terça-feira, 20 de outubro de 2026

A HERMENÊUTICA E O GÊNIO DA LÂMPADA


O jovem Bossinha adorava a fama de menino levado que mantinha entre seus coleguinhas e professores. Por sua causa, ninguém mais brincava de “lâmpada mágica”, na escola. Fora dele a idéia de “escravizar” o Gênio, sempre pedindo “mais infinitos pedidos,” algo que tirou a graça da brincadeira, mas que gerou inveja entre os meninos e as meninas. Eles frustrados por não serem os autores da idéia brilhante; elas enfeitiçadas pela personalidade ousada e indomável do anti-herói.
Hoje, 15 anos depois, Bossinha é mais conhecido como Doutor Bossalino P. Dante, advogado.
Um dia, ao inventariar os despojos de uma massa falida, na qualidade de síndico, o Dr. Bossalino deparou-se com uma antiga lâmpada a óleo. Riu, relembrando as repetidas situações de sua infância em que brincara de “gênio da lâmpada”, e, instintivamente, esfregou o objeto. Foi quando um gênio materializou-se em sua frente:
– Concedo-vos três desejos, quaisquer que sejam, com apenas duas restrições: o livre arbítrio de ninguém poderá ser restringido, assim como vida alguma poderá ser retirada ou devolvida.
– Pois o que desejo são infinitos pedidos! – respondeu Dr. Bossalino, orgulhoso de sua esperteza.
O Gênio riu muito. Considerou ofensiva a pretensão do advogado. Esclareceu que a regra era clara e que se tratavam de apenas três pedidos. Por seu lado, Dr. Bossalino não se convencia. Entendia que a única restrição era o direito à vida e ao livre arbítrio. Assim sendo, não haveria vedação a que se fizesse infinitos pedidos.
 A questão acabou no Judiciário. O Gênio estava tão convencido do seu direito que disse ser pela honra que aceitava qualquer que fosse a decisão da Justiça, afinal, num passe de mágica, poderia encerrar a questão, se quisesse. No recurso de apelação apreciado pelo TJ estadual, a sentença foi mantida na íntegra:
"A controvérsia deve ser resolvida a partir da hermenêutica. Assiste razão ao autor, segundo o critério literal de interpretação, o fato de que em matéria de contratos particulares, o que não é proibido é permitido. Entretanto, o Direito não se socorre de apenas uma modalidade interpretativa. Teleologicamente, ou seja, perquirindo-se a finalidade a que a cláusula se destina, observa-se que o contrato em exame é criado como uma forma de agradecimento ao ato de libertação de uma situação de cárcere. É inadmissível que um ato proposto em agradecimento a uma libertação se transformasse, em uma nova situação de aprisionamento. Soma-se a isso, o fato de a pretensão do autor afrontar o disposto no art. 113 do Código Civil Brasileiro, segundo o qual ´os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé´ ...”
O aresto lembrou que "no Direito Comparado, encontra-se o precedente do Sr. Aladim, onde o contratante teve direito a apenas três pedidos".
Julgada improcedente a ação, o autor foi condenado como litigante de má-fé, por usar o expediente processual para subjugar alguém à condição de escravo. Mas juiz e tribunal ressalvaram que "entretanto, o efeito da decisão é apenas o de invalidar a pretensão de infinitos pedidos, não eximindo o réu de atender aos demais pedidos do autor, que, corolário lógico, não poderão ser de infinitos pedidos"(...).
O efeito da decisão final foi devastador para o Dr. Bossalino, que verteu lágrimas. O Gênio, na condição de ser superior, comoveu-se com a cena. Compreendia, agora, o espírito juvenil do advogado. Por esta razão, e observando que ainda lhe devia pedidos, foi ao seu encontro e os dois tiveram uma conversa reconciliadora. Com um olhar humilde, Bossalino indagou:
– Quer dizer que, pela honra, você seria capaz de se submeter à condição de meu escravo?
– Exatamente. Neste caso, sim, pois a honra é a principal qualidade exigida para a posição de “gênio da lâmpada” - foi a resposta.
– Devo fazer um pedido, então? - Bossalino mantinha o olhar humilde.
– Por favor, meu amo... – disse sorridente o Gênio.
- Gostaria que minha ação fosse procedente.
Por Rafael Berthold

