quarta-feira, 12 de agosto de 2026

COISAS QUE TODO CLIENTE PRECISA SABER


1 - ADVOGADO dorme. Pode parecer mentira, mas ADVOGADO precisa dormir como qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue para o escritório.

2 - ADVOGADO come. Parece inacreditável, mas é verdade. ADVOGADO também precisa se alimentar, e, às vezes, tem hora para isso.

3 - ADVOGADO pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo um ADVOGADO, a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar sobre processos, reuniões, audiências etc.

4 - Ler e estudar são trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada!

5 - Não é possível examinar processos pelo telefone. (Precisa comentar?)

6 - De uma vez por todas, vale reforçar: ADVOGADO não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal. Ele precisa examinar os processos muitas vezes para maturá-lo e poder superar as dificuldades.

7 - Em reuniões de amigos ou festas de família, o ADVOGADO deixa de ser ADVOGADO e reassume sua posição de amigo ou parente, exatamente como era antes de passar no vestibular e, após, no Exame de Ordem. Não peça conselhos sobre como recuperar dinheiro emprestado, interditar a sogra, ajuizar ação de alimentos, intuir resultados de processo, e não cometa o pior, ou seja, não peça dicas de condutas jurídicas a serem tomadas, após ampla exposição dos fatos ( lugar impróprio, não acha?).

8 - Não existe apenas uma "defezinha" ou "cartinha" - qualquer requerimento é uma defesa ou inicial e tem que ser pensado, estudado, analisado e é claro, cobrado. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis para uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do ADVOGADO mais suportável.

9 - Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o ADVOGADO pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo. Nas situações acima, o ADVOGADO pode atender? Sim, ele pode até atender desde que seja pago por isso. É desnecessário dizer que nesses casos o atendimento tem custo adicional, como em qualquer outro tipo de prestação de serviços. Por favor, não pechinche. Lembrete: cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que pagar. Se queria pagar menos, deveria ter procurado um escrevente ou cartorário.

10 - Antes da consulta: por favor, marque hora. Se você pular essa etapa, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretária. Ela não tem culpa da sua arrogância. Ah! E não espere que o ADVOGADO vá te colocar no horário de quem já estava marcado só porque vocês são amigos ou parentes. Se tiver fila, você vai ficar por último. Só venha sem marcar se for caso de emergência, tipo: minha sogra foi presa, meu filho foi para a Febem... O ADVOGADO vai ser solidário a você, com certeza. Agora, caso o chamado de emergência seja fora do expediente normal de trabalho, o custo da consulta também será fora do normal, ok?

11 - Repetir a mesma pergunta mais de 15 vezes não vai fazer o ADVOGADO mudar a resposta. Por favor, repita no máximo duas.

12 - Quando se diz que o horário de atendimento do período da manhã é até 12h, não significa que você pode chegar às 11h e 55m. Se você pretendia cometer essa gafe, vá depois do almoço. O mesmo vale para a parte da tarde: vá no dia seguinte.

13 - Na hora da consulta, basta que esteja presente o cliente. Você deve responder somente às perguntas feitas pelo ADVOGADO. Por favor, deixe o cunhado, os amigos do cunhado, seus vizinhos com seus respectivos filhos e, sobretudo, a sogra nas casas deles. Não fique bombardeando o ADVOGADO com milhares de perguntas, e jamais, JAMAIS, leve aquele seu primo que esta no segundo semestre de Direito para contradizer o advogado. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o processo.

14 - Infelizmente para você, a cada consulta, o ADVOGADO poderá examinar apenas um único caso. Lamentamos informar, mas seu outro problema/caso terá que passar por nova consulta, que também deverá ser paga.

15 - O ADVOGADO não deixará de cobrar a consulta só porque você já gastou demais no processo. Os ADVOGADOS não são os criadores do ditado "O barato sai caro"!!!

16 - ADVOGADO, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ADVOGADO também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos (Ele não te atende elegantemente?) etc. E o fundamental: pode parecer bizarro, mas os livros para atualização e aperfeiçoamento profissional, os cursos, o operacional do escritório e a administração disso tudo não acontecem gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar consulta?

Por Emilia Petter
Fonte Clipping Jurídico

SUA CARREIRA COMBINA COM O SEU PROPÓSITO DE VIDA? DESCUBRA

DÚVIDA: O QUE CARREIRA E PROPÓSITO TEM A VER

Todos nós buscamos um propósito, um objetivo de vida. Um dos grandes sonhos da maioria das pessoas está em conciliar carreira, família e lazer. Pesquisas revelam, como a da International Stress Management Association, realizada no Brasil, que diversos profissionais não conseguem trabalhar naquilo que mais gostam e despendem horas do seu dia executando tarefas que não te propiciam prazer, tornando-se assim pessoas amargas e insatisfeitas. E muitos se acostumam a essa rotina maçante e passam assim, grande parte de suas vidas infelizes.
A 17ª edição da pesquisa Carreira dos Sonhos, idealizada recentemente pela Cia de Talentos, comprova que os jovens atuais se preocupam com empresas que possuem um propósito definido e com o impacto que elas geram na sociedade, seja com relação ao meio ambiente e social, bem-estar, diversidade e inclusão.
O que é maravilhoso, pois a tempos atrás, quando os jovens tinham que decidir que caminho percorrer profissionalmente, muitos optavam por cursos que, em princípio, tivessem mais visibilidade e que no futuro remunerassem bem.
Depois de um tempo, os olhares foram se transformando e começou-se a construir uma carreira, com objetivos mais definidos. E, num terceiro momento, já mais amadurecidos, os profissionais trabalham por algo que dê sentido à vida, ou seja, que tenha um objetivo e uma finalidade.
O propósito vem com o autoconhecimento, da descoberta do que realmente importa e com a consciência de que somos seres humanos únicos e exclusivos. Sabendo disso, identificamos nossas habilidades, qualidades, nossos pontos fortes, que contribuem para que tenhamos os melhores comportamentos e atitudes, mesmo diante das adversidades, além de nossos talentos. Alinhamos nossos valores com os valores da empresa, encontrando aquilo em que somos bons e que nos faz feliz.
E assim, começamos a construir nossa identidade e nosso legado, com a prática, paixão e persistência indispensáveis para se atingir objetivos, e conquistar o tão sonhado estado de felicidade no trabalho.
Hoje, encontramos muitos profissionais com anos de carreira e que atuam em determinada área, mudando a sua trajetória profissional, com a vantagem de ter vasta experiência no mercado de trabalho e também de vida, e que se dispõem a encontrar algo que faça sentido e que as realizem e a levem ao caminho da felicidade.
Graças ao autoconhecimento, identificam seus talentos. Profissionais satisfeitos tendem a serem mais produtivos, criativos e a encararem o mundo de forma positiva, com otimismo estampado no rosto, além de se arriscarem mais, pois enxergam oportunidades que outras pessoas não veem, atuando lado a lado com a sua autoestima e as relações interpessoais.
A felicidade e equilíbrio entre carreira e propósito de vida é a consequência de todas as pequenas mudanças que você fizer agora. Conecte-se com você e valorize seu tempo livre, desfrute de um hobby que te dê prazer, determine metas de acordo com a sua realidade, seja coerente consigo e não se acostume com o mal-estar. Portanto, faça valer a pena!
Busque ser feliz e descubra os seus objetivos, e sua carreira fará todo sentido na sua vida. Se desafie a ter uma trajetória de significados, entendendo o que você faz de melhor, alinhando o seu trabalho com a sua essência e assim, ser uma pessoa realizada!
Por Sofia Esteves
Fonte Exame Online

PLANO B: VEJA COMO AJUDA A DRIBLAR OBSTÁCULOS

Traçar outra estratégia se torna essencial para não ser surpreendido em seus planos

Ter um plano B na vida é um dos primeiros passos para admitir que a ideia de que tudo dará certo nem sempre é real. O sonho de sucesso extremo pode impulsionar, mas também é importante considerar que não se tem o controle sobre tudo. A partir disso, traçar outra estratégia se torna essencial para não ser pego de surpresa com seus planos. Veja o que é preciso para que a desistência seja sua última opção.

Planos desfeitos, sonhos quebrados
Para a psicóloga Silvana Hartmann, a concretização de planos e sonhos depende de fatores internos, que podem ser desempenhados com êxito ou não, dependendo do grau de investimento ou do desejo em concretizar. Entretanto, para a profissional, muitos desses aspectos não são controlados pela mera vontade do que gostaríamos de ter ao alcance.
“Por vezes, alcançada a clareza do que se quer e com o respeito às diversas possibilidades, faz-se necessário assumir que o melhor é pensar em uma estratégia para mudar a direção e partir para outro plano ou sonho”, explica Silvana.
“Apesar disso, quando esgotarem-se todas as possibilidades e a sensação de que todos os planos deram errado existir, ainda assim, você pode pensar que conviver com perdas e insucesso também fazem parte da caminhada”, complementa.
Quando um plano não dá certo ou um sonho não é alcançado, em geral sentimos tristeza. De acordo com a psicóloga, é um sentimento comum e esperado para tais situações. Saber reconhecer esse estado quando são vivenciadas situações difíceis auxilia a evitar o profundo de sofrimento, segundo a profissional.
Silvana afirma que alimentar sintomas de tristeza e desesperança por um período maior que o necessário para superar uma situação, acompanhados pela perda de interesse ou prazer em atividades na maior parte do dia, além de alterações de sono e de alimentação, fadiga, sentimentos de culpa ou de inutilidade e até mesmo pensamentos de morte, podem ser sinais de um transtorno depressivo.
“A depressão é, muitas vezes, banalizada e vista como falta de força de vontade ou até mesmo como algo que possa passar com o tempo, mas ela é uma doença séria que pode acarretar prejuízos pessoais e sociais importantes. Por isso, deve ser tratada. Nesses casos, é fundamental buscar apoio junto a um psiquiatra e a um psicólogo”, indica.

Como traçar um plano B na vida 
Segundo a psicóloga, quando você reconhecer que todas as possibilidades de um objetivo se extinguiram, que aquele determinado sonho não faz mais sentido ou quando a perseverança estiver causando sofrimento, é a hora de partir para outra estratégia.
“O plano B nada mais é do que um esquema que nos possibilita adaptarmos a adversidades. Por que enrijecermos apenas no plano A enquanto temos todo um alfabeto? Um plano B será considerado uma ajuda, quando entendido como uma possibilidade de adaptar-se frente aquilo que não deu certo primeiramente”, destaca Silvana.
Nesse caso, a profissional define que a segunda opção pode ser vista como a possibilidade de manter-se em movimento, mesmo que seja em outra direção.
Fonte doutissima.com.br

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

FAZENDO MUDANÇAS

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O ADVOGADO E SEU OFÍCIO


A advocacia, nobre e não raro incompreendido ofício, remonta aos primórdios da história. Péricles, político ateniense (495-429 a.C.), teria sido, segundo alguns, o primeiro advogado. Outros afirmam que foi Antifonte, orador ateniense no período de 479-411 a.C. Quando se fala de grandes oradores, entre gregos e romanos, não se pode deixar de referir Cícero (Marcus Tullius Cícero), uma das grandes inteligências da Roma antiga. Dele se pode dizer que, além de um orador extraordinário, foi o introdutor, em Roma, da escola filosófica grega, sendo mais um dos precursores da advocacia.
Na Roma antiga, existia a figura dos "Advocati". Os litígios eram resolvidos ante o Senado ou na presença do Imperador. Nestes casos, surgiram os primeiros grandes oradores, quando a fala tinha que ecoar, quase que a fazer tremer as paredes dos palácios, sem microfones ou equipamentos para ampliar a voz.
Sabemos todos que as origens da advocacia vêm de longe, com uma fantástica história e oradores que marcaram época. Em nosso país, nos dias de hoje, existem inúmeros advogados de alto nível, que atuam em todos os Tribunais do país, produzindo defesas brilhantes e proporcionando momentos únicos.
Certamente o maior expoente em nosso país foi o baiano Rui Barbosa, que enalteceu e honrou, como poucos, nossa árdua, porém sublime, profissão. Dono de grande inteligência, além de destemido, sagaz e eloquente, dominava a língua portuguesa e se manifestava, com profundidade, em outros idiomas.
Outro grande e inesquecível advogado – ofício que fazia questão de reafirmar –, também de bravura sem igual, foi Heráclito Fontoura Sobral Pinto. Intransigente na defesa da liberdade e dos ideais democráticos, chegou certa vez a invocar a aplicação da Lei de Proteção aos Animais em defesa de um constituinte, ninguém menos do que Luis Carlos Prestes, marxista e ateu, com posições político-ideológicas inteiramente opostas às suas.
Incondicional defensor dos direitos humanos, Sobral Pinto iniciou sua carreira como advogado na área do Direito Privado e acabou se notabilizando um brilhante criminalista quando, apesar de católico fervoroso, aceitou defender o líder comunista, preso após o que se convencionou chamar de "intentona", em 1935.
Em reconhecimento à sua irrepreensível atuação profissional, foi convidado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, de quem foi advogado, a ocupar uma cadeira no STF. Recusou a honraria em respeito à ética, conduta que foi característica em sua longa vida.
A correção do velho Sobral ainda se mostraria num outro episódio, revelado pelo notável Técio Lins e Silva, exemplo vivo de advogado e de homem público, que acumulou, entre os anos de 1987 e 1990, os cargos de Secretário de Estado de Justiça e de Procurador Geral da Defensoria Pública.
À época, Sobral passava necessidades, pois não sabia nem queria cobrar pelo trabalho que desenvolvia. Já estava idoso e com a capacidade de trabalho e clientela muito reduzidas. Técio, com sua inigualável sensibilidade e em justa gratidão a tudo quanto aquele velho advogado havia feito ao longo de sua vida, imaginou então conceder-lhe, por lei estadual, o honroso título de Defensor Público Honorário, com os proventos da carreira que estava sendo implantada, após a EC que transformou a Defensoria Pública em Secretaria de Estado, com vida e chefia próprias.
Quando Sobral foi informado do projeto ficou indignado. Afirmou que não aceitaria a honraria nem receberia dinheiro dos cofres públicos por não merecer o benefício. Morreu pobre.
No tempo da ditadura militar, oficiou junto aos Juízos e Tribunais um verdadeiro "escrete" de causídicos, como costumava dizer o professor Heleno Cláudio Fragoso, com quem tivemos o prazer e a honra de trabalhar.
Os tempos mudaram, contudo. Nos dias atuais, além de enfrentarem a incompreensão de alguns, que não alcançam a grandeza da dimensão da atividade, os advogados são vistos como espécie de "estorvo" por alguns juízes e representantes do Ministério Público. Tais profissionais, em especial os mais inexperientes, não enxergam nos advogados o respeito que merecem.
No dia a dia, audiências são marcadas de cambulhada, o que leva ao inevitável atraso, desrespeitando-se, consequentemente, os compromissos profissionais dos advogados e de seus constituintes, os quais, muitas vezes, aguardam por horas nos corredores do fórum o início das assentadas.
Infelizmente, hoje em dia, parece existir uma separação entre os profissionais do Direito, esquecendo-se alguns que são todos auxiliares na administração da Justiça, por expressa dicção constitucional.
No específico caso dos advogados, a formação dos profissionais se abastardou, com a descontrolada multiplicação das faculdades, que produzem bacharéis sem a mínima condição de ingressar no mercado de trabalho.
Mas, apesar dos exames de Ordem, fundamental é a vocação, uma vez que não basta ser brilhante na faculdade, com boas notas, mas sem o coração e a alma voltados à causa da Justiça, principalmente aos que pretendem se dedicar à advocacia criminal, que lida com a liberdade, bem maior de qualquer pessoa. Além de preparo técnico, nos parece fundamental que o advogado criminal seja, como Rui, Sobral, Heleno e tantos outros, um humanista.
Por isso, a cada 11 de agosto, é o Dia do Advogado, devemos enaltecer este ofício tão nobre, que há de ser sempre exercido em perfeita harmonia com a ética e é tão essencial a todos aqueles que anseiam por Justiça.
Por Francisco de Assis Leite Campos
Fonte Migalhas

