Luiza's Blog
quinta-feira, 30 de abril de 2026
quarta-feira, 29 de abril de 2026
PAREM O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!
A conhecida sentença de Rui Barbosa - "Justiça tardia não é Justiça, é injustiça manifesta" - pelo que estamos vendo e vivenciando, ao invés de servir de alerta a quem deva fazer justiça parece-nos, serviu de incentivo a tornar a justiça lenta e ineficiente.
O direito à justiça é um direito fundamental e, como se sabe, “justiça é dar a cada um o que lhe pertence”. Entretanto, para que se faça realmente justiça, a decisão que a outorga deve alcançar quem a busca, no tempo devido, sob pena de se enquadrar na assertiva de Rui Barbosa.
Sendo a justiça o último refúgio do cidadão, quem a ela recorre visa corrigir uma injustiça ou um prejuízo moral ou material, que exigem pronta reparação. Porém o que se verifica na prática é uma autêntica negação de justiça pela morosidade dos atos judiciais, gerados pela incapacidade do Poder Judiciário de processar de forma ágil as demandas que a ele são carreadas.
Não raras vezes ouvem-se manifestações oriundas de alguns representantes do Poder Judiciário, atribuindo culpa pela morosidade da Justiça aos advogados e ao excesso de recursos. Ora, isso é subestimar a inteligência dos operadores do Direito e do cidadão que têm conhecimento, por experiência própria ou por notícias que circulam na imprensa, de que a justiça é lenta por deficiência funcional.
Os advogados, pelo contato constante com os órgãos judiciais, na tentativa de agilizarem o andamento dos seus processos, já criaram calo abdominal de tanto esfregá-lo nos balcões surdos, mudos e inertes das serventias.
Advogar, nos dias atuais, é um desafio à resistência de qualquer ser humano. Não basta preparo e dedicação do advogado para que seu exercício se dê de forma plena e eficiente.
Hoje, mais do que capacidade técnica, é requisito essencial ao advogado gozar de boa saúde física e mental, sob pena de sucumbir numa fila de cartório ou de banco para pagar uma guia ou receber um alvará.
Todos nós já tivemos experiências pessoais dessa morosidade. Só como exemplo cito a 1ª Vara de Família de Alvorada, onde já se vão 60 dias aguardando a tal juntada de um mandado. Na comarca de Montenegro, passaram-se seis meses para juntada de uma petição. Na 7ª Vara da Fazenda Pública, levei um ano para ser intimado de um despacho. E, o pior, a douta juíza se negou a me receber em seu gabinete. Sem falar no Arquivo Judicial, onde demorar 60 dias para desarquivar um processo é comum.
Não sou mais um jovem e ainda exerço a Advocacia por gostar do que faço, mas, infelizmente, estou sendo aposentado compulsoriamente pela ineficiência do Judiciário. Estou num nível de estresse que - se insistir em continuar - serei preso por desacato ou mais uma vítima de infarto, pela incompatibilidade do meu temperamento com a ineficiência da máquina judicial.
Será que a cúpula do Judiciário não sabe disso? E a OAB, em que pese cobrar a mais alta anuidade dentre todas as categorias profissionais, o que está fazendo pela classe?
Parem o mundo que eu quero descer!
Por Jaime Lopes Izquierdo
Fonte Espaço Vital
ATITUDE POSITIVA? TENHA OU SUA SAÚDE E PERFORMANCE SERÃO PREJUDICADAS
Diante
de um leque de desafios, todos nós já recebemos um conselho bem
intencionado para nos “mantermos positivos”. Quanto maior o
desafio, maior as chances dessa sabedoria do “copo meio cheio” se
tornar uma visão Poliana e irreal. É difícil encontrar motivação
para focar em positividade quando a positividade nada mais parece do
que um pensamento positivo.
O
verdadeiro obstáculo para a positividade é o nosso cérebro,
programado para buscar e focar em ameaças. Esse mecanismo de
sobrevivência serviu à humanidade quando éramos caçadores e
coletores, vivendo todos os dias com a ameaça real de sermos
assassinados por algo ou alguém próximo a nós.
Isso
aconteceu há eras. Hoje, esse mecanismo reproduz pessimismo e
negatividade nas mentes e a tendência é buscar até acharmos uma
ameaça. Essa ameaça amplia a percepção de que as coisas estão de
mal a pior. Para ameaças cuja fuga envolve se esconder na florestas,
esse mecanismo é eficaz. No entanto, quando a ameaça está no campo
da imaginação e você passa dois meses convencido de que o projeto
o qual você está trabalhando vai falhar, esse mecanismo deixa você
com uma visão amarga da realidade que causa estragos na sua vida.
POSITIVIDADE
E SUA SAÚDE
Pessimismo
é problemático pode ser ruim para sua saúde. Muitos estudos
mostram que os otimistas são mais fisicamente e psicologicamente
saudáveis que os pessimistas.
Martin
Seligman da Universidade da Pensilvânia conduziu várias pesquisas
sobre o assunto. Seligman encontrou taxas mais altas de depressão em
pessimistas que atribuem suas falhas em déficits da própria
personalidade. Otimistas, no entanto, tratam as falhas como um
experiência de aprendizado e acreditam que podem fazer melhor no
futuro.
Para
examinar a saúde física, Seligman trabalhou com pesquisadores de
Dartmouth e da Universidade de Michigan em um estudo que avaliou
pessoas dos 25 até os 65 anos para saber como os níveis de
pessimismo ou otimismo influenciam a saúde no geral. Os
pesquisadores percebeu que a saúde dos pessimistas se deteriorou bem
mais rápido com a idade.
Os
achados de Seligman são parecidos com a pesquisa conduzida pela
Clínica Mayo, que percebeu que os otimistas possuem menos doenças
cardiovasculares e mais tempo de vida. Embora o mecanismo exato pelo
qual o pessimismo afeta a saúde não tenha sido identificado,
pesquisadores de Yale e da Universidade do Colorado associaram esse
pessimismo a uma imunidade enfraquecida respondendo a tumores e
infecções.
