quarta-feira, 23 de setembro de 2026

QUAIS AS REGRAS SOBRE USO DE BANDEIRAS DE PARTIDOS POLÍTICOS E DE FUTEBOL NO CONDOMÍNIO?

 

Bandeira no condomínio, principalmente nas sacadas, alteram a fachada, estética e arquitetura do empreendimento, o que é proibido pelo Código Civil

Antes de falar sobre política ou futebol, pendurar objetos, como bandeiras, ou alterar alguma parte da fachada, não é permitida por boa parte dos condomínios. Isso porque a parte externa da sacada ou janelas é de responsabilidade do condomínio e nada ali pode alterar a estética do edifício. Ou seja, o condômino ou morador não pode pintar de uma cor diferente da paleta do empreendimento, não pode colocar um vidro que destoa da arquitetura do edifício e também não pode pendurar bandeiras de partido político ou de futebol, por exemplo. Isso está no artigo 1.336 do Código Civil. Essa parte externa é considerada uma área comum, e nem estamos falando da questão de bom senso e convivência. Desse modo, como este ano temos eleições e Copa do Mundo, preparamos um material completo sobre o que pode e o que não pode na fachada do condomínio.

 O uso de bandeiras configura alteração da fachada do condomínio?

Via de regra, a varanda dos apartamentos compõe sim, a fachada da edificação. E, como os halls e corredores, esses ambientes são considerados como áreas comuns e as regras que regem estão no Código Civil, no regimento interno e na convenção condominial. Então, é proibido usar bandeiras, decorações, apetrechos ou modificar cores e materiais. De acordo com o artigo 1.331 do Código Civil, áreas comuns são de propriedade e responsabilidade do condomínio, motivo esse que nenhum morador pode utilizá-las para seu interesse particular. Ou seja, é necessário seguir o que o condomínio impõe, pois essas regras não estão ali à toa. Até porque, morar em um condomínio é bem mais sobre convivência do que interesses pessoais. E, se você tem que dividir aquela área comum com todos os que moram ali, nada mais justo esse tipo de proibição para manter o respeito e o bom senso entre todos. Nesse sentido, quando as construtoras entregam apartamentos com varandas, por exemplo, eles vêm sem o fechamento de vidro, pois isso inclui mais gastos e regras das legislações municipais. Desse modo, como a fachada é uma área comum, ter o fechamento de vidro não é uma obrigatoriedade. Agora, se o condômino quiser colocar vidro, grade ou fazer qualquer alteração nessa área, ele deve consultar o regimento interno e ver quais tipos de materiais e cores ele pode usar de acordo com o padrão aprovado em assembleia. Nada pode destoar do projeto arquitetônico do condomínio. O mesmo vale para instalação de ar-condicionado: deve-se seguir as regras do condomínio, quando se diz respeito a área externa e comum do empreendimento, já que existe um padrão estético a ser seguido. Mas nada é uma ciência exata. O condômino pode fazer uma solicitação na assembleia, explicar seus motivos e quem sabe conseguir uma flexibilização da norma. Como é o caso da Copa do Mundo, porém vale lembrar que essas são exceções e não a regra.

Quais outros itens não se pode ter na varanda do apartamento?

Além das bandeiras, na maioria dos condomínios não é permitido:  

·        Varal de teto;  

·        Plantas no teto e bicicleta;   

·        Estender e pendurar roupas, sapatos e objetos que fiquem visíveis;   

·        Colocar objetos ou vasos de plantas no parapeito que possam cair;   

·        Pendurar bandeira no condomínio, como de times de futebol, escola de samba, bandeira do Brasil ou de qualquer outra nacionalidade, mesmo que seja por patriotismo ou motivos pessoais.

Vale lembrar que essas são algumas das proibições. Desse modo, consulte o regimento interno e a convenção condominial do seu empreendimento para ter acesso a essas informações.

Quais os limites para propaganda eleitoral nos condomínios?

Usar bandeira com propaganda partidária no condomínio e na sacada do seu apartamento pode acarretar em multa para o condômino. De acordo com o Código Civil, cabe ao próprio condomínio criar as regras e normas relativas à permissão ou proibição de propaganda eleitoral dentro do empreendimento. Ou seja, não existe uma lei geral que permite ou não as propagandas eleitorais.Assim, os condôminos devem consultar o regimento interno para saber o que vale dentro do empreendimento. Além disso, se os moradores acharem que as normas descritas no documento estejam obsoletas, eles podem convocar uma assembleia para discutir o assunto e atualizar as normas. Ou seja, a regulamentação para o uso das áreas comuns para distribuição de santinhos, cartazes, usar o salão de festa para comícios e outros devem estar descritos no regimento interno e serem seguidos pelos condôminos e moradores. Caso o regimento seja omisso ou ambíguo, é necessário convocar uma assembleia para colocar em discussão o tema e chegar a um consenso. Entretanto, vale lembrar que existe a Lei Federal nº 9.504/1997, que estabelece as normas para eleição. Porém, na parte de propaganda eleitoral em geral, no art. 37, § 4º, algumas pessoas interpretam que a proibição das propagandas eleitorais se estendem aos condomínios.

Desse modo, isso virou discussão no TSE e decidiu-se que:

Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam, e nos bens de uso comum, inclusive postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos, é vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichação, inscrição a tinta e exposição de placas, estandartes, faixas, cavaletes, bonecos e assemelhados. (Redação dada pela Lei nº 13.165, de 2015)AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. PROPAGANDA ELEITORAL. BANNER. BEM PARTICULAR. CONDOMÍNIO FECHADO. PROVIMENTO. 1. A fixação de propaganda eleitoral em condomínio residencial fechado não caracteriza ofensa ao art. 37 da Lei nº 9.504/97, pois as áreas destinadas ao uso dos condôminos não se equiparam às que a população em geral tem acesso. 2. Dado provimento ao agravo regimental a fim de prover o recurso especial, julgando improcedente a representação.Ou seja, não há uma lei ou norma geral que proíbe ou permite as propagandas eleitorais no condomínio. Este ano, o TRE-RS chegou a conclusão de que o uso da bandeira em propaganda eleitoral não tem conotação governamental, ideológica ou partidária.

Ou seja, pode ser usada.Entretanto, por mais que existam essas decisões, o que vale é o regimento interno do condomínio. E, mesmo que o condômino insista e apresente diversas leis, o regimento interno é válido e se for constatado que a bandeira esteja alterando a fachada do condomínio, ele deve retirá-la.

Por que na maioria dos condomínios o uso de bandeiras é proibido?

O condômino ou morador tem alguns deveres legais que ele tem que seguir enquanto for proprietário ou morar na unidade condominial. Como mostra o art. 1.336 do Código Civil:

Art. 1.336. São deveres do condômino:

III - não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas;

Ou seja, partindo desta legislação, o condômino, em relação às áreas comuns do empreendimento, deverá deixar de lado seus desejos pessoais em prol da convivência no condomínio.Assim, o condômino pode pendurar quantas bandeiras quiser dentro de sua unidade, mas nas áreas externas que são responsabilidade do condomínio, ele deve seguir o que diz o Código Civil e as regras do regimento interno.

Desse modo, a maioria dos condomínios, por causa do artigo que citamos acima, proíbe pendurar bandeiras de times de futebol, partidos políticos, escolas de samba e outras. Seu uso altera a estética da fachada e essa infração é passível de multa e advertências. Desse modo, mais uma vez vamos deixar claro, que a proibição das bandeiras tem como objetivo evitar a interferência no padrão do conjunto arquitetônico, desarmonizando a edificação. Além disso, para não favorecer um condômino em relação aos outros, o argumento da convivência e convívio social pacifico também são usados para não gerar problemas entre os moradores.

E o uso da bandeira nacional, também é proibido?

Há moradores que usam como argumento para justificar o hasteamento da bandeira nacional nas sacadas de seus apartamentos o que dispõe a Lei nº 5.700/1971:

Art. 10. A Bandeira Nacional pode ser usada em todas as manifestações do sentimento patriótico dos brasileiros, de caráter oficial ou particular. O advogado Diego Basse comenta que o gesto pode simbolizar patriotismo ou a preferência por determinado grupo político. “Sem perder de vista que a lei aqui em comento foi formulada no auge da ditadura militar e expressa o ufanismo imposto à sociedade da época.” Segundo ele, da mesma forma que outras bandeiras, de outras cores, podem simbolizar simpatia com determinado partido político ou ideologia, aí habita a controvérsia e o problema ao síndico. "O síndico não pode ‘brigar’ com a lei vigente, mas, de forma a preservar a harmonia, buscando pacificar grupos e antagonismos e prestigiar especialmente a isonomia que deve ser o norte da vida e do tratamento entre moradores de condomínios edilícios, pode-se recomendar que nenhuma bandeira (inclusive a nacional) seja pendurada”, indica o advogado. Neste caso, o síndico pode orientar os moradores por meio de comunicados e, conforme mencionado anteriormente, até tratar o tema em uma assembleia, pacificando a questão com esse ‘combinado’ entre moradores, evitando disputas.

 O que fazer quando o condômino não segue as regras?

Caso algum condômino do seu prédio pendure bandeiras na sacada, deve-se avisar o síndico e ele tomará as devidas providências. Ou seja, não questione o condômino e não cause problemas. Deixe que o síndico resolva. Cabe ao síndico, como representante da coletividade, averiguar a denúncia e, se proceder, fazer a primeira advertência ao condômino. É importante, nessa etapa, apresentar uma cópia do regimento interno com as regras do condomínio. Se, mesmo assim, a bandeira não for retirada, o síndico pode aplicar multas e caso o condômino não aceite, ele pode levar o caso para a justiça. Portanto, antes de pendurar qualquer coisa na sua sacada, conheça as normas do seu condomínio e faça tudo dentro da lei.

Fonte SíndicoNet

A META

 

terça-feira, 22 de setembro de 2026

EXERCÍCIO DA ADVOCACIA - VEJA VANTAGENS DE SER AUTÔNOMO, EMPREGADO OU SÓCIO


Metade dos advogados americanos são autônomos, de acordo com estimativas da ABA (American Bar Association). É um dado significativo, considerando que a maioria da outra metade prefere ter um emprego em uma firma de advocacia. Deduz-se, portanto, que apenas uma minoria opta por constituir uma sociedade de advogados — embora essa "minoria" constitua um grande número de advogados no universo americano.
Colocar na balança os prós e os contras de formar uma sociedade de advogados é o método feijão-com-arroz para se tomar uma decisão. No entanto, se qualquer advogado listar as razões de ser autônomo ou sócio de uma banca, vai terminar perto de um empate técnico, se forem levados em conta três artigos escritos por advogados experientes: um contra a ideia da sociedade, um a favor e outro em cima do muro. De qualquer forma, é bom saber a opinião de quem já passou por isso.

Viva a advocacia autônoma!
Para a advogada Susan Cartier Leibel, não existe nada melhor no universo do Direito do que ser advogado autônomo. "Se me perguntarem se preciso de um sócio e de todo o emaranhamento emocional e financeiro que vem com ele, minha resposta é um retumbante não", ela diz. Mas, cada cabeça, uma sentença. Assim ela procura ajudar, explicando, primeiramente, por que não formar uma sociedade:

1) Quero ter alguém com quem possa trocar ideias. Para isso, não é preciso ter um sócio
Via de regra, os advogados são muito generosos em matéria de transmitir seus conhecimentos a quem lhes pede. Basta, então, manter um bom relacionamento com os colegas de profissão, não perder contato com os colegas de faculdade e frequentar a Ordem dos Advogados e as associações da classe. Terá toda a orientação e aconselhamento que precisar. Cursos de educação continuada também ajudam. Montar o escritório em instalações compartilhadas por vários advogados também é uma alternativa.

2) Quando tenho de sair de férias ou viajar, preciso de alguém para cuidar de meus clientes
Basta ao advogado autônomo ter um bom relacionamento com seus semelhantes — os outros advogados autônomos. Um pode dar cobertura ao outro em diversas situações, sempre que necessário. Nesse caso, é bom que os clientes saibam do acordo com outros advogados e saibam quem são eles e que problemas jurídicos podem resolver. Aliás, muitos clientes têm "dificuldades" de contratar advogados autônomos, por receio de ficarem desprotegidos em sua ausência. Assim, o advogado autônomo deve sempre eliminar essa preocupação, falando sobre seus parceiros.

3) Não quero assumir, sozinho, todos os riscos financeiros
Basta assumir apenas riscos calculados. Se o advogado tem uma previsão de receita, basta adaptar a previsão de despesas, mesmo que isso signifique compartilhar um espaço físico com outros advogados — ou iniciar sua prática em casa. É só fazer as contas.

4) Não sou muito bom em [qualquer coisa]
Não faz sentido dividir, meio a meio, suas receitas com alguém, só porque você não é bom em contabilidade, administração, computação. Para resolver problemas de muitas áreas, basta contratar um profissional. Se ele não for bom, você o dispensa. Não é tão fácil dispensar um sócio.

5) Preciso de um sócio que possa me ensinar
Não há razão para ter um sócio por isso, quando você pode ter toda a orientação que precisa de graça — ou quase. Basta o que já foi recomendado: fazer relacionamentos, frequentar a Ordem e associações, ter aulas de educação continuada. Não busque um sócio porque sente medo. Você irá depender dele para ganhar a vida e tudo o mais.

Segundo Susan Leibel, a lista de razões para se ter um sócio deve ser a seguinte:
1) vocês compartilham uma visão sobre aonde querem chegar na prática da advocacia, como querem chegar lá e até que ponto estão comprometidos com o projeto;
2) vocês respeitam um ao outro como advogados, confiam um no outro para tomada de decisões, durante ausências, e ambos assumem as responsabilidades das decisões tomadas por um dos sócios, nessas situações;
3) cada um de vocês tem algo de valor comparável para trazer para a sociedade, bem como um conjunto de qualificações que se complementam;
4) ambos reconhecem a responsabilidade igual de desenvolver os negócios e trazer clientes para a firma;
5) ambos compartilham os aspectos éticos e morais da profissão (isso é importante).

Viva a sociedade de advogados!
O advogado Josh Camson é um entusiasta da ideia de advogados unirem forças, apesar dos pesares inerentes a qualquer "casamento", em uma sociedade. "Há muitos benefícios. Sócios podem contrabalançar as fraquezas de cada um. Podem compartilhar qualificações, enquanto um advogado autônomo tem de aprender tudo ou pagar um preço por suas limitações. E o mais importante: um sócio pode ser alguém no jogo com você", ele diz. E explica:

Balanceamento de forças
Sócios podem ser yin e yang — forças aparentemente opostas, trabalhando juntas de forma conectada e independente, se complementando e se balanceando. "No meu caso" — conta Camson — "adoro estar nos tribunais, enquanto meu sócio prefere pesquisar leis e jurisprudências, escrever e cuidar dos negócios. Meu senso de negócios é mínimo. Ele sabe tudo o que é preciso para operar a firma. O balanceamento é perfeito. Um resolve as fraquezas do outro."

Um segundo cérebro
Operar uma firma de advocacia é a mesma coisa de operar qualquer empresa. Infelizmente, a maioria dos advogados não faz cursos de negócios (ou de administração de empresas). Alguns os fazem. Poucos se formam em marketing. A maioria não sabe o que PHP e muito menos como fazer um website. Isto é, há muito o que se aprender quando se abre uma firma. Se você tiver de aprender apenas a metade do que é necessário, sua vida será muito mais fácil. Você terá mais tempo para praticar advocacia.

Você tem um parceiro
"Como no casamento" — continua o advogado —, "a fase de lua-de-mel passou, no meu caso. Mas ainda não tentamos estrangular um ao outro. Pelo contrário, estamos lá, um pelo outro, um dando cobertura ao outro sempre que é preciso. Podemos substituir um ao outro em qualquer tarefa, seja no tribunal, seja no escritório. A sociedade também cria um senso de responsabilidade, que pode ser mais descuidada, no caso de advogados autônomos. Sei que sou corresponsável pelo ganha-pão do sócio e de sua família e isso me estimula a fazer horas extras, sempre que necessário."

Pode ser...
O advogado Roy Ginsburg não se declara nem a favor, nem contra a formação de sociedade de advogados ou da prática solo. Para ele, ambas podem ser boas ou ruins. Mas nem por isso sua contribuição para a formação de uma opinião sobre o caso pode ser desprezada. Ele diz:

É uma questão de sinergia
 Quando advogados pensam em "santificar uma união", o fator principal a ser considerado é o de criar uma sinergia entre as partes. Em outras palavras, um mais um é mais do que dois. Se a soma não for mais que dois, por que correr os riscos? A sinergia ocorre, mais frequentemente, quando as áreas da prática são idênticas e percorrem o mesmo caminho, de forma que um advogado pode ajudar o outro em determinadas matérias. Nessas circunstâncias, sempre aparecem oportunidades de mercado que se complementam. Além disso, a parceria facilita a cobertura de um sócio que tem de se ausentar por qualquer motivo, sem ficar na dependência de algum outro advogado que não está integrado à equipe.

Divisão de despesas
Uma justificativa frequente para a formação de sociedades é a potencial economia de custos com a divisão de despesas, principalmente da instalação do escritório, de pessoal e de encargos fiscais. Em muitas circunstâncias, no entanto, não há uma sinergia genuína ou atração entre as partes. Tipicamente, uma das partes (ou as duas) quer minimizar o impacto de decisões empresariais erradas, tomadas anteriormente, como a de ter alugado (ou adquirido) um espaço muito grande ou contratado mais funcionários do que o necessário. Tais sociedades são como casamentos forçados, que todos sabem como funcionam. Um advogado autônomo se sai muito melhor lidando com más decisões empresariais, sozinho, do que ter de enfrentá-las em uma espécie de casamento por interesse.

A prática solo é solitária.
O advogado autônomo sofre de solidão em dois aspectos. Primeiro, é duro ficar sentado o dia inteiro em um escritório, sozinho. Segundo, todo mundo gosta de trocar ideias com um colega de profissão sobre questões da área do Direito, de futebol ou de qualquer assunto do dia. Porém, se o advogado compartilha um espaço físico com um ou mais colegas, sem fundir suas práticas, ele resolve esses problemas. Ele pode andar até a próxima sala para pedir um formulário emprestado ou torrar a paciência do colega pela derrota de seu time.
Outra saída para o advogado solitário é frequentar associações da classe, se envolver nas atividades da Ordem e participar de cursos e eventos. Pode até receber uma indicação de cliente de um colega, só por estar presente. Além disso, pode pegar o telefone e agendar almoços ou cafezinhos, sabendo que o desenvolvimento de relacionamentos é a principal ferramenta de marketing de qualquer advogado. E é também um remédio para a solidão.
Qualquer relacionamento, por melhor que seja, passa por momentos difíceis. Se não for muito bom, pior ainda. Formar uma sociedade é garantia de problemas de relacionamento. Por que adicionar mais essa preocupação à sua prática? Em caso de separação da sociedade, da prática, de clientes e tudo o mais, a coisa pode ficar realmente complicada. Tamanho importa? Nem sempre.

Acordo pré-nupcial
A advogada Susan Leibel argumenta que uma sociedade de advogados deve ser formada com base nas razões certas, com a pessoa certa, com a qual se faz, previamente, os acordos certos. Ela soube de um casamento, há anos, em que os noivos assinaram um acordo pré-nupcial, no qual concordaram em atender as reivindicações e expectativas um do outro, de uma forma bem detalhada — ao ponto de estabelecer que o marido se comprometia a recolocar a tampa do tubo de pasta de dente no lugar, sempre que a usasse.
O acordo foi considerado "o cúmulo do exagero". Menos pelo casal, que viveu um casamento tranquilo. Afinal, discussões, mais ainda brigas de casal, foram evitadas, porque cada um conhecia muito bem as reivindicações e as expectativas do outro, bem como as responsabilidades de cada um no casamento.
Por isso, ela recomenda que os advogados, ao formar uma sociedade, detalhem em um contrato — o que qualquer advogado sabe fazer — os termos do relacionamento. Melhor fazer isso, ela diz, do que ter de enfrentar uma separação que, em alguns casos, é tão difícil quanto colocar a pasta de dente de volta no tubo.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

É PRIMAVERA!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

TRÊS DICAS PARA FAZER MAIS COM A MESMA QUANTIDADE DE TEMPO


Para crescer mais rapidamente, algumas empresas pequenas tentam fazer mais com a mesma quantidade de tempo. Muitas vezes isso significa mais horas de trabalho e menos horas de lazer e fins de semana, o que pode sacrificar o bem-estar dos membros da equipe.
Como fazer isso de forma mais eficiente? O site da revista Inc. listou três dicas de como otimizar seu tempo e conseguir resultados melhores sem prejudicar as pessoas envolvidas no negócio. Confiram:

1. Identifique as suas prioridades e concentre-se nelas
Muitas vezes funcionários de uma empresa acabam dedicando tempo a atividades que não são essenciais ao negócio. A chave é identificar quais são os objetivos que, se alcançados, trarão mais valor para a empresa. A partir disso, concentre-se neles com afinco. Isso não significa perder o foco nas outras necessidades do negócio, apenas realizar as prioridades rapidamente.

2. Estabeleça e cumpra duas metas por semana
Estabelecer pequenas metas semanais para cada funcionário pode ser uma forma de motivar e direcionar a equipe. A ideia é que você use esse período mais curto e simplifique seus objetivos. Uma boa alternativa é que o supervisor da equipe ajude a criar duas metas para serem realizadas a cada semana. Mesmo com dias cheios de trabalho, muitos funcionários não conseguem identificar o que realizaram. Essa pequena lista não só ajuda a direcionar o trabalho de cada um como os motiva mais.

3. Terceirize trabalhos que não fazem parte da essência da empresa
Se você achar que sua equipe está fazendo algum trabalho que não faz parte da essência da empresa, pare tudo e terceirize esse serviço. Muitas empresas que não são de tecnologia, por exemplo, não precisam dedicar membros específicos para fazer alguma tarefa dessa área. Se você pode realizá-la mais rápido e com um custo baixo contratando alguém de fora, faça isso. Lembre-se de que o crowdsourcing é uma boa alternativa para resolver tarefas pequenas e simples. Antes de delegar algo que possa facilmente ser terceirizado, procure empresas que façam o trabalho e pesquise preços.
Por Rafael Farias Teixeira
Fonte Papo de Empreendedor

10 COSTUMES QUE VOCÊ DEVE TER PARA FAZER COM QUE SEU DIA SEJA MAIS PRODUTIVO


Ser produtivo nem sempre é uma missão fácil: isto requer que você adquira hábitos não inatos, mas importantes pra seu sucesso. Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 costumes que pessoas produtivas têm – e que você deve adquirir.

1. SAIA DA SUA ZONA DE CONFORTO
Quando você está acostumado com uma situação e permanece na sua zona de conforto dificilmente aprende novas coisas, já que tende a não correr grandes riscos. Muitas vezes, ainda que seja uma decisão difícil, é necessário explorar novas possibilidades, pois assim você amadurece, desenvolve novas habilidades e expande seus horizontes.

2. NÃO FAÇA ANTES DE APRENDER
Pessoas produtivas não correm o risco de “refazer” algo. Primeiro elas aprendem e depois fazem. Assim, você não desperdiça seu tempo com algo que não sabe como executar. Está é uma oportunidade para desenvolver um outro bom hábito: pergunte sempre. Quando você pergunta, demonstra interesse e ainda aprende novas coisas. Além disso, você perceberá que toda forma de conhecimento será útil e expandirá sua mente.

3. PEÇA CONSELHOS
Conselho é uma das melhores formas de aprendizagem. Pessoas que já passaram pela mesma situação que você ou que têm mais experiência em uma determinada área podem te guiar em decisões difíceis. Embora você se senta inseguro ou dependente, não tenha medo de pedir conselhos aos outros.

4. NÃO SE PERCA EM PEQUENOS DETALHES
Algumas vezes, quando muito envolvido em algum projeto, tendemos a nos prender em pequenos detalhes e gastamos horas tentando resolver uma questão irrelevante. Contudo, muitas vezes, é possível deixar esses problemas para “mais tarde” e continuar progredindo em outras áreas. Mas atenção: não acumule pequenos problemas, pois eles podem se tornar um grande.

5. NÃO QUEIRA RESOLVER TUDO DE UMA VEZ
Tentar fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo pode diminuir sua produtividade e limitar suas habilidades, portanto, focar em uma única atividade e explorar seu melhor pode ser o mais recomendado para você.

6. NÃO MINTA PARA VOCÊ MESMO
Mentir para si próprio e criar desculpas para problemas mal resolvidos é muito mais fácil do buscar uma solução para uma situação. Contudo, isso não aumentará sua produtividade. Aceite as situações difíceis e lide com elas da melhor maneira possível. Assim, você se verá crescendo e evoluindo através de seus erros e dificuldades.

7. PEÇA OPINIÃO
Saber o que os outros pensam sobre um projeto, por exemplo, te ajudará a desenvolvê-lo ainda mais, já que diferentes pessoas têm diferentes pontos de vista e visões de mundo. Uma nova perspectiva pode indicar erros que você não tinha notado, além de apontar possíveis melhorias. Não tenha medo nem hesite ao pedir um feedback.

8. NÃO SIGA, LIDERE
Pessoas bem-sucedidas tendem a se tornar líderes pois têm mais facilidade para lidar com situações difíceis, por este motivo, para ser mais produtivo, busque pensar em pequenas e grandes atitudes que podem ser tomadas em equipe.

9. NÃO DEIXE O PASSADO AFETAR SEU FUTURO
O que aconteceu no passado, fica no passado. Aprenda com seus erros, mas siga em frente. Você nunca conseguirá mudar o que já fez, mas pode, em atitudes futuras, transformar seus erros em conquistas e vitórias.

10. NÃO CONVIVA COM PESSOAS NEGATIVAS
Assim como pensamentos positivos atraem coisas positivas, estar próximo a pessoas negativas também trará coisas ruins para você. Por isso, conviva com pessoas que vejam sempre o lado bom das coisas – e seja assim também.
Fonte Universia Brasil

DIA DA ÁRVORE

VENHA SEMANA...ENTRA E ME SURPREENDA!

domingo, 20 de setembro de 2026

TERMINANDO DOMINGO

YOM KIPUR É O DIA MAIS PODEROSO DO ANO


Você pode se elevar para uma realidade que não consegue atingir em nenhum outro dia do ano, onde a fisicalidade não existe. Qualquer problema do 1% que você tenha na vida pode ser purificado durante essas 24 horas.
Conectar-se com essa abertura cósmica significa que você não precisa mais ficar atolada nos seus julgamentos, ideias preconcebidas e rancores. Nenhum desses atributos existe “lá em cima”, e você pode voltar “aqui para baixo” sem eles, tornando-se nada menos do que a sua versão mais perfeita e pura.
O tempo que você permanecerá depende de você.

Kabbalah.com

DOENÇA DE ALZHEIMER

 

sábado, 19 de setembro de 2026

FELIZ SÁBADO!

HORA CERTA: SAIBA A MANEIRA IDEAL DE TOMAR VITAMINAS E NUTRACÊUTICOS


Sua caixinha de comprimidos está recheada de vitaminas, nutracêuticos e outros suplementos. Mas qual a maneira – e a hora – ideal de tomar cada um? Claudia Miranda investiga.
É raro encontrar hoje alguém que não tenha incorporado ao menos uma cápsula de vitamina ou nutracêutico na rotina – com a vida corrida, é quase impossível alimentar-se suficientemente bem para obter todos os nutrientes que o corpo precisa para funcionar. O que muita gente não sabe é que tem hora certa e maneira adequada para tomar os suplementos, de forma que sejam melhores aproveitados pelo organismo.
Ferro e vitamina C, por exemplo, devem ser ingeridos juntos, já que um potencializa o efeito do outro. Fibras atrapalham a absorção da maioria das vitaminas, então coma seu cereal ou pãozinho integral bem antes ou bem depois de ingerir as pílulas. Já as lipossolúveis como A, D, E e K, que precisam de gordura para serem melhor absorvidas, devem ser consumidas não no café da manhã (a menos que você ame ovo e manteiga), mas sim no almoço, refeição mais substancial do dia. Vitamina C e as do Complexo B, solúveis apenas em água, duram poucas horas na corrente sanguínea.
“É melhor dividir a sua necessidade diária em pequenas doses, tomando-as a cada três horas”, ensina Gabriella Pereira, nutricionista funcional da academia paulistana Settcoaching. Ou seja, melhor três comprimidos de 500 mg do que uma de 2.000 mg!
Ferro e cálcio não combinam (um tem pH alcalino, o outro, ácido), portanto consuma-os em horários diferentes – deixe para tomar o cálcio antes de dormir: além de ser melhor absorvido à noite, ele deve ser ingerido longe das refeições, pois precisa de um ambiente ácido no estômago para ser assimilado. Se quiser associá-lo a outro elemento, escolha o magnésio, que potencializa seu efeito. Já o ômega 3 pode competir com outros suplementos, atrapalhando sua absorção, então é melhor ser ingerido sozinho.


E os multivitamínicos, como ficam nesse cronograma? Deixe para tomar em alguma refeição, de preferência que não contenha fibras – mas é preciso tomar cuidados, pois alguns possuem fórmulas com vitaminas incompatíveis em que uma anula o efeito da outra. Para incrementar a caixinha de pílulas, há ainda os nutracêuticos, com funções estéticas: melhorar a qualidade da pele, do cabelo, e das unhas, estimular a eliminação de toxinas, reduzir a retenção de líquido e por aí vai. Compostos em sua maioria por antioxidantes, aminoácidos e minerais, devem ser ingeridos com água antes da refeição. 
Mas o principal mesmo é checar, através de um exame de sangue, as necessidades reais do seu organismo – se passar do limite, seguindo o raciocínio “quanto mais, melhor”, o corpo não consegue aproveitar os benefícios, além de sobrecarregar fígado e pâncreas. “E, se tomar uma dosagem menor do que precisa, o resultado será praticamente nulo”, diz a endocrinologista Claudia Cozer, coordenadora do Núcleo Avançado de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês.
Algumas deficiências são recorrentes: “Muitos pacientes chegam cansados, reclamando de falta de energia. Normalmente, isso é carência da vitamina B12, que auxilia na absorção do ferro, importantíssimo para a formação e firmeza dos músculos”, diz, lembrando que os benefícios só aparecem depois de dois meses de suplementação. Já mulheres que menstruam tendem a sofrer uma carência de ferro. “Repor o mineral com a vitamina C não só favorece a absorção do ferro, como melhora a imunidade e a disposição”, afirma a médica homeopata Márcia Jablonka Kelman, da Clínica Biodiet, em São Paulo. Segundo ela, a maioria dos adultos tem ainda carência de cálcio, zinco e vitaminas C e D.

Fonte Vogue Brasil

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

SORTE DE HOJE

SEU TEMPO É PRECIOSO E DEVE SER PROTEGIDO PELA JUSTIÇA

A Teoria do Desvio Produtivo vem em favor do consumidor lesado pela demora na resolução dos problemas junto aos prestadores de serviço e empresas

Quem nunca ficou horas no telefone tentando resolver problemas gerados por serviços mal realizados ou produtos defeituosos, daquela provedora de TV a cabo e internet, de bancos, lojas online e até concessionárias de água e luz?
Ou então, quem já não passou pela situação de, mesmo após comunicar a falha do lojista ou prestador de serviço, este não atende solicitações de troca, devolução do dinheiro, realiza cobrança indevida, obrigando o consumidor a gastar seu precioso tempo para resolver problemas que não deu causa?
Pois então, o tempo é um bem importantíssimo para o mundo moderno, que cada vez mais está acelerado (apesar da recaída na pandemia), exigindo de cada um que aproveite ao máximo cada minuto.
A perda de tempo útil é um fato danoso e gera abalo moral àquele que, mesmo agindo corretamente, foi prejudicado por um atendimento de má qualidade, demorado, desrespeitoso ou ineficiente.
O Judiciário vem repreendendo essas práticas, por meio da Teoria do Desvio Produtivo do Consumidor.

1) Um problema minúsculo pode gerar um dano imensurável
As facilidades da internet e demais meios de comunicação permitem contato direto do consumidor com o prestador de serviços ou o lojista, o que possibilita uma comunicação rápida sobre o problema ou defeito encontrado, devendo então o vendedor/fornecedor prestar a devida atenção e assistência à queixa.
Quando, por ineficiência ou má-fé, não se chega a um consenso entre consumidor e empresa, ou então o problema é resolvido após meses e anos de reclamação, percebe-se que houve gasto desnecessário de energia, o que presume um dano moral suportado pelo consumidor de boa-fé.

E como o Judiciário tem encarado essa realidade?
O Superior Tribunal de Justiça reconhece o dano causado ao consumidor que perde seu tempo e se frustra ao tentar resolver amigavelmente a questão e não consegue.
A isso deu o nome de Teoria do Desvio Produtivo, e assim vem decidindo o STJ favoravelmente ao consumidor lesado, conforme julgados anteriores em AREsp 1.260.458/SP e AREsp 1.241.259/SP.

2) Consumidor, você precisa comprovar os danos sofridos!
As vezes, em meio ao aborrecimento constante pela falta de suporte ao consumidor, este esquece de anotar os números de protocolo, de gravar as ligações, ou de fazer reclamações por escrito, o que poderá prejudica-lo no futuro caso necessite buscar a justiça de alguma forma.
Portanto, é muito importante que se faça reclamação formal em sites especializados!
Recomenda-se os sites www.reclameaqui.com.br (grande variedade de empresas cadastradas) e www.consumidor.gov.br (é praticamente o PROCON online), onde as empresas poderão ter uma ultima chance de satisfazer o cliente ou mandá-lo buscar seus direitos.
Nas reclamações, é possível anexar os protocolos, conversas, tentativas de resolver a questão, e as empresas responderão em um prazo estipulado, pelo site ou e-mail e telefone.

3) Já fiz reclamação escrita, mas nada se resolveu, perdi mais do meu tempo?
As reclamações realizadas podem ser usadas em processo judicial, caso necessário, podendo provar todo tempo perdido sem a solução de problemas que, muitas vezes, são simples de resolver, mas a indiferença por parte da empresa não permitiu terminar com o impasse.

Lembrando que apenas a palavra do consumidor, sem qualquer outra prova documental ou testemunhal, não garante uma decisão favorável, devendo este fazer seu “dever de casa” e anotar os protocolos de atendimento, tirar “print” de e-mails e conversas WhatsApp, fazer reclamação escrita, a fim de demonstrar a culpa do fornecedor/lojista.

FONTES:
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL: AREsp 1.260.458/SP. Relator: MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE. DJ: 24/04/2018. Superior Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.260.458&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&... >. Acesso em: 11 set. 2020.
STJ. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL: AREsp 1.241.259/SP. Relator: ANTONIO CARLOS FERREIRA. DJ: 27/03/2018. Superior Tribunal de Justiça, 2018. Disponivel em: < https://scon.stj.jus.br/SCON/decisoes/toc.jsp?livre=1.241.259&b=DTXT&thesaurus=JURÍDICO&.... Acesso em: 11 set. 2020.

Por José Roberto Giovinazzo Hortense
Fonte JusBrasil Notícias

IMPORTÂNCIA X URGÊNCIA

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

7 DICAS PARA PARAR DE PROCRASTINAR (DEFINITIVAMENTE!)


A procrastinação é um hábito contraprodutivo tão enraizado no modo de ser da maior parte das pessoas, que lutar contra ele com hacks pode não ser o bastante. Confira dicas para não procrastinar, baseadas no que dizem os estudiosos.
A procrastinação pode ser uma inimiga da rotina para quem não consegue fugir dela. Adiar as tarefas é contraprodutivo quando se quer otimizar o tempo e tirar o máximo de um dia. Mas é um problema tão enraizado no ser humano, que pesquisadores conseguiram compilar uma coletânea de filósofos que estudaram o tema ao longo da história. E como parar de procrastinar?
Tratar uma questão praticamente intrínseca às pessoas (salvo exceções) com técnicas ditas “fáceis”, como hacks, então, tem uma eficiência limitada. Por isso, o site Quartz criou um guia, que combina hacks com táticas pessoais para você examinar seus processos internos. E, assim, criar uma “própria abordagem holística” para parar de procrastinar – de uma vez por todas.

7 PASSOS QUE VÃO TE AJUDAR A PARAR DE PROCRASTINAR

#1 DÊ O PRIMEIRO (MICRO)PASSO
Fazer um pequeno primeiro movimento é uma estratégia apoiada pela ciência para vencer a procrastinação. O truque é definir uma meta baixa, “tão baixa que o hedonista em você, que prefere se sentir bem agora e lidar com coisas reais depois, não vai se negar”, resume o Quartz.
O psicólogo e diretor do Centro de Pesquisa sobre Procrastinação da Universidade de Carleton, no Canadá, Tim Pychyl, testou essa abordagem. As descobertas confirmaram sua eficácia: “uma vez que os alunos começaram, eles avaliaram as tarefas como menos difíceis e menos estressantes, e ainda mais agradáveis do que pensavam”, diz Tim.
Além disso, completar os micro-objetivos ajuda a dar uma sensação de realização, que serve como combustível para continuar trabalhando.

#2 GERENCIE SUAS EMOÇÕES, NÃO APENAS SEU TEMPO
Acreditar que você deve esperar estar com bom humor para fazer algo é uma armadilha que pode levar à procrastinação. Joseph Ferrari, um professor de psicologia na Universidade DePaul, nos Estados Unidos, descobriu que o pensamento “não estou com humor para cumprir X tarefa” pode levar a um ciclo vicioso.
De acordo com Fuschia Sirois, professora e psicóloga na Universidade de Sheffield, no Reino Unido, afirma que se esquivar de uma atividade com a desculpa “do humor” é um jeito de regular externamente as emoções. Sejam elas, medo de falhar, de decepcionar os outros, de perder autoestima, de não se sair perfeitamente, etc. “É apenas uma forma de lidar com emoções com as quais você está mal preparado para lidar”, explica Fuschia.
Isso pode ser o suficiente para paralisar e impulsionar a pessoa a procurar qualquer outra coisa para fazer além do que ela precisa – uma reação muitas vezes instintiva. Uma pesquisa corroborou a explicação da especialista e determinou que as pessoas que tem habilidade de regular as emoções mais desenvolvida, e os que aguentam mais as emoções desagradáveis, são menos propensos a procrastinar.
Para parar de procrastinar, a psicóloga recomenda refletir sobre a razão real do adiamento das tarefas, e recorrer a táticas de regulação emocional. Entre as sugeridas, estão reformular o modo como você vê uma situação (os psicólogos chamam de “reavaliação cognitiva”) ou nomear a emoção que você está experimentando (“rotular”) – que ajudam a lidar com os sentimentos estão desencadeando a procrastinação.

#3 NOMEIE O PROBLEMA: É MESMO PROCRASTINAÇÃO?
Clarificar o que são casos de procrastinação e o que são apenas atrasos, que têm outro sentido, facilita o processo de visualizar a prática e gerenciá-la. “Rotular corretamente um atraso é importante, porque você não pode derrotar um inimigo se sua imagem dele for vaga ou estiver turva”, resume o Quartz.
Os atrasos podem ter diversos fins, e alguns necessários para aumentar a produtividade. É o caso de quando alguém demora para cumprir uma tarefa a fim de coletar mais informações, ou descansar e refrescar a cabeça, por exemplo. Também existem outros que são inevitáveis e derivados de circunstâncias externas.

Categorização de alguns tipos de atraso, segundo estudiosos:
1. INEVITÁVEIS
Quando o cronograma de uma pessoa está sobrecarregado ou uma crise relacionada a uma obrigação a tira dos eixos em questão de produtividade.

2. DE ADRENALINA
Quando uma pessoa atrasa uma tarefa porque gosta da pressão de fazer no último minuto.

3. HEDONÍSTICOS
Quando uma pessoa escolhe fazer algo instantaneamente gratificante e prazeroso ao invés da tarefa que precisa cumprir.

4. DEVIDO A PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
Como o luto ou outro estado de humor ou estado mental, seja crônico ou agudo.

5. PROPOSITAIS
Quando uma pessoa precisa fazer uma coisa antes de cumprir a tarefa.

6. IRRACIONAIS
Que são inexplicáveis ​​para o procrastinador e muitas vezes alimentados pelo medo e pela ansiedade.

#4 PRATIQUE A PROCRASTINAÇÃO “ESTRUTURADA”
Em 1996, o professor de filosofia de Stanford John Perry apresentou o conceito de “procrastinação estruturada” – sobre o qual também escreveu um livro. Procrastinar com estrutura envolve colocar a tarefa mais urgente e assustadora no topo da lista e acrescentar outras atividades igualmente valiosas, mas que são menos amedrontadoras.
Segundo John, como os procrastinadores evitam tudo o que está no topo da lista, o ideal é colocar a tarefa mais importante e aproveitar sua vontade de evitá-la para resolver todas as outras. O especialista também recomenda preencher a lista de tarefas com atividades que você cumpriria de qualquer forma – como fazer café e carregar o celular. Assim, você aumenta o sentimento de realização e de motivação, que te ajudam a realizar tudo o que precisa.
Leia também: Aprenda a se desligar: dicas para melhorar sua relação com a tecnologia e aumentar sua produtividade

#5 VISUALIZE O SEU FUTURO “EU”
“Acreditamos que o ‘eu’ de amanhã ou da próxima semana terá mais energia, mais força de vontade para seguir adiante em alguma tarefa que parece ameaçadora”, diz Fuschia. “Mas nós realmente não mudamos muito nesse período de tempo”.
Reforçar o senso de continuidade – ou seja: entender que o futuro só vai trazer melhorias a sua produtividade, se o comportamento mudar – pode levar a menos procrastinação, segundo estudiosos. Entre eles, Eve-Marie Blouin-Hudon, uma psicóloga pesquisadora que desenvolveu um exercício de visualização guiada.
Com duração de 10 minutos, e devendo ser praticado diariamente, pode ajudar na visualização do “eu” do futuro – “para ver que eles [‘eu’ do presente e ‘eu’ do futuro] são em grande parte um e o mesmo, e assim ser mais gentil com si mesmo”.
Para começar, escolha a área em que você mais precisa parar de procrastinar. Então, imagine a si mesmo em uma certa “data limite”. Onde você está? O que vê? Como se sente? Que palavras você lê em um e-mail sobre essa tarefa? Pense sobre essas perguntas e tente se colocar no futuro. Ouça o exercício guiado completo aqui – embora seja direcionado para estudantes, pode te inspirar a criar o seu próprio.

#6 FAÇA PLANOS QUE INCLUAM OS IMPREVISTOS
Ainda que você se comprometa a não procrastinar, os imprevistos podem acabar com seus planos. No entanto, uma mudança de comportamento pode ser o bastante para prevenir essa situação.
É o que defende Thomas Webb, psicólogo da Universidade de Sheffield. Em específico, Thomas considera que adquirir uma atitude baseada na estratégia “se-então” pode ser a melhor saída.
Criada pelo psicólogo Peter Gollwitzer, a técnica “se-então” (em inglês, if-then) consiste em identificar antecipadamente fatos externos e internos que podem te atrapalhar no cumprimento da tarefa. O segundo passo é pensar, também antecipadamente, na resposta ao “imprevisto”. A reação pode envolver uma ação ou um pensamento.
Por exemplo: alguém que planeja caminhar até o trabalho pode prever como reagiria se chovesse. Com a chuva, prevê que surgirá a vontade de ir de carro e pode se lembrar de pensar no quanto se sentirá bem depois do exercício, para se motivar. Assim, com o se-então, você se prepara e evita a autossabotagem.
Tente cuidar do seu ambiente físico e mental para minimizar o número de situações críticas. Desligue as notificações eletrônicas, se acha que vão te distrair em algum momento, por exemplo.

#7 EVITE SE REPREENDER
No fim das contas, os sentimentos negativos funcionam como desmotivadores e impedem que você veja com clareza a situação.
“Quando os procrastinadores se sentem mal, eles não se sentem mal não apenas com as coisas que estão adiando, mas sim porque lembram de todas as vezes em que procrastinaram no passado”, explica Fuschia. “Então isso alimenta de volta os sentimentos negativos, que contribuem para querer evitar a tarefa”, completa.
Existem vários exercícios que podem ajudar no reconhecimento e no controle das emoções autodestrutivas, seja pelo perdão, ou compaixão consigo mesmo, diz a especialista. O que ela recomenda é sempre que lembrar de algum momento em que procrastinou, ou quando acabar de passar por isso, escrever um bilhete, como se fosse a um amigo, assegurando de que não há nada de errado ou imoral no que “ele” (o “amigo”) fez. “Somos muito mais gentis com outras pessoas que estão lutando do que com nós mesmos”, diz Fuschia.
Normalizar os seus erros ajuda a controlar as emoções, para que você consiga seguir em frente com suas atividades, e não ficar paralisado pelos sentimentos negativos. Diga a si mesmo: “você não foi a primeira pessoa a procrastinar e você não será a última”, brinca a psicóloga.

DICA DO NA PRÁTICA
Autoconhecimento é fundamental para você embasar as suas decisões de vida e carreira. É por meio dele que você vai responder dúvidas que podem estar na sua cabeça, como: “O que te traz felicidade genuína?”, “O que dá significado para sua vida?”, “Qual carreira faz mais sentido para mim?”.
Por Suria Barbosa
Fonte napratica.org

FAÇA A DIFERENÇA

terça-feira, 15 de setembro de 2026

COMO COMEÇAR A CARREIRA DE ADVOGADO AUTÔNOMO?


Alcançar uma carreira promissora de advogado autônomo pode envolver alguns percalços e sacrifícios no caminho mas, em geral, é altamente recompensadora. Gerenciar uma carreira jurídica exige responsabilidades e perseverança, além de um alto nível de perspicácia para se destacar no mercado.
O inicio da carreira de todo profissional freelancer pode variar muito, mas duas coisas são comuns a todos: o esforço na hora de tentar se inserir no mercado de trabalho e a constante duvida de como conseguir essa inserção. Por isso, preparamos algumas dicas práticas para te ajudar a alcançar essa inclusão. 

Como obter experiência?
Iniciar uma carreira de advogado autônomo requer alguma experiência. Esse passo, a principio, não é muito difícil, uma vez que vários escritórios de Direito e assessorias jurídicas contratam estagiários e estudantes recém-formados para se incorporarem ao seu quadro de profissionais. No inicio, esses profissionais não ficarão com as tarefas mais gratificantes do escritório, pois sua atuação pode se restringir a dar informações aos clientes, fazer pesquisas jurisprudenciais e preparar documentos administrativos e petições.
O problema é que esse trabalho costuma ser mal remunerado e, dependendo da sua carga de trabalho, esse problema pode se agravar. Para se obter uma boa experiência é necessário permanecer numa mesma área de 2 a 5 anos e poucos podem se dar ao luxo de serem mal remunerados por tanto tempo.
Outra opção é abrir um escritório modelo com ajuda da sua instituição de ensino. Esse escritório pode ser uma ponte entre a universidade e o inicio da sua carreira profissional. No escritório a vivencia é a mesma de um escritório tradicional, incluindo assessoria jurídica e participação em julgamentos.

Melhores lugares para abrir um escritório
Um escritório jurídico deve ser bem localizado. Prédios tradicionais de escritórios situados próximos a fórum e tribunais é sempre a melhor opção. Algumas profissões possuem mais flexibilidade na hora de abrir um escritório, mas para um advogado o local de um escritório demonstra prestígio e credibilidade. Nas cidades pequenas, a concorrência é bem menos acirrada, porque a grande maioria dos advogados e escritórios importantes e tradicionais se concentram nos grandes centros urbanos.
Uma maneira de diminuir o custo inicial e assim conseguir iniciar um escritório é compartilhar o espaço com outros advogados. Mesmo que no inicio o numero de advogados seja alto, o importante é conseguir recursos suficientes para pagar o aluguel e outras despesas iniciais, como água, luz e telefone. Outras despesas também devem ser, como móveis, materiais de informática, equipamento de escritório e arquivos para documentação. Uma opção nesse inicio é comprar móveis de segunda mão, alugar escritórios mobiliados, ou entrar em um escritório que já tenha essa estrutura montada.

Fazendo os primeiros clientes
A maneira mais eficaz de se conseguir clientes no inicio da carreira de advogado autônomo é o famoso boca a boca. Pode não ser fácil porque a profissão de advogado é muito saturada e a tradição dos grandes escritórios ainda desempenha um papel muito importante, mas nem por isso vale desistir. Se você tem um familiar nesse setor ou um contato em um escritório, isso pode ser de grande valia nesse inicio de carreira, colocando você a frente dos outros recém-graduados.
Uma boa opção nesse início de carreira é anunciar o seu escritório na mídia. Um bom anúncio vinculado em rádio ou em redes sociais é uma maneira rápida de obter clientes. É necessário respeitar os princípios da dignidade, ética, probidade e honestidade para se conseguir o resultado esperado nesse momento. Quanto aos honorários, o ideal é seguir as recomendações da OAB. Outra alternativa é trabalhar com preços mais baixos como forma de conseguir clientes. Em geral se associam altos honorários com bons advogados, mas na realidade não é isso que acontece na pratica.

Especialize-se
Um advogado que não se especializa em uma área especifica acaba ganhando menos destaque do que aqueles que atuam sempre na mesma área e a dominam. Áreas especificas, como Direito do trabalho e Direito administrativo podem garantir altos ganhos. Uma especialização é fundamental para melhorar o desempenho na área escolhida. Além disso, é importante estar atento a novos mercados, aproveitando que o Direito está sempre se abrindo a novas áreas como.
Pode ser assustador o início de carreira, mas é necessário dar o primeiro passo. Com as dicas nesse post você tem ainda mais chances de se bem suceder. Ainda tem alguma dúvida? Deixe seu comentário contando para nós. Comentários pertinentes e novas sugestões também são bem-vindas a participar da conversa.

COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA JURÍDICA?


Cedo ou tarde todos nós necessitaremos de algum tipo de suporte legal. Entenda como a consultoria pode lhe ajudar a evitar problemas futuros, seja para pessoas físicas ou jurídicas.
Você saberia garantir seus direitos se comprasse um produto defeituoso e o fabricante não oferecesse a devida assistência? Ou o passo a passo de como lidar com uma multa de trânsito indevida? Ao comprar um imóvel, você saberia avaliar o contrato? Ou ainda, se você possuísse uma empresa, saberia como se resguardar de processos trabalhistas?
Como se pode ver, muitas são as situações do cotidiano em que uma consultoria jurídica se faz necessária, seja de forma preventiva ou para lidar com problemas já existentes. Um consultor jurídico poderá prestar serviços para pessoas e empresas, dando assessoria relacionada a diversas áreas do direito.
Basicamente, o consultor irá ajudar o cliente a esclarecer assuntos sobre legislação, ajudando-o a cumprir determinados requisitos legais. Entenda como a consultoria pode ajudar a evitar problemas futuros e qual a sua importância para evitar complicações legais.

Como funciona uma consultoria jurídica?
Uma assessoria jurídica bem feita será capaz de trazer soluções rápidas e contundentes para o seu problema. Por isso, para garantir que a consultoria seja eficiente, é fundamental contratar um advogado experiente e que seja especializado na área do seu caso.
O atendimento pode ser feito de várias maneiras. Existem profissionais que realizam consulta presencial ou por telefone. Também é possível contratar um advogado online. O tipo de vínculo com o escritório ou advogado pode ser acordado previamente:
  • um contrato mensal, com valores predeterminados
  • ou uma consultoria avulsa para solucionar um problema mais pontual

Quando recorrer a uma consultoria jurídica?
A consultoria jurídica também é chamada de advocacia preventiva, justamente porque seu objetivo principal é resguardar o cliente perante trâmites legais. Para ficar mais, claro vamos dar um exemplo bem recorrente. Imagine um casal que acaba de comprar um imóvel para iniciar uma vida juntos. No entanto, a construtora não cumpre o prazo de entrega e o contrato assinado pelo casal não dá nenhuma garantia de ressarcimento ou cobertura de danos.
Em meio a tantos detalhes, é comum que compradores acabem não prestando atenção às cláusulas. O resultado são milhares de casos de compradores frustrados e atados por "armadilhas" no contrato. Se este casal tivesse consultado um advogado antes de comprar o imóvel, seria possível identificar se existem cláusulas abusivas no contrato e exigir seus direitos como consumidor, sem sofrer prejuízos financeiros ou grandes frustrações.
Por isso, uma consultoria jurídica é muito mais indicada quando as dúvidas sobre determinada legislação ainda não viraram um problema ou uma ação judicial. Mas vale lembrar que também faz parte da avaliação de um processo, seja para determinar viabilidade do caso ou para indicar alternativas e opções de recursos de algo que já está em andamento em juízo.
Uma consultoria jurídica em empresas pode auxiliar em diversas frentes. Por exemplo, dando assessoria no planejamento tributário, oferecendo consultas sobre a normativa de patentes ou na legislação sobre exportação e importação de produtos. Ou ainda, orientando na contratação ou demissão de funcionários para não correr riscos de processos trabalhistas.
Se você ainda tem dúvidas sobre este tipo de serviço ou busca recomendações para contratar um advogado especializado, entre em nossa sessão "Perguntas". Lá, você terá mais diversos profissionais dispostos a lhe ajudar.
Fonte Mundo Advogados