domingo, 31 de maio de 2026
O QUE VOCÊ EMANA PARA O UNIVERSO, VOLTA PRA VOCÊ.
Perceba,
tudo o que você emana, retorna para você. A escolha é única e exclusivamente
sua! A energia está na intenção. Emane Luz, receba Luz!
ANJO DA HUMANIDADE
Esta hierarquia é chamada de "Senhores do Sacrifício". A energia por ela utilizada é a do poder do verbo: a linguagem. Foram assim denominados, porque, em outras vidas, deram um nível superior de consciência para o grupo em que viviam. Segundo Helena Blavatsky, estes seres seriam pilares de Luz, o princípio divino que está instalado na forma humana.
Se você faz parte dessa categoria deve estar se perguntando: "Então eu não tenho anjo?". A princípio não, pois você já tem uma essência angelical muito forte, em decorrência de atos humanitários, através dos quais sua própria vida foi doada em benefício de um grupo, mas você pode escolher o anjo que será o seu guardião.
Somente a presença física das pessoas nascidas em 19/03, 31/05, 12/08, 05/01 e 24/10 consegue afastar o anjo contrário de uma família ou de um grupo. Em nível cósmico, elas produzem a força total da consciência, dando uma combinação inteligente, o que de certa forma, representa uma aliança com Deus.
Os anjos da humanidade possuem costumes e leis admiráveis. Devem aprender a vibrar positivamente, ter mais coragem e não se conformar com as opiniões correntes das massas. Também devem ser inimigos da impureza, da ignorância e da libertinagem. Terão muito respeito pelos seres humanos, honrando suas palavras. Essas almas imortais viveram por muitos séculos seguidos aqui na terra. Os anjos terrenos nunca poderão transgredir essas leis, deixando-se dominar pelo anjo contrário. Se isso ocorrer, sua missão não se cumprirá e tudo se voltará contra eles. A amizade ou mesmo a união de duas pessoas nascidas nos dias governados pelos anjos da humanidade é uma aliança divina com Deus.
(Texto extraído dos livros Anjos Cabalísticos e A Magia dos Anjos Cabalísticos de Mônica Buonfiglio)
sábado, 30 de maio de 2026
DIA DE SANTA JOANA D'ARC
"Ó
Santa Joana D’Arc, vós que, cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho,
vos lançastes à luta, por Deus e pela Pátria, ajudai-me a perceber, no meu
íntimo, as inspirações de Deus. Com o auxílio da vossa espada, fazei recuar os
meus inimigos que atentam contra a minha fé e contra as pessoas mais pobres e
desvalidas que habitam nossa Pátria.
Santa
Joana D’Arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e
na vida diária. Ó Santa Joana D’Arc atenda ao meu pedido (pedido). E que nada
me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem
ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.
Santa
Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me. Amém!"
sexta-feira, 29 de maio de 2026
DIA DA ENERGIA
Criado
em 1981, numa iniciativa da Direção Geral de Energia (em Portugal), o Dia
Mundial da Energia é comemorado no dia 29 de maio.
Esta
comemoração tem por finalidade sensibilizar e motivar as pessoas quanto à
necessidade de poupar energia, além de alertar sobre os impactos ambientais
advindos da geração e a importância de preservar os recursos naturais. É também
uma oportunidade de promover energias renováveis.
Fonte
Ambiciência
O FUTURO DA SAÚDE SUPLEMENTAR NO BRASIL NÃO PREOCUPA NINGUÉM, MAS DEVERIA
Todos
os dias existem comentários, seja nas ruas, seja nos jornais e nas revistas no
sentido de que os planos privados de assistência à saúde não estão prestando
bons serviços, que os consumidores estão sendo lesados, que o atendimento nos
hospitais e dos médicos credenciados é precário, que existe fila e demora no
atendimento e que tudo isto é muito injusto porque no final das cotas as
operadoras de saúde obtem lucros astronômicos.
No
entanto, nunca são avaliados os ônus assumidos por esse setor, diante do fato
de que as novas tecnologias na área médica e cirúrgica, os matérias e
medicamentos de ponta tem elevados custos, o envelhecimento da população no
Brasil é efetivo e leva ao aumento de doenças, as insuficiências do Sistema
Único de Saúde acabam sendo supridas pelos planos privados.
A
pessoa quando se depara com uma situação de doença logicamente deseja ter o
melhor atendimento, valer-se de novas tecnologias, dos melhores médicos, dos
remédios mais eficazes, da rede hospitalar que oferta tratamento adequado com
conforto. Ocorre que tudo isto tem um custo, que a cada dia é mais elevado.
Muitas
dos procedimentos médicos, aliás, passaram a ser dimensionados muito mais pela
tecnologia utilizada do que pela eficiência curativa. Muitos pensam: onde já se
viu um médico de que não pede nenhum exame? Poucos pensam: o importante é o
medico que cure o meu mal. Quando se fala de uma cirurgia, então, a situação é
ainda mais complexa, pois não basta o cirurgião ser eficiente, pois ele deve
ser renomado e aplicar tecnologia de última geração. Não são poucos os casos em
que são discutidos diversos procedimentos cirúrgicos entre os médicos das
operadoras e o médico que atendeu o paciente participante do plano de
assistência à saúde.
Todo
este aguçamento dos direitos dos participantes dos planos de assistência à
saúde não encontra contrapartida em um julgamento sereno da posição das
operadoras de saúde e da continuidade eficiente delas no cenário da saúde
suplementar. São muitos os direitos dos participantes, sem que se pergunte se
efetivamente eles podem ser atendidos pelas operadoras.
De
outra parte, o Poder Judiciário vem fomentando cada dia mais esses direitos,
sem observar que o plano de assistência à saúde é contrato, que tem limites
nele previstos que devem ser observados pelas duas partes contratantes. Ora,
sem de um lado a operadora de saúde não pode praticar preços abusivos, de outra
parte o usuário do plano de saúde não pode receber serviços que não contratou.
No entanto, o Poder Judiciário profere todos os dias ordens judiciais
determinando que operadoras de saúde prestem atendimento que não está previsto
em contrato, tudo pelo pleno acesso à saúde.
Este
cenário deve levar à compreensão que, como ocorre com o SUS, os planos privados
de assistência à saúde também podem passar por uma saturação, cujas
conseqüências são perniciosas para os seus participantes. Por esta razão, deve
ser muito bem avaliado qual o papel de cada um dos atores desta relação
jurídica e também qual o papel do Estado.
