quarta-feira, 29 de junho de 2022

CONCURSO PÚBLICO: “ESTUDAR PARA APROVAR” E “ESTUDAR PARA SABER”

 “Lo que un hombre puede ser, debe serlo”. A. H. Maslow

Estudar é, sem lugar a dúvidas, um processo que implica grande esforço mental. Requer uma atividade cerebral custosa em tempo e também em consumo de energia, e a energia é um recurso limitado. Não se produz de forma automática, senão que exige atenção, motivação, determinação e empenho intelectual: pensar resulta caro. Por outro lado, a relevância atribuída à informação que se quer aprender é crucial. Tanto assim que quanto maiores são as exigências cognitivas derivadas da necessidade de aprender alguma informação, maior parece ser sua importância e dificuldade.
Daí que nos habituamos à (arraigada e entranhada) suposição de que uma informação relevante e difícil só pode ser adequadamente compreendida e assimilada quando é ensinada e/ou vem reforçada por alguma autoridade social. Um claro exemplo é o prestígio dos cursinhos preparatórios para concursos, cujo método básico e central de ensino (e na maioria das vezes único para a “transmissão do saber”), em uma época em que a virtude do esforço pessoal está lamentavelmente em declive, são as chamadas “aulas magistrais”.
Toda uma indústria que, com seus ideólogos, gurus, predicadores e defensores, parece destinada a magnificar, reafirmando nossa credulidade e manipulando nossas esperanças, a supersticiosa e perversa crença de que aprender consiste, fundamentalmente, em “tragar-se” os conhecimentos transmitidos pelo professor, a aceitar sem discussão as opiniões alheias, a pensar sem fatiga com a cabeça dos demais. Com razão disse Delgado Ocando sobre esse tipo de prática docente: “Al método catedrático [de tipo magistral] corresponde...la repetición papagayesca de lo que se dijo en la Cátedra. Pruebas de sentido crítico, de originalidad de pensamiento, de esfuerzo personal, de prontitud para resolver cuestiones nuevas...no se pueden exigir a quien durante mucho tiempo ha estado habituado a un tipo de formación precaria y deficiente, a un sistema de enseñanza memorístico y repetitivo”. (E. P. Haba) A regra é simples: quanto mais, melhor.
Provavelmente para muitos isso não constitua nenhum problema. Para quê, podemos perguntar, se o objetivo é memorizar, absorver ou engolir (sem mastigar e sem digerir) a maior quantidade de informação possível? Pois bem, as condições alienantes a que conduz este sistema já foram denunciadas desde muito tempo atrás. Nos encontramos aqui com uma mostra inequívoca do modelo de “educação bancária” a que tão atinadamente criticava Paulo Freire. Mas não somente isso: essa prática de ensino tem algo não só profundamente anti-pedagógico, senão também imoral, vicioso e alienante. Não se reconhece aqui – e o que é pior, se potencia e incentiva - a enorme distância que há entre estudar para saber e estudar para aprovar.
O que queremos dizer é que, em nossa opinião, o problema que produz as mais graves consequências é o descaso ou ignorância da extraordinária diferença que existe entre estas duas formas de estudar e que constitui a principal causa das misérias que permitem a subsistência de cursinhos que, despreocupados com o aprendizado significativo, parecem mais interessados pela (e dedicados à) aprovação: todo um conjunto de estratégias desenhadas e dirigidas a encher a memória e deixar o entendimento e o raciocínio vazios.
Ao iludir nossa capacidade para perceber o gigantesco abismo que há entre estudar para saber e estudar para aprovar, acabamos por olvidar que nada do que é realmente importante se aprende em pouco tempo, de forma passiva, rápida, “mastigada” e com impaciência. Desaprendemos que se aprende com esforço, discutindo, questionando, escrevendo e lendo obras de verdadeira qualidade intelectual que, com o tempo e a constância, vão modelando nossas estruturas cerebrais (nossas redes neuronais) sem dar-nos conta nem quando nem como, mas que resultam em novas exigências para o pensamento e em novas maneiras de organizar nossas idéias. Nos acostumamos a viver no mundo dos conteúdos mínimos, dos “livros de ocasião”[1], resumos e anotações, das informações inconexas e fragmentadas, do estudo desvinculado, desinteressado e irreflexivo. E já sabem o que diz o velho refrão: “quando a única ferramenta que tens é um martelo, tudo começa a se parecer com um prego”.
Referimo-nos ao seguinte: que estudar para concurso passou a ser algo meramente instrumental, um meio (ou um instrumento) “rápido” e “seguro” para auto-afirmação e consagração profissional, ascensão e estabilidade sócio-econômica, sem qualquer implicação com nossas atitudes pessoais e vitais, com nossa visão da vida e do mundo (B. Russell).  Esta perspectiva sobre a tarefa de estudar, que em um primeiro momento parece louvável, correta e necessária, tem, contudo, um lado escuro. Não é suficiente e, ademais, é nefasta, na medida em que termina indicando o seguinte: tudo o que estudamos é algo externo a nossa pessoa, é simplesmente um utensílio para assegurar-nos a subsistência; nossos estudos não são e nem constituem nosso “eu”.