NÃO DEIXE QUE EMOÇÕES NEGATIVAS ARRUINEM SUA VIDA FINANCEIRA


Quando se trata de investimentos, seja no caso de consumo, lidar bem com o dinheiro é mais uma questão de comportamento do que de matemática. Repito: lidar bem com o dinheiro é mais uma questão de comportamento do que de matemática. Traduzindo em outras palavras: a raiz de muitos desequilíbrios financeiros está muitas vezes – ou na maioria das vezes – na dificuldade de gerenciar bem as próprias emoções. Lembram-se daquele ditado: “não decida nada de cabeça quente”? Isso vale para qualquer decisão que você vá tomar na vida, mas é especialmente relevante nas decisões financeiras, sobretudo naquelas com impactos de médio e longo prazo.
Suponha que você ache que a sua vida está “uma droga”. Você chega todo dia do trabalho, à noite, cansado, depois de pegar mais de uma hora de trânsito. Ao ligar a televisão, se depara com uma “maravilhosa” propaganda de carro, que faz você sentir vergonha do atual veículo que possui. Pronto! Está preparada a armadilha do consumo. Do consumo inconsciente. Do consumo irresponsável. Aí, para completar a trama, você se dirige, na concessionária mais próxima, onde é atendido por um vendedor, que, como profissional que é, lhe convida a fazer um test drive, onde você, só de entrar no veículo e sentir aquele “cheirinho bom” de carro novo, já pensa em perguntar para o vendedor quais são as formas de pagamento, mas prefere se conter um pouco, e faz antes o dito cujo do test drive. No final do passeio, ao voltar para a loja, o vendedor – tchã-rã! – “adivinha” seu pensamento (lembre-se: ele é um vendedor profissional, e você, um comprador amador) e mostra as 1.001 opções de financiamento do veículo, reforçando, ao mesmo tempo, as mil maravilhas do carro, e ocultando, na mesma proporção, todos os mil defeitos desse mesmo carro.
Não deixe que emoções negativas destruam sua vida financeira. Saiba distinguir aquilo que é superficial e que traz um eventual benefício artificial de curto prazo, daquilo que é duradouro e pode lhe trazer recompensas de longo prazo. Geralmente, entre duas escolhas possíveis, preferimos aquela que nos traz alívio momentâneo, apesar de ser a pior a longo prazo. Para saciar uma fome implacável, preferimos um chocolate a um sanduíche natural. Para matar “aquela” sede, optamos por um refrigerante bem gelado do que um copo d’água. Para curar um estresse qualquer, preferimos um sapato, uma roupa ou um belo de um celular, do que uma melhor análise da situação.
Não que um chocolate, um refrigerante ou um sapato não possam ser bons. Eles podem até serem úteis, mas desde que comprados na medida certa, na hora certa e, sobretudo, pelos motivos certos. O que não podemos fazer é deixar que nossas emoções negativas nos traiam e nos levem a tomar decisões financeiras inadequadas, ao nosso orçamento doméstico e aos nossos planos de investimentos, pois essas decisões financeiras ruins, além de piorarem, por evidente, nossa própria vida financeira, ainda podem repercutir negativamente em todos os demais aspectos de nossa existência, como saúde, trabalho, família etc.
Controle sua mente, e não deixe que sua mente controle você. De certa forma, Nuno Cobra tem razão ao dizer que, no excelente livro A semente da vitória, nosso cérebro é “burro”, no sentido de que aceita qualquer coisa que a gente diz para ele. O problema, nos dias de hoje, é que, como quase todas as coisas que fazemos tangenciam, em algum ponto, o dinheiro, muitas de nossas escolhas na vida – o que fazemos depois de uma briga, o que fazer diante de uma ação cuja cotação na Bolsa só cai dia após dia etc. – se forem feitas sob o impulso de emoções negativas, tendem a ter impactos financeiros igualmente ruins. Quem disse que somos seres racionais? Somo sim, mas também somos, como qualquer outra pessoa feita de carne e osso, feitos de emoção. Não podemos tirar as emoções de nossas vidas; aliás, nem devemos, pois são elas que dão “sabor” a essas mesmas vidas. E também não podemos eliminar por completo as emoções negativas de nossas vidas, pois aborrecimentos, frustrações, tristezas, são aspectos inerentes a qualquer ser humano. Mas podemos, sim, lidar melhor com elas, e, ao lidar melhor com elas, estaremos também construindo uma vida financeiramente mais saudável e harmoniosa.

Dicas para diminuir o impacto ruim de emoções negativas em sua vida financeira
Se não podemos remover completamente as emoções negativas de nossas vidas, afinal, somos seres humanos, e não robôs, ao menos podemos gerenciá-las melhor sob a ótica financeira. Nesse sentido, aqui vão algumas dicas simples, úteis, mas sobretudo práticas, para você melhorar sua relação com o dinheiro, não deixando que emoções negativas façam tantos estragos na sua relação com o dinheiro:

1. Não decida de “cabeça quente”
Não é conveniente curar o estresse do dia-a-dia agindo como a nossa amiga do exemplo 2, ou seja, fazendo “sapatoterapia”, ou ainda “carroterapia”, “iphoneterapia”, ou qualquer outra forma de “shoppingterapia”. E isso por uma razão bastante lógica: problemas de aspecto psicológico não se resolvem com soluções nos níveis físico e material. Problemas psicológicos se resolvem e se compensam com soluções de mesma natureza, ou seja, com soluções igualmente psicológicas, que podem até envolver aspectos espirituais.

2. Reduza a exposição às propagandas.
Desligue a TV. “Passe batido” pelas propagandas de revistas (ou nem as leia). Não se fixe nos anúncios publicitários que se estampam com vigor nas páginas de jornais. Pois, “se a propaganda puder envergonhar alguém, terá um consumidor em potencial”. Sábias essas palavras de Vicki Robin, co-autora do esplêndido livro Dinheiro e Vida. Afinal, se você é influenciado por aquilo a que se expõe, quanto menos televisão você assistir, menos persuadido você será a comprar aquilo que estiver sendo anunciado.

3. Seja frio com o dinheiro, e amável com as pessoas
“Ser frio com o dinheiro” foi uma frase que ouvir há alguns anos, ao assistir a uma palestra do Mauro Calil, educador financeiro de primeira linha. Embora a frase tivesse sido colocada, à época, no contexto do investimento no mercado de ações, ela desde então nunca mais saiu da minha cabeça, e penso que tal frase se aplica também a todas as demais relações da vida. No exemplo 3 acima descrito, nosso amigo não precisava demonstrar sua compaixão com o gerente de banco fazendo uso do dinheiro próprio (que, aliás, nem iria para o gerente, mas sim para o banco). Mas diuturnamente somos convencidos a levar para casa produtos que se mostram, muitas vezes, fúteis e sem grande utilidade. Por quê? Porque do outro lado da relação estava um vendedor profissional, que, como profissional que é (desculpe a redundância), apela aos seus mais nobres e primitivos sentimentos para lhe fisgar no bolso. Agradeça as ofertas, e responda com um amável “Não, obrigado“.
Visto sob outro ângulo, há pessoas que invertem a frase e acabam sendo controladas pelo dinheiro: são amáveis com o dinheiro, e frios com as pessoas. Destroem, com esse vil comportamento, relacionamentos, a própria saúde, e outros valores imateriais mais importantes. Tome cuidado para não ser uma dessas pessoas escravizadas pelo dinheiro!

4. Tenha capacidade de fazer uma análise crítica de suas próprias ações
Algumas pessoas não fazem essa análise por ignorância, ou seja, falta educação financeira em suas vidas. Outras não a fazem por inércia, deixando, por exemplo, de colocar “no papel” um registro detalhado de suas compras exageradas na última viagem de férias. Mas existe um terceiro grupo de “faltosos”, que não fazem essa análise por medo de encararem a própria realidade que vivenciam. Mas tudo isso é superável. É preciso encarar de frente os problemas, e “cortar na própria carne”, se preciso for. Exercite seu lado racional (que existe, se você leu esse artigo até aqui), para fazer um exame do que está ocorrendo de errado no seu lado emocional. Pense “fora da caixa” e busque soluções que também estejam situadas no mesmo plano psicológico. Não é se entulhando de coisas ou de péssimos investimentos que você vai viver uma vida melhor e mais feliz.

5. Leia
Quanto mais você investir em educação financeira, menos propenso você estará a tomar decisões erradas. E, vamos ser sinceros, num país cujo hábito de leitura – não a financeira, a leitura geral mesmo – vem, lamentavelmente, caindo ano após ano, você deve se considerar privilegiado por ler livros sobre investimentos, blogs de finanças pessoais como esse (aham) e seções econômicas de jornais impressos. O nosso amigo do exemplo 1 estaria mais bem servido se, ao invés de ter vendido as ações no ano passado, tivesse comprado mais. Comprar na baixa, vender na alta. Mas quem faz isso se não tiver as emoções sob controle e souber que essa é a melhor estratégia? É uma coisa que eu sempre digo: conhecimento modifica comportamento. E, por tabela, faz você ter uma vida melhor.

Conclusão
Não aja impulsivamente sob o domínio de emoções negativas. Como eu disse em outro artigo, para ter equilíbrio financeiro, gostar de matemática é o de menos. O que você precisa é gostar de si próprio, e para gostar de si próprio, é preciso valorar adequadamente todas as escolhas que fizer, a fim de que emoções ruins não repercutam negativamente em suas finanças pessoais. Com um conjunto equilibrado de princípios a dirigir suas ações, as chances de isso ocorrer tendem a diminuir consideravelmente. E isso não é bom somente para seu bolso. É bom também para sua própria qualidade de vida.
Fonte Valores Reais

CILADAS PROFISSIONAIS


As pessoas sofrem com a tendência à acomodação. Não é natural procurar maneiras novas de fazer as mesmas coisas. Por se encontrar em uma zona conhecida (confortável e morna), a pessoa "vai ficando", sem se dar conta de que o tempo passa e o mercado muda. Acreditar que a situação vá se transformar sozinha, sem que o profissional faça algo diferente, só complica a situação.
Abaixo algumas ciladas da vida profissional. Se elas estiverem acontecendo com você, vale a pena analisar se é conveniente permanecer na companhia, pois você pode estar perdendo a oportunidade de se desenvolver, colocando sua carreira em risco.

Promoções prometidas que nunca acontecem:
Na tentativa de manter o colaborador motivado, alguns gestores dizem que vão promover o funcionário, mas nunca cumprem a promessa. Converse com seu chefe e verifique, efetivamente, quais são as chances disso ocorrer e defina um prazo razoável.

Não ter reconhecimento, pessoal ou público, sobre o trabalho
Nem só de remuneração vivem as pessoas. Reconhecimento é importante, mas é comum gestores não elogiarem publicamente a contribuição da equipe. Permanecer em um lugar onde, apesar dos resultados, o reconhecimento não vem, pode gerar insegurança e baixa autoestima.

Sentir-se "emburrecendo"
Ter a percepção de que você não está aprendendo nada de novo, que não há incentivo e nem investimento para assumir novos desafios ou projetos, é outra cilada para a carreira. Certamente sua empregabilidade também estará comprometida.

Não haver critérios claros para promoção
Seu colega, com menos tempo de empresa, foi promovido, sem que você saiba o que falta para também atingir esse objetivo. É preciso receber da empresa referências sobre o que você precisa fazer efetivamente para mudar a situação.

Não ter autonomia
Realizar a mesma atividade por muito tempo e saber realizá-la com propriedade, sem que seu gestor delegue a você responsabilidades sobre a tomada de decisão, pode gerar insegurança para assumir maiores responsabilidades. Isso é uma cilada.

Por Adriana Gomes
Fonte Folha de S. Paulo

17 REGRAS DE ETIQUETA PARA O LINKEDIN

A rede social profissional não funciona como as demais. Veja 17 dicas de etiqueta para não errar e preservar sua imagem no LinkedIn

A maioria das redes sociais não exige nenhum padrão de comportamento específico ou regras de etiqueta rígidas. Porém, o LinkedIn possui certos princípios comuns ao mundo corporativo, mas com adaptações para a plataforma online. Para não errar e preservar sua imagem profissional, confira dicas de etiqueta para o LinkedIn.

Ações online X ações presenciais
No blog do LinkedIn, a especialista em carreira Lindsey Pollak compartilha uma dica muito válida: “Se você não faria determinada coisa presencialmente, não faça no LinkedIn”. Essa é uma ótima regra geral, especialmente se você está em dúvida sobre determinada atitude.

Mande mensagens personalizadas
Quando for adicionar alguém no LinkedIn mande mensagens personalizadas para essas pessoas. É muito mais educado e amigável do que mandar a mensagem padrão. Não é necessário escrever um texto longo, faça apenas uma pequena nota que transpareça sua vontade de se comunicar com aquela pessoa como contato profissional.

Por favor e obrigado
Lembra-se das velhas palavrinhas mágicas? Elas continuam tão necessárias e eficazes e fazem uma diferença enorme nas coisas que você fala, especialmente online, onde não é possível identificar entonações e as mensagens ficam muito sensíveis a interpretações erradas.

Excesso de atualizações
Atualizar seu status é sempre muito bom, mas se você faz isso mais de 10 vezes antes da hora do almoço passa a imagem errada para seus contatos e pode até mesmo ser bloqueado para parar de incomodá-los.

Dê recomendações
Se você gostaria de receber recomendações no LinkedIn, então comece a fazer isso também. Use o princípio antigo de que você colherá o que plantar. Escreva boas recomendações e talvez você receba outras em troca tão boas quanto.

Peça por recomendações de forma estratégica
Se você vai pedir recomendações de seus contatos, não peça para todas ou para qualquer pessoa. Pense de maneira estratégica em quem pode escrever algo realmente significante para seu perfil e fazer a diferença para atrair novas oportunidades.

Mantenha-se profissional
Mesmo os usuários mais experientes podem cair nesse erro. Não se esqueça que o LinkedIn é uma rede social estritamente profissional e que quaisquer informações fora dessa esfera podem causar constrangimentos. Fotos das férias, reclamações e qualquer tipo de postura inapropriada são muito ruins para sua imagem.

Não seja o foco exclusivo
Em seu perfil é muito importante compartilhar aquilo que te interessa, mas é bom ter cautela para que a página não fique “narcisista” demais. Pense no LinkedIn como uma verdadeira “rede” de conexões e compartilhe coisas que interessem não apenas para você, mas também para seus contatos.

Adicionar desconhecidos
É bom ter uma rede extensa de contatos, mas você não deve aceitar desconhecidos e estranhos apenas para aumentar seus números. Aceite e adicione pessoas com quem você tem pelo menos uma conexão e não seja inconveniente.

Como fazer as pessoas se lembrarem de você
Se você se conectou com alguém que não conhece muito bem e corre o risco de não se lembrar de você, facilite o processo. Ao adicionar essa pessoa, escreva um recado que contenha o local e contexto em que se conheceram, mas de forma indireta. Por exemplo, “Foi ótimo conhecê-lo (ou encontrá-lo) na conferência...”.

A importância da foto
A foto de seu perfil deve ser apropriada para os negócios. Fotos tiradas na praia, ou imagens de você com seus amigos ou companheiro não são adequadas. Tenha uma foto específica para esse perfil e passe a impressão correta para seus contatos.

Não perpetue o spam
Por mais óbvio que essa regra seja, ainda é possível encontrar muito spam no LinkedIn. Avalie aquilo que for postar para que não seja informação desnecessária, irrelevante ou repetida.

Não se envolva em discussões
Tenha cuidado quando for participar de fóruns abertos, para que você não se envolva em discussões desnecessárias e prejudiciais. Faça o possível para manter o LinkedIn um local positivo para sua carreira.

Twitter
Mantenha o Twitter no Twitter, ou seja, deixe as atualizações de status para essa rede social. Aquilo que você escreve no Twitter não exige muita atenção quanto o que você escreve para o LinkedIn, por isso as mensagens devem ser diferenciadas e compartilhadas no lugar certo.

Tenha paciência com novos usuários
Se você já é experiente na rede social, não perca a paciência com pessoas que começaram a conhecê-la recentemente. Lembre-se que um dia você já esteve tão perdido quanto elas e precisou de pessoas atenciosas para ajudar você a entender a dinâmica do LinkedIn e como se comportar nele.

Regras de grupos
Se você participar de algum grupo no LinkedIn, dê atenção para as regras estabelecidas por ele. Você deve sabê-las e respeitá-las para não receber nenhum e-mail ou recado equivocado sobre possíveis erros cometidos por falta de atenção.

Sempre responda
Se alguém entrar em contato e você não tiver tempo para responder a mensagem, mande uma resposta curta mostrando que você leu o texto e irá respondê-lo em breve. Assim que puder, responda a mensagem.
Fonte Universia Brasil

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

A TERCEIRA INTELIGÊNCIA: O "QS"


"No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional(QE) mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios."

Drª Dana Zohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. 

Afirma Dana:
"A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

- O que é inteligência espiritual?
- É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para se ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

- De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
- Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, ser emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de "insights", formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

- Qual a diferença entre QE e QS?
- É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo;
2. São levadas por valores. São idealistas;
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade;
4. São holísticas;
5. Celebram a diversidade;
6. Têm independência;
7. Perguntam sempre "por quê?";
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo;
9. Têm espontaneidade;
10.Têm compaixão.

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

COMO ESTOU EMOCIONALMENTE HOJE?

Para o verde: contente, satisfeito, bem humorado.
Para o amarelo: neutro, sem perspectiva, levando.
Para o vermelho: raiva, mágoa, sofrendo, decepção.


domingo, 18 de outubro de 2026

SEUS PAIS PRECISAM DE SUA PACIÊNCIA E AMOR NA VELHICE

Todos nós envelhecemos, embora não percebamos isso enquanto somos jovens. Seus pais cuidaram de você desde antes de você nascer, sacrificaram seu tempo, gastaram seu dinheiro e sua energia por você, e não é que você deva nada a eles. Eles fizeram isso porque quiseram, mas se você são uma boa pessoa, na velhice você estará ao lado deles para oferecer sua paciência e seu amor incondicional quando eles mais precisarem.

Se você é pai ou mãe, vai perceber como seus pais envelhecem e como eles precisam que você esteja mais tempo ao lado deles. Você tem que aprender a amar seus pais da mesma forma incondicional que eles te amaram e te amam. Ele aceita seu envelhecimento pacientemente, com serviço e sem desculpas. É o momento mais frágil de suas vidas e eles precisam de você. Pense no amanhã, quando você precisar de seus filhos… Eles farão com você a mesma coisa que vêem você fazer com seus pais. O que você quer encontrar no futuro?

É mais do que provável que seus pais não tenham lhe contado metade de todas as lutas pelas quais eles tiveram que passar para poder levar a família adiante. Em sua vida haveria momentos de grande felicidade, mas também de grande tristeza e preocupação. Eles provavelmente estavam chorando pelas suas costas para que você não se preocupasse ou fosse afetado pelo choro deles! Mas eles nunca desistiram, por mais difíceis que as circunstâncias ficassem.

Eles, seus pais, quando você era pequeno, eram seus heróis… mas agora eles ainda são! Alguns heróis com rugas na pele e talvez com uma bengala para poder andar, mas ainda têm aquela capa de super-herói invisível que os torna as melhores pessoas do mundo. É possível que agora eles tenham outros tipos de dificuldades, talvez físicas ou mentais.

Por tudo isso, é importante que você entenda que eles precisam de você mais do que nunca, principalmente agora que estão envelhecendo. Ninguém está preparado para envelhecer, nem eles. Por esta razão, eles se sentem vulneráveis ​​e isso pode deixá-los involuntariamente irritados de vez em quando, mas sua sabedoria não tem limites e você deve continuar se alimentando dela.

Eles podem se sentir cansados, cansados ​​de cuidar dos outros, de lutar sem parar, de ser sempre o melhor exemplo… Por isso chegou a hora de retribuir na vida o quanto eles fizeram por você. É hora de você cuidar deles e mimá-los também. Você não os verá mais fazendo planos de longo prazo, mas agora eles se dedicam a fazer o que é mais importante: viver no presente.

Não rejeite o ciclo da vida, embora seja difícil aceitar que eles não tenham mais o controle da situação, agora é você quem deve assumir esse comando por eles. A atitude deles pode irritá-lo de vez em quando, mas é importante que você permaneça paciente com um sorriso, porque eles precisam de você agora mais do que nunca em suas vidas.

Não traia a confiança deles, não discuta com eles… não se decepcione porque a vida não é mais como costumava ser. A vida se transforma aos poucos, assim como você, seus filhos e também seus pais. É normal você ficar com raiva pensando que um dia eles não estarão ao seu lado, você também pode sentir medo… todos nós temos. Medo de nos perdermos quando os perdemos.

Mas não se desculpe enquanto eles vivem e apreciá-los e sua presença. Não os entristeça por causa do seu egoísmo, deixe as lágrimas de tristeza nunca escorrerem por suas bochechas por causa de suas ações.

O tempo ensina você a valorizar a vida

O tempo vai te ensinar a valorizar a vida, a vida dele. Todos vivemos fases diferentes, algumas mais fáceis de aceitar do que outras. Mas lembre-se que seus pais sempre foram seu pilar mais estável. Onde seus pais estavam era sua casa, agora eles devem sentir o mesmo… onde você está, a casa deles também é.

Infelizmente, chegará o dia em que sua casa com seus pais permanecerá em seus pensamentos e você terá que mantê-los em sua memória com todo o seu amor. Não os lembre com pesar que você poderia ter feito as coisas melhor ou diferente. Se você tem seus pais vivos, você tem sorte… Então é seu dever hoje aproveitá-los e, acima de tudo, cuidar deles quando eles mais precisarem de você. Lembre-se de que eles foram seus heróis na época deles, mas continuarão sendo por toda a sua vida, mesmo que não possam mais estar ao seu lado.

Por Rejane Regio

Fonte etapainfantil

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

EDUCADORES NÃO PODEM SER PRODUZIDOS, EDUCADORES NASCEM...

O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas.
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.

Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer.
Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar. Pela educação, o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros.
A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar. Por não saber pensar tomamos as decisões políticas que não deveríamos tomar.
Nas minhas conversas com educadores os meus temas favoritos são: A alegria de ensinar, A educação dos sentidos, O prazer de ler, A arte de pensar, O educador como sedutor, O educador como feiticeiro, O educador como artista, O educador como cozinheiro, As leis do pensar criativo, Anatomia do pensamento: informação, razão, inteligência, conhecimento, alegria, Aprendendo a desaprender, Entre a ciência e sabedoria: o dilema da educação, Educação e política, Educação e Vida, Aprendizagem e prazer...
                                                                                                                                        (Rubem Alves)

PROFESSOR

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

4 MANDAMENTOS PARA MALHAR A FORÇA DE VONTADE E FUGIR DAS TENTAÇÕES FINANCEIRAS


A disposição para fazer dieta, economizar ou fazer uma poupança para o futuro pode ser trabalhada – aprenda com os especialistas como garantir um futuro financeiro tranqüilo. Todos queríamos não precisar contar dinheiro, mas para a maioria não é assim.
Se qualquer pessoa perguntar qual é a fórmula mais simples para conseguir o sucesso financeiro, a resposta vem rápido: “Gaste menos do que ganha, reserve para emergências e guarde para o futuro”. Falando assim, o conselho parece simples e fácil de seguir, mas não é assim que funciona na prática.
Além da dificuldade em construir um orçamento, mais complicado ainda é se manter dentro dele, sem as famosas escapadinhas que drenam a conta no banco. Nesse caso, fica uma dúvida. Afinal, qual a diferença entre os pobres mortais e aquelas pessoas com histórias fantásticas de realização de sonhos, grandes aquisições, uma carreira brilhante, entre outros?
A resposta é simples e certamente já é sua velha conhecida: força de vontade.
É fato que algumas pessoas já nascem com um pouco mais de tolerância, ou um pouco mais capazes de segurar as vontades no presente para conseguir melhores benefícios no futuro. Um clássico desse raciocínio é o chamado Experimento do Marshmallow, criado pelo psicólogo e professor Walter Mischel, de Stanford, na década de 1960.
Crianças eram postas sozinhas em uma sala, com um marshmallow (ou biscoito ou outros doces). O pesquisador fazia a oferta: se as crianças esperassem até o retorno dele para consumir o doce, ganhariam mais um. Se quisesse, poderia comer naquele momento mesmo, mas não ganhariam o adicional.
Esse experimento foi repetido centenas de vezes em outras escolas desde então, mas o resultado observado por Mischel foi claro. As crianças que, na década de 60, resistiram ao doce para conseguir o benefício adicional, se tornaram adolescentes com melhor desempenho na escola e, hoje, são adultos com melhores estruturas financeiras e de carreira.
Parece óbvio que quanto maior o autocontrole, maiores as chances de conseguir melhores resultados na carreira ou nas finanças. Até aqui, nada de novo. A boa notícia é que você pode dar um empurrãozinho nas suas habilidades e na sua capacidade de autocontrole.
“Força de vontade é como um músculo, você consegue exercitá-la, mas ela sempre tem um limite”, afirma André Massaro, educador financeiro e consultor da MoneyFit. Não vale desistir, senão o seu músculo do autocontrole pode atrofiar, nas palavras do especialista.
No entanto, é preciso conhecer os seus limites e buscar estratégias para não se expor tanto à voracidade do mercado de consumo. “Essa força é finita. Pessoas que precisam usar da força de vontade em muitas frentes da vida tendem a esgotar esse recurso rapidamente”, pontua Adriana Rodopoulos, especialista em psicologia econômica da Oficina de Escolhas.
Quer aprender como esticar sua força de vontade? Confira as sugestões dos dois especialistas.

Pequenos objetivos te fazem se sentir mais capaz de realizar grandes feitos

1 – Crie pequenas metas
Assim como um alongamento muscular, aos poucos você vai esticando sua capacidade de autocontrole. Comece, por exemplo, estipulando uma meta para o seu gasto diário. Pequenas metas vencidas diariamente acrescentam alguns “centímetros” de tolerância para aqueles momentos de vontade incontrolável de comprar um sapato ou o celular da última geração.
A dica de Adriana é dividir a sua receita em fatias diárias. Sabendo que você tem um gasto fixo por dia é mais fácil não ultrapassar a barreira, que se renova a cada 24 horas. “Se pensarmos em um orçamento mensal, é mais fácil se perder e o prazer da compra dura muito pouco para um mês de meta”, explica. “Com metas diárias o prazer de comprar uma coisa ou outra acaba sendo melhor aproveitado e rapidamente renovado.”
Uma vez vencida a temporada de metas diárias, você estará pronto para os objetivos do mês, do trimestre, e assim por diante.

2 – Exercite pequenas metas (em vários aspectos da vida)
O exercício mental de se manter sob controle pode ampliar sua capacidade, independentemente de onde esse esforço esteja concentrado. Aguentar a vontade de beber refrigerante após o almoço, por exemplo, dia após dia, te ajudará a exercitar o auto controle. No futuro, seu bolso vai agradecer.
“Vale mexer em diversas áreas. Muitas pesquisas relacionadas ao sucesso, de uma forma geral, apontam que há uma enorme correlação entre o sucesso e a capacidade de postergar as recompensas”, diz Massaro.

Seja coerente: leva tempo até que sua mente se acostume com outro formato de operação

3 – Suporte os prazos (e os desconfortos)
Conforme-se com um fato. Não há mudança de comportamento sem esforço nem em curto prazo. Massaro ressalta que a maior questão entre o homem e o próprio sucesso está na falta de consistência. “Estatisticamente, quanto mais as pessoas estudam, maior é o sucesso profissional e financeiro. Aí as pessoas lembram do Steve Jobs ou do Bill Gates e se esquecem de notar que essas são pessoas fora da curva e não o contrário”, diz. “Somos extremamente inconsistentes. ”
“Assim como adquirir mais conhecimento é um trabalho típico de consistência, a maioria das pessoas é ansiosa e não consegue abandonar a zona de conforto para provocar uma real mudança nas suas vidas.”

4 – Fuja das tentações (mas não muito)
O fato é que, de tanta exposição às tentações, uma hora todos acabamos cedendo. Por isso, há especialistas que defendem o máximo de proteção possível – evitar os canais de compra, os sites de e-commerce, não andar com muito dinheiro, com cartões de crédito ou até mesmo fugir dos shopping centers. Em certa medida, tem razão, uma vez que quanto maior for a sua exposição, maiores as chances de falha.
No entanto, a não ser que escolhamos ser ermitões, dificilmente é possível fugir do bombardeio do consumo. “A gente quer nunca mais sentir vontade, para não ficar assistindo a briga entre a vontade e a racionalidade”, explica Adriana.
Vale lembrar que assim como as crianças resistentes ao marshmallow, uns são mais fortes que outros naturalmente. “Na maior parte das mentes, esse momento de ‘comprar ou não comprar’ é coordenado pelo sistema cerebral acionado pelos conflitos. Em algumas pessoas, essa batalha fica fora do ‘ambiente’ do conflito, o que torna a resistência mais alta sem tanto esforço.”
Mais do que isso, Massaro lembra que a falta de exposição ao conflito, novamente, atrofia o músculo do autocontrole. “A verdadeira consistência de objetivos implica em infringir algum desconforto em si mesmo que, mais tarde, vira zona de conforto.”

Por Bárbara Ladeia
Fonte iG Economia

terça-feira, 13 de outubro de 2026

CONQUISTA DE CLIENTES - "O MELHOR MARKETING É FEITO SEM GRANDES ESFORÇOS"


Com as modernidades da era digital na cabeça, o consultor Michael McLaughlin fez um animado workshop sobre "as cinco estratégias essenciais de marketing para serviços profissionais". O workshop lhe parecia um sucesso total, até que ele notou, no meio da audiência, alguém que balançava a cabeça negativamente e sorria. Ou olhava para o teto, com impaciência. Terminada a sessão, McLaughlin aprendeu com o profissional impaciente qual é, na verdade, a melhor estratégia de marketing — aquela que o profissional pratica naturalmente, sem muito esforço.
Terminado o workshop, McLaughlin pegou o "impaciente" pelo braço e o arrastou para uma conversa particular. Era um advogado, do qual ouviu a explicação: "Eu não faço nada disso que você falou. Aliás, não faço marketing algum e minha firma é um sucesso. Tenho muitos clientes e minha renda é consideravelmente alta". McLaughlin interrogou o advogado e descobriu que, na verdade, ele era um marqueteiro de primeira linha — a seu jeito. Apenas não via suas atividades como marketing. Para ele, eram atividades normais de sua vida e de seus negócios, que ele fazia com facilidade e gosto.
Aí está o caminho das pedras. Para começar a fazer marketing pessoal ou da firma, o advogado deve, antes de tudo, avaliar quais são seus pontos fortes e suas preferências, quando se trata de escolher instrumentos de promoção profissional entre os disponíveis. É uma simples análise de gostos e talentos: conversar (se relacionar, socializar), escrever (blogs, artigos, cartas), falar em público (workshops, palestras, conferências, aulas), liderar (exercer cargos de liderança em organizações, ser militante de alguma causa) e assim por diante. E avaliar seus pontos fracos, que podem ser fortalecidos, e os pontos fraquíssimos, que devem ser abandonados.
São os pontos fortes e preferências do advogado e não de seus colegas de profissão, significando que o que é bom para uns não é necessariamente bom para outros (que não sabem fazer as coisas da melhor forma, nem tem prazer em fazê-las).

O poder do relacionamento
A mais antiga arma de promoção pessoal ou de produtos e serviços é a do relacionamento. Ela precede todas as teorias de marketing, pois sempre existiu na história da humanidade e nos negócios. Sempre funcionou e sempre vai funcionar, porque todos os seres humanos sabem se relacionar e podem aprender como fazê-lo de uma maneira eficaz para o sucesso dos negócios — ou podem "nascer sabendo", como se diz quando o talento é natural. Basta encontrar motivação — e agir. Esse foi o caminho tomado pelo advogado inquirido por McLaughlin, naturalmente.

Serviços voluntários
É uma das atividades costumeiras do advogado, que ele começou a praticar por pura satisfação pessoal. Não porque sabia, desde o início, que a prestação de serviços voluntários é uma estratégia eficiente de marketing. No princípio, prestou serviços gratuitos a organizações comunitárias. Exerceu um papel de liderança em uma organização beneficente e se tornou conselheiro de uma organização cívica em sua cidade.
Descobriu que isso o ajudava a se promover profissionalmente e que sua firma ficou mais conhecida na região que morava. Seguindo a inspiração, passou a participar ativamente de associações de empresários que têm negócios nos quais os serviços de advogados de sua área de atuação são frequentemente requisitados. Ele sempre tem contribuições importantes a dar aos membros da associação. A paixão de alguns advogados por certas causas também tendem a abrir caminhos para o sucesso de suas firmas, diz o consultor.
Em qualquer dessas atividades (que não constituem uma novidade no Brasil, obviamente), as notícias correm e, com o tempo, as organizações e as pessoas que fazem parte delas passaram a recomendá-lo, naturalmente (isto é, sem serem solicitadas), a quem precisasse de serviços jurídicos em sua área de atuação.
É a versão comercial do princípio franciscano "é dando que se recebe". Mas isso não é conseguido no circuito "casa-trabalho, trabalho-casa". Nem por quem acredita que horário de trabalho corresponde ao horário comercial. É preciso ter vontade e energia para trocar a televisão por algumas horas de participação em atividades de relacionamento desprendido com membros de algum setor da sociedade ou de uma comunidade específica — enfim, com todas as pessoas que podem se tornar clientes ou fontes de referência.

Rede de referência
É uma velha prática americana. Grupos de profissionais e empresas de áreas diferentes formam uma espécie de pacto de recomendação. É um trato formal, em que profissionais competentes se comprometer a recomendar membros do grupo aos próprios clientes e a pessoas ou empresas quem conhecem. Isso ajuda a conquistar clientes, em primeiro lugar. Mas também ajudar a criar uma boa reputação no mercado. Porque a maioria dos profissionais bem-sucedidos faziam isso, o advogado em questão também passou a fazê-lo.
No caso de advogados, a rede pode envolver, além de empresários, dirigentes de organizações, outros profissionais e os próprios colegas de profissão. Advogados, que se dedicam a um nicho de mercado, podem recomendar colegas que atuam em outra área. Assessores jurídicos de grandes empresas são, via de regra, fontes importantes de referência de advogados especializados em uma determinada área. Grandes bancas podem recomendar a seus clientes um advogado especialista — se houver um relacionamento entre esse especialista e os sócios da grande banca.
Com a combinação dessas duas atividades, apenas, a firma do advogado questionado por McLaughlin chegou ao sucesso. Pode não parecer muita coisa, diante de tantas técnicas modernas de marketing que foram desenvolvidas nos últimos anos. No entanto, uma pesquisa da RainToday revelou que os clientes contratam profissionais com base em duas formas mais frequentes de recomendação: a de outros profissionais e a de colegas de profissão.

O melhor marketing
Existem muitas estratégias de marketing diferentes, mas nem todas elas funcionam para todo mundo, diz o consultor. Cada profissional ou cada firma deve encontrar a estratégia que se encaixa em seu perfil profissional ou mental. E aquela que, segundo imagina, vai despertar o interesse de possíveis clientes e pode ser praticada de forma sustentável, a longo prazo. Qualquer estratégia que não agrade ao profissional (ou à firma) não vai produzir resultados satisfatórios.
Seja qual for a estratégia de marketing que o advogado escolher, entre tantas, o objetivo fundamental é um só: gerar uma conversação (ou reunião) entre ele e o possível cliente. Para gerar conversações produtivas — isto é, que resultem em contratação de seus serviços — o advogado tem de ter alguma coisa valiosa (ou interessante) a dizer a alguém que esteja interessado em ouvi-lo.
"Enquanto não tiver algo substantivo para comunicar, não se dê ao trabalho de fazer marketing", diz McLaughlin. "Quando tiver informações valiosas, passe-as a pessoas que podem se beneficiar delas. Elas são os seus futuros clientes", diz. Enquanto isso, deve continuar se relacionando. Pode ser que as coisas aconteçam naturalmente.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico