segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

QUANTO TEMPO O TEMPO TEM?


A sensação de aceleração do tempo aumenta ainda mais nessa época de final do ano. Todos querem aproveitar os últimos dias de 2025 para concluir as metas propostas tanto na vida pessoal quanto na profissional até o esperado dia 31 de dezembro. Mas como controlar o seu tempo diante de tantos afazeres?
Em um dia de trabalho, empreendedores são interrompidos a todo o instante por problemas e dúvidas de funcionários e colaboradores, ligações de clientes, e-mails que lotam a caixa de entrada e mensagens nos celulares. Diante de tudo isso, é difícil se concentrar e entregar todos os projetos a tempo.
Para evitar o estresse, é importante separar cerca de 30 minutos para colocar no papel todos os compromissos, com datas e horários de entrega. Isso permite ao empreendedor visualizar em uma planilha os seus deveres no longo prazo. Além disso, é válido acrescentar ao lado de cada tarefa um grau de importância as atividades. Os projetos mais trabalhosos e com chances de maiores resultados merecem destaque e atenção. Para não perder o foco nas atividades, é interessante colocar um tempo máximo para a realização de cada um dos afazeres.
Saber dizer “não” também é fundamental para que de tempo de realizar todos os compromissos. Negar um pedido muitas vezes é necessário para que se obtenha total concentração na realização das atividades previamente agendadas. É essencial manter a calma. Esbravejar e se irritar com a quantidade de tarefas diante do pouco tempo será estressante e, com certeza, atrasará ainda mais a realização das atividades.
Afinal, como já dizia o famoso trava-línguas infantil, o tempo não pode parar, nem que seja por um segundo: “O tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tinha tempo pra falar pro tempo quanto tempo o tempo tem”.

Por Patrícia Machado
Fonte Papo de Empreendedor

5 REFLEXÕES DE FIM DE ANO PARA DECOLAR EM 2024


Nos últimos dias do ano, depois de dar conta de todas as tarefas antes do recesso coletivo, chega a hora de refletir sobre o desempenho da empresa e se preparar para a nova jornada.
Para ajudar nessa tarefa, Bill McBean, autor de livros para empreendedores, listou, no site da Fox Business, cinco pontos essenciais para quem quer fazer a empresa crescer no próximo ano.

1 – Seja seu crítico mais severo
É fácil se cercar de gente que aprova tudo o que o chefe faz. Empresários de sucesso, porém, costumam ter um ponto em comum: boa capacidade de autoanálise. “Antes de avançar, avalie seus pontos fortes e os da empresa e compare-se com a concorrência”, sugere McBean. Pergunte-se, honestamente, se o ano foi bom, o que deu errado e onde estão as boas oportunidades.

2 – Agradeça aos clientes
O final de ano é o momento apropriado para agradecer a seus melhores consumidores. Dizer obrigado a quem entra na loja ou contrata seu serviço dá trabalho e custa tempo, mas fortalece o relacionamento. “Ninguém gosta de ser ignorado. Ligar ou escrever para os melhores clientes é um diferencial e traz excelente retorno”, diz Bean.

3 – Reconheça o bom trabalho
Não importa se uma empresa tem três ou cem funcionários. É sempre bom avaliar o desempenho da equipe durante o ano – não só para recompensar os melhores, mas para dar um gás no ânimo e na produtividade de todos. A ideia, segundo Bean, é mostrar aos colaboradores que se aprecia e reconhece sua contribuição.

4 – Avalie o marketing
É comum começar o ano com uma campanha de marketing que acaba sendo esquecida com o passar dos meses por causa da correria diária. Aproveite o recesso para questionar se esse plano é agressivo o suficiente, se está atingindo o público certo e se há melhores maneiras de usar seu dinheiro.

5 – Peça conselhos
Reúna-se com o contador, o advogado e outros profissionais para saber o que deve ser programado para o início do ano. Aproveite essa conversa para se aconselhar com eles e se informar sobre as perspectivas em cada área no ano que se iniciará. “A análise deles é extremamente valiosa para os empreendedores que passaram o ano concentrados apenas na gestão. Eles ajudam a tomar decisões inteligentes”, diz McBean.

Por Bruna Maria Martins
Fonte Papo de Empreendedor

6 MOTIVOS PARA FAZER UM PLANO DE CARREIRA AINDA NESTE ANO

Autoconhecimento, foco e controle da ansiedade são alguns dos benefícios de estabelecer um planejamento para sua trajetória profissional

Plano de carreira indica a direção certa para a sua trajetória profissional, de acordo com especialistas

Projetar o futuro na vida profissional nem sempre é fácil. No entanto, especialistas são unânimes em citar a importância de ter um plano de carreira, se possível, desde o início da trajetória. “A vida profissional é conjunto de escolhas e o plano é uma referência de onde você está e aonde quer chegar”, diz José Augusto Figueiredo, vice-presidente de operações da LHH/DBM para a América Latina.
Bruna Tokunaga Dias, gerente de orientação de carreira da Cia de Talentos, concorda. “Ter um plano de carreira é fundamental. Às vezes, para o jovem que ainda está na graduação pode ser difícil pensar em um plano para dali 10 anos, mas o importante é que ele tenha um plano para 1 ou 2 anos, no mínimo”, diz. Mas afinal quais benefícios um plano de carreira pode trazer para a sua vida profissional? Confira alguns deles, listados pelos especialistas consultados por EXAME.com.

1. Autoconhecimento
Que sentido você quer dar para sua vida? Sem essa resposta não há como fazer o plano e, por isso, elaborar este plano é um exercício para o autoconhecimento. “Ajuda a se conhecer e a saber os valores que são fundamentais para você”, diz Figueiredo.
Para facilitar, o especialista compara a carreira com uma viagem de férias. “Se o plano de carreira fosse comparado a um plano de viagem, as perguntas seriam: vale dormir em albergue ou só em hotel 5 estrelas? Que tipo de bagagem vai carregar, uma mochila ou uma mala cheia de coisas?”, exemplifica Figueiredo.
Pergunte-se ainda quais são suas habilidades, competências e crenças. Todas as respostas levam ao seu perfil. Saber quem você é e do que é capaz é o primeiro passo para dar o rumo certo para carreira profissional.

2. Foco
O plano age como uma bússola, na opinião de Figueiredo. “É para ver a direção que o profissional quer seguir. O plano de carreira dá mais consciência ao profissional sobre o que ele vai fazer”, diz o vice-presidente de operações da LHH/DBM.
A falta de um objetivo de vida faz com que profissionais, sobretudo os jovens, muitas vezes percam o foco. “Começam a se inscrever em diversos processos seletivos, sem saber o que, de fato, eles querem”, diz Bruna. O plano deve funcionar como um norte e não como algo a se amarrar. “O plano não é engessado. Às vezes, surgem oportunidades e ele vai sendo alterado ao longo do tempo”, diz.

3. Controle da ansiedade
Com este planjemanto claro, o profissional consegue perceber que o presente é apenas uma etapa de algo maior. “O plano resulta na gestão da ansiedade em crescer. Por isso, permite viver o hoje, aproveitar esse momento e sair da zona de ansiedade”, explica Figueiredo.
Ter a certeza de estar fazendo a sua parte para chegar aonde você pretende vai, certamente, ajudar a tirar o “frio na barriga” e a angústia que vem acompanhada da dúvida de estar no caminho certo. “Estabelecer os objetivos tem impacto direto na ansiedade”, concorda Bruna.

4. Ajuda a tomar decisões
A incerteza é muitas vezes a mãe das escolhas erradas. A interferência externa pode fazer com que o profissional tome rumos inadequados e se arrependa depois.
“Atendi um profissional que estava há 25 anos em uma empresa e decidiu sair porque achava que precisava viver outra experiência. Foi para outra empresa e, 8 meses depois, foi desligado”, conta Figueiredo. O especialista diz que, ao perguntar qual o motivo que o levara a mudar o rumo da carreira e ir para outra empresa, a resposta foi evasiva. “Ele disse que tinha achado que não era legal ficar tanto tempo em um lugar só, que o mercado não via com bons olhos. A decisão foi pautada pela imaginação que ele fazia e não pelo seu real desejo”, diz.
Qualquer decisão de carreira deve ser “de dentro para fora” e não o contrário. “O plano ajuda a encontrar aquilo que a pessoa realmente gosta e busca para sua carreira com menos interferência externa”, diz Bruna. Em momentos de dificuldade, é um alicerce. “Porque nos lembra qual é o objetivo final”, explica a especialista.
Segundo ela, esse benefício vale também para a vida pessoal. “Ajuda a fazer escolhas e tomar decisões no dia-a-dia”, diz. Além disso, tendo os objetivos profissionais definidos fica mais fácil conciliar os objetivos pessoais, na opinião da especialista.

5. Cuidado com modismos
Figueiredo diz que é comum a moda ditar o rumo profissional e as chances de se ver em uma cilada aumentam. “Vejo muitas pessoas que não têm a menor noção do que é o setor de óleo e gás, mas ouviram dizer que é a bola da vez e estão indo estudar engenharia por conta disso”, diz Figueiredo.
Quando você tem um plano pode voltar a ele e evitar fazer escolhas impulsivas. “Ajuda a fugir de modismos pelo fato de o profissional ter claro aquilo que quer”, diz Bruna.

6. Diferencial em processos seletivos
Sentar para uma entrevista de emprego com o recrutador tendo em mente o seu plano de carreira pode fazer com que você saia na frente no processo seletivo.
Isso porque você conseguirá ser mais assertivo no que diz respeito ao motivo que o levou a se interessar pela vaga, o que é valioso aos olhos do recrutador. “Ter clareza de seus objetivos profissionais e saber explicar de que forma eles vão ao encontro das oportunidades daquela determinada vaga é um diferencial”, diz Bruna.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

13 DICAS PARA PLANEJAR O ORÇAMENTO DO FIM DO ANO E COMEÇAR 2024 NO AZUL


Como controlar as despesas e ter mais dinheiro em 2026? Não serão as simpatias de fim de ano que vão garantir isso, mas o planejamento financeiro.
Para o educador financeiro Conrado Navarro, idealizador do site Dinheirama.com, as pessoas vão ter de colocar o controle financeiro como prioridade no dia a dia, pois este deverá ser um Natal de austeridade.
"Lembre dos objetivos que você não cumpriu nos anos anteriores e não deixe para pensar nisso só com um copo de champanhe na mão, pois a promessa tende a ser vazia", diz Navarro.
"Pense em como e quando poderá atingir esse objetivo, quanto irá custar e comece a economizar para isso."
Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, presidente da Dsop, para fazer o planejamento financeiro é preciso anotar, durante um mês, rigorosamente todos os gastos e receitas da família.
A partir daí, será possível identificar os excessos e começar a economizar para realizar os sonhos tais como férias, cursos, a compra da casa própria e a independência financeira.
Veja dicas as dicas dos especialistas:

1) Planejamento financeiro
Faça uma lista dos ganhos (renda e ganhos extras como 13°, bonificações e férias) e de todas as despesas. Durante um mês, pelo menos, anote tudo, minuciosamente. Não se esqueça nem mesmo do cafezinho na padaria. Existem diversos aplicativos para celular e planilhas na internet que facilitam essa anotação. 

2) Avalie sua situação financeira
Junto com toda a família, avalie a situação das finanças. A família tem condições de fazer novos gastos ou já está com pendências financeiras? Conrado Navarro diz que o ideal é que as despesas fixas tais como moradia (incluindo aí aluguel e financiamento da casa própria), transporte e educação não ultrapassem 50% do rendimento líquido e que as dívidas (tudo o que se compra em parcelas) fiquem limitadas a 30%.

3) Corte os gastos
Identifique os excessos, que geralmente representam 30% das despesas das famílias e faça os cortes necessários.

4) Planeje os presentes de Natal
Avalie quanto poderá reservar para comprar presentes e artigos das festas de fim de ano, que devem ser pagos preferencialmente à vista. Se a pessoa está endividada, ela deve reorganizar a sua vida financeira antes de pensar em presentear amigos e parentes. O presente precisa ser coerente com o orçamento.

5) Fuja das dívidas
Evite se endividar. Prefira economizar para comprar à vista ou parcelar pelo menor período possível. Tudo o que for comprado em parcelas pode se encaixar como dívidas, à exceção do financiamento da casa própria, que para Navarro, deve ser separado como despesa fixa de moradia. Compras parceladas no cartão de crédito, financiamento do carro, tudo o que não for pago à vista deve ser considerado como dívida. O valor das parcelas não deve ultrapassar os 30% do rendimento líquido.

6) Cheque especial e cartão de crédito
Evite ao máximo usar o limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito. São as linhas de crédito mais caras do mercado. Caso esteja endividado nessas modalidades, tente substituir por créditos mais baratos, como empréstimo consignado ou pessoal.

7) Prepare-se para janeiro
Reserve parte do 13º para as despesas do início do ano como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar. Janeiro não é surpresa para ninguém. O ideal é que as despesas do começo do ano já estejam previstas no ano todo e seja feita uma poupança todo mês para pagar essas dívidas. Um exemplo: se o valor total será de R$ 4.500, o ideal é que durante o ano sejam economizados R$ 375 por mês para garantir o pagamento desse valor sem aperto.

8) Você precisa do seu carro?
Carro é um bem de consumo, não um patrimônio. O custo mensal médio de manutenção é de 3% do valor do carro. A manutenção de um veículo de R$ 20 mil, por exemplo, tem um custo de aproximadamente R$ 800 mensais com gasolina, seguro, licenciamento, IPVA, manutenção... Reavalie se é realmente necessário.

9) Cuidado ao parcelar viagens
Prefira uma viagem mais barata e dentro do orçamento. Com o dólar alto, as viagens internacionais ficaram ainda mais caras. Será que vale a pena passar dificuldades o ano todo por alguns dias de diversão?

10) Tenha metas
Estabeleça objetivos e metas de curto, médio e longo prazo. Os objetivos de curto prazo são aqueles a serem realizados em até um ano, tal como uma viagem de férias. Um objetivo de médio prazo (cinco anos) pode ser a compra ou troca de um carro. Exemplos de longo prazo (mais de dez anos) são a compra da casa própria e aposentadoria.

11) Pratique o desapego
Não compre coisas por impulso e não guarde aquilo de que não precisa.

12) Poupe e invista sempre
Poupe no mínimo 10% do seu rendimento líquido e invista sempre. Não adianta guardar dinheiro num mês e depois, nunca mais. Mesmo que poupe pouco, é a regularidade que garante a formação da poupança.

13) Reveja os objetivos
Periodicamente (uma sugestão é de seis em seis meses), reveja todos os objetivos e se estão sendo alcançados. Faça as reformulações necessárias.
Por Sophia Camargo
Fonte UOL Finanças Pessoais

FECHADO PRA BALANÇO

domingo, 28 de dezembro de 2025

A FLEXIBILIDADE NA CONTRARIEDADE!


"Um homem sensato pode apaixonar-se como um doido,
mas não como um tolo."
 (François de La Rochefoucauld)

Você já parou para se perguntar até onde você conseguiria se flexibilizar diante de uma contrariedade? Podemos dizer: depende da contrariedade. Obviamente que sim, todavia, a questão nos remete ao estado de “estresse” que todos nós terminamos, ou que vivemos, os nossos dias. A quantidade de vezes que nos deprimimos sem razão, que nos entristecemos, que as coisas parecem perder o sentido... Estamos em um momento importante onde a humanidade alcançou a maior curvatura referente aos níveis de informação; atravessamos uma importante era tecnológica onde os limites parecem não mais existir no mundo virtual.
Para os grandes sábios, homens que refletem com profundidade e consistência, tudo está em seu lugar; pode ser que nós estejamos deslocados. Será? Em plena era da exteriorização existencial, vejo serem grandes e alarmantes os números de pessoas que sofrem algum tipo de transtorno psíquico. As revistas espanholas mais especializadas apontam números curiosos sobre a quantidade de jovens que sofrem depressão, e acusam: já é a doença do século! Diferentes agências americanas dizem que 50% das pessoas de todos o mundo já desenvolveram ou desenvolverão algum tipo de transtorno existencial. Um fato que nos leva a re-pensar se nossas atitudes diárias estão dentro dos limites naturais de nossa existência.
À medida que avançamos em nossas idades, independentemente de termos ou não vividos boas ou más experiências, modificamos as nossas formas de conviver, de levar com tranquilidade e sensatez um problema, de resolver uma situação extrema; há quem diga que melhoramos e pioramos; crescemos e estagnamos nossas mentes em função de toda esta mudança, de todo este “estresse” cotidiano. Nos mínimos detalhes é possível perceber como a humanidade está ascendendo e descendendo; será que conseguiríamos viver sem internet? Sem luz elétrica? Ou em poucas horas o mundo se transformaria em um caos generalizado?
Por mais que estejamos cientes de que todas estas circunstâncias favorecem alguns pontos positivos, não é de agora que nossas verdades se vêem atravessadas por ventanias de sentimentos, de ira, de raiva, simplesmente por não sabermos flexibilizar. Quiçá, seja verdade que já há algum tempo que o ser humano se esqueceu de perceber que existe um mundo interno que está torcido em relação ao mundo exterior. Talvez seja verdade que este mesmo ser humano venha tentando se adaptar à medida que se vê necessária a sua intervenção ao nível humano (humanitário) e, em negativo, animal (bestial). Basta observarmos o trânsito, a vida em sociedade... As pessoas, o dia, o todo, parece que estamos indo para uma guerra; gritos, agressões verbais, buzinas... A falta de paciência, de tolerância, é geral.
É certo que estamos, ainda, em tempos de adaptação; ainda não nos habituamos aos novos volumes de intervenção externa em nossos costumes. Uma quantidade incrível de informações entram e saem de nossos ouvidos diariamente; atordoam nossas mentes com verdades e mentiras que nos obrigam a estruturar nossas personalidades e atitudes à partir de reações alheias e, mesmo assim, não somos capazes de parar; de desacelerar, pensar um pouco; por esta razão somos muitos os que nos encontramos isolados, perdidos, estagnados... Recordo-me um professor que dizia: “Pare! Desacelere!... Conheça quem é você”.
A profundidade desta colocação, por mais que pareça um aspecto “anti-natural” para um jovem cheio de energia, remeteu-me, em sua época, à capacidade de me olhar no espelho; de ver as circunstâncias sem as máscaras que nos são apresentadas. Proporcionar o bem-estar a si mesmo significa realmente ser flexível diante da dureza dos extremos. Dissolvê-las - as durezas - a ponto destas se tornarem o ponto de alcance para atingir a libertação. Isso nos leva ao ponto de olharmos para nós mesmos e, verdadeiramente, perguntarmo-nos se somos felizes; se estamos bem, satisfeitos... Para alguns mestres que conheço, tal processo significa superar as nossas qualidades negativas aperfeiçoando as nossas qualidades positivas. Isso está diretamente associado à nossa compreensão daquilo que somos em verdade. Como sabemos o quanto podemos nos flexibilizar se não nos conhecemos?

"O homem sensato constrói a própria sorte;
por isso acontecem poucas coisas que ele não quer."
(Plauto)
Por Jordan Augusto
Fonte Sociedade Brasileira de Bugei

ELEVE SEU PENSAMENTO

sábado, 27 de dezembro de 2025

ESVAZIANDO ARMÁRIOS DE NOSSA VIDA


Todos os anos, há um momento em que olhamos nossos armários com um olhar crítico. Olhamos aquelas roupas que não usamos há tanto tempo.
Aquelas que tiramos do cabide de vez em quando, vestimos, olhamos no espelho, confirmamos mais uma vez que não gostamos e guardamos de volta no armário.
Aquele sapato que machuca os pés, mas insistimos em mantê-lo guardado.
Há ainda aquele terno caro, mas que o paletó não cai bem, ou o vestido "espetacular" ganho de presente de alguém que amamos, mas que não combina conosco e nunca usamos.
Às vezes tiramos alguma coisa e damos para alguém, mas a maior parte fica lá, guardada sabe-se lá porquê.
Um dia alguém me disse: tudo o que não lhe serve mais e você mantém guardado, só lhe traz energias negativas.
Livre-se de tudo o que não usa e verá como lhe fará bem.
Acontece que nosso guarda-roupa não é o único lugar da vida onde guardamos coisas que não nos servem mais.
Você tem um guarda-roupa desses no interior da mente.       
Dê uma olhada séria no que anda guardando lá.
Experimente esvaziar e fazer uma limpeza naquilo que não lhe serve mais.
Jogue fora idéias, crenças, maneiras de viver ou experiências que não lhe acrescentam nada e lhe roubam energia.
Faça uma limpeza nas amizades, aqueles amigos cujos interesses não têm mais nada a ver com os seus.
Aproveite e tire de seu "armário" aquelas pessoas negativas, tóxicas, sem entusiasmo, que tentam lhe arrastar para o fundo dos seus próprios poços de tristezas, ressentimentos, mágoas e sofrimento.
A insegurança dessas pessoas faz com que busquem outras para lhes fazer companhia, e lá vai você junto com elas.
Junte-se a pessoas entusiasmadas que o apóiem em seus sonhos e projetos pessoais e profissionais.
Não espere um momento certo, ou mesmo o final do ano, para fazer essa "faxina interior".
Comece agora e experimente aquele sentimento gostoso de liberdade.
Liberdade de não ter de guardar o que não lhe serve.
Liberdade de experimentar o desapego.
Liberdade de saber que mudou, mudou para melhor, e que só usa as coisas que verdadeiramente lhe servem e fazem bem.

AS TRÊS VERDADES DA VIDA

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

SEIS DICAS PARA MANTER O PIQUE NO TRABALHO


O fim do ano se aproxima, e para a maioria das pessoas isso significa um período de muito trabalho, muitos compromissos e, às vezes, alguns transtornos. A época exige disposição física e mental que não pode ser desperdiçada, adverte o consultor e empresário Grant Cardone no site da revista Entrepreneur. Ele lembra que “energia duradoura e um bom nível de concentração vêm de dentro e não de alguma bebida cafeinada ou de outros estimulantes externos”.Cardone dá seis dicas para manter o pique em tempos de demanda intensa.

1. Uma boa noite de sono 
Embora seja uma necessidade básica (sem descanso o corpo e a mente não funcionam), é muito comum sacrificar horas de sono em nome de necessidades supostamente mais urgentes. Embora existam pessoas que dizem se satisfazer com quatro horas de sono, a maioria de nós precisa dormir sete ou oito para se recompor.

2. Escreva seus objetivos duas vezes por dia 
Cardone recomenda que isso seja feito ao acordar e antes de dormir. Ele não está falando de lista de afazeres, mas dos grandes objetivos de vida: por que você trabalhar e o que pretende alcançar. “Concentrar-se nesses dois objetivos fundamentais vai ajudar você a alimentar sua paixão e sua energia”, diz.

3. Exercite-se diariamente
Os benefícios não são apenas para sua saúde física. Exercícios trazem mais disposição e nos tornam mais objetivos. Aumentam o autocontrole e a capacidade de comandar. Cardone informa que ele costuma aproveitar o tempo dedicado à atividade física para também pôr a mente para funcionar com algum aprendizado ou busca inspiracional – mas isso é optativo.

4. Vista-se para o sucesso 
Boas roupas mudam para melhor o modo como as pessoas veem você e também o modo como você se vê. Indicam que você se sente “orgulhoso, preparado e confiante no sucesso”, diz Cardone. Percebendo seu “esforço em parecer profissional”, as pessoas vão manifestar uma admiração que “pode fornecer o tipo de energia positiva necessária para sustentar você ao longo de um dia desafiador”.

5. Cerque-se de pessoas que lhe dão apoio
Engaje-se em atividades coletivas que tragam prazer (esportivas ou culturais, por exemplo) e mantenha sua família em sintonia com você, comemorando suas conquistas. Isso gera energia e motivação.

6. Decrete uma política de “negatividade zero” no trabalho e em casa
Segundo Cardone, isso não significa banir as informações que possam causar preocupação, mas proibir frases como “é impossível” ou “não dá para fazer”. Coisas assim, diz ele, nada fazem para “energizar e motivar as pessoas a buscar soluções”.
Por Márcio Ferrari
Fonte Papo de Empreendedor

NÃO GOSTOU DO PRESENTE? VEJA 14 REGRAS PARA TROCAS

Ao comprar de sites estrangeiros, fique atento se ele tem representante no Brasil para que as regras do consumidor daqui possam ser aplicadas

O consumidor tem o direito de trocar presentes que ganhou, mas é preciso observar algumas regras

Não tem data no ano em que as pessoas ganhem tantos presentes como no Natal. Pode ser apenas uma lembrancinha ou um presentão, todos acumulam mimos. Mas nem sempre o carinho em forma presente é do agrado ou do tamanho certo de quem ganhou, e o jeito é trocar.
Porém, as trocas - tanto por gosto como por defeito na mercadoria -  devem seguir algumas regras definidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Abaixo, listamos 14 dúvidas que costumam aparecer na hora de trocar os presentes. Fique atento às respostas da diretora de Programas Especiais do Procon/SP, Adriana Cristina Pereira, e não tenha dor de cabeça pós-festas.

1. Ganhei uma roupa mas ela ficou pequena. Posso trocá-la?
A loja é quem decide se troca ou não quando o produto não tiver defeito. Vale para tamanho, cor, troca por outro produto. E é a loja que define as regras e prazos para a troca. Importante sempre perguntar na hora da compra se é possível trocar e quais são as condições.

2. O presente que ganhei veio com defeito. O que tenho de fazer para trocá-lo?
Primeiramente ter a nota fiscal em mãos. É ela que garante o dia da compra e o preço, por exemplo. A loja fica na obrigação de fazer essa troca. Se o problema for no lote todo da mercadoria, o cliente pode pedir o dinheiro de volta ou até mesmo trocar por outro produto da loja.

3. Qual prazo a empresa tem para trocar meu presente?
Ela tem 30 dias para resolver o problema. A empresa tem o direito de mandar para perícia, assistência técnica, ou para a fábrica (é preciso analisar caso a caso). Se não resolveu no prazo, o cliente pode pedir a troca por outro produto, devolução do dinheiro corrigido ou redução do preço deste mesmo produto com defeito. Nesse último caso, a pessoa não poderá mais solicitar a troca ou o conserto do item.

4. Quantos dias eu tenho para trocar o presente?
Para produtos com defeito, 30 dias para aqueles chamados de não-duráveis (que se esgotam com o uso, como cosméticos, por exemplo). Para os bens duráveis (eletrônicos, roupas, eletrodomésticos, por exemplo) são 90 dias da data da compra. Uma outra situação envolve os chamados produtos com vícios ocultos, que não são de fácil percepção e é preciso usar para eu o problema apareça. Nesse caso, o prazo é de 90 dias a partir da data que o problema foi percebido.

5. Sempre é preciso ter nota fiscal para a troca?
Sim, sempre tem de ter a nota fiscal. Ela é a garantia de que a compra foi feita naquele estabelecimento e na data. Se a pessoa não tiver a nota fiscal, pode solicitar uma segunda via para depois fazer a troca.

6. As lojas são obrigadas a fazer trocas mesmo se o produto não tiver nenhum defeito?
Não, nenhuma loja é obrigada a fazer a troca quando o produto não tiver defeito. As regras são da loja, mas o estabelecimento precisa deixar claro para o consumidor quais regras adota.

7. Os prazos de troca para compras em lojas físicas e pela internet são diferentes?
Não, são os mesmos prazos. Exceto a regra do ‘arrependimento’, que vale somente para compras online e em produtos sem defeito. Pela internet o cliente tem 7 dias, a contar da entrega, para devolver o item por não ter gostado, por não ter sido como estava na foto ou por não servir. Não pode ter custo para o consumidor, o dinheiro deve ser devolvido e não pode ser em vale-compras.
Para produtos com defeito, as regras são as mesmas aplicadas em lojas físicas: 30 dias para produtos não duráveis; 90 dias para os duráveis e 90 dias a contar do aparecimento do problema para os produtos com vícios ocultos.

8. Comprei pela internet e veio com defeito. Quem deve pagar os custos da devolução para que o item seja devolvido à loja?
As custas devem ser por conta do fornecedor porque o produto tem problema.

9. Presentes comprados em sites estrangeiros entram nas mesmas regras brasileiras?
Depende. Se a plataforma, o fornecedor e o site também forem de fora do Brasil, vale o Código de Defesa do Consumidor do país de origem. Quando tem um representante/distribuidor brasileiro passa a valer o Código daqui. É preciso observar se o site tem um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) com um telefone com sede no Brasil, se tem endereço virtual para, em caso de problemas, possa contatar a empresa. O site estar em português não garante que ele seja nacional.

10. Produtos que foram comprados em liquidação ou saldos devem ser trocados obrigatoriamente?
Fica a critério da loja a troca. Mesmo os produtos com defeito – desde que a loja tenha informado que eles têm algum tipo de avaria -  não precisam ser trocados.
Presentes comprados em sites estrangeiros somente serão trocados se a empresa tiver representante no Brasil

11. Compras feitas no mercado informal - ambulantes ou camelôs - têm o mesmo direito de troca?
É preciso de nota fiscal, como esses vendedores não costumam dar nota fiscal, não tem o que fazer. O jeito é pedir um panfleto ou um cartão da loja e que seja anotado data, preço e produto como uma espécie de acerto informal para uma possível troca. O Procon alerta para alguns cuidados nas compras no mercado informal como produtos contrabandeados ou que não seguem a legislação brasileira.

12. A loja pode se valer do direito de não trocar mercadorias nos fins de semana?
Pode nos casos de produtos que não apresentam problema. A loja é que escolhe as regras e prazos de troca. No entanto, se o produto tiver algum defeito, a loja não pode estabelecer essa condição.

13. A troca tem de ser feita pela pessoa que comprou o produto ou qualquer pessoa pode fazer portando a nota fiscal?
Não, não precisa. Pode ser feita pela pessoa que está com a nota fiscal.

14. No caso de eletrônicos, o produto é consertado ou o cliente tem o direito de um produto novo?
A loja tem o direito de poder repara o produto em 30 dias. Exceto se fez o conserto e o produto estragou de novo em pouco tempo.
Fonte Terra.com

QUAIS SÃO SEUS DIREITOS NA TROCA DO PRESENTE DE NATAL

Proteste e o Procon-SP orientam sobre os direitos do consumidor em caso de troca de presente por defeito ou insatisfação

Quem comprar ou receber um presente de Natal com defeito ou que não agrade pode buscar substituir o produto na loja. Para evitar dores de cabeça neste processo, a associação de consumidores Proteste e o Procon-SP orientam sobre os direitos do consumidor em cada caso. 
De modo geral, a recomendação é que o consumidor peça um cartão da loja com informações sobre prazo e condições para escolha de outro produto, no caso de troca. Há lojas, por exemplo, que se negam a trocar produtos que estejam em promoção ou que tiveram a etiqueta removida. Por isso, é melhor se prevenir e ter consciência dessas regras.
O consumidor também deve guardar a nota fiscal ou recibo de compra, termo de garantia e a etiqueta no produto para ter seus direitos assegurados.
Veja a seguir as orientações do Procon-SP e da Proteste sobre os direitos do consumidor na troca de produtos com defeito ou por insatisfação:

Troca por defeito
O direito a troca só é assegurado em caso de defeito da mercadoria. Esse direito está previsto no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que estabelece que a loja é obrigada a trocar o produto defeituoso por outro igual ou semelhante, realizar os reparos necessários ou devolver o dinheiro.
No caso de bens duráveis com defeito, como eletrodomésticos, brinquedos e livros, o consumidor tem 90 dias para pedir a troca. Já para produtos não duráveis, como alimentos, o prazo é de 30 dias.
A partir da data da reclamação, o fornecedor terá até 30 dias para solucionar o problema. Após esse prazo, se o produto continuar apresentando falha no funcionamento, o consumidor pode escolher entre trocar o produto por outro equivalente - em perfeitas condições de uso, obter desconto proporcional do preço, ou ter o dinheiro da compra devolvido com correções.
A exceção são produtos essenciais (geladeira, por exemplo), cuja troca ou reparo deve ser realizado de forma imediata pelo fornecedor, diz o Procon.

Troca por insatisfação
O direito de arrependimento, que permite trocar ou desistir do produto sem a necessidade de explicar o motivo, só é válido para as compras pela internet, por telefone ou catálogos. Em lojas, a troca de uma peça por causa de tamanho que não ficou adequado ou modelo que não agradou não está prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Se a compra foi feita pela internet, a troca ou devolução por insatisfação pode ser feita sem nenhum ônus para o comprador, que deverá ter a devolução integral de qualquer valor que tenha sido pago, inclusive frete. A única exigência é que a troca ou desistência seja realizada até sete dias após a compra.
Já se o produto foi adquirido em lojas, o fornecedor só é obrigado a realizar a troca do produto se tiver se comprometido a isso no momento da compra. Nesse caso, as condições para fazer a troca, como prazo, local, dias e horários, devem constar na etiqueta do produto, na nota fiscal ou em um cartaz na loja.

Devolução por atraso
Quem não recebeu o presente na data esperada também é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor. Conforme previsto no artigo 35, o consumidor tem o direito de pedir o dinheiro de volta à empresa e até acionar o lojista por dano moral por conta do constrangimento de o presente não ter chegado a tempo.
Para que o dinheiro seja devolvido nesses casos, o produto deverá ser enviado à loja com documentos que comprovem a data do recebimento da mercadoria. É recomendável que o consumidor também envie uma carta escrita à mão explicando de que forma foi prejudicado pelo atraso.
Por Marília Almeida
Fonte Exame.com

10 PASSOS PARA SE LIVRAR DAS DÍVIDAS ATÉ O FIM DO ANO

O que fazer para se livrar das dívidas em atraso, amortizar os débitos existentes e começar o novo ano no azul

 Coloque "se livrar das dívidas" na sua lista de objetivos de ano novo

Chegar ao fim do ano com dívidas pode gerar angústia com a aproximação das festas e das pesadas despesas de início de ano. Veja a seguir o que fazer para se livrar das dívidas até o fim do ano (ou ao menos reduzi-las), para iniciar 2020 no azul:

1. Forme uma reserva financeira se você é um “endividado controlado”
Ter dívida não é um problema. O crédito possibilita a antecipação dos sonhos de consumo e é uma ferramenta poderosa de planejamento para quem sabe usá-lo corretamente. Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Livre-se das dívidas”, existem dois tipos de dívidas e dois tipos de endividados.
As dívidas de valor são aquelas que têm bens em garantia e financiam grandes sonhos, como o financiamento habitacional e o de veículos; as dívidas sem valor são aquelas sem bens em garantia e que, por isso, têm juros elevados, como as dívidas no cartão de crédito, no crediário e no cheque especial. “São dívidas de valor menor e que facilmente levam as pessoas a se descontrolarem”, observa Domingos.
Já os dois tipos de endividados são, segundo Domingos, o “controlado” e o “descontrolado”. O “descontrolado” é o inadimplente, isto é, aquele que tem dívidas em atraso, principalmente dívidas caras para gastos cotidianos, como cartão de crédito e cheque especial. É principalmente este sujeito que deve fazer uma faxina na vida financeira na virada do ano.
O “controlado”, porém, é aquele que paga as prestações de seus financiamentos e suas contas em dia, sem entrar no cheque especial e sempre quitando a fatura do cartão de crédito integralmente na data certa. “Se você é um endividado ‘controlado’, não tem problema passar a virada do ano com dívidas”, ressalta.
Ou seja, se o pagamento de suas dívidas cabe dentro do seu orçamento, não há muito com que se preocupar. Se este é o seu caso, o principal conselho para você é: forme uma reserva financeira. “Se você não tiver reservas e tiver algum problema que o impeça de pagar suas prestações, vai acabar pagando caro por sua inadimplência”, lembra Domingos. O atraso no pagamento de uma parcela gera multa e juros de mora e pode levar o CPF do devedor a ser inscrito em um cadastro de inadimplentes.

2. Coloque “sair das dívidas” na lista de objetivos de ano novo – mas não como único objetivo
Se você está apreensivo com o seu endividamento – principalmente se você é um endividado “descontrolado” – coloque “sair das dívidas” na sua lista de objetivos para o novo ano. “Sair das dívidas deve ser um sonho, mas não o único. Coloque na lista também outros desejos”, diz Reinaldo Domingos, que lembra que outros anseios incentivam a não se endividar mais e a poupar.

3. Verifique os motivos do endividamento
Endividados “descontrolados” devem começar a faxina financeira pela verificação dos motivos que levaram ao endividamento. “Não adianta apenas usar o 13º salário para pagar as dívidas em atraso sem identificar a origem do descontrole financeiro. Assim você estará combatendo apenas o efeito, e não a causa da inadimplência”, diz Reinaldo Domingos.

4. Faça uma faxina financeira
Identificada a causa do desequilíbrio financeiro, é hora de colocar no papel todas as receitas e despesas mensais para compreender onde existem excessos. “O primeiro passo é reunir a família, para todos chegarem a uma solução juntos. Todo orçamento tem excessos que podem ser cortados”, lembra Domingos.

5. Corte as despesas em excesso
Corte primeiro os pequenos gastos supérfluos. Por supérfluo entenda-se o que não afeta o bem-estar e autoestima da família. “Não adianta cortar o cabelereiro da mulher ou os gastos com o futebol do homem no fim de semana se isso for muito importante para a autoestima de ambos”, diz o educador financeiro, que lembra que o que é supérfluo varia de família para família. Mas certamente é possível reduzir gastos com lazer, supermercado, luz, água, telefone e gás, por exemplo.

6. Crie uma folga no seu orçamento
Após os cortes, será possível criar uma folga no orçamento. Essa folga possibilitará, por exemplo, a renegociação de dívidas. “Se você criar uma folga no orçamento, já consegue definir quanto poderá pagar por mês para fazer uma proposta ao credor”, observa Domingos.

7. Use os recursos que entrarem para amortizar ou quitar dívidas
Quem tem dívidas de valores pequenos, ainda que em atraso, pode tentar quitá-las ou amortizá-las com algumas fontes de recursos extras. “A entrada do 13º salário é sempre uma boa oportunidade, principalmente para quitar dívidas no cheque especial e no cartão de crédito. Vender 10 dias de férias também é uma opção para começar o novo ano com tranquilidade”, indica Jurandir Sell Macedo, consultor de Finanças Pessoais do Itaú e professor da UFSC.
Além disso, se possível, aproveite créditos da Nota Fiscal Paulista e da Nota Fiscal Paulistana para abater, respectivamente, IPVA e IPTU e deixar o bolso mais leve no início do ano.

8. Troque linhas de crédito caras por outras mais baratas
Quem tem dívidas caras em atraso e está pagando juros altos pode tentar uma renegociação com o banco, substituindo essas linhas de crédito por linhas mais baratas, como empréstimos pessoais, empréstimos consignados ou mesmo linhas que tenham bens como garantia, como penhor, refinanciamento de imóvel ou refinanciamento de carro. Nestas modalidades, é possível pegar um percentual do valor do bem emprestado, deixando-o como garantia, seja ele uma joia, uma casa ou um carro.
Também é possível fazer a portabilidade de uma dívida de um banco para outro sem custo, caso o novo banco ofereça condições mais vantajosas, tanto em termos de custo de manutenção de conta e tarifas quanto de juros e custo efetivo total da dívida.
Ainda assim, o banco de destino não é obrigado a aceitar a transferência do débito, e esse benefício só costuma ser vantajoso para linhas como empréstimos pessoais, crédito consignado e financiamentos de veículos. Dívidas no cartão de crédito e no cheque especial devem preferencialmente ser trocadas por linhas mais baratas, e linhas como crédito direto ao consumidor normalmente têm prazo curto demais para compensar a migração. Já no caso dos financiamentos habitacionais, os custos cartoriais, que deverão ser pagos novamente, geralmente tiram a vantagem da migração.

9. Renegocie dívidas em atraso
Dívidas atrasadas também podem ser renegociadas com o credor, principalmente se o seu nome estiver “sujo”, isto é, incluído em um cadastro de inadimplentes. Após criar uma folga no seu orçamento, procure o credor para propor um alongamento do prazo, com redução do valor das parcelas e dos juros, ou mesmo um desconto para quitação à vista. Ciente de quanto pode pagar por mês, é possível já fazer a proposta adequada às suas possibilidades.
A renegociação pode ser feita por conta própria ou com a ajuda de um órgão de defesa do consumidor. A Serasa Experian lançou recentemente um serviço que permite ao credor fazer a proposta de renegociação ao devedor pela internet. Caso aceite, o devedor não precisa fazer mais nada, apenas imprimir o boleto e começar a pagar sob as novas condições.

10. Pague primeiro as dívidas de serviços essenciais
A quitação das dívidas também deve seguir uma ordem, dando-se preferência aos serviços essenciais, que podem ser cortados caso não sejam pagos, como contas de luz, telefone, água e gás. Para Reinaldo Domingos, em seguida devem ser pagas ou renegociadas as dívidas que têm bens em garantia, que podem ser retomados em caso de inadimplência, como financiamentos e refinanciamentos de imóveis e veículos.
Em seguida, diz o educador financeiro, devem ser pagas as dívidas com juros maiores, como as do cartão de crédito e do cheque especial. E, finalmente, as dívidas de juros menores que não têm bens atrelados a elas. “Para estas, dá para dizer não em um primeiro momento”, diz Domingos.
Por Julia Wiltgen
Fonte Exame.com

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

"ILUSTRÍSSIMO SENHOR PAPAI NOEL" - PETIÇÃO DE ADVOGADO


E após deixar o tradicional espaço para o despacho, o advogado prossegue:

Por meio da presente, o signatário vem à vossa elevada presença declinar Pedido de Presentes de Natal, o que faz, nos termos das linhas que seguem:

1) “Que a justiça seja célere"... Mas após alguns minutos de reflexão, o advogado arrepende-se e reescreve o pedido: "Que a justiça seja célere, quando eu representar o credor, e morosa, quando eu representar o devedor".

2) "Que os juízes deixem de arbitrar honorários aviltantes"... Mas em alguns instantes vem a ressalva: "A não ser que meus clientes sagrem-se sucumbentes".

3) "Que as indenizações deixem de ser fixadas em valores irrisórios... salvo quando eu estiver representando o condenado".

4) "Que os advogados sejam cada vez mais unidos e que se tratem sempre com respeito e urbanidade" .(Nenhuma ressalva é feita, quanto a este tópico).

5) "Que os juízes não sejam formalistas e apegados a meras irregularidades irrelevantes"... (E após engolir em seco). "A não ser que estas tenham sido suscitadas por mim".

Cinco pedidos já eram o suficiente. Além disso, já iniciava-se a madrugada do dia 26 de dezembro. Então, o advogado apressou-se em dar fecho à petição:

"Ante o exposto, requer-se que Vossa Senhoria digne-se atender Pedido de Presentes de Natal, nos moldes especificados supra, por ser a expressão dos desejos natalinos do subscritor, que apresentou comportamento exemplar no ano que passou, fazendo jus, portanto, à graça pretendida.

Nestes Termos, pede deferimento".

Após concluir, deixa a carta em uma das meias que enfeitavam a lareira, onde, na noite anterior, os seus filhos deixaram os seus próprios petitórios.
Na manhã seguinte, ao cruzar a sala, o advogado olha para sua carta e percebe que havia algo escrito, no espaço deixado para despacho.
Empolgado, ele retira a carta de dentro da meia e depara-se com a seguinte decisão:

"R.H. Não conheço do pedido, por intempestivo.

Em 20/12/2025.

SUGESTÃO DO PAPAI NOEL

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

GANHOU UM PRESENTE DE NATAL MAS QUER TROCAR? VEJA QUAIS SÃO SEUS DIREITOS

É preciso ficar atento à política de troca das empresas; o presenteador possui responsabilidades ao realizar uma compra

 
Código de Defesa do Consumidor garante o direito de trocar produtos que apresentem algum tipo de defeito

O Natal está chegando e com ele chegam os presentes. Roupas, eletrônicos e eletrodomésticos estão entre os diversos produtos que compõe as listas de desejos dos brasileiros. No entanto, o que fazer caso se receba uma camisa no tamanho errado? Que destino dar ao livro que não agradou?
O Código de Defesa do Consumidor garante aos cidadãos o direito de trocar produtos que apresentem algum tipo de defeito, desde que o cliente efetue a reclamação em até 30 dias para produtos não duráveis (flores, alimentos e bebidas, por exemplo) e em até 90 dias para produtos duráveis (como eletrodomésticos e celulares).
Após a reclamação ser feita pelo consumidor, a empresa tem um prazo de até 30 dias para resolver a questão. Se o problema não for resolvido, a pessoa pode trocar o item por um equivalente, obter a devolução integral do valor gasto ou pode optar pelo desconto proporcional do preço.
O Procon de São Paulo aconselha que o consumidor tenha em mãos na hora da troca a nota fiscal ou o recibo da compra e a etiqueta do produto para garantir seus direitos. O cliente pode acionar órgãos de defesa do consumidor caso esses direitos lhe sejam negados.

Como agir se o presente não agradar?
Caso o presente não satisfaça o presenteado por algum motivo que não possua relação com defeitos, a situação é um pouco diferente. A coordenadora institucional da Proteste Maria Inês Dolci afirma que cada empresa possui uma política de trocas específica, e que é preciso estar atento a cada caso. “É bom, antes de qualquer coisa, o consumidor verificar se a possibilidade da troca existe”, discorre.
Para Maria Inês, é vantajoso para as empresas estabelecerem um prazo para troca em casos em que o produto não satisfaz o consumidor. “[Dessa forma] se fideliza o cliente. Hoje o fornecedor está bastante permeável em relação à satisfação do consumidor. Mas, é necessário conhecer as políticas de troca para não ficar desapontado."
Ela defende ainda que o comprador do presente possui uma responsabilidade e deve se informar sobre a possibilidade de se realizarem trocas, permitindo que a pessoa que será presenteada seja preservada de possíveis transtornos.

E se o produto foi comprado pela internet ou em outras regiões?
No caso de uma transação efetuada em outro Estado, Maria Inês afirma que é responsabilidade do comprador questionar a empresa sobre a existência de filiais, uma vez que a presença delas permite que o presenteado faça a troca. “Se a filial não realizar esse tipo de troca, é melhor não se ‘aventurar’, porque certamente a pessoa não conseguirá trocar o presente”, explica. É importante perguntar em quais endereços a troca pode ser realizada.
Outra recomendação é tomar cuidado ao se comprar presentes fora do país, uma vez que cada um possui seu próprio código relacionado aos direitos do consumidor, além de outros fatores que podem gerar transtornos. “Às vezes o modelo não existe no Brasil. Então é bom se informar, ver se é compatível com o sistema brasileiro. É preciso seguir as regras do país no qual o produto foi comprado e se informar”.
Fique atento em casos de produtos comprados pela internet, uma vez que as regras são diferentes.  No caso de transações realizadas por meio da web, telefone ou qualquer forma que seja fora de uma loja física, o cliente pode desistir em até sete dias do recebimento da mercadoria. O produto pode ser devolvido mesmo que não apresente defeitos. Sobre esses casos, Maria Inês Dolci faz uma ressalva. “Quando se compra em um site do exterior, o consumidor não tem direitos pela lei brasileira, porque ele está fazendo o papel de importador", esclarece.
Por Guilherme Machado
Fonte Brasil Econômico