quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A IMPORTÂNCIA DE CONSULTAR (PREVIAMENTE) UM ADVOGADO

Tudo é tão difícil ou acredito demais no sistema?

A contratação de serviços jurídicos no Brasil, apresenta um traço bastante peculiar que é a completa ausência de planejamento. A maior parte das pessoas e empresas, talvez em razão de fatores culturais, ou, se assim podemos dizer, de um determinismo contextual (o tal do jeitinho) somente procura os profissionais do direito quando já está diante de um problema que precisa ser solucionado. Do ponto de vista da gestão, a contratação de serviços jurídicos no Brasil é o que se denomina de “apagar incêndios”.
Essa característica de apenas solucionar problemas ao invés de traçar planos, acaba tendo um custo muito alto para as pessoas ou empresas. Sem que elas percebam, ao fazerem uso apenas da faceta reativa do direito, perdem em capacidade de planejamento; inserem um elemento de incerteza nas atividades ou negócios; impedem a eficiência das atividades pessoais ou negócios empresariais; criam dependência do poder judiciário, passando a achar normal, como elemento do negócio, a empresa estar frequentemente sendo parte em processos judiciais etc.
Duas situações são bem marcantes para exemplificar as assertivas acima. A primeira situação diz respeito mais frequentemente às empresas, mas também é aplicável às pessoas, e se refere a gestão tributária. A outra, se refere a gestão da vida, em planejar o envelhecimento, a perda de capacidade laboral.
Qual foi a última vez que o (a) senhor (a) procurou um advogado tributarista para saber se a sua empresa, ou se você pode pagar menos tributos? Será que a Administração fiscal, o seu setor de contabilidade, ou contador estão sempre certos? Conhecem todos os meios de evitar problemas relacionados à exigência de tributos? Conhecem os entendimentos mais atuais a respeito das leis tributárias?
Com a carga tributária que temos no Brasil, deveria ser uma necessidade básica de toda pessoa, ou empresa consultar formas legais de evitar o pagamento de tributos, ou ficar atento para não pagar nem um centavo a mais do que fosse obrigado. Será que é isso que acontece? Claro que não! As pessoas e empresas simplesmente fecham os olhos para esse fato, até reclamam dos tributos, acham um absurdo pagar tanto e não “ter retorno”, mas procuram formas lícitas de evitar? Não! Pagam tributos indevidos? Todos os dias! Fazem algum planejamento tributário? Em regra, não! Preferem sonegar, com base no jeitinho que nos referimos acima, confiando que o sistema é todo errado mesmo... Vai que cola?! Não é? E aí, quando o problema surge, o fiscal chega na empresa, recebe citação da execução fiscal, tem os bens penhorados, atividades e negócios paralisados... Aí lembram do advogado. E se tivesse consultado antes? Mas não foi!
Não é diferente no caso do direito previdenciário. Como sabemos a população brasileira tem aumentado a sua expectativa de vida nos últimos anos. O desenvolvimento de novas tecnologias, remédios e tratamentos de saúde tem permitido que as pessoas vivam por mais tempo. Ocorre que, nem sempre viver por mais tempo significa ter capacidade laboral, ou permanecer durante todo o tempo da vida apto ao trabalho, aliás nem o mundo do trabalho está adaptado a essa realidade. Assim, é crucial que as pessoas planejem como que irão sobreviver quando não mais estiverem inseridos no contexto laboral.
Para isso existe a estrutura da previdência social, para garantir que todos aqueles que contribuíram ao longo da vida com o seu trabalho possam desfrutar de um mínimo de conforto (se é que podemos dizer que um benefício de aposentadoria consegue suprir isso), no período em que está afastado do mundo do trabalho.
E mais uma vez eu questiono, quantas pessoas procuram um advogado previdenciarista para saber quais as suas opções para aposentadoria? Quantas o fazem antes dos 30 anos de idade? Quantas tem conhecimento do sistema público de aposentadoria? Pasmem..., quantas pensam que INSS é coisa de gente assalariada (pobre)? Quantos só procuram um advogado após terem seu pedido de aposentadoria negado, por falta de documento, falta de orientação, por falta de atendimento aos requisitos? Quantos recebem aquém do que deveriam, por que aceitaram a métrica de cálculo do INSS?
Esses são apenas dois exemplos em dois ramos do Direito, mas com certeza em todos os outros, poderíamos encontrar situações semelhantes de desinformação, falta de planejamento, pouca eficiência, altos custos decorrentes da percepção minimamente equivocada que o advogado serve apenas para “apagar incêndios”.
Portanto, antes de reclamar da carga tributária, antes de reclamar que o tributo não tem retorno, antes de receber o fiscal na sua empresa, antes da citação na ação judicial, antes do judiciário ser elemento de risco da sua vida ou do seu negócio, antes de bradar contra a negativa do benefício de aposentadoria, antes de se sentir injustiçado com o valor do seu benefício, antes... Sempre antes, consulte um advogado, afinal nem tudo deve ser tão difícil, você só deve estar acreditando demais no sistema.
Por Igor Costa
Fonte JusBrasil Notícias

