terça-feira, 11 de agosto de 2026

O ADVOGADO E SEU OFÍCIO


A advocacia, nobre e não raro incompreendido ofício, remonta aos primórdios da história. Péricles, político ateniense (495-429 a.C.), teria sido, segundo alguns, o primeiro advogado. Outros afirmam que foi Antifonte, orador ateniense no período de 479-411 a.C. Quando se fala de grandes oradores, entre gregos e romanos, não se pode deixar de referir Cícero (Marcus Tullius Cícero), uma das grandes inteligências da Roma antiga. Dele se pode dizer que, além de um orador extraordinário, foi o introdutor, em Roma, da escola filosófica grega, sendo mais um dos precursores da advocacia.
Na Roma antiga, existia a figura dos "Advocati". Os litígios eram resolvidos ante o Senado ou na presença do Imperador. Nestes casos, surgiram os primeiros grandes oradores, quando a fala tinha que ecoar, quase que a fazer tremer as paredes dos palácios, sem microfones ou equipamentos para ampliar a voz.
Sabemos todos que as origens da advocacia vêm de longe, com uma fantástica história e oradores que marcaram época. Em nosso país, nos dias de hoje, existem inúmeros advogados de alto nível, que atuam em todos os Tribunais do país, produzindo defesas brilhantes e proporcionando momentos únicos.
Certamente o maior expoente em nosso país foi o baiano Rui Barbosa, que enalteceu e honrou, como poucos, nossa árdua, porém sublime, profissão. Dono de grande inteligência, além de destemido, sagaz e eloquente, dominava a língua portuguesa e se manifestava, com profundidade, em outros idiomas.
Outro grande e inesquecível advogado – ofício que fazia questão de reafirmar –, também de bravura sem igual, foi Heráclito Fontoura Sobral Pinto. Intransigente na defesa da liberdade e dos ideais democráticos, chegou certa vez a invocar a aplicação da Lei de Proteção aos Animais em defesa de um constituinte, ninguém menos do que Luis Carlos Prestes, marxista e ateu, com posições político-ideológicas inteiramente opostas às suas.
Incondicional defensor dos direitos humanos, Sobral Pinto iniciou sua carreira como advogado na área do Direito Privado e acabou se notabilizando um brilhante criminalista quando, apesar de católico fervoroso, aceitou defender o líder comunista, preso após o que se convencionou chamar de "intentona", em 1935.
Em reconhecimento à sua irrepreensível atuação profissional, foi convidado pelo então presidente Juscelino Kubitschek, de quem foi advogado, a ocupar uma cadeira no STF. Recusou a honraria em respeito à ética, conduta que foi característica em sua longa vida.
A correção do velho Sobral ainda se mostraria num outro episódio, revelado pelo notável Técio Lins e Silva, exemplo vivo de advogado e de homem público, que acumulou, entre os anos de 1987 e 1990, os cargos de Secretário de Estado de Justiça e de Procurador Geral da Defensoria Pública.
À época, Sobral passava necessidades, pois não sabia nem queria cobrar pelo trabalho que desenvolvia. Já estava idoso e com a capacidade de trabalho e clientela muito reduzidas. Técio, com sua inigualável sensibilidade e em justa gratidão a tudo quanto aquele velho advogado havia feito ao longo de sua vida, imaginou então conceder-lhe, por lei estadual, o honroso título de Defensor Público Honorário, com os proventos da carreira que estava sendo implantada, após a EC que transformou a Defensoria Pública em Secretaria de Estado, com vida e chefia próprias.
Quando Sobral foi informado do projeto ficou indignado. Afirmou que não aceitaria a honraria nem receberia dinheiro dos cofres públicos por não merecer o benefício. Morreu pobre.
No tempo da ditadura militar, oficiou junto aos Juízos e Tribunais um verdadeiro "escrete" de causídicos, como costumava dizer o professor Heleno Cláudio Fragoso, com quem tivemos o prazer e a honra de trabalhar.
Os tempos mudaram, contudo. Nos dias atuais, além de enfrentarem a incompreensão de alguns, que não alcançam a grandeza da dimensão da atividade, os advogados são vistos como espécie de "estorvo" por alguns juízes e representantes do Ministério Público. Tais profissionais, em especial os mais inexperientes, não enxergam nos advogados o respeito que merecem.
No dia a dia, audiências são marcadas de cambulhada, o que leva ao inevitável atraso, desrespeitando-se, consequentemente, os compromissos profissionais dos advogados e de seus constituintes, os quais, muitas vezes, aguardam por horas nos corredores do fórum o início das assentadas.
Infelizmente, hoje em dia, parece existir uma separação entre os profissionais do Direito, esquecendo-se alguns que são todos auxiliares na administração da Justiça, por expressa dicção constitucional.
No específico caso dos advogados, a formação dos profissionais se abastardou, com a descontrolada multiplicação das faculdades, que produzem bacharéis sem a mínima condição de ingressar no mercado de trabalho.
Mas, apesar dos exames de Ordem, fundamental é a vocação, uma vez que não basta ser brilhante na faculdade, com boas notas, mas sem o coração e a alma voltados à causa da Justiça, principalmente aos que pretendem se dedicar à advocacia criminal, que lida com a liberdade, bem maior de qualquer pessoa. Além de preparo técnico, nos parece fundamental que o advogado criminal seja, como Rui, Sobral, Heleno e tantos outros, um humanista.
Por isso, a cada 11 de agosto, é o Dia do Advogado, devemos enaltecer este ofício tão nobre, que há de ser sempre exercido em perfeita harmonia com a ética e é tão essencial a todos aqueles que anseiam por Justiça.
Por Francisco de Assis Leite Campos
Fonte Migalhas

