terça-feira, 17 de março de 2026

GESTÃO FINANCEIRA - "ADVOGADOS DEVEM CRIAR CAIXA PREVENTIVO PARA CRISE


Manter um caixa preventivo, criar projeções e melhorar a gestão dos funcionários são algumas medidas que um escritório de advocacia precisa tomar diante de momentos de crise. Foi o que defendeu o sócio da Condere Consultoria, Maurício Rocha Alves de Carvalho, com o tema Gestão Financeira para Advogados. Ele comentou a situação das empresas em época de crise. “Tem que se traçar uma rota de curto, médio e longo prazo de crescimento”.
Embora o Brasil tenha mantido sua economia estável nos últimos anos, na opinião de Carvalho, o crescimento que vem acontecendo provavelmente não se repetirá. Isso não significa, porém, que o trabalho dos advogados vai parar. “O ciclo de crescimento do país está chegando a um ponto de saturação. As empresas terão mais dificuldades de fazer negócios. Mas não é, necessariamente, um cenário ruim. Para a atividade do advogado, trabalho certamente vai ter”, afirma.
Ele ressalta a importância de poupar nos tempos de bonança, para passar, com mais tranquilidade, pelos momentos conturbados. “É preciso se preocupar com o custo fixo da empresa, que consiste em despesas com o escritório e salário dos profissionais envolvidos. É preciso ter um caixa preventivo, para garantir a continuidade do trabalho, mesmo em crise”, disse.
O escritório de advocacia deve pensar se o seu negócio é economicamente sustentável. Segundo o especialista, é preciso criar cenários base, considerando situações pessimistas e otimistas. E ainda: levar em consideração, inclusive, a alocação de horas dos funcionários e variações de custo. “É uma maneira de transformar em números o que pode acontecer. Isso serve para uma maior visualização dos riscos”, afirma. 
Rogério Barbosa
Fonte Consultor Jurídico

TRÊS SEGREDOS DO MARKETING JURÍDICO QUE TODO ADVOGADO PRECISA SABER

                              

Hoje falaremos de marketing! Um daqueles temas que dividem opiniões. De um lado, os que o conhecem e se apaixonam. De outro, aqueles que defendem a sua inviabilidade na advocacia.

Atualmente, é possível à advocacia manter-se sustentável sem investir em boas estratégias de marketing jurídico?

Acreditamos que não! A realidade do mercado e da sociedade contemporânea não nos permitem sermos advogados ou advogadas sem presença virtual. Já não basta apenas ter muito conhecimento técnico! Precisamos ser conhecidos por todo esse conhecimento.

E, por presença virtual, entenda-se: ter um site ou uma rede social para relacionamento com clientes. Por isso, temos três valiosas dicas para compartilhar com vocês sobre o marketing jurídico.

Sabemos que o marketing e a publicidade são delicados quando aplicados à advocacia, em razão do nosso Código de Ética profissional. Mas, acreditamos que a maior parte do temor ao tema se deve, em realidade, pelo desconhecimento aprofundado das regras que temos.

Inicialmente, deve ser claro que a publicidade NÃO é vedada à advocacia. Muito pelo contrário, ela é permitida, observado o disposto no art. 39, do Código de Ética da OAB: “A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão”.

Restritiva ou não a norma, a discussão é outra! A publicidade e o marketing na advocacia são permitidos e precisam ser entendidos como ferramentas aliadas ao seu crescimento profissional.

Por isso, fique atento aos três segredos do marketing jurídico a seguir apresentados:

Quem é você na advocacia e quem são seus clientes?

Conhecer-se enquanto profissional é primordial! Por isso, o primeiro passo para o sucesso é definir um nicho de atuação.

Mas, essa definição de nicho vai muito além da escolha de um ramo do Direito para atuar. Ser um advogado especialista, por exemplo, em Direito do Trabalho, já não é um diferencial no mercado.

Qual a sua especialidade? Atuar a favor de empregados ou de empregadores? Focar na prática extrajudicial de acordos trabalhistas ou preparar-se para o contencioso laboral?

Sabemos que, por vezes, as necessidades financeiras ou mesmo a inexperiência no mercado nos levam ao generalismo. Mas, essa forma de atuação, ao contrário do que se imagina, acaba reduzindo as chances de fechar contratos expressivos. Isso porque o advogado generalista, na maioria das vezes, possui um conhecimento raso, não aprofundado em qualquer ramo do Direito.

Se é claro para você ser um advogado ou advogada especialista na defesa de empregadores, isso facilita a comunicação com o seu público e te indica em quais matérias técnicas se aprofundar para prestar um serviço mais adequado às necessidades dos seus clientes.

Presença virtual é fundamental!

Sem dúvidas, as redes sociais são importantes ferramentas para que você possa atingir e compreender as dores do cliente.

É preciso ter, ao menos, uma rede social destinada à prática da advocacia. E aqui, muito cuidado: nesta rede você precisa se comunicar com o seu público como o profissional que deseja ser conhecido.

Claro que isso não significa criar um perfil engessado. Postagens pessoais são permitidas, mas elas precisam se adequar à imagem do profissional jurídico sério e ético que você é.

Por exemplo, se você é advogado ou advogada familiarista, mesclado às postagens de conteúdos jurídicos informativos, pode-se incluir fotos de uma viagem para participação em congresso ou mesmo de uma palestra proferida sobre o Direito das Famílias.

Acreditamos, aliás, que essas postagens com conteúdo mais pessoal são capazes de trazer a advocacia para mais perto de seus clientes.

Aliás, é importante dizer que a presença do advogado nas redes sociais não só permite o seu conhecimento por pretensos clientes, como também fornece condições para a formação de parcerias com outros colegas advogados.

Esqueça o “juridiquês”!

Para alcançar seus clientes você precisa saber utilizar uma linguagem simples e objetiva. Chavões técnicos e rebuscados devem ser evitados!

Fazer-se compreendido é fundamental!

A comunicação com o cliente precisa deixar claro o benefício que a sua contratação trará. Simplicidade, assertividade e objetividade demonstram que você tem a preocupação de entender o problema dele e de fazer-se entendido. Isso gera empatia e confiança no seu trabalho.

Esperamos que essas três dicas possam auxiliar no seu crescimento profissional.

 Fonte Equipe IbiJus

ESTRESSE LABORAL: O QUE OS ADVOGADOS PRECISAM SABER?


As pesquisas sobre doenças relacionadas ao trabalho iniciaram-se em meados do século XX e, desde então, vêm contribuindo para a compreensão de diferentes aspectos associados ao contexto organizacional. Dentre eles, merece destaque o estresse laboral, em função dos graves prejuízos que tal fenômeno pode causar à saúde do trabalhador. Segundo a OMS, o estresse é o mal do século e tende a levar as pessoas a doenças como depressão, síndrome do pânico e transtorno de ansiedade, para além das doenças como infarto, gastrite, diabetes e pressão alta.
Nesse sentido, o ambiente de trabalho é um dos fatores de estresse até mesmo porque o trabalho exerce grande importância na vida das pessoas não apenas no que tange a sobrevivência, mas a autorrealização.
Na medida em que o trabalho, em algum contexto, é percebido como negativo, ou o indivíduo não se sente capaz de atender às excessivas demandas por ele provocadas, este processo tende a gerar um processo de estresse ocupacional, que costuma gerar conseqüências físicas, psicológicas e comportamentais que frequentemente afetam o desempenho no trabalho. Assim é que as reações associadas ao estresse vêm há muito tempo afastando os profissionais do trabalho.
De particular interesse aqui, está a profissão de advogado, que envolve uma série de atividades e atribuições bastante específicas, expondo estes profissionais a diferentes estressores no dia a dia de sua profissão, tanto no aspecto positivo com resultados que podem lhe trazer alegrias, como também negativos em situações e resultados que levam a frustrações e ansiedade.
Susan Daicoff, importante pesquisadora sobre o tema no exterior, apontou evidencias empíricas de que diferentes fatores associados à profissão do advogado acabam por comprometer sua saúde mental. No Brasil, em minha pesquisa, identifiquei depressão e problemas psicossomáticos como fatores associados ao estresse na profissão. Mas também, como Susan, uma enorme dificuldade desses profissionais em assumir possíveis impactos do estresse no seu dia a dia.
A saúde mental e a qualidade de vida dos advogados, estão sendo comprometidas e com isso muitas vezes o seu desempenho. Esquecer prazos, anotações, compromissos ou informações, ter que beber ou tomar medicamentos para dormir ou relaxar, aumentar a sudorese e o batimento cardíaco diante de uma audiência mais tensa, estar mais aborrecido com tudo, brigando com familiares ou mais irritadiço nas situações de conflito, podem ser sintomas de estresse.
Mas isso não ocorre de uma hora para outra, o corpo e a mente dão sinais a todo momento, de que algo não vai bem, entretanto o foco no trabalho, acaba por não deixar que este profissional, perca alguns minutos em prol de sua própria saúde.

Por Carreira do Advogado
Fonte JusBrasil Notícias

QUANDO A BOCA CALA, O CORPO FALA

 

Às vezes as pessoas não encontram as palavras para expressar a dor que sentem, e então o corpo entra em cena e reage. Não sabemos nomear com exatidão o que acontece conosco para que as pessoas em volta nos entendam. Essa incapacidade de fazer coincidir as nossas palavras com as emoções que sentimos é conhecida no campo da psicologia como alexitimia.

Habitualmente, essa incapacidade tem sua origem em um sistema de comunicação familiar ineficiente ou deficitário. Muitas das doenças do tipo psicossomático atuais nos dão boas pistas sobre as necessidades não atendidas da população: necessidades de escuta, empatia e carinho.

Somatizar significa transformar uma dor emocional em outra física. Talvez por uma incapacidade de expressar corretamente a dor emocional. Uma incapacidade que deve ser entendida e tratada como a origem de um problema que cumpre uma função: a de comunicar com o corpo o que nossa mente quer expressar, mas nossa voz e nossas palavras não são capazes de reproduzir.

Origem psicológica, sintomas físicos reais em nosso corpo

O fato dos transtornos psiquiátricos terem uma origem psicológica não quer dizer que não se manifestem em sintomas físicos reais. Sintomas que doem, incomodam e que definitivamente interferem na vida de uma pessoa e no desenvolvimento satisfatório dessa.

Não é de se estranhar que em transtornos de humor, como a depressão, se observem estados vegetativos, uma mudança no padrão habitual de sono e muitas queixas somáticas: essa é a somatização da tristeza.

Há muitos tipos de depressão, algumas se caracterizam por um paciente que adota uma atitude agressiva, e outras por um paciente que adota uma atitude passiva. Em ambas, não há comunicação do que se sente, pelo menos não uma comunicação adequada. E então essa sensação se transforma em um mal-estar psicológico e físico.

O preço de ser forte a todo momento: somatizar

Quando não nos comunicamos, implicitamente assumimos que não seremos escutados, que não contamos com as estratégias sociais para nos fazermos entender, ou que seremos diretamente atacados. Em um mundo no qual nos dizem que ser forte é a qualidade mais preciosa que se pode ter, ninguém quer ir na direção contrária.

Muitas das pessoas que não expressam seu mal-estar o fazem porque não encontram as palavras para isso, ou simplesmente alguém os ensinou ao longo de sua educação que ficarão expostos se se expressarem demais. Não culpemos disso só os pais ou professores, mas sim toda a sociedade. Nos ensinam todo tipo de assuntos, mas o assunto de conhecer-se emocionalmente costuma ficar de fora.

De repente, um dia nos sentimos paralisados. Perguntamos a nós mesmos de onde vem tanta dor, e por que o corpo não dá motivos claros que nos expliquem. Os motivos estão na mente, mas estão anestesiados.

O resultado dessa ideia é bastante evidente: evitamos expressar como nos sentimos, e quando queremos nos dar conta, já não sabemos o porquê de nos sentirmos mal. Temos uma amnésia retrógrada que nos impede de poder chegar à verdadeira raiz do problema, de entender por que dói tanto e de onde surgiu toda essa dor.

O tratamento dos pacientes que somatizam pelos profissionais de saúde

A atenção integral da pessoa que vai a uma consulta com um transtorno de somatização é bastante deficitária em alguns casos. Essas pessoas precisam de uma atenção médica e psicológica.

Em alguns casos são acusadas de histriônicas, ou seja, manipuladoras e exageradas, quando na verdade não tem nada a ver com isso. Diferentemente das pessoas hipocondríacas, aqui a pessoa não está convencida que tem uma doença, apenas não sabe o que é que está ocorrendo.

Talvez sim, talvez seja certo que tenham um sistema amplificador dos sintomas e um foco muito centrado em si mesmos. Por exemplo, uma pessoa com alto grau de neurose pode apresentar esse padrão de busca e comprovação excessiva de sintomas.

Portanto, essa pessoa talvez esteja mais centrada em seus sintomas, e por isso o jeito ansioso dela está tomando lugar. Mas os sintomas mesmo assim estão aí, são reais: dores de cabeça, mal estar gastrointestinal, fadiga crônica persistente etc.

O paciente deve ser atendido de forma integral, tendo em conta as características psicológicas que podem estar influenciando os seus sintomas físicos, e avaliar também como seus sintomas físicos pioram o quadro psicológico.

Em muitos casos, quando uma doença somática não é tratada corretamente, se torna crônica e pode ocorrer uma consequência lógica e terrível para a pessoa que padece: a doença, já em sua forma crônica, faz com que a pessoa evite toda atividade social ou que altere sua rotina, acreditando que evita assim o mal-estar e que seus sintomas estarão mais controlados em sua rotina diária. Pouco a pouco, a pessoa vai deixar de lado sua vida por causa de seus sintomas.

As doenças psicossomáticas são reais e precisam de tratamento específico e ajustado às características de cada paciente. Uma vez descartadas as patologias orgânicas, os profissionais devem conseguir entender o que o corpo está querendo dizer, porque a boca cala sem dar a razão explicita a nenhuma causa específica.

Fonte A Mente é Maravilhosa

COISAFOBIA - PAÍS ESTÁ MUITO CHATO AO VER DISCRIMINAÇÃO EM TUDO

David Nasser, turco que gostava de ser chamado de turco, compôs uma beleza de batucada: "Nega do Cabelo Duro". Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa brincaram com os chineses ("Lá vem o seu China na ponta do pé/ lig, lig, lig, lig,lig, lig lé (...) chinês, come somente uma vez por mês"), Adoniran Barbosa falou dos judeus ("Jacó, a senhorr me prometeu/ uma gravata, até hoje ainda não deu/ faz trrinta anos, que esto se passarr/ e até hoje o gravata não chegarr"). Lamartine Babo disse que a cor da mulata não pegava. Racismo? Racismo é a mãe!
Pois não é que agora querem ver discriminação racial em tudo? Há dias, um artigo assinado por um desses intelectuais com gavetas cheias de diplomas e uma cabeça vazia de ideias e raciocínio fez duros ataques ao ator Marcelo Serrado, que faz o papel de bicha louca numa novela. Dois eram os principais argumentos: primeiro, que a bicha louca fazia trejeitos de bicha louca, e isso provocava homofobia; segundo, que o ator disse que não gostaria que sua filha de sete anos visse um beijo gay na TV, e isso, para o professor-mestre-doutor-sabetudo, também é homofobia. Cá entre nós, homofobia é a mãe.
Primeiro, o ator faz papel de bicha louca porque é assim que seu personagem na novela deve se comportar. Anthony Hopkins se comporta como canibal em O Silêncio dos Inocentes porque seu papel é de canibal. Se é para criticar alguém, que se critique o autor — mas como acusar de homofobia exatamente um dos maiores lutadores contra a homofobia, Aguinaldo Silva, que há uns 30 anos editava o jornal Lampião e enfrentava o moralismo da ditadura? Ah, Lampião! Ali estavam também Antônio Chrysóstomo, Jean-Claude Bernardet, João Antônio, João Silvério Trevisan, Peter Fry, tudo gente de primeiro time. Um belíssimo jornal.
Segundo, há gente que tem medo até de olhar para gatos (é uma doença, a ailurofobia). E daí? Se ninguém os obrigar a pegar um gatinho no colo, se o ailurófobo não sair por aí maltratando gatos, tudo bem. Há gente que odeia salas sem janelas. Se não forem obrigadas a entrar nestas salas, se não saírem quebrando os móveis, e daí? O ator não gostaria que sua filha de sete anos visse um beijo gay na TV. Este colunista não gosta de ver essas lutas de UFC e muito apreciaria que seu filho também não gostasse. Mas ele as aprecia. O colunista não gosta de comer bacalhau. E daí, cavalheiros? Alguém pretende processá-lo por negar-se a ver pessoas brigando? Estará insuflando a bacalhaufobia? Sejamos sérios!
Este país está ficando muito chato. Este colunista é gordo, não "forte". Todo mundo que tem a sorte de não morrer cedo fica velho, em vez de "entrar na melhor idade". Anão é anão, preto é preto, cego é cego. Afrodescendente? O material científico disponível informa que o Homo Sapiens tem origem na África. Todos somos, portanto, do negão ao sueco albino, afrodescendentes.
E, lendo essas coisas que a gente vê por aí, é preciso firmar opinião: seja qual for o número de diplomas que ostente, burro é burro.

[Texto publicado na Coluna Circo da Notícia, no Observatório da Imprensa]
Por Carlos Brickmann
Fonte Consultor Jurídico

COMO ENFRENTAR O EXCESSO DE REALIDADE


Em um mundo tão complexo somos vítimas fáceis do excesso de estimulação sensorial e informação. Este "excesso de realidade" conduz a problemas como o Síndrome do Pensamento Acelerado, Vírus Mentais, Burnout, tensões, desequilíbrios energéticos, fadiga, impulsividade e doenças (especialmente psicossomáticas).

O que fazer? Algumas breves sugestões de fácil aplicação:
- durma o suficiente (sendo cada vez mais importante adormecer antes da meia-noite);
- pratique exercício físico (suba escadas, faça caminhadas etc.);
- realize "encontros com a natureza" (caminhe em parques, jardins e outros espaços verdes);
- alimente-se de forma frugal com grande redução de substâncias e nutrientes tóxicos como o açúcar e o sal, e a aposta em legumes, cereais integrais, sementes, carnes magras, peixe e fruta;
- faça uma boa gestão da informação (não se deixe intoxicar ou iludir por produtores de opinião tendenciosos e transmissores de boatos); mantenha-se independente e se até mesmo inconformista, recusando seguir o "rebanho" que se recusa a pensar;
- faça escolhas pragmáticas não se deixando levar por impulsos emocionais e sentimentais no que diga respeito a decisões importantes da vida;
- o futuro é cada vez mais incerto e imprevisível: não se comprometa a longo prazo com nada, em especial o que envolva dinheiro e outros valores, incluindo a sua liberdade;
- desconfie sempre das previsões da política e da economia (saem quase sempre erradas);
- partilhe pensamentos, ideias e conhecimentos com pessoas que lhe mereçam confiança;
- converse com seus filhos sobre variados assuntos;
- seja autodidata: leia (escolha bons autores), frequente cursos intensivos acessíveis, amplie os seus conhecimentos gradualmente para estar atualizado;
- dedique-se também a desenvolver o seu autoconhecimento;
- pratique o distanciamento relativamente às coisas mais delicadas e que exijam cautela e atenção;
- tenha a certeza de que quase todos os problemas têm solução mas exigem paciência, esperteza, inteligência, imaginação, destreza, força de vontade, coragem e até a ajuda de pessoas;
- seja humilde, ninguém é mais do que os outros;
- dedique-se à amizade sincera e desinteressada;
- apaixone-se pela vida! 
E ainda: controle o seu stress, aprenda a relaxar e respire convenientemente. Aproveite toda a luz natural que lhe for possível.
Fonte Instituto da Inteligência

DESCUBRA QUAL INTELIGÊNCIA DOMINANTE VOCÊ TEM

     

Dizem que Einstein e Chaplin, duas pessoas reconhecidas por sua inteligência, se encontraram uma vez em uma reunião social. Começaram a conversar e Einstein disse a Chaplin: “O que sempre admirei em você é que sua arte é universal; todas as pessoas a compreendem e admiram.”

Chaplin, de forma muito espirituosa, respondeu: “O que você faz é muito mais digno de respeito; todos admiram e praticamente ninguém compreende.” O que acontecia ali é que se tratavam de duas pessoas, cada uma com um tipo de inteligência diferente, porque não possuímos apenas uma, mas sim várias.

A teoria das múltiplas inteligências foi elaborada por Howard Gardner, professor da Universidade de Harvard, no ano de 1983. Essa teoria parte da base de que não existe uma única forma capaz de solucionar problemas e elaborar bens valiosos, mas sim que existem muitos tipos que se relacionam entre si.

Gardner e seus colaboradores da Universidade de Harvard comprovaram que há pessoas que obtêm boas notas na universidade e que conseguem um bom currículo acadêmico, mas que não sabem se relacionar bem com outras pessoas.

Pelo contrário, há pessoas que não são excelentes alunos, mas que se relacionam muito bem com as pessoas ao seu redor. Este fato demonstra que uma pessoa não é mais inteligente do que a outra, mas sim que as pessoas desenvolvem inteligências diferentes.

     “O verdadeiro sinal de inteligência não é o conhecimento, mas a imaginação”.

                                                            – Albert Einstein –

Quais são os tipos de inteligência que Gardner propõe?

A pesquisa realizada por Gardner e sua equipe desenvolveu a ideia de que existem até oito tipos diferentes de inteligência. Cada pessoa possui graus diferentes de cada uma das oito e as combina de uma maneira distinta. Essa forma de mesclar as diferentes inteligências é o que nos torna únicos. As oito inteligências das quais Gardner falou são as seguintes:

Inteligência linguística

É a capacidade de empregar as palavras de forma eficaz, usando as estruturas da língua, a fonética, a semântica etc. Pessoas como os políticos, poetas, escritores e jornalistas costumam desenvolver este tipo de habilidades com o uso da palavra tanto em sua forma verbal como escrita.

Inteligência lógico-matemática

Está relacionada com a capacidade de empregar o raciocínio lógico e a resolução de problemas matemáticos. A rapidez para solucionar esse tipo de problema é o indicador que determina quanta inteligência lógico-matemática uma pessoa tem. Os cientistas, os engenheiros, matemáticos e economistas costumam se destacar neste tipo de capacidade.

Inteligência espacial

É a habilidade de construir imagens mentais, desenhar e detectar os detalhes, acompanhada de um senso especial voltado para a estética. Este tipo de capacidade pode ser encontrada nos pintores, fotógrafos, desenhistas, publicitários, arquitetos, pessoas criativas etc.

Inteligência musical

Está relacionada com as habilidades musicais, como o ritmo e a melodia. Ela serve para criar novos sons, para expressar emoções e sentimentos através da música. Nesta área destacam-se os músicos, cantores, compositores, maestros, bailarinas etc.

Inteligência corporal e cinestésica

Refere-se a tudo relacionado com o movimento, tanto corporal como o de objetos, e reflexos. É utilizada nas atividades que requerem coordenação e ritmo controlado. Destaca-se nas bailarinas, cirurgiões, artesãos, atletas etc.

 “A criatividade requer a coragem de se desprender das certezas”.

    – Erich Fromm-

Inteligência intrapessoal

Refere-se ao nosso próprio autoconhecimento, aos processos relacionados com a confiança e a motivação de nós mesmos. É usada para entender o que fazemos e valorizar nossas ações. Pode ser muito desenvolvida em teólogos, filósofos e psicólogos.

Inteligência interpessoal

É a capacidade de se relacionar com outras pessoas. Inclui a habilidade de usar gestos, controlar a voz e usar expressões faciais. Encontra-se presente em atores, políticos, professores, etc. É muito valiosa para as pessoas que trabalham com grandes grupos, pois elas saberão detectar e entender os problemas dos demais e vão aprender a lidar com o grupo.

Inteligência naturalista

Capacidade de distinguir, classificar e utilizar elementos do meio ambiente, objetos, animais ou plantas. As pessoas que têm este tipo de inteligência possuem uma grande habilidade para a observação, a experimentação e a elaboração de conclusões. Os ecologistas e botânicos trabalham com essa inteligência.

“O ritmo é o mais importante porque é a magia, é o que convida a audiência a dançar, e o que eu quero são leitores que dancem com as minhas palavras.”

    -Haruki Murakami-

Gardner defende que todas as pessoas possuem as oito inteligências, mas alguma delas sempre se destaca sobre as demais. É aconselhável aprender a dominar grande parte dessas oito inteligências para enfrentar a vida, independentemente de nossa profissão.

Fonte A Mente é Maravilhosa

SINAIS DE QUE A CARREIRA PAROU NO TEMPO E COMO MUDAR ISSO

Confira os fatores que podem indicar estagnação profissional e também as dicas para retomar a trilha da evolução, segundo especialistas

Falta de motivação para trabalhar é um dos sinais que precisam ser levados em conta, diz especialista

No início de carreira, você imaginava que teria uma trajetória de ascensão profissional. Mas, com o passar do tempo, a evolução esperada não ocorreu.
E o resultado é que, hoje, na empresa em que trabalha promoções vêm e vão, mas nunca para você, e isso o entristece. A luz de alerta está acesa para profissionais que queiram subir degraus na carreira, mas se vêm neste cenário.
Pode ser a hora de analisar se a sua carreira parou no tempo. Para isso, alguns aspectos devem ser levados em conta. EXAME.com investigou quais os sinais de estagnação. Confira:

1 Você odeia segunda-feira
Sim, hoje é segunda-feira e, para você, trata-se do dia mais insuportável. Assim que o despertador toca, o desânimo é inevitável, assim como o fato de você começar a contar as horas para o próximo fim de semana.

Tudo bem. Estar de folga junto à família é, sem dúvida, mais prazeroso do que encarar o expediente. Mas, se você considera a ida ao escritório um verdadeiro martírio, é melhor começar a pensar na razão por que isso está acontecendo.
“A pessoa que está estagnada na carreira não tem vontade de ir trabalhar. A falta de motivação se apresenta pela falta de prazer no exercício da atividade profissional”, diz a especialista em coaching coporativo e diretora da Development, Caroline Calaça.
“Depende do perfil, mas há pessoas que têm tendência a entrar em uma espiral negativa de sentimentos”, diz a coach Susana Azevedo.

2 Não há perspectiva de aprendizado
Exercendo a mesma atividade há muito tempo, o domínio é total e você não enxerga mais novidades em seu horizonte. “São pessoas que acham que têm o direito a uma promoção por tempo de casa”, lembra Susana.
“Um dos sinais da estagnação aparece quando o profissional está há muito tempo fazendo a mesma coisa, já domina todas as variáveis e não vê mais perspectiva de aprendizado”, diz Caroline.

3 Você sente que não está podendo contribuir
“A pessoa sabe o que tem que ser feito, mas não vê nada de diferente que possa ser realizado”, indica Caroline.Você sabe que pode fazer mais, tem consciência do seu potencial, mas sente que não pode usá-lo. “A sensação é de estar subaproveitado e por consequência, o profissional se sente inútil”, explica Caroline.

As dicas para reverter este quadro
A evolução de carreira depende do contexto do negócio, lembra Susana. “Há setores em que a evolução é mais rápida, como em tecnologia. Mas há outras áreas em que pode ser mais lenta”, diz.
Por isso ela recomenda que as pessoas tenham noção de onde estão inseridas para que a expectativa esteja ancorada na realidade tanto da empresa quanto do setor. Confira as dicas para retomar a trilha da ascensão:

Dica 1 Tenha objetivos. Saiba sempre o próximo passo
A clareza dos objetivos é um ponto destacado pelas especialistas. “As vezes a pessoa vai apenas aproveitando as oportunidades que batem a sua porta”, diz Caroline.
Deixe de ser conduzido e conduza a sua carreira rumo aos seus objetivos. “O profissional deve ter em mente qual o próximo passo”, diz Caroline.Não adianta, diz ela, enxergar apenas o topo da escada mas não ter noção dos degraus para chegar lá.

Dica 2 Assuma as responsabilidade pela sua carreira
“Um dos fatores que podem resultar em estagnação é a pessoa deixar o seu sucesso profissional a cargo da empresa ou do chefe. Ela pensa que as pessoas são responsáveis por fazer ela subir ou não”, diz Caroline.
Não deixe a sua evolução nas mãos outrem. Tome as rédeas da situação. Se a promoção não vem, o que você pode fazer objetivamente para mudar este quadro? “Pode ser necessário mudar de atitude, aprender coisas novas ou falar com pessoas”, por exemplo.

Dica 3 Procure e aceite desafios
“Eu não tinha receio de buscar e aceitar desafios em outras áreas”, conta Fernando Wagner Sandri. Há 24 anos trabalhando na Ibema, o engenheiro químico, de 47 anos, entrou na companhia na área de engenharia, passou pelos departamentos operacional, de desenvolvimento de produto e marketing e hoje é assessor da presidência.
Uma frase, diz Sandri, fez toda a diferença neste processo. “Deixava na minha mesa e todos os dias eu lia a frase ‘procure sempre uma vantagem competitiva para a sua empresa e para você’. Isto me guiou durante muito tempo”, conta.
Atento às necessidades da empresa, Sandri cultivou a expectativa de sempre buscar algo de mais valor para a empresa e para ele. “Esta inquietude de não querer ficar fazendo sempre as mesmas coisas é muito importante”, diz.
Caroline lembra que muitas vezes a promoção vem depois que o profissional já está fazendo algo que seria uma atribuição de uma posição mais elevada. “É preciso mostrar proatividade diferenciada algo que chame a atenção dos outros para o fato de a pessoa estar preparada para evoluir”, recomenda.

Dica 4 Desenvolva-se
Perceba o que está faltando. “A pessoa deve ter a noção das competências e habilidades que ela realmente tem. Às vezes ela acha que sabe tudo, mas os outros não enxergam desta forma”, diz Caroline.
À medida que as oportunidades iam surgindo, Sandri conta ter procurado se desenvolver para responder às expectativas que recaiam sobre ele. “Fui procurando qualificações porque a prática não funciona sem teoria, nem a teoria sem a prática”, diz.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

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segunda-feira, 16 de março de 2026

COMO SER UM ADVOGADO DE SUCESSO?

Doze conselhos aos jovens advogados

Há pouco mais de um mês, correndo de uma reunião de para outra no trânsito da cidade de São Paulo, fui alcançado, através do celular, por uma ligação dos organizadores do “VIII Encontro Nacional dos Advogados em Início de Carreira” que, naquele momento, me indagavam acerca do tema que iria abordar nesse evento. Vários temas passaram pela minha cabeça, alguns ligados ao Processo Civil, outros ao Direito do Consumidor, ao Direito Administrativo, ao Direito Eleitoral. Porém, indaguei-me sobre o que eu gostaria de ouvir em um evento como esse. Percebi então, sem menosprezar o estudo do Direito, que não era sobre esses temas que eu gostaria de ouvir em um congresso de advogados em início de carreira. O que desejaria ouvir seria sobre coisas que não estudamos nem aprendemos na faculdade de Direito. Decidi então falar sobre algumas licões que aprendi na escola da vida e na leitura de livros que não tratavam de assuntos jurídicos.
Para tornar mais didática a exposição, resolvi fazer essa apresentação em forma de conselhos. Não que tenha idade ou conhecimento para dar conselhos, mas por entender que ao me convidarem para esse evento – e aceitarem o tema da palestra – me autorizaram a tanto. Esses conselhos, repito, não obtive em livros de Direito. Não os escutei de meus professores. São eles o resultado da luta diária de um advogado que já conta com 15 anos de profissão e que, até hoje, não exerceu outro ofício senão a advocacia. Seguem aqui, portanto, doze conselhos para os jovens advogados:

1. Comunique-se bem 
O advogado deve escrever com objetividade, de forma clara e elegante. Além disso, deve ter a leitura como obrigação diária. A boa leitura contribui para o aperfeiçoamento dos conhecimentos do advogado, além de tornar mais fácil a tarefa de escrever.
Vale lembrar o conselho do publicitário Roberto Justus, que adverte que “tudo na vida de um homem de negócios deve ser pautado por uma absoluta precisão: suas decisões, seus projetos, suas finanças. Não se pode permitir nenhuma imprecisão com a língua que se fala.”
Ao advogado é ainda recomendável falar pouco. Apenas o essencial. Lembrando aqui que, em nenhuma hipótese, poderá o advogado revelar a terceiros segredos que lhe foram confiados em razão do exercício da profissão.

2. Zele pela sua reputação pessoal e profissional 
O valor do trabalho de um advogado está diretamente ligado à sua reputação. Por isso os cuidados com a reputação são essenciais. Na advocacia é impossível – ou pelo menos muito difícil – adquirir prestígio profissional sem uma reputação sólida.
É preciso lembrar que, como bem assinala o Roberto Dualibi, “uma imagem não se impõe, se constrói”. Por essa razão é necessário que, desde o início da carreira, o advogado trabalhe na construção de uma reputação sólida.

3. Faça sempre melhor, não importando quanto você está recebendo por isso 
O advogado, no exercício da profissão, deve sempre tentar se superar. Deve dar o melhor de si em todos os casos que lhe forem confiados, mesmo naqueles em que a remuneração é pequena ou inexistente.
Na advocacia, o dinheiro é consequência de trabalho bem feito. Aliás, o único lugar em que dinheiro e sucesso são encontrados antes do trabalho é no dicionário.
A vitória em um determinado caso nem sempre depende apenas do trabalho do advogado. Existem outros fatores que podem influenciar nesse resultado. Porém, uma coisa depende apenas do advogado: fazer, na defesa dos interesses do seu cliente, o melhor trabalho possível.
Sobre o tema, vale o recado transmitido por Nizan Guanaes que, ao proferir discurso aos formandos – que não eram do curso de Direito – da FAAP, recomendou: “Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido, nem um grande canalha”.

4. Aprenda a conquistar e cativar clientes 
Esse, segundo o advogado paulista Raul Haidar, é o segredo do sucesso na advocacia: saber conquistar, conservar e cobrar dos clientes. Não existe advocacia sem cliente. E para aqueles que pretendem abraçar a advocacia como carreira é preciso ter bem claro que o relacionamento com o cliente é uma das chaves do sucesso.
Em um mercado de mais de 700 mil advogados é essencial saber conquistar a clientela e, tão importante quanto essa tarefa, é a de realizar a manutenção da carteira de clientes. É mais fácil prestar serviços a um cliente já fidelizado do que sair no mercado em busca de novos clientes. Desnecessário dizer que não adianta conquistar clientes e prestar serviços de excelência a estes sem ser remunerado por isso. O advogado deve saber cobrar por seus serviços, evitando tanto a cobrança de valores abusivos, quanto a de valores ínfimos, que aviltem a dignidade da profissão.

5. Planeje sempre até o final 
O advogado deve aprender a planejar, quer seja a sua agenda diária quer seja a estratégia para enfrentar um determinado caso.
É preciso ter atenção com os detalhes. O planejamento, como disse o navegador Amyr Klink, “aumenta as chances de dar certo, à medida que minimiza as chances de dar errado”. É planejando que o advogado poderá caprichar nos detalhes, prever todas as consequências possíveis decorrentes da prática de um determinado ato e, estabelecer, com antecedência, os passos a serem dados em uma determinada situação, permitindo assim agir com rapidez quando a execução de tais medidas for uma necessidade.

6. Saiba quanto custa o seu trabalho e quanto você pode cobrar por ele
Antes de aceitar qualquer demanda o advogado deve aprender a calcular os custos necessários para a execução de seus serviços. Somente sabendo quanto custa o seu serviço é que o advogado poderá cobrar honorários que suportem esses custos e que sejam ainda suficientes para pagar os tributos incidentes sobre o valor dos honorários e, ainda, remunerar o serviço contratado. Não são poucos os advogados que, em uma época de concorrência acirrada, aceitam trabalhar mediante o recebimento de honorários cujo valor é insuficiente até mesmo para suportar os custos necessários à execução dos serviços.

7. Aprenda a dominar a arte de saber o tempo certo 
Couture, nos “Dez Mandamentos do Advogado”, já advertia que o advogado deveria ter paciência, posto que o tempo costuma se vingar de tudo que era feito sem a sua colaboração.
Em suas “Cartas a um Jovem Advogado”, o brilhante causídico carioca Francisco Musnich recomenda ao jovem advogado que “não desista antes da hora e nem cante vitória antes do tempo”.
Quando se trata de tempo e processo, é preciso lembrar que nem sempre uma decisão rápida é a melhor decisão. O processo precisa de um tempo para amadurecer. Não estamos aqui a defender as chicanas processuais ou o retardamento do andamento dos processos. De forma alguma. Não é isso. O que se prega é que, da mesma forma em que luta pela celeridade dos processos, o advogado deve buscar evitar que façam julgamentos apressados, realizados de forma açodada, muitas vezes sem permitir que o juiz conheça e compreenda a causa e os seus detalhes e, o que é pior, com o sacrifício da realização de uma adequada instrução processual. Quantos e quantos são os processos anulados nas instâncias superiores por cerceamento de defesa?

8. Ande na rua e saiba o que está acontecendo com as pessoas 
Essa recomendação é dada pelo banqueiro Joseph Safra e serve perfeitamente aos advogados, que devem evitar – principalmente os mais jovens – o isolamento de seus escritórios.
O advogado deve participar da vida em sua comunidade social. Deve acompanhar, de acordo com a sua área de atuação, as discussões realizadas nas federações das indústrias, nas associações comerciais, nos sindicatos, ou seja, deve estar sintonizado com os problemas daqueles que podem ser seus futuros clientes, antenado com as questões que podem se transformar em demanda de serviço do escritório.

9. Destaque-se 
O jovem advogado deve buscar não ser mais um no meio da multidão. Deve se destacar através de produção intelectual, produzindo artigos, participando de debates, expondo as suas posições acerca das questões da atualidade. A concorrência é uma realidade. Aqueles que não buscarem se destacar terão menores chances de êxito no mercado de trabalho.

10. Seja ousado e inovador 
A advocacia é uma profissão conservadora. Porém, aqueles que nela iniciam não devem ter medo de ousar, de inovar, de buscar fazer o melhor de uma forma diferente. É preciso fugir dos dogmas. Seguir o que diz Steve Jobs e evitar que “o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior”.

11. Acredite que a sorte existe 
É verdade, sorte existe. Porém, sorte é estar preparado no lugar certo e na hora certa. Como dizem, a sorte acontece quando a oportunidade encontra a preparação.

12. Tenha paixão por sua profissão 
Couture já dizia que o advogado deveria ter orgulho da sua profissão. Vou mais além, acredito que, além de orgulho, o advogado deve ter uma verdadeira paixão pela sua profissão. Isso porque, lembrando Donald Trump, “você precisa amar o que faz ou nunca será bem sucedido, não importa o que fizer na vida. O mais importante é conhecer o seu trabalho e amar o que faz, e essas duas coisas resolverão um monte de problemas para você”.
Por Ulisses César Martins de Sousa
Fonte Conjur

10 PRINCIPAIS QUESTÕES SOBRE ELEIÇÃO DE SÍNDICO: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER!


O síndico é o administrador do condomínio. É o indivíduo escolhido para defender e zelar pelo patrimônio físico, bem como manter o ambiente favorável a boa convivência dos condôminos.
Por ter um papel tão importante, é preciso ser escolhido com cuidado. Mas, afinal, quem pode se candidatar? Qual é o prazo do mandato? Como evitar síndico corrupto?
Essas e outras questões são respondidas pelo advogado especialista em direito civil e imobiliário Fabrício Posocco, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores.

1. Quais são as principais funções do síndico?
De acordo com o artigo 1.348 do Código Civil (CC), compete ao síndico:
- convocar a assembleia dos condôminos;
- representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns;

- dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;
- cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia;
- diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores;
- elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano;
- cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas;
- prestar contas à assembleia, anualmente e quando exigidas;
- realizar o seguro da edificação.

2. Quem pode se candidatar a síndico?
Segundo o Código Civil qualquer pessoa maior, que seja capaz (não esteja preso nem possua problemas mentais, por exemplo), morador do prédio ou não, pode se candidatar ao papel de síndico. A eleição é vedada para residentes inadimplentes com as obrigações condominiais.

3. Inquilino também pode ocupar o cargo de síndico?
Sim. O cargo pode ser exercido tanto pelo proprietário de uma unidade condominial quanto pelo locatário. Se onde você mora existir uma cláusula na Convenção Condominial determinando que somente proprietários possam ser síndicos, essa cláusula não possui validade legal.

4. Posso exigir que o candidato seja “ficha limpa”?
Para que essa exigência seja feita aos candidatos é preciso alterar a Convenção Condominial. No texto deve constar que candidatos ao cargo de síndico e/ou administradores do condomínio não podem ter ações de condenação de pagamento em valor perdidas, nem tampouco protestos movidos contra eles na defesa civil ou criminal.

5. Esta medida é suficiente para prevenir a corrupção?
Ter a ficha limpa pode ser um bom começo. Todavia, para prevenir que o síndico se torne corrupto é imprescindível o envolvimento dos condôminos em relação ao condomínio. Participe sempre das assembleias, verifique as contas, colabore com a monitoração e fiscalização de orçamentos, compras e aquisição de serviços. Se o síndico não prestar contas, os moradores podem se reunir e convocar assembleia extraordinária. Em último caso ir à Vara Cível e entrar com uma ação exigindo prestação de contas.

6. Como agir quando o síndico é corrupto?
Se existirem provas documentais que constatem o crime, como contratos superfaturados, concessão de benefícios a certos condôminos em detrimento de outros com vistas a garantir reeleição, negociação com condôminos devedores que não beneficiam o condomínio, entre outros, os condôminos podem ir à Justiça. O síndico pode ser acusado de estelionato, apropriação indébita ou falsificação ideológica.

7. De quanto em quanto tempo deve-se trocar a gestão de um condomínio?
O mandato do síndico é de até dois anos, segundo o artigo 1.347 do CC. Se o condômino descobrir que o mandato do síndico está vencido, pode exigir que o mesmo se abstenha de praticar qualquer ato administrativo, inclusive, o de convocar assembleia, sob o risco de não ter qualquer valor jurídico. Neste caso, o correto é procurar a administradora do condomínio e pedir a convocação de assembleia por condôminos (art. 1.355 do CC).

8. Quantas vezes um síndico pode ser reeleito?
O síndico pode ser reeleito, isto é, renovar o mandato por quantas vezes for de vontade dos demais condôminos.

9. Quando elegemos outra pessoa para o cargo, como deve ser feita a transição?
A sugestão é que pelo menos 60 dias antes de assumir o condomínio, o novo síndico se reúna com o atual síndico e o Conselho Fiscal para conhecer a situação e discutir como serão implantadas as melhorias propostas.

10. Como contratar um síndico profissional?
O síndico profissional é identificado como um prestador de serviço autônomo, sujeito a retenção e aos recolhimentos dos encargos devidos ao INSS. Para tomar posse do cargo, o síndico profissional deve ser eleito, como qualquer síndico, por meio de uma assembleia. O ideal é que nesse encontro, os moradores e o aspirante a síndico alinhem suas expectativas para o futuro, evitando problemas provenientes da falta de diálogo. No contrato de prestação de serviços do síndico deve estar bem claro as condições de serviço do profissional, suas funções e sua remuneração. Também deve estar explícito como se deve encerrar a prestação de serviço e o prazo de duração do mandato desse profissional.

Por Posocco & Associados Advogados e Consultores
Fonte Amo Direito