terça-feira, 23 de janeiro de 2024

QUATORZE DICAS PARA EQUILIBRAR MELHOR O TRABALHO E A VIDA PESSOAL EM 2024

 
Dizer não, exercitar-se, adotar um hobby e conversar sobre possibilidade de horário flexível são algumas das sugestões de especialistas

Com as tecnologias fazendo com que o limite entre a vida pessoal e profissional fique cada vez mais confuso, é hora de profissionais reavaliarem se não estão passando dos limites quando o assunto é trabalho. Isso porque uma pesquisa apontou que 22% dos profissionais estavam insatisfeitos com o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, 53% chegavam em casa cansados demais para as tarefas domésticas várias vezes por mês e 30% tinham dificuldades para dar conta das atividades familiares por causa de trabalho em excesso.
Veja abaixo 14 dicas para equilibrar melhor trabalho e vida pessoal neste ano que está começando.

1) Diga não
Pratique a arte de dizer não. Isso vale para o trabalho e para a vida pessoal. Você não é obrigado a aceitar todos os convites que recebe e também pode dizer que está sobrecarregado quando o chefe lhe passa mais uma tarefa. “O mundo se abre quando você aprende a dizer sim para as oportunidades certas e não para as erradas”, diz a escritora americana Marley Majcher.

2) Aproveite o trânsito
Se o trânsito estiver ruim no caminho para o trabalho, ligue o rádio ou ponha para tocar suas músicas prediletas, sugere a psicóloga Márcia Merquior, do Vita Check-Up Center. Se dirigir o deixa muito estressado, pense em ir até o trabalho de ônibus ou de metrô, já que o transporte público permite que você leia ou até mesmo cochile.

3) Exercite-se
Márcia Merquior ressalta também a importância da atividade física: tente fazer com que essa meta seja realmente cumprida em 2024. “Invista em alguma atividade física aeróbica, pelo menos três vezes por semana, por no mínimo meia hora. Além de melhorar a autoestima, relaxa e alivia as tensões. E caminhe, sempre que for possível”.

4) Peça ajuda
Não pense que precisa ser o super-homem ou a mulher-maravilha para ter respeito no trabalho ou para ter a família perfeita. Admitir que precisa de ajuda é um passo importante para ter mais equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Não se deixe sobrecarregar: saiba quando é o momento de delegar, de montar uma equipe ou de contratar um assistente, afirma Willo O'Brien ao Huffington Post. E não hesite em pedir auxílio a alguém da família para tomar conta dos filhos, por exemplo.

5) Adote um hobby
Vale fazer aula de canto, de patins ou de costura — uma coisa nova que você queira aprender ou algo que gostaria de aprimorar. “Fazer pequenas coisas prazerosas fortalece a autoestima e traz a sensação de que também temos direitos e não apenas deveres”, destaca Márcia Merquior.

6) Desconecte-se
É verdade que, cada vez mais, a linha ente vida profissional e pessoal se confunde. E a tendência é que isso ocorra ainda mais, com o desenvolvimento das tecnologias. Por isso é importante que cada um saiba desenvolver uma estratégia própria para lidar com a tecnologia, afirma Ryan M. Johnson, da WorldatWork. Para um profissional, pode funcionar desligar o celular corporativo no fim de semana. Para outros, pode ser que dê certo reservar uma hora por dia para checar e responder e-mails. “Nós, como funcionários e empregadores, precisamos encontrar maneiras para que esses dois mundos coexistam de uma forma que não comprometa a produtividade e nem aumente o estresse”, diz Johnson.

7) Almoce com calma
Evite comer sanduíches em frente ao computador e os pratos congelados em excesso. “Coma bem e não engula a comida. Mastigue o mais devagar que puder, procurando saborear os alimentos. Depois, tente caminhar um pouquinho, dez minutos que seja, pois isso já ajuda na digestão e no relaxamento”, diz a psicóloga do Vita Check-Up Center.

8) Adote um horário flexível
Converse sobre a possibilidade de um horário flexível no trabalho. No Brasil, mais empresas estão aderindo a jornadas de trabalho flexíveis: vale negociar para chegar mais cedo por conta do trânsito ou para trabalhar em home office em alguns dias da semana. Não tenha medo de discutir com o RH sobre essa possibilidade — a empresa pode te surpreender com uma resposta positiva. Além disso, lembre-se que não há motivos para se sentir mal em relação aos colegas se optar pelo horário flexível e eles não. Cada um sabe como se organizar melhor.

9) Vá ao médico
Não deixe para depois suas consultas, seja com o dentista ou com o médico para fazer um check-up. “Cuidar de você é um passo importante para obter um melhor equilíbrio”, afirma a especialista em carreiras americana Cindy Goodman. Clique aqui para fazer um teste e avaliar seu nível de estresse.

10) Tire as suas folgas
Uma pesquisa feita pela Society for Human Resource Management (Sociedade para a Gestão de Recursos Humanos) descobriu que 61% dos funcionários nos Estados Unidos tinha uma média de três dias de folga vencidos. “Não negligencie seu tempo de descanso. Além disso, os chefes deveriam encorajar seus funcionários a tirar a suas folgas, mesmo que sejam de apenas um ou dois dias de cada vez”, acredita Cindy Goodman.

11) Avalie se o emprego compensa
Você trabalha 14 horas por dia, não tem tempo para ver a família ou para fazer um curso? Será que realmente vale a pena continuar nesta empresa? Embora a maioria das companhias ainda seja resistente aos horários flexíveis, é possível encontrar aquelas que têm opções que podem se encaixar melhor no seu estilo de vida. “Muitos projetos já provaram que quando um time de profissionais independentes é encorajado a ter seus próprios planos sobre quando e como querem trabalhar, a produtividade aumenta consideravelmente”, pondera Ron Ashkenas em artigo na Forbes.

12) Agrade a você
“Muitos de nós vivemos para agradar aos pais, aos cônjuges, aos colegas ou aos chefes. Não faça isso. Foque em conquistar o que você quer”, sugere o autor britânico Stephen Bruyant-Langer.

13) Gerencie o seu tempo
Pesquisadores britânicos do Direct Line descobriram o quanto uma pessoa gasta em média para realizar as principais atividades do dia a dia. Use a pesquisa como base para se organizar melhor e gerenciar melhor o seu tempo. Café da manhã: 22 minutos. Banho: 21 minutos. Transporte: 1 hora e 26 minutos. Checar as redes sociais: 18 minutos. Trabalho: 8 horas e 9 minutos. Ler jornais e sites: 18 minutos. Almoço: 53 minutos. Tempo com família e amigos: 49 minutos. Tempo pessoal: 1 hora e 6 minutos. Jantar: 1 hora e 4 minutos. Resolver burocracias: 45 minutos. Ver televisão: 1 hora e 3 minutos. Dormir: 7 horas e 26 minutos.

14) Faça um curso
Aprenda algo novo em 2024 seja um curso voltado para a sua carreira ou um que contemple os seus interesses pessoais. Não use a falta de tempo como desculpa para não estudar. “Sempre quis aprender espanhol ou a andar a cavalo? Pesquise as opções no início do ano e se matricule. Assim, também terá uma perspectiva boa para lidar melhor com o estresse do trabalho”, sugere a coach inglesa Amana Walker.
Fonte O Globo Online

quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

SITE LISTA 20 PASSOS SIMPLES QUE PODEM TE TORNAR UM MILIONÁRIO

Lista mostra como se tornar um milionário

Conseguir mais de um milhão de reais parece um sonho distante para muitas pessoas. No entanto, o site “Business Insider” fez uma lista que mostra que algumas atitudes simples e mudanças básicas no dia a dia podem garantir uma conta bancária com milhões em dinheiro.
O artigo lembra que é mais fácil saber o que precisa ser feito do que realizar essas tarefas na prática. Mesmo que não exista uma fórmula infalível para conseguir guardar mais dinheiro, algumas decisões responsáveis podem garantir que a pessoa saiba investir seu dinheiro nas áreas certas e evite, pelo menos, passar por dificuldades financeiras. Confira os 20 passos para se tornar um milionário:

1 - Compre as coisas que você precisa, em vez das coisas que você quer
É preciso focar em suas reais necessidades para conseguir juntar dinheiro.

2 - Gaste menos do que você ganha
O clássico conselho busca que as pessoas consigam poupar parte de sua renda mensal.

3 - Tenha certeza de que você pode pagar as coisas que você comprar
Lembre-se que quanto mais rápido você conseguir pagar, melhor.

4 - Exercite a paciência
Saiba que algumas dificuldades fazem parte do caminho para conseguir uma melhor qualidade de vida no futuro.

5 - Programe as contas em débito automático
Assim, você não pode gastar o que não tem.

6 - Pague sua fatura integral do cartão de crédito
O cartão de crédito pode ser usado, mas só compre o que você pode pagar.

7 - Use o tempo a seu favor
Quanto mais cedo você começar a poupar, melhor.

8 - Perceba que dinheiro não traz felicidade
Quando você está trabalhando por um objetivo saudável, em vez de apenas querer satisfazer seus desejos materiais, suas metas serão alcançadas de forma mais rápida e fácil.

9 - Perceba que a “vida aconteça”
Saiba que o acaso também influencia a vida das pessoas. Por isso, sempre poupe dinheiro, já que você nunca sabe quando uma emergência financeira pode te afetar.

10 - Se concentre em ser livre de dívidas
Reduza as suas dívidas e elimine as despesas desnecessárias.

11 - Trabalhe duro
Se esforce em trabalhar de maneira eficiente para ter o esforço recompensado.

12 - Arranje um segundo emprego
Além de incrementar a poupança, um segundo emprego fixo ou “freela” vai deixá-lo sem tempo de gastar o dinheiro que está tentando guardar.

13 - Não tenha medo de sonhar alto
Ter altas ambições pode garantir que você atinja seus objetivos.

14 - Saiba administrar seu dinheiro
Mantenha-se atualizado sobre o que você precisa saber para administrar o seu dinheiro e perceba que sem uma boa gestão, ele nunca vai gerar os rendimentos que deveria.

15 - Faça o que você gosta
Trabalhar em algo prazeroso é a chave para ter sucesso na carreira e consequentes promoções e aumentos.

16 - Pague-se primeiro
Saiba se recompensar pelas suas vitórias. Isso vai te manter motivado a alcançar novos objetivos.

17 - Vá atrás do dinheiro
Não basta esperar que o dinheiro venha até você. Veja onde há oportunidades de ganhar uma renda extra e se concentre em conseguir uma chance.

18 - Invista em você mesmo
O profissional precisa investir em seu desenvolvimento, por meio de cursos de idiomas, especializações e outras ferramentas que façam ele se destacar no mercado de trabalho.

19 - Invista em imóveis
Comprar propriedades é sempre um bom recurso.

20 - Perceba que existe mais de uma maneira de abordar um problema
Ser versártil vai te ajudar a solucionar seus problemas de maneiras mais rápidas e criativas.

Fonte Extra – O Globo Online

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

5 ERROS QUE OS ADVOGADOS COMENTEM AO TENTAR EMPREENDER NA ADVOCACIA


Empreender na Advocacia é cada vez mais urgente para quem deseja ascensão no mercado jurídico. Contudo, o caminho do sucesso na advocacia empreendedora depende de desenvolvimento de técnicas e habilidades que promovidas possibilitam o advogado a empreender.
É imprescindível que o Advogado invista em planejamento, conhecimento em gestão, empreendedorismo, cursos e treinamentos. Listaremos os principais erros que os Advogados cometem no intento para empreender na Advocacia e que senão sanados podem destruir o caminho da Advocacia Empreendedora.

1. Não investir em desenvolvimento pessoal
Conhecimento é tudo. O advogado que deseja empreender no Direito, precisa cada vez mais investir em conhecimento em negócios. É necessário que o advogado conheça além do Direito Material e Direito Processual.
Busque cursos voltados ao empreendedorismo jurídico, finanças, marketing, gestão, vá além da técnica jurídica e amplie sua visão de mundo, muitas oportunidades nascem de um ambiente diferente daquele que você está inserido.

2. Não agir de forma estratégica
Resultados são construídos a partir de metas, objetivos, de um plano de ação. Agir sem um planejamento estratégico é o mesmo que querer ter resultados sem saber como atingi-los.
O foco é elemento crucial para obtenção de resultados na Advocacia empreendedora. Decisões aleatórias sem planejamento é o caminho para o fracasso, sem objetivos não é possível medir e nem melhorar, como buscar melhorias se não se sabe a direção de onde quer chegar?
Defina seus objetivos, metas e quais os caminhos possíveis para ter sucesso, a direção é mais importante que a velocidade.

3. Ter medo de arriscar na Advocacia Empreendedora
A vida é feita de desafios, e nos negócios também temos que nos desafiar, advogados que se arriscam obtêm resultados ousados. Contudo, os riscos devem ser calculados de acordo com seus objetivos. Assuma controle sobre seu negócio e busque desafiar seus limites.
Aqueles que não arriscam provavelmente vão obter apenas os resultados que já alcançaram. Advocacia é para quem não tem medo de se lançar a novos desafios e conhecimentos, por isso, é imprescindível que o Advogado empreendedor não tenha medo de ousar e de se submeter a riscos calculados. O sucesso está longe da zona de conforto. Arrisque-se!

4. Ser paralisado pelo Erro
Precisamos compreender que a perfeição nos negócios é uma tremenda armadilha, inevitavelmente, iremos errar quando estamos dispostos a inovar, a nos lançarmos em novos projetos. A jornada empreendedora é o caminho do sucesso, e, os erros devem ser vistos como aprendizados que nos colocam em melhores posições, já que estaremos melhores preparados.
Logo, reconheça seus erros, avalie seus resultados e busque a melhoria constante, a cada avanço uma nova conquista. Não tenha medo de errar.

5. Não persistir
O sucesso é feito de escolhas e das decisões que tomamos ao longo do empreendimento. Advogar é plantar e colher, é persistir diante das circunstancias e desafios.
O Advogado Empreendedor conhece que o caminho não é fácil, e, por isso, mantém a disposição e a paixão em alta, porque somente ganha quem persiste.
Busque todas as possibilidades, cresça, invista em seu desempenho e conhecimento, e, não desista nos primeiros erros, o caminho da Advocacia Empreendedora é daqueles que persistem e confiam no trabalho de longo prazo.
Por Emanuelle Ferreira
Fonte JusBrasil Notícias 

ENTREVISTA DE EMPREGO EM INGLÊS: COMO NÃO DAR VEXAME

 Especialista mostra quais os erros mais comuns em uma entrevista em inglês
 
Em alguns setores e posições, falar inglês deixou, há muito tempo, de ser um diferencial no currículo para se tornar um requisito mínimo para desempenhar suas funções profissionais. Não por acaso, o idioma está se tornando figurinha carimbada em vários processos de seleção por aí – para desespero de alguns candidatos.
“Não importa seu nível, inglês sempre dá um frio na barriga”, afirma Marcelo Cuellar, gerente da Michael Page Brasil. E, por isso, em uma entrevista de emprego, muita gente tende a engasgar mais do que o normal no segundo idioma. Mas como evitar esse tipo de vexame? (Principalmente se você nunca passou por uma situação destas na vida) Confira as dicas:

Deixe as palmas para o headhunter
Erro fatal na hora de tocar no assunto fluência em inglês? Superestimar seus dotes linguísticos. “Cabe ao recrutador dizer se seu nível é avançado ou intermediário”, diz Cuellar.
Dica: Por isso, em vez de rotular, de cara, o domínio que você tem do idioma, descreva a sua experiência com o inglês. Já morou fora? Como o uso desta língua está presente na sua rotina?
Feito isso, seja proativo. Se você tem condições, peça para conversar um pouco em inglês com o recrutador – caso ele já não tenha feito isto.

Cuidado extra com os tempos verbais
De acordo com o especialista, um dos erros mais comuns durante as entrevistas em inglês é o uso dos tempos verbais. “Se você confundi-los, o headhunter, principalmente se for estrangeiro, não entenderá se você fez ou não determinada atividade”, explica.
Dica: Antes da entrevista, pense na sua experiência profissional e em questões relacionadas a sua carreira de acordo com os tempos verbais em inglês. Treine isso.

Na hora da empolgação, há candidatos que traduzem ao pé da letra expressões idiomáticas em português. Além de não fazer sentido, este hábito pode deixar o recrutador confuso – ou com vontade de rir no meio da entrevista.
Dica: Se você não sabe se existe uma expressão idiomática em inglês equivalente, não use. Antes, explique o que você quer dizer sem usar o termo.

Você não precisa ter um sotaque de Hollywood
Nem de Bollywood, evidentemente. Mas não é necessário se encher de cobranças para falar inglês como se você tivesse nascido em algum país anglo-saxão – e nunca saído de lá. É claro que qualquer recrutador ficará encantado se você articular o idioma de uma maneira exemplar. Mas se não é o caso, não é preciso ser tão neurótico.
“O importante é ser compreendido. E se você já é compreendido, se faça compreender”, diz Cuellar. Evidentemente, um sotaque claro, com frases concatenadas entre si e um vocabulário sofisticado impressionam, sim. Mas não são todas as carreiras e funções que exigem este nível de fluência, explica o especialista.
Dica: Se o inglês não faz parte da sua rotina de trabalho, esforce-se para incluí-lo na sua vida. Dedique-se aos estudos deste idioma, pelo menos, uma vez por semana. Assista filmes sem legenda, leia livros, converse. Faça de tudo para chegar na entrevista com mais segurança e clareza de seus conhecimentos.
Por Talita Abrantes
Fonte Exame.com

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

PLANEJAMENTO FINANCEIRO: CONFIRA AS DICAS PARA MANTER AS CONTAS EM DIA

Fazer um planejamento financeiro auxilia a controlar melhor os gastos e a manter o orçamento adequado ao longo do ano inteiro. Planilha elaborada pelo Idec ajuda nessa tarefa

Muitos consumidores enfrentam dificuldades para pagar as contas extras que surgem no início do ano, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Com o início conturbado, colocar os gastos sob controle o resto do ano torna-se um desafio.
Para não se perder nas despesas, o Idec recomenda que o consumidor faça um planejamento financeiro. Visualizar a sua relação com o dinheiro, comparando o que entra com o que sai, pode ser uma boa maneira de ficar mais tranquilo e ainda de gastar de maneira mais responsável.
Um jeito simples de fazer o planejamento é construir uma tabela com duas colunas. De um lado devem ser listados todos os rendimentos (pessoais ou familiares), incluindo o salário e outras fontes de renda; do outro as despesas, começando pelas fixas (como aluguel, condomínio, água, luz, telefone, plano de saúde etc.), e, em seguida, as variáveis (como impostos, medicamentos, transporte, alimentação, lazer etc).
Dessa forma dá pra saber o quanto pode sobrar no final do mês, possibilitando remanejar gastos, definir uma quantia para guardar na poupança ou mesmo programar a compra de um bem à vista, por exemplo, fugindo dos juros do financiamento.

Orçamento anual
Um planejamento mais preciso, contudo, requer mais trabalho. Para isso, o consumidor deve grupar os comprovantes de todas as despesas do ano anterior (separando as fixas das eventuais), somá-las e depois dividir por doze para obter, assim, uma média de gasto mensal.
Isso não é tão difícil quanto parece e os benefícios do equilíbrio financeiro compensam! Confira, abaixo, as dicas do Idec, passo a passo, para a elaboração do orçamento anual:

1 - Adote uma organização mínima para guardar os comprovantes das despesas pagas durante o ano (uma pasta, um envelope, uma caixa), agrupando-os conforme o tipo de despesa;

2 - Junte as contas das despesas de serviços contínuos ou fixos. Some o comprovantes de janeiro a dezembro e divida o resultado por doze, para obter a média do que foi gasto no ano anterior.

3 - Reúna as contas de despesas eventuais. Avalie a possibilidade de novas ocorrências e estabeleça uma média a partir do que foi gasto e mais uma reserva de contingências de 10%;

4 - Organize as informações numa planilha, colocando no primeiro campo os rendimentos (valor do salário e outras fontes de renda). Nas colunas abaixo, na mesma ordem, identifique o campo para as despesas fixas e eventuais, detalhando do que se trata e o valor médio obtido em cada conta;

5 - Projete o valor médio mensal dos gastos para o período de 12 meses, observando o pagamento parcelado de impostos, por exemplo;

6 - Fique atento ao mês que entrará em férias e o pagamento de décimo terceiro salário para lançar os recursos no orçamento. Não se esqueça que as férias são pagas antecipadamente e no mês seguinte, quando retornar ao trabalho, não haverá salário;

7- Some todos os rendimentos, considerando o reajuste salarial de sua categoria baseado nos índices aplicados nos anos anteriores;

8 - Calcule o total de rendimentos menos o total de despesas (fixas e variáveis) e, do saldo restante, faça uma reserva ou avalie a possibilidade de investimento do dinheiro.

Planilha de Orçamento Doméstico 
Para auxiliar os consumidores a planejar suas finanças, o Idec criou a Planilha de Orçamento Doméstico.
A ferramenta é gratuita e muito útil para acompanhar a origem e o destino do dinheiro, permitindo contabilizar com mais clareza as compras parceladas, por exemplo, a prever os rendimentos futuros e, enfim, alcançar o equilíbrio financeiro. http://www.idec.org.br/especial/planilha-orcamento-domestico
Fonte Idec

sábado, 13 de janeiro de 2024

11 COMPORTAMENTOS ESSENCIAIS PARA SER MAIS RESILIENTE

Confira quais são os principais pilares comportamentais da resiliência, característica muito valorizada nos profissionais hoje em dia

Há algum tempo, a palavra resiliência deixou o campo da Física e ganhou importância como atributo pessoal em processos de seleção e de avaliação de profissionais.
Usado para identificar aquelas pessoas que conseguem superar dificuldades e desafios e se fortalecerem partir destas situações adversas, o conceito de resiliência sempre esteve ligado à capacidade de flexibilidade de objetos e materiais que voltam ao estado natural após sofrerem pressão, como é o caso de uma mola, por exemplo.
A importância da resiliência para carreira é grande. “No fim do dia, quem cresce na empresa, além de ter competência, é quem, de fato, é resiliente”, diz Yuri Keiserman, diretor executivo da Vetor Editora, que comercializa a EPR (Escala dos Pilares da Resiliência), teste organizacional que avalia o potencial de resiliência de profissionais.
Para ele, os altos níveis de cobrança por resultados e a competitividade presente nas organizações justificam a necessidade de pessoas resilientes. “A gente leva muita pancada. Vivemos situações que poderiam nos frustrar todos os dias”, diz o executivo.
O teste, elaborado pelas especialistas Tábata Cardoso e Maria do Carmo Fernandes Martins, tem como base uma escala de fatores - chamados de pilares - que contribuem para um comportamento potencialmente mais resiliente. Por ser uma qualidade que depende de fatores também externos, como educação, família e vivência, o teste não indica se o profissional é ou não resiliente mas mostra a força das estruturas internas que apoiam este tipo de atitude. Confira quais são os pilares comportamentais em jogo na resiliência:

1 Encarar mudanças e dificuldades como oportunidades       
É o que o teste EPR identifica como aceitação positiva de mudança, explica Rodrigo Fonseca, gerente corporativo da Vetor. “É aceitar que a mudança é uma oportunidade de crescimento, ter a visão de que as adversidades enfrentadas trazem essa possibilidade”, diz Fonseca.

2 Autoconfiança
É um comportamento relacionado à segurança que o profissional tem para encarar as diversas situações que se apresentam. “É a pessoa se sentir confiante para enfrentar desafios”, explica Fonseca.

3 Autoeficácia
Refere-se à percepção que a pessoa tem da sua própria capacidade. “É acreditar na competência, se sentir capaz”, explica Fonseca. Muitas vezes a pessoa pode até não ter potencial alto de inteligência, mas se tiver autoeficácia, diz Fonseca, vai se esforçar além do normal o que acabará compensando eventuais deficiências.

4 Bom Humor
Neste contexto é analisada a capacidade que a pessoa tem de usar o bom humor para lidar com momentos de stress. “As pessoas que tem bom humor se esforçam para tornar o ambiente mais leve em situações difíceis”, diz Fonseca.

5 Controle emocional
Ataques de ira não são próprios das pessoas flexíveis. “Uma reação desproporcional mostra uma falta de resiliência”, diz Yuri Keiserman.
O controle emocional permite ao profissional agir com mais calma e a não perder o foco. “Quem tem autocontrole consegue expressar adequadamente sua emoções o que permite enfrentar melhor situações difíceis”, diz Fonseca.

6 Empatia
Manter um comportamento resiliente pede uma boa dose de empatia. Saber se colocar no lugar do outro é essencial para minimizar e solucionar conflitos, segundo os especialistas. “No ambiente de trabalho, as relações podem ficar desgastadas porque são intensas e frequentes, por isso a importância da empatia é extrema”, diz Keiserman.

7 Independência
É um conceito bastante próximo da autonomia, de acordo com Fonseca. Pessoas independentes não se isolam mas também não são dependentes dos outros para desenvolver suas tarefas, atividades e projetos. “É não ter o receio de travar, de empacar”, diz Keiserman.

8 Otimismo
O nome técnico deste comportamento na EPR é orientação positiva para o futuro. Ou seja, as pessoas com esta característica têm esperança no que está por vir em suas vidas. “Mas não significa que não se preocupem com o futuro”, afirma Fonseca.

9 Reflexão
Ter a capacidade de analisar e refletir quando o mundo estpa desabando ao seu redor é um dos pilares que apoiam uma pessoa de atitude resiliente, de acordo com Fonseca. Geralmente pessoas assim conseguem encontrar as melhores soluções para os problemas.

10 Sociabilidade
Está ligada ao bom relacionamento interpessoal. Quem tem esta característica consegue criar vínculos com as outras pessoas. Quem desenvolve a sociabilidade apoia a equipe e é apoiado por ela, explica Fonseca.

11 Valores positivos
Pessoas que seguem seus valores e princípios acabam sendo mais resilientes, de acordo com Fonseca. Segundo ele, não se trata de qual valor a pessoa tem e, sim, da importância que ela dá a eles. “Cada um tem seus próprios valores, ter essa orientação é que é muito importante”, explica Fonseca.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com

CONTROLE

quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

AMBIÇÃO FAZ PARTE DA NATUREZA HUMANA E IMPULSIONA PROFISSIONAL DO DIREITO


As dificuldades da vida contemporânea, agravadas pela crise econômica e o aumento da concorrência, tornam a realização profissional um sonho mais difícil de ser alcançado do que há 20 ou mais anos.
As barreiras existentes para ingressar ou formar uma banca de advocacia, para ser aprovado em concurso público ou conseguir ser professor de uma Faculdade de Direito, podem levar o jovem profissional ao desalento e a um nocivo conformismo.  O psiquiatra Augusto Cury chama tal estado de ânimo de coitadismo, observando que:

“O coitadismo é o conformismo potencializado, capaz de aprisionar o Eu para que ele não utilize ferramentas para transformar uma história. Vai além do convencimento de que não é capaz, entra na propaganda do sentimento de incapacidade. O coitadista faz marketing de suas crenças irreais, de impotências e limitações. Não tem vergonha de dizer “Sou desafortunado!”, “Sou um derrotado!”, “Nada que faço dá certo!”, “Não tenho solução!”, “Ninguém gosta de mim!”  (O Código da Inteligência, Sextante, p. 50).

O coitadismo acaba sendo uma armadilha, pois leva seu portador à inanição, termina com sua vontade e ambição. E, de certa forma, acaba sendo aceito com benevolência por terceiros, pois o coitadista, aparentemente, não oferece nenhum grau de risco aos que o rodeiam e, por isso mesmo, desperta piedade.
Ao inverso, o ambicioso desperta sentimentos mistos, mais complexos, como admiração, medo e inveja. Afinal, o crescimento do ambicioso poderá exteriorizar o insucesso de quem, dele, está próximo.
Portanto, por essas peculiaridades do ser humano, na área do Direito quem se proclama um coitado, um perseguido pelo destino, é visto com mais simpatia do que quem se propõe a lutar, vencer, conquistar espaços.
Mas qual o resultado de uma ou de outra posição na vida pessoal e profissional da pessoa?
O coitadista pode ser um jovem iniciando sua vida profissional ou um bacharel em Direito com anos de casa. O jovem, depois de tentativas frustradas, pode rebelar-se contra o Exame de Ordem, o mercado de trabalho, os concursos, o sistema de Justiça ou qualquer obstáculo que se interponha entre ele e o sucesso.
Essa posição de vítima poderá resultar solidariedade dos que lhe estão próximos, solidariedade essa nem sempre será sincera. Na verdade, muitos concluirão, sem nada dizer-lhe, obviamente, que ele não é muito esforçado ou que seu Q.I. está bem abaixo do mínimo desejável. Em outras palavras, ao assumir tal posição o sujeito não avançará um passo na busca da realização pessoal.
Vejamos agora a situação de um coitadista mais vivido, com boa experiência profissional na bagagem. Suas queixas poderão atingir alvos diversos. Por exemplo, sendo juiz, poderá lamuriar-se que não é  reconhecido pelo seu Tribunal, não integrou, injustamente, a última lista tríplice de promoção ou que não recebeu apoio financeiro para cursar mestrado. Sendo advogado, poderá viver a lamentar a ingratidão dos clientes ou a demora no julgamento de suas causas.
Por sua vez, a ambição é o sentimento existente no lado oposto, a mola propulsora do mundo. Ela exige vontade, garra, força física e psicológica. Além disto, estimula a dedicação aos estudos, o aperfeiçoamento profissional, o crescimento cultural em sentido amplo e não apenas no campo do Direito.
O ambicioso, por vezes, é visto com reservas, como se fosse errado querer subir na escala social e econômica. Contudo, não há nada de errado em uma jovem recém-formada querer ter o melhor escritório de advocacia de sua cidade ou de um procurador do Estado almejar ser procurador da República e trabalhar em importantes processos envolvendo políticos e empresários. Da mesma forma, não merece qualquer crítica um desembargador que ambicione ser ministro do STJ ou um advogado consagrado que deseje ser ministro do STF.  São aspirações legítimas.
A ambição tem apenas um risco: tornar-se incontrolável. Aí, sim, ela é nociva. Quem, para alcançar destaque, bajula, corrompe-se, humilha-se perante os que podem ajudá-lo na empreitada, abandona seus ideais sob a justificativa de que não há outro jeito, evidentemente não está utilizando a ambição corretamente. É uma deformação de algo positivo.
Imagine-se um professor que, na busca de uma posição de mando em uma universidade, não hesita em divulgar, através de terceiros, os erros de seu oponente nas redes sociais, prejudicando a imagem do adversário. Ou um procurador de Justiça que, para alcançar a posição de procurador geral da Justiça acerta acordos com os que apoiam sua campanha, garantindo posições corporativas injustificáveis. Ainda, um líder da advocacia que, para alcançar posto de destaque na seccional da OAB, abandona os filhos à própria sorte, perdendo-se em sucessivas viagens para isto ou aquilo.
Nesses casos, a ambição não foi bem dimensionada. Ela deve estar sempre adequada a outros valores importantes, pois de nada valerá alcançar-se um objetivo profissional se nos outros setores de sua vida a pessoa carregar o fardo de fracassos familiares, rejeição pelos amigos ou pela sociedade. De que valerá ser ministro do STF se o filho, graduado em Direito, passar as tardes no quarto com depressão ou  entregue às drogas? De que adianta ocupar as mais altas posições na hierarquia do Estado e temer ser vaiado em um restaurante?
Em suma, na condução da vida profissional, nada há de errado no fato do profissional do Direito querer ser um vencedor na advocacia ou no serviço público, inclusive alcançando status e boa posição financeira. Ao contrário, Isto é muito mais saudável do que entregar-se ao escapismo, tornar-se um coitadista que dedica seu tempo a atribuir a outros ou ao destino a culpa por seu insucesso.
No entanto, na busca do êxito é preciso tomar cuidado com a via escolhida, pois a ambição não justifica o abandono de valores como a ética, a honestidade e a solidariedade, sem os quais o sucesso será apenas uma aparência exibida no Facebook, escondendo o sentimento amargo da insatisfação pessoal. Na longa caminhada das profissões jurídicas, cada um faz a sua opção e traça o seu destino.
Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

VEJA 50 ESTRATÉGIAS SIMPLES DE MARKETING PARA ADVOGADOS


Todo advogado tem de despertar o marqueteiro que existe dentro dele mesmo. Se não há recursos para investir em serviços profissionais de marketing, é preciso investir energia pessoal. A tarefa não chega a ser difícil. Basta elaborar um "plano de marketing" que, afinal, não passa de uma lista de estratégias compatíveis com a personalidade de cada advogado. E, então, transformar as "ações de marketing" em hábitos ou comportamentos cotidianos. O passo seguinte é definir com clareza o público-alvo, para saber a quem se vai dirigir os esforços de marketing. A última etapa é encontrar motivação.
Essa é a orientação da American Bar Association (ABA, a Ordem os Advogados dos EUA, para os advogados que querem manter os princípios éticos da profissão e se recusam a fazer anúncios publicitários. Para ajudar os advogados autônomos ou sócios de firmas de pequeno e médio porte, o jornal da ABA entrevistou advogados bem-sucedidos e consultores de escritórios de advocacia, em busca de ideias. O resultado foi uma lista de 50 estratégias simples de marketing para advogados, todas do tipo "marketing de guerrilha".
Algumas dessas estratégias já foram apresentadas em outros textos da ConJur, como, coincidentemente, as 50 ideias de marketing sugeridas pelo advogado Terry Berger. Ou o do consultor que aponta 35 práticas de estrelas da advocacia, entre outros textos.
Antes de apresentar as estratégias, o jornal recomenda: seja você mesmo e pense sempre em como pode ajudar. Conheça as recomendações colhidas pelo jornal da ABA — lembrando que são ideias americanas:

1) Alguns advogados acreditam que basta fazer um bom trabalho que os clientes virão. Isso não é verdade. Eles precisam ser lembrados;

2) Todas as semanas, contate de três a cinco pessoas que podem recomendar você a prováveis clientes, mesmo que esteja muito ocupado. Marque um almoço, um jantar, um café, um drinque. Isso funciona melhor exatamente quando você tem muito trabalho, em vez de pouco;

3) Em recepções de negócios, peça aos organizadores para falar aos convidados em nome da organização. É uma boa oportunidade para se tornar conhecido;

4) Se você tem um blog relacionado à sua área de atuação, forneça informações que sejam realmente úteis a seus prováveis clientes. Frequentemente, isso não inclui uma descrição de quão competente você é — nem a sua banca;

5) Envie cartões de datas comemorativas a clientes e potenciais clientes, como muita gente faz. O melhor é escolher uma data comemorativa que ninguém escolhe (ou inventar uma), mas que tenha alguma relação com sua área;

6) Pense muito sobre quem é realmente seu público-alvo. Avalie-o bem. Descubra quem são os tomadores de decisão em seu nicho de mercado. Conheça sua "clientela" e seus problemas jurídicos melhor do que ninguém;

7) Quando você se encontrar com um provável cliente, concentre-se nas necessidades imediatas dele. Pode não ter nada a ver com sua área. Pode ser que sua maior necessidade, no momento, seja encontrar um bom dentista. Se você conhece um, recomende. Se não, descubra um. Nutra a ideia de que você soluciona problemas;

8) Organize um grupo de advogados de áreas diferentes, muitas vezes ex-colegas de faculdade, que se reúnem mensalmente para um jantar ou qualquer outra atividade. Descubra como se pode instituir uma relação do tipo "um por todos, todos por um";

9) Desenvolva um plano de marketing em torno de atividades que você gosta. Descubra uma maneira de se tornar útil a pessoas que participam das mesmas atividades. Muitas vezes, isso pode ter alguma ligação com sua área;

10) Quando for escolher advogados que podem servir como fontes de recomendação, prefira seus contemporâneos. Advogados mais antigos normalmente já formaram um grupo de referência;

11) Não crie uma segunda personalidade, uma segunda aparência, na hora de fazer marketing. Seja você mesmo. Descubra maneiras de se apresentar de maneiras interessantes, sendo o que você é, e pronto;

12) Não se sinta compelido a dar um cartão de negócios a todos que encontra em uma recepção. Isso o faz parecer desesperado para fisgar clientes. Em vez disso, peça cartões das outras pessoas. Você pode contatá-las depois por telefone ou e-mail. Daí pode nascer um relacionamento;

13) Uma vez que tenha os contatos e saiba qual é a área de atuação do provável cliente, envie-lhe notícias que possam lhe interessar, com alguma pergunta (viu isso?) ou comentário (é preciso tomar cuidado...). A ideia é sempre desenvolver relacionamento primeiro;

14) Se há uma oportunidade de ser contratado para um recurso em tribunal superior, leia tudo sobre o caso e casos relacionados, trace uma linha de argumentos. Prepare-se para discutir o caso com a parte, sem anotações, por uma hora;

15) Tweets são mais lidos entre 13h e 15h, portanto, esse é um bom período para postar mensagens. É possível programar o horário de as mensagens serem postadas, por meio de serviços como o HootSuite. Mas é preciso evitar que qualquer mensagem seja postada em horários que você deve estar no tribunal, defendendo os interesses de um cliente. Nenhum cliente pode supor que você estava "twitando" em vez de trabalhando;

16) Se um advogado que pode ser uma boa fonte de referência tiver algum problema com a Justiça que não é da área dele, mas é da sua, ofereça-se para cuidar do caso gratuitamente;

17) Muitas vezes, as pessoas precisam ser convencidas de que seus problemas são realmente graves. Elas podem não ter noção disso. Da mesma forma, convencer uma pessoa de que ela não precisa de um advogado, quando ela realmente não precisa, também é um bom negócio. Desenvolve confiança;

18) Participe de eventos da Ordem e das seccionais. Advogados preferem recomendar colegas que conhecem. E se não conhecem e nunca veem você, não vão recomendá-lo;

19) Instale "Google Analytics" em seu website. Essa ferramenta detalha que termos levaram as pessoas a visitar sua página e quanto tempo permaneceram nela. Você também pode usá-la para identificar termos populares de busca e colocar esses mesmos termos, quando se relacionam à sua área, em seu site;

20) Preste serviços voluntários a grupos jurídicos e comunitários. Faça qualquer trabalho voluntário com dedicação e competência, mesmo que não goste dele;

21) Termine uma conversação com alguém em um evento de networking (desenvolvimento de relacionamentos) depois que você terminar uma declaração, em vez de quando a outra pessoa o fizer, de forma que ela não pense que você a está cortando;

22) Se você quer representar uma empresa com um departamento jurídico, seu trabalho é tornar o trabalho (e a vida) do diretor do departamento mais fácil;

23) A melhor fala: perguntas que fazem os outros falarem sobre eles mesmos. Conhecer bem o cliente e seus possíveis problemas jurídicos lhe dá uma grande vantagem competitiva;

24) Prefira falar em seminários e cursos (como os de educação continuada) que são interessantes o suficiente e que terão uma boa audiência. A não ser que tenha outras razões, que não as de marketing;

25) Durante um evento, não se instale em uma mesa durante toda a noite. Aproveite para circular, se sentar em outras mesas por uns momentos, conhecer mais gente;

26) É preciso abandonar o sofá da casa. Sair, frequentar lugares, se encontrar com pessoas e fazer relacionamentos, para que a probabilidade de sucesso seja alta. Há dias em que é preciso ficar em casa. Mas a consistência é a chave;

27) Se você tem um website (se não tem, deveria ter), tenha um blog também. Coloque conteúdo novo diariamente, porque os algoritmos do Google dão mais proeminência a sites com conteúdo novo, original. O conteúdo não precisa ser um longo artigo ou relatório de pesquisa. Um parágrafo ou dois, com um link recente para alguma coisa interessante e relevante para sua prática, irá lhe trazer a mesma quantidade de tráfego — senão mais — que um artigo longo;

28) Fazer relacionamentos com advogados de assessorias jurídicas de empresas é muito importante, porque eles podem lhe dar trabalho. Mas não se limite a eles. Os colegas na prática privada também podem ser boas fontes de recomendação e, um dia, podem ir para a assessoria jurídica de uma grande empresa;

29) Arrume algum tempo, pelo menos uma vez por semana, para escrever pequenos testemunhos de apoio a pessoas com as quais trabalhou e respeita no Linkedin (ou por outros meios). Não espere que eles lhe peçam, antecipe-se;

30) Desenvolva uma fama de ser boa pessoa. Alguém com quem os outros sempre podem contar. Essa é a melhor ferramenta de marketing. Às vezes, leva anos para desenvolvê-la. E segundos para arrasá-la;

31) Frequente associações nas quais é bem-vindo, não aquelas que se transformam em clubes fechados;

32) Antes de uma reunião com um cliente em potencial, confira a situação jurídica de sua empresa ou organização em diversas fontes e tenha uma ideia de suas possíveis necessidades jurídicas. Leia relatórios trimestrais, confira websites, cheque em algum mecanismo de busca notícias sobre a empresa ou organização;

33) Nunca critique uma empresa mencionando seu nome em um blog. Você nunca sabe se a empresa poderá considerar contratá-lo um dia;

34) Promova o trabalho que você gostaria de fazer, não o trabalho que o ajuda a pagar as contas;

35) Mantenha seu escritório em um lugar que seja conveniente para o cliente. Um escritório perto do tribunal pode ser conveniente para você, mas não para o cliente. Muitas vezes, sequer tem estacionamento gratuito;

36) Leia o noticiário econômico de sua cidade, para ter uma boa ideia dos problemas jurídicos que não estão sendo resolvidos, bem como problemas jurídicos que as empresas poderão ter em breve;

37) Vá a eventos com espírito franciscano: "é dando que se recebe". Fique atento para descobrir o que pode fazer pelos outros. Em nome do marketing. Recompensas virão;

38) Se sua comunidade oferece cursos gratuitos, seja um professor voluntário em uma área que complementa sua área. Isso é especialmente bom para advogados com um público-alvo muito amplo, como criminalistas e advogados de família. Advogados empresariais/tributários podem dar aulas sobre constituição de empresa em cursos de negócios;

39) Participe de grupos com poucos advogados como membros;

40) Distribua brindes com sua logomarca em exposições (uma ideia bem americana). Certifique-se de que serão úteis;

41) Se você representa consumidores, abra seu escritório no primeiro andar de um prédio, com uma certa aparência de ambiente público. Esse tipo de cliente desconfia da formalidade;

42) Cheque a lista de presença em eventos empresariais, para identificar pessoas com as quais gostaria de se encontrar. E comece a pensar na melhor forma de abordagem. Uma é fazer uma pergunta direta, sem introduções, sobre um tema de interesse do possível cliente. As apresentações podem vir depois;

43) Trabalhe como professor adjunto ou substituto. Você aperfeiçoa suas qualificações e seus ex-alunos serão ótimas fontes de referência;

44) Pense em boas perguntas para fazer a pessoas interessantes que encontra em eventos ou qualquer situação de networking. Por exemplo: Como você entrou nessa área? No que você está trabalhando agora? Como sua empresa está se saindo nesses tempos de crise? (ou) Como sua empresa está enfrentando essa crise?

45) Peça a pessoas que trabalham na organização de eventos para apresentá-lo a pessoas que você acha que deveria conhecer;

46) Se você recomenda um advogado a um cliente, avise o colega que ele será procurado por uma pessoa, com um caso tal. A tendência é que ele retribua o favor, na próxima oportunidade. Com o tempo você saberá quem pode ou não fazer parte de seu grupo de recomendações;

47) Trabalhar com uma assessoria de imprensa, se tornar uma fonte de repórteres em sua área de especialização, são providências que produzem ótimos resultados para o advogado e para a banca;

48) Diversos advogados de um escritório podem ir juntos a um evento, mas apenas um deve falar e todas as comunicações devem ser preferencialmente pessoais. Muitas vezes, as pessoas contratam advogados, não bancas;

49) Quando chegar o momento de falar sobre você, fale sobre o que você faz, não sobre o cargo que ocupa; e

50) Não conte vantagens sobre você mesmo, porque nunca será levado a sério. Ninguém contrata um advogado que não leva a sério.

Todas essas recomendações — como as demais já publicadas pela ConJur — podem ser convertidas em hábitos. Ou em comportamentos. Uma vez integradas à mentalidade do advogado, tornam-se ações de marketing naturais, que ocorrem sem nenhum esforço.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

O SEGREDO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


Quando uma pessoa resolve contratar um plano de previdência complementar, vertendo suas contribuições, seja ele administrado por uma entidade fechada, seja ele administrado por uma entidade aberta, pode acabar perguntando: se eu tenho algum dinheiro para guardar, então porque eu mesmo não invisto este dinheiro para lá na frente viver dele?
Claro que esta é uma pergunta válida, pois quando alguém começa a se preocupar com o futuro, a sua primeira atitude é a de procurar informações acerca dos tipos de investimento que poderá realizar com o dinheiro que pretende poupar. Aqui, não se deve esquecer, estamos falando das pessoas que não possuem grande experiência com o mercado financeiro ou com o mercado de capitais.
A pessoa que não conhece muito os meandros dos investimentos, então, vai investigar os aqueles que pode realizar com o dinheiro de sua futura aposentadoria, optando geralmente por ativos domésticos como ações, títulos de renda fixa, quem sabe algumas quotas de fundos de investimento. Dará início, assim, à gestão financeira do dinheiro que pretende poupar.
Mas, na verdade, a mera realização de investimentos, ainda que rentáveis, não será suficiente para garantir a futura aposentadoria, pois terá que ser considerada a inflação, bem como o aumento do custo de vida, sendo necessária a aplicação de técnica financeira que garanta retorno acima da inflação, de forma razoavelmente estável. De outra parte, para garantir uma renda futura, o risco das aplicações financeiras precisa ser minimizado.
O segredo da previdência complementar reside justamente na arte de realizar a gestão de investimentos de longo prazo, pois com o grande volume de recursos financeiros que administra consegue diversificar o portfólio das aplicações financeiras que efetua, pois tal diversificação permite o aumento da rentabilidade dos investimentos, sem aumentar o risco, pois sempre é acrescentado um novo tipo de ativo.
Os investimentos financeiros realizados pelas entidades de previdência complementar são definidos por uma política de longo prazo, visando resguardar que, no futuro, o benefício de complementação de aposentadoria seja efetivamente pago ao participante. Para tanto, esta política é, inclusive com a intervenção normativa do Estado, baseada na mitigação do risco e na seleção quali-quantitativa dos investimentos.
Nesta gestão de longo prazo sempre são necessários alguns ajustes, pois a administração dos ativos (valores recebidos) e dos fluxos financeiros devidos pelo plano de benefícios (passivo – valores a pagar) sempre geram riscos financeiros, como está ocorrendo agora com a questão da diminuição da taxa de juros, a qual representa a rentabilidade real dos ativos, a qual hoje não mais se sustenta no patamar de 6% (seis por cento) ao ano, diante da situação econômica mundial.
Para aqueles que não são iniciados na gestão financeira, sem dúvida a previdência complementar é uma boa opção para garantir a complementação de aposentadoria no futuro, mesmo porque ela logo de início já provoca a previdência, pois faz com que a pessoa, por força de contrato contribua e, deste modo, poupe o seu dinheiro.

Por Ana Paula Oriola De Raeffray
Fonte Última Instância