sexta-feira, 18 de setembro de 2026

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

THE WORKING WEEK

SEXTA-FEIRA ABENÇOADA!

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

SORTE DE HOJE

SEU TEMPO É PRECIOSO E DEVE SER PROTEGIDO PELA JUSTIÇA

A Teoria do Desvio Produtivo vem em favor do consumidor lesado pela demora na resolução dos problemas junto aos prestadores de serviço e empresas

Quem nunca ficou horas no telefone tentando resolver problemas gerados por serviços mal realizados ou produtos defeituosos, daquela provedora de TV a cabo e internet, de bancos, lojas online e até concessionárias de água e luz?
Ou então, quem já não passou pela situação de, mesmo após comunicar a falha do lojista ou prestador de serviço, este não atende solicitações de troca, devolução do dinheiro, realiza cobrança indevida, obrigando o consumidor a gastar seu precioso tempo para resolver problemas que não deu causa?
Pois então, o tempo é um bem importantíssimo para o mundo moderno, que cada vez mais está acelerado (apesar da recaída na pandemia), exigindo de cada um que aproveite ao máximo cada minuto.
A perda de tempo útil é um fato danoso e gera abalo moral àquele que, mesmo agindo corretamente, foi prejudicado por um atendimento de má qualidade, demorado, desrespeitoso ou ineficiente.
O Judiciário vem repreendendo essas práticas, por meio da Teoria do Desvio Produtivo do Consumidor.

1) Um problema minúsculo pode gerar um dano imensurável
As facilidades da internet e demais meios de comunicação permitem contato direto do consumidor com o prestador de serviços ou o lojista, o que possibilita uma comunicação rápida sobre o problema ou defeito encontrado, devendo então o vendedor/fornecedor prestar a devida atenção e assistência à queixa.
Quando, por ineficiência ou má-fé, não se chega a um consenso entre consumidor e empresa, ou então o problema é resolvido após meses e anos de reclamação, percebe-se que houve gasto desnecessário de energia, o que presume um dano moral suportado pelo consumidor de boa-fé.

E como o Judiciário tem encarado essa realidade?
O Superior Tribunal de Justiça reconhece o dano causado ao consumidor que perde seu tempo e se frustra ao tentar resolver amigavelmente a questão e não consegue.
A isso deu o nome de Teoria do Desvio Produtivo, e assim vem decidindo o STJ favoravelmente ao consumidor lesado, conforme julgados anteriores em AREsp 1.260.458/SP e AREsp 1.241.259/SP.

2) Consumidor, você precisa comprovar os danos sofridos!
As vezes, em meio ao aborrecimento constante pela falta de suporte ao consumidor, este esquece de anotar os números de protocolo, de gravar as ligações, ou de fazer reclamações por escrito, o que poderá prejudica-lo no futuro caso necessite buscar a justiça de alguma forma.
Portanto, é muito importante que se faça reclamação formal em sites especializados!
Recomenda-se os sites www.reclameaqui.com.br (grande variedade de empresas cadastradas) e www.consumidor.gov.br (é praticamente o PROCON online), onde as empresas poderão ter uma ultima chance de satisfazer o cliente ou mandá-lo buscar seus direitos.
Nas reclamações, é possível anexar os protocolos, conversas, tentativas de resolver a questão, e as empresas responderão em um prazo estipulado, pelo site ou e-mail e telefone.

3) Já fiz reclamação escrita, mas nada se resolveu, perdi mais do meu tempo?
As reclamações realizadas podem ser usadas em processo judicial, caso necessário, podendo provar todo tempo perdido sem a solução de problemas que, muitas vezes, são simples de resolver, mas a indiferença por parte da empresa não permitiu terminar com o impasse.

Lembrando que apenas a palavra do consumidor, sem qualquer outra prova documental ou testemunhal, não garante uma decisão favorável, devendo este fazer seu “dever de casa” e anotar os protocolos de atendimento, tirar “print” de e-mails e conversas WhatsApp, fazer reclamação escrita, a fim de demonstrar a culpa do fornecedor/lojista.

FONTES:
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL: AREsp 1.260.458/SP. Relator: MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE. DJ: 24/04/2018. Superior Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.260.458&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&... >. Acesso em: 11 set. 2020.
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL: AREsp 1.241.259/SP. Relator: ANTONIO CARLOS FERREIRA. DJ: 27/03/2018. Superior Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.241.259&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&.... Acesso em: 11 set. 2020.

