quarta-feira, 8 de julho de 2026

DEPENDÊNCIA DE INTERNET TEM GRAVES CONSEQUÊNCIAS


Pagar as contas, fazer compras, comparecer à reunião de trabalho e matar as saudades de quem mora longe. Com a correria do dia a dia, dar conta de todos esses afazeres fica cada vez mais difícil e, em alguns casos, até mesmo impossível. Porém, com as facilidades oferecidas pela internet é possível fazer tudo isso em apenas alguns cliques, sem precisar sair da comodidade de casa.
Por trás de toda praticidade da internet existe um mal com consequências graves para o usuário. A dependência desse meio de comunicação pode acarretar prejuízos no trabalho, perda de contato com amigos e familiares, entre outros problemas. Conheça as causas, consequências e como evitar esse mal.

Reconhecendo os sintomas
Segundo Dora Sampaio Góes, psicóloga do Grupo de Dependência de Internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tempo que o usuário permanece conectado não é o fator mais determinante para identificar a dependência de internet. "O diagnóstico é traçado a partir das respostas referentes a oito critérios. Para que o paciente seja considerado um dependente de internet, ele deve se encaixar em pelo menos cinco desses oito pontos", explica a psicóloga.
Abaixo quais são os critérios utilizados pelo Instituto de Psiquiatria do HC para diagnosticar a dependência de internet.

  • Preocupação excessiva com internet
  • Necessidade de aumentar o tempo conectado para ter a mesma satisfação
  • Exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet
  • Apresentar irritabilidade e/ou depressão e buscar conforto navegando na internet
  • Quando o uso da internet é restringido, apresenta instabilidade emocional
  • Permanece mais tempo conectado do que o programado
  • Trabalho e relações sociais (amigos e família) em risco por conta do uso excessivo
  • Mentir para os outros a respeito da quantidade de horas que fica conectado

Os sintomas são muito parecidos com os apresentados por quem sofre com dependência de substâncias ou comportamentais, explica Monica Levit Zilberman, pós-doutora em dependência e gênero. Ela ainda acrescenta: "a pessoa fica conectada por um tempo muito maior do que o que gostaria, com inúmeros prejuízos, seja do ponto de vista familiar, social ou mesmo profissional. Outros afazeres e atividades antes valorizadas deixam de ser prioritárias ou até de serem realizadas", explica Monica.
A pós-doutora ainda revela que muitos pacientes chegam a comparar a internet com uma droga, pela qual eles tentam se livrar de todas as outras atividades, para poderem ficar conectados sem serem interrompidos. "Nesse estágio começam as mentiras sobre o quanto se está usando ou mesmo desculpas como 'estou só dando uma checadinha nos e-mails'. Os parceiros tendem a se irritar com esse comportamento, pois são os primeiros a serem deixados de lado", conclui Monica.
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A popularização da internet veio com muitas melhorias, principalmente na abrangência do serviço e velocidade de conexão. O preço tem se tornado atrativo também, apesar do serviço de internet no Brasil ter os custos mais elevados do mundo, segundo estudo divulgado pelo Comitê Gestor da Internet, em outubro de 2011. A facilidade de conexão ocasiona diversas situações de isolamento do indivíduo, indo de casos mais simples aos mais complexos, com comprometimento severo no trabalho e vida social. Conheça as causas apontadas pelas especialistas para essa dependência.

Causas
Segundo as psicólogas, ainda não há estudos que comprovem quais são as origens dessa dependência, porém, alguns fatores são comuns entre os dependentes. Os quadros dos pacientes geralmente trazem características de pessoas tímidas, com baixa autoestima, transtornos psiquiátricos, transtornos impulsivos, predisposição pessoal e disponibilidade de acesso. "Em uma época onde o acesso à conexão é muito rápido, aumenta a possibilidade daqueles indivíduos que tenham alguma vulnerabilidade se tornarem 'viciados' em comportamentos repetitivos, tornando-se dependentes. Quando a conexão era mais difícil, lenta e caía com frequência, isso aborrecia as pessoas. As chances delas se viciarem eram menores", explica Monica Zilberman.

Consequências
As maiores perdas, segundo as psicólogas, são em relação aos relacionamentos sociais dos dependentes de internet. Isso porque a vontade de ficar conectado ao mundo virtual é mais forte do que sustentar os laços com os amigos ou até mesmo a própria família. "O isolamento acaba causando brigas com a família e o indivíduo chega a deixar os estudos e até mesmo o trabalho de lado para se dedicar à internet", comenta Dora. Além desses fatores, a psicóloga explica que nem mesmo quem já está casado escapa dos problemas causados pela dependência. "Muitas pessoas procuram ajuda apenas depois que o casamento terminou. Além da questão de isolamento, muitos relatam casos de traição virtual", complementa a psicóloga Dora Góes.
As inovações no campo de comunicação pela internet contam também com a ajuda dos dispositivos móveis, como celulares e tablets. Por conta disso, segundo Monica Zilberman, quanto maior a facilidade de acesso, mais rápido as pessoas que já tem alguma tendência se tornam dependentes. Dora Góes explica que ainda não há estatística que comprove o aumento de casos de dependência de internet por conta do acesso em smartphones e tablets, porém, a probabilidade é que essa facilidade ao acesso contribua sim para aumentar as estatísticas.

Crianças
É natural que os pais também se preocupem com a dependência de internet por causa da exposição de conteúdo ao qual seus filhos são submetidos diariamente. Dora Góes explica que os pais precisam monitorar o tempo e o conteúdo que seus filhos estão acessando, mas não de forma policialesca. "O ideal é que os pais saibam como eles usam, quanto tempo usam e que proponham atividades além da internet. Eles devem ficar atento se os filhos não estão deixando de lado as atividades de escola e com os amigos. Quando a criança prefere ficar na internet do que na companhia dos amigos, os pais devem conversar para saber qual é o motivo. Dar limites é fundamental e, se for o caso, buscar ajuda profissional para resolver o problema", orienta Dora.

Evite a dependência
Monica explica que é preciso buscar estratégias para controlar o alcance desse comportamento no dia a dia. A sugestão da psicóloga é estabelecer horários para conexão e não se manter conectado o tempo todo. "É preciso evitar o uso de dispositivos móveis de conexão, principalmente durante atividades sociais ou durante a noite", explica a pós-doutora em dependência.
Fonte Portal BBel

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

7 METAS PARA & DIAS!

THE WORKING WEEK

A VIDA É UM SOPRO

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

terça-feira, 7 de julho de 2026

GOLPE DO FALSO ADVOGADO

PROMOVA-SE COMO ESPECIALISTA, ATUE COMO GENERALISTA, SUGERE CONSULTOR


Nem todos os advogados resistem à tentação de anunciar ao mundo suas qualificações em diversas áreas do Direito. No entanto, a forma mais eficaz e mais rápida de um advogado se destacar na multidão é concentrar todos seus esforços de marketing possíveis em um único nicho, o que ele domina e que o leva a ser percebido como um mestre em sua praça.
Isso não contradiz a ideia de muitos advogados de que atuar em diversas áreas do Direito aumenta suas chances de garantir uma receita maior para o escritório, diz o consultor, escritor e CEO do The Rainmaker Institute, Stephen Fairley. “O advogado deve se promover como especialista e atuar como generalista”, ele afirma.
Sempre que esse assunto vem à tona, nos EUA, é lembrada a estratégia de marketing da Starbucks. Essa empresa vende uma variedade de produtos, como cafeteiras, garrafas térmicas, café em pó e em grão, canecas, bolos, sanduíches, cartões para acessar a internet dentro da loja etc. Mas a empresa só anuncia seu café — que, por sinal, tem um menu variado.
A Starbucks tem mesinhas do lado de dentro e de fora, além de sofás, onde as pessoas se instalam para fazer reuniões negócios, estudar, fazer pesquisas na Internet e bater papo (de graça), enquanto saboreiam um capuchino ou um latte. E sabe-se também que a Starbucks só compra café direto dos produtores de países pobres, dentro do programa “Fair Trade” – um ponto alto para uma grande parte da população que aprecia responsabilidade corporativa. Mas a empresa só anuncia seu café. 
Para Fairley, a estratégia de marketing da Starbuck pode servir bem aos advogados. Os clientes só descobrem todos os produtos e serviços que a empresa oferece depois que começam a frequentá-la, porque um vizinho ou amigo disse, sem nenhuma razão fundamentada, na verdade, que é o melhor café da cidade.
Assim, os clientes que baterem à porta do advogado especialista, porque é o melhor da cidade em sua área, vão aprender no devido momento que o escritório pode atendê-los em diversas outras áreas do Direito. O advogado se encarregará de informá-los. E, se não puder atendê-los em alguns casos, poderá recomendar um advogado que lhes prestará a boa assistência jurídica que esperam.
Muitos advogados fazem o contrário, diz Fairley: se promovem como generalistas e atuam como (ou quase como) especialistas. “Quando examino o desempenho do escritório, vejo que a maior parte da receita vem de uma ou duas áreas do Direito”, ele diz. No mercado competitivo de hoje, o advogado não pode ser visto como “mestre faz tudo”, porque será percebido como “mestre em nada”, afirma.

Foco no nicho
Diferentemente das empresas, os advogados não podem fazer anúncios. Mas existem diversas ferramentas de marketing, às quais podem recorrer, sem ferir a ética profissional. No entanto, qualquer esforço na área exige a utilização de alguns recursos, como financeiros e de tempo. Muitas vezes esses recursos são escassos. Então, melhor do que pulverizá-los em um campo aberto da advocacia, é melhor concentrar o foco no nicho.
Um dos problemas de ser um generalista é que é significativamente mais difícil conseguir recomendações. Para começar, nenhum advogado vai recomendar um colega generalista, por duas razões: uma, é difícil considerar um generalista o melhor da praça, em qualquer área do Direito; outra, o generalista, por atuar em todas as áreas, é um concorrente (que pode, aliás, tirar seu cliente).
Outras fontes de recomendações costumeiras são outros profissionais, como um contador ou um administrador de empresas, por exemplo. Quando um profissional recomenda outro, a sua reputação e principalmente seu relacionamento com o cliente corre risco. Ele certamente ficará mais tranquilo se puder dizer apenas ao cliente que o advogado é um especialista em tal área. Os clientes também podem recomendar advogados, mas ficarão mais tranquilos se puderem recomendar um especialista.
No que se refere à contratação de advogados por uma assessoria jurídica de uma empresa, o risco também será avaliado. Um assessor jurídico vai contratar um advogado reconhecidamente especializado na questão jurídica a sua frente ou vai contratar um generalista?
“A percepção que se tem de um advogado generalista é a de que ele tem um bom conhecimento geral do Direito, mas que não está suficientemente preparado – ou não tem a experiência necessária – para cuidar de um caso mais complexo. Se você diz que pode cuidar de qualquer problema jurídico, de A a Z, prevalece a impressão de que ninguém pode ser realmente bom em tudo”. 
Fairley recomenda definir com cuidado o nicho para seu plano de marketing, embora na vida real esse plano possa ser furado por outras circunstâncias. Ele sugere:
  • Foque seu nicho em uma área específica do Direito. Em circunstâncias específicas, pode-se começar com duas ou três áreas correlatas e observar a que decola melhor. Um “nicho dentro de um nicho” é uma tendência hoje em dia.
  • Foque-se em seu público-alvo, estreitando o nicho. Em vez de Direito de Família, o nicho pode ser divórcio. Em vez de divórcio, o nicho pode ser divórcio de celebridades. Em vez de contratos, o nicho pode ser contratos de jogadores de futebol (e outros atletas).
  • Foque-se em seu público-alvo, no que se refere a rendas ou receitas. Se o advogado vai se especializar, por exemplo, em gestão de patrimônios, seu público-alvo será composto por clientes com um patrimônio superior a $ 1 milhão. Em outras áreas, poderão ser empresas com receitas de $ 5 milhões a $ 50 milhões.

Tudo isso deve ser comparado, obviamente, com o tamanho do mercado em que o advogado atua. Uma cidade de pequeno ou mesmo médio porte pode não comportar um nicho muito estreito. O advogado deve adaptar seu plano à área geográfica em que atua. De qualquer forma, o advogado deve ter em mente de que a percepção favorável que seu público-alvo tem de especialistas é um fator decisivo na hora de contratar um advogado.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

PLANEJAMENTO É FUNDAMENTAL PARA SUCESSO NA CARREIRA, DEFENDE ESPECIALISTA

Conquistar objetivos passo a passo é uma dica interessante

Sucesso é o que todo profissional deseja, independente do significado que essa palavra tenha para cada um. Assim, consegui-lo é a grande meta. Nesse caminho, entretanto, há objetivos menores a serem alcançados passo a passo, até se chegar ao destino final. E, para isso, planejamento é fundamental, defende o coach ontológico Marcello Árias Dias Danucalov.
"Neste novo mercado, a inovação e a capacidade de superação são características necessárias para crescer. O primeiro passo é saber exatamente aonde quer atuar, identificando e organizando os objetivos, as competências. Há que se respeitar as habilidades profissionais, investir em conhecimento", afirma o coach.
Danucalov explica que o planejamento profissional estratégico é uma ferramenta que estipula diretrizes importantes. "Tanto profissionais quanto organizações podem se fazer valer deste método em busca de um objetivo comum. As pessoas precisam se conhecer para organizar seu projeto profissional", ressalta.
Há pessoas que têm mais dificuldades ao planejar a carreira. A administradora de empresas e coach ontológica Káritas de Toledo Ribas explica que ter um plano de ação é importante. "Muitos buscam apenas uma estabilidade salarial. Hoje, este profissional acaba estagnado em uma única empresa ou setor. Um plano de carreira estipula objetivo. É como um desafio a si mesmo onde só se tem a ganhar", destaca Káritas.
Um plano de carreira pode ser feito em curto, médio e longo prazo. Káritas recomenda iniciar o planejamento a longo prazo. "Começamos imaginando onde queremos estar daqui há dez anos. A partir daí, traça-se o perfil, o caminho, o plano de ação. Desta forma, é possível focar inclusive a busca pelo conhecimento capacitando com precisão", explica.

Fonte Administradores.com.br

DEZ LIÇÕES IMPORTANTES DE VIDA QUE VOCÊ TEM QUE APRENDER

Viver significa aprender, e algumas lições devem ser incorporadas no cotidiano para uma vida saudável e sem estresse. 

Você precisa ser você mesma antes de deixar os seus valores de lado para agradar as outras pessoas

A vida é um caminho de escolhas e aprendizagens. Por mais que você pense que sabe o suficiente nesse ponto da sua vida, sempre existe alguma lição que será ensinada quando você menos espera. Algumas dessas lições devem fazer parte do nosso cotidiano, garantindo uma vida mais saudável, balanceada e livre do estresse.  Confira 10 lições de vida que você tem que aprender:

1. Dinheiro nunca vai solucionar todos os seus problemas
O dinheiro nunca vai solucionar todos os seus problemas. Nós vivemos em um mundo onde o dinheiro é supervalorizado e as pessoas acreditam o que o status social é a solução de tudo. Mas lembre-se daquele ditado que você ouviu muitas vezes na sua vida: o dinheiro não pode comprar felicidade.
  
2. Calma é o segredo
A calma é o segredo para uma vida longe do estresse. Você pode acreditar que precisa fazer todas as suas tarefas ao mesmo tempo, mas a verdade é que estar sobrecarregado faz com que você fique mais estressado e preste menos atenção no que deve ser feito. Faça as coisas no seu tempo.

3. Você não pode agradar a todos
Você nunca será capaz de agradar todas as pessoas. Você não é obrigado a concordar com todo mundo, e muitas pessoas deixam os seus valores de lado para sentirem que pertencem a um grupo. É importante acreditar nas suas convicções e, acima de tudo, lembrar de ser você mesmo antes de tentar ser o que os outros esperam que você seja.

4. A sua saúde é o mais importante
A sua saúde é a coisa mais importante que você tem. As pessoas pensam que a saúde está garantida e tendem a esquecer de cuidar do corpo e da mente. Lembre-se que você não sabe o que pode acontecer amanhã e cuide da sua saúde o máximo possível.

5. Nem sempre você consegue o que quer
Essa é uma das lições de vida mais duras que você pode aprender, mas nem sempre você vai conseguir o que quer. A vida não depende apenas de você, e às vezes as coisas simplesmente não saem como o planejado.

6. Nem tudo é sobre você
Nem tudo é sobre você, mesmo que seja difícil olhar as coisas de uma perspectiva que não é a sua. Preste atenção no que acontece ao seu redor, no seu ambiente de trabalho e com as pessoas ao seu redor. Você pode descobrir as melhores coisas ao sair do seu próprio mundinho.

7. Não saber de algo não é vergonhoso
Não existe vergonha em não saber alguma coisa. Lembre-se de que, durante a sua vida, você aprendeu muitas coisas e vai aprender mais. Ninguém sabe de tudo o que é possível saber, e a vergonha está em ter medo de aprender.

8. Amar é uma escolha
Amar é uma escolha, e nem todo o amor no mundo é o “amor romântico”. Você pensa que só porque não tem um namorado ou namorada você não tem amor? Pense nos seus pais, na sua família, nos seus amigos. Amar pode ser difícil, mas escolher amar pode fazer de você uma pessoa muito melhor.

9. Perspectiva é uma coisa bonita
Problemas que parecem grandes demais podem não significar nada. Você precisa aprender que a perspectiva é uma coisa bonita, e olhar para o quadro geral pode ser um grande benefício. Nem tudo é o que parece ser.

10. Não ache que tudo é garantido
A vida é inconstante, e você não pode tomar as coisas que você tem por garantidas. Seja grato por tudo o que você tem no momento, perceba o seu valor antes que seja tarde demais. A vida pode mudar drasticamente em poucos minutos, então saiba apreciar as coisas enquanto você as tem.
Por Universia Brasil

PLANEJAMENTO E AUTOCONTROLE SÃO A CHAVE PARA ORGANIZAR MELHOR A ROTINA

Veja como ganhar mais tempo e qualidade de vida adotando alguns hábitos das pessoas superorganizadas

Parece senso comum dizer que 24h não são suficientes para dar conta de todas as atividades cotidianas, tais como trabalhar, arrumar a casa, ver os amigos ou simplesmente descansar fazendo nada. Para os superorganizados, porém, a história é diferente: além de cumprir todos os prazos e tarefas do dia a dia, eles sempre têm tempo para o lazer. Como eles conseguem? Na teoria, parece fácil, mas na prática nada disso se dá sem planejamento e autocontrole.
“Pessoas organizadas são extremamente detalhistas e têm hábitos repetitivos. Elas gostam de estudar e aprender coisas novas, mas evitam inovar, pois existe o receio da mudança, de perder o controle da situação”, afirma o coach Marcelo Homci.
Embora não seja uma regra, os organizados têm a tendência de lidar com as tarefas com mais objetividade, o que torna o trabalho muito mais produtivo. Tempo livre e qualidade de vida, portanto, acabam sendo uma consequência da organização.
Mesmo assim, é importante lembrar que o equilíbrio entre organização e bagunça é fundamental para evitar as armadilhas do vício. De acordo com José Carlos Carturan, neurologista e especialista em medicina comportamental, a obsessão pela perfeição pode virar um sofrimento para os superorganizados.
“Eles se tornam pouco flexíveis e toleráveis, e sofrem quando vivem ao lado de quem não é organizado”, explica Carturan.
Alguns hábitos dos superorganizados, no entanto, podem ser facilmente incorporados na rotina de quem deseja ganhar mais tempo ao longo do dia. Ter uma agenda, por exemplo, já pode fazer diferença.
“O melhor caminho é sempre o autoconhecimento. Desse jeito, é possível encontrar a melhor forma de se organizar, que nem sempre é igual para todos”, diz o analista comportamental Getúlio Chaves.

1. Cada coisa em seu lugar
Como são metódicos, os organizados gostam de estabelecer lugares exclusivos para guardar objetos pessoais, roupas, sapatos, documentos e por aí vai. Assim eles não perdem tempo quando procuram por algo específico. E após o uso cada coisa volta exatamente para onde estava, para ser rapidamente encontrada no futuro.

2. Sem procrastinar
A máxima “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” é levada a sério pelos organizados. Isso evita que as tarefas se acumulem ao longo da semana e comprometam as metas estabelecidas. “O maior medo de uma pessoa muito organizada é de perder o controle da própria vida e da agenda”, reforça o Marcelo Homci.

3. Gastos sob controle
Os hábitos metódicos também se aplicam à vida financeira dos superorganizados. Normalmente, uma planilha serve de apoio para controlar os gastos, com anotações de todas as compras feitas, aplicações na poupança e recebimento de salário, entre outros. Com as finanças em dia é possível evitar gastos supérfluos e assim planejar viagens e investimentos sem passar por nenhum sufoco.

4. Planejamento
“Desde uma arrumação simples no guarda-roupa até projetos de médio e longo prazo, pessoas organizadas seguem cronogramas, agendas e planejamentos”, explica José Carlos Carturan, especialista em medicina comportamental. Dividindo o dia em blocos e listando as metas que devem ser cumpridas, o trabalho flui com mais tranquilidade e objetividade.

5. Agenda organizada
Ninguém é tão perfeito a ponto de não precisar de um apoio físico na hora de fazer o planejamento diário ou semanal. Os organizados anotam tudo na agenda, seja ela virtual ou de papel, e não hesitam em consultá-la em caso de dúvidas.

6. Hierarquia
Organizados sabem dividir o dia e as tarefas de acordo com a importância de cada uma, evitando gastar foco e energia em situações de simples resolução. Atividades mais urgentes e trabalhosas, por exemplo, são realizadas no momento de maior produtividade, normalmente pela manhã. Esse hábito é mais um exemplo de como a organização é fundamental para quem quer aproveitar melhor o dia.

7. Uma coisa de cada vez
Foco é uma característica acentuada nas pessoas organizadas, por isso cada tarefa é executada por vez, com atenção e dedicação. “O falso organizado faz justamente o oposto e nunca consegue terminar suas atividades”, explica Marcelo Homci. Sabendo priorizar as metas mais importantes, com o hábito anterior, nada se acumula ao longo da semana, que fica menos estressante.

8. Recicladores
Nada pode ficar “estacionado” na vida de uma pessoa que gosta de se organizar. Cada objeto, documento ou atividade tem uma função específica; os que deixam de fazer sentido logo são reciclados, doados ou jogados fora, para não comprometer a organização geral. Desapego é fundamental para quem quer fazer parte do time dos organizados.

Por Giovanna Tavares
Fonte iG Comportamento

SÍNDROME DO PENSAMENTO ACELERADO PODE LEVAR À DEPRESSÃO


Resolver problemas, participar de reuniões, checar mensagens no celular a todo momento e ainda chegar ao fim do dia com a sensação de que precisa de mais 24 horas para cumprir as obrigações. A correria no trabalho tem sido cada vez mais presente na vida dos profissionais. E este comportamento pode causar a Síndrome do Pensamento Acelerado, sintoma de quem sofre de ansiedade e não consegue esquecer dos problemas até resolvê-los.
O fenômeno é típico do mundo moderno, em que as pessoas se sentem mais cobradas no trabalho. Ao ter mais acesso a informações por meio de tecnologias, como celulares e tablets, elas passam a querer cada vez mais conhecimentos. Psicóloga da Santa Casa de Misericórdia, Simone Freitas afirma que os profissionais não conseguem desligar seus pensamentos e relaxar. Com isso, diz a especialista, eles diminuem a qualidade de sono e se alimentam mal. “É uma ansiedade antecipatória. Há sempre um pensamento por cima do outro, com mil ideias, e de forma obsessiva”, explica.
Quem sofre da síndrome corre riscos ainda de ter mais irritabilidade, falta de concentração e problemas de memória. Por ser um sintoma de ansiedade, o mal pode provocar o surgimento de doenças psicológicas mais graves, como depressão e síndrome do pânico. A especialista ressalta que o pensamento acelerado é, em certos casos, um dos causadores de doenças físicas, como as cardíacas e hipertensão. “Eles tendem a se cuidar menos, contraindo mais patologias”, acrescenta.
Segundo a psicóloga, esse sintoma aparece em qualquer idade, até mesmo em crianças. E esse foi o caso da designer gráfica Stephanie Soares, de 22 anos, que tem ansiedade desde pequena. Ela afirma que a síndrome se intensificou com as cobranças profissionais. Para resolver os problemas, ela monta lista com as atividades que precisa fazer em cada dia. “Quando não termino todos os itens, fico nervosa”, conta a jovem.

Ter algum lazer é fundamental
Para se prevenir da Síndrome do Pensamento Acelerado, o ideal é dedicar um período do dia para momentos de descanso e de lazer, seja lendo um livro ou dando um passeio. Além disso, uma atividade física também pode ajudar a aliviar a correria. Segundo a psicóloga Simone Freitas, ao relaxarem as pessoas conseguem dormir melhor, o que é fundamental para frear a mente agitada. “Os profissionais precisam dividir o mesmo período de tempo para o trabalho e para o descanso”, afirma.
Caso os pensamentos continuem acelerados, o melhor é procurar uma terapia, diz Simone. “O ideal é não deixar a síndrome evoluir para problemas mais sérios, como depressão”, alerta a psicóloga.
Fonte O Dia Online

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

PLANOS DE DEUS

domingo, 5 de julho de 2026

BOA SEMANA

TERMINANDO DOMINGO

O SEGREDO PARA COMEÇAR UMA SEMANA MARAVILHOSA


Para a maioria das pessoas, o final do domingo é o prenúncio de dores de cabeça. Parece que a segunda-feira é uma grande ameaça: fim do descanso, volta à rotina, pressões e preocupações, prazos… Será que não há como escapar? A solução para esse problema é simples e depende unicamente de nós. Algumas dicas para fazer com que a segunda-feira seja o início de uma ótima semana:

1 – Evite compromissos no domingo que acabem muito tarde
Sempre que nos envolvemos em festas e eventos que se prolongam até altas horas no domingo, temos menos tempo para descansar. Procure estabelecer o hábito de dormir o suficiente na noite de domingo para segunda, para que o seu corpo possa repor as energias necessárias para a semana de trabalho;

2 - Divirta-se durante a semana
Muitas pessoas deixam para fazer somente no final de semana aquilo que lhes dá prazer. É um erro! Nós precisamos de diversão e relaxamento todos os dias. Se distribuirmos o divertimento ao longo da semana, não ficaremos tão decepcionados quando o domingo terminar;

3 - Durma o suficiente todos os dias
Alguns de nós têm o hábito de dormir pouco durante a semana e “descontar” no sábado e no domingo. De nada adianta esse hábito, pois o corpo não fica esperando para repor as horas perdidas. O ideal é dormir todos os dias pelo menos 6 horas (o ideal pode variar entre 6 a 9 horas para cada pessoa);

4 – Controle o consumo de álcool
Bebidas alcoólicas podem atrapalhar o seu repouso e ainda por cima causar uma ressaca no dia seguinte;

5 – Concentre-se nas coisas positivas da segunda-feira
A segunda-feira pode ser um dia maravilhoso para colocar a conversa em dia, rever colegas de trabalho, buscar novos desafios. Faça da segunda-feira um dia estimulante e positivo para você;

6 – Agrade a você mesmo
Aproveite a segunda-feira para faze algo que seja bom para você. Almoce a sua comida preferida, compre um livro, telefone para um grande amigo, ouça o CD que você mais gosta. Espante assim qualquer “energia negativa” que o dia possa ter.

7 – Não se esqueça do mais importante
A segunda-feira é o segundo dia da semana.  Para ter uma semana maravilhosa, cuide bem do seu domingo e não comprometa o dia seguinte. Evite extravagâncias e aproveite a semana inteira com muita disposição.

GOLPE WHATSAPP

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

ÓTIMO DOMINGO PARA VOCÊ!

sábado, 4 de julho de 2026

BOA NOITE

FELIZ SÁBADO!

ASSISTÊNCIA HOLÍSTICA AO TRATAMENTO DO CÂNCER

O novo modo de tratamento do câncer é uma terapia de assistência holística à saúde por excelência

“O câncer é um fenômeno típico, uma doença característica de nosso tempo. O desequilíbrio e a fragmentação que impregnam nossa cultura desempenham um papel importante no desenvolvimento do câncer, impedindo ao mesmo tempo que os pesquisadores médicos e os clínicos compreendam a doença ou a tratem com êxito.
A imagem popular do câncer foi condicionada pela visão fragmentada do mundo em nossa cultura, pela abordagem reducionista da nossa ciência e pelo exercício da medicina orientado para o uso maciço de tecnologia. O câncer é visto como um forte e poderoso invasor que ataca o corpo a partir de fora. Parece não haver esperança de controlá-lo, e para a grande maioria das pessoas câncer é sinônimo de morte. O tratamento médico — radiação, quimioterapia, cirurgia ou uma combinação dessas técnicas — é drástico, negativo e danifica ainda mais o corpo. Os médicos estão cada vez mais propensos a ver o câncer como um distúrbio sistêmico, uma doença que, no início, é localizada, mas que tem a faculdade de se propagar e realmente envolve o corpo inteiro, e em que o tumor original é apenas a ponta do iceberg. Os pacientes, entretanto, insistem freqüentemente em considerar seu próprio câncer um problema localizado, especialmente durante sua fase inicial. Vêem o tumor como um objeto estranho e querem livrar-se dele o mais rapidamente possível e esquecer todo o episódio. A maioria dos pacientes está tão completamente condicionada em suas idéias, que se recusa a considerar o contexto mais amplo de sua enfermidade, sem perceber a interdependência de seus aspectos psicológicos e físicos. Para muitos pacientes cancerosos, seu corpo tornou-se um inimigo em quem não podem confiar e do qual se sentem inteiramente divorciados.
Um dos principais objetivos na abordagem Simonton é inverter a imagem popular do câncer, que não corresponde às conclusões da pesquisa atual. A moderna biologia celular mostrou que as células cancerosas não são fortes e potentes, mas, pelo contrário, fracas e confusas. Elas não invadem, atacam ou destroem, mas, simplesmente, se super-reproduzem. Um câncer principia com uma célula que contém informação genética incorreta, porque foi danificada por substâncias nocivas ou outras influências ambientais, ou simplesmente porque o organismo produziu ocasionalmente uma célula imperfeita. A informação defeituosa impede a célula de funcionar normalmente; e se essa célula reproduz outras com a mesma constituição genética incorreta, o resultado é um tumor composto de uma massa de células imperfeitas. As células normais se comunicam eficazmente com seu meio ambiente para determinar suas dimensões ótimas e sua taxa de reprodução, ao contrário do que acontece com a comunicação e a auto-organização das células malignas. Em conseqüência disso, crescem mais do que as células saudáveis e reproduzem-se a esmo. Além disso, a coesão normal entre as células pode se enfraquecer, e então as células malignas desprendem-se da massa original e viajam para outras partes do corpo, formando novos tumores — o que é conhecido como metástase.
Num organismo saudável, o sistema imunológico reconhece as células anormais e as destrói, ou, pelo menos, as mantém cercadas para que não possam propagar-se. Mas se, por alguma razão, o sistema imunológico não é suficientemente forte, a massa de células defeituosas continua a crescer. O câncer não é, portanto, um ataque vindo do exterior, mas um colapso interno.
Os mecanismos biológicos do crescimento canceroso deixam claro que a busca de suas causas tem que caminhar em duas direções. Por um lado, precisamos saber a causa da formação de células cancerosas; por outro, precisamos entender a causa do enfraquecimento do sistema imunológico do corpo.
Muitos pesquisadores chegaram à conclusão, ao longo dos anos, de que as respostas a ambas essas questões consistem numa complexa rede de fatores genéticos, bioquímicos, ambientais e psicológicos interdependentes. Com o câncer, mais do que com qualquer outra doença, a tradicional prática biomédica de associar urna doença física a uma causa física específica não é apropriada. Mas como a maioria dos pesquisadores ainda trabalha dentro da estrutura biomédica, eles acham o fenômeno do câncer extremamente desconcertante.
Simonton assinalou: "O tratamento do câncer encontra-se hoje num estado de total confusão. Quase se parece com a própria doença: fragmentado e confuso". E reconhece plenamente o papel das substâncias e influências ambientais cancerígenas na formação de células cancerosas e defendem vigorosamente a implementação de uma política social apropriada para eliminar esses riscos para a saúde. Entretanto, concluíram também que nem as substâncias cancerígenas, nem a radiação ou a predisposição genética fornecem, por si e em si mesmas, uma explicação adequada para a causa do câncer. Nenhuma explicação para o câncer será completa sem uma resposta para esta questão crucial: o que impede que o sistema imunológico de uma pessoa, num determinado momento, reconheça e destrua células anormais, permitindo, assim, que elas cresçam e se convertam num tumor que ameaça a vida? Esta foi a questão em que se concentraram, em suas pesquisas e na prática terapêutica; e concluí que ela só pode ser respondida desde que sejam considerados, cuidadosamente, os aspectos mentais e emocionais da saúde e da doença.
O quadro emergente do câncer é compatível com o modelo geral de doença sobre o qual estivemos discorrendo. Um estado de desequilíbrio é gerado pelo estresse prolongado, que é canalizado através de uma determinada configuração da personalidade, dando origem a distúrbios específicos. No caso do câncer, as tensões cruciais parecem ser aquelas que ameaçam algum papel ou alguma relação central da identidade da pessoa, ou as que criam uma situação para a qual, aparentemente, não há escapatória.
Numerosos estudos sugerem que essas tensões críticas ocorrem tipicamente de seis a dezoito meses antes do diagnóstico do câncer. Elas são passíveis de gerar sentimentos de desespero, impotência e desesperança. Em virtude desses sentimentos, uma doença grave e até a morte podem tornar-se consciente ou inconscientemente aceitáveis como solução potencial.
Simonton e outros pesquisadores desenvolveram um modelo psicossomático de câncer que mostra como os estados psicológicos e físicos colaboram na instalação da doença. Embora muitos detalhes desse processo ainda precisem ser esclarecidos, tornou-se evidente que o estresse emocional tem dois efeitos principais: inibe o sistema imunológico do corpo e, ao mesmo tempo, acarreta desequilíbrios hormonais que resultam num aumento de produção de células anormais. Assim, estão criadas as condições ótimas para o crescimento do câncer. A produção de células malignas é incentivada precisamente na época em que o corpo é menos capaz de destruí-las.
