Luiza's Blog
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
AS DIFERENÇAS ENTRE VOTO EM BRANCO E VOTO NULO
Diante da
proximidade das eleições, uma das dúvidas mais comuns do eleitor é sobre como
vai votar
Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório,
o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu
candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a
comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar
por votar em branco ou anular o seu voto. Mas qual é a diferença entre o voto
em branco e o voto nulo?
Voto em branco
De acordo com o Glossário Eleitoral do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não
manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna
eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação,
deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o
eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.
Voto nulo
O TSE considera como voto nulo aquele em que
o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor
precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e
depois a tecla “confirma”.
Antigamente como o voto branco era
considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor),
ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava
satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado
inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os
candidatos ou contra a classe política em geral.
Atualmente, vigora no pleito eleitoral o
princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal
e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são
os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando
os votos em branco e os nulos.
Como é possível notar, os votos nulos e
brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento
do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do
ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador
e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o
maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos
votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).
Aplicação nas eleições
proporcionais
Já no que diz respeito às eleições
proporcionais, utilizadas para os cargos de deputado federal, deputado estadual
e vereador, a situação muda e os votos nulos e brancos passam a interferir no
resultado das eleições. É que para ser eleito a um desses cargos, o candidato
precisa alcançar o quociente eleitoral, que é o índice que determina o número
de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo, obtido pela divisão do número
de votos válidos (votos atribuídos aos candidatos ou à legenda) pelo de vagas a
serem preenchidas. Desse modo, quanto maior for a quantidade de votos nulos e
brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será para o candidato
conquistar a vaga.
Por Fernanda Duarte
Fonte Agência Brasil
OS CANDIDATOS SÃO TODOS IGUAIS
E compreensível não gostar de política, mas é impossível ignorar que todos os aspectos da nossa existência têm a ver com ela
O tom varia do palavrão a desqualificar toda a árvore genealógica do candidato à veneração acrítica de quem o julga perfeito. Marido briga com a mulher, pai com o filho, amigo com amigo, cada um convencido de que possui a melhor análise sobre os candidatos…
Um terceiro grupo insiste em se manter indiferente ao período eleitoral. Todos os candidatos são considerados corruptos, mentirosos, aproveitadores ou demagogos (ou tudo ao mesmo tempo).
Mas não há saída: estamos todos sujeitos ao Estado. Ficar indiferente é passar cheque em branco, assinado e de valor ilimitado, ao candidato vitorioso. Governo e Estado são indiferentes à nossa indiferença, aos nossos protestos individuais.
É compreensível uma pessoa não gostar de ópera, de jiló ou da cor marrom. E mesmo de política. Impossível é ignorar que todos os aspectos de nossa existência, do primeiro respiro ao último suspiro, têm a ver com política.
A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte.
Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro segue para o Ministério da Justiça. Vacinados, ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar habilitação, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retorna-se ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Em tudo há política. Para o bem ou para o mal.
O Brasil é o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor.
Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas.
A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no futuro melhor de seu município. Vote na justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena.
Por Frei Betto
Fonte Correio do Brasil
COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE
Depois de uma semana
inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?
Quem respondeu que se joga no sofá e
contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos
empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto
exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de
publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as
pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com
empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista
Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar
melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e
voltar novo em folha para o escritório.
1 – Conte as horas
vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre
abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da
manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24
de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz
Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado
dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e
seriedade de compromissos profissionais.
2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente
deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que
sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são
as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as
energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos,
um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo
para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar
alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não
é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário
reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou
cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco
divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar
energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.
3 – Desfrute por
antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de
semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa
também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa
representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência
também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos
negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que
ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso
desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar
muito cansado.
Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor
A IMPORTÂNCIA DO VOTO
“O
maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão
governados pelos que se interessam.”
(Arnold
Toynbee)
A
consciência do eleitor sobre o valor do seu voto é importante em uma democracia.
O alerta de Toynbee, na epígrafe acima, é verdadeiro. Se os cidadãos não se
importarem com quem estão colocando no poder, serão mais facilmente vítimas de
abusos deste poder. Apesar de no Brasil o voto ser uma obrigação – o que é um
absurdo, ele deveria ser encarado como um direito de todos, e contribuir com o
voto nas eleições deveria ser uma escolha individual, calcada no sentimento de
responsabilidade, já que o resultado irá afetar a vida de todos. O preço da
liberdade é a eterna vigilância.
Entretanto,
há uma explicação bastante racional também para a falta de interesse
generalizada no voto. Várias pessoas sequer lembram em quem votaram nas últimas
eleições. Isso, apesar de condenável, não é totalmente irracional. O motivo
encontra-se no peso de cada voto, do ponto de vista individual. Quanto temos
algo como 100 milhões de votos, cada um com o mesmo peso, um único voto isolado
realmente não move moinhos. O agente racional sabe disso. Ele entende que
quando vai gastar o seu dinheiro num mercado, seu “voto” tem total poder na
escolha, afinal, é ele mesmo quem decide o que comprar. Mas quando sua escolha
é somada às preferências de dezenas de milhões de pessoas, e o resultado final
é aquele que a maioria escolhe, sua preferência particular importa pouco. O
esforço de conscientização feito pelo TSE com propagandas onde o eleitor
aparece como o verdadeiro patrão escolhendo seus funcionários públicos é
louvável, mas não tão verossímil assim. Não é que ele não seja de fato o
patrão. Ele é. Mas é que ele divide esse poder com outros milhões e milhões de
patrões, cada um com o mesmo peso. Isso pode ser um pouco frustrante pelo
prisma individual.
Essa
realidade da política gera uma reflexão interessante: quanto mais coisa puder
ficar fora do escopo do governo, melhor. Imagina se a escolha da cerveja
preferida passasse pelo mesmo processo decisório, com milhões votando e depois
a maioria decidindo qual cerveja todos deverão tomar! Seria absurdo e
autoritário. O processo de escolha democrática acaba sendo uma espécie de
ditadura da maioria. Parece bastante razoável então que essa maioria tenha
poder somente sobre questões bem abrangentes, deixando as demais escolhas para
os próprios indivíduos. Chegamos ao princípio da subsidiariedade, onde as
decisões devem ser mantidas o mais próximo possível do cidadão. O que realmente
não couber ao indivíduo escolher por si só, sobe para o critério de bairro,
depois município, estado e finalmente país. O governo federal cuidaria somente
dos interesses gerais da nação, não interferindo nos detalhes do cotidiano.
Dessa forma, o poder de escolha dos indivíduos estaria preservado e alinhado
com seus reais interesses. Isso não acontece quando o cidadão deposita um único
voto entre vários milhões para escolher governantes que terão poder demasiado
sobre suas decisões particulares.
Resumindo,
o voto tem sim um papel fundamental na vida democrática. O cidadão deve ter a
consciência de sua relevância no processo de escolha dos governantes. Mas
precisamos levar em conta também que o poder do governo deve ser o mais
descentralizado possível, e sempre reduzido ao máximo para garantir as
liberdades individuais. Fora isso, é importante acabar com a obrigatoriedade do
voto, pois um direito cívico não pode ser encarado como uma imposição. Juntando
essas duas questões – a redução do poder estatal pelo critério da
subsidiariedade e o voto livre – creio que os cidadãos terão, naturalmente,
maior interesse no seu voto. O paradoxo é que para chegarmos neste ponto,
dependemos justamente do voto, ainda que hoje ele seja obrigatório e deposite
poder demais em poucos governantes. Os indivíduos que prezam a liberdade devem
escolher os candidatos que representam esta trajetória rumo ao menor poder
estatal e maior poder da escolha individual. E claro, repudiando a corrupção
que atrapalha todo o processo democrático.
Por
Rodrigo Constantino
NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda
A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".
As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.
Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.
Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.
É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
AS PESSOAS IDOSAS E OS DEVERES DA SOCIEDADE
Falar-se nos direitos das pessoas idosas é cuidar-se dos direitos daqueles seres humanos a quem tudo devemos. São eles os responsáveis pelos ensinamentos que colhemos ao longo da vida e também pelas boas realizações do mundo e da humanidade. Então, o primeiro dever da sociedade é reconhecê-los como seres humanos dignos de todo o respeito e gratidão.
Os idosos possuem todos os direitos que a generalidade das pessoas detêm e mais alguns direitos específicos em razão da especial fase da vida em que se encontram. Isso porque a lei aumenta os cuidados com pessoas que merecem proteção especial em razão dos mais variados motivos e o atingimento dos sessenta anos de idade é um deles.
Por alcançar este tempo de vida, o idoso, além de prosseguir gozando de todos os direitos que já possuía, passa a ser titular de alguns outros. Exatamente aqueles que estão relacionados no Estatuto do Idoso.
Dentre os direitos específicos dos idosos podem-se relacionar o atendimento preferencial, imediato e individualizado junto a órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; o direito de ser bem cuidado e atendido por sua própria família, em detrimento à internação em asilos; o direito de receber pensão alimentícia de seus familiares e, na ausência destes, de ter suas necessidades básicas satisfeitas pelo Governo; o direito de receber do Poder Público, gratuitamente, medicamentos e outros recursos relativos ao tratamento de saúde; o direito de não ser discriminado nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade, dentre outros.
Mas o que pretendo registrar neste espaço é que a realização desses direitos depende de cada um de nós.
É respeitando a pessoa idosa na vida cotidiana, conferindo-lhe tratamento digno e valorização, outorgando-lhe prioridade na passagem, no ingresso em locais públicos e no transporte coletivo, no atendimento em instituições públicas e privadas, por exemplo, que se estará dando vida a esses direitos.
É dever de todos, igualmente, a não submissão das pessoas idosas a situações de constrangimento e a denúncia às autoridades de casos de abandono, abuso ou violência a que possam ser submetidas.
As pessoas idosas também possuem o direito de serem cuidadas e amadas, de se sentirem felizes e valorizadas.
Ao Estado, incumbe, ainda, assegurar-lhes tudo o que for necessário à sua preservação, à alimentação adequada, ao lazer, à educação, à previdência social, dentre outros.
Então, por constituírem deveres de justiça, de ética e de moral, além de obrigação legal e não por indulgência ou sentimentos análogos, incumbe a cada um e a todos o respeito, o cuidado e a asseguração dos direitos das pessoas idosas.
A materialização dos direitos dos idosos depende do cumprimento dos deveres impostos ao poder público e à sociedade. Levantemos, todos, pois, esta bandeira, porque é justa, legítima, ética, moral e também porque constitui dever de todos.
Por Marcelo Malizia Cabral
Fonte Espaço Vital
CONFIRA COMO ACERTAR AS CONTAS E FICAR EM DIA PARA AS COMPRAS DE FIM DE ANO
Muitas pessoas já começam a buscar meios de
regularizar as dívidas em atraso para voltar a ter acesso ao crédito até
dezembro
Falta
menos de três meses para o Natal e muitas pessoas já começam a redobrar a
atenção quanto às dívidas pendentes. A intenção? Regularizar as contas que
estão atrasadas e que motivaram a negativação do nome, para voltar a ter acesso
facilitado ao crédito para as compras das tradicionais festas de fim de ano.
Os
gastos na época não são poucos: além do presente para o amigo-secreto e para os
familiares na noite de Natal, muitas pessoas fazem questão de comprar roupas e
calçados novos, dar um trato no visual, renovar a decoração da casa e até mesmo
programar uma viagem.
Para
ajudar o consumidor que se encontra nesta situação, mas quer estar em dia com
finanças pessoais até o fim do ano, a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção
ao Crédito) reuniu algumas dicas e orientações que podem contribuir para
agilizar este processo.
Primeiramente,
identifique as contas em atraso, ou seja , o nome da empresa credora, o valor
da dívida pendente e há quanto tempo existe este débito. Segundo o diretor de
Sustentabilidade da Boa Vista SCPC, Fernando Cosenza, dessa forma é possível
tentar renegociar a dívida diretamente com o credor.
Diferentemente
do que muitas pessoas acham, não há a necessidade de se contratar uma empresa
ou uma pessoa que diga prestar serviço para regularizar as dívidas em atraso.
“Não é preciso contratar alguém para limpar o nome. Na verdade, se alguém
oferecer esta possibilidade é preciso desconfiar, pois pode ser algum tipo de
golpe. Quem tem dívida vencida deve buscar o credor para solucionar o
problema”, esclarece.
Outra
dica importante é deixar a vergonha de lado e enfrentar o problema de frente.
Segundo Cosenza, não há porque ter vergonha de estar com alguma dívida em
atraso, principalmente porque está decidido resolver esta pendência. Ter um
valor para sugerir como uma possível entrada ajuda muito neste processo, já que
o credor tem interesse em receber este valor pendente. A entrada é uma
demonstração de garantia de que, ao parcelar o valor restante, está disposto a
pagar.
Procure
organizar o seu orçamento e avaliar qual percentual deste orçamento pode ser
reservado como uma entrada para esta renegociação. É importante identificar
qual a sua capacidade para arcar com o parcelamento do resto da dívida que permanecerá
após a entrada. Concluída a renegociação, é importante ter condições de cumprir
com o acordado e pagar todas as parcelas, sem atrasos.
Por
InfoMoney
Fonte
MSN Dinheiro
DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ
Todo dia é dia de
café!
Pode reparar: quase
ninguém o dispensa! Seja um expresso ou aqueles mais elaborados, a bebida, que
desperta a paixão dos brasileiros.
O café é uma das bebidas mais consumidas no
mundo todo. No início, até o ano 1.000 d.C., o café, originário
da Etiópia, era usado somente para alimentar os rebanhos durante as longas
viagens. Como um estimulante. Conta uma lenda que um dia um pastor da Absínia (atual
Etiópia), chamado Kaldi, resolveu levar até um monge conhecido seu, o fruto de
uma planta que, segundo ele, deixava o rebanho alegre e disposto quando a
ingeriam.
O monge intrigado resolveu experimentar uma
infusão daqueles frutos amarelo-avermelhados e percebeu que realmente a infusão
dos frutos lhe ajudava a ficar mais tempo acordado durante suas meditações. A
partir daí o fruto começou a ser utilizado como alimento cru e estimulante, mas
ainda demoraria um pouco até que seu uso se disseminasse. Ninguém sabe se essa
lenda é verdadeira, mas o fato é que o café começou a ser cultivado pela
primeira vez em monastérios islâmicos no Yêmen, Península Arábica. Dali ele foi
levado até Constantinopla pelo Império Otomano, local onde foi fundada a
primeira cafeteria do mundo, chamada de Kiva Han. No século XIV, quando chegou
ao continente europeu, o café era chamado de “vinho da Arábia” pois os árabes
lhe chamavam de qahwa, que em sua língua significa “vinho”.
Mas o “café torrado como consumimos hoje, só
surgiu no século XVI. Não foi difícil a difusão do café no mundo árabe. Uma vez
que sua religião não permite o consumo de bebidas alcoólicas, o café passou a
ser consumido até mesmo nos cultos religiosos. Desta forma, foram surgindo
locais especializados em servir a bebida, principalmente na cidade de Meca,
onde logo foram surgindo inúmeras Kaveh Kanes, as primeiras cafeterias.
Mas, foram os holandeses os primeiros a
levar a planta até a Europa e a conseguir cultivar as primeiras mudas, vindas
de Mokha na Península Arábica, no jardim botânico de Amsterdã. Foram os
holandeses, também que levaram o café para a América do Norte, para a chamada
Nova Amsterdã (atual Nova York) e para a Filadélfia. A partir de então, o café se
alastrou para o resto do mundo. Primeiro para as colônias holandesas em Java,
depois, para Sumatra, e as ilhas francesas de Sandwich e Bourbon, até chegar ao
Brasil que se tornaria o maio produtor mundial de café e o segundo maior
consumidor.
E você, já tomou seu cafezinho hoje?
Fonte Mundo Interessante
DIREITO ROSA
O Direito à saúde da portadora de câncer
Em
alusão à campanha do Outubro Rosa, importante tecer algumas considerações
acerca dos direitos da paciente, consagrado no ordenamento jurídico pátrio pelo
art. 196 da Constituição Federal. Alguns dispositivos legais, embora não possam
resolver o estado de saúde da mulher, podem trazer alguma assistência no
momento de tanta dificuldade.
É
que portadores de qualquer tipo de neoplasia maligna – e não só o câncer de
mama, frise-se – gozam de determinados benefícios assegurados por lei, como
saque integral do FGTS, liberação do PIS/PASEP, benefícios médicos e
previdenciários, bem como isenções tributárias.
A
Lei Orgânica de Assistência Social nº 8.742/93 garante um salário-mínimo mensal
ao doente com deficiência física, incapacitado para o trabalho, ou ao idoso com
idade mínima de 65 anos que não exerça atividade remunerada e cuja renda mensal
familiar for inferior a 25%) do salário-mínimo.
A
Previdência Social, por sua vez, dá direito ao beneficiário inscrito no INSS a
requerer auxílio-doença quando temporariamente incapaz para o trabalho e
aposentadoria por invalidez caso o doente não esteja sujeito à reabilitação
para o exercício de atividade que lhe garanta o sustento próprio e de sua
família.
Ademais,
sobre os rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, bem com
complementações, não incidem de Imposto sobre a Renda, conforme Lei nº 7.713/88
e há isenção de pagamentos de impostos como ICMS, IPI e IPVA na compra de
carros adaptados.
O
direito à saúde é assegurado pelo fornecimento de tratamento pelo Sistema Único
de Saúde (SUS), no prazo de 60 dias contados após o diagnóstico apontado no
laudo patológico, conforme dispõe a Lei nº 12.732/12 (conhecida como Lei dos 60
Dias) e regulamentada pela Portaria do Ministério da Saúde nº 1.220/14.
O
SUS concede também o direito à realização do exame de mamografia às mulheres
com idade a partir dos 40 anos e à cirurgia de reconstrução da mama em casos de
mutilação decorrentes do tratamento do câncer.
O
que muita gente não sabe é que pacientes com câncer possuem direito à quitação
do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), desde que a
doença tenha se manifestado após a assinatura do contrato de compra. Trata-se
de seguro obrigatório pago juntamente com as parcelas de quitação em casos de
aposentadoria por invalidez ou morte do contratante.
Por
Kaline Michels Boteon
Fonte
JusBrasil Notícias
CHECKLISTS
Sua vida está uma confusão e você não sabe por onde começar a arrumar? Tente uma lista de prioridades
A ideia de fazer listas escritas de tarefas, que os anglo-saxões chamam de checklists, existe há séculos. Uma receita de bolo é, no fundo, uma sequência de procedimentos a realizar. Sem lista não seria possível controlar missões complexas como levar uma nave à Lua, fabricar um automóvel ou pilotar um avião. A novidade captada por pesquisas recentes é que as listas podem ser úteis numa gama muito maior de situações – sobretudo na vida prática. No mundo moderno, qualquer pessoa realiza tarefas complexas ou lida com um número exagerado de tarefas todos os dias. “As listas são simples e acessíveis. Podem contribuir com melhorias impressionantes em qualquer área”, afirma Atul Gawande, autor de Checklist – Como fazer as coisas bem feitas. O livro inclui uma série de exemplos de aplicação de listas em várias áreas de atividade. Gawande diz que a vida se tornou muito complexa e que é praticamente impossível tomar decisões e realizar tarefas sem algum tipo de controle ou de ajuda. A memória não dá mais conta.
A eficácia de uma lista baseia-se em dois elementos: o conhecimento acumulado de quem a organiza e a simplicidade, que permite que ela seja entendida por qualquer um. Dentro desses limites, há uma enorme variedade de modelos e aplicações. Cada pessoa tem um jeito de fazer listas e alguns podem ser bem inusitados.
A grande preocupação dos defensores das listas é evitar erros. Eles fazem distinção entre erros de ignorância (que acontecem porque não sabemos fazer algo) e erros de inépcia (que ocorrem quando não fazemos bom uso do conhecimento que temos). Gawande acredita que, na maior parte das vezes, as falhas são do segundo tipo e, portanto, evitáveis. “Os erros ocorrem não por falta de esforço das pessoas, mas apesar de todo esforço que fazem e de todo o preparo que têm”, diz ele. Ele defende as listas de checagem para tarefas de alta complexidade, em qualquer área, inclusive no cotidiano de um executivo ou de uma mãe com tripla jornada. “Criar filhos é uma das atividades mais complicadas da vida moderna”, diz ele.
A necessidade de listas criou mercado para um novo tipo de profissional. São organizadores de rotinas, também chamados pela expressão em inglês personal organizers. Isso não quer dizer ficar neurótico ou escravo. Elas ajudam a eleger prioridades, mas devem ser flexíveis. “A lista existe para lembrar, não para obrigar”.
Por Flávia Yuri & Alexandre Melo
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
DEZ ARMADILHAS MENTAIS QUE ATRAPALHAM A TOMADA DE DECISÃO
Que
o ser humano não é completamente racional não é novidade para ninguém. Mas o
surpreendente é que cometemos equívocos de pensamento mesmo quando acreditamos
que estamos usando a lógica.
Essas
escorregadas são a matéria-prima do livro A Arte de Pensar Claramente, escrito por Rolf Dobelli, ex-executivo do
grupo suíço de aviação Swissair, cofundador da empresa Getabstract,
especializada em resumos de livros, e criador do Zurich Minds, organização sem
fins lucrativos que visa discutir novas ideias nos campos da ciência, arte e
negócios.
Partindo
de episódios cotidianos, pesquisas científicas e estudos psicológicos, o autor
mostra que, ao usar o senso comum, as pessoas cometem erros de decisão sem nem
mesmo perceber.
Para
melhorar o raciocínio lógico e a tomada de decisões, Rolf nada contra a
corrente (inclusive de uma de suas empresas) e afirma que é necessário aumentar
o contato com textos longos — dos livros, principalmente. “Sou contra notícias
superficiais, não leio jornal e não me faz falta”, diz o autor. “Além de nos
dar uma noção equivocada dos riscos, as notícias curtas nos fazem acreditar que
entendemos o mundo, e o fato é que não entendemos.”
A
seguir, descubra quais são os dez erros de raciocínio mais recorrentes, de
acordo com Rolf, e saiba o que fazer para não cometê-los.
Como se proteger de deslizes na hora de fazer escolhas
1 - Ter excesso de confiança
O
conhecimento e a capacidade de prognosticar costumam ser superestimados pelas
pessoas. A maneira mais comum para testar o chamado efeito de excesso de
confiança, abordado pela primeira vez pelos pesquisadores Marc Alpert e Howard
Raiffa, era por meio de jogos de adivinhação, perguntando às pessoas quanto
estavam seguras em relação a uma opinião específica ou às respostas que davam.
Elas
erravam muito mais do que acreditavam — ainda mais se fossem especialistas. O
ceticismo é a arma contra essa armadilha. Duvidar das próprias projeções e
pensar em cenários pessimistas é importante para decidir melhor.
2- Iludir-se com a fama
Sofremos
a ilusão do corpo de nadador. A expressão é de Nassim Taleb, autor de A Lógica
do Cisne Negro. Ele decidiu nadar duas vezes por semana com a ilusão de que
ficaria com a silhueta semelhante à dos profissionais.
Mas
notou que os atletas não têm esse físico por ser bons nadadores: nadam bem
porque têm corpo adaptável ao esporte. O mesmo pode ser aplicado à Universidade
Harvard.
Muitos
profissionais bem-sucedidos estudaram lá. Isso significa que é uma boa escola?
Não. Apenas que recruta os melhores alunos. Para qualquer projeto que exija
esforço, analise seu perfil e seja bastante sincero antes de pular na piscina.