Na
verdade, as operadoras de saúde e os participantes, sempre chamados de
consumidores, não deveriam estar em partes opostas, mas sim lado a lado para
solucionar questões que muitas vezes são fruto da saúde como comércio e não da
saúde como bem de vida. De nada adianta tomar o medicamento mais caro se ele
não for o mais eficaz.
Por
Ana Paula Oriola De Raeffray
Fonte
Consultor Jurídico
APRENDA A CAUSAR UMA BOA IMPRESSÃO EM EVENTOS SOCIAIS
Saiba como agir
diante de situações que exigem desenvoltura e crie uma imagem positiva em
qualquer ambiente
O ditado “a primeira impressão é a que fica”
deve ser levado à risca quando o objetivo é se tornar uma pessoa lembrada pela
educação e pelo carisma. Saber se comportar em diferentes ocasiões e locais,
seja em eventos coorporativos, sociais e até do ciclo familiar, é um
diferencial que faz toda diferença.
“As empresas buscam perfis que tenham boa
desenvoltura, saibam conversar e se comportar em diferentes situações. Isso
ajuda a crescer e a fazer bons contatos”, afirma o consultor de RH Giovanni Falcão,
da Top Quality. Por conta disso, um simples happy-hour ou a festa de final de
ano da empresa podem contar na hora de receber uma promoção.
Happy-hour: evento é
oportunidade para fazer contatos e estreitar laços
Mas ter desenvoltura para navegar bem em
diversas situações não é importante apenas no ambiente coorporativo.
“Gentileza, educação e bom humor cabem em
qualquer lugar. Uma pessoa que consegue agregar essas qualidades, com certeza,
terá mais sucesso pessoal e profissional", diz a consultora de etiqueta Célia
Leão. Segundo ela, os brasileiros ainda têm muitas dúvidas de como devem agir
diante de situações que exigem um pouco mais de traquejo social.
“Esse nosso famoso jeito caloroso de ser
pode nos ajudar a conquistar simpatia, mas não nos prepara para termos um convívio
social adequado em momentos que exigem sobriedade”, completa.
Para ajudar a entender os códigos de
etiqueta e comportamento que farão de você uma companhia agradável, separamos a
seguir dicas infalíveis para diferentes locais e ocasiões, confira!
Se você é o
convidado
– O primeiro passo para frequentar qualquer
ocasião é receber um convite. “Se não foi convidado, esqueça. Se sim, é impreterível
que você ao menos responda se pretende ou não ir à festa”, explica Célia. O seu
anfitrião precisa planejar o evento, por isso é importante saber quantas
pessoas estarão presentes.
– Se o chefe ou colega lhe entregou um
convite pessoal, isso mostra que você é uma pessoa importante. “Neste caso é de
bom tom comparecer, mesmo que de maneira breve”, alerta Giovanni. Se o convite
for afixado no mural da empresa ou enviado por meio eletrônico, para todos na
empresa, a presença é dispensável.
– Mesmo que você não vá à festa, compre um
presente simbólico e entregue ao colega. No caso de convite coletivo, o mais
usual é realizar a famosa “vaquinha” e comprar um presente único em nome do
departamento.
– Convites para happy-hour são uma boa
oportunidade de socialização. Segundo Giovanni, é uma chance de socializar e
criar um relacionamento que possa fortalecer os laços da equipe. Por isso,
dizer não sempre que chamado para aquela cervejinha após o expediente pode ser
entendido como uma atitude arrogante e pouco agradável. O mesmo vale para
festas oferecidas pela empresa.
– Está com dúvidas do que vestir? Se o
convite não especificar, pergunte ao anfitrião. Já se for um evento de
trabalho, vista-se de acordo com os códigos de sua profissão.
Em eventos
coorporativos
– Não seja o primeiro a chegar e nem o último
a sair. Se for uma situação formal, como almoço com um cliente, pontualidade é essencial.
Se for atrasar, avise!
– Na hora de pagar a conta, a
responsabilidade é de quem convida. No entanto, é de bom tom que a outra parte
se ofereça para pagar sua parte.
Na festa da firma: nada
de dancinha sensual no meio da pista
– É evidente que, em qualquer evento de
trabalho, seu comportamento está sendo vigiado. Então cuidado com atitudes que
possam gerar assunto na empresa, como sua bebedeira ou aquela dança sensual no
meio da pista.
– Alguém está dando em cima de você ou está agindo
de forma inconveniente. Use o humor para sair da situação e afaste-se da pessoa.
Não entre em conflito.
– Para as mulheres: nada de colocar bolsa
sobre a mesa e nem dar para o acompanhante carregar. Bolsas devem ficar no colo
quando a mulher está sentada. Ao servir-se numa mesa ou quando estiver em pé,
use a alcinha interna que as bolsas de festa têm.
O que comer
– Em qualquer situação, evite comer demais. “Seja
em uma festa ou barzinho, coma moderadamente. Se você tem bastante apetite, faça
um lanche antes ou após o evento, mas jamais exagere na frente dos outros”,
alerta Célia.
– Alimentos que podem causar mau hálito estão
proibidos, principalmente se o local for pequeno e as pessoas estiverem
sentadas próximas umas das outras.
– Não gostou da comida ou ela leva algo que
você não suporta? Então coma os acompanhamentos ou aquilo que você gostar. Jamais
comente com o anfitrião. Também não vale ficar escolhendo o que pegar em uma
bandeja, isso é indelicado com quem preparou a comida.
– Saladas, pães e grãos (como amendoim) são
um perigo para deixar vestígios nos dentes. Procure o banheiro mais próximo
para checar se nenhum restinho está estragando seu sorriso.
– Se você nunca provou caviar na vida evite
fazer isso num momento em que precisa causar boa impressão. “Se não está acostumado
com o sabor de algo e tem dúvidas se vai gostar, não coloque no prato. Desperdício
de comida é feio e é indelicado” – orienta Célia.
– Salgadinhos e canapés são feitos para
pegar com a mão. O guardanapo é para limpar os dedos e não para segurar a
comida.
O que beber
– De novo a regra do “menos é mais” cabe
aqui. Nada de exagerar na bebedeira, excessos com álcool denotam descontrole
emocional e personalidade frágil.
– Destilados não são adequados para o dia. Além
de fortes, pesam no estômago e são um convite para acabar com seu humor.
