terça-feira, 16 de agosto de 2022

10 ERROS FATAIS NA HORA DE PROCURAR EMPREGO

Algumas gafes que podem minar suas chances de conquistar uma nova oportunidade de trabalho

 
Enviar por email o currículo para todos os departamentos de uma empresa é uma exposição negativa e desnecessária, na opinião de especialistas

Uma trajetória profissional brilhante ajuda, mas pode não ser decisiva na hora de conquistar uma nova oportunidade profissional. Algumas atitudes podem minar as suas chances de conseguir uma entrevista de emprego ou ainda ser aprovado em um processo seletivo.
As principais gafes cometidas por candidatos tanto na fase de envio de currículos quanto na hora da entrevista.

1. Mandar o currículo várias vezes
Mandar o seu currículo para os mais diferentes setores e funcionários da empresa na qual você deseja trabalhar certamente não vai ajudá-lo a conseguir uma entrevista.  “É o que a gente chama de pulverização. A pessoa envia para 1.500 endereços e se dois responderem ela sai no lucro”, diz André Ribeiro, consultor de carreira da Produtive. “É um dos principais erros cometidos nesta etapa de envio de currículo”, diz Fabiane Cardoso, coordenadora de qualidade da Adecco Brasil.
A dica é buscar o canal correto para o envio do currículo. Pode ser o email do departamento de seleção, cadastro no site da empresa ou ainda por meio das redes sociais. “O profissional tem que ter uma estratégia de envio de currículo para evitar uma exposição negativa”, diz Ribeiro.

2. Bombardear amigos e conhecidos
Indicações contam, e muito, no mundo corporativo, mas não vão garantir a oportunidade profissional em um passe de mágica. “O fato de ter um amigo trabalhando na empresa não significa que o candidato não terá que passar pelo processo padrão de avaliação. É preciso separar as coisas”, diz Fabiane.
O risco, diz a especialista, é “se queimar” com o amigo ou conhecido. “Ficar perguntando por que ainda não foi chamado pode até causar um afastamento”. Por isso, antes de sair enviando o seu currículo para amigos e conhecidos, converse com eles e informe-se sobre os processos seletivos e a possibilidade de uma indicação para o departamento responsável pela seleção.
Evite ainda ser evasivo e só buscar contato quando estiver interessado em uma vaga. “Com pessoas que são apenas conhecidas o ideal é fazer uma aproximação, no sentido de desenvolver networking, e esperar que ela solicite o currículo”, diz Ribeiro. “Se a pessoa solicitar o currículo, ela vai fazer um esforço para indicar o profissional”, complementa o consultor.

3. Enviar cópias de documentos e certificados
Com objetivo de confirmar as informações do currículo, muitos candidatos vão além e enviam cópias de trabalhos, documentos pessoais, certificados e até do diploma superior sem terem sido solicitados. “Ficar pulverizando pela internet informações pessoais é totalmente inseguro e nada recomendável”, diz Fabiane.
O risco, diz Ribeiro, é ser desqualificado por excesso de informações. “Não adianta sair enviando documentos adicionais se você não sabe a demanda da empresa. O recrutador pode fazer uma leitura daquele material e achar que não é o perfil de profissional que a empresa está buscando”, diz o consultor de carreira da Produtive.
Se a empresa quiser alguma comprovação, ela vai pedir e, só então, você deve enviar. “Se o candidato avançar no processo seletivo, ele vai passar pela etapa de checagem de informações”, diz Fabiane. “O profissional deve analisar a demanda da empresa para fazer uma apresentação consultiva do perfil dele”, lembra Ribeiro.

4. Chegar atrasado na entrevista
Pecar na pontualidade e deixar o recrutador esperando é um péssimo começo para qualquer entrevista. Por isso, saia mais cedo, sempre. E tenha disponibilidade. “O ideal é deixar a agenda livre para aquela entrevista”, diz Ribeiro. Caso o atraso seja da parte do recrutador, você terá tempo para ficar até mais tarde.

5. Não se preparar
Ir a uma entrevista sem ter pesquisado sobre a empresa e o segmento no qual ela atua é um erro comum nesta segunda etapa do processo seletivo, diz Fabiane. “Apesar da facilidade de encontrar informações pela internet, muitos candidatos ainda comparecem despreparados a uma entrevista de emprego”, explica.
Para André Ribeiro, o que acontece muitas vezes é que o profissional pesquisa dados, mas não faz uma reflexão para saber o quanto está, de fato, alinhado ao perfil da empresa. “As pessoas chegam com informações que são pouco úteis e se esquecem de estudar quais são os pontos fortes de aderência à empresa”, diz o especialista.
Pesquisar o máximo de informações sobre a empresa para a qual você se candidata a uma vaga de emprego é primeiro passo para conquistar o recrutador e direcionar bem a entrevista. “É importante pesquisar também sobre os concorrentes da empresa”, lembra Fabiane.
Feito isso, resgate os aspectos da sua trajetória profissional que trouxeram experiências úteis para o que a empresa está buscando. “É importante fazer esse contraste”, lembra Ribeiro.

6. Apontar erros na estratégia da empresa
Uma gafe que tem ocorrido, diz Ribeiro, é o candidato - com o objetivo de demonstrar que estudou a empresa antes da entrevista -, apontar pontos negativos dela. “As pessoas quando vão pesquisar verificam erros de estratégia daquele negócio e já chegam criticando”, diz Ribeiro. Para ele, esse é um erro grave.
Não é positivo criticar a estratégia da empresa para a qual você deseja trabalhar. Guarde as críticas para si, até que seja solicitado a dizer. Do contrário, não fale nada. Se você achar que esses problemas afetariam seu trabalho na companhia, é melhor nem se candidatar à vaga.

7.  Mentir
Além de estarem cientes das mentiras mais contadas nesta etapa do processo seletivo, os recrutadores também usam estratégias para perceber se o candidato está falando a verdade. “Não vi nenhum caso em que o recrutador fez vista grossa para a mentira e contratou o profissional”, diz Ribeiro.
Mentir é arriscado demais, na opinião dos especialistas. "As próprias perguntas feitas aos candidatos tem o objetivo de identificar possíveis contradições”, diz Fabiane. Por isso, verifique bem as informações no seu currículo e certifique-se de que todas elas são verdadeiras.

8. Usar linguagem e roupas inadequadas
A informalidade da linguagem e o desrespeito ao dresscode da empresa são alguns dos pecados em uma entrevista de emprego. Gírias, chavões e gerundismos acendem a luz vermelha na opinião dos recrutadores. Sem falar, é claro, dos temíveis erros gramaticais e da roupa desalinhada.
Opte por se expressar de uma maneira mais formal. “Candidatos devem tomar cuidado também com as redações nos processos seletivos, porque elas são eliminatórias”, diz Fabiane.

9. Sentir-se íntimo do recrutador
A entrevista pode ter sido boa e suas chances de conseguir a oportunidade profissional, grandes. Mas daí a adicionar o recrutador na sua rede virtual de amigos há uma grande diferença. “Muitos candidatos vão buscar o nome do recrutador em redes sociais, como o Facebook, e isso é totalmente inapropriado”, diz Fabiane. Na opinião dela, o risco é transparecer que você é uma pessoa invasiva.
Para André Ribeiro, a regra de ouro é ter bom senso. “Se esse é o comportamento padrão, ele está errado. Para se conectar é preciso ter um vínculo, uma afinidade”, diz.
A dica é não perder o foco profissional da entrevista. Opte por redes sociais ligada ao trabalho, como o LinkedIn, se deseja manter contato com os recrutadores.

10. Cobrar o recrutador após a entrevista
Ligar insistentemente para o recrutador para saber se já há uma definição para a vaga na qual está interessado só vai prejudicá-lo. “Demonstra ansiedade”, diz Fabiane.
"Após a entrevista combine com o recrutador quais serão os próximos passos”, diz André Ribeiro. Se não obter uma resposta após a data marcada, ligue uma vez se achar necessário e fique aguardando. “O candidato deve ser paciente e evitar uma exposição desnecessária para ouvir apenas que nada foi definido ainda”, diz Fabiane.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

MINHA ORAÇÃO

terça-feira, 9 de agosto de 2022

CARREIRA PROFISSIONAL - SETE HÁBITOS QUE AJUDAM A ALCANÇAR O SUCESSO


O livro Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes ensina a trocar a procrastinação pela realização. Aparentemente, procrastinar é um hábito universal. Tanto que o livro vendeu mais de 25 milhões de exemplares, em 38 idiomas. E a versão em áudio vendeu mais de 15 milhões de cópias. Em 2011, entrou na lista dos 25 livros de negócios mais influentes da revista Time. O autor, Stephen Covey, ajudou o ex-presidente dos EUA Bill Clinton a se preparar para o cargo.
Com toda essa qualificação, as ideias do livro deveriam servir, de alguma forma, para ajudar os advogados a desenvolver suas práticas imediatamente — em oposição a ficar nos planos de fazer isso quando for possível. Por isso, a consultora de escritórios de advocacia Paramjit Malhi, jornalista e profissional de relações públicas da área jurídica, fez um resumo das propostas do livro, tentando, quando possível, adaptá-las ao dia a dia dos advogados.
O autor do livro argumenta que a independência pessoal ou o autodomínio, bem como a interdependência com os outros, no trabalho, podem ser alcançados com o alinhamento de sete princípios. São princípios da "Ética do Caráter", ele diz, em contraposição à "Ética da Personalidade", prevalecente nos livros de autoajuda. O resumo da consultora, enriquecida por informações de outras fontes que também discutem esses princípios, mostra como eles podem ser aplicados à prática dos advogados:

Independência pessoal — ou autodomínio

1. Seja proativo.
Significa assumir a responsabilidade por seu sucesso ou fracasso, em todos os níveis de sua vida. Deixar de responsabilizar, por exemplo, o governo, o país, o sistema, a economia, o patrão, o chefe ou o que seja, fora de você mesmo, por seu destino. Esse princípio equivale a dizer: assuma o controle de sua vida profissional.
Isso vale, por exemplo, para advogados que planejam atividades para conquistar mais clientes, mas nunca vão em frente, porque se rendem ao "famoso complexo da subjugação ao trabalho", diz a consultora. Esse princípio diferencia os advogados que arrumam tempo e energia para fazer o que é preciso ser feito para obter sucesso dos demais, que ficam esperando uma oportunidade.

2. Comece com sua meta em mente.
Isto é, comece o ano, o mês, a semana, o dia, pensando em suas metas e submetas, estabelecidas como melhor lhe convier. Metas podem ser estabelecidas para 20 anos, mas também para dez, cinco, três ou um ano. Uma meta de cinco anos pode ser subdividida em submetas de um ano e assim por diante. As metas devem ser coerentes com seus valores pessoais mais profundos e com o que você pode chamar de seu talento e sua vocação.
Crie uma "declaração de missão" para sua vida profissional. Uma "declaração de missão" define, por exemplo, o propósito de sua carreira ou de seu empreendimento, bem como a razão de sua existência. Serve como uma bússola que lhe vai indicar a direção certa a tomar, a cada dia, e que atividades você deve exercer e quais deve colocar de lado, para chegar a seu destino. E, assim, o ajuda a não se enveredar por estradas que o afastam de seu caminho, mesmo que lhe pareçam interessantes à primeira vista.

3. Dedique-se ao que é mais importante.
Defina prioridades, de acordo com suas metas e declaração de missão, e as observe fielmente. Isso é mais fácil dizer do que fazer, especialmente na atual era digital, em que o volume de distrações é enorme. Se aprender a definir prioridades de curto, médio e longo prazo, sempre coerentes com suas metas, pode retornar com mais facilidade a seu curso, sempre que for vítima de distrações ou de atividades paralelas.
Acostume-se a atacar suas atividades diárias, semanais e mensais de acordo com as prioridades que estabeleceu, em conformidade com suas metas, e não com base em urgências — a não ser que as duas coisas sejam coincidentes. Por isso, é importante que suas metas se alinhem com seus valores mais fortes. Observe que valores profissionais e pessoais podem, em alguns casos, ter o mesmo peso — por exemplo, progredir na carreira e ser um bom pai.

Interdependência (nas relações no trabalho)

4. Pense em soluções "ganha-ganha".
Esse princípio é antigo, mas às vezes foge das perspectivas dos advogados — e de outros profissionais. Especialmente na hora de resolver conflitos. Um acordo é uma possibilidade em resoluções de conflitos, que não pode ser afastada. E, muitas vezes, pode resultar em benefícios maiores de longo prazo aos advogados, porque garantem maior satisfação do cliente.
O princípio também pressupõe a substituição da competição pela colaboração. Ser generoso, compartilhar e celebrar com os colegas de profissão, por exemplo, pode render mais dividendos profissionais do que a concorrência acirrada. Esforce-se, sinceramente, para encontrar soluções benéficas para todos e espere para colher os frutos, recomenda o livro.

5. Primeiro, procure entender; depois, ser entendido.
Aprenda a fazer perguntas relevantes a seus clientes — e também a seus oponentes e a quem quer que seja. E preste atenção nas respostas. Isto é, aprenda a ouvir. Mostre que está prestando atenção, em vez de folhear um processo ou checar os e-mails no smartphone.
Saber ouvir cria empatia. Influencia genuinamente a pessoa que fala e a torna propensa à reciprocidade — isto é, a outra parte fica predisposta a também ouvir você com atenção e com a mente mais aberta. Assim, você cria a atmosfera propícia para influenciá-la, expor seus pontos de vista e ser entendido.

6. Saiba criar sinergia no ambiente de trabalho.
Em uma de suas definições, sinergia é um esforço de vários agentes, que atuam de forma coordenada, para atingir um objetivo — segue o pressuposto de que "o todo é maior que a soma das partes".
É preciso montar uma equipe e criar um ambiente de colaboração, para obter resultados maiores do que os que poderiam ser obtidos de esforços individuais. Nesse contexto, é preciso saber delegar responsabilidades e distribuir tarefas.

7. Afie constantemente sua principal ferramenta de trabalho: seus conhecimentos.
Alguns advogados podem pensar que seus esforços de aprendizado terminam com o Exame da Ordem e seu primeiro emprego. Mas o aprendizado é, na verdade, um processo que se desenvolve durante toda a vida. Você terá mais chances de sucesso se continuar fazendo cursos, estudando disciplinas que o ajudem a atuar em uma determinada área da advocacia. E aprendendo alguma coisa todos os dias, para melhor servir seus clientes.

Definição de prioridades
Muitas vezes, a definição de prioridades é um processo complexo, porque muitas coisas a fazer podem parecer importantes. No entanto, é preciso alinhar suas prioridades com suas metas profissionais. Mas como definir a importância das prioridades? O site Moxiepreneur dá uma ideia bem simples para se fazer isso: imagine suas prioridades como se fossem parte de um ovo. Um ovo tem casca, clara e gema. Separe a gema. Concentre-se nela e veja o que pode fazer com a clara e a casca, quando tiver tempo e energia.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

sábado, 6 de agosto de 2022

CÃES E GATOS TAMBÉM FICAM DOENTES NO INVERNO


Não são só os tutores que sofrem com a chegada do inverno. Coriza, tosse, secreção nasal e espirro também fazem parte da vida de cães e gatos com a mudança de temperatura. A doença, que é muito semelhante à gripe dos humanos, é altamente transmissível entre os animais.
Nos cães, o nome correto é Traqueobronquite infecciosa canina, ou Tosse dos Canis, causada por bactérias e vírus, e que se manifesta principalmente com o tempo mais frio e seco. “O animal apresenta tosse geralmente com catarro, secreção nos olhos e corrimento nasal, que é aquela aguinha que sai no nariz dos cães. É altamente contagioso entre os cachorros, mas é benigna, raramente pode evoluir para casos mais graves”, afirma o professor de Veterinária da Universidade Metodista Paulo Salzo.
Segundo o professor, a doença permanece no organismo entre uma e duas semanas, e os sintomas costumam ir embora sozinhos. “Em alguns casos, podemos tratar uma traqueia inflamada, por exemplo. No qual entramos com antibiótico e anti-inflamatório, além de recomendar inalação com soro fisiológico.”
A “gripe canina” é transmitida por contato com outros cachorros doentes. Vale lembrar que a doença, tanto a do gato quanto a do cão, não passa para seres humanos, e nem os tutores, caso estiverem gripados, podem transmitir o vírus para os animais.
“Outro método de contágio se dá por frequentar o mesmo local que um cachorro doente esteve, como pet shops. Ou se alguém teve contato com um animal doente, pode ter as roupas contaminadas e transmitir para outro cachorro”, afirma o professor.
Mais um cuidado durante o frio é o uso de roupinhas, principalmente se o cachorro for do tipo que tem pelo curto. “Não é uma questão restrita ao agasalho, também não se deve dar banhos quentes e sair no frio, por exemplo”, disse Salzo.
Já no caso dos gatos, a doença, chamada Complexo Respiratório Felino, é um pouco mais séria e pode se manifestar em diversas épocas do ano, sempre que o animal ficar com o sistema imunológico debilitado. O contágio também é direto e se dá pelo contato direto com outros animais doentes. “Além da secreção nasal e espirros, o gato pode apresentar também uma conjuntivite associada”, explica o professor do curso de Veterinária da Universidade Anhanguera de São Paulo Rodrigo Casemiro Pinto Monteiro.
Um dos vírus que ataca os felinos e provoca tais sintomas, o Herpes Vírus, não será jamais eliminado do organismo dos gatos. “É uma doença que é tratada, mas uma vez adquirida, o animal será sempre portador. E em caso de estresse ou de baixa imunidade, vai se manifestar novamente”, diz Monteiro.
Segundo o professor da Anhanguera, cerca de 50% dos gatos adquirem a doença, que é mais agressiva em filhotes e gatas grávidas, que podem até perder os filhotes. “Além de tratar os sintomas, pode solicitar também um hemograma e raio-x de tórax para o acompanhamento do caso.”
Há vacinas no mercado para a prevenção das tais “gripes”, com preço médio de R$ 60. O cachorro deve tomar duas doses – a segunda após 30 dias da primeira – além de um reforço anual. No caso dos gatos, não há uma vacina específica que previna todos os tipos de vírus que afetam o sistema respiratório dos felinos, mas há imunizações antivirais importantes, como a V3, V4 e V5.
A dica dos especialistas é sempre procurar ajuda profissional se houver algo de errado com o animal. “A demora para consultar o veterinário pode fazer com que qualquer doença evolua para um quadro mais sério. E um tratamento tardio pode não salvar o animal a tempo”, comenta Monteiro.
Por Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA
Fonte Diário do Grande ABC

OLHAR

 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MESMO EM CASO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL


O acordo que ocorre entre as partes não impede que o profissional reivindique seus honorários advocatícios, justamente porque se trata de um direito autônomo pelo desempenho do advogado no seu trabalho. Os honorários sucumbências, estão previstos do artigo 22 ao 26 do Estatuto da OAB (lei 8.906/94).Veja os artigos 22 e 23:

Art.22. A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial e aos de sucumbência.

Art.23. Os honorários incluídos na condenação, por arbitramento ou sucumbência, pertencem ao advogado, tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte, podendo requerer que o precatório, quando necessário, seja expedido em seu favor.
Justamente pelo exposto e de acordo com o artigo 24 §4º, fica bem claro que os honorários serão devidos mesmo que as partes acordem entre si, contanto que o advogado não tenha incentivado ou concordado com esse acordo.

Art.24. A decisão judicial que fixar ou arbitrar honorários e o contrato escrito que os estipular são títulos executivos e constituem crédito privilegiado na falência, concordata, concurso de credores, insolvência civil e liquidação extrajudicial.
§4º. O acordo feito pelo cliente do advogado e a parte contrária, salvo aquiescência do profissional, não lhe prejudica os honorários, quer os convencionados, quer os concedidos por sentença.

Resta bem claro que esse dispositivo garante ao profissional seus direitos a sucumbência da parte que cedeu o acordo, nesse caso deverá haver um juízo prévio se a parte cedeu ou ambos cederam, de forma a classificar quem teria “perdido” mais na causa, pois se ambos cederam, estará havendo uma sucumbência recíproca, não procedendo portanto o direito dos honorários.
Por Bernardo César Coura
Fonte STJ

SEJA LEVE

terça-feira, 2 de agosto de 2022

CONTA SALÁRIO OU CONTA CORRENTE? SAIBA QUAL É MAIS ADEQUADA AO SEU PERFIL

Entenda as diferenças e os benefícios das duas contas e como contratar cada uma delas

A conta salário permite o acesso ao serviço bancário a qualquer trabalhador e, de certa forma, o ingresso no sistema financeiro, sem análise de perfil de crédito e nem a obrigação de contratação de serviços. Por isso, não tem tarifa, e só pode ser aberta pelo empregador. Entretanto, quando o trabalhador se torna usuário do sistema bancário, tende a demandar outros serviços como depósitos de terceiros e transferências, débitos automáticos, movimentos pela internet, cartão de crédito, financiamentos e seguros. Neste momento, a contratação separada destes serviços tende a ser mais cara para quem tem conta salário do que para a pessoa que possui uma conta regular e paga tarifas através das cestas.
É analisando em qual destes dois perfis você se encaixa, ensina o economista Gilberto Braga, que a opção por uma ou outra modalidade de conta deve ser feita.
O economista explica que, quando você contrata uma conta corrente, uma série de serviços não cobertos pela conta salário estão incluídos no pacote mensal de tarifas e não são cobrados isoladamente.
— Os demais serviços também tendem a ser mais em conta, uma vez que o trabalhador já mantém um relacionamento com a instituição bancária e tem o seu perfil de crédito automaticamente analisado. Por isso, cada trabalhador deve pesquisar as diferenças entre o que compreende os serviços inclusos na conta salário e os que compõem a conta regular com pagamento de cesta mensal e confrontar com o uso que faz do sistema bancário a fim de verificar o que é mais vantajoso — ressalta Braga.
Já a conta-salário é um tipo especial de conta destinada a receber salários, aposentadorias, pensões e similares. Ela não admite outro tipo de depósito além dos créditos da entidade pagadora e não é movimentável por cheques.
A Proteste - Associação de Consumidores ressalta que entender a diferença entre estas duas modalidades é primordial para o planejamento financeiro do trabalhador. E é fundamental que o empregado tenha a liberdade de escolher a instituição financeira que preferir para movimentar a sua remuneração, independentemente de onde receba seu salário.

Compare
Conta salário:
- Destinada a receber salários, vencimentos, aposentadorias, pensões, 13º e abonos;
- Não são permitidos outros tipos de depósitos, além dos realizados pelo empregador;
- Não podem ser feitas movimentações por cheques;
- O acesso ao salário pode ser feito por meio de saques nos caixas eletrônicos ou nos guichês com o uso do cartão;
- O empregado pode optar por transferir todo o seu saldo para outra conta corrente sem ter que pagar nada, neste caso o banco é obrigado a fazer a transferência de salário no mesmo dia e não é emitido o cartão magnético para o titular a conta;
- É proibida a cobrança de tarifas em transferências de dinheiro para outra instituição financeira, desde que o valor transferido seja o valor total;
- Permitida somente para um titular;
- Não pode ser movimentada livremente, somente para o acesso ao salário;
- Não pode ser usado para pagar contas, fazer aplicações e também não há como receber limite de crédito;
- O encerramento da conta salário só poderá ser feito pela entidade pagadora.

Conta corrente:
- É possível fazer depósitos, saques, aplicações financeiras, pagamentos e usar o talão de cheque;
- O cartão magnético é liberado para a realização de qualquer tipo de movimentação;
- É possível receber limite de crédito;
- A conta pode ter mais de um titular;
- O encerramento da conta pode ser feito pelo titular;
- Todos esses benefícios são tarifados.
Por Daiane Costa
Fonte O Globo Online

OS SEGREDOS PARA OBTER UMA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO POSITIVA

Superar metas, ser atencioso com os colegas e participar de projetos desafiadores são alguns deles

Quer melhorar sua imagem diante do chefe e, no fim do ano, obter uma avaliação de desempenho nota 10? Então, é hora de arregaçar as mangas, estabelecer metas e tomar medidas que o levem a atender às expectativas da equipe e, principalmente, do seu gestor direto. Assim, será mais fácil administrar sua carreira e, de quebra, receber elogios. Em artigo publicado no site de carreiras Glassdoor, o coach Todd Brockdorf, autor do livro ''Better than average: Excelling in a mediocre World'' (algo em português como ''Melhor que a média: Excelência em um mundo medíocre), dá dez sugestões para causar uma boa impressão. Confira:

1 - Entenda as expectativas e tente superá-las
É recomendável fazer perguntas esclarecedoras para que não restem dúvidas sobre a tarefa que você tem em mãos, e busque ir além do que o chefe pediu.
"Saiba para quando o produto de seu trabalho é esperado e, assim, procure priorizar as tarefas. Se o chefe pede que conclua seu relatório mensal para o fechamento do balanço na primeira sexta-feira do mês, entregue-o antes. Que tal na quinta-feira?'', aconselha Brockdorf, lembrando que, quando você cumpre um prazo ou entrega o trabalho antes da data prevista, deixa uma impressão positiva e duradoura.

2 - Faça pequenos milagres acontecerem
''Torne-se conhecido como uma fonte confiável, que pode salvar um projeto", observa Brockdorf. Se você ultrapassa as metas e consegue solucionar os problemas, certamente vai se destacar na equipe e, quando as coisas ficarem difíceis, será lembrado como um líder em potencial.

3. Demonstre espírito de liderança
Liderança é mais do que um título. De acordo com Brockdorf, é sinônimo de assumir responsabilidades. Responsabilidade por suas ações e também por sua inércia. E, o mais importante, por suas falhas.
''Como ser um líder eficaz? Organize projetos, tenha iniciativa e sugira melhorias. Quando você assume a responsabilidade em sua área, isso faz a diferença para aquelas pessoas dentro da organização que tomam decisões sobre sua carreira'', diz o coach.

4 - Network para todos os lados
Torne-se "aquele cara" que parece estar conectado a todos na organização. Brockdorf sugere que você comece logo a criar relacionamentos com as pessoas do seu e de outros departamentos. Assim, quando estiver diante de uma saia justa, precisando de ajuda, contará com uma rede de colegas dispostos, capazes e prontos a socorrê-lo. Certamente, você vai querer — e precisar — ativar sua rede de relacionamentos fora da empresa, mas não subestime a importância de manter laços fortes dentro da organização na qual trabalha.

5 - Seja voluntário em projetos desafiadores
Quem não quer trabalhar com aquele colega que consegue resolver qualquer coisa, e que não tem medo de arriscar, pensar fora da caixa, quando os problemas surgem? Destaque-se da multidão sendo o herói. Brockdorf explica:
"Se você está disposto a aceitar projetos que não são garantias de sucesso e consegue transformar essas oportunidades em vitórias, será reverenciado por seus pares e superiores."
Um conselho importante: procure por tarefas onde possa desenvolver e mostrar seus pontos fortes, assim terá melhores chances de se sair bem.

6 - Trabalhe onde você é necessário, e não onde acha que merece
Todos nós merecemos trabalhar com os melhores profissionais, fazer parte das melhores equipes, e ter os projetos mais bem sucedidos. No entanto, não somos necessários nesses lugares, diz Brockdorf:
''Somos mais valorizados em projetos trabalhosos, mais complexos, trabalhando com pessoas desafiadoras, que demonstram ser uma grande promessa, e tentam melhorar processos ineficientes. Pense onde você pode fazer uma diferença significativa e corra para lá''.

7 - Seja conhecido por alguma habilidade específica
Você pode ser o cara que sabe como acalmar um cliente irado ou aquele que sempre consegue fechar um negócio importante. Ou, simplesmente, ser conhecido como a pessoa que geralmente consegue colocar a máquina de xerox para funcionar.
''Seja um especialista em alguma coisa. Isso demonstra o seu valor para o escritório, para a empresa e para a equipe. A partir do momento que eles acham que é valioso, você deixa de ser apenas um número para a empresa", diz Brockdorf.

8 - Seja presente
Quando seus colegas de trabalho pararem em sua estação de trabalho ou entrarem na sua sala, dê-lhes total atenção. As pessoas adoram contar com um bom ouvinte. Deixar de atender seu iPhone, ignorar os e-mails que estão chegando e focar sua atenção nas pessoas que estão falando com você, certamente, vai causar boa impressão, diferenciando-o da maioria dos funcionários.
"Caso não seja um bom momento para uma conversa, seja sincero e educadamente peça para voltarem numa outra hora. Quando você dispensa atenção especial a seus seus colegas de trabalho, sua opinião, orientação e sabedoria serão mais valorizados", diz Brockdorf.

9 - Transforme o tédio em tempo produtivo
Você tem que preencher de números uma planilha, precisa envelopar e enviar a correspondência de marketing direto? Faça o possível para transformar tarefas tediosas em uma oportunidade de aprendizado. Enquanto trabalha, aproveite para ouvir um podcast educativo ou ouça um audio-book referente à sua área. Alimente seu cérebro e transforme uma tarefa sem graça em algo produtivo.

10 - Evite cometer erros
Ninguém gosta de refazer nada. Não desperdice tempo, dinheiro e energia. Torne-se uma pessoa em que todos confiam na hora de resolver um problema.. Como se tornar este profissional? Caso não saiba a maneira correta de resolver uma situação ou cumprir uma tarefa, seja corajoso o suficiente para perguntar.
''Eu preferia que uma pessoa viesse tirar dúvidas comigo, do que ter que corrigir os erros depois'', conta Brockdorf.
Erros acontecem, mas procure não ser conhecido na empresa como a pessoa responsável por eles.
Fonte O Globo Online

AGRADEÇA

domingo, 31 de julho de 2022

AS CORES


Que as cores estejam presente todos os dias e noites da semana.
Se o CINZA aparecer, lembre-se que ele é sinal de sucesso e qualidade. Mas não se iluda com a grandeza das coisas.
Ao se deparar com o VERDE, que a juventude e a esperança te abracem em sinal de alegria. Tenha a humildade de pedir à esperança que te lembre de ser sempre jovem.
O AMARELO há de te trazer prosperidade. Mas, aceite apenas o suficiente. Prefira ter menos do que julgas necessário.
Peça ao AZUL para te acompanhar para que você seja leal e fiel todos os dias de sua vida. Mas que, como cor fria, não te faça frio.
Que o MARROM te traga maturidade, jamais resistência.
Rogue ao COR-DE-ROSA que te dê compaixão e delicadeza, sem permitir ser fraco em suas decisões.
Peça ao PRETO apenas o ar de mistério. Nada mais.
Que venha o VERMELHO como símbolo de muito amor, não da paixão.
Troque todas as cores pelo BRANCO e peça paz, pureza e inocência ao seu coração e de todas as pessoas que você possa lembrar.

DEUS EM AÇÃO

quinta-feira, 28 de julho de 2022

GARANTIA: CONHEÇA OS PRAZOS PARA RECLAMAR DE PRODUTO COM DEFEITO

Garantia legal, contratual e estendida possuem regras distintas. Confira cada um desses seguros

Ao comprar um novo produto, possivelmente, você já deve ter se questionado se aquele item tem garantia. Não precisa quebrar muito a cabeça, a resposta é simples: o direito existe.
Há pelo menos três modalidades de garantia que asseguram a qualidade, eficiência e durabilidade do produto, a legal, a contratual e a estendida.
A garantia legal é estabelecida pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor) e independe de previsão em contrato. A lei garante e ponto. Assim, você tem 30 dias para reclamar de problemas com o produto se ele não for durável (um alimento, por exemplo), ou 90 dias se for durável (uma máquina de lavar, por exemplo). O prazo começa a contar a partir do recebimento do produto.
O que muita gente não sabe é que, no caso de um vício oculto - aquele defeito que só se mostra depois de um certo tempo de uso do produto -, o prazo da garantia legal começa a contar a partir do momento em que esse defeito é constatado.
A garantia contratual, entretanto, é a que o fabricante ou fornecedor acrescenta a seu produto de livre e espontânea vontade, ou seja, nem todo item terá esse tipo de seguro. Sua vigência começa a partir da data de emissão da nota fiscal, com o prazo e condições impostas pela empresa - normalmente estabelecida no "termo de garantia".
O Código de Defesa do Consumidor dispõe que a garantia contratual é complementar a legal. Desse modo, fique atento para os prazos da garantia contratual, pois para os produtos duráveis (eletroeletrônicos e etc.) geralmente é de 9 meses ou 1 ano. Se for de 09 meses, o consumidor terá 1 ano para acionar a garantia em caso de defeitos, pois é feita a soma da garantia contratual com a legal de 03 meses ou 90 dias.
Já a garantia estendida, normalmente oferecida pelas lojas com termos como "super garantia", é contratada a parte. Normalmente, é oferecida por uma outra empresa, que não tem relação com o fabricante e se trata de um seguro contra defeitos do produto.
Dentro desse tipo de garantia, há ainda três modalidades: a original, cuja cobertura é igual ao seguro contratual realizado pelo fabricante, mas você tem algum benefício, por exemplo, a troca imediata do produto; a ampliada, que o tempo é somado à garantia original do fabricante; e a diferenciada, na qual você também tem benefícios, mas o tempo de seguro é menor do que a estendida original.
Antes de contratar qualquer tipo de garantia estendida, peça para ler a apólice e verifique aquilo que de fato será coberto por este tipo de garantia, assim como aquilo que não estará coberto.
Em geral, não vale a pena pagar pela garantia estendida, a não ser quando o contrato oferecer alguma vantagem de fato. Antes de optar por ela, é recomendável se informar sobre a modalidade do seguro e solicitar uma cópia do contrato ou apólice, analisando-a com cuidado.

Troca
De acordo com o artigo 18 do CDC, o fornecedor e o fabricante têm 30 dias, a partir da reclamação, para sanar o problema do produto. Extrapolado esse prazo, você pode exigir uma das alternativas previstas no  artigo 18 do CDC: um produto similar, a restituição imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço. Contudo, o período de um mês não deve ser estipulado em caso de se tratar de produto essencial com defeito - como uma geladeira, por exemplo -, pois troca nesses casos deve ser imediata.
Garantia após o reparo
Ao retirar o produto consertado, é recomendável que você teste se ele está funcionando bem e peça sempre a nota fiscal discriminando os serviços realizados. Independentemente de haver um termo por escrito, o reparo tem garantia legal de três meses.
Se nesse período o produto apresentar o mesmo problema ou algum outro decorrente do reparo, entende-se que o serviço foi mal prestado e, assim, o cliente tem direito de exigir a reexecução dos serviços sem custo adicional ou uma das alternativas previstas no CDC.
Já se o produto estiver dentro da garantia contratual, o prazo continua o mesmo. Ou seja, se uma mercadoria com garantia de um ano apresentou defeito aos sete meses de uso e retornou para você em um mês, restará apenas quatro meses de seguro.
Entretanto, se o item foi trocado e mesmo assim apresente o mesmo ou outros defeitos em tempo menor do que a sua vida útil, a troca poderá ocorrer, pois o prazo de garantia legal e contratual deve ser contado a partir da data em que o novo artigo foi entregue.

Produtos importados
A regra para produtos importados é um pouco diferente. Se a empresa tiver representantes no Brasil, ela tem que seguir as normas do País. Sendo assim, os prazos legais para reclamar serão os mesmos, 30 dias para produtos não duráveis e 90 para duráveis.
Além disso, se o item foi comprado de uma importadora e apresentou defeito, não importa se o fabricante não atua no Brasil. A empresa que trouxe o artigo é solidariamente responsável e deve providenciar o conserto.
Contudo, se você comprou o produto em outro país e não há nenhum representante no Brasil, as regras que valem é a do local onde o item foi comprado. Dessa forma, o Idec recomenda que leia atentamente o termo de garantia e se informe sobre as possibilidades de conserto antes de adquiri-lo.

Peça de mostruário
Outra dúvida recorrente é em relação a peças de mostruários - artigos que ficam expostos nas lojas e, geralmente, são vendidos em liquidações por um preço mais em conta. Mesmo que os estabelecimentos neguem, esses produtos possuem garantia legal.
Se perceber um defeito aparente, você pode pedir a troca ou conserto do produto. Caso a loja tenha reduzido o preço devido a esse vício, ela deve te informar claramente o motivo de abaixar o preço e indicá-lo na nota da compra.
Porém, se o defeito não for tão perceptível e aparecer só depois de um tempo, você terá o prazo da garantia legal, contado a partir do momento em que o defeito é constatado, para exigir uma das alternativas previstas no CDC.
Fonte Idec

UM DIA DE VITÓRIAS!

quarta-feira, 27 de julho de 2022

VEJA 16 SUPER DICAS E MACETES PARA VOCÊ ESTUDAR E APRENDER DIREITO DA MELHOR MANEIRA


Aplique em seus estudos essas estratégias que tornam mais inteligente o estudo do Direito:
1 – Técnicas de aprendizagem são fundamentais em Direito
Direito é uma das matérias que mais exige de suas habilidades mentais. Você precisa ter boa concentração, ler muito, entender textos complexos e conseguir manter tudo que aprendeu bem arquivado em sua memória. Se esquecer o que aprendeu, terá que reestudar, o que gera trabalho dobrado. Por isso, não despreze de forma alguma o uso de técnicas eficazes de estudo, no estudo de Direito. Se não der atenção a isso, seus concorrentes lá fora darão e terão imenso prazer em ocupar sua vaga.

2 – Procure ser seletivo em seus estudos
Devido ao tamanho da matéria de Direito, é importante ser seletivo. Tenha sempre em mente o seu objetivo e estude apenas as partes do Direito importantes para seu objetivo. Caso esteja estudando para concursos, por exemplo, verifique no edital as leis da esfera que o concurso contempla: federal, estadual ou municipal? O Direito administrativo é o ramo do Direito público que estuda as regras e princípios que regulam as funções administrativas do Estado. Não há um código que reúna todas as normas administrativas. No caso dos concursos federais, é obrigatória a leitura da lei 8.112/90, que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais etc.

3 – Tempo para se acostumar com a matéria Direito
O tempo médio de quem nunca teve contato com essas disciplinas, para se acostumar com a linguagem jurídica é de três a cinco meses. O começo é bem complicado, mas não desista!

4 – Leve em consideração o seu vocabulário atual na hora de escolher os livros
O vocabulário jurídico possui termos bastante específicos e os livros de faculdade são bastante complexos em seu conteúdo e vocabulário. Sendo assim, para compreender melhor os conceitos de Direito, procure por livros numa linguagem mais apropriada ao seu vocabulário.

5 – Adquira um dicionário jurídico
Adquira um dicionário de Direito, digital ou impresso, que facilite a compreensão dos termos jurídicos. A compreensão das palavras, facilita o entendimento das idéias, por isso, no inicio de seu estudo de Direito, verifique frequentemente o dicionário jurídico, até que tenha adquirido um bom vocabulário.

6 – Sinta prazer em aprender Direito
Devido a essa complexidade natural do Direito, é importante estar motivado para estudá-lo e uma excelente dica nesse sentido, é procurar perceber como o conhecimento jurídico fará bem a sua vida, ao conhecer mais a fundo seus Direitos e deveres, além das regras e normas estabelecidas. Diga frequentemente a si mesmo coisas como: "Adoro aprender Direito". "Ao estudar Direito passo a conhecer mais a fundo meus Direitos e deveres e passo a saber quais são as regras e normas da sociedade, estando melhor preparado para agir e me defender quando preciso".

7 – Não permita que a matéria de Direito o intimide!
Coloque na cabeça que você vai aprender absolutamente tudo que precisa saber de Direito e que tem a capacidade para entender e memorizar todas as leis, normas, constituições, etc. Diga frequentemente para si mesmo: "Eu sou capaz de entender e memorizar tudo que preciso do Direito", "A cada dia que estudo aprendo mais e mais sobre Direito e a cada dia aprender Direito se torna mais fácil".

8 – Como começar a estudar Direito
O Direito constitucional é a base das demais modalidades do Direito porque estabelece as regras fundamentais de funcionamento do Estado. Sendo assim, comece a estudar pelo Direito constitucional porque boa parte do conteúdo de Direito administrativo só vai aprender se tiver boa base no constitucional.

9 – Tenha uma visão geral sobre as diversas leis existentes
Para compreender as leis e teorias, primeiro devemos buscar entender as linhas gerais e os pontos mais relevantes do texto que contém as leis. Após ter uma visão geral das leis, procure se aprofundar numa lei especifica através desse texto ou de outro, caso contenha mais informações.

10 – Conheça profundamente as normas
Compreenda a sistemática da Constituição. Os títulos são divididos em capítulos, e dentro dos capítulos, divididos por seções, estão os artigos, que trazem as normas. Os artigos são distribuídos entre parágrafos, incisos e alíneas. Após isso, estude um livro de Direito constitucional voltado para concursos (caso esse seja seu interesse). Esses livros explicam o que é a norma, mostram as aplicações e trazem as decisões relevantes do Supremo Tribunal Federal envolvendo a lei.

11 – Fazendo a primeira leitura em Direito
Inicie a leitura em Direito constitucional no artigo 5º (Direitos e Garantias Fundamentais) por ser considerado o artigo mais importante e o que dá base aos outros.
12 - Fique por dentro dos concursos atuais

Se você está estudando para concursos, procure ficar por dentro das leis estaduais e municipais, o candidato pode procurar o órgão para o qual ele vai prestar concurso e pedir o conteúdo das normas. Em especial estude a lei 8.112/90, mesmo que vá prestar concurso na esfera estadual ou municipal. Os estatutos dos servidores são semelhantes e o federal é muito bem escrito. A sistemática das leis de servidores é a mesma e é bom para o estudante ter contato com a legislação.

13 – Tenha um livro bem completo sobre Direito administrativo
Tenha um livro sobre Direito administrativo direcionado para concursos porque ali encontrará as leis mais importantes, a jurisprudência e as doutrinas mais relevantes. Obs. Caso você tenha realmente o interesse em mergulhar no mundo jurídico e exercer profissão nessa área, é totalmente recomendável o uso de livros de faculdade, pois ajudarão bastante em seus objetivos.

14 – Faça uma apostila de leis e códigos
Para facilitar o aprendizado, procure na internet pelas leis e códigos, imprimindo cada uma delas e em seguida fazendo uma apostila. Baixe da internet as leis constitucionais e federais e também diversos códigos no site www.planalto.gov.br. Já as leis de outra esfera, procure nos sites da Assembleia ou Câmara Legislativa. Porém, nunca se esqueça de consultar constantemente as leis nos sites citados para ver se não ocorreu atualizações.

15 – Faça anotações que facilitem a compreensão da lei
Faça anotações de cada lei numa linguagem simples, facilitando assim a compreensão de cada uma. Procure fazer essas anotações sobre o próprio livro estudado ou na apostila que você criou, para que toda vez que for consultar, possa visualizar também uma breve explicação da lei. Faça isso, de preferência usando um lápis. Outro tipo de anotação que está se tornando bastante popular entre os estudantes de Direito é o uso da técnica do mapa mental. Uma técnica que facilita a organização de seus resumos e a memorização dos mesmos. Se buscar, irá encontrar na internet muitos mapas mentais de Direito prontos.

16 – Antecipação dos estudos de Direito para concursos
Caso esteja se preparando para um concurso, em relação ao Direito constitucional, alguns dos temas mais cobrados costumam ser os princípios fundamentais (art. 1º ao 4º), Direitos e garantias fundamentais (art. 5º), Direitos sociais (art. 6º ao 11º), o sistema tributário nacional (art. 145 a 162) para a área de fiscalização. Em Direito administrativo, é recomendável estudar os artigos 37 a 41 da Constituição, princípios e organização da administração pública, atos administrativos, lei 8.112/90 (para concursos federais) e lei 8.666/93, dentre outros.
Fonte Amo Direito

terça-feira, 26 de julho de 2022

NOME SUJO TEM LIMITE! TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE PRESCRIÇÃO DE DÍVIDAS

Veja o que fazer caso seu nome não seja retirado de cadastros de inadimplentes depois que a dívida “caducar”.

Todas as dívidas têm um determinado prazo para prescrever - ou seja, para que possam ser cobradas. Após esse prazo, o débito “caduca” e o credor não pode mais exigir o pagamento.
De acordo com o artigo 205 do Código Civil, os débitos prescrevem em 10 anos, salvo algumas exceções. Por exemplo: contas de serviços como água, luz e telefone, além de boletos em geral, só podem ser cobradas por no máximo cinco anos. Já para aluguel, o prazo é de três anos.
No entanto, caso o credor entre com uma ação de cobrança judicial, o prazo de prescrição da dívida é interrompido. Veja, a seguir, respostas para as dúvidas mais frequentes sobre esse tema.

Quais são os prazos de prescrição das dívidas mais comuns?
As dívidas decorrentes da falta de pagamento de boletos bancários, cartão de crédito e plano de saúde, por exemplo, além de contas de serviços públicos, como água, luz e telefone, prescrevem cinco anos após a data de vencimento.

Por quanto tempo o nome do consumidor pode ficar sujo?
O nome do consumidor pode permanecer em cadastros negativos (SPC, Serasa etc.) por no máximo cinco anos do fato que gerou a inscrição - ou seja, da data de vencimento da dívida que não foi paga. Se a dívida prescrever, o nome deve ser retirado do cadastro, mesmo que não tenham se passado cinco anos da inscrição.

As empresas podem cobrar uma dívida já prescrita? O que o consumidor deve fazer caso isso aconteça?
As empresas não podem cobrar judicialmente o consumidor após a prescrição das dívidas. Se isso ocorrer, poderá alegar a prescrição na ação que deverá ser julgada extinta. O consumidor não é obrigado a pagar, mas caso pague dívida prescrita não poderá exigir o dinheiro de volta, por ser considerada dívida natural.

Se a dívida for para a Justiça, ela terá um novo prazo de prescrição?
Depende. Se o credor ingressar com a ação judicial de cobrança e o consumidor for notificado (ou citado, nos termos jurídicos) antes de a dívida prescrever, o prazo de prescrição é interrompido e começa a contar novamente a partir da data em que o processo foi aberto na Justiça.
Já se a citação do consumidor na ação ocorrer apenas quando a dívida já estiver prescrita, não haverá novo prazo, o débito “caducou”.

Se a dívida prescreveu, o nome do consumidor sai do cadastro de inadimplentes automaticamente?
Se já se passaram os cinco anos da inscrição no cadastro de inadimplentes e o prazo de prescrição da dívida é maior, o gestor do cadastro (SPC, Serasa etc.) deve retirar automaticamente o nome do consumidor de seu banco de dados.
Se o prazo de prescrição da dívida é inferior a cinco anos, quando ele esgotar o consumidor precisará solicitar a retirada do seu nome direto ao gestor do cadastro negativo. Essa solicitação deve ser feita por escrito, com via de protocolo, indicando qual é a dívida em questão, que ela está prescrita e, portanto, o.

Se continuar com o nome sujo em função de uma dívida prescrita, o que o consumidor deve fazer?
O consumidor deve procurar a empresa que gere o cadastro de inadimplentes e comunicar, por escrito, a prescrição e solicitar a exclusão de seu nome do cadastro. Caso não seja atendido, a saída é acionar a Justiça. Nesse caso, o consumidor também pode pedir reparação por eventuais danos decorrentes da permanência indevida de seu nome no cadastro de inadimplentes.
Fonte Idec

ÁLIBIS DO FRACASSO

quinta-feira, 21 de julho de 2022

5 RISCOS QUE VOCÊ CORRE AO LEVAR TRABALHO PARA CASA

Trabalho em casa: chances de errar aumentam com o cansaço

Se você se orgulhou de ter passado muitos fins de semana e feriados mergulhado em trabalho, talvez seja bom repensar seu conceito de produtividade.
A sugestão é de Rubens Pimentel, sócio da Ynner Treinamentos. Segundo ele, quem cultiva o hábito de levar trabalho para casa não merece nenhuma medalha.
“Quem faz isso, em geral, é o profissional incapaz de dar conta das suas obrigações no período designado para o expediente”, afirma. “É o improdutivo”.
Não que a carga de trabalho em muitas empresas seja pequena. “Há realmente muitos profissionais sobrecarregados, mas não 365 dias por ano”, opina Rubens. A raiz do problema, para ele, é a desorganização dos ambientes de trabalho.
“A tecnologia é um dos principais gatilhos de distração num escritório. As pessoas acreditam que são ‘multitarefa’, que conseguem checar e-mails a cada dois minutos, responder mensagens no celular e ainda por cima trabalhar. Isso não existe”, diz o executivo.
Segundo Ana Maria Rossi, presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association do Brasil), o hábito de trabalhar constantemente está se tornando crônico. “O mais preocupante é que os próprios empregadores incentivam esse comportamento, esquecendo que isso é ruim para eles também”, afirma.
Mas por que essa prática pode ser tão nociva? Veja os riscos elencados pelos especialistas ouvidos por EXAME.com:

1. Sua produtividade pode despencar (ainda mais)
Não adianta se enganar: trabalho fora do expediente não é sinônimo de produção maior - que dirá melhor. “O cansaço causa déficit de atenção e maior propensão a erros”, diz Ana Maria. No longo prazo, o preço que se paga é entrar num ciclo interminável de entregas atrasadas e horas extras para compensá-las.

2. Você pode ficar mais “covarde” profissionalmente
O resultado de um experimento publicado recentemente no Journal of Consumer Research mostrou que o esgotamento físico e mental faz as pessoas a tomarem decisões mais seguras. Arriscar-se menos tem seu lado bom, mas também pode levar você a desperdiçar oportunidades profissionais e ser menos inovador.

3. Talvez você desaprenda a relaxar
Levar trabalho para casa significa sacrificar tempo de lazer e convivência social. Aos poucos, a disposição para interagir com familiares e amigos e até o bom humor podem começar a ficar escassos. “A pessoa pode não saber mais como se divertir”, alerta Pimentel.

4. Você fica mais propenso a problemas de saúde
Segundo Ana Maria, o corpo não passa ileso pelo excesso de trabalho. Entre os efeitos físicos mais comuns, ela cita dores musculares, dores de cabeça e distúrbios gastrointestinais. Do ponto de vista emocional, não é raro desenvolver ansiedade e irritabilidade.

5. Você pode ter dificuldades de relacionamento
Pessoas cansadas se tornam mais impacientes e irritadiças. "Esse estado de nervos faz aumentar muito a chance de elas se envolverem em brigas e discussões desnecessárias com colegas e chefes", explica Ana Maria.
  Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

PRA HOJE: BOM DIA!