Pesquisados
da Universidade de Kentucky e Louisville foram mais longe: injetaram
um vírus em otimistas e pessimistas para medir a resposta do sistema
imunológico. E o resultado? o sistema dos otimistas responde melhor
que o dos pessimistas.
POSITIVIDADE
E PERFORMANCE
Manter
uma atitude otimista não é bom apenas para sua saúde. Martin
Seligman também estudou a conexão entre positividade e performance.
Em um estudo, particularmente, ele mediu o grau em que vendedores de
seguros estavam se sentindo otimistas e pessimistas em relação ao
trabalho, incluindo se eles atribuíam os problemas a questões
pessoais fora de seu controle ou a circunstâncias capazes de serem
alteradas com esforço.
Vendedores
otimistas venderam 37% apólices a mais que os pessimistas, que
tinham maior probabilidade de deixar a empresa no primeiro ano de
emprego.
Seligman
estudou a positividade mais que qualquer outro, e ele acredita na
habilidade de transformar pensamentos pessimistas e tendências com
esforço. Mas ele não apenas acredita nisso. Suas pesquisas mostram
que isso pode acontecer por meio de técnicas que criam mudanças
duradouras no comportamento.
Seu
cérebro precisa de ajuda para combater a negatividade. Aqui estão
dois passos simples que você pode praticar e que podem levar seu
cérebro a se manter otimista:
1º
PASSO: SEPARE FATOS DA FICÇÃO
O
primeiro passo exige parar de falar de si de maneira negativa. Quanto
mais você coloca pensamentos negativos para fora, mais força você
dar a eles. Muita da nossa negatividade são apenas pensamentos, não
fatos.
Quando
você estiver acreditando nas vozes negativas da sua mente, é hora
de parar e escrever. Literalmente para e escreva o que você está
pensando. Uma vez que você estiver diminuindo o protagonismo dos
pensamentos negativos, você ficará mais racional e com a mente mais
aguçada para avaliar a veracidade deles. Avalie essas frases e veja
se elas são factuais. Pode ter certeza que elas não são sempre que
existir a presença de palavras como nunca, sempre ou pior.
Você
“sempre” perde suas chaves? Claro que não. Talvez esqueça com
frequência, mas a maioria dos dias você lembra. Você “nunca”
encontrará a solução para um determinado problema? Se você está
preso nisso, talvez você esteja resistindo em pedir ajuda. E se
realmente não existir solução, por que você está perdendo seu
tempo e batendo o a cabeça na parede?
Se
suas questões continuarem parecendo fatos no papel, converse com um
amigo e veja se essa pessoa concorda com essa perspectiva. A verdade
sempre vem a tona.
Sempre
que você sentir que algo sempre ou nunca acontece, essa é a reação
natural do seu cérebro a ameaças. Ele tende a inflar a percepção
de frequência e gravidade de um evento.
Identificar
e rotular seus pensamentos como pensamentos, os separando dos fatos
te ajudará a escapar do ciclo da negatividade e seguir em frente
para uma postura nova e otimista.
2º
PASSO: IDENTIFICA UM POSITIVO
Agora
que você tem uma ferramenta para se livrar dos pensamentos negativos
e de auto-defesa, é hora de ajudar seu cérebro a aprender o que
você quer e se focar nisso - o positivo.
Isso
virá com naturalidade após alguma prática, mas primeiro você deve
dar ao seu cérebro uma ajuda escolhendo, conscientemente, algo
positivo para ele pensar. Qualquer pensamento positivo servirá para
reprogramar a atenção da sua mente. Quando as coisas estão bem,
seu humor é geralmente bom, isso é relativamente fácil. Quando as
coisas vão mal, e sua mente está afundada em pensamentos ruins,
isso pode ser um desafio. Nesses momentos, pense no seu dia e
identifique algo positivo que aconteça, não importa quão pequeno.
Se
você não conseguir pensar em algo do dia, reflita sobre os dias
anteriores. Ou talvez um evento para o qual você está ansioso e que
possa focar nisto.
O
ponto aqui é que você deve ter algo positivo em mente e deve
colocar sua atenção nisto sempre que algo negativo aparecer. No
primeiro passo, você aprendeu como tirar o poder dos pensamentos
ruins separando o que é fato e ficção.
O
passo dois é substituir o negativo com positivo. Uma vez que você
tenha identificado um pensamento positivo, coloque sua atenção para
ele, especialmente se estiver lidando com algo ruim. Se isso for
difícil, você pode repetir o processo, escrevendo seus pensamentos
negativos para colocá-lo em descrédito e assim, se permitir
aproveitar as ideias positivais.
JUNTANDO
TUDO ISSO
Eu
percebi que esses dois passos são incrivelmente básicos, porém
extremamente poderosos por que treinam seu cérebro para ter um
pensamento positivo. Eles quebram antigos hábitos, se você se
forçar a usá-los. Dada a tendência natural da mente de navegar em
direção a pensamentos negativos, nós podemos ajudar sendo
positivos.
Coloque
esses passos em use, e você colherá os benefícios físicos,
mentais e de performance que são consequências do pensamento
positivo.
Fonte
Portal Administradores
10 SINAIS DE QUE VOCÊ É UMA MULHER ALFA
Há
poucas coisas tão impressionantes e de tirar o fôlego como uma mulher alfa. Seu
senso equilibrado de si é uma coisa magistral de se ver. Enquanto outros podem
não ter coragem e sentido na vida, a mulher alfa sabe exatamente o que quer,
quem é, e não sente remorso nenhum sobre isso.
Você quer saber se é uma mulher alfa? Leia e descubra
10 sinais que irão lhe mostrar se você é a mulher magistral que todo mundo
adora
1. O foco está sempre em você
Queira
ou não, o foco é sempre em você. Sua confiança chama a atenção de todos que
entram em contato com você. No trabalho, todos te procuram para orientações
sobre como concluir um projeto ou para que você tome a frente em trabalhos de
grupo. Em reuniões sociais, você pode apenas estar compartilhando histórias
divertidas, mas faz todo mundo rir descontroladamente. Você rouba a atenção de
todos, captura-os com a sua energia, seu porte, e todo o seu dom abrangente do
poder social.
2. Você vive com o propósito
Você
vive com propósito e tem objetivos claros para todas as áreas de sua vida. As
metas físicas, mentais e espirituais que você definiu para si mesma são mais do
que apenas coisas que quer realizar, são conquistas que te definem e, portanto,
você se dedica ao máximo. Você sabe que é só através do trabalho duro que pode
continuar a ser a mulher magistral que é.
3. Você não tem medo de estar sozinha
Então
você terminou com seu namorado de 5 anos? Está tudo bem. Você não se define por
relacionamentos românticos. Você sabe o que é capaz de realizar com ou sem o
amor em sua vida. Na verdade, às vezes você é muito mais produtiva quando está
sozinha, então realmente o desmembramento foi uma bênção disfarçada. Agora você
tem tempo para ler todos os livros que foram acumulando poeira debaixo de sua
cama, ou sair com velhos amigos. Em relação ao namorado? Bem, haverá outros.
4. Você compreende a importância do equilíbrio
Você
entende que precisa equilibrar todos os aspectos de sua vida: físicos, mentais
e espirituais. Você está comprometido a fazer um trabalho minucioso em cada uma
dessas áreas para melhorar a si mesmo e viver a vida ao máximo. Você abraça a
importância de acreditar em algo maior que si mesmo, a fim de ser
verdadeiramente realizada. Você cuida de seu corpo como se fosse um templo
antigo ou uma das sete maravilhas do mundo, o que, sejamos honestos, ele
realmente é. Por último, você não para de desenvolver-se intelectualmente,
nunca. É o seu conhecimento e sabedoria de vida que intriga as pessoas, mas o
mais importante é o que te leva a enfrentar a vida com coragem e ousadia.
5. Você aceita a mudança
Enquanto
a maioria das pessoas tem medo da mudança, a mulher alfa magnífica a aceita.
Você acredita que não há crescimento sem mudança e nenhuma mudança sem
sacrifício. Para você, a oportunidade de auto-desenvolvimento vale muito mais
do que o medo de sacrificar o conforto do que você já sabe. Aí é realmente onde
a beleza da mulher alfa encontra-se, em sua capacidade de enfrentar a vida e
abraçar as possibilidades de mudança.
6. Você sabe como amar
A
maioria das pessoas pode argumentar que como uma mulher alfa você é
autossuficiente e não têm capacidade para o amor. Elas não poderiam estar mais
longe da verdade. Elas não conseguem ver que você entende completamente o seu
valor e, portanto, com precisão guarda o teu coração até encontrar pessoas
dignas de receberem seu amor. Quando o fizer, o amor será incondicional, fiel e
verdadeiro. Para você, contos de fadas da Disney são uma vergonha para o
verdadeiro significado do amor. Enquanto todo mundo está esperando o príncipe
bater em sua porta, você não tem medo de dar o primeiro passo e lutar pelo que
acredita que é seu, o seu único e verdadeiro amor.
7. Você é muito mal compreendida
A
sociedade tem essa necessidade incessante de nos colocar em um molde e,
francamente, isso não funciona com você. Você não sente remorso sobre suas
opiniões. Você acredita no que você acredita, e pouquíssimas pessoas podem te
fazer mudar de ideia, uma vez que você já tenha decidido algo. Por causa de seu
forte senso de si e sua confiança incontrolável, você é muito mal compreendida.
A sociedade não pode entender como é possível uma mulher ser tão ousada, tão
corajosa, tão completamente e magnificamente de tirar o fôlego. Nunca sinta a
necessidade de mudar para se ajustar à opinião de alguém sobre você.
8. Você é fã de se arriscar
Você
acredita nas sábias palavras de William Shedd, que disse:
“Um navio no porto é seguro, mas não é para isso
que os navios foram feitos.”
Para
você, não há vida sem risco! O que os outros podem ver como imprudente, você vê
como uma oportunidade de pisar fora de sua zona de conforto e deixar sua
coragem brilhar. Você nunca se conforma e sempre persevera. Você é simplesmente
uma fã de se arriscar!
9. Você sabe que não sabe de tudo
Sua
sabedoria e busca constante por conhecimento ensinaram-lhe que você não sabe
tudo.
Isto é o
que tem mantém longe de tornar-se arrogante e egocêntrica. Continue mantendo
isso em mente, sabendo que há sempre espaço para descobrir e aprender com os
outros. Isto é crucial para manter o equilíbrio em sua vida. Com o tempo, você
vai aprender quando se afastar e deixar que outra pessoa faça sol, sabendo que
pisar de lado não vai diminuir a sua luz, ao invés disso, ela se fortificará
ainda mais.
10. Você nunca desiste
Esta é
provavelmente uma de suas qualidades mais surpreendentes. O fato de você saber
que não está terminado até que você alcance a vitória total sobre o que está
fazendo. Esta qualidade é o que te permite ser bem sucedida e te diferencia do
resto da sociedade. Você persevera com propósito e determinação. A perseverança
é o que lhe dá a liberdade de ser ousada e corajosa. Afinal, você sabe onde
esteve, onde está indo, e sabe exatamente do que é capaz.
Fonte Life Hack
terça-feira, 28 de abril de 2026
PETIÇÃO EXERCE O EFEITO DA PRIMEIRA IMPRESSÃO EM UM PROCESSO
O
conceito é centenário: as pessoas tendem a gostar — ou desgostar — de tudo e de
todos com base em primeiras impressões. O psicólogo e pesquisador Edward
Thorndike aprofundou os estudos sobre essa característica humana, concluindo
que, se a primeira impressão é boa, as pessoas criam um “efeito auréola” (“halo
effect”) em torno de suas novas relações, que as protegem contra a descoberta
posterior de pontos fracos.
Mas,
obviamente, o efeito também pode ser negativo, segundo Thorndike. Se as
primeiras impressões, as que sempre ficam, forem ruins, a expectativa de que tudo
o que vem depois só pode negativa. Esse efeito, bom ou ruim, pode ser entendido
como um “preconceito cognitivo” que as pessoas adotam, sem racionalizar suas
percepções.
“A
declaração de que Hitler amava crianças e cães é chocante, porque qualquer traço
de bondade em uma pessoa já rotulada de diabólica viola as expectativas
estabelecidas pelo efeito auréola”, diz o advogado Bryan Garner, escritor do
livro “A Petição Ganhadora”, editor do “Black’s Law Dictionary e presidente da
LawProse Inc., em um artigo sobre petições.
E
o que teorias sobre “efeito auréola” e “preconceito cognitivo” têm a ver com
petições, ele pergunta. “Tudo”, ele responde. O conceito de primeiras
impressões não se aplica apenas a pessoas. Na verdade, se aplica a quase tudo:
coisas, empresas, marcas, produtos e, até mesmo, a processos judiciais.
E,
é claro, a primeira impressão que um julgador pode ter um processo é a que ele
tem ao ler uma petição.
Garner
escreveu que, quando faz essa afirmação nos cursos de educação continuada, nos
quais ensina redação jurídica, alguns advogados a contestam, até de forma um
tanto ríspida, algumas vezes. Para eles, o que o juiz precisa é de fatos,
provas e sustentação jurídica — e não de uma redação que os agrade.
Ele
cita então declarações do ministro da Suprema Corte dos EUA Antonin Scalia,
quando ele o entrevistou. Scalia disse que quando vê uma petição escrita de
forma medíocre, ele tem uma percepção de que o redator é um pensador medíocre.
“Seria
muito raro uma pessoa pensar com clareza, precisão e cuidado e não escrever da
mesma forma. Em sentido oposto, é raro que uma pessoa sem essas qualidades de
pensamento escreva bem”, disse o ministro.
Assim,
não é uma questão só de agradar o julgador. É uma questão de criar uma boa
impressão, que pode resultar em uma boa vontade do julgador e ajudar o advogado
(ou promotor) a obter uma decisão favorável para seu cliente.
Garner
escreveu que, nos EUA, os juízes repetem, com frequência, uma ladainha sobre o
que pensam de petições:
1)
pequenos erros indicam a existência de grandes erros;
2)
menos é mais;
3)
petições bem escritas demandam pouco esforço físico e mental do leitor.
Preconceito cognitivo
Pequenos
erros gramaticais, de grafia e de pontuação são as primeiras coisas que um
leitor atento nota, ele diz. O julgador pode ter um ataque de preconceito
cognitivo e ter dificuldades para absorver, satisfatoriamente, o significado
dos parágrafos e a estrutura dos argumentos, só por causa do desleixo na
redação, ele afirma.
Por
isso, é necessário que o redator da petição faça um trabalho minucioso,
exaustivo, de revisão do texto. A revisão deve ser feita por ele e por
terceiros, o que pode incluir um revisor profissional nos quadros da empresa ou
um revisor profissional free-lancing.
O
fato é que a maioria dos juízes correlaciona um texto claro, preciso, enxuto,
com sentenças nítidas e citações corretas ao cuidado profissional do advogado
(ou promotor) e até mesmo a sua capacidade de apresentar fundamentos
substantivos. E correlaciona qualidades opostas à incapacidade de apresentar
bons argumentos. Primeiras impressões perduram.
Menos é mais
Essa
expressão, “menos é mais” (“less is more”), foi popularizada em 1855 pelo poeta
Robert Browning, para celebrar a capacidade de concisão do escritor. Isso
inclui a capacidade do escritor de cortar todas as palavras, expressões e
sentenças que não são realmente necessárias para esclarecer o julgador e
ajudá-lo a formar uma decisão.
“Isso
não significa que o texto tenha de ser muito curto. O texto tem de ter
substância — mas apenas o suficiente”, diz Garner.
Em
uma entrevista com o ministro da Suprema Corte Stephen Breyer, ele discutiu
esse tema. O ministro lhe disse que o advogado não precisa colocar tudo o que
lhe vem à cabeça na petição. “Quando vejo uma petição com 50 páginas, o que vem
à cabeça é que o advogado não tem ideia do que é realmente importante no
processo. Quando o número de páginas baixa para menos de 30, por exemplo, tenho
a sensação de que ele sabe que a lei está do lado dele”.
Às
vezes, dois ou três pontos fortes são o suficiente para formar a convicção do
julgador. Já está provado — cientificamente, diz Garner — que o acréscimo de
pontos fracos em uma linha de raciocínio dilui os pontos fortes.
O
psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do prêmio Nobel, relata uma
experiência singela, que ilustra o efeito destrutivo de peças fracas sobre as
peças fortes. Consumidores foram solicitados a avaliar um jogo de louça, copos
e talheres para mesa de boa qualidade, chegando-se a um “preço justo” de US$ 33
dólares. Outros consumidores foram solicitados a avaliar o mesmo jogo de
jantar, ao qual foram acrescidas algumas peças de má qualidade. O preço caiu
para US$ 23.
Kahneman
também conta o caso de uma estratégia ruim de um vendedor, que comercializava
um produto muito caro. Para agradecer os clientes, ele acrescentou ao “pacote”
um presente barato. Foi um tiro que saiu pela culatra, com resultados ruins
para os negócios.
Menos complexo
A
escolha de apresentar apenas os fatos e argumentos fortes em uma petição — e
simplesmente se desfazer dos fracos — torna a leitura e o entendimento da peça
mais fácil, por uma razão muito simples: elimina a complexidade.
Consequentemente, evita que o leitor faça esforços físicos e mentais
desnecessários para ler a petição.
Segundo
Garner, alguns advogados dizem que é obrigação do juiz ler a petição, seja
fácil ou difícil. É o trabalho deles. Pode ser, mas podem haver consequências
desagradáveis, de acordo com Kahneman. Ele diz que a ciência já comprovou que,
quando as pessoas são exauridas cognitivamente, podem fazer “julgamentos
superficiais” ou “escolhas egoístas”.
“Sempre
que está fazendo alguma coisa que requer esforço ou autocontrole, você está
esgotando suas reservas. Sua vontade e sua capacidade de se concentrar declina
substancialmente”, ele diz.
Kahneman
acrescenta: “A ideia de energia mental é mais do que uma mera metáfora. O
sistema nervoso consome mais glicose do que a maioria das demais partes do
corpo. E uma atividade mental que exige muito esforço é particularmente cara na
moeda da glicose. O nível de glicose no sangue cai substancialmente. O efeito é
semelhante ao de um atleta em uma corrida de 100 metros, que consome a glicose
armazenada em seus músculos”.
Um
texto, no caso uma petição, tem de ter começo, meio e fim, disse Aristóteles. O
começo é o mais importante; o fim é o segundo mais importante trecho da
petição, diz Garner.
No
começo, ele diz, o advogado tem de expor os fatos de uma maneira clara e
concisa. E fazê-lo de uma forma que qualquer pessoa possa entender. Aliás, o
leitor tem de entender os fatos no primeiro parágrafo ou no primeiro e segundo
parágrafos. Jamais tem de ler até o décimo parágrafo para saber do que se trata
a questão. “Se uma revista fizer isso, você cancela a assinatura”, diz Garner.
O
meio traz todas as demais informações necessárias à formação de opinião do
julgador: argumentos, sustentação jurídica, referência a provas, entre outros.
A conclusão não pode ser apenas algo como “com base no que foi dito, peço
que...”. Ela tem de ser vigorosa. “É onde você sumariza o caso
convincentemente, mencionando o suporte jurídico, e pede uma decisão a favor de
seu cliente” — embora concisamente.
Por
João Ozorio de Melo
Fonte
Consultor Jurídico
SOGRA É PARENTE POR AFINIDADE COM VÍNCULO PERMANENTE
A sogra é motivo de polêmica e piadas. Dia 28 de abril é o dia nacional que a homenageia. Esta figura emblemática da relação do casal encontra previsão no nosso ordenamento jurídico. A partir do casamento ou união estável, o seu sogro ou sogra torna-se seu parente por afinidade, vínculo este que não se encerra nem mesmo com o divórcio do casal. É o que determina o atual Código Civil, que regula as regras sobre o parentesco e a relação de família, incluindo herança, alimentos, regime de bens etc.
De acordo com o artigo 1.593 do Código Civil, o parentesco pode ser natural ou civil, isto porque ocorrer por vínculo sanguíneo — quando descendem do mesmo tronco ancestral — ou por afinidade. A afinidade surge da relação familiar decorrente do vínculo do casamento ou das relações entre companheiros em razão da união estável. Trata-se, portanto, de vínculo criado pelo nosso legislador, não se tratando de vínculo consanguíneo.
No aspecto jurídico, a contagem de graus de parentesco por afinidade é semelhante às regras do parentesco consanguíneo. Assim, o sogro será parente em primeiro grau em linha reta por afinidade do seu genro, bem como o cunhado será seu parente em segundo grau e assim por diante.
Salienta-se que o artigo 1.595, parágrafo primeiro, do Código de Processo Civil, limita o parentesco por afinidade apenas aos ascendentes (pais), aos descendentes (filhos, netos) e aos irmãos do cônjuge. Ou seja, são parentes por afinidade o sogro, a sogra, a nora, o genro e os cunhados.
Com o fim do casamento ou união estável, extingue-se o vínculo, e com isso, o parentesco por afinidade, exceto em relação ao sogro ou sogra, genro ou nora, em conformidade ao artigo 1.595, parágrafo segundo, do Código Civil. Assim, apenas o vínculo entre cunhados se desfaz.
Alguns doutrinadores justificam que referida permanência do parentesco por afinidade se justifica por questões sociais, morais e éticas, bem como sucessórias (herança).
Frise-se que a sogra e o sogro concorrem com o(a) cônjuge no direito sucessório, na ordem da sucessão hereditária (artigos 1.790 e 1.829 do Código Civil).
Ressalta-se, ainda, que genros e noras estão impedidos de casarem-se ou viverem em união estável com seus ex-sogros e ex-sogras, como reza o Código Civil no artigo 1.521, inciso II: “Não podem casar: II - os afins em linha reta”.
No aspecto alimentar, relembramos ainda que sogros e sogras podem ser acionados em ações de alimentos caso seus filhos não contribuam de maneira satisfatória com o sustento de seus(as) netos(as) (artigos 1.696 e 1.698 do Código Civil). Neste sentido, há interessante e recente decisão do Egrégio Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial 958.513 / SP Recurso Especial 2007/0129470-0, ministro Aldir Passarinho Junior, 4ª Turma).
Por fim, importante relembrar recente alteração do nosso ordenamento jurídico — Lei número 12.398/2011, que inseriu o parágrafo único no artigo 1.589 no Código Civil — incluiu o direito de visitas aos sogros e sogras, quer dizer, aos avós.
Desta forma, nota-se que o direito de família e sucessório incluiu direitos, deveres e obrigações à sogra, sendo importante que esta os conheça para evitar problemas presentes e futuros, com a sua nora ou genro sempre tão queridos.
Por Luciana Campregher Doblas Baroni
Fonte Consultor Jurídico
5 PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA TER SUCESSO NA CARREIRA
Em livro, o consultor Bryan Tracy lista qual é o
caminho para alcançar sucesso - independente do formato que ele tem para você
A
ideia de sucesso não é a mesma para todo mundo. Mas os conceitos para
alcançá-lo (independente da forma que ele tomar) quase sempre são os mesmos. É
o que Bryan Tracy expõe em seu mais recente livro “O Ciclo do Sucesso” (Editora
Gente). Veja quais são os fatores básicos para avançar na sua trajetória
profissional – do seu jeito.
Tenha metas claras
O
primeiro passo para conquistar o sucesso é defini-lo. É saber o que você quer
para sua vida. Em outros termos, delimitar suas metas e objetivos de curto,
médio e longo prazo. “Metas claras nos livram da lei do acidente, a tendência
de que as coisas aconteçam de uma maneira aleatória e imprevisível. Os
objetivos fornecem um claro senso de direção (...). As metas nos proporcionam a
sensação de poder, propósito e foco”, afirma o autor no livro.
Tenha autocontrole e confie em si mesmo
Delimitadas
as metas é hora de correr atrás de tirá-las do papel. E, neste processo,
domínio próprio é essencial. “Sempre que exercemos autodomínio e nos
disciplinamos a fazer ou dizer o que é certo, especialmente sob estresse,
criamos resistência às nossas tendências naturais. Essa resistência gera
fricção. Trata-se do mesmo atrito ou calor que, ao ser aplicado a um cadinho
contendo elementos químicos, faz com que esses produtos se cristalizem e
assumam uma nova forma”, afirma o autor no livro.
Se
para alcançar seu objetivo é essencial, por exemplo, acordar mais cedo, não é
cedendo à tentação de dormir mais que você conseguirá cumprir seu propósito.
Toda mudança exige uma dose de superação das próprias tendências, hábitos e
medos. Ultrapassados estes limites, o novo tem tudo para virar parte de você.
Assuma riscos
Neste
sentido, sair da zona de conforto é outra parte essencial do caminho para o
sucesso. E assumir os riscos que este movimento traz é fundamental. Basta olhar
os grandes nomes de nossa era para perceber que fugir do mesmo é um dos passos
para ser o que você quer.
Confie em você mesmo
É
impossível assumir riscos, se você não confia em si mesmo. O autor afirma que a
autoconfiança é o produto de quatro fatores: clareza (sobre quem você é e o que
quer), convicção (de seus valores), compromisso (com o próprio plano de ação) e
consistência (o caminho para o sucesso exige persistência: não dá para assumir
uma tarefa hoje, para amanhã deixá-la de escanteio).
Faça o que ama
A
motivação e excelência no trabalho é diretamente proporcional ao sentido que a
atuação tem para quem trabalha. “As pessoas que estão no trabalho errado olham
para o relógio o tempo todo”, afirma o autor no livro. O que você faz em, pelo
menos, um terço dos seus dias tem que ter algum sentido para sua vida como um
todo – não pode ser apenas um cargo para preencher em formulários.
Com
este brilho nos olhos, você terá motivação para fazer mais e ir além na busca
pelos seus objetivos. “A felicidade é uma condição; não é algo que se conquista
por meio de perseguição direta, mas o resultado de nosso engajamento em
atividades que tem propósito”, afirmou Aristóteles, de acordo com passagem do
livro.
Por
Talita Abrantes
Fonte
Exame.com
HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA
Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para
despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil
Na
hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como
elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do
recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias
são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as
empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais
alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o
currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance
listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de
gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance,
Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:
Melhor dia
Os
melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e
terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são
fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma
visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram
para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao
contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima
semana.
Pessoalmente ou por correio?
O
currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente
entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras
comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a
pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma
oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.
Cara e coragem
Na
opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV
pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar
uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito
importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no
momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele
será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene,
por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para
entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se
conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos
geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso,
acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece
alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando
profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e
passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras.
Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.
Telefonar ou não?
Você
pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com
alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à
disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa
ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra
estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site
pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já
dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado
para entrevista com horário agendado.
À espera de uma resposta
Se
você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque
não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento
ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das
empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana
e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o
processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas
mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda
de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados
por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu
perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.
Dever de casa
É
aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se
cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A
dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo
menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure,
sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à
visão da companhia.
E
lembre-se
—
Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
—
Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas
reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
—
Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta
simples, objetiva e gentil;
—
Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou
resultados importantes que realizou;
—
Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
—
Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos
que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte
O Globo Online
segunda-feira, 27 de abril de 2026
RESPEITAR O ADVOGADO SIGNIFICA VALORIZAR O CIDADÃO
O respeito às prerrogativas inerentes ao exercício da profissão de advogado é uma forma de enaltecer o cidadão. O causídico é instrumento de acesso à justiça, essencial à defesa dos direitos das pessoas e contendor do abuso de poder estatal.
As prerrogativas, na realidade, pertencem ao cidadão e apenas são exercidas pelo profissional que o representa na defesa de seus direitos. Garantias do advogado como ser recebido em audiência por autoridades, apresentar questão de ordem em qualquer momento de um julgamento, resguardar o sigilo da conversa com o cliente, preservar a inviolabilidade do local de trabalho, perceber justos honorários de sucumbência e ter vista dos autos ainda que sigilosos, são destinadas a proteção do cidadão injustiçado.
Mais propriamente, poder-se-ia denominá-las de prerrogativas da defesa dos direitos do cidadão.
Sem as garantias do exercício da profissão, o advogado não conseguirá defender o cidadão em toda a sua plenitude, sobrelevando-se o poder estatal. Não é possível readmitir a lógica da Idade média, segundo a qual “a forca está pronta, só falta o processo”. O processo existe para garantir o direito de defesa do cidadão e não para funcionar como instrumento de opressão estatal. O advogado é o garantidor do processo justo, indispensável à segurança jurídica e a qualidade da distribuição da Justiça.
Emblemática a previsão da Lei Federal 8.906, Estatuto da Advocacia, segundo o qual não há hierarquia entre juiz, promotor e advogado. Entre eles há de existir tratamento respeitoso, sem subserviência. O cidadão representado pelo advogado não é menos importante do que o Estado simbolizado pelo juiz. Afinal, a principal finalidade do Estado é servir aos seus cidadãos. Já de há muito encerrou a história da civilização enterrou a concepção do poder estatal divinizado, no qual o povo era súdito. A sociedade é senhora dos direitos, cumprindo ao Estado a tarefa de implementá-los, sendo o advogado essencial nessa tarefa.
Com tal compreensão, o presidente da OAB Nacional Ophir Cavalcante Junior, lançou a caravana de defesa das prerrogativas dos advogados. A caravana já esteve em Santa Catarina e Paraíba, ouvindo os advogados em audiência pública. Até o final da gestão, o propósito é se fazer presente em todos os Estados da federação. No parlamento, a diretoria do Conselho Federal envida esforços no sentido de aprovar o aumento da pena no caso de violação das prerrogativas profissionais e assegurar a legitimação da OAB para a propositura da respectiva ação penal. Com este mesmo propósito, está sendo planejado um seminário com os magistrados oriundos do quinto constitucional, com o intuito de se criar uma cultura nos tribunais de respeito ao advogado.
O advogado é a voz do cidadão em busca de justiça. Quanto mais forte e firme for a fala do profissional da liberdade e dos direitos, melhor protegida ficará a sociedade diante de atos arbitrários, mais eficaz será o rol de direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Não é demais afirmar que o advogado valorizado significa, em ultima análise, na garantia de prevalência do próprio Estado de Direito.
Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho
Fonte Consultor Jurídico
ADVOGADO AUTÔNOMO: COMO DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA?
A declaração do imposto de renda é uma das
dúvidas mais frequentes para profissionais liberais. E entre os advogados
autônomos não é diferente.
Como já falei no artigo Tipos de advogados e
suas atuações no mercado de trabalho, há diversas formas de advogar. Dentre
essas opções, há o advogado autônomo, que é uma escolha muito comum entre os
profissionais de Direito.
E, se você é um advogado autônomo, já deve
ter tido essa dúvida de como declarar o imposto de renda, até porque a falta de
sócios ou de familiares que já estão no ramo da advocacia há mais tempo muitas
vezes pode lhe deixar com esses questionamentos.
Na advocacia, existem algumas peculiaridades,
e eu vou responder essa questão de como o advogado autônomo pode declarar o
imposto de renda dividindo-os em dois tipos: os que prestam serviços para
empresas e os que prestam serviços para pessoas físicas.
Declaração de
imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para empresas
O primeiro detalhe que o advogado que presta
serviços a uma pessoa jurídica não pode esquecer é sempre exigir um informe de
rendimentos de cada empresa para qual prestou serviços.
Com essas informações em mãos, o advogado
deve deve inserir no aplicativo da Receita Federal os rendimentos, o nome e o
CNPJ da empresa, o IR retido na fonte e o INSS recolhido na ficha Rendimentos
Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.
Da mesma forma que os empregados que ganham
salário fixo mensal, a pessoa jurídica é a responsável por recolher o Imposto
de Renda na fonte, relativo aos serviços prestados por autônomos, de acordo com
a tabela progressiva usada para a tributação de salários.
Declaração de
imposto de renda para advogados autônomos que prestam serviços para pessoas
físicas
Nesse caso o processo é o inverso: aqui, o advogado
autônomo é o responsável por recolher o imposto.
Assim como ocorre com outros profissionais
liberais, como médicos e psicólogos, os valores devem ser declarados na ficha
Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Física/Exterior.
Mas antes de declarar o imposto de renda com
esses dados no aplicativo da Receita, é necessário preencher mensalmente o
Carnê-Leão.
O que é o Carnê-Leão
e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal
obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto
de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e
prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a
identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto
de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela
progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que
essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de
incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no
aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.
O que é o Carnê-Leão
e como usá-lo
O Carnê-leão é o recolhimento mensal
obrigatório feito pelo advogado de maneira semelhante à declaração de imposto
de renda realizada pelo aplicativo da Receita Federal.
Os advogados que atuam como autônomos e
prestam serviços para pessoas físicas devem fazer a declaração dos valores e a
identificação do tomador do serviço com nome completo e CPF no Carnê-Leão.
O aplicativo do Carnê-Leão calcula o imposto
de renda devido e emite uma DARF, que pode ser paga em qualquer banco.
O cálculo é feito aplicando a tabela
progressiva mensal de Imposto de Renda sobre o total recebido no mês, sendo que
essa tabela vai de 0% a 27,5% (você pode conferir a tabela atualizada de
incidência mensal no site da Receita Federal).
Na hora de fazer a declaração anual no
aplicativo da Receita Federal, basta importar os dados do Carnê-Leão.
Dica: a declaração
do imposto de renda para advogados que atuam como pessoa jurídica é mais simples
Se você possui uma empresa – e isso é
possível, como já falei no artigo O advogado pode ser empresário de acordo com
a OAB? -, a declaração do imposto de renda acaba sendo mais fácil.
Ao fazer parte de uma sociedade com outro
advogado ou mesmo de uma sociedade unipessoal, você só vai ter uma única fonte
pagadora, que é a própria empresa.
Desse modo, a declaração acaba sendo mais
simples e rápida.
Além do mais, existe a questão da carga
tributária.
Como pessoa jurídica, a alíquota é bem menor
do que pessoa física. A inicial é de 4,5% contra 27,5% da pessoa física. Claro
que a alíquota pode subir, mas isso vai depender do seu faturamento.
Portanto, com uma empresa, além de você ter
mais facilidade na declaração, você paga também menos impostos!
Espero ter ajudado nas principais dúvidas
sobre como um advogado autônomo pode declarar o imposto de renda.
Fique sempre atento à sua declaração do
imposto de renda, pois esta é uma ação obrigatória. Para saber mais sobre o
assunto, confira os erros mais comuns com os erros mais comuns cometidos na
hora de declarar.
Por Rodrigo Padilha
RIGOR CONTRA INADIMPLÊNCIA EM CONDOMÍNIOS
Situação
desagradável e comum em quase todos os condomínios país afora, a inadimplência
é uma dor de cabeça para síndicos e moradores. Isso porque as contas não param
de chegar, e, claro, alguém tem que pagá-las.
Logo,
se alguns residentes não contribuem com a parte que lhes é pertinente, as
despesas pesam no bolso dos demais. Além disso, obras, muitas vezes
necessárias, são adiadas porque não há dinheiro em caixa.
Há
vários motivos que levam um condômino a não honrar seus débitos – entre eles
descontrole financeiro, doença grave, perda de emprego ou ganhos irregulares -,
explica o advogado da Administradora Apsa, Valter Vivas. E, como os juros são
relativamente baixos, se comparados com os cobrados sobre atraso no pagamento
de outros serviços, na hora de escolher qual dívida acumular, sobra para o
condomínio. Porém, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada
na última semana, pode mudar esse cenário.
É
que o STJ autorizou que um condomínio aplicasse uma multa extra a uma empresa
que estava em débito desde 2002. As cobranças estavam sendo feitas por via
judicial e, embora o devedor alegasse que seria um pagamento duplo, a
penalidade a mais estava prevista na convenção.
O
entendimento abre precedente para condomínios em todo o país. De acordo com a
Justiça, quem não estiver em dia com suas obrigações coletivas poderá ser
obrigado a pagar até 10 vezes o valor da taxa de condomínio, desde que a sanção
seja aprovada em assembleia.
Hoje
já existe uma cobrança referente ao valor não pago, que é de multa moratória de
2%, e os juros mensais de 1%. Além disso, pode haver ainda multa compensatória,
como penalidade suplementar, nos casos previstos na convenção, regimento ou
regulamento, esclarece o advogado especialista em direito imobiliário Hamilton
Quirino.
Segundo
ele, o condômino pode ser penalizado em até cinco vezes o valor da taxa
condominial em casos de não cumprimento constante dos seus deveres, e em até 10
vezes, nas situações de comportamento antissocial. Na decisão em questão,
constava no regulamento interno que seria de 10% sobre o débito.
-
A questão poderá estar especificada na convenção, regimento ou regulamento
interno, fixando cinco ou dez cotas, como também pode ser a multa de 10% sobre
o valor do débito – afirma Quirino.
Ou
seja, na prática, a arrecadação já existe. Porém, segundo o advogado Rafael
Aché Cordeiro, com essa decisão do STJ, que nunca tinha julgado um caso dessa
natureza, abre-se precedente para que o assunto esteja previsto no regulamento
do condomínio.
O
relator do processo, ministro Luis Felipe Salomão, disse que não há
controvérsia ao definir aplicação de penalidade pecuniária de 10% sobre o valor
do débito em conjunto com a de 2%. “Uma coisa é a multa decorrente da execução
tardia da obrigação, outra (juros moratórios) é o preço correspondente à
privação do capital que deveria ser direcionado ao condomínio”, disse o
ministro, em seu parecer.
-
Entendemos que a mudança está em saber que o Judiciário respalda uma interpretação
do que já existia na legislação como hipótese. A possibilidade de aplicação de
multa específica pelo descumprimento reiterado de um dever condominial está
prevista no artigo 1.337 do Código Civil, publicado há 13 anos – afirma Vivas,
que completa: – A decisão deixa claro que tal multa específica também se
relaciona ao dever de pagar as contribuições mensais, e que a multa de 2% sobre
o débito é resultante da impontualidade, não afastando a possibilidade de
aplicação de penalidade específica quando essa falta de pontualidade é
reiterada.
MELHOR JÁ PREVER
Segundo
Quirino, é preferível que o condômino já tenha tal orientação no regimento, que
precisa de apenas 2/3 de quórum de moradores para ser aprovado, do que convocar
uma assembleia para definir cada caso de inadimplência, em que são necessários
¾ de participantes.
Cordeiro
concorda que é melhor já prever a multa no regimento do condomínio. Entretanto,
ressalta que isso pode gerar alguns conflitos:
-
A decisão abre precedente e orienta para futuras ações como essa, mas é preciso
ver qual será o percentual em cada caso. Se o morador achar que foi punido em
excesso, ele poderá recorrer.
Fonte
O Globo
COMO CONQUISTAR A CONFIANÇA DO CLIENTE?
Prestadores
de serviço como advogados, contadores, arquitetos, consultores, designers,
entre outros, precisam mostrar que entendem bastante sobre sua área. Sem
mostrar credibilidade, o que levaria o cliente a acreditar que o profissional é
capaz de executar aquele serviço com qualidade?
Em
compensação, raramente o cliente domina os termos técnicos da área. Afinal, ele
contrata o especialista justamente para que ele resolva o problema até o fim.
Por
isso, ao invés de exibir todo seu conhecimento já na primeira conversa, foque
em entender as expectativas do cliente da forma mais simples possível. Quando o
consumidor consegue te entender de forma clara, ele passa a confiar muito mais
no profissional do que quando ele solta uma enxurrada de termos técnicos que
não fazem sentido.
Conforme
o problema do cliente é compreendido, aí sim você pode especificar a solução
usando termos mais técnicos. Além de ser útil para demonstrar que você possui
um plano concreto de ação, quanto mais específica a proposta, menor a chance de
problemas contratuais na hora do serviço ser entregue.
Por
exemplo, se um cliente está precisando instalar uma rede wi-fi no escritório,
comece a conversa perguntando mais informações sobre o ambiente em que a rede
será instalada. Só depois que você realmente compreender a situação e mostrar
as principais vantagens e desvantagens de cada opção, você pode especificar na
proposta que será usado o roteador da marca ABC, modelo XYZ.
Quanto
mais o cliente conseguir te entender de forma clara, maior sua chance de fechar
a venda.
Por
Millor Machado
Editado
por Camila Lam
Fonte
Exame.com
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