– Se a festa é informal, em uma residência
por exemplo, sem contar com serviço de garçom ou equipe, cuide de seu copo. Sejam
eles de vidro ou descartáveis, não saia espalhando copos sujos por todos os
cantos.
– Ao ser servido, jamais procure olhar o rótulo
da bebida ou pergunte a marca. A não ser que seja um evento de degustação de
vinhos, este tipo de pergunta é grosseira.
– Vinho tinto em excesso deixa seu sorriso
manchado. Cuidado!
Sobre o que falar
– Se estiver em um evento com colegas de
trabalho, fora do ambiente coorporativo, evite falar sobre a rotina da empresa.
“Nada mais chato do que uma pessoa que só fala sobre trabalho o dia todo.” – diz
Giovanni.
– Assuntos polêmicos como futebol, religião
e política só cabem se você tiver intimidade mínima com seu interlocutor. Também
não vale falar sobre o clima. Se não souber por onde começar, faça um elogio
sobre a decoração, comida ou mesmo um comentário amigável sobre o anfitrião.
– Lembre-se: você está numa festa, não na
delegacia. Não bombardeie as pessoas com perguntas como “onde você trabalha?”, “de
onde conhece fulano?” ou “o que você estudou?”
– Não crie intimidade forçada. Não pega bem
falar da relação complicada que você tem com seus pais para uma pessoa que não
pertence ao seu círculo de amigos.
Em eventos íntimos
– Primeira vez na casa da (do) namorada (do)?
Converse com ele e leve uma lembrança para os sogros. Sua simpatia vai aumentar
muito com um vaso de flores e um vinho, por exemplo.
– Sempre se ofereça para tirar a mesa ou
lavar a louça. No entanto, se o anfitrião disser não, não insista.
Almoço íntimo: sempre
se ofereça para ajudar o anfitrião
– Não se sirva de nada que não lhe é oferecido.
“Você comeu um pedaço de torta e quer repetir? Só o faça se lhe for oferecido,
afinal, você não sabe se a quantidade disponível é suficiente para todos os
convidados e você não vai querer comer o pedaço do seu anfitrião, certo?”,
ensina Célia.
– Foi convidado para um almoço ou jantar?
Ofereça-se para levar uma sobremesa ou bebida. Mesmo que quem convide não
aceite, leve algo, como uma caixa de bombons.
– Jamais frequente eventos íntimos, como chá
de panela, de pessoas que não são próximas de você. Agradeça o convite e dê um
presente, mas não vá.
Em visitas no
hospital
– Visitas para recém-nascidos e doentes
devem ser feitas no hospital, nunca em casa. É o local onde a pessoa tem apoio
especializado e não precisa se preocupar com “receber bem”. O tempo é de 10 a 15
minutos. Mais que isso, só para familiares.]
– Não é obrigatório levar algo, mas é de bom
gosto. Não arrisque com flores ou alimentos, pois muitos hospitais proíbem. Opte
por um livro, revista ou lembrança simbólica.
Em viagens
– Ao se hospedar na casa de alguém, lembre
que você não pode alterar a rotina de quem vive ali. Sendo assim, respeite os
horários dos anfitriões. Nada de dormir tarde ou acordar cedo demais.
– Leve aquilo que você gosta de comer, como
doces ou bebidas, em quantidade suficiente para todos da casa. Jamais chegue de
mãos vazias.
– Cuide da limpeza e organização do seu
quarto. Não abra armários ou a geladeira sem a permissão de seu anfitrião.
– Após retornar, envie um cartão ou lembrança
de agradecimento pela estadia.
– Em viagens coorporativas não se esqueça de
cumprir horários e de vestir-se adequadamente para as atividades, porém com
discrição e bom senso.
– Em viagens com a família da namorada/o,
quem define as regras sobre o casal dormir ou não no mesmo quarto são os donos
da casa. Em caso de dúvidas, pergunte.
Se você é o anfitrião
– Receber é uma arte. Certifique-se de
conhecer os gostos de seus convidados e providenciar comidas e bebidas que
agradem a todos.
– Lembre-se de pensar em lugares para
sentar, talheres e utensílios e comida e bebida suficientes.
– Vista-se de maneira elegante, sem exageros.
“Quem deve brilhar são seus convidados. Afinal, ninguém fica em casa com anéis
de diamantes e rolex, não é?”, brinca Célia Leão.
– Avise seu convidado das principais rotinas
da casa, bem como horários de refeições e sobre o que ele pode ou não fazer,
apresentando-lhe todos os cômodos.
No final, o mais importante é ter em mente
que a gentileza gera mais gentileza. “Basta a pessoa ter em mente que seu espaço
termina onde começa o do outro. Bom senso e uma pitada de solicitude deixam
tudo mais fácil” – finaliza a consultora.
Por Erisson Rosati
Fonte iG Comportamento
quinta-feira, 28 de maio de 2026
SER ADVOGADO É ESTAR SEMPRE AFIADO PARA QUALQUER PROBLEMA
“Se
eu tivesse oito horas para cortar uma árvore, gastaria seis afiando meu
machado”. Uso das palavras do lendário presidente dos Estados Unidos, Abraham
Lincoln, para falar de uma profissão pela qual tenho muita estima, a advocacia.
Dentro do parâmetro metafórico do qual me subsidio para me referir a esta nobre
função, ouso dizer que afiar o machado é o atributo mais demandado a estes
operadores do Direito para exercer com perspicácia a defesa dos direitos dos
cidadãos e garantir a ordem pública.
De
acordo com o artigo 133 da Constituição Federal (1988), o advogado é
indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e
manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Isso revela o quão
importante é o papel do advogado para que a sociedade encontre a harmonia
proporcionada quando a justiça é promovida.
Entre
as ferramentas utilizadas pelo advogado para acessar a justiça, está a atuação
judicial. Seja na petição inicial ou quando o advogado faz uso do princípio da
oralidade, existe todo um depósito de conhecimento que é acessado para garantir
que as palavras escritas e proferidas não sejam meras letras mortas ou locuções
verbais vãs, respectivamente, e sim, a mais elegante forma de se dar um ‘corte
certeiro’, seja na inverdade, seja na força que tenta reprimir o direito de
quem está sendo defendido. Trata-se de uma forma de se afiar o machado em sua
essência.
