quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

10 TESTES QUE INDICAM A TRILHA CERTA PARA QUEM BUSCA EMPREGO

Confira se conquistar uma nova oportunidade profissional é apenas uma questão de tempo e saiba também quais os ajustes necessários para ter sucesso na empreitada

Um currículo impecável, estratégias de networking e marketing pessoal, a consciência sobre competências e táticas para fisgar os recrutadores e mandar bem na entrevista de emprego fazem toda a diferença na hora de conquistar uma oportunidade profissional. Tropeçar em alguns destes aspectos pode atrasar todo o processo, dizem os especialistas.
Mas como saber se você está no caminho certo? Pensando nisso, EXAME.com selecionou 10 testes que tratam destes temas fundamentais para quem está à procura de emprego. Que tal dedicar um tempo a eles para ter um diagnóstico preciso do que está indo bem e o que ainda precisa ser melhorado? Confira os testes:

1 Currículo
A frequência com que você atualiza o currículo, a escolha das palavras chave e maneira como você descreve a sua trajetória profissional são alguns dos aspectos para levar em conta na hora de mostrar o seu potencial para o recrutador.
A objetividade e a interação do documento com links são fundamentais na hora de elaborar um currículo matador. Faça o teste e descubra se você conhece as regras para deixar o seu na medida certa para atender às novas demandas do mercado.

2 Networking
Uma rede de contatos bem estabelecida é fundamental para qualquer profissional interessado em subir na carreira. Mas, muita gente confunde networking com coleção de cartões de visitas e nomes organizados na agenda de telefones. E, para ter sucesso na empreitada é preciso saber como transformar estes contatos em relacionamentos profissionais. Confira se você sabe fazer networking do jeito certo.

3 LinkedIn
A principal rede social profissional é uma grande aliada de quem está em busca de uma nova oportunidade no mercado de trabalho por ser uma vitrine global.
Lembre-se de que há diferenças entre o currículo convencional e o seu perfil no LinkedIn, se no primeiro a objetividade é um dos itens principais, no segundo, não é preciso economizar espaço porque quando mais completo for maiores as chances aparecer nas buscas feitas pelos recrutadores. Por isso teste se você está utilizando o LinkedIn da maneira correta.

4 A melhor rotina de trabalho para você
Os especialistas são unânimes em destacar a importância do autoconhecimento para a carreira profissional. Por isso confira qual a rotina de trabalho mais adequada para o seu perfil antes de escolher a empresa certa para vestir a camisa. Estar alinhado à cultura da companhia é o primeiro passo para se dar no novo emprego. Há maneiras de descobrir isso sem nunca ter trabalhado na empresa.

5 Trabalho em equipe
Entre as perguntas mais frequentes nas entrevistas de emprego estão aquelas que checam determinadas competências comportamentais. Uma delas é a capacidade de trabalho em equipe, uma habilidade cada vez mais valorizada pelas empresas. Faça o teste e descubra se você enxerga o grupo com um time e se a sua atitude é colaborativa.

6 Comunicação
Outro ponto de destaque na avaliação que as empresas fazem dos candidatos está relacionado à comunicação. Profissionais que são bons comunicadores tendem a ter mais chances de sucesso na carreira porque esta é uma competência exigida de quem vai assumir um cargo de chefia. Por isso, cheque se você precisa melhorar nesse quesito.

7 Marketing pessoal
A estratégia na hora de mostrar suas qualificações profissionais pode fazer você sair na frente de outros candidatos iguais ou até mais bem preparados do que você. Por mais competente que você seja não deixe de estudar algumas técnicas de marketing pessoal antes de encarar uma entrevista de emprego. Confira se você é um especialista na hora de “vender” os seus serviços.

8 Grau de atratividade para o mercado
Você é um profissional que tem tudo para ser disputado entre as empresas em busca de talentos? Quem está sempre em dia com as novidades da sua área de atuação, costuma bater metas e entregar resultados e mantém contato com headhunters tem mais chances de fisgar um recrutador e ser convidado para uma entrevista de emprego. Confira com o teste se este é o seu caso.

9 Táticas de procura por emprego
Nem sempre quem procura acha. Mas quem tem a estratégia certa tem muito mais chances de encontrar uma nova oportunidade profissional. O comportamento certo durante este momento é o pulo do gato para causar uma boa impressão nos recrutadores. Veja se as suas táticas são as mais indicadas pelos especialistas.

10 Comportamento durante a entrevista
A maneira como age, a pontualidade e a forma de se apresentar ao recrutador podem fazer você se destacar em uma entrevista de emprego. De nada adianta ser um profissional competente e ter um currículo arrasador se você colocar tudo a perder no momento mais importante do processo seletivo. Faça o teste e confira se você sabe se comportar antes, durante e depois da entrevista de emprego.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

13 TECNOLOGIAS QUE IRÃO REVOLUCIONAR A PRÁTICA JURÍDICA


Em seu livro Tomorrow's Lawyers (2013), Richard Susskind sustenta que a prática jurídica será radicalmente modificada nos próximos anos. De acordo com professor britânico, a tecnologia será a mais desafiadora das transformações. Isso porque não apenas afetará o cotidiano dos advogados, como também o campo de atuação desses profissionais (ou seja, a sociedade e as relações).

Tecnologias que irão revolucionar a prática jurídica
Existem pelo menos 13 tecnologias consideradas por Susskind como disruptivas (disruptive legal technologies, no original em inglês). Por "disruptivas", o professor quer dizer que, individualmente, tais tecnologias mudarão a forma pela qual certos serviços são prestados e, coletivamente, transformarão todo o cenário jurídico. Sendo assim, conheça 13 tecnologias que irão revolucionar a prática jurídica:

1. Produção automatizada de documentos
Há empresas de tecnológica jurídica que ajudam pessoas a criar documentos jurídicos sem a necessidade de contratar advogados, reduzindo os gastos envolvidos no processo. Conforme Susskind, como forma de superar o desafio do "mais por menos" (cada vez mais os clientes estão exigindo melhores serviços a custos menores), a tendência deverá ser incorporada em diversos países.