Por José Roberto Giovinazzo Hortense
Fonte JusBrasil Notícias

IMPORTÂNCIA X URGÊNCIA

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

7 DICAS PARA PARAR DE PROCRASTINAR (DEFINITIVAMENTE!)


A procrastinação é um hábito contraprodutivo tão enraizado no modo de ser da maior parte das pessoas, que lutar contra ele com hacks pode não ser o bastante. Confira dicas para não procrastinar, baseadas no que dizem os estudiosos.
A procrastinação pode ser uma inimiga da rotina para quem não consegue fugir dela. Adiar as tarefas é contraprodutivo quando se quer otimizar o tempo e tirar o máximo de um dia. Mas é um problema tão enraizado no ser humano, que pesquisadores conseguiram compilar uma coletânea de filósofos que estudaram o tema ao longo da história. E como parar de procrastinar?
Tratar uma questão praticamente intrínseca às pessoas (salvo exceções) com técnicas ditas “fáceis”, como hacks, então, tem uma eficiência limitada. Por isso, o site Quartz criou um guia, que combina hacks com táticas pessoais para você examinar seus processos internos. E, assim, criar uma “própria abordagem holística” para parar de procrastinar – de uma vez por todas.

7 PASSOS QUE VÃO TE AJUDAR A PARAR DE PROCRASTINAR

#1 DÊ O PRIMEIRO (MICRO)PASSO
Fazer um pequeno primeiro movimento é uma estratégia apoiada pela ciência para vencer a procrastinação. O truque é definir uma meta baixa, “tão baixa que o hedonista em você, que prefere se sentir bem agora e lidar com coisas reais depois, não vai se negar”, resume o Quartz.
O psicólogo e diretor do Centro de Pesquisa sobre Procrastinação da Universidade de Carleton, no Canadá, Tim Pychyl, testou essa abordagem. As descobertas confirmaram sua eficácia: “uma vez que os alunos começaram, eles avaliaram as tarefas como menos difíceis e menos estressantes, e ainda mais agradáveis do que pensavam”, diz Tim.
Além disso, completar os micro-objetivos ajuda a dar uma sensação de realização, que serve como combustível para continuar trabalhando.

#2 GERENCIE SUAS EMOÇÕES, NÃO APENAS SEU TEMPO
Acreditar que você deve esperar estar com bom humor para fazer algo é uma armadilha que pode levar à procrastinação. Joseph Ferrari, um professor de psicologia na Universidade DePaul, nos Estados Unidos, descobriu que o pensamento “não estou com humor para cumprir X tarefa” pode levar a um ciclo vicioso.
De acordo com Fuschia Sirois, professora e psicóloga na Universidade de Sheffield, no Reino Unido, afirma que se esquivar de uma atividade com a desculpa “do humor” é um jeito de regular externamente as emoções. Sejam elas, medo de falhar, de decepcionar os outros, de perder autoestima, de não se sair perfeitamente, etc. “É apenas uma forma de lidar com emoções com as quais você está mal preparado para lidar”, explica Fuschia.
Isso pode ser o suficiente para paralisar e impulsionar a pessoa a procurar qualquer outra coisa para fazer além do que ela precisa – uma reação muitas vezes instintiva. Uma pesquisa corroborou a explicação da especialista e determinou que as pessoas que tem habilidade de regular as emoções mais desenvolvida, e os que aguentam mais as emoções desagradáveis, são menos propensos a procrastinar.
Para parar de procrastinar, a psicóloga recomenda refletir sobre a razão real do adiamento das tarefas, e recorrer a táticas de regulação emocional. Entre as sugeridas, estão reformular o modo como você vê uma situação (os psicólogos chamam de “reavaliação cognitiva”) ou nomear a emoção que você está experimentando (“rotular”) – que ajudam a lidar com os sentimentos estão desencadeando a procrastinação.

#3 NOMEIE O PROBLEMA: É MESMO PROCRASTINAÇÃO?
Clarificar o que são casos de procrastinação e o que são apenas atrasos, que têm outro sentido, facilita o processo de visualizar a prática e gerenciá-la. “Rotular corretamente um atraso é importante, porque você não pode derrotar um inimigo se sua imagem dele for vaga ou estiver turva”, resume o Quartz.
Os atrasos podem ter diversos fins, e alguns necessários para aumentar a produtividade. É o caso de quando alguém demora para cumprir uma tarefa a fim de coletar mais informações, ou descansar e refrescar a cabeça, por exemplo. Também existem outros que são inevitáveis e derivados de circunstâncias externas.

Categorização de alguns tipos de atraso, segundo estudiosos:
1. INEVITÁVEIS
Quando o cronograma de uma pessoa está sobrecarregado ou uma crise relacionada a uma obrigação a tira dos eixos em questão de produtividade.

2. DE ADRENALINA
Quando uma pessoa atrasa uma tarefa porque gosta da pressão de fazer no último minuto.

3. HEDONÍSTICOS
Quando uma pessoa escolhe fazer algo instantaneamente gratificante e prazeroso ao invés da tarefa que precisa cumprir.

4. DEVIDO A PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
Como o luto ou outro estado de humor ou estado mental, seja crônico ou agudo.

