quinta-feira, 20 de agosto de 2026

CONSULTOR RECOMENDA "EDUCAÇÃO" PARA ATRAIR CLIENTES

 

O advogado tem duas opções para orientar a oferta de seus serviços a clientes: a técnica de marketing baseada em vendas ou a técnica de marketing baseada na "educação". No primeiro caso, ele assume o papel de vendedor, que se esforça por vender seus produtos e serviços, como qualquer outro da classe. No segundo, assume o papel de consultor, que trata de apresentar ao cliente seus potenciais problemas e mostrar as possíveis soluções para resolvê-los. Na prática, é pavimentar caminho para deixar claro qual é sua área de atuação e especialidade.
Por isso, o consultor de marketing para escritórios de advocacia, Trey Rader, desenvolveu o método que chamou de Education-based Marketing. Para os Americanos, "educar" o cliente significa oferecer abordagens que esclareçam, antes mesmo de uma eventual contratação, os aspectos jurídicos de determinados empreendimentos ou atividades. Mostrar que sempre há problemas em andamento ou à espreita, com consequências que podem ser mais ou menos graves. Mas sempre há medidas jurídicas que podem ser tomadas para solucioná-los.
Rader trabalha com advogados desde 1984, aos quais recomenda, constantemente, que evitem qualquer técnica que associe sua imagem a de vendedores do que seja. De uma maneira geral, imagens, negativas ou positivas, se impregnam na mente dos clientes, via subconsciente, e não se desfazem tão facilmente.
O "marketing baseado em educação" é, na verdade, uma forma de consultoria preliminar, que substitui a proposta de venda. Isso é feito em contato pessoal com o cliente ou através de outros meios de comunicação apropriados, como seminários, workshops, reuniões, websites, boletins, blogs, artigos em publicações (de preferência especializadas), press releases, entrevistas, e-mails etc. — sempre com o objetivo de esclarecer os clientes e possíveis clientes. Quando alguém precisar de seus serviços, já saberá quem procurar. Isso porque, na prática, a "isca" foi lançada.
Para isso, basta que o advogado se veja como um consultor, em vez de vendedor. O consultor Trey Rader vê os seguintes problemas com o "marketing baseado em vendas". Um artigo de apresentação dessa técnica de marketing educacional ocupou o espaço da principal chamada de capa da revista Marketing News, editada pela American Marketing Association. Veja o diagnóstico feito pelo consultor:

1. Possíveis clientes mudam seu caminho para evitar um encontro com você, porque estão cansados de enfrentar pressões de "vendedores".

2. Possíveis clientes pensam que não podem confiar em você, porque a maioria das pessoas já foi "escaldada" por algum vendedor ansioso por fazer uma venda, com base em informações incorretas ou falsas;

3. Possíveis clientes ficam na defensiva e tentam se proteger, porque esperam que você vai pressioná-los para comprar alguma coisa que não precisam ou não querem.
Com o "marketing baseado em educação", a atitude do possível cliente muda, diz o consultor:

1. Você dá aos possíveis clientes o que eles querem: informação e aconselhamento. E não os incomoda com o que não querem: uma proposta de venda.

2. Você não precisa se dar ao trabalho de fazer uma coisa que não gosta, no caso da maioria dos advogados: um esforço de venda.

3. Você cria na mente dos possíveis clientes uma imagem que agrada aos dois: a de autoridade no assunto. E passa a ser uma fonte confiável de informações.

4. Você não procura os clientes. Eles procuram você. Podem contatar o escritório ou visitar seu website para solicitar o envio de boletins etc.

5. Você começa a desenvolver um relacionamento com o cliente no primeiro estágio da tomada de decisão, frequentemente antes que tenham uma noção mais clara de seus problemas e de contatar outro escritório.

6. Você identifica possíveis clientes que rejeitam telefonemas com ofertas de serviços, mas que não têm qualquer problema em ligar para o escritório para pedir mais informações.

7. Os possíveis clientes descobrem que não precisam ter receio de telefonar para seu escritório, porque já conhecem sua disposição para esclarecer seus problemas.

8. Você economiza dinheiro, em comparação com outras técnicas de marketing.

9. Os possíveis clientes que telefonam para seu escritório, depois que você lhes despertou a vontade de fazer isso, estão genuinamente interessados em seus serviços. Quanto aos que não estiverem, você os identifica facilmente.

10. Você cria uma primeira impressão positiva e, mais que isso, estabelece sua credibilidade, ao oferecer informações úteis, em vez de uma proposta de venda.

11. Você economiza tempo, por criar seções de perguntas e respostas em seus meios de comunicação, em vez de responder as mesmas perguntas a cada consulta pessoal, por telefone ou e-mail.

12. Você ganha o respeito e a lealdade do possível cliente, pelo esforço que fez para ajudá-lo. Mesmo que ele não o contrate, por qualquer razão, ele será uma boa fonte de referência.

13. Você sabe, precisamente, como seu marketing está funcionando, porque pode contar o número de possíveis clientes que telefonam ou mandam e-mails e os que, de fato, acabam se tornando clientes.

14. Você ganha uma vantagem competitiva porque a maioria dos advogados não usa essa técnica para formar relacionamentos produtivos.

15. Você aprende a lidar com diversos métodos "educacionais" e acaba por criar uma sinergia entre eles, em que um reforça o outro.

16. A margem de lucro resultante é maior, porque resulta em menos trabalho e menos despesas.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

SAIA DA ZONA DE CONFORTO


A zona de conforto é sempre perigosa, deve-se evitá-la. Ela seduz, mas impede o progresso do seduzido, que acredita estar em uma posição confortável e de segurança, quando, em verdade, tais circunstâncias são meras ilusões. A zona de conforto é traiçoeira.
Muitos advogados corporativos (e muitos dos advogados que atuam em escritório) são vítimas da zona de conforto e, através dela, acabam por também vitimar os seus clientes (no caso, os clientes internos da companhia em que trabalham), colocando como barreiras ou escudos em sua atuação, exatamente, o seu saber jurídico.
Para muitos advogados corporativos é fácil se esquivar de um dado problema ou situação temerária se valendo, por exemplo, daquilo que consta na lei ou na jurisprudência. Alguns chegam a impedir o avanço para o encontro de uma solução, sob o argumento de que isto ou aquilo não é permitido legalmente, pura e simplesmente.
Pois bem. O advogado a serviço da empresa também deve ser um gestor de pessoas e projetos; deve saber como compartilhar uma visão, motivar as pessoas com quem interage, coordenar talentos; quanto aos projetos, deve saber definir metas, planejá-los e implementá-los. O advogado corporativo deve ser capaz de se afirmar como um líder “vertical”, a fim de inspirar a sua equipe; e “horizontal”, em todas as situações de colaboração com outras funções de negócios, sendo um contribuinte ativo para o desenvolvimento sustentável da empresa da qual faz parte.
Faça algo a mais, enfim. Saia da zona de conforto.
Por Marcelo José Ferraz Ferreira
Fonte Exame.com