2. Hiperconectividade
Mesmo com todas as tecnologias disponíveis, muitos advogados mantêm estruturas físicas para atender seus clientes. Em suma, esse cenário deverá mudar quando o mundo se tornar hiperconectado (8 bilhões de pessoas estarão conectadas à Internet até 2024). Os profissionais, então, passarão a resolver a maior parte das questões jurídicas online, com pouco ou nenhum atendimento presencial.

3. Mercado jurídico eletrônico
Hoje, qualquer pessoa pode classificar hotéis ou avaliar restaurantes em sites de viagens como o TripAdvisor. De acordo com Richard Susskind, esse comportamento atingirá em cheio o mercado jurídico no futuro. Sistemas de reputação online e de comparação de preços serão desenvolvidos para que os clientes compartilhem suas opiniões sobre os serviços dos profissionais da advocacia.

4. e-Learning
O professor britânico sugere que as técnicas de ensino jurídico serão repaginadas no futuro. Muito além de aulas, palestras e webinários, os educadores da área do Direito desenvolverão práticas jurídicas simuladas (o mais próximas da realidade) e investirão em ambientes virtuais de aprendizagem. Conforme Richard Susskind, as ferramentas de aprendizagem serão cada vez mais interativas.

5. Orientação jurídica online
Os clientes tendem a buscar informações, orientações e aconselhamento jurídicos pela Internet. Já existem sites que auxiliam pessoas de baixa renda a encontrar programas gratuitos de assistência jurídica em suas comunidades. Há também recursos online de autoatendimento, nos quais usuários acessem orientações jurídicas gratuitamente. Tal prática deve crescer cada vez mais.

6. Legal open-sourcing
O movimento open-sourcing, no qual programadores disponibilizam os códigos fonte de seus softwares na Internet, deverá atingir a área jurídica nos próximos anos. Aliás, Richard Susskind antecipa que haverá um movimento dedicado a disponibilizar quantidades gigantescas de material jurídico online (como documentos e gráficos) capazes de ser compreendidos por qualquer pessoa.

7. Comunidades jurídicas fechadas
Embora a advocacia normalmente seja vista como uma classe desunida, o professor britânico acredita que veremos uma mudança cultural em diversos países. Com cada vez mais regularidade, pequenos grupos de advogados começarão a se reunir em comunidades jurídicas fechadas. Nelas, os profissionais compartilharão conhecimento, experiência e custos de serviços jurídicos.

8. Fluxo de trabalho e gerenciamento de projetos
Para realizar tarefas repetitivas e massivas, os advogados passarão a usar sistemas avançados de fluxos de trabalhos (para atividades mais simples) e de gerenciamento de projetos (para atividades mais complexas). De acordo com Susskind, tais ferramentas não apenas aumentarão a eficiência dos serviços jurídicos, como serão fundamentais para reduzir os custos envolvidos nas tarefas.

9. Conhecimento jurídico incorporado
O conhecimento jurídico será incorporado a tudo no futuro. As leis e as normas jurídicas serão enraizadas nos sistemas e processos. Comportamentos proibidos serão indicados por dispositivos inteligentes. Imagine um veículo capaz de avisar o motorista que o freio não está funcionando. Ou um computador capaz de alertar o internauta que, ao baixar aquele conteúdo, estará violando direito autoral.

10. Resolução de disputas onlineEm síntese, os sistemas de resolução de disputas online (ODR, do inglês online dispute resolution) são uma realidade em diversos países. No Brasil, algumas startups estão desenvolvendo soluções tecnológicas para evitar a judicialização das demandas. Sendo assim, formas alternativas ao processo judicial, como mediação, arbitragem e negociação de acordos, tendem a ser cada vez mais adotadas.

11. Pesquisa jurídica inteligente
Conforme refere Susskind, já existem no mercado sistemas capazes de revisar e classificar corpos de documentos com mais eficiência que paralegais e jovens advogados. Em síntese, a tendência é que a pesquisa jurídica se torne mais inteligente. Desse modo, não importa quão baixos sejam os custos de mão de obra humana, um sistema de pesquisa jurídica inteligente dará sempre menos despesas.
É provável que você goste:

12. Big Data            
Estamos produzindo enormes quantidades de dados diariamente, o que torna um desafio, para todos nós, manusear essa imensidão de conteúdos. Em suma, advogados que adotarem ferramentas de Big Data poderão descobrir os principais problemas jurídicos que afetam determinadas comunidades, analisar bancos de decisões judiciais e oferecer diferenciais competitivos em seus escritórios.

13. Soluções de problemas baseadas em Inteligência Artificial
Com cada vez mais frequência, advogados deverão utilizar a Inteligência Artificial para resolver problemas jurídicos. Conforme Susskind, são diversas as aplicações, desde atividades mais simples (como a análise de padrões) até mais complexas (como o aconselhamento jurídico). Aliás, o professor está convencido de que a Inteligência Artificial mudará a nossa percepção em relação aos processos judiciais.

A prática jurídica e as novas tecnologias
É difícil prever se (e quando) essas tecnologias começarão a impactar, significativamente, o mercado jurídico brasileiro. Mas é inegável que a nossa prática jurídica está sendo transformada. As soluções tecnológicas oferecidas pelas lawtechs e legaltech, somada à tímida (mas perceptível) mudança na mentalidade dos profissionais, parecem indicar que o Direito jamais voltará a ser analógico.

SUSSKIND, Richard. Tomorrow's lawyers: an introduction to your future. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2013.
Por Bernardo de Azevedo e Souza
Fonte JusBrasil Notícias

PENSAR...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

DICAS PARA EVITAR O GOLPE DO FALSO BOLETO BANCÁRIO

Checar as informações da fatura e desconfiar se a leitura do código de barras falhar são algumas recomendações. Banco e empresa fornecedora são responsáveis por prejuízos com a fraude

Boletos bancários são uma das formas de pagamento de contas mais utilizadas hoje em dia e, por isso, têm atraído a atenção de fraudadores. O golpe consiste em ataques virtuais que modificam o código de barras original, desviando o dinheiro que deveria ir para o pagamento para uma conta fantasma do fraudador.   
Com o pagamento de um boleto falso, o consumidor deixa de pagar o que deveria e, consequentemente, pode sofrer corte no fornecimento de um serviço, receber cobranças com juros e multa por atraso e até ficar com o nome sujo.
Diante desses riscos, é importante ficar atento ao receber um boleto ou baixá-lo pela internet. Veja dicas para não cair nesse golpe cada vez mais comum.

