terça-feira, 6 de outubro de 2026

8 GAFES NO WHATSAPP QUE ATRAPALHAM A SUA IMAGEM PROFISSIONAL

WhatsApp: num contexto profissional, é melhor evitar piadas, frases de autoajuda ou "desabafos" sobre política

Via de regra, redes sociais se dividem claramente entre pessoais e profissionais: é quase consenso que plataformas como Facebook e Instagram pertencem ao primeiro grupo, enquanto ferramentas como o LinkedIn se enquadram na segunda categoria.
Mas como você classificaria o WhatsApp? Com milhões de usuários no Brasil, o aplicativo é tão onipresente quanto multifuncional: serve não apenas para manter o contato com familiares e amigos, mas também para conversar com colegas de trabalho, chefes, subordinados e clientes.
A ambiguidade do app tem dado margem a uma infinidade de confusões no mundo corporativo, diz Leandro Bittioli, gerente da consultoria Talenses. Segundo ele, usar o WhatsApp para fins profissionais torna a comunicação muito mais fácil e rápida, mas é preciso ter cuidado para não exceder certos limites e, assim, arranhar a sua reputação.
O maior desafio está em usar a mesma ferramenta para finalidades diferentes, alternadamente: pode ser que, logo após mandar uma piada debochada para um amigo, você precise enviar uma resposta formal à solicitação de um cliente. Tudo em poucos segundos, usando o mesmo aplicativo.
Também é preciso considerar a extrema facilidade com que se manda um recado pelo app — o que leva muita gente a dizer coisas sem pensar — e o falso distanciamento trazido pela tecnologia, que mascara o peso de certas falas e atitudes. Confira a seguir 8 deslizes envolvendo o WhatsApp que podem comprometer a sua reputação profissional:

1. Mandar mensagens fora do horário do expediente
Nenhum empregador gosta que seu funcionário atrase suas tarefas por passar muito tempo conversando no WhatsApp sobre assuntos pessoais. O contrário também deve valer: não é permitido assediar a equipe com cobranças via app no seu período de descanso. “É claro que há exceções, sobretudo se for algo muito esporádico e o assunto for realmente urgente”, diz Bittioli. Mas a facilidade para enviar mensagens não autoriza invasões.
Segundo Maria Aparecida Araújo, consultora de etiqueta empresarial, mandar mensagens fora do expediente não é apenas uma gafe: a prática pode até render processos trabalhistas por horas extras não remuneradas. “Alguns chefes esquecem que o WhatsApp deixa registros, que podem ser usados como provas perante a Justiça”, explica.

2. Trocar o “olho no olho” por balões de texto
Esta mesma orientação vale para WhatsApp, e-mail ou qualquer outra ferramenta online: não abandone as interações presenciais em nome da (inegável) praticidade de se enviar mensagens por escrito.
Isso se aplica especialmente a conversas importantes, como feedbacks para a equipe ou negociações delicadas com clientes e fornecedores. De acordo com Araújo, o aplicativo funciona muito bem para recados rápidos e simples. “Para todas as outras situações, prefira sempre o olho no olho”, diz a consultora. Só assim você terá recursos como tom de voz e linguagem corporal para aprofundar a conversa e evitar mal-entendidos.

3. Mandar piadas, frases de autoajuda ou “desabafos” sobre política
Antes de enviar um conteúdo engraçado para colegas, chefes e subordinados pergunte a si mesmo se você compartilharia aquilo com eles presencialmente. Dependendo do tipo de humor, piadas podem soar inadequadas e até ofensivas. Correntes, frases "inspiradoras" e comentários inflamados sobre política também podem causar irritação, diz Araújo.
Mensagens descontraídas ou alheias ao trabalho não são proibidas — mas é preciso avaliar se você realmente tem intimidade com o destinatário antes de apertar o botão “enviar”. “A mesma etiqueta que você tem presencialmente vale para o WhatsApp”, resume Bittioli. “No escritório você às vezes quebra o gelo, mas respeita um certo limite”.

4. Visualizar e não responder
O WhatsApp notifica a leitura de todas as mensagens: assim que elas são visualizadas pelo destinatário, aparecem com dois risquinhos azuis ao lado. Essa “delação” pode causar muitos conflitos, inclusive no contexto profissional. "Pega mal visualizar e não responder à mensagem de um chefe ou cliente, por exemplo", diz Bittioli. Mas e se demora para responder for por pura falta de tempo ou porque quer preparar bem sua resposta?
Para o gerente da Talenses, a melhor saída é desabilitar a função de notificações de leitura: assim, nem você e nem os demais saberão quando as mensagens foram vistas. Para a consultora de imagem Renata Mello, também é possível manter as notificações, mas responder alguma coisa assim que possível. “Diga que no momento está ocupado, mas que dará um retorno em breve”, explica ela.

5. Confundir destinatários
Com a pressa e a distração do dia a dia, não é difícil mandar mensagens para as pessoas erradas. Segundo Bittioli, é preciso ter atenção máxima antes de apertar o botão “enviar” — um cuidado que vale especialmente para quem participa de muitos grupos no WhatsApp.
Em alguns casos, a confusão não traz grandes consequências. Em outros, diz Mello, o vexame pode manchar a sua imagem profissional por tempo indeterminado.

6. Usar uma foto de perfil inadequada
A maioria das pessoas sabe que não deve usar uma foto pessoal tirada na praia como avatar no LinkedIn. Se você se comunica por WhatsApp com outros profissionais ou clientes, não se esqueça de que o mesmo vale para o seu perfil no aplicativo.
Não precisa ser uma foto tão séria quanto a do LinkedIn: basta uma imagem neutra. Para preservar sua privacidade e evitar constrangimentos, diz Mello, também é bom evitar fotos em trajes sensuais.

7. Errar a mão nos emojis
Um dos recursos mais populares do WhatsApp é o imenso acervo de carinhas e ícones divertidos que você pode adicionar às suas mensagens. Os “emoticons” são aceitáveis numa interação profissional, mas é melhor usá-los com parcimônia — até porque, em alguns casos, o tom da conversa exige sobriedade.
“Se for usar, fique apenas com os ‘emojis’ mais básicos e universais”, recomenda Mello. “De qualquer modo, evite mandá-los com muita frequência ou em grande quantidade”.

8. Tropeçar no português
A redação de um e-mail costuma exigir mais tempo e concentração do que a produção de uma mensagem de WhatsApp. Essa rapidez faz com que muitos usuários a cometam erros de gramática e ortografia na comunicação pelo aplicativo, o que pode comprometer a sua imagem profissional.
A ferramenta de autocorreção pode parecer salvadora nesses momentos, mas também pode virar um problema. A palavra original pode ser substituída automaticamente por outra muito diferente, e gerar constrangimento dependendo da troca. A regra é a mesma que vale para e-mails: revisar atentamente todo e qualquer texto antes de enviá-lo.

Por Claudia Gasparini
Fonte Exame Online

HOJE, TERÇA, É UM BOM DIA PARA VOCÊ ENVIAR SEU CURRÍCULO ÀQUELA EMPRESA

Especialistas tiram dúvidas sobre as estratégias para despertar o interesse do recrutador pelo seu perfil

Na hora de procurar um emprego ou disputar uma vaga, a primeira dúvida é como elaborar um bom currículo para que ele ajude a despertar o interesse do recrutador, divulgando todo o potencial do profissional. Mas outras estratégias são importantes também: para ter melhores resultados, é preciso selecionar as empresas que melhor se adequam ao seus objetivos, bem como as vagas mais alinhadas ao seu perfil. Mas qual o melhor dia para enviar ou entregar o currículo? Vale ir pessoalmente entregar o documento na empresa? O Boa Chance listou as principais dúvidas e pediu que a diretora da Mira RH, empresa de gestão de recursos humanos, Fátima Mangueira, e a coach High Performance, Dirlene Costa, respondessem e dessem outras dicas:

Melhor dia
Os melhores dias para procurar emprego e entregar o currículo são segundas e terças-feiras, geralmente na parte da manhã, pois as melhores vagas são fechadas rapidamente, explica Fátima. Nesses dois dias, as pessoas têm uma visão de recomeço, e as empresas estão prontas para executar o que planejaram para a semana, inclusive reposição de vagas, diz Dirlene. Na sexta-feira, ao contrário, a visão dos empregadores é preparar as estratégias para a próxima semana.

Pessoalmente ou por correio?
O currículo de papel não está morto. Ainda há pessoas que vão espontaneamente entregar o currículo pessoalmente nas empresas de seu interesse. Outras comparecem atendendo ao anúncio da vaga que foi divulgada. A coach sugere que a pessoa envie currículo mesmo quando não há vaga em aberto, já que esta é uma oportunidade de entrar no banco de talentos de uma empresa.

Cara e coragem
Na opinião da especialista, vale a pena, sim, o profissional deixar seu CV pessoalmente nas empresas, mas o ideal é que ele telefone antes para agendar uma entrevista. Assim, tem mais garantias de ser recebido. Para Fátima, é muito importante que o profissional deixe o documento mesmo que não tenha vaga no momento dentro de seu perfil, pois esta pode surgir a qualquer momento e ele será convidado para participar do processo seletivo.
Dirlene, por sua vez, aconselha que, antes de procurar algum funcionário específico para entregar seu currículo, o profissional faça uma sondagem antes para ver se conhece alguém que possa lhe apresentar a ele. De qualquer forma, os currículos geralmente são gerenciados pelo departamento de RH das empresas. Por isso, acredita, o melhor caminho é procurar o próprio RH, salvo se você conhece alguém que possa lhe colocar de frente com o gestor e que ele esteja buscando profissionais para sua equipe.
— A orientação é: menos é mais. Portanto, cuidado para não incomodar e passar uma visão de desespero, o que pode comprometer oportunidades futuras. Busque o RH ou uma indicação — completa Dirlene.

Telefonar ou não?
Você pode ligar de vez em quando para o RH, mas somente para perguntar se estão com alguma oportunidade para sua área, demonstrando interesse e se colocando à disposição, sugere Dirlene. E não vale ligar diariamente, esta atitude precisa ser periódica, de 15 em 15 dias, uma vez por mês, completa a coach. Outra estratégia sugerida por Fátima é enviar o currículo, se cadastrando no site pelo banco de empregos, pois desta forma os CVs são analisados e cadastrado já dentro do perfil e experiência profissional. Feito isso, é aguardar ser convidado para entrevista com horário agendado.

À espera de uma resposta
Se você participou de algum processo seletivo e ainda não foi chamado, é porque não chegou o momento. Por isso, calma. O processo pode ainda estar em andamento ou realmente você não foi selecionado, diz a coach, lembrando que a maioria das empresas avisa. De qualquer forma, acrescenta Dirlene, espere entre uma semana e dez dias para saber sobre o andamento do processo. Mostre interesse sobre o processo seletivo, mas cuidado para não ser insistente ou inconveniente. Apenas mostre interesse em saber em que posição está e se coloque à disposição. Ainda de acordo com a diretora da Mira RH, geralmente os currículos ficam cadastrados por um prazo de seis meses e, a qualquer momento que surja uma vaga com o seu perfil, o profissional pode ser convidado para uma entrevista.

Dever de casa
É aconselhável procurar saber quais vagas constam do site da empresa, para se cadastrar na melhor oportunidade e que esteja mais adequada com o seu perfil. A dica mais importante é, ser for convidado para entrevista, estar presente pelo menos 15 minutos antes da hora agenda e com o currículo impresso. Procure, sempre, estar a par da cultura desta organização, e ficar atento à missão e à visão da companhia.

E lembre-se
— Currículo precisa ser claro e objetivo, máximo 2 páginas;
— Nada de ficar vendendo suas qualidades, o recrutador vai avaliar isso. Apenas reforce os pontos fortes que você tem e que pode ajudar a empresa. Entre 3 a 5;
— Faça uma carta se apresentando e demostrando interesse pela vaga. Carta simples, objetiva e gentil;
— Coloque sempre as empresas que trabalhou, período trabalhado e as atividades ou resultados importantes que realizou;
— Insira suas formações, mas de forma sucinta: coloque as três últimas;
— Informe cursos, no máximo três de relevância e convergência com a vaga. Cursos que não agregam valor para o cargo em questão, é melhor não citar.
Fonte O Globo Online

BOM DIA!

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

REALIDADE BRASILEIRA

O NOVO ADVOGADO EMPRESARIAL


O chamado “novo advogado empresarial” deve possuir habilidades complementares, mais abrangentes, de forma a atender às reais expectativas de seus clientes e propiciar-lhes melhores resultados.
O advogado sempre foi visto como aquele profissional frequentador de fóruns, que patrocinava o interesse de seu cliente em demandas jurisdicionais. A grande maioria dos escritórios localizava-se nas regiões centrais das cidades, justamente pela conveniência da proximidade em relação aos órgãos públicos em que se estaria atuando diariamente.
Porém, o mundo mudou profundamente. Com o passar dos anos, assistiu-se a uma intensa e veloz modernização tecnológica, que rompeu fronteiras e globalizou o planeta. Os reflexos deram-se em todos os segmentos da vida. As atividades comerciais não são mais estritamente regionais. Em segundos, pode-se pesquisar, via internet, opções de fornecedores de determinado produto ou serviço em todo o  mundo. Oscilações em bolsas de valores reverberam instantaneamente no globo.
Portanto, diante dessa alteração no panorama mundial, questiona-se: o advogado ainda deve possuir a postura estritamente de litigante processual de outrora?
Entendemos que não.
O chamado “novo advogado empresarial” deve possuir habilidades complementares, mais abrangentes, de forma a atender às reais expectativas de seus clientes e propiciar-lhes melhores resultados.
Um primeiro viés é o de consultor. O advogado deve conhecer o ordenamento jurídico, sua aplicabilidade e acompanhar sua constante atualização. Deve, também, transitar por áreas sinérgicas do Direito, de forma a conseguir prevenir possíveis ocorrências ou alertar quanto aos riscos existentes em cada caso.
A consultoria não se restringe a aspectos jurídicos. Na área de contratos, por exemplo, é muito importante que o advogado tenha noções mercadológicas, de logística, de marketing etc., para que possa prever, com amplitude, possíveis implicações ou ocorrências de cada negócio jurídico em questão. Na área societária, conhecimentos de contabilidade, de finanças e de mercado de capitais, são absolutamente pertinentes e agregadores, se é que não se pode dizer, fundamentais.
De modo geral, as empresas desejam que seu advogado conheça de forma mais ampla as suas atividades e anteveja possíveis impactos e riscos a serem assumidos.
Outro aspecto importante é quanto à postura do advogado. A antiga posição formal e conservadora é substituída por uma postura mais acessível, de interação e de maior comunicação, com transparência e efetividade. O advogado atua em conjunto com seu cliente e auxilia-o na tomada de decisões.
Na hipótese do cliente estar diante de um conflito de interesses com a outra parte, o advogado passa a ser um mediador. A solução prática e mais breve deve ser priorizada, em face da necessidade dos clientes de demonstração de resultados.
O advogado, também, deverá ter a habilidade e a versatilidade de conseguir propiciar mínima segurança jurídica a seus clientes, diante do incrível descompasso constatado entre a velocidade que os negócios ocorrem e se aprimoram e a ineficiência de nosso Poder Legislativo em inovar ou aperfeiçoar nosso ordenamento jurídico ou a morosidade de nosso Poder Judiciário em expressar sua interpretação sobre os temas, principalmente em se tratando das instâncias superiores.
Pois, não raras vezes, o advogado depara-se com situações que não possuem normas expressas que as regulem, tampouco já houve tempo hábil para que os Tribunais expressassem suas posições, exigindo-lhe qualidades que o advogado do passado não precisava ter.
Outro aspecto refere-se à organização interna da atividade advocatícia. Atualmente, há um fenômeno de concentração de sociedades de advogados, com atuação multidisciplinar, substituindo gradativamente a figura do advogado autônomo. O centro das cidades passou a ser preterido por bairros mais nobres. E a atividade do profissional liberal adquiriu características de empresa.
Hoje em dia, um escritório de advogados deve possuir técnicas refinadas de gestão, de composição de custos e de preços, pois a competitividade é grande, também abrangendo o mundo jurídico.
Técnicas de captação e relacionamento com os clientes já são estudadas por uma nova disciplina, o marketing jurídico, tarefa complexa diante do conservadorismo da advocacia.
O escritório deve, também, gerir bem pessoas, desenvolver planos de carreira e zelar pela manutenção de talentos, pois, além da disputa privada já mencionada, as carreiras públicas passaram a pagar muito melhor do que no passado, representando um verdadeiro “concorrente” virtual na disputa pelos melhores profissionais.
A complexidade da atividade advocatícia faz surgir um novo profissional: o administrador jurídico. Trata-se de uma mistura de administrador de empresas e de advogado, pois este, em regra, teve sua formação baseada no estudo das ciências jurídicas, não tendo a expertise necessária para fazer a gestão da “empresa”, no sentido latu sensu da palavra, que se tornou o escritório de advocacia.
Conclui-se, portanto, que, efetivamente, surgiu a figura do “novo advogado empresarial”.

Por Rodrigo Reis Bella Martinez
Fonte Última Instância

5 DICAS PARA LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO NO TRABALHO

Focar nos pontos positivos da situação e evitar remoer no que deu errado são algumas recomendações

 Especialistas afirmam que a imaginação não deve alimentar a frustração

Nem só de momentos gloriosos é feita a rotina de um profissional. As expectativas em relação a uma tarefa podem não corresponder à realidade e a frustração no ambiente de trabalho, repetidas vezes, pode acabar interferindo no desempenho a longo prazo. Para Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), o problema é quando o profissional reage de forma agressiva e transforma aquela situação em algo muito pior do que é realmente.
Para alcançar sucesso na carreira, é preciso aprender com as tentativas e por isso, “o desafio é entender o que não deu certo para mudar a estratégia inicial que resultou na falha”, explica João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e especialista em coaching.
Às vezes, fatores externos também são os responsáveis pela frustração e desânimo de um profissional, mas para evitar que estas emoções interfiram na sua rotina a solução é aprender a lidar com este sentimento.

As recomendações dos especialistas:

1 Autoanálise
De acordo com Martins, algumas pessoas têm a tendência de encarar a situação de uma maneira pior do que ela realmente é. Com isso, "mais uma vez a frustração toma conta do processo”, diz. Para ele, o profissional precisa ter um tempo para refletir sobre o que deu errado.
Para evitar que o nível de autoestima alimente este ciclo vicioso de emoções negativas, Brandão recomenda baixar o nível de expectativa. “Conheço um profissional que me disse que queria fazer MBA em Harvard. Mas o pensamento dele era: se estudasse para passar na melhor universidade do mundo teria chance de passar nas 20 melhores”, explica.

2 Interprete o que deu errado
Ao destrinchar o fato, além de auxiliar na elaboração dos próximos passos, ajuda também a medir se os esforços foram suficientes. O esforço ou os recursos foram compatíveis para a realização da tarefa?
Para Brandão, às vezes quando a solução para uma tarefa não está bem direcionada, mesmo se o profissional tentar novamente pode ser que a frustração se repita.

3 Foque em soluções
Apesar de tudo ter dado errado, Martins recomenda focar no lado positivo da situação. Se ao menos uma singela lição foi aprendida com a circunstância, já é uma vitória. As frustrações devem ser transformadas em lições que podem ajudar a alcançar o sucesso na próxima tentativa.

4 Peça feedbacks
Na maioria das vezes ficar remoendo, sem ter certeza dos fatos, só fará com que o profissional fique cada vez mais frustrado.
Colegas de trabalho podem ajudar a esclarecer a dúvida se a reação está exagerada ou não. “Falar sobre o assunto e avaliar se a percepção do profissional condiz com a frustração ou com a raiva que ele está sentindo”, explica Brandão.

5 Busque auxílio
Quando o nível de frustração transforma o profissional em uma pessoa “azeda”, especialistas recomendam buscar auxílio. A ajuda pode vir em forma de conversa com um amigo ou familiar ou até mesmo de um especialista, como um coach ou psicólogo.

Por Camila Lam
Fonte Exame.com

CONHEÇA OS TIPOS QUE NÃO PODEM FALTAR EM SUA REDE DE CONTATOS

O veterano, o forasteiro e o advogado de defesa são alguns deles: conhecem bem o mercado, têm bons contatos e podem ajudar a construir sua reputação
   
Com as redes sociais, o networking ganhou um novo status, segundo especialistas em carreira

A rede de contatos de uma pessoa é tão importante para uma carreira corporativa como também para a hora em que este profissional decide dar uma virada e virar empresário. Seja no mundo empresarial ou na comunidade empreendedora, as conexões do profissional podem fornecer valiosos contatos, oportunidades de negócios e conhecimentos cruciais sobre as melhores práticas para administrar a carreira ou a nova empresa. O networking , mais do que troca-troca de cartões, é a chance que muitos têm de se fazer notar e de se aproximar de profissionais interessantes.
Como mostra artigo do Huffington Post, o networking é um dos princípios fundamentais do programa de pequenas empresas do banco Goldman Sachs, chamado “Dez mil pequenos negócios”. No programa, os participantes aprendem, por exemplo, que a rede de contatos deve ser sempre focada em torno de um objetivo-chave, seja aumento das vendas, expansão para novos mercados ou aumento da consciência sobre o negócio. Alguém que está planejando expandir a distribuição de produtos em uma nova região deve ver, por exemplo, como se conectar a quem tenha experiência logística nessa área e que poderia ajudá-lo e, ainda, colocá-lo em contato com os fornecedores adequados.
O mesmo vale para aqueles que buscam uma nova oportunidade no mercado de trabalho, principalmente os que estão pensando em mudar de área ou de empresa: veja quem você conhece que possa indicá-lo diretamente ou passar os contatos, para que você se apresente e busque obter conhecimentos sobre a vaga oferecida, a empresa ou o setor.
Mas, embora os objetivos variem de pessoa para pessoa ou de empresa para empresa, há alguns tipos que serão extremamente úteis, independentemente do caso. Saiba quais são eles:

O veterano
Conhecer alguém que já trabalha há algum tempo na área e conhece bem os meandros do negócio pode ser um trunfo, principalmente se sua empresa é relativamente nova. Conhecer alguém com anos de experiência pode ajudar a compreender os desafios que virão pela frente e como lidar com eles.

O inovador
Se você está procurando maneiras de ficar na vanguarda, tente encontrar alguém com experiência em tecnologia que pode mantê-lo informado sobre os últimos lançamentos de plataformas e ferramentas que podem melhorar suas operações.

O advogado de defesa
Ele atua como um promotor ativo, que espalha no mercado o que você vem fazendo. Esta “defesa”' ajuda a construir sua reputação e aumenta suas chances de fazer novas conexões.

O bom negociador
É aquela pessoa assertiva, que sempre está à procura de quem possa se ajudar mutuamente, seja através de novos contatos ou negócios. Seu objetivo é servir bem ao próximo.

O forasteiro (the outsider)
É alguém que não está ligado diretamente à sua área de atuação, mas é capaz de fornecer uma nova perspectiva sobre a sua base de negócios ou cliente. Está sempre pronto a indicar algum conhecido que pode agregar valor à sua carreira ou negócio.
Exemplo: se você trabalha com moda ou abriu uma loja de roupas, ele pode indicar um designer gráfico que pode ajudá-lo a ter uma nova compreensão de estética e apresentação do produto.

Provavelmente, os membros de sua rede de contatos não vão se encaixar perfeitamente nessas categorias, mas podem ter algumas das características apresentadas acima. Está sentindo falta de algum desses tipos? Quer ampliar sua rede? Segundo o artigo do Huffington Post, uma das maneiras mais eficazes para adicionar novos membros na sua lista de referências é participar de palestras, fóruns e conferências em sua área de interesse e se mostrar aberto a novas ideias. E, principalmente, conhecer novas pessoas. Você nunca sabe quando esses contatos poderão ser úteis.
Fonte O Globo Online

QUE SEJA UMA SEMANA

domingo, 4 de outubro de 2026

BOA TARDE, DOMINGO!

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO ADAPTADA À REALIDADE FORENSE


Giovanni di Pietro di Bernardone nasceu na cidade de Assis, Itália, filho de um rico comerciante, no ano de 1182. Seu pai, como todos os pais de todos os tempos, desejava que o filho fosse como ele comerciante, com o que teria uma existência segura. No entanto, Giovanni teria recebido um chamado de Deus para reconstruir a sua Igreja e por isso, ainda jovem, largou todos os seus bens e passou a dedicar-se aos pobres, recebendo o nome de Francisco. Foi seguido por muitos, inclusive por Clara, rica jovem que tudo abandonou, tornando-se freira. Ambos foram reconhecidos como santos e as suas Ordens religiosas, Franciscanos e Clarissas, que pregam a vida com simplicidade e o auxílio ao próximo, espalharam-se pelo mundo.
Atribui-se a Francisco de Assis, certamente por sua conduta em vida, pregando sempre a paz, o amor à criação e a caridade, uma oração surgida em Roma no início do século 20, conhecida como Oração de São Francisco. Se é ou não dele a autoria, ninguém sabe. Talvez sim, sendo transmitida oralmente através dos séculos. Talvez não, sendo a ele associada apenas pela mensagem que passa, que é totalmente harmônica com o que o santo pregava.
Aproxima-se o Natal. Espera-se de todos uma reflexão sobre as suas vidas. Nada mais oportuno que tentar trasladar a mensagem da Oração da Paz para os nossos dias e, especificamente, para o nosso universo jurídico. E pouco importa a religião adotada ou a não adoção de nenhuma. O que importa é a mensagem de tolerância. E neste ponto o “povereto d’Assise”, como era conhecido Francisco, foi imbatível. Foi o único a tentar uma aproximação com os islamitas nos tempos das Cruzadas e a lutar para que os prisioneiros não fossem torturados. Então, vejamos.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”
A manifestação da vontade, a aspiração de ser instrumento da paz, é a primeira ação daquele que seja pacificar as relações sociais. Qualquer um pode auxiliar nesta pregação. Porém, os que detêm cargo de poder podem mais. Que felicidade alguém exercer uma função com objetivo tão elevado. Imagine-se um Policial Militar que transmite solidariedade, atenção, aos moradores de um bairro. Não se diga que é um sonho impossível. Francisco de Assis, centenas de anos atrás, passou idênticas dificuldades e conseguiu.

“Onde houver ódio, que eu leve o amor”
O ódio está presente em muitas relações no mundo jurídico. Ódio decorrente de posições ideológicas diferentes, do sucesso do outro ou por simples disputa de poder. Isto pode ocorrer, por exemplo, dentro do Ministério Público, em que eleições para a escolha do Procurador-Geral pode criar grupos oponentes. Aqueles que procuram a harmonia, que amenizam as críticas, que não transmitem provocações, cumprem um papel importante dentro das instituições.

“Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”
A ofensa vem sempre de alguém revoltado. Com ou sem razão. Se for rebatida com a mesma intensidade, as relações só se agravarão. A discórdia aumentará. Se um advogado perde o controle emocional e, ao contestar, ofende seu colega adversário, este deve ignorar a injúria, desviar da provocação, seguir firme apenas na análise dos aspectos jurídicos. Em suma, perdoar.

“Onde houver discórdia, que eu leve a união”
Discórdia há em toda parte. No mundo acadêmico ela vai da realização do concurso de ingresso nas universidades públicas até a aposentadoria. Ambientes contaminados por desavenças não prosperam, porque os professores passam boa parte do tempo a discutir ou tramar medidas contra o grupo oposto. Levar a união é uma missão elevada. Não é fácil, mas também não é impossível. Atacar o mal no início é o melhor caminho. Isto pode ser feito dizendo a um oponente que o outro o elogiou, convidando ambos para um churrasco ou propondo uma ação conjunta.

“Onde houver dúvida, que eu leve a fé”
Todos passam por momentos de total descrédito. Muitas vezes com toda razão. Mas levar a fé aos incrédulos ajuda. Aqui não a fé religiosa, mas a fé de que é possível mudar as coisas, que é preciso esforçar-se, que vale a pena tentar melhorar. É o que se tem a fazer nos Tribunais em crise, aqueles que alcançaram alto grau de impopularidade e nos quais ninguém mais acredita, inclusive o público interno.

“Onde houver erro, que eu leve a verdade”
Aí a missão maior de todos os profissionais do Direito. Levar a verdade, lutar pela verdadeira Justiça.

“Onde houver desespero, que eu leve a esperança”
O desespero de uma vítima de um grave crime ou o desespero de um pai cujo filho se acha preso, são sofrimentos que podem ser amenizados por um advogado que se disponha a ouvir, a consolar, a aconselhar. Claro que seu papel principal é agir em Juízo, mas se dedicar 30 minutos de um dia a passar esperança a quem já perdeu quase tudo, estará dignificando sua profissão.

“Onde houver tristeza, que eu leve a alegria”
A alegria pode ser dada e muitas vezes de maneira simples. Um servidor de Cartório que, sem qualquer interesse, atende prontamente uma solicitação da parte, estará transformando o mundo em um local de mais alegria. E este estado de espírito é contagiante.
“Onde houver trevas, que eu leve a luz”
Há trevas ainda no sistema jurídico. Soluções formais distantes da realidade. Por exemplo, rigor excessivo com um jovem de 18 anos que comete um crime pela primeira vez. Por vezes, vale mais um conselho do que a prisão.

“Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado”
Ao início o chamado para não se acomodar às injustiças, para perseguir a busca espontânea do aprimoramento pessoal. Depois a lembrança de que é mais importante consolar os que sofrem do que ser consolado. Consola um professor que orienta o seu aluno, que mostra que um insucesso não é o fim da vida, mas sim um obstáculo e que pode ser usado como forma de amadurecimento e de busca de vitórias mais significativas.

“Compreender, que ser compreendido”
Muitos são os que não compreendem os caminhos da existência, nem sempre justos e retos. Imagino o quanto deve ser insuportável a um delegado de Polícia que cumpre seu dever, apurando um crime de lesões corporais contra a mulher, ouvir de terceiros que “deveria prender os peixes graúdos”, ou coisas semelhantes.

“Amar, que ser amado”
Amar é entregar-se na função exercida sem outros interesses, apenas preocupado com o ser humano que está a necessitar de uma medida. Age com amor um Defensor Público que, pacientemente e provavelmente sem conhecimento ou reconhecimento da cúpula da instituição, ouve os necessitados e age na defesa de seus interesses.

“Pois, é dando que se recebe”
É dando de si que se achará a recompensa. E se dedicando, que se conseguirá o reconhecimento, mais cedo ou mais tarde.

“É perdoando que se é perdoado”
É perdoando os que nos enfrentam na nossa caminhada que seremos perdoados. Exemplos? Por exemplo, um ataque agressivo nas redes sociais. Se alguém nos magoa temos a tendência de cultivar o ódio para sempre. Às vezes um certo prazer em lembrar o ocorrido, mesmo que tenha sido há muitos anos e que todos que nos cercam já tenham ouvido a lamúria dezenas de vezes. Está errado. Devemos compreender que perdoando nos sentiremos mais livres, leves. Fará bem ao nosso corpo e ao nosso espírito.

“E é morrendo que se vive para a vida eterna”
Em nosso mundo jurídico vida eterna significa ser lembrado com saudade, deixar um rastro de bons exemplos, de amizades criadas na caminhada. Na vida eterna entram os presidentes da OAB que dão tudo de si a favor de seu órgão de classe, lutam por uma Justiça mais eficiente, que não descuidam dos excluídos sociais, os que sabem retirar-se no momento certo sem deixar contagiar-se pela vaidade. Não os que usam a posição para promover-se pessoalmente, com vantagens econômicas ao seu escritório.

Nestes dias que antecedem o Natal, vale lembrar a Oração da Paz e tentar levá-la para nossa rotina nas profissões jurídicas, tornando o mundo um lugar melhor. Vamos tentar?

Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

VIVER É UMA OPORTUNIDADE


Viver é a oportunidade de fazer e de sentir coisas que nunca mais voltarás a fazer ou sentir...
Viver é um presente. Que te foi dado para que experimentes...
Viver é aproximar-se do tempo. Senti-lo. Degustá-lo. Ali, de onde tu vens e para onde regressarás, não há tempo. E aqui, na vida terrena, o lugar onde se pode experimentá-lo. Depois, quando voltares à realidade, viverás sem tempo. Não achas que é bom que fiques consciente dele?
Quanto à dor, à ignorância e ao desespero, agora tu não entendes, mas também são experiências únicas. Só na matéria, na imperfeição, é possível existir a tristeza, a impotência do doente e a amargura do que sofre e de quem vê sofrer... Amanhã, quando já não mais estivermos aqui, nada disso será possível.
Experimentar para que ninguém precise te contar...
Viver para que ninguém te conte.
Viver é experimentar a limitação porque amanhã serás ilimitado.
Viver é duvidar porque, em teu estado natural, não poderias te permitir a isso...
Viver é estar perdido, temporalmente. Depois acharás a ti mesmo, outra vez...
Viver é aceitar a morte; tu que, na verdade, jamais morreste nem voltarás a morrer...
Viver é divertir-se no aparentemente pequeno e insignificante.
Amanhã não será assim. Amanhã, quando regressares à realidade, grandes coisas te esperam...
Viver é despertar, regressar, chorar, sonhar, ver e não ver, querer e não poder, cair, levantar-se, saber e ignorar, despertar na obscuridade, ficar sem palavras, não partir, aborrecer-se, amar e deixar de amar, ser amado e deixar escapar, ver morrer e saber que vai morrer, trabalhar sem saber por que nem para quê, entregar-se, acariciar a criança, não esperar nada em troca, sorrir ante a adversidade, deixar que a beleza lhe abrace, ouvir e voltar a ouvir, contradizer-se, esperar como se fosse a primeira vez, envolver-se no que não quer, desejar acima de tudo, confiar, rebelar-se contra todos e contra si mesmo, deixar fazer, e sobretudo, olhar o céu... E tudo isso para que ninguém te conte depois que morrer...

(Cavalo de Tróia 9 – Caná - JJ Benítez)

DIA MUNDIAL DO ANIMAL

OS CANDIDATOS SÃO TODOS IGUAIS

E compreensível não gostar de política, mas é impossível ignorar que todos os aspectos da nossa existência têm a ver com ela

O tom varia do palavrão a desqualificar toda a árvore genealógica do candidato à veneração acrítica de quem o julga perfeito. Marido briga com a mulher, pai com o filho, amigo com amigo, cada um convencido de que possui a melhor análise sobre os candidatos…
Um terceiro grupo insiste em se manter indiferente ao período eleitoral. Todos os candidatos são considerados corruptos, mentirosos, aproveitadores ou demagogos (ou tudo ao mesmo tempo).
Mas não há saída: estamos todos sujeitos ao Estado. Ficar indiferente é passar cheque em branco, assinado e de valor ilimitado, ao candidato vitorioso. Governo e Estado são indiferentes à nossa indiferença, aos nossos protestos individuais.
É compreensível uma pessoa não gostar de ópera, de jiló ou da cor marrom. E mesmo de política. Impossível é ignorar que todos os aspectos de nossa existência, do primeiro respiro ao último suspiro, têm a ver com política.
A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte.
Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro segue para o Ministério da Justiça. Vacinados, ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar habilitação, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retorna-se ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Em tudo há política. Para o bem ou para o mal.
O Brasil é o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor.
Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas.
A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no futuro melhor de seu município. Vote na justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena.
Por Frei Betto
Fonte Correio do Brasil

AS DIFERENÇAS ENTRE VOTO EM BRANCO E VOTO NULO


Diante da proximidade das eleições, uma das dúvidas mais comuns do eleitor é sobre como vai votar

Apesar de o voto no Brasil ser obrigatório, o eleitor, de acordo com a legislação vigente, é livre para escolher o seu candidato ou não escolher candidato algum. Ou seja: o cidadão é obrigado a comparecer ao local de votação, ou a justificar sua ausência, mas pode optar por votar em branco ou anular o seu voto. Mas qual é a diferença entre o voto em branco e o voto nulo?

Voto em branco
De acordo com o Glossário Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Antes do aparecimento da urna eletrônica, para votar em branco bastava não assinalar a cédula de votação, deixando-a em branco. Hoje em dia, para votar em branco é necessário que o eleitor pressione a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.

Voto nulo
O TSE considera como voto nulo aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de anular o voto. Para votar nulo, o eleitor precisa digitar um número de candidato inexistente, como por exemplo, “00”, e depois a tecla “confirma”.
Antigamente como o voto branco era considerado válido (isto é, era contabilizado e dado para o candidato vencedor), ele era tido como um voto de conformismo, na qual o eleitor se mostrava satisfeito com o candidato que vencesse as eleições, enquanto que o voto nulo (considerado inválido pela Justiça Eleitoral) era tido como um voto de protesto contra os candidatos ou contra a classe política em geral.
Atualmente, vigora no pleito eleitoral o princípio da maioria absoluta de votos válidos, conforme a Constituição Federal e a Lei das Eleições. Este princípio considera apenas os votos válidos, que são os votos nominais e os de legenda, para os cálculos eleitorais, desconsiderando os votos em branco e os nulos.
Como é possível notar, os votos nulos e brancos acabam constituindo apenas um direito de manifestação de descontentamento do eleitor, não tendo qualquer outra serventia para o pleito eleitoral, do ponto de vista das eleições majoritárias (eleições para presidente, governador e senador), em que o eleito é o candidato que obtiver a maioria simples (o maior número dos votos apurados) ou absoluta dos votos (mais da metade dos votos apurados, excluídos os votos em branco e os nulos).

Aplicação nas eleições proporcionais
Já no que diz respeito às eleições proporcionais, utilizadas para os cargos de deputado federal, deputado estadual e vereador, a situação muda e os votos nulos e brancos passam a interferir no resultado das eleições. É que para ser eleito a um desses cargos, o candidato precisa alcançar o quociente eleitoral, que é o índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no legislativo, obtido pela divisão do número de votos válidos (votos atribuídos aos candidatos ou à legenda) pelo de vagas a serem preenchidas. Desse modo, quanto maior for a quantidade de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será para o candidato conquistar a vaga.
Por Fernanda Duarte
Fonte Agência Brasil

A IMPORTÂNCIA DO VOTO


“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.”
(Arnold Toynbee)

A consciência do eleitor sobre o valor do seu voto é importante em uma democracia. O alerta de Toynbee, na epígrafe acima, é verdadeiro. Se os cidadãos não se importarem com quem estão colocando no poder, serão mais facilmente vítimas de abusos deste poder. Apesar de no Brasil o voto ser uma obrigação – o que é um absurdo, ele deveria ser encarado como um direito de todos, e contribuir com o voto nas eleições deveria ser uma escolha individual, calcada no sentimento de responsabilidade, já que o resultado irá afetar a vida de todos. O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Entretanto, há uma explicação bastante racional também para a falta de interesse generalizada no voto. Várias pessoas sequer lembram em quem votaram nas últimas eleições. Isso, apesar de condenável, não é totalmente irracional. O motivo encontra-se no peso de cada voto, do ponto de vista individual. Quanto temos algo como 100 milhões de votos, cada um com o mesmo peso, um único voto isolado realmente não move moinhos. O agente racional sabe disso. Ele entende que quando vai gastar o seu dinheiro num mercado, seu “voto” tem total poder na escolha, afinal, é ele mesmo quem decide o que comprar. Mas quando sua escolha é somada às preferências de dezenas de milhões de pessoas, e o resultado final é aquele que a maioria escolhe, sua preferência particular importa pouco. O esforço de conscientização feito pelo TSE com propagandas onde o eleitor aparece como o verdadeiro patrão escolhendo seus funcionários públicos é louvável, mas não tão verossímil assim. Não é que ele não seja de fato o patrão. Ele é. Mas é que ele divide esse poder com outros milhões e milhões de patrões, cada um com o mesmo peso. Isso pode ser um pouco frustrante pelo prisma individual.
Essa realidade da política gera uma reflexão interessante: quanto mais coisa puder ficar fora do escopo do governo, melhor. Imagina se a escolha da cerveja preferida passasse pelo mesmo processo decisório, com milhões votando e depois a maioria decidindo qual cerveja todos deverão tomar! Seria absurdo e autoritário. O processo de escolha democrática acaba sendo uma espécie de ditadura da maioria. Parece bastante razoável então que essa maioria tenha poder somente sobre questões bem abrangentes, deixando as demais escolhas para os próprios indivíduos. Chegamos ao princípio da subsidiariedade, onde as decisões devem ser mantidas o mais próximo possível do cidadão. O que realmente não couber ao indivíduo escolher por si só, sobe para o critério de bairro, depois município, estado e finalmente país. O governo federal cuidaria somente dos interesses gerais da nação, não interferindo nos detalhes do cotidiano. Dessa forma, o poder de escolha dos indivíduos estaria preservado e alinhado com seus reais interesses. Isso não acontece quando o cidadão deposita um único voto entre vários milhões para escolher governantes que terão poder demasiado sobre suas decisões particulares.
Resumindo, o voto tem sim um papel fundamental na vida democrática. O cidadão deve ter a consciência de sua relevância no processo de escolha dos governantes. Mas precisamos levar em conta também que o poder do governo deve ser o mais descentralizado possível, e sempre reduzido ao máximo para garantir as liberdades individuais. Fora isso, é importante acabar com a obrigatoriedade do voto, pois um direito cívico não pode ser encarado como uma imposição. Juntando essas duas questões – a redução do poder estatal pelo critério da subsidiariedade e o voto livre – creio que os cidadãos terão, naturalmente, maior interesse no seu voto. O paradoxo é que para chegarmos neste ponto, dependemos justamente do voto, ainda que hoje ele seja obrigatório e deposite poder demais em poucos governantes. Os indivíduos que prezam a liberdade devem escolher os candidatos que representam esta trajetória rumo ao menor poder estatal e maior poder da escolha individual. E claro, repudiando a corrupção que atrapalha todo o processo democrático.

Por Rodrigo Constantino

ELEIÇÕES 2026

sábado, 3 de outubro de 2026

CADELAS E GATAS TAMBÉM PRECISAM FAZER O EXAME DAS MAMAS


Mundialmente conhecido como o mês de prevenção ao tumor de mama, o movimento Outubro Rosa tem conscientizado, todos os anos, um número maior de mulheres a realizar o autoexame de mama e a visitar periodicamente o ginecologista na busca de prevenção e detecção precoce do tumor de mama.
No mundo animal, a incidência de tumor de mama também não é pequena, mas pode ser prevenida quando precocemente detectada.
A partir da meia-idade, ou seja, do quinto ano de vida, a incidência deste tipo de tumor cresce bastante, principalmente em cadelas. Algumas raças são apontadas como mais predispostas à doença do que outras, mas, na prática, as cadelas e gatas não castradas ou castradas após os 2 anos de idade têm 26% de chance de desenvolver tumores mamários. Esse risco aumenta naquelas medicadas com anticoncepcionais de uso veterinário e nas que apresentam a pseudociese, também conhecida como gravidez psicológica. A fêmea sofre alterações hormonais e acredita estar prenhe, com sintomas e comportamento de gestante. Há uma importante redução de ocorrência da doença em fêmeas castradas antes do primeiro cio. Nelas o índice cai da média de 26% para a 0,5%.
A castração precoce, entre 5 a 9 meses de idade, previne doenças como câncer de mama e infecção de útero (piometra) nas fêmeas, câncer de próstata e testículo em machos e contribui para o controle populacional, reduzindo o número de animais abandonados.
A prevenção no mundo animal é fundamental, uma vez que metade dos tumores mamários são malignos. Além disso, grande parte dos tumores benignos pode evoluir para formas malignas, por isso a detecção e o tratamento precocemente da doença são tão importantes. Os tumores malignos por sua vez podem evoluir com metástases, se espalhando para outros órgãos como o pulmão, rins, fígado e também para os ossos.
Para reconhecer um possível caso de câncer de mama, é importante observar as mamas dos animais e a presença de nódulos de consistência firme. Mesmo que pequeno, como um grão de ervilha, a presença de um “carocinho” já é razão para uma visita imediata ao veterinário. Embora seja praticamente impossível diferenciar um nódulo mamário benigno de um maligno visualmente ou por palpação, em geral, a presença de massa de crescimento rápido, com superfície irregular e úlcera, é frequentemente indicativa de tumor maligno. O tratamento mais indicado é o cirúrgico com a retirada da cadeia mamária, castração e quimioterapia. A presença de metástase torna o tratamento da doença bastante desfavorável e pode contraindicar a realização da cirurgia.
Um simples toque ao acariciar sua gata ou cadela pode salvar a vida desses animais. 

Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online

DORMIR MAIS DE 6 HORAS

ACESSO

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

AS PESSOAS IDOSAS E OS DEVERES DA SOCIEDADE


Falar-se nos direitos das pessoas idosas é cuidar-se dos direitos daqueles seres humanos a quem tudo devemos.  São eles os responsáveis pelos ensinamentos que colhemos ao longo da vida e também pelas boas realizações do mundo e da humanidade.  Então, o primeiro dever da sociedade é reconhecê-los como seres humanos dignos de todo o respeito e gratidão.
Os idosos possuem todos os direitos que a generalidade das pessoas detêm e mais alguns direitos específicos em razão da especial fase da vida em que se encontram.  Isso porque a lei aumenta os cuidados com pessoas que merecem proteção especial em razão dos mais variados motivos e o atingimento dos sessenta anos de idade é um deles.
Por alcançar este tempo de vida, o idoso, além de prosseguir gozando de todos os direitos que já possuía, passa a ser titular de alguns outros. Exatamente aqueles que estão relacionados no Estatuto do Idoso.
Dentre os direitos específicos dos idosos podem-se relacionar o atendimento preferencial, imediato e individualizado junto a órgãos públicos e privados prestadores de serviços à população; o direito de ser bem cuidado e atendido por sua própria família, em detrimento à internação em asilos; o direito de receber pensão alimentícia de seus familiares e, na ausência destes, de ter suas necessidades básicas satisfeitas pelo Governo; o direito de receber do Poder Público, gratuitamente, medicamentos e outros recursos relativos ao tratamento de saúde; o direito de não ser discriminado nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade, dentre outros.
Mas o que pretendo registrar neste espaço é que a realização desses direitos depende de cada um de nós.
É respeitando a pessoa idosa na vida cotidiana, conferindo-lhe tratamento digno e valorização, outorgando-lhe prioridade na passagem, no ingresso em locais públicos e no transporte coletivo, no atendimento em instituições públicas e privadas, por exemplo, que se estará dando vida a esses direitos.
É dever de todos, igualmente, a não submissão das pessoas idosas a situações de constrangimento e a denúncia às autoridades de casos de abandono, abuso ou violência a que possam ser submetidas.
As pessoas idosas também possuem o direito de serem cuidadas e amadas, de se sentirem felizes e valorizadas.
Ao Estado, incumbe, ainda, assegurar-lhes tudo o que for necessário à sua preservação, à alimentação adequada, ao lazer, à educação, à previdência social, dentre outros.
Então, por constituírem deveres de justiça, de ética e de moral, além de obrigação legal e não por indulgência ou sentimentos análogos, incumbe a cada um e a todos o respeito, o cuidado e a asseguração dos direitos das pessoas idosas.
A materialização dos direitos dos idosos depende do cumprimento dos deveres impostos ao poder público e à sociedade. Levantemos, todos, pois, esta bandeira, porque é justa, legítima, ética,  moral e também porque constitui dever de todos.

Por Marcelo Malizia Cabral
Fonte Espaço Vital