segunda-feira, 13 de julho de 2026

SUCESSO PROFISSIONAL - ADVOGADOS DEVEM ENCONTRAR PERSONALIDADE ADVOCATÍCIA


Durante uma década, a advogada Sona Tatiyants odiou a advocacia. Aliás, ela já odiava a profissão desde a Faculdade de Direito. E assim foi até que descobriu sua “personalidade advocatícia”. Desde então, ela passou a fazer parte do seleto clube de advogados que amam sua profissão. Se ela pudesse voltar no tempo, ela daria alguns conselhos a si mesma e a seus colegas na Faculdade de Direito, segundo um artigo que publicou na revista Forbes e que foi destacado pelo jornal da American Bar Association (ABA), a OAB dos Estados Unidos.
As recomendações são válidas para advogados que ainda se debatem para encontrar seu caminho na profissão, em qualquer país. Leia abaixo o artigo:

Descubra sua personalidade jurídica
Desde cedo, concentre-se na busca de nichos em Direito que sejam compatíveis com sua personalidade. Pegue todas as matérias que despertem seu interesse. Faça estágios em firmas de advocacia e trabalho voluntário em associações de todos os tipos, só para experimentar o trabalho em diversas áreas do Direito e descobrir o que “bate com você” e lhe traz satisfação profissional. O retorno, no longo prazo, será enorme.
Muita gente pensa que se dará por feliz se encontrar um trabalho em qualquer área, depois da formatura, quando a economia do país passa por dificuldades e a concorrência é grande. Mas sempre há vagas para profissionais que são bons no que fazem e que se dedicam de corpo e alma ao trabalho. Entretanto, isso só acontece com profissionais que estão em uma área compatível com sua personalidade – a área que lhe dá gosto atuar.
A minha experiência foi a errada. Aceitei o primeiro trabalho que apareceu. Coube a mim atuar em contencioso e eu odiava até a ideia de entrar em um tribunal, sabendo que, no final das contas, alguém iria ganhar e alguém iria perder. A animosidade era exaustiva. Estava claramente negligenciando a relação entre a área de trabalho e minha personalidade. Isso mudou quando descobri como um advogado podia ser útil a famílias, ajudando-as a administrar seus patrimônios. A partir daí, minha vida mudou. Disparei na profissão, fundei minha própria firma e, hoje, tenho uma equipe de advogados trabalhando para mim. A propósito, minha firma é uma das melhores do ramo.

Preencha sua agenda de contatos
Desde cedo, dedique-se a aprender a arte de fazer relacionamentos. Networking é uma das ferramentas fundamentais para o crescimento profissional ou de uma firma de advocacia. Comece a desenvolver relacionamentos, anotar nomes, telefones, e-mails e endereços ainda na faculdade. Torne isso um hábito. Vá a todos os eventos da ordem dos advogados e das subseções, como das associações de advogado e quaisquer outras organizações que criam oportunidades de networking. Frequente essas organizações tanto quanto puder. Conheça profissionais bem-sucedidos e lhes diga que gostaria de ouvir suas histórias, a qualquer tempo. A maioria das pessoas gosta de falar sobre elas mesmas e sobre suas práticas. Se eles pagarem o almoço, não fique surpreso. Isso leva à próxima recomendação.

Arrume um mentor profissional
Em qualquer atividade nova em que você se meter na vida, as chances de sucesso são muito maiores se você tiver um bom mentor profissional. Alguém que “adote” você. Ninguém nasce com todos os equipamentos para ser um profissional de sucesso. Muitos profissionais são bem-sucedidos devido à assistência que tiveram de um mentor, em algum ponto de sua vida. Alguém que acreditou neles. Que ajudou a prepará-los para a vida profissional. Que os “forçou” a ir em frente. Um dos prazeres dos profissionais, empresários e executivos bem-sucedidos é ensinar alguém a seguir seus caminhos e suas lideranças. Encontre seu líder. Faça-lhe muitas perguntas e ouça com atenção – e com a mente aberta, não a de um adolescente que pensa que sabe tudo.

Trate muito bem seus colegas de faculdade
A atmosfera competitiva de muitas faculdades de Direito e do mercado jurídico desperta o que há de pior nas pessoas. Isso é lastimável, mas compreensível. Você está constantemente estressado. Preocupado com a “taxa de atrito”. Preocupado com o exame da Ordem e em conseguir emprego, depois da formatura. É fácil começar a ver seus colegas como concorrentes ou mesmo como inimigos. Mas isso é um grande erro. Esses mesmos colegas, no futuro, poderão ser fontes de referência, colegas de trabalho e mesmo um advogado oponente em uma disputa judicial. Entretanto, se você tratar bem – e com respeito – os colegas, você poderá ser consideravelmente recompensado por isso no futuro.

Torne-se erudito em high-tech
O maior progresso tecnológico que alguns advogados bem-sucedidos conseguiram, até hoje, foi passar da máquina de escrever para a máquina de escrever elétrica – ou para o WordPerfect. Mas muitos se adaptaram à era da informática e fazem o melhor que podem para lidar com a computação nas nuvens, entre outras novidades da tecnologia. Mas, ao que parece, as novas gerações nasceram com alguns “chips” a mais para lidar com o mundo digital. Esse é um atributo do qual você não pode se descuidar, porque seus conhecimentos de computação podem lhe garantir uma grande vantagem competitiva na profissão.

