o dinheiro
É importante aprender a gerenciar o próprio patrimônio, para que as decisões não sejam sempre terceirizadas. Ao entender como administrar o patrimônio, é possível filtrar conselhos ruins e manter bons hábitos financeiros diariamente, sem depender de outra pessoa.
Fazer as aplicações corretas e utilizar as ferramentas adequadas é apenas uma pequena parte do processo, diz Mauro Calil. "O mais importante é saber controlar emoções para evitar gastos desnecessários".

12 Faça o que gosta
Se sentir realizado no trabalho pode ser importante na construção de um patrimônio financeiro. O envolvimento incentiva o crescimento na carreira.
Gostar do que faz também afasta frustrações, que podem levar a gastos indevidos, diz Mauro Calil. "Trabalhar no que interessa exige menos esforços do que trabalhar apenas para pagar as contas no final do mês".

13 Vá atrás do dinheiro
Aplicar o dinheiro no banco no primeiro produto que aparece pode até gerar uma falsa sensação de dever cumprido, mas não é suficiente para fazer com que o patrimônio cresça.
É necessário monitorar de forma ativa os investimentos e comparar, periodicamente, os rendimentos oferecidos por diversas instituições financeiras.
A pesquisa pode incluir, além de grandes bancos, bancos médios e bancos de investimentos, onde aplicações de até 250 mil reais também são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no caso de falência da instituição financeira.

14 Invista em si mesmo
Especialistas recomendam investir em aplicações financeiras, mas, principalmente, em si mesmo. "Quem tem maior nível de educação costuma ganhar maiores salários, o que é essencial para sustentar o patrimônio no futuro", diz Mauro Calil.
Em outras palavras, pode valer mais a pena investir em um curso no exterior, que pode revolucionar a carreira, do que investir os recursos em uma aplicação financeira.
Ainda que uma aplicação possa trazer retornos mais palpáveis inicialmente, seu potencial é muito mais limitado do que um investimento feito na carreira, cujos retornos podem não ter limites.
Fonte Exame.com