domingo, 1 de março de 2026

O RIO DE JANEIRO É LINDO!

RIO DE JANEIRO IT'S BEAUTIFUL!

DECLARO TODOS ADULTOS, INDEPENDENTES E AUTO-SUFICIENTES


Minha mãe tinha muitos problemas. Dormia mal e se sentia exausta. Era irritada, mal-humorada e amarga, até que um dia, de repente, ela mudou.
Um dia, meu pai disse-lhe: Amor, vou jogar bola com os amigos.
Minha mãe respondeu: Está bem...
Meu irmão disse-lhe: Mãe, vou mal em todas as matérias do colégio.
Minha mãe respondeu: Está bem. Você vai se recuperar. E se não o fizer, você poderá repetir o ano. Mas você vai pagar com as suas reservas.
Minha irmã disse: - Mãe, bati com meu carro.
Minha mãe respondeu: Está bem filha. Leve-o para a oficina e procure uma forma de como pagar. E enquanto eles consertam, vá andando de ônibus ou metrô.
Sua irmã disse-lhes: Irmã, eu vim passar alguns meses com vocês.
Minha mãe respondeu: Está bem. Acomode-se no sofá da sala, e procure alguns cobertores no armário.
Nos reunimos na casa dela preocupados, encabulados em ver essas suas reações. Nos propusemos então fazer um "questionamento" a ela para afastar qualquer possibilidade de reação que fosse provocada por alguma medicação 'anti-birras'.
A nossa surpresa foi imensa, quando a minha mãe nos explicou: "Demorou muito tempo para perceber que cada um é responsável por sua vida. Levei anos descobrindo que minha angústia, minha mortificação, minha depressão, minha coragem, minha insônia e meu estresse não resolveriam os vossos problemas. Mas, sim, exacerbaram os meus. Eu não sou responsável pelas ações dos outros. Eu sou responsável pelas reações de como eu me expresso perante elas. Portanto, cheguei à conclusão que o meu dever para comigo mesmo é manter a calma, e deixar que cada um resolva suas pendências da forma que lhe convier. Vocês têm todos os recursos necessários para resolver suas próprias vidas. Eu só posso dar meu conselho se por acaso me pedirem. E cabe a vocês decidirem segui-lo ou não. Então, de hoje em diante, parei de ser a receptáculo de suas responsabilidades, a carregadora de suas culpas, a lavanderia dos seus remorsos, a advogada de seus defeitos, o Muro das Lamentações, a depositária das suas frustrações, que resolve seus problemas ou sua tábua de salvação para conta de vossos desafios. De agora em diante, eu os declaro todos adultos, independentes e auto-suficientes.”
Todos na casa da minha mãe permaneceram em silêncio.
Desde aquele dia, a família começou a funcionar melhor porque todo mundo em casa sabe exatamente o que lhe cabe fazer.
Por UMA MULHER FELIZ

DOENÇA RENAL CRÔNICA AFETA 50% DOS GATOS IDOSOS, ALERTA ESPECIALISTA

A campanha "Março Amarelo" é organizada pela Elanco Saúde Animal com o intuito de conscientização para diagnóstico precoce e tratamento da doença

Os donos de animais têm um costume perigoso: levar o pet ao veterinário apenas quando ele demonstra algum possível sintoma de doença. Tal atitude corrobora para alguns dados clínicos, como o de que 50% dos gatos idosos no Brasil sofrem com algum grau da doença renal crônica (DRC).
A doença renal crônica  em gatos é silenciosa - apresentando sintomas apenas nos estágios mais avançados, quando os rins já estão com 75% de suas funções comprometidas - e não tem cura. Atualmente é o mal mais comum entre os felinos acima dos 12 anos de idade, além de ser responsável pela morte de milhares de bichanos todos os anos.

O aumento de consumo de água é um dos sintomas da Doença Renal Crônica em gatos
A boa notícia é que, embora ainda não exista uma cura para a doença, a DRC pode ser controlada quando diagnosticada em seu estágio inicial, garantindo uma sobrevida de aproximadamente cinco anos aos animais. Isso torna os check-ups periódicos fundamentais para a identificação da doença em fase precoce e o tratamento adequado, evitando assim o sofrimento do animal.
Por isso, buscando informar os tutores sobre a doença e conscientizá-los sobre a importância de se fazer exames regulares em seus gatos e manter um acompanhamento veterinário especializado, a Elanco Saúde Animal organiza a campanha "Março Amarelo". Não à toa, este ano o tema é “A importância da medicina preventiva e a estruturação de programas de saúde por faixa etária na clínica”.
O veterinário Alexandre Daniel, uma das maiores autoridades brasileiras no assunto e consultor do "Março Amarelo" explica que "o diagnóstico precoce aumenta a expectativa de vida dos animais. Quanto antes for diagnosticado o problema, maior é a possibilidade de prolongar a vida do paciente”.

Recomendações veterinárias - Os gatos devem passar por consulta veterinária periódica para diagnóstico precoce da Doença Crônica Renal
A recomendação dos veterinários é para que os gatos de meia idade, a partir dos 10 anos, façam os exames uma vez ao ano. A partir dos 14 anos, a cada seis meses. Caso haja alterações nos resultados ou o animal apresente algum tipo de sintoma, como perda de peso, ingestão excessiva de água ou aumento do volume de urina, é necessário procurar um profissional especializado para entender o melhor tratamento, que é feito caso a caso.
“Existem vários fatores que precisam ser levados em consideração. Pacientes que têm pressão alta podem viver menos, pacientes com variação na concentração de fósforo também podem viver menos, gatos com proteína na urina também, mas é possível controlar com fármacos”, explica o veterinário.

Tratamento da Doença Renal Crônica - O tratamento da Doença Renal Crônica é feito por fármacos
De acordo com Alexandre Daniel, a DRC é tradada por estágios, que variam de 1 a 4. “O paciente que é diagnosticado no estágio 2 tem uma sobrevida média de cinco anos. Já no caso do paciente que é diagnosticado no estágio 3, a sobrevida cai para dois anos. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais prolonga a vida do animal.”
Geralmente o tratamento é feito com fármacos. Entre os mais receitados está o Fortekor 5TM, um medicamento fabricado pela Elanco. Composto pelo cloridrato de benazepril, ele é um importante inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ECA). São comprimidos que devem ser dados diariamente para o animal.
Qualquer medicação só deve ser dada para o gato quando receitada por um veterinário de confiança. A dose também pode variar de acordo com o caso.