Costumo
dizer que o machado da advocacia, dentro da linguagem metafórica aqui
utilizada, é tão poderoso que é capaz de lapidar qualquer ser humano que se
deixa embalar pela sua imprecisa precisão. Eis um enigma que faz da advocacia
uma carreira instigante, pois não podemos garantir aos clientes a certeza de um
resultado, todavia, podemos precisar que os caminhos seguros para não se dar
margem a erros é possível quando há atuação do advogado.
É
por essa razão, que o machado jamais pode deixar de ser afiado. Esta é uma
questão de condição humana. Da mesma forma que as leis, enquanto produção
humana que garantem a ordem social, são aperfeiçoadas na medida em que a
sociedade evolui, também entre os advogados deve predominar a mesma lógica: a
do aperfeiçoamento como forma de se dar respostas claras e objetivas às
provocações feitas pela sociedade.
Nesta
selva moderna, onde o instinto de sobrevivência se baseia em garantir a
liberdade de atuação pautada sobre as prerrogativas da advocacia, afiar o
machado é uma questão de expertise, aprimoramento constante da técnica e o
aperfeiçoamento das habilidades de se dar ao mundo sem medo das ameaças
proferidas pelos predadores, nem sempre domáveis.
Afiar
o machado é sinônimo de milhares de horas empenhados em estudos, em aprender o
sempre novo do tesouro guardado no arcabouço jurídico. Não são apenas
legislações, jurisprudências, doutrinas, súmulas e teses que resumem o ‘ser
advogado’, acima de tudo está o desejo e empenho em fazer dessa profissão um
farol em mar revolto, onde se encontra soluções para todos os problemas
frequentes na sociedade.
Na
máxima de Abraham Lincoln, embora a maior parte do tempo fosse dedicada em
afiar o machado, não se deixou de lado o ato de se fazer um bom corte na
árvore. Apesar de cortar uma árvore ser uma imagem devastadora para o
contemporâneo, na perspectiva alegórica deste artigo, é só quando se faz essa
atividade é que se consegue extrair o que há de melhor no caule.
Da
mesma forma acontece com a justiça, que enquanto uma abstração só serve para
acalmar a mente em estado dialético. Mas quando se extrai da Justiça o seu
poder prático, colhe-se os benefícios, desfruta-se da doce seiva, transforma-se
troncos disformes em belos ornamentos ou imóveis úteis.
Concluo
que ser advogado é ser instrumento para se chegar à essência da questão. É
olhar para a perturbação social e não ser inerte. É estar a serviço e sempre
que necessário cumprir sua função com liberdade e exatidão, e ter sempre o
machado afiado para qualquer trabalho, e não descansar enquanto não se subjugar
todos os troncos que impedem o desfrutar da justiça.
Por
Leonardo Campos - presidente da OAB-MT
Fonte
Consultor Jurídico
REFLEXÕES SOBRE A VIDA PRÁTICA DO DIREITO E A IMPRESCINDIBILIDADE TEÓRICA DE SUA COMPREENSÃO
A
vida prática das carreiras jurídicas certamente impõe uma série de desafios ao
profissional do direito, demandando interrelação entre as esferas do
conhecimento teorético, filosófico, científico e o conhecimento adquirido com a
velocidade de respostas reclamada pela realidade que, acumulado, se condensa na
experiência particular e profissional.
Some-se
a responsabilidade pessoal e social envolvida, de todas as ordens: moral,
partrimonial, coletiva, filosófica, científica, inter e transgeracional, e,
ainda, a vinculação às tradições, a serem renovadas em seu horizonte de sentido
pelo espírito criativo que marca a temporalidade e as conjunturas do acréscimo
das novas combinações de sentido inseridas no corpo de significados
estabelecido.
A
realidade se apresenta, assim, multicausal e multifacetada, razão pela qual
conhecimentos nunca são exaurientes, bastantes para comportá-la, reduzindo-se,
pela operação da linguagem, seus elementos a esboços sucessivos de suas
mudanças, de onde se pode retirar sentido para efetivar alguns recortes e
campos de ação. Essa característica, todavia, em hipótese alguma nega o
conhecimento, sua busca e sua constante reelaboração.
Como
uma imagem que emula o objeto, favorecem-se ou elementos gráficos, ou massas de
luz, ou seja, um elemento constitutivo ou outro, tentando-se aproximar a
representação do representado, sem, contudo, superar a diferença entre um e
outro, ontologicamente intransponível.
Inobstante
a inacaptabilidade absoluta, o fluxo do tempo social, feito pelos homens e pelo
encadeamento de suas ações, imprime o dever de prosseguimento, razão pela qual
a marcha segue adiante carregando as pessoas e as coisas, movendo-lhes e
demandando-lhes movimento. Os sujeitos que conhecem não podem simplesmente
parar a tentativa de conhecer, sob pena de inanição; essa premissa, ao menos,
para a vida prática, que é o campo da produção da vida social e individual.
Somado
a esse inevitável déficit de conhecimento, que não pode se estagnar ante o
abismamento do real, uma dimensão sempre presente de ausência de apresentação,
que se desvela aos poucos e parcialmente, havendo causas e motivos que, muitas
vezes, sequer se consegue presumir, e que seriam determinantes para uma
compreensão mais ajustada e sensível do ponto de enfoque em determinada
situação.
Esse
tateamento inevitável – no sentido de uma percepção de rugosidades mais ou menos
grosseiras, mais ou menos vislumbráveis, cognoscíveis – se condensa com mais
força do que um posicionamento de certeza e segurança.
Embora
as expectativas todas ante o direito (aliás, uma de suas razões de ser) se
manifestem em torno das certezas, epistemicamente o campo é repleto do orbe das
dúvidas, razão pela qual a humildade e o equilíbrio são características de
posicionamento primeiro ante o cenário de estímulos jurídicos.
Há
mais perguntas do que respostas, e mais vazados do que preenchidos.
Para
o prosseguimento do fluxo, um certo encobrimento dessa característica é
necessário, revestindo-se de aparências que conformam e sustentam o processo de
continuidade sem as interrupções da adequação da segurança. As construções, por
força do tempo social, não podem ser feitas com o tempo que lhes deveria ser
fornecido para construí-las com as acumulações devidas. Correções e
aproximações são necessárias.
A
continuidade imperativa implica em cortes mais ou menos abruptos que tocam as
coisas adiante, e a função normativa prévia dá os contornos que viabilizam o
desdobramento deste imenso edifício em reiterada construção que se condensa no
fenômeno nominado direito.
