domingo, 19 de abril de 2026

SETE LEIS DA SINCRONICIDADE PARA COMEÇAR A VER A MÁGICA DA VIDA


1. Seu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Esta frase resume a totalidade do que estou expondo. Se você esquecer tudo o mais, lembre-se apenas disso.

2. Seu diálogo interno reflete seu poder interno.
O diálogo interno das pessoas auto- realizadas pode ser descrito assim: é imune a críticas; não tem apego aos resultados; não tem interesse em obter poder sobre os outros; não tem medo. Isso porque o ponto de referência é interno, não externo.

3. Suas intenções têm poder infinito de organização.
Se a sua intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar.

4. Relacionamentos são a coisa mais importante na sua vida.
Alimentar os relacionamentos é tudo o que importa. As relações são cármicas e quem nós amamos ou odiamos é o espelho de nós mesmos: queremos mais daquelas qualidades que vemos em quem amamos e menos daquelas que identificamos em quem odiamos.

5. Você sabe como atravessar turbulências emocionais.
Para chegar ao espírito é preciso ter sobriedade. Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela;

6. Você abraça o feminino e o masculino em si.
Esta é a dança cósmica, acontecendo no seu próprio eu.
A energia masculina: poder, conquista, decisão. A energia feminina: beleza, intuição, cuidado, afeto, sabedoria. Num nível mais profundo, a energia masculina cria, destrói, renova. A energia feminina é puro silêncio, pura intenção, pura sabedoria.

7. Você está alerta para a conspirações das improbabilidades.
Tudo o que lhe acontece de diferente na vida é carmico. É, portanto, um sinal de que pode aprender alguma coisa com essa experiência. Em toda adversidade há a semente da oportunidade.
Por Deepak Chopra

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

THE WORKING WEEK

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

DIA DE SANTO EXPEDITO - É PARA HOJE!

Por Tulio Fagim Visual Artist 

Santo Expedito é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo.  
 