A campanha "Março Amarelo" 
O Março Amarelo é uma ação de conscientização para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença renal crônica em gatos. A campanha chega à sua quarta edição em 2019 com o objetivo de engajar tutores e médicos veterinários em prol da saúde dos animais.
“O Março Amarelo é hoje mais do que uma campanha, já é uma causa”, afirma Eliane Estephan, gerente de Marketing e Serviços Técnicos para Animais de Companhia da Elanco. De acordo com a executiva, a campanha é nacional e está focada em dois pilares de atuação: atualização técnica dos veterinários e conscientização dos tutores para os perigos da DRC.
“Oferecemos aos profissionais diversos materiais atualizados sobre a doença renal crônica , com alta aplicabilidade na rotina clínica. Já os tutores são impactados através das campanhas de comunicação, por meio de postagens nas redes sociais e de clinicas engajadas na causa e de vídeos educativos sobre a doença, os principais sintomas e formas de tratamento”, explica Eliane. “Em três anos de campanha,  já alcançamos mais de 10 mil clínicas veterinárias em todo o Brasil e impactamos cerca de 5 milhões de pessoas através das mídias sociais.”
Fonte Canal do Pet - iG

FAÇA UM TOUR A PÉ PELO RIO DE JANEIRO

São quatro roteiros temáticos que percorrem construções históricas, paisagens naturais e tradicionais botequins

Cristo Redentor, no mirante do Morro do Corcovado, abençoando o Rio de Janeiro. Uma visão inesquecível da Cidade Maravilhosa

Descobrir – ou redescobrir – todos os encantos do Rio de Janeiro de uma forma diferente. Não importa se é a sua primeira vez ou se você já é um habitué da Cidade Maravilhosa, fazer um city tour permite descobrir a história e curiosidades de cada local.
“Nossa ideia era trazer a ideia do walking tour, que é muito comum na Europa, para o Rio. Mais do que visitar os pontos turísticos, o objetivo é descobrir lugares peculiares, que só os cariocas conhecem. O trajeto a pé aguça o olhar do visitante, que tem uma percepção maior do clima, do cheiro, das pessoas e permite vivenciar melhor a experiência”, conta Silene Berne, sócia da Rio Walks, que oferece quatro roteiros temáticos, com duração de três horas. Com paradinhas, é claro, para fotografias.
O roteiro Amantes da História percorre construções históricas do centro da cidade, que serviram de cenário para a história do Rio e até do Brasil. O percurso inclui o Paço Imperial, o Teatro Municipal e o Palácio Tiradentes. O gran finale é o belíssimo Mosteiro de São Bento, com direito à apresentação de canto gregoriano pelos monges beneditinos.
Se a ideia é fugir, literalmente, dos lugares comuns, a dica é o tour Grand Bazaar. Partindo da Cinelândia e passando pela Lapa, o visitante vai até a região de comércio popular conhecida como SAARA. O local, onde os primeiros comerciantes ingleses se instalaram no Brasil, hoje abriga lojas de árabes, judeus e coreanos. Repleta de casarões antigos, a área também concentra a maioria dos imóveis tombados da cidade.
A Baía de Guanabara, com o morro do Pão de Açúcar, cartão-postal do Rio, ganhou um roteiro todo especial. Além de se encantar pelo belo cenário, o visitante poderá conhecer o local de surgimento da cidade e palco de inúmeras batalhas contra invasores franceses. O trajeto inclui as praias de Botafogo e do Flamengo, além do Aterro do Flamengo.
Também não poderia ficar de fora a boemia e a cultura de boteco carioca. O roteiro Bar em Bar percorre, à noite, tradicionais bares de Ipanema, Leblon e do Baixo Gávea. E de quebra, dá para provar petiscos e chopes gelados. No trajeto estão o bar Garota de Ipanema, onde Vinícius de Moraes e Tom Jobim compuseram a música mais conhecida da bossa nova; o Jobi, cujo chopp é considerado o melhor da cidade pela Veja Rio; e o Chico e Alaíde, famoso pelo bolinho de baião de dois.
Por Mônica Cardoso
Fonte Exame.com

NINGUÉM PREPARA OS FILHOS PARA O ENVELHECIMENTO DOS PAIS


Sabem quando a preocupação é tanta que nem conseguimos chorar? Quando o sentimento de impotência se sobrepõe a qualquer lágrima narcisista que naquele momento nos diz que nada mais importa a não ser a pessoa que temos à nossa frente, naquela cama de hospital? A roupa para passar a ferro pode esperar, o jantar pode esperar, o Mundo pode esperar.
E à nossa frente encontra-se aquela pessoa de olhos vidrados, sem reação, numa fugaz memória da mulher forte que uma vez foi. Continua a ser a mesma pessoa, sem ser a pessoa que era. Qualquer pergunta que fazemos, fazemô-la sem grandes expectativas de obter resposta, apenas para conforto próprio de que estamos de fato ali. No quarto ao lado ouvem-se os gritos duma qualquer outra mulher desdentada e desesperada, toda ela dores e doenças. Para mim, qualquer outra mulher, mas para outra pessoa, também ela a razão pela qual nem se consegue chorar de tanta preocupação.
É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que são os filhos que nos ensinam a ser pais. Mas o que não nos ensinam mesmo é a sermos filhos de pais envelhecidos. Queremos salvá-los deles próprios, impedir que o corpo ceda mais rápido que a cabeça, ou que a cabeça ceda mais rápido que o corpo, mas não há como.
E o tempo passa a correr. O meu pai já nem parece o mesmo. Também ele não chora de tanta preocupação. A mulher com quem passou a vida toda, a quem prometeu amar na saúde e na doença, ali está, doente. E ele, a ficar doente, sugado pela doença da mulher que ama, mas que já não reconhece. Quando o amor passa a pura e constante preocupação torna-se numa forma estranha de amar, e o desespero leva-o a fazer coisas irreconhecíveis. Também ele é a mesma pessoa sem ser a pessoa que era. Muito mais magro, muito mais pálido, muito mais triste. E nada nos prepara para isso.
No hospital, outras pessoas esperam, umas mais preocupadas, outras mais aliviadas. As ambulâncias vão chegando, uns choram, outros gritam, outros olham o vazio, e há sempre quem esteja a tentar perceber o que é que se passou com cada um deles. Quem morreu, quem não morreu. Esta é a dinâmica da sala. Não há conversa de ocasião que se possa fazer, não importa o tempo, a política, futebol ou religião. Importa apenas aquela pessoa que amamos e que queríamos recuperar, voltar a vê-la, forte e saudável como ela era.
O mais triste é quando chega o luto antecipado. Aquela réstia de esperança que na verdade já nada espera. É quase como que aguardar pela autorização de poder chorar. E pior de tudo é saber que, quando a barragem que contem as nossas lágrimas finalmente rebentar e estas correrem incontroláveis pelo nosso rosto abaixo, sabermos que choramos em pranto num misto de tristeza e alívio. Isso é o mais triste, a noção de que a pessoa está melhor assim, inexistente enquanto que nós, os que continuam mortais, aqui ficamos, na merda.
Nunca ninguém nos preparou para isto, nunca a sociedade se preparou para isto. O nossos líderes falam em envelhecimento ativo e saudável, mas falam por ocasião, não por genuína preocupação, porque na verdade a forma como olham e tratam os velhos pouco lhes importa. Importa-lhes não terem dores de cabeça ou escândalos que possam manchar as suas ambições políticas. Vemos isso quando estamos desesperados, no corredor das urgências, tudo é treta.
A forma como as pessoas são tratadas não difere muito da maneira como se tratam os refugiados. Agregam-se as pessoas idosas e doentes todas num sítio comum e estas passam a ser apenas mais um núnmero para a estatística, onde ninguém realmente se importa a não ser a própria família, e por vezes nem isso.
Fonte Revista Reviver

FELIZ ANIVERSÁRIO MEU RIO DE JANEIRO!

Esse lindo Estado brasileiro completa mais um ano de existência no primeiro dia de março e que seja marcado por muita festa. Esse é um Estado brasileiro que tem orgulho de ter uma das sete maravilhas do mundo, fundado no dia 1º de março de 1565.

5 DIREÇÕES

DISCRIÇÃO

sábado, 28 de fevereiro de 2026

SAIBA COMO TER PERNAS BONITAS DEPOIS DOS 50 ANOS


A forma como o corpo envelhece depende diretamente de fatores como estilo de vida, alimentação, atividade física, hábitos pessoais, como fumar ou dormir pouco, e genética, claro. Ainda assim, nem mesmo as pernas mais perfeitas estão livres da ação do tempo.
Além de ir perdendo o viço, após a menopausa a pele tende a ficar flácida e bastante ressecada. Segundo a dermatologista Carolina Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, isso ocorre por conta da diminuição do estradiol, hormônio que, entre outras funções, estimula a produção de colágeno e mantém a hidratação natural da pele.
Dessa forma, para deixar as pernas com um aspecto mais saudável nessa fase, a médica recomenda investir em “produtos cujas fórmulas contenham ureia e lactato de amônio”. “Não é qualquer hidratante que hidrata”, alerta. É interessante aplicar o creme após o banho, em movimentos circulares, por toda a extensão da perna. Prefira os banhos curtos, com água morna, e evite ensaboar as áreas mais secas todos os dias. Aliás, muita gente advoga a causa de não usar sabonete no corpo. Apenas nas partes que suam, como debaixo do braço, virilhas e pés... no resto do corpo, bastam água e muito creme.
Preocupação unânime entre os dermatologistas, a exposição solar repetida desde a infância acelera o envelhecimento e pode resultar em manchinhas na pele mais velha. No pior dos casos, em câncer. “Algumas delas são tratáveis com ácidos ou procedimentos como a radiofrequência”, enumera. Sem choro nem vela, a aplicação do filtro solar deve ser diária --não somente na praia ou na piscina. E mais, no corpo inteiro: muitos se esquecem de proteger as pernas, onde as manchas também são comuns. O fator mínimo recomendado é FPS 30. “E de nada adianta usar FPS 100 e esquecer de reaplicá-lo ao longo do dia”, adverte.
As mulheres maduras também estão sujeitas a celulite, estrias e vasinhos, herdados ou não das décadas passadas. Há inúmeros tratamentos para amenizar essas marcas, mas é importante, antes de tudo, consultar um médico especialista, uma vez que a pele é mais frágil. O mesmo vale para a depilação, por mais rara que seja a sua frequência (os pelos também diminuem com a menopausa).
Caminhe ou pedale para deixar tudo durinho. Coxas e panturrilhas fortes e torneadas também são possíveis depois dos 50, apesar da inevitável perda de massa e função muscular nessa idade. Para conquistá-las, o preparador físico Nuno Cobra Jr, especialista em treinamentos funcionais, sugere atividades aeróbicas simples, como caminhada e pedalada. “É possível complementar esse fortalecimento subindo e descendo escadas, sempre que possível, seja no metrô, no shopping ou em prédios”, explica.
Para um treinamento no aconchego do lar, ele sugere abaixo quatro exercícios - eles não causam impacto na coluna. “Se preferir ir à academia, evite fazer leg-press ou mesa extensora ou flexora com cargas médias a pesadas, porque podem causar danos à coluna lombar”, explica.

1. Fortalecimento isométrico: brincando de agachar. Encoste as costas em uma parede ou em uma coluna. Posicione os pés a uma distância de 15 cm um do outro. Comece a agachar até um angulo em que a relação do seu tronco com as pernas estará um pouco acima de 90°. Esse movimento é idêntico ao de qualquer agachamento. É importante que na posição final, a ponta do seu pé esteja a um palmo à frente do seu joelho. Fique de 20 a 30 segundos parado nesta posição, faça apenas uma série e vá para a próxima variação do mesmo exercício.

2. Variação 1: agachar com bola. Na mesma posição, coloque uma bola entre as pernas e aperte-a por intervalos de cinco segundos, descansando dois segundos. Entre os intervalos, faça apenas uma série de três compressões na bola.

3. Variação 2: abrir e fechar as pernas. Na mesma posição, enrole um thera band [uma faixa elástica para exercícios] nas pernas de modo que não consiga abri-las. Faça três tentativas de abrir as pernas nos mesmos moldes do exercício anterior, em intervalos de cinco segundos por dois segundos. Faça apenas uma série de três extensões no elástico.

4. Agachamento na bola de pilates (ou bola suíça). Agora faça o mesmo movimento de forma dinâmica --coloque uma bola entre você e a parede, na altura do meio das costas e comece a agachar e a subir novamente, fazendo com que a bola role pelas suas costas. Não desça muito, faça agachamentos curtos. Comece com duas séries de duas descidas e aumente um movimento a cada dois meses, até chegar a oito repetições.
Por Mayra Maldjian
Fonte MSN estilo de Vida

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

5 DICAS PARA VOCÊ USAR O WHATSAPP DE FORMA EFICIENTE NA SUA ADVOCACIA


O whatsapp faz parte da rotina diária de praticamente todo advogado, e pode ser facilmente considerado uma faca de dois gumes. Isto porque tanto pode facilitar a sua vida como advogado, como transformá-la em um verdadeiro tormento com cliente mandando mensagem às 22h30 de uma sexta-feira. Algumas dicas sobre como usar o whatsapp a seu favor e não como seu carrasco.

1. Mensagens pré-prontas de documentos necessários
É muito comum receber mensagens por whatsapp de possíveis clientes/clientes iniciais. É interessante manter sempre no bloco de notas mensagens pré-prontas com relação de documentos necessários.
Os documentos que preciso são:
(enviar para o email: XXXXXXXXXX identificado pelo seu nome completo)
1. Documento Pessoal;
2. Comprovante de Residência;
3. E-mails que eventualmente tenha trocado;
4. Prints de conversa no whatsapp, ou chamadas, se houver;
5. Protocolos, caso tenham te enviado algum;
6. Todos os documentos possuir e sejam relacionados (histórico, declaração, contrato etc);
7. Um áudio explicando detalhadamente o ocorrido, tudo e tentando lembrar o maior número de datas e eventos possíveis.

Uma vez que o cliente envie os documento de identificação e comprovante de endereço, o advogado enviará:
1. Procuração;
2. Declaração de Hipossuficiência para solicitar justiça gratuita;
3. Contrato de honorários 
Com esses documentos basta imprimir, assinar, e me mandar um PDF ou foto legível que já é suficiente.

2. Mensagem pré-pronta com formas de pagamento
A hora de precificar é sempre um momento delicado, que traz insegurança principalmente para o jovem advogado. Uma boa tática é informar sempre qual o seu procedimento padrão de cobrança e já deixando uma mensagem pré-pronta sobre suas formas de pagamento (entrada, parcelamentos, tudo que for padrão), e em seguida consultar junto ao cliente se é possível aquele acordo, caso não seja, já realizando as adaptações necessárias. 
Já na hora de receber, uma boa dica é contar com contas digitais que permitem que você gere boletos gratuitamente e então basta solicitar que o cliente envie comprovante de pagamento.

3. Mensagem pré-pronta sobre o passo a passo que seguirá o processo
O cliente está sempre ávido por informações sobre o processo, e quanto menos ele souber sobre o rito normal, mais ele irá aparecer com perguntas. Então, até mesmo para gerar uma relação de confiança maior, prepare algo que informe a ele como, aproximadamente o processo irá fluir.
Vale até mesmo gravar um vídeo curto, é trabalho de uma vez só e então você pode manter e sempre encaminhar para novos clientes. Ou ainda se possuir um site, canal no youtube, é possível deixar ao alcance do cliente informando a existência do conteúdo e recomendando que assista.

4. Mensagem pré-pronta ensinando como conferir a movimentação processual 
Acredito que cerca de 80% das mensagens de clientes sejam o tradicional “Doutor (a), como tá o meu processo?” É super válido gravar ou escrever um mini-tutorial de como acompanhar o processo.
Sempre que compartilho essa ideia com alguns colegas advogados, escuto em resposta “Mas aí o cliente vai me ligar para saber de tudo!”
Nesse caso, o segredo é mais uma vez agir preventivamente e explicar que algumas movimentações são puramente “administrativas” e que não são relevantes para o processo.
Explicar coisas como “concluso para despacho” ou “concluso para decisão”, deixando ainda sempre muito claro que qualquer decisão relevante você recebe a intimação através do sistema e que está sempre cuidando do interesse do seu cliente.

5. Eduque o seu cliente para que ele entre em contato apenas em horário comercial
Clientes por vezes são como alunos, podem e DEVEM ser educados. Nada de se afundar em mensagens não-urgentes de clientes às 22h da noite quando você finalmente está em casa. Não se tratando de um caso urgente, responda no outro dia em horário comercial, ou mande uma mensagem breve informando apenas que irá consultar verificar o ocorrido/situação no outro dia, ou quando retornar ao escritório.
A advocacia não dorme, mas o mesmo não se aplica aos advogados. Cuide da sua saúde mental e bem estar sempre!
Por Sara Martins
Fonte Escola de Advogados

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA E SUCESSO NAS CARREIRAS JURÍDICAS


O curso de Direito é, de todos, o que oferece mais oportunidades no serviço público. São diversos os concursos para atraentes profissões jurídicas. A escolha varia em razão da vocação, da confiança em si próprio e do grau de ambição.
Mas, seja qual for a opção, sempre existirão disputas por espaço dentro do local de trabalho. É da natureza humana. E neste aspecto não serão diferentes as lutas travadas no cartório de uma pequena comarca do interior das existentes em um gabinete no Supremo Tribunal Federal.
Vejamos algumas situações, discutindo o que nunca se discute. Imagine-se que a mais bem intencionada pessoa sobre a face da Terra queira aprimorar o órgão público a que serve. Suponha-se uma jovem procuradora federal, cheia de ideias, querendo dar de si o máximo a favor da Advocacia-Geral da União. Seu desejo será suficiente? Não. Terá que ter perseverança e habilidade. Caso contrário desistirá no primeiro obstáculo e será uma a mais a lamuriar-se nos corredores, a queixar-se disso ou daquilo, sem nada resolver.
Aos que pretendem o serviço público, a primeira lição é o próprio concurso. Sobre ele deve-se guardar absoluta discrição. Preparar-se sem nada falar a ninguém, exceto uma ou duas pessoas próximas. Reservar-se para dar a boa notícia depois da aprovação.
Uma vez no exercício das funções, começar discretamente, impor-se aos poucos. O brilho prematuro suscita medo e inveja nos outros. Um exemplo. Quando começou o uso da informática no Judiciário, um jovem juiz, com poucos meses de magistratura, foi colocado como palestrante em um seminário. Era cedo demais para aquele destaque. A represália veio em seguida, foi propositadamente posto de lado.
O ingresso no serviço público exige adaptação. Os colegas estudarão o novo membro, aceitando-o ou rejeitando-o. Nesta fase é bom analisar os que estão no entorno. Suas virtudes e defeitos. Ter cautela com os que tudo criticam, falam mal dos outros. Evitar excessos nos momentos de descontração. Um pouco de bebida a mais pode relaxar os freios inibitórios e originar frases ou ações cuja repercussão negativa se farão sentir por longo tempo.
Não criticar os outros é regra de ouro. Porém elogiar também exige cautelas. É conveniente saber o grau de aproximação entre o que ouve e o elogiado. Um jovem promotor de Justiça, ao conversar com o procurador-geral da Justiça, poderá estar sendo sincero ao elogiar o corregedor. Mas serão eles amigos? Do mesmo grupo político na instituição? Será o elogio bem recebido? Ou criará uma antipatia desnecessária?
No ambiente jurídico existem regras próprias, não escritas. Quebrá-las pode gerar consequências. Os títulos, a hierarquia, o tratamento, devem corresponder ao cargo que se ocupa, à idade, à história de vida dos envolvidos. Sabidamente, isto tudo está sendo deixado de lado. Os mais novos, por vezes, confundem convivência harmônica com bajulação, subserviência. Por exemplo, o corregedor-geral da Justiça vem em inspeção e não encontra ninguém a esperá-lo no aeroporto. O que podem os juízes, dele, esperar? Boa vontade? Compreensão? Óbvio que não.
No serviço público, os que se dedicam mais acabam recebendo várias incumbências, mais trabalho. É preciso selecionar, saber dizer não. E quando aceitar uma missão, ir até o fim, de qualquer maneira e seja qual for o sacrifício. O único resultado admissível é o sucesso. É assim que se firma um bom conceito.
Quando se substitui alguém temporariamente, nada se modifica. Quem sai se revolta ao ver que mudaram suas práticas e lutará para que a pessoa ali não volte mais. Por exemplo, o Delegado de Polícia assume a Delegacia do município ao lado nas férias de seu colega. Deve limitar-se a rotinas e não alterar as práticas ou decisões tomadas, mesmo que obsoletas. Pode, depois de sair, delicadamente deixar sugestões ao seu colega. Nada mais. Afinal, ele não abrirá mão jamais de ser o autor da mudança.
Quando se precisa de algo é necessário escolher o momento de fazer o pedido. Conhecer a pessoa, seus hábitos, suas crenças. Se a pessoa estiver em um dia problemático, cansado e com fatos graves a resolver, o pedido deve ser deixado para outra ocasião. O telefone deve ser evitado ao máximo. É comum surgirem mal entendidos nesse tipo de conversa. Ligar para a pessoa na hora do almoço, nem pensar. Por outro lado, devem ser evitados pedidos que não possam ser atendidos, porque isto gerará frustrações em ambas as partes.
No exercício de chefia, comemorar as vitórias, dividindo-as com os servidores, reconhecendo-lhes publicamente a ajuda dada.
Ao alcançar uma vitória contra um adversário político, que pode ser ter sido escolhido para um cargo relevante, ou até mesmo puni-lo por uma falta, evitar a tentação de humilhá-lo, menosprezá-lo. Primeiro, uma questão de humanidade. Segundo, porque o mundo dá voltas e o com o tempo a situação pode ser inversa. E ele se lembrará disto.
Segredos não se confiam a ninguém. Absolutamente. Primeiro, porque são segredos. Segundo, porque ninguém sabe se aquele a quem se confiou será seu inimigo no futuro.
Cuidar com as explosões de ira, de revolta. Uma ofensa dita na cara nunca se reverte, mesmo que a vítima diga que o assunto está superado. Uma mensagem ofensiva na internet, idem. Uma frase infeliz no Facebook pode gerar consequências imprevisíveis, desde o ódio de pessoas até a perda de uma função de confiança. Nos momentos de revolta, respirar fundo dez vezes antes de exteriorizar a insatisfação. Depois, será tarde.
Nas funções públicas não é raro receber visitas prolongadas e que acabam prejudicando o trabalho. Para sair delicadamente de tal tipo de situação é bom ter um assessor já instruído para que, caso elas passem de determinado tempo (por exemplo, 15 minutos) venha avisar, cerimoniosamente, que aquela pessoa esperada já está aguardando o contato.
No trato com os membros da cúpula da hierarquia, nunca esquecer que eles gostam e querem ser o centro das atenções. Assim, expor suas conquistas e realizações longamente poderá ter o efeito oposto ao desejado, ou seja, causar irritação. Até para discordar há que se ter cautela.
Quem ocupa função pública sabe que nem tudo pode ser deferido. Mas, ainda que o pedido seja absurdo, deve ser evitado o não na cara do interlocutor. Ele gera revolta. Talvez nunca seja esquecido. Assim, duas ou três perguntas, uma reflexão mesmo que aparente, podem atenuar a negativa com bons resultados.
A ira contra alguém, por mais que justificada, não deve ser demonstrada através de ameaças ou expressões de ódio. Isto só fará o interlocutor preparar-se para o conflito. Por outro lado, mesmo que muitos sejam os merecedores da ira, não se recomenda entrar em conflito contra tudo e todos ao mesmo tempo. As chances de sucesso serão menores.
Então, estas máximas da experiência serão atuais? Éticas? Aplicáveis? Sim, sem dúvida.
Atuais, porque o ser humano é o mesmo, qualquer que seja a época. Os conflitos de hoje são os mesmo dos tempos de Confúcio, na China, no século V antes de Cristo, ou do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda, na Grã-Bretanha do século VI.
Sim, são éticas, porque o que se busca em última instância é o bem. Não se busca a dissimulação para alcançar o mal, para prejudicar terceiros. Tudo porque, sabidamente, não se conquista nada se não for dentro de determinadas regras, procedimentos não escritos. E se nada for conquistado, tudo terá sido em vão. Isto significa alguém que, mesmo sendo bom, permanece recluso em seu mundo particular, sem nada fazer para que seu trabalho, sua cidade, seu país, sejam melhores para todos.
Finalmente, estas e outras máximas de conduta são, sim, aplicáveis. E sem grandes dificuldades. Basta tê-las em mente ao procurar se alcançar um objetivo.

REFERÊNCIA:
Breviário dos Políticos, Cardeal Mazarin, Ed. 34, São Paulo, 6ª reimpressão,  2005.

Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

SEJA LEVE

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

COMO ESCOLHER O SEU ADVOGADO?


A escolha de um advogado geralmente acontece num momento em que a pessoa está passando por forte estresse e com vários problemas. Ter que parar e refletir sobre escolher alguém de confiança para representá-lo (a) em juízo pode se tornar uma missão "quase impossível" se você não tiver em mente alguns critérios para facilitar a sua vida, e a escolha do seu advogado.
Veja abaixo uma lista sobre o que é importante observar na hora de escolher o seu advogado:

1. Escolha um advogado ou escritório com referências
Procure advogados recomendados por quem teve um caso semelhante e ficou satisfeito com o resultado e com o atendimento.
Ter boas referências na hora de escolher seu advogado é essencial para começar bem.

2. Consulte a situação do advogado na Ordem dos Advogados (OAB)
Verifique junto a OAB na internet se a situação do advogado está regular ou se ele está suspenso ou com sua licença cancelada.
Alguns advogados (sem ética) continuam atendendo clientes mesmo estando suspensos (por terem cometido alguma irregularidade no exercício da profissão), ou até mesmo tendo a licença cancelada por terem cometido falta grave.
Consultar a OAB é muito fácil, entre no site do cadastro nacional dos advogados: http://cna.oab.org.br/

3. Procure um verdadeiro Especialista
Desconfie do advogado que diz ser especialista em tudo, pois não há como dominar todas as áreas do Direito.
Consulte institutos que reúnem advogados nas diversas áreas, como o IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família). Se seu advogado faz parte desses institutos, tem grande chance de você acertar na escolha dele.

4. Evite Advogados "Dublês"
Evite Advogados-contadores, advogados-donos-de-imobiliária, advogados-corretores, etc. Contrate um advogado especialista no assunto, que esteja focado em prestar serviços jurídicos dentro da área que você precisa de auxílio, para que você tenha respostas de um profissional seguro no assunto, sem "achismos" e sem respostas encontradas no "Google". Advogados que focam em outras áreas podem estar desatualizados e não tem prática constante no âmbito do Direito.
Claro que existem bons profissionais que também são formados e exercem outras profissões, mas no momento da escolha de um advogado desconhecido, essa é uma boa dica para acertar na escolha. Escolha alguém que foca sua atuação na advocacia.

5. Avalie a primeira impressão sobre o Advogado
Confie na sua intuição: se você tem uma primeira impressão não muito agradável (ou favorável), ouça sua intuição!
A primeira impressão é a que fica. A sabedoria popular indica que seu subconsciente captou algo que não lhe agradou, portanto, confie em você, confie na sua intuição.

6. Desconfie de promessas de "certeza" de vitória
Avalie a empatia do advogado: se ele ponderou as chances de vitória ou se ele prometeu resultado garantido.
Em Direito é impossível garantir bom resultado, quanto tempo vai demorar, ou dar outras certeza ao cliente. Cada juiz é diferente e tudo pode acontecer no decorrer do processo.

7. Evite advogados de "associações" de vítimas (ou de consumidores)
Muitas vezes as associações de vítimas não passam de fachada para beneficiar um advogado, ou um escritório, ou até mesmo pessoas que "montam" associações e depois contratam advogados recém formados (e mal pagos) para advogar na sua causa.
Existem associações sérias, como é o caso do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), mas tirando as exceções, é melhor buscar um profissional que vá dar atenção personalizada ao seu problema.

8. Contrato por escrito é garantia do serviço oferecido ao cliente
Desconfie se o advogado não apresenta contrato por escrito. Sem um contrato por escrito, o cliente não tem especificados quais serviços serão prestados, não tem especificados os valores a serem pagos pelos serviços, portanto, não tem plenas garantias sobre o serviço. 
Se o advogado não fez contrato e cobrou adiantado, o cliente pode ser surpreendido com o sumiço desse advogado. Tenha Cautela!

9. Desconfie de Advogado que faz procuração com poderes desnecessários
Se o advogado apresenta procuração que faz você outorgar poderes desnecessários, pode ser o caso de duas hipóteses: (a) ou não sabe o que está fazendo; (b) ou está mal intencionado.
A procuração precisa ter poderes gerais para defender os interesses do cliente em juízo, e alguns poderes específicos conforme o caso. Mas, geralmente, não tem necessidade de logo no início dar poderes ao advogado para levantar alvará, receber, dar quitação, renunciar ao direito, receber citação, dentre outras.
Se isso acontecer, peça esclarecimento ao Advogado, ele pode ter motivo para ter inserido estes poderes na procuração, mas, se não tiver justificativa razoável para colocar estes poderes na procuração, fique alerta!
Estas dicas são preciosas na hora de escolher um bom advogado, que você possa confiar e resolver o seu problema de forma efetiva e sem criar novos problemas ao longo da relação cliente-advogado.
                                                                                                                        Por Sandro Massuchetto
Fonte JusBrasil Notícias

ATRIBUIÇÕES DO SÍNDICO: O QUE O SÍNDICO PODE E O QUE NÃO PODE FAZER

Saiba o que está dentro e fora do escopo de atuação do representante do condomínio durante sua gestão

O escopo do trabalho do síndico é vasto. Um mar de responsabilidades. Das obrigações fiscais aos problemas de relacionamento entre os moradores, tudo passa pelo exercício do mandato do cargo.
O síndico tem um enorme poder de impacto no condomínio. Dá para mudar para muito melhor um empreendimento com um bom gestor.
Também é importante saber que a atuação do síndico tem limites dentro do condomínio. Não é por ser o representante eleito por aquela comunidade que ele pode fazer qualquer coisa.
Aliás, esse perfil de síndico “dono do condomínio” está caindo em desuso. Hoje em dia, a vida em comunidade pede, cada vez mais, um gestor transparente e aberto ao diálogo.
A lei, e mais precisamente o Código Civil, lista diversos deveres do síndico, como a conservação e manutenção das áreas comuns do condomínio, cumprir e fazer cumprir as regras e as decisões assembleares, manter o seguro do condomínio em dia, entre muitas outras obrigações.
Daí vem a dificuldade: como saber o que o síndico pode fazer ou não? O que extrapola a atuação do síndico?
 “O síndico deve ter conhecimento que, além de não ser o dono do condomínio, ele deve seguir e fazer seguir o que foi decidido em assembleia. Também é importante lembrar que essas decisões assembleares devem estar de acordo com a lei”, assinala Márcio Spimpolo, advogado especializado em condomínios.
Abaixo uma lista do que o síndico pode ou não fazer, e em quais condições!

O QUE O SÍNDICO PODE FAZER
Parte administrativa:
·   Contratar uma administradora conforme o artigo 1348 do Código Civil, que diz: “O síndico pode transferir a outrem, total ou parcialmente, os poderes de representação ou as funções administrativas, mediante aprovação da assembleia, salvo disposição em contrário da convenção”. O ideal, porém, é que ao trocar de prestadora de serviços, a escolha seja comunicada na próxima assembleia (Saiba mais sobre troca de administradora)
·        Solicitar cotações de serviços e produtos seja via administradora, zelador ou plataformas digitais (Conheça o serviço de cotações do SíndicoNet)
·    Cobrar que os serviços executados no condomínio sejam feitos de acordo com os contratos acordados entre os prestadores de serviço (Saiba como devem ser os contratos com o seu condomínio)
·   Pagar em dia as contas do condomínio e seguir o que foi acordado na previsão orçamentária (Como fazer uma boa previsão orçamentária)

Inadimplência:
·    Cobrar os devedores do condomínio, nos termos acordados pela convenção condominial, de maneira amigável (Confira o Guia sobre inadimplência em condomínios)
·        Dividir com a comunidade o número de unidades inadimplentes, assim como quais são e o total da dívida (Sete atitudes contra a inadimplência)
·        Efetuar cobrança extrajudicial via empresas especializadas. Geralmente esse custo fica a cargo do inadimplente. (Conheça serviço de cobrança extrajudicial ativa)
“Acompanhar de perto a inadimplência é fundamental para uma gestão atenta e bem sucedida. O síndico deve acompanhar esse número, de preferência, mês a mês”, analisa Gabriel Karpat, diretor da administradora GK.

Funcionários:
·   Contratar e demitir funcionários, desde que a decisão não impacte nas contas do condomínio (Demissão de funcionários do condomínio)
·   Optar por uma empresa terceirizada, desde que não gere alterações nas contas do condomínio (Confira o Guia sobre terceirização de funcionários)
·       Acompanhar de perto o trabalho dos funcionários do condomínio – sejam orgânicos ou terceirizados – para se certificar de que estão executando bem suas funções (Evite riscos trabalhistas com funcionários terceirizados)
 “Aqui é importante ressaltar que, caso opte por uma empresa terceirizada, o síndico deve acompanhar, mês a mês, se a mesma está honrando com os encargos trabalhistas e previdenciários dos seus funcionários”, assinala Nilton Savieto, síndico profissional.

Relacionamento com os moradores:
·        Fazer cumprir a convenção e o regulamento interno e, em casos de infração às regras por parte dos moradores, aplicar as penalidades cabíveis, como advertências e multas (Como lidar com o desrespeito ao regulamento interno?)
·        Executar campanhas de conscientização junto a moradores e funcionários sobre os mais diversos temas 
·   Dar plantão presencial, uma vez por mês (ou mais, se houver demanda e disponibilidade), para conversar pessoalmente com os moradores e tirar suas dúvidas. (Dicas de comunicação com os moradores)
·       Sugerir melhorias nas regras da coletividade e de uso das áreas comuns, a serem votadas e aprovadas em assembleia (Como alterar o regulamento interno e a convenção do condomínio)
·        Compartilhar a tomada de decisões com o corpo diretivo. Isso não exime o síndico da sua responsabilidade, mas ajuda a justificar informalmente a necessidade de medidas e decisões mais imediatas do dia a dia (Saiba mais sobre dividir tarefas)
·        Ajudar moradores a tentarem se entender pelo diálogo, quando há reclamações envolvendo as partes.
 “Hoje em dia, as pessoas querem poder acompanhar a gestão do condomínio de uma forma simples e transparente – e o síndico deve proporcionar isso aos moradores”, analisa o advogado especializado em condomínios, Alexandre Marques.

Benfeitorias:
·        Exigir apresentação de um plano de obras por parte dos condôminos, dependendo da benfeitoria a ser realizada em sua unidade, antes do seu início. O plano deve estar nos moldes da norma ABNT NBR 16.280 (Saiba mais sobre a NBR 16.280)
·        Executar obras emergenciais, como um cano que estourou e precisa de reparo imediato. Para isso, porém, vale salientar que não precisa ser síndico, qualquer condômino pode estar à frente da situação, que pede uma ação imediata (Conheça quóruns necessários para obras no condomínio)
 “Caso o síndico não tenha muito conhecimento sobre o tema, ele pode contratar um profissional da área para fazer essa interface com o engenheiro da empresa contratada, por exemplo. É uma forma de ter certeza que está tudo caminhando como deveria”, observa a professora do curso de administração condominial Rosely Schwartz.

