Luiza's Blog
domingo, 20 de setembro de 2026
O SEGREDO PARA COMEÇAR UMA SEMANA MARAVILHOSA
Para a maioria das pessoas, o final do domingo é o prenúncio de dores de cabeça. Parece que a segunda-feira é uma grande ameaça: fim do descanso, volta à rotina, pressões e preocupações, prazos… Será que não há como escapar? A solução para esse problema é simples e depende unicamente de nós. Algumas dicas para fazer com que a segunda-feira seja o início de uma ótima semana:
1 – Evite compromissos no domingo que acabem muito tarde
Sempre
que nos envolvemos em festas e eventos que se prolongam até altas horas no
domingo, temos menos tempo para descansar. Procure estabelecer o hábito de
dormir o suficiente na noite de domingo para segunda, para que o seu corpo
possa repor as energias necessárias para a semana de trabalho;
2 - Divirta-se durante a semana
Muitas
pessoas deixam para fazer somente no final de semana aquilo que lhes dá prazer.
É um erro! Nós precisamos de diversão e relaxamento todos os dias. Se
distribuirmos o divertimento ao longo da semana, não ficaremos tão
decepcionados quando o domingo terminar;
3 - Durma o suficiente todos os dias
Alguns
de nós têm o hábito de dormir pouco durante a semana e “descontar” no sábado e
no domingo. De nada adianta esse hábito, pois o corpo não fica esperando para
repor as horas perdidas. O ideal é dormir todos os dias pelo menos 6 horas (o
ideal pode variar entre 6 a 9 horas para cada pessoa);
4 – Controle o consumo de álcool
Bebidas
alcoólicas podem atrapalhar o seu repouso e ainda por cima causar uma ressaca
no dia seguinte;
5 – Concentre-se nas coisas positivas da segunda-feira
A
segunda-feira pode ser um dia maravilhoso para colocar a conversa em dia, rever
colegas de trabalho, buscar novos desafios. Faça da segunda-feira um dia
estimulante e positivo para você;
6 – Agrade a você mesmo
Aproveite
a segunda-feira para faze algo que seja bom para você. Almoce a sua comida
preferida, compre um livro, telefone para um grande amigo, ouça o CD que você
mais gosta. Espante assim qualquer “energia negativa” que o dia possa ter.
7 – Não se esqueça do mais importante
A
segunda-feira é o segundo dia da semana.
Para ter uma semana maravilhosa, cuide bem do seu domingo e não
comprometa o dia seguinte. Evite extravagâncias e aproveite a semana inteira
com muita disposição.
VIVER É UMA OPORTUNIDADE
Viver é a oportunidade de fazer e de sentir
coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que
experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo.
Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida
terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à
realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora
tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na
imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura
do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui,
nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te
contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque
amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado
natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois
acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade,
jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno
e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando
regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar,
ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar
na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de
amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar
sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar
nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir
e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se
no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e
contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que
ninguém te conte depois que morrer...
(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE
Depois de uma semana
inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?
Quem respondeu que se joga no sofá e
contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos
empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto
exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de
publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as
pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com
empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista
Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar
melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e
voltar novo em folha para o escritório.
1 – Conte as horas
vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre
abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da
manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24
de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz
Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado
dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e
seriedade de compromissos profissionais.
2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente
deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que
sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são
as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as
energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos,
um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo
para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar
alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não
é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário
reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou
cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco
divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar
energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.
3 – Desfrute por
antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de
semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa
também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa
representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência
também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos
negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que
ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso
desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar
muito cansado.
Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor
NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda
A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".
As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.
Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.
Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.
É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
SEU TEMPO É PRECIOSO E DEVE SER PROTEGIDO PELA JUSTIÇA
A Teoria do Desvio
Produtivo vem em favor do consumidor lesado pela demora na resolução dos
problemas junto aos prestadores de serviço e empresas
Quem nunca ficou horas no telefone tentando
resolver problemas gerados por serviços mal realizados ou produtos defeituosos,
daquela provedora de TV a cabo e internet, de bancos, lojas online e até
concessionárias de água e luz?
Ou então, quem já não passou pela situação
de, mesmo após comunicar a falha do lojista ou prestador de serviço, este não
atende solicitações de troca, devolução do dinheiro, realiza cobrança indevida,
obrigando o consumidor a gastar seu precioso tempo para resolver problemas que
não deu causa?
Pois então, o tempo é um bem importantíssimo
para o mundo moderno, que cada vez mais está acelerado (apesar da recaída na
pandemia), exigindo de cada um que aproveite ao máximo cada minuto.
A perda de tempo útil é um fato danoso e
gera abalo moral àquele que, mesmo agindo corretamente, foi prejudicado por um
atendimento de má qualidade, demorado, desrespeitoso ou ineficiente.
O Judiciário vem repreendendo essas práticas,
por meio da Teoria do Desvio Produtivo do Consumidor.
1) Um problema
minúsculo pode gerar um dano imensurável
As facilidades da internet e demais meios de
comunicação permitem contato direto do consumidor com o prestador de serviços
ou o lojista, o que possibilita uma comunicação rápida sobre o problema ou
defeito encontrado, devendo então o vendedor/fornecedor prestar a devida
atenção e assistência à queixa.
Quando, por ineficiência ou má-fé, não se
chega a um consenso entre consumidor e empresa, ou então o problema é resolvido
após meses e anos de reclamação, percebe-se que houve gasto desnecessário de
energia, o que presume um dano moral suportado pelo consumidor de boa-fé.
E como o Judiciário
tem encarado essa realidade?
O Superior Tribunal de Justiça reconhece o
dano causado ao consumidor que perde seu tempo e se frustra ao tentar resolver
amigavelmente a questão e não consegue.
A isso deu o nome de Teoria do Desvio
Produtivo, e assim vem decidindo o STJ favoravelmente ao consumidor lesado, conforme
julgados anteriores em AREsp 1.260.458/SP e AREsp 1.241.259/SP.
2) Consumidor, você
precisa comprovar os danos sofridos!
As vezes, em meio ao aborrecimento constante
pela falta de suporte ao consumidor, este esquece de anotar os números de
protocolo, de gravar as ligações, ou de fazer reclamações por escrito, o que
poderá prejudica-lo no futuro caso necessite buscar a justiça de alguma forma.
Portanto, é muito importante que se faça
reclamação formal em sites especializados!
Recomenda-se os sites www.reclameaqui.com.br
(grande variedade de empresas cadastradas) e www.consumidor.gov.br (é
praticamente o PROCON online), onde as empresas poderão ter uma ultima chance
de satisfazer o cliente ou mandá-lo buscar seus direitos.
Nas reclamações, é possível anexar os
protocolos, conversas, tentativas de resolver a questão, e as empresas
responderão em um prazo estipulado, pelo site ou e-mail e telefone.
3) Já fiz reclamação
escrita, mas nada se resolveu, perdi mais do meu tempo?
As reclamações realizadas podem ser usadas
em processo judicial, caso necessário, podendo provar todo tempo perdido sem a
solução de problemas que, muitas vezes, são simples de resolver, mas a
indiferença por parte da empresa não permitiu terminar com o impasse.
Lembrando que apenas a palavra do consumidor,
sem qualquer outra prova documental ou testemunhal, não garante uma decisão
favorável, devendo este fazer seu “dever de casa” e anotar os protocolos de
atendimento, tirar “print” de e-mails e conversas WhatsApp, fazer reclamação
escrita, a fim de demonstrar a culpa do fornecedor/lojista.
FONTES:
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL:
AREsp 1.260.458/SP. Relator: MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE. DJ: 24/04/2018. Superior
Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.260.458&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&...
>. Acesso em: 11 set. 2020.
STJ. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL: AREsp 1.241.259/SP. Relator: ANTONIO CARLOS FERREIRA. DJ: 27/03/2018.
Superior Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.241.259&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&....
Acesso em: 11 set. 2020.
Por José Roberto Giovinazzo Hortense
Fonte JusBrasil Notícias
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
7 DICAS PARA PARAR DE PROCRASTINAR (DEFINITIVAMENTE!)
A
procrastinação é um hábito contraprodutivo tão enraizado no modo
de ser da maior parte das pessoas, que lutar contra ele com hacks
pode não ser o bastante. Confira dicas para não procrastinar,
baseadas no que dizem os estudiosos.
A
procrastinação pode ser uma inimiga da rotina para quem não
consegue fugir dela. Adiar as tarefas é contraprodutivo quando se
quer otimizar o tempo e tirar o máximo de um dia. Mas é um problema
tão enraizado no ser humano, que pesquisadores conseguiram compilar
uma coletânea de filósofos que estudaram o tema ao longo da
história. E como parar de procrastinar?
Tratar
uma questão praticamente intrínseca às pessoas (salvo exceções)
com técnicas ditas “fáceis”, como hacks, então, tem uma
eficiência limitada. Por isso, o site Quartz criou um guia, que
combina hacks com táticas pessoais para você examinar seus
processos internos. E, assim, criar uma “própria abordagem
holística” para parar de procrastinar – de uma vez por todas.
7
PASSOS QUE VÃO TE AJUDAR A PARAR DE PROCRASTINAR
#1
DÊ O PRIMEIRO (MICRO)PASSO
Fazer
um pequeno primeiro movimento é uma estratégia apoiada pela ciência
para vencer a procrastinação. O truque é definir uma meta baixa,
“tão baixa que o hedonista em você, que prefere se sentir bem
agora e lidar com coisas reais depois, não vai se negar”, resume o
Quartz.
O
psicólogo e diretor do Centro de Pesquisa sobre Procrastinação da
Universidade de Carleton, no Canadá, Tim Pychyl, testou essa
abordagem. As descobertas confirmaram sua eficácia: “uma vez que
os alunos começaram, eles avaliaram as tarefas como menos difíceis
e menos estressantes, e ainda mais agradáveis do que pensavam”,
diz Tim.
Além
disso, completar os micro-objetivos ajuda a dar uma sensação de
realização, que serve como combustível para continuar trabalhando.
#2
GERENCIE SUAS EMOÇÕES, NÃO APENAS SEU TEMPO
Acreditar
que você deve esperar estar com bom humor para fazer algo é uma
armadilha que pode levar à procrastinação. Joseph Ferrari, um
professor de psicologia na Universidade DePaul, nos Estados Unidos,
descobriu que o pensamento “não estou com humor para cumprir X
tarefa” pode levar a um ciclo vicioso.
De
acordo com Fuschia Sirois, professora e psicóloga na Universidade de
Sheffield, no Reino Unido, afirma que se esquivar de uma atividade
com a desculpa “do humor” é um jeito de regular externamente as
emoções. Sejam elas, medo de falhar, de decepcionar os outros, de
perder autoestima, de não se sair perfeitamente, etc. “É apenas
uma forma de lidar com emoções com as quais você está mal
preparado para lidar”, explica Fuschia.
Isso
pode ser o suficiente para paralisar e impulsionar a pessoa a
procurar qualquer outra coisa para fazer além do que ela precisa –
uma reação muitas vezes instintiva. Uma pesquisa corroborou a
explicação da especialista e determinou que as pessoas que tem
habilidade de regular as emoções mais desenvolvida, e os que
aguentam mais as emoções desagradáveis, são menos propensos a
procrastinar.
Para
parar de procrastinar, a psicóloga recomenda refletir sobre a razão
real do adiamento das tarefas, e recorrer a táticas de regulação
emocional. Entre as sugeridas, estão reformular o modo como você vê
uma situação (os psicólogos chamam de “reavaliação cognitiva”)
ou nomear a emoção que você está experimentando (“rotular”) –
que ajudam a lidar com os sentimentos estão desencadeando a
procrastinação.
#3
NOMEIE O PROBLEMA: É MESMO PROCRASTINAÇÃO?
Clarificar
o que são casos de procrastinação e o que são apenas atrasos, que
têm outro sentido, facilita o processo de visualizar a prática e
gerenciá-la. “Rotular corretamente um atraso é importante, porque
você não pode derrotar um inimigo se sua imagem dele for vaga ou
estiver turva”, resume o Quartz.
Os
atrasos podem ter diversos fins, e alguns necessários para aumentar
a produtividade. É o caso de quando alguém demora para cumprir uma
tarefa a fim de coletar mais informações, ou descansar e refrescar
a cabeça, por exemplo. Também existem outros que são inevitáveis
e derivados de circunstâncias externas.
Categorização
de alguns tipos de atraso, segundo estudiosos:
1.
INEVITÁVEIS
Quando
o cronograma de uma pessoa está sobrecarregado ou uma crise
relacionada a uma obrigação a tira dos eixos em questão de
produtividade.
2.
DE ADRENALINA
Quando
uma pessoa atrasa uma tarefa porque gosta da pressão de fazer no
último minuto.
3.
HEDONÍSTICOS
Quando
uma pessoa escolhe fazer algo instantaneamente gratificante e
prazeroso ao invés da tarefa que precisa cumprir.
4.
DEVIDO A PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
Como
o luto ou outro estado de humor ou estado mental, seja crônico ou
agudo.
5.
PROPOSITAIS
Quando
uma pessoa precisa fazer uma coisa antes de cumprir a tarefa.
6.
IRRACIONAIS
Que
são inexplicáveis para o procrastinador e muitas vezes
alimentados pelo medo e pela ansiedade.
#4
PRATIQUE A PROCRASTINAÇÃO “ESTRUTURADA”
Em
1996, o professor de filosofia de Stanford John Perry apresentou o
conceito de “procrastinação estruturada” – sobre o qual
também escreveu um livro. Procrastinar com estrutura envolve colocar
a tarefa mais urgente e assustadora no topo da lista e acrescentar
outras atividades igualmente valiosas, mas que são menos
amedrontadoras.
Segundo
John, como os procrastinadores evitam tudo o que está no topo da
lista, o ideal é colocar a tarefa mais importante e aproveitar sua
vontade de evitá-la para resolver todas as outras. O especialista
também recomenda preencher a lista de tarefas com atividades que
você cumpriria de qualquer forma – como fazer café e carregar o
celular. Assim, você aumenta o sentimento de realização e de
motivação, que te ajudam a realizar tudo o que precisa.
Leia
também: Aprenda a se desligar: dicas para melhorar sua relação com
a tecnologia e aumentar sua produtividade
#5
VISUALIZE O SEU FUTURO “EU”
“Acreditamos
que o ‘eu’ de amanhã ou da próxima semana terá mais energia,
mais força de vontade para seguir adiante em alguma tarefa que
parece ameaçadora”, diz Fuschia. “Mas nós realmente não
mudamos muito nesse período de tempo”.
Reforçar
o senso de continuidade – ou seja: entender que o futuro só vai
trazer melhorias a sua produtividade, se o comportamento mudar –
pode levar a menos procrastinação, segundo estudiosos. Entre eles,
Eve-Marie Blouin-Hudon, uma psicóloga pesquisadora que desenvolveu
um exercício de visualização guiada.
Com
duração de 10 minutos, e devendo ser praticado diariamente, pode
ajudar na visualização do “eu” do futuro – “para ver que
eles [‘eu’ do presente e ‘eu’ do futuro] são em grande parte
um e o mesmo, e assim ser mais gentil com si mesmo”.
Para
começar, escolha a área em que você mais precisa parar de
procrastinar. Então, imagine a si mesmo em uma certa “data
limite”. Onde você está? O que vê? Como se sente? Que palavras
você lê em um e-mail sobre essa tarefa? Pense sobre essas perguntas
e tente se colocar no futuro. Ouça o exercício guiado completo aqui
– embora seja direcionado para estudantes, pode te inspirar a criar
o seu próprio.
#6
FAÇA PLANOS QUE INCLUAM OS IMPREVISTOS
Ainda
que você se comprometa a não procrastinar, os imprevistos podem
acabar com seus planos. No entanto, uma mudança de comportamento
pode ser o bastante para prevenir essa situação.
É
o que defende Thomas Webb, psicólogo da Universidade de Sheffield.
Em específico, Thomas considera que adquirir uma atitude baseada na
estratégia “se-então” pode ser a melhor saída.
Criada
pelo psicólogo Peter Gollwitzer, a técnica “se-então” (em
inglês, if-then) consiste em identificar antecipadamente fatos
externos e internos que podem te atrapalhar no cumprimento da tarefa.
O segundo passo é pensar, também antecipadamente, na resposta ao
“imprevisto”. A reação pode envolver uma ação ou um
pensamento.
Por
exemplo: alguém que planeja caminhar até o trabalho pode prever
como reagiria se chovesse. Com a chuva, prevê que surgirá a vontade
de ir de carro e pode se lembrar de pensar no quanto se sentirá bem
depois do exercício, para se motivar. Assim, com o se-então, você
se prepara e evita a autossabotagem.
Tente
cuidar do seu ambiente físico e mental para minimizar o número de
situações críticas. Desligue as notificações eletrônicas, se
acha que vão te distrair em algum momento, por exemplo.
#7
EVITE SE REPREENDER
No
fim das contas, os sentimentos negativos funcionam como
desmotivadores e impedem que você veja com clareza a situação.
“Quando
os procrastinadores se sentem mal, eles não se sentem mal não
apenas com as coisas que estão adiando, mas sim porque lembram de
todas as vezes em que procrastinaram no passado”, explica Fuschia.
“Então isso alimenta de volta os sentimentos negativos, que
contribuem para querer evitar a tarefa”, completa.
Existem
vários exercícios que podem ajudar no reconhecimento e no controle
das emoções autodestrutivas, seja pelo perdão, ou compaixão
consigo mesmo, diz a especialista. O que ela recomenda é sempre que
lembrar de algum momento em que procrastinou, ou quando acabar de
passar por isso, escrever um bilhete, como se fosse a um amigo,
assegurando de que não há nada de errado ou imoral no que “ele”
(o “amigo”) fez. “Somos muito mais gentis com outras pessoas
que estão lutando do que com nós mesmos”, diz Fuschia.
Normalizar
os seus erros ajuda a controlar as emoções, para que você consiga
seguir em frente com suas atividades, e não ficar paralisado pelos
sentimentos negativos. Diga a si mesmo: “você não foi a primeira
pessoa a procrastinar e você não será a última”, brinca a
psicóloga.
DICA
DO NA PRÁTICA
Autoconhecimento
é fundamental para você embasar as suas decisões de vida e
carreira. É por meio dele que você vai responder dúvidas que
podem estar na sua cabeça, como: “O que te traz felicidade
genuína?”, “O que dá significado para sua vida?”, “Qual
carreira faz mais sentido para mim?”.
Por
Suria Barbosa
Fonte
napratica.org
terça-feira, 15 de setembro de 2026
COMO COMEÇAR A CARREIRA DE ADVOGADO AUTÔNOMO?
Alcançar
uma carreira promissora de advogado autônomo pode envolver alguns percalços e
sacrifícios no caminho mas, em geral, é altamente recompensadora. Gerenciar uma
carreira jurídica exige responsabilidades e perseverança, além de um alto nível
de perspicácia para se destacar no mercado.
O
inicio da carreira de todo profissional freelancer pode variar muito, mas duas
coisas são comuns a todos: o esforço na hora de tentar se inserir no mercado de
trabalho e a constante duvida de como conseguir essa inserção. Por isso,
preparamos algumas dicas práticas para te ajudar a alcançar essa inclusão.
Como obter experiência?
Iniciar
uma carreira de advogado autônomo requer alguma experiência. Esse passo, a
principio, não é muito difícil, uma vez que vários escritórios de Direito e
assessorias jurídicas contratam estagiários e estudantes recém-formados para se
incorporarem ao seu quadro de profissionais. No inicio, esses profissionais não
ficarão com as tarefas mais gratificantes do escritório, pois sua atuação pode
se restringir a dar informações aos clientes, fazer pesquisas jurisprudenciais
e preparar documentos administrativos e petições.
O
problema é que esse trabalho costuma ser mal remunerado e, dependendo da sua
carga de trabalho, esse problema pode se agravar. Para se obter uma boa
experiência é necessário permanecer numa mesma área de 2 a 5 anos e poucos
podem se dar ao luxo de serem mal remunerados por tanto tempo.
Outra
opção é abrir um escritório modelo com ajuda da sua instituição de ensino. Esse
escritório pode ser uma ponte entre a universidade e o inicio da sua carreira
profissional. No escritório a vivencia é a mesma de um escritório tradicional,
incluindo assessoria jurídica e participação em julgamentos.
Melhores lugares para abrir um escritório
Um
escritório jurídico deve ser bem localizado. Prédios tradicionais de
escritórios situados próximos a fórum e tribunais é sempre a melhor opção.
Algumas profissões possuem mais flexibilidade na hora de abrir um escritório,
mas para um advogado o local de um escritório demonstra prestígio e
credibilidade. Nas cidades pequenas, a concorrência é bem menos acirrada,
porque a grande maioria dos advogados e escritórios importantes e tradicionais
se concentram nos grandes centros urbanos.
Uma
maneira de diminuir o custo inicial e assim conseguir iniciar um escritório é
compartilhar o espaço com outros advogados. Mesmo que no inicio o numero de
advogados seja alto, o importante é conseguir recursos suficientes para pagar o
aluguel e outras despesas iniciais, como água, luz e telefone. Outras despesas
também devem ser, como móveis, materiais de informática, equipamento de
escritório e arquivos para documentação. Uma opção nesse inicio é comprar
móveis de segunda mão, alugar escritórios mobiliados, ou entrar em um
escritório que já tenha essa estrutura montada.
Fazendo os primeiros clientes
A
maneira mais eficaz de se conseguir clientes no inicio da carreira de advogado
autônomo é o famoso boca a boca. Pode não ser fácil porque a profissão de
advogado é muito saturada e a tradição dos grandes escritórios ainda desempenha
um papel muito importante, mas nem por isso vale desistir. Se você tem um
familiar nesse setor ou um contato em um escritório, isso pode ser de grande
valia nesse inicio de carreira, colocando você a frente dos outros
recém-graduados.
Uma
boa opção nesse início de carreira é anunciar o seu escritório na mídia. Um bom
anúncio vinculado em rádio ou em redes sociais é uma maneira rápida de obter
clientes. É necessário respeitar os princípios da dignidade, ética, probidade e
honestidade para se conseguir o resultado esperado nesse momento. Quanto aos
honorários, o ideal é seguir as recomendações da OAB. Outra alternativa é
trabalhar com preços mais baixos como forma de conseguir clientes. Em geral se
associam altos honorários com bons advogados, mas na realidade não é isso que
acontece na pratica.
Especialize-se
Um
advogado que não se especializa em uma área especifica acaba ganhando menos
destaque do que aqueles que atuam sempre na mesma área e a dominam. Áreas
especificas, como Direito do trabalho e Direito administrativo podem garantir
altos ganhos. Uma especialização é fundamental para melhorar o desempenho na
área escolhida. Além disso, é importante estar atento a novos mercados,
aproveitando que o Direito está sempre se abrindo a novas áreas como.
Pode
ser assustador o início de carreira, mas é necessário dar o primeiro passo. Com
as dicas nesse post você tem ainda mais chances de se bem suceder. Ainda tem
alguma dúvida? Deixe seu comentário contando para nós. Comentários pertinentes
e novas sugestões também são bem-vindas a participar da conversa.
Fonte
www.projurisone.com.br
COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA JURÍDICA?
Cedo
ou tarde todos nós necessitaremos de algum tipo de suporte legal. Entenda como
a consultoria pode lhe ajudar a evitar problemas futuros, seja para pessoas
físicas ou jurídicas.
Você
saberia garantir seus direitos se comprasse um produto defeituoso e o
fabricante não oferecesse a devida assistência? Ou o passo a passo de como
lidar com uma multa de trânsito indevida? Ao comprar um imóvel, você saberia
avaliar o contrato? Ou ainda, se você possuísse uma empresa, saberia como se
resguardar de processos trabalhistas?
Como
se pode ver, muitas são as situações do cotidiano em que uma consultoria
jurídica se faz necessária, seja de forma preventiva ou para lidar com
problemas já existentes. Um consultor jurídico poderá prestar serviços para
pessoas e empresas, dando assessoria relacionada a diversas áreas do direito.
Basicamente,
o consultor irá ajudar o cliente a esclarecer assuntos sobre legislação,
ajudando-o a cumprir determinados requisitos legais. Entenda como a consultoria
pode ajudar a evitar problemas futuros e qual a sua importância para evitar
complicações legais.
Como funciona uma consultoria jurídica?
Uma
assessoria jurídica bem feita será capaz de trazer soluções rápidas e
contundentes para o seu problema. Por isso, para garantir que a consultoria
seja eficiente, é fundamental contratar um advogado experiente e que seja
especializado na área do seu caso.
O
atendimento pode ser feito de várias maneiras. Existem profissionais que
realizam consulta presencial ou por telefone. Também é possível contratar um
advogado online. O tipo de vínculo com o escritório ou advogado pode ser
acordado previamente:
- um
contrato mensal, com valores predeterminados
- ou uma
consultoria avulsa para solucionar um problema mais pontual
Quando recorrer a uma consultoria jurídica?
A
consultoria jurídica também é chamada de advocacia preventiva, justamente
porque seu objetivo principal é resguardar o cliente perante trâmites legais.
Para ficar mais, claro vamos dar um exemplo bem recorrente. Imagine um casal
que acaba de comprar um imóvel para iniciar uma vida juntos. No entanto, a
construtora não cumpre o prazo de entrega e o contrato assinado pelo casal não
dá nenhuma garantia de ressarcimento ou cobertura de danos.
Em
meio a tantos detalhes, é comum que compradores acabem não prestando atenção às
cláusulas. O resultado são milhares de casos de compradores frustrados e atados
por "armadilhas" no contrato. Se este casal tivesse consultado um
advogado antes de comprar o imóvel, seria possível identificar se existem
cláusulas abusivas no contrato e exigir seus direitos como consumidor, sem
sofrer prejuízos financeiros ou grandes frustrações.
Por
isso, uma consultoria jurídica é muito mais indicada quando as dúvidas sobre
determinada legislação ainda não viraram um problema ou uma ação judicial. Mas
vale lembrar que também faz parte da avaliação de um processo, seja para
determinar viabilidade do caso ou para indicar alternativas e opções de
recursos de algo que já está em andamento em juízo.
Uma
consultoria jurídica em empresas pode auxiliar em diversas frentes. Por
exemplo, dando assessoria no planejamento tributário, oferecendo consultas
sobre a normativa de patentes ou na legislação sobre exportação e importação de
produtos. Ou ainda, orientando na contratação ou demissão de funcionários para
não correr riscos de processos trabalhistas.
Se
você ainda tem dúvidas sobre este tipo de serviço ou busca recomendações para
contratar um advogado especializado, entre em nossa sessão
"Perguntas". Lá, você terá mais diversos profissionais dispostos a
lhe ajudar.
Fonte
Mundo Advogados
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
5 MITOS QUE IMPEDEM AS PESSOAS DE CONTRATAREM UM ADVOGADO
Tem
gente que não procura um médico com receio de descobrir doença. Outros, não
consultam um engenheiro com medo de encarecer a obra. Na advocacia, não é
diferente. Assim como o médico e o engenheiro, o advogado - por várias vezes -
é um profissional que deixa de ser solicitado devido a algumas cismas das
pessoas.
Isto
acontece porque ainda existe todo um folclore sobre a figura do advogado. Boa
parte dele, de fato, é crendice. O contato com o advogado deve ser
desmistificado, ainda mais por esta profissão encontrar-se em grande processo
de modernização e aproximação com a sociedade. Resolvemos elencar algumas
opiniões comuns que afastam as pessoas de consultar um advogado e explicar o
porquê destes argumentos serem mitos:
1. Advogados custam muito caro
É
verdade que um bom advogado cobra o valor que acha justo. Aliás, fuja dos
advogados que cobram excessivamente barato, pois estes acumulam muitos clientes
- trabalhando na quantidade, não na qualidade - e muito provavelmente
esquecerão seu nome logo após a assinatura do contrato.
Fuja
também daquele sobrinho que acabou de tirar a OAB, ou daquele tio que se formou
na década passada e há muito tempo não exerce a advocacia. Inexperiência e
obsolescência são dois fatos geradores de erros na advocacia, como perda de
prazos e erro de análises processuais. Muitos destes erros são insanáveis e
terminam por acabar com o bom direito que você tinha.
O
bom advogado pode até cobrar um valor alto, mas este "alto" nunca
será maior que a vantagem que você - como cliente - irá conseguir. Você estará
remunerando bem um profissional que te trará ganhos que valem muito mais que
seus honorários, sejam em dinheiro ou em inestimáveis vantagens. Afinal, quanto
vale a guarda de um filho? Quanto custa limpar seu nome que foi injustamente
negativado? Enfim, quanto você pagaria para resolver o problema que te levou
até a via judicial?
2. Só ganha causa quem tem dinheiro
Esta
é uma crendice muito famosa. A ideia de que quem tem dinheiro sai comprando o
judiciário inteiro é comum, principalmente às pessoas que dispõem de pouca
informação.
Na
verdade, a razão pela qual isto não é verdade relaciona-se com o tópico
anterior. Um bom advogado não custa cem reais. Economizar na contratação de um
advogado é como economizar na contratação da banda que tocará em seu casamento:
no final, você sempre se arrepende de não ter gasto um pouco a mais.
Uma
pessoa ganhará a causa não porque é rica, mas porque pagou o justo por um
advogado que foi mais técnico e sentiu-se mais motivado a defender seus interesses.
Terá ganho a causa não porque comprou o juiz ou desembargador, mas porque
preferiu investir em um advogado mais atencioso a ter de gastar depois com os
prejuízos suportados pela causa perdida.
3. A Justiça demora muito a resolver meu problema
Tudo
bem que a justiça brasileira não é uma das mais rápidas, mas muitos casos podem
ser resolvidos no intervalo de até seis meses. Isto acontece em muitos casos
que tramitam na justiça trabalhista e nos juizados especiais, seja pelo alcance
de um acordo ou pelo próprio trâmite menos burocrático.
Podemos
estar sendo repetitivos, porém, mais uma vez: um advogado que corre atrás
também faz diferença. Um despacho requerendo a intimação de uma parte pode ser
cumprido até no mesmo dia, se o advogado estiver em cima; ou pode descansar na
secretaria da Vara por vários meses, se não houver alguém agilizando o ato.
Além
disso, muitas vezes, o que torna o processo demorado não são circunstâncias
processuais, mas fáticas: é um sujeito que não é localizado, uma certidão que a
administração não fornece, um documento que alguém não sabe onde foi parar,
etc. Aí a culpa já não é da Justiça; nesses casos, seu problema demoraria a ser
resolvido mesmo extrajudicialmente.
4. Se eu for pra Justiça, terei muito aborrecimento
Se
você pensou em procurar um advogado, é porque este aborrecimento já bateu à sua
porta. O advogado é quem vai te ajudar a resolver seu problema, dando-te a
devida orientação e intercedendo para que este problema não se agrave. Entrar
na Justiça não é sinônimo de ter problema, mas de começar a resolvê-lo.
Não
há por quê ter medo de juiz, promotor ou de pisar no fórum. Até mesmo quando
você achar que não tem razão, a Justiça não se isentará de te servir como lugar
neutro, onde você poderá questionar o problema e expor o seu lado da história.
Encontrar pessoas de quem não se gosta também pode ser algo chato, mas termina
por ser necessário. Na Justiça, você terá a chance de por um ponto final a
qualquer situação que cause angústia.
5. Advogados costumam enrolar os clientes
Esta
última também é célebre. Ao longo do tempo, criou-se um mito de que o advogado
é aquele sujeito enganador. Há piadas neste sentido e o imaginário popular
aviva a imagem do sujeito de terno, fala mansa e cheio de segundas intenções.
Como
em toda profissão, é claro que há os profissionais mal intencionados. Porém, a
cada dia, profissionais mais éticos adentram o mercado e os advogados
canastrões encontram cada vez menos espaço para atuar; afinal, um cliente
aborrecido não torna a procurá-lo e faz questão de fazer má propaganda.
Um
bom advogado fará justamente o contrário: evitará que você caia nas ciladas
jurídicas do dia a dia. Escolher um bom advogado é essencial, pois você poderá
confiar nos conselhos que ele tem para oferecer e saberá que serão sempre em
prol de você como cliente. Enfatizo: valorize os honorários de seu advogado; de
repente, você não sabe onde foi parar o dinheiro daquela causa que ganhou e,
muito depois, descobre que estava na conta daquele advogado que, no começo, só
te cobrou cem reais.
Ou seja,
É
papel do advogado, antes de propor qualquer valor de contrato, explicar ao
cliente seus diferenciais. Um cliente esclarecido e que se sinta confortável
com sua orientação certamente concordará com seus valores. Desmistificar a
figura do advogado é tarefa de todos os colegas da profissão.
Do
outro lado, as pessoas devem perder o medo de ter contato com o advogado. Neste
mundo de informações acessíveis, buscar seus direitos tornou-se algo muito mais
viável. Procure, informe-se, busque referências.
Um
mal advogado pode gerar muitos problemas, mas um bom advogado pode resolver
todos eles
Por
Adriano Alves de Araújo
Fonte
JusBrasil Notícias
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