sexta-feira, 14 de agosto de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

SEXTA-FEIRA ABENÇOADA!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

COISAS QUE TODO CLIENTE PRECISA SABER


1 - ADVOGADO dorme. Pode parecer mentira, mas ADVOGADO precisa dormir como qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue para o escritório.

2 - ADVOGADO come. Parece inacreditável, mas é verdade. ADVOGADO também precisa se alimentar, e, às vezes, tem hora para isso.

3 - ADVOGADO pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo um ADVOGADO, a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar sobre processos, reuniões, audiências etc.

4 - Ler e estudar são trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada!

5 - Não é possível examinar processos pelo telefone. (Precisa comentar?)

6 - De uma vez por todas, vale reforçar: ADVOGADO não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal. Ele precisa examinar os processos muitas vezes para maturá-lo e poder superar as dificuldades.

7 - Em reuniões de amigos ou festas de família, o ADVOGADO deixa de ser ADVOGADO e reassume sua posição de amigo ou parente, exatamente como era antes de passar no vestibular e, após, no Exame de Ordem. Não peça conselhos sobre como recuperar dinheiro emprestado, interditar a sogra, ajuizar ação de alimentos, intuir resultados de processo, e não cometa o pior, ou seja, não peça dicas de condutas jurídicas a serem tomadas, após ampla exposição dos fatos ( lugar impróprio, não acha?).

8 - Não existe apenas uma "defezinha" ou "cartinha" - qualquer requerimento é uma defesa ou inicial e tem que ser pensado, estudado, analisado e é claro, cobrado. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis para uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do ADVOGADO mais suportável.

9 - Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o ADVOGADO pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo. Nas situações acima, o ADVOGADO pode atender? Sim, ele pode até atender desde que seja pago por isso. É desnecessário dizer que nesses casos o atendimento tem custo adicional, como em qualquer outro tipo de prestação de serviços. Por favor, não pechinche. Lembrete: cara feia na hora de assinar cheque não diminui o que você tem que pagar. Se queria pagar menos, deveria ter procurado um escrevente ou cartorário.

10 - Antes da consulta: por favor, marque hora. Se você pular essa etapa, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretária. Ela não tem culpa da sua arrogância. Ah! E não espere que o ADVOGADO vá te colocar no horário de quem já estava marcado só porque vocês são amigos ou parentes. Se tiver fila, você vai ficar por último. Só venha sem marcar se for caso de emergência, tipo: minha sogra foi presa, meu filho foi para a Febem... O ADVOGADO vai ser solidário a você, com certeza. Agora, caso o chamado de emergência seja fora do expediente normal de trabalho, o custo da consulta também será fora do normal, ok?

11 - Repetir a mesma pergunta mais de 15 vezes não vai fazer o ADVOGADO mudar a resposta. Por favor, repita no máximo duas.

12 - Quando se diz que o horário de atendimento do período da manhã é até 12h, não significa que você pode chegar às 11h e 55m. Se você pretendia cometer essa gafe, vá depois do almoço. O mesmo vale para a parte da tarde: vá no dia seguinte.

13 - Na hora da consulta, basta que esteja presente o cliente. Você deve responder somente às perguntas feitas pelo ADVOGADO. Por favor, deixe o cunhado, os amigos do cunhado, seus vizinhos com seus respectivos filhos e, sobretudo, a sogra nas casas deles. Não fique bombardeando o ADVOGADO com milhares de perguntas, e jamais, JAMAIS, leve aquele seu primo que esta no segundo semestre de Direito para contradizer o advogado. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o processo.

14 - Infelizmente para você, a cada consulta, o ADVOGADO poderá examinar apenas um único caso. Lamentamos informar, mas seu outro problema/caso terá que passar por nova consulta, que também deverá ser paga.

15 - O ADVOGADO não deixará de cobrar a consulta só porque você já gastou demais no processo. Os ADVOGADOS não são os criadores do ditado "O barato sai caro"!!!

16 - ADVOGADO, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas ADVOGADO também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos (Ele não te atende elegantemente?) etc. E o fundamental: pode parecer bizarro, mas os livros para atualização e aperfeiçoamento profissional, os cursos, o operacional do escritório e a administração disso tudo não acontecem gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar consulta?

Por Emilia Petter
Fonte Clipping Jurídico

SUCESSO PROFISSIONAL NÃO OCORRE POR ACASO

Para quem não sabe aonde quer chegar, não existe vento favorável, já diz um velho ditado

Um dos segredos para o sucesso recomenda que tudo que você quer ser, ter, fazer ou realizar em sua vida só será possível se você tiver uma boa formulação de suas metas e objetivos.
Pesquisas indicam que somente 3% dos adultos têm objetivos claros, escritos, específicos, mensuráveis, tempo-limitado, e por cada estatística, eles realizam dez vezes mais do que as pessoas sem objetivos em tudo. Por que é então que a maioria das pessoas não tem objetivos?
As nossas conquistas estão intimamente ligadas ao planejamento que fazemos de nossas vidas. Se quisermos algo, precisamos planejar e calcular cada um de nossos passos. A melhor forma de realizar todos os nossos sonhos é planejar. Pare uns minutos de ler este artigo e reflita sobre o que esta faltando em sua vida, hoje, para que você possa se sentir realizado e pleno.
Você deve ter pensado em muitas coisas, seja em sua vida pessoal, como em sua vida profissional. Um emprego novo, um relacionamento perfeito, um carro, viagens de férias. Como você se sente ao pensar nisso tudo? Você se sente bem e feliz, consigo mesmo? Ou sente que esta fazendo muito pouco para conquistar seus objetivos?
Você pode ter tudo o que deseja em sua vida, e para que isto se torne realidade, não basta você apenas acreditar, e muito menos desejar. Você precisa estabelecer seus objetivos, definir suas metas e planejar como pretende chegar lá.
Podemos utilizar como metáfora uma viagem. Quando você precisa realizar uma viagem, você a planeja com antecedência, verifica a distancia que irá percorrer o caminho que irá tomar, se irá de ônibus ou de carro, o quanto vai gastar durante o trajeto, se vai parar para comer algo, aonde vai se hospedar. E quanto maior for o planejamento, maiores são as chances de sucesso em sua viagem.
Com seus objetivos e metas, você deve ter o mesmo cuidado, para não dizer que pode ter um cuidado ainda maior. O planejamento deve ser muito mais minucioso, com mais detalhes e com etapas bem definidas. Pessoas sem objetivos são como um navio a deriva, trabalham duro, mas parece não chegar a lugar nenhum. Ficam exaustas com a quantidade de atividades que exercem durante seu dia.
Uma das principais razões para que se sintam dessa forma é que eles não passaram tempo suficiente pensando o que querem da vida, e não fixaram metas, não definiram seus objetivos, não contextualizaram seus sonhos.
Somente, a correta formulação de objetivos poderá ajudá-lo a levar uma vida muito mais plena e satisfatória. Objetivos bem formulados são uma alavanca para que você tire o máximo proveito de suas habilidades, qualidades e seus talentos.
Se pararmos um pouco para pensar essa tarefa não é tão fácil, primeiro porque precisamos definir muito bem o que cada passo significa?
Mas afinal de contas o que são metas? Qual a diferença entre metas e objetivos? E sonhos eu tenho muitos sonhos, aonde eles entram?

O que são Sonhos?
Muitas pessoas são cheias de sonhos, mas os sonhos por si só, não são suficientes.
Sonhos podem ser considerados uma idealização, uma vontade, um impulso, um desejo.
Como diz Augusto Cury no livro: Nunca desista de seus sonhos: “Os sonhos são como vento, mas você não sabe de onde vieram e nem para onde vão. Eles inspiram o poeta, animam o escritor, arrebatam o estudante, abrem a inteligência do cientista, dão ousadia ao líder”.
Sonhar é muito importante porque sonhos são como combustíveis para nossa vida. Os sonhos nos dão um senso de identidade, de propósito e de significado. Eles refletem nossas mais profundas aspirações.
Porém, para que eles se tornem realidades temos antes de tudo, que transformá-los em objetivos.

E o que são Objetivos?
Um objetivo é a descrição daquilo que pretendemos conquistar, ele diz respeito a um fim que se quer atingir, e nesse sentido. Objetivo é o que move o indivíduo para tomar alguma decisão ou correr atrás de suas aspirações. Objetivo é sinônimo de alvo, ou, o fim a atingir.
Objetivos de forma ampla são valores e finalidades expressados em expectativas futuras.
Ou seja, o objetivo dá vida e concretiza o sonho. No entanto, muitos possuem objetivos, mas não possuem metas. Os objetivos ficam então “soltos” e automaticamente, você passa a não conseguir atingi-los, pois não há uma clara definição de como irá fazer para atingi-los e em quanto tempo.

E o que são metas?
Uma meta é a segmentação do objetivo, ou seja, o marco que você precisa ultrapassar para chegar lá. Metas não são apenas atividades ou ações programadas. Elas são as escalas que temos de fazer para chegarmos a nosso destino. Muitas vezes os objetivos precisam ser segmentados em etapas para que possam ser alcançados. Essas etapas são demarcadas pelas metas. Cada meta bem definida que você atinge o coloca mais perto de seu objetivo.
Definir suas metas ajuda você a escolher aonde você quer chegar. Ao saber exatamente o que você quer conseguir, você sabe onde você tem que concentrar seus esforços. Você também vai detectar rapidamente as distrações que podem, facilmente, te enganar.
Metas dão uma clareza muito ampla de como construir o caminho, ou seja, é a distância entre onde você está e aonde se quer chegar?
Fixação de metas é um processo poderoso para pensar sobre seu futuro ideal, e para motivar-se para transformar a sua visão desse futuro em realidade.

Então resumindo.
• Sonho é o propósito maior;
• Objetivos é o Destino, ou seja, aonde quer chegar;
• Metas é o caminho a percorrer.
Por Claudia Dias
Fonte JusBrasil Notícias

SUA CARREIRA COMBINA COM O SEU PROPÓSITO DE VIDA? DESCUBRA

DÚVIDA: O QUE CARREIRA E PROPÓSITO TEM A VER

Todos nós buscamos um propósito, um objetivo de vida. Um dos grandes sonhos da maioria das pessoas está em conciliar carreira, família e lazer. Pesquisas revelam, como a da International Stress Management Association, realizada no Brasil, que diversos profissionais não conseguem trabalhar naquilo que mais gostam e despendem horas do seu dia executando tarefas que não te propiciam prazer, tornando-se assim pessoas amargas e insatisfeitas. E muitos se acostumam a essa rotina maçante e passam assim, grande parte de suas vidas infelizes.
A 17ª edição da pesquisa Carreira dos Sonhos, idealizada recentemente pela Cia de Talentos, comprova que os jovens atuais se preocupam com empresas que possuem um propósito definido e com o impacto que elas geram na sociedade, seja com relação ao meio ambiente e social, bem-estar, diversidade e inclusão.
O que é maravilhoso, pois a tempos atrás, quando os jovens tinham que decidir que caminho percorrer profissionalmente, muitos optavam por cursos que, em princípio, tivessem mais visibilidade e que no futuro remunerassem bem.
Depois de um tempo, os olhares foram se transformando e começou-se a construir uma carreira, com objetivos mais definidos. E, num terceiro momento, já mais amadurecidos, os profissionais trabalham por algo que dê sentido à vida, ou seja, que tenha um objetivo e uma finalidade.
O propósito vem com o autoconhecimento, da descoberta do que realmente importa e com a consciência de que somos seres humanos únicos e exclusivos. Sabendo disso, identificamos nossas habilidades, qualidades, nossos pontos fortes, que contribuem para que tenhamos os melhores comportamentos e atitudes, mesmo diante das adversidades, além de nossos talentos. Alinhamos nossos valores com os valores da empresa, encontrando aquilo em que somos bons e que nos faz feliz.
E assim, começamos a construir nossa identidade e nosso legado, com a prática, paixão e persistência indispensáveis para se atingir objetivos, e conquistar o tão sonhado estado de felicidade no trabalho.
Hoje, encontramos muitos profissionais com anos de carreira e que atuam em determinada área, mudando a sua trajetória profissional, com a vantagem de ter vasta experiência no mercado de trabalho e também de vida, e que se dispõem a encontrar algo que faça sentido e que as realizem e a levem ao caminho da felicidade.
Graças ao autoconhecimento, identificam seus talentos. Profissionais satisfeitos tendem a serem mais produtivos, criativos e a encararem o mundo de forma positiva, com otimismo estampado no rosto, além de se arriscarem mais, pois enxergam oportunidades que outras pessoas não veem, atuando lado a lado com a sua autoestima e as relações interpessoais.
A felicidade e equilíbrio entre carreira e propósito de vida é a consequência de todas as pequenas mudanças que você fizer agora. Conecte-se com você e valorize seu tempo livre, desfrute de um hobby que te dê prazer, determine metas de acordo com a sua realidade, seja coerente consigo e não se acostume com o mal-estar. Portanto, faça valer a pena!
Busque ser feliz e descubra os seus objetivos, e sua carreira fará todo sentido na sua vida. Se desafie a ter uma trajetória de significados, entendendo o que você faz de melhor, alinhando o seu trabalho com a sua essência e assim, ser uma pessoa realizada!
Por Sofia Esteves
Fonte Exame Online