O VERDADEIRO VALOR DA CONSULTA JURÍDICA REMUNERADA


Quando remunerada, a consulta jurídica prestada por um advogado ao seu cliente é um serviço que tem valor para além da remuneração para o advogado e da orientação transmitida ao cliente.
O serviço de advocacia está essencialmente relacionado com o conhecimento jurídico, seja ele aplicado em uma petição, em uma audiência (de conciliação, de instrução e julgamento ou plenária do júri), ou até mesmo em uma “simples conversa” com o cliente. O nome dessa “simples conversa” chama-se consulta, que para muitos é apenas uma “conversinha”.
Na verdade, essa denominação de “conversinha” não passa de um meio comum para tentar não remunerar o trabalho do advogado, o que mostra a desvalorização pela profissão e, de modo geral, pelo trabalho intelectual no Brasil. Para muitos, a transmissão do saber não tem valor se não for aplicado pelo próprio profissional em algum trabalho posterior. Dessa mentalidade resulta a dificuldade de muitos advogados em cobrarem pelas suas consultas e em terem seu trabalho valorizado.
O conhecimento e trabalho do advogado são expressos por meio de palavras: escritas ou orais, dirigidas ao juiz ou ao próprio cliente. A linguagem e a fala são os instrumentos de trabalho do advogado, que instrumentalizam o seu conhecimento. A consulta é um serviço de análise prestado pelo advogado, que aplica o seu conhecimento, tempo e trabalho para avaliar uma dada situação-caso-processo com a finalidade de oferecer aconselhamento jurídico. Em algumas situações, como quando já existe um processo judicial, para prestar uma boa consulta, o advogado precisa estudar dezenas, centenas ou até milhares de folhas dos autos e consultar doutrina e jurisprudência para atender bem ao cliente. Por trás do tempo da consulta que o cliente presencia, pode existir todo um trabalho feito nos bastidores, que nem é visto, nem é valorizado.
Todo trabalho que atende às necessidades humanas é importante e tem valor, de sorte que merece ser dignamente remunerado. O conhecimento é a ferramenta de trabalho do advogado e ele deve ser remunerado sempre que o utiliza. Mesmo que seu conhecimento e seu tempo sejam aplicados em um problema que mais tarde se mostre insolúvel ou inexistente, o seu trabalho deve ser remunerado, da mesma maneira que deve acontecer em todo trabalho/profissão.
Seguindo esse princípio da valorização do trabalho do advogado, as Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil estipulam valores mínimos a serem cobrados por uma consulta – que podem variar bastante1 –, na tentativa de valorizar a profissão e velar pela probidade. Infelizmente, os próprios advogados fazem uma concorrência predatória em que frequentemente ninguém sai ganhando, nem mesmo o cliente que deixou de pagar por uma consulta.
A consulta com um bom advogado pode indicar problemas ou ajudar a evitá-los e/ou resolvê-los. Aparentemente simples, algumas informações ou instruções podem ser cruciais para obter-se espantosos resultados. Uma análise de um contrato pode evitar longas disputas familiares e perdas patrimoniais; uma indicação de procedimento a adotar pode resultar em uma economia considerável em tributos para o cliente ou até mesmo evitar a prática de crime e eventual aplicação de sanção penal. Ou as palavras do advogado podem se limitar a dizer: “não há nada a ser feito, porque seu problema não tem solução” ou “no seu caso, não há nenhum problema”. O problema que o cliente pensava que tinha ou teria, uma boa consulta pode dar a certeza de sua inexistência, inevitabilidade ou insolubilidade. Tudo isso tem valor e deve ser valorizado.
Há vários benefícios em se ter uma boa e sincera consulta com um advogado que não costumam ser corretamente visualizados ou considerados pelos clientes, assim como pelos próprios advogados. É na consulta remunerada que o cliente provavelmente ouvirá considerações desse tipo: não há nada a ser feito no seu caso; seu direito está prescrito; não há direito; a melhor solução é pagar a dívida e evitar um processo judicial, com todos os seus custos; as chances de sucesso em entrar com uma ação são mínimas e as chances de prejuízo, grandes; não vale a pena litigar; por causa dos custos com honorários advocatícios e com o processo, o melhor é deixar esse assunto para lá. Todas essas orientações encerram a remuneração e o trabalho do advogado na própria consulta.
Para o advogado que está oferecendo gratuitamente uma consulta, que não está sendo remunerado pelo essa diligência, todas essas frases implicam que ele não será remunerado depois, a não ser que tenha uma expectativa de um dia aquele cliente voltar e, com sorte, que não seja para outra “consulta grátis”. Mas a recompensa imediata é certamente mais tentadora e mais fácil encorajar o cliente a, de algum modo, litigar. Se o advogado só ganha quando atua em juízo litigando, sua atuação profissional será voltada para o litígio. Afinal de contas, vivemos em uma sociedade capitalista-consumista e o advogado também tem seus gastos e suas contas para pagar, o que não consegue fazer só com “consultas grátis”. Se a consulta é gratuita, o advogado será naturalmente tentado a ser remunerado de outras maneiras, que podem custar muito mais caro para o cliente que a remuneração de uma consulta, além de potenciais prejuízos. A consulta gratuita não passar de uma ilusão de economia, que pode causar enormes gastos e prejuízos ao cliente.
Na consulta gratuita, há uma dinâmica prejudicial para todos os seus participantes, que pode ser ilustrada com um exemplo comum na advocacia (mudam-se os detalhes, mas o principal é corriqueiro), e a importância de uma boa e sincera consulta. Utiliza-se a área criminal para título de ilustração, em que há um primeiro advogado, que não cobra consulta, mas “inventa” um serviço, e o segundo, que é devidamente remunerado pela consulta e, por isso, será plenamente remunerado sem a existência de diligência posterior à própria consulta.
No primeiro advogado, o cliente é orientado que é possível mudar o resultado de sentença penal condenatória, sendo informado da existência da ação de revisão criminal2. De fato, é possível modificar uma sentença penal transitada em julgado. Porém, as chances de sucesso costumam ser muito reduzidas, tratando-se de ação penal visivelmente excepcional, considerando-se sua finalidade de desconstituir uma sentença penal transitada em julgado. Não obstante, o primeiro advogado apresenta, para o cliente, como se fosse uma ação normal e lhe cobra R$ 10.000,00 (dez mil reais) para entrar com a ação; para o cliente, não ser informado da excepcionalidade da ação já significa uma chance razoável de sucesso, o que lhe leva a investir (dinheiro, tempo, energia, esperanças) em projeto que provavelmente fracassará. Como a consulta é gratuita, esse advogado nem sequer estuda o processo, limita-se a escutar o que o cliente lhe diz e já “inventa” um serviço futuro; depois, “cria” uma petição e leva a diante a já fadada diligência.
Mas o cliente desconfia desse serviço oferecido. Afinal de contas, existe uma condenação criminal e não deve ser muito fácil alterar esse resultado negativo. Por isso, ele busca uma segunda opinião antes de investir seus R$ 10.000,00 (dez mil reais), apesar da esperança criada3. Ele marca uma consulta com o segundo advogado, que só presta consultas remuneradas, cobrando-lhe o valor de R$ 1.000,00 (mil reais), valor pelo qual avalia ser bem remunerado para estudar todo o processo e prestar atendimento ao cliente. Se for necessário e do interesse do cliente, outro valor será acordado para propor a eventual ação4. Para o segundo advogado, se o trabalho com aquele cliente se encerrar ali, ele já se considera bem remunerado.
O cliente fica meio apreensivo em pagar esse valor, considerando-se que a primeira consulta foi gratuita. Mas acaba por contratar o serviço, por ter sido o segundo advogado bem recomendado e porque “vale mais perder mil que dez mil”. O cliente, então, informa o segundo advogado que “ouviu falar de uma tal de revisão criminal” e quer saber se ele tem chance de se beneficiar dela. O cliente não menciona que já lhe foi prestada uma consulta (gratuita) e que essa será uma segunda opinião sobre o caso – esse “ouviu falar” é sempre forte indício de que não se trata da primeira consulta do cliente –. O segundo advogado estuda o processo e presta atendimento ao cliente, informando-lhe literalmente: “A ação de revisão criminal é naturalmente difícil, porque seu objetivo é modificar uma sentença transitada em julgado, isto é, uma sentença sobre a qual já não cabe mais recurso e que deve permanecer imutável. Apenas em casos excepcionais, é possível modificá-la. No seu caso, não há nenhum dos requisitos do art. 621 do CPP – ele lê para o cliente os requisitos e faz a comparação com os elementos dos autos –. O resultado de seu processo até poderia ter sido outro, se tivesse sido realizado um bom trabalho no seu devido tempo. Mas não vejo chances de modificar esse resultado por meio de ação de revisão criminal. As chances de sucesso são remotas. Se eu fosse o(a) sr.(a), não gastaria um centavo para tentar alterar essa sentença. O melhor é se conformar com o resultado e seguir adiante, sem falsas esperanças”.
No primeiro caso (“consulta grátis”), o advogado acaba por iludir o cliente, apresentando esperanças dificilmente concretizáveis, e propõe uma diligência futura que pode ser por ele realizada sem nem sequer ter se dado trabalho de estudar o caso adequadamente – dificilmente um advogado que presta consulta gratuita vai estudar diligentemente todo o processo antes de atender, porque isso demanda tempo e trabalho –; no segundo caso, o advogado apresenta para o cliente o que avalia ser a realidade, após uma análise detida do caso e sem pensar em ganhos posteriores.
Não é difícil escolher a situação em que gostaríamos de nos encontrar se fôssemos o cliente, porque vale mais gastar R$ 1.000,00 (mil reais) para sermos devidamente esclarecidos, que pagar R$ 10.000,00 (dez mil reais) para comprar uma ilusão. O problema é que esse cenário dificilmente se mostra de forma clara para o cliente antes de contratado o serviço, o qual só se dá conta de tudo o que realmente aconteceu após o resultado negativo do trabalho; movido pela arraigada desvalorização do trabalho, é mais fácil escolher o caminho da consulta gratuita, sem nem sequer cogitar sobre esses aspectos prejudiciais de não remunerar o advogado.
Claro que a primeira conduta acima mencionada é contrária à ética da advocacia, notadamente aos artigos 2º e 8º do Código de Ética e Disciplina da OAB, porquanto a advocacia exige atuação com honestidade, veracidade, lealdade, boa-fé e tantos outros deveres. É vedado iludir o cliente, mostrando o dificilmente concretizável ou até mesmo o impossível como um provável resultado de uma ação judicial. Não obstante, a conduta é compreensível, afinal de contas, o advogado que dá “consulta grátis” também precisa ser remunerado de algum modo. Note-se: compreensível, não justificável5.
O mais evidente benefício do advogado com a consulta remunerada é a própria remuneração. Mas nela há outros pontos positivos, há ganhos subjacentes. A consulta remunerada serve para evitar o dispêndio de tempo com falsos clientes (o curioso) e o cliente que não valoriza o trabalho do advogado. Existem muitos clientes que simplesmente não estão dispostos a pagar pelo serviço do advogado – ou mesmo não têm condições econômicas de fazê-lo –, de modo que é contraproducente atendê-los inicialmente de maneira gratuita esperando remuneração posterior. Nesse caso, muitas vezes, quem compra uma ilusão é o advogado.
Importante sublinhar que um dos grandes problemas envolvendo a advocacia está relacionado àqueles que têm (fartas) condições de remunerar o trabalho do advogado, mas simplesmente não valorizam a profissão e, por isso, querem pagar o mínimo possível e ainda assim exigir o máximo. Quanto aos que não têm mesmo condições de remunerar o profissional, todos têm direito a assistência jurídica6e os que não têm condições de arcar com os custos devem procurar as Defensorias Públicas, lembrando-se que o Defensor Público é remunerado pelo Estado, ele não trabalha de graça. Quem tem dever de prestar assistência jurídica gratuita aos pobre é o Estado, em nome da sociedade, não o advogado. O advogado não tem obrigação jurídica ou moral de trabalhar de graça para suprir deficiências do Estado, quando este não se esforça em efetivamente assistir aos mais necessitados.
Para o advogado, o valor da remuneração da consulta vai além do dinheiro, servindo para evitar o dispêndio inútil de tempo, com todos os problemas que isso ocasiona, como aborrecimentos – quem advoga sabe que o pior cliente é aquele que não quer pagar, porque desvaloriza o trabalho do advogado e, por isso, acredita pagar muito em troca de receber muito pouco –. Além disso, fortalece a credibilidade do advogado perante a sociedade, que é seu principal capital: o advogado que indica a melhor solução para um problema sempre fortalece sua credibilidade. Para o advogado, a remuneração pela consulta promove o exercício de sua profissão com dedicação e probidade, ao ter mais entusiasmo, tempo e tranquilidade para trabalhar, benefícios que podem ser maiores que a própria remuneração recebida. Para o advogado, o verdadeiro valor da consulta remunerada é ter valorizado o seu trabalho e profissão, podendo prestar um serviço de qualidade, além de selecionar bons clientes.
A remuneração da consulta também traz importantes implicações e vantagens para o cliente que a remunera, afinal de contas, trabalha melhor quem é devidamente remunerado. A remuneração da consulta significa valorizar o trabalho e profissão do advogado, incentivando o seu exercício probo e digno. Os fundamentos de uma boa consulta jurídica são tempo, conhecimento, dedicação para estudar uma causa e reais condições de emitir um parecer sincero, sem que o advogado seja condicionado à eventual retorno econômico posterior. Ao retribuir, de imediato, o trabalho do advogado, o cliente tem mais chances de encontrar um profissional que efetivamente trabalhará em sua causa com dedicação e probidade, o que possibilita a efetiva transmissão do conhecimento ao cliente. O cliente terá maiores chances de saber a verdade, o que pode ser feito e quais as chances de sucesso. Para o cliente, o verdadeiro valor da consulta remunerada é a maior probabilidade de ser-lhe transmitido um parecer jurídico qualificado e honesto sobre determinada situação.
A gratuidade da consulta jurídica apresenta-se como um regime predatório em que todos perdem, principalmente o cliente, que pode acabar pagando caro por ilusões e falsas esperanças; também o advogado que a presta perde, tanto do ponto de vista econômico quanto profissional e moral, porque abala sua credibilidade e lucra sobre ilusão e prejuízo do cliente; e o advogado probo, perde ao deixar de prestar consultas e encontrar resistência dos clientes em remunerar o seu trabalho.
A consulta jurídica remunerada beneficia advogado e cliente; como em toda relação contratual equilibrada, as duas partes ganham. Há ganhos evidentes e subjacentes, os quais não costumam ser identificados e, talvez por isso, nem valorizados por advogados e clientes. Justamente esses ganhos subjacentes que constituem o verdadeiro valor da consulta para o cliente e para o advogado.

