segunda-feira, 30 de março de 2026

A GRANDEZA DA PROFISSÃO DO ADVOGADO


Entra-me pela porta do escritório um homem cujo nome, idade, profissão, condição social, vida pregressa, ignoro completamente. Também para ele sou uma desconhecida; exceção feita a meu nome e a meu título profissional, não sabe quem eu seja na realidade: qual minha exata maneira de pensar, de sentir, quais meus antecedentes pessoais e familiares, se estou ou não em condições de o comprometer ou ajudar. No entanto, essa criatura cuja própria existência física eu ignorava momentos atrás, a um simples gesto meu autorizando-a a falar, se põe a narrar-me minudentemente sua vida, confessando-me o que jamais ousaria confessar ao pai, à esposa, a um padre ou mesmo a si próprio. Desnuda-me a alma, mostrando-se em toda sua miséria, sem me esconder uma ferida, uma chaga, um carcinoma. Leva-me até a intimidade de sua alcova e me permite defrontar o segredo de seu fracasso matrimonial. Ou então, cabeça baixa e olhar esquivo, explica-me como furtou, como falsificou um cheque, como se deixou corromper no exercício de função pública, como e onde escondeu o produto do crime. Outras vezes, enfim, afirma-se vítima de injusta acusação, revelando o temos de não poder provar convincentemente sua inocência posta em dúvida. E em todos esses casos exibe as provas que lhe socorrem ou lhe comprometem o direito, que o incriminam ou lhe amparam a absolvição. Sabe, embora não me conheça, que, ainda que eu não lhe aceite a causa, jamais usarei dessas informações em seu prejuízo. Fornece-me documentos preciosos e únicos que são a chave de sua defesa ou que, ao contrário, constituem a prova material de sua culpa. Confia-nos sem mesmo exigir um recibo, e tem a certeza, sempre sem me conhecer, de que nem por todo o ouro do mundo eu os sonegaria ou os deixaria cair em mãos da parte adversa.
Encerra-se a entrevista e, pela porta do escritório, sai um homem que para mim já não é mais um estranho. Eu, ao contrário, continuo a ser para ele o mesmo enigma inicial. Ainda não sabe quem eu seja na realidade: qual minha exata maneira de pensar, de agir, de sentir, quais meus antecedentes pessoais e familiares, se estou ou não realmente em condições de ajudá-lo. Mas de uma coisa está certo: não o trairei. Tem a absoluta e sólida convicção de que aquela desconhecida ficou para trás, depositária do seu segredo, senhora do seu destino e de sua felicidade, de agora em diante preferirá sacrificar-se a sacrificá-lo, deixar-se-á, se necessário, matar, mas não permitirá que um só ato seu desmereça a confiança com que a honrou o desconhecido de minutos atrás.
Bastariam esses poucos minutos, essa poeira de tempo escoada entre o abrir e o fechar de uma porta, para nos convencer de toda a beleza e grandeza da profissão de advogado. A homenagem que a cada um de nós e, consequentemente, à carreira que abraçamos, presta cada cliente que nos entrega o patrocínio de uma causa é tão eloqüente que bem se compreende o alcance da expressão de Voltaire quando, referindo-se à sua verdadeira tendência vocacional, suspirou: “Eu quisera ter sido advogado, é a mais bela profissão deste mundo.”
Não importa que os profissionais de outro ofício injustamente nos representem, como diz Henri Robert, “sob a figura de insuportáveis falastrões, intrigantes, amantes da chicana, das fraudes, das demandas, hábeis em defender todas as causas, pleiteando o reconhecimento da inocência mesmo quando convencidos da culpabilidade dos clientes”. Ou que o público leigo veja em nossa carreira a “arte de legalizar a fraude”, ou a “defesa sofista do que é torto.” Que os demais membros da família judiciária às vezes subestimem a importância de nossa contribuição, seja ao desenvolvimento do Direito, seja à própria obra da distribuição da Justiça. Pouco importa, enfim, que o cliente, uma vez servido, num gesto de ingratidão que já não nos surpreende mas ainda nos consegue ferir, nos vire as costas e nos atire pedras, atribuindo a outros fatores, ao seu bom direito, à ciência e à superioridade dos juízes, ao desleixo da parte contrária, o êxito da causa por nós patrocinada. Tudo isso nada significa. Enquanto houver sobre a face da Terra o gesto incessantemente renovado de um homem que bate à porta de um desconhecido e lhe confia a defesa de sua liberdade, de sua honra se sua família, de seu patrimônio, bens supremos que constituem a razão de ser de nossa existência, estará sendo feita a apologia da profissão de advogado.