Por
isso tudo, o cotidiano criativo se reveste de uma série de dimensões de
habilidades para lidar com essa dinâmica própria. A construção dos casos a
serem levados ao Juízo e a administração dos feitos quando em curso requerem
uma diligência constante com aspectos da realidade e do direito, sem o que as
coisas se perderiam no tempo e no espaço.
Os
cuidados, assim, dependem do argumento certo, da hora certa de se posicionar,
da estratégia mais adequada para a tutela do direito subjetivo em jogo. Ao
mesmo tempo, muitos movimentos se fazem ao exterior das tentativas de controle,
e a tentativa de dirigismo legítimo destes procedimentos reforça o esforço da
marcha adiante, sendo o resultado final a forma consequente deste variado ritmo
de forças diversas. Misturam-se intenção e acaso, que é o oculto da intenção
alheia desconhecida.
O
contato inicial com o problema, conforme relato e documentação, insere novas
lâminas de sentido, e inicia o tônus investigativo que se projeta sobre o corpo
normativo, firmando-se por meio da busca dos textos e nos textos,
concatenando-se feixes de leitura e de redação.
O
desvelamento legal, as interações dos pensadores e intérpretes da lei, a
vinculação dos preceitos e as soluções jurisprudenciais formam um universo na
busca de explicação e organização dos fatos similares envolvidos em torno do
campo semântico das categorias.
As
camadas de linguagem e interpretação se acumulam em contextos de comunicação,
firmando-se compreensões e interagindo diferentes agentes sociais na tentativa
da consecução do objetivo final do resultado prático do processo e obtenção dos
direitos pretendidos ou, ainda, resolução adequada da conjuntura destes.
A
administração do processo, com diferentes interações com os órgãos incumbidos,
assim, se apresenta como um complexo arranjo em que transitam diferentes
pessoas cumprindo missões igualmente importantes para o atingimento final.
Conjuntamente a isso, as relações interpessoais marcando também o movimento
interior e exterior do processo, envolvido na vida social dos agentes
profissionais.
É
nesse complexo de pessoas, linguagem, leituras e tempos cruzados e alinhavados,
em sucessivos influxos de passado e futuro, que o direito se constrói, e que a
vida prática não pode prescindir dos aportes teóricos. Nos jogos de luzes e
sombras, a reflexão e o olhar preocupado traçam o tateamento de respostas,
sempre provisórias, sempre parciais, mas inevitavelmente necessárias para a
continuidade da construção da vida.
Por
Eliseu Raphael Venturi
Fonte
Âmbito Jurídico
SUAS HABILIDADES NO TRABALHO MUDAM CONFORME A IDADE
Mente em evolução: a ciência mostra que o cérebro e as
habilidades mudam conforme a idade
Esqueça
aquela história de jovens brilhantes e idosos lentos. Ao contrário do que
sempre se imaginou, não existe uma idade de ouro do cérebro, quando todas
nossas habilidades estariam no auge.
É
o que indica um novo estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em
parceria com o Hospital Geral de Massachussets, nos Estados Unidos, que
descobriu que a cada faixa etária um tipo de inteligência tem seu desempenho
máximo.
Publicada
em 2014, a pesquisa analisou, desde 2008, 50 000 testes de funções cerebrais. “A inteligência fluida,
relacionada ao processamento de informações novas, tem auges em várias idades,
não apenas um pico aos 20 anos”, diz Laura Germine, psiquiatra e neurocientista
e uma das autoras do estudo.
“Há
coisas que ficam melhores com o uso e o tempo, e outras que dependem mais da
juventude.” A conclusão é que todos têm algo a oferecer em cada idade,
justamente porque o cérebro está sempre mudando e se adaptando.
Os
picos notados no estudo não são uma regra. “As diferenças entre os indivíduos
da mesma faixa etária são maiores do que as diferenças entre os grupos em si”,
afirma Laura.
Ao
entender o cérebro, fica mais fácil compreender por que somos melhores ou
piores em determinados aspectos de convívio social (e de raciocínio) que podem
influenciar o modo como encaramos os dilemas do trabalho e tomamos decisões.
dos 18 aos 20 anos
EM ALTA: PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES
A
velocidade para processar informações chega ao máximo. Ao encarar dados e
detalhes novos, essa pessoa não se sente perdida. “O novo não assusta nessa
fase”, diz Vladimir Ponczek, coordenador do Learn, laboratório de pesquisa e
análise do aprendizado da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.
EM BAIXA: ANÁLISES APROFUNDADAS
Habilidades
importantes, como desenvolvimento de vocabulário e capacidade de fazer análises
mais aprofundadas, estão no começo. Afinal, muitas vezes os jovens ainda não
têm um repertório diversificado consolidado no cérebro.
COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: OBSERVE MUITO
Ser
rápido para processar diversas informações não quer dizer que você tenha
compreendido, de fato, o que aconteceu. “Conhecimento é associar uma informação
a outra e, para isso, é preciso experiência”, diz Marcos Cavalcanti,
coordenador do centro de referência em inteligência empresarial na COPPE,
escola de negócios da Universidade Federal do Rio de janeiro. observe os mais
experientes para criar repertório.
aos 25 anos
EM ALTA: MEMÓRIA RECENTE
A
memória de curto prazo alcança o auge e temos facilidade em reter informações
novas. Isso quer dizer que detalhes e pequenos prazos têm menos chance de
passar despercebidos.
EM BAIXA: MATURIDADE EMOCIONAL
Nessa
idade, lidar com emoções é um desafio. Ao mesmo tempo, com a transição para a
fase adulta, enfrentamse situações sociais cada vez mais complexas. Essa
dicotomia pode gerar ansiedade social.
COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: DESENVOLVA A PACIÊNCIA
Mantenha
a calma quando se sentir desajeitado em certas interações no trabalho ou na
vida pessoal — não vai ser sempre assim. “As competências socioemocionais estão
em constante desenvolvimento”, AFIRMA Vladimir, da FGV. E use seus pontos
fortes a favor. A memória de curto prazo fortalecida ajuda a se organizar de
maneira mais eficiente no trabalho e facilita na hora de aprender novas
práticas ou conteúdos.
aos 30 anos
EM ALTA: CONVÍVIO COM OS OUTROS
Pode
não parecer uma habilidade cognitiva, mas a capacidade de reconhecer o rosto de
pessoas que você não conhece bem ou só viu uma vez tem seu auge por volta dessa
idade. “É uma função importante para o convívio social”, diz Marcos, da COPPE.