3 - Acreditar na unanimidade
Em 1950, o psicólogo Solomon Ash comprovou
como a pressão do grupo desvirtua o bom senso. Uma pessoa avaliava o tamanho de
algumas linhas.
Quando
estava sozinha, costumava acertar. Mas, quando dividia a sala com um ator que
respondia errado de propósito, tinha mais propensão a errar. Em 30% dos casos,
a pessoa avaliada creditava a resposta equivocada. É uma fragilidade que requer
atenção: desconfie das unanimidades.
4 - Só enxergar os sucessos
O
chamado “viés de sobrevivência” é, de acordo com o autor, o fato de que os
seres humanos superestimam sistematicamente a probabilidade de sucesso.
Como
o sucesso produz maior visibilidade do que o fracasso, tendemos a olhar mais
para as histórias que deram certo e menos para projetos, investimentos e
carreiras que não decolaram.
Um
escritor de sucesso, por exemplo, é um em meio a centenas de autores que nunca
conseguiram publicar um livro. A maneira correta de encarar a realidade é
conhecer projetos, empresas e produtos que deram errado.
5 - Sentir medo das autoridades
É
comum acreditar que desobedecer às autoridades pode ser perigoso. Mas, para
Rolf, os líderes também erram. O que não pode ser feito é levar o pensamento a
um nível inferior para não contrariar o chefe ou por temê-lo.
Isso
faz com que as pessoas obedeçam a ordens esdrúxulas. Mantenha-se crítico e
desafie quem, teoricamente, sabe mais. Isso aumenta a liberdade e a
autoconfiança.
6 - Achar que, se não aconteceu, nunca vai acontecer
Esse
pensamento é chamado de “viés de disponibilidade” e ocorre, por exemplo, quando
alguém pensa que, se conhece uma pessoa que sempre fumou e morreu aos 100 anos,
o cigarro não é tão prejudicial.
É
um engano perigoso, pois cria um falso mapa de riscos mental. Foge disso quem
convive com pessoas que têm opiniões e estilos de vida diferentes: a
diversidade funciona como um escudo.
7 - Ficar preso à reciprocidade
A
reciprocidade se resume a ajudar o outro porque ele o ajudou. O cientista
Robert Cialdini, que pesquisou o assunto, constatou que o ser humano não gosta
de se sentir culpado.
Por
isso, fica pressionado a retribuir e pode misturar as relações, como favorecer
um cliente que ofereceu ingressos para o futebol. A melhor estratégia é recusar
presentes e favores.
8 - Pensar que muito esforço significa bons resultados
Quando
alguém dedica muita energia a uma tarefa, tende a superestimar os resultados. O
nome disso é justificativa do esforço. Cursos de MBA usam essa estratégia
deixando os alunos atarefados em excesso e tão exaustos que, no futuro, vão
pensar que a qualificação foi essencial para a carreira — mesmo que não seja
verdade.
Sempre
que investir em algo que demandou esforço, examine friamente o resultado — e
apenas o resultado.
9 - Não largar uma ideia ruim
Muitos
profissionais não desistem de projetos fadados ao fracasso apenas porque já
gastaram tempo demais em cima daquela ideia. É a falácia do custo
irrecuperável. Isso atinge as pessoas fora do ambiente de trabalho, em planos
que demandaram investimento de tempo, energia e dinheiro.
Quanto
mais se gastou, maior a pressão interna para não desistir. O problema é que se
anda em círculos: o projeto ruim não abre espaço para um novo projeto melhor.
Na hora de continuar ou não com algo, não importa o que já se investiu, mas
qual é a estimativa de futuro.
10 - Sentir-se tranquilo porque está bem informado
Há
hoje a sensação de que, quanto mais informação disponível, melhores as decisões
tomadas. Segundo Rolf, isso é falso. O argumento do autor é o seguinte: se as
centenas de milhares de economistas do mundo com pilhas de relatórios, estudos
e levantamentos não conseguiram prever a crise financeira de 2008 que assolou
os Estados Unidos e a Europa, informação não é tudo.
Moral da história:
não se sinta seguro porque está com todos os dados em mãos nem perca tempo
tentando reuni-los. Preste atenção nos fatos presentes na hora de tomar uma
decisão.
Por
Dalen Jacomino
Fonte
Exame.com
VEJA DICAS PARA MANTER A PRODUTIVIDADE TRABALHANDO EM CASA
Não só de flores vive aquele que pratica o home-office
Nos
dias de hoje, trabalhar em casa tem sido uma prática cada vez mais comum no
mundo dos negócios. O funcionário foge do trânsito, faz seu próprio horário e
se comunica com os colegas de trabalho por meio da internet. No entanto, não só
de flores vive aquele que pratica o home-office: há muitos pontos negativos
nesse tipo de trabalho.
Confira
algumas dicas para que seu trabalho não seja prejudicado pela sua rotina em
casa e para que o contrário também não aconteça:
1. Separe a sua casa do seu trabalho
Separe
um espaço para montar a infra-estrutura do seu escritório. Pegar o notebook no
colo e ir a qualquer canto da casa pode atrapalhar no seu rendimento. Saiba
separar o espaço certo para cada atividade.
2. Mesmo em casa, bata cartão
Estabeleça
um horário e cumpra esse compromisso. Só assim, você conseguirá manter-se
dentro da linha entre o limite e a disciplina, nãon fazendo horas extras à toa
e não esquecendo dos compromissos do trabalho por conta de outros relacionados
à sua vida pessoal.
3. Troque de roupa
Tudo
bem que você não será visto por seus colegas de trabalho - a menos que use
teleconferências no Skype ou algo do tipo -, mas procure não trabalhar de
pijama. Isso ajuda a convencer a mente de que o momento é de trabalho e não de
lazer.
4. Feche a porta e fique sozinho
Se
tiver um escritório próprio, feche a porta. Se morar com mais alguém, explique
que esse é seu horário de trabalho e exija respeito quanto a isso.
5. Tenha uma boa cadeira
Também
em casa é necessário manter a postura na hora de trabalhar. Afinal, o seu corpo
não perdoará se ficar por horas e horas em uma posição não adequada.
6. Anote, não corra para o computador
Teve
aquela ideia espetacular de madrugada? Evite a ida ao seu escritório particular
fora do horário de expediente. Anote e faça o trabalho no horário de trabalho.
7. Cuidado com as distrações
Tenha
controle sobre o tempo que é gasto com distrações. Pausas são necessárias, mas
não podem ser longas demais ou acontecer repetidas vezes. Procure lembrar que,
na escola, você também tinha aulas e intervalos em horários definidos.
8. Exceções não são regras
Não
esqueça de que sua vida profissional não pode ultrapassar o limite e coordenar
as tarefas da sua vida pessoal. Cuide de si mesmo, fique com a família e com os
amigos. Jamais faça do horário extra uma obrigação diária.
9. Tenha dois telefones
Um
boa forma de separar a sua vida pessoal da profissional é tendo dois telefones.
Depois do horário destinado ao seu expediente, desligue o telefone
profissional. Você não precisará dele até o momento de começar a trabalhar
novamente.
10. Saia de casa
Com
responsabilidade e organização, saia de casa e socialize com as pessoas ao seu
redor. Evite transformar sua casa em uma prisão de onde você não sai nem para
trabalhar e nem para se divertir.
Fonte
Terra
4 DICAS DA NEUROCIÊNCIA PARA APRENDER UMA LÍNGUA MAIS RÁPIDO
Neurocientista compartilha lições valiosas para
acelerar o seu domínio de um idioma
Você gosta de dizer que seu inglês é avançado, mas lá
no fundo sabe que o seu nível não passa do intermediário?
Saiba
que você não está sozinho. A desaceleração do aprendizado de uma língua
estrangeira, até o ponto em que o estudante estaciona num patamar mediano, tem
até nome: “platô intermediário”.
Conhecido
de muitos alunos e professores de idiomas, o fenômeno é extremamente comum no
Brasil. E a razão pela qual tantas pessoas chegam a esse ponto de estagnação
tem a ver com questões emocionais, diz a neurocientista Carla Tieppo,
professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
“Em
geral, somos muito sensíveis a críticas à nossa forma de falar uma língua
estrangeira”, explica ela. “Se, no início do processo de aprendizado, a pessoa
se deparou com um professor que fez uma certa expressão facial quando ela pronunciou
algo errado, ou fez uma correção sem muito tato, isso pode deixar marcas na
relação dela com o idioma”.
Embora
profundamente ligado às emoções, o processo também depende fortemente dos seus
recursos cognitivos - o que não significa que conquistar a fluência dependa
apenas do grau de inteligência verbal de cada um.
Por que algumas pessoas têm mais facilidade com
idiomas?
Segundo
a professora Carla, a velocidade com que cada indivíduo adquire domínio sobre
uma língua está atrelada a múltiplos fatores.
Um
deles é a disposição psicológica para o aprendizado. Você pode, por exemplo,
deixar que esse processo seja contaminado pela vergonha e pelo medo da
exposição. Uma outra postura, mais produtiva, seria estar aberto à tentativa e
ao erro, sem impor a si próprio a obrigação de dominar tudo de cara.
Quem
tem mais facilidade para línguas costuma ter muita curiosidade e enxergar o
aprendizado como um desafio, e não como um teste.
Também
é preciso mencionar o papel das habilidades cognitivas de cada pessoa. A
professora Carla destaca a chamada “memória de trabalho”, uma espécie de
memória RAM do cérebro.
Como
a comparação sugere, trata-se do componente cognitivo que permite processar
vários níveis de informação ao mesmo tempo - no caso, dominar simultaneamente
pronúncia, significado e regras gramaticais enquanto você se expressa. Quem tem
habilidade com esse tipo de “malabarismo” de dados normalmente se sai melhor
com idiomas.
Dito
isso, as variáveis envolvidas nesse processo ainda não são totalmente
conhecidas e continuam intrigando os cientistas.
Basta estudar as regras?
O
húngaro Balázs Csigi, fluente em 7 línguas, defende que o processo de
aprendizagem pode ser facilitado se o estudante fizer uma imersão na cultura do
país que fala o idioma estudado.
“Memorizar
palavras não é uma opção se você quer alcançar a excelência”, escreve o
poliglota em artigo para o site Business Insider. “Em vez de aprender pela
repetição, você precisa ir além da superfície e desvelar a cultura escondida
atrás de cada palavra e expressão”.
Para
justificar sua tese, o húngaro analisa o sentido da palavra inglesa
“reasonable”, muito usada em expressões como “reasonable guy”, “reasonable
time” ou “reasonable request”. Em português, o termo equivalente seria
"razoável" ou “sensato”, mas é bem menos empregado do que em inglês.
A
razão é cultural. Segundo Csigi, o uso frequente de “reasonable”, adjetivo que
se origina de “reason”, tem a ver com a admiração da sociedade anglo-saxônica
por conceitos como razão, ciência, lógica e senso comum.
Para
assimilar essa ou qualquer outra palavra, diz ele, é preciso entender seu
significado mais profundo para os povos que a empregam. Daí a importância de se
estudar a cultura paralelamente às regras gramaticais e lexicais, e assim dar
um salto no seu aprendizado.
Como dominar uma língua mais rápido?
Com
base em conceitos e estudos da neurociência, é possível chegar a alguns
conselhos práticos para acelerar o processo de aquisição de uma língua.
Veja a seguir 4 deles:
1. Insira seu aprendizado em um contexto
Imagine
que você deva dizer em francês a frase “Preciso de um telefone com urgência” em
duas situações diferentes: na sala de aula, durante um exercício oral, ou no
meio de uma rua escura em Paris, após ter perdido os seus documentos. Em qual
momento você exigirá mais do seu cérebro?
A
resposta é óbvia. “Quanto maior for a necessidade de compreender uma língua ou
se expressar nela, mais veloz será o aprendizado”, diz Carla. É por isso que
tantas pessoas se desenvolvem rapidamente num idioma quando moram no exterior.
A vida real é muito mais exigente do que as simulações: ou você aprende, ou não
sobrevive.
Mas
você não precisa necessariamente morar em outro país para ganhar fluência.
Basta buscar contexto e necessidade para o aprendizado. Os videogames com áudio
em inglês, por exemplo, são um ótimo recurso para esse fim. “Você precisa
compreender o que está sendo dito para passar para a próxima fase e continuar
jogando", afirma a professora da Santa Casa. "Isso traz um estímulo
muito mais poderoso do que um exercício isolado na lousa”.
2. Assista a um mesmo filme estrangeiro 3 vezes
Outro
método simples para impulsionar o seu aprendizado é ver três vezes um filme
falado na língua que você está estudando. Na primeira, habilite as legendas em
português. Na semana seguinte, veja tudo com legendas no idioma estrangeiro. Na
terceira e última vez, dê o play no vídeo sem legendas.
Segundo
Carla, essa é uma forma interessante de melhorar o seu processamento auditivo.
Na terceira vez que assistir ao filme, sem legendas, você já conhecerá a história
e talvez se lembre de vários diálogos.
Assim,
você fará associações entre forma, som e significado, além de treinar o
reconhecimento de várias palavras no outro idioma.
3. Ouça (muita) música
Este
conselho vale especialmente para quem já teve contato com a língua estudada por
meio de canções.
Você
adora um determinado artista que canta em francês, espanhol ou inglês, por
exemplo? Ao ouvi-lo - especialmente se tiver a letra da música em mãos - é
provável que você tente compreender o que ele canta.
Está
aí a grande contribuição da música estrangeira para o estudo de línguas, diz
Carla. “A perspectiva de finalmente entender uma letra que você nunca entendeu
traz muita motivação, que é uma condição básica para o aprendizado”, explica a
especialista.
4. Use expressões na outra língua tanto quanto puder
Outra
dica da neurocientista é empregar o idioma estrangeiro com a maior frequência
possível na sua rotina - mesmo que seja entre frases em português.
De
acordo com Carla, quanto mais você usar a língua em situações do dia a dia,
mais rápido irá incorporá-la ao seu repertório - até o ponto em que as palavras
sairão automaticamente da sua boca diante de cada acontecimento.
“Se
você acha pedante dizer palavras estrangeiras no meio de uma conversa com outro
brasileiro, pelo menos faça o exercício mentalmente”, diz a professora. “Ainda
assim, falar em voz alta é mais aconselhável, porque permite ouvir a sua
própria pronúncia e corrigi-la gradativamente”.
Por
Claudia Gasparini
Fonte
Exame.com
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