ATENDIMENTO AO CLIENTE NA ADVOCACIA: SEGREDOS DA CONTRATAÇÃO E RETENÇÃO


O atendimento ao cliente na advocacia é uma dos procedimentos essenciais ao exercício da profissão e estratégias para um bom atendimento podem impactar na conquista de novos clientes, na retenção dos clientes e na sua recomendação do escritório.
As maiores inseguranças do advogado seja este momento, principalmente nos primeiros atendimentos aos clientes. Chegou a hora, contudo, de desmistificarmos alguns pontos com relação ao atendimento ao cliente na advocacia.
Pensando nisso algumas dicas que foram construídas por meio de experiências profissionais!

1. Serviço jurídico: o atendimento ao cliente na advocacia como a oferta de um produto
Você conhece o livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” do Dail Carnegie? Sim, este não é um livro de Direito, e provavelmente você já ouviu falar sobre ele, porque ele trata de estratégias de vendas, isso mesmo VENDAS!
Há um certo tabu na advocacia em tratar o cliente como consumidor, mas olhe: quando ele te contrata ele está comprando o seu produto. No nosso caso, o produto é o serviço jurídico (e vamos falar de modo abrangente, porque muitos se limitam a pensar que advogar é apenas fazer defesa processual).
Nós vendemos serviço jurídico o tempo todo, já pensou nisso? E o bom atendimento ao cliente na advocacia deve considerar esse aspecto.

2. Construção da imagem profissional e networking jurídico
Estudos revelam que no início da carreira, os nossos clientes surgem dos vínculos mais próximos. Então, a nossa imagem vende diariamente, e se você entender isso, temos “meio caminho andado”.
O segredo dos primeiros clientes, portanto, está em como você mantém a sua rede de networking. Parece clichê, eu sei, mas a sua família e amigos te identificam como advogado? (voltaremos a falar nisso em breve).

3. O perfil do cliente define o atendimento ao cliente na advocacia
Outro ponto no bom atendimento ao cliente na advocacia é que vemos vários profissionais vendendo em suas redes sociais técnicas de captação divergentes. Inclusive, são técnicas que chegam a ferir a intimidade do cliente, e nem nós gostamos disso não é mesmo?
EVITEM, desse modo, formas de abordagem agressivas. Tente entender o público previamente para que a sua abordagem seja sútil, não trate o seu consumidor como um produto, essa lógica não funciona por muito tempo.


3.1. Canal de prospecção
Primeiramente precisamos ter consciência de como o cliente nos encontrou. A partir daí é imprescindível analisar, colher dados e informações para conhecê-lo um pouco mais e ter dados tangíveis para a realização do primeiro contato pessoal, estar mais preparado.
Qual foi a forma de prospecção do cliente? Redes Sociais, indicação de outro cliente ou conhecido?
Isso é um trabalho de personalização é parar e pensar: quem é o cliente e como ele quer ser atendido?

3.2. Personalização do atendimento ao cliente
Vamos dar um exemplo de diferença no atendimento ao cliente na advocacia, conforme o perfil, então.
Se você atua no direito das famílias, o cliente gosta de maior contato. Aquele problema para ele é muito íntimo. E ele já está exposto, assim, ao estar ali te contando e dividindo com você a sua aflição.
Se você, todavia, atua no atendimento a empresas, talvez o dono se dê por satisfeito por uma consulta por teleconferência. Ou talvez ele só quer mesmo saber o quanto é o risco numerário. E aquele processo, enfim, poder ser só mais um, entende?

4. Etapas do atendimento ao cliente na advocacia
Existe um estudo da America Express que mostra que 60% das pessoas desistem da compra por mal atendimento. Lembra que falamos sobre tratar o nosso cliente como quem ele realmente é: um consumidor. É isso, um bom atendimento ao cliente, na advocacia ou em outra área, deve ser humanizado. E é a somatória de conhecimento técnico e empatia. Veja como:

4.1. Pré-atendimento na advocacia
No pré-atendimento (contato inicial), pergunte ao cliente se ele pode adiantar o assunto, de forma delicada, para que você possa se preparar. Esse ponto diz respeito à matéria jurídica que será abordada no atendimento. Assim o atendimento ao cliente na advocacia poderá ser melhor direcionado e evita que você seja pego de surpresa.

4.2. Atendimento: o momento de entender a dor e a demanda
Iniciado o atendimento quebre o gelo e OUÇA, é extremamente importante ouvir o cliente de forma atenta, conhecer suas dores e questionar o que ele pretende com a demanda.
A maior reclamação do cliente é falta de uma advocacia humanizada, não importa a área que você atua: o cliente espera muito mais de você do que conteúdo técnico. Deixe, então, as pessoas conversarem com você.
Feito isso, tenha a base jurídica necessária para orientá-lo e deixá-lo ciente das diretrizes do trabalho que será prestado. Se não estiver seguro, diga que irá olhar a jurisprudência e a doutrina para aplicar entendimentos favoráveis ao caso. Na orientação, nunca lhe dê certeza de êxito, diga sobre as chances processuais aplicadas ao caso concreto.

4.3. Retorno do contato
Evite o atendimento automatizado, especialmente no início da carreira. O que pode parecer “economia de tempo” vai te gerar falta de atendimento individualizado, e os clientes sentem medo em contratar por tais ferramentas.
Apesar de tendência do uso de chatbots na advocacia, ao mesmo tempo que pode ajudar, também pode te atrapalhar. E especialmente o primeiro atendimento é importante no atendimento ao cliente na advocacia. Afinal, é o ato da consulta, o momento de conhecer o cliente realmente e a sua história.
Sendo necessário ou tendo alguma dúvida com relação à matéria ventilada, não tenha receio em informar que, em determinado prazo, o cliente retornará o contato com demais esclarecimentos ou até mesmo a elaboração de um parecer.
Ter dúvidas é comum sim, ainda mais a depender da complexidade do caso concreto. RETORNE, assim, o contato ao cliente, e diga qual a melhor solução jurídica que encontrou.

4.4. Envio da documentação
A seguir, solicite a documentação e preencha a ficha de atendimento. Ela pode ser breve, com:
·        dados pessoais;
·        relato dos fatos;
·        assinatura do cliente – principalmente em demandas trabalhistas;

Pode parecer algo óbvio, mas não é. Na condenação em sucumbência, por exemplo, ela pode eximir a responsabilidade do advogado com relação aos fatos alegados. Isto é importante para que depois não fique o “dito pelo não dito”, e você passe por alguma situação processual delicada que pode levar você inclusive a responder por litigância de má-fé. Ademais, fazer isso é ótimo para que possa também revisar os fatos na hora de montar a sua inicial, ou defesa.
Sobre a documentação, fique com o original somente aquilo que for estritamente necessário, caso contrário já devolva ao cliente. Existem aplicativos de celular que são scanner e software de gestão para escritórios de advocacia, como o SAJ ADV, que armazenam esses documentos. Em regra os processos são digitais. Portanto, digitalize e devolva o documento.

5. Segurança para os clientes
Por mais comum que seu o caso do cliente seja para você, lembre-se de que para ele não é. Os problemas pelos quais que ele passa são novos para ele. Não menospreze isso e dê segurança.

Leve com naturalidade.
Quando surge uma demanda você não precisa saber tudo. Quando um cliente te procura ele quer ter segurança na contratação e na sua capacidade profissional e para criar essa relação de confiança existem fatores mais importantes do que uma resposta.
Paute as ações sempre na responsabilidade exigida pela nossa profissão. Uma boa alternativa é fazer parceria com outro colega especialista no caso, assim você fideliza o cliente e terá outro profissional com conhecimento especializado te auxiliando.

6. Clareza, confiança e atenção: o segredo da retenção de clientes
Por último, no atendimento diga ao cliente como funciona o seu escritório ou seu padrão de atendimento pós contratação, horários de disponibilidade. Por exemplo, deixe claro que, a não ser que seja uma situação emergencial, o escritório atende das 08:00 às 18:00 horas (claro que há exceções, mas regra geral é horário comercial). Estabeleça, também, um dia na semana para repassar feedback processual, pois isto mostra para o cliente profissionalização do escritório, e do atendimento.
Exemplo: Às quartas-feiras enviamos aos clientes ou ligamos informando o andamento dos processos do escritório. Aqui por sinal, cabe mais uma personalização: você vai ter clientes que irão amar o envio do feedback processual por mensagem ou e-mail, mas haverá clientes que gostarão de ligação e reuniões presenciais. Uma observação válida é sempre mandar por escrito também se for este o caso.
Em suma: trate o seu cliente como você gosta de ser tratado.
Na prática, outro dia vi um cliente reclamar de um advogado que não o atendia há três meses. Imagine o quão chato é a situação contrária?
Haverá dias lotados que você precisará, sim, dizer ao seu cliente que está com a agenda lotada, e perguntar se pode retornar depois. Ok, isso é normal, mas lembre-se: trate sempre o seu cliente como no primeiro atendimento.
Eis o segredo do atendimento ao cliente na advocacia, do que o faz contratar, manter em você a confiança como advogado e o melhor: indicá-lo. 
Por Chríssia Pereira
Fonte blog.sajadv.com.br

O VERDADEIRO VALOR DA CONSULTA JURÍDICA REMUNERADA


Quando remunerada, a consulta jurídica prestada por um advogado ao seu cliente é um serviço que tem valor para além da remuneração para o advogado e da orientação transmitida ao cliente.
O serviço de advocacia está essencialmente relacionado com o conhecimento jurídico, seja ele aplicado em uma petição, em uma audiência (de conciliação, de instrução e julgamento ou plenária do júri), ou até mesmo em uma “simples conversa” com o cliente. O nome dessa “simples conversa” chama-se consulta, que para muitos é apenas uma “conversinha”.
Na verdade, essa denominação de “conversinha” não passa de um meio comum para tentar não remunerar o trabalho do advogado, o que mostra a desvalorização pela profissão e, de modo geral, pelo trabalho intelectual no Brasil. Para muitos, a transmissão do saber não tem valor se não for aplicado pelo próprio profissional em algum trabalho posterior. Dessa mentalidade resulta a dificuldade de muitos advogados em cobrarem pelas suas consultas e em terem seu trabalho valorizado.
O conhecimento e trabalho do advogado são expressos por meio de palavras: escritas ou orais, dirigidas ao juiz ou ao próprio cliente. A linguagem e a fala são os instrumentos de trabalho do advogado, que instrumentalizam o seu conhecimento. A consulta é um serviço de análise prestado pelo advogado, que aplica o seu conhecimento, tempo e trabalho para avaliar uma dada situação-caso-processo com a finalidade de oferecer aconselhamento jurídico. Em algumas situações, como quando já existe um processo judicial, para prestar uma boa consulta, o advogado precisa estudar dezenas, centenas ou até milhares de folhas dos autos e consultar doutrina e jurisprudência para atender bem ao cliente. Por trás do tempo da consulta que o cliente presencia, pode existir todo um trabalho feito nos bastidores, que nem é visto, nem é valorizado.
Todo trabalho que atende às necessidades humanas é importante e tem valor, de sorte que merece ser dignamente remunerado. O conhecimento é a ferramenta de trabalho do advogado e ele deve ser remunerado sempre que o utiliza. Mesmo que seu conhecimento e seu tempo sejam aplicados em um problema que mais tarde se mostre insolúvel ou inexistente, o seu trabalho deve ser remunerado, da mesma maneira que deve acontecer em todo trabalho/profissão.
Seguindo esse princípio da valorização do trabalho do advogado, as Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil estipulam valores mínimos a serem cobrados por uma consulta – que podem variar bastante1 –, na tentativa de valorizar a profissão e velar pela probidade. Infelizmente, os próprios advogados fazem uma concorrência predatória em que frequentemente ninguém sai ganhando, nem mesmo o cliente que deixou de pagar por uma consulta.
A consulta com um bom advogado pode indicar problemas ou ajudar a evitá-los e/ou resolvê-los. Aparentemente simples, algumas informações ou instruções podem ser cruciais para obter-se espantosos resultados. Uma análise de um contrato pode evitar longas disputas familiares e perdas patrimoniais; uma indicação de procedimento a adotar pode resultar em uma economia considerável em tributos para o cliente ou até mesmo evitar a prática de crime e eventual aplicação de sanção penal. Ou as palavras do advogado podem se limitar a dizer: “não há nada a ser feito, porque seu problema não tem solução” ou “no seu caso, não há nenhum problema”. O problema que o cliente pensava que tinha ou teria, uma boa consulta pode dar a certeza de sua inexistência, inevitabilidade ou insolubilidade. Tudo isso tem valor e deve ser valorizado.
Há vários benefícios em se ter uma boa e sincera consulta com um advogado que não costumam ser corretamente visualizados ou considerados pelos clientes, assim como pelos próprios advogados. É na consulta remunerada que o cliente provavelmente ouvirá considerações desse tipo: não há nada a ser feito no seu caso; seu direito está prescrito; não há direito; a melhor solução é pagar a dívida e evitar um processo judicial, com todos os seus custos; as chances de sucesso em entrar com uma ação são mínimas e as chances de prejuízo, grandes; não vale a pena litigar; por causa dos custos com honorários advocatícios e com o processo, o melhor é deixar esse assunto para lá. Todas essas orientações encerram a remuneração e o trabalho do advogado na própria consulta.
Para o advogado que está oferecendo gratuitamente uma consulta, que não está sendo remunerado pelo essa diligência, todas essas frases implicam que ele não será remunerado depois, a não ser que tenha uma expectativa de um dia aquele cliente voltar e, com sorte, que não seja para outra “consulta grátis”. Mas a recompensa imediata é certamente mais tentadora e mais fácil encorajar o cliente a, de algum modo, litigar. Se o advogado só ganha quando atua em juízo litigando, sua atuação profissional será voltada para o litígio. Afinal de contas, vivemos em uma sociedade capitalista-consumista e o advogado também tem seus gastos e suas contas para pagar, o que não consegue fazer só com “consultas grátis”. Se a consulta é gratuita, o advogado será naturalmente tentado a ser remunerado de outras maneiras, que podem custar muito mais caro para o cliente que a remuneração de uma consulta, além de potenciais prejuízos. A consulta gratuita não passar de uma ilusão de economia, que pode causar enormes gastos e prejuízos ao cliente.
Na consulta gratuita, há uma dinâmica prejudicial para todos os seus participantes, que pode ser ilustrada com um exemplo comum na advocacia (mudam-se os detalhes, mas o principal é corriqueiro), e a importância de uma boa e sincera consulta. Utiliza-se a área criminal para título de ilustração, em que há um primeiro advogado, que não cobra consulta, mas “inventa” um serviço, e o segundo, que é devidamente remunerado pela consulta e, por isso, será plenamente remunerado sem a existência de diligência posterior à própria consulta.
No primeiro advogado, o cliente é orientado que é possível mudar o resultado de sentença penal condenatória, sendo informado da existência da ação de revisão criminal2. De fato, é possível modificar uma sentença penal transitada em julgado. Porém, as chances de sucesso costumam ser muito reduzidas, tratando-se de ação penal visivelmente excepcional, considerando-se sua finalidade de desconstituir uma sentença penal transitada em julgado. Não obstante, o primeiro advogado apresenta, para o cliente, como se fosse uma ação normal e lhe cobra R$ 10.000,00 (dez mil reais) para entrar com a ação; para o cliente, não ser informado da excepcionalidade da ação já significa uma chance razoável de sucesso, o que lhe leva a investir (dinheiro, tempo, energia, esperanças) em projeto que provavelmente fracassará. Como a consulta é gratuita, esse advogado nem sequer estuda o processo, limita-se a escutar o que o cliente lhe diz e já “inventa” um serviço futuro; depois, “cria” uma petição e leva a diante a já fadada diligência.
Mas o cliente desconfia desse serviço oferecido. Afinal de contas, existe uma condenação criminal e não deve ser muito fácil alterar esse resultado negativo. Por isso, ele busca uma segunda opinião antes de investir seus R$ 10.000,00 (dez mil reais), apesar da esperança criada3. Ele marca uma consulta com o segundo advogado, que só presta consultas remuneradas, cobrando-lhe o valor de R$ 1.000,00 (mil reais), valor pelo qual avalia ser bem remunerado para estudar todo o processo e prestar atendimento ao cliente. Se for necessário e do interesse do cliente, outro valor será acordado para propor a eventual ação4. Para o segundo advogado, se o trabalho com aquele cliente se encerrar ali, ele já se considera bem remunerado.
O cliente fica meio apreensivo em pagar esse valor, considerando-se que a primeira consulta foi gratuita. Mas acaba por contratar o serviço, por ter sido o segundo advogado bem recomendado e porque “vale mais perder mil que dez mil”. O cliente, então, informa o segundo advogado que “ouviu falar de uma tal de revisão criminal” e quer saber se ele tem chance de se beneficiar dela. O cliente não menciona que já lhe foi prestada uma consulta (gratuita) e que essa será uma segunda opinião sobre o caso – esse “ouviu falar” é sempre forte indício de que não se trata da primeira consulta do cliente –. O segundo advogado estuda o processo e presta atendimento ao cliente, informando-lhe literalmente: “A ação de revisão criminal é naturalmente difícil, porque seu objetivo é modificar uma sentença transitada em julgado, isto é, uma sentença sobre a qual já não cabe mais recurso e que deve permanecer imutável. Apenas em casos excepcionais, é possível modificá-la. No seu caso, não há nenhum dos requisitos do art. 621 do CPP – ele lê para o cliente os requisitos e faz a comparação com os elementos dos autos –. O resultado de seu processo até poderia ter sido outro, se tivesse sido realizado um bom trabalho no seu devido tempo. Mas não vejo chances de modificar esse resultado por meio de ação de revisão criminal. As chances de sucesso são remotas. Se eu fosse o(a) sr.(a), não gastaria um centavo para tentar alterar essa sentença. O melhor é se conformar com o resultado e seguir adiante, sem falsas esperanças”.
No primeiro caso (“consulta grátis”), o advogado acaba por iludir o cliente, apresentando esperanças dificilmente concretizáveis, e propõe uma diligência futura que pode ser por ele realizada sem nem sequer ter se dado trabalho de estudar o caso adequadamente – dificilmente um advogado que presta consulta gratuita vai estudar diligentemente todo o processo antes de atender, porque isso demanda tempo e trabalho –; no segundo caso, o advogado apresenta para o cliente o que avalia ser a realidade, após uma análise detida do caso e sem pensar em ganhos posteriores.
Não é difícil escolher a situação em que gostaríamos de nos encontrar se fôssemos o cliente, porque vale mais gastar R$ 1.000,00 (mil reais) para sermos devidamente esclarecidos, que pagar R$ 10.000,00 (dez mil reais) para comprar uma ilusão. O problema é que esse cenário dificilmente se mostra de forma clara para o cliente antes de contratado o serviço, o qual só se dá conta de tudo o que realmente aconteceu após o resultado negativo do trabalho; movido pela arraigada desvalorização do trabalho, é mais fácil escolher o caminho da consulta gratuita, sem nem sequer cogitar sobre esses aspectos prejudiciais de não remunerar o advogado.
Claro que a primeira conduta acima mencionada é contrária à ética da advocacia, notadamente aos artigos 2º e 8º do Código de Ética e Disciplina da OAB, porquanto a advocacia exige atuação com honestidade, veracidade, lealdade, boa-fé e tantos outros deveres. É vedado iludir o cliente, mostrando o dificilmente concretizável ou até mesmo o impossível como um provável resultado de uma ação judicial. Não obstante, a conduta é compreensível, afinal de contas, o advogado que dá “consulta grátis” também precisa ser remunerado de algum modo. Note-se: compreensível, não justificável5.
O mais evidente benefício do advogado com a consulta remunerada é a própria remuneração. Mas nela há outros pontos positivos, há ganhos subjacentes. A consulta remunerada serve para evitar o dispêndio de tempo com falsos clientes (o curioso) e o cliente que não valoriza o trabalho do advogado. Existem muitos clientes que simplesmente não estão dispostos a pagar pelo serviço do advogado – ou mesmo não têm condições econômicas de fazê-lo –, de modo que é contraproducente atendê-los inicialmente de maneira gratuita esperando remuneração posterior. Nesse caso, muitas vezes, quem compra uma ilusão é o advogado.
Importante sublinhar que um dos grandes problemas envolvendo a advocacia está relacionado àqueles que têm (fartas) condições de remunerar o trabalho do advogado, mas simplesmente não valorizam a profissão e, por isso, querem pagar o mínimo possível e ainda assim exigir o máximo. Quanto aos que não têm mesmo condições de remunerar o profissional, todos têm direito a assistência jurídica6e os que não têm condições de arcar com os custos devem procurar as Defensorias Públicas, lembrando-se que o Defensor Público é remunerado pelo Estado, ele não trabalha de graça. Quem tem dever de prestar assistência jurídica gratuita aos pobre é o Estado, em nome da sociedade, não o advogado. O advogado não tem obrigação jurídica ou moral de trabalhar de graça para suprir deficiências do Estado, quando este não se esforça em efetivamente assistir aos mais necessitados.
Para o advogado, o valor da remuneração da consulta vai além do dinheiro, servindo para evitar o dispêndio inútil de tempo, com todos os problemas que isso ocasiona, como aborrecimentos – quem advoga sabe que o pior cliente é aquele que não quer pagar, porque desvaloriza o trabalho do advogado e, por isso, acredita pagar muito em troca de receber muito pouco –. Além disso, fortalece a credibilidade do advogado perante a sociedade, que é seu principal capital: o advogado que indica a melhor solução para um problema sempre fortalece sua credibilidade. Para o advogado, a remuneração pela consulta promove o exercício de sua profissão com dedicação e probidade, ao ter mais entusiasmo, tempo e tranquilidade para trabalhar, benefícios que podem ser maiores que a própria remuneração recebida. Para o advogado, o verdadeiro valor da consulta remunerada é ter valorizado o seu trabalho e profissão, podendo prestar um serviço de qualidade, além de selecionar bons clientes.
A remuneração da consulta também traz importantes implicações e vantagens para o cliente que a remunera, afinal de contas, trabalha melhor quem é devidamente remunerado. A remuneração da consulta significa valorizar o trabalho e profissão do advogado, incentivando o seu exercício probo e digno. Os fundamentos de uma boa consulta jurídica são tempo, conhecimento, dedicação para estudar uma causa e reais condições de emitir um parecer sincero, sem que o advogado seja condicionado à eventual retorno econômico posterior. Ao retribuir, de imediato, o trabalho do advogado, o cliente tem mais chances de encontrar um profissional que efetivamente trabalhará em sua causa com dedicação e probidade, o que possibilita a efetiva transmissão do conhecimento ao cliente. O cliente terá maiores chances de saber a verdade, o que pode ser feito e quais as chances de sucesso. Para o cliente, o verdadeiro valor da consulta remunerada é a maior probabilidade de ser-lhe transmitido um parecer jurídico qualificado e honesto sobre determinada situação.
A gratuidade da consulta jurídica apresenta-se como um regime predatório em que todos perdem, principalmente o cliente, que pode acabar pagando caro por ilusões e falsas esperanças; também o advogado que a presta perde, tanto do ponto de vista econômico quanto profissional e moral, porque abala sua credibilidade e lucra sobre ilusão e prejuízo do cliente; e o advogado probo, perde ao deixar de prestar consultas e encontrar resistência dos clientes em remunerar o seu trabalho.
A consulta jurídica remunerada beneficia advogado e cliente; como em toda relação contratual equilibrada, as duas partes ganham. Há ganhos evidentes e subjacentes, os quais não costumam ser identificados e, talvez por isso, nem valorizados por advogados e clientes. Justamente esses ganhos subjacentes que constituem o verdadeiro valor da consulta para o cliente e para o advogado.

1 Cf. levantamento de valores disponível no seguinte site: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI151133,101048-Consultas+com+advogados+no+Brasil+variam+de+R+120+a+R+161915. O levantamento feito pelo site do Migalhas é um pouco antigo, do ano de 2012, mas serve perfeitamente para mostrar a exigência em todos os estados da Federação e a variação entre os valores mínimos a serem cobrados pela consulta. Pode-se até questionar o montante mínimo para as consultas, contudo, questionar a exigência de uma remuneração pela consulta traz vários problemas por promover a desvalorização da profissão, que já está em processo avançado.

2 Código de Processo Penal, artigos 621 a 631.

3 O ser humano tende a acreditar naquilo que quer acreditar, apesar de não existir provas ou mesmo em se tratando de uma crença irracional ou absurda. É fácil ser convencido daquilo que se quer acreditar.

4 Um bom recurso é computar, no serviço final, o valor da consulta na hipótese de ser necessário trabalho posterior, o que se apresenta conveniente para cliente e advogado. Desconta-se o valor da consulta, o que encorajará o cliente a remunerar a consulta e eventualmente contratar eventual(is) diligência(s) posterior(es). À medida que o diagnóstico apresentado pelo advogado na consulta inicial for se concretizando, o cliente fortalecerá sua confiança, percebendo que não se trata de um advogado que “vende ilusões”.

5 A classe médica continua sendo, ainda, uma das únicas que ainda consegue ter o serviço de consultoria valorizado. Não tenho conhecimento de médico que faça consultas gratuitas. Ainda bem. Imaginem quantas cirurgias desnecessárias seriam realizadas para remunerar o profissional que não cobrou pela consulta? Tão nobre quanto seja a profissão da medicina e quanto possam ser seus profissionais, todos nós vivemos numa sociedade capitalista de consumo e todos precisamos ser remunerados pelo nosso trabalho, de maneira que nenhuma classe profissional está livre desse tipo de risco. Quem não é pago por uma consulta que, por si só, é suficiente para resolver o problema do cliente, tenderá a inventar situações que exijam um trabalho posterior, esse sim remunerado. Aí é que está o grande perigo do serviço inicial gratuito. Também não tenho conhecimento de um cliente que não quis remunerar o médico porque ele lhe disse que estava plenamente saudável ou que sua doença era incurável, o que, mutatis mutandis, costuma acontecer no cotidiano da advocacia.

6 CF, art. 5º, LXXIV: “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”.
Por André Filipe do Nascimento Mendes
Fonte JusNavigandi

DIA DO ADVOGADO

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS - ADVOGADOS DEVEM EVITAR MÁS SURPRESAS AOS CLIENTES


Clientes em geral não gostam de surpresas. Este é o ponto. Bem, a maioria de nós não se importaria com um bom presente de Natal ou convites para um grande evento, mas no mundo dos negócios jurídicos não é bem assim que funciona. Especialmente nesta época do ano, quando os escritórios querem reajustar seus honorários, ou tentar o que é uma má ideia pois precisam de alguma forma, honrar os compromissos e compensar a “baixa” natural de negócios.
Apresentar reajustes para compensar a inflação, o aumento das taxas, ou seja, lá o que for, podia até ser aceitável no passado. Contudo, em uma época voraz de competitividade, este tipo de ação não faz mais sentido. Este fato pode até ser absorvido por alguns clientes, mas sua chance de estabelecer uma relação saudável no longo prazo já estará abalada. De fato, qualquer surpresa indesejada relativa a um cliente é ruim. Se sobre falta de cumprimento de prazos, falta de mantê-los informados sobre determinado assunto importante, más notícias de qualquer espécie, e assim por diante.
Ações como estas são consideradas faltas graves, pois de fato são parte de um dia-a-dia tão básico, que deixar passar é pura incompetência. Mesmo que reajustes estejam previstos no contrato de prestação de serviços, ainda assim, a relação pode estar no fio da navalha e possivelmente o escritório será pressionado a eliminá-los, com risco de não entrarem na próxima lista de licitação de parceiros jurídicos.
A despeito disto, ainda existe o outro lado da moeda. Os gestores das empresas (diretores ou gerentes de departamentos jurídicos), sempre apertam seus orçamentos e pressionam para que os escritórios reduzam seus custos, eliminem os reajustes e nunca mais toquem neste assunto... até que o período de negociações volte à mesa.
Obviamente as habilidades de negociação, argumentação, conhecimento da conjuntura econômica, tanto de forma ampla, quanto especificamente do negócio do cliente e mais ainda, o conhecimento de todo o histórico dos resultados colhidos durante o período, como percentual de êxitos sobre número de ações, economia nos acordos em processos, são argumentos fundamentais para sustentar algum diferencial. Caso contrário, o advogado será engolido na reunião e aí será mais uma péssima surpresa.
A ausência de habilidades como essas são surpresas que destroem o valor de uma marca, de uma banca. Uma recente pesquisa da Análise Editorial mostra que nas 1,5 mil maiores empresas do país, a maior parte dos escritórios que tiveram seus contratos rompidos, ou que estão na iminência de rompimento, é por conta da baixíssima qualidade dos serviços prestados.
Outro indicador importante, relacionado à mesma pesquisa, diz que o que mais influi na decisão de romper o contrato com os escritórios de advocacia (95%), é pela percepção da queda na qualidade dos serviços. Estes dados podem até não parecer novidade, contudo, os escritórios continuam consistentemente falhando no básico, que é uma boa prestação de serviços. O mundo corporativo é implacável: se o serviço não atende aos requisitos mínimos, não há motivos para manter a relação.
Há uma tendência firmada hoje na relação mercado jurídico versus mundo corporativo: as práticas do mundo corporativo estão cada dia entrando mais e mais na vida dos escritórios de advocacia. E esta tendência atualmente se traduz em uma matriz de escolha, ou seja, porque os escritórios jurídicos são contratados:

i) a banca precisa ter uma excelente reputação,
ii) a contratação é pela indicação direta ou indireta,
iii) rapidez no atendimento,
iv) capacidade de gerar informações precisas e fidedignas para o cliente e percepção como especialista no tema.

Somente após esse conjunto de fatores o preço entra como fator decisivo. Em especial no chamado contencioso de massa, o problema com as negociações e formação do preço ou reajuste é ainda mais gritante e as empresas impõem o preço que querem por ação. Mas aceita quem quer. Quem é contratado com base em precificação será dispensado pelo mesmo motivo. Neste sentido, há uma observação, o segredo é um só, a banca deve ter um destaque e procurar ser referência de determinada especialidade. Assim, mesmo que exista negociação de preço, será em valores mais interessantes.
Mas, voltemos para o assunto: os clientes odeiam uma “surpresa”. O que os clientes realmente gostam é de serem tratados como clientes. Isto significa automaticamente ser alertado com antecedência de riscos e ações de contingências, minimizando desta forma maiores problemas, caso algo tenha grande chance de dar errado.
Entregar o que prometeu no prazo, a preço justo, ser cordial, tornar a parceria prazerosa, deixar claro que as informações são armazenadas de forma segura com tecnologia de ponta, são atribuições de qualquer profissional, de qualquer escritório. Isto não é marketing, não é “CRM2 básico. Se realmente você quer surpreender seu cliente de forma positiva, basta fazer coisas que os outros não fazem, como por exemplo:

i) geração de relatórios incríveis sobre o andamento dos processos, ações feitas pelo escritório, com indicadores dinâmicos e de preferência em formatos modernos como um dashboard
ii) uma análise de riscos inerentes ao negócio do cliente (risk analysis). Esta é uma visão muito presente no mundo corporativo e seguramente surpreenderá qualquer gestor, pois uma boa análise de riscos envolve identificar as ameaças mais prováveis para uma organização e as vulnerabilidades relacionadas a essas ameaças. Este tipo de avaliação deve fornecer quais caminhos jurídicos devem ser tomados para que a operação do cliente seja mais segura e avaliar sua adequação com um plano de mitigação em relação a estes potenciais ameaças.

Veja que, se começar com duas ações simples, já mostrará um diferencial muito interessante em relação aos concorrentes. Surpreender seu cliente de uma forma positiva é muito mais do que uma simples ação de bom relacionamento. É uma garantia extra de que ele pensará duas vezes antes de falar de reduções de custos e apertos no orçamento. Construir uma relação baseada em um forte alicerce de conteúdo de controle de gestão, que fale definitivamente a língua dos negócio,s é de fato uma relação que durará muitos anos.

Por André Medeiros
Fonte Consultor Jurídico

PROJETE SUA VISÃO PARA O FUTURO


O passado serve apenas como um referencial: se foi bom ou ruim, não importa, pois o passado – o seu passado – nada tem a ver com seu futuro. Seu futuro depende daquilo que você pode fazer concretamente agora, baseado naquilo que você quer para você, com base em suas opiniões, e não nas opiniões alheias. Se seus colegas de trabalho te olham torto ao saberem que você planeja conquistar voos maiores, isso não importa e não irá fazer a menor diferença na sua vida: daqui a uma década, você estará olhando para trás saboreando os frutos de uma colheita que custou muito suor, mas que proporcionou muita gratificação. Seus futuros ex-colegas de trabalho? Provavelmente estarão a ver navios.
Volte seu olhar para o futuro, pois é nele que você habitará nos próximos anos e nas próximas décadas. Nunca vá atrás de nada menos do que você é capaz de realizar. Você só está aqui hoje porque houve uma geração – a geração dos seus pais – que proporcionou as condições necessárias para que você pudesse ter uma vida melhor. E a geração de seus pais somente prosperou e teve essa visão em relação a você porque a geração anterior, a dos seus avós, teve essa preocupação em relação aos seus pais, ainda que em precárias condições.
Logo, você tem a obrigação de fazer com a sua geração seja melhor do que a de seus pais, e seus filhos terão a obrigação de que a geração deles seja ainda melhor do que a sua. Não se trata de uma visão “forçada” da realidade das coisas: isso é assim porque a evolução da humanidade caminha nesse sentido: uma geração sempre vivendo mais e melhor do que a anterior, que a antecede. Se é assim em termos coletivos, por quê não haveria de ser assim também com sua própria família? Não caminhe em descompasso com a ordem natural das coisas, e sobretudo não retroceda. O fato de você provavelmente viver em condições de conforto maiores do que a de seus pais não lhe dá o direito de aniquilar todas as conquistas que foram edificadas sob as gerações anteriores e… retroceder.
Sempre há pontos de nossas vidas que podem ser melhorados: podemos estudar mais, podemos trabalhar mais, podemos aprender mais, podemos viver mais, e tudo com mais qualidade e melhores ferramentas de apoio. É preciso que você deixe a preguiça, as lamentações, as opiniões alheias e os problemas de lado, e passe a se concentrar naquilo que de fato irá fazer diferença positiva em sua vida, ainda que para isso você tenha que pagar um preço. Não desanime nem fique inerte diante dos acontecimentos ao seu redor: use suas forças e suas virtudes para transformar sua vida naquilo que você deseja que ela seja. Pois ela será o resultado daquilo que você fizer com os recursos – tempo, dinheiro, energia – que estão às suas mãos.

Resumindo:
Sua maior virtude está em provar para você mesmo que aquilo que está dentro de você é maior do que aquilo que está no mundo, e que não haverá obstáculo algum – por maior que seja – que impedirá você de conquistar seus sonhos, pois é por eles que você está fazendo sua vida valer a pena.
Fonte Valores Reais

CONHEÇA BOAS PRÁTICAS PARA UM HOME OFFICE PRODUTIVO


Quando alguém comenta que faz home office a nossa primeira reação é dizer: “que delícia, que coisa boa, que folga”. Realmente, poder trabalhar de casa tem uma série de pontos positivos como não pegar trânsito ou ter maior flexibilidade de horário. Com isso, tem-se mais tempo para praticar um esporte e ficar com a família, refletindo diretamente na tão sonhada qualidade de vida.
Por outro lado, quando esta oportunidade aparece, não imaginamos quanta disciplina e organização ela exige. No começo é tudo ótimo. Temos horário com total flexibilidade, até que as interferências das atividades domésticas começam a conflitar com as profissionais. Porém, algumas práticas — sem entrar no mérito dos aspectos trabalhistas — ajudam a otimizar essa opção de trabalho que vem sendo utilizada com bastante frequência.

Espaço
Escolha um ambiente confortável, com boa iluminação e ventilação, possível de se ficar em silêncio e fazer reuniões online ou ligações com privacidade. Lembre-se que a rotina da casa não vai se alterar por você trabalhar em home office. Haverá barulho de televisão, aspirador, criança, do cachorro do vizinho e tudo isso precisa ser considerado. Quando possível, escolha uma área mais reservada.

Reuniões
Caso o espaço permita, tenha um cômodo de reuniões separado de sua residência, que tenha entrada isolada e exclusiva para seu cliente ou fornecedor. Se não for possível, organize as reuniões em escritórios virtuais, que alugam todos os equipamentos necessários, como secretária e até café.

Estrutura Básica
Móveis e equipamentos que são essenciais para criar um adequado ambiente de trabalho:
— uma mesa cadeira de escritório confortável (ergométrica de preferência);
— um telefone exclusivo; observe também se o sinal de celular funciona bem no espaço reservado;
— um computador com todos os softwares licenciados essenciais à sua função (sistema jurídico, aplicativos, anti vírus);
— dois monitores para agilizar o trabalho e usar menos espaço com papel e processos;
— uma impressora ou multifuncional;
— um armário ou prateleira de arquivos e suprimentos de escritório e livros;
— um bom estabilizador;
— microfone, fone de ouvido e câmera de vídeo.

Cuidados
Tenha um extintor de incêndio por perto e dentro da validade. Preserve a rede elétrica e evite ligar muitos equipamentos na mesma tomada — quanto mais tecnologia sem fios, melhor. Também procure se alimentar fora do espaço reservado para trabalho, evitando outros acidentes caseiros que causem aborrecimento.

Equipe
Se você faz parte de um escritório em que os outros integrantes também façam home office, marque um dia por semana para que todos se reúnam, trabalhem juntos, discutam casos, propostas, projetos e a gestão do negócio. Tenha equipe ligada a você. Estabeleça entregas, programas para comunicação online para fácil acesso e comunicação, coordene as agendas e atividades.

Elegância
A primeira tendência é ficarmos bem à vontade, acordar e, ainda de pijama, começar a trabalhar. Uma boa opção é estabelecer uma rotina de atividade física pela manhã, ler os jornais e se arrumar para começar a trabalhar. Mesmo ficando em casa, devemos estar confortáveis, mas alinhados. Estar bem arrumado garante um tom mais profissional ao home office. Além disso, pode surgir uma reunião de última hora, via Skype, ou o chamado de um cliente. Também pode ser necessário comparecer a uma audiência, delegacia ou a um almoço, por exemplo.

Horários
A segunda tendência é ficarmos conectados direto, ultrapassando horários e trabalhando demais ou de menos. Eliminar o deslocamento até o local de trabalho aumenta o tempo para suas atividades particulares e para sua família. Porém, é preciso ter disciplina. Estabeleça o que deve ser feito, confira agendas, respostas a e-mails e compromissos com equipe, fornecedores e clientes. É importante estabelecer seu horário de expediente, bem como delimitar a agenda de assuntos pessoais — como fazer compras, pagar contas e ir ao banco. Hora do trabalho, produção. Hora de assuntos pessoais, organização.
Hoje somos profissionais online, conectados 24 horas. Mas é preciso estabelecer algumas políticas para preservar nossa vida pessoal. Fique com o celular ligado, mas determine um horário (por volta das 19h, por exemplo) para desligar-se de e-mails, exceto por alguma urgência ou assunto em andamento de alta prioridade.
Com espaço organizado, mais tempo, elegância e disciplina, o home office passar a ser um grande aliado para a tão desejada produtividade com qualidade de vida.

Por Simone Viana Salomão
Fonte Consultor Jurídico