Escrito por Esther de Figueiredo Ferraz
Fonte Escola Paulista de Magistratura – Diálogos e Debates, julho de 2011, p. 17. — com Injur Jurídico

VAZAMENTO E INFILTRAÇÃO NO CONDOMÍNIO

Existem dois tipos de redes de encanamento nos condomínios, a vertical e a horizontal

A rede vertical (prumadas ou coluna central) localiza-se na área comum do condomínio, sendo de uso geral dos condôminos.
Havendo danos ou vazamentos oriundos dessa rede, a responsabilidade pelo conserto e a indenização pelos prejuízos causados será de responsabilidade do condomínio.
Mesmo que haja necessidade de realizar obras dentro de alguma unidade autônoma do condomínio, para corrigir problemas originados na rede geral, será de responsabilidade do condomínio os reparos devidos, e a devolução do apartamento do condômino nas condições anteriores.
Já a rede horizontal (canos ramais) que ligam a coluna do condomínio à unidade, e outros equipamentos de uso exclusivo e individualizado, como é exemplo o vaso sanitário e a válvula hidra, será de responsabilidade do condômino proprietário da respectiva unidade.
A primeira providência a ser tomada, é solicitar que um profissional defina a origem do problema. Este profissional fará um laudo, que definirá qual o problema, de quem é a responsabilidade e apontará a solução.
A responsabilidade do condomínio é sempre pelo bem comum, exceto, quando o problema entre unidades se tornar um problema coletivo ou quando a origem do problema não é de fácil identificação.
A manutenção e a troca de colunas precisam ser realizadas e programadas com a periodicidade necessária. Indício desta necessidade é quando a água começa a apresentar ferrugem, o que é sinal de corrosão no tubo galvanizado e pode inclusive apresentar risco a saúde.
No caso do condômino ser o responsável por danos no apartamento do vizinho, e não realizar o reparo, o condômino prejudicado poderá buscar o judiciário, visando o reparo e o ressarcimento do prejuízo. Vale lembrar que, antes do ingresso com a medida judicial deve-se notificar a unidade informando a situação.
Por Mayara Silva
Fonte JusBrasil Notícias

ATRIBUIÇÕES DO SUBSÍNDICO E CONSELHO FISCAL

 

Entenda as funções desses cargos do corpo diretivo, segundo a Lei

Subsíndico

A legislação não dispõe sobre subsíndicos. O cargo é totalmente regulamentado pela Convenção do condomínio.

O subsíndico tem todas as atribuições do síndico, mas assume seu lugar apenas nas ausências esporádicas do síndico. No caso da renúncia ou da morte do síndico, o subsíndico assume o cargo apenas provisoriamente, e compete a ele convocar uma assembleia para que seja feita uma nova eleição.

Em condomínios com várias torres, é comum que subsíndicos assumam o papel de síndico para cada torre, mas sempre se reportanto ao síndico, que deve ser um, caso o empreendimento conte com apenas um CNPJ. Se o local contar com mais de um CNPJ – um para cada torre, por exemplo -, então deverá haver um síndico para cada torre. É dessa maneira que o condomínio deve funcionar juridicamente.

CONSELHO FISCAL

O conselho fiscal tem a função de conferir todas as contas do condomínio e emitir parecer sobre as contas para aprovação ou não em assembleia geral.

O que a Lei diz Novo Código Civil:  "Art. 1.356. Poderá haver no condomínio um conselho fiscal, composto de três membros, eleitos pela assembleia, por prazo não superior a dois anos, ao qual compete dar parecer sobre as contas do síndico."

Dessa forma, a existência do conselho fiscal não é obrigatória por lei, mas se a convenção prever isso, torna-se obrigatória.

Pode

·  Auditar e fiscalizar as contas do condomínio

·  Alertar o síndico sobre eventuais irregularidades

·  Dar pareceres, questionando, aprovando ou reprovando as contas do síndico. Esses pareceres devem ser encaminhados à assembleia geral.

·  Os membros podem eleger o presidente conselho

·  Escolher, com o síndico, a agência bancária do condomínio

·  Escolher, com o síndico, a empresa seguradora do condomínio

Não pode

·  Não é recomendado ter entre seus membros, moradores que não sejam proprietários

·  Fazer compras ou contrair dívidas em nome do condomínio

·  Tomar decisões administrativas em nome do condomínio, sem a autorização do síndico

·  Deixar de registrar em livro próprio as atas de suas reuniões.

Por Mariana Ribeiro Desimone

Fonte SíndicoNet

OS CINCO MAIORES ERROS NO NETWORKING

Confira o que fazer para não comprometer sua rede de contados

O networking, mais do que troca-troca de cartões, é a chance que muitos têm de se fazer notar e aproximar-se de profissionais interessantes. Networking requer estratégia, pesquisa e elegância social. Não se trata de se vender, mas de construir relacionamentos, alertam os especialistas, como mostra artigo publicado pelo Wall Street Journal. Muitas pessoas, porém, estão despreparadas e cometem erros que comprometem o crescimento de seu círculo profissional.
''As pessoas falam comigo por apenas alguns minutos, e já saem perguntando se não seriam o profissional certo para ocupar uma determinada posição. Isso é muito agressivo", diz Suki Shah, diretor-executivo da GetHired.com, um site de empregos com sede em Palo Alto, na Califórnia.
Para não meter os pés pelas mãos, confira abaixo como agir (ou não agir) nessas horas:

1 - Não abuse da internet
Alguns trabalhadores confiam muito no e-mail e em sites de relacionamentos, tais como o LinkedIn. Mas nada supera um encontro cara a cara, seja ele durante o horário de almoço ou na hora do cafezinho, dizem especialistas.
"As pessoas esquecem que é muito fácil deletar um e-mail, não retornam um telefonema. É mais difícil escapar de uma reunião, de um encontro", diz Scot Melland, executivo-chefe da Dice Holdings, um provedor de sites profissionais especializados sediado em Nova York. "As pessoas se lembram de rostos e conversas mais do que da palavra escrita."
Não envie e-mails desleixados ou os compartilhe com muitas pessoas de uma só vez. Reserve um tempo para verificar a ortografia, especialmente o nome de cada um e adeque cada carta para destinatários específicos com base em seus interesses comuns.

2. Não seja vago
Ao acionar sua rede de contatos, diga quais são suas ambições específicas para a sua carreira ou crescimento profissional para que eles saibam como ajudá-lo.
''Um produtor executivo muito experiente me disse, durante um almoço, que gostaria de abrir uma empresa, voltar a estudar e fazer consultoria. Como eu poderia ajudar esta pessoa? Entendo que, na verdade, nem ele sabia ao certo o que queria fazer'', conta Mellanda.  

3. Não pare
Mantenha seu networking ativo, mesmo quando não estiver procurando um emprego. Dessa forma, sua rede de relacionamentos estará atualizada para quando você precisar. Mantenha contato com as pessoas, enviando atualizações ocasionais sobre os seus interesses profissionais e realizações.
“Mantenha as pessoas de sua rede de relacionamentos a par de suas aspirações de longo prazo, formação complementar ou os próximos passos que poderiam ser importantes para você", diz Lucy Leske, sócio da Witt/Kieffer, uma empresa de recrutamento de executivos de Oak Brook, Illinois. "As pessoas vão ver que você tem novos objetivos." 

4. Não seja egoísta
Fazer networking para atingir exclusivamente seus próprios objetivos é um erro. É preciso ajudar seus contatos para ser ajudado. Por exemplo, antes de uma reunião, pesquise entre seus contatos quem poderia se encaixar em um determinado projeto.
"Isso mostra que você tem iniciativa, que tem interesse naquela pessoa, e não está apenas tentando tirar proveito delas. Isso demonstra que você tem habilidades", acrescenta Melland.
Ajudar seus contatos ajuda sua imagem e os mantém mais conectados. Além disso, compartilhar informações úteis é uma outra maneira de agregar valor à sua rede de relacionamentos.

5 - Não abuse de sua rede de relacionamentos
Ficar distribuindo seus dados com frequência para seus contatos pega mal e pode esgotá-los. A regra é não abusar.
"Há uma maneira educada de ficar em contato. Mandar um e-mail toda semana só serve para atormentar, diz Crist, da Crist|Kolder Associates.
Além disso, seja cauteloso com as informações que passa sobre suas referências. Não é porque uma pessoa é conhecida em uma determinada área que ela impressiona positivamente um entrevistador. É importante verificar, no mercado, a reputação dos profissionais que você usa como referência antes de disparar seus dados para possíveis empregadores.
''Uma referência sobre alguém que não seja um profissional exemplar pode fazer com que você não seja visto com bons olhos'', diz Carol Middlebrough, advogada trabalhista da Our Place DC, empresa de Washington. "Se você sabe que são inconstantes ou que seus princípios éticos são duvidosos, provavelmente não são os melhores exemplos."

Fonte O Globo Online

sábado, 28 de março de 2026

COMO CUIDAR DE IDOSOS COM DEMÊNCIA – TAREFAS DO COTIDIANO E A COMUNICAÇÃO

Tarefas diárias podem se tornar grandes desafios para idosos diagnosticados com Demência. Uma das maiores dificuldades que os cuidadores enfrentam é lidar com os comportamentos inadequados do paciente com demência. Porém boas estratégias ajudam a lidar com comportamentos difíceis e evitam situações estressantes.

Confira técnicas de fácil aplicação para aprimorar a comunicação entre paciente e seu cuidador com o objetivo de facilitar a rotina de ambos:

·  Escolha palavras simples e sentenças curtas.

·  Use um tom de calmo e gentil. Evite gritar ou enfrentar o paciente com demência; lembrando que ele não está fazendo aquilo para provocar. Alterações da personalidade e comportamento, bem como agitação e agressividade, fazem parte da evolução da doença.

·  Não trate a pessoa com demência como um bebê ou um ser incapaz.

·  Minimize distrações e barulho – como televisão ou rádio – para ajudar a pessoa com demência a focar no que você está falando.

·  Faço contato visual e chame a pessoa pelo nome, tendo certeza de que você tem a atenção dele ou dela antes de começar.

·  Forneça tempo suficiente para uma resposta. Tenha cuidado de não interromper.

·  Se a pessoa com demência está lutando para encontrar uma palavra ou pensamento, gentilmente tente fornecer a palavra que ela está procurando.

Dicas para melhorar a experiência do banho do idoso com demência

·  Planeje o banho para a hora do dia em que a pessoa está mais calma e cooperativa.

·  O simples fato de tomar banho, para uma pessoa com demência, pode ser desconfortável e assustador, seja gentil e respeitoso.

·  Avise a pessoa sobre o que você irá fazer, passo a passo, e permita a ela fazer tudo o que for possível.

·  Seja atencioso com a temperatura. Aqueça o quarto antecipadamente e, se necessário, mantenha toalhas extra e um roupão próximos. Teste a temperatura da água antes de começar o banho.

·  Minimize riscos com o uso de chuveirinhos, barras para o paciente se segurar, materiais antiderrapantes ou uma cadeira de banho. Nunca deixe a pessoa sozinha no banho.

Dicas para vestir um idoso com demência

Para uma pessoa com demência, vestir-se representa uma série de desafios: escolher o que vai vestir, tirar algumas roupas e colocar outras, lutar com botões e zíperes.

·  Tente fazer a pessoa vestir-se no mesmo horário todos os dias, de forma que ela irá esperar esse momento da rotina.

·  Encoraje a pessoa a vestir-se sozinha quando possível. Neste caso, tenha tempo extra para que não haja pressa.

·  Permita à pessoa escolher a partir de uma seleção pequena de modelos. Se o paciente tem um modelo preferido, considere comprar vários do mesmo.

·  Organize as roupas na ordem em que elas deverão ser colocadas e ajude a pessoa a se mover através deste processo.

·  Forneça para a pessoa um item de cada vez e dê ordens claras, passo a passo, caso ela precise de ajuda.

·  Escolha roupas que sejam confortáveis, fáceis de vestir ou tirar. Cinturas com elástico e fechos com velcro minimizam as dificuldades com botões e zíperes.

Dicas para a alimentação do idoso com demência

Alguns querem comer o tempo todo, enquanto outros têm que ser encorajados para manter uma boa dieta.

·  As refeições são uma oportunidade para o paciente com demência ter interação social com as outras pessoas da casa.

·  Propicie um ambiente calmo e aconchegante, limitando barulho e outras distrações.

·  Dê à pessoa opções de comidas, mas limite o número de opções. Tente oferecer alimentos atrativos com sabores familiares, de diferentes texturas e cores.

·  Sirva pequenas porções ou várias pequenas refeições durante o dia. Faça lanches saudáveis e ofereça vitaminas.

·  Nos estágios iniciais da demência, fique atento a possibilidade de alimentação excessiva.

·  Encoraje a pessoa a beber bastante líquido durante o dia para evitar desidratação.

·  Escolha pratos e talheres que ajudem na independência.

·  Com a evolução da doença, fique atento ao maior risco de aspiração e pneumonias.

·  Mantenha avaliações dentárias de rotina e cuidados dentais diários.

      Por Dra. Nayara dos Santos Reimer

Fonte Blog Neurológica

quinta-feira, 26 de março de 2026

SAIBA POR QUANTO TEMPO DEVE GUARDAR RECIBOS

Prazos para conservar comprovantes de pagamento de serviços, como água, energia, telefone, condomínio, consórcio, mensalidade escolar e muitos outros

O Dia Mundial do Consumidor é comemorado hoje, dia 15 de março. Mas, tem consumidor que anda descontente com cobranças indevidas de um produto ou serviço que ele já pagou. Para evitar essa situação, o advogado Fabricio Sicchierolli Posocco, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores, fala da importância de guardar os recibos de pagamento.
“Quando o consumidor é cobrado indevidamente ele tem direito a ingressar em juízo para discutir a validade dessa cobrança. Ele pode até mesmo receber o valor em dobro daquilo que está sendo reclamado, conforme art. 42 do Código de Defesa do Consumidor”, diz o advogado.
Segundo Posocco, caso o consumidor não possua mais o comprovante de pagamento, existem outras maneiras de provar que a conta foi quitada:

se os valores forem relacionados em até 10 salários mínimos, cabe à prova testemunhal dos pagamentos;- se existir prova escrita, a prova testemunhal dos pagamentos poderá ser realizada independentemente de limitação de valor;- e por se tratar de relação de consumo, as circunstâncias objetivas do processo muitas vezes revelam a inversão do ônus da prova (art. 6, VIII do Código de Defesa do Consumidor).

Confira o tempo ideal para guardar documentos, indicados pelo Procon:
·  Água, energia, telefone e demais contas de serviços essenciais: declarações de quitação devem ser conservadas por cinco anos.
·  Condomínio: declarações de pagamento do condomínio devem ser guardadas durante todo o período em que o morador estiver no imóvel. Após a saída, conservá-los por 10 anos (prazo prescricional estipulado pelo Código Civil).
·  Consórcio: declarações devem ser guardadas até o encerramento das operações financeiras do grupo.
·  Seguro: proposta, apólice e as declarações de pagamento devem ser guardadas por mais um ano após o fim da vigência.
·  Convênio médico: proposta e contrato por todo o período em que estiver como conveniado. Recibos a, no mínimo, os 12 meses anteriores ao último reajuste devem ser guardados por todo o período de contratação. Importante ressaltar que contrato de seguro saúde segue as regras dos seguros em geral, ou seja, qualquer reclamação ou ação judicial (do consumidor ao seguro ou do seguro ao consumidor) deve ser feita no prazo de um ano. Para plano de saúde, o prazo é de cinco anos.
·  Mensalidade escolar, cursos livres e cartão de crédito: declarações e contrato devem ser guardados pelo período de cinco anos.
·  Aluguel: o locatário deve guardar o contrato e as declarações até sua desocupação e consequente recebimento do termo de entrega de chaves, por três anos, desde que não haja qualquer pendência (somente para casos onde haja uma efetiva relação de consumo - consumidor e uma empresa/administradora. Contratos entre particulares são de natureza jurídica diferente e não constitui relação de consumo).
·  Compra de imóvel (terreno, casa, apartamento): a proposta, o contrato e todos os comprovantes de pagamento devem ser conservados pelo comprador até a lavratura e registro imobiliário da escritura (somente para casos onde haja uma efetiva relação de consumo - contratos entre particulares são de natureza jurídica diferente).
·  Notas fiscais: as notas fiscais de compra de produtos e serviços duráveis devem ser guardadas pelo prazo da vida útil do produto/serviço, a contar da aquisição do bem, uma vez que, mesmo após o término da garantia contratual, ainda há possibilidade de aparecerem vícios ocultos.
·  Certificados de garantia: a guarda deve seguir a mesma regra das notas fiscais.
·  Contratos: contratos em geral precisam ser conservados até que o vínculo entre as partes seja desfeito e, em se tratando de financiamento, até que todas as parcelas estejam quitadas e o bem não esteja mais alienado.
Por Posocco & Associados Advogados e Consultores
Fonte JusBrasil Notícias

9 PASSOS SIMPLES PARA ORGANIZAR SUAS FINANÇAS JÁ

Com poucas mudanças de hábitos é possível fazer grandes economias e equilibrar o orçamento pessoal
Orçamento pessoal: comece hoje a equilibrar as contas e se preparar para imprevistos

Na correria do dia a dia, é fácil esquecer de pagar contas e acompanhar a evolução da próxima fatura do cartão de crédito.
Mas, por outro lado, há menos desculpas para não controlar as finanças: as informações estão disponíveis nos aparelhos móveis, e podem ser consultadas a qualquer momento.
O equilíbrio do orçamento doméstico começa com resoluções simples, que podem ser iniciadas a qualquer momento. Confira a seguir nove passos rápidos para colocar seu orçamento de volta nos trilhos:

1 Ter um objetivo financeiro
Fazer uma lista de gastos e descontar essas despesas de sua renda mensal pode ajudar, mas existe um modo mais simples e eficiente de organizar o orçamento: ter objetivos financeiros. 
Ao estabelecer metas, o incentivo para controlar gastos e poupar é muito maior e é possível calcular exatamente quais ajustes serão necessários para atingir os objetivos.
No caso de famílias, é recomendável marcar uma conversa para falar sobre essas metas, diz o consultor financeiro Reinaldo Domingos.
“É uma forma de conscientizar mais atraente. Primeiro fala-se de sonho, depois sobre como conseguir atingir estas metas, e se, para isso, é necessário realizar mudanças”.

2 Controlar não apenas o cafezinho
Iniciar uma faxina financeira pelos gastos pequenos é uma estratégia limitada, diz a especialista em educação financeira Cássia D´Aquino. “É mais uma forma de se consolar e evitar os verdadeiros problemas”.
Para ela, os maiores vilões do orçamento são os grandes gastos e, principalmente, o endividamento.
Eles podem incluir a compra de um carro financiado, que pesa no orçamento mensal, ou a aquisição mal planejada de um apartamento. “O consumidor deve calcular os riscos antes de encarar empréstimos longos”.

3 Acompanhar a fatura do cartão
Além do internet banking, os bancos já permitem consultar o limite de crédito por SMS, em alguns segundos. Não há, portanto, como se surpreender com os juros do cheque especial, caso o limite de crédito seja ultrapassado.
Mas o acompanhamento da fatura do cartão vai além da necessidade de controlar gastos e pode valer também para os disciplinados.
O monitoramento pode ser útil também para verificar eventuais fraudes ou até o pagamento de contas em duplicidade por um casal.
Dessa forma, é possível pedir o estorno do valor ou proteger a conta bancária de forma mais veloz, e, consequentemente, ter menos dor de cabeça.

4 Automatizar pagamentos e aplicações
Depositar recursos em uma aplicação financeira todo mês exige disciplina. Automatizar esse processo pode ser uma saída para quem nunca consegue guardar muito dinheiro.
Desta forma, o consumidor é forçado a incluir os recursos em seus gastos mensais e se prevenir para não precisar cortar os investimentos em caso de emergências.
Para as contas, a estratégia é essencial para evitar esquecimentos, que podem custar taxas altas e multas.

5 Usar listas de compras
Criar listas de compras e registrá-las em um lugar de fácil acesso, como um aplicativo no celular, evita que o consumidor caia em armadilhas que o incentivem a comprar por impulso.
Consultar a lista é uma forma de ser fiel ao que realmente se necessita. “Ele pode facilmente lembrar se deve ou não realizar a compra”, diz Cássia D´Aquino.

6 Controlar o desperdício
A compra do mês no supermercado pode facilitar alguns exageros. Isso porque, quanto mais itens o consumidor compra, mais propenso ele ficará a consumir mais do que o necessário. Além disso, os produtos podem estragar e provocar desperdícios.
Nesse caso, optar por compras semanais pode ajudar a ter maior controle sobre o que se consome. Antes de adquirir os produtos, é possível, por exemplo, montar o cardápio do período, e acertar mais nas quantidades necessárias para o preparo destes alimentos.

7 Criar um fundo para emergências
Para Cássia D´Aquino, ter recursos para emergências deveria corresponder a um diploma da vida adulta. "É essencial".
Esse fundo deve ser utilizado para gastos imprevistos, como uma viagem para acompanhar o casamento de um amigo ou um empréstimo a um parente com problemas de saúde, diz Reinaldo Domingos.
Especialistas recomendam que a reserva de emergência tenha recursos equivalentes à soma de três meses a até um ano e meio do seu salário e que os valores sejam aplicados em investimentos com alta liquidez, isto é, que podem ser resgatados a qualquer momento.
Algumas sugestões seriam a poupança, os fundos DI, os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) - observado o período de carência - e as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos do Tesouro Direto que acompanham a variação da taxa Selic.
Ainda que acumular essa quantia possa desestimular quem está com o orçamento apertado, a educadora financeira lembra que iniciar essa reserva já é um grande passo.
As parcelas podem ser menores no início, dependendo da situação econômica da família. “Com esses recursos, o consumidor evita um duplo sofrimento: o desespero de verificar que as contas não fecham e ter de pagar juros altos para solucionar o problema”, afirma Cátia.

8 Contratar seguros
Proteções diversas relacionadas à saúde ou contra roubo e acidentes de carro diluem o risco de lidar com surpresas que estouram o orçamento.
“É mais barato ter um seguro do que encarar as consequências de não ter”, diz Cássia D´Aquino.
Para facilitar a tarefa, existem corretoras de seguro online que permitem comparar diversos tipos de seguro, entre diferentes empresas sem sair de casa.

9 Calcular a renda
Ter a exata noção do que se ganha pode ser fácil para quem tem salário fixo, mas não é tarefa simples para profissionais liberais ou autônomos, que recebem renda variável ou têm diversas fontes de renda.
A renda deve nortear o controle de gastos. Para quem tem um salário fixo, bastam 30 dias para verificar como o orçamento pode ser equilibrado.
Mas, no caso de quem tem um salário variável, monitorar gastos pode levar meses. “O ideal são 120 dias”, diz Reinaldo Domingos.
A dica pode se estender também a quem tem salário fixo, já que algumas pessoas não sabem dizer quanto chega de fato na sua mão, já realizados os descontos de impostos e demais obrigações.
Por Marília Almeida
Fonte Exame.com

DIA DA AMIZADE VIRTUAL

quarta-feira, 25 de março de 2026

CLIENTES BUSCAM ADVOGADOS ESPECIALIZADOS E AMIGOS


Quem é o melhor advogado do ponto de vista do cliente? Para responder a essa pergunta, o advogado pode fazer uma ampla pesquisa de mercado ou simplesmente... pensar como cliente. Quem é o melhor médico? "Se você não sabe qual é sua necessidade médica, provavelmente quer se consultar com um clínico geral. Mas, se você é um esportista e sofreu uma torção no tornozelo, certamente quer ser tratado por um médico especializado em medicina esportiva", diz Larry Bodine, um especialista americano em desenvolvimento de negócios.
A maioria dos clientes ainda não aprendeu a usar métodos revolucionários para escolher advogados. Escolhem com base em preferências pessoais, conforme dita a tradição. Por exemplo:

1. Os clientes preferem trabalhar com especialistas — não generalistas.
Deixando de lado as grandes corporações, que se entendem bem com as grandes bancas, o resto do mercado está sempre em busca de "especialistas em duas pontas", a da advocacia e a do cliente. Isto é, advogados que dominam uma área jurídica específica, de um lado, e de outro sabem tudo (ou pelo menos muito) sobre a área de atuação do cliente.
Exemplos: um clube de futebol prefere um advogado com amplo conhecimento da legislação esportiva e também do funcionamento dos clubes, da contratação e dispensa de jogadores etc. Um sindicato prefere um advogado que seja profundo conhecedor da legislação trabalhista e da sindical, mas que também tenha um ótimo conhecimento do funcionamento dos sindicatos. O mesmo advogado está na preferência de uma empresa com problemas com sindicato, especialmente se ele conhece todos os seus problemas de mão de obra e de seu sistema de produção.
Hoje, advogados tributaristas têm de ter um amplo conhecimento sobre o setor de transporte, de alimentação ou de fabricação, se querem representar empresas em qualquer dessas áreas. Ou, quando as coisas começam a ficar mais modernas, tem de ser um expert em tecnologia, biotecnologia, computação, telecomunicações, comunicação móvel, ciências, se pretende atuar no campo de patentes, direitos autorais ou até mesmo na área criminal, se quer representar uma das partes em um caso de crime cibernético.
Em cada uma dessas áreas, o advogado deve estar onde seus clientes estão: associações, sindicatos, clubes, exposições, seminários e conferências, premiações e qualquer outro tipo de evento. "Vá com o propósito de ver e ser visto, conhecer e ser conhecido; faça parte de qualquer conselho ou diretoria que forem instituídos; participe da edição do boletim da organização; lidere um dos programas da entidade; demonstre sua especialização, sempre que tiver uma chance", diz Bodine.

2. Os clientes preferem trabalhar com pessoas que elas conhecem e gostam.
Os advogados rainmakers (os que fazem chover) são rainmakers por uma razão principal: eles têm mais relacionamentos com possíveis clientes do que os demais advogados da firma. Os rainmakers visitam os clientes — os atuais e os futuros. Marcam reuniões quinzenais em que o objetivo principal, muitas vezes, é perguntar "como vão as coisas?". O rainmaker fala pouco, o suficiente para fazer o cliente falar — e escuta, com o detector de problemas ligado. Com os atuais clientes, a finalidade da reunião não é discutir os atuais problemas, mas ver no radar os que estão se aproximando.
As comunicações eletrônicas são fantásticas para o advogado, para o cliente, para todo mundo. Não para o trabalho de rainmaking. Podem ser um acessório de grande utilidade, mas nunca serão a principal arma para um advogado conquistar clientes. Essa é o contato pessoal. Clientes não gostam de entregar sua vida jurídica a advogados com os quais não conseguem interagir face a face. Pelo menos no início do relacionamento. Entre um advogado que se comunica por e-mail e outro que se comunica pessoalmente, ele fica com o que pode olhar nos olhos, falar da empresa, da família etc.

3. Os clientes preferem trabalhar com conselheiros pessoais de confiança.
Especialmente os que vivem isolados por qualquer razão, incluindo o poder. Presidentes e CEOs de grandes organizações, por exemplo, sãos seres solitários. Eles não podem se dirigir aos membros do Conselho para se queixar das agruras da vida em seu posto. Tampouco podem se dirigir a seus subordinados, em busca desse tipo de conforto. "Muitos advogados conquistam CEOs fazendo o papel de ombro amigo", diz Bodine.
Como a maioria dos seres humanos, presidentes e CEOs de grandes corporações precisam de alguém em quem confiam para conversar sobre assuntos "sensíveis". Pode ser uma questão tributária, um dilema societário ou um problema conjugal. Sempre haverá algum problema. E sendo problema, por definição, haverá uma solução, que o advogado não terá dificuldade em encontrar, se for da área jurídica. O fato é: o advogado que conquista o amigo, conquista o cliente.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

VAZAMENTO NOS CONDOMÍNIOS: DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?

 

Problema costuma causar muita dor de cabeça aos síndicos e moradores

Vazamento em condomínios é um problema que causa muita dor de cabeça aos síndicos e moradores. Normalmente quando isso acontece, o condômino ou morador já comunica o zelador (se houver), ou procura, diretamente, a administradora ou o síndico. É importante lembrar que nem sempre a responsabilidade é do condomínio.

Prédios possuem duas redes de encanamento: a horizontal e a vertical

Quando o vazamento provém de cano horizontal, ramais que ligam uma unidade à outra, a responsabilidade é do condômino. Ou seja, o vazamento tem origem na parte interna do apartamento, por exemplo, um vaso sanitário. Deve ser analisado de onde a água vaza, se da própria unidade ou do apartamento superior.

Já os vazamentos que provém de coluna, a responsabilidade é do condomínio. Essas colunas que conhecemos também por prumadas fazem parte das áreas comuns do condomínio.

O síndico do condomínio possui como uma de suas obrigações, diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores, conforme inciso V, do artigo 1.348, do Código Civil. A rede geral de distribuição de água é propriedade comum dos condôminos.

Dessa maneira, para que se evite grandes problemas de vazamentos entre unidades do condomínio, manutenções preventivas nas colunas do prédio devem ser realizadas de maneira periódica, além da manutenção preventiva dos próprios moradores em suas unidades.

Ao surgir a dúvida quanto à origem do problema de vazamento, o ideal é o condomínio contratar um encanador, um profissional especialista ou empresa especializada para que a identifique.

Porém, nem sempre essa identificação da origem do vazamento é tão fácil ou simples assim. Apenas um bom profissional poderá encontrar de onde provém o problema, para que se evite maiores conflitos entre o condomínio e o condômino, ou entre os próprios condôminos, havendo casos que chegam até o Poder Judiciário. Tais conflitos podem ser resolvidos de maneira pacífica e salutar.

Caso o vazamento ocorra entre unidades, e não haja qualquer responsabilidade do condomínio, este até pode colaborar para tentar ajudar a solucionar o problema, sem interferir em qualquer decisão, apenas como intermediário, mediador.

Se o problema for de responsabilidade do condomínio, o condômino deverá fornecer o acesso ao prestador do serviço ou empresa que fará o serviço. Caso impeça a realização dos reparos, o condomínio pode interpor medida judicial.

Não são raros os casos, nos apartamentos de veraneio em condomínios do litoral, da ocorrência de grandes vazamentos que chegam a alagar as unidades e corredores dos andares. Na maioria dos casos, o condômino não está presente no local para conceder o acesso ao seu apartamento para os reparos necessários.

Nesta hipótese, a entrada na unidade é urgente, tendo em vista a imensidão do vazamento. Desse modo, o condomínio pode, por intermédio do síndico, adentrar na unidade, informando ao proprietário da necessidade, e contratar a realização dos reparos. Frise-se que o apartamento deve ser devolvido nas mesmas condições em que foi encontrado, e caso não seja possível, deve ser tudo negociado com o condômino, ou até mesmo em uma assembleia.

Problemas de vazamento nos condomínios são recorrentes, mas transtornos e conflitos podem ser evitados com bastante diálogo, bom senso e boa vontade entre todos os envolvidos.

Viver em condomínio requer empatia entre os moradores e gestores condominiais.

 Fonte Diário do Litoral