sexta-feira, 4 de maio de 2018

PASSAPORTE PARA CÃES E GATOS CHEGA PARA REDUZIR BUROCRACIA

Documento é uma alternativa ao Certificado Veterinário Internacional (CVI), que era o único existente anteriormente

Animais de estimação: por enquanto, passaporte só é aceito nos países do Mercosul – a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela -, que têm acordo de equivalência com o Brasil

Na tentativa de deixar menos burocráticas as viagens para o exterior levando animais de estimação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento começou a emitir na última semana o passaporte para cães e gatos. O documento é uma alternativa ao Certificado Veterinário Internacional (CVI), que era o único existente anteriormente. Enquanto o CVI deve ser solicitado novamente a cada viagem, o passaporte vale por toda a vida do animal. Por enquanto, ele só é aceito nos países do Mercosul – a Argentina, o Paraguai, Uruguai e a Venezuela -, que têm acordo de equivalência com o Brasil. Pode ainda ser usado em viagens domésticas, substituindo o atestado de saúde animal.
“A gente já pediu consulta a outros países [fora do Mercosul] para que aceitem. O passaporte é válido enquanto o animal estiver vivo, mas o proprietário tem que manter sempre em dia as vacinas”, explica Mirela Eidt, chefe da área animal do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura. Mirela esclarece também que o governo não cobra taxas para a emissão, cujo prazo é 30 dias úteis após a solicitação. No entanto, é obrigatório implantar um microchip no animal detentor do documento.
“[A implantação do chip] pode ser feita em clínica particular à escolha do proprietário. É um jeito de ligar o animal ao passaporte, como a foto, no nosso caso. A foto não é obrigatória para eles e o microchip tem código de barras”, diz. O passaporte é emitido pelas superintendências federais agropecuárias nos estados, mas nem todas já têm o sistema adequado operando. É preciso entrar em contato para saber as que estão aceitando requisições para o documento. “Para emitir, é necessário ter uma leitora de microchip. A orientação é consultar sobre as unidades habilitadas”, ressalta Mirela Eidt.
De acordo com ela, o Ministério da Agricultura ainda não tem um balanço de quantos requerimentos foram entregues desde que a emissão do passaporte entrou em vigor. Segundo ela, além da vantagem de ser um documento vitalício, a ideia é que o passaporte confira mais agilidade às viagens com bichos de estimação. O Ministério acredita, por exemplo, que haverá redução no tempo de liberação em embarques, desembarques e conexões, que atualmente é cerca de 40 minutos.

Por Mariana Branco
Fonte Exame.com

NOVA CORREÇÃO DO FGTS SEGUNDO O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Saiba mais sobre a decisão do STF e a Ação de Revisão do FGTS

STF decidiu que a Taxa Referencial (TR) responsável pela correção monetária de precatórios e do FGTS é inconstitucional. Trabalhadores brasileiros que mantiveram, durante este período, contrato de trabalho em regime CLT, contribuindo com o FGTS, podem pedir revisão pleiteando a diferença na justiça.
Se você trabalha com carteira assinada desde 1999 ou após este período, atenção! O governo federal pode estar com boa parte do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso porque a partir desta data a Taxa Referencial (TR), utilizada no cálculo dos juros do fundo, não tem acompanhado a inflação e a atualização monetária do país. Isso quer dizer que o valor do seu FGTS tem rendido menos do que deveria e que se outras taxas como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) tivessem sido aplicadas, o valor do benefício dos trabalhadores brasileiros hoje seria maior do que o saldo atual. A diferença de valor depende de um grande cálculo com as variações das taxas ao longo do período e ainda não foi revelada, porém, estima-se que as perdas possam chegar a mais de 80%.
O advogado especialista em Direito Público, Tributário e Processual, Deivid Nunes Damaceno, explica que este assunto veio à tona recentemente quando o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a utilização da TR para correção de precatórios – documento que comprova dívida da Fazenda por conta de uma condenação judicial -, já que a taxa não acompanhava a inflação. Para exemplificar, o profissional explica que alguém que tinha direito a receber R$ 10 mil há dez anos por uma ação judicial, com o reajuste pela TR agora teria cerca de R$ 13 mil, enquanto que pela inflação do país no mesmo período esse valor seria bem mais alto.
O advogado ainda utiliza outro exemplo. Sem considerar os juros de 3% ao FGTS, ele diz que os cálculos indicam que um trabalhador que tinha R$ 1.000,00 na conta do Fundo em 1999, hoje, se corrigido pela TR, teria em torno de R$ 1.300,00. Já se a correção fosse feita com base no INPC o valor teria aumentado para R$ 2.580,00, uma diferença superior a 90%.
“Se o STF considerou a utilização do índice TR inconstitucional para o pagamento de precatórios, terá de considerá-lo inconstitucional também para outros setores. O valor da TR oscila de mês para mês, mas em alguns períodos chegou a zerar, ou seja, não rendeu nada”, explica Damaceno. O profissional ainda destaca que após o encerramento da ação, a União passou a utilizar o INPC como índice para correção monetária dos precatórios.
A advogada Amanda Lopes, da Arndt Associação de advogados, explica que quando criada – em 1991 através da lei nº 8.177 – a TR acompanhava a inflação e os índices de correção monetária, porém, de acordo com o que tem sido divulgado por centrais sindicais, a partir de 1999 houve a decadência dos valores dos índices e, por isso, os trabalhadores estão entrando com ações coletivas para que estas defasagens sejam corrigidas.

Fonte Diário Popular

VEJA COMO APOSENTAR PELO MENOS DEZ ANOS MAIS CEDO PELO INSS

Benefício por tempo especial, que pode acabar se Reforma da Previdência for aprovada, exige prazo menor de contribuição

Trabalhadores em atividades especiais podem se aposentar com menos tempo de contribuição, em relação aos demais segurados do INSS. Eles devem aproveitar para requerer a chamada aposentadoria por tempo especial antes que a Reforma da Previdência, engavetada no Congresso por conta da intervenção federal na Segurança do Rio, volte a tramitar e seja aprovada pondo fim ao benefício diferenciado. A PEC 287 prevê a extinção do tempo especial que baixa o período de contribuição em dez anos para homens e em cinco para mulheres.
Atualmente, para se aposentar, as mulheres precisam comprovar 30 anos de recolhimento para o INSS ou ter 60 de idade, e homens devem contribuir por 35 ou completar 65 de idade.
A aposentadoria por tempo especial é um direito de categorias profissionais como vigilantes, vigias, eletricitários, frentistas, trabalhadores da construção, professores e de pessoas que atuam em condições insalubres. Ou seja, profissões perigosas em que o risco não é só para a saúde, mas também pode resultar em morte.
Para a especialista em Direito Previdenciário, Cristiane Saredo, do escritório Vieira e Vieira Consultoria e Assessoria Jurídica Previdenciária, o reconhecimento do direito ao tempo especial representa algumas vantagens aos segurados, como antecipar o pedido de aposentadoria.
"Para professores é necessário comprovar 25 anos dentro de sala de aula", acrescenta Cristiane.
Além de chegar aos requisitos para a aposentadoria mais rapidamente, o segurado também consegue reduzir o impacto do fator previdenciário, na aposentadoria por tempo de contribuição chega a reduzir em até 30% o valor do benefício, caso a idade do segurado seja baixa, assim, quanto mais novo, maior a redução do valor.
Na aposentadoria por tempo de contribuição o fator é multiplicado pela média dos maiores salários em reais. Já o trabalhador que atinge as condições exigidas pela Fórmula 85/95, que soma idade e tempo de contribuição, sendo 85 pontos para mulheres e 95 para homens, recebe o salário integral, sem desconto do fator.
Com as sucessivas alterações na legislação previdenciária nos últimos anos, o direito à aposentadoria por tempo especial foi ficando mais difícil de ser conquistado, especialmente a partir de 1997, quando o conceito de periculosidade deixou de existir para o INSS.
Na Justiça, porém, os trabalhadores têm conseguido o reconhecimento do tempo especial com base no entendimento de que a profissão os expõem ao risco de morrer.

Por Martha Imenes
Fonte O Dia Online

DICAS DE SEGURANÇA NO DIA MUNDIAL DA SENHA

No dia 05 de maio é comemorado o Dia Mundial da Senha. Veja a importância das senhas em suas vidas e aprenda como torna-las mais seguras

A Intel Security convida as empresas e os consumidores a refletirem sobre a importância das senhas em suas vidas e apresenta dicas para torná-las mais seguras.
Na página Passwordday.org, os usuários poderão encontrar conteúdo exclusivo com diversas dicas de segurança da Intel Security.
Desde 2014, mais de 1,5 bilhão de senhas foram vazadas e postadas on-line. Além disso, 90% das senhas são consideradas vulneráveis a ataques de hackers, por isso é altamente recomendável criar senhas fortes e também adicionar uma camada de proteção às senhas.
A chamada autenticação multifator permite que mais de um fator de segurança seja solicitado para desbloquear um dispositivo ou acessar uma conta na internet. Os fatores que podem ser combinados com as tradicionais senhas para criar esta camada extra de segurança são: impressão digital, escaneamento ocular, reconhecimento facial, reconhecimento de voz, código enviado por mensagem de texto para ser utilizado apenas uma vez, código enviado por e-mail, autenticação por outro dispositivo confiável, entre outros.

Para criar uma senha forte, difícil de ser decifrada, as pessoas podem seguir algumas dicas:
- Aumente a força da senha aumentando o seu tamanho. Senhas formadas de várias palavras são mais seguras.
- Use uma combinação de letras maiúsculas e minúsculas para reforçar suas senhas
- Use caracteres especiais como espaço ou travessão para dar mais complexidade à senha
- Inclua pontos de exclamação e interrogação ao final da senha

Veja outras dicas da Intel Security para manter suas contas online mais seguras:
- Altere suas senhas periodicamente
- Lembre-se também de alterar a sua senha do wi-fi
- Use senhas diferentes para cada conta
- Deixe que um gerenciador de senhas memorize suas senhas para você
- Bloqueie seu celular e outros dispositivos com PIN ou senha
- Pare de usar senhas de uma só palavra
- Nunca compartilhe suas senhas

Fonte Terra Online

quinta-feira, 3 de maio de 2018

COMO EVITAR UM “NÃO” NA SUA ROTINA DE TRABALHO

Para especialista falta de planejamento é um dos principais motivos para recusas no trabalho

  Prever possíveis impasses resulta em uma negociação madura

É raro quem nunca recebeu uma resposta negativa em alguma situação profissional. Seja em uma entrevista de emprego ou em uma negociação para participar de um projeto. Para Alexandre Rangel, sócio-fundador da Alliance Coaching, é possível se planejar para diminuir as chances de levar um não.
Um ponto importante que ele enfatiza é evitar se abalar emocionalmente com uma recusa no trabalho. “A autoestima não pode ser afetada, mas o que normalmente acontece é que as pessoas se sentem contrariadas”, explica.
Confira abaixo seis recomendações que possam diminuir as chances de receber um não durante o trabalho:

1. Quais são os seus interesses?
Para que negociações e argumentações sejam aceitas pelos superiores, Rangel afirma que é preciso avaliar, antes, quais são os interesses pessoais e profissionais sobre determinado assunto.

2. Quais são os interesses e dificuldades do outro lado?
Imaginar quais são as possíveis dificuldades do chefe, ajudará o profissional a evitar tratar de assuntos que serão negados de imediato. Por exemplo, quando você propõe uma mudança ou um projeto em que envolve gastos, é preciso pensar se a empresa está em um momento adequado para tal proposta.
“Se o chefe precisa lidar com um alto corte de custos, esse seria também um momento inapropriado para pedir um aumento, por exemplo”, afirma Rangel.

3. Coletar informações
A falta de preparo do profissional pode fazer com que a recusa venha de imediato. Para o especialista, seja em apresentações ou em projetos, é preciso se munir de informações sobre a empresa e o mercado.

4. Quais são os meus pontos fortes e vulnerabilidades?
“Em uma entrevista de emprego, por exemplo, quando você sabe que a empresa para qual você está se candidato atua na América Latina, mas o seu espanhol não é apropriado, o ideal é expor que se comprometerá a fazer aulas e atingir determinado nível de fluência se for escolhido”, explica Rangel.
Essa consideração também vale para situações em que você está concorrendo a uma promoção.

5. Organizar uma hierarquia de concessões
Durante negociações no trabalho é comum que o profissional tenha que abrir mão de determinadas coisas, desde o valor do salário ao cargo que ele ocupa. Por isso, para Rangel, listar o que você abrirá mão caso seu projeto seja aceito, por exemplo, pode evitar um “não”.

6. Prever possíveis impasses
O profissional, em qualquer situação, deve prever quais são os obstáculos que podem aparecer durante uma negociação de um aumento de salário ou da aceitação de um projeto. A razão? “Negociar de maneira madura é estar preparado para resolver qualquer impasse que possa aparecer”, explica Rangel.
Por Camila Lam
Fonte Exame.com

8 DICAS PARA SEU IMÓVEL BRILHAR NOS CLASSIFICADOS ONLINE

Siga algumas orientações simples para fazer o seu anúncio se destacar

Destacar os diferenciais do imóvel no anúncio e tirar fotos do ângulo certo são algumas das dicas

Buscar imóveis pela internet tem se tornado uma prática cada vez mais comum. Muitos compradores não saem de casa antes de fazer uma pré-seleção pela internet. Por isso, caprichar no anúncio do seu imóvel nos classificados online pode ser uma boa tática para acelerar a venda.
Confira a seguir as dicas de Caio Ribeiro, gerente sênior do MercadoLivre Classificados e Novos Negócios, para atrair mais compradores ao anunciar seu imóvel na internet.

1) Descreva a localização do imóvel com detalhes
A localização é um dos principais critérios levados em consideração por quem está em busca de um imóvel. Por isso, o anunciante deve ter um cuidado especial na hora de preencher o endereço no anúncio. "As pessoas basicamente buscam imóveis dentro de um raio de 10 quilômetros de distância de onde cresceram, por isso a localização é um importante critério de definição para o comprador", comenta Caio Ribeiro.
Ele acrescenta que, além de informar corretamente o endereço da propriedade, é importante que o anunciante destaque os pontos positivos da região, citando a existência, por exemplo, de supermercados, shoppings, padarias, farmácias, metrô e outros tipos de estabelecimentos e serviços que mostrem que o bairro possui uma boa infraestrutura.

2) Cite os diferenciais do imóvel e forneça informações relevantes
Muitos usuários desistem de fazer compras pela internet quando se deparam com informações escassas. Para que seu imóvel não seja mais um dos produtos ignorados pelos compradores, forneça todo tipo de informação que pode ser relevante para a compra, como a metragem do imóvel, o valor do condomínio e as amenidades que ele oferece, o valor do IPTU, o número de dormitórios e cômodos etc.
Destaque também eventuais diferenciais que o seu imóvel possa ter, como armários embutidos, uma varanda espaçosa, reformas que tenham sido feitas e qualquer tipo de característica que agregue valor à propriedade.

3) Invista na apresentação
As chances de um anúncio sem fotos render cliques são remotas. Quanto mais fotos e melhor a qualidade das imagens, mais chances seu imóvel terá de atrair mais e melhores compradores. 
Algumas dicas básicas para as fotos são: organizar toda a casa e não deixar objetos fora do lugar; fotografar o imóvel em dias de sol para que a iluminação favoreça a imagem; fotografar todos os cômodos do imóvel, a fachada do prédio ou da casa e as áreas comuns do condomínio; publicar vídeos, quando possível; e publicar as fotos na maior resolução permitida pelo site.
Caio Ribeiro também orienta que o proprietário tire as fotos a partir de ângulos que garantam maior profundidade à imagem. "Quando a pessoa se posiciona em um canto do cômodo, a foto transmite melhor a profundidade do ambiente do que quando a pessoa se posiciona no centro de uma parede", afirma. Segundo ele, uma máquina com lente grande angular também permite que a imagem capture melhor o espaço.

4) Estipule um preço justo
Se o imóvel estiver com um preço muito acima do que é praticado pelo mercado, ele pode demorar muito a ser vendido. E se o preço estiver abaixo, obviamente o proprietário sairá muito prejudicado. Portanto, vale a pena gastar algum tempo para fixar um preço que esteja de acordo com os parâmetros do mercado.
Em reportagem anteriormente publicada, EXAME.com mostrou como descobrir quanto vale o seu imóvel. Consultar um corretor e verificar em classificados valores de imóveis semelhantes ao seu são algumas maneiras de fazer esse tipo de precificação. E Caio Ribeiro dá ainda outra orientação: "Se o proprietário tiver feito alguma benfeitoria no imóvel, ele pode colocar um preço 10% maior do que o valor que tem sido praticado no mercado".

5) Atenda os compradores prontamente
Outro fator que pode fazer o usuário desistir da compra de um produto ao fazer a busca na internet é a demora no atendimento. Certifique-se de que seus contatos tenham sido informados corretamente e defina no anúncio qual é o melhor horário para contato. Uma resposta rápida pode ser o critério de desempate que fará um comprador optar pelo seu imóvel em detrimento de outro.

6) Utilize as redes sociais
Depois de publicar seu anúncio, divulgue-o em seus perfis nas redes sociais. "Alguém na sua rede de contatos pode se interessar, ou pode indicar pessoas que estejam buscando imóveis", afirma Ribeiro. Em alguns classificados, como no MercadoLivre, é possível compartilhar o anúncio nas redes automaticamente pelo site. 

7) Tenha os documentos em mãos
É muito importante que os documentos necessários para a venda do imóvel, como a certidão de escritura, o registro do imóvel e o habite-se estejam todos em mãos para que a negociação se concretize sem nenhum imprevisto. Ao deixar a parte burocrática para a última hora, o vendedor corre o risco de perder a oportunidade de vender o imóvel para um comprador que tenha urgência em finalizar a compra.

8) Prepare o imóvel para as visitas e receba os compradores na companhia de mais uma pessoa
Deixar o imóvel arrumado e iluminado é requisito básico para que o comprador não desista dele imediatamente depois de tocar a campainha. "Além de deixar a casa organizada, é importante que o proprietário a mostre da forma mais original possível, sem tentar imprimir seu estilo para evitar que o comprador tenha uma má impressão caso a decoração não combine com seu gosto", sugere Caio Ribeiro.
E como em qualquer tipo de negociação iniciada no ambiente virtual, é importante que o comprador tome alguns cuidados para se certificar de que o comprador não é mal intencionado. Antes de marcar a visita, converse com o comprador por telefone e pergunte por que ele quer comprar o imóvel, qual seria o tipo de pagamento, onde ele está morando atualmente e qual é a urgência em finalizar a negociação. E na hora de recebê-lo, esteja acompanhado.
Por Priscila Yazbek
Fonte Exame.com

quarta-feira, 2 de maio de 2018

HOMOLOGAÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL EXTRAJUDICIAL DEVE SER GRATUITA, DIZ CNJ


Após consulta feita pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, o Conselho Nacional de Justiça reafirmou a obrigatoriedade de os cartórios oferecerem gratuitamente o serviço de homologação das escrituras de separação e divórcio, diante da vigência do novo Código de Processo Civil (Lei 13.105/15).
Enquanto o CPC/1973 dispunha expressamente sobre a gratuidade do inventário e do divórcio extrajudiciais (nos artigos 982, parágrafo 2º, e 1.124-A, parágrafo 3º), os dispositivos do novo CPC que regulam a matéria são omissos quanto a ela (artigos 610 e 733).
Diante dessa nova realidade, os cartórios passaram a questionar se uma resolução do CNJ, de caráter administrativo, poderia determinar a obrigatoriedade de gratuidade de um serviço sem haver um respaldo legal expresso. Durante sessão virtual, ocorrida ao longo do mês de abril, os conselheiros do CNJ ponderaram sobre a questão e decidiram que a gratuidade deve ser mantida.
O relator do processo, conselheiro Arnaldo Hossepian, ponderou que, mesmo sem a declaração explícita do benefício em lei, a gratuidade de Justiça deve ser estendida para efeito de viabilizar o cumprimento da previsão constitucional de acesso à jurisdição e a prestação plena aos atos extrajudiciais de notários e de registradores.
“É inafastável a conclusão de que a assistência jurídica é integral, e, mais que isso, a assistência gratuita àqueles que dela necessitem deve ser vista como um direito fundamental a concretizar, envolvendo também as vias extrajudiciais de efetivação do acesso à ordem jurídica, sendo qualquer lacuna ou regramento em contrário inadmissível configuração de retrocesso, vedado por princípios constitucionais”, descreveu em seu voto. “Não é possível frustrar expectativas, criadas pelo Estado, destinadas a concretizar direitos fundamentais”, completou.
Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Fonte Consultor Jurídico

O QUE É O CHEQUE?


1. O que o cheque?
O cheque é uma ordem de pagamento à vista e um título de crédito.
A operação com cheque envolve três agentes:
·  o emitente (emissor ou sacador), que é aquele que emite o cheque;
·  o beneficiário, que é a pessoa a favor de quem o cheque é emitido; e
·  o sacado, que é o banco onde está depositado o dinheiro do emitente.
O cheque é uma ordem de pagamento à vista, porque deve ser pago no momento de sua apresentação ao banco sacado. Contudo, para os cheques de valor superior a R$ 5.000,00, é prudente que o cliente comunique ao banco com antecedência, pois a instituição pode postergar saques acima desse valor para o expediente seguinte.
O cheque é também um título de crédito para o beneficiário que o recebe, porque pode ser protestado ou executado em juízo.
No cheque estão presentes dois tipos de relação jurídica: uma entre o emitente e o banco (baseada na conta bancária); outra entre o emitente e o beneficiário.

2. Quais as formas de emissão do cheque?
O cheque pode ser emitido de três formas:
·  nominal (ou nominativo) à ordem: só pode ser apresentado ao banco pelo beneficiário indicado no cheque, podendo ser transferido por endosso do beneficiário;
·  nominal não à ordem: não pode ser transferido pelo beneficiário; e
·  ao portador: não nomeia um beneficiário e é pagável a quem o apresente ao banco sacado. Não pode ter valor superior a R$ 100,00.
Para tornar um cheque não à ordem, basta o emitente escrever, após o nome do beneficiário, a expressão “não à ordem”, ou “não-transferível”, ou “proibido o endosso”, ou outra equivalente.

Cheque de valor superior a R$100,00 tem que ser nominal, ou seja, trazer a identificação do beneficiário. O cheque de valor superior a R$100,00 emitido sem identificação do beneficiário será devolvido pelo motivo '48-cheque emitido sem identificação do beneficiário - acima do valor estabelecido'.

3. As pessoas, lojas, empresas são obrigadas a receber cheques?
Não. Apenas as cédulas e as moedas do real têm curso forçado. Veja também as perguntas e respostas sobre o uso do dinheiro.

4. O que é cheque especial?
O chamado cheque especial é um produto que decorre de uma relação contratual em que é fornecida ao cliente uma linha de crédito para cobrir cheques que ultrapassem o valor existente na conta. O banco cobra juros por esse empréstimo.

5. Um cheque apresentado antes do dia nele indicado (pré-datado) pode ser pago pelo banco?
Sim. O cheque é uma ordem de pagamento à vista, válida para o dia de sua apresentação ao banco, mesmo que nele esteja indicada uma data futura. Se houver fundos, o cheque pré-datado é pago; se não houver, é devolvido pelo motivo 11 ou 12.
Do ponto de vista da operação comercial, divergências devem ser tratadas na esfera judicial.

6. Quais os principais motivos para devolução de cheque?
Os motivos de devolução dos cheques podem ser consultados na tabela disponível em nossa página, seguindo "Sistema Financeiro Nacional > Informações sobre operações bancárias > Cheques > Motivos de devolução de cheques e documentos".

7. O motivo de devolução deve ser registrado no cheque?
Sim. Ao recusar o pagamento de cheque apresentado para compensação, a instituição deve registrar, no verso do cheque, em declaração datada, o código correspondente ao motivo da devolução. No caso de cheque apresentado ao caixa, o registro deve ser feito com anuência do beneficiário.

8. O banco é obrigado a comunicar ao emitente a devolução de cheques sem fundos?
Somente nos motivos 12, 13 e 14, que implicam inclusão do seu nome no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF).

9. O correntista pode impedir o pagamento de um cheque já emitido?
Sim. Existem duas formas:
·  oposição ao pagamento ou sustação, que pode ser determinada pelo emitente ou pelo portador legitimado, durante o prazo de apresentação;
·  contra-ordem ou revogação, que é determinada pelo emitente após o término do prazo de apresentação.
Os bancos não podem impedir ou limitar o direito do emitente de sustar o pagamento de um cheque. No entanto, os bancos podem cobrar tarifa pela sustação, cujo valor deve constar da tabela de serviços prioritários da instituição. (Veja também as perguntas e respostas sobre tarifas bancárias.)
No caso de cheque devolvido por sustação, cabe ao banco sacado informar o motivo alegado pelo oponente, sempre que solicitado pelo favorecido nominalmente indicado no cheque ou pelo portador, quando se tratar de cheque cujo valor dispense a indicação do favorecido.

10. O banco pode fornecer informações sobre o emitente de cheque devolvido?
A instituição financeira sacada é obrigada a fornecer, mediante solicitação formal do interessado, nome completo e endereços residencial e comercial do emitente, no caso de cheque devolvido por:
·  insuficiência de fundos;
·  motivos que ensejam registro de ocorrência no CCF;
·  sustação ou revogação devidamente confirmada, não motivada por furto, roubo ou extravio;
·  divergência, insuficiência ou ausência de assinatura; ou
·  erro formal de preenchimento.
As informações referidas acima devem ser prestadas em documento timbrado da instituição financeira e somente podem ser fornecidas:
·  ao beneficiário, caso esteja indicado no cheque, ou a mandatário legalmente constituído; ou
·  ao portador, em se tratando de cheque em relação ao qual a legislação em vigor não exija a identificação do beneficiário e que não contenha a referida identificação.

11. O que fazer no caso de ter cheque furtado ou roubado?
No caso de furto ou roubo de folha de cheque em branco ou de cheque emitido, o correntista deve, primeiro, registrar ocorrência policial. No ato de sustação, deve ser apresentado, ao banco, o boletim de ocorrência. Assim, o cheque, se apresentado, será devolvido pelo motivo 20 (folha roubada e sustada) ou 28 (cheque roubado e sustado), conforme o caso, e o banco estará proibido de fornecer qualquer informação ao portador.
Nesse caso, o correntista fica liberado do pagamento das taxas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional e, no caso de ter sido incluído indevidamente no CCF, da tarifa pelo serviço de exclusão do seu nome do cadastro. No entanto, o banco pode cobrar tarifa pela sustação do cheque, cujo valor deve constar da tabela de serviços prioritários da instituição.
A solicitação de sustação pode ser realizada em caráter provisório, mediante qualquer meio de comunicação. A solicitação deve ser confirmada até o encerramento do expediente ao público do segundo dia útil seguinte ao do registro da solicitação, excluído o próprio dia da comunicação, sendo, em caso contrário, considerada inexistente pela instituição financeira.

12. Um cheque devolvido pelo motivo 11 (insuficiência de fundos na primeira apresentação) pode ser sustado pelo emitente antes da segunda apresentação?
Sim. Um cheque já devolvido pelo motivo 11 pode ser sustado pelo emitente e devolvido pelo motivo 21.

13. Quais as consequências para o correntista que emitir cheque sem fundos ou sustar indevidamente o seu pagamento?
A emissão de cheque sem fundo acarretará a inclusão do nome do emitente no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e nos cadastros de devedores mantidos pelas instituições financeiras e entidades comerciais, na segunda apresentação do cheque para pagamento.
O correntista cujo nome estiver incluído no CCF não poderá receber novo talonário de cheque. Além disso, o beneficiário do cheque poderá protestá-lo e executá-lo.
A emissão deliberada de cheque sem provisão de fundos é considerada crime de estelionato.
Quanto à sustação indevida, embora o banco não possa julgar o motivo alegado pelo emitente para a sustação de cheque, o beneficiário pode recorrer à justiça para pagamento da dívida, bem como pode protestar o cheque, que é um título de crédito.

14. Qual o procedimento do banco quando o cheque apresentar valor numérico diferente do valor por extenso?
Feita a indicação da quantia em algarismos e por extenso, prevalece o valor escrito por extenso no caso de divergência. Indicada a quantia mais de uma vez, quer por extenso, quer por algarismos, prevalece a indicação da menor quantia no caso de divergência.
Com relação à indicação do valor correspondente aos centavos, não é obrigatória a grafia por extenso, desde que:
·  o valor integral seja especificado em algarismos no campo próprio da folha de cheque;
·  a expressão "e centavos acima" conste da folha de cheque, grafada pelo emitente ou impressa no final do espaço destinado à grafia por extenso de seu valor.

15. O cheque pode ser preenchido com tinta de qualquer cor?
Sim, porém os cheques preenchidos com outra tinta que não azul ou preta podem, no processo de microfilmagem, ficar ilegíveis.
16. Quais os prazos para pagamento de cheques?
Existem dois prazos que devem ser observados:
·  prazo de apresentação, que é de 30 dias, a contar da data de emissão, para os cheques emitidos na mesma praça do banco sacado; e de 60 dias para os cheques emitidos em outra praça; e
·  prazo de prescrição, que é de 6 meses decorridos a partir do término do prazo de apresentação.
Mesmo após o prazo de apresentação, o cheque é pago se houver fundos na conta. Se não houver, o cheque é devolvido pelo motivo 11 (primeira apresentação) ou 12 (segunda apresentação), sendo, neste caso, o seu nome incluído no CCF.
Quando apresentado após o prazo de prescrição, o cheque é devolvido pelo motivo 44, não podendo ser pago pelo banco, mesmo que a conta tenha saldo disponível.

17. O que significa um cheque cruzado?
Significa que o cheque somente pode ser pago mediante crédito em conta.
O cruzamento pode ser geral, quando não indica o nome do banco, ou especial, quando o nome do banco aparece entre os traços de cruzamento.
O cruzamento não pode ser anulado.

18. O banco é obrigado a fornecer talão de cheques a todo correntista?
Não. Os bancos devem estabelecer as condições, que devem constar do contrato de abertura de conta corrente, para o fornecimento de cheques para seus clientes. Essas condições devem ser estabelecidas com base, entre outros, em critérios relacionados à suficiência de saldo, restrições cadastrais, histórico de práticas e ocorrências na utilização de cheques, estoque de folhas de cheque em poder do correntista, registro no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) e regularidade dos dados e documentos de identificação do correntista.

19. Qual a idade mínima para eu receber talão de cheques?
A partir de 16 anos de idade, desde que autorizado pelo responsável que o assistir.

Por Warley Oliveira
Fonte Banco Central

QUAIS OS SETE PECADOS CAPITAIS QUE O CONCURSEIRO NÃO DEVE COMETER


Os pecados capitais levam ao inferno, os do concurso à reprovação, desânimo e desistência. Os pecados capitais são os seguintes: gula, soberba, inveja, preguiça, ira, luxúria, avareza. Vamos vê-los agora em sua manifestação "concursândica".

A gula é a pressa de passar. Como sempre digo: concurso se faz não para passar, mas até passar. Assim, esqueça a pressa e comece a estudar com regularidade, planejamento e antecedência. Os concursos estão vindo aos montes, e continuarão assim. A aprovação é resultado de um processo longo, mas é algo que você - se trabalhar direito - pode contar.

A soberba é a arrogância, o achar que já se é o "Sabe-Tudo", o "rei da cocada". Muitos candidatos inteligentes e bem formados são vítimas da soberba, ao passo que os menos capazes, mas esforçados, chegam lá, assim como na história da corrida da lebre com a tartaruga. A humildade nas aulas, no estudo, nas provas, em todo o processo, enfim, é o caminho para a glória.

A preguiça. Nem é preciso escrever nada. A palavra é auto-explicativa. Mas deixe-me dizer uma coisa: eu sou meio preguiçoso. Só que sempre fazia o que devia ser feito, quando, me imaginava desempregado e sem grana, caso deixasse a preguiça me dominar.

A inveja acontece quando o concurseiro fica vigiando a vida, as notas e as coisas boas que os outros possuem ao invés de ir resolver a própria vida. É impressionante como as pessoas pecam ao se compararem com os outros e dedicarem-se à reclamação e à autocomiseração em vez de estudarem e treinarem.

A ira representa deixar-se estourar, ou desanimar, pela enorme quantidade de fatos que têm justificadamente esse condão: cansaço, carteiras duras (do curso e a sua), dificuldades com a família, com a matéria, os absurdos ou fraudes em concursos, taxas de inscrição abusivas etc. haja paciência! (ops! Estamos falando de pecados e não de virtudes...). Nessas horas, não adianta irar-se. O jeito é ir estudar, pois um dia a gente passa, apesar de tudo.

A luxúria é talvez o maior pecado. Veja nela o lazer exagerado, as viagens, passeios baladas e tudo o mais que é delicioso, um luxo, e que nos tira tempo para estudar e trinar. Pois bem, equilibrar estudo e lazer, administrar bem o tempo e saber estabelecer as prioridades é essencial para chegar ao reino dos céus, digo, da nomeação.

A avareza tem duas manifestações. A primeira, do candidato, quando economiza nos investimentos necessários para ser aprovado. Vale a pena escolher os melhores livros, cursos e gastos, que incluem até mesmo os exames de saúde para estar bem e enfrentar a maratona dos concursos. A segunda avareza, a pior delas, ocorre quando o cidadão passa e deixa de utilizar o cargo e os poderes e competências dele para o bem da coletividade. Não sejamos avaros com o país, nem com o povo que o (e nos) sustenta. Ao passar, para não ser blasfemo, herege ou apóstata, é preciso devolver ao povo o quanto nós custamos. Isso pode ser feito com trabalho, eficiência, simpatia, honestidade e entusiasmo. Cumprir o dever, e se puder, um pouco mais.

Pois é, que Deus nos livre dos pecados capitais e do concurso. E que façamos nossa parte, dando nossa parcela de fé e sacrifício, para chegarmos à Terra Prometida, ao Paraíso, com méritos dos santos. "Santo", por sinal, significa, etimologicamente, "separado". Gente que passa em concurso é assim: meio diferente da média, mais dedicada, mais focada. Isso é santidade.
No fim, os votos de que alcancemos os frutos do Espírito, que, na Bíblia (Gálatas 5:22), se opõem aos pecados capitais: amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade e domínio próprio. E, claro, passar em concursos.
Por William Douglas

O LIVRE-ARBÍTRIO NÃO EXISTE, DIZEM NEUROCIENTISTAS

Novas pesquisas sugerem que o que cremos ser escolhas conscientes são decisões automáticas do cérebro. O homem não seria, assim, mais do que um computador de carne

Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real"

Saber se os homens são capazes de fazer escolhas e eleger o seu caminho, ou se não passam de joguetes de alguma força misteriosa, tem sido há séculos um dos grandes temas da filosofia e da religião. De certa maneira, a primeira tese saiu vencedora no mundo moderno. Vivemos no mundo de Cássio, um dos personagens da tragédia Júlio César, de William Shakespeare.
No começo da peça, o nobre Brutus teme que o povo aceite César como rei, o que poria fim à República, o regime adotado por Roma desde tempos imemoriais. Ele hesita, não sabe o que fazer. É quando Cássio procura induzi-lo à ação. Seu discurso contém a mais célebre defesa do livre-arbítrio encontrada nos livros. "Há momentos", diz ele, "em que os homens são donos de seu fado. Não é dos astros, caro Brutus, a culpa, mas de nós mesmos, se nos rebaixamos ao papel de instrumentos."
Como nem sempre é o caso com os temas filosóficos, a crença no livre-arbítrio tem reflexos bastante concretos no "mundo real". A maneira como a lei atribui responsabilidade às pessoas ou pune criminosos, por exemplo, depende da ideia de que somos livres para tomar decisões, e portanto devemos responder por elas. Mas a vitória do livre-arbítrio nunca foi completa.
Nunca deixaram de existir aqueles que acreditam que o destino está escrito nas estrelas, é ditado por Deus, pelos instintos, ou pelos condicionamentos sociais. Recentemente, o exército dos deterministas – para usar uma palavra que os engloba – ganhou um reforço de peso: o dos neurocientistas. Eles são enfáticos: o livre-arbítrio não é mais que uma ilusão. E dizem isso munidos de um vasto arsenal de dados, colhidos por meio de testes que monitoram o cérebro em tempo real. O que muda se de fato for assim?

Mais rápido que o pensamento
Experimentos que vêm sendo realizados por cientistas há anos conseguiram mapear a existência de atividade cerebral antes que a pessoa tivesse consciência do que iria fazer. Ou seja, o cérebro já sabia o que seria feito, mas a pessoa ainda não. Seríamos como computadores de carne - e nossa consciência, não mais do que a tela do monitor.
Um dos primeiros trabalhos que ajudaram a colocar o livre-arbítrio em suspensão foi realizado em 2008. O psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente.
Um deles foi publicado no periódico científico PLoS ONE, em junho de 2011, com resultados impactantes. O pesquisador Stefan Bode e sua equipe realizaram exames de ressonância magnética em 12 voluntários, todos entre 22 e 29 anos de idade.
Assim como o experimento de Libet, a tarefa era apertar um botão, com a mão direita ou a esquerda. Resultado: os pesquisadores conseguiram prever qual seria a decisão tomada pelos voluntários sete segundos antes d eeles tomarem consciência do que faziam.
Nesses sete segundos entre o ato e a consciência dele, foi possível registrar atividade elétrica no córtex polo-frontal — área ainda pouco conhecida pela medicina, relacionada ao manejo de múltiplas tarefas. Em seguida, a atividade elétrica foi direcionada para o córtex parietal, uma região de integração sensorial. A pesquisa não foi a primeira a usar ressonância magnética para investigar o livre-arbítrio no cérebro. Nunca, no entanto, havia sido encontrada uma diferença tão grande entre a atividade cerebral e o ato consciente.
Patrick Haggard, pesquisador do Instituto de Neurociência Cognitiva e do Departamento de Psicologia da Universidade College London, na Inglaterra, cita experimentos que comprovam, segundo ele, que o sentimento de querer algo acontece após (e não antes) de uma atividade elétrica no cérebro.
"Neurocirurgiões usaram um eletrodo para estimular um determinado local da área motora do cérebro. Como consequência, o paciente manifestou em seguida o desejo de levantar a mão", disse Haggard em entrevista ao site de VEJA. "Isso evidencia que já existe atividade cerebral antes de qualquer decisão que a gente tome, seja ela motora ou sentimental."
O psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade da Vírginia, nos Estados Unidos, demonstrou que grande parte dos julgamentos morais também é feito de maneira automática, com influência direta de fortes sentimentos associados a certo e errado. Não há racionalização. Segundo o pesquisador, certas escolhas morais – como a de rejeitar o incesto – foram selecionadas pela evolução, porque funcionou em diversas situações para evitar descendentes menos saudáveis pela expressão de genes recessivos. É algo inato e, por isso, comum e universal a todas as culturas. Para a neurociência, é mais um dos exemplos de como o cérebro traz à tona algo que aprendeu para conservar a espécie.

A mente como produto do cérebro
Como o cérebro já se encarregou de decidir o que fazer – e o ato está feito —, é preciso contextualizar a situação. É aí que entra a nossa consciência. Ela também é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu 'dono' que o responsável foi ele.
Em outras palavras: quando você para, pensa e toma decisões pontuais, tem a sensação de que um eu consciente e racional, separado do cérebro, segura as rédeas de sua vida. Mas para cientistas como Michael Gazzaniga, coordenador do Centro para o Estudo da Mente da Universidade da Califórnia e um dos maiores expoentes da neurociência na atualidade, não existe essa diferenciação.
Segundo ele, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu, que habita e controla o corpo, é apenas o resultado da atividade cerebral que nos engana. "Não há nenhum fantasma na máquina, nenhum material secreto que é você", diz Gazzaniga, que, em seu mais recente livro, Who’s in Charge – Free Will and the Science of the Brain (Quem está no comando – livre-arbítrio e a ciência do cérebro, sem edição em português), esmiúça a mecânica cerebral das decisões.
Segundo Gazzaniga, o cérebro humano fabula o tempo todo. A invenção de pequenas histórias para explicar nossas escolhas seria uma maneira sagaz de estruturar nossa experiência cotidiana. Essa estrutura narrativa, segundo Patrick Haggard, tem um significado importante na evolução humana.
"Criar histórias sobre as nossas ações pode ser útil para quando nos depararmos com situações similares no futuro. É assim que iremos decidir como agir, relembrando resultados anteriores", diz. Ou seja, funcionamos na base do acerto e do erro, e da cópia do comportamento de pessoas próximas – principalmente nossos familiares. "Por isso a educação das crianças é tão importante. É um momento em que o cérebro absorve uma grande carga de informações e está sendo moldado, criando parâmetros para saber como se portar, como viver em sociedade."

Dúvidas
Em artigo publicado no periódico Advances in Cognitive Psychology, o pesquisador W. R. Klemm coloca em xeque a metodologia usada em diversos dos experimentos recentes da neurociência. Segundo Klemm, que é professor na Universidade do Texas e autor do livro Atoms of Mind. The 'Ghost in the Machine' Materializes (Átomos da mente. O fantasma da máquina se materializa, sem edição no Brasil) alguns estudos sugerem que não é possível medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si. O que poderia colocar abaixo toda a tese da turma de Gazzaniga.
O argumento principal do pesquisador, no entanto, recai sobre a generalização dos testes. "Não é porque algumas escolhas são feitas antes da consciência em uma tarefa, que temos a prova de que toda a vida mental é governada desta maneira", escreve no artigo. Klemm defende ainda a tese de que atividades mais complexas do que apertar um botão ou reconhecer uma imagem devem ser feitas de maneiras muito mais complexas. "Os experimentos feitos são muito limitados."
Ainda que as pesquisas estejam corretas, os próprios neurocientistas reconhecem que a ideia de um mundo sem livre-arbítrio provoca estranhamento. Eles se esforçam, sobretudo, para conciliar sua teoria com o problema da responsabilidade pessoal. "Mesmo que a gente viva em um universo determinista, devemos todos ser responsáveis por nossas ações", afirma Gazzaniga. "A estrutura social entraria em caos se a partir de hoje qualquer um pudesse matar ou roubar, com base no argumento simplista de 'meu cérebro mandou fazer isso'."
Para o cientista cognitivo Steven Pinker, a solução talvez seja manter a ciência e moralidade como dois reinos separados. "Creio que ciência e ética são dois sistemas isolados de que as mesmas entidades fazem uso, assim como pôquer e bridge são dos jogos diferentes que usam o mesmo baralho", escreve ele no livro Como a Mente Funciona. "O livre-arbítrio é uma idealização que torna possível o jogo da ética."
Continuariamos, assim, a viver no mundo descrito por Cássio em Júlio César. "Há momentos em que os homens são donos de seu fado", diz ele. Neurocientistas como Pinker estão prontos a concordar com isso - desde que se entenda o livre-arbítrio como uma ilusão necessária para o jogo das leis e da ética - e desde que se ponha o cérebro o lugar dos astros, como o grande condutor de nossos atos.
Por Aretha Yarak
Fonte Exame.com

DICAS PARA O ADVOGADO ENCONTRAR TRABALHO QUANDO ESTÁ DESEMPREGADO

TEMPO DE GUARDA DE DOCUMENTOS

terça-feira, 1 de maio de 2018

CELULAR PRÉ-PAGO NÃO É A MELHOR OPÇÃO PARA TODO CONSUMIDOR QUE QUER POUPAR


Pagar de forma antecipada pelos minutos da ligação atrai muitos consumidores que desejam economizar com a conta do celular. Porém, de acordo com o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), essa não é necessariamente a melhor opção para todos.
Para quem fala muito, por exemplo, compensa ter um plano com pagamentos mensais – pós-pagos –, já que o preço por minuto costuma ser bem inferior.
Porém, caso opte por um plano desse tipo, a entidade orienta que os consumidores fiquem atentos aos serviços oferecidos pelas operadoras: quanto mais cara a franquia, menor o valor cobrado por minuto de ligação.

Celular pré-pago
Para aqueles que possuem um aparelho com linha habilitada pré-paga ou que desejam adquirir um celular desse tipo, o Idec esclarece alguns pontos para o consumidor não ser enganado:

Portabilidade
A resolução da Anatel que permite ao consumidor manter o número ao trocar de operadora (desde que o DDD seja mantido) também vale para os planos pré-pagos.

Relatório com as ligações realizadas
Ele deve ser gratuito e conter informações sobre a área de registro de origem, o horário, a data, a duração e o valor de cada chamada. Para solicitar o relatório, basta o consumidor entrar em contato com a central de atendimento da sua operadora.

Suspensão de serviços
Os consumidores podem pedir suspensão dos serviços sem qualquer custo, desde que o faça apenas uma vez a cada 12 meses, pelo prazo mínimo de 30 dias e máximo de 120 dias.

Crédito
Desde 2007, as operadoras não podem mais eliminar os créditos após a data de vencimento. E, quando o consumidor realiza uma recarga, os créditos vencidos voltam a valer. A regulamentação, no entanto, não impede que as empresas limitem sua validade, desde que disponibilizem cartões com duração de 90 a 180 dias.
Além disso, é possível consultar o saldo de créditos de forma gratuita. Para isso, basta ligar para a operadora ou solicitar o envio do valor por mensagem de texto.

Cuidados em relação aos contratos
O Idec ainda destaca que, para o plano pré-pago, também existe um contrato. "Considerando que os chips podem ser encontrados até em bancas de jornal, o acesso ao contrato por meio do site é extremamente necessário, embora devesse estar disponível também nesses pontos de venda", defende a advogada do Idec, Veridiana Alimonti.
Assim, a entidade orienta o consumidor que, nos sites de algumas operadoras, o contrato encontra-se no rodapé da página. Ele também pode estar em links denominados "informações adicionais", "mais detalhes", "regulamento" ou algo semelhante.
Em relação às cláusulas abusivas que muitos documentos trazem, saiba que elas são consideradas nulas, segundo o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor. Elas podem ser contestadas com a Anatel, Procon ou a Justiça, se a operadora insistir em aplicá-las.
Por fim, a entidade lembra que informativos como folhetos de publicidade valem como contrato. Caso a prestação de serviço se dê diferente da anunciada, o consumidor pode exigir o que foi ofertado. "Por isso, guarde sempre todos os papeis", aconselha o Idec.

Fonte InfoMoney