1 Cf. levantamento de valores disponível no seguinte site: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI151133,101048-Consultas+com+advogados+no+Brasil+variam+de+R+120+a+R+161915. O levantamento feito pelo site do Migalhas é um pouco antigo, do ano de 2012, mas serve perfeitamente para mostrar a exigência em todos os estados da Federação e a variação entre os valores mínimos a serem cobrados pela consulta. Pode-se até questionar o montante mínimo para as consultas, contudo, questionar a exigência de uma remuneração pela consulta traz vários problemas por promover a desvalorização da profissão, que já está em processo avançado.

2 Código de Processo Penal, artigos 621 a 631.

3 O ser humano tende a acreditar naquilo que quer acreditar, apesar de não existir provas ou mesmo em se tratando de uma crença irracional ou absurda. É fácil ser convencido daquilo que se quer acreditar.

4 Um bom recurso é computar, no serviço final, o valor da consulta na hipótese de ser necessário trabalho posterior, o que se apresenta conveniente para cliente e advogado. Desconta-se o valor da consulta, o que encorajará o cliente a remunerar a consulta e eventualmente contratar eventual(is) diligência(s) posterior(es). À medida que o diagnóstico apresentado pelo advogado na consulta inicial for se concretizando, o cliente fortalecerá sua confiança, percebendo que não se trata de um advogado que “vende ilusões”.

5 A classe médica continua sendo, ainda, uma das únicas que ainda consegue ter o serviço de consultoria valorizado. Não tenho conhecimento de médico que faça consultas gratuitas. Ainda bem. Imaginem quantas cirurgias desnecessárias seriam realizadas para remunerar o profissional que não cobrou pela consulta? Tão nobre quanto seja a profissão da medicina e quanto possam ser seus profissionais, todos nós vivemos numa sociedade capitalista de consumo e todos precisamos ser remunerados pelo nosso trabalho, de maneira que nenhuma classe profissional está livre desse tipo de risco. Quem não é pago por uma consulta que, por si só, é suficiente para resolver o problema do cliente, tenderá a inventar situações que exijam um trabalho posterior, esse sim remunerado. Aí é que está o grande perigo do serviço inicial gratuito. Também não tenho conhecimento de um cliente que não quis remunerar o médico porque ele lhe disse que estava plenamente saudável ou que sua doença era incurável, o que, mutatis mutandis, costuma acontecer no cotidiano da advocacia.

6 CF, art. 5º, LXXIV: “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”.
Por André Filipe do Nascimento Mendes
Fonte JusNavigandi

SUA CARREIRA COMBINA COM O SEU PROPÓSITO DE VIDA? DESCUBRA

DÚVIDA: O QUE CARREIRA E PROPÓSITO TEM A VER

Todos nós buscamos um propósito, um objetivo de vida. Um dos grandes sonhos da maioria das pessoas está em conciliar carreira, família e lazer. Pesquisas revelam, como a da International Stress Management Association, realizada no Brasil, que diversos profissionais não conseguem trabalhar naquilo que mais gostam e despendem horas do seu dia executando tarefas que não te propiciam prazer, tornando-se assim pessoas amargas e insatisfeitas. E muitos se acostumam a essa rotina maçante e passam assim, grande parte de suas vidas infelizes.
A 17ª edição da pesquisa Carreira dos Sonhos, idealizada recentemente pela Cia de Talentos, comprova que os jovens atuais se preocupam com empresas que possuem um propósito definido e com o impacto que elas geram na sociedade, seja com relação ao meio ambiente e social, bem-estar, diversidade e inclusão.
O que é maravilhoso, pois a tempos atrás, quando os jovens tinham que decidir que caminho percorrer profissionalmente, muitos optavam por cursos que, em princípio, tivessem mais visibilidade e que no futuro remunerassem bem.
Depois de um tempo, os olhares foram se transformando e começou-se a construir uma carreira, com objetivos mais definidos. E, num terceiro momento, já mais amadurecidos, os profissionais trabalham por algo que dê sentido à vida, ou seja, que tenha um objetivo e uma finalidade.
O propósito vem com o autoconhecimento, da descoberta do que realmente importa e com a consciência de que somos seres humanos únicos e exclusivos. Sabendo disso, identificamos nossas habilidades, qualidades, nossos pontos fortes, que contribuem para que tenhamos os melhores comportamentos e atitudes, mesmo diante das adversidades, além de nossos talentos. Alinhamos nossos valores com os valores da empresa, encontrando aquilo em que somos bons e que nos faz feliz.
E assim, começamos a construir nossa identidade e nosso legado, com a prática, paixão e persistência indispensáveis para se atingir objetivos, e conquistar o tão sonhado estado de felicidade no trabalho.
Hoje, encontramos muitos profissionais com anos de carreira e que atuam em determinada área, mudando a sua trajetória profissional, com a vantagem de ter vasta experiência no mercado de trabalho e também de vida, e que se dispõem a encontrar algo que faça sentido e que as realizem e a levem ao caminho da felicidade.
Graças ao autoconhecimento, identificam seus talentos. Profissionais satisfeitos tendem a serem mais produtivos, criativos e a encararem o mundo de forma positiva, com otimismo estampado no rosto, além de se arriscarem mais, pois enxergam oportunidades que outras pessoas não veem, atuando lado a lado com a sua autoestima e as relações interpessoais.
A felicidade e equilíbrio entre carreira e propósito de vida é a consequência de todas as pequenas mudanças que você fizer agora. Conecte-se com você e valorize seu tempo livre, desfrute de um hobby que te dê prazer, determine metas de acordo com a sua realidade, seja coerente consigo e não se acostume com o mal-estar. Portanto, faça valer a pena!
Busque ser feliz e descubra os seus objetivos, e sua carreira fará todo sentido na sua vida. Se desafie a ter uma trajetória de significados, entendendo o que você faz de melhor, alinhando o seu trabalho com a sua essência e assim, ser uma pessoa realizada!
Por Sofia Esteves
Fonte Exame Online

PLANO B: VEJA COMO AJUDA A DRIBLAR OBSTÁCULOS

Traçar outra estratégia se torna essencial para não ser surpreendido em seus planos

Ter um plano B na vida é um dos primeiros passos para admitir que a ideia de que tudo dará certo nem sempre é real. O sonho de sucesso extremo pode impulsionar, mas também é importante considerar que não se tem o controle sobre tudo. A partir disso, traçar outra estratégia se torna essencial para não ser pego de surpresa com seus planos. Veja o que é preciso para que a desistência seja sua última opção.

Planos desfeitos, sonhos quebrados
Para a psicóloga Silvana Hartmann, a concretização de planos e sonhos depende de fatores internos, que podem ser desempenhados com êxito ou não, dependendo do grau de investimento ou do desejo em concretizar. Entretanto, para a profissional, muitos desses aspectos não são controlados pela mera vontade do que gostaríamos de ter ao alcance.
“Por vezes, alcançada a clareza do que se quer e com o respeito às diversas possibilidades, faz-se necessário assumir que o melhor é pensar em uma estratégia para mudar a direção e partir para outro plano ou sonho”, explica Silvana.
“Apesar disso, quando esgotarem-se todas as possibilidades e a sensação de que todos os planos deram errado existir, ainda assim, você pode pensar que conviver com perdas e insucesso também fazem parte da caminhada”, complementa.
Quando um plano não dá certo ou um sonho não é alcançado, em geral sentimos tristeza. De acordo com a psicóloga, é um sentimento comum e esperado para tais situações. Saber reconhecer esse estado quando são vivenciadas situações difíceis auxilia a evitar o profundo de sofrimento, segundo a profissional.
Silvana afirma que alimentar sintomas de tristeza e desesperança por um período maior que o necessário para superar uma situação, acompanhados pela perda de interesse ou prazer em atividades na maior parte do dia, além de alterações de sono e de alimentação, fadiga, sentimentos de culpa ou de inutilidade e até mesmo pensamentos de morte, podem ser sinais de um transtorno depressivo.
“A depressão é, muitas vezes, banalizada e vista como falta de força de vontade ou até mesmo como algo que possa passar com o tempo, mas ela é uma doença séria que pode acarretar prejuízos pessoais e sociais importantes. Por isso, deve ser tratada. Nesses casos, é fundamental buscar apoio junto a um psiquiatra e a um psicólogo”, indica.

Como traçar um plano B na vida 
Segundo a psicóloga, quando você reconhecer que todas as possibilidades de um objetivo se extinguiram, que aquele determinado sonho não faz mais sentido ou quando a perseverança estiver causando sofrimento, é a hora de partir para outra estratégia.
“O plano B nada mais é do que um esquema que nos possibilita adaptarmos a adversidades. Por que enrijecermos apenas no plano A enquanto temos todo um alfabeto? Um plano B será considerado uma ajuda, quando entendido como uma possibilidade de adaptar-se frente aquilo que não deu certo primeiramente”, destaca Silvana.
Nesse caso, a profissional define que a segunda opção pode ser vista como a possibilidade de manter-se em movimento, mesmo que seja em outra direção.
Fonte doutissima.com.br

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

THE WORKING WEEK

DIA DO ADVOGADO

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PROJETE SUA VISÃO PARA O FUTURO


O passado serve apenas como um referencial: se foi bom ou ruim, não importa, pois o passado – o seu passado – nada tem a ver com seu futuro. Seu futuro depende daquilo que você pode fazer concretamente agora, baseado naquilo que você quer para você, com base em suas opiniões, e não nas opiniões alheias. Se seus colegas de trabalho te olham torto ao saberem que você planeja conquistar voos maiores, isso não importa e não irá fazer a menor diferença na sua vida: daqui a uma década, você estará olhando para trás saboreando os frutos de uma colheita que custou muito suor, mas que proporcionou muita gratificação. Seus futuros ex-colegas de trabalho? Provavelmente estarão a ver navios.
Volte seu olhar para o futuro, pois é nele que você habitará nos próximos anos e nas próximas décadas. Nunca vá atrás de nada menos do que você é capaz de realizar. Você só está aqui hoje porque houve uma geração – a geração dos seus pais – que proporcionou as condições necessárias para que você pudesse ter uma vida melhor. E a geração de seus pais somente prosperou e teve essa visão em relação a você porque a geração anterior, a dos seus avós, teve essa preocupação em relação aos seus pais, ainda que em precárias condições.
Logo, você tem a obrigação de fazer com a sua geração seja melhor do que a de seus pais, e seus filhos terão a obrigação de que a geração deles seja ainda melhor do que a sua. Não se trata de uma visão “forçada” da realidade das coisas: isso é assim porque a evolução da humanidade caminha nesse sentido: uma geração sempre vivendo mais e melhor do que a anterior, que a antecede. Se é assim em termos coletivos, por quê não haveria de ser assim também com sua própria família? Não caminhe em descompasso com a ordem natural das coisas, e sobretudo não retroceda. O fato de você provavelmente viver em condições de conforto maiores do que a de seus pais não lhe dá o direito de aniquilar todas as conquistas que foram edificadas sob as gerações anteriores e… retroceder.
Sempre há pontos de nossas vidas que podem ser melhorados: podemos estudar mais, podemos trabalhar mais, podemos aprender mais, podemos viver mais, e tudo com mais qualidade e melhores ferramentas de apoio. É preciso que você deixe a preguiça, as lamentações, as opiniões alheias e os problemas de lado, e passe a se concentrar naquilo que de fato irá fazer diferença positiva em sua vida, ainda que para isso você tenha que pagar um preço. Não desanime nem fique inerte diante dos acontecimentos ao seu redor: use suas forças e suas virtudes para transformar sua vida naquilo que você deseja que ela seja. Pois ela será o resultado daquilo que você fizer com os recursos – tempo, dinheiro, energia – que estão às suas mãos.

Resumindo:
Sua maior virtude está em provar para você mesmo que aquilo que está dentro de você é maior do que aquilo que está no mundo, e que não haverá obstáculo algum – por maior que seja – que impedirá você de conquistar seus sonhos, pois é por eles que você está fazendo sua vida valer a pena.
Fonte Valores Reais

CONHEÇA BOAS PRÁTICAS PARA UM HOME OFFICE PRODUTIVO


Quando alguém comenta que faz home office a nossa primeira reação é dizer: “que delícia, que coisa boa, que folga”. Realmente, poder trabalhar de casa tem uma série de pontos positivos como não pegar trânsito ou ter maior flexibilidade de horário. Com isso, tem-se mais tempo para praticar um esporte e ficar com a família, refletindo diretamente na tão sonhada qualidade de vida.
Por outro lado, quando esta oportunidade aparece, não imaginamos quanta disciplina e organização ela exige. No começo é tudo ótimo. Temos horário com total flexibilidade, até que as interferências das atividades domésticas começam a conflitar com as profissionais. Porém, algumas práticas — sem entrar no mérito dos aspectos trabalhistas — ajudam a otimizar essa opção de trabalho que vem sendo utilizada com bastante frequência.

Espaço
Escolha um ambiente confortável, com boa iluminação e ventilação, possível de se ficar em silêncio e fazer reuniões online ou ligações com privacidade. Lembre-se que a rotina da casa não vai se alterar por você trabalhar em home office. Haverá barulho de televisão, aspirador, criança, do cachorro do vizinho e tudo isso precisa ser considerado. Quando possível, escolha uma área mais reservada.

Reuniões
Caso o espaço permita, tenha um cômodo de reuniões separado de sua residência, que tenha entrada isolada e exclusiva para seu cliente ou fornecedor. Se não for possível, organize as reuniões em escritórios virtuais, que alugam todos os equipamentos necessários, como secretária e até café.

Estrutura Básica
Móveis e equipamentos que são essenciais para criar um adequado ambiente de trabalho:
— uma mesa cadeira de escritório confortável (ergométrica de preferência);
— um telefone exclusivo; observe também se o sinal de celular funciona bem no espaço reservado;
— um computador com todos os softwares licenciados essenciais à sua função (sistema jurídico, aplicativos, anti vírus);
— dois monitores para agilizar o trabalho e usar menos espaço com papel e processos;
— uma impressora ou multifuncional;
— um armário ou prateleira de arquivos e suprimentos de escritório e livros;
— um bom estabilizador;
— microfone, fone de ouvido e câmera de vídeo.

Cuidados
Tenha um extintor de incêndio por perto e dentro da validade. Preserve a rede elétrica e evite ligar muitos equipamentos na mesma tomada — quanto mais tecnologia sem fios, melhor. Também procure se alimentar fora do espaço reservado para trabalho, evitando outros acidentes caseiros que causem aborrecimento.

Equipe
Se você faz parte de um escritório em que os outros integrantes também façam home office, marque um dia por semana para que todos se reúnam, trabalhem juntos, discutam casos, propostas, projetos e a gestão do negócio. Tenha equipe ligada a você. Estabeleça entregas, programas para comunicação online para fácil acesso e comunicação, coordene as agendas e atividades.

Elegância
A primeira tendência é ficarmos bem à vontade, acordar e, ainda de pijama, começar a trabalhar. Uma boa opção é estabelecer uma rotina de atividade física pela manhã, ler os jornais e se arrumar para começar a trabalhar. Mesmo ficando em casa, devemos estar confortáveis, mas alinhados. Estar bem arrumado garante um tom mais profissional ao home office. Além disso, pode surgir uma reunião de última hora, via Skype, ou o chamado de um cliente. Também pode ser necessário comparecer a uma audiência, delegacia ou a um almoço, por exemplo.

Horários
A segunda tendência é ficarmos conectados direto, ultrapassando horários e trabalhando demais ou de menos. Eliminar o deslocamento até o local de trabalho aumenta o tempo para suas atividades particulares e para sua família. Porém, é preciso ter disciplina. Estabeleça o que deve ser feito, confira agendas, respostas a e-mails e compromissos com equipe, fornecedores e clientes. É importante estabelecer seu horário de expediente, bem como delimitar a agenda de assuntos pessoais — como fazer compras, pagar contas e ir ao banco. Hora do trabalho, produção. Hora de assuntos pessoais, organização.
Hoje somos profissionais online, conectados 24 horas. Mas é preciso estabelecer algumas políticas para preservar nossa vida pessoal. Fique com o celular ligado, mas determine um horário (por volta das 19h, por exemplo) para desligar-se de e-mails, exceto por alguma urgência ou assunto em andamento de alta prioridade.
Com espaço organizado, mais tempo, elegância e disciplina, o home office passar a ser um grande aliado para a tão desejada produtividade com qualidade de vida.

Por Simone Viana Salomão
Fonte Consultor Jurídico

UMA NOVA SEMANA NO AR...

domingo, 9 de agosto de 2026

TERMINANDO DOMINGO

BOA TARDE, DOMINGO!

O SEGREDO PARA COMEÇAR UMA SEMANA MARAVILHOSA


Para a maioria das pessoas, o final do domingo é o prenúncio de dores de cabeça. Parece que a segunda-feira é uma grande ameaça: fim do descanso, volta à rotina, pressões e preocupações, prazos… Será que não há como escapar? A solução para esse problema é simples e depende unicamente de nós. Algumas dicas para fazer com que a segunda-feira seja o início de uma ótima semana:

1 – Evite compromissos no domingo que acabem muito tarde
Sempre que nos envolvemos em festas e eventos que se prolongam até altas horas no domingo, temos menos tempo para descansar. Procure estabelecer o hábito de dormir o suficiente na noite de domingo para segunda, para que o seu corpo possa repor as energias necessárias para a semana de trabalho;

2 - Divirta-se durante a semana
Muitas pessoas deixam para fazer somente no final de semana aquilo que lhes dá prazer. É um erro! Nós precisamos de diversão e relaxamento todos os dias. Se distribuirmos o divertimento ao longo da semana, não ficaremos tão decepcionados quando o domingo terminar;

3 - Durma o suficiente todos os dias
Alguns de nós têm o hábito de dormir pouco durante a semana e “descontar” no sábado e no domingo. De nada adianta esse hábito, pois o corpo não fica esperando para repor as horas perdidas. O ideal é dormir todos os dias pelo menos 6 horas (o ideal pode variar entre 6 a 9 horas para cada pessoa);

4 – Controle o consumo de álcool
Bebidas alcoólicas podem atrapalhar o seu repouso e ainda por cima causar uma ressaca no dia seguinte;

5 – Concentre-se nas coisas positivas da segunda-feira
A segunda-feira pode ser um dia maravilhoso para colocar a conversa em dia, rever colegas de trabalho, buscar novos desafios. Faça da segunda-feira um dia estimulante e positivo para você;

6 – Agrade a você mesmo
Aproveite a segunda-feira para faze algo que seja bom para você. Almoce a sua comida preferida, compre um livro, telefone para um grande amigo, ouça o CD que você mais gosta. Espante assim qualquer “energia negativa” que o dia possa ter.

7 – Não se esqueça do mais importante
A segunda-feira é o segundo dia da semana.  Para ter uma semana maravilhosa, cuide bem do seu domingo e não comprometa o dia seguinte. Evite extravagâncias e aproveite a semana inteira com muita disposição.

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

PAI SEMPRE PRESENTE...

ÓTIMO DOMINGO PARA VOCÊ!

FELIZ DOMINGO!

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

HOJE É SEXTA-FEIRA

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online