Por João Ozório de Melo
Fonte Consultor Jurídico

VIDA EM CONDOMÍNIO

Especialista mostra direitos e deveres a respeito da vida condominial

Advogado explica direitos e deveres para convivência em condomínios

Quem opta por viver em um condomínio pensando apenas na questão de segurança pode se deparar com um “universo” de regras e deveres até então desconhecidos. Exemplo disso são as diretrizes para uso das áreas comuns, a proibição em certos casos de ter acesso a essas áreas, a figura do síndico, bem como a quem cabe a responsabilidade em casos de roubos ou furtos.
Sobre o assunto, o presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da OAB-MT Jorge Luiz Miraglia Jaudy concedeu entrevista ao  e explicou como funciona a hierarquia de normas em um condomínio. Jaudy explica que essas regras são estabelecidas pelo Código Civil, na convenção de condomínio, no próprio regimento interno do condomínio e por meio das decisões deliberadas em assembleia por todos os condôminos.

Quais são as regras e deveres em um condomínio?
Em primeiro lugar a lei vai ditar as regras básicas de convivência e de instituição do próprio condomínio. Em sequência temos a convenção de condomínio, que é aquilo que a gente pode chamar de nascimento do condomínio propriamente dito, seguido do regimento interno e as decisões tomadas em assembleia. Todo esse arcabouço jurídico normativo vai regrar a conduta dos condôminos, assim como a sua convivência, direitos, deveres.
O Código Civil traz as regras básicas necessárias para que o condomínio possa funcionar adequadamente. A partir dessas regras básicas cada condomínio tem a liberdade de normatizar cada situação conforme lhe convier, desde que sejam respeitadas as condições legais. Por exemplo, o síndico tem mandato de até dois anos. Essa limitação é prevista em lei, não pode haver uma convenção de condomínio que estabeleça um mandato superior a esse período

Qual a função do síndico no condomínio?
O síndico tem várias funções e obrigações. O Código Civil também traz uma série de atribuições. As principais delas: convocar as assembléias, representar o condomínio ativa e passivamente seja em juízo ou fora dele. É o síndico quem fala pelo condomínio, faz cumprir as convenções, os regimentos internos e as determinações em assembléia. Ele quem deve zelar pela conservação das unidades comuns e dos serviços que são prestados pelos fornecedores de serviço aquele condomínio.

O síndico tem salário?
Não necessariamente tem salário. A lei não determina a exigibilidade de que ele tenha salário. O que ele precisa em realidade é prestar contas de todo volume financeiro que ele administra. Agora, via de regra, as convenções estipulam uma isenção no pagamento de taxa condominial e algumas vezes até um valor pecuniário a título de remuneração pelo serviço que é prestado por aquele condômino. Lembrando que a lei permite que o condomínio estabeleça ou eleja um síndico que não seja necessariamente condômino, pode ser um síndico administrador, que seja um síndico profissional e assim ele contrata uma empresa para prestar esse tipo de serviço. Aí, nesse caso, evidentemente que essa empresa vai ser remunerada para isso.

Ao síndico cabe cobrar multas?
Com certeza. No momento em que ele tem o poder de zelar pela manutenção da ordem de um condomínio ele deve aplicar as sanções previstas na convenção e regimento interno. O síndico também precisa zelar pelo pagamento das contribuições condominiais, as taxas, fundo de reserva etc.
Uma vez que há uma inadimplência o síndico pode exigir do condômino inadimplente multa de 2% sobre o valor devido, correção monetária e juros legais de 1% ao mês. Essas sanções estão previstas em lei e o síndico tem por obrigação de sua função zelar pelo cumprimento dessas obrigações.

Quais as sanções mais pesadas?
Uma vez que não haja o pagamento dessa contribuição o condômino está sujeito a um processo de execução. Nós tivemos uma alteração recente no Código de Processo Civil que abreviou o procedimento para cobrança dessas dívidas de contribuições condominiais. Antigamente o síndico tinha ao seu dispor uma ação de cobrança, que é uma ação um pouco mais demorada para resgate desses créditos, demorava uns cinco anos.
Agora você tem ao seu dispor uma ação de execução, ela é muito mais abreviada. Você ingressa em juízo intimando o condômino inadimplente a pagar sob pena de uma penhora já, uma constrição patrimonial. Traduzindo, um bloqueio de conta corrente, etc. Em determinadas extremas pode ser penhorada, inclusive, a unidade autônoma daquele condômino inadimplente

Para que serve a taxa de condomínio?
O valor da contribuição serve principalmente para manter todos os serviços que são destinados à manutenção das áreas comuns, incluindo serviço de segurança, limpeza, manutenção, elevadores, portões, todo esse sistema que permite que os condôminos convivam harmonicamente. Além disso, os condomínios costumam estabelecer um fundo de reserva, que é uma maneira de destacar do orçamento uma reserva financeira para eventos extraordinários, emergenciais, ou mesmo para a constituição de obras que possam valorizar o condomínio.
Para o reajuste é realizada anualmente uma assembléia ordinária para a prestação de contas do síndico e deliberação desses reajustes.

