sábado, 30 de maio de 2026

DIFICULDADE DE ACORDAR

Dificuldade de acordar pode ter relação com gene do relógio biológico

Por Marcos Muniz

DIA DE SANTA JOANA D'ARC


"Ó Santa Joana D’Arc, vós que, cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho, vos lançastes à luta, por Deus e pela Pátria, ajudai-me a perceber, no meu íntimo, as inspirações de Deus. Com o auxílio da vossa espada, fazei recuar os meus inimigos que atentam contra a minha fé e contra as pessoas mais pobres e desvalidas que habitam nossa Pátria.
Santa Joana D’Arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária. Ó Santa Joana D’Arc atenda ao meu pedido (pedido). E que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.
Santa Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me. Amém!"

THE WORKING WEEK

DEPOIS DE ALGUM TEMPO

BOM DIA, DEUS!

ENQUANTO VOCÊ DORMIA...

sexta-feira, 29 de maio de 2026

BOM FINAL DE SEMANA

DIA DA ENERGIA


Criado em 1981, numa iniciativa da Direção Geral de Energia (em Portugal), o Dia Mundial da Energia é comemorado no dia 29 de maio.
Esta comemoração tem por finalidade sensibilizar e motivar as pessoas quanto à necessidade de poupar energia, além de alertar sobre os impactos ambientais advindos da geração e a importância de preservar os recursos naturais. É também uma oportunidade de promover energias renováveis.
Fonte Ambiciência

COMO PLANEJAR UM FIM DE SEMANA REALMENTE REVIGORANTE

Depois de uma semana inteira de trabalho intenso, o que você faz na sexta-feira?

Quem respondeu que se joga no sofá e contempla uma longa lista de tarefas não está sozinho: para muitos empreendedores, o fim de semana também conta como dia útil, e não como descanso.
O problema dessa rotina é acordar um tanto exausto na segunda-feira, afirma a escritora Laura Vanderkam. Ela acaba de publicar o e-book “What the Most Sucessful People Do on the Weekend” (o que as pessoas mais bem-sucedidas fazem no final de semana), para o qual conversou com empresários de sucesso sobre sua programação de fim de semana.
Em um artigo publicado no site da revista Inc, ela resume o que ouviu desses empreendedores e dá três dicas para usar melhor o sábado e o domingo para combater os efeitos do excesso de trabalho – e voltar novo em folha para o escritório.

1 – Conte as horas vagas – e aproveite-as
Você já contou quanto tempo livre tem entre abrir uma cerveja na sexta às seis da tarde e desligar o despertador às seis da manhã de segunda? São 60 horas no total, ou 36 horas úteis, descontando-se as 24 de sono – quase a mesma carga horária de uma semana de trabalho.
“Tanto tempo não pode ser desperdiçado”, diz Vanderkam. Por isso, ela recomenda dedicação máxima ao planejamento antecipado dos dias de folga e diz que é preciso traçar estratégias com o mesmo apuro e seriedade de compromissos profissionais.

2 – Planeje eventos-âncora
A intensa semana de trabalho geralmente deixa o empreendedor esgotado na sexta-feira. Mas Vanderkam argumenta que sentar inertemente na frente da TV ou surfar aleatoriamente na internet não são as melhores maneiras de se preparar para uma nova jornada.
Parece um paradoxo, mas para renovar as energias é preciso se mexer. “Outros tipos de trabalho, como exercícios físicos, um hobby, tomar conta dos filhos ou ser voluntário, ajudam mais a preservar o ânimo para os desafios da semana do que vegetar completamente”, afirma a escritora.
O segredo para ter um fim de semana ativo é planejar alguns eventos-âncora, afirmam os entrevistados por Vanderkam para o livro. Não é preciso encher todas as horas vagas, apenas ter em mente que haverá um horário reservado para ver atividades e apresentações dos filhos, jogar futebol ou cozinhar para os amigos.
“De início, isso pode parecer pouco divertido e muito trabalhoso, mas, de acordo com os entrevistados, gastar energia dá mais ânimo para retomar o trabalho”, afirma Vanderkam.

3 – Desfrute por antecipação
Planejar com minúcia até mesmo o fim de semana parece coisa de gente bitolada, mas Vanderkam defende que essa tarefa também pode ser muito prazerosa. “Projetar o futuro e antecipar o programa representa uma boa parte da felicidade gerada por qualquer evento”, afirma.
A tática de marcar as atividades com antecedência também economiza momentos preciosos do fim de semana que em geral são gastos negociando um plano com seu cônjuge ou correndo atrás de algum restaurante que ainda tenha lugares vagos – ou de alguém para tomar conta das crianças.
Além disso, marcar um compromisso desestimula a clássica desistência de fazer algo no final de semana por estar muito cansado.
  Por Bruna Maria Martins Fontes
Fonte Papo de Empreendedor

O FUTURO DA SAÚDE SUPLEMENTAR NO BRASIL NÃO PREOCUPA NINGUÉM, MAS DEVERIA


Todos os dias existem comentários, seja nas ruas, seja nos jornais e nas revistas no sentido de que os planos privados de assistência à saúde não estão prestando bons serviços, que os consumidores estão sendo lesados, que o atendimento nos hospitais e dos médicos credenciados é precário, que existe fila e demora no atendimento e que tudo isto é muito injusto porque no final das cotas as operadoras de saúde obtem lucros astronômicos.
No entanto, nunca são avaliados os ônus assumidos por esse setor, diante do fato de que as novas tecnologias na área médica e cirúrgica, os matérias e medicamentos de ponta tem elevados custos, o envelhecimento da população no Brasil é efetivo e leva ao aumento de doenças, as insuficiências do Sistema Único de Saúde acabam sendo supridas pelos planos privados.
A pessoa quando se depara com uma situação de doença logicamente deseja ter o melhor atendimento, valer-se de novas tecnologias, dos melhores médicos, dos remédios mais eficazes, da rede hospitalar que oferta tratamento adequado com conforto. Ocorre que tudo isto tem um custo, que a cada dia é mais elevado.
Muitas dos procedimentos médicos, aliás, passaram a ser dimensionados muito mais pela tecnologia utilizada do que pela eficiência curativa. Muitos pensam: onde já se viu um médico de que não pede nenhum exame? Poucos pensam: o importante é o medico que cure o meu mal. Quando se fala de uma cirurgia, então, a situação é ainda mais complexa, pois não basta o cirurgião ser eficiente, pois ele deve ser renomado e aplicar tecnologia de última geração. Não são poucos os casos em que são discutidos diversos procedimentos cirúrgicos entre os médicos das operadoras e o médico que atendeu o paciente participante do plano de assistência à saúde.
Todo este aguçamento dos direitos dos participantes dos planos de assistência à saúde não encontra contrapartida em um julgamento sereno da posição das operadoras de saúde e da continuidade eficiente delas no cenário da saúde suplementar. São muitos os direitos dos participantes, sem que se pergunte se efetivamente eles podem ser atendidos pelas operadoras.  
De outra parte, o Poder Judiciário vem fomentando cada dia mais esses direitos, sem observar que o plano de assistência à saúde é contrato, que tem limites nele previstos que devem ser observados pelas duas partes contratantes. Ora, sem de um lado a operadora de saúde não pode praticar preços abusivos, de outra parte o usuário do plano de saúde não pode receber serviços que não contratou. No entanto, o Poder Judiciário profere todos os dias ordens judiciais determinando que operadoras de saúde prestem atendimento que não está previsto em contrato, tudo pelo pleno acesso à saúde.
Este cenário deve levar à compreensão que, como ocorre com o SUS, os planos privados de assistência à saúde também podem passar por uma saturação, cujas conseqüências são perniciosas para os seus participantes. Por esta razão, deve ser muito bem avaliado qual o papel de cada um dos atores desta relação jurídica e também qual o papel do Estado.
Na verdade, as operadoras de saúde e os participantes, sempre chamados de consumidores, não deveriam estar em partes opostas, mas sim lado a lado para solucionar questões que muitas vezes são fruto da saúde como comércio e não da saúde como bem de vida. De nada adianta tomar o medicamento mais caro se ele não for o mais eficaz.

Por Ana Paula Oriola De Raeffray
Fonte Consultor Jurídico

APRENDA A CAUSAR UMA BOA IMPRESSÃO EM EVENTOS SOCIAIS

Saiba como agir diante de situações que exigem desenvoltura e crie uma imagem positiva em qualquer ambiente

O ditado “a primeira impressão é a que fica” deve ser levado à risca quando o objetivo é se tornar uma pessoa lembrada pela educação e pelo carisma. Saber se comportar em diferentes ocasiões e locais, seja em eventos coorporativos, sociais e até do ciclo familiar, é um diferencial que faz toda diferença.
“As empresas buscam perfis que tenham boa desenvoltura, saibam conversar e se comportar em diferentes situações. Isso ajuda a crescer e a fazer bons contatos”, afirma o consultor de RH Giovanni Falcão, da Top Quality. Por conta disso, um simples happy-hour ou a festa de final de ano da empresa podem contar na hora de receber uma promoção.

Happy-hour: evento é oportunidade para fazer contatos e estreitar laços
Mas ter desenvoltura para navegar bem em diversas situações não é importante apenas no ambiente coorporativo.
“Gentileza, educação e bom humor cabem em qualquer lugar. Uma pessoa que consegue agregar essas qualidades, com certeza, terá mais sucesso pessoal e profissional", diz a consultora de etiqueta Célia Leão. Segundo ela, os brasileiros ainda têm muitas dúvidas de como devem agir diante de situações que exigem um pouco mais de traquejo social.
“Esse nosso famoso jeito caloroso de ser pode nos ajudar a conquistar simpatia, mas não nos prepara para termos um convívio social adequado em momentos que exigem sobriedade”, completa.
Para ajudar a entender os códigos de etiqueta e comportamento que farão de você uma companhia agradável, separamos a seguir dicas infalíveis para diferentes locais e ocasiões, confira!

Se você é o convidado
– O primeiro passo para frequentar qualquer ocasião é receber um convite. “Se não foi convidado, esqueça. Se sim, é impreterível que você ao menos responda se pretende ou não ir à festa”, explica Célia. O seu anfitrião precisa planejar o evento, por isso é importante saber quantas pessoas estarão presentes.
– Se o chefe ou colega lhe entregou um convite pessoal, isso mostra que você é uma pessoa importante. “Neste caso é de bom tom comparecer, mesmo que de maneira breve”, alerta Giovanni. Se o convite for afixado no mural da empresa ou enviado por meio eletrônico, para todos na empresa, a presença é dispensável.
– Mesmo que você não vá à festa, compre um presente simbólico e entregue ao colega. No caso de convite coletivo, o mais usual é realizar a famosa “vaquinha” e comprar um presente único em nome do departamento.
– Convites para happy-hour são uma boa oportunidade de socialização. Segundo Giovanni, é uma chance de socializar e criar um relacionamento que possa fortalecer os laços da equipe. Por isso, dizer não sempre que chamado para aquela cervejinha após o expediente pode ser entendido como uma atitude arrogante e pouco agradável. O mesmo vale para festas oferecidas pela empresa.
– Está com dúvidas do que vestir? Se o convite não especificar, pergunte ao anfitrião. Já se for um evento de trabalho, vista-se de acordo com os códigos de sua profissão.

Em eventos coorporativos
– Não seja o primeiro a chegar e nem o último a sair. Se for uma situação formal, como almoço com um cliente, pontualidade é essencial. Se for atrasar, avise!
– Na hora de pagar a conta, a responsabilidade é de quem convida. No entanto, é de bom tom que a outra parte se ofereça para pagar sua parte.
Na festa da firma: nada de dancinha sensual no meio da pista
– É evidente que, em qualquer evento de trabalho, seu comportamento está sendo vigiado. Então cuidado com atitudes que possam gerar assunto na empresa, como sua bebedeira ou aquela dança sensual no meio da pista.
– Alguém está dando em cima de você ou está agindo de forma inconveniente. Use o humor para sair da situação e afaste-se da pessoa. Não entre em conflito.
– Para as mulheres: nada de colocar bolsa sobre a mesa e nem dar para o acompanhante carregar. Bolsas devem ficar no colo quando a mulher está sentada. Ao servir-se numa mesa ou quando estiver em pé, use a alcinha interna que as bolsas de festa têm.

O que comer
– Em qualquer situação, evite comer demais. “Seja em uma festa ou barzinho, coma moderadamente. Se você tem bastante apetite, faça um lanche antes ou após o evento, mas jamais exagere na frente dos outros”, alerta Célia.
– Alimentos que podem causar mau hálito estão proibidos, principalmente se o local for pequeno e as pessoas estiverem sentadas próximas umas das outras.
– Não gostou da comida ou ela leva algo que você não suporta? Então coma os acompanhamentos ou aquilo que você gostar. Jamais comente com o anfitrião. Também não vale ficar escolhendo o que pegar em uma bandeja, isso é indelicado com quem preparou a comida.
– Saladas, pães e grãos (como amendoim) são um perigo para deixar vestígios nos dentes. Procure o banheiro mais próximo para checar se nenhum restinho está estragando seu sorriso.
– Se você nunca provou caviar na vida evite fazer isso num momento em que precisa causar boa impressão. “Se não está acostumado com o sabor de algo e tem dúvidas se vai gostar, não coloque no prato. Desperdício de comida é feio e é indelicado” – orienta Célia.
– Salgadinhos e canapés são feitos para pegar com a mão. O guardanapo é para limpar os dedos e não para segurar a comida.

O que beber
– De novo a regra do “menos é mais” cabe aqui. Nada de exagerar na bebedeira, excessos com álcool denotam descontrole emocional e personalidade frágil.
– Destilados não são adequados para o dia. Além de fortes, pesam no estômago e são um convite para acabar com seu humor.
– Se a festa é informal, em uma residência por exemplo, sem contar com serviço de garçom ou equipe, cuide de seu copo. Sejam eles de vidro ou descartáveis, não saia espalhando copos sujos por todos os cantos.
– Ao ser servido, jamais procure olhar o rótulo da bebida ou pergunte a marca. A não ser que seja um evento de degustação de vinhos, este tipo de pergunta é grosseira.
– Vinho tinto em excesso deixa seu sorriso manchado. Cuidado!

Sobre o que falar
– Se estiver em um evento com colegas de trabalho, fora do ambiente coorporativo, evite falar sobre a rotina da empresa. “Nada mais chato do que uma pessoa que só fala sobre trabalho o dia todo.” – diz Giovanni.
– Assuntos polêmicos como futebol, religião e política só cabem se você tiver intimidade mínima com seu interlocutor. Também não vale falar sobre o clima. Se não souber por onde começar, faça um elogio sobre a decoração, comida ou mesmo um comentário amigável sobre o anfitrião.
– Lembre-se: você está numa festa, não na delegacia. Não bombardeie as pessoas com perguntas como “onde você trabalha?”, “de onde conhece fulano?” ou “o que você estudou?”
– Não crie intimidade forçada. Não pega bem falar da relação complicada que você tem com seus pais para uma pessoa que não pertence ao seu círculo de amigos.

Em eventos íntimos
– Primeira vez na casa da (do) namorada (do)? Converse com ele e leve uma lembrança para os sogros. Sua simpatia vai aumentar muito com um vaso de flores e um vinho, por exemplo.
– Sempre se ofereça para tirar a mesa ou lavar a louça. No entanto, se o anfitrião disser não, não insista.

Almoço íntimo: sempre se ofereça para ajudar o anfitrião
– Não se sirva de nada que não lhe é oferecido. “Você comeu um pedaço de torta e quer repetir? Só o faça se lhe for oferecido, afinal, você não sabe se a quantidade disponível é suficiente para todos os convidados e você não vai querer comer o pedaço do seu anfitrião, certo?”, ensina Célia.
– Foi convidado para um almoço ou jantar? Ofereça-se para levar uma sobremesa ou bebida. Mesmo que quem convide não aceite, leve algo, como uma caixa de bombons.
– Jamais frequente eventos íntimos, como chá de panela, de pessoas que não são próximas de você. Agradeça o convite e dê um presente, mas não vá.

Em visitas no hospital
– Visitas para recém-nascidos e doentes devem ser feitas no hospital, nunca em casa. É o local onde a pessoa tem apoio especializado e não precisa se preocupar com “receber bem”. O tempo é de 10 a 15 minutos. Mais que isso, só para familiares.]
– Não é obrigatório levar algo, mas é de bom gosto. Não arrisque com flores ou alimentos, pois muitos hospitais proíbem. Opte por um livro, revista ou lembrança simbólica.

Em viagens
– Ao se hospedar na casa de alguém, lembre que você não pode alterar a rotina de quem vive ali. Sendo assim, respeite os horários dos anfitriões. Nada de dormir tarde ou acordar cedo demais.
– Leve aquilo que você gosta de comer, como doces ou bebidas, em quantidade suficiente para todos da casa. Jamais chegue de mãos vazias.
– Cuide da limpeza e organização do seu quarto. Não abra armários ou a geladeira sem a permissão de seu anfitrião.
– Após retornar, envie um cartão ou lembrança de agradecimento pela estadia.
– Em viagens coorporativas não se esqueça de cumprir horários e de vestir-se adequadamente para as atividades, porém com discrição e bom senso.
– Em viagens com a família da namorada/o, quem define as regras sobre o casal dormir ou não no mesmo quarto são os donos da casa. Em caso de dúvidas, pergunte.

Se você é o anfitrião
– Receber é uma arte. Certifique-se de conhecer os gostos de seus convidados e providenciar comidas e bebidas que agradem a todos.
– Lembre-se de pensar em lugares para sentar, talheres e utensílios e comida e bebida suficientes.
– Vista-se de maneira elegante, sem exageros. “Quem deve brilhar são seus convidados. Afinal, ninguém fica em casa com anéis de diamantes e rolex, não é?”, brinca Célia Leão.
– Avise seu convidado das principais rotinas da casa, bem como horários de refeições e sobre o que ele pode ou não fazer, apresentando-lhe todos os cômodos.

No final, o mais importante é ter em mente que a gentileza gera mais gentileza. “Basta a pessoa ter em mente que seu espaço termina onde começa o do outro. Bom senso e uma pitada de solicitude deixam tudo mais fácil” – finaliza a consultora.

Por Erisson Rosati
Fonte iG Comportamento

NADA DAQUELA CALÇA VELHA, AZUL E DESBOTADA

 
O que vestir (ou não) na empresa na ‘casual friday’, aconselham consultoras de moda

A sexta-feira chegou e, em muitas empresas, nota-se que os funcionários exibem um visual mais relax. Isso por conta do ''casual day'', que surgiu e se popularizou nos Estados Unidos, mas foi sendo incorporado aos poucos pelos brasileiros. É quando executivos e funcionários de organizações mais formais deixam de lado o terno, a gravata, os taileurs e o salto alto, e adotam trajes mais descontraídos. Mas nada de ir trabalhar de qualquer jeito, alertam as especialistas em moda e estilo. Segundo elas, não há uma regra definitida, e tudo vai depender do perfil da empresa e o segmento em que esta atua.
A consultora de moda e imagem Milla Mathias diz que, ainda hoje, as pessoas têm dúvidas quanto ao tipo de roupa que devem - ou podem - vestir nesses dias.
- Ainda pensam que podem ir de calça jeans, camiseta velha e tênis, quando na verdade não é bem assim.
A consultora explica que o intuito do casual day é trazer mais descontração às roupas, e consequentemente, ao ambiente de trabalho às vésperas do fim de semana, para que os profissionais possam trabalhar mais relaxados e contentes.
E, se antes, a prática se restringia apenas às sextas-feiras, e a poucas empresas, hoje a informalidade no vestir se estendeu a outros dias da semana e a diversos tipos de organizações, acrescenta Paula Acioli, coordenadora acadêmica do curso “Gestão de negócios no setor de moda”, da FGV.
- Essa mudança de padrões e quebra de paradigmas no vestir é, na verdade, um claro reflexo do tempo que estamos vivendo, muito mais democrático em todos os sentidos, social e economicamente falando - ressalta Paula.
Independentemente do dia, afirmam as especialistas, não se deve esquecer que estamos falando de ambiente de trabalho, e não fim de semana ou passeio. Para Paula, ética, bom-senso, observação, educação e adequação são valores que devem ser levados em conta, não só na vida pessoal e profissional, mas também quando falamos de vestuário:
- Esses valores facilitam as escolhas, aumentam as chances de acertos e diminiuem a possibilidade de erro. Se adicionarmos a isso toda a facilidade de acesso à quantidade de informações disponíveis em revistas, sites, blogs, e até mesmo nas trocas de idéias entre amigos nas redes sociais, a gente conclui que é quase impossível nos dias de hoje alguém "sair com qualquer roupa" para trabalhar, sem levar em consideração seu local de trabalho.
- É para ser casual, mas mantendo a elegância. Bom-senso é fundamental. É preciso cuidado para não cair na vulgaridade - completa a consultora de moda Renata Abranchs.
Por isso, é importante que algumas regras sejam observadas quanto à forma de se vestir no mundo corporativo.
E quando a empresa adota um ‘dress code’? A decisão de contar com um código específico sobre o que é ou não permitido trajar vai depender do perfil da companhia e de seus funcionários, diz Paula. Segundo a coordenadora acadêmica da FGV, faz toda a diferença ter conhecimento de como se dá o processo criativo de um uniforme ou de um padrão de roupa a ser usado, da complexidade de pensar o vestir institucional e de compreender o porquê de se adotar um código de vestir dentro de uma empresa.
- Os funcionários e profissionais passam a se sentir muito mais parte da empresa e a valorizar suas posições e funções dentro do sistema de trabalho. A roupa agrega valor. Seja para marcas de luxo, seja para marcas populares de varejo, seja em uniformes (que transmitem via funcionário o conceito e os valores de uma determinada empresa). Um funcionário que conhece e compreende a história do que veste passa a entender muito melhor a história da empresa para a qual está trabalhando, ou como diz a expressão, está "vestindo a camisa".

As dicas das especialistas em moda e estilo para o ‘casual day’

Para facilitar, consultoras listam o que é permitido ou não usar no ambiente de trabalho

Para elas:
- Vale a velha regra de proibição de decotes, fendas, transparências, roupas justas ou curtas;
- No lugar dos terninhos, coloque uma saia menos estruturada ou uma calça reta mais fluida, com uma camisa;
- Blusas de tricô com tramas mais abertas também são permitidas;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo. Lembre-se: nada de rasgos, puídos, tachas etc.;
- Caso faça frio, leve um cardigã, suéter com gola careca ou blazer;
- Já no caso de muito frio, um casaco de lã ou de couro caem bem;
- Nos pés, sapatos mais baixos (e impecáveis) ou sapato-tênis de couro ou camurça;
- Bijuterias e enfeites de cabelo devem ser discretos.

Opções a serem riscadas da lista:
- Calça velha, azul e desbotada;
- Tops ou barriguinha de fora;
- Tecidos sintéticos ou brilhantes;
- Mules (tipo de calçado);
- Sandálias rasteirinhas;
- Estampas ou detalhes de bicho.

Para eles:
- Esqueça os ternos e adote as calças de lãzinha ou gabardine, para dias frios, e as de algodão ou sarja, para os mais quentes.
- Elimine a gravata;
- Se quiser usar jeans, verifique se a empresa permite e, em caso positivo, use um de lavagem escura, corte reto e novo (a regra vale para homens e mulheres).
- Camisa mais informal ou camiseta polo são uma ótima pedida.
- Se fizer frio, suéter, em decote V, cardigãs ou blazer azul marinho de tecido mais encorpado.
- Nos pés sempre mocassim social, combinando com a cor do cinto. Dê preferência ao tom café, pois ele é mais informal do que o preto.

É proibido usar:
- Jeans claro, rasgado, surrado, de balada etc;
- Calças com passante sem cinto;
- Calças com elástico na cintura;
- Camisetas sem manga ou com figurinhas ou piadinhas;
- Moletom;
- Boné;
- Roupa com camuflagem;
- Tênis ou sapato–tênis;
- Meia branca.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

quinta-feira, 28 de maio de 2026

SER ADVOGADO É ESTAR SEMPRE AFIADO PARA QUALQUER PROBLEMA


“Se eu tivesse oito horas para cortar uma árvore, gastaria seis afiando meu machado”. Uso das palavras do lendário presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, para falar de uma profissão pela qual tenho muita estima, a advocacia. Dentro do parâmetro metafórico do qual me subsidio para me referir a esta nobre função, ouso dizer que afiar o machado é o atributo mais demandado a estes operadores do Direito para exercer com perspicácia a defesa dos direitos dos cidadãos e garantir a ordem pública.
De acordo com o artigo 133 da Constituição Federal (1988), o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Isso revela o quão importante é o papel do advogado para que a sociedade encontre a harmonia proporcionada quando a justiça é promovida.
Entre as ferramentas utilizadas pelo advogado para acessar a justiça, está a atuação judicial. Seja na petição inicial ou quando o advogado faz uso do princípio da oralidade, existe todo um depósito de conhecimento que é acessado para garantir que as palavras escritas e proferidas não sejam meras letras mortas ou locuções verbais vãs, respectivamente, e sim, a mais elegante forma de se dar um ‘corte certeiro’, seja na inverdade, seja na força que tenta reprimir o direito de quem está sendo defendido. Trata-se de uma forma de se afiar o machado em sua essência.
Costumo dizer que o machado da advocacia, dentro da linguagem metafórica aqui utilizada, é tão poderoso que é capaz de lapidar qualquer ser humano que se deixa embalar pela sua imprecisa precisão. Eis um enigma que faz da advocacia uma carreira instigante, pois não podemos garantir aos clientes a certeza de um resultado, todavia, podemos precisar que os caminhos seguros para não se dar margem a erros é possível quando há atuação do advogado.
É por essa razão, que o machado jamais pode deixar de ser afiado. Esta é uma questão de condição humana. Da mesma forma que as leis, enquanto produção humana que garantem a ordem social, são aperfeiçoadas na medida em que a sociedade evolui, também entre os advogados deve predominar a mesma lógica: a do aperfeiçoamento como forma de se dar respostas claras e objetivas às provocações feitas pela sociedade.
Nesta selva moderna, onde o instinto de sobrevivência se baseia em garantir a liberdade de atuação pautada sobre as prerrogativas da advocacia, afiar o machado é uma questão de expertise, aprimoramento constante da técnica e o aperfeiçoamento das habilidades de se dar ao mundo sem medo das ameaças proferidas pelos predadores, nem sempre domáveis.
Afiar o machado é sinônimo de milhares de horas empenhados em estudos, em aprender o sempre novo do tesouro guardado no arcabouço jurídico. Não são apenas legislações, jurisprudências, doutrinas, súmulas e teses que resumem o ‘ser advogado’, acima de tudo está o desejo e empenho em fazer dessa profissão um farol em mar revolto, onde se encontra soluções para todos os problemas frequentes na sociedade.
Na máxima de Abraham Lincoln, embora a maior parte do tempo fosse dedicada em afiar o machado, não se deixou de lado o ato de se fazer um bom corte na árvore. Apesar de cortar uma árvore ser uma imagem devastadora para o contemporâneo, na perspectiva alegórica deste artigo, é só quando se faz essa atividade é que se consegue extrair o que há de melhor no caule.
Da mesma forma acontece com a justiça, que enquanto uma abstração só serve para acalmar a mente em estado dialético. Mas quando se extrai da Justiça o seu poder prático, colhe-se os benefícios, desfruta-se da doce seiva, transforma-se troncos disformes em belos ornamentos ou imóveis úteis.
Concluo que ser advogado é ser instrumento para se chegar à essência da questão. É olhar para a perturbação social e não ser inerte. É estar a serviço e sempre que necessário cumprir sua função com liberdade e exatidão, e ter sempre o machado afiado para qualquer trabalho, e não descansar enquanto não se subjugar todos os troncos que impedem o desfrutar da justiça.
Por Leonardo Campos - presidente da OAB-MT
Fonte Consultor Jurídico

REFLEXÕES SOBRE A VIDA PRÁTICA DO DIREITO E A IMPRESCINDIBILIDADE TEÓRICA DE SUA COMPREENSÃO


A vida prática das carreiras jurídicas certamente impõe uma série de desafios ao profissional do direito, demandando interrelação entre as esferas do conhecimento teorético, filosófico, científico e o conhecimento adquirido com a velocidade de respostas reclamada pela realidade que, acumulado, se condensa na experiência particular e profissional.
Some-se a responsabilidade pessoal e social envolvida, de todas as ordens: moral, partrimonial, coletiva, filosófica, científica, inter e transgeracional, e, ainda, a vinculação às tradições, a serem renovadas em seu horizonte de sentido pelo espírito criativo que marca a temporalidade e as conjunturas do acréscimo das novas combinações de sentido inseridas no corpo de significados estabelecido.
A realidade se apresenta, assim, multicausal e multifacetada, razão pela qual conhecimentos nunca são exaurientes, bastantes para comportá-la, reduzindo-se, pela operação da linguagem, seus elementos a esboços sucessivos de suas mudanças, de onde se pode retirar sentido para efetivar alguns recortes e campos de ação. Essa característica, todavia, em hipótese alguma nega o conhecimento, sua busca e sua constante reelaboração.
Como uma imagem que emula o objeto, favorecem-se ou elementos gráficos, ou massas de luz, ou seja, um elemento constitutivo ou outro, tentando-se aproximar a representação do representado, sem, contudo, superar a diferença entre um e outro, ontologicamente intransponível.
Inobstante a inacaptabilidade absoluta, o fluxo do tempo social, feito pelos homens e pelo encadeamento de suas ações, imprime o dever de prosseguimento, razão pela qual a marcha segue adiante carregando as pessoas e as coisas, movendo-lhes e demandando-lhes movimento. Os sujeitos que conhecem não podem simplesmente parar a tentativa de conhecer, sob pena de inanição; essa premissa, ao menos, para a vida prática, que é o campo da produção da vida social e individual.
Somado a esse inevitável déficit de conhecimento, que não pode se estagnar ante o abismamento do real, uma dimensão sempre presente de ausência de apresentação, que se desvela aos poucos e parcialmente, havendo causas e motivos que, muitas vezes, sequer se consegue presumir, e que seriam determinantes para uma compreensão mais ajustada e sensível do ponto de enfoque em determinada situação.
Esse tateamento inevitável – no sentido de uma percepção de rugosidades mais ou menos grosseiras, mais ou menos vislumbráveis, cognoscíveis – se condensa com mais força do que um posicionamento de certeza e segurança.
Embora as expectativas todas ante o direito (aliás, uma de suas razões de ser) se manifestem em torno das certezas, epistemicamente o campo é repleto do orbe das dúvidas, razão pela qual a humildade e o equilíbrio são características de posicionamento primeiro ante o cenário de estímulos jurídicos.
Há mais perguntas do que respostas, e mais vazados do que preenchidos.
Para o prosseguimento do fluxo, um certo encobrimento dessa característica é necessário, revestindo-se de aparências que conformam e sustentam o processo de continuidade sem as interrupções da adequação da segurança. As construções, por força do tempo social, não podem ser feitas com o tempo que lhes deveria ser fornecido para construí-las com as acumulações devidas. Correções e aproximações são necessárias.
A continuidade imperativa implica em cortes mais ou menos abruptos que tocam as coisas adiante, e a função normativa prévia dá os contornos que viabilizam o desdobramento deste imenso edifício em reiterada construção que se condensa no fenômeno nominado direito.
Por isso tudo, o cotidiano criativo se reveste de uma série de dimensões de habilidades para lidar com essa dinâmica própria. A construção dos casos a serem levados ao Juízo e a administração dos feitos quando em curso requerem uma diligência constante com aspectos da realidade e do direito, sem o que as coisas se perderiam no tempo e no espaço.
Os cuidados, assim, dependem do argumento certo, da hora certa de se posicionar, da estratégia mais adequada para a tutela do direito subjetivo em jogo. Ao mesmo tempo, muitos movimentos se fazem ao exterior das tentativas de controle, e a tentativa de dirigismo legítimo destes procedimentos reforça o esforço da marcha adiante, sendo o resultado final a forma consequente deste variado ritmo de forças diversas. Misturam-se intenção e acaso, que é o oculto da intenção alheia desconhecida.
O contato inicial com o problema, conforme relato e documentação, insere novas lâminas de sentido, e inicia o tônus investigativo que se projeta sobre o corpo normativo, firmando-se por meio da busca dos textos e nos textos, concatenando-se feixes de leitura e de redação.
O desvelamento legal, as interações dos pensadores e intérpretes da lei, a vinculação dos preceitos e as soluções jurisprudenciais formam um universo na busca de explicação e organização dos fatos similares envolvidos em torno do campo semântico das categorias.
As camadas de linguagem e interpretação se acumulam em contextos de comunicação, firmando-se compreensões e interagindo diferentes agentes sociais na tentativa da consecução do objetivo final do resultado prático do processo e obtenção dos direitos pretendidos ou, ainda, resolução adequada da conjuntura destes.
A administração do processo, com diferentes interações com os órgãos incumbidos, assim, se apresenta como um complexo arranjo em que transitam diferentes pessoas cumprindo missões igualmente importantes para o atingimento final. Conjuntamente a isso, as relações interpessoais marcando também o movimento interior e exterior do processo, envolvido na vida social dos agentes profissionais.
É nesse complexo de pessoas, linguagem, leituras e tempos cruzados e alinhavados, em sucessivos influxos de passado e futuro, que o direito se constrói, e que a vida prática não pode prescindir dos aportes teóricos. Nos jogos de luzes e sombras, a reflexão e o olhar preocupado traçam o tateamento de respostas, sempre provisórias, sempre parciais, mas inevitavelmente necessárias para a continuidade da construção da vida.

Por Eliseu Raphael Venturi
Fonte Âmbito Jurídico

SUAS HABILIDADES NO TRABALHO MUDAM CONFORME A IDADE

Mente em evolução: a ciência mostra que o cérebro e as habilidades mudam conforme a idade

Esqueça aquela história de jovens brilhantes e idosos lentos. Ao contrário do que sempre se imaginou, não existe uma idade de ouro do cérebro, quando todas nossas habilidades estariam no auge.
É o que indica um novo estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em parceria com o Hospital Geral de Massachussets, nos Estados Unidos, que descobriu que a cada faixa etária um tipo de inteligência tem seu desempenho máximo.
Publicada em 2014, a pesquisa analisou, desde 2008, 50000 testes de funções cerebrais. “A inteligência fluida, relacionada ao processamento de informações novas, tem auges em várias idades, não apenas um pico aos 20 anos”, diz Laura Germine, psiquiatra e neurocientista e uma das autoras do estudo.
“Há coisas que ficam melhores com o uso e o tempo, e outras que dependem mais da juventude.” A conclusão é que todos têm algo a oferecer em cada idade, justamente porque o cérebro está sempre mudando e se adaptando.
Os picos notados no estudo não são uma regra. “As diferenças entre os indivíduos da mesma faixa etária são maiores do que as diferenças entre os grupos em si”, afirma Laura.
Ao entender o cérebro, fica mais fácil compreender por que somos melhores ou piores em determinados aspectos de convívio social (e de raciocínio) que podem influenciar o modo como encaramos os dilemas do trabalho e tomamos decisões.

dos 18 aos 20 anos
EM ALTA: PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÕES
A velocidade para processar informações chega ao máximo. Ao encarar dados e detalhes novos, essa pessoa não se sente perdida. “O novo não ­assusta nessa fase”, diz Vladimir Ponczek, coordenador do Learn, laboratório de pesquisa e análise do aprendizado da Fundação Getulio Vargas de São Paulo.

EM BAIXA: ANÁLISES APROFUNDADAS
Habilidades importantes, como desenvolvimento de vocabulário e capacidade de fazer análises mais aprofundadas, estão no começo. Afinal, muitas vezes os jovens ainda não têm um repertório diversificado consolidado no cérebro.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: OBSERVE MUITO
Ser rápido para processar diversas informações não quer dizer que você tenha compreendido, de fato, o que aconteceu. “Conhecimento é associar uma informação a outra e, para isso, é preciso experiência”, diz Marcos Cavalcanti, coordenador do centro de referência em inteligência empresarial na COPPE, escola de negócios da Universidade Federal do Rio de janeiro. observe os mais experientes para criar repertório.

aos 25 anos
EM ALTA: MEMÓRIA RECENTE
A memória de curto prazo alcança o auge e temos facilidade em reter informações novas. Isso quer dizer que detalhes e pequenos prazos têm menos chance de passar despercebidos.

EM BAIXA: MATURIDADE EMOCIONAL
Nessa idade, lidar com emoções é um desafio. Ao mesmo tempo, com a transição para a fase adulta, enfrentam­se situações sociais cada vez mais complexas. Essa dicotomia pode gerar ansiedade social.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: DESENVOLVA A PACIÊNCIA
Mantenha a calma quando se sentir desajeitado em certas interações no trabalho ou na vida pessoal — não vai ser sempre assim. “As competências socioemocionais estão em constante desenvolvimento”, AFIRMA Vladimir, da FGV. E use seus pontos fortes a favor. A memória de curto prazo fortalecida ajuda a se organizar de maneira mais eficiente no trabalho e facilita na hora de aprender novas práticas ou conteúdos.

aos 30 anos
EM ALTA: CONVÍVIO COM OS OUTROS
Pode não parecer uma habilidade cognitiva, mas a capacidade de reconhecer o rosto de pessoas que você não conhece bem ou só viu uma vez tem seu auge por volta dessa idade. “É uma função importante para o convívio social”, diz Marcos, da COPPE.

EM BAIXA: RAPIDEZ PARA ABSORVER NOVIDADES
Aos poucos, ficamos mais lentos para processar novas informações, o que, em alguns casos, pode levar à impressão de que estamos ficando para trás, pois o aprendizado não é mais tão rápido quanto costumava ser.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: INVISTA NO CONTATO PESSOAL
Não perca tempo tentando ser rápido como dez anos atrás. Agora você está ficando melhor na interação social, o que é ótimo para o trabalho — ainda mais porque é nessa idade que os profissionais começam a chegar a cargos de liderança. “É uma habilidade importante para trabalhar bem em equipe”, diz Vladimir, da FGV. Agora há mais facilidade para cultivar a rede de contatos e mais traquejo ao se aproximar de pessoas novas.

dos 40 aos 50 anos
EM ALTA: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
A capacidade de entender e reconhecer as emoções dos outros aumenta. Fica mais fácil saber o que os outros podem estar pensando ou sentindo. E o raciocínio lógico também melhora: esse é o pico das habilidades aritméticas, por exemplo.

EM BAIXA: MEMÓRIA DE CURTO PRAZO
Aqui é o momento em que a memória de curto prazo começa a ficar mais lenta. Anotar os compromissos torna-se crucial para não se esquecer de nenhuma tarefa a ser realizada.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: APOSTE NA INTUIÇÃO
“Nessa fase temos mais repertório para lidar com pessoas e entender o que elas querem”, diz Marcos, da FGV. Então, aproveite que a inteligência emocional, tão valorizada pelo mercado de trabalho, está no auge da forma para mapear sentimentos e aspirações das pessoas com as quais você trabalha E, por um lado, ajudar sua equipe e colegas a se desenvolver e, por outro, encontrar aliados para novos projetos e ideias.

dos 60 aos 70 anos
EM ALTA: COMPREENSÃO DE CENÁRIOS
Nesse período, tudo que foi aprendido durante a vida está bem assentado no cérebro e pode ser usado com mais eficiência. “É a fase do poder de comparação. Há facilidade em pegar um dado novo e relacioná-lo com o que já viveu”, diz Marcos, da FGV.

EM BAIXA: APRENDIZADO DE NOVIDADES
Como o cérebro já se habituou às informações do passado, a maioria das pessoas não tem mais tanta facilidade para aprender coisas novas ou mudar antigos hábitos.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO: FAÇA CONEXÕES
A experiência e o conhecimento são Patrimônios em qualquer lugar e podem compensar em boa parte a possível decadência de outras funções cerebrais. “pessoas nessa faixa etária podem buscar na própria cabeça os elementos necessários para analisar informações”, Afirma Vladimir Ponczek, da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Aposte no poder de análise e no vasto repertório ao discutir ideias e dar opiniões.
Por Bárbara Nór
Fonte Exame.com

VOCÊ

quarta-feira, 27 de maio de 2026

FEEDBACK: COMO SER UM ADVOGADO MELHOR E MANTER CLIENTES SATISFEITOS

Como ser um melhor advogado com feedback

Como você mede a evolução do seu escritório ou da sua atuação independente? Nem sempre ter uma grande rotatividade de clientes significa ter atingido bons resultados. Obviamente que o contrário também não é um indicador de sucesso – a baixa procura pelos seus serviços revela que alguma coisa não está funcionando como deveria e precisa ser ajustada.
Mas como descobrir onde está o problema? Se você pensou que a resposta pode surgir de uma autoavaliação, está parcialmente certo. E se você imaginou consultar seus clientes para descobrir como melhorar seu atendimento e mantê-los próximos do seu negócio, matou a charada.
Apesar de ser uma tarefa que exige maturidade emocional e muito profissionalismo, pedir feedback é essencial para garantir a satisfação dos clientes, a prosperidade do seu negócio e ser um advogado melhor. Os benefícios de uma boa crítica construtiva ainda são desacreditados por alguns advogados. Se esse é o seu caso ou se você quer aprender qual a melhor maneira de pedir feedback e como lidar com as críticas negativas.

Por que pedir feedback?
Pode ser que, no primeiro momento, você acredite que solicitar uma pequena avaliação dos seus clientes sobre seu serviço será se jogar na cova dos leões. Mas, na prática, não é bem assim.
Receber críticas e opiniões sobre seu trabalho acelera seu amadurecimento profissional e o crescimento do seu escritório. Já imaginou quantas sugestões interessantes não podem surgir desse exercício? E, ao filtrá-las e colocá-las em prática, você ainda estará se diferenciando da concorrência, criando soluções mais personalizadas para seus clientes reais e potenciais.
Além disso, o ato de pedir feedback na advocacia é uma forma de deixar seus clientes mais satisfeitos. Afinal, você estará demonstrando que se preocupa com a opinião deles e que tem constante interesse de trabalhar seu potencial para evoluir e melhorar sempre. Este tipo de interação fortalece sua credibilidade e favorece sua confiabilidade.
Pense sempre que, ao agradar um cliente, você também estará criando oportunidades para novas recomendações. Não há nada como um bom boca a boca para aumentar a sua popularidade, não é mesmo?

Quando pedir feedback ao cliente?
Antes de pensar no momento ideal para abordar o cliente, é importante pensar na sua motivação para ouvir e absorver os feedbacks. Se você e seu negócio não estão preparados para lidar com as críticas, qualquer retorno que não for elogio, aprovação ou tapinha nas costas não será bem aproveitado. Nesse caso, uma opinião sincera não vai te ajudar a evoluir e o melhor a fazer, antes de tudo, é questionar a si mesmo para identificar em quais pontos está disposto a fazer mudanças.
Porém, se você já passou da fase de autoanálise e quer transformar as críticas em soluções positivas, fique sabendo que o momento em que você questiona seu cliente é tão importante quanto o conteúdo das suas perguntas. O timing faz parte da estratégia. Para clientes pontuais, procure pedir feedback ao final do atendimento. Já para clientes fixos, formais ou não, peça feedbacks a cada seis meses ou sempre que fizer alguma alteração importante no atendimento ou lançar um novo serviço.

Como pedir feedback?
Faça pesquisa com seus clientes
Você pode pedir feedback por telefone, por e-mail, através de um formulário em seu site, com uma enquete nas redes sociais e até pessoalmente. Essa escolha deve ser balizada pelo tipo de relacionamento que você estabeleceu com o cliente. O ideal é oferecer diferentes maneiras para seu cliente emitir suas opiniões e depois perguntar a ele como prefere ser abordado. Se for preciso, ligue em horário conveniente para marcar uma conversa presencial, por telefone ou vídeo conferência, ou então avise que enviará um formulário de satisfação por e-mail.

Faça seu cliente se sentir importante
Um feedback honesto gera informações úteis para você melhorar seu escritório. Para que seus clientes sejam francos e respondam às suas perguntas com vontade, é preciso abordá-los de forma apropriada. O segredo é fazê-los perceber que você quer ouvir, de verdade, o que eles têm para te dizer, que a opinião deles importa e é muito importante para que você consiga antedê-los melhor e estender o benefício a outras pessoas. Se a entrevista for presencial, vale a pena ler o nosso artigo sobre a importância da linguagem corporal para se preparar.

Planeje o seu pedido de feedback
Primeiro defina o objetivo das perguntas. Você quer uma avaliação do seu atendimento? Dos serviços prestados pelo seu escritório? Uma opinião sobre um novo serviço? Com essa questão resolvida, segmente os clientes que podem satisfazer seus questionamentos. Se você quer melhorar seu atendimento em direito civil, você não entrevistará um cliente da área trabalhista. Lembre-se que um problema bem definido é um problema 50% resolvido.

Aprenda a lidar com as críticas negativas para ser um advogado melhor
O verdadeiro problema não são as críticas, mas a forma como lidamos com elas. Separar questões profissionais de anseios pessoais é fundamental para melhorar a recepção de feedbacks. Algumas críticas podem não melhorar o seu dia, mas também não precisam ser responsáveis pela veia saltada no seu pescoço.
Atente-se para o fato de que nem toda opinião será relevante para você. Foque apenas no que é útil e descarte comentários e opiniões que não acrescentarão nada ao seu trabalho. Muitas vezes, o feedback negativo não é apenas sobre você – pode ser resultado de um dia ruim ou de opiniões profundamente pessoais.

Dicas práticas para acertar no pedido de feedback
  • Comece agradecendo o cliente pela disponibilidade: “Obrigado, Sr. Cliente, por aceitar o convite para esta pesquisa. Ouvir sobre suas experiências com os nossos serviços será muito valioso para o desenvolvimento interno. Podemos começar?”
  • Não tente induzir respostas. Seu objetivo não é reforçar uma crença, mas descobrir possíveis problemas e solucioná-los;
  • Faça perguntas específicas sobre seu serviço. Evite questões vagas e muito emocionais, como “o que você pensa sobre isso?”;
  • Esteja pronto para receber críticas que você não gostaria de ouvir;
  • Ouça com atenção o que as pessoas têm para falar e saiba que, ainda que elas estejam falando sobre o seu trabalho, elas não estão criticando você. Não é pessoal;
  • Esteja consciente que o seu papel neste momento é ouvir, coletar e registrar informações e não se justificar;
  • Divida os resultados da sua pesquisa com a equipe do escritório e busque soluções de forma coletiva. Muitas mentes juntas pensam melhor que uma;
  • Não tenha medo de arriscar. Use suas pesquisas como referência para adotar melhorias;
  • Teste algumas soluções e observe os resultados. Se forem positivos, incorpore as novidades aos seus serviços;
  • Antes de concluir a pesquisa, lembre-se de perguntar: “Existe algo sobre o tema que eu não perguntei, mas você gostaria de comentar?”;
  • Encerre o papo agradecendo, mais uma vez, pelo tempo dispensado e pela ajuda tão importante.
Fonte Astrea Software