quinta-feira, 26 de junho de 2025

VOCÊ SABE RECONHECER UM MANIPULADOR?

Todo mundo usa técnicas de manipulação no dia a dia, mesmo sem perceber. Aprenda a reconhecer as condutas mais comuns desses indivíduos e evite ser manipulado por eles

Já estava decidido: o jantar seria naquele restaurante italiano que você cobiça há meses. Mas, sem você nem sequer notar, o espaguete à bolonhesa perde a vez para uma legítima comida alemã, que seu parceiro escolheu. E quando aparece uma promoção no trabalho perfeita para seu perfil e seu colega afirma, de maneira muito convincente, que a mudança não seria apropriada para você neste momento? Antes mesmo de perceber, você declina o convite da chefia e quem fica com a vaga, claro, é o solícito companheiro de trabalho.
As cenas descritas são fantasiosas, mas poderiam ter acontecido. Isso porque o mundo está cheio de pessoas que manipulam as situações cotidianas de acordo com desejos e necessidades pessoais. “Há muita gente assim no mundo. Mas por meio de suas atitudes, é possível identificá-las e fugir das ciladas que elas preparam”, diz Marie-Josette Brauer, doutora em psicologia e expert em técnicas de persuasão.

Manipuladores criam um problema para depois vender a solução
Mas Marie-Josette pondera que nós todos somos manipuladores em algum momento da vida. “A manipulação é uma ferramenta social. Nós aprendemos a usá-la desde cedo”, exemplifica a psicóloga. “Só vira uma problema quando começa a acontecer repetidamente, com a pessoa manipulando os outros o tempo todo para conseguir o quer, sempre visando o bem próprio”, acrescenta a expert.
“O problema geral da manipulação é que cada experiência prepara o manipulador para fazê-lo mais e melhor”, pontua Sergio Senna, doutor em Psicologia e professor do Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. “Eles vão explorar qualquer aspecto que considerem adequado para melhorar as chances de sucesso em seus golpes”, complementa Sergio.
Psicólogo e especialista em Terapia Comportamental, Reginaldo do Carmo Aguiar diz que é preciso ter alguns fatores em mente para podermos diferenciar o grau de perigo que esses indivíduos oferecem. “Para avaliar algo como problema é importante pensar nas seguintes variáveis: frequência, duração, intensidade e a intenção da manipulação”, analisa Reginaldo.
Além desses fatores, alguns comportamentos são muito típicos nos manipuladores. Os especialistas apontaram os principais. Confira:

Conhecer as táticas de manipulação é uma maneira de evitar que pessoas mal-intencionadas nos transformem em 'marionetes'

1. Falsos elogios
A habilidade com as palavras é uma competência que o manipulador domina e usa sem dó. “Ele diz na frente de todo mundo para alguém que executou bem uma tarefa: ‘Parabéns, você deve ter passado o fim de semana inteiro fazendo isso’. Parece um elogio, mas na verdade ele está dizendo que a pessoa não dá conta do trabalho durante o expediente”, exemplifica Marie-Josette.

2. Reforço da culpa
Eles fazem as pessoas se sentirem culpadas para conseguir o que querem. “É um sentimento negativo, que motiva as pessoas a tomarem decisões para se livrarem da sensação aversiva que ele traz”, aponta Sergio, ressaltando que o manipulador gosta de se colocar na posição de vítima.

3. Desordem
“É a estratégia do ‘dividir para reinar’. No trabalho, isso aparece naquelas pessoas que lançam, discretamente, dúvidas sobre a competência e a conduta dos colegas, o que acaba provocando conflitos e gerando um ambiente de confusão. O manipulador vai criando uma situação para que ele apareça como a única pessoa sensata”, descreve Marie-Josette.

4. Narcisismo
“As coisas têm que ser do meu jeito porque sou o mais inteligente”. Para Reginaldo, essa frase é típica dos manipuladores e eles realmente acreditam nela. “Nessas pessoas, o comportamento interpessoal mais frequente envolve atitude de grandiosidade; busca incessante por admiração e insensibilidade ao outro”, afirma o psicólogo.

5. Exploração das fraquezas
Sergio diz que um manipulador está sempre em busca do ponto fraco de quem ele quer persuadir. “Eles analisam o comportamento alheio com facilidade em busca de vulnerabilidades a serem exploradas, como a ganância”, identifica o expert, contando que nessa situação é comum pessoas serem manipuladas em golpes que prometem o ganho de muito dinheiro de maneira fácil.

6. Uso de lógica aparente
Para conseguir o que quer, o manipulador usa dados e informações de maneira enviesada. “Por exemplo, um vendedor diz para você comprar um produto porque ele foi aprovado por 95% dos consumidores. Mas não diz que o número de pessoas pesquisadas foi bem pequeno, o que torna a estatística pouco confiável”, constata Marie-Josette.

7. Falso alívio
Estratégico, o manipulador primeiro cria uma dificuldade, para depois oferecer uma "solução". Marie-Josette descreve uma situação que exemplifica esta conduta: “O chefe diz para o subordinado: ‘Você tem que trabalhar o fim de semana inteiro para terminar um projeto’. Quando o empregado reclama, o patrão diz: ‘Então fica só hoje até mais tarde’. O empregado passa a madrugada trabalhando, mas acha que se deu bem”.
E o que fazer depois de identificar um indivíduo com essas características no nosso convívio? Sergio alerta que o mais importante é não tomar nenhuma medida precipitada ao perceber uma tentativa de manipulação. “Lembre-se que o manipulador está atrás de uma decisão. Basta mostrar-se cauteloso nas decisões que ele irá dispensá-lo por conta própria, pois tem uma fila de pessoas desatentas prontas para cair no golpe”, aconselha o especialista.
“Questione sempre e peça mais informações sobre o que o manipulador diz. Confira com outras pessoas se ele está dizendo a verdade. Você acabará descobrindo a tentativa de manipulação ou pelo menos desestimulando o autor dela”, finaliza Marie-Josette.

Por Ricardo Donisete
Fonte iG Comportamento 

NADA DE CHECAR E-MAIL NA CAMA. SAIBA COMO TERMINAR BEM SEU DIA

Como você fecha a jornada diariamente é tão importante quanto a forma como você dá início a ela

Você chega no trabalho, liga o computador e revê a sua agenda do dia. Começa a responder e-mails e a tocar sua lista de tarefas a cumprir. Mas, ao fim do dia, sempre dá aquela impressão de que não conseguiu fazer tudo o que tinha para fazer? Pois saiba que essa é uma sensação comum entre profissionais. O colunista da revista americana Inc., Kevin Daum, dá dicas de como fazer para encerrar o dia de modo a começar o seguinte de forma melhor e mais produtiva.

1. Termine seu projeto de organização
Pessoas ocupadas sempre estão tentando organizar algo ou planejando algum projeto que não conseguiram realizar. Seja limpar uma gaveta no escritório ou limpar o e-mail. O que quer que seja, procure reservar 20 minutos ao fim do seu dia para dar conta disso. Mesmo que não consiga terminar em um dia, você vai sentir que deu início ao “projeto de organização”. Quando, dentro de uma semana, tiver concluído a tarefa, se sentirá mais leve.

2. Responda a todos
Terminar o dia sem responder a todos os e-mails deixa muitos profissionais nervosos. Se esse é o seu caso, uma solução pode ser criar uma assinatura automática que diga algo como “Recebi sua mensagem. Estou um pouco ocupado, mas vou responder dentro de poucos dias”. Depois, você pode adicionar a tarefa de responder à sua lista de coisas a fazer sem culpa por aqueles que buscaram entrar em contato.

3. Faça uma limpeza cerebral
No fim do dia parece que sua cabeça vai explodir com tantas ideias, prazos e projetos? Em vez de tentar esquecer de tudo, talvez uma solução melhor seja liberar todas as ideias. Sente-se e escreva tudo que está na sua mente. Claro que nem tudo que anotar será necessariamente útil para o trabalho, mas o fato de “liberar” as ideias vai ajudá-lo a descansar. Uma outra opção é manter um diário, que pode ser alimentado todo dia antes de dormir — deixar um caderninho na cabeceira facilita esse trabalho.

4. Revise sua agenda e lista de coisas a fazer
Parece óbvio fazer isso, mas muita gente faz isso pela manhã. Experimente fazer isso ao fim da jornada de trabalho. Assim pode conseguir planejar melhor o seu dia seguinte e acabar rendendo mais. Não há nada pior do que tentar descansar e ser interrompido por aquela sensação de que está esquecendo algo.

5. Separe as suas roupas
Se você seguiu a dica número 4, saberá se tem alguma reunião importante ou não no dia seguinte. É melhor experimentar várias roupas e ter aquela crise de “não tenho nada para usar” à noite, enquanto vê televisão, do que, pela manhã, se atrasar porque não achou a gravata ou blusa que queria. Dá até para dormir mais um pouquinho deixando a roupa separada à noite.

6. Estabeleça uma hora de “desligar”
Não faz bem ficar checando e-mails e resolvendo coisas de trabalho até na cama. Determine um horário em que você vai se desconectar — preferencialmente, algumas horas antes de dormir — e procure fazer atividades relaxantes. A não ser que você seja um médico ou paramédico, poucas situações de trabalho vão exigir atenção imediata à noite.

7. Fique com você mesmo
Depois de organizar tudo para o dia seguinte, procure reservar uns 20 minutos de introspecção. Seja para meditar, rezar ou apenas ficar quieto com você mesmo. Aproveite esse tempo para rever o que o deixou chateado ao longo do dia e reflita sobre como superar o aborrecimento.
Fonte O Globo Online

BOM DIA!

quarta-feira, 25 de junho de 2025

OS 12 ESTÁGIOS DA SÍNDROME DE BURNOUT


A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso, definido em livros médicos como "um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional".
A denominação vem do inglês "to burn out" (queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional; foi assim chamada pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970.
A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante da síndrome, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a auto-estima pela capacidade de realização e sucesso profissional.
Sofre com o que tem início com satisfação e prazer, mas que termina quando esse desempenho não é reconhecido.
Nesse estágio, a necessidade de se afirmar e o desejo de realização profissional se transformam em obstinação e compulsão. O paciente nesta busca sofre, além de problemas de ordem psicológicas, forte desgaste físico, gerando fadiga e exaustão.
É uma patologia que atinge em maior número membros da segurança pública, da saúde pública e da educação - segundo o psicanalista estadunidense.

Os 12 estágios de Burnout
1. Necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz;
2. Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (é o chamado imediatismo);
3. Descaso com as necessidades pessoais. Por exemplo: comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
4. Recalque de conflitos: o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
5. Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da auto-estima é o trabalho;
6. Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos. Cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
7. Recolhimento e aversão a reuniões (anti-socialização);
8. Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);
9. Despersonalização (evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);
10. Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;
11. Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
12. Finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica tem que ser prestadas com urgência.

Segundo o Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional.
O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique, registra o crescimento de ocorrência de Burnout em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.
Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.
Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que Burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema - portanto omitindo o componente de despersonalização.
(Com informações do Wikipédia e da redação do Espaço Vital).
Fonte JusBrasil Notícias

BONS OUVINTES SE SAEM MELHOR NA HORA DE RESOLVER CONFLITOS

Saber escutar é uma das principais características de um líder. Conheça as vantagens de ser um bom ouvinte

Para bom entendedor, meia palavra basta, diz a sabedoria popular. Ela reflete uma das características mais inconfundíveis dos bons ouvintes: a capacidade de compreensão. Esse comportamento, baseado em uma postura atenta e ponderada, porém ativa, é capaz de melhorar os relacionamentos e inspira credibilidade e sabedoria no ambiente profissional.
“É muito comum ver uma pessoa que parece escutar o outro, mas está com a cabeça longe, pensando em outras coisas. Quem não presta atenção ao diálogo já vai logo imaginando argumentos para contradizer o outro, criando conflitos. O bom ouvinte, ao contrário, abre mão de qualquer julgamento e colhe todas as informações que precisa, resultando numa conversa tranquila, sem atritos”, explica Cibele Nardi, coach e especialista em comportamento.
Pessoas muito dispersas e com uma postura arrogante têm dificuldade para abrir espaço para o diálogo horizontal e acabam funcionando como um “repelente” de relacionamentos. O extremo oposto também não é saudável: todo mundo gosta de se sentir que é compreendido, por isso a escuta passiva pode ser interpretada como uma atitude desinteressada do ouvinte.
Ser extrovertido, porém, não significa ser incapaz de prestar atenção ao que os outros falam. “Para não correr esse risco, é necessário ser uma pessoa empática, ou seja, saber se colocar no lugar do outro. Mesmo que você tenha vontade de falar e goste de interagir, é preciso saber o momento certo para falar”, ressalta Eduardo Ferraz, consultor em gestão de pessoas.

Liderança
Essa habilidade também é vista como uma vantagem estratégica no mercado de trabalho. “Os grandes negociadores são bons ouvintes, você nunca vai escutar um negociador matraca, que não dá atenção aos seus clientes. Essas pessoas prestam atenção também aos gestos do outro e não ficam alheios ao que está acontecendo, por isso eles costumam se sair melhor em situações de conflito”, acrescenta Eduardo Ferraz.
Além de terem uma postura muito mais lógica e racional no meio profissional, bons ouvintes são líderes que inspiram confiança, credibilidade, respeito e sabedoria.
“Você transmite a imagem de alguém que faz a diferença e traz harmonia aos relacionamentos. Na função de líder, essa pessoa vai ser mais reconhecida e conseguirá obter mais resultados da própria equipe. Todo mundo quer conviver com pessoas assim”, afirma Cibele Nardi.

Ego controlado
Como eles valorizam a escuta ativa e evitam julgamentos precipitados durante um diálogo, as expectativas em relação a outra pessoa acabam sendo reduzidas. Bons ouvintes não se deixam levar pelo próprio ego, que na maioria das vezes só causa sofrimento a todos os envolvidos, sejam eles ouvintes ou não.
Com o ego controlado e julgando menos as ideias e atitudes das outras pessoas, ou seja, trabalhando apenas com situações e exemplos concretos, baseados no que as outras pessoas realmente disseram, os bons ouvintes conseguem lidar melhor com situações de frustração.

Humildade e harmonia
“Uma pessoa que atropela a fala dos outros acaba passando uma imagem arrogante, é falta de educação. Ninguém gosta de conversar com pessoas assim”, pontua Manuela Rodriguez, especialista em comunicação e comportamento. Humildade é um traço recorrente entre as pessoas que sabem ouvir. Em vez de impor uma ideia ou argumento aos outros, eles buscam agregar algo de bom à discussão, ou apenas tirar alguma lição importante daquela conversa.
A principal consequência dessa atitude é que conflitos e brigas por conta de opiniões diferentes são evitadas, tornando as relações mais harmoniosas e construtivas.
“Essa é uma postura que pode ser levada até para o relacionamento a dois. Quantas vezes os casais não começam uma briga por um motivo bobo, mas transformam aquilo em algo ainda maior, por não terem essa humildade?”, questiona Manuela Rodriguez.

Sabedoria
Melhorar a capacidade de ouvir os outros é amadurecer, tornar-se uma pessoa menos apegada em relação às próprias ideias. Ser sábio, portanto, é compreender que o mundo não pensa exatamente como você e não há nada de errado com isso. Todos podem contribuir de alguma maneira durante uma conversa, mesmo que as ideias sejam conflitantes.
O primeiro passo para ser um bom ouvinte é ter consciência de que essa habilidade precisa ser trabalhada, ou seja, vale deixar a vaidade de lado e assumir que tem escutado os outros com pouco empenho e atenção.
“A partir daí, o importante é estabelecer metas para diminuir a ansiedade e melhorar a concentração, atributos fundamentais para quem quer prestar mais atenção aos outros. Ser uma pessoa mais segura também é válido, pois as ideias param de se basear no achismo e, consequentemente, julga-se menos”, finaliza Cibele Nardi.
Por Giovanna Tavares
Fonte iG Comportamento

FAÇA ISTO SE QUER AUMENTAR A CHANCE DE DESENVOLVER INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

O Quociente Emocional (QE) ganhou destaque no mundo do trabalho por ser comprovadamente um fator determinante no sucesso. Confira como saber mais sobre isso

Não é raro que o modo como você lida com situações de pressão seja investigado durante um processo de seleção.
“Recrutadores identificam na história do candidato momentos em que foram exigidos resiliência e autocontrole para lidar com obstáculos”, explica a gerente de produtos e educação da Fundação Estudar, Anamaíra Spaggiari.
O interesse nas passagens marcantes da vida dos candidatos é medir seu nível de inteligência emocional. Discutido, analisado e estudado desde a década de 1960, o Quociente Emocional (QE) ganhou destaque no mundo do trabalho por ser comprovadamente um fator determinante no sucesso para a esmagadora maioria das profissões.
Pesquisa da TalentSmart mostra que a relação entre a inteligência emocional e o salário é direta: a cada ponto adicional no QE representa um ganho de 1,3 mil dólares no salário anual. Isso vale para qualquer área de trabalho seja qual for a região do planeta.
A grande questão é que, após mais de meio século de estudos e pesquisas sobre o tema, só há alguns poucos anos que o desenvolvimento das habilidades sócio-emocionais vem ganhando espaço teórico nos currículos de escolas e universidades.
E o movimento ainda é tímido, sobretudo no Brasil, onde a distância entre o conhecimento ensinado nos bancos da escola e a exigência do mercado de trabalho é grande.
Na análise da gerente de educação da Fundação Estudar, a adaptação do sistema educacional brasileiro às demandas atuais do mercado de trabalho passa obrigatoriamente pelo aumento de atividades práticas na grade curricular.
Pesquisa realizada pela Fundação Estudar, obtida pelo Site Exame, com 375 universitários e recém-formados com média de idade de 23 anos mostra que 79% sentem a faculdade deixa a desejar em algum ponto, sendo que 87% deles apontam que o que falta é ensino prático e atual. Os dados foram colhidos no ano passado.
“Quando envolve prática, vêm os projetos e, com eles, começam as surgir as demandas por habilidades emocionais”, diz Anamaíra. O desenvolvimento de competências sócio emocionais como disciplina formal ocorreria depois que as instituições de ensino elaborassem currículos mais práticos.
Enquanto isso não acontece, cabe aos interessados em desenvolver o quociente emocional de outras formas. Jovens que participam de projetos extracurriculares ou que integram organizações estudantis conseguem, em geral, desenvolver mais seu QE. Entrar para a gestão do centro acadêmico, da atlética, participar de empresa júnior, fazer trabalho voluntário, investir numa experiência de intercâmbio são algumas das indicações.
Os desafios dessas atividades são gatilho importante, mas é preciso antes saber mais sobre o que é, de fato, essa habilidade. Anamaíra sugere cinco livros que podem ajudar nesse processo e ela também indica um teste desenvolvido pela Fundação Estudar, para medir o QE.

1 – “Inteligência Emocional”, de Daniel Goleman
É o grande clássico sobre o assunto, publicado pela primeira vez em 1995, nos Estados Unidos. Esse livro mudou a forma como se encara a inteligência introduzindo o conceito de duas mentes, a racional e a emocional, como juntas tem impacto no destino do indivíduo.
Reconhecer emoções tem papel central no desenvolvimento da inteligência, já que a incapacidade de lidar com sentimentos pode minar a experiência escolar, acabar com carreiras promissoras e interferir em nossas vidas.
O livro também mostra quais cinco habilidades-chave da inteligência emocional e em que medida elas determinam o êxito nos relacionamentos, trabalho e até no bem-estar físico.

2 – Antifrágil, de Nassim Nicholas
O estado de incerteza deve ser desejável e esse livro explica que ele permite a construção de coisas mais concretas, ou seja, menos frágeis e dependentes de estabilidade.
A obra analisa inovações que surgiram a partir do método de tentativa e erro. Também há estudos relacionando incerteza e tomada de decisão, política, planejamento urbano, guerra, finanças pessoais, sistemas econômicos e medicina.
Por Camila Pati
Fonte Exame Online

INVISTA EM VOCÊ

UMA VIDA INTEIRA

terça-feira, 24 de junho de 2025

8 CLIENTES QUE DEVEM SER DEMITIDOS


Um dos maiores equívocos cometidos por advogados é a falta de conhecimento sobre padrões de abusos de alguns clientes e como tratar essa questão com maturidade.
Uma das formas de evitar esse tipo de dilema é sabendo identificar os comportamentos mais problemáticos, criando estratégias ágeis de eliminação dessas relações indignas. 

1. Cliente "Tio Patinhas":FOGE DE PAGAMENTOS PRELIMINARES
Um dos primeiros sinais de um cliente problemático é a sua relação com pagamentos. Uma das premissas que escritórios sustentáveis praticam, é a precificação de modo profissional, sendo indicado que pelo menos as despesas geradas pela demanda do cliente sejam cobertas por ele.
Esta premissa faz com que esses advogados rejeitem, logo na entrevista preliminar, clientes que não cobrem pelo menos o que representa o custo do processo ou procedimento realizado.

“Mas dessa forma eles não perdem clientes?”
Sim, eles perdem muitos clientes. Porém, ter muitos clientes não é garantia de lucratividade, sendo evidente que um perfil de cliente com dificuldades de arcar com as despesas da sua demanda, dificilmente terá maturidade emocional para reconhecer o trabalho do advogado. No geral, o que se configura é uma relação indigna, onde a troca sempre é desequilibrada. 
Tem muito cliente por ai que contrata o advogado, por exemplo, para fazer o inventário extrajudicial, mas liga toda semana para tirar duvidas sobre um divórcio, pensão alimentícia, contratos de locação e até sobre o corte de energia por falta de pagamento... 
Esse cliente está tentando extrair o possivel da expertise do advogado porque inconscientemente ainda não enxergou vantagem nessa parceria, ou seja, ele entendeu que o advogado trabalhou pouco... Isso ocorre por dois motivos: Ou o causídico não soube comunicar valor, ou a mentalidade do cliente é muito escassa.
Além disso, clientes que não querem investir logo de início naquilo que representa os custos do que ele mesmo gerou, mais tarde ou mais cedo irão promover algum tipo de inadimplência e serão muito resistentes a remunerar o profissional por algo intangível.
Como proceder: Diga logo ao seu cliente que só trabalha com um percentual do valor adiantado. Explique que anteriormente já teve problemas com clientes que pagavam depois e que prefere fazer dessa forma. Se ele não respeitar, é porque ele não é um bom cliente para você.

2. QUER ADVOGAR MAIS DO QUE VOCÊ
Considero que o bom relacionamento entre o advogado e o cliente é um dos segredos para contratos de longo prazo. E para que esse relacionamento seja saudável, é necessário que o cliente opine e troque algumas ideias, contribuindo com o êxito da demanda. Contudo, existe uma grande diferença entre “dar algumas opiniões” e querer advogar por você.
Infelizmente, esse tipo de cliente pode corromper suas teses com menos qualidade, o que acabará deixando você frustrado e com menos tempo para se dedicar aos clientes que realmente interessam!
Como proceder: Faça um teste de um mês com esse cliente. Se ele continuar sendo extremamente intromissivo no seu trabalho, a melhor opção é dispensá-lo.

3. O CLIENTE CARENTE
Você sabe aquele cliente que liga para você no domingo ou durante a semana logo às 7 da manhã? Pois é, esse é outro tipo de cliente que deve evitar. Com estas atitudes, este tipo de cliente informa um claro sinal de que não respeita o seu espaço ou talvez não te reconheça de modo profissional.
Como proceder: Você aqui tem dois caminhos. O primeiro é evitar que esse tipo de situações aconteçam através de clausulas contratuais mais assertivas. No contrato, forneça o seu horário de trabalho e deixei bem claro que ele só pode ligar dentro desse período de tempo. Se você não deixou isso definido, a segunda possibilidade é avisar o cliente que só vai atender o celular dentro do seu horário de trabalho. 

4. CLIENTE ALZHEIMER
Você marcou uma reunião e ele não apareceu? Você enviou um email e ele esqueceu de responder? Ele não compareceu a audiência de conciliação? Esse é o cliente esquecido. Os seus constantes esquecimentos podem até gerar a perda irreversível do caso, além é claro, da perda irrecuperável do seu tempo.
Como proceder: O primeiro passo é, obviamente, avisar o cliente. Avisar que desde cedo que você vai cobrar por esse tempo perdido, etc. Se a situação persistir, ai talvez seja o momento de desistir dessa relação.

5. O IMÃ DE PROBLEMAS
Sabe aquele cliente que tem sempre um problema de última hora que o impede de te pagar, de se reunir ou de executar qualquer tarefa de cunho colaborativo? Pois é, esses são outros clientes que você deve evitar. São aqueles clientes que inventam sempre uma desculpa de última hora para não fazerem algo...
- “O meu carro quebrou!”
- “Eu transferi o dinheiro mas o banco cometeu um erro”
- Sabe como é né, escola, IPVA, IPTU...
- “Estive em reuniões o dia todo e me esqueci do seu email”
- “Eu não recebi o seu email porque ele foi para o SPAM!”
E muitas outras desculpas semelhantes a esta.
Como proceder: Fuja desse tipo de clientes o mais rápido possível! Eles podem ser clientes “enrolões” que no final só querem o seu trabalho de graça. Acredite: enrolão uma vez, enrolão para sempre.

6. O AMIGÃO
Existem alguns clientes que gostam de convidar o seu advogado para eventos sociais, o que pode fortalecer a colaboração, mas cuidado! Confira se isso não é uma tentativa do cliente fazer uma longa amizade com você e depois não pagar pelos seus serviços…
Como proceder: Mesmo que o seu cliente comece a fazer o papel de amigo, não facilite na questão de pagamentos, prazos, etc. Mantenha-se firme às datas combinadas com ele.
Uma estratégia muito utilizada por alguns dos nossos alunos é fazer uma proposta de honorários anexando a tabela da OAB, ou mesmo o valor praticado no mercado. Após essa apresentação formal, você pode criar formas flexíveis de pagamento, usar parcelamentos, permutas... Mas não abra mão de receber honorários em troca dos serviços.
Pense comigo... A remuneração não é um elemento de troca usado para substituir o serviço ofertado? Então... Se você decidir trocar serviços jurídicos por churrasco, abraços ou posts de agradecimento no facebook, pelo menos deixe isso claro.
O que não é maduro é que essa troca seja feita de modo velado, como se a cobrança não fosse legítima porque existe uma amizade envolvida... Afinal, é coerente ser remunerado apenas por inimigos, já que os amigos "não devem pagar"?
Tudo é uma questão de perspectiva... Nesse campo, quanto mais maturidade emocional, mais fácil será estabelecer esse dialogo.

7. O CLIENTE CHEIO DE PARENTES
Tem o cliente que tem parentes:
1- O que tem parentes amigos do desembargador, do juiz, ou do assessor do promotor e que se ofereceram para dar uma ajuda com seus contatos;
2- O que tem um parente que fez o segundo grau com você e disse que em nome da amizade você faria um precinho bem especial;
3- O que tem um parente que também é advogado e disse que se você tiver problema com a causa e achar difícil, ele pode dar uma ajuda e ensinar como resolver.

8. O CAUSA GANHA
Aquele que já chega pleiteando altos descontos de honorários, pressupondo que o Advogado vai atuar de forma rasa e substituível, podendo ele mesmo fazer o serviço, caso tivesse a "carteirinha rosa", diante de tamanha simplicidade do caso.
Esse perfil de cliente tem a convicção de que tem o direito - agindo como o juiz da própria causa. Além de desmerecer o trabalho do advogado, certamente invalidará publicamente o causídico em caso de improcedência da ação, que na sua opinião, "já estava ganha".
É comum que esse tipo de perfil confunda colaboração processual (obrigações como parte no processo), com promoção da causa, diminuindo o valor do patrocinio, o que pode gerar grande prejuizo moral ao advogado.

A pergunta é: excluídos esses 8 "perfis", restará algum cliente na sua carteira atual?

Por Advocacia in Foco
Fonte JusBrasil Notícias

8 HÁBITOS QUE PODEM TE AJUDAR A FICAR RICO MESMO COM UM SALÁRIO BAIXO

É POSSÍVEL CONSTRUIR FORTUNA E TER UMA APOSENTADORIA TRANQUILA MESMO GANHANDO POUCO, GARANTEM PLANEJADORES FINANCEIROS

Se você não faz parte da pequena (e privilegiada) parcela da população rica, é preciso fazer fortuna com o salário que recebe - mesmo que ele seja pouco atrativo. Para o planejador financeiro do site de finanças LearnVest, David Blaylock, é possível fazer fortuna mesmo ganhando pouco.
Em um artigo publicado no site Business Insider, Blaylock explica que o modo mais prático para isso é cultivar hábitos que te ajudem a poupar dinheiro. “Eu faço uma revisão periódica de todas as assinaturas que eu tenho - aquelas que atingem meus cartões de crédito todos os meses”, exemplifica o planejador. “Você ficaria surpreso com quantas assinaturas que nós temos e quantas não são utilizadas. Você poderia guardar esse dinheiro, que soma quantidades significativas a cada mês.”
“A maioria das pessoas ganha mais de um milhão de dólares ao longo de sua vida profissional, mas poucas se tornam milionárias”, disse a planejadora financeira, Nancy Butler. “Como elas gastam o dinheiro certamente faz a diferença.”
Ambos planejadores listaram mudanças simples no cotidiano que podem ajudar qualquer pessoa - independente de quanto ganha - a ter num futuro não tão distante uma conta mais “gorda”. Confira abaixo 8 desses hábitos:

1. INVERTA SEU PENSAMENTO
Depois que o governo abate grande parte do salário e as contas são pagas, não sobra muita coisa para aproveitar o resto do mês - o que pode dar a ideia de que poupar para a aposentadoria parece algo impossível. Mas, para construir a riqueza, é necessário uma mudança nesta mentalidade. Ou seja, em vez de gastar o resto do seu salário líquido, reserve uma parte também para aposentadoria (assim como foi reservada para os impostos e para as contas) de olho nos maiores objetivos financeiros.Segundo Blaylock, também não é preciso economizar muito, mas algum dinheiro que possa render, mas que não comprometa o orçamento. “Você deve economizar em prol dos seus objetivos financeiros em primeiro lugar, pagar suas contas e considerar gastar o que sobrou”, disse Nancy.

2. TENHA SEMPRE UM OBJETIVO DEFINIDO
Estudos comprovam que fixar metas melhoram a motivação. Sabendo disso, é preciso definir, antes de cultivar qualquer hábito, os planos com o dinheiro que você vai guardar.Para ter uma poupança pensando no futuro, os especialistas financeiros sugerem ter um plano de cinco anos - em que você cria metas específicas de dinheiro que você gostaria de alcançar em cinco anos e o que você precisa fazer para isso.“Tendo um objetivo específico em mente nos ajuda a economizar”, diz Blaylock. “Seja uma poupança de emergência, para viagem, para pagar universidade, comprar uma casa ou um carro.”

3. ADOTE AS PRÓPRIAS REGRAS FINANCEIRAS
O que é essencial para sua vida e o que você pode economizar? Colocar preços limites às compras podem ajudar no orçamento apertado. Por exemplo, se você não liga em ter uma roupa de marca, pode colocar um teto baixo e segui-lo. Por outro lado, se você não sabe viver sem o smartphone do momento, coloque um teto mais alto para este item, diminua o limite de outros e assim continue o ciclo.

4. VIVA COMO UM “SECRETO” RICO
Para alguns, a imagem de um milionário remete a enormes mansões, carros luxuosos e gastos excessivos. Mas a maioria dos milionários não vive assim - em vez disso, ela tende a aparentar ganhar menos do que realmente ganha e economiza mais que gasta.O livro “The Millionair Next Door: The Surprising Secrets of America’s Wealthy” revelou que grande parte dos ricos construiu sua fortuna com trabalho árduo, poupando e vivendo com menos que ganha.

5. PENSE EM SUA APOSENTADORIA AGORA
Se você está na faixa dos vinte a trinta anos, a aposentadoria parece algo bem distante - e poupar para isso pode não parecer uma prioridade. Mas é preciso ter um pensamento inverso. “Infelizmente, quanto mais tarde você começar, mais você vai ter de poupar no final da vida. Mas quanto mais cedo você iniciar sua poupança, poderá manter a aplicação ou até diminuí-la ao longo dos anos.”

6. SAIBA  QUANTO GANHA E QUANTO GASTA
A maioria das pessoas tem boas intenções quando se trata de poupar dinheiro. Mas se você não sabe quanto entra e quanto sai da sua conta bancária, você não sabe o quanto deve se dedicar aos seus objetivos.Grande parte geralmente não controla seus rendimentos e gastos. “É realmente chocante que os clientes com quem trabalho nem sempre reveem seu holerite”, disse o planejador. “Se eu não sei o quanto você gasta quando come fora, como eu posso esperar que você mude isso?”, questionou.

7. SAIA DO DÉBITO
Bem programada, uma dívida pode ter benefícios. Empréstimos estudantis, por exemplo, são boas escolhas, já cartão de crédito - que tem altas taxas de juros - nem tanto. Segundo Blaylock, dívidas que podem impulsionar a carreira são bem-vindas, mas até para elas deve elaborar um plano para que não impeça o progresso de outros objetivos.

8. AUMENTE SEUS GANHOS
Há duas maneiras de aumentar seu patrimônio líquido: ganhar mais ou economizar mais dinheiro. “E gastar menos é apenas uma parte dela - você tem que poupar e investir adequadamente”, diz a planejadora do LearnVest, Natalie Taylor. “Apenas ganhar mais não aumentará a renda porque o estilo de vida e as despesas também crescem com ele.”Mas, se você aumenta sua renda e definir o que fará com esses ganhos, esse dinheiro a mais será melhor aproveitado.Outra opção é diversificar seus fluxos de renda através de um segundo trabalho em tempo parcial (freelancer) ou procurar oportunidades de investimento. “Eu acho que a poupança para a aposentadoria deve vir de várias fontes, tais como o salário, a renda de trabalhos parciais e investimentos”, diz Blaylock.
Por Luiza Belloni Veronesi  
Fonte InfoMoney

DIA DE SÃO JOÃO

DESENVOLVIMENTO PESSOAL

segunda-feira, 23 de junho de 2025

APLICAÇÃO DE ADVERTÊNCIAS EM CONDOMÍNIOS


INTRODUÇÃO
Viver em comunidade é um exercício diuturno de tolerância e exige sabedoria e estratégia ao lidar com uma multiplicidade de personalidades cada qual com sua característica e modo de compreensão de mesmo assunto.
E a coisa se torna mais complica quando o assunto é CONDOMÍNIO. Não basta ser conhecedor das regras de condominiais é preciso saber aplicar de forma a ajustar ao entendimento de cada um, pois ninguém é obrigado a conhecer leis, mas regras consuertudinais, aquelas que o costume nos impõe e se perdeu no tempo e mesmo assim obedecemos e nem sabemos por que, estas podem se tornar com paciência e insistência uma regra de uso automático.

POSTURA PREVENTIVA DO SÍNDICO
  • Um elemento importante para garantir o respeito às normas do condomínio é a própria postura do síndico ou administrador;
  • Nesta postura, a comunicação é um fator preventivo. Uma providência essencial é que todos os moradores e proprietários possuam cópia atualizada da Convenção e do Regulamento Interno (RI);
  • Assim, evita-se as infrações por desconhecimento do RI, e haverá mais respaldo na eventual aplicação de multas e advertências. Alegar ignorância das normas será, de uma vez por todas, um argumento impossível;
  • Para complementar - já que é possível que muitos não leiam os documentos na íntegra - sugere-se elaborar um "guia rápido": um resumo apenas com os principais pontos de conflito tratados no RI (contendo, na mesma comunicação, as normas sobre animais, barulho, uso da garagem etc.);
  • Este "guia rápido" pode ser afixado em elevadores ou outras áreas sociais;
  • Outra dica é utilizar-se de bom humor, principalmente na elaboração desses cartazes, para evitar o tom de cobranças "carrancudas", antipáticas;
  • Considerar o tipo de condomínio administrado é um fato crucial para entender o perfil dos moradores, e saber como lidar com seu convívio social;
  • Para novos moradores, também é importante informá-los sobre as regras do condomínio, de uma forma cordial, logicamente.

PRIMEIRO PASSO
Quando ocorrer infração a norma de condomínio advirta verbalmente através de uma conversa amigável, alerte para, o desagradável da situação em si, busque educar o condômino e informe que a reincidência não será tolerada e que poderá receber CARTA DE ADVERTÊNCIA as normas condominiais e até multado, pergunte se tem uma cópia do Regimento Interno (RI) ou Convenção. Seja rígido, austero, e imparcial, afinal regras são regras e se aplicam a todos. 
Na dúvida se adverte ou multa, o primeiro é sempre o melhor caminho, as advertências devem preceder as multas, que são aplicadas após 03 (três) notificações por escrito pelo mesmo motivo.

PASSO A PASSO
  • Tentar conversa amigável, sempre que cabível e se possível, antes de multar ou advertir.
  • Ter provas, como imagens no CFTV, fotos, testemunhos ou reclamações por escrito, de que a infração do fato ocorrido.
  • Saber se foi a primeira vez que determinado morador cometeu a falta.
  • Dependendo do que ocorreu, não cabe advertência. Um exemplo é se um condômino, que nunca cometeu nenhuma falta, destrói a pilastra da garagem do condomínio. Nesse caso, ele deve ser multado, já que ocasionou prejuízos ao condomínio, e dever ser convidado a reparar o dano.
  • Antes da multa, ou advertência chegar à unidade do infrator, vale mandar uma notificação do ocorrido. Não é recomendado fazer a notificação pessoalmente nem diretamente por funcionário do condomínio, mas sim via comunicação impressa. Se possível, encaminhada pela empresa administradora.
  • A carta de notificação deve ser bastante objetiva e com dados concretos, citando-se o item do RI ou da Convenção que foi desrespeitado, o horário, o local, etc.
  • Dependendo da convenção, há a possibilidade do morador multado pedir uma revisão para o conselho ou assembleia.

DA INFRAÇÃO
Comprovada a infração, registrada em livro de ocorrências e superada a fase anterior, respeitando os princípios constitucionais DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO, esse condômino infrator poderá se defender diante do conselho fiscal e até da assembleia.
A infração deve estar descrita na convenção e no regimento interno com clareza, registro escrito no livro de ocorrências, pois este é o embasamento máximo, deverá haver provas inequívocas do ato, como testemunhas, filmagens e gravações CFTV.
Quando o condômino inovar e cometer ato considerado infracional por de alguma de alguma forma incomodar os demais, tente uma conversa nos moldes descritos anteriormente e ajuste esse ato infracional analogicamente a outro e faça a reprimenda oralmente.
Explique ao morador que fez o registro por exemplo que as construções modernas não tem vedação acústica e que nem sempre poderá repreender o vizinho, e em alguns casos o excesso de notificações passam a TURBAR A POSSE DE TERCEIROS, já que alguns sons são inerentes ao movimento natural das pessoas no uso legal de sua propriedade.
O sindico poderá multar o condômino em espécie de acordo com o avençado em Convenção e/ou Regimento Interno. Em convenções mais antigas, onde as multas são baseadas em URV ou em outras unidades, ou mesmo quando a multa é atrelada ao salário mínimo, o ideal é que haja uma assembleia para alterar a convenção.
Vale lembrar que a multa deve ser aplicada apenas sobre o valor da taxa mensal, sem incluir aí rateios extras ou despesas extraordinárias.
A primeira multa deve ser a de valor mais baixo, para que assim o valor possa crescer em caso de reincidência.

DAS MULTAS ESPECÍFICAS
Geralmente, o valor da multa não pode passar de cinco vezes o valor da taxa condominial. Mas há o caso do CONDÔMINO ANTISSOCIAL, daquele que reiteradamente comete desrespeitos ao regulamento interno e à convenção do condomínio. Para multá-lo é necessária a anuência da assembleia de condomínios. Nesse caso, a punição pode chegar a até 10 (dez) vezes o valor da contribuição mensal.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Pode caracterizar a prática de algum delito a atitude de determinada pessoa que cause tumulto numa assembleia de condomínio?
Sim. A atitude pode ter o enquadramento da contravenção penal prevista no art. 40 do Dec. Lei nº 3.688/41 - Lei das Contravenções Penais, qual seja, o delito de provocação de tumulto ou conduta inconveniente, sujeitando seu causador à prisão de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou ao pagamento de multa: “Art. 40. Provocar tumulto ou portar-se de modo inconveniente ou desrespeitoso, em solenidade ou ato oficial, em assembleia ou espetáculo público, se o fato não constitui infração penal mais grave: Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses, ou multa”.

O atual Código Civil impõe a atualização da Convenção do Condomínio?
Não há obrigatoriedade de ajuste da Convenção do Condomínio para que haja uma harmonização com o atual Código Civil, já que as regras da Lei de Introdução ao Código Civil (Decreto-lei nº. 4.657/42) servem justamente para tal fim, isto é, as Convenções anteriores a 11/01/03 continuam em vigor naquilo que não contrariarem disposições de ordem pública (obrigatórias) expressas da nova lei; esta não fixa prazo para que as Convenções se ajustem às suas novas disposições; assim, salvo conveniência particular, poderão permanecer inalteradas. Todavia, a conveniência de se efetuar a modificação deverá ser analisada caso a caso, Já o REGIMENTO INTERNO deve sim ser adaptado as mudanças da lei por motivos óbvios e também pela própria mudança inerente ao ser humanos e as relações interpessoais.

Quando houver conflito entre a Convenção do Condomínio e o Regimento Interno, qual das normas prevalecerá?
A Convenção do Condomínio difere do Regimento Interno pela natureza das matérias tratadas. Compete à Convenção dispor sobre a estrutura do condomínio e os direitos fundamentais do condômino. Já o Regimento Interno tem por objetivo reger apenas convivência entre os condôminos. Por tais características, quando surgir conflito entre o dizer da Convenção e o do Regimento Interno, prevalecerá o primeiro. Espelha tal realidade o julgado seguinte: “A convenção condominial é o instrumento que constitui a co-propriedade; o regulamento interno disciplina a vida social e não o direito real que o título constitutivo outorga o que conduz à certeza de que, no confronto entre dispositivos conflitantes entre as duas normas, acerca do uso de garagem, vale o que consta da convenção registrada no Cartório de Registro (art. 9º, § 1º, da Lei nº.591/64).

O síndico é obrigado a dar cópia da Convenção do Condomínio aos condôminos ou ocupantes?
Não. Obrigatoriedade não existe já que a Convenção do Condomínio é documento público e por conta disto, seu acesso é franqueado a todos. Melhor explicando, sendo compulsório o registro da Convenção do Condomínio no Registro Imobiliário (art. 1.333, parágrafo único, do novo Código Civil e art. 167, I, 17, da Lei nº 6.015/73), não será obrigatório o fornecimento, pelo síndico, de cópia da mesma aos condôminos ou ocupantes. Porém, ainda que não haja obrigatoriedade, é conveniente que seja dada uma cópia integral da Convenção a cada um dos condôminos, incentivando o pleno conhecimento do seu teor por todos.
Por analogia ao artigo de lei em análise carta cartas de notificação de infração as normas condominiais são documentos do condomínio e não devem passar da pessoa que as recebeu, não sendo o síndico obrigado a apresentá-las quando solicitado por condômino a não ser por força de imposição judicial.
Por Sheyla Melo
Fonte JusBrasil Notícias