No que se refere à configuração da personalidade, os estados emocionais do indivíduo parecem ser o elemento crucial no desenvolvimento do câncer. A ligação entre câncer e emoções vem sendo observada há centenas de anos, existindo hoje provas substanciais do significado de estados emocionais específicos. Estes são o resultado de uma biografia particular que parece ser característica dos pacientes com câncer. Perfis psicológicos de tais pacientes foram estabelecidos por numerosos pesquisadores, alguns dos quais são até capazes de prever a incidência do câncer com notável precisão, com base nesses perfis.
Estudados mais de quinhentos pacientes com câncer e identificou os seguintes componentes significativos em suas biografias: sentimentos de isolamento, abandono e desespero durante a juventude, quando relações interpessoais intensas parecem ser difíceis ou perigosas; uma relação forte com uma pessoa ou grande satisfação com um papel no início da idade adulta, tornando-se o centro da vida do indivíduo; perda da relação ou do papel, resultando em desespero; interiorização do desespero, a ponto de os indivíduos serem incapazes de deixar outras pessoas saberem quando eles se sentem magoados, coléricos ou hostis. Esse padrão básico foi confirmado como típico de pacientes com câncer por numerosos pesquisadores.
A abordagem Simonton afirma que o desenvolvimento do câncer envolve um certo número de processos psicológicos e biológicos interdependentes, que esses processos podem ser reconhecidos e compreendidos, e que a seqüência de eventos que leva à doença pode ser invertida de modo a que o organismo se torne
saudável novamente. Tal como em qualquer terapia holística, o primeiro passo no sentido de se iniciar o ciclo de cura consiste em conscientizar os pacientes do contexto mais amplo de sua enfermidade. O estabelecimento do contexto do câncer começa por se solicitar aos pacientes que identifiquem as principais tensões que ocorreram em sua vida de seis a dezoito meses antes do diagnóstico. A lista dessas tensões é, então, usada como base para se analisar a participação dos pacientes no desencadeamento de sua enfermidade. O objetivo do conceito de participação do paciente não é suscitar um sentimento de culpa, mas criar a base para a inversão do ciclo de processos psicossomáticos que culminaram na doença.
Enquanto Simonton estabelece o contexto da enfermidade de um paciente, eles também fortalecem sua crença na eficácia do tratamento e na potência das defesas do corpo. O desenvolvimento dessa atitude positiva é crucial para todo o tratamento. Estudos realizados mostraram que a resposta do paciente ao tratamento depende mais de sua atitude do que da gravidade da doença. Uma vez gerados os sentimentos de esperança e expectativa, o organismo traduz esses sentimentos em processos biológicos, que começam a restaurar o equilíbrio e a revitalizar o sistema imunológico, utilizando os mesmos caminhos que foram usados no desenvolvimento da doença. A produção de células cancerosas decresce, enquanto o sistema imunológico se torna mais forte e mais eficiente para lidar com elas. Enquanto ocorre esse fortalecimento, a terapia física é usada em conjunto com a abordagem psicológica, a fim de ajudar o organismo a destruir as células malignas.
O Simonton vê o câncer não como um problema meramente físico, mas como um problema da pessoa como um todo. Assim, a terapia por eles adotada não se concentra exclusivamente na doença, mas ocupa-se do ser humano total. É uma abordagem multidimensional que envolve várias estratégias de tratamento planejadas para iniciar e dar apoio ao processo psicossomático de cura. No nível biológico, a finalidade é dupla: destruir as células cancerosas e revitalizar o sistema imunológico.
Além disso, usa-se o exercício físico regular para reduzir a tensão, aliviar a depressão e ajudar os pacientes a manter um contato mais estreito com seu próprio corpo. A experiência mostrou que os pacientes com câncer são capazes de uma atividade física muito maior do que a maioria das pessoas supõe.
A principal técnica de fortalecimento do sistema imunológico é um método de relaxamento e de formação de imagens mentais que os Simontons desenvolveram quando perceberam o importante papel das imagens visuais e da linguagem simbólica no biofeedback. A técnica de Simonton consiste na prática regular de relaxamento e visualização, durante a qual o câncer e a ação do sistema imunológico são descritos na própria linguagem simbólica do paciente. Comprovou-se que essa técnica é um instrumento extremamente eficiente para fortalecer o sistema imunológico, freqüentemente resultando em reduções espetaculares ou na eliminação de tumores malignos. Além disso, o método de visualização é também uma excelente maneira de os pacientes se comunicarem com seu inconsciente. Simonton vem trabalhando estreitamente com as imagens mentais de seus pacientes e aprenderam que elas dizem muito mais acerca dos sentimentos dos pacientes do que quaisquer explicações racionais.
Embora a técnica de visualização desempenhe um papel central na terapia Simonton, é importante enfatizar que a visualização e a terapia física não são suficientes, por si sós, para curar pacientes com câncer. Segundo Simonton, a doença física é uma manifestação dos processos psicossomáticos subjacentes, que podem ser gerados por vários problemas psicológicos e sociais. Enquanto esses problemas não forem resolvidos o paciente não ficará bom, ainda que o câncer possa temporariamente desaparecer. A fim de ajudarem os pacientes a resolver os problemas que estão na raiz de sua enfermidade, Simonton faz do aconselhamento psicológico e da psicoterapia elementos essenciais de sua abordagem. A terapia tem usualmente lugar em sessões de grupo, nas quais os pacientes encontram apoio e encorajamento mútuos.
Concentra-se nos problemas emocionais, mas não os separa dos padrões mais amplos da vida dos pacientes; assim, inclui geralmente aspectos sociais, culturais, filosóficos e espirituais.
Para a maioria dos pacientes com câncer, o impasse criado pela acumulação de eventos estressantes só pode ser superado se eles mudarem parte de seu sistema de crenças. A terapia de Simonton mostra-lhes que sua situação parece irremediável apenas porque eles a interpretam de uma forma que limita suas respostas. Os pacientes são encorajados a explorar interpretações e respostas alternativas a fim de encontrarem um modo saudável de resolver a situação estressante. Assim, a terapia envolve um exame contínuo do sistema de crenças e da visão de mundo dos pacientes.”
Fonte O Ponto de Mutação – Fritjof Capra