DEUS É UMA FREQUÊNCIA. SINTONIZE

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

sexta-feira, 17 de abril de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

quinta-feira, 16 de abril de 2026

MUITO PRAZER, EU SOU CRÉDITO. MAS PODE ME CHAMAR DE DÍVIDA


Uma das facilidades proporcionadas pela Internet é a possibilidade de realização de operações bancárias sem ter que se deslocar à agência. Essa facilidade, no entanto, priva o banco de poder oferecer, de modo imediato (por exemplo, por meio de afixação de cartazes junto à boca do caixa onde você iria pagar uma conta), alguns de seus serviços mais lucrativos (obviamente para eles, bancos), como títulos de capitalização, empréstimos pessoais e seguros (que, na maioria dos casos, são desnecessários e inadequados ao seu perfil econômico).
Para compensar essa perda, o que o banco faz? Se você não vai ao banco, o banco vai até você! Exemplo prático que ocorreu comigo recentemente – e que talvez possa também ter ocorrido com você: ao acessar a minha conta bancária via Internet Banking, a primeira e “vistosa” mensagem que apareceu na tela do meu computador tinha o seguinte teor: “Parabéns! Você tem um crédito pré-aprovado de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”.
Pooooooooxaaaa! Que “maravilha” de negócio é esse, não é mesmo? Dinheiro “fácil”, na mão, sem precisar de qualquer tipo de comprovante, afinal, já estava inclusive “pré-aprovado”. E tudo isso sem precisar ir até a agência. O crédito está a um clique de distância. Conversa para boi dormir.
Se você for educado financeiramente, irá interpretar direitinho a palavra “crédito” como sinônimo de “dívida”, uma dívida bem cara para fazer você se afundar pelos próximos 12, 24, 36 ou 48 meses, transformando a compra de um belo carro em dois carros – só que, nesse caso, como você está comprando com dinheiro alheio – do banco – você estará levando somente um  carro. Pior: carro esse que, ao sair da concessionária, normalmente já perde de cara de 10 a 30% de seu valor de mercado.
O que estou querendo dizer? Simples: que você leia e interprete corretamente as palavras que estão sendo anunciadas por aí. Crédito é sinônimo de dívida, logo, deve ser lido como tal. Crédito consignado não passa de dívida consignada. Crédito imobiliário é dívida imobiliária. Cartão de crédito é, por óbvio, cartão de dívida. Crédito direto ao consumidor não passa de dívida direta ao consumidor. Crédito pessoal todo seu é dívida pessoal toda sua. Só sua. E dívidas precisam ser honradas, integralmente e no vencimento, sob pena de causarem muita dor de cabeça para você, tais como inscrição no SPC, cobrança judicial, telefonemas do seu “querido” banco etc. etc. etc.
Mas por quê os bancos e instituições financeiras usam a palavra “crédito”, ao invés da palavra “dívida”? Porque “crédito” é uma palavra bonita. Faz com que você se sinta importante. Dizer que você tem crédito com alguém significa dizer que você inspira confiança. Crédito é, assim, sinônimo de confiança. Só que, nas relações financeiras, também quer dizer a tomada de uma boa e nada insignificante dívida. As instituições financeiras costumam apelar aos sentimentos, apelar às emoções, para fisgar seus clientes mais incautos, e nada melhor do que fazer o cliente morder a isca do que juntar a expressão “você tem crédito” com um valor bem alto, que normalmente está acima de seus investimentos no banco. Tudo para dar a impressão de que você tem realmente tudo o que a propaganda do banco diz que você, na verdade, não tem.
Balela. Quando você, ao sair do Internet Banking de sua conta bancária, recebe um aviso de que tem um crédito pessoal pré-aprovado de R$ 20.000,00, isso nada mais significa do que você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 20.000,00 – na verdade, a dívida é muito maior, porque você, se tomar o referido crédito, terá que devolver não só os R$ 20 mil, mas os R$ 20 mil acrescidos de todos os encargos financeiros que são cobrados nessa modalidade de empréstimo: juros, IOF etc. etc. etc.
Se você tem um limite de crédito de R$ 10 mil no cartão de crédito, isso nada mais significa do que dizer que você tem um limite de dívidas de R$ 10 mil.
Mas é lógico que as instituições financeiras não vão dizer para você algo como: “Parabéns! Você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”. Porque dívida é uma palavra que assusta, causa temor, e faz as pessoas não assumirem um negócio. Mas a maioria, traída pelas próprias emoções, contrata mesmo assim essas inúmeras ofertas de crédito travestidas de dívidas, dos mais variados tipos. Por quê? Porque, fisgadas pelo apelo emocional das instituições financeiras, não souberam ler corretamente o significado e o conteúdo das palavras que são anunciadas. O resultado não é somente o acúmulo de dívidas e mais dívidas, mas também a destruição, lenta e gradativa, do próprio equilíbrio emocional, pois o estresse gerado pela existência de dívidas passa muito longe de compensar a alegria fugaz e momentânea de saber que tem um crédit… ooops, dívida, pré-aprovada ao alcance de “um clique de mouse”.
Portanto, meus amigos, procurem ler as ofertas de crédito anunciadas aos milhares com as lentes da educação financeira: crédito é sinônimo de dívida, e como tal deve ser analisada. E, na medida do possível, evitada também.
Fonte Valores Reais

PROFISSIONAIS QUE NÃO DESLIGAM

Desligar-se do trabalho fora do expediente é fundamental para conservar uma vida saudável e equilibrada, porém este intento talvez seja incompatível com alguns projetos de vida.

