terça-feira, 19 de julho de 2022

COMO FALAR DE SI MESMO EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO?

Conhecer bem seus defeitos e aproveitar bem suas qualidades é um diferencial muito apreciado pelas empresas

Embora pareça algo simples, muita gente tem uma enorme dificuldade para falar de si mesmo, seja por timidez ou desconhecimento puro e simples.
A entrevista de emprego é um momento em que você está sendo testado, está sendo observado por pessoas treinadas para ler a sua personalidade, captar os seus gestos e expressões faciais. O currículo é apenas um papel, uma prévia. É na entrevista de emprego que a empresa verifica se você tem o perfil adequado para a vaga.
O autoconhecimento está entre as características pessoais mais desejáveis pelas empresas atualmente (fortemente analisadas nas entrevistas de emprego), além obviamente da capacidade técnica. O candidato precisa se conhecer bem. Não estamos afirmando que as empresas estão valorizando super-heróis, cheios de qualidades e sem nenhum defeito (até porque pessoas assim não existem, se você conhece alguma, ela está escondendo o jogo). É justamente o quadro oposto: as empresas estão valorizando candidatos com um lado humano bem desenvolvido.
Para poder desenvolver plenamente seu lado humano, é necessário conhecer bem tanto as suas qualidades como os seus defeitos. As qualidades são interessantes para analisar até onde a pessoa pode chegar e os defeitos são interessantes para analisar as limitações pessoais. Todos têm limitações. Seja uma dificuldade para falar em público, para resolver equações matemáticas complexas, para falar idiomas, etc.
Ter limitações é humano. Saber compensar e superar as suas limitações é o lado belo de ser humano. O pior tipo de fracasso é a omissão , o pior pecado para quem quer ser uma pessoa melhor é a acomodação .
Desde que se tenha coragem e dedicação, qualquer defeito, mesmo que não possa ser vencido, pode ser compensado. Existem vários perfis de personalidade, existem vários tipos de inteligência . Se você não está se saindo bem na sua área de trabalho, reinvente-se, procure um novo emprego que tenha o seu verdadeiro perfil. Conheça bem a si mesmo, tenha uma postura positiva e confiante na sua entrevista de emprego. Comece agora mesmo a trabalhar sua personalidade, o autoconhecimento é um exercício contínuo.  Algumas dicas simples para falar de si mesmo em uma entrevista de emprego

1. O que você tem feito para superar os seus defeitos ?
Na categoria "perguntas que surpreendem os candidatos durante a entrevista de emprego", a pergunta acima é com certeza uma das campeãs. Antes de mais nada, é preciso conhecer os seus defeitos e realmente tomar uma atitude para superá-los.

2. Falsa modéstia: recurso obsoleto
É muito comum o candidato usar o recurso da falsa modéstia durante a entrevista de emprego para parecer mais simpático aos olhos do entrevistador. Esqueça, é uma tática ultrapassada. Você não precisa se diminuir. Do mesmo modo que você deve conhecer bem seus defeitos e falar deles abertamente, é preciso falar das suas qualidades. Valorize as suas realizações, você batalhou duro por elas!

3. Limitações: características que nos fazem humanos
Jamais tente esconder suas limitações, jamais tente forçar esta situação durante a entrevista de emprego. Todos têm defeitos. Se você realmente acha que não tem defeitos, ou se realmente não conhece as próprias limitações, pergunte aos seus amigos, pergunte a quem convive com você. Nunca é demais se conhecer bem para poder melhorar como pessoa.

4. Perguntas do entrevistador: fuja das respostas padrão
Uma das funções do entrevistador é tentar surpreendê-lo durante a entrevista de emprego. Durante o seu trabalho na empresa, sempre irão aparecer situações imprevistas. Jogo de cintura é uma qualidade imprescindível. Sempre que surgir alguma pergunta inesperada durante a sua entrevista de emprego, seja sincero . Dê a sua verdadeira opinião, jamais tente agradar ou então usar respostas padrão. Sinceridade, em qualquer situação, sempre é muito importante.

5. Controlando o nervosismo
É normal e totalmente compreensível um nervosismo inicial durante a entrevista de emprego. Afinal, o candidato está em um ambiente desconhecido e enfrentando uma situação de grande pressão. Pessoas tímidas, em especial, tendem a ficar bastante nervosas e falar pouco. Se este for o seu caso, a melhor maneira para superar essa barreira é a preparação: tenha seus objetivos bem claros, pesquise sobre a empresa, informe-se sobre o perfil da vaga. Os entrevistadores entendem o nervosismo inicial. Porém, é importante tomar cuidado, pois um candidato que fica tenso durante toda a entrevista de emprego passa um imagem negativa.
Fonte Guia da Carreira

segunda-feira, 18 de julho de 2022

DOIS BEIJINHOS OU APERTO DE MÃO? COMO AGIR NO TRABALHO

Consultora dá dicas de etiqueta para não fazer feio no ambiente corporativo

Você acabou de conquistar o emprego dos sonhos — ou simplesmente mudou de trabalho. E agora: deve cumprimentar o chefe com um aperto de mão? Já pode sair para beber com os novos colegas? O site CareerBuilder consultou a especialista em carreira Tanya de Grunwald para responder essa e algumas outras dúvidas que aparecem para praticamente todos profissionais. Veja quais são:

1. Ligações pessoais
Por mais que, hoje em dia, a comunicação seja cada vez mais feita via torpedos, e-mails e whatsapp, os telefonemas ainda são uma parte presente no dia a dia de todo mundo, do presidente da empresa ao estagiário. “Na maioria dos ambientes de trabalho, é aceitável atender uma ligação pessoal urgente, desde que não se estenda por muito tempo”, diz a especialista. Mas o mais recomendado é que a pessoa deixe a mesa de trabalho para atender a ligação do lado de fora ou no corredor — ninguém é obrigado a ouvir o colega marcando médico ou reclamando com a companhia telefônica sobre a última conta. Nem mesmo quando o chefe não está por perto. Durante reuniões, lembre-se de deixar o celular no silencioso e, caso receba uma ligação, deixe cair na caixa postal e ligue de volta depois.

2. Sair antes dos colegas
Quando você começa em um novo emprego, é natural querer impressionar e mostrar trabalho. Mas e se o seu chefe é do tipo workaholic que fica até tarde todos os dias? “Saia na sua hora prevista, a não ser que haja algo realmente urgente a ser feito. Mas também não precisa sair pontualmente todos os dias, para não dar a impressão que estava aguardando apenas para bater o ponto”, afirma Tanya. Caso o chefe e outros colegas ainda estejam na empresa quando der a sua hora, aproxime-se e diga que está indo embora — se o chefe precisar, ele vai pedir para você ficar. E, quando precisar sair cedo algum dia da semana, não deixe de avisar com antecedência.

3. Música no trabalho
Música no ambiente de trabalho é bem-vinda quando se trabalha em um salão de beleza, um bar ou num estúdio de gravação — mas é meio óbvio que não vale para outras situações. Às vezes nem mesmo quando você está usando fones de ouvido. “Trabalhar com um dos seus sentidos bloqueados cria uma divisão entre você e os colegas, e pode deixar a impressão de que você não tem espírito de equipe. Trabalhar com fones também aumenta o risco de fazer com que você perca conversas importantes”, diz a especialista. Nessa hora, melhor recorrer ao bom senso: use o fone com parcimônia e, de preferência, em horários em que o escritório estiver mais vazio.

4. E-mails formais
Por mais que a comunicação eletrônica tenha um tom mais informal do que as antigas cartas, continua sendo importante manter a linguagem virtual livre de gírias, abreviações e emoticons. Também é melhor ser cauteloso com piadas para não correr o risco de ser mal interpretado — a não ser que o destinatário seja um amigo.

5. Apresentação correta
É sempre difícil saber como se apresentar no ambiente de trabalho. Dois beijinhos? Aperto de mão? Nada? Na dúvida, ofereça sempre o aperto de mão. Também procure sempre falar seu nome e sobrenome, para aumentar a credibilidade. E se você for chamado para apresentar outras pessoas, comece sempre pelo mais sênior.

6. Comportamento e bebida
Mesmo a mais extrovertida das personalidades deve se segurar no ambiente de trabalho, especialmente quando está começando em um novo emprego. Espere até conhecer melhor os colegas para se soltar e evite beber demais nos eventos sociais do trabalho - mesmo fora do horário do expediente. “Estar entre colegas de trabalho não é o mesmo que estar num bar com os amigos. Seja gentil e agradável, mas evite compartilhar demais ou ser piadista em excesso”, aconselha Tanya de Grunwald, lembrando que algo que você conta quando está mais “alegrinho” pode virar motivo de fofoca na mesa de almoço no dia seguinte.

7. Caso de doença.
A maioria dos profissionais tende a achar que é indispensável e que o negócio vai entrar em colapso com sua ausência. Mas não é bem assim. E, na verdade, você pode é criar antipatia entre seus colegas caso apareça para trabalhar com uma baita de uma conjuntivite ou espirrando sem parar. É melhor avisar logo ao chefe que não irá trabalhar — e, se tiver algo muito urgente para fazer, ofereça-se para realizar a tarefa de casa. “Para comunicar ao chefe, é melhor sempre ligar. Evite mandar torpedos ou whatsapp e nunca peça para outra pessoa ligar para você — a não ser, é claro, que o caso seja realmente grave ou você tenha perdido a voz.
Fonte O Globo Online

PENSE ANTES DE FALAR

quinta-feira, 14 de julho de 2022

O QUE FAZER EM CASO DE MORTE?


O falecimento normalmente não é uma situação fácil de lidar. As questões burocráticas que envolvem um falecimento, menos ainda. Neste espaço você encontra respostas importantes sobre os primeiros procedimentos a serem realizados em caso de falecimento de algum ente querido. Situações como morte natural ou violenta, dúvidas sobre cremação, velório virtual, traslados, morte no exterior ou falecimento em outras localidades, além de esclarecimentos e respostas às principais dúvidas sobre os produtos e serviços oferecidos pelas funerárias.

MEU ENTE QUERIDO FALECEU, O QUE DEVO FAZER?
Assim que ocorrer o falecimento, a família, ou a pessoa que estiver presente, deve entrar em contato com a funerária. Neste primeiro contato, serão coletadas as informações iniciais para que seja iniciada a prestação do serviço, tais como, nome do falecido, idade, aspecto físico, cidade de ocorrência do óbito, se ocorreu em residência, hospital ou acidente, enfim dados básicos e fundamentais que facilitam o atendimento. Apesar do difícil momento a família deve manter a calma, pois os tramites do processo são importantes para o bom andamento do momento.

QUANTO TEMPO POSSO VELAR MEU ENTE FALECIDO?
O tempo normal de velório permitido e regulamentado pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é de até 24 horas após o falecimento, isto sem a necessidade de aplicação de tanatopraxia. Com a tanatopraxia se possibilita que o tempo de velório seja prolongado, pois é o processo utilizado para conservação do corpo, normalmente aplicamos este método em pessoas que tenham sofrido uma morte violenta, por doença de maior gravidade, que tenham que ser transladadas para outros estados ou cidades mais distantes, ou até mesmo para que o velório se prolongue para a chegada de parentes que estejam distantes do local do velório. A tanatopraxia conserva o corpo do falecido, retarda o estado de decomposição, evita odores, vazamento de fluídos, inchaços etc. Enfim o corpo do falecido fica em estado normal, proporcionando uma despedida digna.

DOCUMENTAÇÃO QUE PRECISO PARA REGISTRAR O ÓBITO
Na hora que ocorre o falecimento, todo falecido recebe uma declaração de óbito, que é preenchida por um médico. Sendo que sem isso não pode a pessoa ser sepultada.
Essa declaração deve ser registrada em Cartório de Registro Civil, na cidade de ocorrência do falecimento, não na cidade de residência do falecido, como muitos pensam. Para tal registro necessitasse de alguns documentos do falecido, sendo eles:
·  RG E CPF;
·  Certidão de casamento, de nascimento, caso o falecido for solteiro;
·  Título de Eleitor;
·  Carteira de Trabalho;
·  O cartão da aposentadoria, caso o falecido seja aposentado;
·  A Declaração de óbito, assinada pelo médico que atestou o óbito.

Esses documentos normalmente são de padrão para o atendimento das funerárias, mas para evitar problemas de falta de documentos, pedimos aos familiares que levem o máximo possível de documentos do falecido, assim serão evitados possíveis transtornos. O declarante, que irá fazer o registro no cartório, deve saber também o mínimo dos dados de vida do falecido, tais como profissão, endereço de residência e endereço de óbito, filiação, nome e idade dos filhos etc.

APÓS O REGISTRO DO ÓBITO
Depois que foi lavrado o registro do óbito em cartório e a pessoa falecida tiver algum vínculo com o INSS, os familiares devem proceder da seguinte forma:
·  Se o falecido tiver um cônjuge e tiver que efetuar a transferência do benefício para o mesmo, os familiares devem entrar em contato com o posto do INSS mais próximo, ou pelo fone 135, para efetuar o agendamento de horário. E ainda levar consigo todos documentos do falecido e do novo beneficiário(cônjuge), juntamente com a certidão de óbito original do falecido.
·  Para casos de cancelamentos de benefício, os familiares não precisarão agendar horário, somente efetuar a baixa do benefício, lembrando que neste caso também os familiares levem consigo toda documentação do falecido. Este cancelamento deve ser efetuado após o falecimento do beneficiário para não acarretar problemas aos familiares.

DÚVIDA FREQÜENTE
Uma dúvida que sempre é apresentada pelos familiares é como proceder em casos de falecimento:
Após o falecimento, o familiar passa na internação do hospital onde seu ente querido veio a óbito. A família por sua vez é obrigada a passar em uma funerária, com os dados básicos do falecido e permitindo a liberação do corpo e a retirada do mesmo pela funerária de sua cidade de residência ou preferência.

Uma observação importante, sem a assinatura de um familiar assegurando a liberação e a retirada do corpo no hospital, a funerária não poderá fazê-lo por si só. Portanto assim que ocorrer o falecimento, a família poderá dar inicio ao procedimento acima descrito.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

SIGILO DE DADOS - VEJA COMO CRIPTOGRAFAR COMUNICAÇÕES PELA INTERNET


A ampla divulgação de que o governo americano espiona e terceiriza o trabalho de monitoramento de usuários da internet a empresas mostrou que qualquer agente de órgãos de segurança ou qualquer hacker com o equipamento apropriado e o software certo pode interceptar comunicações pela internet, seja por meio de conexão a cabo ou sem fio. Para a população em geral, isso é grampo. Para a comunidade da computação, isso é "packet sniffing" (farejamento de pacotes) ou "traffic sniffing" (farejamento de tráfego). Seja o que for, a melhor maneira de proteger comunicações confidenciais contra bisbilhoteiros de todas as laias é a criptografia.
É claro que não existe sistema de criptografia que não possa ser quebrado. Foi sempre assim com qualquer tipo de código. Entretanto, os sistemas de criptografia modernos são muito difíceis de ser decifrados. Eles envolvem matemática muito complexa e a posse da chave certa. Decifrá-los exige muito esforço técnico e financeiro. Ou seja, comunicações criptografadas não são inexpugnáveis, mas o custo para capturá-las é alto.
Criptografar é dificultar o roubo de informações ou a quebra do sigilo das comunicações. Mesmo que um governo ou um hacker consiga interceptar suas comunicações, é impossível visualizá-las, estejam elas percorrendo o tráfego da internet ou armazenadas no servidor da provedora de serviços.
Mas criptografar nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, é necessário pesar a inconveniência da criptografia com os benefícios de segurança que ela traz para as comunicações e documentos confidenciais, para saber se vale a pena se dar ao trabalho. Porém, há sistemas fáceis de configurar e usar, como o de criptografia OTR para mensagens instantâneas, o Tor, o protocolo HTTPS e algumas ferramentas de criptografia de e-mails.
O site Surveillance Self-Defense, da "Electronic Frontier Foundation (EFF)", fundação dedicada a educar o público sobre as tecnologias e leis relacionadas aos programas de espionagem do governo, apresenta algumas recomendações para os usuários reduzirem suas vulnerabilidades na internet:

WI-FI
Comunicações feitas via sistemas sem fio (wireless) são particularmente vulneráveis. São comparáveis a transmissões por rádio: vão ao ar. Para interceptá-las, basta ter um software de sniffing. Sequer é preciso algum equipamento especial. A única maneira de protegê-las é com criptografia. Sem isso, não se pode supor que as comunicações estejam protegidas.
A maioria dos pontos de acesso de sistemas wireless já vem com um software de criptografia instalado, o WEP (Wired Equivalent Privacy) ou o WPA (Wi-Fi Protected Access). Ele criptografa as comunicações apenas no percurso do computador ao ponto de acesso. O WEP não é grande coisa. É facilmente vencido por hackers. Mas, pelo menos, pode-se alegar que as comunicações são protegidas. O WAP é bem melhor, mas também só cobre o primeiro passo das comunicações.

Rede privada Virtual (VPN – virtual private network)
A VPN é uma extensão de uma rede privada, como a de uma firma ou grupo de firmas, para uma rede pública, como a internet. VPNs usam protocolos de criptografia por "tunelamento". Isto é, suas comunicações trafegam pelas vias públicas da internet por uma espécie de "túnel", que lhes garante confidencialidade, autenticação e integridade.
A VPN pode ser uma ferramenta eficaz de criptografia para comunicações entre escritórios de uma mesma banca de advocacia, ou entre computadores de um mesmo escritório. Mas os clientes não são conectados a ela. Portanto, não há garantia de privacidade nas comunicações entre a banca e seus clientes, só com o uso de uma VPN. Todos os computadores conectados à rede devem usar o mesmo software e devem ser configurados corretamente para se comunicarem com segurança entre si. Isso significa que a rede exige administração constante do sistema. Os clientes não estão conectados à VPN do escritório.

Navegadores da Internet
Algumas comunicações por meio de navegadores da internet podem ser criptografadas, para proteção contra invasores. Sem proteção, qualquer coisa que você faça na internet, com o uso do navegador, é registrada em seu computador, nos servidores da web com os quais se conecta e é obtida com certa facilidade por bisbilhoteiros que monitoram sua conexão pela rede.
Algumas configurações podem ser feitas em "opções da internet" no navegador, para aumentar a segurança. Uma delas é bloquear os cookies que os sites enviam para seu navegador. Se você os aceita, eles são reenviados ao site toda vez que você acessa uma página, uma imagem ou um script. Mas não é possível bloquear cookies de todos os sites se você quer acessar lojas virtuais e suas contas bancárias, por exemplo. Uma ideia é usar dois navegadores: um que você bloqueia cookies com exceções para os sites em que faz operações bancárias, pagamento de contas, gestão do cartão de crédito etc., e outro que você bloqueia tudo e usa para entrar em todos os sites que quiser.
Geralmente os bancos e operadoras de cartão utilizam sites com protocolo HTTPS, em vez de HTTP, o que é uma boa medida. O protocolo HTTP não é criptografado e é sujeito a invasões. O HTTPS é uma alternativa mais segura. Ele criptografa páginas e tenta assegurar três coisas: 1) terceiros não podem ver o conteúdo da página; 2) a página não pode ser modificada por terceiros; 3) a página é realmente enviada pelo servidor da web listado na barra da URL. Mas o servidor da web tem de ser configurado para dar suporte a HTTPS.
Para enviar informações confidenciais — ou "sensíveis" — é preciso se certificar de que se está usando HTTPS. Caso contrário, não envie. Cheque três indicadores de que a página é HTTPS: 1) a URL começa com https://; 2) há um ícone (às vezes de um cadeado) antes do https://; 3) a barra da URL/localização é colorida. Se você receber uma advertência sobre certificados ou vê um ícone quebrado, pode assumir que qualquer das propriedades de segurança da página pode estar quebrada.

E-mail
São ferramentas básicas para criptografia de e-mails o Pretty Good Privacy (PGP), pago, com alguns recursos gratuitos; e o GNU Privacy Guard (GnuPG), gratuito. Ambos oferecem proteção aos e-mails em trânsito e também a dados armazenados contra interceptação e também contra acesso a cópias de seus conteúdos em seu computador e nos computadores de terceiros. A maioria dos programas de e-mail podem ser configurados para funcionar bem com softwares de criptografia, tornando a operação apenas uma questão de clicar em um botão para assinar, verificar, criptografar e descriptografar as mensagens de e-mail.
Há dois problemas naturais com a dupla GnuPG/PGP. O primeiro é que esses programas só são úteis se forem usados pelas duas partes que se comunicam. Qualquer deles pode ser instalado em toda o escritório, mas se o cliente não o usar, as comunicações não podem ser criptografadas. É preciso convencer o cliente a instalá-lo. O segundo é que você precisa encontrar e verificar chaves públicas para assegurar que bisbilhoteiros não o induzam a usar a chave errada. Esse artifício é conhecido como ataque "man in the middle" (MITM).

Mensagens instantâneas
É mais fácil proteger uma mensagem instantânea do que um e-mail — embora um telefonema bata os dois. A maneira mais fácil de interceptar comunicações é obtê-las de você mesmo, da pessoa com a qual você se comunica ou de sua provedora de serviços, se qualquer dessas partes armazena as mensagens. A maneira mais difícil é obtê-las quando estão trafegando pela internet. Se as duas pessoas que se comunicam usam criptografia, a provedora de serviços não conseguirá arquivar as mensagens.
Um bom sistema popular para criptografar mensagens instantâneas é o chamado OTR (Off The Record). O Google tem um sistema também chamado "Off the Record", mas é diferente do OTR. Por isso, há quem chame um sistema de "OTR encryption" e o outro de "Gooble OTR". Ambos podem ser usados ao mesmo tempo.
A maneira mais fácil de usar criptografia OTR é com os programas Pidgin ou Adium X para mensagens instantâneas. Com o Pidgen, o usuário pode criptografar mensagens enviadas por redes MSN, Yahoo!, Google, Jabber e AIM. O Adam X é específico para o Mac OS X e faz praticamente a mesma coisa. Se você vai usar o Pidgin, tem de instalar o plugin de criptografia OTR. No Adium X, o OTR já vem embutido.

Projeto Tor
Esse software de criptografia é gratuito, eficaz e ajuda você a proteger seu anonimato na internet. É uma ferramenta fácil de usar, que criptografa as comunicações para protegê-las contra bisbilhoteiros, quando trafegam pela internet.
Com o Tor, as transmissões de informações são mais seguras porque saltam de um servidor para outro de uma rede distribuída, os chamados "roteadores cebola" (onion routers). Isso garante o anonimato porque o computador com o qual você está se comunicando nunca irá ver seu endereço de IP, só irá ver o endereço de IP do último roteador, pelo qual as comunicações passaram. Esse procedimento, impede que intermediários descubram a origem, o destino e o conteúdo da mensagem.
O Tor ajuda a defender as comunicações contra análises de tráfego, ao criptografá-las diversas vezes, ao roteá-las por um conjunto aleatoriamente selecionado de roteadores intermediários. A ideia é a mesma de uma pessoa seguida que despista o perseguidor, fazendo-se um caminho improvável e, de vez em quando, apagando os rastros.
Cada servidor-roteador no circuito sabe apenas que servidor lhe enviou os dados e para qual servidor deverá enviá-los a seguir. Nenhum servidor consegue registrar todo o percurso das comunicações ou o conjunto de chaves de criptografia empregadas. Se algum bisbilhoteiro conseguir entrar em um dos servidores, irá ver apenas uma mensagem criptografada e será difícil saber de onde veio e para onde vai.
No entanto, o Tor não é um salvador do mundo. Ele não pode defender o usuário, por exemplo, contra malwares. Se invasores conseguirem operar programas em seu computador, provavelmente podem ver onde você está e como você o está usando. Se você instalou o Tor em seu computador, mas está usando aplicativos que não sabem como usá-lo ou não foram configurados para usá-lo, você não terá proteção quando usar esses aplicativos.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

segunda-feira, 11 de julho de 2022

O SUCESSO É CONSTRUÍDO À NOITE

DIREITO DE VIZINHANÇA NOS CONDOMÍNIOS


Nos condomínios comumente nos deparamos com reclamações de condôminos sobre a perturbação causada por outro condômino vizinho.
Nestas ocasiões, qual medida deve ser tomada pelo vizinho lesado?
Primeiramente, é importante esclarecer que todo condômino deve utilizar sua unidade sem causar prejuízo ao sossego, salubridade e segurança dos demais condôminos, conforme dispõe o artigo 1336, IV, do Código Civil.
O condômino que descumprir os deveres citados acima ficará sujeito à multa prevista na convenção que não poderá ser superior a 05 vezes o valor da cota condominial mensal.
Portanto, um condômino que promova excesso de ruído, por exemplo, ficará sujeito a multa prevista na convenção.
No entanto, em regra o condomínio representado pelo Síndico deve agir quando a perturbação causar prejuízo à coletividade condominial, caso apenas um condômino vizinho sinta-se incomodado a atuação do Síndico torna-se mais limitada e pode-se discutir inclusive a validade da multa aplicada.
Desta feita, na eventualidade de não ser possível à atuação do condomínio ou ainda caso o vizinho persista no abuso do direito de propriedade, o condômino lesado deve fazer uso da proteção legislativa do direito de vizinhança.
Todo proprietário de imóvel deve respeitar a segurança, sossego e saúde dos vizinhos, conforme dispõe o artigo 1277, do Código Civil.
Bem por isso, o condômino lesado pela conduta abusiva do vizinho utilizando-se do direito de vizinhança pode ajuizar a chamada ação de dano infecto, que tem por finalidade exigir que a conduta abusiva seja cessada.
Assim, caso um vizinho não respeite as regras de sossego e de forma reiterada cause excesso de ruído, o condômino lesado deve buscar amparo no Poder Judiciário.
Além do excesso de barulho, outra conduta passível de ajuizamento de ação de dano infecto ocorre no caso de infiltração proveniente da unidade vizinha. Na eventualidade do condômino causador da infiltração não tomar as medidas necessárias, o lesado pode ajuizar ação de dano infecto para que o vizinho promova o conserto e cesse a infiltração.
Destaca-se ainda, que além da ação de dano infecto, quando a conduta ilícita do vizinho causar prejuízos materiais e até mesmo morais, é possível que o condômino lesado proponha também uma ação para reparação civil.
Por fim, como brevemente exposto, o uso da propriedade encontra limites e o condômino lesado deve utilizar a proteção legislativa, seja no âmbito do próprio condomínio ou mesmo através do Poder Judiciário, sendo imprescindível a consulta de um advogado especializado para a melhor orientação.
Por Danilo Ulhoa Silva
Fonte JusBrasil Notícias

SISTEMA DO CARTÃO CAIU: QUAIS SÃO DIREITOS DO CONSUMIDOR

Se houver falha na transação de crédito ou débito, o cliente não pode sofrer nenhum tipo de constrangimento, como ter de dar seus dados pessoais para assegurar pagamento

Tudo vai bem até que na hora de pagar a conta do restaurante, depois de ter digitado a senha do cartão, o pagamento não é concluído. Depois de outras tentativas, vem a notícia: “o sistema do cartão caiu”.
Apesar da situação ser embaraçosa, ela é comum no dia a dia das pessoas. Só que, quando acontece, muita gente não sabe o que fazer. Ainda mais quando o estabelecimento não aceita outra forma de pagamento, como cheque ou até dinheiro em espécie.
De acordo com os artigos 14 e 42 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade pela falha no serviço é do local comercial e da administradora do cartão. Assim, o consumidor não pode ser exposto a nenhum tipo de constrangimento por causa do problema. Mas não é raro ver comerciantes pedirem que os clientes assinem uma promissória ou informem seus dados pessoais como forma de assegurar que o pagamento será feito.
O Idec considera esse tipo de exigência abusiva, já que o CDC descreve que a relação de consumo deve ser guiada pela boa-fé do fornecedor e do consumidor. Assim, a exigência de vantagem manifestamente excessiva do consumidor é vedada pelo artigo 4º, inciso III, e 51, inciso IV da lei consumerista.
Para resolver a questão, o comerciante pode negociar outras maneiras. Propor que o cliente volte outro dia para acertar o que foi consumido, ou fornecer uma conta bancária para que ele faça o depósito no dia seguinte podem ser algumas alternativas.

Fique atento
O direito de sair sem pagar só é válido para os casos em que o sistema do cartão fica indisponível depois que o consumidor já está utilizando o serviço. Se a falha for constatada antes, o comerciante deve informar logo que o cliente chegar ao local. Sabendo da falha, o consumidor opta por entrar ou não, e se responsabiliza sobre como irá pagar a conta. 

Fonte Idec

TENHA UMA SEMANA ABENÇOADA

quarta-feira, 6 de julho de 2022

SEGUNDO ESTUDO, DORMIR REFORÇA A MEMÓRIA

Intensificar uma lembrança enquanto dormimos pode fixá-la melhor

Estudo constatou que pessoas que tiveram a memória reforçada durante o sono lembravam-se com mais precisão

Lembrar enquanto dormimos é muito mais eficiente do que quando estamos acordados, segundo um estudo realizado pela Universidade de Basileia e publicado pela revista "Nature" em sua versão na internet.
Segundo os especialistas liderados por Björn Rasch, reforçar uma lembrança enquanto dormimos pode fixá-la melhor.
No estudo, os especialistas treinaram a memória dos participantes. Eles aprenderam a relacionar um cheiro com a localização de um objeto, de modo que ao sentir o cheiro lembrariam imediatamente onde o objeto estava.
Uma vez fixada a ligação cheiro-objeto, o reforço da lembrança é praticado em alguns participantes enquanto dormiam, liberando nesse momento o cheiro em questão, e em outros, enquanto estavam acordados.
Após este experimento descobriram que as pessoas que tiveram a memória reforçada durante o sono lembravam depois com mais precisão a localização do objeto.
Por outro lado, a lembrança dos participantes que tinham sido submetidos ao teste enquanto estavam acordados tinha perdido intensidade e foi mais fraca que a do outro grupo.
Para documentar melhor o descobrimento, os especialistas realizaram uma ressonância magnética nos pacientes. Assim demonstraram que as partes do cérebro ativadas enquanto usavam a lembrança eram diferentes dependendo se o sujeito estava dormindo ou não.
A descoberta pode ter implicações clínicas no campo da neurociência para o tratamento de diversos transtornos, como o estresse pós-traumático.
Fonte HomeiG

OPORTUNIDADE

sábado, 2 de julho de 2022

AS DOENÇAS DE INVERNO QUE MAIS ATINGEM OS ANIMAIS E COMO PREVENI-LAS

Manter as vacinas em dia é a melhor forma de evitar que seu bichinho fique doente no inverno

Assim que as temperaturas abaixam, aumenta consideravelmente o número de incidência das famosas doenças de inverno. Nós ficamos bem mais suscetíveis a adoecer nessa época e com os animais de estimação não é diferente. Eles também ficam resfriados, gripados e com tosse, e, se não forem tratados a tempo, a doença pode evoluir para algo mais grave.
Dessa forma, é importante conhecer previamente as doenças de inverno mais comuns e recorrentes entre cães e gatos. Assim, é possível evitá-las ou tratá-las corretamente. Lembre-se que é responsabilidade do dono garantir a boa saúde do seu bichinho.

Doenças de inverno que atingem os cães
A enfermidade típica entre os cachorros é a traqueobronquite, conhecida popularmente como Tosse dos Canis . Apesar de ser mais recorrente no inverno, ela pode ocorrer em qualquer época do ano. Sua transmissão é muito rápida entre os pets, sendo provocada por vírus ou bactérias. Ela começa com uma tosse simples e garganta inflamada, mas, se não tratada a tempo, evolui para um quadro de pneumonia.
Já a gripe canina, a que é parecida com a dos seres humanos, é causada pelo vírus H3N8. Os principais sintomas são febre, tosse persistente, coriza e espirros. Em alguns casos, o cachorro não demonstra nenhum desses sinais, mas ainda assim pode transmitir a doença. É preciso tomar cuidado porque a propagação é fácil entre outros cães.
Ambas as doenças tem sintomas parecidos, por isso é normal serem confundidas. A prevenção é feita por meio de vacina, podendo ser instranasal (líquido instilado dentro das narinas) ou injetável (com agulha através da pele). Não deixe de vacinar seu pet, principalmente se tiver mais de um em casa. Se um fica doente, é muito provável que todos ficarão.

Doenças que atingem os gatos
Já no caso dos gatos, a doença típica de inverno é a rinotraqueite. Ela é mais comum nos filhotes, mas, uma vez adquirida, 80% dos felinos continuam portadores. Dentre os sintomas, tem secreção nasal e ocular, dificuldades para respirar, febre e desidratação.
A prevenção também ocorre por meio da vacina contra o herpesvírus, o agente causador da doença. Evite que seu bichano fique próximo de outros animais se estiver doente, pois a transmissão ocorre pelo contato. Uma dica é desinfetar o ambiente e os utensílios do pet para evitar a propagação na casa.
Alguns bichos podem apresentar dermatite ao redor dos olhos, por causa da quantidade de secreção de pus na região. Normalmente o tratamento é feito com antibióticos, colírios, soros, inalação e suporte nutricional adequado. Essa doença é mais comum em locais com muito animais, como abrigos.

Animais idosos
Além das doenças respiratórias, cães e gatos idosos que sofrem com problemas ortopédicos. A osteoartrose (ou só artrose ) atinge os animais com problemas articulares, como hérnias de discos e displasia coxofemoral. Nessa enfermidade, a cartilagem sofre alterações degenerativas e perde a capacidade de absorver e distribuir impactos, resultando em fortes dores.
Pets com artrose ficam mais quietos, sem vontade de andar e brincar. Por causa da dor, perdem o apetite e tem dificuldades para urinar e defecar. A situação tende a piorar nos dias mais gelados e úmidos.
Como é uma doença crônica, não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados. Analgésicos e anti-inflamatórios são os principais métodos prescritos pelos veterinários. Há também terapias alternativas, como fisioterapia e acupuntura. Tudo contribui para a diminuição das dores.

Prevenção das doenças
A melhor forma de evitar as doenças é manter as vacinas em dia. Matenha seu pet sempre protegido, independente da época do ano. Não deixe de levar seu companheiro ao veterinário, mesmo sem apresentar sintomas das doenças de inverno. É a pessoa mais indicada para cuidar e garantir a saúde do bichinho.
Coloque roupinhas quentes no inverno. Nem sempre os pelos são suficientes para manter o animal aquecido, por isso é necessário o auxílio de uma vestimenta. Opte por peças confortáveis e que permitam a mobilidade. Além disso, forre a casinha dele com almofadas e cobertores para que não passe frio durante a noite.
Para ajudar no aquecimento, diminuía o número de banhos e tosas. Os pelos são a proteção natural para épocas geladas, por isso devem naturalmente crescer. O mesmo vale para os banhos frequentes, que podem desencadear problemas respiratórios. Para manter a pelagem limpa, basta escovar mais vezes.
A hidratação também é muito importante. Durante o inverno, a sensação de sede diminui, consequentemente aumenta a desidratação. No caso dos gatos, são mais propensos a desenvolver cálculos renais por causa da baixa ingestão de água. Por isso, incentive o animal a beber bastante água e mantenha uma dieta mais úmida, pois é uma forma de hidratar também.
Por último, priorize passear nos horários mais quentes. Procure sair quando o sol está forte, como 15h, assim evita que o bichinho sinta frio demais. Todo tipo de cuidado é muito importante nessa época do ano. É melhor evitar as doenças de inverno do que bobear e seu melhor amigo acabar enfermo.
Fonte Canal do Pet - iG

12 COISAS QUE FAZEM UM BOM GATO...

quarta-feira, 29 de junho de 2022

CONCURSO PÚBLICO: “ESTUDAR PARA APROVAR” E “ESTUDAR PARA SABER”

 “Lo que un hombre puede ser, debe serlo”. A. H. Maslow

Estudar é, sem lugar a dúvidas, um processo que implica grande esforço mental. Requer uma atividade cerebral custosa em tempo e também em consumo de energia, e a energia é um recurso limitado. Não se produz de forma automática, senão que exige atenção, motivação, determinação e empenho intelectual: pensar resulta caro. Por outro lado, a relevância atribuída à informação que se quer aprender é crucial. Tanto assim que quanto maiores são as exigências cognitivas derivadas da necessidade de aprender alguma informação, maior parece ser sua importância e dificuldade.
Daí que nos habituamos à (arraigada e entranhada) suposição de que uma informação relevante e difícil só pode ser adequadamente compreendida e assimilada quando é ensinada e/ou vem reforçada por alguma autoridade social. Um claro exemplo é o prestígio dos cursinhos preparatórios para concursos, cujo método básico e central de ensino (e na maioria das vezes único para a “transmissão do saber”), em uma época em que a virtude do esforço pessoal está lamentavelmente em declive, são as chamadas “aulas magistrais”.
Toda uma indústria que, com seus ideólogos, gurus, predicadores e defensores, parece destinada a magnificar, reafirmando nossa credulidade e manipulando nossas esperanças, a supersticiosa e perversa crença de que aprender consiste, fundamentalmente, em “tragar-se” os conhecimentos transmitidos pelo professor, a aceitar sem discussão as opiniões alheias, a pensar sem fatiga com a cabeça dos demais. Com razão disse Delgado Ocando sobre esse tipo de prática docente: “Al método catedrático [de tipo magistral] corresponde...la repetición papagayesca de lo que se dijo en la Cátedra. Pruebas de sentido crítico, de originalidad de pensamiento, de esfuerzo personal, de prontitud para resolver cuestiones nuevas...no se pueden exigir a quien durante mucho tiempo ha estado habituado a un tipo de formación precaria y deficiente, a un sistema de enseñanza memorístico y repetitivo”. (E. P. Haba) A regra é simples: quanto mais, melhor.
Provavelmente para muitos isso não constitua nenhum problema. Para quê, podemos perguntar, se o objetivo é memorizar, absorver ou engolir (sem mastigar e sem digerir) a maior quantidade de informação possível? Pois bem, as condições alienantes a que conduz este sistema já foram denunciadas desde muito tempo atrás. Nos encontramos aqui com uma mostra inequívoca do modelo de “educação bancária” a que tão atinadamente criticava Paulo Freire. Mas não somente isso: essa prática de ensino tem algo não só profundamente anti-pedagógico, senão também imoral, vicioso e alienante. Não se reconhece aqui – e o que é pior, se potencia e incentiva - a enorme distância que há entre estudar para saber e estudar para aprovar.
O que queremos dizer é que, em nossa opinião, o problema que produz as mais graves consequências é o descaso ou ignorância da extraordinária diferença que existe entre estas duas formas de estudar e que constitui a principal causa das misérias que permitem a subsistência de cursinhos que, despreocupados com o aprendizado significativo, parecem mais interessados pela (e dedicados à) aprovação: todo um conjunto de estratégias desenhadas e dirigidas a encher a memória e deixar o entendimento e o raciocínio vazios.
Ao iludir nossa capacidade para perceber o gigantesco abismo que há entre estudar para saber e estudar para aprovar, acabamos por olvidar que nada do que é realmente importante se aprende em pouco tempo, de forma passiva, rápida, “mastigada” e com impaciência. Desaprendemos que se aprende com esforço, discutindo, questionando, escrevendo e lendo obras de verdadeira qualidade intelectual que, com o tempo e a constância, vão modelando nossas estruturas cerebrais (nossas redes neuronais) sem dar-nos conta nem quando nem como, mas que resultam em novas exigências para o pensamento e em novas maneiras de organizar nossas idéias. Nos acostumamos a viver no mundo dos conteúdos mínimos, dos “livros de ocasião”[1], resumos e anotações, das informações inconexas e fragmentadas, do estudo desvinculado, desinteressado e irreflexivo. E já sabem o que diz o velho refrão: “quando a única ferramenta que tens é um martelo, tudo começa a se parecer com um prego”.
Referimo-nos ao seguinte: que estudar para concurso passou a ser algo meramente instrumental, um meio (ou um instrumento) “rápido” e “seguro” para auto-afirmação e consagração profissional, ascensão e estabilidade sócio-econômica, sem qualquer implicação com nossas atitudes pessoais e vitais, com nossa visão da vida e do mundo (B. Russell).  Esta perspectiva sobre a tarefa de estudar, que em um primeiro momento parece louvável, correta e necessária, tem, contudo, um lado escuro. Não é suficiente e, ademais, é nefasta, na medida em que termina indicando o seguinte: tudo o que estudamos é algo externo a nossa pessoa, é simplesmente um utensílio para assegurar-nos a subsistência; nossos estudos não são e nem constituem nosso “eu”.
Dito de outro modo, somos algo distinto do estudado, aquilo que enfrentamos como inimigo, ou no melhor dos casos, como amigo ingrato. É unicamente um instrumento, como uma muleta que nos ajuda a caminhar melhor, mas que se encontra fora do nosso ser: não faz parte e nem integra nossa substância. É algo esquisito, estranho a nossa pessoa. Por esta via, qualquer aprendizado se constitui em (e é vivido como) uma faticidade alheia, em um opus alienum à existência de quem aprende e sobre o qual não tem nenhum controle. É algo que eu faço unicamente por necessidade, que cultivo recorrendo a um apego romântico ao “sacrifício” ou a um “sofrimento” justificado: um mal necessário. Vida e estudo, vida e formação, são, assim, coisas diferentes; vetores que não se tocam, pontes que não se entrecruzam.
Portanto, o estudar para aprovar implica não somente em converter a tarefa de estudar em uma atividade hostil, senão também em concebê-la como algo que existe fora do indivíduo e com a qual há que enfrentar-se. Esta forma de estudo, que M. Salas denomina de “concepção instrumental do saber”, ignora claramente que o estudo não é uma entidade que se encontra  “out there”, em algum lugar fora do indivíduo, senão que é sua própria vida, sua personalidade, sua existência; que a separação ou dicotomia entre o que se “é” e o que se “faz” é a principal forma de alienação. (K. Marx)
Idealmente, não se estuda para outro, senão para si mesmo. Para perceber, entender e viver melhor. Somos o resultado de nossos estudos, sua consumação, sua consequência, seu corolário. Quando estudamos para saber, não somente interiorizamos os novos conhecimentos, fazemos nosso o que aprendemos e convertemos em familiares o estudado, senão que também alcançamos, ao final do processo, a excelência que transmite uma profunda satisfação pessoal de domínio e a confiança necessária em nossas próprias capacidades e possibilidades intelectuais: “Isso eu já sei!”.
Um indivíduo que se cultiva em uma área de conhecimento humano acaba assumindo por completo o controle de sua formação e sua motivação. Em lugar de dedicar-se a aprender de memória o conteúdo das matérias, busca os conceitos, os fundamentos, os “porquês” e os princípios subjacentes às mesmas enquanto estuda. Revisa suas debilidades e dificuldades e as corrige até estar seguro de haver superado e compreendido completamente o tema estudado. Estuda porque quer aprender para saber e com um compromisso de eficácia e aperfeiçoamento pessoal, não somente para superar uma prova de concurso.    
A tarefa que desenvolve (estudar) passa a ser uma práxis vital, uma forma de viver, uma ética pessoal. Aprende a desfrutar daquilo que faz e a lograr uma personalidade autotélica: de um indivíduo capaz de estabelecer suas próprias metas e cuja vontade e disposição faz com que a atividade de estudar valha a pena fazê-la por si mesma, se valore por si mesma, independentemente de suas consequências[2]. É a plena convicção de estar desfrutando muito mais da atividade enquanto a realiza e aprendendo muito mais sobre o que estuda do que quando o faz de forma desapaixonada, descomprometida e/ ou instrumental.
É deixar-se levar por uma corrente que concentra toda nossa atenção em um arrebato de energia harmônica, uma sensação de controle sobre nossas atividades e objetivos que eleva-nos por encima de nossas ansiedades e abulia e em que tudo sucede de forma serena, equilibrada e sem problemas. É valorar e sentir entusiasmo por formar parte do processo daquilo que se está fazendo, independentemente de qual seja o resultado desejado. É a inefável sensação de assumir o esforço e a dedicação como uma força positiva e construtiva, e não como uma enorme e pesada carga. Um tipo de conhecimento que, transformando-nos, convertemos em “substância própria” (Epicteto).
Se um indivíduo estuda realmente porque deseja saber, se entende o que quer e quer o que faz, se tem esse objetivo que considera como próprio e ao que quer dedicar-se por si mesmo e não somente por seu valor instrumental, então esse estudo passa a ser parte integral de sua personalidade, a ser sua própria pessoa, sem correr o risco de perder-se nos desvarios de uma mente vagabunda. E todo o conhecimento adquirido - o qual não é possível sem esforço, sem perseverança e, sobretudo, sem interesse e motivação -, uma vez incorporado dentro de um marco geral de valores pessoais, não somente não será olvidado ou descartado do horizonte de quem o possui, senão que seguramente afetará e influirá os mecanismos cerebrais que definem em essência quem somos e quem seremos.
Enfim, que a experiência de estudar para saber, recuperando a tradição do cultivo de si mesmo, exercendo nossas melhores capacidades autotélicas e dando o melhor de nós mesmos para chegar a ser o melhor que podemos chegar a ser, é a maneira mais poderosa para lograr a autonomia do espírito a que se referia Kant e para fazer com que o conhecimento obtido adquira um sentido verdadeiramente transcendente: não somente uma manifestação do que somos capazes de aprender e saber, senão de tudo aquilo que devemos esforçar-nos por chegar a aprender e saber.
É, dito em poucas palavras, a única forma de estudo que dinamiza, enobrece e enriquece o autoconhecimento, a firmeza do espírito, a integridade pessoal e o domínio de si mesmo, “que es donde reside verdaderamente la virtud”. (Montaigne)

Bibliografia mínima
Ansermet, F. y Magistretti, P. (2006). A cada cual su cerebro. Plasticidad neuronal e inconsciente, Buenos Aires: Katz Editores
Baumeister, R. F. & Tierney, J. (2011). Willpower. Rediscovering the Greatest Human Strength, New York: The Penguin Press.
Blakemore, Sarah-Jayne & Frith, Uta (2005). The learning brain, Oxford: Blackwell Publishing Ltd.
Chabris, C. y Simons, D. (2011). El gorila invisible. Cómo nos engaña nuestro cerebro, Barcelona: RBA.
Churchland, P. (2011). Braintrust. What neuroscience tell us about morality, Princeton University Press
Csikszentmihalyi, M. (2008). El yo evolutivo, Barcelona: Ed. Kayrós
Eagleman, D. (2011). Incognito: The Secret Lives of the Brain, New York: Pantheon Books
Haba, E. P. (1995). Pedagogismo y "mala fe": De la fantasía curricular (y algunas otras cosas) en los ritos de la programación universitaria: Un cuadro clínico que no es "constructivo", San José: IJSA.
Jensen, E. (1996) "Brain-Compatible Learning” International Alliance for Learning, Summer 1996, Vol. 3, CA: IAL, Encinitas.
Lamprecht, R., & LeDoux, J. (2004). Structural plasticity and memory. Nature Neuroscience Reviews, 5, 45-53.    
Ledoux, J. (2002). Synaptic self: How our brains become who we are. New York: Viking.
Lilienfeld, S. O. et al. (2010). 50 grandes mitos de la psicología popular. Las ideas falsas más comunes sobre la conducta humana, Madrid: Biblioteca Buridán.

Notas:
[1] É notável a proliferação de “gigantescos” livros jurídicos (especialmente para concursos) com escassa ou quase nenhuma discussão teórica de fundo ou de obras dedicadas a anotações e/ou comentários de textos de lei (e jurisprudências) de uso mais frequente. Na fina observação de Mártires Coelho (1997), nesses “livros de ocasião, cujo peso vai aumentando a cada nova edição, em publicações que se sucedem a espaços de tempo sempre menores – na capa muitos chegam a advertir, honestamente, até que mês do ano estão atualizadas as suas anotações -...” os “textos de circunstância (...) vão se transformando em páginas e páginas, a tal ponto numerosas, que mesmo os seus usuários habituais têm dificuldade crescente em localizar os dispositivos legais anotados” (e às vezes, inclusive, os próprios temas já estudados).
[2] A ação autotélica é uma atividade que compensa por si mesma a quem a realiza e que, por essa razão, proporciona inestimáveis retribuições internas: traz a recompensa em si mesma, nos próprios meios. O processo é o que conta, o caminho é a meta ou parte da meta ( e a meta é um estado mental). Um exemplo importante – ademais de clássico- é o do trabalho: o jovem Marx condenava a alienação do trabalho sob os regimes econômicos de propriedade privada precisamente porque impediam que fosse uma atividade autotélica.

Por Atahualpa Fernandez e Marly Fernandez
Fonte Âmbito Jurídico

COMO FINALIZAR O QUE VOCÊ COMEÇOU

DOIS DIAS

sábado, 25 de junho de 2022

8 REGRAS PARA DESBAGUNÇAR A SUA VIDA E PARA DOMAR A BAGUNÇA

 

Veja quais são e como você pode aplicá-las em sua vida pessoal:

1. Jogue fora o jornal de anteontem.

2. Somente coloque uma coisa nova em casa quando se livrar de uma velha.

3. Tenha latas de lixo espalhadas nos ambientes, use-as e limpe-as diariamente.

4. Guarde coisas semelhantes juntas; arrume roupas no armário de acordo com a cor e fique só com as que utiliza mesmo.

5. Toda sexta-feira é dia de jogar papel fora.

6. Todo dia 30, por exemplo, faça limpeza geral e use caixas de papelão marcadas: lixo, consertos, reciclagem, em dúvida, presentes, doação.

Após enchê-las, jogue tudo fora.

7. Organize devagar; comece por gavetas e armários e depois escolha um cômodo, faça tudo no seu ritmo e observe as mudanças acontecendo na sua vida.

8. Veja uma lista de atitudes pessoais capazes de esgotar as nossas energias. Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal".

 

EU AINDA POSSUO!