5. PROPOSITAIS
Quando uma pessoa precisa fazer uma coisa antes de cumprir a tarefa.

6. IRRACIONAIS
Que são inexplicáveis ​​para o procrastinador e muitas vezes alimentados pelo medo e pela ansiedade.

#4 PRATIQUE A PROCRASTINAÇÃO “ESTRUTURADA”
Em 1996, o professor de filosofia de Stanford John Perry apresentou o conceito de “procrastinação estruturada” – sobre o qual também escreveu um livro. Procrastinar com estrutura envolve colocar a tarefa mais urgente e assustadora no topo da lista e acrescentar outras atividades igualmente valiosas, mas que são menos amedrontadoras.
Segundo John, como os procrastinadores evitam tudo o que está no topo da lista, o ideal é colocar a tarefa mais importante e aproveitar sua vontade de evitá-la para resolver todas as outras. O especialista também recomenda preencher a lista de tarefas com atividades que você cumpriria de qualquer forma – como fazer café e carregar o celular. Assim, você aumenta o sentimento de realização e de motivação, que te ajudam a realizar tudo o que precisa.
Leia também: Aprenda a se desligar: dicas para melhorar sua relação com a tecnologia e aumentar sua produtividade

#5 VISUALIZE O SEU FUTURO “EU”
Acreditamos que o ‘eu’ de amanhã ou da próxima semana terá mais energia, mais força de vontade para seguir adiante em alguma tarefa que parece ameaçadora”, diz Fuschia. “Mas nós realmente não mudamos muito nesse período de tempo”.
Reforçar o senso de continuidade – ou seja: entender que o futuro só vai trazer melhorias a sua produtividade, se o comportamento mudar – pode levar a menos procrastinação, segundo estudiosos. Entre eles, Eve-Marie Blouin-Hudon, uma psicóloga pesquisadora que desenvolveu um exercício de visualização guiada.
Com duração de 10 minutos, e devendo ser praticado diariamente, pode ajudar na visualização do “eu” do futuro – “para ver que eles [‘eu’ do presente e ‘eu’ do futuro] são em grande parte um e o mesmo, e assim ser mais gentil com si mesmo”.
Para começar, escolha a área em que você mais precisa parar de procrastinar. Então, imagine a si mesmo em uma certa “data limite”. Onde você está? O que vê? Como se sente? Que palavras você lê em um e-mail sobre essa tarefa? Pense sobre essas perguntas e tente se colocar no futuro. Ouça o exercício guiado completo aqui – embora seja direcionado para estudantes, pode te inspirar a criar o seu próprio.

#6 FAÇA PLANOS QUE INCLUAM OS IMPREVISTOS
Ainda que você se comprometa a não procrastinar, os imprevistos podem acabar com seus planos. No entanto, uma mudança de comportamento pode ser o bastante para prevenir essa situação.
É o que defende Thomas Webb, psicólogo da Universidade de Sheffield. Em específico, Thomas considera que adquirir uma atitude baseada na estratégia “se-então” pode ser a melhor saída.
Criada pelo psicólogo Peter Gollwitzer, a técnica “se-então” (em inglês, if-then) consiste em identificar antecipadamente fatos externos e internos que podem te atrapalhar no cumprimento da tarefa. O segundo passo é pensar, também antecipadamente, na resposta ao “imprevisto”. A reação pode envolver uma ação ou um pensamento.
Por exemplo: alguém que planeja caminhar até o trabalho pode prever como reagiria se chovesse. Com a chuva, prevê que surgirá a vontade de ir de carro e pode se lembrar de pensar no quanto se sentirá bem depois do exercício, para se motivar. Assim, com o se-então, você se prepara e evita a autossabotagem.
Tente cuidar do seu ambiente físico e mental para minimizar o número de situações críticas. Desligue as notificações eletrônicas, se acha que vão te distrair em algum momento, por exemplo.

#7 EVITE SE REPREENDER
No fim das contas, os sentimentos negativos funcionam como desmotivadores e impedem que você veja com clareza a situação.
Quando os procrastinadores se sentem mal, eles não se sentem mal não apenas com as coisas que estão adiando, mas sim porque lembram de todas as vezes em que procrastinaram no passado”, explica Fuschia. “Então isso alimenta de volta os sentimentos negativos, que contribuem para querer evitar a tarefa”, completa.
Existem vários exercícios que podem ajudar no reconhecimento e no controle das emoções autodestrutivas, seja pelo perdão, ou compaixão consigo mesmo, diz a especialista. O que ela recomenda é sempre que lembrar de algum momento em que procrastinou, ou quando acabar de passar por isso, escrever um bilhete, como se fosse a um amigo, assegurando de que não há nada de errado ou imoral no que “ele” (o “amigo”) fez. “Somos muito mais gentis com outras pessoas que estão lutando do que com nós mesmos”, diz Fuschia.
Normalizar os seus erros ajuda a controlar as emoções, para que você consiga seguir em frente com suas atividades, e não ficar paralisado pelos sentimentos negativos. Diga a si mesmo: “você não foi a primeira pessoa a procrastinar e você não será a última”, brinca a psicóloga.