O QUE O SÍNDICO NÃO PODE FAZER?
Parte administrativa:
·        Contratar serviços que impactem no equilíbrio das contas do condomínio, como obras não emergenciais ou de ‘embelezamento’ sem contar com anuência prévia da assembleia (Até onde vai o poder do síndico para gastos?)
·   Deixar de prestar contas anualmente ou quando requisitado (Como fazer uma boa prestação de contas)
·   Reter documentos quando for deixar sua gestão (Troca de gestão de síndico e administradora: os documentos necessários)
·     Deixar vencer contratos, como de seguro do condomínio e de manutenção dos elevadores
·        Não renovar documentos obrigatórios, como o AVCB ou o laudo do para-raios, quando vencerem (Saiba mais sobre AVCB)
·        Gastar além do que consta na previsão orçamentária aprovada, sem justificativa
·   Deixar de pagar compromissos do condomínio, como direitos trabalhistas de funcionários, contratos e contas de consumo
·        Usar o fundo de reserva para pagar as contas do dia a dia (Saiba mais sobre fundo de reserva)

Inadimplência:
·        Cobrar de forma constrangedora os condôminos devedores
·   Expor nome e número da unidade devedora em locais como quadro de avisos ou elevador (Saiba mais sobre como usar bem o quadro de avisos do seu condomínio)
·        Deixar de cobrar os devedores
·  Conceder descontos aos inadimplentes como parte do acordo (Acordo com inadimplentes, conheça quais precauções tomar)
·        Não acompanhar de perto a inadimplência do condomínio
 “O síndico deve acompanhar de perto os devedores do condomínio, mas deve fazê-lo dentro dos limites legais. Caso contrário, o condomínio fica exposto a ações judiciais”, ensina Alexandre Marques, advogado especializado em condomínios.

Funcionários:
·        Ser grosseiro no trato com os funcionários, sejam eles orgânicos ou terceirizados
·        Dar ordens diretamente a funcionários terceirizados. Isso pode configurar subordinação e causar problemas trabalhistas. As sugestões devem ser dadas diretamente à empresa contratada, que repassará à equipe.

Relacionamento com os moradores:
·  Negligenciar regras de convivência e deixar de advertir e multar moradores transgressores das normas
·     Proibir a entrada de visitantes autorizados pelas unidades, de acordo com o que está previsto nas regras do empreendimento (Saiba mais sobre procedimentos de segurança)
·   Não se comunicar bem com os moradores, deixando de responder perguntas, por exemplo (Sites e redes sociais para condomínios)
·    Tomar partido em conflitos envolvendo moradores, escutando mais um lado do que outro, ou multando um condômino com base apenas na palavra de outro
·    Invadir a intimidade dos moradores, como entrar na unidade sem a permissão dos mesmos
·        Deixar de comunicar aos moradores quando o condomínio for acionado judicialmente
·    Implementar alterações que impactem no regulamento interno ou na convenção do condomínio sem anuência assemblear prévia
“O síndico deve ter muito cuidado e ser sempre o mais imparcial possível em casos de problemas de convivência entre unidades, principalmente se envolver pessoas de relacionamento próximo”, assinala Gabriel Karpat.

Benfeitorias:
·        Permitir reformas nas unidades sem que os condôminos apresentem um plano de obras em conformidade à norma ABNT NBR 16.280, que seja aprovado por um especialista (Implemente a NBR 16.280 no seu condomínio)
·    Contratar empresa para fazer uma obra na área comum que não ofereça uma ART ou RRT. O condomínio também deve seguir o que diz a NBR 16.280

SITUAÇÕES CONDOMINIAIS EM QUE NÃO HÁ UM 'CERTO' OU 'ERRADO'
Como nem tudo é preto no branco existem situações que não cabem em “pode” ou “não pode”. Nesses casos, o mais indicado é convocar uma assembleia, mesmo o síndico, teoricamente, podendo tomar essas decisões. Confira:

Contratação e demissão de funcionários: a princípio, e pela lei, o síndico pode, sim, contratar e demitir funcionários. Porém, quando a situação for impactar nas contas do condomínio, como uma grande indenização a um funcionário, por exemplo, ou trocar a mão de obra orgânica pela terceirizada, o ideal é que a decisão passe pelo crivo de uma assembleia. Assim, o gestor divide a responsabilidade dessa decisão com toda a comunidade.

Contratação de portaria remota: na esteira de que o condomínio pode contratar e demitir funcionários e serviços, o síndico poderia, a princípio, optar pelo serviço, caso o mesmo não impactasse nas contas do condomínio. Porém, como sua implementação causa uma mudança na cultura do local – e pede mudanças de comportamento – o ideal é que essa decisão não seja tomada sozinha.

Renovação de AVCB: caso o condomínio já esteja de acordo com a lei, e seja necessário apenas pequenos reparos, o síndico pode levar a situação adiante, provavelmente porque os custos já estavam previstos. Porém, caso o condomínio precise passar por diversas alterações, com aumento dos gastos, o mais adequado é chamar uma assembleia para explicar a situação.  Além de alertar a todos sobre a questão da segurança, já é possível aprovar as benfeitorias necessárias para que o empreendimento se adeque à lei.
“Caso leve o assunto para assembleia e a comunidade não queira arcar com esses custos, é um daqueles momentos em que o síndico deve pesar se realmente deve ficar no cargo. Mesmo constando em ata, eu não ficaria”, opina o síndico profissional Nilton Savieto.

Entrar em unidade sem anuência do morador: via de regra, o gestor não pode entrar nas unidades sem a autorização. Há casos, porém, em que é possível ter que entrar no local, como suspeita de vazamento de gás ou de água, que coloquem a coletividade em perigo.
“Entrar na unidade sem autorização é sempre algo muito delicado. Se for necessário, o síndico deve contar com, pelo menos, uma testemunha, sendo o ideal duas” assinala Gabriel Karpat, diretor da administradora GK. 
Por Mariana Ribeiro Desimone
Fonte SíndicoNet