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

TUDO É ENERGIA

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

5 PASSOS PARA DESENVOLVER A RESILIÊNCIA


Thomas Edison, o inventor da lâmpada, realizou mais de mil experiências e enfrentou vários fracassos antes de realizar seu intento. Perguntado sobre como nunca desistira ou se desanimara entre as centenas de tentativas fracassadas, ele respondeu: “Eu nunca fracassei. Eu apenas descobri 10.000 maneiras que não funcionavam”.
Quantos de nós temos essa qualidade de não desistir de tentar alcançar nossos objetivos? Quantos de nós não se deixam abater pelos obstáculos da vida e pelas crises do momento?
A resiliência separa os vencedores de todos os demais. Pessoas resilientes possuem um espírito heroico: são pessoas determinadas e motivadas que não desistem facilmente, nem cansam de tentar alcançar seus objetivos e propósito. A frase de Churchill ilustra a resiliência, que é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com ela. É ter a mente flexível e o pensamento otimista mesmo em situações difíceis, com metas claras e a certeza de que tudo passa.
Pessoas resilientes não se vitimizam – sempre se responsabilizam pelos seus atos, erros e acertos. Pessoas resilientes possuem grandes projetos de vida e não é qualquer dificuldade que consegue colocá-las para baixo. Pessoas resilientes possuem conhecimento sobre si mesmo, sua própria força, limitações e sentimentos. Pessoas resilientes derrotam a crise!

Resiliência: uma armadura psicológica
A resiliência pode ser desenvolvida em qualquer idade. Ela fornece uma “armadura psicológica” composta por cinco elementos ou fatores. De acordo com George S. Everly Jr., Douglas A. Strouse e Dennis K. McCormack, autores do livro “Stronger: develop the resilience you need to succeed”, existem cinco atributos que caracterizam uma pessoa resiliente:

1. Otimismo ativo
Quando você se encontra ativamente otimista, você se torna um agente orientador da mudança. O seu otimismo é um instrumento poderoso, uma força interior capaz de impulsionar você corajosamente adiante, mesmo quando os demais estão fugindo da luta.
Uma atitude otimista é uma afirmação psicológica que resulta em uma mudança fisiológica benéfica. Quando você se torna resiliente, o seu corpo é “sobrealimentado com um aumento moderado de hormônios como adrenalina, noradrenalina, ácido gama-aminobutírico, neuropeptídeo Y e cortisol”. Este surto de hormônios fortalece a memória e permite maior tolerância à dor, reações mais rápidas e maior consciência e força.

O pensamento otimista torna as pessoas mais felizes e mais bem-sucedidas. Os “otimistas passivos” esperam algo melhor; porém os “otimistas ativos” tomam medidas para moldar o futuro. Por exemplo, para militares de elite, o sucesso ou o fracasso pode representar a vida ou a morte. Portanto uma atitude negativa pode significar a derrota. Em sua filosofia, o resiliente acredita que sucesso “acontece porque você faz tudo para que ele aconteça”.
Uma dica aqui é: procure interpretar os acontecimentos na sua vida a fim de promover resultados eficazes e um ótimo desempenho. O seu mindset, isto é, a sua perspectiva mental sobre o evento, é fator determinante para o sucesso. Como dizia Henry Ford: “Se você acredita que você pode ou que você não pode, você está correto”.
Estudos científicos comprovam que quanto mais sucessos você obtém, mais fácil é compreender o que é preciso para ser bem-sucedido, ou seja, aquilo que pode gerar maiores triunfos; o cérebro humano, então, vai acabar também vivendo na expectativa de alcançar novas conquistas. É a profecia que se autorealiza.
Albert Bandura, da Universidade de Stanford, afirma que as pessoas podem desenvolver a autoeficácia, uma manifestação do otimismo ativo, através dos passos a seguir:
·        Realizações pessoais – O sucesso gera sucesso. Comece com pequenos sucessos para aumentar a sua confiança.
·        Observação – Observe as pessoas que conseguem alcançar os seus objetivos. Se elas podem chegar lá, você também pode.
·        Incentivo e apoio – Quanto mais apoio você tiver, mais fácil vai ser desenvolver a autoconfiança e o otimismo. As pessoas vão apoiar você, caso você as apoie.
·        Autocontrole – Mantenha a calma, procure além da gratificação instantânea, controle seus impulsos e se mantenha saudável.
O otimismo ativo é mais do que uma esperança ou uma crença. É uma prescrição para que você se recupere, seja bem-sucedido e deixe de viver como vítima.

2. Ação decisiva
Para se recuperar de um revés temporário, as pessoas resilientes estão preparadas para agir com coragem. Uma pessoa que se sinta fortalecida e determinada é capaz de tomar decisões difíceis sob pressão e agir com proatividade, escolhendo entre várias opções e avançando. Este nível de determinação ajuda você a enfrentar os problemas de frente e aproveitar as adversidades para crescer e desenvolver resiliência. Mas para que isso aconteça, você precisa agir.

As pessoas respeitam quem age com firmeza. Esse respeito constrói um efeito halo, isto é, as pessoas veem com bons olhos e admiram os mais determinados. Para elas, uma atitude orientada à ação é louvável e possui um potencial impulsionador de carreiras.

Por isso, a dica é: aja com determinação e aprenda a superar os comumente obstáculos existentes tais como:
·  Medo paralisante do fracasso
·  Medo do ridículo
·  Procrastinação
·  Falhar ao comunicar os detalhes relevantes a respeito das suas ações
·  Tentar agradar a todos
·  Sentir-se intimidado pela extensão do desafio
·  Perder a visão dos objetivos de longo prazo

3. Bússola moral
A sua bússola moral, ou seja, a sua “honra, integridade, fidelidade e comportamento ético”, deve orientar todas as suas decisões, mesmo que as coisas não estejam indo bem.
Quando as pessoas sentem que você está fazendo a coisa certa, elas creditam mais respeito e confiança. Para influenciar pessoas de maneira eficaz, os líderes sabem que a credibilidade e confiança se constituem em pilar fundamental. Em tempos de crise, as pessoas podem se permitir a cometer mais falhas, mas a moral e a ética serão sempre admiradas e valorizadas pelos públicos com os quais você se relaciona.
Kouzes e Posner, autores do livro “O Desafio da Liderança” entrevistaram milhares de líderes extraordinários no mundo inteiro. Os especialistas concluíram que o primeiro fator de sucesso do líder é ele ser “líder pelo exemplo”. Em primeiro lugar, grandes líderes sabem liderar a si mesmo, mantendo autocontrole e professando valores positivos.
Durante uma crise, o negativismo, o ceticismo e a desesperança são fatais. É preciso muito autocontrole, disciplina e inteligência emocional para superar as dificuldades.

4. Tenacidade implacável
Em 1939, o exército alemão de Hitler atacou a Polônia, dando início à 2ª. Guerra Mundial. Até outubro de 1941, a Alemanha ocupou a Europa Continental. A Grã-Bretanha manteve a sua liberdade. O primeiro-ministro Winston Churchill já havia conclamado o Reino Unido a resistir com firmeza aos nazistas. Ele se dedicou a “desafiar com tenacidade” as hordas de Hitler.
Churchill disse: “Nós lutaremos na França, lutaremos nos mares e oceanos, lutaremos com crescente confiança e crescente força no ar, defenderemos nossa ilha, a qualquer custo. Lutaremos nas praias, lutaremos nos campos de aterrissagem, lutaremos nos campos e nas ruas, lutaremos nas colinas; jamais nos renderemos”. Graças a tenacidade de Churchill, o vento começou a virar e os aliados, com a ajuda dos EUA, derrotaram os nazistas.
Inspire-se em Churchill e naqueles que seguiram seu exemplo corajoso. Não importa o obstáculo que você deva superar, confie na sua tenacidade “autossustentável”. Você tem controle total sobre o esforço necessário para seguir em frente. A determinação é abastecida pelo seu empenho total, nada menos do que isso. Espelhe-se no modelo estabelecido

Pessoas corajosas e determinadas são persistentes diante de desafios

5. Apoio interpessoal
Aristóteles afirmava que o grupo supera sempre os seus membros individuais. Este aumento da capacidade deriva da prontidão dos membros de se ajudarem mutuamente para o bem-estar coletivo. Este fenômeno é conhecido como “coesão interpessoal”, isto é, a partilha e o apoio.
Charles Darwin também comentou sobre o grande valor dos grupos coerentes. Ele concluiu que as tribos que conseguiriam prevalecer naturalmente seriam aquelas cujos membros defendessem uns aos outros e fizessem sacrifícios para o bem das suas comunidades.
Em outras palavras, você é mais bem-sucedido quando conta com relacionamentos sólidos. A dica aqui é: fortaleça as suas conexões interpessoais utilizando a fórmula “homofilia x proximidade”. Encontre pessoas com os mesmos valores e atitudes que os seus (homofilia) e passe um bom tempo nos locais onde elas costumam se reunir (proximidade). Vá atrás de mentores e exemplos a seguir.
Apoie as pessoas dispostas a apoiar você. Demonstre o seu respeito pelos outros. Escute o que as pessoas têm a dizer. Não presuma que as pessoas ao seu redor são maliciosas, mesmo que algumas se levantem contra você; pode ser que estejam agindo por pura ignorância ou insensatez. Não leve as ações dessas pessoas para o lado pessoal.
Esses cinco fatores interagem entre si e vão se desdobrando um após o outro. O otimismo ativo leva a uma ação decisiva, a qual depende da sua bússola moral; estes três passos requerem uma tenacidade implacável e se tornam mais fáceis quando você conta com um apoio interpessoal.

Resiliência é a capacidade de recarregar
Estou certo de que ser flexível e ágil é a melhor competência profissional do século XXI. No mundo volátil, cheio de incertezas e turbulências, aja como um bambu diante das tempestades e não como uma rígida figueira. As duas árvores sofrerão a mesma realidade, mas a forma de reagir de cada uma será diferente. Qual delas sobreviverá? A figueira se quebrará e o bambu se vergará, sobrevivendo à crise e se reerguendo. Quem cai e dá a volta por cima, sempre vence no final.
Muitos associam resiliência com força (o soldado que se arrasta na lama e não sofre, o boxeador que sempre se reergue depois do nocaute). Mas força e trabalho duro representam o oposto da resiliência. Arianna Huffington descobriu que os EUA perdem 11 dias de produtividade por trabalhador por causa da falta de sono revigorante dos trabalhadores.
A chave para a resiliência é a capacidade de recarregar. É tentar de maneira determinada, então pausar, tentar novamente, recuperar-se, e então tentar de novo. Mas melhorando a cada vez, como fez Thomas Edison. Esta conclusão tem base científica na biologia, mais especificamente no conceito de homeostase – a capacidade do cérebro de continuamente recarregar e sustentar o bem-estar. O neurocientista Brent Furl chamou de “valor homeostático” esta capacidade que temos de recarregar e buscar o equilíbrio novamente de forma natural.

Lembretes para o sucesso
Para desenvolver eficazmente a resiliência, lembre-se das seguintes premissas:
·  A simplicidade é crucial – Concentre-se nos cinco fatores da resiliência. Outros comportamentos também consolidam a resiliência, incluindo o autocontrole e uma mentalidade “calma, inovadora e não taxativa”. Lembre-se: menos é mais. Busque soluções simples.
·  A resiliência pode ser aprendida em qualquer idade – As dificuldades, a ansiedade e os eventos dolorosos podem levar a “eventos neurológicos e neuroendócrinos” semelhantes à plasticidade cerebral das crianças, o que melhora a aprendizagem. Assim, nossos revezes e eventuais fracassos devem ser encarados como lições de aprendizagem.
·  A autoeficácia é uma estrutura útil – Lembre-se de que o “primeiro sucesso é o mais difícil”.
·  É importante monitorar a sua resiliência – O autoconhecimento é um requisito fundamental para o sucesso. Conheça e tire proveito de seus pontos fortes e habilidades. Lembre-se: a prática e o treino aperfeiçoam.
·  Estude o passado – Encontre seus heróis pessoais de resiliência. Estude as suas palavras e ações. Inspire-se neles. Churchill, por exemplo, dizia: “O sucesso consiste de ir de um fracasso a outro fracasso sem perder o entusiasmo”.
 Por Marco Morsh
Fonte Portal Administradores

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO?

Transformações ocorrem para todos ao mesmo tempo, portanto, por vezes, por mais bem intencionada e responsável pelo desenvolvimento de seus talentos que uma empresa seja, não há tempo hábil para prepará-los para todas as transformações de mercado

Não vivemos em um mundo em constante mudança. Pois mudança é um evento que pode ser revertido. Um exemplo simples é quando você tem um sofá próximo a uma parede, o muda para perto da janela e, portanto, tem a possibilidade de retorná-lo à posição original. O mundo não funciona assim! Vivemos em um mundo em constante transformação. A diferença é que, quando algo se transforma, não tem como voltar à condição anterior. Um bicho-da-seda não muda, mas se transforma em borboleta. As lavas que saem de um vulcão não mudam, mas transformam a paisagem. E assim ocorre com a economia também. Um profissional, principalmente um líder dentro de uma empresa, que não observa as transformações ao seu redor pode causar sérios danos a si mesmo e à organização.
As principais consequências desse comportamento são o indivíduo contrair riscos inapropriados para sua carreira, o departamento ou mesmo a empresa. Pessoas que não se atualizam, não buscam novo conhecimento alinhado a novas tecnologias, tendências de gestão ou mesmo gerações, se tornam anacrônicas com o tempo. Sonham que um dia "as coisas" voltarão a ser o que eram. Mas esse dia nunca chega, e o que chega é a sua demissão. E o pior é que, quando ela ocorre, aí sim, se dão conta de que estão defasados, não compreendem o que fizeram de errado e culpam a empresa, seus gerentes e mesmo o governo.
Tive a oportunidade de acompanhar um grupo empresarial passar de um foco de investimento nacional para internacional. Durante o período em que mantinha seus investimentos concentrados somente no Brasil, seu presidente discursava com orgulho que, como empresa nacional, deveria focar no País. Até se dar conta de que uma nova legislação tornaria seu mercado acessível para gigantescos players globais. Antes que isso acontecesse, resolveu abrir o mapa-múndi e investir lá fora para crescer e se fortalecer. Entretanto, seus executivos, então já treinados havia décadas para pensar somente no Brasil, não falavam inglês. Como resultado, aqueles que não aprenderam rapidamente foram substituídos por profissionais de fora, e se lamentam da internacionalização da empresa.
Transformações ocorrem para todos ao mesmo tempo, portanto, por vezes, por mais bem intencionada e responsável pelo desenvolvimento de seus talentos que uma empresa seja, não há tempo hábil para prepará-los para todas as transformações de mercado. Muitas vezes, é como se tivesse de trocar a turbina do avião em pleno voo. Assim, o profissional deve manter o foco no futuro e observar as evidências que indiquem para qual direção as transformações possivelmente ocorrerão. E se preparar.
Diante de um evento que transforma sua vida, o indivíduo possui duas alternativas: resistir ou adaptar-se. É graças à resistência às transformações que a indústria de cosméticos cresce. Afinal, já que os cabelos brancos e as rugas que surgiram não voltarão a ser o que eram, o negócio é disfarçar. Mas, na vida profissional, a competência não pode ser um disfarce. Ela demanda adaptação. Não é preciso lembrar que, na natureza, são os mais adaptáveis que prevalecem. E assim ocorre na economia, nos mercados e, consequentemente, nas profissões.
É difícil viver em constante adaptação, pois isso nos coloca em uma experiência de vida desconfortável. Entretanto, quando a pessoa para no tempo, é como se nada mais fizesse sentido. Fica uma sensação de que, se o mundo não tivesse se transformado, ela ainda seria capaz, válida ou competente. No mercado, empresas nascem, lutam para se adaptar e, eventualmente, morrem. Mas, ao final, somente as que foram bem-sucedidas nesse processo prevalecem. Portanto, o que se pede ao profissional ao lidar com sua carreira é que a veja com os mesmos desafios de todo empreendimento. Que sofrerá ao longo do tempo transformações impostas pelo mundo, pelos mercados, pela tecnologia, pelas gerações mais novas e por crises econômicas. Mas, ao final, terá de se adaptar. Esse é o jogo.

Por Sílvio Celestino
Fonte O Portal da Administração

OS TRUQUES PARA PARECER CONFIANTE (MESMO ESTANDO INSEGURO)


Quando a atitude confiante na hora de se apresentar e de se comunicar com as pessoas é um ingrediente que falta no comportamento do candidato, muitas vezes, nem um currículo impressionante vai bastar para reverter sua desvantagem em processos seletivos.
Transmitir confiança é decisivo para o sucesso no mundo do trabalho e quem diz isso é Rodrigo Soares, diretor de uma das maiores consultorias de recrutamento e seleção que atuam no Brasil, a Hays.
Em um ambiente em que parecer ser é tão importante quando ser de fato, profissionais confiantes prosperam não só por conta da boa comunicação, mas também porque são capazes de conquistar e influenciar positivamente o ambiente ao seu redor.
Confira como espantar a insegurança e projetar confiança, o que , segundo Soares, é uma escolha, basta optar por ela:

1. Aja primeiro
“O profissional deve partir para a ação, que pode ser ancorada na observação da atitude de pessoas confiantes”, diz Rodrigo Soares. Repare na linguagem corporal de alguém que você considera confiante. Note gestos e expressões e perceba de quais deles você poderia se apropriar. “Pequenas ações já projetam confiança”, diz.
Agir de maneira confiante mesmo antes de se sentir tão seguro quanto demonstra a “nova” atitude terá resultados efetivos na sua autoimagem, segundo o diretor da Hays.

2. Elimine vocabulário impreciso
“Há, por exemplo, uma diferença grande no nível de confiança transmitido ao interlocutor entre dizer ‘eu acho’ e dizer ‘eu acredito’”, diz Soares.
Eliminar palavras imprecisas é uma maneira de valorizar suas colocações em reuniões e apresentações. Ritmo e cadência da fala são fatores importantes para demonstrar credibilidade. O contato visual, um desafio para os mais inseguros, nunca deve ser preterido neste processo. E, lembre-se de sorrir, indica Soares.

3. Bom humor
Pessoas engraçadas, em geral, são vistas como confiantes e capazes de transformar o clima de uma empresa. Quando for apropriado ao ambiente, aposte no humor, mas com moderação e parcimônia.
Se sua a insegurança não permite que você tenha a coragem de tentar provocar risadas nos outros, apresente-se no dia a dia, simplesmente, com bom humor. “Ninguém precisa contar piada, um sinal de bom humor em uma entrevista de emprego é o sorriso”, diz Soares.

Aliadas aos truques, estas ações são imprescindíveis:
Tenha mentores.
Executivos muitas vezes atribuem parte de seu sucesso à orientação que receberam de seus mentores ao longo da carreira. Cercar-se de uma rede de apoio vai, sem dúvida, aumentar o seu nível de confiança para tomar decisões no âmbito profissional.
Segundo Soares, um mentor deve, inclusive, ser encarado como um lembrete constante do que é necessário fazer para chegar aonde você quer. “Devem ser pessoas que inspiram admiração e com quem há forte identificação de valores”, diz Soares.

Prepare-se.
Quanto mais inseguro o profissional, mais a preparação se faz necessária. Dedique-se ao máximo antes de enfrentar reuniões, apresentações ou entrevistas de emprego. Pular esta etapa é, segundo Soares, deixar muito espaço para o acaso e para possíveis falhas.

Por Camila Pati
Fonte Exame.com

8 HÁBITOS DIÁRIOS PARA AUMENTAR SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

A gestão das emoções — tanto próprias como alheias — é fundamental para o sucesso. Veja como desenvolvê-la por meio de mudanças simples na rotina

O que diferencia um profissional com alto nível de inteligência emocional de outro conhecido por suas explosões de raiva, ataques de choro e mudanças repentinas de humor?
Certamente não é a presença (ou falta) de um talento inato para lidar com os sentimentos, garante Rodrigo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie).
“A inteligência emocional é resultado de treino, assim como qualquer outra competência”, diz o especialista. “Seu desenvolvimento começa já na infância para algumas pessoas, mas também pode acontecer mais tarde, na vida adulta, a qualquer tempo”.
Investir nessa habilidade comportamental é crucial para o sucesso em qualquer carreira. Mais do que nunca, a gestão dos sentimentos — tanto próprios como alheios — tem sido definida por especialistas em recursos humanos como uma habilidade decisiva para continuar empregado na crise e eventualmente ser alçado a uma posição de liderança.
Incorporar certos hábitos à sua rotina pode ajudar nesse aprendizado, diz Adriana Gattermayr, coach e consultora da Gattermayr Consulting. Ela diz que exercícios diários de capacidades como observação, empatia, resiliência, tolerância e autocontrole podem gradativamente transformar uma pessoa explosiva em alguém muito mais apropriado de si mesmo.
A seguir, confira 8 atitudes que você pode cultivar na rotina para se tornar mais inteligente do ponto de vista emocional, segundo os especialistas ouvidos por EXAME.com:

1. Não “cure” sua frustração com queixas
Diante de uma contrariedade, a reação tipicamente humana é reclamar. Quem faz isso está aliviando sua irritação, mas de forma pouco produtiva, diz Gattermayr. Isso porque há grandes chances de o problema continuar presente. Por isso, quem tem inteligência emocional substitui a queixa pela ação. 
A cada vez que você sentir raiva ou frustração no cotidiano, interrompa rapidamente o ímpeto de reclamar e tente imaginar uma saída prática para melhorar a situação. Isso não quer dizer que você deva “desligar” as suas emoções, mas sim empregá-las de forma estratégica.

2. Busque palavras para definir o que está sentindo
Um exercício simples para conhecer melhor as suas emoções é tentar capturá-las pela linguagem. Pergunte-se a cada vez que estiver diante de um sentimento desconhecido: isto é ansiedade, remorso, medo, euforia, raiva, inveja, alívio, decepção, arrependimento? Quanto mais precisa for a palavra, melhor.
Identificada a emoção, o próximo passo é observar qual atitude ela costuma desencadear em você. “Um bom profissional se pergunta constantemente ‘toda vez que sinto isto, ajo desta forma?’”, diz Gattermayr. “Ao descobrir os seus padrões de comportamento, você consegue adequá-los a cada momento da vida, em vez de se tornar escravo deles”.

3. Observe as emoções alheias (e tente senti-las também)
O desenvolvimento da inteligência emocional não se restringe apenas ao seu mundo interior: ele também depende da sua conexão com as outras pessoas. A dica de Gattermayr é exercitar a sua sensibilidade às emoções dos outros, mesmo quando eles tentam disfarçar.
É como um quebra-cabeças: quanto mais você observa a pessoa, mais peças aparecem e mais elas se encaixam. “É muito útil para percebermos que nem toda briga é pessoal”, diz a especialista. “Também é um ótimo exercício ‘anti-mimimi’, até porque muitas vezes descobrimos que agiríamos da mesma forma se estivéssemos no lugar do outro”.

4. Ofereça ajuda
Segundo Rodrigo Fonseca, presidente da SBie (Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional), estar sempre disposto a apoiar colegas, chefes e subordinados é uma forma de fortalecer um dos pilares da inteligência emocional: a empatia.
“Preciso me colocar no lugar do outro para saber se ele precisa de ajuda, isto é, preciso me sentir como ele se sente”, explica. Além disso, a disponibilidade e a cooperação criam um importante vínculo emocional entre você e as outras pessoas do seu ambiente de trabalho.

5. Permita-se viver conflitos
Um dos grandes mitos em torno da inteligência emocional é a ideia de que ela corresponde à serenidade absoluta. Pelo contrário: a competência tem a ver com o bom uso de emoções boas e ruins, fortes ou fracas, de forma que o indivíduo não fique refém delas.
Assim, é importante exercitar a sua autenticidade no cotidiano e não tentar agradar sempre. “Essa honestidade tem a ver com o entendimento de que questões difíceis muitas vezes precisam ser abordadas para o crescimento de todos”, diz Gattermayr. Se você evita conflitos o tempo todo, nunca vai desenvolver musculatura para superar os problemas.