RESILIÊNCIA: COMPETÊNCIA ESSENCIAL NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL


Existem pessoas que, quando colocadas em situações de pressão ou estresse, sabem que não podem perder o controle das emoções. Nestes casos, buscam saídas como respirar fundo e lavar o rosto no banheiro. Estes recursos são exemplos simples para ilustrar a resiliência, pois um dos fatores que compõe esta competência é a tolerância. Do mesmo modo que, intuitivamente, alguns desenvolvem estes pontos de equilíbrio, estudiosos criaram técnicas para este intuito.
A resiliência é uma competência influenciada pelo estilo de vida do indivíduo. Quanto mais ganhamos consciência sobre as próprias reações e comportamentos diante de situações de pressão e desafios, por exemplo, mais dominamos estas questões. Nas empresas, após um período longo de enxugamento no quadro de funcionários e aumento da competitividade, o ambiente de trabalho se tornou altamente estressante.  “A resiliência é a capacidade de uma empresa, um líder, uma equipe ou talento, promover as transformações necessárias para alcançar o seu propósito. Você é resiliente quando cresce nas mudanças, inova, se antecipa às situações e produz coerência estratégica para sua equipe e clientes. Sua influência como um ser resiliente precisa ter mais impacto proativo e orientado para o futuro”, explica Eduardo Carmello, palestrante especialista no tema.
Empreendedores e líderes vivem, por si só, sob demandas desafiadoras e cheias de pressão. Estes profissionais convivem em ambientes e atuam em situações de alto risco, onde conviver com crises é um fato normal. “Vivemos uma realidade onde crises econômicas e turbulências acontecem em períodos cada vez mais curtos. As empresas estão sendo desafiadas, e por consequência, os dirigentes destas organizações também. Estes profissionais precisam ter sangue frio e capacidade de enfrentar situações inusitadas, com desfechos, muitas vezes, negativos”, comenta Paulo Sabbag, professor da Fundação Getúlio Vargas. De acordo com o professor, para organizações mais estruturadas e com RHs mais completos, identificar profissionais com resiliência vem se tornando uma premissa.

Conceito de resiliência provém da Física
O que faz um prédio não sucumbir a um terremoto é a conjunção de força com flexibilidade, o que caracteriza a resiliência. Desde o século XVII se estuda os corpos elásticos por meio da Física, e a psicologia utilizou-se desta analogia para transpor ao universo empresarial o poder de profissionais, submetidos a condições extraordinárias (adversas ou desafiadoras), voltar a suas rotinas consideradas normais.
“Ser mentalmente flexível é necessário para lidar com novos problemas ou ações pouco estruturadas. Considero a resiliência como a competência mais importante desta primeira metade do século XXI”, aponta Sabbag.

10 dicas de como desenvolver a resiliência
Há 20 anos, o mercado corporativo exigia que as pessoas assumissem mais riscos. Hoje, fica o que se valoriza é conviver com estes desafios. Levantamos 10 dicas para desenvolver esta competência:

  1. Procure, na medida do possível, protagonizar as situações;
  2. Visualize o futuro próximo e antecipe tendências e acontecimentos;
  3. Crie um significado para a sua realidade;
  4. Procure conhecer a verdadeira dimensão do problema;
  5. Separe quem você é do que você faz;
  6. Procure desenvolver relacionamentos significativos;
  7. Aprenda a enxergar as soluções;
  8. Reconheça seus sentimentos e necessidades de seu corpo;
  9. Tenha como parceiro constante a Criatividade e Inovação;
  10. Cultive e valorize seu poder de escolha.

As características do profissional resiliente precisam ser “manifestadas” nos momentos de complexidade e mudança, não apenas nos momentos de conforto, estabilidade ou conveniência. “O ser resiliente é aquele que está saltando continuamente, renovando e transformando-se sempre. É uma pessoa impulsionada por um propósito maior, proativa e que constrói realidades”, completa Carmello.
Por Caio Lauer
Fonte Portal Carreira & Sucesso

PLANO B: VEJA COMO AJUDA A DRIBLAR OBSTÁCULOS

Traçar outra estratégia se torna essencial para não ser surpreendido em seus planos

Ter um plano B na vida é um dos primeiros passos para admitir que a ideia de que tudo dará certo nem sempre é real. O sonho de sucesso extremo pode impulsionar, mas também é importante considerar que não se tem o controle sobre tudo. A partir disso, traçar outra estratégia se torna essencial para não ser pego de surpresa com seus planos. Veja o que é preciso para que a desistência seja sua última opção.

Planos desfeitos, sonhos quebrados
Para a psicóloga Silvana Hartmann, a concretização de planos e sonhos depende de fatores internos, que podem ser desempenhados com êxito ou não, dependendo do grau de investimento ou do desejo em concretizar. Entretanto, para a profissional, muitos desses aspectos não são controlados pela mera vontade do que gostaríamos de ter ao alcance.
“Por vezes, alcançada a clareza do que se quer e com o respeito às diversas possibilidades, faz-se necessário assumir que o melhor é pensar em uma estratégia para mudar a direção e partir para outro plano ou sonho”, explica Silvana.
“Apesar disso, quando esgotarem-se todas as possibilidades e a sensação de que todos os planos deram errado existir, ainda assim, você pode pensar que conviver com perdas e insucesso também fazem parte da caminhada”, complementa.
Quando um plano não dá certo ou um sonho não é alcançado, em geral sentimos tristeza. De acordo com a psicóloga, é um sentimento comum e esperado para tais situações. Saber reconhecer esse estado quando são vivenciadas situações difíceis auxilia a evitar o profundo de sofrimento, segundo a profissional.
Silvana afirma que alimentar sintomas de tristeza e desesperança por um período maior que o necessário para superar uma situação, acompanhados pela perda de interesse ou prazer em atividades na maior parte do dia, além de alterações de sono e de alimentação, fadiga, sentimentos de culpa ou de inutilidade e até mesmo pensamentos de morte, podem ser sinais de um transtorno depressivo.
“A depressão é, muitas vezes, banalizada e vista como falta de força de vontade ou até mesmo como algo que possa passar com o tempo, mas ela é uma doença séria que pode acarretar prejuízos pessoais e sociais importantes. Por isso, deve ser tratada. Nesses casos, é fundamental buscar apoio junto a um psiquiatra e a um psicólogo”, indica.

Como traçar um plano B na vida 
Segundo a psicóloga, quando você reconhecer que todas as possibilidades de um objetivo se extinguiram, que aquele determinado sonho não faz mais sentido ou quando a perseverança estiver causando sofrimento, é a hora de partir para outra estratégia.
“O plano B nada mais é do que um esquema que nos possibilita adaptarmos a adversidades. Por que enrijecermos apenas no plano A enquanto temos todo um alfabeto? Um plano B será considerado uma ajuda, quando entendido como uma possibilidade de adaptar-se frente aquilo que não deu certo primeiramente”, destaca Silvana.
Nesse caso, a profissional define que a segunda opção pode ser vista como a possibilidade de manter-se em movimento, mesmo que seja em outra direção.
Fonte doutissima.com.br