A maior parte das pessoas sabe a quantidade de horas diárias que permanece em seu local de trabalho, no entanto você já parou pra contabilizar o quanto do restante do dia fica pensando nele mesmo distante da empresa?
É que muita gente não termina o expediente quando o expediente termina. Pessoas que têm dificuldades para aproveitarem o tempo disponível ao convívio familiar e ao merecido descanso porque vão para suas casas com a mente focada nos relatórios inacabados e nos e-mails que precisarão responder na manhã seguinte.
As exigências do mercado de trabalho atual têm consumido o tempo psíquico de muitos profissionais, especialmente daqueles que precisam cumprir prazos exíguos e alcançar metas desafiadoras em seu dia a dia. Ou seja, há uma boa parcela de pessoas que não consegue se desligar do trabalho de jeito nenhum, ainda que estejam operacionalmente longe dele.
Trabalhadores que vivem numa espécie de "prisão psicológica" que influencia as demais esferas da sua existência e os impede de desfrutarem momentos com a família e amigos ou mesmo de fazerem aquilo que apreciam por causa das preocupações relacionadas com os deveres profissionais. E que erroneamente racionalizam: "Como aproveitar o domingo quando sei que o bicho vai pegar na segunda-feira e ainda não estou pronto?".
Se esta é a sua história de vida, é bem provável que apresente dois comportamentos: o hábito de procrastinar as coisas e um míope senso de responsabilidade. Aquela velha história de valorizar o trabalho duro, mas também de adiar alguns afazeres para a próxima segunda-feira e então passar o final de semana inteiro preocupado com a tarefa que poderia ter feito antes se tivesse administrado melhor o tempo.
Desligar-se do trabalho fora do expediente é fundamental para conservar uma vida saudável e equilibrada, porém este intento talvez seja incompatível com o seu projeto de carreira. Caso tenha a pretensão de chegar à presidência de uma grande companhia durante os próximos anos, por exemplo, terá de renunciar a uma série de coisas ou não atingirá seus objetivos. Por isto, avalie bem se está disposto a pagar o preço.
Vários daqueles que chegaram lá têm dúvidas se valeu a pena, mesmo que financeiramente estejam bem. Foi o que apontou uma recente pesquisa da consultora Betania Tanure com mais de mil executivos das maiores companhias do país na qual 75% deles afirmaram estar insatisfeitos com o seu trabalho. Dois dos motivos: 85% dos presidentes e diretores trabalham todos os finais de semana e suas férias não superam, em média, dez dias.
De forma geral, cada vez mais a divisão entre vida pessoal e profissional vai perdendo sua força e os próprios trabalhadores têm uma grande parcela de responsabilidade. Quando você aceita que a empresa aonde atua lhe pague a conta do aparelho celular pessoal e conceda acesso remoto à internet em sua casa, também está permitindo que ela o contate a qualquer hora, mesmo nas mais indesejadas.
Mas, discussões à parte, qual a estratégia para se desligar do trabalho quando estamos distante dele? Parece-me que a mais eficaz é encontrarmos formas de realização pessoal nas demais dimensões da vida. Se você prestar atenção nas pessoas que se dedicam a uma causa ou investem tempo num hobby verá que elas geralmente não têm este tipo de problema e que, em vários casos, ainda conservam carreiras bem-sucedidas.
Por isto, não se sinta mal quando perceber que ficou o final de semana inteiro sem pensar em trabalho nem tampouco se martirize só porque aproveitou o último feriado prolongado fazendo outras coisas de que gosta. Com um pouco de organização pessoal e ciência daquilo que realmente importa na vida esta pode ser a sua rotina daqui pra frente.

Por Wellington Moreira

7 CONSELHOS FINANCEIROS QUE SÃO UMA VERDADEIRA ROUBADA


É natural que o consumidor ouça conselhos de amigos, parentes e até consultores sobre como deve gerenciar as suas finanças. Mas essas recomendações devem ser sempre analisadas com cuidado. Algumas, de tão repetidas, soam como regra absoluta, mas não são verdadeiras ou válidas em qualquer situação.
Construir um patrimônio sólido requer que o consumidor entenda que não existem fórmulas prontas para enriquecer. Situações imprevistas e mudanças no cenário econômico exigem que esses planos sejam adaptados constantemente. Nesses casos, não dá para continuar a seguir uma recomendação que deixou de fazer sentido.
Veja abaixo alguns conselhos financeiros que, ao invés de ajudar o consumidor a acumular dinheiro, podem acabar gerando prejuízos.

1) Imóvel é o investimento mais seguro
A afirmação de que comprar um imóvel para obter rentabilidade com aluguéis é o investimento mais seguro está longe de ser verdadeira.
É o que diz Fábio Gallo, professor de finanças da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Assim como qualquer outro investimento, comprar imóveis para obter retorno financeiro tem diversos riscos. Apesar de o investimento inicial ser alto, não é possível ter garantia da rentabilidade que o comprador pretende obter com o aluguel do espaço ou sobre a valorização do imóvel".
Geralmente, para compensar o investimento, é necessário obter um retorno mensal com aluguéis que fique entre 0,5% a 0,7% do valor do imóvel. Mas, com o aumento dos preços de casas e apartamentos no país nos últimos anos, quem comprou a unidade por um preço alto tem mais dificuldades para obter essas rentabilidades agora, diz o professor da PUC-SP. "O enfraquecimento da economia diminuiu a demanda por locação e compra de imóveis, o que provoca queda de preços no mercado".
Mesmo que o proprietário da unidade consiga obter essa faixa de rentabilidade na locação da unidade, Gallo aponta que, historicamente, é possível conseguir retornos iguais ou superiores no mercado financeiro.
Entre as aplicações mais conservadoras, o investimento em imóveis tem uma desvantagem: pouca liquidez. É mais difícil vender a casa ou apartamento do que um título financeiro, por exemplo, principalmente se o investidor insistir em vender a unidade por um determinado valor.