Quem não paga condomínio pode participar de uma assembléia, mas não pode votar?
Só pode participar e votar nas assembléias o condômino que esteja adimplente. O inadimplente pode até participar das reuniões, mas não vai poder votar. Isso quem determina é o Código Civil.

Em caso de roubos e furtos dentro do condomínio, a responsabilidade é de quem?
Essa questão é bastante controvertida. Se esse roubo ou furto acontece em uma área comum, os Tribunais têm entendido que existe a obrigação do condomínio em arcar com esses prejuízos, mas não dá para afirmar categoricamente, depende muito do caso concreto.

Como funciona a destituição de síndico?
Para destituir um síndico precisa convocar uma assembleia especificamente para essa finalidade e, por maioria absoluta dos membros, destituir o síndico que praticar qualquer irregularidade. Por exemplo, não prestar contas e não administrar convenientemente o condomínio.

O que o Código Civil diz sobre incomodar os demais moradores?
Um dos deveres de todos os condôminos é não utilizar sua unidade ou partes comuns de maneira prejudicial ao sossego, à salubridade e à segurança dos possuidores ou os bons costumes. Ou seja, todo condômino, independente do que esteja previsto nas convenções e regimentos internos, tem por obrigação zelar por esses itens.
Então, por exemplo, um som alto é passível de punição desde que previsto na sua convenção. O regimento interno precisa prever as condutas vedadas e as penalidades impostas. O que o Código determina é apenas um limite para essas penalidades. Então aquele condômino que infringe qualquer disposição dessa natureza, o Código Civil limita a multa em até cinco vezes o valor da taxa condominial.
Em caso de reiteração dessa conduta, o Código também prevê a possibilidade de condenação em até 10 vezes o valor atribuído à contribuição condominial. Esse seria um limite. Agora isso tudo estamos falando da multa. O Código também permite a cobrança por eventuais perdas e danos oriundos daquele fato.

Animais de estimação, pode?
Uma questão super polêmica são os animais de estimação. Existe muita discussão a respeito disso. Muitos condomínios estabelecem em seus regimentos internos a possibilidade de você possuir um animal de pequeno porte, essa é a expressão que usam. Só que é difícil às vezes estabelecer, primeiro, o que é um animal de pequeno porte? O que mais importa não é nem tanto se o animal é de pequeno porte, o que vai importar é exatamente se esse animal está causando algum transtorno para aqueles itens de segurança, salubridade para os demais condôminos.
Sendo infringida essa norma, ainda que seja um animal de pequeno porte você pode ser penalizado. Os Tribunais superiores têm decidido pela impossibilidade de vedação de ter um animal de estimação. Porque alguns condomínios chegam a vedar completamente qualquer espécie de animal.
Funciona até que um condômino ingresse com uma ação. Porque os Tribunais têm entendido que você tem direito à propriedade e uma vez que você é dono daquele animal de estimação você precisa usufruir desse direito de ter um animal, então um condomínio não poderia proibir totalmente.

O que é previsto para casos de som alto nas áreas comuns?
Qualquer condômino que vá interferir no sossego dos seus vizinhos pode ser advertido. Independente inclusive do horário. “Ah, mas até às 22h pode”. Claro que a gente tem uma tolerância maior durante esse período, das 8h às 22h, mas a rigor não há nada que impeça que um barulho excessivamente alto seja reprimido ou que o síndico faça uma advertência dependendo do horário. Evidentemente que no período noturno aquele nível de tolerância abaixa.
Para esse tipo de reclamação não precisa estar adimplente, mas precisa para usar as áreas comuns, desde que previsto em convenção e desde que não sejam áreas essenciais. “Por exemplo, você não pode proibir o condômino de usar o elevador, por exemplo. Agora, academia, piscina, desde que previsto em convenção é possível”.

Quais são os tipos de obras?
Existem três tipos de obras, as necessárias, as úteis e as supérfluas. Para as necessárias o síndico, a rigor, não precisa de autorização. As obras úteis, que vão acrescer a utilidade daquele bem, por exemplo, uma piscina, churrasqueira, salão de festa, reparo, essas tem que ter aprovação da assembléia, por maioria aprova. Para as supérfluas precisa de dois terços de aprovação.
Fonte RDNews

4 RAZÕES PELAS QUAIS O SEU NETWORKING ESTÁ DANDO ERRADO

Networking: muita gente perde tempo ao mirar os alvos errados, diz especialista

Você conhece a importância do networking - ainda mais num mercado de trabalho abalado pela crise econômica - e já tentou colocá-lo em prática diversas vezes.
No entanto, até agora, os resultados têm sido praticamente nulos para a sua carreira. O que está acontecendo?
Uma primeira explicação para o fracasso das suas tentativas pode estar num equívoco conceitual: você pensa que está fazendo networking, mas não está.
Cuidar da sua rede de contatos não é trocar cartões, bajular colegas e chefes ou participar eventualmente de um happy hour, diz Frederico Vani, diretor de recrutamento da consultoria STATO.
Do que se trata então? “Fazer networking é criar, gerir e preservar relações profissionais de tal forma que todas as partes envolvidas saiam ganhando”, define o especialista.
Na prática, isso significa se posicionar como uma espécie de intermediário do mercado: alguém que faz a ponte entre quem tem uma demanda  e quem pode atendê-la.
“Às vezes você indica algum conhecido seu para resolver o problema, às vezes é você mesmo quem faz isso", completa Marcelo Derossi, cofundador do Clube do Networking.
No fim, o seu objetivo é ser a pessoa a quem todos recorrem quando precisam de uma solução.
O conceito de networking está claro para você e, mesmo assim, os seus esforços têm sido em vão? Confira a seguir outras 4 possíveis explicações para o problema:

1. Você está sendo impessoal demais
Como outros povos latinos, o brasileiro valoriza muito as relações interpessoais - inclusive quando se trata de trabalho. Por isso, é importante ir além dos assuntos profissionais num café ou almoço com um novo conhecido, por exemplo.
“Aja com naturalidade, faça perguntas, quebre o gelo com alguns comentários informais sobre assuntos diversos”, explica Vani. "A criação de um vínculo pessoal é o que fará o contato evoluir".
Contudo, diz Derossi, a informalidade não pode tornar o seu discurso vago ou impreciso: na hora certa, você precisa ser objetivo e claro quanto ao que deseja em termos profissionais.

2. Você está sendo derrotado pela preguiça
Outra possível explicação para o fracasso do seu networking pode estar na quantidade de energia que você está dedicando a ele.
Segundo Derossi, muitas pessoas só investem ocasionalmente em seus contatos - sobretudo quando precisam de algo -, e acabam perdendo o timing da relação. Para render frutos, o esforço precisa ser contínuo.
No entanto, há uma diferença importante entre persistência e insistência. “Você precisa ser obstinado até certo ponto, mas deve ter sensibilidade suficiente para não se transformar num chato”, afirma o especialista.

3. Você está passando muito tempo na internet
A tecnologia é uma aliada na gestão de contatos profissionais: redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens podem e devem ser usados para alcançar os seus pares.
O problema está em se entregar à conveniência da comunicação online, e marcar cada vez menos encontros presenciais.
“A internet deve ser usada como apoio para preservar contatos, mas nunca para criá-los do zero”, diz Vani. Até quando você já conhece alguém há anos, é necessário marcar reuniões cara a cara de vez em quando para reafirmar o vínculo.

4. Você está mirando os alvos errados
Você pode não estar cometendo nenhum dos erros acima, mas não será bem-sucedido se tiver uma visão míope sobre quem pode - ou não - ajudá-lo.
Isso porque você pode estar superestimando o poder de influência de um determinado conhecido, diz Derossi.
“Ter um amigo numa determinada empresa não necessariamente vai abrir as portas para você conseguir um emprego ou apresentar um projeto para a diretoria", explica. “O seu contato pode ter menos poder internamente do que você imagina”.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

5 PASSOS PARA REVISAR SUAS METAS PROFISSIONAIS (ATÉ AGORA)

Aproveite estes dias de folga para repensar a trajetória profissional e avaliar o que você fez pela sua carreira até agora

Aproveite  para repensar sua trajetória profissional e ajustar a rota caso seja necessário

A percepção da passagem do tempo varia de pessoa para pessoa. Para alguns, o ano está voando, para outros, se arrasta. Mas é fato que, com o fim do mês de novembro, é chegada a hora de fazer um balanço de carreira e avaliar realizações e tropeços ocorridos até agora. Aproveitar a calmaria de um feriado para repensar a trajetória profissional pode ser uma boa ideia. Confira um roteiro para avaliar o que você fez pela sua carreira nestes 6 primeiros meses do ano, tendo em vista o que havia planejado:

1 Encontre sua lista de metas para 2026
“A primeira coisa a se fazer é encontrar o papel ou para os mais organizados a planilha em que, em dezembro de 2025 foram desenhadas as metas para o ano de 2026”, sugere Carlos Felicíssimo Ferreira, da 4hunter.
O ideal era que a lista estivesse sempre visível, mas caso não esteja, vale vasculhar gavetas e os seus arquivos no computador para encontrar os planos feitos para 2025 “Se achou já é um ótimo começo”, diz Ferreira.
Não fez a lista? Faça agora. Você pode seguir este e adaptar os 10 mandamentos do planejamento de carreira para os seis meses finais de 2026.

2 Confira as metas cumpridas
“Com a lista em mãos, confira o que já foi feito e que está trazendo resultados positivos”, recomenda Ferreira. Revisitar metas cumpridas é um estímulo para investir nos objetivos ainda não alcançados. Portanto, comemore suas vitórias!
“Se uma meta já foi cumprida, pode sobrar tempo para focar no que ainda não foi cumprido ou para apostar em novas metas”, diz Ferreira.

3 Repasse metas não atingidas
No papel ou na tela do computador os objetivos de carreira para 2026 prometiam um mundo de possibilidades e ascensão profissional. Mas alguns podem ter ficado pelo caminho. “Muita gente acaba não fazendo este balanço de metas justamente porque vai ter que encarar o que não fez”, diz Ferreira.

4 Investigue os motivos que o impediram de cumprir os objetivos
Aquele curso de extensão, o sonhado MBA, a promoção, o emprego novo ou o projeto não se transformaram em realidade por quê? “É hora de buscar estas respostas”, diz Ferreira.
Não cumpriu a meta porque ela dependia de outra pessoa? “Talvez então seja hora de cobrar esta pessoa”, sugere Ferreira.
O objetivo ficou só no papel por conta da agenda que não permitiu ou por que, no fim das contas, não era mais importante? Verifique as razões para o fracasso das metas profissionais.

5  Priorize
“Se eram 10 metas, apenas uma saiu do papel e restam 9 ainda, é preciso priorizar”, diz Ferreira. Dentre os objetivos estipulados, quais os mais urgentes? “Tome a decisão do que efetivamente você vai colocar as mãos", diz, Ferreira.
Não coloque o carro na frente dos bois, estipule planos razoáveis e que, tendo em vista o seu momento de carreira, sejam possíveis de serem cumpridos. “Não adianta, a pessoa achar que vai conseguir cumprir as 9 metas que faltam em seis meses, com certeza, ela vai se frustrar”, diz Ferreira. Ele também sugere que suas metas sejam revistas daqui três meses.

Por Camila Pati
Fonte Exame.com

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO UM DIA DE TRABALHO

Especialistas afirmam que realizar muitas tarefas no dia não significa que o profissional está aproveitando bem o horário de seu expediente

Listar as tarefas diárias é o primeiro passo para que o dia seja aproveitado ao máximo

Valorizar suas tarefas diárias é um passo para que seus objetivos de carreira de médio e longo prazo sejam alcançados. “Se o profissional se vangloriar demais de suas conquistas, das metas atingidas e dos reconhecimentos, ele tenderá a repetir os comportamentos do passado e estará mais distante de mudanças e novos aprendizados”, afirma Caio Brisolla, diretor-executivo da Marcondes Consultoria.
Marcelo Marques, CEO da Kanui, trabalhou durante sete anos no mundo corporativo antes de entrar em uma startup e recomenda que todo profissional deve se perguntar as razões antes de realizar uma tarefa.
“E tentar enxergar a visão do todo, não é porque o serviço é simples que você não o fará bem feito”, afirma. Ele diz que quando você faz bem e as pessoas passam a acreditar em você e elas passam a ensinar coisas novas a você, pois foi demonstrado interesse. Confira as recomendações para que um dia no trabalho seja bem aproveitado:

1. Faça uma lista
Observe sua rotina de trabalho e anote tudo que você gostaria de fazer. Dessa maneira, a organização auxiliará para que cumpra suas tarefas obrigatórias e busque aprender outras novas.

2. Informe-se
“Procure ter clareza sobre o que é esperado do seu trabalho, não deixe passar batido nenhuma dúvida, pois isto pode prejudicar o seu desempenho”, diz Brisolla. Se a vergonha bate em algum momento, não hesite: demonstre que você não entendeu e peça orientação a colegas ou ao superior.

3. Verifique suas condições de trabalho
Detalhes como ferramentas, funcionamento do computador, verba ou até mesmo o auxílio de uma equipe precisam ser checados antes do começo de um dia de trabalho.
Reparou que a internet não está funcionando e é indispensável para a realização de suas tarefas? Busque soluções e comece a trabalhar.

4. Atente aos feedbacks
Para a coach executiva Jaqueline Weigel, às vezes, falta clareza nos papeis no ambiente de trabalho e algumas informações são indispensáveis para que o profissional execute bem suas demandas.
“Pergunte ao seu chefe, o que é muito importante no meu papel?”, ensina ela. A razão? “As pessoas podem ter uma percepção errada do que é realmente importante no trabalho”, afirma.
Brisolla completa que um feedback pode dar pistas se o profissional está trabalhando bem (ou não) e nos pontos que ainda precisa desenvolver no dia a dia.

5. Não se acomode
Mesmo que seja um dia comum no trabalho, especialistas afirmam que sempre é preciso buscar mais. Se as metas foram alcançadas, procure se superar.

6. Aprenda a dizer não
Para que o seu dia renda e seja produtivo, às vezes é preciso que o profissional evite abraçar todas as tarefas que chegam até ele. Limites precisam ser impostos pela própria pessoa e procurar demandas somente para que ela se sinta atarefada é um erro.

7. Reclame menos
“As pessoas reclamam demais e fazem muito pouco”, afirma Jacqueline. A coach recomenda que reclamações sejam feitas em uma conversa entre amigos ou familiares, durante o expediente foque no que precisa ser feito.

8. Tenha controle de suas tarefas
“Muito do estresse corporativo é resultado da falta de controle das atividades que precisam ser realizadas”, diz Marques. Se a agenda de um profissional consta uma lista de demandas atrasadas, o dia dele só será bem aproveitado se ele resolvê-las.
Ele afirma que qualquer objeto que auxilie na organização de tarefas é válido, desde aplicativos para tablets e celulares ao calendário do correio eletrônico.
Por Camila Lam
Fonte Exame.com

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

SEGUNDA-FEIRA, QUE PREGUIÇA!

PLANO A

BOA SEMANA

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

domingo, 12 de julho de 2026

BOA SEMANA

LIÇÃO DO RATO - NUNCA DESISTA!

O SEGREDO PARA COMEÇAR UMA SEMANA MARAVILHOSA


Para a maioria das pessoas, o final do domingo é o prenúncio de dores de cabeça. Parece que a segunda-feira é uma grande ameaça: fim do descanso, volta à rotina, pressões e preocupações, prazos… Será que não há como escapar? A solução para esse problema é simples e depende unicamente de nós. Algumas dicas para fazer com que a segunda-feira seja o início de uma ótima semana:

1 – Evite compromissos no domingo que acabem muito tarde
Sempre que nos envolvemos em festas e eventos que se prolongam até altas horas no domingo, temos menos tempo para descansar. Procure estabelecer o hábito de dormir o suficiente na noite de domingo para segunda, para que o seu corpo possa repor as energias necessárias para a semana de trabalho;

2 - Divirta-se durante a semana
Muitas pessoas deixam para fazer somente no final de semana aquilo que lhes dá prazer. É um erro! Nós precisamos de diversão e relaxamento todos os dias. Se distribuirmos o divertimento ao longo da semana, não ficaremos tão decepcionados quando o domingo terminar;

3 - Durma o suficiente todos os dias
Alguns de nós têm o hábito de dormir pouco durante a semana e “descontar” no sábado e no domingo. De nada adianta esse hábito, pois o corpo não fica esperando para repor as horas perdidas. O ideal é dormir todos os dias pelo menos 6 horas (o ideal pode variar entre 6 a 9 horas para cada pessoa);

4 – Controle o consumo de álcool
Bebidas alcoólicas podem atrapalhar o seu repouso e ainda por cima causar uma ressaca no dia seguinte;

5 – Concentre-se nas coisas positivas da segunda-feira
A segunda-feira pode ser um dia maravilhoso para colocar a conversa em dia, rever colegas de trabalho, buscar novos desafios. Faça da segunda-feira um dia estimulante e positivo para você;

6 – Agrade a você mesmo
Aproveite a segunda-feira para faze algo que seja bom para você. Almoce a sua comida preferida, compre um livro, telefone para um grande amigo, ouça o CD que você mais gosta. Espante assim qualquer “energia negativa” que o dia possa ter.

7 – Não se esqueça do mais importante
A segunda-feira é o segundo dia da semana.  Para ter uma semana maravilhosa, cuide bem do seu domingo e não comprometa o dia seguinte. Evite extravagâncias e aproveite a semana inteira com muita disposição.

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

UNIVERSO É ENERGIA E VIBRAÇÃO

sábado, 11 de julho de 2026

MEDICINA ANTI-AGING E MODULAÇÃO HORMONAL


Como funciona a medicina anti-aging?
O envelhecimento é um acontecimento natural e começa a partir da segunda década de vida. O corpo perde colágeno e água, deixando a pele mais seca e enrugada, os radicais livres começam a se sobrepor aos sistemas antioxidantes, a degeneração passa a ser maior do que a reposição celular, há um acúmulo de gorduras e diminuição da massa magra, os órgãos encolhem, a estatura diminui, ocorre uma grande redução na produção de hormônios especiais, como o estrogênio, progesterona, testosterona, pregnenolona, DHEA, melatonina, hormônios da tireóide, hormônio do crescimento e vitamina D, que na verdade é um hormônio, o mais potente hormônio presente no corpo humano.
Resumindo, quando envelhecemos ocorre uma diminuição da produção hormonal do corpo, da síntese de proteínas para reparo dos danos às células, e dos níveis de importantes minerais e vitaminas. A Medicina Anti-Aging (ou antienvelhecimento) consiste na associação de diversos tratamentos incluindo a suplementação de nutrientes com ação antioxidante, a reposição de diversos hormônios para recuperar a energia e o vigor que vão reduzindo com o passar dos anos, e ainda procedimentos estéticos capazes de eliminar alguns anos de nossa aparência.

Por que este tipo de medicina é benéfico? Atua de forma preventiva?
Uma alimentação adequada, a prática de exercícios físicos, bons hábitos de vida, o gerenciamento do estresse, uma boa herança genética – todos são fatores que contribuem para desacelerar o conjunto de processos degenerativos que levam à doença e à decadência física, tendo como resultado o envelhecimento precoce. Então a Medicina Anti-Aging é um conjunto de medidas que devem caminhar lado a lado para otimização dos resultados e prevenção de doenças.

Não existe um tratamento padrão porque cada indivíduo tem necessidades específicas. Se após a realização de consulta e exames laboratoriais o paciente apresenta níveis normais de hormônios ou outros nutrientes, então não há necessidade de reposição naquele momento. Cada um de nós tem uma velocidade particular de envelhecimento.

Qual a origem da medicina anti-aging?
A Medicina Anti-Aging é relativamente recente, tendo adquirido força nos últimos 20 anos com as descobertas de como o processo de envelhecimento estava ligado à oxidação celular e à drástica redução da produção hormonal. Inúmeros estudos comprovam o seu benefício, e existem muitos congressos científicos ocorrendo diversas vezes por ano no mundo todo.

A reposição hormonal pode se iniciar a partir de qual idade?
A partir da presença de sinais e sintomas. A pré-menopausa é toda a vida antes da menopausa. A peri-menopausa é o período que compreende os 10 anos antes da menopausa. Não existe uma idade específica, cada mulher tem o seu ritmo biológico. Em alguns casos pode ser necessário começar no final dos 30, outras só vão precisar de ajuda no meio dos 40. Como o tratamento é feito com diversos hormônios e em doses individualizadas, o mais correto é chamar de modulação hormonal, porque cada caso é diferente. Não se trata somente de repor um hormônio, mas de equilibrar todo o organismo, de modular as diferentes áreas da saúde naquele corpo.

Ela reduz os sintomas da menopausa? Quais hormônios podem ser repostos?
Sim. Os sintomas da menopausa decorrem da redução brusca da produção hormonal, principalmente a progesterona, o hormônio principal na saúde da mulher. Muitas mulheres com queixas como libido baixa, falta de energia, dificuldade de manter massa magra e aumento de massa gorda, tem níveis baixos de testosterona. Cansaço excessivo, queda de cabelos, constipação, metabolismo em baixa podem ser causados por uma tireóide que está envelhecendo. Na modulação hormonal todas as queixas são levadas em conta.

Pode evitar doenças?
Muitos estudos têm mostrado que a modulação hormonal com hormônios bioidênticos protege a mulher de osteoporose, doenças cardiovasculares, perda da capacidade cognitiva, ocorrência de tumores, etc. Os estudos negativos sobre a reposição hormonal são feitos com hormônios sintéticos, que apresentam uma série de efeitos colaterais, como inchaço, ganho de peso e maior incidência de câncer.

Qual a diferença entre hormônios bioidênticos e sintéticos?
Os hormônios podem ser naturais, bioidênticos ou sintéticos. Os naturais são os que ocorrem na natureza, como as isoflavonas presentes na soja. Os sintéticos são sintetizados em laboratórios e contem moléculas modificadas pelos cientistas, criando produtos patenteados pela indústria farmacêutica. Os bioidênticos também são produzidos em laboratórios, porem são constituídos de moléculas idênticas às dos hormônios que o nosso corpo produz, e não podem ser patenteados porque já existem na natureza (no caso, no corpo humano). Estes últimos são manipulados porque nenhuma indústria farmacêutica produz.

Como isso é prescrito? São feitos exames laboratoriais?
Após uma consulta detalhada para colher todos os dados, como sinais, sintomas, hábitos de vida e queixas diversas, são feitos exames laboratoriais para dosar vários hormônios do corpo, enzimas, vitaminas, minerais, marcadores tumorais e outros parâmetros bioquímicos. São solicitados também alguns exames de imagem, como ultrassom e densitometria óssea. Se não houver nenhuma contra-indicação, procede-se ao tratamento.

Essa reposição acontece por meio de medicamentos manipulados? Há uma indicação de dosagem individualizada? Há um limite de tempo para ser usada?
A modulação hormonal é feita através de medicamentos manipulados e serão repostos os hormônios que estão em baixa, na dose exata e necessária para aquela paciente em particular. No caso da modulação hormonal não existe “tamanho único“. Cada tratamento é feito sob medida. Em relação ao tempo de uso, o ideal é modular continuamente, enquanto se quiser obter os benefícios deste tipo de tratamento.

Existem cápsulas prontas desses hormônios?
A modulação hormonal é feita através de creme ou gel transdérmico, ou seja, ele deve ser aplicado na pele. Esta é a forma ideal, onde não se sobrecarrega o fígado. A única forma de fazer este tratamento é com receita manipulada e acompanhamento médico.

Essa reposição hormonal é especifica para a menopausa, ou seja, indicada apenas para mulheres?
A modulação hormonal pode ser feita sempre que necessário. Ela ajuda na TPM quando a mulher jovem não produz progesterona suficiente (uso de anticoncepcionais e síndrome do ovário policístico), nas mulheres que apresentam sintomas como os calores (fogaços), fadiga, ganho de peso e insônia antes da menopausa, e na menopausa (essencial para manter a saúde do cérebro, ossos, coração etc.). Homens também envelhecem e reduzem a produção de importantes hormônios ligados à esfera sexual e à energia física e mental. A andropausa é real e pode ser modulada de modo eficaz.
Por Dra. Tamara Mazaracki
Fonte Busca Saúde

sexta-feira, 10 de julho de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

quarta-feira, 8 de julho de 2026

DEPENDÊNCIA DE INTERNET TEM GRAVES CONSEQUÊNCIAS


Pagar as contas, fazer compras, comparecer à reunião de trabalho e matar as saudades de quem mora longe. Com a correria do dia a dia, dar conta de todos esses afazeres fica cada vez mais difícil e, em alguns casos, até mesmo impossível. Porém, com as facilidades oferecidas pela internet é possível fazer tudo isso em apenas alguns cliques, sem precisar sair da comodidade de casa.
Por trás de toda praticidade da internet existe um mal com consequências graves para o usuário. A dependência desse meio de comunicação pode acarretar prejuízos no trabalho, perda de contato com amigos e familiares, entre outros problemas. Conheça as causas, consequências e como evitar esse mal.

Reconhecendo os sintomas
Segundo Dora Sampaio Góes, psicóloga do Grupo de Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tempo que o usuário permanece conectado não é o fator mais determinante para identificar a dependência de internet. "O diagnóstico é traçado a partir das respostas referentes a oito critérios. Para que o paciente seja considerado um dependente de internet, ele deve se encaixar em pelo menos cinco desses oito pontos", explica a psicóloga.
Abaixo quais são os critérios utilizados pelo Instituto de Psiquiatria do HC para diagnosticar a dependência de internet.

  • Preocupação excessiva com internet
  • Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação
  • Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet
  • Apresentar irritabilidade e/ou depressão e buscar conforto navegando na internet
  • Quando o uso da internet é restringido, apresenta instabilidade emocional
  • Permanece mais tempo conectado do que o programado
  • Trabalho e relações sociais (amigos e família) em risco por conta do uso excessivo
  • Mentir para os outros a respeito da quantidade de horas que fica conectado

Os sintomas são muito parecidos com os apresentados por quem sofre com dependência de substâncias ou comportamentais, explica Monica Levit Zilberman, pós-doutora em dependência e gênero. Ela ainda acrescenta: "a pessoa fica conectada por um tempo muito maior do que o que gostaria, com inúmeros prejuízos, seja do ponto de vista familiar, social ou mesmo profissional. Outros afazeres e atividades antes valorizadas deixam de ser prioritárias ou até de serem realizadas", explica Monica.
A pós-doutora ainda revela que muitos pacientes chegam a comparar a internet com uma droga, pela qual eles tentam se livrar de todas as outras atividades, para poderem ficar conectados sem serem interrompidos. "Nesse estágio começam as mentiras sobre o quanto se está usando ou mesmo desculpas como 'estou só dando uma checadinha nos e-mails'. Os parceiros tendem a se irritar com esse comportamento, pois são os primeiros a serem deixados de lado", conclui Monica.
mento
A popularização da internet veio com muitas melhorias, principalmente na abrangência do serviço e velocidade de conexão. O preço tem se tornado atrativo também, apesar do serviço de internet no Brasil ter os custos mais elevados do mundo, segundo estudo divulgado pelo Comitê Gestor da Internet, em outubro de 2011. A facilidade de conexão ocasiona diversas situações de isolamento do indivíduo, indo de casos mais simples aos mais complexos, com comprometimento severo no trabalho e vida social. Conheça as causas apontadas pelas especialistas para essa dependência.

Causas
Segundo as psicólogas, ainda não há estudos que comprovem quais são as origens dessa dependência, porém, alguns fatores são comuns entre os dependentes. Os quadros dos pacientes geralmente trazem características de pessoas tímidas, com baixa autoestima, transtornos psiquiátricos, transtornos impulsivos, predisposição pessoal e disponibilidade de acesso. "Em uma época onde o acesso à conexão é muito rápido, aumenta a possibilidade daqueles indivíduos que tenham alguma vulnerabilidade se tornarem 'viciados' em comportamentos repetitivos, tornando-se dependentes. Quando a conexão era mais difícil, lenta e caía com frequência, isso aborrecia as pessoas. As chances delas se viciarem eram menores", explica Monica Zilberman.

Consequências
As maiores perdas, segundo as psicólogas, são em relação aos relacionamentos sociais dos dependentes de internet. Isso porque a vontade de ficar conectado ao mundo virtual é mais forte do que sustentar os laços com os amigos ou até mesmo a própria família. "O isolamento acaba causando brigas com a família e o indivíduo chega a deixar os estudos e até mesmo o trabalho de lado para se dedicar à internet", comenta Dora. Além desses fatores, a psicóloga explica que nem mesmo quem já está casado escapa dos problemas causados pela dependência. "Muitas pessoas procuram ajuda apenas depois que o casamento terminou. Além da questão de isolamento, muitos relatam casos de traição virtual", complementa a psicóloga Dora Góes.
As inovações no campo de comunicação pela internet contam também com a ajuda dos dispositivos móveis, como celulares e tablets. Por conta disso, segundo Monica Zilberman, quanto maior a facilidade de acesso, mais rápido as pessoas que já tem alguma tendência se tornam dependentes. Dora Góes explica que ainda não há estatística que comprove o aumento de casos de dependência de internet por conta do acesso em smartphones e tablets, porém, a probabilidade é que essa facilidade ao acesso contribua sim para aumentar as estatísticas.

Crianças
É natural que os pais também se preocupem com a dependência de internet por causa da exposição de conteúdo ao qual seus filhos são submetidos diariamente. Dora Góes explica que os pais precisam monitorar o tempo e o conteúdo que seus filhos estão acessando, mas não de forma policialesca. "O ideal é que os pais saibam como eles usam, quanto tempo usam e que proponham atividades além da internet. Eles devem ficar atento se os filhos não estão deixando de lado as atividades de escola e com os amigos. Quando a criança prefere ficar na internet do que na companhia dos amigos, os pais devem conversar para saber qual é o motivo. Dar limites é fundamental e, se for o caso, buscar ajuda profissional para resolver o problema", orienta Dora.

Evite a dependência
Monica explica que é preciso buscar estratégias para controlar o alcance desse comportamento no dia a dia. A sugestão da psicóloga é estabelecer horários para conexão e não se manter conectado o tempo todo. "É preciso evitar o uso de dispositivos móveis de conexão, principalmente durante atividades sociais ou durante a noite", explica a pós-doutora em dependência.
Fonte Portal BBel