terça-feira, 24 de agosto de 2021

SE AINDA NÃO PASSOU POR ENTREVISTA DE EMPREGO NESTE MODELO, PREPARE-SE

em entrevistas de emprego online envolve algumas particularidades

Os processos seletivos estão ganhando cada vez mais agilidade ao se unirem à tecnologia. Um exemplo disso é o crescimento das entrevistas por videoconferência, como Skype ou Zoom, tendência nos departamentos de recursos humanos.
Esse formato possibilita a redução dos custos e do tempo, beneficiando às empresas e também aos candidatos, que não precisam se locomover até a empresa contratante.
Se você ainda não passou por uma entrevista nesse modelo é melhor começar a se preparar, pois em breve você pode ser convidado a se apresentar dessa forma.

Você está preparado para uma entrevista online?
Algumas dicas valiosas para você se habilitar nesse modelo de entrevista e conseguir expressar com tranquilidade e profissionalismo suas melhores competências.
Em primeiro lugar, você precisa entender as diferenças entre uma entrevista presencial e uma entrevista online. O sucesso desse tipo de entrevista envolve outros fatores.

Escolha um local adequado
Uma das estratégias da entrevista por videoconferência é ver o candidato mais à vontade, já que eles costumam estar em casa. Porém, é aí que moram algumas armadilhas, afinal o ambiente em que você mora pode dizer muito sobre você.
Então, se assegure de escolher um local com fundo limpo, neutro, bem iluminado e agradável para o momento da entrevista – e de preferência sem acesso de outras pessoas da casa.
Certifique-se de que ninguém vai aparecer durante a conversa, nem o seu cachorro ou gato, evitando ruídos e interrupções, e não se esqueça de ser pontual com o horário marcado.

Verifique os equipamentos
Imagino que você vá se preparar e estudar a empresa e a vaga antes, então nada mais chato do que após toda essa dedicação ter sua entrevista comprometida por falhas técnicas.
Nada pior do que fazer uma entrevista com uma câmera e áudio de péssima qualidade ou uma conexão instável. Teste antes o desempenho do seu computador, a qualidade da webcam, a captação de áudio e também a conexão de internet. Você pode testar esses equipamentos ligando para um amigo ou alguém da família.

Cuidado com o login de acesso
Nunca use nomes de usuário e logins com apelidos ou temas polêmicos. Caso você não tenha algum com o seu nome, vale criar um novo perfil para usar profissionalmente.

Cuide da sua imagem pessoal
Um dos maiores erros é acreditar que por estar em casa não é necessário vestir roupas formais. Não esqueça de escolher roupas compatíveis com a vaga. Uma dica é evitar roupas brancas que tendem a brilhar nos vídeos, incomodando a visão do recrutador.

Tenha documentos importantes por perto
Tenha no seu computador toda a documentação que possa ser de utilidade para a entrevista, como o seu CV, certificações de cursos relevantes, entre outros.
Além de tudo isso, não esqueça de relaxar, respirar fundo, ser você mesmo e manter o foco e uma boa comunicação para que seus talentos sejam vistos e você conquiste a vaga que deseja.
Por Sofia Esteves
Fonte Exame Online

VOCÊ ESTÁ ONDE SE PÕE

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

POR QUANTO TEMPO MEU NOME PODE FICAR NEGATIVADO? O PASSO A PASSO PARA CREDOR E DEVEDOR

Em tempos de crise, há muitos problemas relacionados à restrição de crédito, como nome negativado em SPC/SERASA e outros órgãos de proteção ao crédito. Veja o que precisa para resolver seu problema.

Dinheiro escasso, muita gente não conseguindo honrar os compromissos na data correta, a política afetando os administrados em relação à economia, entre tantos outros aspectos, tem levado tanto consumidores quanto fornecedores aos serviços de proteção ao crédito.
De um lado consumidores com o nome negativado no SERASA, de outro lado, os fornecedores de produtos ou serviços tentando receber seus créditos e forçando os consumidores a realizar o pagamento através da inscrição de seus nomes no SPC.
Temos então um negócio jurídico que afeta milhões de pessoas Brasil afora, que é a negativação do nome. Além disso, ainda tem a questão dos nomes negativados indevidamente, o que por ora não será discutido, mas é prática abusiva e gera o dever de indenizar.
O que surge nesse momento são perguntas como: “Quando se pode lançar o nome do devedor nos órgãos de proteção ao crédito como SPC/SERASA?”; “Por quanto tempo pode ficar o nome do devedor no Serasa?”; “São dois, três, quatro ou cinco anos?”; “A partir de quando começa a contagem do tempo para que fique o nome do consumidor no SPC/SERASA, o chamado termo inicial?”.
Então se você está procurando saber sobre nome negativado no SPC/SERASA, esse artigo trará esclarecimentos suficientes para que você saiba inclusive se pode tirar o seu nome da restrição ao crédito mesmo sem efetuar o pagamento da dívida.
Serão, tratados nesse artigo temas muito importantes para as relações de consumo que servirão para que empresários e consumidores saibam como agir diante da negativação do nome, como lidar com órgãos de proteção ao crédito e como se livrar de um problema tão grande quanto esse do nome negativado.
Através do sistema de perguntas e respostas será demonstrado, nesse artigo, o esclarecimento necessário tanto para o empresário como para o consumidor sobre a negativação do nome do devedor.

1. SÃO NECESSÁRIOS QUANTOS DIAS DE ATRASO PARA O NOME SER NEGATIVADO?
O Código de Defesa do Consumidor não estabelece um prazo mínimo para que o credor esteja autorizado a fazer a inclusão nos órgãos de restrição ao crédito.
Desta forma, basta que uma dívida esteja vencida há um dia para que o banco, por exemplo, possa inserir o nome do consumidor na lista de devedores do SPC ou SERASA.
Na prática, as empresas aguardam cerca de 30 dias, como uma política de bom relacionamento, pois há muitas pessoas que pagam suas contas em atraso, geralmente na data de recebimento de seus vencimentos.
Portanto, isso significa que o nome do devedor pode ser incluído no SPC, Serasa e SCPC mesmo após 1 (um) dia de vencimento da dívida.
Mas, na realidade, não é isso que acontece. As empresas, antes de incluírem o nome nos órgãos de restrição ao crédito, procuram negociar com o devedor. Algumas empresas chegam a estabelecer alguns prazos, como 30 ou 60 dias, antes de “sujar” o nome do devedor, já que é normal as pessoas atrasarem o pagamento devido a imprevistos.
Quando o SPC, Serasa e SCPC recebem o apontamento da dívida, eles enviam uma correspondência mais conhecida como aviso de débito, informando que seu nome será incluído no cadastro de inadimplentes, num prazo de 10 (dez) dias, caso o consumidor não quite esse débito.
Porém, o Procon-SP avisa que não existe uma obrigatoriedade dessas empresas enviarem essa carta, por se tratar de uma dívida vencida.
Isso reforça a tese de que, se uma dívida não for paga na data determinada, o nome pode ser incluso no cadastro dessas instituições no dia seguinte.

2. QUAIS AS DÍVIDAS QUE PODEM “SUJAR” O NOME?
De forma simples e geral, basta uma dívida vencida e não paga para haver a possibilidade de inclusão no cadastro de proteção ao crédito. As novidades são que concessionárias de serviço público, geradoras de energia elétrica e tratamento de água têm feito isso com mais frequência; da mesma forma, a justiça tem utilizado bastante esse serviço, principalmente em ação de alimentos.
Abaixo segue uma lista básica do que tem levado o nome de milhões de consumidores ao cadastro de proteção SPC/SERASA:
  • Cheques sem fundo;
  • Carnê de loja atrasado;
  • Empréstimo financeiro;
  • Título protestado;
  • Ação judicial;
  • Dívidas vencidas em geral.
  • Impostos não pagos.

Conclui-se que, se você tem uma dívida com atraso de um dia, você está correndo o risco de ter seu nome incluído no cadastro de proteção ao crédito e ficar negativado.

3. QUANTO TEMPO A EMPRESA TEM PARA RETIRAR O NOME DO DEVEDOR DO SPC/SERASA APÓS A QUITAÇÃO DA DÍVIDA?
Quando o nome do cliente é incluído no cadastro dessas instituições e, depois, regularizada a situação junto à empresa credora, há o prazo de cinco dias úteis para que Serasa, SPC e SCPC (ou todas as entidades, se for esse o caso) sejam informadas para retirarem o nome da lista.
A retirada da inclusão do nome junto a essas instituições é válida, também, para os casos em que a dívida não foi paga, mas foi renegociada.
É o caso, por exemplo, de um acordo em que uma dívida foi parcelada em doze vezes. Assim que for realizado o pagamento da primeira parcela, o credor terá 5 dias úteis para fazer a retirada do nome do devedor de lá, não sendo necessário aguardar os doze meses para isso ocorrer. Quem negocia quer o nome limpo logo.

4. MEU NOME FOI NEGATIVADO INDEVIDAMENTE. QUAIS SÃO MEUS DIREITOS?
Antes de falar de Direitos é necessário falar dos deveres, pois quem teve o nome negativado indevidamente deve, de forma urgente, buscar uma saída e, infelizmente, a negociação nesses casos se mostra muito ineficaz.
O correto é procurar um advogado que entenda do assunto para ajuizar uma ação com pedido liminar para que, rapidamente, seu nome saia da lista de inadimplentes.
Caso o juiz conceda a medida liminar, que é uma antecipação da sentença, podendo, em até 10 dias úteis, ser enviado ofício ao cadastro de proteção ao crédito e seu nome ser retirado de lá sem que seja paga a dívida.
Mas não é só, pois nessa mesma ação serão cobrados danos morais e, se provados, danos materiais em decorrência da inclusão do seu nome no cadastro de proteção ao crédito. Há valores que chegam a 40 salários mínimos de indenização.
Em caso de protesto indevido, existem soluções jurídicas seguras para resolver a questão tal como a ação de cancelamento de protesto indevido cumulada com reparação de danos, que, da mesma forma, provê tanto a liberação do nome quanto o cancelamento do protesto.
Caso você busque maiores informações, acesse aqui, onde existem diversos outros artigos relacionados a esse assunto, o que poderá lhe ajudar a entender melhor sobre o Direito.

5. UMA PESSOA PODE SER NEGATIVADA POR DEIXAR DE PAGAR PENSÃO ALIMENTÍCIA?
As pessoas físicas ou jurídicas podem fazer inclusão de débitos próprios, relativos às suas atividades empresariais, nas bases de dados a que estão vinculadas. Por esta razão, o credor de pensão alimentícia não pode fazer registros diretamente.
Entretanto, o sistema permite a inclusão de débitos por ordem judicial. Sendo assim, pode o cônjuge solicitar ao juiz da execução a expedição de ofício para que o débito alimentício seja registrado.

6. COMO DESCOBRIR SE O MEU CPF ESTÁ NEGATIVADO PELO SERASA?
Conforme prevê a legislação, é obrigatório que as empresas informem o cidadão sobre as suas dívidas e proponha acordos antes de negativar o CPF dessa pessoa no SPC e Serasa. No entanto, se você tem dúvidas se o seu nome está nessas instituições, é possível consultar a sua situação sem sair de casa, utilizando a internet.
Há alguns sites que cobram uma taxa para que você possa consultar o CPF, enquanto outros permitem que o titular faça uma consulta gratuita. Porém, fique atento se optar por esse procedimento, pois há inúmeros “vírus” que circulam pela internet e você pode acabar “infectando” o seu computador com um deles. Cuidado com anúncios fraudulentos de sites que querem apenas captar o número do seu CPF.
Outra forma de descobrir se o seu nome está negativado no mercado é ir pessoalmente até uma das centrais de atendimento SPC ou Serasa. Nesses locais, é preciso levar apenas um documento original com foto e o CPF para realizar uma consulta gratuita. Além disso, também é possível solicitar a consulta por meio de uma carta com aviso de recebimento, enviando uma cópia do seu RG e CPF direto para o Serasa, que responde em cerca de 10 dias.

7. A GRANDE PERGUNTA: POR QUANTO TEMPO MEU NOME PODE FICAR NEGATIVADO?
Chegamos ao ponto máximo do artigo, e você, que quer saber quanto tempo o nome pode ficar negativado, leu até aqui na busca do conhecimento.
O fato é que o nome pode ficar negativado por 5 (cinco) anos. Isso não parece ser nenhuma novidade, ainda que esteja esclarecendo para algumas pessoas que pensavam que poderia ser 2, 3 ou 10 anos.
O mais importante a saber aqui é a partir de quando se contam esses cinco anos. Seria da inscrição no SPC/SERASA ou de quando foi realizada a dívida?
O Superior Tribunal de Justiça definiu que o prazo de cinco anos durante os quais uma pessoa pode ficar negativada deve ter o termo inicial no primeiro dia após o vencimento da dívida.
Frisando, a inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção ao crédito até o prazo máximo de 5 anos.
O termo inicial deste prazo inicia-se no dia subsequente ao vencimento da obrigação não paga, independentemente da data da inscrição no cadastro.
Assim, vencida e não paga a obrigação, inicia-se no dia seguinte a contagem do prazo de 5 anos, não importando a data em que o nome do consumidor foi negativado. STJ. 3ª Turma. REsp 1.316.117-SC, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. para acórdão Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 26/4/2016 (Info 588).
Exemplificando, se uma pessoa teve o nome negativado há um ano, mas o vencimento da dívida foi a quatro anos, ela pode entrar com uma ação para retirar o seu nome da negativação, mesmo sem ter pago a dívida, e realizar pedido de danos morais.

Alerta 01: Para o consumidor que tem o nome negativado, é importante saber quando foi o vencimento da dívida, para que possa buscar uma saída, seja ela jurídica ou administrativa.
Alerta 02: É bom que o credor que negativou o nome de alguns devedores faça uma análise para descobrir se já não passaram 5 anos entre o vencimento da dívida e o tempo de negativado. Se for há mais de cinco anos, é melhor retirar por conta própria, para não ser alvo de ação judicial.
Ao credor, mais um conselho, averígue bem o nome do devedor para não fazer o lançamento equivocado do nome de outra pessoa, pois, se assim fizer, poderá ser acionado na justiça e perder dinheiro com processos.
Muito cuidado também ao receber ou fazer negociações para respeitar o prazo de cinco dias úteis, caso ultrapasse, será alvo de ações da mesma forma.

8. SE A DÍVIDA PRESCREVEU, O NOME DO CONSUMIDOR SAI DO CADASTRO DE INADIMPLENTES AUTOMATICAMENTE? SE ISSO NÃO ACONTECER, O QUE O CONSUMIDOR DEVE FAZER
Se já se passaram os cinco anos de permanência do nome do devedor em cadastros negativos e o prazo de prescrição da dívida é maior, o gestor do cadastro deve providenciar a retirada automática do nome do devedor do seu banco de dados.
Caso haja negativa do banco de dados em retirar, o consumidor terá de acionar a Justiça para ter o resultado pretendido, devendo ser, inclusive, indenizado.

9. DEVO NÃO NEGO, MAS TAMBÉM NÃO PAGO? BONS MOTIVOS PARA LIMPAR O NOME.
Ter controle da vida financeira é bem mais vantajoso do que se perder nas dívidas. Veja alguns benefícios reais para manter o nome limpo:
A) Relações de qualidade: o descontrole financeiro é uma das principais causas de separação de casais. Ser transparente com sua família com relação às dívidas pode ajudar a trazer mais harmonia para sua casa.
B) Produtividade no trabalho: estar em dia com as contas faz grande diferença em outras áreas da sua vida, como no trabalho. Além de maior confiança em uma entrevista de emprego, você pode se concentrar melhor nas tarefas profissionais se não tiver que se preocupar com dívidas.
C) Construir uma história positiva: Além de prover uma análise de crédito mais justa, algumas instituições podem vir a oferecer taxas de juros menores para quem integra o Cadastro Positivo. O serviço é gratuito.

CONCLUSÃO
Essas são as informações necessárias para que tanto o devedor quanto o credor saibam lidar com as questões relativas à negativação do nome.
Em todo caso, o aconselhado é que consulte sempre um advogado que entenda do assunto para assessorar você na possível solução jurídica e trazer um resultado melhor. Consulte sempre um advogado!
Por Rafael Rocha
Fonte Jus.com.br

8 ERROS QUE VOCÊ NÃO PODE COMETER NA HORA DE INVESTIR SEU DINHEIRO

Fuja de vacilos comuns na hora de investir dinheiro para você e sua conta serem felizes para sempre. Listamos os erros que você não pode cometer se quiser se dar bem.

Erro 1: não planejar
Para começar a investir, você precisa saber aonde pretende chegar, em quanto tempo e como vai se organizar para alcançar seu objetivo. "Se pensa em juntar dinheiro para comprar um carro em três anos, sem financiamento, por exemplo, deve ter bem claro quanto é capaz de poupar por mês", explica Mário Amigo, professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, em São Paulo. E checar se vai conseguir manter essa disciplina por um longo período, porque financiamento é tipo casamento, na riqueza e na pobreza. Então vem a etapa de escolher o que é melhor para chegar lá. Fundos de investimento, por exemplo, têm taxas de administração e não estão livres do imposto de renda, como é o caso da poupança.

Erro 2: diversificar quando a grana e o tempo são curtos
Se o que você tem não é lá essas coisas e o objetivo já está logo ali no ano que vem, diversificar talvez não seja uma boa saída. Isso porque você provavelmente vai ter de pagar taxas de administração para cada aplicação, e cada uma delas tem um rendimento diferente. Prefira concentrar no que oferecer o melhor resultado. Como o prazo é curto e a meta é específica, você também não pode correr riscos - afinal, isso significaria adiar a pós, uma viagem ou a troca do carro. Deixe sua grana na poupança, que não cobra taxa de administração nem imposto.

Erro 3: não diversificar quando o valor e o prazo são grandes
Se você tem mais de 5 mil reais, o que você pode ganhar variando os investimentos vai compensar os impostos pagos e as taxas de administração. E ainda reduzir o risco de perdas. "Siga a velha máxima: coloque seus ovos em cestas diferentes. Se perder em uma, ganha na outra. Nesse caso, recomendo investir uma parte em renda fixa e outra em variável", diz Aline Rabelo, do Investmania. Mesmo entre as opções de renda variável (que inclui o mercado de ações), dá para diversificar. "Invista em vários segmentos. Se um for mal, o outro vai bem", explica Aline.

Erro 4: não pensar além
Claro que você pode ter investimentos para serem usados em pouco tempo, como naquele curso de férias. Mas boa parte do que conseguir economizar deve ser para seu futuro. Você sonha com uma vida melhor lá na frente, não? Então, não dá para deixar de pensar longe nem ficar correndo atrás de investimentos que rendam uma bolada de uma vez só. Da mesma forma que não inventaram uma fórmula mágica que enxugue quilinhos extras e você é obrigada a fazer dieta e exercícios para emagrecer, para ganhar dinheiro você precisa poupar e ter paciência. Mas dá para vencer nos dois casos!

Erro 5: exagerar na confiança
Você começou a investir, ganhou um dinheirinho no fim do ano e já está se achando o próprio Lobo de Wall Street. Mau sinal, especialmente se estiver lidando com ações. Sabe aquela sensação de estar em Las Vegas, vencer na máquina caça-níquel e acreditar que a sorte está do seu lado? O excesso de confiança tende a fazer você correr riscos desnecessários. Seja racional e segure a ansiedade de ficar milionária da noite para o dia. Só assim vai conseguir se controlar quando alguma ação começar a despencar - ou render muito e você quiser apostar todas as fichas.

Erro 6: ouvir demais os outros
Você já deve ter escutado a frase "Compre ações na baixa e venda na alta". Ela pode funcionar para grandes investidores e experts no mercado - que sabem quais ações têm chances de subir em algum momento e quais são uma furada e jamais chegarão à alta-, mas não funciona para todos. Às vezes, se você está tendo perdas, vender ações mesmo em baixa para investir em outra pode ser uma saída. Não entre na onda daquele tio metido a Bill Gates que diz "Fiz um investimento que vai me deixar rico rapidinho. Você deveria fazer o mesmo". Investigue antes de tomar qualquer decisão.

Erro 7: fechar a saída de emergência
Seu pai topou entrar com uma parte do valor e vocês compraram juntos um apartamento para investir. O problema? Surgiu uma emergência (você foi demitida ou apareceu a chance de fazer uma pós fora do país) e você não tem cash. "Imóveis são um bom negócio, mas numa urgência você pode ter de vender abaixo do preço para conseguir dinheiro rápido", diz Mário Amigo. Se houver pressa, a perda pode ser significativa. Por isso, procure manter o equivalente a seis meses de salário disponível (na poupança ou em um fundo de onde possa sacar rápido).

Erro 8: desistir na primeira decepção
Você resolveu se arriscar entrando num fundo de ações de uma grande empresa que vem crescendo ao longo dos anos. Conversou com seu gerente e com aquela colega do escritório fera em finanças. Parecia tudo muito promissor, mas de repente os números ficaram negativos. Sem pânico. Mesmo grandes investidores dão umas tropeçadas de vez em quando. Se você seguiu as outras recomendações que demos aqui, também diversificou suas apostas, então não perdeu muito. Aprenda com o vacilo. Cheque: o que pode ter levado a esse resultado? Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, faz isso - e segue em frente.
Por Simone Costa
Fonte MdeMulher

GRATIDÃO

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

QUAL CONCURSO PÚBLICO É MAIS FÁCIL DE PASSAR: PARA TÉCNICO OU ANALISTA?


A resposta para essa dúvida frequente na hora de escolher a carreira pode surpreender concurseiros

Muita gente acredita que passar em um concurso público de nível técnico é mais fácil do que conseguir um cargo público de analista, mas professores desta área garantem que não é bem assim. Na realidade, quem está bem preparado costuma ter mais facilidade de passar para um cargo de analista do que para técnico.
Segundo especialistas, o mito de que concursos para cargos técnicos são mais fáceis é comum entre os concurseiros iniciantes porque exigem que os candidatos tenham apenas o ensino médio, cobram um conteúdo menos abrangente e costumam ter provas menores. Os cargos técnicos têm salários mais baixos, o que estimula ainda mais a crença de que são mais fáceis de conseguir aprovação. Enquanto isso, os concursos para analista exigem curso superior, cobram mais disciplinas e têm provas mais longas.
“As pessoas confundem prova fácil com prova fácil de passar”, explica Victor Maia, CEO da EduQC, responsável por uma plataforma que utiliza inteligência artificial e metodologia para estudo autoditada. Segundo ele, as provas para cargos técnicos são realmente mais fáceis, mas isso significa que elas são fáceis para todos os candidatos, o que aumenta a concorrência e faz com que fique mais difícil ser aprovado. “Além de estar preparado, na prova fácil você tem que dar sorte, e isso não acontece em uma prova difícil”, explica.
O diretor e professor da Central de Concursos, Gabriel Henrique, também avalia que a prova de analista é mais fácil para o candidato que está bem preparado porque existem menos pessoas em boas condições de concorrer. Uma evidência disso, segundo ele, é que as notas de corte para concursos de técnico costumam ser mais altas que para cargos de analista.
Outro motivo é que concursos para cargo técnico são mais fáceis de prever e estudar com antecedência. “A gente não sabe que tipo de analista a instituição está precisando, pode ser de diferentes áreas, e por isso é mais difícil a pessoa se preparar com grande antecedência para concurso de analista”, afirma. Em contrapartida, a quantidade de pessoas que conseguem estudar com antecedência para concursos técnicos é muito maior, o que aumenta a concorrência nesta modalidade.

Preparação é demorada
Segundo Maia, os alunos despreparados pensam que têm mais chance nas provas fáceis, mas na verdade não têm chances em nenhum dos dois tipos. “Quem presta concurso sem estar preparado não tem chance, é melhor jogar na Mega Sena”, afirma. De acordo com a EduQC, quatro de cada cinco pessoas que estudam para concurso nunca vão passar. Aqueles que passam costumam estudar, em média, durante quatro anos e meio antes da primeira aprovação.
O erro mais comum dos concurseiros é não ter foco em um concurso específico e ficar mudando de uma prova para outra. “O correto é escolher uma área, começar pelas disciplinas básicas e ir até o topo, como uma pirâmide de conteúdo, até ter condições de fazer a prova.” Quem começa a estudar somente depois que o edital é publicado tem chances praticamente nulas, segundo Maia.
Por Natalia Gómez
Fonte Exame Online

QUER SER FELIZ?

domingo, 15 de agosto de 2021

COZINHA DA BRUXA

 

Cozinha também é lugar de bruxa. O ato de preparar alimentos funciona como uma verdadeira alquimia. Os ingredientes utilizados são os mesmos encontrados em qualquer casa: arroz, feijão, condimentos, ervas aromáticas. A diferença está nos detalhes e no objetivo que se deseja alcançar, ou seja, na magia da mente e dos atos. Cozinhar em panela de barro atrai abundância financeira e saúde, a de vidro é apropriada para conquistas amorosas e a de ferro favorece os pedidos em geral e qualquer tipo de bruxaria. Nunca use colheres de alumínio, pois pode quebrar o feitiço. O importante é mentalizar o que desejamos enquanto preparamos os alimentos. E as asas de morcego, rabo de escorpião e patas de urubu? As bruxas não queriam que os conhecimentos da Arte caíssem em mãos erradas por isso colocaram coisas tenebrosas para que as pessoas tivessem nojo ou medo e não usassem esse conhecimento para o mal.

DICIONÁRIO DE COZINHA DA BRUXA

• Asa de Morcego: Pimenta do reino

• Coração de Boi: Tomate

• Barriga de Sapo: Pepino

• Sangue de Moça Virgem: Vinho tinto

• Rabo de Escorpião: Salsa ou coentro

• Moscas Mortas: Uvas passas

• Olho de Sapo: Azeitona

• Terra de Túmulo: Chocolate

• Elfos Negros: Chá preto

• Ossos Moídos: Farinha de trigo

• Beijo da Sereia: Sal

• Pernas de Aranha: Alecrim

• Penas de Fênix: Louro

• Saliva de Dragão: Vinagre

• Pêlos de Unicórnio: Açúcar

• Lágrimas de Moça: Cebola

O ARMÁRIO DE COZINHA DA BRUXA

O armário de cozinha guarda uma quantidade surpreendente de ingredientes mágicos, muito temperos e ervas aromáticas que usamos para cozinhar tem associações mágicas. Aqui você encontra alguns temperos e ervas mais comuns e suas associações mágicas:

• Alecrim: Cura, amor.

• Alho: Proteção, purificação.

• Canela: Prosperidade, felicidade no ambiente doméstico.

• Casca de Limão: Diminui a negatividade, cura.

• Cebolinha: Proteção, absorção de más vibrações.

• Cravo-da-Índia: Proteção, para acabar com as fofocas.

• Endro: Segurança.

• Hortelã: Calmante, harmonizador e ajuda a dissolver a raiva.

• Louro: Fortuna, fartura e sorte.

• Manjericão: Dinheiro, sorte.

• Orégano: Traz a beleza e aumenta o poder de sedução.

• Pimenta-malagueta: Poder, sucesso.

• Salsinha: Purificação, proteção.

• Sálvia: Sabedoria.

• Tomilho: Melhora a saúde e aumenta a coragem.

Fonte Cozinha das Bruxas

AGRADEÇO

sábado, 14 de agosto de 2021

LER DEVIA SER PROIBIDO

                                     

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary.

O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram.

Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens.

Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlim-pim-pim, a máquina do tempo.

Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Por Guiomar de Grammont (Texto Completo Original)

AMANHÃ, HOJE, ONTEM

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

VEJA 10 DIREITOS DO CONSUMIDOR QUE TODOS DEVERIAM SABER


O tempo todo nos deparamos com questões relativas a consumo, seja numa loja, na contratação de plano de TV a Cabo, na farmácia, em restaurante, enfim, a maioria das situações do nosso dia a dia são relacionadas ao consumo. Assim, para que você saiba se defender, apresentamos os 10 direitos básicos. A maioria das situações do nosso dia a dia são relacionadas ao consumo por isso precisamos saber nossos direitos.

1 - Proteção da vida e da saúde
O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece que, antes de comprar um produto ou utilizar um serviço, o consumidor deve ser avisado pelo fornecedor sobre os possíveis riscos que eles podem oferecer à saúde ou a sua segurança. Assim, na hora de comprar, analise se o produto possui informações adequadas e questione os vendedores.

2 - Educação para o consumo
Você tem o direito de ser orientado quanto o uso adequado dos produtos e dos serviços. Havendo dúvidas que não foram sanadas na hora da compra ou em manuais de instrução, entre em contato com o fornecedor e peça as orientações necessárias.

3 - Liberdade de escolha
Como consumidor, você tem todo o direito de escolher o produto ou serviço que achar melhor, sem nenhuma interferência do fornecedor. No momento da compra, reflita, analise e não se deixe influenciar pelo discurso do vendedor pois só você sabe o que realmente é importante e está adequado as suas necessidades.

4 – Informação
Para tomar sua decisão, você precisa ter informações precisas daquilo que está adquirindo. Todo produto deve conter dados claros e precisos quanto a quantidade, peso, composição, preço, riscos que apresenta e modo de utilização. Da mesma forma, antes de contratar qualquer serviço, você deve ter todas as informações que julgar necessário. Questione sempre os fornecedores e esclareça todas as dúvidas antes de adquirir o produto ou serviço.

5 - Proteção contra a publicidade enganosa ou abusiva
Você se encanta com um produto na propaganda que viu e depois de compra-lo, percebe que ele não corresponde àquilo que foi prometido no anúncio. Nesse caso, você tem direito de exigir que tudo que for anunciado seja cumprido. Caso o produto não corresponda ao que foi prometido, você tem o direito de cancelar a compra ou o contrato e receber o dinheiro de volta. A publicidade enganosa e abusiva é proibida.

6 - Consumido tem proteção contratual
Normalmente, ao contratar um produto ou serviço, o consumidor assina um contrato de adesão, que é um acordo com cláusulas pré-redigidas pelo fornecedor e conclui um contrato, assumindo obrigações.
O CDC o protege quando as cláusulas do documento não forem cumpridas ou quando são cláusulas abusivas, que são contrárias as proteções previstas no CDC. Quando isso acontece, as cláusulas podem ser anuladas ou modificadas por um juiz..

7 – Indenização
O consumidor tem direito de ser indenizado, caso tenha sido prejudicado, por quem lhe vendeu o produto ou lhe prestou o serviço, inclusive podendo ser recompensado pelos danos morais sofridos. Quando isso ocorre, o ideal é buscar informação nos órgãos de proteção ao consumidor (Procon, Juizados Especiais e entidades que atuem nessa área).

8 - Acesso a Justiça
Sempre que o consumidor tiver seus direitos violados, pode recorrer à Justiça e pedir ao juiz que determine que eles sejam respeitados pelo fornecedor.

9 - Facilitação da defesa dos seus direitos
O CDC facilitou a defesa dos direitos do consumidor, permitindo até mesmo que, em certos casos, seja invertido o ônus de provar os fatos, bastando que o consumidor alegue o problema que teve, sem ter que apresentar provas,  deixando para o fornecedor a obrigação de comprovar que o problema não ocorreu.

10 - Qualidade dos serviços públicos
Os Órgãos Públicos e as empresas concessionárias de serviços públicos têm o dever de prestar serviços de qualidade, e garantir o bom atendimento do consumidor.

Fonte Terra Consumidor

INSS NEGA BENEFÍCIOS, SEGURADOS RECORREM, MAS FICAM SEM RESPOSTAS. TRABALHADORA ESPERA DECISÃO SOBRE RECURSO HÁ DOIS ANOS

A demora na concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tem uma fila de 1.450.480 de requerimentos em análise, segundo dados de junho deste ano, tem afetado a vida de segurados que dependem do benefício. Embora o tempo médio de espera, segundo o órgão, seja de 85 dias, o EXTRA teve acesso ao caso de uma segurada que amarga dois anos por uma resposta definitiva. O passo a passo para quem teve o benefício negado por via administrativa no órgão foi seguido pela segurada: aguardou a primeira decisão e, em seguida, entrou com recurso administrativo. Especialistas apontam que somente em última instância é recomendável ingressar com ação judicial.

A matemática Aline Martins, de 53 anos, moradora do Grajaú, na Zona Norte do Rio, deu entrada no pedido de aposentadoria por tempo de contribuição em abril de 2019, mas teve a solicitação negada pelo INSS. A resposta veio quatro meses depois. Diante da negativa, a segurada fez um requerimento à Junta de Recursos da Previdência Social para a reanálise da decisão. Apesar de hoje haver um prazo máximo de 90 dias para uma resposta, o pedido está em análise. Ela aguarda desde agosto de 2019.

— Continuei contribuindo mensalmente até maio deste ano, quando fiz uma nova solicitação de aposentadoria, desta vez atendendo às novas regras da reforma previdenciária, e solicitei a inclusão de três meses trabalhados e registrados na Carteira de Trabalho que não constam do meu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). O pedido foi feito no dia 8 de maio, e até até hoje ninguém analisou meu processo — diz Aline.

A segurada conta que está em situação financeira muito complicada, e já não sabe mais o que fazer.

— Entrei em contato com o INSS pelo chat no mês passado, já que a informação que consta do site é que o prazo para concessão do benefício é de 30 dias, prorrogável por mais 30 dias. A resposta que obtive é que esse prazo não é necessariamente cumprido, e que só me restaria aguardar.

Procurado, o INSS informou que o requerimento de recurso administrativo se encontra na Junta de Recursos para julgamento. O instituto ressalltou que "o Conselho de Recursos da Previdência Social é um órgão autônomo que não possui relação de subordinação com o INSS".

Para acompanhar o andamento do recurso administrativo, informa o INSS, é preciso acessar o link consultaprocessos.inss.gov.br. O login deverá ser feito com a senha pessoal do Meu INSS.

O andamento também pode ser consultado pela central telefônica 135, que funciona de segunda-feira a sábado, de 7h às 22h.

Como entrar com recurso

O advogado Marcello Amorim explica que o recurso administrativo no próprio INSS deveria existir para facilitar a concessão do pedido do benefício, caso ele seja negado. Para isso, acrescenta, a pessoa que teve o benefício recusado deve apresentar, de forma detalhada, os motivos pelos quais o órgão deve aceitar seu pedido e concedê-lo.

No recurso administrativo, o segurado terá o prazo de 30 dias, contados a partir do momento em que ficar sabendo da decisão, e o processo deverá ser encaminhado para a Junta de Recursos do Conselho de Recursos da Previdência Social.

Em caso de auxílio-doença

Para os casos de auxílio-doença, entretanto, antes de entrar com um recurso administrativo, existe outra opção: fazer um pedido de reconsideração.

— Esse pedido procura solicitar uma nova avaliação médica que não será necessariamente feita pelo mesmo profissional – diz Amorim.

O prazo para entrar com o pedido é também de 30 dias, contados a partir do dia em que o contribuinte tomou ciência da resposta negativa.

É importante destacar que esses recursos são feitos de forma eletrônica pela plataforma Meu INSS. Nela, é possível anexar outros documentos ao recurso, como o parecer de um médico especialista, os laudos relativos ao caso no qual foi necessário realizar exames de imagem, e um documento do supervisor e do local em que estava trabalhando.

— Tudo isso é necessário para comprovar que você não tem mais condições de exercer a função na situação na qual se encontra — explica o advogado Marcellus Amorim.

É importante ter em mente que, na grande maioria das vezes, o recurso administrativo — além de demorar meses para ser analisado — costuma ser negado, restando ao segurado ajuizar e uma ação judicial.

Por Martha Imenes

Fonte Jornal O Extra

EGO


terça-feira, 10 de agosto de 2021

AS REGRAS “DE OURO” PARA VENDER (QUALQUER) IDEIA NO TRABALHO

Do insight até a apresentação da ideia, confira o que fazer e como proceder para aumentar a chances de ter sucesso na empreitada, na opinião de especialistas no assunto

Capacidade de materializar boas ideias é uma habilidade das mais buscadas pelos recrutadores

A inovação é uma das palavras de ordem no mercado profissional. Mas não vale ficar só na abstração, a capacidade de materializar boas ideias é uma habilidade das mais buscadas pelos recrutadores nos candidatos a oportunidades profissionais.
Mas o que muita gente pensa é que é só um toque de genialidade é capaz de produzir ideias que sejam bem aceitas pelos chefes e se transformem em realidade nas empresas. Errado, dizem os especialistas. “Não é a originalidade e o brilho da ideia que mais contam nesta hora, é a pertinência dela”, diz Marie-Josette Brauer, presidente-fundadora do Innovation Coaching Center.
O que ocorre é que até a mais brilhante e genial das ideias precisa ser “lapidada” antes de chegar à mesa do chefe. A preparação até a apresentação desta ideia faz toda a diferença entre o sucesso ou fracasso dela. Pensando nisso, Exame.com organizou, com a ajuda de especialistas, um roteiro com o passo a passo desde o insight até a sua apresentação para aumentar a chances de ela ser bem recebida. Confira:

1º Passo: amadureça a ideia
“Grande segredo é a preparação”, diz Marie-Josette. Assim que surgir a ideia, anote-a no primeiro pedaço de papel que encontrar. Não tenha pressa, não queira que ela nasça pronta. Você teve um insight e é hora trabalhar nele.
A primeira atitude é pensar se é algo pertinente. “Faça o papel de advogado do diabo, e comece a fazer uma leve pesquisa com colegas de trabalho mais próximos”, recomenda Marie-Josette. Converse de maneira informal com pessoas da sua confiança no trabalho.
“Solte pequenas frases a respeito do tema do qual surgiu a ideia, não fale especificamente sobre a ideia, e veja como ele reagem”, diz Marie-Josette. Com isso você verá se está no caminho certo, se o que você está pensando em propor é pertinente ou não.

2º Passo: raciocínio em termos de vantagens e benefícios e preparação das estratégias
Parta para a etapa de organização de argumentos e antecipe as objeções a sua ideia. “É preciso listar as forças e as fraquezas”, diz Marie Josette. Enumere as vantagens (otimização de algum processo, ganho de tempo, por exemplo) e benefícios (50% de aumento da produtividade, por exemplo).
Para a professora de MBA e consultora de negócios Patrícia Rocha, se for possível monte uma apresentação com recursos visuais elaborados. “Podem ser slides com tópicos, gráficos simples e imagens para fortalecer o entendimento das coisas”, diz Patrícia.
A apresentação, lembra Patrícia, precisa ser abrangente e deve conter justificativa e objetivos da ideia - no começo -, passo a passo da realização, estudos e exemplos - no meio - e um resumo do projeto e os próximos passos - no fim.
Treine a venda da ideia, sugere Patrícia. “Simule a conversa, desta forma organizamos melhor os pensamentos e sequência de comunicação e lidamos melhor com as possíveis objeções”, explica.
Marie- Josette indica que sejam apresentadas no mínimo 3 maneiras de colocar a ideia em prática. De acordo com ela, outra estratégia é deixar um “espaço em branco”, ou seja, pontos de dúvida em que você possa pedir a ajuda do seu chefe para ele sentir- se parte da construção da ideia. “Assim você não chega como o dono do mundo”, explica.
Outra tática,é inserir um pequeno erro de propósito. “Para que ele possa apontar e corrigir porque na hora em que ele corrige significa que ele comprou a história”, diz Marie-Josette.

3º Passo: escolha o momento certo
Mapear se o momento é oportuno é a regra de ouro para não colocar tudo a perder, segundo Patrícia. A melhor solução, diz Marie-Josette, é prevenir o chefe de que você gostaria de conversar com ele para apresentar uma ideia.

4º Passo: sustente a ideia com recursos de influência
Assim que for recebido pelo chefe evite começar com frases de impacto como, por exemplo: “tive uma ideia genial” ou “tenho um projeto fantástico”.
“Gestores odeiam teatro, o melhor jeito é dizer que tem ideia que você acredita ser interessante para empresa”, diz Marie-Josette. Descreva, explique as vantagens e dê um quadro geral dos pontos que ainda precisam ser melhorados.
“É fundamental que, no momento de conversar, a ideia proposta seja sustentada por recursos de influência”, diz Patrícia. Ou seja: lance mão de argumentos – que mobilizam através de fatos - e use recursos persuasivos – aqueles que interferem na tomada de decisões por aspectos mais intangíveis. “A argumentação vai mostrar que a ideia faz sentido tecnicamente”, explica Patrícia.
Já a persuasão é mais sofisticada, diz a especialista. “Mostrar as preocupações em comum, os valores envolvidos, quais as pessoas que apoiam a ideia e quais os benefícios resultantes dela para as outras pessoas e para a empresa”, diz.
Tente ser o mais objetivo possível e dê espaço para ele pensar no assunto. “Nesse ponto você já fez tudo o que podia ser feito, agora é dar o tempo para ele refletir e propor uma próxima conversa para definir os rumos”, diz Marie-Josette.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com