6. Abandone a postura de juiz
Alguém fez algo no trabalho que você achou estranho ou ridículo? Antes de julgar essa pessoa, procure entender suas motivações e reconhecer que nem todo mundo pensa como você, aconselha Fonseca. “Quem tem inteligência emocional sabe apreciar as diferenças entre as pessoas”, diz ele.
Isso também significa cortar radicalmente o hábito da fofoca e da maledicência, que vão na contramão da empatia. No lugar dessas práticas, é mais produtivo observar o outro de forma paciente e buscar aprender algo com ele.

7. Planeje suas conversas
Antes de falar com uma pessoa no trabalho, acostume-se a fazer uma série de perguntas prévias. Este é o melhor momento para abordá-la? Como ela está se sentindo hoje? O assunto pede delicadeza ou firmeza, gravidade ou leveza? O local é adequado para a conversa?
Segundo Gattermayr, esse é um exercício de autorregulação, feito a partir da observação das emoções alheias e do aprendizado sobre os seus próprios padrões de comportamento. A hora e o lugar são corretos, você calibrou seu discurso, mas a pessoa acabou se irritando e gritou com você? A dica é respirar fundo, não revidar e pedir gentilmente que a conversa continue mais tarde.

8. Treine sua resistência às tentações
Pessoas com baixa inteligência emocional cedem facilmente aos seus próprios impulsos. Ocorre que pequenos prazeres não trazem felicidade. “Um estudo clássico mostra que crianças que conseguem sacrificar uma bala agora para comer duas balas daqui a uma hora se tornam adultos mais bem-sucedidos”, diz Gattermayr. Daí a importância de não sucumbir a sentimentos momentâneos e sempre pensar nos efeitos de cada ação a longo prazo.
Controlar os seus próprios impulsos também ajudará o indivíduo a ser mais altruísta — o que também traz mais felicidade. Ao pensar nos outros, você é obrigado a regular as suas próprias emoções e a sacrificar o próprio conforto de vez em quando. Não existe hábito mais propício para desenvolver sua inteligência emocional e construir uma vida social harmônica dentro e fora do trabalho.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

OS 5 MITOS MAIS COMUNS SOBRE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Emoções: inteligência emocional não pode ser aprendida em livros ou cursos

Entre as muitas competências exigidas pelo mercado que não são ensinadas na faculdade, a inteligência emocional é uma das mais importantes.
“Desde cedo, a escola nos ensina a valorizar apenas os conhecimentos gerais, como história e geografia, ou então a inteligência lógico-matemática, deixando as emoções de lado”, afirma João Marcelo Furlan, CEO da Enora Leaders.
Excluído das salas de aula, o tema acaba cercado de dúvidas e mal-entendidos, o que cria uma lacuna importante no futuro profissional dos alunos.
O maior problema, segundo Furlan, é que a maioria das pessoas ignora o valor do QE (Quociente Emocional) e ainda enxerga o famoso QI como o principal ingrediente para o sucesso.
Essa percepção é contrariada por pesquisas sobre o assunto. Um levantamento da consultoria TalentSmart, por exemplo, mostrou que 90% dos profissionais com alto desempenho têm uma boa gestão de suas emoções. Entre aqueles que têm baixa performance, apenas 20% têm uma nota alta em QE.
“Costuma-se dizer que as empresas contratam pelo QI, e demitem pelo QE”, diz Furlan. Isso porque as competências emocionais definem como o profissional vai se relacionar com a equipe e lidar com pressões e dificuldades - fatores essenciais para continuar empregado ou até ser promovido.
O desconhecimento geral sobre o assunto faz com que muitos percam a oportunidade de usar as próprias emoções a seu favor no trabalho. Diante disso, EXAME.com perguntou a especialistas quais são alguns dos mitos mais comuns sobre o tema. Veja a seguir:

1. Significa evitar emoções
Um dos grandes mal-entendidos sobre inteligência emocional é associá-la à necessidade de reprimir o que se sente.
É bem o contrário, diz o consultor Minoru Ueda, autor do livro “Competência emocional: quanto antes, melhor!” (Editora Qualitymark). “Você não deve punir as suas emoções, mas sim observá-las, avaliá-las e educá-las”, explica.

2. Significa ser emotivo
No extremo oposto, muita gente também pensa que a competência tem a ver com expressar emoções na frente de todos ou chorar com frequência.
Não é nada disso: segundo Furlan, trata-se de controlar a manifestação das emoções - e mesmo adiá-las, se necessário. Na verdade, pessoas que se expõem descontroladamente são justamente as menos inteligentes do ponto de vista emocional.

3. É assunto para livros de autoajuda
Ueda diz que muitas pessoas ignoram a natureza científica do tema. “Como tem a ver com emoções, logo pensam que se trata de autoajuda”, explica o consultor.
Não é a realidade. Discutido desde os anos 1960, o conceito se popularizou com a publicação do livro seminal do psicólogo Daniel Goleman, “Inteligência emocional”, de 1995. Desde então, tem sido pauta de pesquisas e produções acadêmicas em todo o mundo.

4. É um talento inato
É verdade que algumas pessoas têm uma tendência natural a lidar bem com emoções próprias ou alheias. Isso não significa, porém, que a competência seja um "dom".
“É algo perfeitamente treinável”, diz Ueda. “Qualquer um pode desenvolver essa capacidade a partir do momento em que perceber o benefício para si próprio e para os outros”.

5. Pode ser adquirida em cursos
Não há dúvidas de que a inteligência emocional está ao alcance de todos. Mas, ao contrário de outras competências, ela não pode ser aprendida em cursos, livros ou palestras.
De acordo com Furlan, a aprendizagem passa necessariamente pela experiência prática, no cotidiano, com outras pessoas. Para se capacitar, diz ele, a teoria é insuficiente: é preciso vivenciar suas próprias emoções, observar as alheias e refletir sobre elas continuamente.

Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

8 DICAS DE MOTIVAÇÃO PESSOAL

TRÊS COISAS

terça-feira, 18 de agosto de 2026

ADVOGADO, APRENDA COMO COBRAR HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS


Você pode não ter percebido, mas quando decidiu advogar, assinou um contrato invisível consigo mesmo assumindo a responsabilidade pelos desafios que enfrentaria logo à frente – e não são poucos! Principalmente para os advogados iniciantes, as descobertas costumam surgir a partir de dúvidas sobre assuntos que pouco ou nada se ouviu falar na faculdade. E aí, depois que você abre o próprio escritório ou inicia sua carreira autônoma, parece existir um elefante no meio da sala, te impedindo de prestar atenção em qualquer outro assunto. O nome do elefante? Honorários advocatícios.
É normal se perder no começo, não saber cobrar os honorários e, eventualmente, até acabar pagando para trabalhar. Afinal, se você não planeja sua precificação, só vai saber que está no prejuízo quando, ao chegar no fim do mês, perceber que o faturamento não supera os custos de manutenção do seu negócio jurídico. Por isso, ao elaborar um contrato de honorários, é preciso sistematizar um modelo de cobrança. Mas antes de seguir fórmulas e pensar em números, é interessante conhecer alguns detalhes sobre remuneração, entender como usar a tabela da OAB e descobrir maneiras de fugir de enrascadas. Quer aprender tudo isso e entender melhor sobre honorários advocatícios?

Quando e como usar a tabela de honorários advocatícios da OAB?
Muitos advogados iniciantes usam a tabela da OAB como referência para cobrar honorários. Cada estado tem seu próprio quadro com sugestões de quanto o profissional deve cobrar por cada serviço. Além de ser um balizador de honorários, a ferramenta também é útil para orientar quem não sabe o valor mínimo fixado para as atividades jurídicas.
Observar o piso descrito na tabela é um exercício importante para evitar que, na tentativa de sobreviver ao mercado e conquistar novos clientes, a prática individual do advogado não desvalorize o trabalho de toda uma classe. Se, por exemplo, um grupo de advogados começar a cobrar honorários com um valor muito inferior ao previsto na tabela, poderá dar a falsa impressão aos clientes de que os honorários advocatícios são totalmente flexíveis e facilmente negociáveis.
Além disso, o profissional que adota este tipo de comportamento vai na contramão da regulamentação da advocacia e pode acabar recebendo um processo disciplinar por infração ética. A principal previsão legal sobre honorários advocatícios está nos artigos de 35 a 43 doCódigo de Ética e Disciplina da OAB.
Além de uma abordagem geral sobre o assunto, o documento traz questões relativas ao teto (valor máximo permitido) da categoria, um ponto bastante sensível, que merece nossa atenção. O artigo 38 do Código prevê que, em caso de ganho sobre êxito, o lucro do advogado nunca deve ser superior ao do cliente. No entanto, pela prática do mercado e de acordo com decisões judiciais recentes, essa porcentagem não costuma ser superior a 30% sobre a causa ganha.
É importante ressaltar que os valores apresentados na tabela da OAB podem ser ajustados de acordo com a complexidade do caso, o prestígio e o nível de especialização do advogado, além da relevância e do valor da causa. Por isso, a recomendação para o advogado iniciante é não se limitar à tabela, mas usá-la como um comparativo para criar o seu modelo de cobrança.

Você já pensou em criar produtos para sua advocacia?
Calma, não estamos falando de abrir um quiosque no shopping para vender camisetas e canecas. No sentido proposto, a produtização da advocacia diz respeito à fixação de alguns valores para determinadas atividades.
É claro que nem todo serviço pode virar um produto com valor fixo. No entanto, palestras, consultorias, consultas jurídicas e outras atividades passíveis de terem o esforço e o tempo de dedicação calculados, podem e devem ser formatadas em produtos, ainda que seus valores sofram variações conforme a demanda. Além de ser bom para a sua organização interna, essa prática facilita a comunicação de valor sobre seu trabalho para os clientes.
A melhor maneira de fazer isso é calculando a sua hora de trabalho – considerando seu capital intelectual e as despesas de manutenção do seu negócio – e depois avaliando quantas horas são gastas, em média, para cada uma dessas atividades. Assim, você conseguirá mensurar o custo mínimo de cada “produto”.

Advogado iniciante precisa pagar para trabalhar?
Não. E para evitar que você fique no prejuízo, é importante entender a relação entre custo e lucro. Para isso, é necessário levantar todos os custos fixos do seu negócio jurídico e estabelecer um valor para seu trabalho intelectual.

Mas o que é considerado custo e o que é lucro?
  • Custos fixos são gastos mensais necessários para o desenvolvimento do seu trabalho, como aluguel, energia, internet, funcionários, entre outros;
  • Tributação são as taxas e impostos que incidem sobre as notas fiscais emitidas;
  • Despesas geradas se referem aos gastos que você terá com o seu cliente ao longo do processo, como cópias, impressões, deslocamentos, viagens etc.

Todos os custos fixos e tributários devem ser repassados aos seus clientes para que você consiga, finalmente, lucrar com o seu trabalho. Sabendo a média de custos mensais, fica mais fácil dividir a cobrança entre os clientes. Já os custos variáveis podem ser cobrados junto dos honorários ou à parte, após a conclusão do trabalho na forma de ressarcimento, e também em pagamentos mensais. Essa última alternativa costuma ser aplicada a clientes permanentes ou para processos longos. São taxas mínimas, apenas para cobrir os custos gerados. Essa estratégia, além de ser útil, funciona como uma forma de manter um relacionamento constante com o cliente.
Por fim, o lucro é o valor referente ao seu ganho efetivo. Você pode lucrar fixando um percentual sobre o valor do custo do serviço integral ou sobre a sua atividade intelectual. É aqui que entra o valor da sua hora de trabalho e a porcentagem que você irá cobrar em cima do êxito do cliente. Após cobrir os custos, tudo o que vier é lucro. Portanto, os custos são inegociáveis. Da próxima vez que você for criar um contrato de honorários, lembre-se que qualquer negociação de valor deve ser feita exclusivamente em cima do lucro. Caso contrário, você estará perdendo dinheiro.
Por Astrea Software
Fonte JusBrasil Notícias

MULHERES SABEM CONQUISTAR CLIENTES MELHOR QUE HOMENS


Não será nenhuma novidade dizer que as mulheres têm instintos excepcionais para as vendas. De fato, as mulheres são melhores vendedoras que os homens, jura o escritor de "Em busca da excelência", Tom Peters, que é especializado em práticas de gestão de negócios. Esse é um lado da história. O outro é que a maioria das mulheres não sabe disso. E muitas ainda preferem ir ao dentista a fazer uma visita a um cliente prospectivo. É o que afirmam as especialistas em lideranças femininas, muito conhecidas nos EUA, Jill Flynn, Kathryn Heath e Mary Davis, em um artigo para o blog da Escola de Negócios da Universidade de Harvard.
Mas, elas têm uma mensagem para essas mulheres incrédulas. Elas devem escrever em um pedaço de papel e pregá-lo no espelho: "Mulheres que vendem são promovidas". Segundo as autoras, o que distingue as mulheres que "amam vender" das demais é o fato de elas já estarem em vendas — e as outras estão fazendo qualquer outra coisa — e até argumentando, quando solicitadas a participar de qualquer processo de conquista de clientes. Dizem algo como: "Isso não faz parte da descrição do meu cargo; nem das minhas qualificações".
Infelizmente, dizem as autoras, a atividade de vendas é uma daquelas coisas — como falar em público — que evitamos fazer, para o nosso próprio infortúnio. De acordo com um levantamento da McKinsey & Company, 62% das mulheres preferem serviços profissionais ou burocráticos — e ficar tão longe de vendas quanto a vida lhes permite. A minoria exerce funções que incluem, de alguma forma, atividades de vendas — que podem agregar, por exemplo, o trabalho de conquistar novos clientes para as firmas de advocacia e ajudar a manter os atuais. Essas são as mulheres (e isso vale para homens) que estão no nível superior do estrato de pessoal da firma. São essas pessoas que a ajudam a cumprir seu objetivo de negócios: produzir receitas. São as candidatas ou candidatos naturais a cargos de direção ou participação na sociedade.
O estrato de pessoal de qualquer firma (ou empresa) tem pelo menos três níveis. No nível superior, estão os profissionais ou funcionários que trazem negócios e receitas para a organização. No nível secundário, estão os profissionais ou funcionários que são coringas (ou pau-para-toda-obra), que conhecem todos os serviços da firma e estão prontos para substituir quem que seja, em caso de ausências. No nível primário, estão os profissionais ou funcionários que exercem bem a sua função (e nada mais do que isso), fazem o seu trabalho a tempo e cumprem horários. De qualquer forma, estão acima dos profissionais ou funcionários que, por enquanto, ainda não se encaixam nessa descrição.
Portanto, os profissionais mais valiosos são os que trazem novos clientes, que geram novos negócios para a firma. Isso implica ter conhecimento de vendas e de formação de relacionamentos...Ou melhor, só de formação de relacionamentos, dizem as autoras. Isto é, a atividade de vendas nada mais é do que uma sequência natural da atividade de formação de relacionamentos. Conclusão: não é nenhum bicho de sete cabeças para as mulheres, pelo menos na opinião das autoras.
É claro que isso não se refere a relacionamentos descomprometidos, em que o único objetivo é conquistar a amizade. São relacionamentos profissionais, com aspectos de relacionamentos comerciais. O encontro casual em um evento, clube ou associação, em que cartões de visitas foram trocados, deve ser seguido de uma visita ao cliente prospectivo. Nessa visita, não há que se vender nada. Há que se entrevistar o cliente. Fazê-lo falar sobre ele mesmo, sobre sua família e, principalmente, sobre seus negócios, como descreveu a ConJur na reportagem "Um erro comum dos advogados é fala demais", de 3/8/2012. Nessa conversa, os faros afinados da advogada (ou advogado) vão detectar possíveis pontos de estrangulamento jurídicos nas atividades da empresa ou problemas na vida pessoal do empresário que podem, um dia, terminar em um tribunal.
A tarefa seguinte, nesse encontro, é mostrar ao cliente prospectivo os problemas que ele tem ou poderá ter na área jurídica e explicar as possíveis soluções. Nesse ponto, o comentário da mulher de negócios Kate Hewitt saiu melhor que o artigo das especialistas. A leitora contou que, para atingir um índice de fechamento de negócios de 80%, ela simplesmente segue o mantra: "Eu não vendo nada, eu explico".
O trabalho de Kate é conquistar clientes. Ela recruta investidores (gente que também tem problemas, como o de não saber o que fazer com o dinheiro que está sobrando). Ela chega a eles por meio do desenvolvimento de relacionamentos. E, posteriormente, explica a eles que há boas soluções para o "problema" deles, sem dificuldades. Por que sem dificuldades? Porque ela realmente acredita que as soluções que a firma dela oferece vão resolver os "problemas" das pessoas de seu círculo de relacionamento. E não é preciso mais nada do que isso. Daí para a frente, as coisas se encaminham sozinhas. "Se eu soubesse que nosso serviço não seria vantajoso para o cliente, eu sequer falaria sobre ele", escreveu.
"Eu posso falar sobre nossos serviços com quem quer que seja, mesmo com gente muito importante. Se eu acredito em nossos serviços, eu sei que eles vão solucionar problemas dessas pessoas, que vão melhorar os seus negócios e suas receitas, bem como as suas vidas pessoais. Desenvolve-se uma parceria simbiótica, que cresce a longo prazo e engrandece a nossa reputação. Mas é preciso saber que é necessário um alto nível de empatia, que só se consegue com o desenvolvimento do relacionamento, para que você realmente se preocupe com seus clientes, a ponto de colocar em risco sua própria reputação para poder ajudá-los", escreveu.
As autoras, que já treinaram mais de sete mil mulheres, afirmam que vendas (e a conquista de clientes) é um trabalho de desenvolver relacionamentos, explicar problemas e soluções, colocar paixão na ideia de ajudar os outros e ganhar confiança. "As mulheres são boas em tudo isso, naturalmente", elas garantem. "Tudo que é preciso é mudar a própria mentalidade", afirmam. E achar alternativas para alguns probleminhas: por exemplo, você não pode jogar golfe com um cliente prospectivo, simplesmente porque não é jogadora de golfe. Não pode empacar, por causa disso. Esse foi um "probleminha" que uma americana resolveu, promovendo um concurso de dança no clube de golfe. É claro que sua primeira tarefa foi ensinar o cliente prospectivo a dançar. "Isso se chama dançar perto da linha das receitas", dizem as autoras do artigo.
Se ser uma expert em vendas e em conquista de clientes, uma máquina de geração de receitas para sua firma, uma sócia ou diretora-executiva da firma, não é importante para você, não se preocupe, diz a empresária Trish Reys. Muitas mulheres têm ambições diferentes, como as de dar maior qualidade de vida à família, desfrutar o relacionamento com os filhos, cuidar da educação das crianças e da casa. E isso é perfeitamente normal e popular. Mas considere, progressivamente, que a maior qualidade de vida pode vir justamente de suas capacidades naturais de vender, afirma.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico