terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

COMO RENEGOCIAR SUAS DÍVIDAS COM O BANCO

É necessário se preparar antes de tentar um acordo. Conheça seus direitos e saiba qual a melhor forma de obter vantagens na conversa

O início do ano costuma ser um incentivo a mais para se livrar de dívidas como forma de começar o novo ciclo com o pé direito. Em um cenário ainda incerto sobre a recuperação da economia, especialistas recomendam a quem perdeu recentemente parte da renda familiar ou está inadimplente a buscar um acordo com os credores o quanto antes, evitando que a dívida vire uma bola de neve no futuro.
Veja a seguir como obter uma boa negociação com o banco e conheça os seus direitos na hora de aceitar um acordo;

Proponha um valor que você possa pagar
De nada adianta negociar o valor da dívida, mas acabar aceitando uma proposta do banco que você não terá condições de pagar.
O primeiro passo para fazer um bom negócio, portanto, é colocar no papel a renda mensal, já descontando os impostos e benefícios, e subtraindo desse valor os gastos essenciais, como os relacionados à casa, à alimentação e à saúde.
Depois de fazer as contas, o consumidor deve cortar ao máximo as despesas supérfluas. O saldo que restou é o que deve ser proposto como pagamento mensal da dívida ao banco.
Eventual renda extra, como o 13º salário, pode ser utilizada para abater o valor da dívida. Nesse caso, o consumidor pode pedir desconto por causa do pagamento antecipado das parcelas.

Verifique se há a cobrança de taxas abusivas
Antes de renegociar a dívida, verifique se o contrato do financiamento não contém irregularidades, como taxas de juros muito acima das praticadas pelo mercado. As taxas médias cobradas pelos bancos em cada modalidade de empréstimo podem ser consultadas no site do Banco Central.
De acordo com Ronaldo Gotlib, advogado especializado em direito do devedor, neste caso a lei está do lado do consumidor. “Mesmo que o banco alegue que o consumidor tinha conhecimento da taxa no momento da assinatura do contrato,  ele pode alegar que não pesquisou como deveria em um momento de desespero, ou assinou o contrato sem entender qual era o valor.”
O advogado ressalta que os juros de empréstimos mais caros, como os cobrados no cartão credito e cheque especial, que giram ao redor de 15% ao mês, podem ser sempre contestados na Justiça, ainda que estejam dentro da média do mercado. “Neste caso, o CDC protege o consumidor ao entender que estas taxas causam prejuízo considerável”.
Caso haja alguma irregularidade, a pessoa deve denunciá-la aos órgãos de defesa do consumidor e ao Banco Central e utilizar isso como argumento na busca por um acordo com o banco. Dessa forma, será possível melhorar as condições do pagamento do débito.

Pesquise as condições oferecidas por outros bancos
É possível portar a dívida para outra instituição financeira que ofereça condições melhores de pagamento. Ao pesquisar taxas de juros, prazos e benefícios oferecidos por outros bancos é possível pressionar o credor para que sejam oferecidas condições semelhantes.
Caso o acordo não avance, o consumidor deve efetivamente levar a dívida para outra instituição financeira. “A dica é ficar atento se as condições são, de fato, mais vantajosas ou se o novo banco apenas estendeu o prazo da dívida para fazê-la caber no bolso”, diz Gotlib.

Por Marília Almeida
Fonte Exame Online

NÃO É COMIGO

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

CULTIVAR AMIZADES É ESSENCIAL PARA VIVER BEM

Motivos não faltam para criarmos novas conexões e mantermos as antigas sempre nutridas

Por mais incrível que possa parecer nos dias de hoje em que tudo muda tão rapidamente, uma música lançada em 1985 ainda é sucesso quase 30 anos depois. Basta dar uma busca rápida na web para que pipoquem aproximadamente mais de três milhões de remissões para a canção That's what friend's are for que, em tradução literal, significa para que servem os amigos. Um tanto mais atrás, mas com números respeitosos, quase um milhão de referências, vem Canção da América, composta por Milton Nascimento e que começa com o seguinte verso: amigo é coisa prá se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração...
Pois é, algo que sabemos fazer bem intuitivamente, vem intrigando pesquisadores do mundo todo. Tanto que não param de surgir pesquisas relacionadas à importância da amizade, principalmente para a turma dos 50+. A grande descoberta traz luz à receita da longevidade nota 10: além da prática de exercícios físicos regulares e de uma alimentação equilibrada, manter e criar novas amizades é um santo remédio para manter a saúde tinindo. O melhor é que não custa nada e não tem efeito colateral. Pelo contrário.
Entre os benefícios apontados pelos pesquisadores estão a diminuição da pressão arterial e de sintomas relacionados à perda de massa óssea e às doenças do coração, só para citar alguns exemplos. E não é só. No ano passado, renomados pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluíram que fortes laços de amizade também são capazes de deixar as funções cerebrais mais azeitadas Some-se ao fato um detalhe bem importante e que não pode ser deixado de lado em qualquer tempo: relacionar-se com pessoas diferentes enriquece nossos conhecimentos, muda nossos pontos de vistas e trabalha as habilidades de pensar, ouvir e argumentar. Tudo de bom.
Se na teoria a coisa é bem clara, às vezes, na prática não é tanto assim. Afinal, dependendo da etapa de vida, teremos expectativas distintas em relação ao círculo de amizades. 'Quando somos adolescentes, o grupo ocupa um espaço muito maior. Com a chegada da maturidade e das obrigações impostas pelo trabalho e pelo casamento, há uma diminuição da interação social pela falta de tempo, fazendo com que as pessoas se tornem cada vez mais seletivas para se abrir para outras pessoas ' , explica a psicanalista Sylvia Loeb, de São Paulo. 'Se optarmos por esse caminho, não usufruiremos dos benefícios que os amigos, sejam eles novos ou antigos, podem trazer.'
Porém, uma coisa é preciso ficar clara: solidão não faz mal nenhum a ninguém e, na medida certa, é bem gostosa. 'Tudo é uma questão de como se vive esses momentos de isolamento', acrescenta a psicanalista.
Mas, o que fazer se você estiver enferrujando e precisando abrir espaço para novos relacionamentos? A resposta é simples e exige uma boa dose de disposição: é preciso sair da toca e se entrosar com as pessoas ao redor. Seja retomando amizades, frequentando cursos, grupos de estudos, viajando, acessando as redes sociais....Claro, que a tarefa é mais difícil se você estiver sem prática mas nada que não se resolva com algumas sugestões estratégicas:

1. Saia da rotina
Nessa fase de abertura para o mundo, todos os contatos podem ser interessantes seja na academia, num curso de arte, numa aula de dança ou até num grupo de trabalho voluntário aliado com seus interesses. É só uma questão de começar.

2. Devagar se chega lá
Vá com calma e nada de ansiedade. Lembre-se que os laços levam um tempo para ser construídos e, muitas vezes, nem todo mundo está com a mesma intenção que você.

3. Experimente algo completamente novo
Vale entrar num clube de leitura, participar de um grupo de jardinagem, aprender a dançar salsa ou entrar numa turma de ciclistas. Nessa altura da vida, você já se livrou de muitos preconceitos e pode ampliar seus horizontes e paixões de maneiras até então impensadas.

4. Transforme o amigo virtual em real
Em tempos de redes sociais sempre é possível esbarrar em gente interessante (ou não, claro). Mas, tente separar o joio do trigo e ver se há alguém que possa valer um café no final da tarde. Por que não?

5. Arrisque-se
Talvez você tenha passado muito tempo vivendo e convivendo com gente com gostos muito semelhantes. O que por um lado é cômodo, por outro, pode levar a uma certa acomodação. Que tal aproveitar o embalo para conhecer pessoas que pensem diferente de você?

6. Peça ajuda, se for o caso
Se você estiver achando a jornada rumo ao novo difícil, tudo bem. Não desista. Chame uma amiga ou amigo para fazer companhia. Fica mais fácil, pode acreditar!
Fonte MSN Estilo

O DIA DE SÃO VALENTIM


O dia de São Valentim, celebrado anualmente em 14 de fevereiro em diversos países, é uma oportunidade de demonstrar afeição por meio de presentes como cartões, flores, chocolates e mensagens de amor.
Não sabemos muito sobre sua origem, trata-se de uma das ocasiões do calendário nas quais se celebra o amor e o romance.

Origens
O dia de São Valentim é uma tradição antiga que teria se originado em um festival romano de três dias chamado Lupercalia.
O festival celebrava a fertilidade e ocorria no meio de fevereiro. Seu objetivo era marcar o início oficial da primavera.
Como parte das celebrações, jovens sorteavam nomes de garotas misturados dentro de uma caixa. Os dois então se transformavam em namorados durante a festa, e podiam até casar.
Nos séculos seguintes a Igreja decidiu erradicar celebrações pagãs e por isso transformou o evento em uma festa cristã, em homenagem a São Valentim.

Mártires rivais
O primeiro dia oficial de São Valentim foi declarado em 14 de fevereiro do ano de 496, pelo papa Gelasius, em homenagem a um mártir que tinha esse nome.
A explicação mais comum é que São Valentim era um padre de Roma, que foi condenado à pena capital no século 3.
Mas há ao menos outras duas figuras históricas que disputaram o título de São Valentim associado à essa data.
Uma delas é um bispo de uma cidade próxima a Roma – na região da atual Terni – e a outra um mártir do norte da África.
Não se sabe muito mais informações sobre essas duas outras figuras e o padre de Roma acabou se tornando o mais conhecido São Valentim.

Casamentos
A história conta que o imperador Claudius 2 baniu os casamentos por acreditar que homens casados se tornavam soldados de má qualidade.
Valetim, porém, defendeu que o casamento era parte do plano de Deus e dava sentido ao mundo. Por isso, ele quebrou a lei e organizou casamentos em segredo.
Quando Claudius descobriu, Valentim foi preso e sentenciado à morte.
Na prisão, ele se apaixonou pela filha de um carcereiro. No dia do cumprimento da sentença, ele enviou uma carta de amor à moça assinando: "do seu Valentim" – o que originou a prática moderna de enviar cartões para a pessoa amada.

Popularidade e comercialização
Apesar dos cristãos antigos terem começado a celebrar o dia de São Valentim, apenas ao longo da Idade Média e dos períodos posteriores a celebração começou a ser associada com amor romântico e troca de presentes.
Dois gigantes da literatura inglesa – o poeta Geoffrey Chaucer e William Shakespeare – foram responsáveis pela popularização do evento na Grã-Bretanha e posteriormente na Europa e no Novo Mundo.
O costume de trocar cartões de papel com a pessoa amada já havia sido estabelecido na Idade Média, mas apenas se tornou um grande negócio depois da revolução industrial, que tornou possível a produção em massa de cartões.
Em 1916, uma pequena empresa chamada Hallmark Cards of Kansas City, no Estado americano do Missouri, começou a produzir sistematicamente cartões de dia dos namorados, mudando a natureza da celebração em boa parte do mundo. 
Assim, a data reúne elementos religiosos, românticos e comerciais.
Fonte BBC Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O QUE FAZER COM VIZINHOS QUE RECLAMAM DE TUDO?

Se você tem vizinhos que reclamam de tudo, veja estas dicas para lidar com a situação e entenda o papel do síndico nesta questão.

O que fazer com vizinhos que reclamam de tudo?

Quem nunca passou por uma situação complicada com vizinhos que reclamam de tudo? Difícil, já que este tipo de problema é bem comum, principalmente em condomínios.

Como lidar com isso? Qual o papel do síndico em casos como esse? Para que o convívio seja tranquilo, cada um tem que fazer sua parte.

Vamos entender isso melhor?

Os vizinhos que reclamam de tudo são figurinhas carimbadas nos condomínios.

Eles são duros na queda e podem até ouvir barulhos que não existem. Ou ameaçar a integridade física e moral de seus desafetos.

Estabelecer boas relações entre os moradores de um condomínio, bem como com funcionários, prestadores de serviços e visitantes é uma das muitas tarefas dos síndicos.

De quem estamos falando

Vizinhos chatos e que reclamam de tudo, muitas vezes criando verdadeiros barracos, não podem ser tratados apenas por meio do bom senso. Porque até isso varia de pessoa para pessoa. O que um acredita se tratar de bom senso pode passar longe disso pro outro.

É bom lembrar que todo condomínio tem suas regras definidas na convenção e no regimento interno. E estes documentos não devem ficar sendo alterados para agradar o grupo A ou B. Ou por insistência de um vizinho que reclama de tudo, interfona para o síndico a toda hora e sem compostura alguma.

Além de verem problema num simples barulho do choro de uma criança ou não gostaram de um dos itens novos da decoração do condomínio, vizinhos que reclamam de tudo dão bastante trabalho ao síndico.

E o que dizer dos grupos que se unem com o único e firme propósito de fazer plantão ininterrupto buscando infrações, erros, pequenas falhas e deslizes.

Neste caso, o objetivo é minar o síndico atual ou que os demais moradores recebam avisos, notificações e até multas.

Quando tudo isso ou parte destes incômodos aparecem é hora de agir na raiz. Mesmo não sendo muito fácil, é possível. Mas é preciso ter bastante determinação para acabar com os problemas.

Ninguém merece perder a tranquilidade e prazer de morar num condomínio, simplesmente viver tenso com receio de sair da sua própria casa ou realizar obras no imóvel.

Na prática, como administrar os vizinhos que reclamam de tudo em condomínios?

Tente primeiro lidar com a questão de forma amigável

·        A primeira recomendação aqui é gerenciar esses episódios de forma amigável. Mesmo os vizinhos que reclamam de tudo, os chatos, insistentes e conspiradores devem ser tratados com respeito;

·        Se ambas as partes da relação partirem para atitudes impensadas, enfrentamentos e discussões acaloradas que nada agregam ao bom convívio, aí o caminho pro caos será mais curto;

·        Moradores precisam exercitar a paciência e as regras da boa educação. E o síndico, se cercar de dados e fatos – que possam ser comprovados – e agir com cautela.

·        A palavra de ordem em condomínios é tolerância. Em toda comunidade que se preze, boas doses deste ingrediente (em falta no mercado) podem garantir a harmonia.

·        As regras existem para serem cumpridas, mas tudo tem dois ou mais lados. Antes de partir para as penalidades mais severas, o exercício da empatia cai muito bem.

Problemas para os moradores e para o síndico também

·     Vizinhos que reclamam de tudo são aqueles com maior tendência a levar 100% das questões do dia a dia do condomínio ao síndico. Este, então, precisa ser preservado. Sob o risco de apagar tantos incêndios ficando sem tempo para executar um planejamento sério e executar tarefas mais fundamentais que gerenciar disse-me-disse.

·        Uma boa estratégia para blindar o síndico é estipular que somente o vice e os membros do conselho tenham linha direta de comunicação com o síndico. Desta forma, esses primeiros contatos já filtram as demandas e podem resolver desavenças mais simples;

·        Se as mesmas atitudes e comportamentos dos vizinhos que reclamam de tudo persistirem, cabe ao síndico usar das ferramentas que tem pra colocar ordem na casa. O ideal é se cercar da convenção, regimento interno e aplicar notificações e multas.

·        Se preciso for, não hesitar em procurar assessoria jurídica. O Código Civil, a Constituição e o Código Penal existem para regulamentar a vida em sociedade.

 Fonte Tudo Condo

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

FALTA DE FORNECIMENTO DE ÁGUA. O QUE FAZER?


O problema, recorrente no verão, afeta a saúde da população. Para o Idec, o direito à informação é a primeira medida a ser cumprida pelas empresas. O consumidor afetado pode pedir ressarcimento em caso de má prestação de serviço
Como todos os anos, a falta de água é um problema recorrente na época do verão. No entanto, por se tratar de uma questão que afeta a saúde da população, algumas medidas preventivas podem ser tomadas para evitar grandes períodos sem o fornecimento deste serviço essencial. As concessionárias de água poderiam fazer campanhas e enviar na própria conta orientações sobre a necessidade de economizar água e evitar o desperdício.
Além disso, no atendimento ao consumidor, quando da falta de água, as informações sobre o motivo e a previsão de normalização do abastecimento deveriam ser mais claras e objetivas. O direito à informação é garantido pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor). “Somente com a informação o consumidor pode se organizar e tomar as medidas corretas para enfrentar as dificuldades ocasionadas pela falta de água, que afeta as necessidades mais básicas como saúde e higiene”, explica a advogada do Idec, Mariana Alves Tornero.
Quando o serviço de abastecimento de água tiver acontecido por motivo de má prestação de serviço, como por exemplo, um vazamento de água fora do domicílio, a concessionária deve ressarcir ao consumidor todos os custos decorrentes deste problema, como a compra de um caminhão pipa. “A empresa é responsável pela reparação de danos e o consumidor deve guardar todos os comprovantes de gastos para exigir esse reembolso”, orienta Mariana.
A conta de água também precisa ter o abatimento proporcional ao período que não houve fornecimento de água já que a prestação do serviço não foi contínua. Caso o consumidor não consiga um acordo com a empresa ele pode formular uma denúncia na Agência Reguladora do seu Estado, caso exista uma, nos Procons e até pleitear ressarcimento na Justiça.

Fonte Idec

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

CARREIRA DO DIREITO - A ADVOCACIA PRECISA ENCONTRAR MANEIRAS DE SE REINVENTAR


Em muitos países, inclusive no Brasil, advogados, clientes, juízes e instituições jurídicas estão em uma encruzilhada. Mudanças radicais na “operação jurídica”, tal como hoje praticada, são inevitáveis a despeito da resistência de muitos operadores, da OAB aqui no Brasil, de advogados e de outros “stake holders”. 
Há que se estar preparado para o advento de novas fórmulas para prover e receber serviços jurídicos. A pressão de custos nas empresas e nas instituições vai levar à disseminação de padronização de peças (quase um self service) de teleconferências, audiências virtuais, solução de conflitos via “on line”, formas alternativas de solução de conflitos, utilização de pools de advogados de empresas particulares não concorrentes trabalhando juntos e outras coisas, hoje ainda impensáveis.
As pessoas tendem a imaginar o futuro extrapolando o passado. Presumem a continuidade das atuais formas de trabalho jurídico. No entanto, cedo ou tarde, a descontinuidade e o rompimento de paradigmas serão inevitáveis e trarão mudanças significativas no “establishment” legal.  O modelo de hoje, em que advogados e clientes se encontram frente a frente e debatem soluções “sob medida”, poderá ser bem menos frequente no futuro. A advocacia terá que ser reinventada. O especialista, que “bola” soluções caso a caso, vai ser confrontado por novos métodos de trabalho, tais como a utilização compulsória de mão de obra de baixo custo (um escritório maior e mais caro que, para economizar, terceiriza parte do serviço para outro menor e mais barato), customização em massa, reciclagem de elementos jurídicos, intensificação dramática da Tecnologia da Informação – TI, padronização de peças, além de outros.
Essas mudanças serão impostas por alguns vetores básicos. Pequenas e médias empresas, assim como pessoas físicas confrontadas com problemas jurídicos, podem não ter recursos para contratar profissionais especializados. Podem optar por desistir de justas pretensões ou se "virar" sozinhas por não terem como pagar o serviço de advogados atuando da forma tradicional. Nessas situações, se arriscam ou se “automedicam”, recorrendo a palpites de amigos ou a internet.
Gerentes ou diretores jurídicos de grandes corporações buscam advogados externos, mesmo quando chefiam competentes equipes internas, no caso de disputas muito complexas ou que demandam mão de obra jurídica intensiva. No entanto, esses mesmos gestores também sofrem crescentes pressões nas suas organizações para reduzir os seus custos, seja: (a) reduzindo o número dos seus advogados internos; (b) dando preferência a profissionais mais baratos (e menos capazes); (c) conscientemente deixando de lado tarefas que os advogados deveriam fazer, sofrendo as consequências depois; (d) baixando os honorários cobrados pelos advogados externos. Nesse último caso, essa redução pode se dar por pressão dos clientes ou por iniciativa dos escritórios querendo ganhar as concorrências a qualquer preço.
Mas a coisa não fica aí, pois, além de ter que reduzir suas equipes e renegociar para baixo os honorários pagos aos advogados, os gestores jurídicos estão sendo cada vez mais obrigados a assumir novas responsabilidades (mesmo com menos gente) nas áreas de “compliance”, controle, auditoria e gerenciamento de risco.
Para muitos escritórios de advocacia os tempos de gordos honorários são apenas uma doce lembrança do passado. A conta não fecha!  Daí inevitável a reinvenção de novos métodos de trabalho de modo a conseguir redução substancial nos custos de execução não apenas em mão de obra interna como também na externa, tudo isso sem prejuízo da qualidade do desempenho e sem redução da expectativa dos usuários.
Os altos custos da forma tradicional de prestação de serviços jurídicos vão atrair cada vez mais “competidores” informais/irregulares, tais como empresas de auditoria, escritórios de contabilidade, profissionais irregulares e a malfadada concorrência da automedicação via internet, de que até os médicos se queixam.
A reserva de mercado para os advogados locais, cedo ou tarde, vai cair, inclusive porque as empresas globais com atuação no Brasil vão forçar essas mudanças na sua busca por maior eficiência e menos custos. Escritórios de advocacia estrangeiros, assim como “não advogados” irão atuar em serviços jurídicos, tal como já ocorre em muitos países. Na Austrália, até na bolsa de valores se negociam ações de escritórios de advocacia.  Os profissionais do direito que forem capazes de se preparar melhor e de se adaptar a esse meio hostil serão agentes da mudança e sobreviverão.
Por Luis Carlos Galvão
Fonte Consultor Jurídico

7 DICAS PARA “DESTRAVAR” A CONVERSAÇÃO EM INGLÊS

Dois professores indicam as melhores atitudes para vencer o bloqueio de falar inglês e que servem para estudantes de qualquer língua estrangeira

Aproveitar todas as oportunidades para praticar a conversação em outra língua é essencial para quem busca ser fluente no idioma

Começar a estudar o idioma é o primeiro passo. Mas o caminho até a fluência é longo e para algumas pessoas passa obrigatoriamente por um obstáculo difícil de superar: o bloqueio para falar.
Para o instrutor do Berlitz Educação Global, Luis Simões, que tem duas décadas de experiência em ensino da língua inglesa, casos de estudantes que reclamam da dificuldade em por em prática o que aprenderam em uma conversação são frequentes.
Mas o que fazer, neste caso? É possível destravar as habilidades de conversação em inglês ou em qualquer outro idioma? Para dois especialistas consultados por EXAME.com é, sim, totalmente possível. Para isso, eles selecionaram algumas dicas. Confira:

1 Não tenha vergonha do sotaque
“As pessoas se preocupam muito, principalmente, as mais tímidas e reservadas. Elas tendem a procurar desculpas para não falar”, diz Simões. Uma das justificativas para o bloqueio é o sotaque forte, segundo o professor do Berlitz.
Na opinião dele, a vergonha por não ter a pronúncia de um nativo é reflexo do perfeccionismo. Mas, antes de ficar mudo ao menor sinal de uma conversa em outra língua, leve em consideração que o importante é transmitir a mensagem e ser compreendido. “Hoje em dia não se censura a regionalidade, até se valoriza que traços locais sejam conservados”, diz Simões.

2 Fale sem medo de errar
Autocrítica muito elevada é um dos fatores limitantes para o aprendizado, diz Rosângela Souza, fundadora e sócia-diretora da Companhia de Idiomas e do ProfCerto.
A exposição ao idioma e o erro são fundamentais para o aprendizado, afirma a especialista. “É como aprender a dirigir. Se só estudar o livrinho, não sai dirigindo. Se tiver medo de pegar o carro ou de deixar o carro morrer, não aprenderá”, explica.
“Só se aprende começando a falar”, concorda Simões. Errar é importante durante o processo de aprendizado, explica. “É ótimo acertar, mas a pessoa não esquece os erros especialmente quando são corrigidos”, diz o professor do Berlitz.

3 Não tenha receio de ser corrigido
A não ser que você peça para um estrangeiro corrigi-lo, ele não o fará, afirma categoricamente, Luis Simões. “Nunca vi isso acontecer”, diz.
É comum o receio de que o estrangeiro vai agir com dureza ao ouvir seu interlocutor cometendo um erro. “Muito pelo contrário, ao perceber o interesse em aprender a sua língua, o estrangeiro fica feliz e valoriza o esforço”, diz Simões.
Por isso, é raro que façam qualquer correção espontaneamente. “Seria uma grosseria”, diz o professor do Berlitz.

4 Aproveite as oportunidades para praticar
Não fuja, pratique. Procure pessoas que estudem ou já falem a língua e com quem tenha mais intimidade para conversar, indica Simões.
Para os mais tímidos, é uma boa forma ir “soltando a língua” em situações mais informais, primeiro.
Quem frequenta cursos regulares do idioma deve entender que aquele é o momento certo para se esforçar e tentar, de fato, falar na outra língua.
“Dificilmente as pessoas saem da escola e vão buscar sozinhas situações em que vão praticar o idioma. Por isso, é importante praticar em sala de aula”, diz.

5 Equilibre habilidades de compreensão, leitura, escrita e fala
O ideal é ter o equilíbrio na prática das quatro habilidades, defende Rosângela. “Só que a mais difícil é a conversação”, ressalta.
E a especialista alerta: “Monteiro Lobato disse: quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê. A leitura constante nos dá vocabulário, consolidação de estruturas gramaticais e milhões de ideias de como se expressar”. Por isso lembre-se, ler e ouvir são essenciais também para destravar a fala.
“A leitura no aprendizado do inglês ou de outros idiomas muito diferentes do português acontece de forma gradativa, pois o aluno precisa ter um nível pré-intermediário para começar a ler temas variados e conteúdo mais densos”, lembra a especialista. Comece aos poucos e escolha textos adequados ao seu nível de conhecimento.

6 Assista filmes com legendas no idioma original
Para níveis a partir do intermediário, Simões indica assistir a séries ou filmes com legendas no idioma original. “Para acompanhar juntamente com o áudio”, diz o professor.
Comece com filmes que você já viu e conhece a história para testar sua capacidade compreensão. Ou aposte em filmes de ação, que têm frases mais curtas e objetivas. “As comédias têm muita gíria e romances épicos trazem vocabulário de difícil compreensão“, lembra Simões.

7 Ouça músicas acompanhando a letra
Mais uma forma de usar o interesse a favor do aprendizado do idioma. Escolha músicas de que gosta e pesquise a letra.
“Música ajuda muito e acrescenta vocabulário. Mas é importante ter em mente que trata-se de uma poesia, portanto quem manda é a harmonia”, diz Simões se referindo às gírias e à linguagem mais distante do padrão de algumas canções.

8 Fuja da tendência à tradução simultânea
Ficar traduzindo palavra por palavra de um texto, além de chato e demorado, é um perigo, diz Simões. “As palavras têm significado cultural”, lembra Simões.
Ele cita a expressão “chá de cadeira”, em português. Nesse caso, fica claro que a tradução literal não funcionaria. “O importante é perceber quais são as palavras mais importantes e se está sendo possível acompanhar a história. Se não está, é hora de parar e procurar o significado das palavras”, diz Simões.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

DIA MUNDIAL CONTRA O CÂNCER

REDES SOCIAIS: DIZ-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS. SERÁ MESMO?


No princípio eram os documentos e páginas, organizados e se conectando uns aos outros por temas afins, links etc. A internet era encarada como um grande repositório de informações, algo como uma infindável enciclopédia, guia de serviços, consultório médico, lista telefônica ou tudo isso junto e mais um monte de outras coisas, capazes de dar respostas a (quase) todas as nossas perguntas.
Com o passar do tempo, a internet – ou melhor dizendo, as redes sociais que se formaram dentro dela — deixou de ser uma ferramenta para se tornar um “lugar” para onde as pessoas vão quando querem se distrair e encontrar os amigos.
É um pouco como o third place do sociólogo norteamericano Ray Oldenburg, um estudioso das relações humanas urbanas. Ele sugeriu, há uns 20 anos, que o homem precisa de três lugares: a casa, o trabalho e um terceiro lugar que é onde ele interage, se diverte e encontra outras pessoas, simplesmente apreciando a companhia e a conversa. Pode ser o clube, a academia, o bar, a livraria, a padaria da esquina, a praça… e agora as redes sociais.
Acontece que o ser humano é um ser social, gregário, e isso você sabe desde que a sua professora falou sobre o “homem das cavernas” quando você ainda era criancinha. O que mudou é que as redes sociais, sustentadas pela tecnologia, reforçaram esse nosso sentimento natural de gostar de estar com outras pessoas, trocar ideias, divertir-se e criar laços afetivos. Porque agora você pode fazer tudo isso (ainda que apenas virtualmente) mesmo com amigos que moram do outro lado do mundo, e com os quais você só fala porque existe o Facebook!
Com as redes sociais, surgiu um verbo que se popularizou rapidamente, o tal do “compartilhar”. E isso revolucionou a internet e a maneira como a utilizamos, pois passamos a dividir com o outro nossas impressões de mundo. Então, as redes sociais são, sem dúvida, esse “terceiro lugar” para onde corremos quando queremos “compartilhar”. Hoje, parece que nenhuma experiência é boa o suficiente se não for compartilhada com o maior número possível de pessoas – amplitude só alcançada via redes sociais.
Hoje (e a velocidade com que essa mudança ocorreu foi ainda maior), distribuir fatos foi substituído pelo dividir sentimentos. Sim, porque é muito mais importante que você saiba o que o outro está pensando e sentindo do que conheça um fato em si. Nas redes sociais, um fato só tem importância quando compartilhado sob a ótica de alguém, de preferência acompanhado da opinião dessa pessoa. Temos tendência a confiar mais nas informações que nos são passadas por conhecidos.
As empresas mais espertas já se tocaram disso e tentam entender como as pessoas se relacionam e, acima de tudo, como influenciam umas às outras. “Empresas inteligentes estão reorientando seus esforços de marketing em direção às pessoas, ao comportamento social de seus consumidores e potenciais clientes”, diz o escritor Paul Adams em Grouped.
Ele defende que, para ser bem sucedido, um negócio terá que entender como as pessoas estão conectadas, como as suas redes de relacionamento as influenciam e como as pessoas mais próximas afetam suas opiniões e decisões. Além disso, o marketing dessas empresas deverá focar em pequenos e coesos grupos de amigos conectados, ao invés de procurar indivíduos formadores de opinião em um universo macro.
Por outro lado, a estrutura de interação online está longe de ser estática. Veja uma rede como o Facebook, pródiga em ferramentas para tornar tudo o mais público possível. Por causa de suas características (compartilhar, comentar etc), o Facebook amplia as conversações para círculos fora do seu próprio rol de amigos. Um comentário ou post seu podem ser replicados e replicados por pessoas que você nem conhece, que estão em contextos diferentes e que, por isso, podem dar às suas palavras interpretações diferentes do que você pretendia.
A consequência é o que a pesquisadora Raquel Recuero, da Universidade Católica de Pelotas, chama de colisão de contextos em seu novo livro, Conversação em Rede. “Com o crescimento do Facebook, há cada vez mais grupos diferentes adotando a ferramenta. Com isso, grupos sociais heterogêneos vão ficando cada vez mais próximos”, diz ela. Grupos que não te conhecem e não necessariamente vão entender a sua posição.
Isso acaba gerando um medo de se expor e a consequência é que muita gente tem passado a um estado mais “reservado” no Facebook e em outras redes. E isso tem profunda influência no impacto dessas redes para as marcas. Entender que isso é real e que as empresas precisam acompanhar constantemente essas mudanças de comportamento (coisa que nenhuma métrica superficial consegue) é o segredo para manter-se conectado com seu público.

Por Mariela Castro
Fonte Exame.com

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

BOA NOITE!

RESPIRE – E FAÇA UMA COISA POR VEZ


Você se sente cada vez mais cansado e menos produtivo – apesar da sua conexão permanente com o smartphone, com o tablet, com o computador? Mesmo com toda a ajuda tecnológica, parece que não estamos conseguindo fazer mais.
É difícil dar uma receita para resolver esse problema, mas é possível criar hábitos que nos deixem mais calmos e que nos levem àquela sensação incrível de ter feito o que havia sido planejado. Hoje, li no site da Harvard Business Review um artigo muito bacana sobre “a magia de fazer uma coisa por vez”. No texto, o colunista Tony Schwartz, CEO do The Energy Project, dá algumas diretrizes bem pensadas para quem quer fazer mais, mas sem o cansaço de ter feito tudo ao mesmo tempo. Confiram.

Três políticas para gestores:
1. Mantenha a disciplina nas reuniões. Agende compromissos com até 45 minutos de duração, em vez de uma hora ou mais, para que os participantes possam se concentrar durante o encontro e, depois, usar um tempo para refletir sobre o que foi dito e se recuperar antes do próximo compromisso. Comece e termine as reuniões pontualmente e insista em que todos os aparelhos eletrônicos permaneçam desligados.

2. Para de exigir ou esperar respostas imediatas a qualquer hora do dia. Isso força as pessoas a assumir uma postura reativa, quebra sua atenção e dificulta que os colaboradores atentem nas prioridades. Deixe que eles fechem o e-mail em alguns momentos. Se precisar de algo urgente, telefone.

3. Estimule a renovação. Crie pelo menos uma oportunidade no dia para que as pessoas possam parar de trabalhar e dar um respiro. Ofereça uma aula de ioga ou de meditação à tarde, organize turmas de ginástica ou considere decorar uma sala de descompressão.

Três atitudes para você:
1. Faça a coisa mais importante do dia logo de manhã. De preferência, sem interrupção, por um período de 60 a 90 minutos, com hora para começar e acabar. Utilize um espaço fechado, com pouco ruído. Resista à tentação de se distrair com outras coisas. Quanto mais concentrado você estiver, maior será a sua produtividade. Quando terminar a tarefa, pare por alguns minutos e renove as energias.

2. Estabeleça horários para pensar no longo prazo, de maneira mais criativa ou estratégica. Se não fizer isso, você sempre sucumbirá à tirania das urgências. Encontre um ambiente diferente para essa atividade, um lugar que leve ao relaxamento.

3. Tire férias. De verdade. Isso significa realmente desconectar do trabalho. Tire várias férias por ano, se possível, mesmo que seja somente um fim de semana mais longo. Isso o tornará mais produtivo e saudável.

Para terminar, Tony Schwartz avisa: existe um princípio único por trás dessas sugestões. Quando você estiver engajado no trabalho, faça somente isso, por períodos definidos. Se você estiver se renovando, faça somente isso. Escolha uma atividade por vez e pare de viver na zona cinzenta.
Por Mariana Iwakura
Fonte Papo do Empreendedor

6 ATITUDES PARA TURBINAR A PRODUTIVIDADE

Trabalhar com metas e investir no planejamento são alguns dos conselhos dos especialistas para que você dê um salto de produtividade durante o expediente

Produtividade subindo: apostar no seu desenvolvimento  é um dos conselhos dos especialistas

A produtividade ainda é o calcanhar de Aquiles dos profissionais brasileiros. Afinal, por aqui são necessários 5 brasileiros para gerar a mesma riqueza que um americano.
De acordo com a especialista em administração do tempo, Andrea Piscitelli, virar este jogo é uma questão também de mudança de mentalidade. “Vai depender tanto da mudança de mentalidade do colaborador brasileiro, como da adoção de recursos mais eficazes por parte das organizações”, diz Andrea.
Ela sugere a quebra de alguns paradigmas como, por exemplo, a valorização dos colaboradores que ficam além do horário. “Isto faz com que as pessoas, consciente ou inconscientemente enrolem para ir embora. A produtividade às vezes é deixada de lado em detrimento de se mostrar socialmente”, diz a especialista.
Andrea também associa a dificuldade de dizer não à baixa produtividade do brasileiro. “Este receio faz com que as pessoas aceitem interrupções excessivas, conversas pouco produtivas e, eventualmente, completamente fora do contexto de suas próprias prioridades”, diz.
Aprender a impor limites para o trabalho também é outro fator que exige uma mudança na mentalidade do profissional. “Precisamos saber impor limites e encontrar prazer em outros segmentos da vida além do trabalho. Isto o tornará um profissional mais leve e feliz e, consequentemente, mais rápido na execução, criativo na resolução dos problemas”, diz.
Reverter este quadro ainda muito arraigado no universo corporativo leva tempo e exige esforço conjunto. No entanto, a adoção de algumas atitudes pode iniciar esta mudança desde já, segundo especialistas consultados por EXAME.com. Confira 6 dicas para acelerar a sua produtividade em 2014:

1. Trabalhe com metas definidas
Estabelecer junto aos gestores as principais metas de sua área de atuação e definir indicadores e a frequência de monitoramento é o primeiro passo para começar o ano produtivo, na opinião de Andrea. “Produzimos melhor quando a meta é clara e quantificada”, diz.
A especialista também cita uma pesquisa que comprova que a objetividade é grande aliada da produtividade. “Em pesquisa feita nos Estados Unidos com esportistas de salto com vara, foi constatado na modalidade da meta bem estabelecida, os esportistas obtinham um desempenho muito superior àquele sem a marca de superação definida”, diz.

2. Invista no planejamento
Para Ricardo Barbosa, diretor executivo da Innovia Training & Consulting, esta é a regra de ouro da eficiência, mas, muitas vezes, é deixada de lado. “Nós no Brasil somos muito executores. O profissional recebe uma tarefa e já sai executando, sem dar importância ao planejamento, considerado uma burocracia”, diz Barbosa.
Investir tempo nesta etapa inicial do processo é fundamental para evitar problemas na execução. “Quando se faz o planejamento é possível levantar os principais riscos e criar um plano de ação para eles. Ou seja, se ganha tempo lá na frente”, diz.
“Ao planejar seus projetos e eventos com antecedência você poderá cascatear as tarefas para cada compromisso dentro dos prazos estabelecidos”, diz Andrea.

3. Gerencie a demanda e estabeleça prioridades
O acúmulo de muitas tarefas é uma realidade do expediente de muitos profissionais. “É comum as pessoas irem começando muitas coisas sem entregar nenhuma com qualidade”, diz Barbosa.
Fazer a gestão da demanda é fundamental para evitar aquela pilha de papéis na mesa, na opinião do especialista. “É importante gerenciar isso para saber se você consegue ou não atender àquela demanda e em que momento poderá atender”, explica.
Para isso é também necessário criar uma escala de importância. “Quando você define quais são as prioridades do seu trabalho, fica mais fácil negociar e manter a disciplina alinhada aos seus principais objetivos”, diz Andrea.

4. Mantenha a disciplina nas reuniões
Respeitar horários, ter pauta definida e organizar a participação de cada um dos envolvidos é também fundamental quando o objetivo é ser mais produtivo, na opinião de Barbosa.
“Mantenha o foco no tema e evite distrações fora da pauta. Saia da reunião com as resoluções e próximos passos para dar andamento ao que ficou acordado”, recomenda Andrea.

5. Lime a procrastinação da sua rotina e fuja da interrupções
“Se pode resolver algo agora, resolva”, recomenda Barbosa. Adiar tarefas sem motivo só vai aumentar a angústia e gerar a sensação de baixa produtividade.
As interrupções também são grandes vilãs do expediente, na opinião dos especialistas. Andrea lembra que atualmente, cada brasileiro perde 2 horas por dia navegando em redes sociais. “ E este tempo é roubado do trabalho”, diz ela. Diminuir o tempo em que você fica conectado às redes sociais trará um salto de produtividade imediato, de acordo com Andrea.
“Aquela rápida espiadinha no feed de notícias já é suficiente para tirar no mínimo 30 minutos de tempo produtivo. E o seu cérebro não volta a produzir com o mesmo ritmo e velocidade que estava antes de você perder o foco; ele precisa de mais um tempo de adaptação”, explica a especialista.

6. Aposte no desenvolvimento contínuo
Apostar em cursos e treinamento também é essencial para aprimorar a produtividade. “É preciso investir na melhoria contínua, sempre buscando novos conhecimentos”, recomenda Barbosa.
Para Andrea, esta é uma tarefa tanto dos profissionais quanto das empresas. “À medida que as organizações investirem mais no desenvolvimento de seus líderes, teremos maiores condições de potencializar os recursos humanos para atingirem resultados mais produtivos”, diz Andrea.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

sábado, 1 de fevereiro de 2025

CONHEÇA AS DOENÇAS OCULARES MAIS COMUNS EM GATOS E COMO TRATAR

Observe seu gato para que as doenças oculares sejam rapidamente diagnosticadas

Infelizmente, os gatos também estão sujeitos a doenças oculares como os humanos. Os olhos dos felinos são bem sensíveis e vulneráveis a esses tipos de lesão, por isso o dono precisa fica atento a qualquer indício de enfermidade. Se forem mal tratadas, podem prejudicar a capacidade enxergar do gato, ou até levá-lo a cegueira parcial ou total.
Assim como todas as enfermidades, quanto mais cedo diagnosticada, mais eficaz será o tratamento. Dessa forma, é preciso ficar atento também as doenças oculares, para que elas não evoluam para um grau mais grave. No geral, esse tipo de problema de saúde pode ser facilmente tratado com antibióticos, mas nunca deixe de consultar um especialista para saber como cuidar corretamente do problema.

As doenças oculares, se forem rapidamente diagnosticadas, pode ser tratadas

Doenças oculares mais comuns
Os problemas que serão apresentados abaixo costumam ser fáceis de tratar, desde que diagnosticados rapidamente. O dono precisa ficar atento ao seu bichano e levá-lo a um médico especialista para um tratamento eficaz. As chances do animal aumentam consideravelmente se a enfermidade for corretamente combatida.

Conjutivite: inflamação da membrana mucosa que reveste a superfície interior da pálpebra e a superfície exterior do globo ocular. É a doença mais comum da lista. Ela é altamente contagiosa e os sintomas são olhos lacrimejantes e vermelhidão da conjuntiva. A causa costuma ser uma consequência de uma doença das vias respitatórias superiores provocadas por bactérias ou vírus.

Atrofia progressiva da retina: o tecido da retina degenera e perde sua capacidade de funcionar corretamente.
Glaucoma: a pressão excessiva de líquido dentro do globo ocular pode causar seu endurecimente e dificuldade de enxergar. Essa enfermidade  exige tratamento imediato.

Fungos, vírus, e bactérias: muitas doenças na visão dos felinos podem ser causada por vírus, fungos e bactérias, como o vírus da imunodeficiência felina,  herpesvírus felino, toxoplasma e cryptococcus. Eles causam secreções dentro do olhos, mas podem levar até a cegueira.

Cataratas: a lente dos olhos gradualmente assume um tom esbranquiçado, muitas vezes impenetrável, impedindo que a luz entre no olho.  P ode ser um problema congénito. Geralmente se apresenta em gatos velhos ou diabéticos.

Doenças oculares mais graves
Essa enfermidades, apesar de não serem tão comuns como as anteriores, são mais graves e levam a cegueira parcial ou total do gato. Não deixe de levar seu gato regularmente ao veterinário para diagnosticar o mais rápido possível alguma dessas doenças.

Descolamento da retina: a retina se descola do seu tecido subjacente, normalmente um resultado de um vazamento ou excesso de fluido entre as camadas. Essa doença costuma ser associada a uma glândula da tireoide excessivamente ativa, uma doença renal ou pressão arterial elevada. Se bem tratada, em algum casos, o tratamento consegue restaurar parcialmente a visão do gato, mas na maioria das vezes, a cegueira permanente ou parcial será o resultado.

Inflamação da úvea: a região inflamada se localiza na parte central do olho, composta pela íris, coreoide e corpo ciliar. Essa doença é frequentemente associada com a FeLV, FIP, FIV e outros organismos infecciosos. Os sinais do problema são o estrabismo, olhos visivelmente dilatados, inflamação do globo ocular e pálpebras inchadas. O resultado dessa enfermidade é quase sempre uma cegueira gradual.

Diagnosticando e tratando o problema
Comece prestando atenção no comportamento do seu gato. Se perceber que ele lacrimeja muito, coça a região dos olhos, não parece enxergar bem, pode ser que ele esteja com algum problema de visão. Leve-o a um veterinário oftalmologista, que é especialista em problemas de visão, para diagnosticar qual o problema do animal.

Os tratamentos são variados, depende da doença ocular contraida pelo bichano. Pode ser apenas um colírio específico, uma injeção para combater a infecção ou até uma cirurgia. Cuide do seu animal para que ele consiga ser rapidamente tratado e ter sua visão restaurada totalidade.
Fonte Canal do Pet - iG 

QUERIDO PAPAI GATO DO CÉU!


Têm paciência com esses humanos que inconscientes estão de Ti!
Perderam-Te nas brumas da memória e não sabem mais como Te encontrar nem vontade têm disso!
Entraram no inferno da matéria, seus olhos cegaram e os ouvidos ensurdeceram!
Encerraram-se no casulo da inconsciência e envolveram-se no véu do sofrimento!
Continua a enviar-lhes a Tua luz mesmo que ela continue invisível a seus olhos cegos!
E a despeito de todas as suas infidelidades, infunde-lhes a Tua luz Ó Deus imanente a Tudo!
Dá-lhes a consciência da Tua presença em todos os seres!
Ensina-lhes que todos somos irmãos filhos da mesma essência, vindos da mesma Fonte de Vida que és Tu ó Deus, Ser dos seres, Luz das luzes!
Assim seja!