2) Quebre seus cartões de crédito
Quem, ao passar por um descontrole financeiro, nunca ouviu a recomendação de que a melhor coisa a fazer é se livrar do cartão de crédito? A não ser que você seja um consumidor compulsivo, o plástico não deve ser visto como a personificação de todos os males que prejudicam o orçamento.
Se utilizado de forma controlada, o cartão de crédito pode, na verdade, ser um instrumento de planejamento financeiro, diz Gallo. "Ao dividir o pagamento de compras que não podem ser adiadas, o consumidor consegue controlar os seus gastos".
O segredo, diz o professor de finanças, é utilizar o plástico apenas quando houver necessidade. "O consumidor não precisa esperar para pagar uma máquina de lavar à vista, por exemplo, contanto que as parcelas da compra caibam no seu orçamento". 

3) Economize 10% do seu salário para a aposentadoria
O consumidor se depara com diversas fórmulas para saber quanto economizar para ter uma boa renda na aposentadoria. A mais recorrente é a de que economizar 10% do salário seria suficiente para atingir esse objetivo. Mas essa recomendação serve apenas como um estímulo, e não deve ser seguida ao pé da letra.
O porcentual não leva em consideração, por exemplo, a idade e o valor do salário do investidor. Uma coisa é juntar 500 mil reais em 30 anos. Outra é desejar acumular o mesmo valor em apenas dez anos. No segundo caso, será necessário guardar muito mais dinheiro, o que irá exigir que o consumidor tenha uma renda maior ou diminua drasticamente os seus gastos.
O mais indicado, diz Gallo, é estabelecer um valor que se deseja receber durante o período da aposentadoria. Definida essa quantia, é possível estimar quanto será necessário investir por mês para obter o montante. "Feita essa estimativa, o consumidor pode ter de guardar 3% ou 50% do que ganha para atingir a meta, dependendo do seu salário", afirma o professor da PUC-SP.
É importante que os valores não sejam fixos. Se há um dinheiro sobrando durante determinado período, o consumidor deve aumentar o volume investido. Assim, em caso de uma eventual perda de renda, poderá diminuir ou suspender a aplicação dos valores até que o orçamento volte a ficar equilibrado, sem que essa interrupção tenha impacto no valor da reserva para a aposentadoria.

4) Diversifique as aplicações financeiras
Diversificar investimentos é uma estratégia frequentemente recomendada por consultores financeiros. No entanto, o conselho não é válido para qualquer investidor. A estratégia só faz sentido para quem já tem uma quantia razoável aplicada. 
Dividir o valor investido entre mais de uma aplicação tem como principal objetivo diluir riscos e ampliar a possibilidade de ganhos. Quem tem pouco dinheiro para investir deve ter como foco inicial investimentos mais conservadores. Mesmo porque é difícil que o pequeno investidor consiga acessar aplicações mais sofisticadas e rentáveis.

5) Investir é sempre o melhor caminho
Aplicar dinheiro apenas porque é indicado, sem ter um objetivo definido, pode não valer a pena. Acumular dinheiro não deve ser encarado como uma meta, mas como um meio de realizar projetos.
Para quem está iniciando a carreira, por exemplo, pode compensar mais gastar o dinheiro que seria poupado em cursos e viagens com o objetivo de aperfeiçoar habilidades profissionais. O retorno desses investimentos pode ser maior do que a rentabilidade registrada em uma aplicação financeira.

6) Preços em queda? É hora de comprar
Quantas vezes você já não ouviu, após uma queda expressiva dos índices da bolsa de valores, que os preços das ações estão uma pechincha e é hora de comprar?
Aplicar dinheiro na baixa para vender na alta é uma máxima que exige cautela. Afinal, é necessário analisar se a queda de preços de um investimento já atingiu o fundo do poço e quando deve voltar a se recuperar.
Basta lembrar casos como o da OGX, petroleira do ex-bilionário Eike Batista. A ação da empresa, que chegou a valer 23,29 reais, começou a registrar queda diante de denúncias de irregularidades e problemas financeiros. Nesse momento, alguns investidores, confiantes no futuro da companhia, optaram por comprar mais papéis, esperando retornos maiores quando os preços voltassem a subir. Mas a empresa acabou pedindo recuperação judicial e passou a enfrentar uma série de processos na Justiça. Resultado: as ações passaram a valer centavos, e os investidores continuam a esperar pelo retorno da aplicação.

7) Pagar uma faculdade sempre compensa
O investimento em uma faculdade é sempre válido, pois garante melhores empregos e maiores salários? Do ponto de vista financeiro, dependendo da instituição de ensino e curso escolhido, esperar essa compensação, principalmente em um prazo curto, é arriscado.
Caso o estudante ainda tenha de financiar o pagamento das mensalidades, esse risco aumenta ainda mais, pois será necessário adicionar ao valor das mensalidades as taxas de juros cobradas na linha de crédito escolhida.
Se a opção for por uma carreira com mercado de trabalho saturado, pode ser mais difícil conseguir um bom emprego e, como consequência, conseguir obter o retorno do investimento. Por outro lado, conseguir cursar uma universidade de renome pode ampliar as chances de ter essa compensação. 
Um estudo feito pela Payscale, consultoria americana que compara salários, em 2014 aponta que o retorno financeiro obtido por estudantes de instituições de ensino americanas renomadas, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), pode chegar a 2 milhões de dólares em 30 anos, enquanto a compensação obtida ao optar por faculdades com baixa classificação pode ser de apenas 148 mil dólares nesse mesmo prazo.
Ou seja, o estudante consciente da escolha da carreira e instituição de ensino e que evita tomar empréstimos para concluir os estudos terá maiores chances de obter o retorno financeiro do investimento.
Por Marília Almeida
Fonte Exame.com

FUJA DESTES 6 MICOS FINANCEIROS DE QUALQUER JEITO

Conheça seis transações que parecem um excelente negócio, mas só para quem vende estes produtos e serviços

Faça as contas para descobrir se um investimento é realmente rentável

Que tal colocar seu dinheiro em um título de capitalização, que rende como a poupança e ainda dá a oportunidade de concorrer a prêmios de milhares de reais? Ou levar uma exclusiva garantia estendida para não ter de se preocupar com nenhum problema que possa acontecer com a geladeira que você acaba de comprar?
Esses exemplos têm duas coisas em comum: parecem ótimos negócios, mas, na realidade, não são vantajosos para o consumidor. Entenda, a seguir, por que alguns produtos e serviços financeiros são sinônimo de prejuízo ou não representam ganhos para você e saiba quais são as melhores alternativas para substituí-los.

Título de capitalização
Seu gerente garante que o título tem o mesmo rendimento da poupança e, como o valor mensal é debitado de sua conta, pode funcionar como uma poupança forçada. Isso sem falar na chance de ganhar prêmios.
Por que é mico?
Apenas 90% de seu dinheiro será corrigido. O restante é cobrado como taxa de administração, de carregamento e cota de sorteio. Se você precisar retirar o dinheiro antes, ainda tem de pagar multa, que pode levar até 80% do valor investido. Mais: a chance de ter seu título sorteado é de uma em 75.000.
Alternativa
Poupança. "Lá, 100% de seu dinheiro vai ser corrigido e você não paga multa se tiver uma emergência e precisar retirar uma parte", afirma Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM.

Garantia estendida
É vendida com eletrodomésticos ou eletrônicos e oferece garantia complementar à contratual.
Por que é mico?
A garantia estendida pode elevar em 10% o valor do produto, que já tem garantia em torno de um ano. Ela já protege o consumidor contra os defeitos de fabricação, que costumam aparecer nos primeiros meses de uso, e pode se tornar desperdício, considerando que alguns produtos, como os eletrônicos, ficam rapidamente ultrapassados.
Alternativa
Fique com a garantia obrigatória dos fabricantes.

Pagamento de contas mensais no cartão de crédito
Quem costuma se enrolar com as datas de pagamento de contas mensais pode achar que pagar tudo no cartão de crédito é uma boa opção.
Por que é mico?
"Os bancos cobram, além do imposto sobre operações financeiras, de 0,38%, de 3 a 16 reais por conta", diz Ione Amorim, analista do Idec. Um deles debita uma taxa de 2,99% sobre o valor de cada fatura. Se a conta for de 1.000 reais, você pagará 29,90 reais só de taxas.
Alternativa
Todas as prestadoras de serviço permitem a troca gratuita da data de vencimento da conta. Faça isso e organize-se com planilhas. "É muito melhor do que pagar para o banco fazer isso", afirma Ione, do Idec.

Previdência privada com taxas altas
A previdência complementar pode ser a garantia de um futuro mais confortável na fase da aposentadoria.
Por que é mico?
Essa forma de investimento se torna um mico quando há altas taxas de carregamento, cobradas pela instituição para cobrir despesas administrativas. Dependendo do valor da taxa, você pode estar perdendo dinheiro.
Alternativa
Pesquise a taxa de carregamento e peça ao gerente que faça simulações para saber se ela anula a rentabilidade do plano. "Vá a outros bancos, veja o que eles têm a oferecer. Algumas pessoas esquecem que o gerente também tem metas para bater", diz Luiz Krempel, planejador financeiro do GuiaBolso.com

Seguro para cartão de crédito e celular
Ele serve para proteger você caso seu cartão de crédito ou celular sejam roubados.
Por que é mico?
A administradora do cartão de crédito tem a obrigação de ressarcir gratuitamente o consumidor que tiver seus dados roubados. No caso de celular, o seguro custa até 50% do valor do aparelho, mas só pode ser acionado em caso de assalto.
Ainda assim, o consumidor recebe apenas parte do valor do aparelho, porque são descontadas a franquia e a depreciação do produto, que chegam a abocanhar 25% do valor que você receberia.
Alternativa
Em caso de roubo, notifique a central da operadora quanto antes para ser ressarcido. No caso do celular, mesmo que ele seja muito caro, considere que, quanto mais o tempo passa, mais barato ele tende a ficar nas lojas.

Consórcio
É um sistema de compra em que um grupo de pessoas rateia o valor de um bem. A cada mês, uma pessoa é sorteada para adquiri-los.
Por que é mico?
O consórcio é uma poupança forçada, com cobrança de juros de até 16% ao ano. "É pagar alguém para guardar seu dinheiro", afirma Luiz Krempel, do GuiaBolso.com.
Alternativa
Já que pode esperar, recorra à poupança programada, com débito em conta, e economize nas taxas.
Por Mariana Amaro
Fonte Exame.com

quarta-feira, 15 de abril de 2026

VEÍCULO ARRANHADO NO CONDOMÍNIO

 

Uma das situações mais desagradáveis que pode ocorrer na garagem de um condomínio é o aparecimento de um veículo arranhado ou com outros danos, como vidros e lanternas quebradas ou lataria amassada. Os motivos, claro, podem variar. Nem sempre a pessoa que causou o dano assume sua conduta e se responsabiliza voluntariamente. Ainda, não é raro estes danos se relacionarem ao mais baixo vandalismo, oriundo de um ato covarde de retaliação praticado por outro morador, em razão de rixa, inveja ou outras razões "inconfessáveis". Nos condomínios, é fato, existem indivíduos com os mais variados tipos de formação, caráter e estrutura psicológica...

O dano ao veículo, ainda mais se ocorrido em razão de um delito pratica por outro morador, é, sem dúvida, um fato que causa grande aborrecimento, revolta, angústia e insegurança para a vítima e seus familiares, que perdem até mesmo o prazer e o ânimo em residirem naquele local.

Uma das primeiras medidas a serem adotadas por quem sofre um ato dessa natureza vil, é comunicar a administração do condomínio e acionar a Polícia Militar, para lavratura de um boletim de ocorrência, para fins de registro do fato, para futuras medidas judiciais.

Havendo sistema de câmeras no edifício, devem também ser imediatamente solicitadas as imagens à administração do condomínio, para que se busque verificar o autor da conduta. Obviamente, sendo descoberto quem praticou o ato, irá essa pessoa responder pelos danos causados, inclusive de ordem moral, nas esferas cível e criminal, a depender do caso.

Em incidentes dessa natureza, todavia, principalmente quando o autor da conduta não é identificado, uma questão que sempre aflora diz respeito a existência ou não de obrigação do condomínio pela reparação do dano, ocorrido na garagem do edifício/ área comum.

Neste ponto, questão central é verificar o que diz a convenção do condomínio, ou seu regimento interno. Regra geral, o condomínio não é responsável por danos ocorridos na garagem e demais áreas comuns.

Constando na convenção ou no regimento interno norma expressa, seja no sentido de que o condomínio não é responsável ou, ao contrário, havendo cláusula expressa pela qual o condomínio assuma a obrigação de reparo por danos dessa natureza, a questão não irá gerar maiores controvérsias: Será observado o que consta na convenção condominial. É este o posicionamento majoritário e praticamente pacificado do Judiciário.

A questão torna-se mais delicada e complexa quando a convenção e o regimento interno são omissos sobre a existência ou não de responsabilidade do condomínio. Nestes casos, têm existindo decisões judiciais e correntes doutrinárias divergentes.

Parte da jurisprudência e doutrina se apega a regra geral de que os condomínios não possuem obrigação sobre danos ocorridos na garagem e demais áreas comuns (à exceção de constar norma expressa de responsabilização na convenção condominial ou regimento interno).

Já uma segunda corrente jurisprudencial e doutrinária entende que se houver no condomínio sistemas de segurança e profissionais encarregados da vigilância e segurança do edifício, como zeladores, porteiros e vigias, estaria configurada a responsabilidade do condomínio por danos que acaso ocorressem na garagem e demais áreas comuns, principalmente se em razão de omissão e falhas na segurança por parte dos funcionários e sistemas contratados pelo condomínio.

Existe ainda uma corrente, minoritária, que chega a defender que mesmo constando regra expressa na convenção, no sentido de que o condomínio não tenha responsabilidade por danos desta ordem, seria ele obrigado a reparar no caso de haver uma estrutura e funcionários encarregados da vigilância. Trata-se, como dito, de visão minoritária.

Desta forma, em resumo: I - Regra geral é a de que o condomínio não é responsável por danos em veículos na garagem; II - Se existir regra de responsabilização expressa na convenção, será o condomínio obrigado pela reparação; III - Sendo a convenção omissa, será necessário analisar o caso concreto e verificar a existência ou não de sistemas e funcionário responsáveis pela vigilância no condomínio.

 Por Marcus Monteiro

Fonte JusBrasil Notícias

VAZAMENTO E INFILTRAÇÃO NO CONDOMÍNIO

Existem dois tipos de redes de encanamento nos condomínios, a vertical e a horizontal

A rede vertical (prumadas ou coluna central) localiza-se na área comum do condomínio, sendo de uso geral dos condôminos.
Havendo danos ou vazamentos oriundos dessa rede, a responsabilidade pelo conserto e a indenização pelos prejuízos causados será de responsabilidade do condomínio.
Mesmo que haja necessidade de realizar obras dentro de alguma unidade autônoma do condomínio, para corrigir problemas originados na rede geral, será de responsabilidade do condomínio os reparos devidos, e a devolução do apartamento do condômino nas condições anteriores.
Já a rede horizontal (canos ramais) que ligam a coluna do condomínio à unidade, e outros equipamentos de uso exclusivo e individualizado, como é exemplo o vaso sanitário e a válvula hidra, será de responsabilidade do condômino proprietário da respectiva unidade.
A primeira providência a ser tomada, é solicitar que um profissional defina a origem do problema. Este profissional fará um laudo, que definirá qual o problema, de quem é a responsabilidade e apontará a solução.
A responsabilidade do condomínio é sempre pelo bem comum, exceto, quando o problema entre unidades se tornar um problema coletivo ou quando a origem do problema não é de fácil identificação.
A manutenção e a troca de colunas precisam ser realizadas e programadas com a periodicidade necessária. Indício desta necessidade é quando a água começa a apresentar ferrugem, o que é sinal de corrosão no tubo galvanizado e pode inclusive apresentar risco a saúde.
No caso do condômino ser o responsável por danos no apartamento do vizinho, e não realizar o reparo, o condômino prejudicado poderá buscar o judiciário, visando o reparo e o ressarcimento do prejuízo. Vale lembrar que, antes do ingresso com a medida judicial deve-se notificar a unidade informando a situação.
Por Mayara Silva
Fonte JusBrasil Notícias

A RODA DA ABUNDÂNCIA

segunda-feira, 13 de abril de 2026

COMO DEVE SER O CARTÃO DE VISITA DO ADVOGADO MODERNO?


Com a popularização da internet, a tecnologia substituiu o uso do papel em vários momentos. No entanto, o cartão de visita continua exercendo um papel importante como mediador de relacionamentos com clientes, colegas e parceiros. Mas como é (ou deveria ser) o cartão de visita do advogado moderno? Para responder essa pergunta, pedimos ajuda para uma das designers da Aurum.
Mas, antes de conhecer as orientações técnicas, é importante esclarecer que, muito mais do que uma obrigação e bem além de uma convenção social ou exemplo de boa conduta profissional, o cartão de visita é um convite ao contato. É por meio dele que muitas pessoas formam a primeira opinião sobre seu trabalho e seu escritório. E é graças a ele que muitos relacionamentos profissionais duradouros têm início.
Quem nunca usou o pretexto de “trocar cartões” para fisgar clientes ou mesmo como desculpa ideal para propor parcerias e pedir orientação? Por isso mesmo, preparamos oito dicas fundamentais para o seu cartão de visita não parar no lixo. Para saber quais são, é só continuar a leitura!

O QUE NÃO PODE FALTAR NO CARTÃO DE VISITA DO ADVOGADO MODERNO?

LOGOTIPO
A sua marca pessoal ou a do seu escritório pode e deve estar impressa no seu cartão de visitas! No entanto, todo cuidado é pouco na hora da aplicação. O logotipo não precisa ocupar toda a frente do cartão, muito menos prejudicar o foco da atenção para as informações de contato. Cuide para que sua marca apareça de maneira elegante e proporcional. Se ficar na dúvida de como fazer isso, consultar o designer gráfico é uma boa pedida.

INFORMAÇÕES BÁSICAS DE CONTATO
As informações que vão no cartão de visita do advogado moderno devem ser pensadas de forma estratégica. Se você não quer receber visitas sem agendamento no seu escritório, por exemplo, não precisa colocar o endereço no cartão. O mesmo vale para qualquer outro dado. Atenha-se aos dados principais, como nome, número de registro na OAB, telefone, email e site.

COERÊNCIA
Antes de pensar em colocar um arroba antes do email, uma casinha antes do seu endereço comercial e um telefone antes do número do seu celular, avalie se o uso de ícones “conversa” com a identidade visual para advogados. Quando o acesso à internet era exceção ou novidade, lá por meados dos anos 1990, fazia muito sentido certos tipos de sinalização, principalmente como forma de educar o público leigo.
Hoje em dia, dificilmente seu cliente não vai saber o que é um email ou um site – mas, caso não saiba, ele vai procurar outro meio para contatar você. Além disso, o cartão de visita do advogado moderno mantém uma unidade visual que consiga representar fielmente o escritório e o profissional.

E O QUE NÃO PODE SOBRAR EM UM CARTÃO DE VISITAS MEMORÁVEL?

CORES
Além das limitações éticas da profissão, a escolha e a aplicação de cores devem seguir alguns critérios básicos de legibilidade e identidade visual. Para isso, lembre-se que a maior preocupação deve ser a clareza das informações. Fuja dos clichês, como fundo preto e fonte branca, com alguns toques em vermelho. Talvez o uso de cores complementares, em tons não vibrantes, seja uma boa alternativa.

TIPOGRAFIA
Na escolha das tipografias (forma escrita) permanece a convenção de “menos é mais”. Duas tipografias, sendo uma principal e outra complementar, é mais do que suficiente. Afinal, no cartão de visita do advogado moderno, o uso excessivo de tipografia pode influenciar na perda de identidade e, o pior de tudo, na confusão hierárquica. E nós queremos conquistar e não confundir nossos clientes potenciais, certo? ��
Informações

Lembra que a gente falou lá em cima sobre a importância de colocar os dados básicos no seu cartão de visita? Pois é. Para definir que dados são esses, pense por qual meio você gostaria de ser acessado pelos novos contatos. Linkedin? WhatsApp? Email? Site? Telefone? Depois, trace o caminho que você quer que a pessoa percorra a partir das informações registradas no cartão. Nenhuma informação além da trajetória imaginada precisa ser impressa ali.

REPETIÇÕES
O tamanho do cartão de visitas já indica que esse tipo de material foi feito para ser direto. Portanto, economize nas repetições. A sua marca gráfica não precisa aparecer mais de uma vez e nenhuma informação precisa ser replicada. Um design limpo, objetivo e atual é a cara do cartão de visita do advogado moderno.

RECURSOS VISUAIS
Os recursos visuais existem para dar um acabamento diferenciado e funcionam como um “charme” a mais para o seu cartão de visita. Por isso, escolha apenas um ou dois recursos para valorizar seu cartão. Unir verniz localizado, faca especial, tamanho alternativo, baixo relevo – tudo ao mesmo tempo – não é uma decisão nada moderna.

DICA EXTRA: COMO USAR SEU CARTÃO DE VISITA COM SABEDORIA?
Cartões de visita são trocados para dar continuidade à conversa e estreitar o relacionamento. Então, antes de entregar o seu cartão, estabeleça uma conversa interessante para que ele funcione como um convite para prolongar o papo. Quando for entregar o seu a alguém, deixe a parte da frente sempre posicionada para cima e voltada para quem o está recebendo.
E quando for a sua vez de receber o cartão de alguém, não o esqueça na bolsa ou na carteira. Assim que possível, salve os dados dos novos contatos no meio que você usa para tratar seus relacionamentos profissionais. Você pode, por exemplo, salvar o contato no seu celular, adicioná-lo no seu software para advogados e até procurar a pessoa no Linkedin ou no Facebook.
Fonte Aurum