Proteja-se na internet
É importante manter o antivírus do computador sempre atualizado, pois programas maliciosos, enviados por meio de vírus, podem alterar o código de barras do boleto. O antivírus em dia é capaz de identificar anormalidades na geração do boleto pela internet, na visita a sites duvidosos ou em documentos enviados por e-mail.  
Ao receber um e-mail suspeito com arquivos anexos, notificações de pagamentos ou links, desconfie: entre em contato com o emissor da mensagem e confirme a autenticidade das informações recebidas, tanto documentos de empresas privadas quanto de órgãos públicos.
Se possível, evite fazer compras, efetuar pagamentos ou gerar boletos em computadores públicos ou em redes de wi-fi abertas. O risco de invasão de contas nesses ambientes é intensificado.

Fique atento aos sinais
Leia bem o boleto bancário. A maioria dos documentos falsos costumam ter diferenças no padrão de formatação e outros erros básicos, como de português. Qualquer característica suspeita pode ser um indício de fraude.  
Se a leitura do códigos de barras falhar na tentativa de pagamento do boleto pelo caixa eletrônico ou aplicativo do banco, redobre a atenção. O erro pode ser decorrente de falha no equipamento, mas também pode ser fraude: se houver alguma lacuna com espaço fora do padrão ou faltando colunas, desconfie.
Boletos fraudados não podem ser lidos pelo sistema do banco ou aplicativos de celular porque algumas barras costumam ser apagadas para forçar o consumidor a digitar o código numérico falso.  
Contas que o consumidor paga com certa periodicidade podem ser comparadas. Observe o boleto atual com o anterior e veja se há muitas diferenças. Em caso de impressão em caixa, é importante observar se as informações da tela são as mesma do boleto impresso, como o banco cedente, agência do beneficiário e código do banco.
Cada instituição bancária possui um código próprio de identificação. Esse número aparece na frente do logotipo do banco e nos primeiros três dígitos da linha digitável de cada boleto. Esse número deve ser equivalente ao código do banco emissor. Veja na imagem abaixo alguns detalhes nos quais prestar atenção.


O que fazer se cair no golpe?
O consumidor vítima do golpe deve tirar cópias do boleto falso e do comprovante de pagamento (impresso no caixa eletrônico, via internet ou celular). Com os papéis em mãos, registre um boletim de ocorrência numa delegacia e procure o banco e o fornecedor do serviço.  
Segundo o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fornecedor de serviços deve responder pela reparação dos danos causados ao consumidor, independentemente de culpa. Assim, em casos de golpe de falso boleto, o fornecedor e o banco devem arcar com os prejuízos, pois são os únicos que têm acesso conhecimento dos dados do consumidor e são responsáveis por eles.  
Ao permitir que os boletos sejam impressos pela internet, os bancos e empresas assumem os riscos de segurança associados à sua emissão. O mesmo princípio vale para os boletos enviados pelo correio.  
O Idec orienta o consumidor lesado a procurar primeiramente a empresa prestadora do serviço ou o banco envolvidos na fraude. Caso não consiga resolver a questão, pode procurar o Procon de sua cidade ou registrar uma reclamação no site www.consumidor.gov.br, do Ministério da Justiça.
Outra opção é entrar com uma ação no Juizado Especial Cível (JEC) para buscar o ressarcimento e uma possível indenização por dano moral ou material, nos casos em que houver interrupção do serviço, negativação indevida e outros danos decorrentes da fraude.  
Se o prejuízo for de até 20 salários mínimos, a ação no JEC não exige o acompanhamento de um advogado.
Fonte Idec

sábado, 15 de janeiro de 2022

CURE ANSIEDADE, DORES, INDECISÃO E MÁGOAS COM A IMAGINAÇÃO

Com técnicas corretas, pode-se conduzir o pensamento a nosso favor e trazer mais saúde. A imaginação trata os males físicos e da alma.

Na prática, sofremos uma consequência direta do que pensamos
Curioso como a química corporal reage ao nosso pensamento. Sem saber se o que se passa pela mente é real ou inventado, o cérebro já se antecipa e dispara uma série de reações fisiológicas capazes de afetar tanto nosso estado físico quanto emocional.
A explicação vem da neurociência. “Quando nos imaginamos numa situação de muito medo, a sensação de ameaça estimula o cérebro a liberar adrenalina, cujos efeitos são contração muscular, aceleração no ritmo cardíaco e respiração ofegante.
Já fantasiar uma cena altamente prazerosa incentiva a produção de endorfina, substância que traz alívio e relaxamento”, explica a psicóloga Isolina Maria Proença, do Centro Psicológico de Controle do Stress, em Campinas, interior paulista.
Na prática, sofremos uma consequência direta do que pensamos E, quanto mais idílicas forem as cenas visualizadas, maior bem-estar o organismo sentirá. A seguir, seis técnicas de visualização para proporcionar bem-estar e realização

1. Interromper pensamentos de preocupação
Chamada de parada de pensamento, esta técnica destina-se a eliminar a ruminação de preocupações. Feita antes de dormir, diminui a agitação mental, que provoca insônia.
• Sentado, feche os olhos e respire profundamente algumas vezes.
• Imagine que está olhando para uma tela em branco bem grande.
• Devagar, monte a palavra PARE! Letra por letra, cada uma delas com forma e cor diferente das demais.
• Concentre a atenção na imagem da palavra enquanto diz para si mesmo mentalmente: “Você está pensando catastroficamente, negativamente. Seus pensamentos são irreais. Você está tenso”.
• Respire três vezes bem devagar e profundamente.
• Agora pense que está vivenciando uma experiência prazerosa – pode ser caminhar numa praia, brincar com um animal de estimação, seu primeiro beijo. Se quiser, inclua outros sentidos na visualização: imagine que está sentindo um cheiro gostoso, ouvindo uma música agradável ou tocando algo que lhe traz sensação de aconchego.
• Depois de cerca de dez ou 15 minutos, abra os olhos.

Por Isolina Maria Proença, psicóloga do Centro Psicológico de Controle do Stress

2. Sem nenhuma mágoa
Não há tempo definido para a duração desta prática, e ela pode ser feita sempre que você se pegar remoendo um incidente que o magoou.
• Sentado, feche os olhos e deixe a respiração adquirir um ritmo tranquilo, natural.
• Preste atenção nas tensões do seu corpo, dos pés à cabeça, sobretudo nos ombros e no queixo. Procure relaxar, sentindo a leveza se espalhar pelo corpo.
• Imagine que sua mágoa tem a forma de um grande bloco de gelo.
• Visualize esse bloco de gelo em seus braços. Perceba o frio, o peso e o esforço que você tem de fazer para carregá-lo.
• Com o bloco nos braços, caminhe por uma trilha que conduz a um riacho. Durante o percurso, raios de sol começam a aquecer você e pequenas gotas de água se desprendem do gelo.
• Chegue ao riacho e entre em suas águas limpas.
• Observe o gelo derretendo por entre seus braços. Rapidamente o bloco começa a se desfazer, misturando-se à água do riacho.
• Perceba a mágoa indo embora, seguindo o fluxo das águas. Ela se dissipa e a ferida que mantinha você imóvel é curada.

Por Rita Diz Bueno, psicoterapeuta junguiana

3. Desejos materializados
Esta técnica consiste na visualização daquilo que se deseja obter, seja na área financeira, profissional, da saúde, seja na dos relacionamentos. Deve ser feita diariamente, de preferência pela manhã, ao acordar, ou à noite, ao se deitar.
• Sentado e de olhos fechados, respire fundo.
• Dê uma ordem de relaxamento a cada uma das partes de seu corpo, numa sequência que começa nos pés e termina no alto da cabeça. Ao fazer isso, perceba que os músculos vão se distendendo e que você se sente cada vez mais tranquilo e relaxado.
• Imagine a situação desejada com todos os detalhes e procure colocar bastante cor e luminosidade na cena que você está criando. Se seu desejo é arrumar um emprego, visualize-se empregado, numa empresa e com um salário que satisfazem às suas necessidades.Veja-se feliz nesse local, rodeado de pessoas que querem sua presença ali. Se seu desejo é um bem material, visualize que você já o possui, o está usando e sente um grande prazer com isso. Caso deseje criar mais harmonia no convívio doméstico, visualize uma cena agradável em família: por exemplo, um jantar farto e saboroso, onde estão todos alegres, tratando-se com gentileza.
• Procure perceber os sentimentos positivos que surgem com a visualização e imagine que os está emanando para fora de você, em direção ao Universo. Enquanto faz isso, concentre-se na certeza de já ter conseguido realizar seu desejo. Quando sentir que conseguiu expressar exatamente o que quer, finalize a visualização e respire profundamente.

Por Fátima Valverde Gimenez, professora de cursos de visualização criativa

4. Alívio das dores
Seja qual for o tipo de dor, este exercício traz maior conforto para o corpo. O tempo de duração dependerá do necessário para amainar o sintoma.
• Feche os olhos e faça cinco respirações profundas.
• Observe mentalmente cada parte do seu corpo e procure relaxar aquelas que estão mais tensas.
• Pense que sua dor é uma nuvem escura acima da sua cabeça, e que você a está segurando por uma cordinha. Repare na textura, na forma e no tamanho da nuvem.
• Visualize-se soltando a cordinha e deixando a nuvem subir para o céu. Observe-a mudando de cor, ficando menor e subindo cada vez mais alto, até se dissipar e desaparecer.
• Observe também se a intensidade da dor diminuiu.
• Ao abrir os olhos, você estará pronto para voltar às suas atividades.

Por Maria Isabel Serafim Trench, psicóloga do Cora – Centro Oncológico de Recuperação e Apoio, de São Paulo

5. Em situações de indecisão
Por meio desta visualização, entramos em contato com uma parte mais profunda dentro de nós, que é madura e sábia – nosso “guia interno”. Convém reservar 30 minutos para praticá-la.
• Sente-se e feche os olhos.
• Faça algumas respirações abdominais: inspire enchendo o abdome e expire fazendo-o se retrair.
• Retome a respiração normal e conte de um a dez. A cada número, diga para si mesmo: “Meus músculos ficam cada vez mais relaxados. Respiro profundamente. Estou tranquilo”.
• Quando chegar ao número dez, veja-se num lugar bonito, junto à natureza. Imagine os detalhes da cena, as cores, os ruídos e os cheiros. Há uma trilha ali. Você está andando por ela.
• A trilha leva ao topo de uma montanha e você está subindo por ela, sem esforço.
• Ao chegar ao topo, existe uma gruta. Peça permissão para entrar e vislumbre, lá dentro, na penumbra, um sábio.
• Mentalmente, faça ao sábio a pergunta relacionada à sua indecisão, de forma objetiva. Deixe a pergunta com ele e agradeça a ajuda, sabendo que a resposta virá. (Ela pode vir imediatamente, através de uma frase do sábio, de uma imagem ou de uma intuição; ou pode demorar um pouco, surgindo num sonho, num encontro, numa leitura casual.)
• Despeça-se do sábio e faça o caminho de volta. Quando chegar a seu ponto inicial, conte de dez a um repetindo, a cada número, para si mesmo: “Estou ficando cada vez mais consciente”.

Por Thaís Petroff, psicóloga cognitivo comportamental com formação em PNL

6. Contra a ansiedade
Esta visualização deve ser feita durante três minutos. Embora o ideal seja estar na posição sentada, há ocasiões em que não há uma cadeira à disposição. Nesse caso, a prática pode ser feita de pé.
• Diga para si mesmo que sua intenção com este exercício é combater a ansiedade.
• Feche os olhos e faça três respirações, da seguinte maneira: expire pela boca e então inspire pelo nariz; depois novamente expire e inspire; e por fim apenas expire. As expirações devem ser longas e lentas, e as inspirações, feitas normalmente. Todo o processo deve ser realizado sem esforço.
• Passe a respirar normalmente, pelo nariz, e visualize-se entrando num lindo prado.
• Ao inspirar, veja-se absorvendo uma luz azul dourada – uma mistura do Sol dourado brilhante e do céu azul sem nuvens.
• Ao expirar, imagine que o gás carbônico que sai de seus pulmões tem a forma de uma fumaça cinza, que se afasta e desaparece.
• Visualize a luz azul circulando pela sua corrente sanguínea. Ela atinge todas as partes do interior do seu corpo e o ajuda a se tranquilizar.
• Agora, outro raio da luz azul circula pela ponta de seus dedos das mãos e para além delas, até circundar seu corpo com um brilho azul de safira.
• Sinta a luz interna e a externa começando a se juntar. Seu corpo é uma ponte que está permitindo essa ligação. Quando você vir as luzes azuis unidas, sinta que sua ansiedade passou. Abra os olhos.

Por Imagens Que Curam, de Gerald Epstein, Ágora.

Por Cacilda Guerra
Fonte Exame.com

VOCÊ

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

ADVOGADO RECOMENDA USO DE "MÓDULOS" PARA SUSTENTAÇÃO ORAL DE SUCESSO


A sustentação oral é, provavelmente, a parte mais empolgante do contencioso. Nem todos os advogados são naturalmente talentosos nessa atividade comum da advocacia, mas há uma grande margem de aprendizagem para todos. Com algum esforço, técnica e treinamento, qualquer um pode fazer uma grande sustentação oral, diz o advogado, escritor e palestrante Sam Glover, editor do site Lawyerist.
A primeira recomendação de Glover é abandonar a tradicional lista de pontos, que orienta a sequência da sustentação oral, como se fosse um roteiro para uma palestra. Em vez disso, é melhor preparar a sustentação em módulos (por pontos ou assuntos).
Em sustentações orais “frias”, em que os juízes não interrompem o advogado com perguntas ou comentários, a lista de pontos até que funciona. Mas em sustentações orais dinâmicas, com várias participações dos juízes, o advogado pode se perder e ter dificuldades para voltar ao ponto certo do roteiro.
No entanto, se a sustentação for preparada em módulos, não importa se as intervenções dos juízes façam com que as discussões pulem de um assunto para outro, voltem e avancem. O advogado não terá de buscar em sua lista o fio da meada. Ele saberá, facilmente, em que módulo a discussão se situava no momento da interrupção.
A ideia é ordenar (ou agrupar) a legislação pertinente, os fatos, as referências a provas e argumentos em módulos. Assim, em vez de uma sustentação oral completa (ou uma peça de teatro completa) se terá três, quatro ou cinco módulos (ou três, quatro ou cinco atos de uma peça teatral completa).
Isso feito, se poderá fazer alguma espécie de roteiro (ou lista de pontos, se quiserem) dentro de cada módulo. E a sustentação deve ser praticada e memorizada por módulos, como um ator de teatro irá decorar e ensaiar a peça por atos. De acordo com Glover, o advogado deve se preparar em cada módulo até o ponto que possa falar na ordem preparada ou fora de ordem.
Assim, fica até mais fácil encontrar um argumento para responder a uma pergunta de um juiz, se ela fugir do roteiro. Por exemplo, se o advogado estiver expondo argumentos de seu segundo módulo e um juiz impaciente fizer uma pergunta sobre um tema que não tem a ver com o assunto, ele saberá, de qualquer forma, que a questão está no quarto módulo. Ele pode, então, responder à pergunta e voltar ao segundo módulo.
A técnica da lista de pontos não é totalmente descartável. O advogado Andrew Frey, que ganhou o prêmio “Advogado de Apelação do Ano” no estado de Nova York a recomenda. No entanto, diz Glover, ela encoraja o pensamento rígido. E isso pode ser um problema se o andamento da sustentação oral se torna dinâmico.
Fazer apenas uma lista de pontos é mais fácil do que fazer uma preparação adequada da sustentação, o que pode acontecer por falta de tempo ou por falta de disposição (ou energia). Glove diz que é “por preguiça”.

Quatro aspectos da preparação

1. Os fatos.
Conheça os fatos na sequência e de trás para a frente. Certifique-se de saber também o que consta e o que não consta dos autos do processo.

2. A legislação.
Apesar de você já haver pesquisado a lei em vários pontos do contencioso, incluindo quando redigiu a petição inicial, você deve voltar a examinar pelo menos os pontos essenciais, antes da sustentação oral. Prepare-se para discutir as nuances do caso, sem o texto da lei ou das regras em sua frente.
Você deve saber com clareza o texto da lei que você quer que os juízes adotem ou apliquem, seja de um entendimento existente ou de um entendimento que você quer que os juízes adotem. Se você quer ganhar um caso, você deve expressar com clareza os argumentos jurídicos que o tribunal deve adotar.

3. O argumento.
Certifique-se de explicar claramente porque seu cliente deve ganhar a causa. Glover diz ter visto um número considerável de advogados que não conseguem articular uma razão coerente para justificar uma decisão favorável. A sustentação oral visa dizer aos juízes que seu cliente deve ganhar a causa e lhes traçar o roteiro jurídico para obter tal resultado.

4. O que você quer.
O advogado deve dizer claramente aos juízes o que ele quer que o tribunal decida. É claro que o pedido deve se referir a uma decisão que o tribunal possa tomar. Não adianta pedir uma coisa que o tribunal não possa atender.

Organize e pratique seus argumentos
Glover diz que, para começar a organizar seus argumentos, ele escreve cada questão que quer discutir em uma ficha (ou folha) separada, que será o embrião de um módulo. São frases curtas (ou listas de pontos), não partes de um roteiro. Então, ele pega uma ficha e pratica a argumentação sobre aquele tópico ou ideia. Ao fazer isso, os módulos começam a se organizar por si mesmos, porque uma questão pode chamar outra, que está em outra ficha.
À medida que pratica cada ficha, ele as coloca no chão. Isso ajuda a organizar os tópicos e colocá-los em uma ordem (prévia) que faça mais sentido no momento. Antes de definir os módulos, porém, é recomendável parar e ir dar uma volta, para que o subconsciente trabalhe e comece a dar suas colaborações. Nesse ponto, os módulos começam a se configurar.
Uma vez que os módulos estejam prontos, é o momento de colocá-los na ordem definitiva, também da maneira que faça mais sentido. Isso feito, pode-se fazer uma lista da sequência dos módulos, o que será particularmente útil se os juízes não interromperem a sustentação por qualquer motivo. Às vezes eles não interrompem porque percebem que o ordenamento de suas argumentações tem uma coerência e que uma explicação a qualquer dúvida que possam ter virá a seguir.

Memorize seus argumentos
O fato de se praticar enquanto se elabora as fichas e os módulos já ajuda a memorizar seu discurso. Praticar a sustentação durante uma caminhada ajuda a associar cada ponto da argumentação com algum ponto dos arredores da cidade — e isso ajuda a fixá-lo em seu cérebro.
A sustentação não deve ser memorizada palavra por palavra, como em uma peça de teatro. Isso seria contraprodutivo. Você deve memorizar apenas o que quer dizer em cada questão (ou ponto) de cada módulo. Isto é, ter uma ideia clara do que quer argumentar.

Pratique sua sustentação com uma audiência
Praticar a sustentação oral com colegas do escritório, se arrumarem tempo, pode melhorá-la consideravelmente, porque os colegas poderão apontar os pontos fortes e os pontos fracos da argumentação.
Glover diz que pratica sua sustentação oral, depois de pronta, com leigos. Se eles parecem entediados, é porque ele não fez um bom trabalho. Fazer a sustentação oral para não advogados força você a ir direto aos fatos, questões e argumentos mais essenciais. Você pode ser obrigado a avançar por detalhes da lei, mas se for direto aos pontos essenciais será sempre melhor, especialmente com juízes. 
Finalmente, no dia da sustentação oral, ele se veste e sai para dar uma volta. Na rua, faz sua sustentação oral, sempre usando um fone de ouvido, para as pessoas pensarem que está ao telefone, em vez de acharem que é um doido. Ou pratica no carro, enquanto dirige para o tribunal.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

O QUE FAZER SE RECEBER UM “NÃO” NA ENTREVISTA


O processo seletivo é o momento onde a esperança de conseguir um novo emprego é renovada. Por isso, o profissional já começa a traçar planos sobre o que fazer caso entre na empresa, quais serão suas atividades, como são seus colegas etc.
Entretanto, toda essa ansiedade resulta numa grande decepção, na maioria das vezes, quando a resposta do recrutador é negativa.
“O que saiu errado, será que foi algo dito ou não, ou foi por causa de cinco minutos de atraso ou o recrutador não foi com a minha cara, são muitas as dúvidas que pairam na cabeça de quem não foi aceito logo na entrevista”, explica a coaching de carreira, Roseli Almeida Castanho.
Segundo Roseli, os profissionais podem perder tempo demais preocupados sobre o motivo pelo qual não conseguiram a aprovação, e então, acabam deixando de focar na solução para mudar o que realmente está dando errado. “Não adianta se desesperar, a contratação só vai acontecer quando houver dedicação e comprometimento, a impressão que o recrutador precisa ter de um candidato é de que ele é uma pessoa segura de si”, acrescenta.

O tão temido “não”
A coaching Roseli indicou 4 atitudes que ajudam os profissionais a superarem a dificuldade de seguir adiante depois de receber uma resposta negativa na entrevista:

Aja, não reaja
Se você participou de um processo seletivo há algum tempo, manteve esperançoso, mas não recebeu uma resposta agradável, não desista, nem fique triste.  Mande o máximo de currículos possíveis, fale com amigos, inscreva-se em sites de emprego. As possibilidades são infinitas.

Lembre-se que a perspectiva é subjetiva
Você pode ter certeza de que mandou bem, mas não conseguiu ser chamado porque quem fez a entrevista não foi com a sua cara. Sim, a pessoa pode não ter ido mesmo! Isso faz parte do ato de contratar, muitas vezes vai além de qualificações ou experiências profissionais, existem vários perfis de recrutadores, cada um lida com seu processo seletivo da forma que o contratante delimita.

Seja realista
Tente reconhecer o motivo pelo qual recebeu o “não”: se a vaga exigia experiências ou qualificações além do que você poderia oferecer, se o papo com o recrutador não foi muito bom, se você cometeu uma gafe. A empatia leva as pessoas a enxergarem de forma mais ampla o papel das outras.

Aprenda com seus erros
Não é válido colocar a culpa nos outros sempre. Se você já participou de um número grande de processos seletivos e até agora não foi contratado, algo na sua postura desagrada os recrutadores. Reveja seu objetivo profissional, reformule seu currículo, treine mais o seu vocabulário. Hoje em dia, existem ainda vários serviços de orientação de especialistas para tornar os candidatos mais bem preparados e atrativos para as organizações.

Por Nathaly Bispo
Fonte MSN Empregos

SABEDORIA

sábado, 8 de janeiro de 2022

NO CALOR, OS ANIMAIS PRECISAM DE ATENÇÃO REDOBRADA


Nesta época do ano, os termômetros não param de subir, as crianças entram em férias, muitas pessoas diminuem o ritmo de trabalho, e a vontade de sair com a família toda pra passear é grande. Os parques ficam cheios. Os cães não ficam de fora da farra do verão. Mas cuidado. Eles precisam de atenção especial para que a saúde não fique em risco.
A pelagem densa, a proximidade do corpo com o asfalto quente e a dificuldade em regular a própria temperatura são alguns dos fatores que prejudicam a adaptação dos cães ao calor excessivo. Eles não suam pela pele para controlar a temperatura do corpo como nós. Tentam regular a temperatura através da respiração. Por isso ficam mais ofegantes no calor. Com a expectativa de dias cada vez mais quentes, é bom redobrar a atenção. Crianças, cães e gatos podem ter hipertermia, a popular insolação. Por isso, é bom evitar passeios nas horas mais quentes do dia, entre às 10h e às 16h. Deve-se evitar também andar com eles de carro, com as janelas fechadas e sem ar condicionado. Os gatos são ainda mais suscetíveis a problemas quando passeiam em dias de calor. Normalmente, o estresse de sair de casa já os deixa ofegantes. Com o calor, podem ter um quadro de hipertermia também. Sombra e água fresca são requisitos indispensáveis para o bem estar de nossos amigos de quatro patas.
É importante cuidado para não confundir os sintomas com um quadro respiratório. Quando os animais ficam ofegantes e com dificuldade de respirar, muitos donos os tratam como se fosse apenas falta de ar. O ideal é considerar o histórico. O dia está ou estava muito quente, ele passeou sob o sol ou o local em que está ou estava é muito abafado, então, as chances de que a temperatura deles esteja alta é grande.
Animais com hipertermia apresentam temperaturas acima de 40°C (o normal varia entre 37,5° a 39,3°C), ficam muito ofegantes, o coração dispara, a mucosa da boca e a língua ficam ressecadas, a saliva pode ficar espessa, eles deitam e relutam em sair do local. Alguns chegam a desmaiar ou a ter convulsões. No caso de animais com histórico de convulsões, cuide de esfriá-lo. Se tiver convulsão por causa de hipertemia, não adianta só dar remédio. É importante baixar a temperatura do animal, com urgência.
A indicação é dar um banho frio rápido e enrolar o animal numa toalha molhada fria. Ter um termômetro é muito útil nessas horas. Mas evite o termômetro anal, que normalmente é de vidro. O risco é o animal se mexer, quebrar o aparelho e se machucar. Deixe esse modelo para o veterinário usar. No calor, sempre que possível dê água gelada para os animais. Isso ajuda a evitar que a temperatura suba muito.
O risco de hipertemia é maior em animais obesos, que podem ter a síndrome mesmo em temperaturas mais amenas. As raças de cães mais predispostas são weimaraner, beagle, schnauzer, cocker e dachshund. Raças que têm focinho curto (braquicefálicas), como pug, lhasa-apso, shih-tzu, boxer e buldogue, têm maior dificuldade em perder calor pelo ato de ofegar e também correm mais riscos de ter hipertermia. Entre os gatos, o persa e o maine-coon costumam ter maior incidência.
Nunca deixe um animal sozinho dentro do carro, nem por alguns minutinhos. O final desse episódio costuma ser trágico. Ao sair de casa leve sempre uma garrafinha de água para refrescá-lo, respeite os limites de seu animal, fique atento a toda alteração de comportamento e em caso de mal estar, procure o veterinário.
Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online

FIV & FELV - GATOS

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

SAIBA COMO ECONOMIZAR ENERGIA EM SUA CASA ENQUANTO ESTIVER VIAJANDO

Evitar o modo stand-by dos eletroeletrônicos é uma forma de garantir menos surpresas na conta de luz; confira mais algumas dicas

Conseguir economizar energia durante as férias de verão, driblando o uso do ar condicionado e o exagero típico dessa época do ano já é um desafio para os consumidores. Porém, os períodos em que se passa fora de casa viajando também podem contribuir com o consumo de energia. E eles também merecem atenção.
Grande parte dos eletrodomésticos possui o modo stand-by (aquela luzinha que fica acesa mesmo quando você não está usando o aparelho). O modo stand-by ajuda a manter os eletros parcialmente ligados, prontos para o funcionamento. Para evitar o desperdício, o consumidor tem duas opções: desligar o interruptor que existe na parte posterior de alguns modelos ou desligar o aparelho da tomada. Com relação ao aparelho de TV, o melhor é desligar no botão liga/desliga (on/off) ou mesmo tirar da tomada para não correr o risco de continuar gastando energia desnecessariamente.
No entanto, ligar e desligar os aparelhos com frequência pode diminuir sua vida útil. Por isso, o mais aconselhável é deixar os eletrônicos fora da tomada apenas quando não forem ser utilizados por um período de tempo mais longo, como durante uma viagem - mesmo que seja apenas um final de semana.
Outros aparelhos que consumem energia constantemente são aqueles que possuem relógios externos ou internos: forno de micro-ondas, computadores, aparelhos de DVD e receptores de TV a cabo e satélite. Uma boa opção que auxilia na economia de energia na função stand-by é ligar alguns deles em um filtro de linha que tenha um botão liga-desliga. Eles são baratos e disponíveis em supermercados ou lojas de materiais para construção. Assim, todos os aparelhos conectados podem ser desligados ao mesmo tempo, facilitando o controle da energia consumida.

Geladeira
Se a viagem de férias for durar mais de uma semana, esteja atento ao prazo de validade dos alimentos: guarde-os somente se tiverem um prazo razoável, caso contrário, procure consumir antes da viagem - ou então doe-os. Já caso de viagens longas, é válido desligar a chave geral do imóvel e esvaziar a geladeira.
Na área externa da casa, ao invés de deixar a luz acesa como indicativo de presença, o consumidor pode instalar sensores de presença automatizados - o que também auxilia no consumo de energia.
Fonte Idec

O QUE REALMENTE ACONTECE COM QUEM NÃO PAGA AS CONTAS

Veja exatamente quais são as consequências do atraso no pagamento das contas

As dívidas em atraso podem levar o consumidor a ficar com o nome sujo e sofrer ações judiciais

Pagar contas não é nada agradável, mas deixar de pagá-las pode ser muito pior. O consumidor que deixa de quitar seus débitos em dia enfrenta uma série de consequências, que vão da cobrança de juros pelo atraso até a penhora de bens, como imóveis e carros. Veja a seguir quais são os principais efeitos do atraso no pagamento das contas.

Inclusão em cadastros de inadimplentes
Se o prazo de vencimento do pagamento expirar, no dia seguinte a empresa que prestou o serviço já pode entrar em contato com os órgãos de proteção ao crédito para informar que o consumidor possui um débito em atraso. Cabe então a esses órgãos enviar uma carta de notificação de débito ao cliente para informá-lo sobre a pendência.
O consumidor tem um prazo de 10 dias, contados a partir da data do envio da notificação de débito, para pagar a conta. Apenas depois desse prazo, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC), ele poderá ser incluído nos cadastros de inadimplência, que ficam disponíveis para consulta pública. Essa inclusão é a chamada negativação do consumidor e o que torna o seu nome sujo.
Alguns dos principais cadastros de inadimplência do país hoje são: o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), que é o sistema de informações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs), o Serasa e o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que pertencem a duas empresas privadas, a Serasa Experian e a Boa Vista Serviços.

Restrições de crédito
A inclusão do CPF em um cadastro de inadimplência leva o consumidor a enfrentar diversas restrições. “O nome sujo traz consequências seríssimas. Não adianta ter um histórico de crédito ótimo nos últimos 20 anos. A partir do momento que o consumidor é incluído no SCPC e no Serasa tudo fica restrito”, avalia José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec).
Conforme comenta Fernando Cosenza, diretor de marketing da Boa Vista Serviços, são realizadas sete milhões de consultas aos cadastros de inadimplentes por dia. “Toda vez que o consumidor contrata um serviço recorrente, faz um pagamento a prazo ou contrata uma operação de crédito, seu CPF é consultado. E quando a empresa vê que ele tem dívida, a tendência é que ela negue o serviço", diz.
O consumidor que tem o nome sujo pode encontrar dificuldades, por exemplo, para fazer pagamentos com cheques, abrir contas em banco, alugar imóveis, fazer compras a prazo e para obter um empréstimo.
Quando a dívida é paga, a empresa comunica os órgãos de proteção ao crédito e o CPF do consumidor é retirado automaticamente do banco de dados dentro de três a cinco dias, segundo o diretor de marketing da Boa Vista.
Passados cinco anos sem que a dívida seja paga, o consumidor é obrigatoriamente excluído do cadastro de inadimplentes. “A lei prevê que o registro seja deletado após cinco anos por decurso de prazo. Não significa que dívida caducou, ela continua existindo, o que caduca é a informação no banco de dados de inadimplência”, explica Consenza.

Ações judiciais
Além do cadastro do consumidor nos bancos de inadimplentes, o outro recurso que as empresas podem utilizar para pressionar os devedores são as ações judiciais. “Se o consumidor perder a ação, ele pode vir a ter a poupança e a conta corrente bloqueadas por ordem judicial e, dependendo do caso, pode ter bens como sua casa e o seu carro penhorados”, explica o presidente do Ibedec.
Segundo Tardin, as empresas podem abrir uma ação contra o consumidor seja qual for o valor da dívida, mas muitas só o fazem se o valor do débito for alto. Se o montante for irrisório, os custos do processo podem não compensar e em muitos casos a simples negativação do consumidor já é bastante eficiente.
Conforme disposição do Código de Defesa do Consumidor, mais uma vez, passados cinco anos desde a configuração da dívida, a empresa perde a possibilidade de entrar com uma ação judicial. “Não é um perdão da dívida, a empresa não poderá mais abrir uma ação, mas ela pode continuar ligando para a pessoa para cobrá-la”, afirma Tardin.

Pagamento juros
Ao deixar de pagar as contas no prazo, o consumidor também precisa arcar com alguns custos e possíveis sanções previstas no contrato.
Um desses custos é o juro moratório, que é pago pela demora no pagamento. Segundo o CDC, esse juro deve se limitar a 2% sobre o valor da parcela devida.
Além dos juros moratórios, também podem ser cobrados os juros compensatórios. Carlos José Guimarães, professor de Direito do Consumidor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), esclarece que esses são os juros que o consumidor paga para compensar a empresa pela perda que ela teve devido ao atraso. “Os juros compensatórios costumam ser cobrados quando o atraso dura mais tempo, como um mês ou mais, mas geralmente não é cobrado se o atraso for de poucos dias", diz Guimarães.
Segundo ele, a alíquota dos juros compensatórios varia de acordo com o tipo de contrato, uma vez que para cada serviço a perda que a empresa tem pelo atraso no pagamento varia. “O Supremo Tribunal Federal, quando julgou a legalidade dos juros compensatórios, concluiu que não havia maneira de se prefixar esse juro”, conta o professor da UERJ.
Como não há um limite pré-definido para a cobrança dos juros compensatórios, muita vezes as taxas são contestadas. O professor da UERJ explica que o assunto é muito "arenoso" e que não é possível definir um percentual fixo a partir do qual uma taxa pode ser considerada abusiva.
Segundo Guimarães, os tribunais avaliam se houve a cobrança de taxas abusivas a partir de dois parâmetros. O primeiro deles é o tipo de objeto do contrato. "Se for feito um contrato com uma empresa de transportes e esse serviço for feito em uma região mais perigosa, mais alto será o custo do serviço e os acréscimos podem ser maiores". O segundo critério diz respeito ao tipo de consumidor. Se ele tiver o nome sujo, por exemplo, como a operação envolve mais riscos para a empresa, pode ser justificada a ocorrência de taxas maiores.
Além dos juros moratórios e compensatórios, podem existir cláusulas penais que definam outras sanções específicas em caso de atraso do pagamento, como uma indenização, ou a suspensão de um serviço. Essas cláusulas podem variar muito de acordo com o contrato.

Suspensão dos serviços
No caso das contas de serviços recorrentes, como as contas de luz, a cláusula penal prevista é a suspensão do serviço. Mas as empresas não podem cortar os serviços indiscriminadamente, existem algumas regras do Código de Defesa do Consumidor que devem ser seguidas.
O consumidor que deixar de pagar contas de serviços básicos, que são as contas de água, luz e gás, só poderá ter o fornecimento suspenso depois de 90 dias. E antes que a prestação do serviço seja interrompida, a empresa deve obrigatoriamente notificar o cliente com 15 dias de antecedência.
Se passarem 90 dias de atraso e a notificação não for feita, a empresa não poderá cancelar o serviço, ela terá que notificar o cliente e esperar mais 15 dias para só então suspender o atendimento.
Já as contas de serviços que não são essenciais, como as contas de telefone fixo e móvel e de televisão por assinatura, possuem outros prazos. Depois de 30 dias de atraso, os serviços já poderão ser cortados temporariamente, caso a empresa tenha cumprido o prazo de notificação de 15 dias. E após 90 dias a empresa tem o direito de rescindir o contrato.
E ainda, no caso das contas de telefone fixo e móvel, a empresa tem o direito de bloquear a realização de ligações depois de 15 dias de atraso, mantendo ativo apenas o recebimento de chamadas. As ligações de emergência, como para polícia e bombeiros, só podem ser bloqueadas se o contrato for rescindido, após os 90 dias.
Por Priscila Yazbek
Fonte Exame.com