DICA DO NA PRÁTICA
Autoconhecimento é fundamental para você embasar as suas decisões de vida e carreira. É por meio dele que você vai responder dúvidas que podem estar na sua cabeça, como: “O que te traz felicidade genuína?”, “O que dá significado para sua vida?”, “Qual carreira faz mais sentido para mim?”.
Por Suria Barbosa
Fonte napratica.org

FAÇA A DIFERENÇA

terça-feira, 15 de setembro de 2026

COMO COMEÇAR A CARREIRA DE ADVOGADO AUTÔNOMO?


Alcançar uma carreira promissora de advogado autônomo pode envolver alguns percalços e sacrifícios no caminho mas, em geral, é altamente recompensadora. Gerenciar uma carreira jurídica exige responsabilidades e perseverança, além de um alto nível de perspicácia para se destacar no mercado.
O inicio da carreira de todo profissional freelancer pode variar muito, mas duas coisas são comuns a todos: o esforço na hora de tentar se inserir no mercado de trabalho e a constante duvida de como conseguir essa inserção. Por isso, preparamos algumas dicas práticas para te ajudar a alcançar essa inclusão. 

Como obter experiência?
Iniciar uma carreira de advogado autônomo requer alguma experiência. Esse passo, a principio, não é muito difícil, uma vez que vários escritórios de Direito e assessorias jurídicas contratam estagiários e estudantes recém-formados para se incorporarem ao seu quadro de profissionais. No inicio, esses profissionais não ficarão com as tarefas mais gratificantes do escritório, pois sua atuação pode se restringir a dar informações aos clientes, fazer pesquisas jurisprudenciais e preparar documentos administrativos e petições.
O problema é que esse trabalho costuma ser mal remunerado e, dependendo da sua carga de trabalho, esse problema pode se agravar. Para se obter uma boa experiência é necessário permanecer numa mesma área de 2 a 5 anos e poucos podem se dar ao luxo de serem mal remunerados por tanto tempo.
Outra opção é abrir um escritório modelo com ajuda da sua instituição de ensino. Esse escritório pode ser uma ponte entre a universidade e o inicio da sua carreira profissional. No escritório a vivencia é a mesma de um escritório tradicional, incluindo assessoria jurídica e participação em julgamentos.

Melhores lugares para abrir um escritório
Um escritório jurídico deve ser bem localizado. Prédios tradicionais de escritórios situados próximos a fórum e tribunais é sempre a melhor opção. Algumas profissões possuem mais flexibilidade na hora de abrir um escritório, mas para um advogado o local de um escritório demonstra prestígio e credibilidade. Nas cidades pequenas, a concorrência é bem menos acirrada, porque a grande maioria dos advogados e escritórios importantes e tradicionais se concentram nos grandes centros urbanos.
Uma maneira de diminuir o custo inicial e assim conseguir iniciar um escritório é compartilhar o espaço com outros advogados. Mesmo que no inicio o numero de advogados seja alto, o importante é conseguir recursos suficientes para pagar o aluguel e outras despesas iniciais, como água, luz e telefone. Outras despesas também devem ser, como móveis, materiais de informática, equipamento de escritório e arquivos para documentação. Uma opção nesse inicio é comprar móveis de segunda mão, alugar escritórios mobiliados, ou entrar em um escritório que já tenha essa estrutura montada.

Fazendo os primeiros clientes
A maneira mais eficaz de se conseguir clientes no inicio da carreira de advogado autônomo é o famoso boca a boca. Pode não ser fácil porque a profissão de advogado é muito saturada e a tradição dos grandes escritórios ainda desempenha um papel muito importante, mas nem por isso vale desistir. Se você tem um familiar nesse setor ou um contato em um escritório, isso pode ser de grande valia nesse inicio de carreira, colocando você a frente dos outros recém-graduados.
Uma boa opção nesse início de carreira é anunciar o seu escritório na mídia. Um bom anúncio vinculado em rádio ou em redes sociais é uma maneira rápida de obter clientes. É necessário respeitar os princípios da dignidade, ética, probidade e honestidade para se conseguir o resultado esperado nesse momento. Quanto aos honorários, o ideal é seguir as recomendações da OAB. Outra alternativa é trabalhar com preços mais baixos como forma de conseguir clientes. Em geral se associam altos honorários com bons advogados, mas na realidade não é isso que acontece na pratica.

Especialize-se
Um advogado que não se especializa em uma área especifica acaba ganhando menos destaque do que aqueles que atuam sempre na mesma área e a dominam. Áreas especificas, como Direito do trabalho e Direito administrativo podem garantir altos ganhos. Uma especialização é fundamental para melhorar o desempenho na área escolhida. Além disso, é importante estar atento a novos mercados, aproveitando que o Direito está sempre se abrindo a novas áreas como.
Pode ser assustador o início de carreira, mas é necessário dar o primeiro passo. Com as dicas nesse post você tem ainda mais chances de se bem suceder. Ainda tem alguma dúvida? Deixe seu comentário contando para nós. Comentários pertinentes e novas sugestões também são bem-vindas a participar da conversa.

COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA JURÍDICA?


Cedo ou tarde todos nós necessitaremos de algum tipo de suporte legal. Entenda como a consultoria pode lhe ajudar a evitar problemas futuros, seja para pessoas físicas ou jurídicas.
Você saberia garantir seus direitos se comprasse um produto defeituoso e o fabricante não oferecesse a devida assistência? Ou o passo a passo de como lidar com uma multa de trânsito indevida? Ao comprar um imóvel, você saberia avaliar o contrato? Ou ainda, se você possuísse uma empresa, saberia como se resguardar de processos trabalhistas?
Como se pode ver, muitas são as situações do cotidiano em que uma consultoria jurídica se faz necessária, seja de forma preventiva ou para lidar com problemas já existentes. Um consultor jurídico poderá prestar serviços para pessoas e empresas, dando assessoria relacionada a diversas áreas do direito.
Basicamente, o consultor irá ajudar o cliente a esclarecer assuntos sobre legislação, ajudando-o a cumprir determinados requisitos legais. Entenda como a consultoria pode ajudar a evitar problemas futuros e qual a sua importância para evitar complicações legais.

Como funciona uma consultoria jurídica?
Uma assessoria jurídica bem feita será capaz de trazer soluções rápidas e contundentes para o seu problema. Por isso, para garantir que a consultoria seja eficiente, é fundamental contratar um advogado experiente e que seja especializado na área do seu caso.
O atendimento pode ser feito de várias maneiras. Existem profissionais que realizam consulta presencial ou por telefone. Também é possível contratar um advogado online. O tipo de vínculo com o escritório ou advogado pode ser acordado previamente:
  • um contrato mensal, com valores predeterminados
  • ou uma consultoria avulsa para solucionar um problema mais pontual

Quando recorrer a uma consultoria jurídica?
A consultoria jurídica também é chamada de advocacia preventiva, justamente porque seu objetivo principal é resguardar o cliente perante trâmites legais. Para ficar mais, claro vamos dar um exemplo bem recorrente. Imagine um casal que acaba de comprar um imóvel para iniciar uma vida juntos. No entanto, a construtora não cumpre o prazo de entrega e o contrato assinado pelo casal não dá nenhuma garantia de ressarcimento ou cobertura de danos.
Em meio a tantos detalhes, é comum que compradores acabem não prestando atenção às cláusulas. O resultado são milhares de casos de compradores frustrados e atados por "armadilhas" no contrato. Se este casal tivesse consultado um advogado antes de comprar o imóvel, seria possível identificar se existem cláusulas abusivas no contrato e exigir seus direitos como consumidor, sem sofrer prejuízos financeiros ou grandes frustrações.
Por isso, uma consultoria jurídica é muito mais indicada quando as dúvidas sobre determinada legislação ainda não viraram um problema ou uma ação judicial. Mas vale lembrar que também faz parte da avaliação de um processo, seja para determinar viabilidade do caso ou para indicar alternativas e opções de recursos de algo que já está em andamento em juízo.
Uma consultoria jurídica em empresas pode auxiliar em diversas frentes. Por exemplo, dando assessoria no planejamento tributário, oferecendo consultas sobre a normativa de patentes ou na legislação sobre exportação e importação de produtos. Ou ainda, orientando na contratação ou demissão de funcionários para não correr riscos de processos trabalhistas.
Se você ainda tem dúvidas sobre este tipo de serviço ou busca recomendações para contratar um advogado especializado, entre em nossa sessão "Perguntas". Lá, você terá mais diversos profissionais dispostos a lhe ajudar.
Fonte Mundo Advogados

DIA DO CLIENTE

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

5 MITOS QUE IMPEDEM AS PESSOAS DE CONTRATAREM UM ADVOGADO


Tem gente que não procura um médico com receio de descobrir doença. Outros, não consultam um engenheiro com medo de encarecer a obra. Na advocacia, não é diferente. Assim como o médico e o engenheiro, o advogado - por várias vezes - é um profissional que deixa de ser solicitado devido a algumas cismas das pessoas.
Isto acontece porque ainda existe todo um folclore sobre a figura do advogado. Boa parte dele, de fato, é crendice. O contato com o advogado deve ser desmistificado, ainda mais por esta profissão encontrar-se em grande processo de modernização e aproximação com a sociedade. Resolvemos elencar algumas opiniões comuns que afastam as pessoas de consultar um advogado e explicar o porquê destes argumentos serem mitos:

1. Advogados custam muito caro
É verdade que um bom advogado cobra o valor que acha justo. Aliás, fuja dos advogados que cobram excessivamente barato, pois estes acumulam muitos clientes - trabalhando na quantidade, não na qualidade - e muito provavelmente esquecerão seu nome logo após a assinatura do contrato.
Fuja também daquele sobrinho que acabou de tirar a OAB, ou daquele tio que se formou na década passada e há muito tempo não exerce a advocacia. Inexperiência e obsolescência são dois fatos geradores de erros na advocacia, como perda de prazos e erro de análises processuais. Muitos destes erros são insanáveis e terminam por acabar com o bom direito que você tinha.
O bom advogado pode até cobrar um valor alto, mas este "alto" nunca será maior que a vantagem que você - como cliente - irá conseguir. Você estará remunerando bem um profissional que te trará ganhos que valem muito mais que seus honorários, sejam em dinheiro ou em inestimáveis vantagens. Afinal, quanto vale a guarda de um filho? Quanto custa limpar seu nome que foi injustamente negativado? Enfim, quanto você pagaria para resolver o problema que te levou até a via judicial?

2. Só ganha causa quem tem dinheiro
Esta é uma crendice muito famosa. A ideia de que quem tem dinheiro sai comprando o judiciário inteiro é comum, principalmente às pessoas que dispõem de pouca informação.
Na verdade, a razão pela qual isto não é verdade relaciona-se com o tópico anterior. Um bom advogado não custa cem reais. Economizar na contratação de um advogado é como economizar na contratação da banda que tocará em seu casamento: no final, você sempre se arrepende de não ter gasto um pouco a mais.
Uma pessoa ganhará a causa não porque é rica, mas porque pagou o justo por um advogado que foi mais técnico e sentiu-se mais motivado a defender seus interesses. Terá ganho a causa não porque comprou o juiz ou desembargador, mas porque preferiu investir em um advogado mais atencioso a ter de gastar depois com os prejuízos suportados pela causa perdida.

3. A Justiça demora muito a resolver meu problema
Tudo bem que a justiça brasileira não é uma das mais rápidas, mas muitos casos podem ser resolvidos no intervalo de até seis meses. Isto acontece em muitos casos que tramitam na justiça trabalhista e nos juizados especiais, seja pelo alcance de um acordo ou pelo próprio trâmite menos burocrático.
Podemos estar sendo repetitivos, porém, mais uma vez: um advogado que corre atrás também faz diferença. Um despacho requerendo a intimação de uma parte pode ser cumprido até no mesmo dia, se o advogado estiver em cima; ou pode descansar na secretaria da Vara por vários meses, se não houver alguém agilizando o ato.
Além disso, muitas vezes, o que torna o processo demorado não são circunstâncias processuais, mas fáticas: é um sujeito que não é localizado, uma certidão que a administração não fornece, um documento que alguém não sabe onde foi parar, etc. Aí a culpa já não é da Justiça; nesses casos, seu problema demoraria a ser resolvido mesmo extrajudicialmente.

4. Se eu for pra Justiça, terei muito aborrecimento
Se você pensou em procurar um advogado, é porque este aborrecimento já bateu à sua porta. O advogado é quem vai te ajudar a resolver seu problema, dando-te a devida orientação e intercedendo para que este problema não se agrave. Entrar na Justiça não é sinônimo de ter problema, mas de começar a resolvê-lo.
Não há por quê ter medo de juiz, promotor ou de pisar no fórum. Até mesmo quando você achar que não tem razão, a Justiça não se isentará de te servir como lugar neutro, onde você poderá questionar o problema e expor o seu lado da história. Encontrar pessoas de quem não se gosta também pode ser algo chato, mas termina por ser necessário. Na Justiça, você terá a chance de por um ponto final a qualquer situação que cause angústia.

5. Advogados costumam enrolar os clientes
Esta última também é célebre. Ao longo do tempo, criou-se um mito de que o advogado é aquele sujeito enganador. Há piadas neste sentido e o imaginário popular aviva a imagem do sujeito de terno, fala mansa e cheio de segundas intenções.
Como em toda profissão, é claro que há os profissionais mal intencionados. Porém, a cada dia, profissionais mais éticos adentram o mercado e os advogados canastrões encontram cada vez menos espaço para atuar; afinal, um cliente aborrecido não torna a procurá-lo e faz questão de fazer má propaganda.
Um bom advogado fará justamente o contrário: evitará que você caia nas ciladas jurídicas do dia a dia. Escolher um bom advogado é essencial, pois você poderá confiar nos conselhos que ele tem para oferecer e saberá que serão sempre em prol de você como cliente. Enfatizo: valorize os honorários de seu advogado; de repente, você não sabe onde foi parar o dinheiro daquela causa que ganhou e, muito depois, descobre que estava na conta daquele advogado que, no começo, só te cobrou cem reais.