EM BAIXA: RAPIDEZ PARA ABSORVER NOVIDADES
Aos
poucos, ficamos mais lentos para processar novas informações, o que, em alguns
casos, pode levar à impressão de que estamos ficando para trás, pois o
aprendizado não é mais tão rápido quanto costumava ser.
COMO APROVEITAR AO MÁXIMO:
INVISTA NO CONTATO PESSOAL
Não
perca tempo tentando ser rápido como dez anos atrás. Agora você está ficando
melhor na interação social, o que é ótimo para o trabalho — ainda mais porque é
nessa idade que os profissionais começam a chegar a cargos de liderança. “É uma
habilidade importante para trabalhar bem em equipe”, diz Vladimir, da FGV.
Agora há mais facilidade para cultivar a rede de contatos e mais traquejo ao se
aproximar de pessoas novas.
dos 40 aos 50 anos
EM ALTA: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
A
capacidade de entender e reconhecer as emoções dos outros aumenta. Fica mais
fácil saber o que os outros podem estar pensando ou sentindo. E o raciocínio
lógico também melhora: esse é o pico das habilidades aritméticas, por exemplo.
EM BAIXA: MEMÓRIA DE CURTO PRAZO
Aqui
é o momento em que a memória de curto prazo começa a ficar mais lenta. Anotar
os compromissos torna-se crucial para não se esquecer de nenhuma tarefa a ser
realizada.
COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: APOSTE NA INTUIÇÃO
“Nessa
fase temos mais repertório para lidar com pessoas e entender o que elas
querem”, diz Marcos, da FGV. Então, aproveite que a inteligência emocional, tão
valorizada pelo mercado de trabalho, está no auge da forma para mapear
sentimentos e aspirações das pessoas com as quais você trabalha E, por um lado,
ajudar sua equipe e colegas a se desenvolver e, por outro, encontrar aliados
para novos projetos e ideias.
dos 60 aos 70 anos
EM ALTA: COMPREENSÃO DE CENÁRIOS
Nesse
período, tudo que foi aprendido durante a vida está bem assentado no cérebro e
pode ser usado com mais eficiência. “É a fase do poder de comparação. Há
facilidade em pegar um dado novo e relacioná-lo com o que já viveu”, diz
Marcos, da FGV.
EM BAIXA: APRENDIZADO DE NOVIDADES
Como
o cérebro já se habituou às informações do passado, a maioria das pessoas não
tem mais tanta facilidade para aprender coisas novas ou mudar antigos hábitos.
COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: FAÇA CONEXÕES
A
experiência e o conhecimento são Patrimônios em qualquer lugar e podem
compensar em boa parte a possível decadência de outras funções cerebrais.
“pessoas nessa faixa etária podem buscar na própria cabeça os elementos
necessários para analisar informações”, Afirma Vladimir Ponczek, da Fundação
Getúlio Vargas de São Paulo. Aposte no poder de análise e no vasto repertório
ao discutir ideias e dar opiniões.
Por
Bárbara Nór
Fonte
Exame.com
quarta-feira, 27 de maio de 2026
FEEDBACK: COMO SER UM ADVOGADO MELHOR E MANTER CLIENTES SATISFEITOS
Como ser um melhor advogado com feedback
Como
você mede a evolução do seu escritório ou da sua atuação independente? Nem
sempre ter uma grande rotatividade de clientes significa ter atingido bons resultados.
Obviamente que o contrário também não é um indicador de sucesso – a baixa
procura pelos seus serviços revela que alguma coisa não está funcionando como
deveria e precisa ser ajustada.
Mas
como descobrir onde está o problema? Se você pensou que a resposta pode surgir
de uma autoavaliação, está parcialmente certo. E se você imaginou consultar
seus clientes para descobrir como melhorar seu atendimento e mantê-los próximos
do seu negócio, matou a charada.
Apesar
de ser uma tarefa que exige maturidade emocional e muito profissionalismo,
pedir feedback é essencial para garantir a satisfação dos clientes, a
prosperidade do seu negócio e ser um advogado melhor. Os benefícios de uma boa
crítica construtiva ainda são desacreditados por alguns advogados. Se esse é o
seu caso ou se você quer aprender qual a melhor maneira de pedir feedback e
como lidar com as críticas negativas.
Por que pedir feedback?
Pode
ser que, no primeiro momento, você acredite que solicitar uma pequena avaliação
dos seus clientes sobre seu serviço será se jogar na cova dos leões. Mas, na
prática, não é bem assim.
Receber
críticas e opiniões sobre seu trabalho acelera seu amadurecimento profissional
e o crescimento do seu escritório. Já imaginou quantas sugestões interessantes
não podem surgir desse exercício? E, ao filtrá-las e colocá-las em prática,
você ainda estará se diferenciando da concorrência, criando soluções mais
personalizadas para seus clientes reais e potenciais.
Além
disso, o ato de pedir feedback na advocacia é uma forma de deixar seus clientes
mais satisfeitos. Afinal, você estará demonstrando que se preocupa com a
opinião deles e que tem constante interesse de trabalhar seu potencial para
evoluir e melhorar sempre. Este tipo de interação fortalece sua credibilidade e
favorece sua confiabilidade.
Pense
sempre que, ao agradar um cliente, você também estará criando oportunidades
para novas recomendações. Não há nada como um bom boca a boca para aumentar a
sua popularidade, não é mesmo?
Quando pedir feedback ao cliente?
Antes
de pensar no momento ideal para abordar o cliente, é importante pensar na sua
motivação para ouvir e absorver os feedbacks. Se você e seu negócio não estão
preparados para lidar com as críticas, qualquer retorno que não for elogio,
aprovação ou tapinha nas costas não será bem aproveitado. Nesse caso, uma
opinião sincera não vai te ajudar a evoluir e o melhor a fazer, antes de tudo,
é questionar a si mesmo para identificar em quais pontos está disposto a fazer
mudanças.
Porém,
se você já passou da fase de autoanálise e quer transformar as críticas em
soluções positivas, fique sabendo que o momento em que você questiona seu
cliente é tão importante quanto o conteúdo das suas perguntas. O timing faz
parte da estratégia. Para clientes pontuais, procure pedir feedback ao final do
atendimento. Já para clientes fixos, formais ou não, peça feedbacks a cada seis
meses ou sempre que fizer alguma alteração importante no atendimento ou lançar
um novo serviço.
