quinta-feira, 14 de maio de 2026

ESPECIALISTA APONTA OS 32 MAIORES MEDOS DOS ADVOGADOS NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO


Qualquer advogado que sinta medo no exercício da profissão não está sozinho. Se não quiser olhar para os colegas a seu lado, pode se mirar nos advogados do primeiro mundo.
Há um recado do advogado Bill Rotts, de Columbia (Missouri):
“Nós nos movemos em uma atmosfera de medo. Essa é uma força intrínseca à profissão”.

Por que sentir medo é positivo?
O professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de Missouri, John Lande, pesquisou a fundo os medos dos advogados, para escrever o livro Escaping from Lawyers’ Prison of Fear (“Escapando da Prisão do Medo dos Advogados", em tradução livre).
Ele afirma que o medo é um fator necessário para se desempenhar bem a profissão. O medo leva o advogado a se preparar muito até que se sinta mais confiante em seu desempenho.
Ele compara a atuação de advogados à de soldados na frente de batalha. Todos convivem com um tipo de medo que os leva a estar alerta, a ser cuidadoso e a responder prontamente a ameaças.
“Há um sentimento de se estar em um combate. Você está lidando com um inimigo perigoso, que está sempre pronto a atirar, e você deve antecipar seus movimentos e estratégias”, ele diz.

O medo e suas categorias
Em seu livro, ele distingue categorias desse sentimento: medo realista, medo do desconhecido, medo derivado da ansiedade, medo ilógico e medo de falhar.
E de sua pesquisa, para escrever o livro, ele aponta os maiores medos dos advogados americanos (que, em boa parte, se aplica a promotores, obviamente).

Os 32 mais comuns são os medos de:
·  Perder uma causa (e frustrar as expectativas do cliente, da banca e de si mesmo);
·  Perder o controle (de uma causa, do funcionamento do escritório, etc.);
·  Mudanças nos procedimentos familiares;
·  Parecer tolo por fazer certas perguntas;
·  Expressar com toda a franqueza seus pensamentos e sentimentos;
·  Dar “más notícias” ao cliente;
·  Ser intimidado por superiores no escritório;
·  Ser intimidado por juízes (ou mesmo oponentes);
·  Pedir favores a oponentes em um caso ou receber pedidos de favores de oponentes;
·  Parecer “bonzinho”;
·  Ser culpado (por qualquer coisa que saia errado, por exemplo);
·  Falar em público;
·  Faltar qualificação e confiança, devido à experiência limitada em julgamentos;
·  O cliente dar um falso testemunho;
·  Falhar na busca ou na apresentação da prova essencial;
·  Frustrar os interesses dos clientes;
·  Descobrir que o oponente foi mais inteligente (ou esperto);
·  Ser avaliado injustamente pelos jurados;
·  Sofrer retaliações por pedir desqualificação do juiz ou por relatar má conduta judicial;
·  Sofrer “a dor, a humilhação e a vergonha da derrota”.

Negociações nervosas
Não é apenas o contencioso que induz ao medo. A negociação também faz isso, de acordo com a pesquisa de John Lande. Alguns são os medos de:
·  Se sentir inseguro ou despreparado na hora da negociação;
·  Fazer perguntas;
·  Ser questionado agressivamente pela outra parte;
·  Parecer tolo;
·  Ficar em silêncio por não saber o que falar;
·  Parecer fraco;
·  Ser dominado ou explorado pela outra parte;
·  Falar demais – como prestar informações que podem prejudicar a posição do cliente;
·  Cometer erros de tática ou estratégia;
·  Avaliar incorretamente o caso;
·  Deixar de prever possíveis problemas e ser surpreendido;
·  Não conseguir chegar a um acordo;
·  Não conseguir um resultado suficientemente bom para o cliente;

Por João Ozorio de Melo
Fonte Conjur

ESTRESSE, O MAIOR GATILHO PARA AS SÍNDROMES DA VIDA MODERNA

Impor limites, fazer exercícios e dormir bem são as dicas para evitar doenças

Lidar com as exigências de uma sociedade contemporânea com o imperativo da pressa e das incertezas, sem falar na quase obrigação de estar sempre conectado, ligado e produtivo, não é fácil. Não raro, esse pacote provoca um desequilíbrio do ritmo biológico, levando ao desenvolvimento de uma série de distúrbios igualmente contemporâneos. Até a Justiça já começa a se preocupar com eles. Recentemente, uma decisão favoreceu uma jovem atendente de telemarketing que teve uma crise nervosa e xingou um cliente. Demitida por justa causa, teve o desligamento revertido ao ser constatado que sofria da síndrome de burnout. Acabou ganhando o direito a uma indenização da empresa.
Profissionais que vivem sob pressão extrema até que se sintam exauridos e incapazes de lidar com a rotina, muitas vezes desenvolvendo comportamentos agressivos e crises de ansiedade são candidatos clássicos ao diagnóstico de burnout (algo como apagado, em tradução livre). Mas essa não é, nem de longe, o único problema do tipo. Por trás deles está, geralmente, uma condição conhecida da maioria: o estresse, que atinge, em diferentes níveis, 70% dos trabalhadores brasileiros, segundo estudo da ISMA-BR, uma organização para pesquisa e prevenção da estafa no Brasil. Só o burnout afetaria 30% da população economicamente ativa do país.
— O estresse em si não é uma doença, mas pode ser o gatilho, e é preciso estar alerta — explicou a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR.
O truque, segundo Ana Maria, é manter o ritmo. Não aquele imposto pelos fatores externos, mas o do corpo. Enxergar a alimentação saudável, a atividade física, o lazer e o sono de qualidade como prioridades, e não meros coadjuvantes. Isso significa estabelecer objetivos e impor limites, mesmo que, para isso, às vezes seja necessário reduzir expectativas.

Insônia e depressão
Foi o que precisou aprender um profissional de 36 anos do ramo de seguros. Ele conta que adorava o cargo de coordenador, era produtivo, considerava-se um dos melhores do setor. Doava-se quase que integralmente, esquecia de almoçar e até de ir ao banheiro. Por mais de uma década, sua rotina era de dez a 18 horas de trabalho diárias.
— Não percebi que estava me deixando levar demais — lembra-se. — Há três anos, notei que algo estava estranho; num relatório que levava 30 minutos para fazer, comecei a gastar dois dias. Passei a ter dificuldade de me concentrar e comunicar, gaguejava, estava exausto e, ainda assim, passava noites inteiras sem dormir; tinha crises de choro sem motivo, dores de cabeça, gastrite... Cheguei a não conseguir nem tomar banho...
Levado pela esposa, começou o tratamento psicológico e, logo, precisou se afastar do trabalho. Nesse período, chegou a pensar em suicídio. Voltou, depois de um tempo, para a mesma função. Porém, passado o ano seguinte no cargo — garantido pelo direito de estabilidade —, foi demitido. Ele alega que até conseguia realizar os projetos, mas não na velocidade ou da forma requeridas pela empresa.
Autoconhecimento é um fator-chave nesse processo, defende a psiquiatra Deborah Duwe, especialista em tratamento de estresse:
— É preciso se conhecer e ter a qualidade de vida como um valor. Essas pessoas, quando chegam a uma situação perigosa, param. É bom também ter alguém próximo que possa levantar o cartão amarelo.
O chamado jetlag social, por exemplo, é uma sensação de cansaço permanente de quem tem muitos compromissos e não consegue acompanhá-los. A qualidade de sono é a primeira a ser afetada. Há um total descompasso entre rotina e relógio biológico. A referência, não à toa, é à fadiga provocada por viagens a lugares com o fuso horário diferente.
A doença da pressa é um sentimento ininterrupto de urgência, de fissura na contagem do tempo.
— É a sensação de que não vai dar tempo para nada. Daí surge a hostilidade a qualquer coisa ou pessoa que retarde o desenvolvimento das tarefas. Por exemplo, alguém que venha querer conversar — explicou pesquisadora do Instituto de Psicologia e Controle do Estresse, Marilda Lipp.

Dependência tecnológica
Numa sociedade cada vez mais conectada, a dependência da tecnologia também virou síndrome. Atinge cerca de 10% dos brasileiros, segundo estudos. Viciadas em internet e redes sociais ou incapazes de desligar o celular, as vítimas têm até setor especializado para tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo.
— Está explodindo o número de dependentes do Facebook, do WhatsApp... Há pessoas que simplesmente não conseguem se desligar hora nenhuma — comenta Deborah Duwe.
Por isso algumas iniciativas tentam ir no sentido contrário. Movimento internacional chamado Slow (lento) prega uma desaceleração radical. Em alguns momentos, adeptos se encontram para não fazer absolutamente nada. E sem culpa.
Por Flávia Molhorance
Fonte O Globo Online

3 FASES DA VIDA


quarta-feira, 13 de maio de 2026

CONHEÇA A CONVENÇÃO DO SEU CONDOMÍNIO

Antes de fechar negócio, é bom se informar, pois as regras nem sempre agradam os novos moradores

Durante a procura por um apartamento para alugar ou comprar, o preço, a localização e o tamanho do imóvel são itens que costumam pesar na decisão. Mas você procura saber sobre a convenção do condomínio? Antes de fechar negócio, é bom se informar, pois as regras nem sempre agradam a moradores novos. O documento traz informações importantes sobre despesas, regras de convivência, multas e uso das áreas comuns.
- (A convenção) é a constituição do condomínio. Todas as regras internas devem estar neste documento, incluindo as proibições, permissões, assim como os direitos e deveres do morador. Cada condomínio redige a sua, assim que começa a ocupação pelos moradores - explica o diretor comercial e de locações da Primar Administradora de Bens, Carlos Samuel.
É na convenção também que é determinado o que será decidido pelas assembleias gerais ordinárias e extraordinárias, como deverá ser feita a convocação dessas assembleias, qual o "quorum" necessário para cada modalidade de deliberação. A validação do documento deve ser feita por pelo menos dois terços do total de condôminos e inclui o regimento ou regulamento interno, que trata do dia a dia do condomínio, podendo chegar a detalhes como horário e formas de utilização dos equipamentos de lazer. Trata ainda do relacionamento entre os condôminos e os empregados do prédio, contém as proibições de utilização de elevadores por entregadores, estabelece o tamanho dos animais admitidos no edifício.
A falta de conhecimento sobre a convenção condominial pode, na opinião do vice-presidente do Sindicato de Habitação do Rio (Secovi Rio), Manoel Maia, causar transtornos para o morador e para os vizinhos. Um problema que tem sido recorrente no Rio é a sublocação de apartamentos ou quartos sem a aprovação pela convenção condominial.
- É importante para quem está alugando um apartamento, saber quais são as regras daquele edifício. Tem condomínio que proíbe a sublocação, por exemplo, com o objetivo de não ameaçar a segurança e o ambiente familiar. Queixas relacionadas a animais e horário permitido para obras no imóvel também são recorrentes, devido à falta de conhecimento das normas do edifício - explica o vice-presidente do Secovi.
Fonte O Globo Online

A SAÚDE – MEDICINA & ASSISTÊNCIA MÉDICA


Acrescente dependência da assistência médica de uma tecnologia complexa acelerou a tendência para a especialização e reforçou a propensão dos médicos de tratar partes específicas do corpo. Esquecendo-se de cuidar do paciente como um todo.
A prática da medicina transferiu-se do consultório do clínico-geral para o hospital, onde se tornou progressivamente despersonalizada, quando não desumanizadas. Os hospitais converteram-se em amplas instituições profissionais, enfatizando mais a tecnologia e a competência científicas do que o contato com o paciente.  
Os custos da assistência médica aumentaram num ritmo assustador. O desenvolvimento e o uso generalizado de uma dispendiosa tecnologia médica estão entre as principais razões que levaram a esse aumento acentuado dos custos da saúde.
De 30% a 50% dos casos de hospitalização atuais são clinicamente desnecessários. Serviços alternativos que poderiam ser, do ponto de vista terapêutico, mais eficazes, e economicamente mais eficientes são desprezados.
(Fritjof Capra – O Ponto de Mutação)

A VIDA É FEITA DE CONTRATOS


A nossa vida em sociedade depende e baseia-se nos mais diversos contratos, que envolvem o nosso trabalho, a nossa moradia, o nossa união com alguém, a nossa saúde, a nossa aposentadoria. No entanto, cada dia mais parece que estes contratos estão sendo descumpridos ou, talvez, esquecidos pelas partes contratantes.
O primeiro exemplo que se pode tomar é o contrato de trabalho. Quem trabalha formalmente firma com o empregador um contrato, o qual deve ser cumprido tanto pelo empregado quanto pelo empregador. Ora, se de um lado o empregador possui inúmeras obrigações, de outro ele também possui direitos, dentre os quais o de exigir que o trabalho seja devidamente prestado, dentro das especificidades técnicas e profissionais exigidas para o cargo. Os direitos trabalhistas são sempre lembrados pelos empregados, mais a estes direitos correspondem os deveres, os quais o empregador está autorizado a exigir por força do contrato de trabalho.
Outro contrato sempre esquecido pelas partes envolvidas é o de casamento. Quando as pessoas se casam preocupam-se bastante com os festejos e muito pouco com as condições do contrato de casamento, não pensando sobre o regime de bens que adotarão, como será compartilhado entre eles o custeio das despesas familiares, como será a vida depois da festa. Mas, numa eventual separação, este descaso com o contrato de casamento certamente gerará muitos dissabores e surpresas.
O contrato com as operadoras de cartão de crédito é mais um dos contratos que figuram entre os ignorados. A pessoa fica toda feliz que recebeu mais um cartão de crédito, com um maravilhoso limite para as compras. Aqui as duas partes contratantes fazem tudo para deixar o contrato de lado. O usuário do cartão de crédito (contratante) acha que está livre para gastar, não verifica as condições de contrato e depara-se com taxas de juros altíssimas, com cláusulas leoninas, com duros ônus para a inadimplência. A operadora do cartão de crédito vale-se do êxtase que o crédito fácil causa nas pessoas, para obter os melhores e maiores rendimentos.
Os contratos de fornecimento de luz, água, gás também merecem menção. As pessoas acham que abrem a torneira em casa e a água escorre talvez por milagre. São pouquíssimas as pessoas que se preocupam e verificam uma conta de água e as condições para o fornecimento do serviço. Na verdade, as condições contratuais somente serão conhecidas no momento em que houver alguma deficiência no serviço ou algum valor excessivo na fatura mensal.
Existem tantos outros contratos, os bancários, o de saúde o de previdência, sem contar as compras e vendas que realizamos todos os dias. Há, ainda, um contrato que não é formal, que não está escrito em nenhum papel, o contrato social, já evoluído da sua versão inicialmente desenhada por Jean-Jacques Rousseau, o qual determina a solidariedade entre as pessoas. Não a solidariedade vista como caridade, mas sim como lealdade, ou seja, ao fim e ao cabo como lealdade contratual.
Esta lealdade está justamente no devido cumprimento das obrigações por cada parte contratante, até mesmo na obrigação que todos tem de respeitar os limites, de respeitar toda e qualquer pessoa, de ser educado e de educar-se. Enfim, de progredir nas relações, aprimorando-se sempre. Quem não compreender esta mudança na sociedade, não terá muito lugar nela.
Por Ana Paula Oriola De Raeffray
Fonte Última Instância

STRESS: OS 7 SINAIS FÍSICOS QUE DENUNCIAM O ESGOTAMENTO MENTAL

Ranger os dentes, manchas brancas nas unhas e prisão de ventre estão entre eles, diz estudo

Você sabia que o cérebro dá sinais ao corpo de que está sob pressão e que precisa desacelerar? De acordo com a nutricionista britânica Charlotte Watts, autora do livro The de-stress effect (O efeito anti-stress, em tradução livre), em entrevista para o site especializado Healthista, existem sete sintomas físicos que podem ajudar a identificar se uma pessoa está estressada – e a alimentação desempenha um papel crucial na forma como o organismo responde ao estresse.
Segundo Charlotte, esses sinais muitas vezes estão relacionados a deficiências de vitaminas e minerais. “Em períodos de estresse, consumimos nossos nutrientes mais rapidamente, pois todo o organismo funciona freneticamente, incluindo digestão, respostas cerebrais, hormônios e imunidade”, disse ela.
Os sete principais sinais do estresse são lábios rachados; ranger os dentes (bruxismo), manchas brancas nas unhas, prisão de ventre ou diarreia, sangramento na gengiva, espinhas ou sinais de alergia nos braços e nas coxas, infecções frequentes no trato respiratório principalmente depois de gripes e resfriados.

Nutrientes
Cada sintoma, segundo a especialista, corresponde a uma deficiência nutricional. Feridas e ressecamento dos lábios podem ser corrigidos com a reposição de vitamina B6, importante para a produção de neurotransmissores como a serotonina, a dopamina e a melatonina, responsáveis pela regulação do humor e do sono. Já a vitamina B5, muitas vezes referida como a vitamina anti-estresse, ajuda na reposição de hormônios adrenais e anticorpos, que respondem diretamente ao estresse.
A deficiência de cálcio e zinco são as principais responsáveis pelas manchas brancas nas unhas, que de fato indicam a perda de minerais. O zinco é importante para a imunidade e a produção de hormônios, incluindo a insulina. Além disso, níveis baixos de magnésio pode tornar o organismo propenso ao cansaço, ao estresse e à ansiedade, uma vez que ele está associado à saúde dos ossos, relaxamento dos músculos e do cérebro e à regulação do sistema nervoso entérico do intestino. 
Outro nutriente importante contra o estresse é a vitamina C, antioxidante necessário para pelo menos 300 funções metabólicas no corpo. Além dos benefícios para o sistema imunológico – evitando o sangramento das gengivas, por exemplo –, a vitamina auxilia na produção de diversos hormônios anti-estresse.
Enquanto isso, os sintomas na pele, que indicam aumento da ceratose folicular (produção excessiva de queratina), podem estar associados a baixos níveis de vitamina E e de ômega-3. Infecções na pele e nas mucosas, que incluem o trato respiratório, gastrointestinal e urinário, também podem ser evitadas com a reposição de vitamina A.
Segundo um novo estudo da Universidade da Califórnia, San Francisco, nos Estados Unidos, mulheres que sofrem estresse devido a eventos traumáticos tem um risco maior de desenvolver obesidade do que aquelas que não se sentem estressadas.
“Sabemos que o estresse pode afetar o comportamento, fazendo com que as pessoas comam mais ou menos que o habitual, e a atividade neuro-hormonal, aumentando a produção de cortisol, que também está associado ao ganho de peso”, disse Michelle Albert, principal autora do estudo, ao jornal on-line britânico The Independent.
Fonte Veja Online

terça-feira, 12 de maio de 2026

OS 5 MAIORES ERROS DE MARKETING COMETIDOS POR ADVOGADOS, E AS 10 DICAS DE COMO FAZER DIFERENTE


Conquistar clientes na advocacia é cada dia mais desafiador. Encontrar o caminho certo para fazer uma comunicação efetiva é a chave para solucionar o trabalho nas Redes Sociais quando a estratégia é usar conhecimentos de Marketing Jurídico. O que você ainda quer saber sobre esse assunto?
Como o Marketing Jurídico pode transformar o seu negócio? Ainda existem Advogados que, por falta de conhecimento, não distinguem Marketing e Publicidade. A confusão entre esses termos traz consequências práticas e inconvenientes que não podem passar batidos: Marketing é a base, Publicidade é uma técnica de comunicação em massa. Nesse sentido, ou você usa o Marketing ao seu favor, ou a sua concorrência irá te engolir.
Dados da OAB apontam que em 2018 o país terá mais de um milhão de advogados. A marca de escritórios deve dobrar, de 43 mil para 102 mil. Hoje são cerca de 1.000 cursos de Direito no país (número maior que a soma de faculdades de Direito de países como EUA, China, Alemanha, Itália e França), em 2018 estima-se mais de 1.300 cursos, com um total de 1,4 milhão de alunos. No ringue dos confrontos que virão pela frente, estes são seus oponentes.

“Flutue como uma borboleta, mas pique como uma abelha”
- Muhammad Ali

Gosto de fazer a analogia com o Boxe pois, assim como no Boxe; Marketing é 90% mente. É preciso que você saiba se posicionar, que conheça os movimentos e descubra os limites do próprio corpo e mente. Desenvolver pensamento estratégico, vislumbrar novas áreas de atuação, a absoluta dedicação ao conhecimento, vencer, inovar, persistir e correr riscos são características que o Boxe exige de cada pugilista. Note que o Marketing Jurídico é uma conquista diária e cumulativa.
No ringue não há tempo para colocar as mãos na cintura e recuperar o fôlego, assim como o "Direito não foi feito para quem dorme". É preciso manter a guarda e se movimentar para não ser um alvo fácil. Assim como um pugilista precisa reunir o maior conjunto de habilidades, é imperativo que você ou seu Escritório também reúnam as habilidades e Estratégias de Marketing necessárias para se manter sempre à frente. O Boxe vai além de "jabs, diretos e cruzados", assim como o Marketing Jurídico vai além do “boca a boca”.
Tenho percebido, na atividade de Advogados nas Redes Sociais e em Sites (principalmente dos grandes Escritórios), que o Marketing Digital tem sido praticado, mas reproduzindo formas de publicidade que já não dão resultado e que, por vezes, “ferem” o Novo Código de Ética e Disciplina da OAB. Taí mais uma analogia: assim como no Boxe, o advogado tem suas regras. Não se pode dar um golpe abaixo da linha de cintura, assim como não se pode desenvolver Estratégias de Marketing sem observar o “Novo” Código de Ética e Disciplina da OAB, tanto quanto o Provimento 94/2000.

Qual é a sua dúvida sobre esse tema?
Excluindo a infração direta, que são mais óbvias de serem percebidas, há uma grande incidência de erros cometidos. O resultado prático desses equívocos é a ineficiência da comunicação, logo, o descrédito dessa nova forma de se fazer relacionamento. Veja abaixo se você está nesse grupo de Advogados.

Os ERROS mais frequentes são:
1. Usar as Redes Sociais para falar de si mesmo, da sua biografia; do seu Escritório e dos Advogados Associados;
2. Não produzir conteúdos que resolvam problemas e eliminem objeções reais de clientes em potencial;
3. Reproduzir no meio digital a essência e o formato publicitário da velha mídia massa, produzindo notícias e “chamadas para a ação” que não interessam;
4. Usar nas comunicações uma linguagem técnica e jargões profissionais que, por serem pouco acessíveis, afastam os clientes em potencial;
5. Criar muito conteúdo com artifícios e técnicas apenas para captar clientes.

Esses são erros crassos que quase 99% dos Advogados e Escritórios de Advocacia cometem em suas comunicações. Trabalhar o Marketing Jurídico a partir do Marketing de Conteúdo através das Redes Sociais é uma técnica nova que traz resultados expressivos. O aprendizado é longo, mas acredito que é a grande tendência para a Advocacia dos próximos anos.
Uma vez apontados os erros mais comuns, sinto-me na obrigação de trazer 10 (dez) dicas sobre como você deve agir na vida e nas Redes Sociais:

1. Se você tem um blog, forneça informações que sejam úteis a seus clientes em potencial. Não concentre as informações nas suas competências ou na competência do seu Escritório;
2. Pesquise muito sobre seu público-alvo, o seu cliente perfeito. Identifique os tomadores de decisão, quando for o caso, mas conheça profundamente sua lista de Leads e seus problemas jurídicos;
3.  Quando estiver com um cliente em potencial, foque nas necessidades imediatas, nas necessidades emergenciais, nas urgências dele. Mesmo que não tenha nada a ver com sua área, como por exemplo, a necessidade de encontrar um bom ortopedista, e você conhece um bom, recomende. Se você não conhece, descubra um e informe. Assim você nutre a ideia de que, além de solucionador de problemas, você é atencioso;
4. Crie um grupo de Advogados de outros Nichos, outros Ramos do Direito. Seus Concorrentes Indiretos que muitas vezes são ex-colegas de faculdade, podem se ajudar numa relação "um por todos, todos por um". Veja mais sobre isso no post "Existem várias maneiras de analisar concorrentes na Advocacia...";
5.  Dê preferência aos Advogados contemporâneos como fontes de recomendação, prefira seus contemporâneos, pois os Advogados mais antigos já formaram o grupo deles e será mais complicado ter acesso (salvo se o Direito é um negócio jurídico familiar);
6. Quando receber contatos novos, saiba qual é a área de atuação do cliente em potencial. Inclua ele na sua lista e envie informações que possam interessar, lembre de sempre colocar alguma pergunta (concorda?), ou comentário (o que você acha disso?). O relacionamento sempre vem primeiro;
7. Os clientes em potencial precisam ser convencidos de que seus problemas jurídicos são graves (se for o caso), ou ao menos o tamanho do problema. Seja honesto e, quando for o caso, convença de que ela não precisa de um Advogado, quando realmente não precisar. Isso também é um bom negócio e desenvolve confiança;
8. A melhor abordagem é: elaborar perguntas que fazem os outros falarem sobre si próprios. Conheça bem o seu cliente em potencial, seus hábitos, rotinas, família, suas crenças e seus possíveis problemas jurídicos. Isso te dá uma imensa vantagem competitiva;
9.  Caso você tenha um Site (se não tem, corra para fazer um), tenha um blog também. No mundo de hoje, um não vive sem o outro. Pense que o Site é o polo passivo da relação com o cliente em potencial e o Blog é o polo ativo;
10.  Coloque conteúdo novo habitualmente. A frequência é importante porque o algoritmo do Google dá mais visibilidade a conteúdos novos, originais.
Por Ricardo Nery
Fonte JusBrasil Notícias

EU ANDO ACHANDO QUE VAI DAR TUDO CERTO

MUITAS VEZES

segunda-feira, 11 de maio de 2026

RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DO SÍNDICO

Cargo de síndico deve ser levado a sério

A responsabilidade civil do síndico ocorre quando as atribuições do cargo não são cumpridas adequadamente, ocasionando prejuízos aos condôminos ou a terceiros.
A responsabilidade criminal do síndico acontece quando este não cumpre suas atribuições, levando-o não apenas a uma omissão, mas a uma prática que pode ser entendida como criminosa ou contravenção.
Confira abaixo os problemas que podem ocorrer neste sentido, e como evitá-los:

Responsabilidade criminal
·  A responsabilidade criminal do síndico envolve geralmente os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação), a apropriação indébita de fundos do condomínio, e a apropriação indébita de verbas previdenciárias dos funcionários.
·  Para os crimes contra a honra, o Código Penal prevê penas de um mês a dois anos de reclusão, além de multa;
·  Para apropriação indébita de fundos do condomínio, o CP prescreve reclusão de um a quatro anos, podendo ser aumentada de um terço, e multa;
·  Para apropriação indébita de verbas previdenciárias dos funcionários, as penas previstas são de dois a cinco anos, e multa.

Roubos, furtos e danos
·  De modo geral, o condomínio não é responsável por roubos, furtos e danos a bens individuais dos condôminos. Em especial se a convenção do condomínio tem cláusula expressa de não indenizar nesses casos. Uma exceção é quando o empreendimento tem funcionários específicos para aquela função. Exemplo: se um carro é roubado dentro do condomínio e há um garagista 24h, o condomínio pode, sim, ser acionado judicialmente;
·  O condomínio pode ser responsabilizado se um funcionário ocasionou danos a um condômino. E nesse caso, o síndico pode ser responsabilizado pelo condomínio, se ficar provado que não tomou as precauções necessárias na hora de contratar o funcionário, ou de averiguar se cumpria suas funções corretamente.
    Como evitar problemas:
- Não permitir que funcionários do condomínio recebam chaves dos apartamentos ou veículos dos condôminos - caso não seja manobrista;
- Ser cuidadoso e criterioso na hora de contratar o funcionário, providenciar o treinamento necessário e sempre verificar se está cumprindo suas funções corretamente.

Playground e Piscinas
·  Para a conservação de playgrounds existem as normas técnicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) - NBR 14350-1 e NBR 14350-2. O texto dessas normas pode ser adquirido junto à ABNT - www.abnt.org.br;
·  A falta de manutenção nos equipamentos que gere um acidente leva à caracterização de responsabilidade civil pelos prejuízos causados aos usuários;
·  Essa responsabilidade também poderá atingir o síndico, se o condomínio for processado e por sua vez processar o síndico, regressivamente;
·  Funcionários de condomínios não têm a obrigação de tomarem conta das crianças na piscina, por isso a responsabilidade é toda dos pais e responsáveis;
·  A responsabilidade do síndico quanto às piscinas é apenas quanto à manutenção dos equipamentos e da água da piscina. Portanto, só há responsabilidade civil no caso da manutenção provocar alguma lesão nos usuários.
Como evitar problemas:
- Providenciando a manutenção constante dos equipamentos, de acordo com as normas, e por profissionais habilitados;
- Cercando a área da piscina para evitar que crianças pequenas se aproximem e caiam ali

Elevadores - Manutenção
·  Em casos de negligência ou imprudência na manutenção, que gerem acidentes ou danos ao equipamento, o síndico e o condomínio poderão ser responsabilizados.
Como evitar problemas:
- Providenciando a manutenção constante do equipamento, contando sempre com uma empresa que tenha engenheiro responsável e técnicos devidamente treinados. Evite as empresas com valores de manutenção muito abaixo da média do mercado.

Funcionários - litígios
·  Quando o condomínio descumpre as leis trabalhistas, é muito comum o funcionário processar o condomínio, principalmente logo após sua rescisão, através dos advogados do seu sindicato.
·  Se for comprovada a ação ou omissão voluntária do síndico no caso, este poderá ser responsabilizado civilmente.
·  O não-pagamento de verbas previdenciárias retidas aos funcionários gera responsabilidade criminal do síndico.
Como evitar problemas:
- Cumprindo todas as leis trabalhistas, pagamento de benefícios, com atenção às datas de vencimento.
- Como a burocracia trabalhista é complexa, tanto em termos de leis quanto de documentos exigidos, é conveniente contratar uma empresa ou profissional para cuidar destas questões no condomínio.
- No entanto, o síndico deve sempre exigir comprovantes da empresa
- Caso a mão-de-obra utilizada no condomínio seja terceirizada, o síndico também deve se manter alerta a pagamentos de salários e encargos, já que em caso de processo trabalhista o condomínio tem responsabilidade subsidiária

Prestação de contas
·  É um dos principais deveres do síndico a correta prestação de contas anual para a assembleia, e também eventual, quando esta o exigir;
·  Para tanto, todas as despesas devem estar comprovadas e documentadas;
·  Caso se constate diferença de valor entre a arrecadação e as despesas comprovadas, o síndico pode ser acionado civil e criminalmente, por não cumprir sua obrigação legal e por se apropriar de fundos do condomínio;
·  A não-prestação de contas é um dos grandes responsáveis pela destituição de síndicos;
Como evitar problemas:
- Ter arquivo claro e organizado com todos os comprovantes de pagamento;
- Sempre exigir notas fiscais, RPA (recibo de autônomo), comprovantes de pagamentos de funcionários e seus benefícios, guardar as contas pagas;
- Trabalhar sempre em cooperação com o conselho fiscal, para verificar mensalmente a contabilidade condominial, evitando desgastes futuros.

Inadimplência - ausência de cobrança
·  O síndico deve zelar pela boa administração do condomínio, aqui incluída a recuperação dos créditos do condomínio, acionando os inadimplentes direta e judicialmente;
·  A negligência nesses procedimentos, devidamente comprovada, pode gerar a obrigação de reparar o dano;
Como evitar problemas:
- Tendo um cronograma-padrão de cobrança, do qual todos os condôminos tenham conhecimento. Por exemplo: no primeiro mês de atraso, notificação por escrito; no segundo, aviso de que o condomínio acionará a Justiça; no terceiro, entrar com ação de cobrança;
- Identificando, nos balancetes, não os nomes dos inadimplentes, mas os números de suas unidades;
- Não dar descontos em acordos. Estes, legalmente, só são possíveis com a concordância de todos os condôminos. Os acordos devem envolver apenas parcelamento.

Inadimplência - Danos morais
·  Alegação de danos morais por exposição dos nomes dos condôminos inadimplentes: depende do meio e do modo de divulgação. Se forem feitos de forma objetiva e discreta, que leve a informação aos interessados, não haverá dano moral ou constrangimento por parte dos condôminos pendentes;
·  A divulgação dos inadimplentes é um "exercício regular de direito", porque o artigo 1348 do Código Civil impõe ao síndico o dever de prestar contas aos condôminos.
Como evitar problemas:
- O melhor é divulgar apenas o número das unidades inadimplentes, o valor devido e o mês respectivo no balancete mensalmente enviado aos condôminos;
- Não convém veicular as unidades inadimplentes no quadro de avisos ou cartazes na portaria, mas apenas nos balancetes.

Obras
·  O síndico pode ser responsabilizado civilmente por obras realizadas sem a devida autorização da assembléia;
·  Se as obras são voluptuárias, ou seja, para fins estéticos ou de recreação, dependem do voto de dois terços dos condôminos. Ex: implantação de churrasqueira, reforma do hall de entrada;
·  Se as obras são úteis, ou seja, aumentam ou facilitam os serviços do condomínio, dependem de voto da maioria dos condôminos. Exemplos: reforma da guarita, implantação de piso antiderrapante;
·  O Código Civil determina que obras urgentes (chamadas pelo CC de "necessárias", art. 1341) podem ser feitas sem autorização de assembléia;
·  Se a obra urgente envolver grande despesa, a assembleia deve ser imediatamente convocada e comunicada.
Como evitar problemas:
- Observando as votações mínimas previstas por lei;
- Exija sempre que a empresa contratada tenha seguro contra acidentes e seguro de vida para os funcionários alocados na obra;
- Ao contratar qualquer obra, verifique se a empresa contratada tem porte e condições necessárias para concluí-la, sem abandoná-la pela metade, o que infelizmente tem acontecido algumas vezes.

Por Dra. Maraneide Alves Brock, Dr. João Paulo Rossi Paschoal e Dr. Luiz Murilo Inglês de Souza Filho
Fonte Conteúdo SíndicoNet