sexta-feira, 21 de agosto de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

AMANHÃ É SEXTA-FEIRA

CONSULTOR RECOMENDA "EDUCAÇÃO" PARA ATRAIR CLIENTES

 

O advogado tem duas opções para orientar a oferta de seus serviços a clientes: a técnica de marketing baseada em vendas ou a técnica de marketing baseada na "educação". No primeiro caso, ele assume o papel de vendedor, que se esforça por vender seus produtos e serviços, como qualquer outro da classe. No segundo, assume o papel de consultor, que trata de apresentar ao cliente seus potenciais problemas e mostrar as possíveis soluções para resolvê-los. Na prática, é pavimentar caminho para deixar claro qual é sua área de atuação e especialidade.
Por isso, o consultor de marketing para escritórios de advocacia, Trey Rader, desenvolveu o método que chamou de Education-based Marketing. Para os Americanos, "educar" o cliente significa oferecer abordagens que esclareçam, antes mesmo de uma eventual contratação, os aspectos jurídicos de determinados empreendimentos ou atividades. Mostrar que sempre há problemas em andamento ou à espreita, com consequências que podem ser mais ou menos graves. Mas sempre há medidas jurídicas que podem ser tomadas para solucioná-los.
Rader trabalha com advogados desde 1984, aos quais recomenda, constantemente, que evitem qualquer técnica que associe sua imagem a de vendedores do que seja. De uma maneira geral, imagens, negativas ou positivas, se impregnam na mente dos clientes, via subconsciente, e não se desfazem tão facilmente.
O "marketing baseado em educação" é, na verdade, uma forma de consultoria preliminar, que substitui a proposta de venda. Isso é feito em contato pessoal com o cliente ou através de outros meios de comunicação apropriados, como seminários, workshops, reuniões, websites, boletins, blogs, artigos em publicações (de preferência especializadas), press releases, entrevistas, e-mails etc. — sempre com o objetivo de esclarecer os clientes e possíveis clientes. Quando alguém precisar de seus serviços, já saberá quem procurar. Isso porque, na prática, a "isca" foi lançada.
Para isso, basta que o advogado se veja como um consultor, em vez de vendedor. O consultor Trey Rader vê os seguintes problemas com o "marketing baseado em vendas". Um artigo de apresentação dessa técnica de marketing educacional ocupou o espaço da principal chamada de capa da revista Marketing News, editada pela American Marketing Association. Veja o diagnóstico feito pelo consultor:

1. Possíveis clientes mudam seu caminho para evitar um encontro com você, porque estão cansados de enfrentar pressões de "vendedores".

2. Possíveis clientes pensam que não podem confiar em você, porque a maioria das pessoas já foi "escaldada" por algum vendedor ansioso por fazer uma venda, com base em informações incorretas ou falsas;

3. Possíveis clientes ficam na defensiva e tentam se proteger, porque esperam que você vai pressioná-los para comprar alguma coisa que não precisam ou não querem.
Com o "marketing baseado em educação", a atitude do possível cliente muda, diz o consultor:

1. Você dá aos possíveis clientes o que eles querem: informação e aconselhamento. E não os incomoda com o que não querem: uma proposta de venda.

2. Você não precisa se dar ao trabalho de fazer uma coisa que não gosta, no caso da maioria dos advogados: um esforço de venda.

3. Você cria na mente dos possíveis clientes uma imagem que agrada aos dois: a de autoridade no assunto. E passa a ser uma fonte confiável de informações.

4. Você não procura os clientes. Eles procuram você. Podem contatar o escritório ou visitar seu website para solicitar o envio de boletins etc.

5. Você começa a desenvolver um relacionamento com o cliente no primeiro estágio da tomada de decisão, frequentemente antes que tenham uma noção mais clara de seus problemas e de contatar outro escritório.

6. Você identifica possíveis clientes que rejeitam telefonemas com ofertas de serviços, mas que não têm qualquer problema em ligar para o escritório para pedir mais informações.

7. Os possíveis clientes descobrem que não precisam ter receio de telefonar para seu escritório, porque já conhecem sua disposição para esclarecer seus problemas.

8. Você economiza dinheiro, em comparação com outras técnicas de marketing.

9. Os possíveis clientes que telefonam para seu escritório, depois que você lhes despertou a vontade de fazer isso, estão genuinamente interessados em seus serviços. Quanto aos que não estiverem, você os identifica facilmente.

10. Você cria uma primeira impressão positiva e, mais que isso, estabelece sua credibilidade, ao oferecer informações úteis, em vez de uma proposta de venda.

11. Você economiza tempo, por criar seções de perguntas e respostas em seus meios de comunicação, em vez de responder as mesmas perguntas a cada consulta pessoal, por telefone ou e-mail.

12. Você ganha o respeito e a lealdade do possível cliente, pelo esforço que fez para ajudá-lo. Mesmo que ele não o contrate, por qualquer razão, ele será uma boa fonte de referência.

13. Você sabe, precisamente, como seu marketing está funcionando, porque pode contar o número de possíveis clientes que telefonam ou mandam e-mails e os que, de fato, acabam se tornando clientes.

14. Você ganha uma vantagem competitiva porque a maioria dos advogados não usa essa técnica para formar relacionamentos produtivos.

15. Você aprende a lidar com diversos métodos "educacionais" e acaba por criar uma sinergia entre eles, em que um reforça o outro.

16. A margem de lucro resultante é maior, porque resulta em menos trabalho e menos despesas.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

SAIA DA ZONA DE CONFORTO


A zona de conforto é sempre perigosa, deve-se evitá-la. Ela seduz, mas impede o progresso do seduzido, que acredita estar em uma posição confortável e de segurança, quando, em verdade, tais circunstâncias são meras ilusões. A zona de conforto é traiçoeira.
Muitos advogados corporativos (e muitos dos advogados que atuam em escritório) são vítimas da zona de conforto e, através dela, acabam por também vitimar os seus clientes (no caso, os clientes internos da companhia em que trabalham), colocando como barreiras ou escudos em sua atuação, exatamente, o seu saber jurídico.
Para muitos advogados corporativos é fácil se esquivar de um dado problema ou situação temerária se valendo, por exemplo, daquilo que consta na lei ou na jurisprudência. Alguns chegam a impedir o avanço para o encontro de uma solução, sob o argumento de que isto ou aquilo não é permitido legalmente, pura e simplesmente.
Pois bem. O advogado a serviço da empresa também deve ser um gestor de pessoas e projetos; deve saber como compartilhar uma visão, motivar as pessoas com quem interage, coordenar talentos; quanto aos projetos, deve saber definir metas, planejá-los e implementá-los. O advogado corporativo deve ser capaz de se afirmar como um líder “vertical”, a fim de inspirar a sua equipe; e “horizontal”, em todas as situações de colaboração com outras funções de negócios, sendo um contribuinte ativo para o desenvolvimento sustentável da empresa da qual faz parte.
Faça algo a mais, enfim. Saia da zona de conforto.
Por Marcelo José Ferraz Ferreira
Fonte Exame.com

TUDO É ENERGIA

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

5 PASSOS PARA DESENVOLVER A RESILIÊNCIA


Thomas Edison, o inventor da lâmpada, realizou mais de mil experiências e enfrentou vários fracassos antes de realizar seu intento. Perguntado sobre como nunca desistira ou se desanimara entre as centenas de tentativas fracassadas, ele respondeu: “Eu nunca fracassei. Eu apenas descobri 10.000 maneiras que não funcionavam”.
Quantos de nós temos essa qualidade de não desistir de tentar alcançar nossos objetivos? Quantos de nós não se deixam abater pelos obstáculos da vida e pelas crises do momento?
A resiliência separa os vencedores de todos os demais. Pessoas resilientes possuem um espírito heroico: são pessoas determinadas e motivadas que não desistem facilmente, nem cansam de tentar alcançar seus objetivos e propósito. A frase de Churchill ilustra a resiliência, que é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com ela. É ter a mente flexível e o pensamento otimista mesmo em situações difíceis, com metas claras e a certeza de que tudo passa.
Pessoas resilientes não se vitimizam – sempre se responsabilizam pelos seus atos, erros e acertos. Pessoas resilientes possuem grandes projetos de vida e não é qualquer dificuldade que consegue colocá-las para baixo. Pessoas resilientes possuem conhecimento sobre si mesmo, sua própria força, limitações e sentimentos. Pessoas resilientes derrotam a crise!

Resiliência: uma armadura psicológica
A resiliência pode ser desenvolvida em qualquer idade. Ela fornece uma “armadura psicológica” composta por cinco elementos ou fatores. De acordo com George S. Everly Jr., Douglas A. Strouse e Dennis K. McCormack, autores do livro “Stronger: develop the resilience you need to succeed”, existem cinco atributos que caracterizam uma pessoa resiliente:

1. Otimismo ativo
Quando você se encontra ativamente otimista, você se torna um agente orientador da mudança. O seu otimismo é um instrumento poderoso, uma força interior capaz de impulsionar você corajosamente adiante, mesmo quando os demais estão fugindo da luta.
Uma atitude otimista é uma afirmação psicológica que resulta em uma mudança fisiológica benéfica. Quando você se torna resiliente, o seu corpo é “sobrealimentado com um aumento moderado de hormônios como adrenalina, noradrenalina, ácido gama-aminobutírico, neuropeptídeo Y e cortisol”. Este surto de hormônios fortalece a memória e permite maior tolerância à dor, reações mais rápidas e maior consciência e força.

O pensamento otimista torna as pessoas mais felizes e mais bem-sucedidas. Os “otimistas passivos” esperam algo melhor; porém os “otimistas ativos” tomam medidas para moldar o futuro. Por exemplo, para militares de elite, o sucesso ou o fracasso pode representar a vida ou a morte. Portanto uma atitude negativa pode significar a derrota. Em sua filosofia, o resiliente acredita que sucesso “acontece porque você faz tudo para que ele aconteça”.
Uma dica aqui é: procure interpretar os acontecimentos na sua vida a fim de promover resultados eficazes e um ótimo desempenho. O seu mindset, isto é, a sua perspectiva mental sobre o evento, é fator determinante para o sucesso. Como dizia Henry Ford: “Se você acredita que você pode ou que você não pode, você está correto”.
Estudos científicos comprovam que quanto mais sucessos você obtém, mais fácil é compreender o que é preciso para ser bem-sucedido, ou seja, aquilo que pode gerar maiores triunfos; o cérebro humano, então, vai acabar também vivendo na expectativa de alcançar novas conquistas. É a profecia que se autorealiza.
Albert Bandura, da Universidade de Stanford, afirma que as pessoas podem desenvolver a autoeficácia, uma manifestação do otimismo ativo, através dos passos a seguir:
·        Realizações pessoais – O sucesso gera sucesso. Comece com pequenos sucessos para aumentar a sua confiança.
·        Observação – Observe as pessoas que conseguem alcançar os seus objetivos. Se elas podem chegar lá, você também pode.
·        Incentivo e apoio – Quanto mais apoio você tiver, mais fácil vai ser desenvolver a autoconfiança e o otimismo. As pessoas vão apoiar você, caso você as apoie.
·        Autocontrole – Mantenha a calma, procure além da gratificação instantânea, controle seus impulsos e se mantenha saudável.
O otimismo ativo é mais do que uma esperança ou uma crença. É uma prescrição para que você se recupere, seja bem-sucedido e deixe de viver como vítima.

2. Ação decisiva
Para se recuperar de um revés temporário, as pessoas resilientes estão preparadas para agir com coragem. Uma pessoa que se sinta fortalecida e determinada é capaz de tomar decisões difíceis sob pressão e agir com proatividade, escolhendo entre várias opções e avançando. Este nível de determinação ajuda você a enfrentar os problemas de frente e aproveitar as adversidades para crescer e desenvolver resiliência. Mas para que isso aconteça, você precisa agir.

As pessoas respeitam quem age com firmeza. Esse respeito constrói um efeito halo, isto é, as pessoas veem com bons olhos e admiram os mais determinados. Para elas, uma atitude orientada à ação é louvável e possui um potencial impulsionador de carreiras.

Por isso, a dica é: aja com determinação e aprenda a superar os comumente obstáculos existentes tais como:
·  Medo paralisante do fracasso
·  Medo do ridículo
·  Procrastinação
·  Falhar ao comunicar os detalhes relevantes a respeito das suas ações
·  Tentar agradar a todos
·  Sentir-se intimidado pela extensão do desafio
·  Perder a visão dos objetivos de longo prazo

3. Bússola moral
A sua bússola moral, ou seja, a sua “honra, integridade, fidelidade e comportamento ético”, deve orientar todas as suas decisões, mesmo que as coisas não estejam indo bem.
Quando as pessoas sentem que você está fazendo a coisa certa, elas creditam mais respeito e confiança. Para influenciar pessoas de maneira eficaz, os líderes sabem que a credibilidade e confiança se constituem em pilar fundamental. Em tempos de crise, as pessoas podem se permitir a cometer mais falhas, mas a moral e a ética serão sempre admiradas e valorizadas pelos públicos com os quais você se relaciona.
Kouzes e Posner, autores do livro “O Desafio da Liderança” entrevistaram milhares de líderes extraordinários no mundo inteiro. Os especialistas concluíram que o primeiro fator de sucesso do líder é ele ser “líder pelo exemplo”. Em primeiro lugar, grandes líderes sabem liderar a si mesmo, mantendo autocontrole e professando valores positivos.
Durante uma crise, o negativismo, o ceticismo e a desesperança são fatais. É preciso muito autocontrole, disciplina e inteligência emocional para superar as dificuldades.

4. Tenacidade implacável
Em 1939, o exército alemão de Hitler atacou a Polônia, dando início à 2ª. Guerra Mundial. Até outubro de 1941, a Alemanha ocupou a Europa Continental. A Grã-Bretanha manteve a sua liberdade. O primeiro-ministro Winston Churchill já havia conclamado o Reino Unido a resistir com firmeza aos nazistas. Ele se dedicou a “desafiar com tenacidade” as hordas de Hitler.
Churchill disse: “Nós lutaremos na França, lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com crescente confiança e crescente força no ar, defenderemos nossa ilha, a qualquer custo. Lutaremos nas praias, lutaremos nos campos de aterrissagem, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas; jamais nos renderemos”. Graças a tenacidade de Churchill, o vento começou a virar e os aliados, com a ajuda dos EUA, derrotaram os nazistas.
Inspire-se em Churchill e naqueles que seguiram seu exemplo corajoso. Não importa o obstáculo que você deva superar, confie na sua tenacidade “autossustentável”. Você tem controle total sobre o esforço necessário para seguir em frente. A determinação é abastecida pelo seu empenho total, nada menos do que isso. Espelhe-se no modelo estabelecido

Pessoas corajosas e determinadas são persistentes diante de desafios

5. Apoio interpessoal
Aristóteles afirmava que o grupo supera sempre os seus membros individuais. Este aumento da capacidade deriva da prontidão dos membros de se ajudarem mutuamente para o bem-estar coletivo. Este fenômeno é conhecido como “coesão interpessoal”, isto é, a partilha e o apoio.
Charles Darwin também comentou sobre o grande valor dos grupos coerentes. Ele concluiu que as tribos que conseguiriam prevalecer naturalmente seriam aquelas cujos membros defendessem uns aos outros e fizessem sacrifícios para o bem das suas comunidades.
Em outras palavras, você é mais bem-sucedido quando conta com relacionamentos sólidos. A dica aqui é: fortaleça as suas conexões interpessoais utilizando a fórmula “homofilia x proximidade”. Encontre pessoas com os mesmos valores e atitudes que os seus (homofilia) e passe um bom tempo nos locais onde elas costumam se reunir (proximidade). Vá atrás de mentores e exemplos a seguir.
Apoie as pessoas dispostas a apoiar você. Demonstre o seu respeito pelos outros. Escute o que as pessoas têm a dizer. Não presuma que as pessoas ao seu redor são maliciosas, mesmo que algumas se levantem contra você; pode ser que estejam agindo por pura ignorância ou insensatez. Não leve as ações dessas pessoas para o lado pessoal.
Esses cinco fatores interagem entre si e vão se desdobrando um após o outro. O otimismo ativo leva a uma ação decisiva, a qual depende da sua bússola moral; estes três passos requerem uma tenacidade implacável e se tornam mais fáceis quando você conta com um apoio interpessoal.

Resiliência é a capacidade de recarregar
Estou certo de que ser flexível e ágil é a melhor competência profissional do século XXI. No mundo volátil, cheio de incertezas e turbulências, aja como um bambu diante das tempestades e não como uma rígida figueira. As duas árvores sofrerão a mesma realidade, mas a forma de reagir de cada uma será diferente. Qual delas sobreviverá? A figueira se quebrará e o bambu se vergará, sobrevivendo à crise e se reerguendo. Quem cai e dá a volta por cima, sempre vence no final.
Muitos associam resiliência com força (o soldado que se arrasta na lama e não sofre, o boxeador que sempre se reergue depois do nocaute). Mas força e trabalho duro representam o oposto da resiliência. Arianna Huffington descobriu que os EUA perdem 11 dias de produtividade por trabalhador por causa da falta de sono revigorante dos trabalhadores.
A chave para a resiliência é a capacidade de recarregar. É tentar de maneira determinada, então pausar, tentar novamente, recuperar-se, e então tentar de novo. Mas melhorando a cada vez, como fez Thomas Edison. Esta conclusão tem base científica na biologia, mais especificamente no conceito de homeostase – a capacidade do cérebro de continuamente recarregar e sustentar o bem-estar. O neurocientista Brent Furl chamou de “valor homeostático” esta capacidade que temos de recarregar e buscar o equilíbrio novamente de forma natural.

Lembretes para o sucesso
Para desenvolver eficazmente a resiliência, lembre-se das seguintes premissas:
·  A simplicidade é crucial – Concentre-se nos cinco fatores da resiliência. Outros comportamentos também consolidam a resiliência, incluindo o autocontrole e uma mentalidade “calma, inovadora e não taxativa”. Lembre-se: menos é mais. Busque soluções simples.
·  A resiliência pode ser aprendida em qualquer idade – As dificuldades, a ansiedade e os eventos dolorosos podem levar a “eventos neurológicos e neuroendócrinos” semelhantes à plasticidade cerebral das crianças, o que melhora a aprendizagem. Assim, nossos revezes e eventuais fracassos devem ser encarados como lições de aprendizagem.
·  A autoeficácia é uma estrutura útil – Lembre-se de que o “primeiro sucesso é o mais difícil”.
·  É importante monitorar a sua resiliência – O autoconhecimento é um requisito fundamental para o sucesso. Conheça e tire proveito de seus pontos fortes e habilidades. Lembre-se: a prática e o treino aperfeiçoam.
·  Estude o passado – Encontre seus heróis pessoais de resiliência. Estude as suas palavras e ações. Inspire-se neles. Churchill, por exemplo, dizia: “O sucesso consiste de ir de um fracasso a outro fracasso sem perder o entusiasmo”.
 Por Marco Morsh
Fonte Portal Administradores

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO?

Transformações ocorrem para todos ao mesmo tempo, portanto, por vezes, por mais bem intencionada e responsável pelo desenvolvimento de seus talentos que uma empresa seja, não há tempo hábil para prepará-los para todas as transformações de mercado

Não vivemos em um mundo em constante mudança. Pois mudança é um evento que pode ser revertido. Um exemplo simples é quando você tem um sofá próximo a uma parede, o muda para perto da janela e, portanto, tem a possibilidade de retorná-lo à posição original. O mundo não funciona assim! Vivemos em um mundo em constante transformação. A diferença é que, quando algo se transforma, não tem como voltar à condição anterior. Um bicho-da-seda não muda, mas se transforma em borboleta. As lavas que saem de um vulcão não mudam, mas transformam a paisagem. E assim ocorre com a economia também. Um profissional, principalmente um líder dentro de uma empresa, que não observa as transformações ao seu redor pode causar sérios danos a si mesmo e à organização.
As principais consequências desse comportamento são o indivíduo contrair riscos inapropriados para sua carreira, o departamento ou mesmo a empresa. Pessoas que não se atualizam, não buscam novo conhecimento alinhado a novas tecnologias, tendências de gestão ou mesmo gerações, se tornam anacrônicas com o tempo. Sonham que um dia "as coisas" voltarão a ser o que eram. Mas esse dia nunca chega, e o que chega é a sua demissão. E o pior é que, quando ela ocorre, aí sim, se dão conta de que estão defasados, não compreendem o que fizeram de errado e culpam a empresa, seus gerentes e mesmo o governo.
Tive a oportunidade de acompanhar um grupo empresarial passar de um foco de investimento nacional para internacional. Durante o período em que mantinha seus investimentos concentrados somente no Brasil, seu presidente discursava com orgulho que, como empresa nacional, deveria focar no País. Até se dar conta de que uma nova legislação tornaria seu mercado acessível para gigantescos players globais. Antes que isso acontecesse, resolveu abrir o mapa-múndi e investir lá fora para crescer e se fortalecer. Entretanto, seus executivos, então já treinados havia décadas para pensar somente no Brasil, não falavam inglês. Como resultado, aqueles que não aprenderam rapidamente foram substituídos por profissionais de fora, e se lamentam da internacionalização da empresa.
Transformações ocorrem para todos ao mesmo tempo, portanto, por vezes, por mais bem intencionada e responsável pelo desenvolvimento de seus talentos que uma empresa seja, não há tempo hábil para prepará-los para todas as transformações de mercado. Muitas vezes, é como se tivesse de trocar a turbina do avião em pleno voo. Assim, o profissional deve manter o foco no futuro e observar as evidências que indiquem para qual direção as transformações possivelmente ocorrerão. E se preparar.
Diante de um evento que transforma sua vida, o indivíduo possui duas alternativas: resistir ou adaptar-se. É graças à resistência às transformações que a indústria de cosméticos cresce. Afinal, já que os cabelos brancos e as rugas que surgiram não voltarão a ser o que eram, o negócio é disfarçar. Mas, na vida profissional, a competência não pode ser um disfarce. Ela demanda adaptação. Não é preciso lembrar que, na natureza, são os mais adaptáveis que prevalecem. E assim ocorre na economia, nos mercados e, consequentemente, nas profissões.
É difícil viver em constante adaptação, pois isso nos coloca em uma experiência de vida desconfortável. Entretanto, quando a pessoa para no tempo, é como se nada mais fizesse sentido. Fica uma sensação de que, se o mundo não tivesse se transformado, ela ainda seria capaz, válida ou competente. No mercado, empresas nascem, lutam para se adaptar e, eventualmente, morrem. Mas, ao final, somente as que foram bem-sucedidas nesse processo prevalecem. Portanto, o que se pede ao profissional ao lidar com sua carreira é que a veja com os mesmos desafios de todo empreendimento. Que sofrerá ao longo do tempo transformações impostas pelo mundo, pelos mercados, pela tecnologia, pelas gerações mais novas e por crises econômicas. Mas, ao final, terá de se adaptar. Esse é o jogo.

Por Sílvio Celestino
Fonte O Portal da Administração

OS TRUQUES PARA PARECER CONFIANTE (MESMO ESTANDO INSEGURO)


Quando a atitude confiante na hora de se apresentar e de se comunicar com as pessoas é um ingrediente que falta no comportamento do candidato, muitas vezes, nem um currículo impressionante vai bastar para reverter sua desvantagem em processos seletivos.
Transmitir confiança é decisivo para o sucesso no mundo do trabalho e quem diz isso é Rodrigo Soares, diretor de uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção que atuam no Brasil, a Hays.
Em um ambiente em que parecer ser é tão importante quando ser de fato, profissionais confiantes prosperam não só por conta da boa comunicação, mas também porque são capazes de conquistar e influenciar positivamente o ambiente ao seu redor.
Confira como espantar a insegurança e projetar confiança, o que , segundo Soares, é uma escolha, basta optar por ela:

1. Aja primeiro
“O profissional deve partir para a ação, que pode ser ancorada na observação da atitude de pessoas confiantes”, diz Rodrigo Soares. Repare na linguagem corporal de alguém que você considera confiante. Note gestos e expressões e perceba de quais deles você poderia se apropriar. “Pequenas ações já projetam confiança”, diz.
Agir de maneira confiante mesmo antes de se sentir tão seguro quanto demonstra a “nova” atitude terá resultados efetivos na sua autoimagem, segundo o diretor da Hays.

2. Elimine vocabulário impreciso
“Há, por exemplo, uma diferença grande no nível de confiança transmitido ao interlocutor entre dizer ‘eu acho’ e dizer ‘eu acredito’”, diz Soares.
Eliminar palavras imprecisas é uma maneira de valorizar suas colocações em reuniões e apresentações. Ritmo e cadência da fala são fatores importantes para demonstrar credibilidade. O contato visual, um desafio para os mais inseguros, nunca deve ser preterido neste processo. E, lembre-se de sorrir, indica Soares.

3. Bom humor
Pessoas engraçadas, em geral, são vistas como confiantes e capazes de transformar o clima de uma empresa. Quando for apropriado ao ambiente, aposte no humor, mas com moderação e parcimônia.
Se sua a insegurança não permite que você tenha a coragem de tentar provocar risadas nos outros, apresente-se no dia a dia, simplesmente, com bom humor. “Ninguém precisa contar piada, um sinal de bom humor em uma entrevista de emprego é o sorriso”, diz Soares.

Aliadas aos truques, estas ações são imprescindíveis:
Tenha mentores.
Executivos muitas vezes atribuem parte de seu sucesso à orientação que receberam de seus mentores ao longo da carreira. Cercar-se de uma rede de apoio vai, sem dúvida, aumentar o seu nível de confiança para tomar decisões no âmbito profissional.
Segundo Soares, um mentor deve, inclusive, ser encarado como um lembrete constante do que é necessário fazer para chegar aonde você quer. “Devem ser pessoas que inspiram admiração e com quem há forte identificação de valores”, diz Soares.

Prepare-se.
Quanto mais inseguro o profissional, mais a preparação se faz necessária. Dedique-se ao máximo antes de enfrentar reuniões, apresentações ou entrevistas de emprego. Pular esta etapa é, segundo Soares, deixar muito espaço para o acaso e para possíveis falhas.

Por Camila Pati
Fonte Exame.com

8 HÁBITOS DIÁRIOS PARA AUMENTAR SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A gestão das emoções — tanto próprias como alheias — é fundamental para o sucesso. Veja como desenvolvê-la por meio de mudanças simples na rotina

O que diferencia um profissional com alto nível de inteligência emocional de outro conhecido por suas explosões de raiva, ataques de choro e mudanças repentinas de humor?
Certamente não é a presença (ou falta) de um talento inato para lidar com os sentimentos, garante Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie).
“A inteligência emocional é resultado de treino, assim como qualquer outra competência”, diz o especialista. “Seu desenvolvimento começa já na infância para algumas pessoas, mas também pode acontecer mais tarde, na vida adulta, a qualquer tempo”.
Investir nessa habilidade comportamental é crucial para o sucesso em qualquer carreira. Mais do que nunca, a gestão dos sentimentos — tanto próprios como alheios — tem sido definida por especialistas em recursos humanos como uma habilidade decisiva para continuar empregado na crise e eventualmente ser alçado a uma posição de liderança.
Incorporar certos hábitos à sua rotina pode ajudar nesse aprendizado, diz Adriana Gattermayr, coach e consultora da Gattermayr Consulting. Ela diz que exercícios diários de capacidades como observação, empatia, resiliência, tolerância e autocontrole podem gradativamente transformar uma pessoa explosiva em alguém muito mais apropriado de si mesmo.
A seguir, confira 8 atitudes que você pode cultivar na rotina para se tornar mais inteligente do ponto de vista emocional, segundo os especialistas ouvidos por EXAME.com:

1. Não “cure” sua frustração com queixas
Diante de uma contrariedade, a reação tipicamente humana é reclamar. Quem faz isso está aliviando sua irritação, mas de forma pouco produtiva, diz Gattermayr. Isso porque há grandes chances de o problema continuar presente. Por isso, quem tem inteligência emocional substitui a queixa pela ação. 
A cada vez que você sentir raiva ou frustração no cotidiano, interrompa rapidamente o ímpeto de reclamar e tente imaginar uma saída prática para melhorar a situação. Isso não quer dizer que você deva “desligar” as suas emoções, mas sim empregá-las de forma estratégica.

2. Busque palavras para definir o que está sentindo
Um exercício simples para conhecer melhor as suas emoções é tentar capturá-las pela linguagem. Pergunte-se a cada vez que estiver diante de um sentimento desconhecido: isto é ansiedade, remorso, medo, euforia, raiva, inveja, alívio, decepção, arrependimento? Quanto mais precisa for a palavra, melhor.
Identificada a emoção, o próximo passo é observar qual atitude ela costuma desencadear em você. “Um bom profissional se pergunta constantemente ‘toda vez que sinto isto, ajo desta forma?’”, diz Gattermayr. “Ao descobrir os seus padrões de comportamento, você consegue adequá-los a cada momento da vida, em vez de se tornar escravo deles”.

3. Observe as emoções alheias (e tente senti-las também)
O desenvolvimento da inteligência emocional não se restringe apenas ao seu mundo interior: ele também depende da sua conexão com as outras pessoas. A dica de Gattermayr é exercitar a sua sensibilidade às emoções dos outros, mesmo quando eles tentam disfarçar.
É como um quebra-cabeças: quanto mais você observa a pessoa, mais peças aparecem e mais elas se encaixam. “É muito útil para percebermos que nem toda briga é pessoal”, diz a especialista. “Também é um ótimo exercício ‘anti-mimimi’, até porque muitas vezes descobrimos que agiríamos da mesma forma se estivéssemos no lugar do outro”.

4. Ofereça ajuda
Segundo Rodrigo Fonseca, presidente da SBie (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional), estar sempre disposto a apoiar colegas, chefes e subordinados é uma forma de fortalecer um dos pilares da inteligência emocional: a empatia.
“Preciso me colocar no lugar do outro para saber se ele precisa de ajuda, isto é, preciso me sentir como ele se sente”, explica. Além disso, a disponibilidade e a cooperação criam um importante vínculo emocional entre você e as outras pessoas do seu ambiente de trabalho.

5. Permita-se viver conflitos
Um dos grandes mitos em torno da inteligência emocional é a ideia de que ela corresponde à serenidade absoluta. Pelo contrário: a competência tem a ver com o bom uso de emoções boas e ruins, fortes ou fracas, de forma que o indivíduo não fique refém delas.
Assim, é importante exercitar a sua autenticidade no cotidiano e não tentar agradar sempre. “Essa honestidade tem a ver com o entendimento de que questões difíceis muitas vezes precisam ser abordadas para o crescimento de todos”, diz Gattermayr. Se você evita conflitos o tempo todo, nunca vai desenvolver musculatura para superar os problemas.

6. Abandone a postura de juiz
Alguém fez algo no trabalho que você achou estranho ou ridículo? Antes de julgar essa pessoa, procure entender suas motivações e reconhecer que nem todo mundo pensa como você, aconselha Fonseca. “Quem tem inteligência emocional sabe apreciar as diferenças entre as pessoas”, diz ele.
Isso também significa cortar radicalmente o hábito da fofoca e da maledicência, que vão na contramão da empatia. No lugar dessas práticas, é mais produtivo observar o outro de forma paciente e buscar aprender algo com ele.

7. Planeje suas conversas
Antes de falar com uma pessoa no trabalho, acostume-se a fazer uma série de perguntas prévias. Este é o melhor momento para abordá-la? Como ela está se sentindo hoje? O assunto pede delicadeza ou firmeza, gravidade ou leveza? O local é adequado para a conversa?
Segundo Gattermayr, esse é um exercício de autorregulação, feito a partir da observação das emoções alheias e do aprendizado sobre os seus próprios padrões de comportamento. A hora e o lugar são corretos, você calibrou seu discurso, mas a pessoa acabou se irritando e gritou com você? A dica é respirar fundo, não revidar e pedir gentilmente que a conversa continue mais tarde.

8. Treine sua resistência às tentações
Pessoas com baixa inteligência emocional cedem facilmente aos seus próprios impulsos. Ocorre que pequenos prazeres não trazem felicidade. “Um estudo clássico mostra que crianças que conseguem sacrificar uma bala agora para comer duas balas daqui a uma hora se tornam adultos mais bem-sucedidos”, diz Gattermayr. Daí a importância de não sucumbir a sentimentos momentâneos e sempre pensar nos efeitos de cada ação a longo prazo.
Controlar os seus próprios impulsos também ajudará o indivíduo a ser mais altruísta — o que também traz mais felicidade. Ao pensar nos outros, você é obrigado a regular as suas próprias emoções e a sacrificar o próprio conforto de vez em quando. Não existe hábito mais propício para desenvolver sua inteligência emocional e construir uma vida social harmônica dentro e fora do trabalho.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com