sexta-feira, 3 de julho de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

SEXTA-FEIRA ABENÇOADA!

quinta-feira, 2 de julho de 2026

AMANHÃ É SEXTA-FEIRA

HUMILDADE - O VERDADEIRO SENTIDO DE SER HUMILDE

 
Humildade - Pratique a humildade em seu dia a dia

Nesses tempos globalizados em que vivemos, a palavra humilde teve seu significado distorcido e, hoje, equivale a pobreza de espírito, ignorância e fraqueza. Sentidos que, na realidade, ela não possui, pois “humilde” vem do latim húmile e etimologicamente quer dizer baixo, rente com a terra.
De acordo com os hebreus, humildade é modéstia e reconhecimento – oriunda do termo hebraico hoda’a, que quer dizer “muito obrigado” a Deus. A humildade, ao contrário do que muitos pensam, não significa depreciar a si mesmo nem ver com ignorância o que somos, mas justamente o inverso, é o conhecimento exato do que não somos, é a aceitação plena dos próprios defeitos e qualidades sem a necessidade de invocar a vaidade.
A verdadeira humildade é vista apenas nos processos mais avançados de autoconhecimento, é aquela em que o homem tem plena consciência de quem ele é – de suas habilidades, qualidades e defeitos –, compreende, assim, a natureza de sua inferioridade e reconhece seus limites. No entanto, isso não o aflige, pois ele se esforça para atingir a excelência na busca incessante de seu aperfeiçoamento físico, mental e espiritual.

Praticando no dia a dia
A humildade é a coragem de assumir que “posso estar errado” e exige a responsabilidade de aprender com as experiências e conhecimentos disponíveis ao seu redor. De acordo com a filosofia judaica, se a tolerância é o motor da vida, a humildade é o seu combustível.
Juan Luis Lorda, professor de antropologia na Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, na Espanha, diz que quem ama a verdade procura formar a consciência: conhecer os princípios morais, pedir conselhos às pessoas certas e com experiência e não considerar humilhante ser corrigido. De fato, os outros nos observam com mais objetividade que nós mesmos. Além disso, é necessário tirar a experiência dos próprios atos, examinar-nos com frequência (diariamente) e corrigir nossos erros. É preciso ser humilde para reconhecer as falhas e retificá-las – e isso nos dará uma grande sabedoria e capacidade de ajudar os outros.
Sendo assim, o autoconhecimento é a base da humildade. E um exemplo inverso disso é a declaração de um jogador de futebol, o português Cristiano Ronaldo, no fim de 2008: “Eu sou o primeiro, o segundo e o terceiro melhor jogador de futebol do mundo”.
Quantos supostos Cristianos Ronaldos nós conhecemos na empresa e no mundo? Aquelas pessoas que acham que resolvem tudo sozinhas. Experimente colocá-lo num jogo em que somente ele integre o time. Humildade é trabalho em equipe, é reconhecer que o outro também é uma peça fundamental de seu sucesso, é aceitar que você não é perfeito tanto quanto o outro e, por isso, não deve julgar indiscriminadamente quem está ao seu redor.
Existem pessoas que nunca estão satisfeitas com nada, são eternas caçadoras de falhas e erros. Certa vez, li em uma revista a seguinte declaração: “Caso você encontre quaisquer erros nesta revista, por favor, lembre-se de que eles foram colocados ali de propósito. Tentamos oferecer algo para todos. Alguns indivíduos estão sempre procurando erros, e não desejamos desapontá-los”.

6 dicas para praticar a humildade
1. Admitir que você não é o dono da verdade nem sabe tudo.
2. Ouvir os outros com atenção, pois qualquer pessoa pode lhe ensinar alguma coisa.
3. Não confundir humildade com humilhação.
4. Ter coragem, porque humildade não é para covardes e fracos. Somente os fortes conseguem alcançá-la.
5. Enxergar os pontos fortes, e não somente os fracos das pessoas ao seu redor.
6. Possuir sensibilidade a fim de perceber e disponibilidade para servir.

Por Roberto Recinella
Fonte Motivação Online

COMO BOLAR UM PLANO B PARA CRISES E FRACASSOS

Veja como evitar prejuízos prevendo riscos e montando estratégias para contornar situações como uma falência, desemprego ou uma gravidez inesperada

Pensar em possíveis prejuízos pode não ser agradável, mas é a melhor forma de evitar que eles ocorram ou mesmo minimizá-los. Ninguém quer ficar desempregado, enfrentar uma alta do dólar com uma viagem marcada para os Estados Unidos ou ir à falência, mas essas situações não escolhem suas vítimas. Nestes casos, duas estratégias podem minimizar os danos: ter sempre em mente um plano B e fazer um gerenciamento de riscos, isto é, refletir com antecedência sobre todas as possibilidades, sejam elas positivas ou negativas.
"Quem não tem uma estratégia prevista para uma situação de crise pode entrar em desespero procurando opiniões na internet, ou mesmo com um vizinho, e acaba tomando uma decisão emocional, que pode ser desastrosa", diz André Massaro, especialista em finanças pessoais da Moneyfit e trader independente.
Veja a seguir como se preparar para seis crises inesperadas: desemprego, alta de dólar com uma viagem marcada, gravidez inesperada, desvalorização de um imóvel, falência e processos em função de erros profissionais.

Desemprego
O desemprego pode afetar tanto um Steve Jobs, quanto qualquer outro profissional, mas nem todos se preparam para isso. Especialistas recomendam que seja feito um colchão financeiro de emergência, ou seja, uma reserva de dinheiro capaz de manter o padrão financeiro do profissional no caso de ele ficar desempregado. Alguns dizem que o ideal é uma reserva que cubra um ano de despesas, outros sugerem seis meses. “Na minha opinião deve-se pensar em uma reserva para doze meses, que cobre 80% dos casos. O cálculo do quanto deve ser reservado para cada mês inclui todos os gastos, até o presente de Natal e o cafezinho”, explica o consultor financeiro Mauro Calil.
Se o colchão financeiro não foi constituído e a demissão acontecer, entra então a estratégia de pensar em um plano emergencial. É importante que seja realizado um planejamento para a nova situação financeira. Em primeiro lugar, deve-se verificar qual é o valor do seguro-desemprego, da rescisão trabalhista e o saldo no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
O seguro-desemprego é válido para trabalhadores demitidos sem justa causa e o valor do benefício varia de 622 reais a 1.163,76 reais, de acordo com a média dos últimos salários anteriores à demissão. Já o valor da rescisão é calculado com base no último salário recebido, levando em conta o tempo de empresa, o motivo da demissão, a forma como foi feito o aviso prévio e se as férias estavam vencidas ou não. E o saldo do FGTS pode ser sacado em caso de demissão sem justa causa e corresponde ao valor acumulado pelos depósitos mensais efetivados pelo empregador, equivalentes a 8,0% do salário pago ao empregado.
Contar com estes recursos pode ajudar, mas um corte de gastos também deve entrar no planejamento. Se estas medidas não forem suficientes, muitas vezes é melhor abrir mão de investimentos que não tenham sido feitos com a finalidade de suportar uma situação de emergência, como uma aplicação que tinha como objetivo a compra de um novo imóvel. Será melhor do que contrair dívidas, já que um empréstimo normalmente tem taxas de juros muito mais altas do que o rendimento de uma aplicação.
Se ainda assim não for possível arcar com as despesas, entram algumas medidas mais duras. “A pessoa que tem bens, tem que praticar o desapego e abrir mão do patrimônio, vendendo o carro ou se mudando para uma casa menor antes de partir para o pedido de empréstimo”, orienta André Massaro.
Ele acrescenta que o desempregado deve lançar mão do empréstimo como último recurso, caso ainda haja necessidade de mais renda mesmo após a venda dos bens. Massaro explica que as instituições financeiras são menos propensas a oferecer crédito a pessoas desempregadas, pois as chances de inadimplência neste caso são maiores. Então, a última opção seria recorrer a familiares e amigos. “Esta é a última alternativa, pois cada vez que se pede dinheiro emprestado para amigo ou parente é um crédito que se perde com aquela pessoa”, afirma Massaro.

Gravidez inesperada
Segundo Mauro Calil, um filho representa, no mínimo, um adicional de 15% nas despesas no orçamento de um casal. No sentido financeiro, a parte boa deste imprevisto é que o período da gestação permite que haja alguns meses de planejamento até a chegada do bebê. “Neste tempo é possível realinhar as verbas para as despesas e cortar alguns gastos”, diz Calil.
André Massaro recomenda também que os pais busquem meios de aumentar a renda para que seja possível arcar com o novo padrão financeiro que o filho exigirá. “Os pais devem buscar uma pós-graduação ou algo que faça o currículo se tornar mais valioso. O aumento da renda pode ser difícil, mas eles têm que ir atrás do mesmo jeito para se adequar à nova responsabilidade”, afirma.
Recomenda-se que os pais invistam o dinheiro reservado para os gastos com a chegada do bebê em uma aplicação de renda fixa. Com a Taxa Selic a 8,5%, a poupança pode ser a aplicação mais vantajosa no curto prazo, e os CDBs, Tesouro Direto e fundos DI, são mais vantajosas no longo prazo (mais de um ano de aplicação). Quando existe um objetivo definido para o valor investido, no curto prazo, não se deve aplicar em renda variável, porque o investimento pode gerar algum prejuízo. Em uma compra de ações, por exemplo, se a chegada do bebê coincidir com um momento de baixa da Bolsa, os pais podem correr o risco de ter que resgatar o dinheiro em um momento em que as ações estejam desvalorizadas, perdendo parte do valor investido inicialmente.
É muito importante que os pais verifiquem se o plano de saúde da mãe tem cobertura obstétrica - ou seja, se inclui as consultas de pré-natal e o parto -, e se já foi cumprido o período de carência. Normalmente, o plano só cobre o parto se ele acontecer pelo menos 10 meses depois da assinatura do contrato.
Se o plano de saúde não fizer a cobertura, as despesas médicas devem ser a prioridade no planejamento, uma vez que são os gastos mais importantes e urgentes. Se o corte de gastos ou a tentativa de aumento de renda não cobrirem estas despesas, os próximos passos são os mesmos da situação de desemprego. Os pais devem vender algum patrimônio ou utilizar os recursos investidos em aplicações antes de pedir empréstimos.

Alta do dólar com viagem marcada
Prever a alta do dólar e de outras moedas é algo bastante difícil até mesmo para especialistas. Por isso, é sempre bom se prevenir sobre um efeito de valorização para que a viagem não seja prejudicada. “A moeda tem que ser comprada o quanto antes, não importa o valor, porque dependendo do tamanho da valorização futura, a pessoa pode ser obrigada a cancelar a viagem. Comprando logo, pelo menos já se sabe a taxa certa. Se cinco minutos depois o dólar cair, aí paciência, o câmbio é uma loteria”, diz André Massaro.
Além de comprar a moeda com antecedência, outra forma de se proteger contra a valorização do dólar é o investimento em um fundo cambial. O dinheiro investido neste tipo de aplicação é convertido em dólares e flutua de acordo com as variações da moeda americana, assim evita-se qualquer perda frente a uma valorização. Veja como funciona a aplicação em um fundo cambial.
Se, no entanto, ocorrer uma alta e a moeda não tiver sido comprada, então as alternativas que restam seriam gastar mais dinheiro do que o previsto, encurtar a viagem, postergá-la ou mudar o destino.
Se você quiser viajar de qualquer jeito, mas aumentando os gastos, deve atentar à forma de pagamento. Se para arcar com os custos for necessário utilizar o cartão de crédito, o consumidor deve ter em vista que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide em pagamentos com cartão de crédito internacional é de 6,38%, acima dos 0,38%, cobrados em operações normais de câmbio. Além disso, as taxas cobradas no rotativo do cartão de crédito são bem altas.
Calil explica que se os gastos previstos não couberem no orçamento, o mais recomendável seria então mudar a data da viagem, cancelá-la ou mudar o destino. “Se a viagem previa passar pelos Estados Unidos e Canadá, concentre-se apenas no Canadá”, diz. Ou talvez fazer uma viagem doméstica, paga em reais, seja o melhor caminho.

Falência
Os empresários têm algumas possibilidades antes que o juiz decrete a falência da empresa. Um dos principais planos B neste caso, são os mecanismos da recuperação judicial. Eles suspendem o pagamento imediato das dívidas e estabelecem um novo plano de pagamentos em comum acordo com os credores. Este plano é aprovado e homologado por um juiz, o que permite à empresa se reestruturar para pagar seus credores e posteriormente até mesmo se reerguer.
Muitas vezes o que se consegue obter é uma separação da parte boa e da parte ruim da empresa, e uma venda a interessados que possam dar uma solução de continuidade ao negócio. A recuperação pode dar mais condições para a empresa devedora se reerguer, em especial porque quem concede o crédito para a companhia na fase de recuperação judicial tem prioridade no pagamento posterior.
Caso seja decretada a falência, a empresa é encerrada, e um síndico apura os bens remanescentes - imóveis, veículos, máquinas, ferramentas e assim por diante. Todo o patrimônio é levado a leilão para que o valor apurado seja destinado aos credores, aos empregados, aos fornecedores, aos bancos e aos governos estadual, municipal e federal.
Segundo Carlos Mastrobuono, sócio do escritório Walfrido Jorge Warde, o melhor a se fazer no caso de uma falência seria buscar um acordo amigável com os credores. Mas, se não houver acordo, então o caso é decidido por meio de um processo judicial, e o juiz decidirá como será feito o pagamento. Em alguns casos, o juiz pode chegar até mesmo a bloquear o patrimônio do empresário. “Se a empresa praticou atos contrários à lei, os sócios são responsabilizados e podem ter seu patrimônio particular comprometido”, explica.
Uma falência pode trazer prejuízos astronômicos, sobretudo se os sócios forem responsabilizados particularmente. Por isso, a principal orientação neste caso é manter sempre em vista os riscos do negócio para que seja possível prevenir ao máximo uma falência.
Conrado Navarro, sócio-fundador da consultoria Dinheirama, destaca algumas das principais situações que levam uma empresa à falência e que devem ser evitadas: “Gastar com projetos e decisões ainda não avaliadas, confundir gastos pessoais com gastos da empresa - que é o principal problema dos pequenos negócios -, estabelecer prazos de venda sem levar em conta o capital de giro e usar muitos recursos de terceiros são alguns dos fatores fundamentais que devem ser pensados”, diz.

Desvalorização de um imóvel
J.R.T. é proprietário de uma casa que fica próxima ao estádio do Morumbi. Ele conta que depois do anúncio da construção da estação de metrô na região sua casa sofreu uma desvalorização de 50%. “Minha casa valia 1.000.000 de reais e agora, como este metrô deve passar em uma altura que deve acabar com a vista, ela está desvalorizando e agora vale 500.000 reais”. J.R. pretendia vender o imóvel quando os filhos saíssem de casa para reservar parte do valor para a aposentadoria.
Mauro Calil explica que neste tipo de situação, o proprietário deve primeiramente buscar alternativas para o imóvel ou tentar fazer um bom negócio, seja transformando-o em um ponto comercial ou vendendo-o a uma empresa que considere benéficos os projetos previstos para a região. “Um amigo meu morava em uma ótima casa, mas foi construída uma faculdade encostada na parede dele. Para não perder dinheiro com a desvalorização do imóvel, ele inaugurou uma rotisserie no local e obteve bons resultados com o negócio”, diz.
Se não houver este tipo de alternativa, Calil orienta que o proprietário não fique pensando no valor que pagou pelo imóvel, uma vez que isso não fará diferença na venda, e que ele procure vender a propriedade o quanto antes, para que o prejuízo seja o menor possível.

Processos em função de erros profissionais
Profissionais que correm risco de serem processados, como médicos, dentistas, engenheiros ou advogados, podem contratar um seguro de Responsabilidade Civil. O seguro protege o cliente no caso de uma ação judicial por danos causados ao meio ambiente, à saúde dos consumidores e outros eventuais processos.
Segundo Mauro Calil, pouquíssimos profissionais contratam este tipo de seguro. “Dependendo da apólice, ele pode cobrir processos que cheguem a até 500.000 reais e custa algo como uma garrafa de vinho por mês, algo factível com essas classes de profissionais”. Calil acrescenta que no Brasil a população em geral não costuma se prevenir para riscos, mesmo que a prevenção seja simples, como neste caso.
Por Priscila Yazbek
Fonte Exame.com

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

A VIDA É UM SOPRO

MULHER SEGURA

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ELEGÂNCIA SEM DOR


Dores nas costas, nos ombros, no pescoço e dor de cabeça insistente. "A causa pode estar dentro da sua bolsa", alerta o quiropraxista Felipe Trindade, de São Paulo. Grande ou pequena, o segredo é aliviar o peso que você leva dentro dela. O especialista também mostra a maneira correta de carregar esse acessório para evitar alterações no equilíbrio da postura que desencadeiam desconforto e dor.

1. Faça uma faxina na bolsa periodicamente eliminando o que for desnecessário.

2. Prefira uma bolsa com alça longa e ajustável, que passe por cima da cabeça e cruze a frente do corpo.

3. Coloque celular, chaves e outros objetos de uso frequente nos compartimentos na parte da frente da bolsa. Assim, quando for alcançá-los, você não precisa se esticar muito ou fazer movimentos bruscos, evitando o risco de mal jeito nas costas ou no pescoço.

4. Carregue o laptop ou o tablet em uma mochila, apoiada nos dois ombros. Isso evita sobrecarregar só um lado do corpo.
Por Yara Achôa
Fonte Boa Forma

APRENDA...

terça-feira, 30 de junho de 2026

TÉCNICAS PARA SER UM EXCELENTE ADVOGADO NEGOCIADOR

O advogado negociador é aquele que usa técnicas de negociação e resolução de conflitos para fechar os melhores acordos em nome dos clientes e organizações

Negociamos diariamente, ainda que não saibamos que estamos negociando. Na vida privada, negociações são feitas com parceiros, com filhos, com sócios. Essas são chamadas de negociações internas. Outras vezes, quando negociamos em nome de alguém ou alguma organização, são negociações externas.
Na advocacia, nos deparamos diversas vezes com essas negociações externas, onde representamos o cliente, seja ele uma organização ou uma pessoa física.
Entretanto, para ser reconhecido como um bom advogado negociador, é necessário saber além da lei, doutrina e jurisprudência. É preciso conhecer as técnicas de negociação, e são elas que abordaremos nesse artigo.

A importância do advogado negociador
Qualquer que seja o ramo de atuação no direito, a negociação está presente. Geralmente, a primeira negociação que fazemos é do contrato de serviços advocatícios.
Se formos contratados para atuar em um processo, negociaremos em uma audiência de conciliação, muito provavelmente. Se for para elaborar um contrato, negociaremos os termos do contrato. E por aí vai…
Independente do tipo de negociação, existem aspectos chaves os quais o advogado necessita dominar, como estratégia, preparação, barganha e administração de tempo.
As técnicas de negociação para advogados fazem a total diferença. É o que faz o contrato ser ou não fechado, o que pode gerar uma margem maior de lucro ou até mesmo resolver um conflito.
Em tempos de isolamento social, temos visto a importância desse processo de comunicação. Isso porque diversos pactos têm sido descumpridos em virtude do cenário turbulento, aumentando a demanda por profissionais capacitados para negociar.
E sabe o melhor? A habilidade para se tornar um bom advogado negociador pode ser aprendida. Afinal, a negociação efetiva é composta pelas ferramentas certas.

Como ser um advogado negociador
Em um primeiro momento é importante levar em consideração a preparação necessária para negociar de maneira eficaz. No geral, é comum que advogados se preparem para as negociações estudando somente as leis que regem aquela determinada situação.
Apesar de ser muito importante saber quais normas incidirão ao caso, existem outras questões que devem ser aferidas bem antes de se trazer à mesa de negociação a legislação, jurisprudência e afins. Existe um momento específico para levantar essas questões da ancoragem, como falaremos mais adiante.
É comum que o advogado tenha uma linguagem mais assertiva e “vá direito ao ponto” por assim dizer. Contudo, é necessário construir a ponte antes de atravessá-la. Essa ponte é a comunicação efetiva com a outra parte.

Três dimensões da negociação na advocacia
Toda negociação é composta de três dimensões que devem ser levadas em conta pelo advogado ao se preparar: pessoas, problema e processo.

Dimensão das pessoas
As pessoas são as partes envolvidas na negociação, seja aquelas que estão “na mesa” negociando, ou aquelas que não estão presentes, mas fazem diferença para o acordo ou para a implementação do mesmo.

Relacionamento entre os envolvidos
Em um primeiro momento é importante entender se estamos diante de uma relação de longo prazo, que necessariamente precisa ser mantida, como é o caso de uma relação de família ou até entre parceiros empresariais, ou se não existe uma “relação”, como no caso de uma demanda consumerista.
Isso vai fazer toda a diferença na abordagem do advogado negociador, pois no primeiro caso é preciso restabelecer a relação e levar em conta o longo prazo.
Além disso, é preciso considerar duas situações que podem ocorrer: você não conhece a outra parte, ou conhece e já teve algum problema com ela ou com seu representante.
Na primeira situação, lembre-se: a primeira impressão é a que fica. É importante sempre chegar com tempo para se apresentar de forma adequada, e construir o rapport (criar uma relação) antes de entrar na substância da negociação. Talvez um papo furado ajude. Exemplo: “E aí doutor, o que senhor tem feito se divertir?”, entre outros.
Na segunda opção você conhece a pessoa. No entanto, existiu um problema entre vocês no passado ou com o advogado que a está representando. Nesse caso, a depender do problema e se estiver negociando em nome de alguém, considere um substituto.
Caso não seja um problema grave, ou não tenha como ser substituído, é preciso estudar a melhor forma de restabelecer a relação. Levar um presente, pedir desculpas, ou os dois.
Por fim, lembre-se de nunca subestimar o outro lado.

O mandato
Quando negociamos na condição de advogados, estamos representando o interesse de outra pessoa que nos contratou. É comum também que a outra parte esteja representada por um advogado. E isso é importante por quê? Porque são os representados que darão a palavra final.
Nesse sentido, é importante em um primeiro momento você definir de forma clara o seu mandato, ou seja, até aonde você pode ir? O que o seu cliente não quer de forma alguma e o que ele quer a todo custo? Se, por exemplo, você está negociando uma quantia que seu cliente terá que desembolsar, a pergunta seria: até qual quantia posso fechar um acordo?
Lembre-se que na advocacia é muito importante respeitar os limites da sua representação. É melhor não ter acordo do que ultrapassar os limites do mandato.
Da mesma forma, o seu objetivo é saber quais os limites do mandato recebido pela outra parte para saber se existe uma zona de possível acordo.

Stakeholders
Os stakeholders são partes interessadas que, apesar de não estarem na mesa, devem ser levadas em conta no momento da negociação, ou porque tem poder de influenciar a decisão ou porque podem auxiliar ou atrapalhar na implementação do acordo.
Na dimensão das pessoas, considere quem influencia o conflito somente quem te contratou ou outra pessoa que não necessariamente está presente. Para descobrir isso, faça perguntas abertas e deixe o seu cliente falar, em determinado momento será possível perceber se existem outras pessoas que também influenciam na decisão.
Outra questão é a assertividade. O advogado negociador precisa ser assertivo. Contudo, antes de fazê-lo é necessário que ele consiga ser ouvido pela outra parte. Para isso, a empatia é fundamental e deve vir em primeiro lugar.
É preciso escutar o outro negociador de uma forma que ele sinta que você o entende. Assim, quando chegar a sua vez de falar, terá mais chances do outro se propor a escutar.
Muitas vezes a relação entre as partes está desgastada, mas não a sua com o seu colega que a representa. Chegue antes no local de negociação e se proponha a conhecer o outro advogado falando de algum assunto em comum. Conseguir a simpatia da outra parte traz mais chances de que concessões possam ser feitas em benefício do seu cliente.

Dimensão do problema
O problema é a substância da negociação. O que estamos negociando, quais os objetivos e motivações dos envolvidos?

Motivações
Negociamos porque queremos algo que com a anuência do outro será mais fácil de conseguir do que porque conta própria. Por isso, o que o seu representado quer? Quais são os objetivos e quais as motivações que o leva a querer isso? Faça as mesmas perguntas para o outro lado.
Saber a motivação das partes é essencial para aumentar as soluções, tendo em vista que por vezes as posições são incompatíveis, mas as motivações têm pontos em comum que podem levar ao consenso.
Observe que os stakeholders também têm motivações.
Primeiro busque as motivações que são comuns, essas podem ajudar a construir confiança. Quais soluções podem surgir após a identificação das motivações?
Não existe apenas uma solução, então em um momento inicial é preciso fazer um brainstorm e evitar a tentação de respostas óbvias. Permita a criatividade para depois afunilar as opções.
As soluções que criam mais valor para o outro lado, com pouco esforço para o seu cliente, são as melhores.
Na preparação, pergunte-se: quais soluções eu posso colocar na mesa? Quais eu posso esperar? Qual solução irá ancorar? Qual eu usarei somente em último caso?

Ancoragem
Aqui sim o advogado negociador vai entrar em ação com seu conhecimento técnico das leis e jurisprudência.
A âncora é responsável por fixar navios em determinadas posições. A ancoragem na negociação é capaz de fixar as soluções, pois se baseia em critérios objetivos, como a lei e precedentes.
Essas referências não são facilmente rebatíveis e, por isso, servem também de escudo, como uma legítima razão para você não aceitar determinada coisa.

Solução fora da mesa
É preciso identificar o que o seu cliente pode fazer sem necessitar da cooperação do outro e o que o outro pode fazer sem necessitar da colaboração do seu cliente. Podemos chamar isso de plano B.
É importante saber qual o plano B disponível para o seu cliente, pois um bom advogado negociador não aceitará uma alternativa que seja pior do que o plano B.
Outra pergunta a ser feita e respondida antes de ir para a mesa de negociação: o que é a pior coisa que pode acontecer ao seu cliente caso não feche o acordo?

Dimensão do processo
Já o processo está relacionado a forma. Quanto tempo teremos? Qual será a ordem das coisas? Onde será realizada a negociação?
A organização é essencial na negociação e esse é um trabalho que cabe ao advogado. É o momento de fazer perguntas como: quanto tempo vamos gastar? Quais prazos estão correndo para mim e para a outra parte?
Montar uma agenda também é importante. A agenda é a lista de pontos a serem discutidos e precisa ser estruturada antes de toda negociação. Mostre a agenda para o advogado da outra parte e veja se ela concorda nos pontos que devem ser debatidos.
Em relação aos pontos, é possível que se trabalhe a negociação de um por mim, fechando os acordos separadamente ou discutir todos e somente fechá-lo depois de finalizadas as discussões sobre todas as questões.

Comunicação
Dentro da forma, está incluída a comunicação. Faça uma lista que conste em o que você precisa dizer, o que você não deve dizer, qual informação você gostaria de ter acesso, quais as perguntas a serem feitas e qual melhor forma de fazê-lo para conseguir essas informações.

Logística
A logística se refere à pontualidade para se chegar a uma negociação, ao ambiente, o material que será necessário, às diferenças culturais e de etiqueta do local, entre outras coisas.

Conclusão
Esses elementos vão ajudar você a se preparar para uma negociação de forma eficaz! Lembre-se de que toda a negociação a advocacia gira em torno de conseguir algo que o seu cliente não conseguiria sem a ajuda do outro, ou teria mais dificuldade.
Assim, pense na maneira mais fácil de conseguir essa concessão. Muitas vezes a lei e a jurisprudência vão ser os aspectos menos relevantes para que isso ocorra.
Por fim, negociar é comunicação! Como advogados, por vezes recebemos críticas sobre a maneira como falamos que, apesar de soar bem, pode ser é inteligível para pessoas que não são da área jurídica. Faça o seu melhor para o outro te entender.
Por Marta Mendes
Fonte JusBrasil Notícias

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

APRENDA A SUPERAR AS FRUSTRAÇÕES

Oito atitudes essenciais para resolver qualquer problema e sair das frustrações ainda mais forte

Seja resiliente: encare as dificuldades com humor!
Por que algumas pessoas levam um safanão da vida e conseguem se reerguer, enquanto outras se afundam em sentimentos negativos? A resposta tem uma única palavra, pouco usada no dia a dia, mas fundamental para uma vida feliz: resiliência. Esse é o nome dado à capacidade de vencer dificuldades e se deixar transformar por elas, saindo ainda mais forte da situação.
O termo resiliência foi adotado para descrever aqueles que se adaptam facilmente às mudanças, assumem responsabilidades e encaram tudo com humor e energia.
O que nos faz resilientes?
"O que leva as pessoas a enfrentar o luto com esperança e sair de uma situação dolorosa - a morte de alguém querido ou a perda de um emprego - é a maturidade adquirida com o sofrimento. O resiliente se fortalece na luta", afirma o psicólogo George Souza Barbosa, professor do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento Aliança (SP). Todos podem se treinar para conquistar a resiliência - adotando as atitudes a seguir:

1. Autocontrole
O segredo está no equilíbrio emocional. "Ser capaz de administrar as emoções diante do inesperado é sinal de maturidade", diz George. Quanto pior a situação, maior a necessidade de ter a mente serena para tomar a decisão certa - não se resolve problema de cabeça quente.
Treino: Antes de agir, respire fundo para equilibrar os batimentos cardíacos e se acalmar. Explica o psicólogo: "Essa breve pausa impede a reação imediata, possivelmente desastrosa, lhe dando tempo para ver o que fazer de racional".

2. Flexibilidade
Nem sempre as coisas saem como se quer, mas quem é flexível reage melhor diante de imprevistos e encontra saídas alternativas, às vezes melhores do que havia planejado.
Treino: Tenha um plano B. "Imagine outros caminhos até seu objetivo. Se de um jeito não deu certo, tenha desprendimento e avalie o lado bom de algo novo, ou seja, do que não era o que você esperava", orienta Claudia.

3. Humor
O otimismo suaviza o stress e ajuda a encarar problemas de forma prática e positiva, transformando a angústia em esperança.
Treino: Ter humor não é sorrir o dia inteiro, e sim manter uma atitude otimista, a qual pode ser desenvolvida ao assumir o papel de observadora. "Olhe a situação como se não fizesse parte dela: você terá mais leveza e encontrará novas saídas", sugere George.

4. Sociabilidade
Estudo do psiquiatra americano Steven Wolin revelou: 35% das crianças com histórico de vida difícil (como maus-tratos e fome), e que conseguiram superar, tinham maior facilidade para se relacionar. Diz George: "Devemos criar laços com quem nos dá força e segurança".
Treino: Cultive seus relacionamentos. "O segredo é se mostrar interessada, presente e útil", ensina ele. Que tal usar o Facebook para nunca esquecer o aniversário dos amigos?

5. Iniciativa
Não adianta esperar que a solução para os problemas caia do céu. Só você tem o poder de mudar sua vida. "Iniciativa é o impulso necessário para desenvolver e conquistar projetos positivos. Esse movimento combate a estagnação e a depressão", alerta Elko.
Treino: Quem vive de passado é museu, portanto, viva o presente olhando para o futuro. Não é porque ontem foi difícil que hoje também será. A cada dia podemos recomeçar. Precisa de uma injeção de ânimo? Espelhe-se em pessoas corajosas e com boas propostas de vida. "O exemplo dos outros nos dá gás e nos ajuda a caminhar com firmeza em direção aos nossos objetivos", aconselha George.

6. Autonomia
Você não é responsável pelo comportamento de ninguém - apenas pelo seu. "Cada um é dono da própria cabeça e dos pensamentos", diz Claudia. Ter a habilidade física e emocional de se afastar de situações ou pessoas que nos fazem mal é uma característica fundamental.
Treino: "Faça um esforço para concentrar-se no que é positivo em sua vida, sem valorizar as situações contrárias", avalia George.

7. Determinação
"Quando há determinação, há superação", diz Claudia. "Aprendi essa lição num estudo realizado com mais de 180 pessoas que viveram grandes sofrimentos e, ainda assim, mantiveram-se fortes, determinadas, invencíveis." Sim: até o fim os sobreviventes enfrentam e resistem, com esperança.
Treino: Nunca abra mão dos sonhos antes de realizá-los. "Para tanto, decida não desistir. Isso fortalece o desejo de vencer", ressalta ela.

8. Coragem
Depois de um baque é preciso reaprender a viver. "É fundamental aceitar a dor e respeitar o que você está sentindo, sem medo nem vergonha. Mas nada de se entregar", afirma Claudia.
Treino: Assuma um compromisso sério com a felicidade. Ao mesmo tempo, não fuja da dor - quando ela aparecer, viva o luto, mas ponha um limite nele. "Se agir assim, não será qualquer ventinho a derrubar você", enfatiza Claudia. Respire fundo, reconheça seus erros e siga em frente.
Por Andrezza Duarte
Fonte MdeMulher