Dito de outro modo, somos algo distinto do estudado, aquilo que enfrentamos como inimigo, ou no melhor dos casos, como amigo ingrato. É unicamente um instrumento, como uma muleta que nos ajuda a caminhar melhor, mas que se encontra fora do nosso ser: não faz parte e nem integra nossa substância. É algo esquisito, estranho a nossa pessoa. Por esta via, qualquer aprendizado se constitui em (e é vivido como) uma faticidade alheia, em um opus alienum à existência de quem aprende e sobre o qual não tem nenhum controle. É algo que eu faço unicamente por necessidade, que cultivo recorrendo a um apego romântico ao “sacrifício” ou a um “sofrimento” justificado: um mal necessário. Vida e estudo, vida e formação, são, assim, coisas diferentes; vetores que não se tocam, pontes que não se entrecruzam.
Portanto, o estudar para aprovar implica não somente em converter a tarefa de estudar em uma atividade hostil, senão também em concebê-la como algo que existe fora do indivíduo e com a qual há que enfrentar-se. Esta forma de estudo, que M. Salas denomina de “concepção instrumental do saber”, ignora claramente que o estudo não é uma entidade que se encontra  “out there”, em algum lugar fora do indivíduo, senão que é sua própria vida, sua personalidade, sua existência; que a separação ou dicotomia entre o que se “é” e o que se “faz” é a principal forma de alienação. (K. Marx)
Idealmente, não se estuda para outro, senão para si mesmo. Para perceber, entender e viver melhor. Somos o resultado de nossos estudos, sua consumação, sua consequência, seu corolário. Quando estudamos para saber, não somente interiorizamos os novos conhecimentos, fazemos nosso o que aprendemos e convertemos em familiares o estudado, senão que também alcançamos, ao final do processo, a excelência que transmite uma profunda satisfação pessoal de domínio e a confiança necessária em nossas próprias capacidades e possibilidades intelectuais: “Isso eu já sei!”.
Um indivíduo que se cultiva em uma área de conhecimento humano acaba assumindo por completo o controle de sua formação e sua motivação. Em lugar de dedicar-se a aprender de memória o conteúdo das matérias, busca os conceitos, os fundamentos, os “porquês” e os princípios subjacentes às mesmas enquanto estuda. Revisa suas debilidades e dificuldades e as corrige até estar seguro de haver superado e compreendido completamente o tema estudado. Estuda porque quer aprender para saber e com um compromisso de eficácia e aperfeiçoamento pessoal, não somente para superar uma prova de concurso.    
A tarefa que desenvolve (estudar) passa a ser uma práxis vital, uma forma de viver, uma ética pessoal. Aprende a desfrutar daquilo que faz e a lograr uma personalidade autotélica: de um indivíduo capaz de estabelecer suas próprias metas e cuja vontade e disposição faz com que a atividade de estudar valha a pena fazê-la por si mesma, se valore por si mesma, independentemente de suas consequências[2]. É a plena convicção de estar desfrutando muito mais da atividade enquanto a realiza e aprendendo muito mais sobre o que estuda do que quando o faz de forma desapaixonada, descomprometida e/ ou instrumental.
É deixar-se levar por uma corrente que concentra toda nossa atenção em um arrebato de energia harmônica, uma sensação de controle sobre nossas atividades e objetivos que eleva-nos por encima de nossas ansiedades e abulia e em que tudo sucede de forma serena, equilibrada e sem problemas. É valorar e sentir entusiasmo por formar parte do processo daquilo que se está fazendo, independentemente de qual seja o resultado desejado. É a inefável sensação de assumir o esforço e a dedicação como uma força positiva e construtiva, e não como uma enorme e pesada carga. Um tipo de conhecimento que, transformando-nos, convertemos em “substância própria” (Epicteto).
Se um indivíduo estuda realmente porque deseja saber, se entende o que quer e quer o que faz, se tem esse objetivo que considera como próprio e ao que quer dedicar-se por si mesmo e não somente por seu valor instrumental, então esse estudo passa a ser parte integral de sua personalidade, a ser sua própria pessoa, sem correr o risco de perder-se nos desvarios de uma mente vagabunda. E todo o conhecimento adquirido - o qual não é possível sem esforço, sem perseverança e, sobretudo, sem interesse e motivação -, uma vez incorporado dentro de um marco geral de valores pessoais, não somente não será olvidado ou descartado do horizonte de quem o possui, senão que seguramente afetará e influirá os mecanismos cerebrais que definem em essência quem somos e quem seremos.
Enfim, que a experiência de estudar para saber, recuperando a tradição do cultivo de si mesmo, exercendo nossas melhores capacidades autotélicas e dando o melhor de nós mesmos para chegar a ser o melhor que podemos chegar a ser, é a maneira mais poderosa para lograr a autonomia do espírito a que se referia Kant e para fazer com que o conhecimento obtido adquira um sentido verdadeiramente transcendente: não somente uma manifestação do que somos capazes de aprender e saber, senão de tudo aquilo que devemos esforçar-nos por chegar a aprender e saber.
É, dito em poucas palavras, a única forma de estudo que dinamiza, enobrece e enriquece o autoconhecimento, a firmeza do espírito, a integridade pessoal e o domínio de si mesmo, “que es donde reside verdaderamente la virtud”. (Montaigne)

Bibliografia mínima
Ansermet, F. y Magistretti, P. (2006). A cada cual su cerebro. Plasticidad neuronal e inconsciente, Buenos Aires: Katz Editores
Baumeister, R. F. & Tierney, J. (2011). Willpower. Rediscovering the Greatest Human Strength, New York: The Penguin Press.
Blakemore, Sarah-Jayne & Frith, Uta (2005). The learning brain, Oxford: Blackwell Publishing Ltd.
Chabris, C. y Simons, D. (2011). El gorila invisible. Cómo nos engaña nuestro cerebro, Barcelona: RBA.
Churchland, P. (2011). Braintrust. What neuroscience tell us about morality, Princeton University Press
Csikszentmihalyi, M. (2008). El yo evolutivo, Barcelona: Ed. Kayrós
Eagleman, D. (2011). Incognito: The Secret Lives of the Brain, New York: Pantheon Books
Haba, E. P. (1995). Pedagogismo y "mala fe": De la fantasía curricular (y algunas otras cosas) en los ritos de la programación universitaria: Un cuadro clínico que no es "constructivo", San José: IJSA.
Jensen, E. (1996) "Brain-Compatible Learning” International Alliance for Learning, Summer 1996, Vol. 3, CA: IAL, Encinitas.
Lamprecht, R., & LeDoux, J. (2004). Structural plasticity and memory. Nature Neuroscience Reviews, 5, 45-53.    
Ledoux, J. (2002). Synaptic self: How our brains become who we are. New York: Viking.
Lilienfeld, S. O. et al. (2010). 50 grandes mitos de la psicología popular. Las ideas falsas más comunes sobre la conducta humana, Madrid: Biblioteca Buridán.

Notas:
[1] É notável a proliferação de “gigantescos” livros jurídicos (especialmente para concursos) com escassa ou quase nenhuma discussão teórica de fundo ou de obras dedicadas a anotações e/ou comentários de textos de lei (e jurisprudências) de uso mais frequente. Na fina observação de Mártires Coelho (1997), nesses “livros de ocasião, cujo peso vai aumentando a cada nova edição, em publicações que se sucedem a espaços de tempo sempre menores – na capa muitos chegam a advertir, honestamente, até que mês do ano estão atualizadas as suas anotações -...” os “textos de circunstância (...) vão se transformando em páginas e páginas, a tal ponto numerosas, que mesmo os seus usuários habituais têm dificuldade crescente em localizar os dispositivos legais anotados” (e às vezes, inclusive, os próprios temas já estudados).
[2] A ação autotélica é uma atividade que compensa por si mesma a quem a realiza e que, por essa razão, proporciona inestimáveis retribuições internas: traz a recompensa em si mesma, nos próprios meios. O processo é o que conta, o caminho é a meta ou parte da meta ( e a meta é um estado mental). Um exemplo importante – ademais de clássico- é o do trabalho: o jovem Marx condenava a alienação do trabalho sob os regimes econômicos de propriedade privada precisamente porque impediam que fosse uma atividade autotélica.

Por Atahualpa Fernandez e Marly Fernandez
Fonte Âmbito Jurídico

COMO FINALIZAR O QUE VOCÊ COMEÇOU

DOIS DIAS

sábado, 25 de junho de 2022

8 REGRAS PARA DESBAGUNÇAR A SUA VIDA E PARA DOMAR A BAGUNÇA

 

Veja quais são e como você pode aplicá-las em sua vida pessoal:

1. Jogue fora o jornal de anteontem.

2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.

3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.

4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.

5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.

6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação.

Após enchê-las, jogue tudo fora.

7. Organize devagar; comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.

8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias. Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal".

 

EU AINDA POSSUO!

quarta-feira, 22 de junho de 2022

INTERNET SEGURA: COMO PROTEGER MEUS DADOS NA REDE?

Confira cinco dicas do Idec para evitar que suas contas de e-mail, redes sociais etc. sejam invadidas ou suas informações vazadas na rede

O surgimento de novas plataformas tecnológicas traz diversos desafios para manter a segurança dos usuários. Cada vez mais conectados, os consumidores cadastram seus dados em uma série de serviços online, muitas vezes sem se preocupar com a vulnerabilidade das informações. Mas os riscos existem.
Plataformas como Dropbox, Last.fm e Yahoo já foram alvos de ataques de hacker no mundo inteiro. Entre as informações roubadas havia nomes, senhas, endereços de e-mail, números de telefone, entre outros dados que podem ser comercializadas na deep web – zona da internet que não pode ser detectada facilmente nos mecanismos de busca, repleta de atividades ilegais.
A seguir cinco dicas para navegar de forma mais segura na internet.

Conta segura
O primeiro passo para ter uma conta segura é verificar se ela já foi invadida alguma vez e se seus dados estão vulneráveis. Para isso, consulte o site haveibeenpwned.com (em inglês), criado pelo australiano Troy Hunt, diretor regional da Microsoft. Basta inserir seu endereço de e-mail e clicar em "pwned". Automaticamente, o site verifica se a conta está na lista de mais de 1 trilhão de e-mails hackeados nos últimos anos.
Caso apareça a frase "Good news — no pwnage found!", o endereço fornecido não foi afetado, e é possível criar um alerta automático, caso o e-mail apareça em futuros vazamentos. Já se o resultado for "Oh no — pwned!", o endereço está comprometido. Nesse caso, é importante mudar imediatamente sua senha nos serviços mais utilizados, como conta de e-mail e redes sociais.
Uma dica importante é criar senhas fortes que misturem letras, números e formem uma frase. Por exemplo: AmoPizza60. Também é recomendável trocar periodicamente as senhas.
Vale lembrar que não é seguro utilizar a mesma frase em todos os serviços. Se tiver medo de esquecê-la, anote-a em um papel (não no computador, pois ele também pode ser invadido) e deixe em um lugar seguro.

Validação dupla
Os serviços de e-mails e algumas redes sociais possuem um sistema que avisa o usuário, por mensagem SMS ou e-mail, caso a conta tenha sido acessada por um computador ou navegador novo, ou seja, que ele não reconhece.
O Facebook também possui um recurso em que você escolhe de três a cinco contatos confiáveis para receberem um código e uma URL da rede social para ajudá-lo a efetuar login novamente caso sua conta seja invadida.

Whatsapp mais seguro
Após ser invadido por hackers em 2017, o popular aplicativo de mensagens instantâneas mudou suas configurações para dar mais segurança aos usuários.
A versão possui um recurso complementar que aumenta a proteção da conta. Ele segue a lógica da validação dupla. Contudo, em vez de mandar um e-mail ou SMS com o aviso de acesso, exige que o usuário insira uma senha adicional para que o WhatsApp funcione em outros smartphones. Assim, em caso de clonagem do chip, não será possível habilitar uma nova conta informando apenas o código de segurança padrão.
Para ativar o recurso, você deve acessar as configurações do aplicativo. Nela, selecione a opção "Verificação em duas etapas" e clique em "Ativar". O aplicativo vai pedir para inserir uma senha numérica e confirmá-la. É possível informar também uma conta de e-mail para a recuperação da senha, assim será possível acessar o WhatsApp de outro dispositivo caso esqueça o código de acesso.

Cadastro completo
Possivelmente, ao baixar um novo aplicativo ou iniciar registro em um site, você já deparou com a opção de se cadastrar com a conta de sua rede social, principalmente do Facebook, em vez de fazer um novo cadastro.

Apesar de cômoda, essa opção não é recomendável, pois as redes sociais possuem uma vasta quantidade de dados pessoais armazenados. E são nesses dados que as empresas estão interessadas quando dão essa opção de cadastro rápido ao usuário. Você está disposto a compartilhá-los com elas? Antes de responder, lembre-se de que a segurança de muitos sites e aplicativos é baixa e, portanto, estes podem ser facilmente invadidos.

Objetos inteligentes
Também é importante ter cuidado com objetos que se comunicam e interagem via internet, como carros autônomos, aparelhos de saúde ou de monitoramento de atividades físicas. Esses produtos podem coletar e enviar informações pessoais sem seu conhecimento, representando riscos a sua segurança.
Para não se expor demais, procure ler a política de privacidade, observando se concorda com os dados que são coletados e com quem são compartilhados; desligar opções de rastreamento e de comando de voz, que habilita microfones e gravações; e manter o dispositivo desligado quando não estiver sendo utilizado.
Veja mais dicas na Cartilha de Segurança para Internet, do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) - https://cartilha.cert.br/livro/cartilha-seguranca-internet.pdf.

Fui vítima e agora?
Em casos mais graves, como vazamento de fotos íntimas, dados de cartões de crédito ou outros danos causados por falhas de segurança, por exemplo, o consumidor pode exigir reparação aos provedores do serviço com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e no artigo 21 do Marco Civil da Internet. Eles são responsáveis mesmo se não tiverem causado o problema e independentemente de o serviço ser pago ou gratuito.
O primeiro passo é contatar os provedores por meio de seus canais de ajuda. Caso o problema não seja resolvido, procure os órgãos de defesa do consumidor ou ingresse com ação de reparação no JEC (Juizado Especial Cível).
Fonte Idec

5 VANTAGENS QUE TESTES DE PERSONALIDADE TRAZEM PARA CARREIRA

Ferramentas que mapeiam personalidade são comuns em processos de seleção, confira quais os benefícios que este tipo de teste traz para a sua carreira

Conhecer fatores de motivação é fundamental para acertar nas escolhas de carreira, diz especialista

É comum certo receio na hora de fazer um teste de personalidade, principalmente quando ele está atrelado a algum processo seletivo para uma oportunidade profissional. E isso acontece bastante, já que muitos profissionais de recrutamento costumam adotar ferramentas deste tipo para selecionar profissionais.
A explicação para o medo de encarar as perguntas que identificam o perfil pessoal comportamental pode ser etimológica. “A própria palavra teste pressupõe um parâmetro de adequação, parece que existe um certo e errado”, diz a psicóloga Giselle Mueller-Roger Welter, responsável técnica por um teste de personalidade, o Human Guide, apresentado durante o CONARH, que começou ontem em São Paulo.
Mas afinal, quais benefícios o profissional terá para a sua carreira (ou para o planejamento dela) ao encarar um teste de personalidade? É o que EXAME.com perguntou a Giselle. Confira cinco vantagens citadas pela especialista:

1 Conhecer o “DNA motivacional” traz autoconhecimento
“Não existe certo e errado quando se fala em personalidade. E o instrumento, no caso o teste, vai mapear o perfil da pessoa”, lembra Giselle. Ao encarar o teste e o seu resultado, o profissional vai dar um passo importante em direção ao autoconhecimento, segundo a especialista.
Vale destacar que o sucesso e a satisfação na carreira são, na maioria das vezes, resultantes da sintonia entre o desempenho da atividade e o perfil motivacional do indivíduo.
Assim fica claro que se conhecer, saber o que o inspira e o motiva para levantar todos os dias e ir trabalhar é parte fundamental deste processo. Isso porque, a partir da percepção dos fatores de motivação é possível ajustar a rota de carreira e aproximar-se daquilo que realmente faz sentido na sua vida.

2 Compreender a trajetória passada
“Agora eu entendo”. Sim, ao entrar em contato com motivadores e entender os contornos da sua personalidade, muito provavelmente movimentos, situações e conflitos ganharão a luz necessária para o seu real entendimento.
Uma pessoa que tenha se exposto muito em determinadas situações de trabalho pode compreender melhor suas ações ao perceber que a necessidade de atenção é um traço da sua personalidade. Ou seja, segundo Giselle, o resultado do teste vai organizar melhor a percepção que ela tem dela mesma.
Isso acontece porque ao entender o próprio funcionamento o profissional consegue traduzir o seu comportamento para o contexto da sua carreira. Conflitos profissionais, trocas de emprego e escolhas no passado podem ter mais relação com sua personalidade do que você imagina.

3 Fazer escolhas mais conscientes
“Ao identificar fatores de automotivação, a pessoa terá mais condições de avaliar se determinada tarefa vai trazer satisfação ou não”, diz Giselle.
Ou seja, a oferta de emprego pode ser boa em termos financeiros, mas se trouxer no “job description” uma atividade que você sabe que é altamente desmotivante para você, as chances de cair em uma cilada vão diminuir bastante.

4 Optar por fazer os ajustes necessários
Uma pessoa tímida e retraída que perceba que dentro da sua área de atuação ser expansiva é um valor social poderá fazer ajustes em seu comportamento para não se prejudicar.
“Esse profissional pode fazer um esforço no sentido de tomar ações para fazer as pazes com situações de exposição social caso perceba que sua timidez o atrapalha na hora de batalhar por uma promoção, por exemplo”, diz Giselle.
É claro que não haverá mudança na sua natureza, mas, de acordo com a especialista, é possível, nesse caso, trabalhar uma “expansividade instrumental”.

5  Aumento da tolerância
O olhar mais atento para a sua personalidade poderá trazer vantagens para o relacionamento interpessoal. “Ao me conhecer, passo a entender mais as outras pessoas e fico mais tolerante”, diz Giselle.
Por exemplo, você é uma pessoa mais sensível e tem um colega de trabalho extremamente objetivo. Ao se conhecer, fica mais fácil conhecer o outro e o resultado é que é menos provável que o modo de agir dele seja encarado como ofensivo. “Com melhor entendimento, a pessoa não se sente agredida pela objetividade dele”, diz Giselle.

Por Camila Pati
Fonte Exame.com

terça-feira, 21 de junho de 2022

MULHERES EM JORNADA INTEGRAL: HOME OFFICE EVIDENCIA DESEQUILÍBRIO DE GÊNERO


A modalidade de home office possibilitou a sobrevivência de milhares de empregos no período de quarentena. Se tornou, assim, um privilégio aos que podem continuar exercendo suas funções na segurança de suas casas, em meio a uma pandemia.
Em situações de crise, é importante a análise dos diferentes reflexos de uma mesma situação para homens e mulheres, já que a igualdade garantida na Constituição Federal, ainda não quebrou as barreiras culturais para alcançar seu cumprimento.
Para muitas mulheres, a casa ainda é sinônimo de trabalho doméstico e cuidado com outras pessoas. Com o isolamento social, em que escolas estão fechadas e empregados domésticos não estão trabalhando, há o desafio de incluir, neste mesmo espaço, suas vidas profissionais.
Antes da pandemia, mulheres gastavam em média, o dobro de horas semanais em atividades domésticas e de cuidados com pessoas, em relação aos homens, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Com a pandemia, a tendência é que as mulheres estejam ainda mais sobrecarregadas.
São nos momentos de crise que o abismo entre homens e mulheres se evidencia e o machismo estrutural se torna um agravante dentre tantos desafios impostos pela pandemia, em vista que, administrar trabalho, atividades domésticas e filhos simultaneamente, se tornou a realidade de muitas mulheres em quarentena, independente dos cargos que ocupam e de classe social.
Diante deste cenário, dentre os trabalhadores em home office durante a crise do coronavírus, as mulheres são as mais prejudicadas, já que em tempos de contenções de custos e demissões em massa, a produtividade se torna um fator importante para sobrevivência no mercado de trabalho, e a sobrecarga imposta às mulheres pode afetar substancialmente o desempenho em suas atividades laborais.
Historicamente, as lutas das mulheres por conquistas de direitos em sociedade, sempre estiveram atreladas à desvinculação das limitações das obrigações domésticas. Atualmente, mesmo após a conquista de espaço e reconhecimento no mercado de trabalho, os resquícios de um tempo não muito distante, faz com que mulheres acumulem os papéis do passado com as conquistas do presente.
O estereótipo da mulher que consegue conciliar várias atividades ao mesmo tempo, também é reflexo do machismo estrutural e colabora com o afastamento de mulheres do mercado de trabalho, já que, se essa capacidade fosse real, haveria igualdade com os homens em cargos de alto escalão, políticos e no empreendedorismo.
A distinção de gênero não é mais compatível à sociedade atual. Para se possibilitar a equidade no mercado de trabalho, é necessário reconhecer e respeitar os limites das mulheres nas obrigações de suas vidas privadas, deixando de romantizar o papel da mulher que consegue dar conta de tudo e permitindo que elas sejam protagonistas de suas próprias vidas.
O cenário de crenças limitantes de uma cultura em que as maiores posições no mercado de trabalho são voltadas para homens, inviabiliza as mulheres e as levam a acreditar que são incapazes ou inferiores. A quarentena não é o momento de impor às mulheres a serem multitarefas, é o momento de homens e mulheres se conscientizarem de seus papéis, responsabilidades e limites, na vida profissional e doméstica, para a construção da equidade de gênero e consequentemente de um mercado de trabalho mais justo e coerente com o momento vivido. 
Por Laís Menezes Garcia
Fonte JusBrasil Notícias

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA AS MUDANÇAS QUE ESTÃO ACONTECENDO NO MERCADO DE TRABALHO?


A crise econômica é apenas um dos fatores que estão influenciando mudanças no mercado de trabalho. O rápido avanço da tecnologia tem permitido o surgimento de novos modelos de negócios, que exigem uma nova postura de profissionais e empresas para sobreviverem no mercado. Por isso, é importante olhar para as transformações em curso e observar o quanto você está preparado para manter sua empregabilidade no futuro.
Para te ajudar nesse exercício, vou compartilhar aqui seis tendências do futuro do trabalho que a área de inovação de uma das empresas do Grupo DMRH identificou. Vamos lá?

Caminhos Adaptativos – Os avanços da tecnologia exigem das empresas e pessoas uma capacidade de adaptação cada vez maior. As decisões precisam ser tomadas rapidamente, sem enfrentar os obstáculos hierárquicos que tornam o processo de mudança lento. Você está pronto para trabalhar de forma mais autônoma, em uma hierarquia horizontal?  Você é do tipo que pergunta tudo para o chefe ou gosta de se desafiar e correr atrás das respostas?

Para Sempre Beta – A única maneira de acompanhar a velocidade das mudanças é aceitar que nunca estaremos 100% prontos. Se ficarmos muito tempo elaborando uma ideia, a chance de alguém colocá-la em prática antes ou de ela ficar ultrapassada é grande. Você costuma experimentar e arriscar? Vê o erro como uma oportunidade de desenvolvimento ou como um fracasso?

Carreiras Faça Você Mesmo – A relação tradicional de trabalho entre empresas e profissionais está se esgotando. Já há muitas pessoas procurando caminhos para se sentirem mais realizadas. Você está preparado para trabalhar por projeto e em equipes com pessoas de diferentes áreas? (Veja o que já postei sobre isso)

Mentes do Futuro – Os desafios da sociedade atual demandam muito mais do que raciocínio lógico. Você tem buscado viver experiências diferentes e ampliar seu repertório? Há quanto tempo fez algo pela primeira vez? Ir ao cinema, a exposições, shows, ler livros que não têm nada a ver com sua atividade profissional são coisas que você costuma fazer?

Pensar Ecológico – A economia colaborativa, que já emerge, deve se consolidar, levando à construção de relações mais equilibradas. Quando pensa em uma solução para um desafio, costuma se perguntar se é realmente boa e justa para todos os envolvidos?

Conect-Ação – Entregar apenas um simples produto ou serviço já não é mais suficiente. As empresas precisam criar experiências de impacto e fazer o cliente se sentir parte do todo. Por meio do seu trabalho, você pensa ou entrega soluções que geram conexão de verdade? Ao pensar em um produto, serviço ou dilema na gestão de suas equipes, o quanto você realmente “calça o sapato” dos seus clientes/consumidores/colaboradores?
Muitas pessoas já devem estar sentindo o impacto de algumas dessas mudanças em seu dia a dia. Mas acredito que organizá-las e discuti-las nos ajude a analisar o quanto estamos próximos ou não dessa realidade.
Por Sofia Esteves
Fonte Veja.com

segunda-feira, 20 de junho de 2022

O QUE FAZER NA PRIMEIRA HORA DE UM DIA DE TRABALHO PÓS-FERIADÃO

Colunista americano lista as ações de personalidades bem-sucedidas logo pela manhã. Checar e-mails não é uma delas, por incrível que pareça
   
Semana pós feriado prolongado começando, agenda cheia de compromissos, tarefas e mais tarefas pendentes. Dar conta de tudo pode ser complicado, mas para o colunista da revista de negócios Fast Company, Kevin Purdy, o segredo da boa administração do tempo está na primeira hora de trabalho. Segundo ele, para grandes empresários como Steve Jobs, co-fundador da Apple, que morreu em 2011, e David Karp, presidente do Tumblr, esse é o momento do dia para avaliar a rotina e focar no lado humano de seus negócios e não na “máquina” que faz tudo girar.
Na lista abaixo, confira as ações mais comuns na primeira hora de trabalho de quem é bem-sucedido no que faz, segundo artigo de Purdy, e inspire-se:

Nada de checar os e-mails
O fundador do Tumblr, David Karp, disse em entrevista a uma publicação americana, que tenta — com um certo esforço, admite — não checar e-mails antes das 9h30m ou 10h da manhã, quando ainda pode estar em casa. O motivo? “Ler e-mails em casa nunca é bom ou produtivo. Se alguma coisa for urgente, as pessoas vão ligar ou mandar mensagens”, afirma Karp.
O colunista Kevin Purdy, da Fast Company, usa o exemplo para destacar que o comportamento moderno de sempre esperar uma resposta rápida do outro nem sempre precisa ser levada a sério logo no começo do dia, como a maioria das pessoas está acostumada a fazer. Será que não vale a pena já ir acostumando colegas e até o chefe a esperar um pouco mais pela resposta?

Tarefas complicadas
O consultor de administração do tempo Brian Tracy se inspirou em uma frase do escritor Mark Twain para compor um de seus livros de auto-ajuda: “Se você engolir o maior sapo logo de manhã, nada mais parecerá tão ruim no resto do dia". Neste caso, a expressão em inglês “engolir um sapo” não quer dizer “levar desaforo para casa”, como em português, mas sim fazer a tarefa que for mais difícil. Ou seja: nada de deixar para resolver depois o que pode ser feito agora. A dica para administrar bem as tarefas está em listar as prioridades, das mais urgentes para as menos. Pensar sobre elas no caminho de casa para o trabalho pode adiantar o processo, sugere Purdy em seu artigo.

Momento meditação
O guru da auto-ajuda Tony Robbins, que tem como seguidores empresários bem-sucedidos em todo o mundo, pede a seus discípulos que, assim que acordarem, reservem uma hora, 30 minutos ou pelo menos 15 para entoar um mantra motivacional. Boa parte desse momento deve ser reservado para a reflexão das coisas pelas quais são gratos: família, amigos, carreira, tudo. A outra parte consiste em visualizar tudo o que se quer da vida como se elas já estivessem presentes hoje. O truque aqui é tentar acordar um pouco mais cedo e, sem a ansiedade de se preparar para sair, focar na meditação e analisar com calma o que fazer no dia.

Você faz o que realmente quer
O famoso discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em 2005, é um dos mantras motivacionais mais compartilhados do momento. Jobs disse: “Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era mais ou menos assim: ‘Se você vive cada dia como se fosse o seu último, um dia você vai estar certo’. Isso me marcou e, desde então, pelos últimos 33 anos, tenho olhado para o espelho todas as manhãs e me perguntado: Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu gostaria de fazer o que estou prestes a fazer hoje? E se a resposta fosse 'não' por muitos dias seguidos, eu sabia que precisava mudar alguma coisa”. Dica valiosa, não?

Mantendo contato
A última coisa que o presidente de uma empresa precisa fazer é responder a cada uma das reclamações dos clientes, certo? Errado. Segundo o empresário Craig Newmark, da empresa de anúncios Craigslist, responder os usuários na primeira hora do dia é o que o prende à realidade. No dia a dia de outras empresas, segundo Purdy, esse comportamento pode ser traduzido em fazer perguntas aos gestores das áreas e trocar experiências com colegas. Segundo ele, é nesse momento da rotina do trabalho que fica mais fácil fazer contato com as pessoas, antes que as tarefas comecem a se acumular na mesa e a “socialização” acaba ficando em segundo plano.
Fonte O Globo Online

domingo, 19 de junho de 2022

PELO PODER DE TRÊS VEZES TRÊS

 

Que a energia surja...

Que minha alma se expanda...

Que o amor seja sempre...

Que o desejo mais profundo seja realizado...

PELO PODER DE TRÊS VEZES TRÊS

Que as pontes sejam criadas...

Que o círculo se abra e não fique quebrado...

Que a magia se manifeste em nosso coração...

E milagre acontecer...

Que nosso espírito se junte ao ar,

Fogo, água, terra

Fazendo parte do Todo...

PELO PODER DE TRÊS VEZES TRÊS

Que minha luz reflita minha essência...

Que a prosperidade surja em todos os seus aspectos...

Que as portas se abram e as oportunidades

se tornem realidade neste mundo exterior...

Este universo é muito basto e próspero, cada ser

pode se iluminar no seu próprio caminho, sem se chocar nem incomodar o outro...

Que cada alma encontre seus iguais...

Que nossa mente possa ser aquietada

para que a intuição nos guie...

Que tudo seja, de coração para coração...

Para unir, não separar, onde o amor torna tudo possível...

Assim Seja!

Assim se Faça!

Assim é!

SIGNIFICADO DE HORAS IGUAIS

quarta-feira, 15 de junho de 2022

SINAIS DE QUE VOCÊ TEM UM EMPREGO - E NÃO UMA CARREIRA

Estar empregado não significa estar construindo a carreira. Especialistas explicam a diferença e revelam sinais de que uma pessoa tem emprego, e só

“Grande parte das pessoas têm emprego, mas não têm carreira”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta. É que estar empregado não significa, necessariamente, estar na trilha de uma trajetória de sucesso.
Segundo especialistas, a diferença entre ter um emprego e estar construindo uma carreira é notável a partir de alguns sinais na vida profissional.
EXAME.com perguntou a três deles quais seriam estes indicativos. Confira os sinais de que o profissional está se mantendo em um emprego mas está longe de pensar na sua carreira:

1 Você faz o que deve ser feito, e só
Esta é definição dada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Coaching para emprego. Para Simone Leon, diretora da Right Management, ter só emprego é ter uma ocupação que traz remuneração. E , ponto final. “Já a carreira predispõe movimentação, crescimento”, explica.
Estar estagnado na mesma função há um bom tempo, não ter mudança de responsabilidades nem encarar novos desafios revelam que o profissional está - como diz da Matta, - fazendo o que deve ser feito, e só. E sem a menor perspectiva de ir além disso.

2 Aprendizado zero
“A diferença entre emprego e carreira está ligada ao aprendizado. Quem está aprendendo está se desenvolvendo na carreira”, diz Eline Kullock, especialista em geração Y e sócia da Stanton Chase Internacional.
Há quanto tempo você não aprende algo novo na sua função ou sobre a sua empresa? “Às vezes o profissional está na mesma função mas vai se tornando mais sênior, começa a ser chamado para reuniões, recebe atribuições ligadas a tomada de decisão”, diz Simone.
Nesse caso há desenvolvimento de carreira. “Saber pra onde a empresa está indo também é sinal que a pessoa está evoluindo na sua carreira”, diz Eline.

3 Estar tão absorvido por tarefas cotidianas a ponto de nunca inovar ou influenciar
A ausência de inovação também acende a luz vermelha para a carreira. “O profissional não se empenha em fazer diferente, dentro da função que exerce”, diz Simone.
Criar coisas novas, trazer algo de diferente para a rotina do escritório, ter novas ideias e sugestões de como executá-las indica a vontade de ir além do job description.
Afinal, trazer ou procurar novas práticas é uma maneira de influenciar pessoas e se tornar uma referência. “Para assumir um cargo de liderança, o profissional tem que já ter mostrado habilidade de influência”, diz Simone.

4 Não ter um objetivo definido (nem saber qual o próximo passo)
Falta de foco, falta de meta. Quem está em um emprego, e não tem a visão de construção de uma carreira, não faz a mínima ideia de qual é o seu próximo passo, de acordo com Vilella da Mata.
Quem não toma as rédeas da sua trajetória, não planeja. Fica refém do que a empresa decide para a sua vida profissional.
É claro que o plano de carreira não é algo estanque. “Não é por estar trabalhando com algo diferente do que se imaginou no início que a pessoa fracassou”, lembra Eline.
Mas é essencial, mesmo que vá ajustando e refazendo, ter um esboço do que quer da sua vida profissional nos próximos anos.
“Se a pessoa não sabe nem a direção a ser seguida, não consegue avaliar as oportunidades de acordo com a aderência ao que estabeleceu como próximo passo”, diz Simone Leon, da Right Management.

5 Não acreditar que pode atingir seus objetivos
A falta de fé em si mesmo barra o desenvolvimento de qualquer carreira, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching.
“As pessoas até sonham em chegar ao topo, mas, com frequência, não acreditam ser capazes de conseguir”, diz. Aqui fica explícita a distinção entre sonhar com uma posição e se planejar chegar ao seu objetivo.

6 Não desenvolver competências que o levem a um objetivo
Se o movimento é o principal divisor de águas entre emprego e carreira, a pessoa que cria condições propícias para a sua evolução demonstra que está atenta a sua trajetória profissional como um todo.
Desenvolver as competências necessárias para dar o próximo passo é fundamental nesse processo de cuidado com a carreira, segundo Villela da Mata.
“O profissional deve perceber o que será necessário saber lá na frente”, diz Simone. Hoje pode não fazer diferença, mas uma movimentação lateral que permita experiência na área comercial, por exemplo, pode contar pontos na hora de assumir um cargo de gestão.

Por Camila Pati
Fonte Exame.com

A INIMIZADE E A AMIZADE

domingo, 12 de junho de 2022

TODO CASAL DEVERIA LER


Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar. 
Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. 
Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. 
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. 
Tem algum médico aí???
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? 
O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. 
O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. 
A diferença é que, como entre casados não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. 
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. 
Casaram. "Te amo prá lá, te amo prá cá". Lindo, mas insustentável...
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. 
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!

Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
Por Artur da Távola