7 LEIS FUNDAMENTAIS NA VIDA

FAZENDO MUDANÇAS

PERMITA-SE REENCONTRAR

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O ADVOGADO E SEU OFÍCIO


A advocacia, nobre e não raro incompreendido ofício, remonta aos primórdios da história. Péricles, político ateniense (495-429 a.C.), teria sido, segundo alguns, o primeiro advogado. Outros afirmam que foi Antifonte, orador ateniense no período de 479-411 a.C. Quando se fala de grandes oradores, entre gregos e romanos, não se pode deixar de referir Cícero (Marcus Tullius Cícero), uma das grandes inteligências da Roma antiga. Dele se pode dizer que, além de um orador extraordinário, foi o introdutor, em Roma, da escola filosófica grega, sendo mais um dos precursores da advocacia.
Na Roma antiga, existia a figura dos "Advocati". Os litígios eram resolvidos ante o Senado ou na presença do Imperador. Nestes casos, surgiram os primeiros grandes oradores, quando a fala tinha que ecoar, quase que a fazer tremer as paredes dos palácios, sem microfones ou equipamentos para ampliar a voz.
Sabemos todos que as origens da advocacia vêm de longe, com uma fantástica história e oradores que marcaram época. Em nosso país, nos dias de hoje, existem inúmeros advogados de alto nível, que atuam em todos os Tribunais do país, produzindo defesas brilhantes e proporcionando momentos únicos.
Certamente o maior expoente em nosso país foi o baiano Rui Barbosa, que enalteceu e honrou, como poucos, nossa árdua, porém sublime, profissão. Dono de grande inteligência, além de destemido, sagaz e eloquente, dominava a língua portuguesa e se manifestava, com profundidade, em outros idiomas.
Outro grande e inesquecível advogado – ofício que fazia questão de reafirmar –, também de bravura sem igual, foi Heráclito Fontoura Sobral Pinto. Intransigente na defesa da liberdade e dos ideais democráticos, chegou certa vez a invocar a aplicação da Lei de Proteção aos Animais em defesa de um constituinte, ninguém menos do que Luis Carlos Prestes, marxista e ateu, com posições político-ideológicas inteiramente opostas às suas.
Incondicional defensor dos direitos humanos, Sobral Pinto iniciou sua carreira como advogado na área do Direito Privado e acabou se notabilizando um brilhante criminalista quando, apesar de católico fervoroso, aceitou defender o líder comunista, preso após o que se convencionou chamar de "intentona", em 1935.
Em reconhecimento à sua irrepreensível atuação profissional, foi convidado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, de quem foi advogado, a ocupar uma cadeira no STF. Recusou a honraria em respeito à ética, conduta que foi característica em sua longa vida.
A correção do velho Sobral ainda se mostraria num outro episódio, revelado pelo notável Técio Lins e Silva, exemplo vivo de advogado e de homem público, que acumulou, entre os anos de 1987 e 1990, os cargos de Secretário de Estado de Justiça e de Procurador Geral da Defensoria Pública.
À época, Sobral passava necessidades, pois não sabia nem queria cobrar pelo trabalho que desenvolvia. Já estava idoso e com a capacidade de trabalho e clientela muito reduzidas. Técio, com sua inigualável sensibilidade e em justa gratidão a tudo quanto aquele velho advogado havia feito ao longo de sua vida, imaginou então conceder-lhe, por lei estadual, o honroso título de Defensor Público Honorário, com os proventos da carreira que estava sendo implantada, após a EC que transformou a Defensoria Pública em Secretaria de Estado, com vida e chefia próprias.
Quando Sobral foi informado do projeto ficou indignado. Afirmou que não aceitaria a honraria nem receberia dinheiro dos cofres públicos por não merecer o benefício. Morreu pobre.
No tempo da ditadura militar, oficiou junto aos Juízos e Tribunais um verdadeiro "escrete" de causídicos, como costumava dizer o professor Heleno Cláudio Fragoso, com quem tivemos o prazer e a honra de trabalhar.
Os tempos mudaram, contudo. Nos dias atuais, além de enfrentarem a incompreensão de alguns, que não alcançam a grandeza da dimensão da atividade, os advogados são vistos como espécie de "estorvo" por alguns juízes e representantes do Ministério Público. Tais profissionais, em especial os mais inexperientes, não enxergam nos advogados o respeito que merecem.
No dia a dia, audiências são marcadas de cambulhada, o que leva ao inevitável atraso, desrespeitando-se, consequentemente, os compromissos profissionais dos advogados e de seus constituintes, os quais, muitas vezes, aguardam por horas nos corredores do fórum o início das assentadas.
Infelizmente, hoje em dia, parece existir uma separação entre os profissionais do Direito, esquecendo-se alguns que são todos auxiliares na administração da Justiça, por expressa dicção constitucional.
No específico caso dos advogados, a formação dos profissionais se abastardou, com a descontrolada multiplicação das faculdades, que produzem bacharéis sem a mínima condição de ingressar no mercado de trabalho.
Mas, apesar dos exames de Ordem, fundamental é a vocação, uma vez que não basta ser brilhante na faculdade, com boas notas, mas sem o coração e a alma voltados à causa da Justiça, principalmente aos que pretendem se dedicar à advocacia criminal, que lida com a liberdade, bem maior de qualquer pessoa. Além de preparo técnico, nos parece fundamental que o advogado criminal seja, como Rui, Sobral, Heleno e tantos outros, um humanista.
Por isso, a cada 11 de agosto, é o Dia do Advogado, devemos enaltecer este ofício tão nobre, que há de ser sempre exercido em perfeita harmonia com a ética e é tão essencial a todos aqueles que anseiam por Justiça.
Por Francisco de Assis Leite Campos
Fonte Migalhas

ATENDIMENTO AO CLIENTE NA ADVOCACIA: SEGREDOS DA CONTRATAÇÃO E RETENÇÃO


O atendimento ao cliente na advocacia é uma dos procedimentos essenciais ao exercício da profissão e estratégias para um bom atendimento podem impactar na conquista de novos clientes, na retenção dos clientes e na sua recomendação do escritório.
As maiores inseguranças do advogado seja este momento, principalmente nos primeiros atendimentos aos clientes. Chegou a hora, contudo, de desmistificarmos alguns pontos com relação ao atendimento ao cliente na advocacia.
Pensando nisso algumas dicas que foram construídas por meio de experiências profissionais!

1. Serviço jurídico: o atendimento ao cliente na advocacia como a oferta de um produto
Você conhece o livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas” do Dail Carnegie? Sim, este não é um livro de Direito, e provavelmente você já ouviu falar sobre ele, porque ele trata de estratégias de vendas, isso mesmo VENDAS!
Há um certo tabu na advocacia em tratar o cliente como consumidor, mas olhe: quando ele te contrata ele está comprando o seu produto. No nosso caso, o produto é o serviço jurídico (e vamos falar de modo abrangente, porque muitos se limitam a pensar que advogar é apenas fazer defesa processual).
Nós vendemos serviço jurídico o tempo todo, já pensou nisso? E o bom atendimento ao cliente na advocacia deve considerar esse aspecto.

2. Construção da imagem profissional e networking jurídico
Estudos revelam que no início da carreira, os nossos clientes surgem dos vínculos mais próximos. Então, a nossa imagem vende diariamente, e se você entender isso, temos “meio caminho andado”.
O segredo dos primeiros clientes, portanto, está em como você mantém a sua rede de networking. Parece clichê, eu sei, mas a sua família e amigos te identificam como advogado? (voltaremos a falar nisso em breve).

3. O perfil do cliente define o atendimento ao cliente na advocacia
Outro ponto no bom atendimento ao cliente na advocacia é que vemos vários profissionais vendendo em suas redes sociais técnicas de captação divergentes. Inclusive, são técnicas que chegam a ferir a intimidade do cliente, e nem nós gostamos disso não é mesmo?
EVITEM, desse modo, formas de abordagem agressivas. Tente entender o público previamente para que a sua abordagem seja sútil, não trate o seu consumidor como um produto, essa lógica não funciona por muito tempo.


3.1. Canal de prospecção
Primeiramente precisamos ter consciência de como o cliente nos encontrou. A partir daí é imprescindível analisar, colher dados e informações para conhecê-lo um pouco mais e ter dados tangíveis para a realização do primeiro contato pessoal, estar mais preparado.
Qual foi a forma de prospecção do cliente? Redes Sociais, indicação de outro cliente ou conhecido?
Isso é um trabalho de personalização é parar e pensar: quem é o cliente e como ele quer ser atendido?

3.2. Personalização do atendimento ao cliente
Vamos dar um exemplo de diferença no atendimento ao cliente na advocacia, conforme o perfil, então.
Se você atua no direito das famílias, o cliente gosta de maior contato. Aquele problema para ele é muito íntimo. E ele já está exposto, assim, ao estar ali te contando e dividindo com você a sua aflição.
Se você, todavia, atua no atendimento a empresas, talvez o dono se dê por satisfeito por uma consulta por teleconferência. Ou talvez ele só quer mesmo saber o quanto é o risco numerário. E aquele processo, enfim, poder ser só mais um, entende?

4. Etapas do atendimento ao cliente na advocacia
Existe um estudo da America Express que mostra que 60% das pessoas desistem da compra por mal atendimento. Lembra que falamos sobre tratar o nosso cliente como quem ele realmente é: um consumidor. É isso, um bom atendimento ao cliente, na advocacia ou em outra área, deve ser humanizado. E é a somatória de conhecimento técnico e empatia. Veja como:

4.1. Pré-atendimento na advocacia
No pré-atendimento (contato inicial), pergunte ao cliente se ele pode adiantar o assunto, de forma delicada, para que você possa se preparar. Esse ponto diz respeito à matéria jurídica que será abordada no atendimento. Assim o atendimento ao cliente na advocacia poderá ser melhor direcionado e evita que você seja pego de surpresa.

4.2. Atendimento: o momento de entender a dor e a demanda
Iniciado o atendimento quebre o gelo e OUÇA, é extremamente importante ouvir o cliente de forma atenta, conhecer suas dores e questionar o que ele pretende com a demanda.
A maior reclamação do cliente é falta de uma advocacia humanizada, não importa a área que você atua: o cliente espera muito mais de você do que conteúdo técnico. Deixe, então, as pessoas conversarem com você.
Feito isso, tenha a base jurídica necessária para orientá-lo e deixá-lo ciente das diretrizes do trabalho que será prestado. Se não estiver seguro, diga que irá olhar a jurisprudência e a doutrina para aplicar entendimentos favoráveis ao caso. Na orientação, nunca lhe dê certeza de êxito, diga sobre as chances processuais aplicadas ao caso concreto.

4.3. Retorno do contato
Evite o atendimento automatizado, especialmente no início da carreira. O que pode parecer “economia de tempo” vai te gerar falta de atendimento individualizado, e os clientes sentem medo em contratar por tais ferramentas.
Apesar de tendência do uso de chatbots na advocacia, ao mesmo tempo que pode ajudar, também pode te atrapalhar. E especialmente o primeiro atendimento é importante no atendimento ao cliente na advocacia. Afinal, é o ato da consulta, o momento de conhecer o cliente realmente e a sua história.
Sendo necessário ou tendo alguma dúvida com relação à matéria ventilada, não tenha receio em informar que, em determinado prazo, o cliente retornará o contato com demais esclarecimentos ou até mesmo a elaboração de um parecer.
Ter dúvidas é comum sim, ainda mais a depender da complexidade do caso concreto. RETORNE, assim, o contato ao cliente, e diga qual a melhor solução jurídica que encontrou.

4.4. Envio da documentação
A seguir, solicite a documentação e preencha a ficha de atendimento. Ela pode ser breve, com:
·        dados pessoais;
·        relato dos fatos;
·        assinatura do cliente – principalmente em demandas trabalhistas;

Pode parecer algo óbvio, mas não é. Na condenação em sucumbência, por exemplo, ela pode eximir a responsabilidade do advogado com relação aos fatos alegados. Isto é importante para que depois não fique o “dito pelo não dito”, e você passe por alguma situação processual delicada que pode levar você inclusive a responder por litigância de má-fé. Ademais, fazer isso é ótimo para que possa também revisar os fatos na hora de montar a sua inicial, ou defesa.
Sobre a documentação, fique com o original somente aquilo que for estritamente necessário, caso contrário já devolva ao cliente. Existem aplicativos de celular que são scanner e software de gestão para escritórios de advocacia, como o SAJ ADV, que armazenam esses documentos. Em regra os processos são digitais. Portanto, digitalize e devolva o documento.

5. Segurança para os clientes
Por mais comum que seu o caso do cliente seja para você, lembre-se de que para ele não é. Os problemas pelos quais que ele passa são novos para ele. Não menospreze isso e dê segurança.

Leve com naturalidade.
Quando surge uma demanda você não precisa saber tudo. Quando um cliente te procura ele quer ter segurança na contratação e na sua capacidade profissional e para criar essa relação de confiança existem fatores mais importantes do que uma resposta.
Paute as ações sempre na responsabilidade exigida pela nossa profissão. Uma boa alternativa é fazer parceria com outro colega especialista no caso, assim você fideliza o cliente e terá outro profissional com conhecimento especializado te auxiliando.

6. Clareza, confiança e atenção: o segredo da retenção de clientes
Por último, no atendimento diga ao cliente como funciona o seu escritório ou seu padrão de atendimento pós contratação, horários de disponibilidade. Por exemplo, deixe claro que, a não ser que seja uma situação emergencial, o escritório atende das 08:00 às 18:00 horas (claro que há exceções, mas regra geral é horário comercial). Estabeleça, também, um dia na semana para repassar feedback processual, pois isto mostra para o cliente profissionalização do escritório, e do atendimento.
Exemplo: Às quartas-feiras enviamos aos clientes ou ligamos informando o andamento dos processos do escritório. Aqui por sinal, cabe mais uma personalização: você vai ter clientes que irão amar o envio do feedback processual por mensagem ou e-mail, mas haverá clientes que gostarão de ligação e reuniões presenciais. Uma observação válida é sempre mandar por escrito também se for este o caso.
Em suma: trate o seu cliente como você gosta de ser tratado.
Na prática, outro dia vi um cliente reclamar de um advogado que não o atendia há três meses. Imagine o quão chato é a situação contrária?
Haverá dias lotados que você precisará, sim, dizer ao seu cliente que está com a agenda lotada, e perguntar se pode retornar depois. Ok, isso é normal, mas lembre-se: trate sempre o seu cliente como no primeiro atendimento.
Eis o segredo do atendimento ao cliente na advocacia, do que o faz contratar, manter em você a confiança como advogado e o melhor: indicá-lo. 
Por Chríssia Pereira
Fonte blog.sajadv.com.br