A QUESTÃO NÃO É O QUE VOCÊ OLHA, MAS O QUE VOCÊ VÊ


Tem tudo a ver com atenção! Podemos olhar e não vermos o que deveríamos ver. Temos a visão, mas nossa percepção se equivoca, falha ou se atenta para questões menos relevantes ou determinantes. Assim, mesmo atentos em termos de olhar para a direção certa, podemos não captar daquele foco o elemento mais rico, interessante ou necessário. Quantas vezes, nos vemos olhando para algo e pensando em outra coisa? Estamos onde estamos, olhamos para o que devemos e não percebemos o que deveríamos, pois nossa mente está em outra direção ou dimensão. Por isso se diz que a visão é o grande diferencial dos empreendedores. Eles se habilitam a ver o que os outros não vêem, mesmo quando todos estão olhando para a mesma direção. Olhos mais atentos é que fazem a diferença!

“Não é o que você olha que importa. O que importa é o que você vê.”
(Henry David Thoreau)
Fonte Gestão da Atenção

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

terça-feira, 6 de outubro de 2026

MARATONA PROCESSUAL


“Bom dia, telespectador! Vamos a acompanhar, ao vivo, a nova modalidade olímpica conhecida como Maratona Processual. Trata-se de uma prova de resistência que exige o preparo físico e emocional dos atletas. Na partida de hoje enfrentam-se Advogado x Juiz.
Começa a partida e o advogado distribui a Petição Inicial que, desde logo, tem o pedido de Justiça Gratuita indeferido pelo magistrado, mas... opa! Temos o primeiro lance polêmico da partida! Vamos rever o despacho no tira-teima:
“Apesar de o autor juntar Declaração do Imposto de Renda dando conta de que faria jus ao benefício da AJG, sabidamente, as pessoas costumam mentir em suas declarações. O pedido vai indeferido”.
Com a palavra, nosso comentarista:
– A regra é clara: presume-se pobre, até prova em contrário, quem afirmar essa condição nos termos da lei. Além disso, o juiz não poderia simplesmente supor a má-fé, por parte do autor.
Erra o juiz e o advogado agora tem que se desdobrar em recursos ou acatar a decisão para prosseguir na demanda. O causídico decide, então, marcar uma hora com o magistrado para conversar sobre o assunto, mas é  informado pelo pessoal do gabinete que o doutor não atende advogados.
– O juiz está fazendo cera, está retardando o andamento da partida, sabe-se lá com que interesse - intervém o comentarista.
O advogado resolve aceitar a decisão e recolhe as custas. Dá-se a instrução e, com uma atuação perfeita, o causídico vence a causa, mas ´pera aí´! Pelo amor dos meus filhinhos! Com um golpe baixo, o magistrado estabelece honorários em menos de 300 reais, quando a causa possuía um valor astronômico!
– A regra é clara: os honorários devem ser fixados entre 10% e 20% do valor da condenação - pontua o comentarista.
O advogado recorre da decisão e consegue a majoração dos honorários. O feito volta para as instâncias ordinárias e, em sede de cumprimento de sentença, o réu não paga, discute-se multa, penhora, leilão! O jogo está truncado, mas, finalmente, deposita-se o valor da condenação. Só que juiz determina que o alvará seja expedido diretamente no nome do cliente que saca os valores e desaparece sem dar satisfação. O advogado que terá que atravessar toda uma nova maratona para reaver seus honorários.
Nas arquibancadas, os torcedores vaiam copiosamente e ameaçam invadir a arena. Xingam, esbravejam, mas assim termina a partida. A comissão organizadora não sabe para quem entregar as premiações, pois não se sabe quem foi o vencedor. O público certamente não foi. Sem dúvida, o juiz não ganhou nada. O advogado, menos ainda. Mas o fato é que, de situações como esta, sempre é possível tirar-se uma lição. Por esta razão passamos a palavra ao nosso comentarista que irá nos explicar qual a lição que fica da partida:
– Olha... Quando eu descobrir, eu aviso!...”
Por Rafael Berthold
Fonte Espaço Vital

BOM DIA!

