quinta-feira, 7 de agosto de 2025

COMO ECONOMIZAR NO SUPERMERCADO

Veja como escapar das "armadilhas" das redes e não colocar no carrinho itens que não pretendia comprar

Além de paciência com as longas filas, ir ao supermercado exige muito jogo de cintura, afinal, não é nada fácil escapar das armadilhas das redes para promover seus produtos e levar o consumidor a gastar mais que o planejado.
A organização das prateleiras é um dos principais truques de sedução. À entrada das lojas, por exemplo, normalmente são colocadas bancas temáticas, relacionadas com a época do ano (verão, início do ano escolar, Natal etc.). Como o carrinho ainda está vazio, o consumidor pode acabar levando produtos que não pretendia comprar.
Outra tática bastante comum é a de expor produtos logo nas cabeceiras dos corredores - longe, portanto, dos seus similares - trazendo etiquetas vermelhas ou algo que sinalize preço promocional. Só que essa "promoção" refere-se apenas ao preço normal daquele produto, o que não significa que ele seja o mais barato de sua categoria.
Os bens de primeira necessidade, como o pão e a carne, costumam ficar no fundo da loja, de modo que o cliente tem de passar por dezenas de prateleiras com artigos cuidadosamente dispostos para chamar a sua atenção. Em algumas redes, os produtos com preços mais em conta são dispostos nas prateleiras mais altas ou mais baixas, reservando ao centro, na altura dos olhos do consumidor, os artigos que oferecem mais lucros à empresa.
Na hora de pagar, mais tentações: pequenas bancas ao lado da caixa, com revistas, doces, entre outros artigos, fazem as últimas tentativas de entrar no carrinho.

Como escapar
Com tantos apelos pelo caminho, fica difícil para o consumidor resistir ao impulso de levar mais que o necessário para abastecer a despensa. Confira, então, algumas dicas para escapar das armadilhas:
- Não abra mão da boa e velha lista: ela é fundamental para norteá-lo a comprar o que realmente precisa. Leve em conta os folhetos promocionais dos supermercados da sua região;
- procure fazer as compras do mês de uma só vez ou então só vá ao supermercado uma vez por semana. Quanto mais você for, maiores são as chances de levar artigos por impulso;
- comparar preços é uma das melhores formas de poupar, mas requer tempo e disposição. Por isso, evite ir com pressa ou cansado;
- leve uma calculadora. Ela é muito útil para saber o preço unitário dos produtos (lembre-se que nem sempre o maior é o mais econômico);
- seja crítico com as promoções: questione-se se o preço compensa e se você está realmente precisando daquilo;
- evite levar crianças. Está comprovado que elas influenciam na decisão de compra dos pais;
- informe-se com um funcionário do supermercado sobre os períodos de promoções.

Fonte Idec

SITUAÇÕES DIFÍCEIS


quarta-feira, 6 de agosto de 2025

QUATRO IDEIAS PARA MANTER O FOCO

Jordan Cohen, consultor e ex-executivo da Pfizer, conta uma história engraçada em seu blog no site da Harvard Business Review

Recentemente, ele fez uma viagem de negócios a Londres. A agenda era carregada, por isso planejou tudo minuciosamente com grande antecedência. Quando, ainda no aeroporto, foi vestir o terno para a primeira reunião, descobriu que tinha esquecido nada menos do que as calças. Não lhe restou opção além do jeans surrado que havia escolhido para suportar o desconforto do voo transatlântico. Fazendo um retrospecto rápido, percebeu que a causa do lapso foi uma interrupção de sua filha, que pediu uma ajuda nos exercícios de geometria quando ele arrumava a mala.
Mais de um estudo famoso já mediu as consequências das interrupções. Um deles afirma que retomar a atenção pode levar até 23 minutos. Outro reduz esse intervalo para 5, mas calcula em até 60 vezes o número de interrupções por dia (total de 5 horas perdidas). Num ambiente de trabalho as interrupções podem vir de colegas e chefes que pedem sua atenção, e também das vozes e ruídos do entorno, telefones tocando, avisos de e-mails etc. Cohen revela quatro estratégias que desenvolveu para reduzir esses desvios:

Ficar em casa
Se você for bem organizado e planejar todo o trabalho de uma semana, alguns dias podem ser reservados para fazer o que deve ser feito em casa, onde, em geral, a possibilidade de controlar o ambiente é bem maior.

Desligar-se da rede
Fechar a caixa de email e até desligar o computador são providências que ajudam muito a manter o foco numa tarefa claramente definida.

Estabelecer o tamanho da lista diária de coisas a fazer
Antes de começar o dia de trabalho, defina o que deve ser concluído até o fim do expediente (Cohen sugere selecionar três coisas prioritárias). Assim fica mais fácil se organizar.

Bloquear o ruído
Para se desligar da cacofonia reinante, os fones de ouvido são a ferramenta mais óbvia e eficiente, mas podem fazer com que você ignore sons que precisa ouvir. Cohen dá uma sugestão alternativa surpreendente: concentrar-se num barulho uniforme no ambiente (o ruído de uma máquina, por exemplo).
Antes de encerrar o post, faz uma ressalva importante: nem toda interrupção é nociva. Algumas até podem ser indispensáveis para orientar o trabalho. Outras são tão importantes quanto o próprio trabalho – a lição de geometria da filha, lembra Cohen, pode tê-la ajudado a chegar mais perto da faculdade de arquitetura.

Por Márcio Ferrari
Fonte Papo de Empreendedor

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

COMO FAZER MARKETING PESSOAL DE UM JEITO MAIS EFICIENTE

Entenda as diferenças entre marca, branding e marketing pessoal e confira como usar tudo isso a seu favor na carreira

Quando ainda estudava Administração de Empresas, no fim dos anos 1990, conheceu um designer num escritório vizinho ao seu e aceitou o desafio de ajudá-lo a gerir sua empresa e a visão estratégica do negócio.
Já interessada, fez pós-graduação em Marketing e teve a chance de dar aulas sobre o assunto para alunos de design do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.
Rapidamente notou que tinham o mesmo problema que o primeiro designer que conheceu: eram ótimos profissionais criativos, mas precisavam de ajuda para entender e administrar todo o resto.
Não era um problema só de uma categoria específica. Muita gente precisava (e precisa) de ajuda para entender os conceitos de uma boa gestão de marca pessoal, que transmite uma mensagem clara sobre quem você é como profissional.

Branding pessoal e marketing pessoal: o que muda?
Para quem quer começar já, o NaPrática.org conversou sobre o assunto com Marcia, que hoje é consultora em branding e gestão de design, coordenadora de pós-graduação no Belas Artes e gestora executiva do portal InfoBranding.
Aos jovens interessados em saber mais sobre marketing e branding pessoal – termos cada vez mais em voga –, sua primeira lição é que é preciso distinguir bem os termos.
“Branding pessoal é o mesmo que gestão da marca pessoal e seu objetivo é construir uma marca de destaque no mercado”, começa. “Já o marketing pessoal ajuda a construir essa marca ao definir estratégias ideais para o sucesso profissional e pessoal.”
Como acontece com o marketing de um produto ou serviço, tais estratégias servem para alavancar o sucesso daquilo que está sendo divulgado para outros. Os resultados de uma má gestão são os mesmos: a percepção do mercado será negativa.
É aí que entra a importância do assunto num mundo cada vez mais competitivo e transparente. “Como o gestor da sua marca pessoal é você mesmo, entender de branding pessoal é fundamental”, afirma ela.

Como criar sua marca pessoal
Qual é a diferença entre marca pessoal e marketing pessoal?
É essencial não confundir marca pessoal com marketing pessoal. Marca pessoal é a reunião de seus talentos e de seus atributos, bons e ruins.

Marketing pessoal é como você vai mostrar ao mundo todas essas características, ou seja, as estratégias que vai adotar para refletir ao mercado o diferencial do seu produto e o valor da sua marca pessoal.

Por que o marketing pessoal é importante profissionalmente?
A marca pessoal é a percepção que seu público tem da sua identidade, seus talentos e atributos. É o que determina que imagem você quer passar.
Como acontece em empresas, o profissional precisa revelar qual é a sua missão (razão de ser), visão (como quer ser lembrado) e valores (princípios éticos).
A partir destes três elementos, é possível estabelecer uma estratégia de marketing pessoal, que é como o profissional mostra suas características ao mercado, e que esteja focada em ações estratégicas para construir uma marca de valor – nesse caso, você.
A credibilidade é despertada a partir da consistência da gestão desta marca pessoal, conhecida também como branding pessoal.

O que é constante quando se trata de marketing pessoal?
Os famosos 4 Ps: produto, preço, ponto de venda e promoção.
A grande diferença é como utilizá-las a favor da marca pessoal: a metodologia é a mesma, mas a atitude do profissional é o grande diferencial no processo de construção de marca de valor.

Imagine que sou uma jovem cliente sua. Como posso entender minha história e saber como me apresentar? Há reflexões que você recomenda?
Com certeza irei começar com uma pergunta: qual é sua paixão? O que te chama atenção no dia a dia e te enche de vontade de aprender mais sobre o assunto?
Em seguida vou perguntar: qual é seu propósito?
Tudo começa com o propósito. É o que conduz à marca pessoal e sua determinação é o ponto de partida.
A maioria das pessoas vive uma corrida insana com suas responsabilidades, compromissos, metas profissionais, questões financeiras e esquece que o sucesso é resultado deste propósito, que exige pensar mais além e de maneira mais abrangente.
Um propósito de vida muito bem definido e planejado nos ajuda a encontrar ou concretizar a razão de ser da marca pessoal.
Quando o profissional sabe o que quer, fica mais fácil definir sua missão de vida, sua visão de longo prazo e os valores que irão conduzi-lo ao melhor caminho.

Quais são os erros mais comuns que as pessoas cometem quando se trata de marketing pessoal?
O primeiro é não estarem apaixonadas pela carreira que escolheram. O sucesso na vida profissional é resultado da escolha certa.
Quando o profissional gosta daquilo que faz, tem foco, um posicionamento estratégico claro de sua marca pessoal e será diferenciado, pois vai querer saber mais e mais sobre a área escolhida.
Como acontece nas empresas, o marketing pessoal não consegue colocar um produto no mercado se ele não for bom.

Em termos de atitude e comportamento, qual é o melhor jeito de se apresentar?
As atitudes e o comportamento de uma marca pessoal são o que comprova seu valor e dão credibilidade para o conteúdo.
Por exemplo, vamos pensar que precisamos de um cardiologista para uma consulta. Chegando na clínica, nos deparamos com o médico fumando.
Como vou me consultar com um cardiologista que está fumando? É um comportamento inadmissível para um profissional desta categoria.
Outro exemplo: digamos que eu preciso de um designer e em nossa primeira reunião ele me entrega um cartão de visita mal impresso. Se ele não está se preocupando com a apresentação da sua empresa, como vai cuidar da apresentação da minha?
São detalhes que fazem a diferença para um profissional. A maneira como você se relaciona com as pessoas, o jeito que trabalha, como arruma a mesa, como fala, se veste ou escreve – tudo faz parte da gestão da sua marca.
Mesmo que você nunca tenha pensado nisso de forma estratégica, é com base nestes itens que as pessoas vão lembrar de você e se referir à sua marca pessoal.

Há algum elemento que você considera um diferencial quando se trata de marca pessoal?
A paixão. Numa entrevista, é perceptível quando o entrevistado é apaixonado pela área escolhida.
A paixão é a parte externa e a mais visível da sua marca. É o “brilho nos olhos” que altera a percepção de valor da sua marca no mercado. Um alimenta o outro.
Se você for apaixonado pelo que faz, terá uma obsessão natural e saudável por saber mais, buscar mais, querer mais. E quanto mais você busca, mais aumenta a sua paixão.
E vale ressaltar que uma marca sem conteúdo pode ter o melhor trabalho de marketing pessoal, mas com certeza um dia se atrapalhará – e o estrago será muito maior se descobrirem que você é uma fraude.

Muitos jovens pensam que não têm nada para falar sobre si mesmos. Como contornar esse pensamento?
Todos nós temos histórias para contar, não importa a idade.
Se um jovem foi escolhido pelos colegas para ser representante de sala, por exemplo, isso demonstra liderança e com certeza diz muito sobre sua marca pessoal.

Lembre-se: toda marca tem uma personalidade que foi se desenvolvendo com os aprendizados recebidos em casa e fora dela. Tudo nos torna pessoas melhores e com marcas diferenciadas.
Por NaPrática.org
Fonte Exame.com

sábado, 2 de agosto de 2025

5 PROBLEMAS DE PELE COMUNS EM GATOS

Coceira constante e falhas na pelagem? Esses são sintomas típicos de uma pele prejudicada

A alimentação e os hábitos cotidianos dos gatos influenciam diretamente na saúde deles. Se ele come pouco ou ingere comidas pobres em nutrientes e vitaminas, provavelmente ficarão com o sistema imunológico mais frágil. Com os problemas de pele não é diferente: essa região sensível do corpo está sujeita a desenvolver doenças e certas reações do organismo, mas é possível evitá-las e tratar em caso de diagnóstico confirmado.
Os felinos são conhecidos por serem fechados e menos calorosos, o que leva a um comportamento mais reservado quando estão mais doentinhos. Mas nem sempre é assim. Às vezes o incômodo dos problemas de pele é tanto que até o mais quieto dos bichinhos demonstra que não está tudo bem, basta perceber os sinais.

Ácaro de ouvido
Ácaros nada mais são do que parasitas que adoram cera e os óleos acumulados nas orelhas do gato. Começam a se alimentar das sujeirinhas e logo provocam infecções; afinal, a cera é uma forma de proteger essa região do corpo. Normalmente, para tratar é suficiente aplicar gotas de remédios específicos na orelha do pet e limpar o local, sempre de acordo com a orientação de veterinários.
Seu gato é reservado? Esse incômodo é rapidamente percebido: nesse caso o pet costuma inclinar e balançar muito a cabeça, além de coçar constantemente a área inflamada. O ouvido costuma apresentar, ainda, um corrimento escuro e mau cheiro. Em caso de haver outros animais em convivência com o doente, é importante realizar o tratamento neles também. Várias  raças de gato são vítimas do ácaro de ouvido.

Dermatite
Essa inflamação da pele pode ser de diferentes tipos e causas: por alergia a pulgas, a alimentos ou por excesso de lambedura. Mas no geral todas levam às mesmas consequências: feridas e falhas na pelagem devido à queda intensa, principalmente porque o gato fica raspando a pata de forma agressiva.
Pulgas: Nesse caso, a melhor maneira de prevenir é controlando as pulgas no felino. A presença delas provoca bolinhas parecidas com grãos, mais presentes na base do rabo, além das coxas internas e das patas traseiras.
Alergia a alimentos: É comum certas composições de alimentos levarem a reações alérgicas, seja um ingrediente natural ou conservante presente na ração, por exemplo. Costuma afetar mais cabeça, o pescoço e as costas, causando bastante coceira. As pálpebras tendem a ficar inchadas.
Mas como saber o responsável por esse processo? O melhor é restringir certos alimentos da dieta do animal até descobrir. A  reação hipoalergênica pode ajudar muito.
Dermatite no rabo: essa parte do corpo do pet libera óleos naturais, mas às vezes em excesso, um líquido marrom que lembra cera. Os gatos não castrados são mais vítimas desse problema do que os demais. É importante desinfetar a região e limpá-la com xampu específico para decompor essa oleosidade, chamado de antisseborreico.
Em todos esses casos a lambedura constante só atrapalha e piora a situação. Normalmente deixa as feridas ainda maiores e aumenta a chance de pegar uma infecção. Sempre que vir o gatinho fazendo isso, tente pará-lo.

Alopesia psicogênica
Uma das causas desse dano na pele é o estresse. E a forma como o felino expressa a ansiedade e o tédio que sente, é por meio de lambidas. O objetivo do tratamento deve ser encontrar maneiras de deixá-lo menos estressado ; seja por meio de medicamentos próprios para isso ou por mudanças simples de hábito, como oferecer mais carinho a ele.

Acne
Pois é, gatos e cachorros têm acne assim como os humanos. Nos felinos, o problema se manifesta na parte inferior do queixo e nas bordas dos lábios por meio de potinhos pretos. Pode estar associado aos comedouros e bebedouros de plástico, um tipo de material complicado para certos animais. Algumas pessoas usam saquinhos de chá de camomila para aliviar a dor e abrir os poros, além de limpar a região com sabão ou álcool.
É comum os médicos indicarem mais ácidos graxos na alimentação dos pets, mas não deixe de consultar um de sua confiança antes de qualquer atitude.

Queimaduras de sol
Certos felinos, em especial os de pelagem clara e pele sensível, podem se queimar facilmente com o sol. Por isso, devem ficar pouco tempo expostos e o ideal é usarem  protetor solar próprio para gatos . Além de evitar os risco de se queimar, previne um possível câncer. Geralmente, aqueles com menos pelos e com o corpo mais exposto, como o Sphynx , são os mais afetados.
Fonte Canal do Pet 

QUIMIOTERAPIA EM PETS NÃO É UM BICHO DE SETE CABEÇAS

Com os avanços da medicina veterinária, hoje já é possível curar diversos tipos de tumores de cães e gatos

O diagnóstico de câncer carrega consigo uma bagagem emocional muito grande, o que faz com que alguns donos ou tutores de pets relutem em aceitar e aderir ao tratamento. Em cães e gatos, a terapia mais indicada para este mal consiste, na maior parte dos casos, na remoção cirúrgica do tumor (câncer) e no uso de medicamentos específicos – a tão temida quimioterapia. Mas é importante desmistificar certos conceitos para possibilitar um tratamento com o menor sofrimento possível para nossos amigos de quatro patas.
A quimioterapia é caracterizada pelo uso de medicamentos específicos. Seu objetivo principal é eliminar células que se dividem rapidamente, crescendo e fazendo novas células. Esta é uma característica importante das células cancerosas, que crescem de maneira rápida e descontrolada. Porém, existe no organismo outras células que também se dividem ativamente, mas não causam a doença e são importantes para a manutenção da vida e do bom funcionamento do corpo, como as células da medula óssea, os folículos capilares e as células do revestimento do estômago e intestinos. Por isso, os efeitos secundários da quimioterapia geralmente envolvem esses órgãos podendo levar a queda da imunidade, anemia, falta de apetite, vômito e diarreia. Diferentemente do que ocorre com os humanos, esses problemas costumam ser mais brandos e melhor tolerados pelos animais em tratamento. A queda de pelos também não é comum em animais tratados, mas pode ocorrer raramente em algumas raças específicas, como o poodle.
Há diversos tipos de combinações e medicações usadas no tratamento de câncer em cães e gatos, e a escolha é baseada em vários fatores, incluindo a espécie, a idade, o estado de saúde do animal, o tipo de tumor e o estágio em que se encontra. Isso pode aumentar a sua eficácia e diminuir o número e a severidade dos efeitos secundários dos remédios. O tratamento, na maioria dos casos, é injetável e aplicado na veia do paciente em ambiente hospitalar, para uma maior segurança. Em outros casos há a aplicação de medicamentos orais, ou seja, administrados diretamente na boca do animal. Mas seja qual for o caso, a realização de exames laboratoriais para monitorar o tratamento é imprescindível para um maior controle e segurança.
Com os avanços da medicina veterinária, hoje já é possível obter a cura de diversos tipos de tumores, principalmente quando detectados e tratados no estágio inicial. Para tantos, outros mais complicados e severos, é possível reduzir os sintomas e proporcionar maior qualidade de vida ao cão ou gato acometido pela doença. Mas, para isso, é fundamental que barreiras impostas pelo medo e conceitos antigos sobre a doença e seu tratamento com quimioterapia sejam superados. Com isso, você e seu pet só têm a ganhar.
Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online

GATOS PODEM FICAR DOENTES POR ESTRESSE


O estresse, um dos maiores vilões da vida moderna, também pode deixar seu gato bastante doente. E se ele for gordinho, o risco aumenta consideravelmente.
A chegada de um novo pet na casa, um programa de emagrecimento mal planejado, uma mudança de ambiente ou da rotina da casa, uma doença crônica – como pancreatite ou diabetes –, uma doença intestinal inflamatória ou um período pós-cirúrgico são alguns exemplos de situações que estressam o animal. Como resposta, os gatos param de se alimentar.
O hábito de deixar a comida à vontade ou o fato de ter mais de um gato em casa pode atrasar a percepção do dono do problema.
E o jejum prolongado por alguns dias já é suficiente para desenvolver a lipidose hepática, uma doença causada pelo acúmulo de gordura no fígado. Três dias sem se alimentar podem ser suficientes para o animal desenvolver a doença. Os principais sintomas são anorexia (falta de apetite e recusa a comer mesmo forçado), vômito, salivação e mucosas amareladas (icterícia).
O diagnóstico é feito pelo veterinário, principalmente por histórico clínico e sintomas, além de exames de sangue que avaliam as enzimas do fígado, ultrassom de abdômen e citologia ou biópsia do fígado.
Para reverter o quadro, é necessário que o animal volte a se alimentar. Para isso, é colocada sonda gástrica. Assim, é feita a alimentação forçada em quantidade adequada, restabelecendo-se o metabolismo e as funções.
É fundamental também identificar a causa que levou à anorexia e tratá-la imediatamente. Esta doença pode levar à morte. Se diagnosticada precocemente, há mais chances de cura. Por isso, a prevenção sempre é o melhor remédio.
Evite alimentar seu gato em excesso. Animais gordinhos, ao contrário do que parece, são mais frágeis e muito mais suscetíveis a doenças. Evite alterações bruscas na rotina e situações causadoras de estresse. Muita cautela no manejo e tratamento de seu gato. Nunca dê medicamentos ou inicie uma dieta de emagrecimento sem a prescrição e acompanhamento veterinário. Isso pode causar danos graves à vida de seu pet.

Por Fernanda Fragata
Fonte Exame.com

POR QUE E COMO DEVEMOS CUIDAR DA ALIMENTAÇÃO DE GATOS CASTRADOS?

Esses animais têm maior tendência à obesidade e sobrepeso

Quem convive com gatos já sabe: eles são animais exigentes e necessitam de uma série de cuidados especiais. Isso ainda pode aumentar depois da castração do felino, fator muito importante na vida deles. Uma das preocupações é com a alimentação, que deve sofrer algumas mudanças após o procedimento.
Segundo a especialista em felinos Lina Sanz, da Mars Petcare, depois de castrados os gatos deixam de produzir os hormônios sexuais estrogênio e androgênio, e consequentemente o metabolismo desacelera, tornando o animal mais lento e em muitos casos, mais sedentário. Por conta disso, torna-se necessário diminuir o valor energético que o felino irá consumir.
A recomendação mais adequada é a de até 50 à 60 kcal/kg de peso corporal por dia. É necessário envolver rações com mais proteínas em sua composição do que gorduras. Tutores devem ficar atentos a esses valores e também evitar de deixar alimento sempre disponível, pois gatos castrados são incapazes de controlar a ingestão.
No mercado há rações específicas para os gatos castrados, que já possuem um teor de gordura reduzido e nutrientes balanceados para o metabolismo alterado do bichano. Marcas como Whiskas e Hills Pet Nutrition possuem linhas específicas com variações de sabores. Apesar disso, é importante checar com o médico veterinário qual é o melhor alimento para o seu animalzinho.

Ajudando o pet a ficar mais ativo
"Com um aprimoramento ambiental correto, aliado ao uso de comedouros antivoracidade e alimentação adequada no equilíbrio energético e nutritivo que um gato castrado precisa, controla-se a tendência à obesidade", conta a veterinária. De acordo com ela, o tutor também pode estimular o comportamento predatório dos gatos, fornecendo brinquedos interativos que imitam presas, como por exemplo, ratinhos e penas.
Assim, com uma dieta balanceada própria para o seu gatinho e estimulando ele a praticar mais atividades físicas, as chances de ele ter problemas com o peso serão mínimas.

Mas por que castrar os gatos?
A castração é um procedimento que traz benefícios para a saúde dos felinos. Ela ajuda na redução das doenças relacionadas ao trato reprodutivo, e ajuda no controle da natalidade, reduzindo o número de animais abandonados. De acordo com a especialista, a castração é recomendada antes dos 4 meses de vida, tanto para gatos machos quanto fêmeas.
"Quanto mais cedo é realizado o procedimento, melhor é a recuperação do gato e menores as chances de complicação na cirurgia. Já quando realizada tardiamente, os gatos ficam suscetíveis à obesidade hipertrófica, frequente em animais adultos, e necessitam ainda mais que os tutores olhem com cuidado para a alimentação", explica.

SAIBA TODOS OS CUIDADOS NECESSÁRIOS COM SEU GATO DE ESTIMAÇÃO

Dentre eles, ter mais de uma caixinha de areia em casa faz toda a diferença; recipientes largos para água e comida também

Conhecidos por serem animais independentes, muitas vezes os gatos são um pouco negligenciados por seus tutores quando se trata de cuidado – não de propósito, mas por terem fama de não precisarem de tanta atenção quanto cães. Isso é um erro que pode resultar em muitos problemas para o felino.
Por isso, Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, deixa claro que mesmo com as diferenças comportamentais, esses pets precisam de cuidado tanto quanto cães. “Mesmo que o comportamento do gato de estimação seja diferente do comportamento de um cachorro, os felinos também precisam de atenção, carinho e responsabilidades com a sua saúde e bem-estar”, afirma.

Para manter seu gato de estimação feliz e saudável alguns cuidados são muito importantes
O primeiro ponto é a vacina. Gatos costumam passear fora de casa sem os tutores, e mesmo que seu pet não tenha esse costume é sempre bom mantê-lo com as doses em dia. “Nos gatos, as vacinas consideradas essenciais são aquelas que protegem contra doenças graves e potencialmente fatais, como a panleucopenia e as viroses que causam o complexo respiratório felino, ou rinotraqueíte (herpesvírus e calicivírus). A vacina antirrábica também não deve ser esquecida”, conta Ricardo.
A segunda parte é a alimentação do pet, que deve estar de acordo com tamanho, raça e idade do animal. “A ração deve preferencialmente ser deixada à vontade para o animal, disponível o dia todo, pois diferente dos cães, os gatos podem ter hábitos alimentares noturnos, por exemplo”, conta o veterinário.
Já em relação à água, é importante deixá-la longe da comida a em recipientes largos, pois segundo Ricardo os gatos podem se incomodar com os bigodes tocando as extremidades do potinho de água ou comida. Como são animais que quase não bebem água, é preciso deixar muitos recipientes e até fontes espalhadas pela casa.
Agora a parte do banho, que pode ser um motivo de estresse para os felinos. Diferente de cães, os gatos não precisam de banhos com tanta frequência já que têm o costume de se lamber para tirar o excesso de pelos e sujeira, mas mesmo assim a limpeza profunda é necessária. “Durante o banho, o correto é nunca utilizar produtos que não sejam específicos para a espécie. Quando produtos inadequados são utilizados, como shampoos e condicionadores para humanos, a chance de causar alergias e dermatites no felino são grandes”, afirma Ricardo.
E, desta forma, a escovação do pet está diretamente ligada à limpeza dele. “Esse processo de escovação, além de criar um relacionamento afetivo com o felino, também auxilia na prevenção de bolas de pelo que os gatos costumam engolir enquanto se lambem e podem causar vômitos, diarréias, falta de apetite, entre outros sintomas”, explica.
Um dos pontos que leva muita gente a ter um gato é que eles não precisam ser ensinados onde fazer suas necessidades: instintivamente utilizam a caixa de areia. “Esse instinto ocorre, pois, na natureza, um predador poderia localizá-lo mais facilmente pelo odor das fezes e urina. Por isso, ao enterrar, o gato reduz a chance de um cheiro característico denunciá-lo”, conta Ricardo. Isso quer dizer que a higiene da caixa também deve ser feita de forma correta.
Além de limpar a caixa todos os dias, Ricardo indica que sempre exista uma caixa a mais para o número de gatos na casa. “Por exemplo, se uma pessoa possui 3 gatos, o correto é ter 4 caixas de areia, pois os gatos não gostam de urinar ou defecar no “território” de outros animais. Muitos problemas de evacuação em local inapropriado podem ser solucionados aumentando o número de caixas de área disponíveis”, completa.
E por último, mas não menos importante, a saúde bucal do gatinho também deve ser observada bem de perto. Os pets podem desenvolver tártaro e até outros problemas mais sérios se não tiverem seus dentes higienizados de forma correta. “No mercado, é possível encontrar pastas de dentes para animais que previnem formação da placa bacteriana, do cálculo dentário (tártaro) e das doenças periodontais e sistêmicas secundárias”, finaliza Ricardo.
Agora é só ficar de olho no seu bichano e garantir que o pet estará sempre com as vacinas em dia, limpo, e vivendo em um ambiente cheio de amor e carinho.

Fonte Canal do Pet - iG

QUANDO A DÍVIDA ATRAPALHA O CRESCIMENTO


A dívida faz bem para o crescimento, mas apenas até certo ponto. E agora, graças a um artigo extremamente útil de três economistas do Bank for International Settlements na Basileia, Suíça, temos uma boa noção sobre onde fica esse ponto.
Os autores Stephen Cecchetti, M.S. Mohanty e Fabrizio Zampolli reuniram 30 anos de dados sobre dívidas familiares, corporativas e governamentais para 18 das maiores economias desenvolvidas do mundo. Em seguida, eles sujeitaram os dados a análises de regressão em relação ao crescimento econômico. O que descobriram é que, quando a dívida do governo soma mais de 85 por cento do produto interno bruto, a dívida corporativa mais de 90 por cento ou a dívida familiar mais de 85 por cento, qualquer endividamento adicional reduz a habilidade de crescimento do país.
E por que isso é importante? Bem, para começar, os autores apontam que em 2010, a dívida pública americana já somava 97 por cento do PIB, sua dívida corporativa estava em 76 por cento e a dívida familiar, em 95 por cento.
Essa é uma má notícia para as perspectivas de crescimento do país. O cenário na Europa é dividido. Com 77 por cento, 100 por cento e 64 por cento, a Alemanha parece razoavelmente saudável. Mas com 89 por cento, 126 por cento e 106 por cento, o Reino Unido está em apuros. O país mais endividado na lista é o Japão: 213 por cento, 161 por cento e 82 por cento. Esses números podem facilmente explicar os crônicos fracassos de desenvolvimento no Japão.
Obviamente, os limites reais variam de acordo com as características econômicas do país. E as características mais importantes são as demográficas. Países com uma força de trabalho envelhecida são menos capazes de aguentar altos níveis de dívida do que países com trabalhadores mais jovens, pois estes produzem e economizam – enquanto os mais idosos usam suas economias e, no geral, não geram riqueza. Essa é uma boa notícia para os EUA – onde a imigração mantém sua força de trabalho em alta _, mas desastrosa para Alemanha e Japão.
Com qualquer perfil econômico, a habilidade de um país desenvolvido em gerar crescimento usando empréstimos e gastos é limitada. De fato, a melhor maneira de atacar a questão das dívidas é cortando gastos e limitando empréstimos. O problema é que isso também é ruim para o crescimento.
A única coisa que parece inquestionavelmente boa para o crescimento é fazer com que seja mais fácil, para as empresas, contratar e demitir jovens. Mas isso costuma ser um não-não político, o que é bem mais difícil para políticos ignorarem do que um sim-sim econômico. Buscando o crescimento orgânico Por Ken Favaro Mais cedo ou mais tarde, a maioria das empresas estará lutando para gerar crescimento. Isso pode ocorrer porque seus modelos de negócios saíram do rumo (Yahoo!), porque foram superadas pela concorrência (Kmart) ou porque foram atingidas de maneira particularmente forte por uma economia estagnada (qualquer empresa de bens duráveis).
Quando isso acontece, elas muitas vezes reagem de forma improdutiva. Algumas tentam imitar estratégias de sucesso lançadas por concorrentes. Outras partem para as 'mudanças de jogo’ – enormes aquisições buscando alterar sua trajetória de crescimento. Outras lançam diversas iniciativas de crescimento, na esperança de que algumas deem certo.
A maioria desses esforços fracassa em reativar o crescimento. Então por que tentá-los? Uma explicação é que as empresas subestimam sistematicamente as oportunidades de crescimento orgânico, que estão escondidas à plena vista.
Um grande motivo pelo qual as empresas perdem essas oportunidades é que elas costumam focar seus esforços de crescimento em seus clientes mais leais. Mas esses clientes, por definição, oferecem as menores possibilidades de crescimento orgânico. Melhor seria focar nos clientes não leais, que trocam frequentemente entre concorrentes. Por exemplo, segundo uma recente pesquisa da empresa Customers DNA, de Illinois, mais da metade dos clientes do Starbucks e da Dunkin’ Donuts também compra regularmente café em concorrentes como o McDonald’s. Isso sugere que mesmo gigantes como o Starbucks têm uma enorme oportunidade de aumentar sua base de clientes.
As empresas não podem se dar ao luxo de ignorar essas oportunidades. Os líderes de hoje nunca enfrentaram contínuos obstáculos econômicos – incluindo desemprego crônico, estagflação e o declínio financeiro de governos e seus cidadãos – que veremos na próxima década. Os próximos anos apresentam um ambiente muito mais difícil para o crescimento do que as últimas três décadas.
A boa notícia é que a maioria das empresas tem grandes oportunidades para crescimento orgânico bem ali, dentro de seus negócios principais. Algumas dessas empresas terão a chance de dobrar sua linha superior nos próximo três a cinco anos. Porém, dois terços desse crescimento provavelmente aparecerão em apenas um terço das empresas. Um bom lugar para procurar é em seus clientes menos fiéis, em como os consumidores se comportam (não no que eles dizem a você), em propostas de valor que não estão sendo totalmente entregues e em mercados que cruzam as fronteiras internas de sua própria organização. Cursos de administração não estão criando líderes ambiciosos Por Michael Beer Trabalhei por mais de 30 anos como professor de administração de empresas, educando milhares de MBAs e executivos. Mesmo aposentado do ensino na Harvard Business School, ainda tenho a oportunidade de, como consultor, aprender com os CEOs com quem trabalho – especialmente aqueles que acreditam que uma empresa deve criar valores econômicos e sociais.
Recentemente, eu e meus colegas entrevistamos dúzias desses ambiciosos CEOs, e todos eles nos ensinaram uma valiosa lição: a integridade é a base de uma boa liderança.
Desde essas conversas, refleti sobre como essa lição se relaciona ao currículo padrão da faculdade de negócios. É crucial que perguntemos até que ponto nossas faculdades promovem as seguintes habilidades: Integração de negócios. Líderes de alta ambição são capazes de integrar múltiplas disciplinas comerciais (estratégia, ética, marketing, finanças etc.) numa abordagem coerente para construir uma grande empresa. Esses líderes começam com o desenvolvimento da proposta e estratégia da empresa, e em seguida a gestão de desempenho, recursos humanos e práticas de desenvolvimento de liderança – que estão vinculados a valores humanos essenciais.
Integração pessoal. CEOs ambiciosos sabem quem são e a forma como lideram e administram suas empresas reflete seus valores pessoais. Como resultado, a estratégia corporativa não é criada em isolamento – ela brota diretamente desses valores.
Com poucas exceções, as habilidades acima não são ensinadas nas escolas de negócios de hoje.
Em cursos de finanças, os estudantes aprendem que rentabilidade e retorno sobre ativos são a medida de sucesso comercial. Em cursos de comportamento organizacional, os alunos aprendem que a motivação dos funcionários e a promoção do trabalho em equipe são as medidas de uma liderança de sucesso.
Mas os estudantes nunca são convidados a examinar as tensões entre essas metas, combinando-as numa abordagem coerente de liderança que seja consistente com seus valores.
O que precisamos é de uma abordagem coerente e integrada para desenvolver futuros líderes. Se continuarmos ensinando e aprendendo em silos, com a ética de um lado e as finanças de outro, nossos estudantes irão perpetuar essa visão fechada do mundo nas empresas que comandarem. Algumas faculdades, incluindo a Harvard Business School, estão exigindo mais cursos sobre ética, trabalho em equipe e liderança, mas isso não é o bastante. Precisamos conectar a liderança à integridade pessoal – e a tudo mais que ensinamos. É impossível crescer apenas com análises Por Roger Martin O maior inimigo do crescimento é a análise. Seu melhor amigo é a simples valorização.
Exceto por um punhado de fabricantes de smartphones, a maioria das empresas provavelmente mostraria um baixo crescimento – consistente apenas com aumentos no PIB ou na população – se os dados disponíveis fossem destrinchados. Muitas vezes, essa análise convence a empresa em questão de que não existem oportunidades imediatas de crescimento, atitude que pode se tornar uma profecia autorrealizável.
Isso ocorre por que a análise de dados diz respeito ao passado. E análises do passado costumam ocultar oportunidades de crescimento futuro. Uma análise de dados pode evitar que empresas descubram novas formas de atender clientes atuais, ou formas de gerar novos clientes.
Assim, quanto mais as empresas se baseiam em análises de dados, mais essas análises contarão uma história sombria sobre o crescimento – e isso sem oferecer percepções particularmente úteis.
Se, em vez da análise, as empresas focassem mais na valorização – uma profunda valorização das experiências cotidianas de seus clientes, elas descobririam novas possibilidades de crescimento.
Por exemplo, pense em como a tarefa de esfregar o chão é tediosa – encher aquele gigantesco balde e arrastá-lo por toda a casa. É bastante infeliz.
Mas quando você valoriza os clientes que precisam esfregar regularmente o assoalho, você provavelmente tentaria ajudá-los a evitar essa triste experiência frequentemente. De fato, foi de uma percepção assim que surgiu o esfregão eletrostático Swiffer – que hoje gera mais de US$ 500 milhões em vendas anuais para a Procter & Gamble.
Análise e valorização são duas coisas muito diferentes. Análises são conduzidas em torres de escritórios, longe do consumidor. Elas exigem proficiência quantitativa, mas pouca experiência com os produtos que a empresa vende. A valorização, por outro lado, requer um íntimo relacionamento com o consumidor. Ela exige proficiência qualitativa e uma experiência mais profunda com o negócio. Ela exige a criação de dados únicos, em vez da utilização de dados já existentes.
Em minha experiência, a maioria das organizações possui capacidades mais analíticas do que de valorização, significando que muitas delas lutam com o crescimento. O maior problema para essas empresas não é que lhes faltam oportunidades de crescimento, mas sim que elas nem mesmo acreditam na existência dessas oportunidades.

Por David Champion
Fonte The New York Times News

ANGÚSTIA: 11 TÉCNICAS E EXERCÍCIOS PARA ALIVIAR O SOFRIMENTO

 

Angústia é um sentimento natural da nossa vida. E até necessário. Afinal, viver tem seus percalços. E isso significa que vamos nos machucar e sim, vai doer. Se sofremos estamos vivos. Porém, se esse sofrimento se prolonga e passa a dominar a nossa vida, é preciso tomar uma atitude.

Mesmo que situações como rejeição, perdas e fracasso doam muito e possam deixar cicatrizes, se não forem bem cuidadas, sua mente e seu coração podem adoecer. Dessa forma, assim como tudo na vida, temos que aprender a deixar a angústia ir embora e dar espaço para o novo entrar.

Muitos de nós nos perguntamos cada vez que sentimos angústia: como se libertar da mágoa e da dor e seguir em frente? Até mesmo porque, se apegar ao passado não é necessariamente a melhor escolha, não é mesmo? Quantos de nós queremos avançar, porém algo nos segura?

Isso pode acontecer por inúmeros motivos e um psicólogo lhe ajudará a identificá-lo. Mas além do apoio de um profissional, você também pode se ajudar. E é pouco a pouco mesmo. Com pequenas práticas você irá se reconquistar e ao seu futuro também!

Como superar a angústia?

Uma coisa que nos conecta como seres humanos é que todos nós sentimos dor, seja ela física ou emocional. Ou seja, compartilhamos a ideia de que seremos feridos. Porém, o que nos difere é a maneira como lidamos com essa dor.

Quando vivenciamos demais uma dor e mergulhamos em um sentimento de angústia, isso nos impede de crescer. Uma das melhores maneiras de se curar das mágoas é aprender lições da situação e usá-las para se concentrar no crescimento. Elas se tornam o impulso que nos leva a frente.

Se você está se sentindo muito angustiado, saiba que é possível aliviar essa sensação e até usá-la de forma positiva. Confira agora algumas dicas para ajudá-lo nessa empreitada:

1. Tenha um mantra positivo para combater os pensamentos dolorosos

O modo como você fala consigo mesmo pode levá-lo adiante ou mantê-lo preso. Muitas vezes, ter um mantra que você diz a si mesmo em momentos de angústia pode ajudá-lo a reformular seus pensamentos.