Como pedir feedback?
Faça pesquisa com seus clientes
Você
pode pedir feedback por telefone, por e-mail, através de um formulário em seu
site, com uma enquete nas redes sociais e até pessoalmente. Essa escolha deve
ser balizada pelo tipo de relacionamento que você estabeleceu com o cliente. O
ideal é oferecer diferentes maneiras para seu cliente emitir suas opiniões e
depois perguntar a ele como prefere ser abordado. Se for preciso, ligue em
horário conveniente para marcar uma conversa presencial, por telefone ou vídeo
conferência, ou então avise que enviará um formulário de satisfação por e-mail.
Faça seu cliente se sentir importante
Um
feedback honesto gera informações úteis para você melhorar seu escritório. Para
que seus clientes sejam francos e respondam às suas perguntas com vontade, é
preciso abordá-los de forma apropriada. O segredo é fazê-los perceber que você
quer ouvir, de verdade, o que eles têm para te dizer, que a opinião deles
importa e é muito importante para que você consiga antedê-los melhor e estender
o benefício a outras pessoas. Se a entrevista for presencial, vale a pena ler o
nosso artigo sobre a importância da linguagem corporal para se preparar.
Planeje o seu pedido de feedback
Primeiro
defina o objetivo das perguntas. Você quer uma avaliação do seu atendimento?
Dos serviços prestados pelo seu escritório? Uma opinião sobre um novo serviço?
Com essa questão resolvida, segmente os clientes que podem satisfazer seus
questionamentos. Se você quer melhorar seu atendimento em direito civil, você
não entrevistará um cliente da área trabalhista. Lembre-se que um problema bem
definido é um problema 50% resolvido.
Aprenda a lidar com as críticas negativas para ser um
advogado melhor
O
verdadeiro problema não são as críticas, mas a forma como lidamos com elas.
Separar questões profissionais de anseios pessoais é fundamental para melhorar
a recepção de feedbacks. Algumas críticas podem não melhorar o seu dia, mas
também não precisam ser responsáveis pela veia saltada no seu pescoço.
Atente-se
para o fato de que nem toda opinião será relevante para você. Foque apenas no
que é útil e descarte comentários e opiniões que não acrescentarão nada ao seu
trabalho. Muitas vezes, o feedback negativo não é apenas sobre você – pode ser
resultado de um dia ruim ou de opiniões profundamente pessoais.
Dicas práticas para acertar no pedido de feedback
- Comece
agradecendo o cliente pela disponibilidade: “Obrigado, Sr. Cliente, por
aceitar o convite para esta pesquisa. Ouvir sobre suas experiências com os
nossos serviços será muito valioso para o desenvolvimento interno. Podemos
começar?”
- Não tente
induzir respostas. Seu objetivo não é reforçar uma crença, mas descobrir
possíveis problemas e solucioná-los;
- Faça
perguntas específicas sobre seu serviço. Evite questões vagas e muito
emocionais, como “o que você pensa sobre isso?”;
- Esteja
pronto para receber críticas que você não gostaria de ouvir;
- Ouça com
atenção o que as pessoas têm para falar e saiba que, ainda que elas
estejam falando sobre o seu trabalho, elas não estão criticando você. Não
é pessoal;
- Esteja
consciente que o seu papel neste momento é ouvir, coletar e registrar
informações e não se justificar;
- Divida os
resultados da sua pesquisa com a equipe do escritório e busque soluções de
forma coletiva. Muitas mentes juntas pensam melhor que uma;
- Não tenha
medo de arriscar. Use suas pesquisas como referência para adotar
melhorias;
- Teste
algumas soluções e observe os resultados. Se forem positivos, incorpore as
novidades aos seus serviços;
- Antes de
concluir a pesquisa, lembre-se de perguntar: “Existe algo sobre o tema que
eu não perguntei, mas você gostaria de comentar?”;
- Encerre o
papo agradecendo, mais uma vez, pelo tempo dispensado e pela ajuda tão
importante.
Fonte
Astrea Software
SETE DICAS PARA PASSAR UMA IMAGEM DE SUCESSO
Não basta ser bem-sucedido; é preciso
parecer. Kevin Daum, empreendedor, conferencista e escritor especializado em
marketing, enumerou em sua coluna no site da revista Inc. sete conselhos para
construir uma imagem de sucesso. “Algumas pessoas são naturalmente abençoadas
com uma aura de sucesso, mas a maioria tem de construir a autoconfiança e
burilar certos aspectos da própria imagem”, diz Daum.
E adverte: “Se você projetar uma imagem de
perdedor, as pessoas vão tratar você como um perdedor logo de cara.” As sete
dicas são:
1. Vista-se bem em
qualquer ocasião.
Não é preciso
ser rico para isso, assegura Daum. O importante é prestar atenção aos detalhes
e saber que tipo de visual é adequado a cada situação (terno e gravata ficam tão
deslocados num churrasco quanto agasalho de ginástica ou chinelo num escritório
de advocacia). Ponto importante: sempre se vista um tom acima do que é esperado.
Se a regra é usar jeans e camisa polo, acrescente um blazer esportivo. Finalmente,
dê atenção especial a sapatos, corte de cabelo e unhas, porque todo mundo
observa essas coisas, mesmo que disfarçadamente. Toques de desleixo passam a
impressão de que você não sabe cuidar de si mesmo.
2. Fale e escreva
corretamente.
Evite ser informal demais e tome sempre
cuidado para não esquecer os plurais bem pronunciados. Cuidar da dicção, aliás,
faz muita diferença. E melhore seu inglês. Daum lamenta dizer isso, mas avisa
que muitos americanos pensam que quem fala inglês precário é pouco inteligente.
3. Domine a arte da
conversa inteligente.
Em resumo: pare de falar apenas de sua própria
vida e das celebridades e comece a se inteirar do que está acontecendo no mundo.
Estude sempre. Leia. Viaje. E saiba relacionar as coisas que você colhe nessas
atividades. Mais importante: saiba calar-se e ouvir, senão não há conversa, mas
monólogo.
4. Seja generoso.
Qualquer doação desinteressada causa o maior
impacto positivo. Não precisa ser algo material, mas atenção, energia, dedicação
ou sabedoria. Até você mesmo vai passar a gostar mais de você.
5. Seja organizado.
Segundo Daum, uma pessoa desorganizada
irrita todo mundo em volta, mesmo que ela não ocupe uma posição de destaque. A
desorganização passa a impressão de descontrole, descuido e desinteresse. Faz
você atrasar respostas a e-mails e telefonemas e, pior, chegar tarde a
compromissos. Se você for assim, peça ajuda a um assistente, faça uso de
aplicativos de smartphone criados para isso e evite carregar coisas de casa
para o trabalho e vice-versa. Aparentar organização faz as pessoas acreditarem
que você é eficiente e está sempre no controle.
6. Faça com que as pessoas se sintam importantes.
Já no primeiro contato, dê um aperto de mão
firme e olhe nos olhos. Esteja presente nos momentos importantes da vida de
quem você conhece. Leve as pessoas a acreditar que estão dizendo coisas
importantes e merecem sua doação de tempo e atenção. “Use o poder da gratidão,
seja com pequenos presentes, cedendo seu tempo ou simplesmente dizendo obrigado”,
aconselha Daum.
7. Cerque-se de
pessoas bem-sucedidas.
“Você sempre será julgado pelas companhias
que cultiva”, adverte o autor. Por isso, diz ele, esforce-se para construir um
círculo de pessoas que você respeita e admira, e assim será respeitado e
admirado por elas.
Por Márcio Ferrari
Fonte Papo de Empreendedor
VOCÊ CONHECE O VERDADEIRO VALOR DO SEU SERVIÇO?
O consumidor precisa
perceber valor, além de preço, no seu serviço, segundo especialistas
Uma dúvida de muitos empreendedores que
trabalham com serviços é como fazer a formação de preços ideal. Diferente de
produtos, os serviços nem sempre podem ser “medidos”, o que dificulta esta
tarefa. “Eu acho que a lógica é parecida com a de precificação de produto, mas
o serviço trabalha com o intangível e causa mais dúvida”, diz Marcelo Nakagawa,
professor de empreendedorismo do Insper.
Para Cristian Welsh Miguens, professor da
Universidade Anhembi Morumbi, a formação de preço depende do grau de
competitividade da empresa. “O grande problema de definir preço é que o serviço
não é tangível e o cliente não consegue tocar e observar o valor”, explica.
A lógica de precificação mais usada é baseada
na dupla homem/hora. “Você deveria calcular o custo da prestação de serviço e a
partir disso colocar uma margem de lucro”, afirma Nakagawa. O problema deste
modelo está justamente na falta de percepção de valor.
Afinal, qual o real benefício do seu serviço?
“Cabe ao empreendedor tentar precificar sabendo que está vendendo não só a
resolução do problema, mas também de outros problemas simbólicos”, indica o
professor do Insper.
Isso varia também de cliente para cliente. Por
isso, ao precificar, é importante avaliar quem é o seu cliente e o que tem
valor para ele. “Responda qual o benefício que o cliente vai ter com o
resultado do seu trabalho”, diz Miguens.
O que pode ser muito útil nesse processo é uma
ferramenta que foi desenvolvida pelo expert Alexander Osterwalder, idealizador
do Business Model Canvas, chamada canvas de proposta de valor. “O empreendedor
consegue colocar no papel o problema principal que ele está resolvendo e depois
as dores que você resolve e os ganhos adicionais que oferece ao cliente”,
ensina Nakagawa.
Com este modelo preenchido, fica mais fácil
visualizar o valor proposto pela sua empresa. “Ele vai entender que pode estar
entregando muito mais com o serviço e, por isso, pode cobrar mais”, indica.
Se você tem uma oficina mecânica, por
exemplo, e oferece um serviço de leva e traz, um ambiente limpo e organizado e
uma sala de espera para o cliente, isso dá mais valor ao seu serviço. “O
cliente pode ter uma série de ganhos adicionais e o que poderia parecer caro se
torna mais barato. Essa lógica de vender o mais intangível, que está associado
a dores e ganhos adicionais, permite que a precificação seja mais baseada no
valor entregue”, diz Nakagawa.
Outra dica é pesquisar a fundo o mercado. “As
pesquisas sobre os preços praticados no mercado ajudam muito. Tem que levar em
consideração o valor que está levando ao cliente e fazer um trabalho próximo a
ele, porque vender serviço envolve confiança, e não só propaganda”, diz Miguens.
Por Priscila Zuini
Fonte Exame.com
PESSOAS ESTÃO USANDO A INTERNET COMO MEMÓRIA EXTERNA
Série de experimentos mostrou que pessoas pensam primeiramente no computador como forma de lembrar de uma informação
Estudo americano mostra que lembramos mais como procurar uma informação do que o dado em si
A explosão na última década dos mecanismos de busca na internet está mudando a forma como as pessoas armazenam e buscam informações no seu próprio cérebro. Em uma série de experimentos publicados no periódico científico Science um grupo liderado por Betsy Parrow, psicóloga e professora da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostrou que cada vez mais deixamos na mão do computador a função de recordar dados.
Os pesquisadores constataram que os voluntários que participaram do estudo não se lembravam tão bem de uma informação quando acreditavam que ela estaria disponível depois. “Os experimentos foram na direção que eu previa, mas a magnitude foi surpreendente. Foi como se a forma eficaz que as pessoas tivessem de lembrar de uma informação ou do local em que encontrá-la, com grande ênfase no segundo quesito, fosse o computador”, Betsy explicou ao iG.
A pesquisa mostrou que, ao não lembrar de algo, o primeiro impulso dos voluntários é pensar no computador como a primeira ferramenta para encontrar a informação. No entanto, quando eles achavam que a informação não estaria disponível novamente, sua memória melhorava. Basicamente, eles se comportavam de acordo com a seguinte lógica: por que guardar um dado na memória se ela estará disponível depois na ponta dos dedos no Google?
Os resultados levaram os pesquisadores a concluir que computadores e buscadores se tornaram uma forma de memória externa do cérebro humano. “Tê-lo como fonte de memória transitiva não é, do ponto de vista qualitativo diferente, de utilizar outras pessoas como fonte de memória externa – e na internet, no final, as informações são providas por seres humanos. Acredito que isto aumenta nossas fontes de informações externas, torna as memórias externas mais acessíveis a um número maior de pessoas e talvez esteja distanciando-as da ação de memorizar informações como uma tarefa primária da memória”, afirmou Betsy.
Por Alessandro Greco
Fonte HomeiG
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