Ou seja,
É papel do advogado, antes de propor qualquer valor de contrato, explicar ao cliente seus diferenciais. Um cliente esclarecido e que se sinta confortável com sua orientação certamente concordará com seus valores. Desmistificar a figura do advogado é tarefa de todos os colegas da profissão.
Do outro lado, as pessoas devem perder o medo de ter contato com o advogado. Neste mundo de informações acessíveis, buscar seus direitos tornou-se algo muito mais viável. Procure, informe-se, busque referências.
Um mal advogado pode gerar muitos problemas, mas um bom advogado pode resolver todos eles
Por Adriano Alves de Araújo
Fonte JusBrasil Notícias

UMA NOVA E ABENÇOADA SEMANA!

domingo, 13 de setembro de 2026

CARTA DA VIDA À MATURIDADE EMOCIONAL


“Depois de algum tempo …
Você vai aprender a diferença entre estender a mão e ajudar uma alma. Você vai aprender que o amor não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Você vai começar a aprender que beijos não são contratos, nem presentes ou promessas.
Você vai começar a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida, e olhar para frente com a graça de uma criança, e não com a tristeza de um adulto. Você vai aprender a construir todas as suas estradas hoje, porque o terreno do amanhã é incerto para seus projetos, o futuro tem o hábito de cair no vazio.

Depois de um tempo …
Você aprenderá que o sol queima se permanecer exposto por muito tempo. Você aceita que mesmo as pessoas boas podem te machucar e que precisa as perdoar.
Aprenderá que falar pode aliviar a dor da alma. Descobrirá que ele leva anos para construir confiança, e apenas segundos para destruí-la. E você também pode fazer coisas das quais vai se arrepender pelo resto de sua vida.
Você aprenderá que novas amizades continuam a crescer apesar da distância; e que não importa o que você tem, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que podemos escolher.
Você vai aprender que terá de mudar de amigos, se não estiver disposto a aceitar que os amigos mudam. Você vai perceber que pode passar muito tempo com seu melhor amigo fazendo qualquer coisa; ou simplesmente nada, apenas pelo prazer de desfrutar de sua companhia.
Você vai descobrir que muitas vezes ignoramos as pessoas que mais importam; por isso devemos sempre dizer à essas pessoas que as amamos, porque nunca temos certeza de quando as veremos pela última vez.

Conforme o tempo passa …
Você vai aprender que as circunstâncias e os ambientes nos influenciam, mas que somos os únicos responsáveis ​​pelo que fazemos.
Você começará a aprender que não devemos nos comparar com os outros, exceto quando queremos imitá-los a fim de fazermos algo melhor. Você vai descobrir que leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo voa.
Você vai aprender que não importa de onde você veio, mas para onde vai; e se você não sabe para onde quer ir, qualquer lugar serve. Aprenderá que, ou você controla seus atos, ou eles vão te controlar. E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação: há sempre dois lados.

Ao longo do tempo…
Aprenderá que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário independentemente das consequências.
Aprenderá que paciência requer muita prática. Você vai descobrir que, por vezes, a pessoa que você espera que o chute quando cair, talvez seja uma das poucas que o ajudará a se levantar. Maturidade tem mais a ver com o que você aprendeu com suas experiência, do que seus anos vividos.
Você vai aprender que há muito mais de seus pais em você, do que você imaginava. Vai aprender que nunca deve dizer a uma criança que seus sonhos são bobagens, pois poucas coisas são tão humilhantes quanto isso. Além disso, seria uma tragédia se ela acreditasse, porque você estaria tirando a esperança dela.
Você aprenderá que quando sentir raiva, terá o direito de senti-la, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobrirá que só porque alguém não te ama do jeito que você quer, não significa que não te ame com tudo o que pode, porque existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; às vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Você vai aprender que com a mesma severidade com que julga, também será julgado e, às vezes, condenado.
Você vai aprender que não importa em quantos pedaços seu coração se partiu, o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo.
Aprenderá que o tempo não é algo que você pode retroceder; portanto, cultive o seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
Então, e somente então, você saberá realmente o que é capaz de suportar.
Você é forte e pode ir muito mais longe do que pensou, quando pensou que não poderia mais prosseguir. E que a vida realmente vale a pena quando você tem a coragem de enfrentá-la.”
– Autor desconhecido

A DEUSA TECELÃ

Dos tempos que se perdem nas brumas, emerge majestosa a Grande Deusa Tecelã, aquela que, assim como faz a aranha até os dias de hoje, produziu do seu ventre os fios que formam a estrutura do universo. Estes mesmos fios que, ao se organizarem e reorganizarem continuamente, formam todos os diferentes elementos que compõem o mundo múltiplo, variado e diverso. Contendo tudo que foi, é e será, sua teia-vida estabelece as relações mútuas que vinculam esta grande variedade de seres no que a Ciência denomina de Campo Unificado de Energia ou Consciência.

No Egito Antigo, esta fiandeira cósmica era conhecida como a Deusa Neit. Dela emanam os fios essenciais que se interconectam na teia multidimensional, a estrutura básica de tudo que existe no universo. Dela também emana o primeiro movimento da criação, que se desdobra no trançar dos fios em infinitas possibilidades, que vão tecendo a realidade cósmica.

A Grande Deusa fia e tece toda a existência do caos bruto em realidade. Por isto, o fiar e o tecer são, desde os primórdios, atribuídos ao universo feminino. A magia que permite transmutar lã, seda, linho, algodão ou outro material vegetal em fio e com ele tecer panos para os mais variados usos, permitiu aos nossos ancestrais sobreviverem nas regiões mais frias e mais quentes do planeta. E esta magia era realizada pelas mãos das mulheres, sob a inspiração da deusa.

A mais conhecida tecelã é a deusa grega Atena, patrona de todas as artes e ofícios. Como todas as divindades, ela ilumina um amplo espectro da existência humana. Quando nos desvencilhamos do viés patriarcal, que enfatiza seus aspectos relacionados com o mundo masculino, percebemos que a maior entre as dádivas de Atena é imbuir com alma todos os trabalhos civilizatórios. Em assim fazendo, ela propicia a nós mulheres uma compreensão do valor e da importância de nossos poderes criativos. Ela nos mostra como tecer o sagrado em todos os atos cotidianos.

De sua origem anterior à vinda dos helenos para a Grécia, ela incorpora a sabedoria aquática e intuitiva de sua mãe Métis, uma oceânide, finamente sintonizada com os sutis processos de transformação que ocorrem continuamente na vida das pessoas, receptiva aos sentimentos pessoais, poéticos e sensíveis, próprio do princípio feminino. Ao mesmo tempo, representa o saber abstrato, manifestado através da produção artesanal, da arte da guerra, do poder institucionalizado, introduzido pelo princípio masculino. Em sua virgindade, ela integra espírito e alma, apontando o caminho para nos relacionarmos a partir de nossa integridade, de nossa autonomia.

Na tradição hindu, a deusa tecelã recebe o nome de Maya. Posicionada no centro de sua teia, ela não apenas tece a ordem cósmica, mas a reproduz em nosso mundo dos sentidos de forma tão perfeita, que não distinguimos entre a realidade em si e nossa versão dela. Assim como Maya se posiciona no centro da teia cósmica, cada ser humano percebe a si mesmo como o centro da própria existência. Da perspectiva psicológica, cada qual fia e tece sua própria realidade, a partir de um centro que denominamos de Eu.

Mas, ao tecermos nosso próprio tecido, nossa própria individualidade, não devemos perder a noção de que estamos conectados com todos os demais seres, por meio do fio de que é feita a grande teia. Como emanações que somos da Grande Deusa Tecelã, todos nós somos constituídos da mesma substância e compartilhamos a essência divina dos fios de Neit.

Tecer significa ativar e misturar nossas experiências de vida, para produzir um padrão individual, único e inimitável, aquilo que distingue cada qual dentre todos os seres no cosmos. Quando permitimos que uma nova experiência se integra no nosso viver, quando não tememos as transformações que isto inevitavelmente traz consigo, estamos tornando nosso padrão pessoal mais complexo e, com isto, enriquecendo o padrão coletivo. Tornamo-nos co-criadores da grande teia.

Como co-criadoras, participamos na criação do nosso próprio destino individual e coletivo. Pois o destino também é atributo de deusas tecelãs. Na mitologia nórdica, tão rica em histórias que envolvem o fiar e o tecer, o destino é decretado pelas Nornas, que compunham a teia do destino com uma miríade de fios e linhas. A mais velha das três, que também parece ter sido a mais antiga, está sempre sentada ao lado de uma fonte, a Fonte de Urd, onde o próprio Odin foi buscar conselho e conhecimento.

Fiar está arrolado entre os ofícios mais antigos conhecidos, cujas origens se perdem na pré-história. Para as comunidades Kajaba da Colômbia, a condição para ser mulher é saber fiar e tecer, um ofício cujos segredos são transmitidos às jovens moças, quando de sua reclusão na tenda vermelha. Seu mito da criação diz que, quando a Mãe Universal fincou seu imenso fuso verticalmente na terra recém criada, dele se desprendeu uma fibra de fio de algodão, com a qual traçou um círculo, declarando que esta seria a terra de seus filhos. Como uma atividade desempenhada pelas mulheres em suas casas, desde a antiguidade até a revolução industrial, o processo de fiar e tecer tornou-se uma simbologia poderosa para a criação de nova ordem a partir do caos, definindo o destino humano.

E a força desta simbologia também manifesta sua influência na elaboração da moderna Teoria das Cordas, que se utiliza da imagética da fiação, descrevendo o tecido microscópico de que é feito nosso universo multidimensional como ricamente urdido a partir de cordas que vibram sem cessar e, com sua vibração, introduzem o ritmo da vida no cosmos.

Por Monika von Koss