quarta-feira, 8 de abril de 2026

ADVOGADOS DEVEM APRENDER A VENDER SEUS SERVIÇOS


"Vendafobia" e "marketingfobia" poderão, um dia, ser incluídas em dicionários para expressar a aversão que seres humanos — nem todos — têm às atribuições de vender e de "marquetear" — que incluam mais esta. A aversão é significativamente maior entre advogados. Recusam-se — nem todos — a vender e a fazer marketing, porque essas funções colidem com o senso que têm, justificadamente, da nobreza da profissão. Esse é o lado filé-mignon da advocacia. No entanto, em nome do sucesso profissional, também há que se aprender a roer ossos. Para esse mister — o de roer ossos — é melhor dispor de algumas boas ferramentas.
"Não é tão difícil vencer esse pavor", afirma o advogado e consultor de comunicação John Cunningham. Na verdade, é preciso vencer essa resistência às funções de marketing e de vendas, porque elas são inerentes ao funcionamento do escritório de advocacia, e de qualquer organização que dependa de receita para sobreviver. Todos os advogados de uma firma devem aprender e praticar as técnicas de marketing e de vendas, ele diz. Às vezes se pensa que isso é um problema dos sócios. Mas é um engano, porque a sobrevivência da firma e dos empregos dos advogados contratados e associados depende do trabalho dos rainmakers, expressão inglesa que define todos os advogados da firma que ajudam a conquistar clientes.
Os advogados empregados ou associados podem pensar que basta fazer um bom trabalho para garantir a segurança no emprego. Mas não é novidade que competência não é garantia de emprego, nem para advogados, nem para qualquer profissional. "É muito comum se ver advogados experientes e competentes serem substituídos por advogados mais jovens, com salários mais baixos, em tempos de contensão de despesas", lembra Cunningham. "No entanto, os rainmakers dificilmente são demitidos. A empresa precisa deles, mais do que nunca, para conquistar novos clientes e enfrentar a crise". E, se forem dispensados por qualquer razão, muitas firmas vão ficar interessadas em contratá-los, garante Cunningham.
Na verdade, o aprendizado da arte do marketing, da venda, da negociação e dos negócios deveria começar, para todos os profissionais, nos cursos universitários. E ser aperfeiçoado na educação continuada, como em cursos profissionalizantes. Afinal, o profissional terá de fazer o marketing e a venda de seu trabalho — e também de si mesmo — em todo o percurso do desenvolvimento de sua carreira. Terá de negociar a vida inteira. Fora disso, fica na esperança de que o sucesso caia dos céus com a próxima chuva.
A razão porque grandes profissionais falham quando deixam um emprego para abrir seus próprios negócios, seja em que ramo for, é que eles não passam de grandes profissionais. Em cursos de negócios nos EUA, ensina-se que qualquer empresa, e incluam-se aí firmas de advocacia, precisa ter a participação mínima de três elementos humanos, fora capital e outros elementos materiais, para garantir alguma chance de sucesso: um bom empresário, um bom marqueteiro e um bom profissional. Se um desses elementos falhar, todo o empreendimento corre um sério risco de não decolar.
Toda a sociedade de advogados precisa de profissionais que desempenhem as funções de empresário e de marqueteiro, para que os demais sócios e associados possam exercer a de advogado, sem esperar por más notícias no fechamento do mês. Para advogados autônomos e sócios de pequenas firmas, o único recurso de cada elemento humano é se transformar em três-em-um. Isto é, ser capaz de exercer as três funções, de empresário, marqueteiro e profissional, cumulativamente, mesmo que tenha de designar dias na semana ou horários nos dias para assumir cada uma de suas "personalidades" profissionais.
Qualquer firma começa com força para decolar, mesmo que o escritório esteja em processo de instalação em uma sala da casa, se tiver um ou dois clientes acertados. Isso é, tudo começa com o trabalho do marqueteiro e do empresário. Antes mesmo de alugar uma sala no centro da cidade, o marqueteiro pode anunciar ao mundo, ou seja, a todas as pessoas que conhece e que passará a conhecer em encontros ocasionais ou arrumados, que está no mercado, em tal área de atuação. O empresário pode entabular as negociações e procurar fechar algum contrato, mesmo que verbal. Ao profissional caberá corresponder a esse esforço, fazendo um ótimo trabalho para realimentar os esforços de marketing e de vendas.
A palavra "arte", no fim das contas, não é um bom atributo para as funções de "marquetear", vender e advogar. Marketing e vendas, como advogar, são capacidades, ou qualificações, que, acima de tudo, são adquiridas e desenvolvidas por meio do aprendizado e da prática. Fazer marketing e vendas, por sua vez, não depende de um esforço sobre-humano, de uma agressão às próprias vísceras. É uma técnica que se aprende, se desenvolve e se põe em prática, simplesmente.
A melhor técnica de marketing para advogados e para qualquer profissional não vem, necessariamente, de campanhas de marketing ou de campanhas publicitárias. Pode vir de procedimentos tão simples quanto frequentar clubes, associações, organizações, eventos, para fazer relacionamentos e obter informações sobre clientes prospectivos.
A melhor técnica de venda não vem, necessariamente, de um grande esforço de venda. Pode vir de uma conversa com um prospectivo cliente, em que nada tem de lhe ser vendido. Mas que informações têm de ser apuradas sobre a vida individual e familiar do futuro cliente, sobre sua empresa e o funcionamento dos negócios. Nessas conversas, problemas reais ou possíveis podem ser identificados e soluções jurídicas podem ser apresentadas. O cliente pode, em alguns casos, tomar a iniciativa de contratar os serviços do advogado. Se isso não acontecer, cartas ou cartões de agradecimento podem estimular o cliente prospectivo a tomar uma atitude. E assim por diante.
Na reportagem seguinte, o advogado e consultor de comunicação John Cunningham fala sobre os dez principais argumentos levantados por advogados para justificar sua resistência ao marketing e às vendas. E oferece sugestões, muito apropriadas para firmas de advocacia e advogados autônomos, que podem ajudar a superá-las. Há dificuldades, mas é preciso enfrentá-las em nome do sucesso profissional e da firma, ele diz. Vale o conselho de Pablo Picasso: "Estou sempre fazendo o que não consigo fazer, para aprender como fazê-lo".

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

CONTRATAÇÃO EFICIENTE: DOS PEQUENOS SERVIÇOS ÀS GRANDES OBRAS

A contratação de serviços é uma das principais causas de transtornos nos condomínios, mas é possível evitá-los com informação e medidas eficazes

Embora a contratação de serviços faça parte da rotina dos condomínios, é comum o surgimento de problemas, desde as manutenções do dia a dia até os grandes projetos.
Contratar profissionais e empresas para prestar serviços é uma das funções mais importantes dos síndicos, pois pode causar não apenas transtornos, mas também prejuízos financeiros aos condôminos. Para evitar esse tipo de situação, o advogado paulista Rodrigo Karpat, especialista em direito condominial, lista passos fáceis a serem seguidos, sendo o primeiro deles a verificação da real necessidade de realizar determinada manutenção ou obra.
Depois de avaliar essa necessidade, devem ser feitas três cotações para a obra, para então levar o assunto à assembleia – ou novamente, caso já tenha sido feita uma reunião prévia. Com a aprovação, o próximo passo é a pesquisa da empresa e de referências de pessoas que já adquiriram os serviços.
“Com a escolha, deve ser feito o contrato de prestação de serviços com base no que foi ajustado. Apenas após a assinatura do contrato é que a obra deverá ter início. E, dependendo da natureza dessa obra, o condomínio ainda poderá optar por contratar um engenheiro para acompanhamento”, explica Karpat.
Fazer uma boa pesquisa das empresas disponíveis e buscar referências também é o primeiro ponto de destaque para o advogado Alberto Luíz Calgaro. Segundo ele, são inúmeros os casos de contratempos, por isso é essencial que a escolha seja feita com cuidado. “A maioria dos problemas poderia ser evitada, ou ao menos amenizada, com cuidados básicos na hora de escolher e contratar o prestador de serviços”, frisa.
O advogado ainda sugere uma consulta no site do Tribunal de Justiça da cidade para conferir a situação da empresa, utilizando apenas o nome e o CNPJ. “A existência de uma ação não significa, necessariamente, que a empresa seja ruim, mas um mau prestador de serviços não dura muito tempo sem ser demandado em diversas ações judiciais”, diz Calgaro.
É recomendável também que o condomínio sempre contrate empresas com situação regular, “exigindo a emissão de notas fiscais, e, quando for o caso, realizando a correta retenção de impostos na hora dos pagamentos”, completa o advogado. Nesse quesito, Karpat chama a atenção para os profissionais autônomos. “Caso seja um prestador autônomo para pequenos reparos, ele deverá emitir um RPA (Recibo de Prestador Autônomo), com o devido recolhimento de 11% do INSS por parte do empregado e 20% por parte do empregador”, acrescenta.

Contrato detalhado: uma prática essencial
Escolhido o prestador de serviços, chega a hora de elaborar o contrato, outro ponto essencial destacado pelos dois advogados. “Deve-se sempre fazer um contrato, especificando ao máximo o serviço que será prestado, como o tipo do serviço, quantidades, qualidade dos materiais e produtos, além dos prazos para execução, valor total e das parcelas, forma de pagamento, entre outros. Quanto mais claro o contrato, melhor. Em caso de contratos de maior valor ou maior complexidade, é recomendável que o condomínio seja assessorado por um advogado. Prevenir é sempre melhor e mais barato do que remediar”, frisa Calgaro.
A forma de pagamento também é uma questão a ser detalhada no contrato, já que é comum a opção de parcelamento, principalmente no caso de obras maiores e que exijam várias etapas de serviços. “Deve-se definir em contrato as etapas a serem atingidas pelo prestador de serviços. Nesse caso, o condomínio deverá dividir o valor total do preço pelo número de etapas, vinculando o pagamento das parcelas ao efetivo cumprimento de cada etapa, deixando uma parcela para ser paga com o recebimento da obra pronta”, explica Calgaro.
“Por exemplo, a primeira parcela é sinal, a segunda parcela é contra a remoção do piso, a terceira parcela é contra a impermeabilização, a quarta parcela é no aceite da obra, a quinta parcela é 30 dias após o aceite. Prestações condicionais, como as informadas no exemplo, amarram o prestador de serviços, e, no caso de ação judicial, facilitam o processo”, acrescenta Karpat.
Alguns projetos ainda exigem que o profissional contratado seja técnico e devidamente habilitado junto ao Crea/SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), caso contrário, a obra é considerada irregular – e a probabilidade de problemas aumenta ainda mais. “A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) em obras é necessária, pois assegura o termo de responsabilidade técnica daquele que está executando, assim como que a execução ocorrerá de acordo com o projeto apresentado”, explica Karpat.

Responsabilidade mútua
Na contratação de prestadores de serviços, existem duas situações distintas relacionadas à responsabilidade do condomínio sobre os funcionários envolvidos. “No caso de contratação de empresa regular para realizar uma obra, por exemplo, não existe responsabilidade subsidiária pelo pagamento de salários de empregados. Nesse caso, há que se focar na segurança do trabalho, qualidade de materiais, entre outros”, detalha Calgaro.
Quando há contrato de terceirização, por sua vez, as responsabilidades do condomínio aumentam. “Há a responsabilidade subsidiária da parte trabalhista, e, portanto, a necessidade de o condomínio exigir a prévia comprovação dos pagamentos dos empregados, para, somente depois, efetuar o pagamento à empresa terceirizada”, orienta o advogado. “O condomínio também deverá exigir o comprovante de depósitos do FGTS e INSS de todos os empregados que prestam serviço, antes de realizar o pagamento do boleto mensal”, completa.
A responsabilidade mútua ainda inclui contratos firmados com empresa responsáveis pela limpeza de fossa, por exemplo, que é uma prática comum em Santa Catarina. “Via de regra, a responsabilidade pela operação é da empresa. Porém, caso o condomínio contrate uma empresa sem licença, com conhecimento da ilegalidade, poderá concorrer para o crime ambiental”, diz Karpat. Para serviços de dedetização, ainda é aconselhável verificar se a empresa possui experiência e bom conceito no mercado, além de conferir se os produtos utilizados possuem o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Não são raros os casos de empresas que trabalham com produtos caseiros ou sem registro oficial, que podem ser ineficazes ou excessivamente tóxicos”, ressalta Calgaro, que não deixa de destacar novamente a exigência da nota fiscal, com as informações sobre o período de garantia da dedetização. “Bem como verificar se os empregados estão usando os equipamentos de proteção. Empresas sérias trabalham com produtos de qualidade, fornecem todos os EPI (Equipamento de Proteção Individual) aos seus empregados e fazem questão de demonstrar isso aos seus clientes. Se a empresa apresentar justificativas para não o fazer, desconfie”, finaliza o especialista.

O barato sai caro
A falta de referências da idoneidade da empresa e a falta de formulação de um contrato detalhado foram os dois motivos que levaram o condomínio Solar do Araguaia a ter problemas com o prestador de serviços. Segundo Leiri Remor, que assumiu o cargo de síndica quando o transtorno já havia começado, a intenção era apenas instalar claraboias no telhado da garagem e reformar uma porta do salão de festas e da entrada principal do edifício.
Logo na execução da primeira parte da obra, no entanto, os problemas já começaram. “O material usado na porta do salão de festas não foi o combinado. Tínhamos combinado de fazer as molduras em alumínio, mas ao invés disso, foram feitas em outro material e pintadas de cor prata. Material de quinta categoria, nem de segunda. E ainda tamparam todos os defeitos com cantoneiras”, relata a síndica, ao detalhar que as claraboias do telhado ainda resultaram em goteiras sobre os carros na garagem.
Com a insatisfação, o prestador voltou ao condomínio para fazer os reparos, mas a situação ficou ainda pior. “Ele mexeu quatro vezes e ficou com mais defeitos. Usou material de sobras, tudo muito mal feito”, contou Leiri, que decidiu sustar os cheques que havia dado previamente e cancelar a obra no portão de entrada. No entanto, 80% do serviço já haviam sido pagos e a empresa, que usou CNPJ de terceiro para emitir a nota, se recusou a refazer o projeto.
Segundo o advogado Calgaro, esse caso envolveu diversos erros: “a falta de um contrato escrito, a contratação de pessoa física que emite nota fiscal de uma terceira empresa e a entrega de cheques pré-datados. Com relação aos cheques, vale registrar que eles podem ser repassados a terceiros pelo prestador de serviços, gerando enorme dor de cabeça para o condomínio caso precise sustá-los, como ocorrido”, diz o especialista.
“Por isso, não é recomendável emitir cheques pré-datados, mas sim fazer constar no contrato a obrigação de pagamento da parcela no momento em que uma determinada etapa da obra for atingida, e somente após a emissão da respectiva nota fiscal. Por fim, com relação ao fato de o prestador de serviços ter emitido uma nota fiscal de outra empresa, é possível estudar a eventual responsabilização solidária da referida empresa com o profissional contratado”, completa.
Para evitar esse tipo de situação, o síndico profissional Ermildo Tadeu Rodrigues, do Condomínio Edifício Max Tower Business Center, em Coqueiros, opta por trabalhar com uma comissão de obras, “pois ela ajuda a elencar e fiscalizar. Elaboramos um descritivo com isso quando solicitamos os orçamentos, e o prestador já sabe o que tem de ser executado”, relata ele, que também busca sempre profissionais habilitados e contrata empresas que apresentem ART ou RRT. “Porque, além de ser norma técnica (ABNT), nos dão mais segurança durante a obra”.
Para o síndico, o principal indício de que a contratação de determinado profissional ou empresa poderá dar prejuízo começa pelo valor muito abaixo do mercado. Esse fator, aliás, foi um aprendizado relatado por Leiri. “É preciso desconfiar dos valores muitos baixos e fazer um contrato bem elaborado, sem adiantar o pagamento. Além disso, tem o ditado muito sábio que já se falava desde a época da minha mãe: o barato sai caro”.

Por Beatriz Carrasco
Fonte Karpat Sociedade de Advogados

O QUE FAZER QUANDO NENHUM MORADOR DESEJA SER SÍNDICO NO CONDOMÍNIO?


Normalmente, nos primeiros meses de um novo ano, os condomínios se movimentam em algumas assembleias. Dentre os principais temas, encontram-se os reajustes de taxas condominiais em virtude de aumentos anuais (como salários e encargos sociais decorrentes) e, principalmente, as eleições para síndico. Com o aumento das responsabilidades particulares, cada vez menos condôminos tem se disposto a exercer esta função, o que acaba gerando alguns problemas.
O primeiro, de ordem jurídica e administrativa, é que a falta de um síndico no condomínio o torna irregular. A figura do síndico é fundamental para a representação judicial e extrajudicialmente do condomínio e sua ausência pode acarretar inúmeros problemas perante bancos, Receita Federal, judiciário etc. Desta feita, deve ser evitado que um condomínio permaneça sem um síndico.
Desmistificando um dos sensos-comuns, de acordo com o Código Civil, o síndico não precisa ser necessariamente morador ou proprietário de uma unidade. A Lei em seu Art. 1.347 dispõe: “A assembleia escolherá um síndico, que poderá não ser condômino, para administrar o condomínio, por prazo não superior a dois anos, o qual poderá renovar-se". Assim, a figura do síndico profissional (pessoa física) ou mesmo a contratação de uma empresa (pessoa jurídica) para gerir administrativamente o condomínio surge como uma possibilidade, ancorado pelo Art. Art. 1.348, § 1º, do CC/02.
O parágrafo segundo do mesmo artigo complementa: “O síndico pode transferir a outrem, total ou parcialmente, os poderes de representação ou as funções administrativas, mediante aprovação da assembleia, salvo disposição em contrário da convenção”. Ou seja, a assembleia condominial é soberana para gerir quem representará o bem comum.

Incentivos
Para atrair o interesse de candidatos (moradores ou não) os condomínios podem criar mecanismos de incentivo, como despesas custeadas pelo condomínio, remuneração e até descontos ou isenção nas taxas condominiais (em caso de moradores). É preciso verificar, entretanto, se a convenção condominial prevê tais benefícios. Caso ela seja omissa, os editais de convocação das assembleias com esta finalidade devem estar muito claros, bem como as atas das mesmas – sob pena de nulidade.
Outra ideia possível é alterar a forma de escolha do síndico. Embora a eleição seja a forma mais difundida, existem outras maneiras como sorteios e até mesmo rodízio entre os membros escolhidos para os conselhos fiscais, por exemplo, amparado pelo Art. 1.356 do CC.
Destaca-se que a posição de síndico exige responsabilidade e compromisso com o bem comum. Assim, a escolha do ocupante desta função deve ser feita com base em critérios objetivos e voltados não somente para os benefícios, mas para os deveres deste para com os demais condôminos. Da mesma forma, a escolha do Conselho Fiscal deve ser outro ponto chave, para se fazer o acompanhamento e assessoramento do síndico.

Fonte Jornal do Síndico

3 DICAS PARA ESCREVER COM UMA LINGUAGEM MAIS ACESSÍVEL


Escrever com uma linguagem mais acessível, pensando em seu público-alvo, é essencial para conquistar a confiança e o engajamento dos seus leitores. E no mundo do Direito isso é ainda mais necessário.
Isso porque, hoje, ser profissional dessa área é estar constantemente envolvido com textos de leis, decisões, acórdãos e doutrinas. Um mundo repleto de linguagem formal e rebuscada – essencial para o Direito, pois, assim, busca-se garantir a interpretação mais adequada e justa das normas.
Mas quando se trata de produzir textos jurídicos com foco nos usuários da internet, é essencial deixar o “juridiquês” de lado e escrever textos com uma linguagem mais acessível ao público-alvo.
A seguir três dicas práticas e comece a escrever com uma linguagem mais acessível seus conteúdos jurídicos.

1. Conheça seu público-alvo e fale como ele
É fundamental saber para quem o conteúdo será direcionado. Busque conhecer seus prováveis leitores por meio de pesquisas, conversas ou mesmo pela própria experiência adquirida no cotidiano do escritório de advocacia.
E ao criar seu texto, garanta que a linguagem utilizada faça parte do mundo do leitor, ou seja, que lhe seja acessível por já estar familiarizado com cada palavra e expressão utilizada em seu texto.
Não busque demonstrar conhecimento técnico utilizando palavras rebuscadas ou que sejam comuns apenas no universo jurídico. Elas podem confundir o leitor, causar mais dúvidas ou, ainda, fazê-lo perder o interesse pelo seu material.
Em vez disso, passe a conquistar a confiança e o engajamento de seus leitores ao garantir que eles, realmente, entenderam sua mensagem, por meio de uma linguagem mais acessível e de fácil compreensão.

2. Evite indicação de artigos e siglas
Outro vício de linguagem comum nos conteúdos jurídicos é a indicação de artigos e siglas jurídicas.
Se o texto não se trata de uma petição, fundamentação ou parecer jurídico, basta dizer ao leitor aquilo que a lei determina ou qual foi a interpretação de um órgão julgador, por exemplo, de forma direta e simplificada.
Salvo algumas exceções, seus leitores não precisam saber, por exemplo, que o direito a uma indenização cível é garantido pelo art. 186, conjugado com o art. 927 do CC. Da mesma forma, não é necessário citar que determinado posicionamento jurisprudencial foi firmado no Ag. Reg. do Rec. Extr. nº 1.234.567 do STF.
Melhor que fazer isso é focar seu texto no direito em si, transmitindo uma informação clara e direta, que seja bem compreendida e percebida como útil pelo seu leitor.

3. Não atraia os concorrentes
Quase uma consequência do vício de linguagem indicado no item anterior é a atração de outros advogados para o seu material que, a princípio, foi criado com foco em atingir possíveis clientes.
Quando o texto tem uma carga de fundamentação jurídica muito técnica, ele deixa de ser atrativo para os prospectos e passa a ser muito útil para outros advogados que estejam com alguma dúvida sobre aquele determinado tema.
Faça uma análise de quem está interagindo com seu conteúdo e, se forem outros advogados, repense a linguagem utilizada.
Afinal, se seu objetivo for alcançar novos clientes, seus textos precisam ter uma linguagem mais acessível e que atraia a atenção deles e não de outros colegas de profissão.
É claro que existem exceções, como escritórios de advocacia que pretendem firmar parcerias com outros escritórios ou, ainda, advogados que queiram se destacar como correspondentes jurídicos, por exemplo. Nesses casos, é vital atrair a atenção de outros colegas, mas isso nos remete à primeira dica deste texto.
Além dessas dicas práticas, existem muito mais técnicas infalíveis na hora de criar conteúdos bem elaborados, com uma linguagem mais acessível, capazes de cativar seus prospectos e aumentar a sua lista de futuros clientes.
Busque adquirir cada vez mais conhecimentos e, enquanto testa novas técnicas, sempre acompanhe o engajamento do seu público-alvo com seus materiais e avalie se seus objetivos estão sendo atingidos.
Fonte Prospecter

QUANTO CUSTA O TEMPO?

O tempo se tornou um ativo cada vez mais importante para o consumidor. Entender esse fator é realmente ganhar o coração e o respeito do cliente

Com a correria característica do nosso século, ter tempo virou um luxo para poucos. As meras 24 horas do dia têm que ser muito bem administradas para que haja equilíbrio entre todas as áreas da vida: trabalho, família e descanso. Neste contexto, conseguir que alguém pare, ainda que por alguns minutos, e preste atenção no que uma empresa tem para dizer é um grande desafio. Não à toa que empresas dedicam, pelo menos, 5% de todo seu faturamento para ativações de marketing, divulgação e comunicação com o objetivo de conquistar o concorrido tempo de atenção do cliente.
Dessa maneira, ao se conseguir um minuto de sua atenção, este tempo deve ser tratado com todo o valor que merece: com respeito, objetividade, resolutividade e dedicação. Mas, se por um lado as empresas disputam acirradamente o tempo de seus consumidores, por outro, falham ao aproveitar possibilidades em que a atenção lhes é dada. Um exemplo é o tempo do cliente em contato com uma central de atendimento.
Ao entrar em contato com um serviço de atendimento ao consumidor, o cliente está interessado em ouvir o que a empresa tem para apresentar, fazendo deste momento uma oportunidade estratégica para a criação de uma ótima experiência. No entanto, este tempo considerado precioso, acaba desperdiçado entre transferências de setores, gravações de espera, solicitações repetidas e diversas burocracias que acabam  gerando uma quebra gigante de expectativa.

Dinheiro jogado fora
Se quantificarmos, em valores financeiros, o valor de cada minuto do cliente para o negócio, perceberemos que jogamos pilhas de dinheiro pela janela ao fazê-lo esperar e ao desperdiçar o seu tempo. Esse cenário pode ser ainda mais prejudicial em um momento de pós-venda ou até mesmo de suporte – momentos em que o cliente pode não estar amplamente satisfeito com o que lhe foi oferecido pela empresa. Em larga escala e dependendo do momento da compra, ele pode acabar procurando organizações de direito do consumidor.
Como fazer, então, para garantir que esses momentos tempo sejam produtivos para a empresa e, principalmente, para o cliente? Eficiência é a palavra-chave para minimizar esse o desperdício de tempo – cujo motivo, em grande parte das situações, é fruto de problemas técnicos, como falhas de sistema, ferramentas desatualizadas ou até processos redundantes – como, por exemplo, repetir o CPF mais de uma vez para resolver um problema.
Nesse ponto, investir em tecnologias que garantam eficiência, acelerando e otimizando processos, é uma necessidade não só de custos, mas também de qualidade da interação entre consumidor e colaborador. Ao diminuir o desperdício do tempo, o funcionário tem mais possibilidades de entender a necessidade do cliente, encantá-lo e também sair mais cedo para aproveitar o seu tempo como desejar. Proporcionar uma boa experiência ao cliente significa consumidores felizes, funcionários satisfeitos e prosperidade do negócio.

Por Ricardo Gorski
Fonte Consumidor Moderno

4 TÉCNICAS DA NEUROCIÊNCIA PARA ACELERAR O SEU APRENDIZADO

Como driblar o cansaço, manter-se motivado e garantir sua concentração? Veja dicas de neurocientistas para turbinar os seus estudos

Veja táticas recomendadas pela neurociência para aprender mais rápido 

Trancar-se no seu quarto, debruçado sobre os livros de manhã até a noite, por meses a fio, sem tempo para amigos, lazer ou academia: essa é a rotina de muita gente que estuda para concursos públicos e outras provas de admissão consideradas difíceis.
Esse ritmo frenético de trabalho é considerado normal e até recomendado para quem está se preparando de um grande desafio. Mas não pela neurociência.
Isso porque descuidar do próprio bem-estar físico e mental prejudica o seu desempenho cognitivo e, consequentemente, diminui as suas chances de reter o conteúdo e tirar uma boa nota na prova.
“A maioria das pessoas esquece que o cérebro é uma parte do corpo, tal como língua, fígado ou coração”, diz o neurocientista Pedro Calabrez, professor da Casa do Saber e pesquisador do Laboratório de Neurociências Clínicas (LiNC) da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP.
Só é possível aprender rápido — e bem — se o seu organismo estiver bem alimentado, hidratado, descansado e saudável como um todo. A parte mais negligenciada desse autocuidado costuma ser o sono, fundamental para a eliminação de toxinas e para a fixação das memórias. 
Imagine que você acordou subitamente após um repouso de 4 horas e agora se depara com um dilema: levantar da cama para adiantar os estudos ou dormir por mais 2 horas?
A segunda opção é definitivamente a mais inteligente, diz Carla Tieppo, neurocientista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
Ela explica que a noite de sono precisa durar entre 6 e 8 horas, no mínimo. É o tempo necessário para entrar na fase REM (“Rapid Eye Movement” ou “movimento rápido dos olhos”), quando ocorrem processos fundamentais para a memória. 
Também é bom evitar o consumo exagerado de álcool antes de dormir, já que a embriaguez dificulta a entrada na fase REM. Melhor substituir as latas de cerveja por uma rápida revisão da matéria. Segundo Tieppo, estudar um pouco logo antes de dormir, nem que seja por 10 minutos, ajuda o cérebro a fixar esse conteúdo. Confira a seguir outras técnicas recomendadas pela neurociência para acelerar o seu aprendizado:

1. Busque atrelar emoções ao estudo
Muita gente supõe que tudo que diz respeito aos estudos é racional. Mas não é: a memorização é uma equação complexa em que a chamada “valência emocional” influi de forma decisiva. De forma simplificada, se você associa uma certa informação a um sentimento positivo, como a alegria, o seu cérebro será capaz de retomá-la mais facilmente no futuro.
Daí a técnica dos professores de cursinho pré-vestibular de contar piadas ou fazer associações engraçadas sobre o conteúdo das aulas. “O humor é um canal de acesso fácil às emoções”, explica Calabrez. O medo, a raiva, a tristeza e outros sentimentos negativos, por outro lado, atuam na direção contrária e condicionam uma aprendizagem de baixa qualidade.
Na preparação para um concurso público, por exemplo, é interessante explorar o significado dessa decisão para a sua vida. “Procure pensar no valor daquele estudo para o seu engrandecimento profissional e pessoal, e não só como uma ferramenta para ser aprovado numa carreira que pagará um salário alto”, diz o professor da Casa do Saber.
Quanto mais você atribuir significado emocional a um certo conhecimento, mais chances terá de guardá-lo para sempre. E não apenas isso: mais motivação você terá para persistir nos estudos.
É o que Tieppo define como intenção genuína. “Se você está interessado só no salário daquele cargo, quer só ‘atropelar’ a prova, você não vai estar intimamente envolvido com o estudo”, explica a professora da Santa Casa. Para agilizar o aprendizado, você precisa estar realmente motivado; e, para estar motivado, você precisa genuinamente ter a intenção de aprender.

2. Não exercite apenas o cérebro
Quem vai pensar em academia quando tem uma pilha de apostilas para estudar? Fazer atividade física pode parecer supérfluo nesse momento, mas não é. De acordo com Calabrez, exercícios regulares, especialmente os de natureza aeróbica, são os mais indicados.
Buscar atividade física faz o cérebro funcionar melhor, já que todo o corpo fica mais saudável e bem regulado. Até os processos afetivos, ligados à motivação, podem ser beneficiados com natação, corrida, caminhada ou outras práticas esportivas.
Isso para não falar na importância desse tipo de atividade para liberar o estresse da rotina, que prejudica a aprendizagem. Lazer, repouso e convívio social também precisam ter algum espaço na sua agenda, pela mesma razão.

3. Descubra o seu estilo de aprender
Dada a complexidade do cérebro humano, está comprovado que não existe uma única forma de aprender. Por isso, não adianta insistir em métodos que claramente não estão surtindo efeito.
Se você sente que suas sessões de estudo só estão produzindo cansaço, é fundamental experimentar diversas técnicas e adotar aquela que funciona melhor para você.
“Se você não tem um hábito de leitura consistente, formado na 1ª ou 2ª infância, ler não será uma boa forma de estudo para você”, explica Tieppo. “Nesse caso, experimente gravar áudios, assistir a vídeos, desenhar mapas mentais, enfim, buscar instrumentos adequados ao seu funcionamento”.

4. Elimine os “ralos” de atenção
O aprendizado se torna lento e irregular se você divide seu foco entre diversos estímulos enquanto está estudando. É o que Calabrez chama de “ralos” de atenção: mensagens nas redes sociais, notificações do celular, ruídos que vêm da rua, pessoas que chegam para conversar.
As interrupções não-programadas têm um efeito devastador sobre o aprendizado. “Quando você não está inteiramente concentrado naquilo, você está dizendo para o seu cérebro que aquela informação não é tão importante para você, e é provável que ela acabe sendo descartada”, explica Tieppo.
Para otimizar os seus estudos — e evitar o cansaço de retomar várias vezes o fio da meada — a dica dos neurocientistas é buscar um local de estudos isolado e silencioso, e desligar todo o seu contato com a tecnologia.
Você pode programar alguns intervalos para levantar, tomar um café, checar o celular e conversar com alguém. Nos blocos de tempo dedicados ao estudo, porém, é preciso eliminar radicalmente qualquer possível fonte de distração.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

TER AMIGOS INTELIGENTES, UMA DAS 10 DICAS PARA SE TORNAR MAIS ESPERTO E PRODUTIVO

Inteligência é um trabalho em andamento que pode ser maximizada com atividades diárias, diz estudo

Xadrez ajuda a desenvolver a inteligência e memória

Você pode até achar que a inteligência é algo adquirido. Ou algo que se alcança na juventude e depois não muda. Mas não é bem assim. Aperfeiçoar o cérebro e tornar-se mais produtivo é uma questão de trabalho contínuo e não está diretamente ligado a um comprometimento enorme de tempo e energia, aponta pesquisa feita com empresários e executivos pelo site de perguntas e respostas Quora.
Segundo o estudo, tornar-se mais produtivo e esperto não significa necessariamente voltar para a escola ou trocar toda a biblioteca com livros de temas superprofundos — embora ler seja um ótimo combustível para a mente. A “Times” reuniu dez pequenas atitudes diárias deste levantamento que podem melhorar significativamente a potência mental e, consequentemente, o desempenho profissional.

1. Saiba usar seu tempo on-line
Seus intervalos on-line não precisam ser somente para checar as redes sociais ou publicar fotos diárias do seu animal de estimação. A internet também funciona como uma grande fonte de pesquisa para cursos on-line, vídeos motivadores profissionais e para melhorar o vocabulário. Substitua alguns minutos de postagens irrelevantes com algo mais nutritivo mentalmente.

2. Anote o que você aprende
Não precisa ser nada longo, mas reservar alguns minutos do dia para refletir sobre o que você aprendeu é um bom estímulo ao cérebro. “Escreva 400 palavras por dia sobre coisas que aprendeu”, sugere a professora de ioga Claudia Azula. Mike Xie, pesquisador da Bayside Biosciences, concorda: “Escreva sobre o que você aprendeu”.

3. Faça uma lista das realizações
Grande parte de inteligência vem da confiança e felicidade. Uma dica é parar de anotar tudo o que você não fez e, ao invés disso, fazer uma lista do que você já conseguiu realizar. A ideia da “lista do que foi feito” é recomendada pelo empresário Marc Andreessen, co-fundador da Netscape Communications Corporation.

4. Jogue
Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças não são apenas diversão, mas também uma ótima maneira de exercitar seu cérebro. Segundo Xie, jogos ajudam a exercitar sua memória de trabalho. Mas o segredo é jogar sem a ajuda de livros ou pessoas.

5. Tenha amigos inteligentes
Pode ser duro com a sua autoestima, mas sair com pessoas mais espertas do que você é uma das maneiras mais rápidas de aprender. “Mantenha uma empresa inteligente. Lembre-se de que o seu QI é a média das cinco pessoas mais próximas com as quais você sai”, afirma Saurabh Shah, gerente de contas do Symphony Teleca. “Cerque-se de pessoas mais inteligentes e seja sempre humilde, disposto a aprender”, orienta o desenvolvedor Manas J. Saloi.

6. Leia muito
Leitura é, definitivamente, essencial. As opiniões variam sobre qual é o material mais indicado para o desenvolvimento da inteligência, se é a leitura diária de assuntos leves ou mais teóricos. Um ponto é fato entre os especialistas e todos concordam: a quantidade é muito importante. Portanto, leia muito.

7. Ensine aos outros
“Se você não consegue explicar de forma simples, você não entende bem o suficiente”, disse Albert Einstein. E a pesquisa concorda que ensinar é uma excelente maneira de memorizar. Certifique-se de que você realmente aprendeu e que a informação está em sua memória tentando ensinar aos outros. Se conseguir, é porque, de fato, aprendeu mesmo.

8. Experimente coisas novas
Você nunca sabe o que vai ser útil antes do tempo. Só precisa experimentar coisas novas e esperar para ver como elas se conectam com o resto de suas experiências mais tarde. Shane Parrish, do blog Farnam Street, conta a história de aula de caligrafia de Steve Jobs. Segundo ele, depois de abandonar a escola, o futuro fundador da Apple, tinha tempo livre e decidiu fazer um curso de caligrafia, o que parecia irrelevante no momento. Mas as habilidades de design que Jobs aprendeu foram mais tarde usadas ​​na criação dos primeiros Macs. “Para ter pontos a serem conectados, você precisa estar disposto a tentar coisas novas, mesmo que elas não pareçam imediatamente úteis ou produtivas”, diz Parrish.

9. Aprenda um novo idioma
Você não precisa se tornar rapidamente fluente ou morar em um país estrangeiro para dominar o idioma de sua escolha. É possível fazer isso da sua mesa, através de cursos online, e ainda colher os frutos mentais. “Aprenda uma nova língua. Há um monte de sites gratuitos para isso”, diz Saloi.

10. Tire um tempo ocioso
Ter um tempo livre para pensar e ficar em silêncio é uma estimulação mental, além de ajudar na memória. Pode ser sentada, correndo, enfim, o importante é ter um momento seu para digerir tudo o que tem absorvido.
Por Times
Fonte O Globo Online

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terça-feira, 7 de abril de 2026

ADVOGADO: DEFENDA UMA VIDA SAUDÁVEL

Porque também é preciso pensar na sua qualidade de vida

Cliente chato, colega sem discernimento, processo “amarrado”, atividades burocráticas e cansativas, chefe durão e tantos outros problemas, permeiam a vida de quem trabalha em advocacia - embora outras áreas também desfrutem dos mesmos ‘privilégios’. Se você é advogado e deseja defender uma vida saudável, aplique as sugestões seguintes; afinal, sucesso vocacional sem saúde é decadência.

Proteja seu emocional
A principal dica para deixar seu emocional equilibrado e evitar estresse no Direito, é por saber filtrar aquilo que realmente deverá mexer com você. Pode parecer um assunto bobo, mas não é! Ao passo que aprendemos a discernir o que é prioridade, bem como quando entendemos que nem todos os comentários devem ser levados tão a sério, a vida se torna mais simples.
Fora os comentários irrelevantes e atividades não prioritárias, é preciso blindar o emocional para o momento de lidar com os nossos próprios erros. Tem profissional que fica tão abalado por ter errado, que acaba esquecendo de continuar a caminhar. Mas, ao passo que você passar a entender o que deverá receber a sua energia mental e física - isso em todos os sentidos - você sentirá cada vez menos os sintomas do estresse.
Portanto, blinde o seu emocional para afastar o estresse!

Trabalho é trabalho
Da mesma forma que trabalho é trabalho; casa é casa! Aprenda a respeitar seu momento de descanso e evite fazer hora extra. Continuar o trabalho fora do escritório de advocacia, às vezes é preciso, mas é importante tomar cuidado com a constância que seu prato de jantar está sendo substituído por um notebook e papeladas.
Saber que tudo tem seu devido lugar, é indispensável para defender a sua produtividade no trabalho e qualidade de vida fora dele. A constância de estender a jornada de trabalho em casa acaba se tornando um vício, atrapalhando seu descanso físico e mental, que futuramente, afetarão o seu desempenho profissional.
Entenda o poder do não (para outros ou para si mesmo)!

Coma bem para viver bem
Desfrutar de pratos saudáveis ao longo do dia e praticar atividade física, irão fornecer a resistência que seu corpo precisa para enfrentar desafios sem prejudicar a sua saúde. Muito cuidado para não confundir facilidade com qualidade, optando por comidas industrializadas.
Mesmo que seja mais rápido e (aparentemente) prazeroso optar por fast foods, a nutrição que essas opções alimentares fornecem é pobre - especialmente para quem tem uma rotina agitada. Vale deixar um alerta para os excessos também, que podem tornar algo bom em maléfico. A vitalidade começa de dentro para fora, então, cuide do seu interior optando por um estilo de vida saudável tanto na alimentação como na prática de exercícios físicos.
Viva bem para viver!

Generosidade gera felicidade
Mesmo que você não seja religioso, já deve ter ouvido alguém citar aquelas passagem bíblica onde se diz que “há mais felicidade em dar do que há em receber”. E, realmente, tirar um tempo para ajudar outros fará muita diferença eu sua forma de encarar a vida de forma geral.
Tirar um tempo para auxiliar a sua vizinha idosa trocar a lâmpada da varanda, contribuir de algum modo com uma ong, alimentar animais na rua ou realizar qualquer outro gesto generoso, farão você dá valor no que realmente importa na vida. Então, não entenda que ajudar é subtrair; pelo contrário, quem ganha é você.
Ajude e seja ajudado!

A sua carreira de advogado será facilmente satisfatória se você seguir a essas sugestões aparentemente simples, mas que são riquíssimas para evitar o estresse na advocacia.

Fonte EPD online

COMO CONQUISTAR CLIENTES NA ADVOCACIA: 4 DICAS PRÁTICAS DE SUCESSO


Fazer com que possíveis clientes entrem em contato com seu escritório de advocacia é o que advogados sempre esperam, mas... por boas razões. Ninguém pode criar clientes sem um primeiro contato. Então imagine agora por alguns momentos o impacto que os conceitos a seguir podem ter no trato com seus potenciais clientes.

1 – Urgência: Para manter os potenciais clientes que estão entrando em contato com seu escritório, você e todos os envolvidos devem estar voltados para o cliente na ação imediata em dar respostas. Então esteja sempre pronto para responder ao primeiro contato e caso não seja possível fazê-lo, se valha da tecnologia para não deixar um único contato no vácuo.
Dica: permitir que uma mensagem de boas vindas, informe seus horários de atendimento, ou “para maiores informações acesse nosso formulário de contato em nosso site www...” são saídas possíveis de respostas em sua secretária eletrônica quando não puder responder rapidamente. Com os e-mails a mesma regra, use uma mensagem automática de recebimento. Assim você melhora suas chances de garantir um novo cliente.

2 – Empatia: Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação. Ao entender que as pessoas que entram em contato com seu escritório, geralmente estão enfrentando situações difíceis, seja educado, gentil e acima de tudo verdadeiro.
Dica: seu site também deve refletir o quanto você se importa com seus clientes em toda a sua comunicação. Lembre-se: seu site é sua presença digital na internet funcionando 24 horas por dia e 365 dias por ano!

3 – Persistência: Em outras palavras, não desista de um contato que seja difícil de alcançar. A falta de respostas pode estar relacionada a uma série de coisas, e até você ouvir um "não" firme, não pode ter a certeza de que realmente nada vai acontecer. 
Dica: é claro que ninguém gosta de ser perseguido, mas cabe a você dar a devida atenção em cada contato que expresse interesse em seu escritório de advocacia.

4 - Coleta de Dados: Sem entender seus clientes que procuram seu escritório, você terá dificuldade em identificar seus futuros clientes. Bons dados podem mostrar todos os tipos de informações, como características de clientes de alto valor e quais canais os trouxeram até seu escritório.
Dica: seus resultados irão melhorar o desempenho se você rastrear e analisar seus dados obtidos corretamente, sempre entendendo de onde estão vindo!
Como diz o ditado, você só tem uma chance de causar uma boa primeira impressão. Portanto, certifique-se que seu escritório de advocacia envie a mensagem certa aos seus futuros clientes. Isso é marketing jurídico!
Fonte Jurídica Marketing

5 ETAPAS PARA UMA MUDANÇA DE CARREIRA TRANQUILA

Saiba quais aspectos levar em conta ao decidir dar uma guinada na vida profissional, na opinião de duas especialistas

Transição de carreira é saudável e frenquente em algumas profissões, diz especialista

É comum que, em algum momento da carreira profissional, o desconforto em relação às escolhas já feitas apareça. Você pensa estar no lugar errado fazendo algo que não gosta e, então, a infelicidade toma conta. A vontade de mudança se instala, mas as dúvidas são muitas e você não sabe o que fazer.
Antes de dar uma guinada na carreira é preciso levar alguns aspectos em consideração, na opinião de especialistas consultadas por EXAME.com. Confira um passo a passo com 5 etapas para quem está considerando uma transição de carreira:

1º Investigue os motivos
O que torna a sua vida profissional infeliz? Esta é primeira pergunta a ser respondida quando o descontentamento reina pleno e absoluto antes, durante e depois do expediente de trabalho.
“É importante porque as pessoas se sentem desconfortáveis, percebem que precisam mudar, mas não sabem direito o que”, diz Mariá Giuliese, diretora executiva da consultoria Lens e Minarelli.
De acordo com ela, é preciso saber o que está fora do lugar, antes de tomar qualquer decisão. “Muitas vezes as pessoas estão infelizes com algumas partes ou aspectos da carreira”, diz Adriana Felipelli, presidente da Felipelli.
É a carreira? É a empresa? É o tipo de projeto com o qual está envolvido? São as relações interpessoais no ambiente de trabalho?

2º Tenha clara a diferença entre profissão e carreira
Discriminar carreira de profissão é importante durante este processo de transição, na opinião de Mariá. “Uma mesma profissão permite carreiras diferentes”, lembra Mariá.
Por exemplo, antes de rasgar seu diploma de engenharia e optar abrir um pet shop – entrando em um ramo em que lhe falta habilidade e experiência -, talvez você devesse considerar as várias possibilidades dentro da sua atual profissão.
Mariá lembra que a mudança de carreira é saudável e, muitas vezes, até necessária. “Amplia o escopo de atuação do profissional. Em algumas profissões é algo frequente”, diz.

3º Faça uma autoanálise
Você sabe quais as suas aptidões e seus talentos? De acordo com as duas especialistas, não tome nenhuma decisão antes de fazer uma autoanálise. “Para quem não está feliz com a carreira escolhida, a primeira coisa a se fazer é se conhecer pensar em que tipo de ambiente gostaria de trabalhar”, diz Adriana.
“As pessoas precisam conhecer muito bem as suas habilidades, fazendo uma consulta interna”, diz Mariá. A especialista lembra que não é o mercado de trabalho que deve ditar essa mudança e, sim, o seu interesse e as suas competências.

4º Considere buscar ajuda especializada
Acha difícil passar pela etapa anterior sozinho? Profissionais especializados em aconselhamento de carreira e coaching podem ajudá-lo.
“A pessoa vai precisar de instrumentos para que perceba comportamentos e, com ajuda, pode encontrar as respostas e ser direcionado para a área de atuação em que suas competências intrínsecas sejam valorizadas”, diz Adriana.“Um profissional especializado vai ajudar na percepção do ônus e do bônus da mudança”, diz Mariá.

5º Trace o caminho
Toda mudança de direção pressupõe um novo caminho a ser percorrido. Você pode definir um curso que precisará fazer, ou perceber que a solução é conversar com o seu chefe e pedir transferência para outro departamento, ou ainda mudar de empresa.
Pode ainda descobrir que estágios em outros lugares – até outros países - trarão experiências interessantes para sua vida profissional. As possibilidades estão aí, resta saber qual delas trará mais satisfação para você.

6º Comece a transição
Mãos à obra. Chegou a hora de iniciar a transição. Adriana indica investir no networking. “O ideal é fazer essa mudança por meio da rede de relacionamentos”.
Conversando com as pessoas que você já conhece talvez seja mais fácil conseguir uma nova posição no mercado. Durante esta fase de transição, diz Mariá, é necessário, contudo, considerar um período de renúncias e perdas. “A transição nem sempre é fácil, muitas vezes, existe perda de remuneração”, alerta a especialista.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

5 VERBOS QUE AJUDAM A DESCOBRIR A PROFISSÃO CERTA PARA VOCÊ

Instruir, ajudar ou multiplicar? Descubra seu dom de carreira a partir de 5 categorias de motivação propostas no livro “O que falta para você ser feliz”

Dom. Todo mundo tem um e ele pode ser a chave do sucesso profissional, desde sejam alinhadas preferências pessoais e possibilidades. É o que pode torná-lo a pessoa certa no lugar certo.
A máxima faz parte do livro “O que falta para você ser feliz” (Editora Gente) de Dominique Magalhães. “Proponho que devamos assumir e realizar esse dom, buscando o equilíbrio em trabalhar beneficiando o outro, através de sua vocação, dentro da situação do mercado de trabalho escolhida”, revela a autora a EXAME.com.
O livro, segundo ela é um ponto de partida para uma busca interior. O objetivo é estimular seus leitores a se questionar e encontrar suas próprias respostas.
Para isso, Dominique desenvolveu um método para ajudar pessoas a descobrir o seu dom por meio de categorias de motivação.
“Entender o que motiva uma pessoa é a chave para criar um projeto de vida que abranja o maior número de seus talentos orientados para uma finalidade prazerosa, rentável e – determinante para a satisfação pessoal – de impacto positivo sobre a sociedade”, diz.
Assim, cada categoria de motivação é definida por um verbo. “Verbo indica ação, ação busca resultados”, justifica. Confira quais são os cinco verbos e veja as profissões ligadas a cada um deles:

1. Ajudar
“Seu prazer está em oferecer qualquer tipo de alívio, amenizar angústias, promover a cura, facilitar rotinas, resolver problemas mediar conflitos e organizar pensamentos”, escreve a autora.
Profissionais que se enquadram nesta categoria: médicos, terapeutas, assessores, advogados, corretores, consultores, líderes espirituais, desenvolvedores de software, e personais (de todos os tipos).

2. Instruir
Quem tem a motivação ancorada no verbo instruir age para melhorar o mundo transmitindo e sistematizando conhecimento e informação.
Alguns profissionais que se enquadram nesta categoria: professores, jornalistas, pesquisadores, escritores, treinadores, analistas de sistemas e analistas de redes sociais.

3. Entreter
A missão aqui é divertir, distrair, promover a quebra de rotina e a elevação do espírito, segundo a autora.
Alguns profissionais que se enquadram nesta categoria: músicos, atores, palhaços, comediantes, bailarinos, contadores de histórias e palestrantes.

4. Embelezar
São pessoas que tem como propósito melhorar a experiência humana por meio da estética, da organização, da precisão e da harmonia, escreve Dominique.
Alguns profissionais que se enquadram nesta categoria: engenheiros, arquitetos, paisagistas, pintores, designers, jardineiros, cabeleireiros, manicures, maquiadores, chefs de cozinha.

5. Multiplicar
Os multiplicadores são as pessoas que tornam a vida das pessoas mais confortável, produzindo e ampliando riquezas.
Alguns profissionais que se enquadram nesta categoria: economistas, gestores de finanças, negociantes, investidores e empreendedores.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com