segunda-feira, 6 de abril de 2026

ADVOGADOS DEVEM APRENDER A VENDER SEUS SERVIÇOS


"Vendafobia" e "marketingfobia" poderão, um dia, ser incluídas em dicionários para expressar a aversão que seres humanos — nem todos — têm às atribuições de vender e de "marquetear" — que incluam mais esta. A aversão é significativamente maior entre advogados. Recusam-se — nem todos — a vender e a fazer marketing, porque essas funções colidem com o senso que têm, justificadamente, da nobreza da profissão. Esse é o lado filé-mignon da advocacia. No entanto, em nome do sucesso profissional, também há que se aprender a roer ossos. Para esse mister — o de roer ossos — é melhor dispor de algumas boas ferramentas.
"Não é tão difícil vencer esse pavor", afirma o advogado e consultor de comunicação John Cunningham. Na verdade, é preciso vencer essa resistência às funções de marketing e de vendas, porque elas são inerentes ao funcionamento do escritório de advocacia, e de qualquer organização que dependa de receita para sobreviver. Todos os advogados de uma firma devem aprender e praticar as técnicas de marketing e de vendas, ele diz. Às vezes se pensa que isso é um problema dos sócios. Mas é um engano, porque a sobrevivência da firma e dos empregos dos advogados contratados e associados depende do trabalho dos rainmakers, expressão inglesa que define todos os advogados da firma que ajudam a conquistar clientes.
Os advogados empregados ou associados podem pensar que basta fazer um bom trabalho para garantir a segurança no emprego. Mas não é novidade que competência não é garantia de emprego, nem para advogados, nem para qualquer profissional. "É muito comum se ver advogados experientes e competentes serem substituídos por advogados mais jovens, com salários mais baixos, em tempos de contensão de despesas", lembra Cunningham. "No entanto, os rainmakers dificilmente são demitidos. A empresa precisa deles, mais do que nunca, para conquistar novos clientes e enfrentar a crise". E, se forem dispensados por qualquer razão, muitas firmas vão ficar interessadas em contratá-los, garante Cunningham.
Na verdade, o aprendizado da arte do marketing, da venda, da negociação e dos negócios deveria começar, para todos os profissionais, nos cursos universitários. E ser aperfeiçoado na educação continuada, como em cursos profissionalizantes. Afinal, o profissional terá de fazer o marketing e a venda de seu trabalho — e também de si mesmo — em todo o percurso do desenvolvimento de sua carreira. Terá de negociar a vida inteira. Fora disso, fica na esperança de que o sucesso caia dos céus com a próxima chuva.
A razão porque grandes profissionais falham quando deixam um emprego para abrir seus próprios negócios, seja em que ramo for, é que eles não passam de grandes profissionais. Em cursos de negócios nos EUA, ensina-se que qualquer empresa, e incluam-se aí firmas de advocacia, precisa ter a participação mínima de três elementos humanos, fora capital e outros elementos materiais, para garantir alguma chance de sucesso: um bom empresário, um bom marqueteiro e um bom profissional. Se um desses elementos falhar, todo o empreendimento corre um sério risco de não decolar.
Toda a sociedade de advogados precisa de profissionais que desempenhem as funções de empresário e de marqueteiro, para que os demais sócios e associados possam exercer a de advogado, sem esperar por más notícias no fechamento do mês. Para advogados autônomos e sócios de pequenas firmas, o único recurso de cada elemento humano é se transformar em três-em-um. Isto é, ser capaz de exercer as três funções, de empresário, marqueteiro e profissional, cumulativamente, mesmo que tenha de designar dias na semana ou horários nos dias para assumir cada uma de suas "personalidades" profissionais.
Qualquer firma começa com força para decolar, mesmo que o escritório esteja em processo de instalação em uma sala da casa, se tiver um ou dois clientes acertados. Isso é, tudo começa com o trabalho do marqueteiro e do empresário. Antes mesmo de alugar uma sala no centro da cidade, o marqueteiro pode anunciar ao mundo, ou seja, a todas as pessoas que conhece e que passará a conhecer em encontros ocasionais ou arrumados, que está no mercado, em tal área de atuação. O empresário pode entabular as negociações e procurar fechar algum contrato, mesmo que verbal. Ao profissional caberá corresponder a esse esforço, fazendo um ótimo trabalho para realimentar os esforços de marketing e de vendas.
A palavra "arte", no fim das contas, não é um bom atributo para as funções de "marquetear", vender e advogar. Marketing e vendas, como advogar, são capacidades, ou qualificações, que, acima de tudo, são adquiridas e desenvolvidas por meio do aprendizado e da prática. Fazer marketing e vendas, por sua vez, não depende de um esforço sobre-humano, de uma agressão às próprias vísceras. É uma técnica que se aprende, se desenvolve e se põe em prática, simplesmente.
A melhor técnica de marketing para advogados e para qualquer profissional não vem, necessariamente, de campanhas de marketing ou de campanhas publicitárias. Pode vir de procedimentos tão simples quanto frequentar clubes, associações, organizações, eventos, para fazer relacionamentos e obter informações sobre clientes prospectivos.
A melhor técnica de venda não vem, necessariamente, de um grande esforço de venda. Pode vir de uma conversa com um prospectivo cliente, em que nada tem de lhe ser vendido. Mas que informações têm de ser apuradas sobre a vida individual e familiar do futuro cliente, sobre sua empresa e o funcionamento dos negócios. Nessas conversas, problemas reais ou possíveis podem ser identificados e soluções jurídicas podem ser apresentadas. O cliente pode, em alguns casos, tomar a iniciativa de contratar os serviços do advogado. Se isso não acontecer, cartas ou cartões de agradecimento podem estimular o cliente prospectivo a tomar uma atitude. E assim por diante.
Na reportagem seguinte, o advogado e consultor de comunicação John Cunningham fala sobre os dez principais argumentos levantados por advogados para justificar sua resistência ao marketing e às vendas. E oferece sugestões, muito apropriadas para firmas de advocacia e advogados autônomos, que podem ajudar a superá-las. Há dificuldades, mas é preciso enfrentá-las em nome do sucesso profissional e da firma, ele diz. Vale o conselho de Pablo Picasso: "Estou sempre fazendo o que não consigo fazer, para aprender como fazê-lo".

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

COMO DEVE SER O CARTÃO DE VISITA DO ADVOGADO MODERNO?


Com a popularização da internet, a tecnologia substituiu o uso do papel em vários momentos. No entanto, o cartão de visita continua exercendo um papel importante como mediador de relacionamentos com clientes, colegas e parceiros. Mas como é (ou deveria ser) o cartão de visita do advogado moderno? Para responder essa pergunta, pedimos ajuda para uma das designers da Aurum.
Mas, antes de conhecer as orientações técnicas, é importante esclarecer que, muito mais do que uma obrigação e bem além de uma convenção social ou exemplo de boa conduta profissional, o cartão de visita é um convite ao contato. É por meio dele que muitas pessoas formam a primeira opinião sobre seu trabalho e seu escritório. E é graças a ele que muitos relacionamentos profissionais duradouros têm início.
Quem nunca usou o pretexto de “trocar cartões” para fisgar clientes ou mesmo como desculpa ideal para propor parcerias e pedir orientação? Por isso mesmo, preparamos oito dicas fundamentais para o seu cartão de visita não parar no lixo. Para saber quais são, é só continuar a leitura!

O QUE NÃO PODE FALTAR NO CARTÃO DE VISITA DO ADVOGADO MODERNO?

LOGOTIPO
A sua marca pessoal ou a do seu escritório pode e deve estar impressa no seu cartão de visitas! No entanto, todo cuidado é pouco na hora da aplicação. O logotipo não precisa ocupar toda a frente do cartão, muito menos prejudicar o foco da atenção para as informações de contato. Cuide para que sua marca apareça de maneira elegante e proporcional. Se ficar na dúvida de como fazer isso, consultar o designer gráfico é uma boa pedida.

INFORMAÇÕES BÁSICAS DE CONTATO
As informações que vão no cartão de visita do advogado moderno devem ser pensadas de forma estratégica. Se você não quer receber visitas sem agendamento no seu escritório, por exemplo, não precisa colocar o endereço no cartão. O mesmo vale para qualquer outro dado. Atenha-se aos dados principais, como nome, número de registro na OAB, telefone, email e site.

COERÊNCIA
Antes de pensar em colocar um arroba antes do email, uma casinha antes do seu endereço comercial e um telefone antes do número do seu celular, avalie se o uso de ícones “conversa” com a identidade visual para advogados. Quando o acesso à internet era exceção ou novidade, lá por meados dos anos 1990, fazia muito sentido certos tipos de sinalização, principalmente como forma de educar o público leigo.
Hoje em dia, dificilmente seu cliente não vai saber o que é um email ou um site – mas, caso não saiba, ele vai procurar outro meio para contatar você. Além disso, o cartão de visita do advogado moderno mantém uma unidade visual que consiga representar fielmente o escritório e o profissional.

E O QUE NÃO PODE SOBRAR EM UM CARTÃO DE VISITAS MEMORÁVEL?

CORES
Além das limitações éticas da profissão, a escolha e a aplicação de cores devem seguir alguns critérios básicos de legibilidade e identidade visual. Para isso, lembre-se que a maior preocupação deve ser a clareza das informações. Fuja dos clichês, como fundo preto e fonte branca, com alguns toques em vermelho. Talvez o uso de cores complementares, em tons não vibrantes, seja uma boa alternativa.

TIPOGRAFIA
Na escolha das tipografias (forma escrita) permanece a convenção de “menos é mais”. Duas tipografias, sendo uma principal e outra complementar, é mais do que suficiente. Afinal, no cartão de visita do advogado moderno, o uso excessivo de tipografia pode influenciar na perda de identidade e, o pior de tudo, na confusão hierárquica. E nós queremos conquistar e não confundir nossos clientes potenciais, certo? ��
Informações

Lembra que a gente falou lá em cima sobre a importância de colocar os dados básicos no seu cartão de visita? Pois é. Para definir que dados são esses, pense por qual meio você gostaria de ser acessado pelos novos contatos. Linkedin? WhatsApp? Email? Site? Telefone? Depois, trace o caminho que você quer que a pessoa percorra a partir das informações registradas no cartão. Nenhuma informação além da trajetória imaginada precisa ser impressa ali.

REPETIÇÕES
O tamanho do cartão de visitas já indica que esse tipo de material foi feito para ser direto. Portanto, economize nas repetições. A sua marca gráfica não precisa aparecer mais de uma vez e nenhuma informação precisa ser replicada. Um design limpo, objetivo e atual é a cara do cartão de visita do advogado moderno.

RECURSOS VISUAIS
Os recursos visuais existem para dar um acabamento diferenciado e funcionam como um “charme” a mais para o seu cartão de visita. Por isso, escolha apenas um ou dois recursos para valorizar seu cartão. Unir verniz localizado, faca especial, tamanho alternativo, baixo relevo – tudo ao mesmo tempo – não é uma decisão nada moderna.

DICA EXTRA: COMO USAR SEU CARTÃO DE VISITA COM SABEDORIA?
Cartões de visita são trocados para dar continuidade à conversa e estreitar o relacionamento. Então, antes de entregar o seu cartão, estabeleça uma conversa interessante para que ele funcione como um convite para prolongar o papo. Quando for entregar o seu a alguém, deixe a parte da frente sempre posicionada para cima e voltada para quem o está recebendo.
E quando for a sua vez de receber o cartão de alguém, não o esqueça na bolsa ou na carteira. Assim que possível, salve os dados dos novos contatos no meio que você usa para tratar seus relacionamentos profissionais. Você pode, por exemplo, salvar o contato no seu celular, adicioná-lo no seu software para advogados e até procurar a pessoa no Linkedin ou no Facebook.
Fonte Aurum

CONTRATAÇÃO EFICIENTE: DOS PEQUENOS SERVIÇOS ÀS GRANDES OBRAS

A contratação de serviços é uma das principais causas de transtornos nos condomínios, mas é possível evitá-los com informação e medidas eficazes

Embora a contratação de serviços faça parte da rotina dos condomínios, é comum o surgimento de problemas, desde as manutenções do dia a dia até os grandes projetos.
Contratar profissionais e empresas para prestar serviços é uma das funções mais importantes dos síndicos, pois pode causar não apenas transtornos, mas também prejuízos financeiros aos condôminos. Para evitar esse tipo de situação, o advogado paulista Rodrigo Karpat, especialista em direito condominial, lista passos fáceis a serem seguidos, sendo o primeiro deles a verificação da real necessidade de realizar determinada manutenção ou obra.
Depois de avaliar essa necessidade, devem ser feitas três cotações para a obra, para então levar o assunto à assembleia – ou novamente, caso já tenha sido feita uma reunião prévia. Com a aprovação, o próximo passo é a pesquisa da empresa e de referências de pessoas que já adquiriram os serviços.
“Com a escolha, deve ser feito o contrato de prestação de serviços com base no que foi ajustado. Apenas após a assinatura do contrato é que a obra deverá ter início. E, dependendo da natureza dessa obra, o condomínio ainda poderá optar por contratar um engenheiro para acompanhamento”, explica Karpat.
Fazer uma boa pesquisa das empresas disponíveis e buscar referências também é o primeiro ponto de destaque para o advogado Alberto Luíz Calgaro. Segundo ele, são inúmeros os casos de contratempos, por isso é essencial que a escolha seja feita com cuidado. “A maioria dos problemas poderia ser evitada, ou ao menos amenizada, com cuidados básicos na hora de escolher e contratar o prestador de serviços”, frisa.
O advogado ainda sugere uma consulta no site do Tribunal de Justiça da cidade para conferir a situação da empresa, utilizando apenas o nome e o CNPJ. “A existência de uma ação não significa, necessariamente, que a empresa seja ruim, mas um mau prestador de serviços não dura muito tempo sem ser demandado em diversas ações judiciais”, diz Calgaro.
É recomendável também que o condomínio sempre contrate empresas com situação regular, “exigindo a emissão de notas fiscais, e, quando for o caso, realizando a correta retenção de impostos na hora dos pagamentos”, completa o advogado. Nesse quesito, Karpat chama a atenção para os profissionais autônomos. “Caso seja um prestador autônomo para pequenos reparos, ele deverá emitir um RPA (Recibo de Prestador Autônomo), com o devido recolhimento de 11% do INSS por parte do empregado e 20% por parte do empregador”, acrescenta.

Contrato detalhado: uma prática essencial
Escolhido o prestador de serviços, chega a hora de elaborar o contrato, outro ponto essencial destacado pelos dois advogados. “Deve-se sempre fazer um contrato, especificando ao máximo o serviço que será prestado, como o tipo do serviço, quantidades, qualidade dos materiais e produtos, além dos prazos para execução, valor total e das parcelas, forma de pagamento, entre outros. Quanto mais claro o contrato, melhor. Em caso de contratos de maior valor ou maior complexidade, é recomendável que o condomínio seja assessorado por um advogado. Prevenir é sempre melhor e mais barato do que remediar”, frisa Calgaro.
A forma de pagamento também é uma questão a ser detalhada no contrato, já que é comum a opção de parcelamento, principalmente no caso de obras maiores e que exijam várias etapas de serviços. “Deve-se definir em contrato as etapas a serem atingidas pelo prestador de serviços. Nesse caso, o condomínio deverá dividir o valor total do preço pelo número de etapas, vinculando o pagamento das parcelas ao efetivo cumprimento de cada etapa, deixando uma parcela para ser paga com o recebimento da obra pronta”, explica Calgaro.
“Por exemplo, a primeira parcela é sinal, a segunda parcela é contra a remoção do piso, a terceira parcela é contra a impermeabilização, a quarta parcela é no aceite da obra, a quinta parcela é 30 dias após o aceite. Prestações condicionais, como as informadas no exemplo, amarram o prestador de serviços, e, no caso de ação judicial, facilitam o processo”, acrescenta Karpat.
Alguns projetos ainda exigem que o profissional contratado seja técnico e devidamente habilitado junto ao Crea/SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), caso contrário, a obra é considerada irregular – e a probabilidade de problemas aumenta ainda mais. “A ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica) em obras é necessária, pois assegura o termo de responsabilidade técnica daquele que está executando, assim como que a execução ocorrerá de acordo com o projeto apresentado”, explica Karpat.

Responsabilidade mútua
Na contratação de prestadores de serviços, existem duas situações distintas relacionadas à responsabilidade do condomínio sobre os funcionários envolvidos. “No caso de contratação de empresa regular para realizar uma obra, por exemplo, não existe responsabilidade subsidiária pelo pagamento de salários de empregados. Nesse caso, há que se focar na segurança do trabalho, qualidade de materiais, entre outros”, detalha Calgaro.
Quando há contrato de terceirização, por sua vez, as responsabilidades do condomínio aumentam. “Há a responsabilidade subsidiária da parte trabalhista, e, portanto, a necessidade de o condomínio exigir a prévia comprovação dos pagamentos dos empregados, para, somente depois, efetuar o pagamento à empresa terceirizada”, orienta o advogado. “O condomínio também deverá exigir o comprovante de depósitos do FGTS e INSS de todos os empregados que prestam serviço, antes de realizar o pagamento do boleto mensal”, completa.
A responsabilidade mútua ainda inclui contratos firmados com empresa responsáveis pela limpeza de fossa, por exemplo, que é uma prática comum em Santa Catarina. “Via de regra, a responsabilidade pela operação é da empresa. Porém, caso o condomínio contrate uma empresa sem licença, com conhecimento da ilegalidade, poderá concorrer para o crime ambiental”, diz Karpat. Para serviços de dedetização, ainda é aconselhável verificar se a empresa possui experiência e bom conceito no mercado, além de conferir se os produtos utilizados possuem o devido registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
“Não são raros os casos de empresas que trabalham com produtos caseiros ou sem registro oficial, que podem ser ineficazes ou excessivamente tóxicos”, ressalta Calgaro, que não deixa de destacar novamente a exigência da nota fiscal, com as informações sobre o período de garantia da dedetização. “Bem como verificar se os empregados estão usando os equipamentos de proteção. Empresas sérias trabalham com produtos de qualidade, fornecem todos os EPI (Equipamento de Proteção Individual) aos seus empregados e fazem questão de demonstrar isso aos seus clientes. Se a empresa apresentar justificativas para não o fazer, desconfie”, finaliza o especialista.

O barato sai caro
A falta de referências da idoneidade da empresa e a falta de formulação de um contrato detalhado foram os dois motivos que levaram o condomínio Solar do Araguaia a ter problemas com o prestador de serviços. Segundo Leiri Remor, que assumiu o cargo de síndica quando o transtorno já havia começado, a intenção era apenas instalar claraboias no telhado da garagem e reformar uma porta do salão de festas e da entrada principal do edifício.
Logo na execução da primeira parte da obra, no entanto, os problemas já começaram. “O material usado na porta do salão de festas não foi o combinado. Tínhamos combinado de fazer as molduras em alumínio, mas ao invés disso, foram feitas em outro material e pintadas de cor prata. Material de quinta categoria, nem de segunda. E ainda tamparam todos os defeitos com cantoneiras”, relata a síndica, ao detalhar que as claraboias do telhado ainda resultaram em goteiras sobre os carros na garagem.
Com a insatisfação, o prestador voltou ao condomínio para fazer os reparos, mas a situação ficou ainda pior. “Ele mexeu quatro vezes e ficou com mais defeitos. Usou material de sobras, tudo muito mal feito”, contou Leiri, que decidiu sustar os cheques que havia dado previamente e cancelar a obra no portão de entrada. No entanto, 80% do serviço já haviam sido pagos e a empresa, que usou CNPJ de terceiro para emitir a nota, se recusou a refazer o projeto.
Segundo o advogado Calgaro, esse caso envolveu diversos erros: “a falta de um contrato escrito, a contratação de pessoa física que emite nota fiscal de uma terceira empresa e a entrega de cheques pré-datados. Com relação aos cheques, vale registrar que eles podem ser repassados a terceiros pelo prestador de serviços, gerando enorme dor de cabeça para o condomínio caso precise sustá-los, como ocorrido”, diz o especialista.
“Por isso, não é recomendável emitir cheques pré-datados, mas sim fazer constar no contrato a obrigação de pagamento da parcela no momento em que uma determinada etapa da obra for atingida, e somente após a emissão da respectiva nota fiscal. Por fim, com relação ao fato de o prestador de serviços ter emitido uma nota fiscal de outra empresa, é possível estudar a eventual responsabilização solidária da referida empresa com o profissional contratado”, completa.
Para evitar esse tipo de situação, o síndico profissional Ermildo Tadeu Rodrigues, do Condomínio Edifício Max Tower Business Center, em Coqueiros, opta por trabalhar com uma comissão de obras, “pois ela ajuda a elencar e fiscalizar. Elaboramos um descritivo com isso quando solicitamos os orçamentos, e o prestador já sabe o que tem de ser executado”, relata ele, que também busca sempre profissionais habilitados e contrata empresas que apresentem ART ou RRT. “Porque, além de ser norma técnica (ABNT), nos dão mais segurança durante a obra”.
Para o síndico, o principal indício de que a contratação de determinado profissional ou empresa poderá dar prejuízo começa pelo valor muito abaixo do mercado. Esse fator, aliás, foi um aprendizado relatado por Leiri. “É preciso desconfiar dos valores muitos baixos e fazer um contrato bem elaborado, sem adiantar o pagamento. Além disso, tem o ditado muito sábio que já se falava desde a época da minha mãe: o barato sai caro”.

Por Beatriz Carrasco
Fonte Karpat Sociedade de Advogados

5 MOTIVOS PARA MANTER O CADASTRO DE MORADORES ATUALIZADO


Em um condomínio organizado, obrigatoriamente, há de ter um cadastro de moradores bem feito. Não é tão difícil de imaginar que, por conta de cada dia aumentarem os riscos relacionados à insegurança, o cadastro de moradores de um condomínio passa a ter um papel preponderante no controle de acesso.
Outro aspecto importante é que os condomínios têm crescido muito. São centenas de moradores que entram e saem diariamente. Isso sem falar no pessoal de limpeza, como faxineiras e empregadas domésticas, visitas, empregados, pessoal da manutenção etc.
Fica fácil constatar a necessidade de atenção ao cadastro de moradores sempre atualizado como medida preventiva de segurança. Isso garante a tranquilidade, não só para o síndico – que ganha agilidade em contatar os condôminos -, quanto para toda a comunidade que, com certeza, se sentirá mais segura.

Tipos de cadastros de moradores

Cadastro básico:
Este ficará na portaria. Pode ser eletrônico, com uma base de dados e software próprio. Ou pode ser um livro controle específico, constando o nome do morador principal, seus dependentes e possíveis empregados na unidade.
Devem constar os números dos telefones e/ou celulares de cada um, além dos modelos e placas dos veículos da família.

Cadastro completo:
Este ficará exclusivamente com o síndico e garante o sigilo de informações. Neste, deverá constar, além do telefone e e-mails, os contatos de trabalho, documentos pessoais como CPF e RG e outros dados que se façam necessários em caso de urgência.
Independentemente dos tipos de cadastro, a sua realização adquire maior força caso seja aprovada pela assembleia dos condôminos. É possível, inclusive, estabelecer multas para quem se negar a prestar informações.

5 motivos para manter o cadastro de moradores atualizado
1.Garante o bom andamento da administração do condomínio;Os comunicados (e até mesmo as multas) podem ser encaminhados de forma facilitada se o síndico tiver os dados dos moradores sempre atualizados. Veja mais dicas para criar um canal de comunicação no condomínio que funcione.
2.Organiza o recebimento de correspondências e encomendas, itens de máxima responsabilidade até que sejam entregues a seus destinatários;
3.Não há uma obrigatoriedade de cadastro prevista no Novo Código Civil. Mas, se for preciso protestar um condômino inadimplente, por exemplo, o cadastro ajuda.Para uma ação de cobrança nos atrasos das taxas condominiais e/ou protesto, serão necessários os dados dos proprietários, como o CPF e outros. Para tanto, a realização do cadastro tem encurtado o caminho, já que às vezes fica difícil, e até impossível, obter as informações necessárias. O ideal é não precisar recorrer aos cartórios de registro de imóveis, uma opção mais cara e demorada.
4.No caso de vazamento de gás ou de água, é fundamental ter para quem ligar imediatamente. Isso é muito fácil de se obter com o devido cadastro;
5.Com o avanço da tecnologia, cada dia mais as pessoas se utilizam de serviços virtuais para efetuar pedidos de produtos, refeições, remédios, água mineral e tudo mais. Esse recebimento fica muito mais ágil com o cadastro atualizado na portaria.

Condomínio organizado: um cuidado importante!
Não raro tem se observado em muitos condomínios que a administração acaba por se esquecer de dar baixa nos moradores que se mudam. Com isso, o cadastro fica desatualizado e, consequentemente, se libera a entrada e circulação de pessoas que não fazem mais parte do condomínio.
O síndico deve ficar atento, ainda, à baixa do cadastro de quem não faz mais parte do rol de prestadores de serviço, empregados domésticos etc.
Fonte Tudocondo

8 PASSOS PARA FAZER A SUA REDE DE CONTATOS FUNCIONAR

Quer explorar ao máximo suas conexões profissionais? Confira regras para intensificar seu relacionamento com o mercado, segundo especialistas

Contatos: a chave para um bom networking está nas conexões emocionais

É comum ouvir no mundo corporativo a seguinte máxima: “não importa o que você sabe, mas quem você conhece”. No entanto, expandir conexões profissionais não é tão simples (nem tão rápido) quanto se pode imaginar.
Para a consultora empresarial Surama Jurdi, colecionar cartões é fácil. “O difícil é transformar contatos em relações”, alerta.
Diante disso, EXAME.com ouviu especialistas para definir alguns cuidados básicos para um networking com resultados reais e sustentáveis. Confira:

1 Invista em autoconhecimento
Quem é você? Quais são suas forças e fraquezas? O que você pode oferecer ao mercado?
É fundamental saber responder a essas questões para saber quais são os ambientes e quem são as pessoas de que vale a pena se aproximar.

2 Domine seu ambiente
Procure reconhecer as oportunidades e ameaças do seu entorno. De acordo com Carlos Felicissimo, diretor executivo do Group 4, você deve fazer tanto networking interno - isto é, para sua “sobrevivência” no seu emprego - quanto externo - no mercado de forma geral, visando a oportunidades de longo prazo. Invista no seu ambiente conhecido sem ignorar o mundo lá fora, e vice-e-versa.

3 Defina seus “alvos”
Tenha claros os seus objetivos com o networking. Quem você quer conhecer? Em que empresas ou setores você deseja ser conhecido? Que tipo de pessoas quer atrair para o seu círculo? Sem responder a essas perguntas, você perderá tempo e energia com conexões improdutivas.

Seja preciso em suas escolhas
Invista tempo e energia apenas em interações de qualidade. Para conseguir se relacionar com as pessoas certas, frequente eventos relevantes para a sua área de atuação e participe de fóruns e discussões na internet em que você pode se destacar como contribuidor.

5  Cuide de sua imagem
Com seus objetivos definidos, decida que perfil você quer transmitir de si mesmo. Você quer parecer um profissional maduro, sério e confiável? Ou prefere ser visto como alguém mais jovial, inovador e arrojado?
Cultive uma imagem coerente com os seus objetivos profissionais e adapte sua comunicação a esse padrão.

6  Procure cativar o outro
Saiba ouvir e fazer o outro se sentir acolhido. Para Surama Jurdi, a chave para um bom networking está nas conexões emocionais que você estabelece com os demais.
Manter um contato humano, pessoal e caloroso com o outro são atitudes capazes de despertar uma impressão favorável a seu respeito - e fazer toda a diferença lá na frente.

7  Explore tanto o ambiente online quanto o offline
Redes sociais como LinkedIn e Facebook ajudam a “azeitar” relacionamentos presenciais, e vice-e-versa.
É fundamental buscar um equilíbrio entre os dois universos para tirar proveito do melhor que cada um pode oferecer. Vale dar continuidade às suas interações por meio de diversos canais, do e-mail ao tête-a-tête.

8  Tenha paciência
Administre suas expectativas com base no seu tempo de experiência. Relações geralmente são construções de longo prazo – e, portanto, exigem esforço e persistência para funcionarem.
Preocupe-se menos com o número de contatos que você pode acumular hoje, e mais com a profundidade dos relacionamentos que serão importantes para você amanhã. A recompensa tarda, mas não falha.
Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

AUTO SABOTAGEM: SINTOMA COMUM ENTRE PROFISSIONAIS

Segundo especialistas, a chamada ‘Síndrome do impostor’ deve ser combatida com transparência

A “Síndrome do impostor” é fenômeno comum em profissionais com alto nível de expectativa quanto a seu desempenho. Eles estão sempre atribuindo seu sucesso a fatores externos, como sorte e bom relacionamento. Sabe aquela velha história do “eu estava no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas”? O que parece postura modesta pode mascarar um sentimento de insegurança que, mal administrado, desencadeia a autossabotagem.
— A síndrome também é chamada de fraude, porque quem sofre se considera uma farsa a ser desmascarada — explica a coach Vera Hirsch Pontes. — Mesmo quando há sorte, é preciso estar preparado para tirar proveito dela.
Segundo Vera, a síndrome foi identificada pela primeira vez nos anos 80, por uma pesquisa de comportamento feminino. O estudo mostrava a dificuldade das mulheres de se apropriarem do próprio sucesso. Mais tarde, diz a coach, descobriu-se que a postura era comum a homens e mulheres.

PROTEÇÃO CONTA INSUCESSOS
Algumas atitudes são sinal de alerta para o que pode vir a se tornar problema. A sobrecarga de trabalho por conta própria é um. Quando o profissional faz muito mais que o escopo de trabalho exige ou quando acha que tem que dominar todos os conhecimentos técnicos.
— Alguns ainda sabotam qualquer ação que precisem exercer, criando obstáculos e questionando possíveis erros, a fim de se proteger em casos de insucesso — explica Eva.
Especialistas estimam que 70% das pessoas, em algum momento da carreira, sofreram ou ainda sofrerão a síndrome do impostor, seja na empresa ou em propostas de mudança de emprego.
— No fundo, todo mundo tem a síndrome. O problema é como lidar com ela — afirma Raphael Falcão, diretor da Hays, empresa de recrutamento de cargos de alta e média gerência, acrescentando que a melhor forma de lidar com ela é através da transparência.
Segundo Falcão, num processo seletivo, é difícil encontrar um profissional com todos os requisitos que o cliente requer. Por isso, o candidato pode e deve indicar, sem drama, que ele não é ainda capaz de atender algumas demandas:
— 97% das empresas estão dispostas a desenvolver as pessoas que contratam.
É uma questão de potencial, explica Eva. A coach diz que ninguém está 100% pronto, mas as pessoas têm características que merecem aposta.
— O mercado está muito exigente, e não há espaço para dúvida, mas o profissional não pode lidar com o problema sozinho. A empresa deve ajudar. Responder “não sei" e buscar feedbacks são uma forma positiva de administrar a síndrome.
Fonte O Globo Online

TER AMIGOS INTELIGENTES, UMA DAS 10 DICAS PARA SE TORNAR MAIS ESPERTO E PRODUTIVO

Inteligência é um trabalho em andamento que pode ser maximizada com atividades diárias, diz estudo

Xadrez ajuda a desenvolver a inteligência e memória

Você pode até achar que a inteligência é algo adquirido. Ou algo que se alcança na juventude e depois não muda. Mas não é bem assim. Aperfeiçoar o cérebro e tornar-se mais produtivo é uma questão de trabalho contínuo e não está diretamente ligado a um comprometimento enorme de tempo e energia, aponta pesquisa feita com empresários e executivos pelo site de perguntas e respostas Quora.
Segundo o estudo, tornar-se mais produtivo e esperto não significa necessariamente voltar para a escola ou trocar toda a biblioteca com livros de temas superprofundos — embora ler seja um ótimo combustível para a mente. A “Times” reuniu dez pequenas atitudes diárias deste levantamento que podem melhorar significativamente a potência mental e, consequentemente, o desempenho profissional.

1. Saiba usar seu tempo on-line
Seus intervalos on-line não precisam ser somente para checar as redes sociais ou publicar fotos diárias do seu animal de estimação. A internet também funciona como uma grande fonte de pesquisa para cursos on-line, vídeos motivadores profissionais e para melhorar o vocabulário. Substitua alguns minutos de postagens irrelevantes com algo mais nutritivo mentalmente.

2. Anote o que você aprende
Não precisa ser nada longo, mas reservar alguns minutos do dia para refletir sobre o que você aprendeu é um bom estímulo ao cérebro. “Escreva 400 palavras por dia sobre coisas que aprendeu”, sugere a professora de ioga Claudia Azula. Mike Xie, pesquisador da Bayside Biosciences, concorda: “Escreva sobre o que você aprendeu”.

3. Faça uma lista das realizações
Grande parte de inteligência vem da confiança e felicidade. Uma dica é parar de anotar tudo o que você não fez e, ao invés disso, fazer uma lista do que você já conseguiu realizar. A ideia da “lista do que foi feito” é recomendada pelo empresário Marc Andreessen, co-fundador da Netscape Communications Corporation.

4. Jogue
Jogos de tabuleiro e quebra-cabeças não são apenas diversão, mas também uma ótima maneira de exercitar seu cérebro. Segundo Xie, jogos ajudam a exercitar sua memória de trabalho. Mas o segredo é jogar sem a ajuda de livros ou pessoas.

5. Tenha amigos inteligentes
Pode ser duro com a sua autoestima, mas sair com pessoas mais espertas do que você é uma das maneiras mais rápidas de aprender. “Mantenha uma empresa inteligente. Lembre-se de que o seu QI é a média das cinco pessoas mais próximas com as quais você sai”, afirma Saurabh Shah, gerente de contas do Symphony Teleca. “Cerque-se de pessoas mais inteligentes e seja sempre humilde, disposto a aprender”, orienta o desenvolvedor Manas J. Saloi.

6. Leia muito
Leitura é, definitivamente, essencial. As opiniões variam sobre qual é o material mais indicado para o desenvolvimento da inteligência, se é a leitura diária de assuntos leves ou mais teóricos. Um ponto é fato entre os especialistas e todos concordam: a quantidade é muito importante. Portanto, leia muito.

7. Ensine aos outros
“Se você não consegue explicar de forma simples, você não entende bem o suficiente”, disse Albert Einstein. E a pesquisa concorda que ensinar é uma excelente maneira de memorizar. Certifique-se de que você realmente aprendeu e que a informação está em sua memória tentando ensinar aos outros. Se conseguir, é porque, de fato, aprendeu mesmo.

8. Experimente coisas novas
Você nunca sabe o que vai ser útil antes do tempo. Só precisa experimentar coisas novas e esperar para ver como elas se conectam com o resto de suas experiências mais tarde. Shane Parrish, do blog Farnam Street, conta a história de aula de caligrafia de Steve Jobs. Segundo ele, depois de abandonar a escola, o futuro fundador da Apple, tinha tempo livre e decidiu fazer um curso de caligrafia, o que parecia irrelevante no momento. Mas as habilidades de design que Jobs aprendeu foram mais tarde usadas ​​na criação dos primeiros Macs. “Para ter pontos a serem conectados, você precisa estar disposto a tentar coisas novas, mesmo que elas não pareçam imediatamente úteis ou produtivas”, diz Parrish.

9. Aprenda um novo idioma
Você não precisa se tornar rapidamente fluente ou morar em um país estrangeiro para dominar o idioma de sua escolha. É possível fazer isso da sua mesa, através de cursos online, e ainda colher os frutos mentais. “Aprenda uma nova língua. Há um monte de sites gratuitos para isso”, diz Saloi.

10. Tire um tempo ocioso
Ter um tempo livre para pensar e ficar em silêncio é uma estimulação mental, além de ajudar na memória. Pode ser sentada, correndo, enfim, o importante é ter um momento seu para digerir tudo o que tem absorvido.
Por Times
Fonte O Globo Online

domingo, 5 de abril de 2026

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

PAI NOSSO


É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário da Alta Mesopotâmia, (séc. VI aC.), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos. Jesus sempre falava ao povo em aramaico.
A tradução direta do aramaico para o português, (sem a interferência da Igreja), nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.

Pai Nossoem Aramaico transliterado

"Abvum d'bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d'bashimáia af b'arha
Hôvlan lácma d'suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L'haiabéin
Uêla tahlan l'nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN."

Tradução do Pai Nosso a partir do Aramaico
"Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos!
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM."

SALMO 23

O CURRÍCULO DE UM GRANDE MÉDICO E AMIGO

THE WORKING WEEK

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

ÓTIMO DOMINGO PARA VOCÊ!

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

sábado, 4 de abril de 2026

SAIBA COMO IDENTIFICAR SE O SEU GATO ESTÁ COM DOR


Costumamos pensar que os gatos são animais muito resistentes. Mas a verdade é que os gatos são mestres na arte de dissimular os sinais de dor. Por essa peculiaridade, é difícil perceber que os felinos estão sofrendo.
Veja dicas para identificar quando seu gatinho está sofrendo com dores. Lembre-se: em caso de qualquer alteração de comportamento que indique dor no animal, procure um veterinário urgente.

Sinais de dor em gatos Como identificar demonstrações associadas à artrose
Uma das principais causas de dor nos gatos é a artrose, uma patologia que, como acontece com os humanos, consiste em um desgaste da cartilagem articular. Caso o gato a tenha, mostrará os seguintes sinais de dor:

Relutância ao movimento (não querer se mover)
Muitos gatos que se encontram doloridos por problemas musculares e esqueléticos evitam mover-se na medida do possível Mas, com determinada idade, a tendência a se moverem o suficiente pode estar indicando que o gato sofre de artrose e não que está algo “apático”. Ao contrário dos gatos, os cachorros “dizem-nos”, uma vez que acompanham os nossos passeios, momento no qual se põe em evidência qualquer desconforto ao caminhar. Os gatos optam por suprimir o que lhes produz dor, não subindo para o seu móvel favorito, por exemplo, e limitam o seu deambular cotidiano.

Deposições fora da caixa de areia
Quem trata de forma habitual com gatos associa isso a um castigo perante a nossa ausência ou mudança de móveis, por exemplo. Mas por vezes, o nosso felino não consegue ter acesso à caixa de arei devido às dores. É por isso que uma revisão física do gato é imprescindível, antes de pensar que mudou o seu comportamento só porque sim.

Prolongamento dos tempos de descanso
O último dos sinais de dor em gatos relacionados com a artrose é que se acomodam longos períodos de tempo nas suas camas. É habitual não darmos importância ao tema se temos gatos idosos, porque pensamos que já têm uma certa idade e que sempre gostaram muito de tirar os seus cochilos. É importante realçar que eles passam entre 14 a 16 horas diárias descansando, mas se o fazem em momentos que não faziam antes pode tratar-se de um sinal de dor.

Como saber se o meu gato tem dor por artrose?
Podemos saber isso principalmente observando o seu comportamento atual e avaliando se mudou alguma coisa, desta forma consegue obter muitas pistas. Por exemplo, se o gato costumava saltar para a mesa, saltar para o arranhador ou correr todas as noites pelo passeio um bom bocado e leva algum tempo sem o fazer, será o momento de recorrer a uma revisão veterinária.

Falta de asseio e de marcar território
Quando um gato sente algum desconforto, uma das rotinas diárias que mais se vê afetada é, sem dúvida, a sua higiene. No entanto, não é a única coisa a que temos que prestar atenção para averiguar se o gato tem algum tipo de dor.

Falta de asseio
Existem gatos mais meticulosos que outros na sua higiene diária, mas se o nosso gato costumava passar um certo tempo se limpando e se ultimamente anda meio descuidado neste aspeto, pode ser um sinal de mal-estar. O pelo fica pouco lustroso, eriçado, e até um pouco áspero.

Não marca território
Marcar território diariamente, como por exemplo afiar as unhas e esfregar as mandíbulas, é um dos hábitos que se pode ver afetado ou suprimido caso o gato sinta alguma dor.

Outros sinais de dor em gatos Protrusão da membrana nictitante (vemos uma membrana branca no olho)
Os gatos e cachorros têm uma membrana esbranquiçada que podemos chamar de “terceira pálpebra”, embora seu nome seja membrana nictitante. Em condições normais não se vê, mas quando o gato se encontra apático, dolorido ou febril, podemos vê-la no felino com os olhos abertos, sendo estes sintomas, claros sinas de que algo não está bem.

Sialorreia (excesso de saliva)
Muitas vezes a dor nos gatos está relacionada com alterações na boca e, embora o felino mantenha uma atitude mais ou menos normal e se interesse pela comida, é-lhe impossível deglutir. Isto provoca a saída constante de saliva e a peregrinação constante ao comedouro, embora não consiga se alimentar corretamente.

Agressividade
Também pode ser comum em problemas de comportamento ou estresse, mas alguns gatos reagem de forma agressiva diante de certos estímulos como sinal de dor (por exemplo, um carinho), manifestando comportamentos que parecem de ataque.
Se o seu gato costumava ser carinhoso e dócil e agora tem uma atitude arisca quando tenta interagir com ele, vá ao veterinário para descartar qualquer problema de saúde.

Vocalização excessiva
Existem gatos mais “faladores”, por exemplo os siameses, mas se o gato mia com mais frequência que o normal e sem motivo aparente, poderá ser uma alerta de que alguma coisa está acontecendo. Costuma ser mais um sinal de dor emocional, mas em algumas ocasiões pode estar relacionado com a dor física.

Posturas antiálgicas (posições que diminuem a dor)
Não é exclusivo dos cachorros, embora seja neles e em outros animais que as costumamos ver. Ps gatos são mais discretos em tudo o que se refere a manifestar sinais de dor, mas quando esta atinge mais intensidade, podemos encontrar o nosso gato curvado, ou pelo contrário, esticado com as patas dianteiras como se fosse um despertar contínuo. Tal como quando os humanos sentimos cãibras no abdômen tendemos a nos encolher, podemos encontrar o nosso felino adotando as mesma posições. Costumam ser does viscerais e as alterações neste caso costumam ser notadas antes que o felino tenha que adotar estas posturas.
Estes detalhes fáceis de observar, podem ajudar-nos a identificar os sinais de dor no gato. Como sempre, cada gato é um mundo, e do mesmo modo que não há humanos iguais, não há duas formas iguais de manifestar dores nos felinos, nem em algum outro ser.
Com estes breves conselhos e dos dados que se podem recolher no dia a dia (falta de apetite, problema para urinar, etc), o veterinário poderá definir os exames oportunos de modo a poder aliviar a dor no gato.

Por Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA
Fonte Perito Animal