sexta-feira, 11 de setembro de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

SORTE DE HOJE

O QUE É, O QUE É? É A VIDA! - SETEMBRO AMARELO


Eu fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá , meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!

(Gonzaguinha)

GASTE MENOS E ECONOMIZE MAIS EM 6 PASSOS

Especialistas ensinam a reduzir a aversão a perda e a diminuir o apetite pelas compras e pelos gastos supérfluos

Depois de alguns anos de trabalho, o salário melhorou e o padrão de vida subiu – o carro é mais novo, a casa é em um bairro melhor e até os restaurantes frequentados são um pouco mais caros. Todo mundo sempre fala que precisa economizar, reduzir os gastos e fazer uma poupança. O problema acontece quando depois de sucessivos “mês que vem eu começo”, acontece um imprevisto, como uma demissão inesperada, por exemplo.
Se você já se viu nessa situação – ou acha que ela encaixaria perfeitamente na sua falta de provisões –, saiba que não é o único. A renda melhorou e qualquer um adoraria usufruir de uma condição mais confortável. Reduzir o padrão de vida e cortar gastos é sem dúvida um dos momentos mais difíceis do processo de reeducação financeira.
Mesmo sabendo exatamente o que deveria ser feito, as pessoas têm aversão a perdas – seja de dinheiro ou de padrão de vida. Pesquisas conduzidas pelo Nobel de Economia, Daniel Kahneman, nos Estados Unidos, apontam que o sentimento de incômodo com a perda chega a ser duas vezes mais intenso que a felicidade de um bom ganho.
Por isso, um consumo novo vira hábito e entra na rotina rapidamente. Mas para abrir mão dele, e reduzir as despesas, você precisa de pelo menos o dobro do esforço.
A psicóloga e consultora Regina Silva, do Gyraser Centro de Desenvolvimento, lembra que reduzir o padrão de vida tem impactos que vão muito além dos financeiros. “Quando a pessoa começa a diminuir os gastos, ela acha que está passando a mensagem de fracasso”, explica. “Quando não vai para os jantares e eventos para não gastar, os amigos deixam de fazer convites e, assim, nasce uma tremenda sensação de rejeição.”
Você não poderá evitar o medo de perder o padrão de vida conquistado nem a dor de se sentir rejeitado, mas pode contornar essa sensação incômoda de fracasso.

Confira os seis passos para uma vida financeira mais equilibrada:

1 - Encare a realidade
O primeiro passo de todos é reconhecer sua situação. Tenha clareza do problema, sejam dívidas ou a necessidade de um aperto nas contas para uma reserva de emergência. Aline Rabelo, coordenadora do Investmania, conta que há pessoas que fogem tanto de si mesmas que chegam a deixar de abrir as cartas de cobrança entregues em casa. “Precisa ter coragem para encarar o problema”, diz. Analise todas as cartas postas à mesa e pergunte-se quanto terá de economizar ou qual o tamanho da dívida que terá de pagar. “Só de parar, observar e colocar tudo na ponta do lápis a pessoa já sente alívio”, explica.

2 - Tenha clareza de objetivos
O mesmo vale para quem está deixando de consumir agora para realizar um objetivo no futuro. É melhor poupar para um sonho do que perder o sono pensando em como pagar o compromisso assumido.
Saber a razão de estar poupando ajuda a levar a restrição orçamentária com tranquilidade por mais tempo. “Isso é fundamental para que você não fique com a noção de que está perdendo um dinheiro sem motivo”, pontua a psicóloga. Essa fase também vai passar e, se tudo correr como previsto, em breve você está realizando um sonho.

3 - Esteja ciente de que qualquer fase é temporária
Se estiver enfrentando uma crise, como um desemprego ou um turbilhão de despesas inesperadas, mantenha em mente que isso também vai passar. Em alguns meses, sua vida estará organizada novamente e os padrões de consumo poderão ser retomados, ao menos em partes. “Ter consciência de que é um momento de aperto te ajuda a planejar e principalmente a amenizar um pouco a sensação de perda”, explica Regina.

4 - Faça um planejamento
Ponha tudo no papel. Quanto você pretende economizar e por quanto tempo vai fazer a poupança. Lembre-se do planejamento toda vez em que se sentir o último dos mortais por não ter o celular da moda ou por não sair naquele sábado à noite. Aline, do Investmania, lembra que é fundamental identificar quais são os gastos que não podem ser reduzidos. “Em geral, não dá para mexer em alimentação, transporte e moradia. São os três pontos primordiais”, sinaliza. O planejamento por escrito também é um compromisso, funcionando como uma espécie de contrato assinado consigo mesmo.

5 - Não se prive de tudo
Esqueça os radicalismos. Como qualquer reabilitação, você precisará ir aos poucos até se livrar do vício. Regina lembra que não adianta se esforçar ao extremo para passar dois ou três meses em restrição máxima das contas. “É como dieta, depois virá o efeito rebote. O ideal é reduzir a frequência dos gastos supérfluos”, diz.

6 - Não fuja da riqueza
Se o orçamento folgou, aproveite, afinal você pode e deve usufruir do seu esforço. “A gente pode sim aumentar o padrão de vida, mas tem de aumentar igualmente o tamanho das reservas”, explica Regina, do Gyraser. Se o salário aumentar, divida igualmente o adicional entre a parte que vai para a poupança e a parte que entrará no fluxo mensal. “Vivemos em um País onde ter dinheiro e sucesso é um valor. Não dá para ignorar essa vontade.”

Por Bárbara Ladeia
Fonte iG Economia

COMO MUDAR HÁBITOS PESSOAIS E FINANCEIROS PARA ENRIQUECER

Professor e palestrante de finanças pessoais mostra o passo a passo do processo para transformar os desejos financeiros em mudança de hábitos na prática

Bons hábitos pessoais podem se traduzir em bons hábitos

Aprender sobre o funcionamento dos investimentos e dos financiamentos é a “parte fácil” do caminho para uma vida financeira saudável. O mais difícil, para a maioria das pessoas, é criar bons hábitos financeiros e saber definir objetivos.
Pensando nisso, Elisson de Andrade, professor da Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba e palestrante em finanças pessoais, passou a dar lições sobre autoconhecimento e sobre como transformá-lo em uma mudança real dos hábitos financeiros, tanto nas suas aulas universitárias como nas palestras e até em um curso online.
Para Andrade, a falta de autoconhecimento, propósitos e objetivos claros de vida são os principais fatores que fazem as pessoas caírem em tentação na hora de consumir, e acabarem gastando mais (ou poupando menos) do que deveriam. 
Além disso, ele acredita que a pressa e o imediatismo da sociedade atual são os principais obstáculos para que as pessoas pensem em ter uma vida financeira saudável.
“As pessoas querem receitas milagrosas para enriquecer de uma hora para outra. Buscam anabolizantes, dietas mirabolantes e financiamentos longos para ter agora o que ainda não tem condições de conquistar. Só que essas conquistas são efêmeras. Para construir algo de que vamos nos orgulhar leva tempo. É preciso trabalhar e vai demorar”, diz Andrade.
Conheça a seguir as etapas traçadas pelo professor sobre como se dá o processo para a mudança real dos hábitos financeiros:

1 Reveja seus paradigmas (ou modelos mentais)
Os paradigmas são os modelos ou parâmetros a partir dos quais você vê a vida. Em geral são originários da sua cultura, da sua religião, e talvez principalmente da sua família. E é desses paradigmas que vêm os seus valores.
O primeiro passo para o autoconhecimento é rever esses paradigmas para se certificar de que os seus valores são mesmo seus, ou se são os valores de outras pessoas falando mais alto. Qual o modelo que você usa para tomar decisões financeiras e de onde ele vem?
“Os pais falam para o filho que quando ele ganhar o primeiro salário deve já pensar em comprar um carro, para começar a ter suas coisas e ganhar responsabilidade. Há pessoas que se casam muito jovens e já compram a casa dos sonhos, se endividando. E ainda há aquelas que precisam presentear todo mundo nas datas comemorativas”, diz Andrade.
O professor diz que aprendemos que tudo isso é natural, e não medimos as consequências. Mas será que precisa ser assim mesmo?
“Por que você não aluga uma casa em vez de comprar? Você não pode usar o carro dos seus pais no início da carreira? E precisa comprar presente para todo mundo, não basta escrever um cartão?”, questiona.
Andrade sugere que esses paradigmas sejam questionados: empregar seu dinheiro desta forma é realmente importante para você? Dar um presente é a única forma de demonstrar afeto? Você deve mesmo comprometer seu futuro financeiro por um monte de tijolos?
Ele cita ainda outras ideias arraigadas à cultura do brasileiro e que podem ser quebradas, como a noção de que se não comprarmos a prazo nunca teremos nada, e de que é preciso ter os produtos “da moda” sempre.
“Reveja seus paradigmas e tente adequá-los à pessoa que você quer ser”, diz o professor.

Crie propósitos
Ao se certificar de quais são os paradigmas que fazem sentido para a sua vida, você deve definir os seus propósitos.
“O que faz sentido na vida para mim? Ir ao shopping e me endividar no cartão de crédito é o que eu realmente quero? O que você gostaria que falassem sobre você no seu velório? O que você quer que valha a pena na sua vida?”, diz Elisson de Andrade.
O que você quer? Dar a volta ao mundo? Fazer uma pós? Viajar nas férias? Juntar o primeiro milhão? Comprar um apartamento? Aposentar-se com conforto? Defina metas, e não pense que tudo é impossível, aconselha o professor. Se elas fizerem sentido para você, vão motivá-lo.

3 Defina prioridades
Finalmente, depois de se conhecer bem, você deve estabelecer as suas prioridades. Elas vão delinear o seu plano para “chegar lá”.
O professor lembra que, nesse momento, a pessoa deve encarar o dinheiro como um instrumento para ser e fazer o que deseja, com liberdade de escolha.
Então não se trata nem de se tornar tão apegado ao dinheiro que você vai poupar apenas por poupar, deixando de fazer o que você gosta, nem tão desapegado que você passe necessidade e onere sua família no futuro.
“Eu defino riqueza como liberdade de escolha. Não é uma questão de ter muitos bens, mas de ter liberdade para não se sujeitar a muitas coisas que a vida acaba exigindo”, diz Andrade.
Ele explica que quem não cuida bem do dinheiro – porque considera que suas prioridades na vida não são materiais – não consegue nem agarrar as boas oportunidades, nem passa bem pelas adversidades.
“A pessoa que não tem dinheiro suficiente pode até comprar um carro, mas vai sofrer se passar por um acidente e não tiver seguro. Ou não consegue deixar um emprego ruim porque não tem reservas”, exemplifica.
Assim, se você definir que suas prioridades são passar tempo com a sua família, morar em uma casa confortável ou viajar, para tudo isso você vai precisar de dinheiro.
“Quando somos jovens, precisamos fazer muita coisa que não queremos para lá na frente ter a liberdade de escolher fazer o quisermos. O dinheiro nos permite ter mais tempo para a família, para pagar bons serviços médicos, poder morar em um local mais seguro”, diz Andrade.

4 Mude seus hábitos
Finalmente, chega a hora de mudar seus hábitos, não só financeiros, mas pessoais. Para o professor Elisson de Andrade, os bons hábitos financeiros se dividem em três grupos:

- Jogar bem na defesa: gastar menos
Ao se questionar por que você gasta com o que você gasta – ou sobre quais os paradigmas que norteiam esses hábitos – você consegue cortar alguns gastos inúteis.
Elisson de Andrade dá um exemplo: se você passa todos os dias no supermercado para comprar algo que falta em casa e acaba fazendo gastos desnecessários, questione por que você faz isso. É para dar uma caminhada? Para espairecer após um dia de trabalho? Para se distrair? O que você realmente está procurando?
Pode ser que você perceba que o objetivo verdadeiro dessa ida ao supermercado não é comprar. Se você substituísse este hábito por uma caminhada num parque ou alguma outra atividade que não implique consumo, o efeito não seria melhor?
“Você pode trocar o lazer atrelado ao consumo por atividades que não envolvam gastos. Mas para perceber isso, é preciso ter controle do orçamento doméstico”, diz o professor.

- Ganhar ou investir dinheiro
Aqui não há mistério, mas trabalho. Trata-se de começar a estudar modalidades de investimento para aumentar seus rendimentos. Mas para quem nunca fez isso, há um passo a passo que pode ajudar.
Para quem não tem o hábito de poupar, a primeira coisa a se fazer é definir um objetivo de poupança. Em seguida, é começar: separe a quantia referente à poupança assim que o seu salário cai na conta. Você pode programar o débito no seu banco, que vai creditar a quantia automaticamente na caderneta de poupança.
Elisson de Andrade sugere que, depois de alcançar um montante na caderneta de poupança, a pessoa passe a acompanhar outro tipo de investimento, como, por exemplo, o Tesouro Direto.
Depois de se informar a respeito do novo investimento, você pode começar a experimentá-lo, passando parte da quantia da caderneta de poupança para a nova aplicação. Quando estiver craque neste segundo tipo de aplicação, você pode começar a aprender sobre um terceiro, e assim por diante.
Outra sugestão do professor é definir um dia do mês para dar uma olhada nas suas aplicações e na sua conta bancária.

- Definir e rever objetivos
Crie objetivos de curto, médio e longo prazo, para estabelecer o que é prioridade e o que cabe no orçamento. São os pequenos objetivos, originários dos seus propósitos.
Se seu sonho é que sua casa seja acolhedora e confortável, você cria o objetivo para poupar para comprar a moradia dos seus sonhos. Se seu sonho é conhecer toda a Europa, você começa a planejar quando e para onde será sua primeira viagem, e assim por diante.

Por Julia Wiltgen
Fonte Exame.com

O TEMPO CERTO DAS COISAS


A gestalt terapeuta Barry Stevens escreveu um livro: “Não apresse o rio, ele corre sozinho. Portanto, enquanto o barco vai navegando, usufrua da paisagem, absorva o que ela te oferece e confie no tempo certo das coisas.”
Geraldine Ravaglio

Tempo é um ativo importantíssimo! Não há dúvidas. Não posso apressar o rio e não preciso correr para absorver tudo o que aparece na minha frente. Posso criar estratégias de aprendizado que me ajudem a filtrar melhor as informações e construir conhecimento relevante para minha carreira, sem pressa, com prontidão.

Menos “Papa-Léguas”, mais “Neo-Matrix”. Posso melhorar meu aprendizado e minha performance refletindo sobre 5 perguntas:

1) O que estou realmente precisando aprender?
Não é o que gosto, é o que faz a diferença.

2) Quem são os experts?
Não o que eles sabem, mas como aplicam o que sabem.

3) O que eles consideram crucialmente importante aprender para que eu seja proficiente? 
Não espere um elogio, pergunte o que fazer no próximo nível.

4) Existe algum vídeo, artigo, livro, podcasting que possa ajudar a complementar minha aprendizagem?
Por vezes, um vídeo ou conversa de 20 minutos valem muito mais do que um seminário de 8 horas.

5) Como posso construir um plano de ação e aplicá-lo no meu dia a dia?
A evolução não vem necessariamente do saber muito, mas do fazer muito bem.

Não é questão de apressar o rio, mas sim, de observar e aprender da melhor forma possível, no tempo que é possível.
Por Sidnei Oliveira
Fonte Exame.com

EU ACREDITO NA VIDA


COISAS BOAS...

DEIXA IR

 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

5 CRISES DE CARREIRA QUE ATRAPALHAM MULHERES BEM-SUCEDIDAS

Confira os aspectos que atrapalham a continuidade da carreira das executivas que chegam ao topo e as dicas para reverter o cenário negativo

Muitas mulheres acabam perdendo a autenticidade na tentativa de criar um clima mais confortável entre seus colegas homens.

O topo da carreira é solitário. Pelo menos para as mulheres, diz Renata Dinkelmann, diretora da Egon Zehnder. “Em cargos superiores a cultura ainda é dominada pelos homens”, diz Renata.
E essa experiência de solidão é assustadora ao ponto de colaborar para a evasão de cérebros femininos do alto escalão das empresas.
De acordo com Renata, estudos indicam cinco aspectos que atrapalham a continuidade da carreira de sucesso das mulheres bem como a sua felicidade no trabalho:

1 Networking fraco
A dupla jornada que muitas mulheres enfrentam é um fator limitante para o investimento na rede de contatos.
“Para as mulheres há uma cobrança interna maior. Ela fica na dúvida entre sair para jantar com os colegas de trabalho ou jantar com seus filhos em casa, por exemplo”, diz Renata.
E, depois de encarar um expediente longo, as executivas, em geral, preferem ir para casa, onde esperam seus filhos, marido. Além disso, apesar dos inegáveis avanços culturais, grande parte das tarefas domésticas ainda é prioritariamente responsabilidade delas.
Com tudo isso em mente, é mais raro encontrar tempo para happy hours com os colegas de trabalho, ou para eventos e reuniões informais fora do horário de trabalho.
E, se regra geral do networking é “quem não é visto não é lembrado”, os homens acabam saindo na frente, já que são menos vítimas desta cobrança interna ou externa por mais tempo em casa.
Dica: planejar e balancear a agenda de modo a deixar um espaço para investir no networking sem que isso signifique prejuízo para as relações familiares.

2 Contar com um único mentor
Leais a quem as ajuda, as mulheres têm propensão a manter um único mentor profissional, geralmente encarnado na figura do chefe.
Não é diferente do que acontece pelos corredores das escolas: enquanto as meninas geralmente gravitam em torno de uma única amizade (a melhor amiga) os meninos crescem em turmas e times, destaca a diretora da Egon Zehnder.
O homem navega melhor pelo ambiente profissional, faz mais alianças, enquanto a mulher é mais leal ao seu único mentor.
Dica: No livro “Faça Acontecer”, a COO do Facebook, Sheryl Sandberg dá o recado: a relação com um único mentor pode ser simplista. Muito melhor, diz ela, é pedir conselhos pontuais a profissionais de todos os níveis (de júnior a sênior) para resolver questões específicas.

3 Pouca credibilidade
O endurecimento das reações e a intransigência das manifestações são mecanismos de defesa usados por mulheres em altos cargos executivos. Outras, para evitarem erros preferem seguir carreira de especialista ao invés de disputar os cargos de gestão.
“Ao chegar ao topo a mulher se impõe, para poder se sobressair ela tem que ser a mais eficiente, mais dura, mais assertiva e se posicionar de forma mais objetiva”, diz Renata. Mas este tipo de reação não traz a almejada credibilidade que a cadeira de líder requer.
O aspecto político geralmente presente nos homens é mais efetivo neste sentido. “Mesmo que ele não seja o melhor, seja apenas bom, ele continua crescendo”, diz Renata.
Dica: a credibilidade é uma consequência de um trabalho bem feito e de uma reputação profissional bem cuidada.

4 Falta de autenticidade
Líderes autênticos são marcantes. Mas, muitas mulheres acabam perdendo a autenticidade na tentativa de criar um clima mais confortável entre seus colegas homens.
“Muitas mulheres criam uma máscara, mas em longo prazo começam a se questionar se valeu a pena”, diz Renata. Este comportamento adquirido é estimulado pela insegurança, mas a nova maneira de agir pode prejudicar sua imagem profissional.
Dica: preste atenção para não demonstrar ser o que não é. A sinceridade no modo de agir é sempre o melhor caminho.

5 Solidão
Sensação de ser um “peixe fora d´’água”. Entre colegas homens, a mulher se sente sozinha. A falta de autenticidade na maneira de se comportar só vem a reforçar o sentimento de solidão dentro do grupo.
Dica: ter consciência de experimentar este sentimento de solidão é o primeiro passo para reverter o quadro, de acordo com Renata.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

9 SINAIS QUE VOCÊ ESTÁ VIVENDO UMA VIDA QUE NÃO QUERIA


Sabe o que mais tem no mundo? Gente infeliz com o que está fazendo da vida. Gente apenas sobrevivendo ao invés de viver de verdade. Gente que nunca vai conseguir ter tempo de verdade, pois não há um verdadeiro motivo para se ter mais tempo. Essa foi uma semana de encontrar gente nesse estágio da vida, dura realidade, mas cada vez mais comum. Será que você está nesse estágio? Veja alguns sinais que podem indicar isso.

1 – Segunda-feira é um martírio
Quem acorda na segunda-feira, imaginando que está indo para um velório, sem qualquer disposição de fazer acontecer, tem um dos sintomas clássicos da sobrevivência.

2 – Reclama sem saber o porque
Tudo tá chato? Tudo é um saco? Sem vontade de fazer muita coisa? Você “bufa” várias vezes por hora com aquelas coisas que aparecem no meio do seu dia? Se você está reclamando de tudo, a toda hora, para todo mundo, você está no caminho de se tornar um “walking dead” (zumbi da vida).

3 – O dia não acaba com aquela vontade de quero mais
Sabe quando seu dia termina, você está tão cansado, esgotado e ainda tem um monte de trabalho para ser feito? Será que você sente aquele tesão de fazer um pouco mais, de tanto que gosta do que está fazendo ou não vê a hora de sair pela porta? (eu não estou dizendo que é para fazer cansado, trabalhar amis, estou só perguntando se dá a vontade..)

4 – Faz mais coisas pessoais no trabalho que profissionais
Você chega no trabalho, começa a tocar o dia, daqui a pouco começa uma preguiça e ai você começa a procurar coisas sobre seu TCC, faz coisas do seu trabalho extra, procura da sua próxima viagem, etc. Fazer coisas pessoais durante o trabalho não tem problema, se forem no tempo certo e no tamanho do bom senso. Agora quando toda hora você foge para o pessoal, ai tem algo errado.

5 – Vive procurando outras oportunidades de emprego
Você vive nos sites de emprego mandando seu currículo e buscando outras oportunidades? Esse é um outro sintoma de que algo está errado com a oportunidade atual. Querer melhorar é natural do ser humano, mas será que você tem um foco específico para isso ou está aleatoriamente buscando algo diferente?

6 – Sem tempo pessoal de qualidade
Há quanto tempo você não faz algo realmente de qualidade para você mesmo? Seu tempo pessoal é prioridade ou é raridade? Pessoas que sobrevivem não conseguem encaixar muito prazer na agenda, são apenas levadas pelo grupo em eventos sociais, mas algo que goste de verdade fica em segundo plano.

7 – Sensação de que está faltando algo
Pessoas que estão sobrevivendo, vivem com a sensação de que precisam de algo diferente, mudar a vida, dar a guinada, fazer sucesso de verdade. É um pensamento que vai e volta constantemente mas sem muitas respostas práticas.

8 – Ausência de desafios
Quem não tem um grande desafio para sua vida, algo que realmente motive de verdade, acaba entrando nesse ciclo de sobrevivência. Esse objetivo pode ser algo profissional como um novo projeto, uma meta desafiadora ou algo pessoal, como um curso, uma certificação, um empreendimento, etc.

9 – Foco no presente, futuro incerto
Esse é um conceito para um artigo sozinho, mas o resumo é que muitas pessoas só conseguem enxergar o hoje e nem querem imaginar o que será amanhã. Vivem o presente até esgotá-lo sem criar um futuro que permita uma vida plena. A vida está tão no automático que essa construção do amanhã não é muito levada em consideração.

Quantos dos sintomas acima estão na sua vida? Se forem mais de 3 ligue o farol amarelo, se forem mais de 5 você está no farol vermelho e precisa fazer algo urgente por você. Estou preparando um conteúdo gratuito para ajudar você a sair do lugar que vou lançar no começo do ano. Se quiser participar deixa seu e-mail aqui e já aproveita para assistir esse vídeo de planejamento de ano novo que tem várias dicas para começar a viver ao invés de sobreviver.
Por Christian Barbosa
Fonte Exame.com

FATOR WOW!


Segundo Robert Wong, o fator Wow é a fagulha que torna um ser humano extraordinário – líder inspirador, filho dedicado, amigo do peito, mãe absoluta. Leia um trecho de sua entrevista para a revista Isto é Dinheiro:
"Para você atingir a excelência, tem de partir de premissas excelentes. Então, você tem de acreditar que você é excelente. E nós somos excelentes, ao menos nossa alma é. O corpo e a mente podem até estar em declínio, mas a alma é o que mais está progredindo. Se você usa essa premissa, consegue chegar à excelência porque age e pensa como excelente, pratica e vive a excelência e tudo isso se torna um círculo virtuoso. Em vez de fazer mais um relatório, você faz um relatório Wow! Em vez de escrever mais um livro, escreve um livro Wow! Em vez de abraçar, fala: vou abraçar Wow! Em vez de transar, você faz um amor Wow! E vê a diferença que isso faz na sua vida. Não é [para se preocupar] se tem condições, dinheiro ou tempo para isso. Só tem uma questão fundamental: sua atitude. Sua iniciativa para pensar assim e agir assim. Custa o mesmo dinheiro."

terça-feira, 8 de setembro de 2026

E SE SEU SUCESSO NA ADVOCACIA DEPENDER DA GESTÃO DE EMOÇÕES?

Uma jornada sobre o mergulho na inteligência emocional e como isso pode alavancar sua carreira jurídica

Mas o que é inteligência emocional?
É bastante comum pensar que a aptidão intelectual (mais conhecida como QI — Coeficiente de Inteligência) é o que define o que é ser inteligente. Então te pergunto: por que os alunos com maiores QIs de uma escola nem sempre são os adultos com maior sucesso profissional e pessoal na vida adulta?
Segundo Goleman, o QI contribui com somente cerca de 20% dos fatores que determinam sucesso na vida, deixando 80% para outras variáveis e circunstâncias, como por exemplo a classe social, a sorte e a inteligência emocional (QE). E é aí que entra a definição de inteligência emocional: é a capacidade do indivíduo de identificar seus sentimentos e emoções com mais facilidade e saber escolher o melhor caminho a se tomar.
A incapacidade de lidar com as próprias emoções pode acabar com a experiência escolar, com carreiras de sucesso e destruir laços pessoais. Já por outro lado, características como autocontrole, zelo, persistência e capacidade de automotivação são aspectos de quem tem grande inteligência emocional e que levam ao sucesso na vida pessoal e profissional.
Unir as duas inteligências — a racional e a emocional — é a chave para o sucesso. Sabendo disso, Goleman descreve 5 grandes aptidões emocionais para aperfeiçoarmos ao longo da vida e conseguirmos atingir esse patamar que hoje é alcançado por poucos: 1. autoconhecimento, 2. saber lidar com as emoções, 3. motivar-se, 4. reconhecer as emoções nos outros e 5. lidar com relacionamentos.

1. Autoconhecimento: conhecendo as próprias emoções
Atire a primeira pedra quem nunca passou por isso na vida: algo no trabalho ou em casa te deixa completamente fora de si e sem ainda ter se recuperado dessa ira, você desconta sua raiva na primeira pessoa que cruza seu caminho. Se identificou?
Essa pessoa raivosa não tem noção nenhuma da emoção que está sentindo e fazendo os outros sentirem, tamanho é o sequestro emocional pelo qual está passando. No mundo corporativo isso se torna extremamente crítico: imagina só descontar todo o seu mau humor no seu cliente? Reconhecer os sentimentos é o primeiro passo para aprender a se controlar. Nossa incapacidade de observar nossos sentimentos nos deixa completamente à mercê deles. Segundo Goleman, “as pessoas mais seguras são melhores pilotos de suas vidas, tendo uma consciência maior de como se sentem em relações a decisões pessoais”.
Quer praticar e aperfeiçoar essa aptidão? Tente dar nome pros seus sentimentos, tentando identificar se aquilo é medo, raiva, alegria, tristeza, ciúmes… Transforme isso em um exercício diário. Identifique também:

- o que governou aquela reação: foi pensamento ou foi emoção?
- o que gerou aquele sentimento negativo? Se pergunte isso até realmente encontrar uma resposta que faça sentido.
Outro ponto importante do autoconhecimento é saber identificar suas fraquezas. Isso nos torna mais humildes e nos permite trabalhar para melhorá-las ao longo de toda a vida.

2. Lidar com as emoções: o que eu faço com isso que senti?
Agora que identificar as emoções já parece uma tarefa fácil, a ação se torna necessária. Afinal, de que adianta o autoconhecimento e não fazer nada com relação a isso, não é mesmo?
Saber lidar com os sentimentos e emoções é conseguir se recuperar mais facilmente dos altos e baixos da vida, que muitas vezes nos deixam imóveis e nos trazem uma carga enorme de tristeza, ansiedade, medo e frustração.
O objetivo de lidar com as emoções é aprender a ter equilíbrio e não suprimi-las. O equilíbrio, nesse sentido, é ter um sentimento que seja proporcional à circunstância que o causou. Emoções negativas existem: isso é fato! Aceite-as. Depois que aceitamos que algo existe é que temos condições de trabalhar para lidar com elas.
Isso serve muito para críticas recebidas no ambiente de trabalho. Nem sempre é bom ouvi-las, mas uma vez identificada, lide com isso e trabalhe para que esse objeto de crítica desapareça ou seja controlado. Utilize isso como um gatilho para a automotivação.

3. Motivar-se: colocar as emoções à serviço de uma meta
Conseguir colocar as emoções que sentimos à serviço de um objetivo ou meta é essencial para manter a engrenagem girando e para manter foco, controle e criatividade. O autocontrole emocional está por trás de qualquer tipo de realização.

Imagine só ser um líder importante, ter uma grande capacidade intelectual e não ser motivado o bastante para utilizá-la em seu maior potencial? Líderes automotivados não só trabalham fortemente em direção a seus objetivos como conseguem inspirar positivamente pessoas ao seu redor para agir como ele. Quando somos motivados por entusiasmo e prazer no que fazemos no diaadia, esses sentimentos nos levam ao sucesso.

Canalizar as emoções para um fim produtivo é, segundo Goleman, uma aptidão mestra: “seja no controle de impulsos e adiamento da satisfação, no controle dos nosso estados de espírito para que facilitem, em vez de impedir, o pensamento, motivando-nos a persistir e tentar de novo apesar dos reveses, seja na descoberta de formas para entrar em fluxo e com isso atuar com mais eficiência — tudo indica o poder da emoção na orientação do esforço eficaz”.

4. Reconhecer as emoções nos outros: a beleza da empatia
De nada adianta conhecer seus próprios sentimentos, lidar positivamente com eles, motivar-se com seu aperfeiçoamento e não saber fazer isso tudo com o sentimento dos outros também. Saber identificar as emoções dos outros é se conectar com o mundo ao seu redor!
Pessoas com grande empatia pensam e agem como gostariam de ser tratadas se estivessem na perspectiva do outro. É importante destacar que as emoções nos outros não precisam ser percebidas somente por palavras — elas são expressas também por gestos, linguagem corporal, tom de voz e atitudes. Reconhecer cada um desses aspectos é importantíssimo.
Comece a praticar a empatia com um ato simples e muito esquecido, tanto no ambiente corporativo quando no pessoal: a escuta ativa. Comece fazendo um esforço para não cortar o pensamento do outro quando você mesmo tiver uma retaliação. Escute tudo com atenção. Mesmo que você não concorde de imediato, continue escutando com consideração e respeito. Ao lidar com essa pessoa, trate-a como gostaria de ser tratada e valide os sentimentos dela com atenção. Como líder, é imprescindível observar situações e atitudes sob a perspectiva dos outros.

5. Lidar com relacionamentos: a união do autocontrole e da empatia
É a capacidade de lidar com os relacionamentos ao longo da vida que determina nossa liderança, popularidade e eficiência interpessoal. Lidar com as emoções de outras pessoas exige um amadurecimento das aptidões de autocontrole e empatia. Deficiências nesse sentido conduzem a um desastre no mundo social e faz com que mesmo as pessoas consideradas brilhantes do ponto de vista intelectual afundem em seus relacionamentos. Segundo Goleman, “essas aptidões sociais nos permitem moldar um relacionamento, mobilizar e inspirar os outros, vicejar em relações intimas, convencer ou influenciar, deixas os outros à vontade etc”.

A união dessas 5 aptidões emocionais nos permite mobilizar e inspirar multidões! Todas elas são capazes de despertar uma onda de reflexão e motivação para mudança, tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. Claro, não significa dizer que é fácil praticá-las: evoluir no campo emocional é difícil, pois todas essas aptidões precisam ser desenvolvidas exatamente no momento em que as perturbações aparecem. Mas não é impossível estar atento às nossas emoções no diaadia. O importante é não se torturar: assim, trabalhando isso aos poucos, você também conseguirá.
Por Letícia Perdigão
Fonte JusBrasil Notícias