Por exemplo, em vez de ficar preso no “não posso acreditar que isso aconteceu comigo!”, tente um mantra positivo como: “Tenho a sorte de poder encontrar um novo caminho na vida, algo que seja melhor para mim”.

2. Crie distância física do que causa angústia

Não é incomum ouvir alguém dizer que você deve se distanciar da pessoa ou da situação que está lhe causando problemas. Pois saiba que isso não é uma má ideia!

Criar uma distância, seja física ou mesmo virtual, entre nós e a pessoa ou situação que causa incômodo pode ajudar com a angústia pela simples razão de que, por não estarmos em contato direto, não somos obrigados a pensar sobre isso ou processar o que te magoou o tempo todo.

3. Concentre-se em você

Focar em você é importante. Você tem que fazer uma escolha para lidar com a dor que está experimentando. Quando você pensar em algo ou alguém que lhe causou dor, traga-se de volta ao presente. Então, concentre-se nas coisas pelas quais você é grato.

Concentre-se no seu trabalho, por exemplo. Recupere o prazer de concluir suas tarefas, lembre da trajetória que trilhou para chegar onde está. Quando perceber, a angústia estará um pouco mais distante.

4. Pratique a atenção plena

Quanto mais pudermos focar no momento presente, menos impacto nosso passado ou futuro tem sobre nós.

Quando começamos a praticar a atenção plena, nossa angústia tem menos controle sobre nós. Assim temos mais liberdade para escolher como queremos reagir às situações que se apresentam em nossa vida.

5. Seja gentil consigo mesmo

Quando algo de ruim acontece e sua primeira resposta é criticar a si mesmo, é hora de mostrar-se alguma bondade e compaixão.

Temos que começar a nos tratar como se tratássemos um amigo, nos oferecendo autocompaixão e evitando comparações entre nossa jornada e a dos outros.

A mágoa é inevitável e talvez não consigamos evitar a dor. No entanto, podemos optar por nos tratar com bondade e amor quando coisas ruins acontecerem.

6. Permita que as emoções negativas fluam

Por medo da angústia e da dor, você tenta evitar as emoções negativas? Não se preocupe, você não está sozinho! Quase todas as pessoas possuem medo de sentimentos como raiva, desapontamento ou tristeza.

Em vez de senti-los, as pessoas simplesmente tentam excluí-los. E isso acaba justamente atrapalhando o processo de cura.

Por isso, pense nas emoções como uma correnteza. Porque, afinal, é necessário deixá-las fluir. Assim, impor uma barreira para impedir que elas surjam é como criar uma represa. E isso pode se tornar tão grave que poderá te adoecer e necessitar de intervenção médica e, mais ainda, da ajuda de um psicólogo.

7. Aceite que a outra pessoa não vai pedir desculpas

Esperar por um pedido de desculpas da pessoa que o feriu vai retardar o processo de cura e aumentar a angústia. Se você está magoado, é importante que você cuide da sua própria cura, o que pode significar aceitar que a pessoa que o machucou não vai se desculpar.

8. Comprometa-se com o autocuidado

Quando estamos sofrendo, muitas vezes parece que tudo nos machuca. Então você deixa de se cuidar.

Contudo, praticar o autocuidado pode ser uma forma de estabelecer limites. Isso significa dizer não ao que nos causa dor e angústia para fazer as coisas que nos trazem alegria e conforto,  ouvindo primeiro nossas próprias necessidades.

Quanto mais pudermos implementar o autocuidado em nossas vidas diárias, mais capacitados seremos. Desse espaço, nossa angústia não parece tão esmagadora.

9. Cerque-se de pessoas que somam

Esta dica simples, mas poderosa, pode ajudar você a passar por muitas situações ruins e aliviar a angústia. Afinal, não podemos viver a vida sozinhos!

Por que, então, devemos passar pela dor e esperar que as feridas cicatrizem sozinhas? Se somos tão bons em compartilhar momentos e eventos alegres e festivos, por que não compartilhar a dor, também?

Quando nos permitimos receber apoio de entes queridos e amigos, isso é algo maravilhoso. Não apenas nos faz evitar o sofrimento, mas também nos lembra do bem que existe em nossas vidas.

10. Permita-se falar sobre sua angústia

Quando você está lidando com sentimentos dolorosos ou com uma situação que o magoou, é importante se permitir falar sobre isso.

Às vezes as pessoas não desabafam porque sentem que não estão autorizadas a falar sobre o assunto. Isso pode ocorrer porque as pessoas ao seu redor não querem ouvir sobre isso ou porque você está com vergonha de falar sobre o que lhe angustia.

Mas falar é importante! Por isso, encontrar um amigo ou terapeuta que seja paciente, que te aceite e não vá te criticar e esteja disposto a te ouvir e te acolher ajudará a encarar esse problema.

11. Permita-se perdoar

Dissemos anteriormente que esperar as desculpas de uma pessoa pode mantê-lo preso ao passado. Dessa forma, existe um perdão que é essencial para você viver melhor: perdoar a si mesmo. E perdoar também quem lhe fez mal e lhe causa toda essa angústia.

Todavia, saiba que perdoar não é esquecer ou aceitar. Perdoar é não viver refém de uma mágoa ou angústia que outra pessoa lhe causou.

O perdão é vital para o processo de cura, pois permite que você deixe ir embora a raiva, a culpa, a vergonha, a tristeza ou qualquer outro sentimento que possa estar experimentando e seguir em frente.

Mas sabemos que, às vezes, é difícil se livrar da angústia, pois podem haver muitas questões internas complexas. Há casos que a angústia pode até ser sinal de algo mais grave.

Se você está lutando para deixar uma experiência dolorosa, conversar com um bom psicólogo e fazer psicoterapia pode lhe ajudar a enfrentar esse momento.

Fonte Vittude

FREQUÊNCIA ESPIRITUAL