quarta-feira, 24 de junho de 2026

8 HÁBITOS QUE PODEM TE AJUDAR A FICAR RICO MESMO COM UM SALÁRIO BAIXO

É POSSÍVEL CONSTRUIR FORTUNA E TER UMA APOSENTADORIA TRANQUILA MESMO GANHANDO POUCO, GARANTEM PLANEJADORES FINANCEIROS

Se você não faz parte da pequena (e privilegiada) parcela da população rica, é preciso fazer fortuna com o salário que recebe - mesmo que ele seja pouco atrativo. Para o planejador financeiro do site de finanças LearnVest, David Blaylock, é possível fazer fortuna mesmo ganhando pouco.
Em um artigo publicado no site Business Insider, Blaylock explica que o modo mais prático para isso é cultivar hábitos que te ajudem a poupar dinheiro. “Eu faço uma revisão periódica de todas as assinaturas que eu tenho - aquelas que atingem meus cartões de crédito todos os meses”, exemplifica o planejador. “Você ficaria surpreso com quantas assinaturas que nós temos e quantas não são utilizadas. Você poderia guardar esse dinheiro, que soma quantidades significativas a cada mês.”
“A maioria das pessoas ganha mais de um milhão de dólares ao longo de sua vida profissional, mas poucas se tornam milionárias”, disse a planejadora financeira, Nancy Butler. “Como elas gastam o dinheiro certamente faz a diferença.”
Ambos planejadores listaram mudanças simples no cotidiano que podem ajudar qualquer pessoa - independente de quanto ganha - a ter num futuro não tão distante uma conta mais “gorda”. Confira abaixo 8 desses hábitos:

1. INVERTA SEU PENSAMENTO
Depois que o governo abate grande parte do salário e as contas são pagas, não sobra muita coisa para aproveitar o resto do mês - o que pode dar a ideia de que poupar para a aposentadoria parece algo impossível. Mas, para construir a riqueza, é necessário uma mudança nesta mentalidade. Ou seja, em vez de gastar o resto do seu salário líquido, reserve uma parte também para aposentadoria (assim como foi reservada para os impostos e para as contas) de olho nos maiores objetivos financeiros.Segundo Blaylock, também não é preciso economizar muito, mas algum dinheiro que possa render, mas que não comprometa o orçamento. “Você deve economizar em prol dos seus objetivos financeiros em primeiro lugar, pagar suas contas e considerar gastar o que sobrou”, disse Nancy.

2. TENHA SEMPRE UM OBJETIVO DEFINIDO
Estudos comprovam que fixar metas melhoram a motivação. Sabendo disso, é preciso definir, antes de cultivar qualquer hábito, os planos com o dinheiro que você vai guardar.Para ter uma poupança pensando no futuro, os especialistas financeiros sugerem ter um plano de cinco anos - em que você cria metas específicas de dinheiro que você gostaria de alcançar em cinco anos e o que você precisa fazer para isso.“Tendo um objetivo específico em mente nos ajuda a economizar”, diz Blaylock. “Seja uma poupança de emergência, para viagem, para pagar universidade, comprar uma casa ou um carro.”

3. ADOTE AS PRÓPRIAS REGRAS FINANCEIRAS
O que é essencial para sua vida e o que você pode economizar? Colocar preços limites às compras podem ajudar no orçamento apertado. Por exemplo, se você não liga em ter uma roupa de marca, pode colocar um teto baixo e segui-lo. Por outro lado, se você não sabe viver sem o smartphone do momento, coloque um teto mais alto para este item, diminua o limite de outros e assim continue o ciclo.

4. VIVA COMO UM “SECRETO” RICO
Para alguns, a imagem de um milionário remete a enormes mansões, carros luxuosos e gastos excessivos. Mas a maioria dos milionários não vive assim - em vez disso, ela tende a aparentar ganhar menos do que realmente ganha e economiza mais que gasta.O livro “The Millionair Next Door: The Surprising Secrets of America’s Wealthy” revelou que grande parte dos ricos construiu sua fortuna com trabalho árduo, poupando e vivendo com menos que ganha.

5. PENSE EM SUA APOSENTADORIA AGORA
Se você está na faixa dos vinte a trinta anos, a aposentadoria parece algo bem distante - e poupar para isso pode não parecer uma prioridade. Mas é preciso ter um pensamento inverso. “Infelizmente, quanto mais tarde você começar, mais você vai ter de poupar no final da vida. Mas quanto mais cedo você iniciar sua poupança, poderá manter a aplicação ou até diminuí-la ao longo dos anos.”

6. SAIBA  QUANTO GANHA E QUANTO GASTA
A maioria das pessoas tem boas intenções quando se trata de poupar dinheiro. Mas se você não sabe quanto entra e quanto sai da sua conta bancária, você não sabe o quanto deve se dedicar aos seus objetivos.Grande parte geralmente não controla seus rendimentos e gastos. “É realmente chocante que os clientes com quem trabalho nem sempre reveem seu holerite”, disse o planejador. “Se eu não sei o quanto você gasta quando come fora, como eu posso esperar que você mude isso?”, questionou.

7. SAIA DO DÉBITO
Bem programada, uma dívida pode ter benefícios. Empréstimos estudantis, por exemplo, são boas escolhas, já cartão de crédito - que tem altas taxas de juros - nem tanto. Segundo Blaylock, dívidas que podem impulsionar a carreira são bem-vindas, mas até para elas deve elaborar um plano para que não impeça o progresso de outros objetivos.

8. AUMENTE SEUS GANHOS
Há duas maneiras de aumentar seu patrimônio líquido: ganhar mais ou economizar mais dinheiro. “E gastar menos é apenas uma parte dela - você tem que poupar e investir adequadamente”, diz a planejadora do LearnVest, Natalie Taylor. “Apenas ganhar mais não aumentará a renda porque o estilo de vida e as despesas também crescem com ele.”Mas, se você aumenta sua renda e definir o que fará com esses ganhos, esse dinheiro a mais será melhor aproveitado.Outra opção é diversificar seus fluxos de renda através de um segundo trabalho em tempo parcial (freelancer) ou procurar oportunidades de investimento. “Eu acho que a poupança para a aposentadoria deve vir de várias fontes, tais como o salário, a renda de trabalhos parciais e investimentos”, diz Blaylock.
Por Luiza Belloni Veronesi  
Fonte InfoMoney

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

DIA DE SÃO JOÃO

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

terça-feira, 23 de junho de 2026

8 CLIENTES QUE DEVEM SER DEMITIDOS


Um dos maiores equívocos cometidos por advogados é a falta de conhecimento sobre padrões de abusos de alguns clientes e como tratar essa questão com maturidade.
Uma das formas de evitar esse tipo de dilema é sabendo identificar os comportamentos mais problemáticos, criando estratégias ágeis de eliminação dessas relações indignas. 

1. Cliente "Tio Patinhas":FOGE DE PAGAMENTOS PRELIMINARES
Um dos primeiros sinais de um cliente problemático é a sua relação com pagamentos. Uma das premissas que escritórios sustentáveis praticam, é a precificação de modo profissional, sendo indicado que pelo menos as despesas geradas pela demanda do cliente sejam cobertas por ele.
Esta premissa faz com que esses advogados rejeitem, logo na entrevista preliminar, clientes que não cobrem pelo menos o que representa o custo do processo ou procedimento realizado.

“Mas dessa forma eles não perdem clientes?”
Sim, eles perdem muitos clientes. Porém, ter muitos clientes não é garantia de lucratividade, sendo evidente que um perfil de cliente com dificuldades de arcar com as despesas da sua demanda, dificilmente terá maturidade emocional para reconhecer o trabalho do advogado. No geral, o que se configura é uma relação indigna, onde a troca sempre é desequilibrada. 
Tem muito cliente por ai que contrata o advogado, por exemplo, para fazer o inventário extrajudicial, mas liga toda semana para tirar duvidas sobre um divórcio, pensão alimentícia, contratos de locação e até sobre o corte de energia por falta de pagamento... 
Esse cliente está tentando extrair o possivel da expertise do advogado porque inconscientemente ainda não enxergou vantagem nessa parceria, ou seja, ele entendeu que o advogado trabalhou pouco... Isso ocorre por dois motivos: Ou o causídico não soube comunicar valor, ou a mentalidade do cliente é muito escassa.
Além disso, clientes que não querem investir logo de início naquilo que representa os custos do que ele mesmo gerou, mais tarde ou mais cedo irão promover algum tipo de inadimplência e serão muito resistentes a remunerar o profissional por algo intangível.
Como proceder: Diga logo ao seu cliente que só trabalha com um percentual do valor adiantado. Explique que anteriormente já teve problemas com clientes que pagavam depois e que prefere fazer dessa forma. Se ele não respeitar, é porque ele não é um bom cliente para você.

2. QUER ADVOGAR MAIS DO QUE VOCÊ
Considero que o bom relacionamento entre o advogado e o cliente é um dos segredos para contratos de longo prazo. E para que esse relacionamento seja saudável, é necessário que o cliente opine e troque algumas ideias, contribuindo com o êxito da demanda. Contudo, existe uma grande diferença entre “dar algumas opiniões” e querer advogar por você.
Infelizmente, esse tipo de cliente pode corromper suas teses com menos qualidade, o que acabará deixando você frustrado e com menos tempo para se dedicar aos clientes que realmente interessam!
Como proceder: Faça um teste de um mês com esse cliente. Se ele continuar sendo extremamente intromissivo no seu trabalho, a melhor opção é dispensá-lo.

3. O CLIENTE CARENTE
Você sabe aquele cliente que liga para você no domingo ou durante a semana logo às 7 da manhã? Pois é, esse é outro tipo de cliente que deve evitar. Com estas atitudes, este tipo de cliente informa um claro sinal de que não respeita o seu espaço ou talvez não te reconheça de modo profissional.
Como proceder: Você aqui tem dois caminhos. O primeiro é evitar que esse tipo de situações aconteçam através de clausulas contratuais mais assertivas. No contrato, forneça o seu horário de trabalho e deixei bem claro que ele só pode ligar dentro desse período de tempo. Se você não deixou isso definido, a segunda possibilidade é avisar o cliente que só vai atender o celular dentro do seu horário de trabalho. 

4. CLIENTE ALZHEIMER
Você marcou uma reunião e ele não apareceu? Você enviou um email e ele esqueceu de responder? Ele não compareceu a audiência de conciliação? Esse é o cliente esquecido. Os seus constantes esquecimentos podem até gerar a perda irreversível do caso, além é claro, da perda irrecuperável do seu tempo.
Como proceder: O primeiro passo é, obviamente, avisar o cliente. Avisar que desde cedo que você vai cobrar por esse tempo perdido, etc. Se a situação persistir, ai talvez seja o momento de desistir dessa relação.

5. O IMÃ DE PROBLEMAS
Sabe aquele cliente que tem sempre um problema de última hora que o impede de te pagar, de se reunir ou de executar qualquer tarefa de cunho colaborativo? Pois é, esses são outros clientes que você deve evitar. São aqueles clientes que inventam sempre uma desculpa de última hora para não fazerem algo...
- “O meu carro quebrou!”
- “Eu transferi o dinheiro mas o banco cometeu um erro”
- Sabe como é né, escola, IPVA, IPTU...
- “Estive em reuniões o dia todo e me esqueci do seu email”
- “Eu não recebi o seu email porque ele foi para o SPAM!”
E muitas outras desculpas semelhantes a esta.
Como proceder: Fuja desse tipo de clientes o mais rápido possível! Eles podem ser clientes “enrolões” que no final só querem o seu trabalho de graça. Acredite: enrolão uma vez, enrolão para sempre.

6. O AMIGÃO
Existem alguns clientes que gostam de convidar o seu advogado para eventos sociais, o que pode fortalecer a colaboração, mas cuidado! Confira se isso não é uma tentativa do cliente fazer uma longa amizade com você e depois não pagar pelos seus serviços…
Como proceder: Mesmo que o seu cliente comece a fazer o papel de amigo, não facilite na questão de pagamentos, prazos, etc. Mantenha-se firme às datas combinadas com ele.
Uma estratégia muito utilizada por alguns dos nossos alunos é fazer uma proposta de honorários anexando a tabela da OAB, ou mesmo o valor praticado no mercado. Após essa apresentação formal, você pode criar formas flexíveis de pagamento, usar parcelamentos, permutas... Mas não abra mão de receber honorários em troca dos serviços.
Pense comigo... A remuneração não é um elemento de troca usado para substituir o serviço ofertado? Então... Se você decidir trocar serviços jurídicos por churrasco, abraços ou posts de agradecimento no facebook, pelo menos deixe isso claro.
O que não é maduro é que essa troca seja feita de modo velado, como se a cobrança não fosse legítima porque existe uma amizade envolvida... Afinal, é coerente ser remunerado apenas por inimigos, já que os amigos "não devem pagar"?
Tudo é uma questão de perspectiva... Nesse campo, quanto mais maturidade emocional, mais fácil será estabelecer esse dialogo.

7. O CLIENTE CHEIO DE PARENTES
Tem o cliente que tem parentes:
1- O que tem parentes amigos do desembargador, do juiz, ou do assessor do promotor e que se ofereceram para dar uma ajuda com seus contatos;
2- O que tem um parente que fez o segundo grau com você e disse que em nome da amizade você faria um precinho bem especial;
3- O que tem um parente que também é advogado e disse que se você tiver problema com a causa e achar difícil, ele pode dar uma ajuda e ensinar como resolver.

8. O CAUSA GANHA
Aquele que já chega pleiteando altos descontos de honorários, pressupondo que o Advogado vai atuar de forma rasa e substituível, podendo ele mesmo fazer o serviço, caso tivesse a "carteirinha rosa", diante de tamanha simplicidade do caso.
Esse perfil de cliente tem a convicção de que tem o direito - agindo como o juiz da própria causa. Além de desmerecer o trabalho do advogado, certamente invalidará publicamente o causídico em caso de improcedência da ação, que na sua opinião, "já estava ganha".
É comum que esse tipo de perfil confunda colaboração processual (obrigações como parte no processo), com promoção da causa, diminuindo o valor do patrocinio, o que pode gerar grande prejuizo moral ao advogado.

A pergunta é: excluídos esses 8 "perfis", restará algum cliente na sua carteira atual?

Por Advocacia in Foco
Fonte JusBrasil Notícias

6 TENDÊNCIAS SOBRE O FUTURO DO TRABALHO QUE VOCÊ PRECISA CONHECER


Vivemos um momento de muitas transições/mudanças, mas uma das mais significativas é a Revolução Digital. O mercado de trabalho, assim como tantas outras áreas, é diretamente afetado por tudo o que vem acontecendo.
A Cia de Talentos realizou um estudo para entender de que forma a Revolução Digital e outras mudanças em curso já afetaram (e ainda irão afetar) o mercado e as relações de trabalho. Como resultado dessa pesquisa, nasceram as “6 Tendências do Futuro do Trabalho” que você vai conhecer agora:

1) Adaptar-se é preciso: os avanços da tecnologia exigem das empresas e pessoas uma capacidade de adaptação cada vez maior. Apesar do ambiente complexo e hierárquico das organizações ainda não possibilitar que as respostas sejam dadas na velocidade necessária, estamos caminhando para isso. Você está pronto para trabalhar de forma mais autônoma e descentralizada (hierarquia horizontal)? Você é do tipo que pergunta tudo para o chefe ou gosta de se desafiar e correr atrás das respostas?

2) Prepare-se para nunca estar pronto: vivemos em um ambiente veloz e de alta imprevisibilidade. Não há mais tempo para tirar uma ideia do papel só quando estiver “redondinha”, até porque, em um piscar de olhos ela poderá ficar ultrapassada. Temos que aceitar que daqui em diante tudo o que desenvolvermos terá prazo de validade. Sempre haverá algo para fazer diferente, para melhorar e a ser aprendido. Experimente, arrisque! E se errar, aprenda a aceitar os erros (eles fazem parte do processo de aprendizado) e seguir em frente!

3) Faça você mesmo: o estudo apontou também que há um esgotamento do modelo tradicional de trabalho, pessoas buscam não só um emprego, mas um trabalho com propósito (um objetivo maior). Por outro lado, nas empresas, os desafios são cada vez mais multidisciplinares, complexos e velozes. Não dá mais para cada um ficar dentro da sua “caixinha” e resolver só os problemas da sua área. Aparentemente, trabalhar por projeto e com equipes multidisciplinares é a solução para esse impasse. Você está preparado para isso?

4) Vá além do óbvio: para resolver os problemas multifacetados enfrentados hoje pelas organizações e para encarar os desafios trazidos pelo rápido avanço da tecnologia, não basta apenas o conhecimento cognitivo tradicional – raciocínio matemático, linguagens etc. É preciso desenvolver também os saberes artístico, socioemocional e holístico. Amplie seu repertório, busque cursos/textos/filmes/livros fora da sua área de atuação, vá a lugares em que não se imagina, conheça gente diferente… Tudo isso, mesmo que não pareça, poderá te dar as respostas para novos problemas. Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Pense nisso!

5) Pensamento sustentável: você está enganado se acredita que aqui vamos falar apenas da construção de uma relação sustentável com o meio ambiente. Isso é o mínimo. Precisamos construir relações equilibradas, de ganha-ganha, com todos a nossa volta: clientes, fornecedores e sociedade. Para isso, a capacidade de colaboração, o trabalho em equipe e a vontade de gerar uma experiência positiva para o outro são essenciais. Quando você sugerir uma solução para um desafio, costuma se perguntar se é realmente boa/justa para todos os envolvidos?

6) Capacidade de RealizaAÇÃO: entregar apenas um simples produto ou serviço já não é mais suficiente. Hoje, as empresas precisam criar experiências de impacto e fazer o cliente se sentir parte do todo. Mas como conseguir isso? A resposta está na observação, na capacidade de “vestir o sapato” do outro, de entender o problema por ele vivenciado e a partir disso agir. Criar soluções. Quer um exemplo? Na última semana, a foto de um pote com saches de catchup e uma tesoura no meio em uma lanchonete, chamou muita atenção em uma rede social. Uma ideia simples, não? Sim, mas com certeza quem a colocou em prática, primeiro, precisou observar a dificuldade dos clientes para abrir os saches. E aí, já parou para pensar como o seu trabalho pode contribuir para a solução de problemas cotidianos?
Por Equipe Cia de Talentos
Fonte Chega Mais

COMO ACABAR COM A PROCRASTINAÇÃO


Um dos maiores inimigos da produtividade é a procrastinação. E o que é procrastinação?
Procrastinar é o ato de deixar para amanhã o que deve ser feito hoje. E isso não se dá somente com relação ao trabalho, mas em diversas áreas e situações das nossas vidas. Todos nós já passamos por momentos em que, ao invés de produzirmos algo que sabemos que deveria ser feito, escolhemos fazer algo menos produtivo e mais agradável para nós.
O fato é que todos nós somos procrastinadores, alguns em maior escala do que outros; mas todos sofremos, de alguma forma, desse mau hábito.
Sim, a procrastinação é um hábito e pode ser eliminado a partir da adoção de novos comportamentos a serem praticados diariamente. Não é uma tarefa fácil, eu sei. Isso por que como todo mau hábito, para ser substituído por um novo hábito, requer uma boa dose de dedicação, autopercepção, persistência e comprometimento consigo mesmo, pois nada muda da noite para o dia.

Quais são os efeitos negativos da procrastinação?
  • Acúmulo de atividades incompletas;
  • Stress;
  • Sentimento de culpa; e
  • Falta de autoconfiança.

Durante o processo de coaching a procrastinação é um tema trabalhado para que o coachee consiga realizar os seus objetivos. Assim, meu objetivo com esse artigo é lhe passar algumas dicas para ajudá-lo a afastar a procrastinação do seu dia a dia e conseguir fazer as atividades necessárias para a conquista dos seus objetivos.

Como acabar com a procrastinação
1º Passo – Assuma que você é procrastinador e descubra porque você procrastina
Reconheça que a procrastinação está na sua rotina e perceba o quanto ela te atrapalha. Veja pelos comportamentos abaixo o quão procrastinador você é:

  • Seu dia está repleto de atividades para fazer e a maioria delas é irrelevante?
  • Você lê e-mails diversas vezes antes de iniciar o trabalho ou decidir o que vai fazer com eles?
  • Quando você começa a fazer uma atividade importante você imediatamente sai para tomar um café ou copo de água?
  • Você deixa as atividades mais importantes para serem feitas depois das menos importantes?
  • Você sempre espera um melhor momento para realizar determinada tarefa?
Depois identifique o que faz com que você não faça a ação ou a atividade necessária.

Associar a tarefa a algo ruim:
Se você associa o que deve ser feito como algo chato e desagradável você será tomado pela procrastinação. Ao invés de pensar nas dores em realizar determinada atividade, por que você não passa a focar nas recompensas em realizar aquela tarefa? O que você ganhará quando conseguir completar aquela atividade? Quais serão os benefícios? Pensar nas recompensas ao invés de se concentrar nas dores da tarefa ajuda a manter o foco.

Você é desorganizado:
Se você não organiza a sua agenda com as tarefas e atividades a serem feitas a cada dia e não as prioriza em ordem de importância, com certeza você acaba adiando tarefas e é tomado pela procrastinação.
Passe a adotar o hábito de ter uma agenda (pode ser o tipo de agenda que melhor se adapte ao seu perfil. No meu caso eu prefiro a velha agenda de papel que eu carrego comigo para onde eu vou) onde você tenha todas as suas atividades planejadas e priorizadas. Sugiro a leitura do meu artigo sobre como organizar uma agenda de trabalho postado aqui na minha página para que você consiga ter melhores resultados.
Uma dica: Se você tem um projeto muito grande para desenvolver ou uma peça processual complexa e trabalhosa para escrever, divida o cumprimento dessa tarefa em metas diárias que tornarão essa atividade menos custosa para você cumprir. Essa prática deixará o seu dia mais organizado e será mais fácil para você lidar com a tarefa.

Você é indeciso ou perfeccionista:
Pessoas indecisas sofrem da incapacidade de fazer escolhas e isso as torna mestres em adiar qualquer atividade que envolva tomada de decisões.
Outro grupo de procrastinadores são os perfeccionistas. Por incrível que pareça, pessoas perfeccionistas tendem a adiar a realização de tarefas por estarem sempre na espera do melhor momento para praticar determinada atividade. A busca pela perfeição acaba sendo um grande inimigo, pois nunca acreditam ser o melhor momento e acabam não realizando o que deve ser realizado no tempo certo.
Existe um ditado que eu sigo para a minha vida e que diz: “Melhor feito do que perfeito!”
Analise se você faz parte de um desses grupos de pessoas e reveja a sua forma de lidar com as atividades e ações a serem realizadas no seu dia a dia.

2º Passo – Identifique as conseqüências negativas de não realizar a tarefa
Ao invés de ficar preso no quanto realizar determinada tarefa é desagradável, pense no que você perderá se deixar de fazê-la, questionando-se: O que eu perco em não realizar esta ação? Quais as conseqüências negativas que poderão aparecer em curto, médio e longo prazos?
Dica: Se você verificar que não existem perdas, talvez esta atividade não seja tão importante e prioritária em sua vida e talvez você deva rever a sua agenda pessoal.
Busque também as conseqüências positivas e os ganhos, atrelados ao futuro, em realizar aquela ação ou tarefa. Identificar os ganhos e benefícios futuros ajuda a aumentar a motivação e a manter o foco.
Outra coisa importante é identificar que sensações você terá quando conseguir realizar determinada tarefa ou atividade. Geralmente quando realizamos aquilo a que havíamos nos proposto aumentamos a nossa motivação intrínseca, geramos mais autoconfiança e aumentamos cada vez mais a nossa produtividade.

3º Passo – Adote comportamentos efetivos
Analise o quanto o hábito de deixar para amanhã tem sido uma desculpa para que você se distancie cada vez mais da realização de seus objetivos ou deixe seus projetos pendentes ou abandone os seus sonhos. Seu objetivo é realmente tão importante a ponto de você vencer a procrastinação?
Lembre-se: “Você é repetidamente o que faz. A excelência não é um evento, é um hábito.” Aristóteles
Se você quer realizar os seus sonhos e conquistar objetivos na vida, comprometa-se diariamente consigo mesmo e passe a adotar novos comportamentos para combater a procrastinação. Pense em novas estratégias que você ainda não adotou e coloque-as em prática, pois: “Pessoas orientadas a resultados fazem o que deve ser feito quando deve ser feito.”
Você é o responsável pelos seus resultados. Então só depende de você!

Por Lisandra Thomé Coaching & Consultoria
Fonte JusBrasil Notícias

DESENVOLVIMENTO PESSOAL

segunda-feira, 22 de junho de 2026

ADVOGADO AUTÔNOMO: O DESAFIO NA ADVOCACIA E COMO SUPERÁ-LO COM SUCESSO


Dia após dia, os advogados que trabalham sozinhos são bombardeados com tarefas que precisam de sua atenção, tudo realmente precisa ser feito para que o escritório de advocacia possa sobreviver.
Mas como você pode fazer tudo quando você está fazendo isso sozinho?
Há um tema recorrente: os advogados que dirigem por conta própria querem a flexibilidade para praticar o direito da maneira que melhor lhes convêm.
Construir um negócio hoje requer uma combinação de habilidades do velho mundo, como redes de contato, serviço ao cliente e estratégias da era moderna, como campanhas de visibilidade online e marketing de conteúdo.
O marketing online requer uma medida de experiência tecnológica e de reflexão, e inclui alguns comportamentos que não são necessariamente uma segunda natureza para todos os advogados:

Tome a sua marca, como investimento
Os advogados individuais precisam estabelecer uma marca online. As perspectivas não esperam que você tenha gasto uma pequena fortuna criando seu logotipo. Mas construir uma marca para seu escritório de advocacia ajuda seus futuros clientes a identificá-lo como um escritório diferente do escritório de um concorrente. Também o ajuda porque o tempo gasto na definição da sua marca o ajudará a verbalizar o valor da sua empresa no futuro.

Considere seu site como importante
Os advogados têm se preocupado com os sites há anos, mas isso é porque eles são parte integrante da experiência de pesquisa online. Saber por que você precisa trabalhar no seu site é essencial para um advogado individual. Isso ocorre porque os sites de escritórios de advocacia fornecem valor para você quando são construídos corretamente e gerenciados efetivamente.

Nunca reduza suas habilidades
Você nunca terá uma segunda chance de fazer uma primeira impressão. A maneira como os advogados interagem com seus clientes potenciais e os clientes atualmente, terão impacto absoluto em suas futuras oportunidades de negócios. Desenvolver a sua capacidade de ganhar a confiança dos seus clientes e nutrir a sua reputação online é sempre tempo bem gasto.

Tenha um plano para os clientes
Os advogados podem fazer tudo exatamente nos estágios iniciais da aquisição do cliente, mas podem tropeçar no final quando mais importa. As consultas, os aconselhamentos gratuitos e as discussões sobre seus honorários estão garantidos.
Os advogados individuais são obrigados a desenvolver um plano para essas discussões, basicamente, desde seu primeiro dia de trabalho.
Sem dúvida, isso é bastante para gerenciar quando você é um advogado. Mas aqui estão as boas notícias. Os advogados individuais não estão sozinhos. Eles encontraram sucesso aprendendo novas habilidades, ano após ano com a internet construindo seus repertórios e aumentando seus conhecimentos consideravelmente.
Fonte Jurídica Marketing

ADVOGADOS DEVEM APRENDER A VENDER SEUS SERVIÇOS


"Vendafobia" e "marketingfobia" poderão, um dia, ser incluídas em dicionários para expressar a aversão que seres humanos — nem todos — têm às atribuições de vender e de "marquetear" — que incluam mais esta. A aversão é significativamente maior entre advogados. Recusam-se — nem todos — a vender e a fazer marketing, porque essas funções colidem com o senso que têm, justificadamente, da nobreza da profissão. Esse é o lado filé-mignon da advocacia. No entanto, em nome do sucesso profissional, também há que se aprender a roer ossos. Para esse mister — o de roer ossos — é melhor dispor de algumas boas ferramentas.
"Não é tão difícil vencer esse pavor", afirma o advogado e consultor de comunicação John Cunningham. Na verdade, é preciso vencer essa resistência às funções de marketing e de vendas, porque elas são inerentes ao funcionamento do escritório de advocacia, e de qualquer organização que dependa de receita para sobreviver. Todos os advogados de uma firma devem aprender e praticar as técnicas de marketing e de vendas, ele diz. Às vezes se pensa que isso é um problema dos sócios. Mas é um engano, porque a sobrevivência da firma e dos empregos dos advogados contratados e associados depende do trabalho dos rainmakers, expressão inglesa que define todos os advogados da firma que ajudam a conquistar clientes.
Os advogados empregados ou associados podem pensar que basta fazer um bom trabalho para garantir a segurança no emprego. Mas não é novidade que competência não é garantia de emprego, nem para advogados, nem para qualquer profissional. "É muito comum se ver advogados experientes e competentes serem substituídos por advogados mais jovens, com salários mais baixos, em tempos de contensão de despesas", lembra Cunningham. "No entanto, os rainmakers dificilmente são demitidos. A empresa precisa deles, mais do que nunca, para conquistar novos clientes e enfrentar a crise". E, se forem dispensados por qualquer razão, muitas firmas vão ficar interessadas em contratá-los, garante Cunningham.
Na verdade, o aprendizado da arte do marketing, da venda, da negociação e dos negócios deveria começar, para todos os profissionais, nos cursos universitários. E ser aperfeiçoado na educação continuada, como em cursos profissionalizantes. Afinal, o profissional terá de fazer o marketing e a venda de seu trabalho — e também de si mesmo — em todo o percurso do desenvolvimento de sua carreira. Terá de negociar a vida inteira. Fora disso, fica na esperança de que o sucesso caia dos céus com a próxima chuva.
A razão porque grandes profissionais falham quando deixam um emprego para abrir seus próprios negócios, seja em que ramo for, é que eles não passam de grandes profissionais. Em cursos de negócios nos EUA, ensina-se que qualquer empresa, e incluam-se aí firmas de advocacia, precisa ter a participação mínima de três elementos humanos, fora capital e outros elementos materiais, para garantir alguma chance de sucesso: um bom empresário, um bom marqueteiro e um bom profissional. Se um desses elementos falhar, todo o empreendimento corre um sério risco de não decolar.
Toda a sociedade de advogados precisa de profissionais que desempenhem as funções de empresário e de marqueteiro, para que os demais sócios e associados possam exercer a de advogado, sem esperar por más notícias no fechamento do mês. Para advogados autônomos e sócios de pequenas firmas, o único recurso de cada elemento humano é se transformar em três-em-um. Isto é, ser capaz de exercer as três funções, de empresário, marqueteiro e profissional, cumulativamente, mesmo que tenha de designar dias na semana ou horários nos dias para assumir cada uma de suas "personalidades" profissionais.
Qualquer firma começa com força para decolar, mesmo que o escritório esteja em processo de instalação em uma sala da casa, se tiver um ou dois clientes acertados. Isso é, tudo começa com o trabalho do marqueteiro e do empresário. Antes mesmo de alugar uma sala no centro da cidade, o marqueteiro pode anunciar ao mundo, ou seja, a todas as pessoas que conhece e que passará a conhecer em encontros ocasionais ou arrumados, que está no mercado, em tal área de atuação. O empresário pode entabular as negociações e procurar fechar algum contrato, mesmo que verbal. Ao profissional caberá corresponder a esse esforço, fazendo um ótimo trabalho para realimentar os esforços de marketing e de vendas.
A palavra "arte", no fim das contas, não é um bom atributo para as funções de "marquetear", vender e advogar. Marketing e vendas, como advogar, são capacidades, ou qualificações, que, acima de tudo, são adquiridas e desenvolvidas por meio do aprendizado e da prática. Fazer marketing e vendas, por sua vez, não depende de um esforço sobre-humano, de uma agressão às próprias vísceras. É uma técnica que se aprende, se desenvolve e se põe em prática, simplesmente.
A melhor técnica de marketing para advogados e para qualquer profissional não vem, necessariamente, de campanhas de marketing ou de campanhas publicitárias. Pode vir de procedimentos tão simples quanto frequentar clubes, associações, organizações, eventos, para fazer relacionamentos e obter informações sobre clientes prospectivos.
A melhor técnica de venda não vem, necessariamente, de um grande esforço de venda. Pode vir de uma conversa com um prospectivo cliente, em que nada tem de lhe ser vendido. Mas que informações têm de ser apuradas sobre a vida individual e familiar do futuro cliente, sobre sua empresa e o funcionamento dos negócios. Nessas conversas, problemas reais ou possíveis podem ser identificados e soluções jurídicas podem ser apresentadas. O cliente pode, em alguns casos, tomar a iniciativa de contratar os serviços do advogado. Se isso não acontecer, cartas ou cartões de agradecimento podem estimular o cliente prospectivo a tomar uma atitude. E assim por diante.
Na reportagem seguinte, o advogado e consultor de comunicação John Cunningham fala sobre os dez principais argumentos levantados por advogados para justificar sua resistência ao marketing e às vendas. E oferece sugestões, muito apropriadas para firmas de advocacia e advogados autônomos, que podem ajudar a superá-las. Há dificuldades, mas é preciso enfrentá-las em nome do sucesso profissional e da firma, ele diz. Vale o conselho de Pablo Picasso: "Estou sempre fazendo o que não consigo fazer, para aprender como fazê-lo".

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

APLICAÇÃO DE ADVERTÊNCIAS EM CONDOMÍNIOS


INTRODUÇÃO
Viver em comunidade é um exercício diuturno de tolerância e exige sabedoria e estratégia ao lidar com uma multiplicidade de personalidades cada qual com sua característica e modo de compreensão de mesmo assunto.
E a coisa se torna mais complica quando o assunto é CONDOMÍNIO. Não basta ser conhecedor das regras de condominiais é preciso saber aplicar de forma a ajustar ao entendimento de cada um, pois ninguém é obrigado a conhecer leis, mas regras consuertudinais, aquelas que o costume nos impõe e se perdeu no tempo e mesmo assim obedecemos e nem sabemos por que, estas podem se tornar com paciência e insistência uma regra de uso automático.

POSTURA PREVENTIVA DO SÍNDICO
  • Um elemento importante para garantir o respeito às normas do condomínio é a própria postura do síndico ou administrador;
  • Nesta postura, a comunicação é um fator preventivo. Uma providência essencial é que todos os moradores e proprietários possuam cópia atualizada da Convenção e do Regulamento Interno (RI);
  • Assim, evita-se as infrações por desconhecimento do RI, e haverá mais respaldo na eventual aplicação de multas e advertências. Alegar ignorância das normas será, de uma vez por todas, um argumento impossível;
  • Para complementar - já que é possível que muitos não leiam os documentos na íntegra - sugere-se elaborar um "guia rápido": um resumo apenas com os principais pontos de conflito tratados no RI (contendo, na mesma comunicação, as normas sobre animais, barulho, uso da garagem etc.);
  • Este "guia rápido" pode ser afixado em elevadores ou outras áreas sociais;
  • Outra dica é utilizar-se de bom humor, principalmente na elaboração desses cartazes, para evitar o tom de cobranças "carrancudas", antipáticas;
  • Considerar o tipo de condomínio administrado é um fato crucial para entender o perfil dos moradores, e saber como lidar com seu convívio social;
  • Para novos moradores, também é importante informá-los sobre as regras do condomínio, de uma forma cordial, logicamente.

PRIMEIRO PASSO
Quando ocorrer infração a norma de condomínio advirta verbalmente através de uma conversa amigável, alerte para, o desagradável da situação em si, busque educar o condômino e informe que a reincidência não será tolerada e que poderá receber CARTA DE ADVERTÊNCIA as normas condominiais e até multado, pergunte se tem uma cópia do Regimento Interno (RI) ou Convenção. Seja rígido, austero, e imparcial, afinal regras são regras e se aplicam a todos. 
Na dúvida se adverte ou multa, o primeiro é sempre o melhor caminho, as advertências devem preceder as multas, que são aplicadas após 03 (três) notificações por escrito pelo mesmo motivo.

PASSO A PASSO
  • Tentar conversa amigável, sempre que cabível e se possível, antes de multar ou advertir.
  • Ter provas, como imagens no CFTV, fotos, testemunhos ou reclamações por escrito, de que a infração do fato ocorrido.
  • Saber se foi a primeira vez que determinado morador cometeu a falta.
  • Dependendo do que ocorreu, não cabe advertência. Um exemplo é se um condômino, que nunca cometeu nenhuma falta, destrói a pilastra da garagem do condomínio. Nesse caso, ele deve ser multado, já que ocasionou prejuízos ao condomínio, e dever ser convidado a reparar o dano.
  • Antes da multa, ou advertência chegar à unidade do infrator, vale mandar uma notificação do ocorrido. Não é recomendado fazer a notificação pessoalmente nem diretamente por funcionário do condomínio, mas sim via comunicação impressa. Se possível, encaminhada pela empresa administradora.
  • A carta de notificação deve ser bastante objetiva e com dados concretos, citando-se o item do RI ou da Convenção que foi desrespeitado, o horário, o local, etc.
  • Dependendo da convenção, há a possibilidade do morador multado pedir uma revisão para o conselho ou assembleia.

DA INFRAÇÃO
Comprovada a infração, registrada em livro de ocorrências e superada a fase anterior, respeitando os princípios constitucionais DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO, esse condômino infrator poderá se defender diante do conselho fiscal e até da assembleia.
A infração deve estar descrita na convenção e no regimento interno com clareza, registro escrito no livro de ocorrências, pois este é o embasamento máximo, deverá haver provas inequívocas do ato, como testemunhas, filmagens e gravações CFTV.
Quando o condômino inovar e cometer ato considerado infracional por de alguma de alguma forma incomodar os demais, tente uma conversa nos moldes descritos anteriormente e ajuste esse ato infracional analogicamente a outro e faça a reprimenda oralmente.
Explique ao morador que fez o registro por exemplo que as construções modernas não tem vedação acústica e que nem sempre poderá repreender o vizinho, e em alguns casos o excesso de notificações passam a TURBAR A POSSE DE TERCEIROS, já que alguns sons são inerentes ao movimento natural das pessoas no uso legal de sua propriedade.
O sindico poderá multar o condômino em espécie de acordo com o avençado em Convenção e/ou Regimento Interno. Em convenções mais antigas, onde as multas são baseadas em URV ou em outras unidades, ou mesmo quando a multa é atrelada ao salário mínimo, o ideal é que haja uma assembleia para alterar a convenção.
Vale lembrar que a multa deve ser aplicada apenas sobre o valor da taxa mensal, sem incluir aí rateios extras ou despesas extraordinárias.
A primeira multa deve ser a de valor mais baixo, para que assim o valor possa crescer em caso de reincidência.

DAS MULTAS ESPECÍFICAS
Geralmente, o valor da multa não pode passar de cinco vezes o valor da taxa condominial. Mas há o caso do CONDÔMINO ANTISSOCIAL, daquele que reiteradamente comete desrespeitos ao regulamento interno e à convenção do condomínio. Para multá-lo é necessária a anuência da assembleia de condomínios. Nesse caso, a punição pode chegar a até 10 (dez) vezes o valor da contribuição mensal.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Pode caracterizar a prática de algum delito a atitude de determinada pessoa que cause tumulto numa assembleia de condomínio?
Sim. A atitude pode ter o enquadramento da contravenção penal prevista no art. 40 do Dec. Lei nº 3.688/41 - Lei das Contravenções Penais, qual seja, o delito de provocação de tumulto ou conduta inconveniente, sujeitando seu causador à prisão de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou ao pagamento de multa: “Art. 40. Provocar tumulto ou portar-se de modo inconveniente ou desrespeitoso, em solenidade ou ato oficial, em assembleia ou espetáculo público, se o fato não constitui infração penal mais grave: Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa”.

O atual Código Civil impõe a atualização da Convenção do Condomínio?
Não há obrigatoriedade de ajuste da Convenção do Condomínio para que haja uma harmonização com o atual Código Civil, já que as regras da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei nº. 4.657/42) servem justamente para tal fim, isto é, as Convenções anteriores a 11/01/03 continuam em vigor naquilo que não contrariarem disposições de ordem pública (obrigatórias) expressas da nova lei; esta não fixa prazo para que as Convenções se ajustem às suas novas disposições; assim, salvo conveniência particular, poderão permanecer inalteradas. Todavia, a conveniência de se efetuar a modificação deverá ser analisada caso a caso, Já o REGIMENTO INTERNO deve sim ser adaptado as mudanças da lei por motivos óbvios e também pela própria mudança inerente ao ser humanos e as relações interpessoais.

Quando houver conflito entre a Convenção do Condomínio e o Regimento Interno, qual das normas prevalecerá?
A Convenção do Condomínio difere do Regimento Interno pela natureza das matérias tratadas. Compete à Convenção dispor sobre a estrutura do condomínio e os direitos fundamentais do condômino. Já o Regimento Interno tem por objetivo reger apenas convivência entre os condôminos. Por tais características, quando surgir conflito entre o dizer da Convenção e o do Regimento Interno, prevalecerá o primeiro. Espelha tal realidade o julgado seguinte: “A convenção condominial é o instrumento que constitui a co-propriedade; o regulamento interno disciplina a vida social e não o direito real que o título constitutivo outorga o que conduz à certeza de que, no confronto entre dispositivos conflitantes entre as duas normas, acerca do uso de garagem, vale o que consta da convenção registrada no Cartório de Registro (art. 9º, § 1º, da Lei nº.591/64).

O síndico é obrigado a dar cópia da Convenção do Condomínio aos condôminos ou ocupantes?
Não. Obrigatoriedade não existe já que a Convenção do Condomínio é documento público e por conta disto, seu acesso é franqueado a todos. Melhor explicando, sendo compulsório o registro da Convenção do Condomínio no Registro Imobiliário (art. 1.333, parágrafo único, do novo Código Civil e art. 167, I, 17, da Lei nº 6.015/73), não será obrigatório o fornecimento, pelo síndico, de cópia da mesma aos condôminos ou ocupantes. Porém, ainda que não haja obrigatoriedade, é conveniente que seja dada uma cópia integral da Convenção a cada um dos condôminos, incentivando o pleno conhecimento do seu teor por todos.
Por analogia ao artigo de lei em análise carta cartas de notificação de infração as normas condominiais são documentos do condomínio e não devem passar da pessoa que as recebeu, não sendo o síndico obrigado a apresentá-las quando solicitado por condômino a não ser por força de imposição judicial.
Por Sheyla Melo
Fonte JusBrasil Notícias

VOCÊ SABE TOMAR BOAS DECISÕES?

Instinto, razão e experiência: entenda os fatores que guiam a boa tomada de decisões e como eles se equilibram

Tomar uma boa decisão é o produto de uma tríade: instinto, experiência e razão. Na prática, se não estiver certo se quer ter filhos, aplique a trinca descrita em questão. O instinto dirá que a espécie deve ser perpetuada. Já experiência é o que indivíduo viveu, as suas lembranças. E a razão o fará pensar nos gastos da criação de uma criança.

Diante de uma escolha, é preciso fazer uma avaliação com base em instinto, razão e experiência
Portanto, diante de uma escolha, é preciso analisar o terreno sob todos os aspectos. Usando a cabeça, de maneira calculista, ou com o coração, deixando a emoção rolar. É o cérebro que decide qual rumo tomar, e para isso ele compara as possibilidades. Estar no controle da situação e saber quando alternar entre a razão e a emoção é um talento desenvolvido ao longo da vida.
Mas ter alguns dilemas também é um bom sinal. “Quem não tem sonho, não tem meta, e portanto, não pode tomar decisões”, explica Valdizar Andrade, especialista em comportamento organizacional e autor do livro “O Poder da Decisão - Reflexões de um Peregrino” (Universidade da Inteligência). Diariamente tomamos centenas de decisões, sendo a maioria sem parar para pensar. Mastigar ou mudar de marcha enquanto dirige, por exemplo, não requer qualquer tipo de elucubração. É automático.
Mas para a realização dos nossos objetivos de longo prazo, seja no campo profissional, familiar ou afetivo, é preciso ter coragem e direcionamento. “Uma decisão significa uma mudança, ou seja, é um ato de coragem para quem quer fazer a diferença, superar os próprios limites e sair da zona de conforto”, resume Andrade. “Tomar boas decisões e alcançar objetivos exige autoconhecimento e foco”.

Decida-se!
Quanto mais opções, mais dúvidas e mais difícil de decidir. Limitar as alternativas e o tempo ajuda na tomada de decisão. Quando não há urgência, muita gente esquece de decidir e realizar uma tarefa. “Para não perder o timing da decisão, estipule prazos”, recomenda o especialista Alexandre Rodrigues Barbosa, autor do livro“Construa Seus Sonhos” (Thomas Nelson Brasil).

O segredo das boas decisões está no equilíbrio dos três fatores. E, se errar, não tema: é melhor tomar uma decisão equivocada que nenhuma decisão
As emoções podem ser perigosas nessa hora, influenciando a pessoa a tomar a decisão errada. Quem nunca fez uma besteira como gastar demais em uma liquidação de roupas, quando, em vez de economizar, você acaba se endividando? Segundo Barbosa, ao estabelecer metas e planejar a carreira e a vida pessoal, as decisões estarão alinhadas com a sua vida. O segredo está no equilíbrio entre os três fatores para fazer a coisa certa, usando o melhor de cada um deles.
Se houver um equívoco, não se desespere. Na próxima vez, seu sistema de recompensa irá alertá-lo para não cometer o mesmo erro. É o que afirma o jornalista científico Jonah Lehrer, autor do livro “Imagine – How Creativity Works” (Imagine – Como a criatividade funciona; ainda sem edição no Brasil).
Lehrer acredita que quanto mais entendermos o funcionamento do cérebro, mais perto estaremos de acertar nossas escolhas. Isso porque o ser humano seria capaz de bloquear impulsos nervosos, o que evitaria delizes.
De acordo com ele, o cérebro está sempre um passo à frente, vislumbrando resultados. Para realizar esse processo, faz uso do neurotransmissor dopamina, que aumenta de nível quando o resultado é positivo, tornando a experiência alegre. Quando a vivência dá errado, a dopamina cai sensivelmente e ficamos frustrados. O problema é que a busca por essa sensação de bem-estar pode ser prejudicial, tornando-se um vício.
O humor e o pensamento positivo expandem a percepção, segundo apontou um estudo realizado pelo neurocietista norte-americano Mark Jung-Beeman. A pessoa feliz tem mais rapidez e facilidade na tomada de decisões, enquanto quem está tenso parece sofrer certo bloqueio mental diante de potenciais soluções.
A intuição se sobressai na hora de tomar decisões sob pressão – como em um acidente de trânsito. A primeira estratégia em caso de risco é ouvir a voz interior, ou a intuição, também conhecida como sexto sentido.
António Damásio, neurocientista português e professor da University of Southern California, em Los Angeles, onde dirige o Instituto do Cérebro e da Criatividade, ensina um método para fazer a coisa certa diante de várias alternativas. Não importa a dúvida, pergunte-se “Isso é a minha cara?” A resposta o norteará pelo caminho certo, sem deixar a decisão nas mãos de outra pessoa.
O verdadeiro problema, segundo Damásio, não é errar, e sim abdicar do próprio poder. Ou seja, é melhor tomar uma decisão errada do que confiar sua resolução a alguém. O medo é paralisador e ter coragem é indispensável para tomar decisões. “Todo mundo sofre da síndrome do medo de errar. Quando pensam em tomar uma decisão, já pensam antes que vai dar errado. Isso cria um campo negativo, que impede que tomem decisões assertivas”, alerta Andrade.
Se não tem confiança para agir, esperar e refletir pode ser uma solução. No entanto, o tempo perdido com a hesitação jamais será recuperado. A procrastinação, hábito de deixar para amanhã até que as coisas virem urgentes, já é uma decisão: a de negligenciar.
“Quando perceber que é sua voz interior da preguiça falando, faça o contrário do que ela manda”, aconselha Barbosa. Isso não significa que decisões importantes devam ser tomadas num estalar de dedos. “Às vezes tomam mais tempo e a gestão do mesmo nos ajudará a decidir melhor”, completa Barbosa.
A impulsividade tampouco é a saída. “É preciso ser ousado, acreditar na capacidade de superar e então transcender. Isso não significa ser irresponsável na tomada de decisões”. É bom trabalhar com 70% de certeza. Os 30% restantes você dribla. A segurança afasta a possibilidade negativa”, diz Andrade.
Por Renata Reif
Fonte iG Delas Comportamento