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

REALIDADE BRASILEIRA

O NOVO ADVOGADO EMPRESARIAL


O chamado “novo advogado empresarial” deve possuir habilidades complementares, mais abrangentes, de forma a atender às reais expectativas de seus clientes e propiciar-lhes melhores resultados.
O advogado sempre foi visto como aquele profissional frequentador de fóruns, que patrocinava o interesse de seu cliente em demandas jurisdicionais. A grande maioria dos escritórios localizava-se nas regiões centrais das cidades, justamente pela conveniência da proximidade em relação aos órgãos públicos em que se estaria atuando diariamente.
Porém, o mundo mudou profundamente. Com o passar dos anos, assistiu-se a uma intensa e veloz modernização tecnológica, que rompeu fronteiras e globalizou o planeta. Os reflexos deram-se em todos os segmentos da vida. As atividades comerciais não são mais estritamente regionais. Em segundos, pode-se pesquisar, via internet, opções de fornecedores de determinado produto ou serviço em todo o  mundo. Oscilações em bolsas de valores reverberam instantaneamente no globo.
Portanto, diante dessa alteração no panorama mundial, questiona-se: o advogado ainda deve possuir a postura estritamente de litigante processual de outrora?
Entendemos que não.
O chamado “novo advogado empresarial” deve possuir habilidades complementares, mais abrangentes, de forma a atender às reais expectativas de seus clientes e propiciar-lhes melhores resultados.
Um primeiro viés é o de consultor. O advogado deve conhecer o ordenamento jurídico, sua aplicabilidade e acompanhar sua constante atualização. Deve, também, transitar por áreas sinérgicas do Direito, de forma a conseguir prevenir possíveis ocorrências ou alertar quanto aos riscos existentes em cada caso.
A consultoria não se restringe a aspectos jurídicos. Na área de contratos, por exemplo, é muito importante que o advogado tenha noções mercadológicas, de logística, de marketing etc., para que possa prever, com amplitude, possíveis implicações ou ocorrências de cada negócio jurídico em questão. Na área societária, conhecimentos de contabilidade, de finanças e de mercado de capitais, são absolutamente pertinentes e agregadores, se é que não se pode dizer, fundamentais.
De modo geral, as empresas desejam que seu advogado conheça de forma mais ampla as suas atividades e anteveja possíveis impactos e riscos a serem assumidos.
Outro aspecto importante é quanto à postura do advogado. A antiga posição formal e conservadora é substituída por uma postura mais acessível, de interação e de maior comunicação, com transparência e efetividade. O advogado atua em conjunto com seu cliente e auxilia-o na tomada de decisões.
Na hipótese do cliente estar diante de um conflito de interesses com a outra parte, o advogado passa a ser um mediador. A solução prática e mais breve deve ser priorizada, em face da necessidade dos clientes de demonstração de resultados.
O advogado, também, deverá ter a habilidade e a versatilidade de conseguir propiciar mínima segurança jurídica a seus clientes, diante do incrível descompasso constatado entre a velocidade que os negócios ocorrem e se aprimoram e a ineficiência de nosso Poder Legislativo em inovar ou aperfeiçoar nosso ordenamento jurídico ou a morosidade de nosso Poder Judiciário em expressar sua interpretação sobre os temas, principalmente em se tratando das instâncias superiores.
Pois, não raras vezes, o advogado depara-se com situações que não possuem normas expressas que as regulem, tampouco já houve tempo hábil para que os Tribunais expressassem suas posições, exigindo-lhe qualidades que o advogado do passado não precisava ter.
Outro aspecto refere-se à organização interna da atividade advocatícia. Atualmente, há um fenômeno de concentração de sociedades de advogados, com atuação multidisciplinar, substituindo gradativamente a figura do advogado autônomo. O centro das cidades passou a ser preterido por bairros mais nobres. E a atividade do profissional liberal adquiriu características de empresa.
Hoje em dia, um escritório de advogados deve possuir técnicas refinadas de gestão, de composição de custos e de preços, pois a competitividade é grande, também abrangendo o mundo jurídico.
Técnicas de captação e relacionamento com os clientes já são estudadas por uma nova disciplina, o marketing jurídico, tarefa complexa diante do conservadorismo da advocacia.
O escritório deve, também, gerir bem pessoas, desenvolver planos de carreira e zelar pela manutenção de talentos, pois, além da disputa privada já mencionada, as carreiras públicas passaram a pagar muito melhor do que no passado, representando um verdadeiro “concorrente” virtual na disputa pelos melhores profissionais.
A complexidade da atividade advocatícia faz surgir um novo profissional: o administrador jurídico. Trata-se de uma mistura de administrador de empresas e de advogado, pois este, em regra, teve sua formação baseada no estudo das ciências jurídicas, não tendo a expertise necessária para fazer a gestão da “empresa”, no sentido latu sensu da palavra, que se tornou o escritório de advocacia.
Conclui-se, portanto, que, efetivamente, surgiu a figura do “novo advogado empresarial”.

Por Rodrigo Reis Bella Martinez
Fonte Última Instância

5 DICAS PARA LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO NO TRABALHO

Focar nos pontos positivos da situação e evitar remoer no que deu errado são algumas recomendações

 Especialistas afirmam que a imaginação não deve alimentar a frustração

Nem só de momentos gloriosos é feita a rotina de um profissional. As expectativas em relação a uma tarefa podem não corresponder à realidade e a frustração no ambiente de trabalho, repetidas vezes, pode acabar interferindo no desempenho a longo prazo. Para Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), o problema é quando o profissional reage de forma agressiva e transforma aquela situação em algo muito pior do que é realmente.
Para alcançar sucesso na carreira, é preciso aprender com as tentativas e por isso, “o desafio é entender o que não deu certo para mudar a estratégia inicial que resultou na falha”, explica João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e especialista em coaching.
Às vezes, fatores externos também são os responsáveis pela frustração e desânimo de um profissional, mas para evitar que estas emoções interfiram na sua rotina a solução é aprender a lidar com este sentimento.

As recomendações dos especialistas:

1 Autoanálise
De acordo com Martins, algumas pessoas têm a tendência de encarar a situação de uma maneira pior do que ela realmente é. Com isso, "mais uma vez a frustração toma conta do processo”, diz. Para ele, o profissional precisa ter um tempo para refletir sobre o que deu errado.
Para evitar que o nível de autoestima alimente este ciclo vicioso de emoções negativas, Brandão recomenda baixar o nível de expectativa. “Conheço um profissional que me disse que queria fazer MBA em Harvard. Mas o pensamento dele era: se estudasse para passar na melhor universidade do mundo teria chance de passar nas 20 melhores”, explica.

2 Interprete o que deu errado
Ao destrinchar o fato, além de auxiliar na elaboração dos próximos passos, ajuda também a medir se os esforços foram suficientes. O esforço ou os recursos foram compatíveis para a realização da tarefa?
Para Brandão, às vezes quando a solução para uma tarefa não está bem direcionada, mesmo se o profissional tentar novamente pode ser que a frustração se repita.

3 Foque em soluções
Apesar de tudo ter dado errado, Martins recomenda focar no lado positivo da situação. Se ao menos uma singela lição foi aprendida com a circunstância, já é uma vitória. As frustrações devem ser transformadas em lições que podem ajudar a alcançar o sucesso na próxima tentativa.

4 Peça feedbacks
Na maioria das vezes ficar remoendo, sem ter certeza dos fatos, só fará com que o profissional fique cada vez mais frustrado.
Colegas de trabalho podem ajudar a esclarecer a dúvida se a reação está exagerada ou não. “Falar sobre o assunto e avaliar se a percepção do profissional condiz com a frustração ou com a raiva que ele está sentindo”, explica Brandão.

5 Busque auxílio
Quando o nível de frustração transforma o profissional em uma pessoa “azeda”, especialistas recomendam buscar auxílio. A ajuda pode vir em forma de conversa com um amigo ou familiar ou até mesmo de um especialista, como um coach ou psicólogo.

Por Camila Lam
Fonte Exame.com

CONHEÇA OS TIPOS QUE NÃO PODEM FALTAR EM SUA REDE DE CONTATOS

O veterano, o forasteiro e o advogado de defesa são alguns deles: conhecem bem o mercado, têm bons contatos e podem ajudar a construir sua reputação
   
Com as redes sociais, o networking ganhou um novo status, segundo especialistas em carreira

A rede de contatos de uma pessoa é tão importante para uma carreira corporativa como também para a hora em que este profissional decide dar uma virada e virar empresário. Seja no mundo empresarial ou na comunidade empreendedora, as conexões do profissional podem fornecer valiosos contatos, oportunidades de negócios e conhecimentos cruciais sobre as melhores práticas para administrar a carreira ou a nova empresa. O networking , mais do que troca-troca de cartões, é a chance que muitos têm de se fazer notar e de se aproximar de profissionais interessantes.
Como mostra artigo do Huffington Post, o networking é um dos princípios fundamentais do programa de pequenas empresas do banco Goldman Sachs, chamado “Dez mil pequenos negócios”. No programa, os participantes aprendem, por exemplo, que a rede de contatos deve ser sempre focada em torno de um objetivo-chave, seja aumento das vendas, expansão para novos mercados ou aumento da consciência sobre o negócio. Alguém que está planejando expandir a distribuição de produtos em uma nova região deve ver, por exemplo, como se conectar a quem tenha experiência logística nessa área e que poderia ajudá-lo e, ainda, colocá-lo em contato com os fornecedores adequados.
O mesmo vale para aqueles que buscam uma nova oportunidade no mercado de trabalho, principalmente os que estão pensando em mudar de área ou de empresa: veja quem você conhece que possa indicá-lo diretamente ou passar os contatos, para que você se apresente e busque obter conhecimentos sobre a vaga oferecida, a empresa ou o setor.
Mas, embora os objetivos variem de pessoa para pessoa ou de empresa para empresa, há alguns tipos que serão extremamente úteis, independentemente do caso. Saiba quais são eles:

O veterano
Conhecer alguém que já trabalha há algum tempo na área e conhece bem os meandros do negócio pode ser um trunfo, principalmente se sua empresa é relativamente nova. Conhecer alguém com anos de experiência pode ajudar a compreender os desafios que virão pela frente e como lidar com eles.

O inovador
Se você está procurando maneiras de ficar na vanguarda, tente encontrar alguém com experiência em tecnologia que pode mantê-lo informado sobre os últimos lançamentos de plataformas e ferramentas que podem melhorar suas operações.

O advogado de defesa
Ele atua como um promotor ativo, que espalha no mercado o que você vem fazendo. Esta “defesa”' ajuda a construir sua reputação e aumenta suas chances de fazer novas conexões.

O bom negociador
É aquela pessoa assertiva, que sempre está à procura de quem possa se ajudar mutuamente, seja através de novos contatos ou negócios. Seu objetivo é servir bem ao próximo.

O forasteiro (the outsider)
É alguém que não está ligado diretamente à sua área de atuação, mas é capaz de fornecer uma nova perspectiva sobre a sua base de negócios ou cliente. Está sempre pronto a indicar algum conhecido que pode agregar valor à sua carreira ou negócio.
Exemplo: se você trabalha com moda ou abriu uma loja de roupas, ele pode indicar um designer gráfico que pode ajudá-lo a ter uma nova compreensão de estética e apresentação do produto.

Provavelmente, os membros de sua rede de contatos não vão se encaixar perfeitamente nessas categorias, mas podem ter algumas das características apresentadas acima. Está sentindo falta de algum desses tipos? Quer ampliar sua rede? Segundo o artigo do Huffington Post, uma das maneiras mais eficazes para adicionar novos membros na sua lista de referências é participar de palestras, fóruns e conferências em sua área de interesse e se mostrar aberto a novas ideias. E, principalmente, conhecer novas pessoas. Você nunca sabe quando esses contatos poderão ser úteis.
Fonte O Globo Online

QUE SEJA UMA SEMANA

domingo, 4 de outubro de 2026

BOA SEMANA

O SEGREDO PARA COMEÇAR UMA SEMANA MARAVILHOSA


Para a maioria das pessoas, o final do domingo é o prenúncio de dores de cabeça. Parece que a segunda-feira é uma grande ameaça: fim do descanso, volta à rotina, pressões e preocupações, prazos… Será que não há como escapar? A solução para esse problema é simples e depende unicamente de nós. Algumas dicas para fazer com que a segunda-feira seja o início de uma ótima semana:

1 – Evite compromissos no domingo que acabem muito tarde
Sempre que nos envolvemos em festas e eventos que se prolongam até altas horas no domingo, temos menos tempo para descansar. Procure estabelecer o hábito de dormir o suficiente na noite de domingo para segunda, para que o seu corpo possa repor as energias necessárias para a semana de trabalho;

2 - Divirta-se durante a semana
Muitas pessoas deixam para fazer somente no final de semana aquilo que lhes dá prazer. É um erro! Nós precisamos de diversão e relaxamento todos os dias. Se distribuirmos o divertimento ao longo da semana, não ficaremos tão decepcionados quando o domingo terminar;

3 - Durma o suficiente todos os dias
Alguns de nós têm o hábito de dormir pouco durante a semana e “descontar” no sábado e no domingo. De nada adianta esse hábito, pois o corpo não fica esperando para repor as horas perdidas. O ideal é dormir todos os dias pelo menos 6 horas (o ideal pode variar entre 6 a 9 horas para cada pessoa);

4 – Controle o consumo de álcool
Bebidas alcoólicas podem atrapalhar o seu repouso e ainda por cima causar uma ressaca no dia seguinte;

5 – Concentre-se nas coisas positivas da segunda-feira
A segunda-feira pode ser um dia maravilhoso para colocar a conversa em dia, rever colegas de trabalho, buscar novos desafios. Faça da segunda-feira um dia estimulante e positivo para você;

6 – Agrade a você mesmo
Aproveite a segunda-feira para faze algo que seja bom para você. Almoce a sua comida preferida, compre um livro, telefone para um grande amigo, ouça o CD que você mais gosta. Espante assim qualquer “energia negativa” que o dia possa ter.

7 – Não se esqueça do mais importante
A segunda-feira é o segundo dia da semana.  Para ter uma semana maravilhosa, cuide bem do seu domingo e não comprometa o dia seguinte. Evite extravagâncias e aproveite a semana inteira com muita disposição.

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO ADAPTADA À REALIDADE FORENSE


Giovanni di Pietro di Bernardone nasceu na cidade de Assis, Itália, filho de um rico comerciante, no ano de 1182. Seu pai, como todos os pais de todos os tempos, desejava que o filho fosse como ele comerciante, com o que teria uma existência segura. No entanto, Giovanni teria recebido um chamado de Deus para reconstruir a sua Igreja e por isso, ainda jovem, largou todos os seus bens e passou a dedicar-se aos pobres, recebendo o nome de Francisco. Foi seguido por muitos, inclusive por Clara, rica jovem que tudo abandonou, tornando-se freira. Ambos foram reconhecidos como santos e as suas Ordens religiosas, Franciscanos e Clarissas, que pregam a vida com simplicidade e o auxílio ao próximo, espalharam-se pelo mundo.
Atribui-se a Francisco de Assis, certamente por sua conduta em vida, pregando sempre a paz, o amor à criação e a caridade, uma oração surgida em Roma no início do século 20, conhecida como Oração de São Francisco. Se é ou não dele a autoria, ninguém sabe. Talvez sim, sendo transmitida oralmente através dos séculos. Talvez não, sendo a ele associada apenas pela mensagem que passa, que é totalmente harmônica com o que o santo pregava.
Aproxima-se o Natal. Espera-se de todos uma reflexão sobre as suas vidas. Nada mais oportuno que tentar trasladar a mensagem da Oração da Paz para os nossos dias e, especificamente, para o nosso universo jurídico. E pouco importa a religião adotada ou a não adoção de nenhuma. O que importa é a mensagem de tolerância. E neste ponto o “povereto d’Assise”, como era conhecido Francisco, foi imbatível. Foi o único a tentar uma aproximação com os islamitas nos tempos das Cruzadas e a lutar para que os prisioneiros não fossem torturados. Então, vejamos.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”
A manifestação da vontade, a aspiração de ser instrumento da paz, é a primeira ação daquele que seja pacificar as relações sociais. Qualquer um pode auxiliar nesta pregação. Porém, os que detêm cargo de poder podem mais. Que felicidade alguém exercer uma função com objetivo tão elevado. Imagine-se um Policial Militar que transmite solidariedade, atenção, aos moradores de um bairro. Não se diga que é um sonho impossível. Francisco de Assis, centenas de anos atrás, passou idênticas dificuldades e conseguiu.

“Onde houver ódio, que eu leve o amor”
O ódio está presente em muitas relações no mundo jurídico. Ódio decorrente de posições ideológicas diferentes, do sucesso do outro ou por simples disputa de poder. Isto pode ocorrer, por exemplo, dentro do Ministério Público, em que eleições para a escolha do Procurador-Geral pode criar grupos oponentes. Aqueles que procuram a harmonia, que amenizam as críticas, que não transmitem provocações, cumprem um papel importante dentro das instituições.

“Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”
A ofensa vem sempre de alguém revoltado. Com ou sem razão. Se for rebatida com a mesma intensidade, as relações só se agravarão. A discórdia aumentará. Se um advogado perde o controle emocional e, ao contestar, ofende seu colega adversário, este deve ignorar a injúria, desviar da provocação, seguir firme apenas na análise dos aspectos jurídicos. Em suma, perdoar.

“Onde houver discórdia, que eu leve a união”
Discórdia há em toda parte. No mundo acadêmico ela vai da realização do concurso de ingresso nas universidades públicas até a aposentadoria. Ambientes contaminados por desavenças não prosperam, porque os professores passam boa parte do tempo a discutir ou tramar medidas contra o grupo oposto. Levar a união é uma missão elevada. Não é fácil, mas também não é impossível. Atacar o mal no início é o melhor caminho. Isto pode ser feito dizendo a um oponente que o outro o elogiou, convidando ambos para um churrasco ou propondo uma ação conjunta.

“Onde houver dúvida, que eu leve a fé”
Todos passam por momentos de total descrédito. Muitas vezes com toda razão. Mas levar a fé aos incrédulos ajuda. Aqui não a fé religiosa, mas a fé de que é possível mudar as coisas, que é preciso esforçar-se, que vale a pena tentar melhorar. É o que se tem a fazer nos Tribunais em crise, aqueles que alcançaram alto grau de impopularidade e nos quais ninguém mais acredita, inclusive o público interno.

“Onde houver erro, que eu leve a verdade”
Aí a missão maior de todos os profissionais do Direito. Levar a verdade, lutar pela verdadeira Justiça.

“Onde houver desespero, que eu leve a esperança”
O desespero de uma vítima de um grave crime ou o desespero de um pai cujo filho se acha preso, são sofrimentos que podem ser amenizados por um advogado que se disponha a ouvir, a consolar, a aconselhar. Claro que seu papel principal é agir em Juízo, mas se dedicar 30 minutos de um dia a passar esperança a quem já perdeu quase tudo, estará dignificando sua profissão.

“Onde houver tristeza, que eu leve a alegria”
A alegria pode ser dada e muitas vezes de maneira simples. Um servidor de Cartório que, sem qualquer interesse, atende prontamente uma solicitação da parte, estará transformando o mundo em um local de mais alegria. E este estado de espírito é contagiante.
“Onde houver trevas, que eu leve a luz”
Há trevas ainda no sistema jurídico. Soluções formais distantes da realidade. Por exemplo, rigor excessivo com um jovem de 18 anos que comete um crime pela primeira vez. Por vezes, vale mais um conselho do que a prisão.

“Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado”
Ao início o chamado para não se acomodar às injustiças, para perseguir a busca espontânea do aprimoramento pessoal. Depois a lembrança de que é mais importante consolar os que sofrem do que ser consolado. Consola um professor que orienta o seu aluno, que mostra que um insucesso não é o fim da vida, mas sim um obstáculo e que pode ser usado como forma de amadurecimento e de busca de vitórias mais significativas.

“Compreender, que ser compreendido”
Muitos são os que não compreendem os caminhos da existência, nem sempre justos e retos. Imagino o quanto deve ser insuportável a um delegado de Polícia que cumpre seu dever, apurando um crime de lesões corporais contra a mulher, ouvir de terceiros que “deveria prender os peixes graúdos”, ou coisas semelhantes.

“Amar, que ser amado”
Amar é entregar-se na função exercida sem outros interesses, apenas preocupado com o ser humano que está a necessitar de uma medida. Age com amor um Defensor Público que, pacientemente e provavelmente sem conhecimento ou reconhecimento da cúpula da instituição, ouve os necessitados e age na defesa de seus interesses.

“Pois, é dando que se recebe”
É dando de si que se achará a recompensa. E se dedicando, que se conseguirá o reconhecimento, mais cedo ou mais tarde.

“É perdoando que se é perdoado”
É perdoando os que nos enfrentam na nossa caminhada que seremos perdoados. Exemplos? Por exemplo, um ataque agressivo nas redes sociais. Se alguém nos magoa temos a tendência de cultivar o ódio para sempre. Às vezes um certo prazer em lembrar o ocorrido, mesmo que tenha sido há muitos anos e que todos que nos cercam já tenham ouvido a lamúria dezenas de vezes. Está errado. Devemos compreender que perdoando nos sentiremos mais livres, leves. Fará bem ao nosso corpo e ao nosso espírito.

“E é morrendo que se vive para a vida eterna”
Em nosso mundo jurídico vida eterna significa ser lembrado com saudade, deixar um rastro de bons exemplos, de amizades criadas na caminhada. Na vida eterna entram os presidentes da OAB que dão tudo de si a favor de seu órgão de classe, lutam por uma Justiça mais eficiente, que não descuidam dos excluídos sociais, os que sabem retirar-se no momento certo sem deixar contagiar-se pela vaidade. Não os que usam a posição para promover-se pessoalmente, com vantagens econômicas ao seu escritório.

Nestes dias que antecedem o Natal, vale lembrar a Oração da Paz e tentar levá-la para nossa rotina nas profissões jurídicas, tornando o mundo um lugar melhor. Vamos tentar?

Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

DIA MUNDIAL DO ANIMAL

ÓTIMO DOMINGO PARA VOCÊ!

OS CANDIDATOS SÃO TODOS IGUAIS

E compreensível não gostar de política, mas é impossível ignorar que todos os aspectos da nossa existência têm a ver com ela

O tom varia do palavrão a desqualificar toda a árvore genealógica do candidato à veneração acrítica de quem o julga perfeito. Marido briga com a mulher, pai com o filho, amigo com amigo, cada um convencido de que possui a melhor análise sobre os candidatos…
Um terceiro grupo insiste em se manter indiferente ao período eleitoral. Todos os candidatos são considerados corruptos, mentirosos, aproveitadores ou demagogos (ou tudo ao mesmo tempo).
Mas não há saída: estamos todos sujeitos ao Estado. Ficar indiferente é passar cheque em branco, assinado e de valor ilimitado, ao candidato vitorioso. Governo e Estado são indiferentes à nossa indiferença, aos nossos protestos individuais.
É compreensível uma pessoa não gostar de ópera, de jiló ou da cor marrom. E mesmo de política. Impossível é ignorar que todos os aspectos de nossa existência, do primeiro respiro ao último suspiro, têm a ver com política.
A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte.
Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro segue para o Ministério da Justiça. Vacinados, ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar habilitação, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retorna-se ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Em tudo há política. Para o bem ou para o mal.
O Brasil é o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor.
Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas.
A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no futuro melhor de seu município. Vote na justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena.
Por Frei Betto
Fonte Correio do Brasil

AS DIFERENÇAS ENTRE VOTO EM BRANCO E VOTO NULO


Diante da proximidade das eleições, uma das dúvidas mais comuns do eleitor é sobre como vai votar

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto. Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco
De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo
O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.
Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.
Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.
Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Aplicação nas eleições proporcionais
Já no que diz respeito às eleições proporcionais, utilizadas para os cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador, a situação muda e os votos nulos e brancos passam a interferir no resultado das eleições. É que para ser eleito a um desses cargos, o candidato precisa alcançar o quociente eleitoral, que é o índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo, obtido pela divisão do número de votos válidos (votos atribuídos aos candidatos ou à legenda) pelo de vagas a serem preenchidas. Desse modo, quanto maior for a quantidade de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será para o candidato conquistar a vaga.
Por Fernanda Duarte
Fonte Agência Brasil

A IMPORTÂNCIA DO VOTO


“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.”
(Arnold Toynbee)

A consciência do eleitor sobre o valor do seu voto é importante em uma democracia. O alerta de Toynbee, na epígrafe acima, é verdadeiro. Se os cidadãos não se importarem com quem estão colocando no poder, serão mais facilmente vítimas de abusos deste poder. Apesar de no Brasil o voto ser uma obrigação – o que é um absurdo, ele deveria ser encarado como um direito de todos, e contribuir com o voto nas eleições deveria ser uma escolha individual, calcada no sentimento de responsabilidade, já que o resultado irá afetar a vida de todos. O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Entretanto, há uma explicação bastante racional também para a falta de interesse generalizada no voto. Várias pessoas sequer lembram em quem votaram nas últimas eleições. Isso, apesar de condenável, não é totalmente irracional. O motivo encontra-se no peso de cada voto, do ponto de vista individual. Quanto temos algo como 100 milhões de votos, cada um com o mesmo peso, um único voto isolado realmente não move moinhos. O agente racional sabe disso. Ele entende que quando vai gastar o seu dinheiro num mercado, seu “voto” tem total poder na escolha, afinal, é ele mesmo quem decide o que comprar. Mas quando sua escolha é somada às preferências de dezenas de milhões de pessoas, e o resultado final é aquele que a maioria escolhe, sua preferência particular importa pouco. O esforço de conscientização feito pelo TSE com propagandas onde o eleitor aparece como o verdadeiro patrão escolhendo seus funcionários públicos é louvável, mas não tão verossímil assim. Não é que ele não seja de fato o patrão. Ele é. Mas é que ele divide esse poder com outros milhões e milhões de patrões, cada um com o mesmo peso. Isso pode ser um pouco frustrante pelo prisma individual.
Essa realidade da política gera uma reflexão interessante: quanto mais coisa puder ficar fora do escopo do governo, melhor. Imagina se a escolha da cerveja preferida passasse pelo mesmo processo decisório, com milhões votando e depois a maioria decidindo qual cerveja todos deverão tomar! Seria absurdo e autoritário. O processo de escolha democrática acaba sendo uma espécie de ditadura da maioria. Parece bastante razoável então que essa maioria tenha poder somente sobre questões bem abrangentes, deixando as demais escolhas para os próprios indivíduos. Chegamos ao princípio da subsidiariedade, onde as decisões devem ser mantidas o mais próximo possível do cidadão. O que realmente não couber ao indivíduo escolher por si só, sobe para o critério de bairro, depois município, estado e finalmente país. O governo federal cuidaria somente dos interesses gerais da nação, não interferindo nos detalhes do cotidiano. Dessa forma, o poder de escolha dos indivíduos estaria preservado e alinhado com seus reais interesses. Isso não acontece quando o cidadão deposita um único voto entre vários milhões para escolher governantes que terão poder demasiado sobre suas decisões particulares.
Resumindo, o voto tem sim um papel fundamental na vida democrática. O cidadão deve ter a consciência de sua relevância no processo de escolha dos governantes. Mas precisamos levar em conta também que o poder do governo deve ser o mais descentralizado possível, e sempre reduzido ao máximo para garantir as liberdades individuais. Fora isso, é importante acabar com a obrigatoriedade do voto, pois um direito cívico não pode ser encarado como uma imposição. Juntando essas duas questões – a redução do poder estatal pelo critério da subsidiariedade e o voto livre – creio que os cidadãos terão, naturalmente, maior interesse no seu voto. O paradoxo é que para chegarmos neste ponto, dependemos justamente do voto, ainda que hoje ele seja obrigatório e deposite poder demais em poucos governantes. Os indivíduos que prezam a liberdade devem escolher os candidatos que representam esta trajetória rumo ao menor poder estatal e maior poder da escolha individual. E claro, repudiando a corrupção que atrapalha todo o processo democrático.

Por Rodrigo Constantino

ELEIÇÕES 2026

sábado, 3 de outubro de 2026

CADELAS E GATAS TAMBÉM PRECISAM FAZER O EXAME DAS MAMAS


Mundialmente conhecido como o mês de prevenção ao tumor de mama, o movimento Outubro Rosa tem conscientizado, todos os anos, um número maior de mulheres a realizar o autoexame de mama e a visitar periodicamente o ginecologista na busca de prevenção e detecção precoce do tumor de mama.
No mundo animal, a incidência de tumor de mama também não é pequena, mas pode ser prevenida quando precocemente detectada.
A partir da meia-idade, ou seja, do quinto ano de vida, a incidência deste tipo de tumor cresce bastante, principalmente em cadelas. Algumas raças são apontadas como mais predispostas à doença do que outras, mas, na prática, as cadelas e gatas não castradas ou castradas após os 2 anos de idade têm 26% de chance de desenvolver tumores mamários. Esse risco aumenta naquelas medicadas com anticoncepcionais de uso veterinário e nas que apresentam a pseudociese, também conhecida como gravidez psicológica. A fêmea sofre alterações hormonais e acredita estar prenhe, com sintomas e comportamento de gestante. Há uma importante redução de ocorrência da doença em fêmeas castradas antes do primeiro cio. Nelas o índice cai da média de 26% para a 0,5%.
A castração precoce, entre 5 a 9 meses de idade, previne doenças como câncer de mama e infecção de útero (piometra) nas fêmeas, câncer de próstata e testículo em machos e contribui para o controle populacional, reduzindo o número de animais abandonados.
A prevenção no mundo animal é fundamental, uma vez que metade dos tumores mamários são malignos. Além disso, grande parte dos tumores benignos pode evoluir para formas malignas, por isso a detecção e o tratamento precocemente da doença são tão importantes. Os tumores malignos por sua vez podem evoluir com metástases, se espalhando para outros órgãos como o pulmão, rins, fígado e também para os ossos.
Para reconhecer um possível caso de câncer de mama, é importante observar as mamas dos animais e a presença de nódulos de consistência firme. Mesmo que pequeno, como um grão de ervilha, a presença de um “carocinho” já é razão para uma visita imediata ao veterinário. Embora seja praticamente impossível diferenciar um nódulo mamário benigno de um maligno visualmente ou por palpação, em geral, a presença de massa de crescimento rápido, com superfície irregular e úlcera, é frequentemente indicativa de tumor maligno. O tratamento mais indicado é o cirúrgico com a retirada da cadeia mamária, castração e quimioterapia. A presença de metástase torna o tratamento da doença bastante desfavorável e pode contraindicar a realização da cirurgia.
Um simples toque ao acariciar sua gata ou cadela pode salvar a vida desses animais. 

Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online

DORMIR MAIS DE 6 HORAS

ACESSO

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

HOJE É SEXTA-FEIRA!

VENCI A SEMANA...

BOM FIM DE SEMANA...


COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor