segunda-feira, 20 de abril de 2026

ACABOU O FIM DE SEMANA


ATÉ QUEM JÁ MORREU DEVE DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA

Bens devem ser declarados como espólio até o término do inventário

A morte de um ente é sempre uma situação delicada. Para além do envolvimento emocional, a questão da partilha costuma levar tempo. Sob o aspecto tributário, fica a dúvida: como declarar os bens deixados por parentes que faleceram? Segundo a Receita Federal, é necessária a entrega da declaração de Imposto de Renda em nome do falecido enquanto o inventário não for concluído. Caso isso não seja feito, os herdeiros podem ser obrigados a arcar com juros e multa com o dinheiro do espólio.
O prazo para abrir inventário é de 60 dias a partir do dia em que a pessoa morre. Do contrário, haverá a cobrança de multa fiscal. O inventário é um processo que formaliza a transferência do patrimônio. Nesse momento, são apuradas as dívidas, rendimentos e bens que o falecido deixou. Se não existir testamento e houver consenso entre os herdeiros, pode ser feita uma partilha por escritura pública lavrada em cartório. Isso só é possível, porém, se todos os envolvidos forem maiores de idade e contarem com a assistência de um advogado.
Esse processo é muito mais ágil, permitindo a conclusão da partilha de um dia para o outro. Mas caso a divisão envolva menores de idade ou herdeiros em desacordo, será necessário abandonar a via administrativa e partir para um inventário judicial. Quem baterá o martelo sobre a distribuição dos bens será um juiz da vara familiar.
Filhos não reconhecidos, descoberta de outras fontes de rendimento, divergências entre as partes. Quanto mais variáveis envolvidas, maior a chance do processo se arrastar na Justiça. Até mesmo quando há consenso, o inventário judicial não costuma ser concluído em menos de um ano. As formalidades são muitas, e há processos que levam mais de uma década para ser concluídos.
Ao longo deste tempo, uma pessoa ficará incumbida de responder legalmente pelos bens. Apontado pelos herdeiros em consenso, ou mesmo designado pelo juiz, o chamado inventariante representará o espólio (herança) em juízo. Normalmente, o papel fica para o cônjuge ou um dos filhos.
Saber em que pé anda este processo é essencial para não errar na hora de declarar os bens de quem faleceu. Isso porque enquanto o inventário estiver aberto, a declaração de rendimentos deverá ser apresentada em nome do contribuinte falecido, com todos os bens e fontes de renda indicados segundo as mesmas regras que eram seguidas em vida.
Serão duas as possibilidades de prestar contas ao Fisco: por meio da declaração inicial e intermediária de espólio, feita do ano em que o indivíduo faleceu até a partilha ser decidida judicialmente, e por meio da declaração final de espólio, obrigatória quando os bens forem enfim divididos legalmente entre os herdeiros.
Veja como proceder em cada situação:

Declaração inicial e intermediária de espólio
Para a Receita, a pessoa física não deixa de existir depois da sua morte - ela continua a entregar a declaração por meio do seu espólio, seu conjunto de bens, direitos e obrigações tributárias.
Até que a partilha seja homologada judicialmente, as declarações são feitas exatamente da mesma forma que seriam se o contribuinte estivesse vivo, seja com relação às deduções legais possíveis, seja com relação aos rendimentos próprios e bens existentes que constarem no inventário, como imóveis, carros e ações.
A diferença é que a condição do contribuinte será apontada na sua ficha de Identificação. No campo “Natureza da Ocupação”, será necessário selecionar o código “81 - Espólio”. Além disso, o inventariante também deverá ser informado à Receita através do preenchimento da ficha “Espólio”, no canto esquerdo da tela, onde serão submetidos seu nome, CPF e endereço.
Enquanto o inventário não acabar, eventuais fontes de renda, como aluguéis, serão do espólio. Nesse meio tempo, o inventariante depositará os rendimentos na conta do contribuinte falecido, que permanecerá ativa até que o inventário seja concluído. Às vezes e especialmente em casos consensuais, o juiz autoriza a movimentação da conta com um alvará, mas essa não é a regra.
Vale lembrar que 50% dos bens comuns com o cônjuge devem constar na declaração de espólio. O viúvo poderá optar por tributar 50% dos rendimentos decorrentes na sua declaração ou a totalidade destes ganhos em nome do cônjuge falecido.
Se o contribuinte que morreu dever impostos à Receita, o tributo deverá ser pago com os recursos do espólio. Caso ele não tenha deixado bens ou fontes de renda, cônjuge e dependentes não responderão pela dívida. Neste caso, a orientação é que ele tenha o CPF cancelado. A solicitação poderá ser feita nas unidades locais da Secretaria da Receita Federal.
Para os herdeiros, a regra é simples: enquanto o inventário estiver em aberto, nenhum novo bem entrará em suas declarações de ajuste anual.

Declaração final de espólio
Aos olhos do Fisco, a responsabilidade tributária da pessoa física só é extinta depois que sair a decisão judicial sobre o inventário ou for lavrada a escritura pública da partilha. A partir daí, será preciso entregar a declaração final de espólio.
O formulário pode ser acessado na tela inicial do programa da Receita. Ao invés de escolher a “Declaração de Ajuste Anual”, será preciso selecionar a “Declaração de Final de Espólio”, preenchendo o nome e CPF do contribuinte que morreu. O prazo para entregar a declaração final de espólio será o último dia útil do mês de abril do ano seguinte ao da partilha. O pagamento do imposto apurado também deverá ser quitado dentro desse mesmo período, com os recursos do espólio. Não existe possibilidade de parcelamento.
Os detalhes do inventário deverão ser preenchidos na ficha “Espólio”, onde devem constar o nome, CPF e endereço do inventariante. Todos os bens e direitos divididos entre os beneficiários também devem ser detalhados. As informações precisam ser lançadas, discriminadamente, na ficha “Bens e Direitos”.
No item “Situação na Data da Partilha”, será repetido o valor que já era informado em vida pelo contribuinte. Esse é o preço que foi pago no momento da aquisição do bem. Já no item “Valor de Transferência”, deverá ser lançado o valor pelo qual o bem será incluído na declaração do beneficiário. A decisão de manter ou alterar essa informação cabe a cada um dos herdeiros.
Estarão sujeitas à apuração de ganho de capital - com alíquota de 15% e cálculo do IR devido pelo programa GCap - todas as operações que registrarem mudanças de valor nesses dois campos. Nesse caso, o pagamento do tributo deve sair do espólio.
Para o herdeiro, o patrimônio que for incorporado à sua declaração ganhará o tratamento de um bem “novo”. Logo, eventuais isenções a que o contribuinte falecido tinha direito serão perdidas. Por isso, o melhor é lançar no campo “Valor de Transferência” o preço “atualizado” de um imóvel, como se fosse uma transação de venda.
Para imóveis adquiridos de 1969 a 88, são concedidos descontos sobre o lucro na alienação. Aqueles que tiverem sido comprados antes de 1969 gozam de isenção total sobre ganho de capital. Sobre qualquer valorização registrada neste caso, não haverá incidência alguma de IR devido. Logo, se o imóvel era declarado por 100.000 reais (“Situação na Data da Partilha”) e passa a ser indicado por 1.000.000 de reais (“Valor de Transferência”), o novo dono poderá incluir o bem na sua declaração pelo que seria seu último preço de custo. Quando eventualmente se desfizer do imóvel, irá pagar menos IR sobre a venda.
Caso repita o mesmo valor que era declarado no formulário do contribuinte falecido e venda o bem por 1 milhão de reais mais tarde, esse indivíduo pagará 15% sobre o ganho de 900.000 reais, devendo nada menos que 135.000 reais à Receita.
Por Marcela Ayres
Fonte Exame.com

TRABALHO EXCESSIVO: 6 SINAIS DE QUE VOCÊ PASSOU DOS LIMITES

É importante saber traçar um limite entre a dedicação e o excesso de trabalho: a linha é tênue e pode acabar prejudicando sua vida pessoal

O excesso de trabalho pode prejudicar a pessoa de diversas maneiras – desde problemas pessoais, quanto de saúde

Numa época em que a cultura dos negócios é extremamente competitiva e online, algumas qualidades tais como comprometimento e dedicação são cada vez mais procuradas em empregados. De fato, o amor pelo trabalho, o interesse em desenvolver conteúdo para a empresa e a pró-atividade são comportamentos esperados em todo e qualquer funcionário, isso já sabemos. No entanto, é importante que nós saibamos, cada vez mais, traçar uma linha entre a dedicação e o excesso: e ela é tênue.
O excesso de trabalho pode prejudicar a pessoa de diversas maneiras – desde problemas na vida pessoal, quanto de saúde. Ninguém nasceu, afinal, para ser escravo de uma profissão ou companhia – por mais que gostamos do que fazemos. A pausa, afinal, se faz necessária (inclusive para melhor produtividade). Isso não é papo para boi dormir!
Nesse sentido, o site Entrepreneur reuniu alguns sinais fáceis de serem detectados para você perceber se está ultrapassando esses limites (ou deixando que seus funcionários façam isso, por exemplo). Fique de olho:

1. Tempo, que tempo?
Quando o termo “tempo livre” se torna um acontecimento desconhecido na sua vida, é melhor você parar. Pelo menos que seja para refletir um pouco. Tudo bem, você deve se sentir envolvido com seu trabalho, mas deixar-se consumir pelos compromissos profissionais é algo totalmente diferente.
Se você não tem “tempo pra nada”, se não consegue se lembrar da última vez que pode encontrar com sua família ou seus amigos, se você não consegue ler um livro, assistir a um bom filme, relaxar, viajar... Bem, você tem aí uma GRANDE dica de que as coisas não vão bem – e que é mais do que hora de procurar equilibrar sua agenda. Você precisa e tem uma vida lá fora.

2. Burro de carga
Você tem a sensação de que está carregando todo o peso do mundo nas costas. Então, quando observa suas qualidades e defeitos percebe que é muito perfeccionista, que tem uma necessidade natural de “abraçar o mundo”, nunca satisfeito com que é realizado (já que não está perfeito...). Percebe? Esta tendência poderia ser uma ferramenta para você, se não fosse tão pronunciada, se não causasse o extremo oposto.
Carregar todos os problemas nos próprios ombros só vai te causar ainda mais problemas! Você não é um super-herói, não pode fazer tudo sozinho. Por isso, entregue, confie, saiba trabalhar em equipe. E isso é ainda mais importante para as pessoas que são líderes ou chefes na empresa. Se você paga uma equipe para realizar o trabalho, deve aprender a confiar nessas pessoas.

3. Cadê seus sonhos?
Você pensa em um sonho na sua vida. Depois em outro. E outro. Melhor, faça uma lista. Fez? Perceba quantos de seus objetivos e metas de curto, médio e longo prazo estão relacionados ao trabalho. Claro que é admirável que você tenha aspirações profissionais, mas é interessante que sua família, seu cachorro, seus amigos, você também tenham prioridade nas suas metas! Seja altruísta, afinal.
O futuro deve refletir mais do que, simplesmente, alcançar bons resultados na carreira. Quando alguém te pergunta se você possui sonhos futuros e suas únicas respostas são relacionadas à profissão... Bem, você está, obviamente, se doando em demasiado ao trabalho.

4. A cabeça no escritório
Você pode até sair da empresa, mas a empresa não sai de você? Claramente, é um sinal de que está exagerando na dose! Claro que existem situações especiais que nos fazem levar dever de casa extra para casa, mas não é sempre que essa obsessão por entregar resultados deve te perseguir para fora do trabalho.

Se sua cabeça ou seu corpo estão sempre trabalhando – mesmo em casa ou no bar com os amigos – você está recebendo sinais físicos de que ultrapassou a linha do saudável e aceitável.

5. Papo chato
Quando você só sabe falar sobre o trabalho... Ah! Como essas pessoas são chatas, não? Então, se vigie – você não quer se tornar aquela pessoa que todo mundo evita nas festas, certo? É claro que, vez ou outra, você pode e deve falar sobre sua profissão, sobre seus feitos e cases de sucesso dos quais se orgulha. Mas, como estamos vendo, tudo tem limite. E se você é um desses chatos, deve tentar mudar a partir de agora. Deixe o trabalho para trás um pouco e seja uma pessoa interessante!

6. Meu trabalho, minha vida
Se você é daqueles profissionais que têm a vida inteira impactada (e vive por conta) do trabalho, nem é preciso dizer que está fazendo errado, certo? Tome cuidado sobre o quanto você deixa que sua carreira diga aos outros quem você é, o quanto isso te define. Seus interesses não devem estar todos ligados ao que você quer alcançar profissionalmente: seus hobbies e atividades fora da empresa devem te trazer prazer, por exemplo, e não devem ser determinadas pela vida profissional.
Atenção! Se suas decisões são sempre voltadas para a sua carreira, se suas reações dependem de como isso influenciaria na sua vida profissional, é hora de revisitar o quanto você precisa e quer se doar ao trabalho. Lembre-se de que viver é muito mais que isso.

Fonte Economia - iG 

INICIA-SE MAIS UMA SEMANA

domingo, 19 de abril de 2026

SETE LEIS DA SINCRONICIDADE PARA COMEÇAR A VER A MÁGICA DA VIDA


1. Seu espírito é um campo de possibilidades infinitas que conecta tudo o mais. Esta frase resume a totalidade do que estou expondo. Se você esquecer tudo o mais, lembre-se apenas disso.

2. Seu diálogo interno reflete seu poder interno.
O diálogo interno das pessoas auto- realizadas pode ser descrito assim: é imune a críticas; não tem apego aos resultados; não tem interesse em obter poder sobre os outros; não tem medo. Isso porque o ponto de referência é interno, não externo.

3. Suas intenções têm poder infinito de organização.
Se a sua intenção vem do nível do silêncio, do espírito, ela traz em si os mecanismos para se concretizar.

4. Relacionamentos são a coisa mais importante na sua vida.
Alimentar os relacionamentos é tudo o que importa. As relações são cármicas e quem nós amamos ou odiamos é o espelho de nós mesmos: queremos mais daquelas qualidades que vemos em quem amamos e menos daquelas que identificamos em quem odiamos.

5. Você sabe como atravessar turbulências emocionais.
Para chegar ao espírito é preciso ter sobriedade. Não dá para nutrir sentimentos como hostilidade, ciúme, medo, culpa, depressão. Essas são emoções tóxicas. Importante: onde há prazer, há a semente da dor, e vice-versa. O segredo é o movimento: não ficar preso na dor, nem no prazer (que então vira vício). Não se deve reprimir ou evitar a dor, mas tomar responsabilidade sobre ela;

6. Você abraça o feminino e o masculino em si.
Esta é a dança cósmica, acontecendo no seu próprio eu.
A energia masculina: poder, conquista, decisão. A energia feminina: beleza, intuição, cuidado, afeto, sabedoria. Num nível mais profundo, a energia masculina cria, destrói, renova. A energia feminina é puro silêncio, pura intenção, pura sabedoria.

7. Você está alerta para a conspirações das improbabilidades.
Tudo o que lhe acontece de diferente na vida é carmico. É, portanto, um sinal de que pode aprender alguma coisa com essa experiência. Em toda adversidade há a semente da oportunidade.
Por Deepak Chopra

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

THE WORKING WEEK

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

DIA DE SANTO EXPEDITO - É PARA HOJE!

Por Tulio Fagim Visual Artist 

Santo Expedito é sempre invocado nos casos que exigem solução imediata, nos negócios urgentes, e que qualquer demora poderia causar grande prejuízo.  
 

DEUS É UMA FREQUÊNCIA. SINTONIZE

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

sexta-feira, 17 de abril de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

quinta-feira, 16 de abril de 2026

MUITO PRAZER, EU SOU CRÉDITO. MAS PODE ME CHAMAR DE DÍVIDA


Uma das facilidades proporcionadas pela Internet é a possibilidade de realização de operações bancárias sem ter que se deslocar à agência. Essa facilidade, no entanto, priva o banco de poder oferecer, de modo imediato (por exemplo, por meio de afixação de cartazes junto à boca do caixa onde você iria pagar uma conta), alguns de seus serviços mais lucrativos (obviamente para eles, bancos), como títulos de capitalização, empréstimos pessoais e seguros (que, na maioria dos casos, são desnecessários e inadequados ao seu perfil econômico).
Para compensar essa perda, o que o banco faz? Se você não vai ao banco, o banco vai até você! Exemplo prático que ocorreu comigo recentemente – e que talvez possa também ter ocorrido com você: ao acessar a minha conta bancária via Internet Banking, a primeira e “vistosa” mensagem que apareceu na tela do meu computador tinha o seguinte teor: “Parabéns! Você tem um crédito pré-aprovado de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”.
Pooooooooxaaaa! Que “maravilha” de negócio é esse, não é mesmo? Dinheiro “fácil”, na mão, sem precisar de qualquer tipo de comprovante, afinal, já estava inclusive “pré-aprovado”. E tudo isso sem precisar ir até a agência. O crédito está a um clique de distância. Conversa para boi dormir.
Se você for educado financeiramente, irá interpretar direitinho a palavra “crédito” como sinônimo de “dívida”, uma dívida bem cara para fazer você se afundar pelos próximos 12, 24, 36 ou 48 meses, transformando a compra de um belo carro em dois carros – só que, nesse caso, como você está comprando com dinheiro alheio – do banco – você estará levando somente um  carro. Pior: carro esse que, ao sair da concessionária, normalmente já perde de cara de 10 a 30% de seu valor de mercado.
O que estou querendo dizer? Simples: que você leia e interprete corretamente as palavras que estão sendo anunciadas por aí. Crédito é sinônimo de dívida, logo, deve ser lido como tal. Crédito consignado não passa de dívida consignada. Crédito imobiliário é dívida imobiliária. Cartão de crédito é, por óbvio, cartão de dívida. Crédito direto ao consumidor não passa de dívida direta ao consumidor. Crédito pessoal todo seu é dívida pessoal toda sua. Só sua. E dívidas precisam ser honradas, integralmente e no vencimento, sob pena de causarem muita dor de cabeça para você, tais como inscrição no SPC, cobrança judicial, telefonemas do seu “querido” banco etc. etc. etc.
Mas por quê os bancos e instituições financeiras usam a palavra “crédito”, ao invés da palavra “dívida”? Porque “crédito” é uma palavra bonita. Faz com que você se sinta importante. Dizer que você tem crédito com alguém significa dizer que você inspira confiança. Crédito é, assim, sinônimo de confiança. Só que, nas relações financeiras, também quer dizer a tomada de uma boa e nada insignificante dívida. As instituições financeiras costumam apelar aos sentimentos, apelar às emoções, para fisgar seus clientes mais incautos, e nada melhor do que fazer o cliente morder a isca do que juntar a expressão “você tem crédito” com um valor bem alto, que normalmente está acima de seus investimentos no banco. Tudo para dar a impressão de que você tem realmente tudo o que a propaganda do banco diz que você, na verdade, não tem.
Balela. Quando você, ao sair do Internet Banking de sua conta bancária, recebe um aviso de que tem um crédito pessoal pré-aprovado de R$ 20.000,00, isso nada mais significa do que você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 20.000,00 – na verdade, a dívida é muito maior, porque você, se tomar o referido crédito, terá que devolver não só os R$ 20 mil, mas os R$ 20 mil acrescidos de todos os encargos financeiros que são cobrados nessa modalidade de empréstimo: juros, IOF etc. etc. etc.
Se você tem um limite de crédito de R$ 10 mil no cartão de crédito, isso nada mais significa do que dizer que você tem um limite de dívidas de R$ 10 mil.
Mas é lógico que as instituições financeiras não vão dizer para você algo como: “Parabéns! Você tem uma dívida pré-aprovada de R$ 40.000,00 para comprar seu próximo veículo. Clique aqui e contrate AGORA”. Porque dívida é uma palavra que assusta, causa temor, e faz as pessoas não assumirem um negócio. Mas a maioria, traída pelas próprias emoções, contrata mesmo assim essas inúmeras ofertas de crédito travestidas de dívidas, dos mais variados tipos. Por quê? Porque, fisgadas pelo apelo emocional das instituições financeiras, não souberam ler corretamente o significado e o conteúdo das palavras que são anunciadas. O resultado não é somente o acúmulo de dívidas e mais dívidas, mas também a destruição, lenta e gradativa, do próprio equilíbrio emocional, pois o estresse gerado pela existência de dívidas passa muito longe de compensar a alegria fugaz e momentânea de saber que tem um crédit… ooops, dívida, pré-aprovada ao alcance de “um clique de mouse”.
Portanto, meus amigos, procurem ler as ofertas de crédito anunciadas aos milhares com as lentes da educação financeira: crédito é sinônimo de dívida, e como tal deve ser analisada. E, na medida do possível, evitada também.
Fonte Valores Reais

PROFISSIONAIS QUE NÃO DESLIGAM

Desligar-se do trabalho fora do expediente é fundamental para conservar uma vida saudável e equilibrada, porém este intento talvez seja incompatível com alguns projetos de vida.

A maior parte das pessoas sabe a quantidade de horas diárias que permanece em seu local de trabalho, no entanto você já parou pra contabilizar o quanto do restante do dia fica pensando nele mesmo distante da empresa?
É que muita gente não termina o expediente quando o expediente termina. Pessoas que têm dificuldades para aproveitarem o tempo disponível ao convívio familiar e ao merecido descanso porque vão para suas casas com a mente focada nos relatórios inacabados e nos e-mails que precisarão responder na manhã seguinte.
As exigências do mercado de trabalho atual têm consumido o tempo psíquico de muitos profissionais, especialmente daqueles que precisam cumprir prazos exíguos e alcançar metas desafiadoras em seu dia a dia. Ou seja, há uma boa parcela de pessoas que não consegue se desligar do trabalho de jeito nenhum, ainda que estejam operacionalmente longe dele.
Trabalhadores que vivem numa espécie de "prisão psicológica" que influencia as demais esferas da sua existência e os impede de desfrutarem momentos com a família e amigos ou mesmo de fazerem aquilo que apreciam por causa das preocupações relacionadas com os deveres profissionais. E que erroneamente racionalizam: "Como aproveitar o domingo quando sei que o bicho vai pegar na segunda-feira e ainda não estou pronto?".
Se esta é a sua história de vida, é bem provável que apresente dois comportamentos: o hábito de procrastinar as coisas e um míope senso de responsabilidade. Aquela velha história de valorizar o trabalho duro, mas também de adiar alguns afazeres para a próxima segunda-feira e então passar o final de semana inteiro preocupado com a tarefa que poderia ter feito antes se tivesse administrado melhor o tempo.
Desligar-se do trabalho fora do expediente é fundamental para conservar uma vida saudável e equilibrada, porém este intento talvez seja incompatível com o seu projeto de carreira. Caso tenha a pretensão de chegar à presidência de uma grande companhia durante os próximos anos, por exemplo, terá de renunciar a uma série de coisas ou não atingirá seus objetivos. Por isto, avalie bem se está disposto a pagar o preço.
Vários daqueles que chegaram lá têm dúvidas se valeu a pena, mesmo que financeiramente estejam bem. Foi o que apontou uma recente pesquisa da consultora Betania Tanure com mais de mil executivos das maiores companhias do país na qual 75% deles afirmaram estar insatisfeitos com o seu trabalho. Dois dos motivos: 85% dos presidentes e diretores trabalham todos os finais de semana e suas férias não superam, em média, dez dias.
De forma geral, cada vez mais a divisão entre vida pessoal e profissional vai perdendo sua força e os próprios trabalhadores têm uma grande parcela de responsabilidade. Quando você aceita que a empresa aonde atua lhe pague a conta do aparelho celular pessoal e conceda acesso remoto à internet em sua casa, também está permitindo que ela o contate a qualquer hora, mesmo nas mais indesejadas.
Mas, discussões à parte, qual a estratégia para se desligar do trabalho quando estamos distante dele? Parece-me que a mais eficaz é encontrarmos formas de realização pessoal nas demais dimensões da vida. Se você prestar atenção nas pessoas que se dedicam a uma causa ou investem tempo num hobby verá que elas geralmente não têm este tipo de problema e que, em vários casos, ainda conservam carreiras bem-sucedidas.
Por isto, não se sinta mal quando perceber que ficou o final de semana inteiro sem pensar em trabalho nem tampouco se martirize só porque aproveitou o último feriado prolongado fazendo outras coisas de que gosta. Com um pouco de organização pessoal e ciência daquilo que realmente importa na vida esta pode ser a sua rotina daqui pra frente.

Por Wellington Moreira

7 CONSELHOS FINANCEIROS QUE SÃO UMA VERDADEIRA ROUBADA


É natural que o consumidor ouça conselhos de amigos, parentes e até consultores sobre como deve gerenciar as suas finanças. Mas essas recomendações devem ser sempre analisadas com cuidado. Algumas, de tão repetidas, soam como regra absoluta, mas não são verdadeiras ou válidas em qualquer situação.
Construir um patrimônio sólido requer que o consumidor entenda que não existem fórmulas prontas para enriquecer. Situações imprevistas e mudanças no cenário econômico exigem que esses planos sejam adaptados constantemente. Nesses casos, não dá para continuar a seguir uma recomendação que deixou de fazer sentido.
Veja abaixo alguns conselhos financeiros que, ao invés de ajudar o consumidor a acumular dinheiro, podem acabar gerando prejuízos.

1) Imóvel é o investimento mais seguro
A afirmação de que comprar um imóvel para obter rentabilidade com aluguéis é o investimento mais seguro está longe de ser verdadeira.
É o que diz Fábio Gallo, professor de finanças da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). "Assim como qualquer outro investimento, comprar imóveis para obter retorno financeiro tem diversos riscos. Apesar de o investimento inicial ser alto, não é possível ter garantia da rentabilidade que o comprador pretende obter com o aluguel do espaço ou sobre a valorização do imóvel".
Geralmente, para compensar o investimento, é necessário obter um retorno mensal com aluguéis que fique entre 0,5% a 0,7% do valor do imóvel. Mas, com o aumento dos preços de casas e apartamentos no país nos últimos anos, quem comprou a unidade por um preço alto tem mais dificuldades para obter essas rentabilidades agora, diz o professor da PUC-SP. "O enfraquecimento da economia diminuiu a demanda por locação e compra de imóveis, o que provoca queda de preços no mercado".
Mesmo que o proprietário da unidade consiga obter essa faixa de rentabilidade na locação da unidade, Gallo aponta que, historicamente, é possível conseguir retornos iguais ou superiores no mercado financeiro.
Entre as aplicações mais conservadoras, o investimento em imóveis tem uma desvantagem: pouca liquidez. É mais difícil vender a casa ou apartamento do que um título financeiro, por exemplo, principalmente se o investidor insistir em vender a unidade por um determinado valor.

2) Quebre seus cartões de crédito
Quem, ao passar por um descontrole financeiro, nunca ouviu a recomendação de que a melhor coisa a fazer é se livrar do cartão de crédito? A não ser que você seja um consumidor compulsivo, o plástico não deve ser visto como a personificação de todos os males que prejudicam o orçamento.
Se utilizado de forma controlada, o cartão de crédito pode, na verdade, ser um instrumento de planejamento financeiro, diz Gallo. "Ao dividir o pagamento de compras que não podem ser adiadas, o consumidor consegue controlar os seus gastos".
O segredo, diz o professor de finanças, é utilizar o plástico apenas quando houver necessidade. "O consumidor não precisa esperar para pagar uma máquina de lavar à vista, por exemplo, contanto que as parcelas da compra caibam no seu orçamento". 

3) Economize 10% do seu salário para a aposentadoria
O consumidor se depara com diversas fórmulas para saber quanto economizar para ter uma boa renda na aposentadoria. A mais recorrente é a de que economizar 10% do salário seria suficiente para atingir esse objetivo. Mas essa recomendação serve apenas como um estímulo, e não deve ser seguida ao pé da letra.
O porcentual não leva em consideração, por exemplo, a idade e o valor do salário do investidor. Uma coisa é juntar 500 mil reais em 30 anos. Outra é desejar acumular o mesmo valor em apenas dez anos. No segundo caso, será necessário guardar muito mais dinheiro, o que irá exigir que o consumidor tenha uma renda maior ou diminua drasticamente os seus gastos.
O mais indicado, diz Gallo, é estabelecer um valor que se deseja receber durante o período da aposentadoria. Definida essa quantia, é possível estimar quanto será necessário investir por mês para obter o montante. "Feita essa estimativa, o consumidor pode ter de guardar 3% ou 50% do que ganha para atingir a meta, dependendo do seu salário", afirma o professor da PUC-SP.
É importante que os valores não sejam fixos. Se há um dinheiro sobrando durante determinado período, o consumidor deve aumentar o volume investido. Assim, em caso de uma eventual perda de renda, poderá diminuir ou suspender a aplicação dos valores até que o orçamento volte a ficar equilibrado, sem que essa interrupção tenha impacto no valor da reserva para a aposentadoria.

4) Diversifique as aplicações financeiras
Diversificar investimentos é uma estratégia frequentemente recomendada por consultores financeiros. No entanto, o conselho não é válido para qualquer investidor. A estratégia só faz sentido para quem já tem uma quantia razoável aplicada. 
Dividir o valor investido entre mais de uma aplicação tem como principal objetivo diluir riscos e ampliar a possibilidade de ganhos. Quem tem pouco dinheiro para investir deve ter como foco inicial investimentos mais conservadores. Mesmo porque é difícil que o pequeno investidor consiga acessar aplicações mais sofisticadas e rentáveis.

5) Investir é sempre o melhor caminho
Aplicar dinheiro apenas porque é indicado, sem ter um objetivo definido, pode não valer a pena. Acumular dinheiro não deve ser encarado como uma meta, mas como um meio de realizar projetos.
Para quem está iniciando a carreira, por exemplo, pode compensar mais gastar o dinheiro que seria poupado em cursos e viagens com o objetivo de aperfeiçoar habilidades profissionais. O retorno desses investimentos pode ser maior do que a rentabilidade registrada em uma aplicação financeira.

6) Preços em queda? É hora de comprar
Quantas vezes você já não ouviu, após uma queda expressiva dos índices da bolsa de valores, que os preços das ações estão uma pechincha e é hora de comprar?
Aplicar dinheiro na baixa para vender na alta é uma máxima que exige cautela. Afinal, é necessário analisar se a queda de preços de um investimento já atingiu o fundo do poço e quando deve voltar a se recuperar.
Basta lembrar casos como o da OGX, petroleira do ex-bilionário Eike Batista. A ação da empresa, que chegou a valer 23,29 reais, começou a registrar queda diante de denúncias de irregularidades e problemas financeiros. Nesse momento, alguns investidores, confiantes no futuro da companhia, optaram por comprar mais papéis, esperando retornos maiores quando os preços voltassem a subir. Mas a empresa acabou pedindo recuperação judicial e passou a enfrentar uma série de processos na Justiça. Resultado: as ações passaram a valer centavos, e os investidores continuam a esperar pelo retorno da aplicação.

7) Pagar uma faculdade sempre compensa
O investimento em uma faculdade é sempre válido, pois garante melhores empregos e maiores salários? Do ponto de vista financeiro, dependendo da instituição de ensino e curso escolhido, esperar essa compensação, principalmente em um prazo curto, é arriscado.
Caso o estudante ainda tenha de financiar o pagamento das mensalidades, esse risco aumenta ainda mais, pois será necessário adicionar ao valor das mensalidades as taxas de juros cobradas na linha de crédito escolhida.
Se a opção for por uma carreira com mercado de trabalho saturado, pode ser mais difícil conseguir um bom emprego e, como consequência, conseguir obter o retorno do investimento. Por outro lado, conseguir cursar uma universidade de renome pode ampliar as chances de ter essa compensação. 
Um estudo feito pela Payscale, consultoria americana que compara salários, em 2014 aponta que o retorno financeiro obtido por estudantes de instituições de ensino americanas renomadas, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), pode chegar a 2 milhões de dólares em 30 anos, enquanto a compensação obtida ao optar por faculdades com baixa classificação pode ser de apenas 148 mil dólares nesse mesmo prazo.
Ou seja, o estudante consciente da escolha da carreira e instituição de ensino e que evita tomar empréstimos para concluir os estudos terá maiores chances de obter o retorno financeiro do investimento.
Por Marília Almeida
Fonte Exame.com

FUJA DESTES 6 MICOS FINANCEIROS DE QUALQUER JEITO

Conheça seis transações que parecem um excelente negócio, mas só para quem vende estes produtos e serviços

Faça as contas para descobrir se um investimento é realmente rentável

Que tal colocar seu dinheiro em um título de capitalização, que rende como a poupança e ainda dá a oportunidade de concorrer a prêmios de milhares de reais? Ou levar uma exclusiva garantia estendida para não ter de se preocupar com nenhum problema que possa acontecer com a geladeira que você acaba de comprar?
Esses exemplos têm duas coisas em comum: parecem ótimos negócios, mas, na realidade, não são vantajosos para o consumidor. Entenda, a seguir, por que alguns produtos e serviços financeiros são sinônimo de prejuízo ou não representam ganhos para você e saiba quais são as melhores alternativas para substituí-los.

Título de capitalização
Seu gerente garante que o título tem o mesmo rendimento da poupança e, como o valor mensal é debitado de sua conta, pode funcionar como uma poupança forçada. Isso sem falar na chance de ganhar prêmios.
Por que é mico?
Apenas 90% de seu dinheiro será corrigido. O restante é cobrado como taxa de administração, de carregamento e cota de sorteio. Se você precisar retirar o dinheiro antes, ainda tem de pagar multa, que pode levar até 80% do valor investido. Mais: a chance de ter seu título sorteado é de uma em 75.000.
Alternativa
Poupança. "Lá, 100% de seu dinheiro vai ser corrigido e você não paga multa se tiver uma emergência e precisar retirar uma parte", afirma Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM.

Garantia estendida
É vendida com eletrodomésticos ou eletrônicos e oferece garantia complementar à contratual.
Por que é mico?
A garantia estendida pode elevar em 10% o valor do produto, que já tem garantia em torno de um ano. Ela já protege o consumidor contra os defeitos de fabricação, que costumam aparecer nos primeiros meses de uso, e pode se tornar desperdício, considerando que alguns produtos, como os eletrônicos, ficam rapidamente ultrapassados.
Alternativa
Fique com a garantia obrigatória dos fabricantes.

Pagamento de contas mensais no cartão de crédito
Quem costuma se enrolar com as datas de pagamento de contas mensais pode achar que pagar tudo no cartão de crédito é uma boa opção.
Por que é mico?
"Os bancos cobram, além do imposto sobre operações financeiras, de 0,38%, de 3 a 16 reais por conta", diz Ione Amorim, analista do Idec. Um deles debita uma taxa de 2,99% sobre o valor de cada fatura. Se a conta for de 1.000 reais, você pagará 29,90 reais só de taxas.
Alternativa
Todas as prestadoras de serviço permitem a troca gratuita da data de vencimento da conta. Faça isso e organize-se com planilhas. "É muito melhor do que pagar para o banco fazer isso", afirma Ione, do Idec.

Previdência privada com taxas altas
A previdência complementar pode ser a garantia de um futuro mais confortável na fase da aposentadoria.
Por que é mico?
Essa forma de investimento se torna um mico quando há altas taxas de carregamento, cobradas pela instituição para cobrir despesas administrativas. Dependendo do valor da taxa, você pode estar perdendo dinheiro.
Alternativa
Pesquise a taxa de carregamento e peça ao gerente que faça simulações para saber se ela anula a rentabilidade do plano. "Vá a outros bancos, veja o que eles têm a oferecer. Algumas pessoas esquecem que o gerente também tem metas para bater", diz Luiz Krempel, planejador financeiro do GuiaBolso.com

Seguro para cartão de crédito e celular
Ele serve para proteger você caso seu cartão de crédito ou celular sejam roubados.
Por que é mico?
A administradora do cartão de crédito tem a obrigação de ressarcir gratuitamente o consumidor que tiver seus dados roubados. No caso de celular, o seguro custa até 50% do valor do aparelho, mas só pode ser acionado em caso de assalto.
Ainda assim, o consumidor recebe apenas parte do valor do aparelho, porque são descontadas a franquia e a depreciação do produto, que chegam a abocanhar 25% do valor que você receberia.
Alternativa
Em caso de roubo, notifique a central da operadora quanto antes para ser ressarcido. No caso do celular, mesmo que ele seja muito caro, considere que, quanto mais o tempo passa, mais barato ele tende a ficar nas lojas.

Consórcio
É um sistema de compra em que um grupo de pessoas rateia o valor de um bem. A cada mês, uma pessoa é sorteada para adquiri-los.
Por que é mico?
O consórcio é uma poupança forçada, com cobrança de juros de até 16% ao ano. "É pagar alguém para guardar seu dinheiro", afirma Luiz Krempel, do GuiaBolso.com.
Alternativa
Já que pode esperar, recorra à poupança programada, com débito em conta, e economize nas taxas.
Por Mariana Amaro
Fonte Exame.com