quinta-feira, 31 de julho de 2025

O QUE AS PESSOAS DE ALTO DESEMPENHO FAZEM DIFERENTE

Livro mapeia quais são as características comuns de pessoas que saíram da curva em suas devidas áreas de atuação

Apenas 5% das pessoas conseguem aproveitar ao máximo o próprio potencial. É o que defende o autor Alex Bonifácio no livro “Pense Grande” (Editora Belas Letras), que deve ser lançado no final do mês.
Integrar este grupo, contudo, tem pouca ou nenhuma relação com questões genéticas, dons sobrenaturais ou outras justificativas do tipo, explica Bonifácio. A chave, segundo ele, para usar todo seu potencial e ter sucesso está, na verdade, ligada à maneira como este grupo dos 5% encara o mundo e age diante dos próprios incômodos e falhas, por exemplo. E este tipo de postura pode ser fundamental para a ascensão profissional.

Não aceitam o mundo como ele é
Premissa básica para existir por inteiro e integrar o grupo descrito por Bonifácio? Seja inconformado. Calma. Isso não significa que você deva sair por aí quebrando ou reclamando de tudo. O conceito aqui tem mais relação com a ideia de não tomar a forma, não aceitar como as coisas estão postas.
Os achados científicos, as inovações e revoluções mais relevantes da história da humanidade surgiram a partir do incômodo que cutucou algumas pessoas.
“Grandes mudanças surgem dos inquietos, daqueles exploradores que questionam o mundo e visualizam oportunidades onde muitos só enxergam problemas. O sociólogo italiano Domenico de Masi observa que, antes de 1687, tantas maçãs caíram na cabeça de várias pessoas, mas só Newton soube deduzir a teoria da gravidade, porque há anos atormentava-se com o problema”, afirma o autor no livro.

Encaram o conflito interno (e saem do conforto)
Mas não basta apenas se incomodar. “O que vemos nas pessoas de um modo geral é que elas são visitadas de vez em quando por estes sentimentos, mas preferem não lidar com eles”, disse em entrevista à EXAME.com. “Já os naturalmente inconformados veem nisso um aliado”. Uma oportunidade para mudar o status quo, o mundo em que vivem.
Exatamente por encararem a fonte de incômodo, tais pessoas tendem a ter coragem suficiente para sair da própria zona de conforto. E isso é fundamental para que a realidade mude.

Não se focam nas recompensas
Para essas pessoas, segundo o especialista, as recompensas financeiras são apenas um efeito colateral das suas ações, nunca o objetivo. “Pesquisas comprovam que quem trabalha pensando apenas na recompensa tem um desempenho inferior. Quem não foca nisso, lida melhor com as frustrações e é mais criativo”, afirma. 
Isso porque, ele explica, a base da motivação é o significado que o profissional confere aquilo que faz. Quem ficou deslumbrado com um aumento de salário no primeiro mês e, em pouco tempo, almejou outro reajuste sabe bem o que o ele está falando. Afinal, os desejos mudam e tudo encarece. A única coisa que permanece são seus valores.

Sabem tirar o melhor da escassez de recursos
De acordo com o especialista, quem integra este grupo tende a não ver os poucos recursos como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade para inovar. A fundadora da Pastoral da Criança Zilda Arns é, segundo o autor, um exemplo claro disso.
“Para combater a desnutrição infantil, ela criou a multimistura a partir dos ingredientes que já estavam disponíveis”, explica.

Encaram o fracasso como uma etapa para o sucesso
“Fomos criados para dar certo, não para dar errado”, afirma Bonifácio. As pessoas de alto desempenho, contudo, não sucumbem a esta visão. “Elas sabem que o fracasso é uma condição para chegar lá”, diz.
E, por isso, segundo ele, elas erram intencionalmente, algumas vezes: “Elas produzem muito mais, erram muito mais”. Por conta disso, acertam muito mais também.

Aceitam as recompensas de longo prazo
Segundo estudo de um professor da Universidade de Stanford, crianças que conseguem resistir à tentação de comer um doce para ter uma recompensa maior no futuro têm mais condições de desenvolver uma carreira bem sucedida do que as impacientes.
Para provar isso, Michael Mischel (o responsável pela pesquisa) ofereceu um marshmallow a cada criança com uma regra clara: ela deveria esperá-lo sem comer o doce. Se não cedesse à tentação, ganharia como prêmio mais um doce.
Anos mais tarde, em 1981, as crianças que foram mais pacientes apresentaram uma postura mais positiva durante a adolescência. Eram mais motivadas, persistentes em situações difíceis e capazes de atrasar alguma recompensa em favor de seus objetivos de longo prazo.
De acordo com especialista, estas características são fundamentais para as pessoas de alto desempenho. Elas entendem que a excelência em alguma tarefa, por exemplo, leva tempo. E, como consequência, exige treino, experiência, paciência e persistência.

O sucesso tem outro sentido
Para o grupo dos 5%, como Bonifácio chama no livro, sucesso não é sinônimo de poder, status ou dinheiro. Antes, sucesso é “você conhecer o seu propósito na vida, atingir seu potencial máximo e levar esta semente para outras pessoas”, afirma o especialista.

Por Talita Abrantes
Fonte Exame.com

5 COISAS QUE IMPEDEM VOCÊ DE TER MAIS TEMPO


1 – Achar que não tem tempo
Tudo é uma questão de percepção em nosso cérebro. Se você fica alardeando para todo mundo que está correndo, que não tem tempo ou que vive estressado, esse será seu padrão de realidade.
Se você quer começar a ter mais tempo mude, primeiro, a forma como expressa isso no seu dia a dia. Você perceberá que, na verdade, você tem tempo sim, só que às vezes não enxerga isso, porque acaba se bloqueando. Experimente, durante os próximos dez dias, mudar o discurso e observar com mais propriedade os momentos que tem para você.

2 – Não ter tempo para você
Quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha? Se eu não tenho tempo como posso ter tempo para mim? Essa é a questão. Se você não se coloca na agenda, o que vai acontecer é que sua energia, sua disposição, sua motivação será drenada e com isso terá menos foco, produtividade e concentração para exercutar suas atividades. Quando estiver mais esgotado, mais cheio de atividades é nesse momento que precisa acrescentar algo que só você pode fazer por você: um esporte, um hobby, uma meditação, um filme etc.

3 – Planejar demais
Quem planeja demais acaba perdendo a flexibilidade, a espontaneidade, a liberdade. Planejar é fundamental, essencial e algo que você deve fazer constantemente, porém se você lota sua agenda, se não tiver antecipação de eventos, se não deixar buracos para você ou para urgências vai se prejudicar mais cedo ou mais tarde. Um exemplo clássico pode ser observado quando a pessoa fica o dia inteiro em reuniões, mas havia planejado umas seis tarefas para fazer no mesmo dia. Em que horário ela irá fazer isso? Vai roubar tempo pessoal? Um dia ou outro tudo bem, o problema é quando isso se torna um hábito. Planeje, mas com bastante consciência das suas capacidades de execução e de equilíbrio.

4 – Errar na água e alimentação
Nos últimos anos, devido ao livro Equilíbrio e Resultado e algumas pesquisas que estou participando, descobri como coisas simples fazem a diferença para nossa produtividade. Tomar mais água ao longo do dia ajuda na sua concentração, no seu foco e execução. A quantidade ideal, eu não posso dizer, cada um tem uma necessidade específica, afinal, até água em excesso faz mal. Outra questão é a alimentação. Aquela história de comer de três em três horas realmente é muito funcional, ajuda tanto quanto a água. Não acredita em mim, faça um teste: durante dez dias, deixe uma garrafa de água e algo saudável para comer ao longo do dia. Veja a diferença de ter esse bom hábito e de não tê-lo.

5 – Não aproveitar o tempo que parece inútil
O trânsito não está fácil em quase todas as cidades brasileiras, temos também diversos momentos de espera em clientes, consultórios, filas, etc. Enfim, temos um monte de tempo que teoricamente não poderíamos fazer nada, mas se pararmos para pensar ele pode ser muito útil. Eu recomendo você aproveitar todo esse tempo.
No carro, por exemplo, você pode comprar áudio livros, CDs de curso de inglês, espanhol ou até mesmo baixar o MP3 de vídeo-aulas que você ia ver pela Internet e ouça no carro. Você pode andar com um caderninho ou tablet e na sala de espera do médico começar a rascunhar os passos do seu objetivo. Eu estou neste momento, escrevendo este artigo nos trinta minutos que antecedem o começo de um evento. Sempre temos algum tempo que parece desperdiçado. Comece a observar esses momentos e encaixar algo produtivo neles

Por Christian Barbosa

quarta-feira, 30 de julho de 2025

ADVOGADO DEVE FAZER CLIENTE PERCEBER SEU VALOR, SUGERE CONSULTORA


Valor é uma palavra com múltiplas acepções, como se sabe. Há um sentido que denota uma percepção. É o caso do valor percebido pelo cliente dos serviços que um advogado competente pode lhe prestar. Mas o valor dos honorários do advogado não é uma percepção. É a dura realidade. Esse valor-custo é o que permeia a maioria das negociações, quando alguém quer contratar um advogado.
Advogado deve saber mostrar ao cliente que é o mais indicado para resolver seus problemas.
Mas não deve ser assim. O advogado tem de ajudar o cliente a perceber o valor de seus serviços, em termos de benefícios para ele.
Em todo o relacionamento com clientes, o advogado deve se lembrar do conselho dos Novos Baianos: “Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor”. Só assim a negociação de honorários pode ser um parto sem dor. Mesmo que o cliente se preocupe com os custos, ele também anseia por uma solução para seu problema jurídico.
É por aí que qualquer conversação deve se encaminhar, para não desandar. O cliente tem de pensar no valor-benefício do advogado, do escritório, dos serviços jurídicos, antes de calcular, por ele mesmo, o custo-benefício.
Mas basta isso para um advogado mostrar seu valor? A consultora Amy Larson, que há 17 anos trabalha com marketing para escritórios de advocacia, diz que “mostrar valor” implica um conjunto de estratégias e hábitos que deve ser adquirido e praticado pelos advogados. Em um artigo para o Above The Law, ela descreve alguns indicadores de valor, na percepção de clientes:

“Valor” sob a perspectiva do cliente
Não importa o que você pensa sobre o valor de seus serviços e de sua expertise. A verdade é que a única coisa que importa é o que seu cliente pensa. Os clientes definem valor de maneiras muito diferentes – e o custo é apenas uma delas. Quando um cliente contrata um advogado, ele leva em consideração a confiança que sente na qualificação, nos conhecimentos e na competência dele. Mas também pode considerar outros fatores, como criatividade, persistência, capacidade de resistência, compreensão, compaixão, lealdade, honestidade, sabedoria, atenção e outras qualidades pessoais e profissionais. Se ele ligar algumas dessas qualidades à perspectiva de solução de seu problema, ele irá se focar no valor percebido do advogado e seus serviços, não ao custo.

A psicologia do valor de um advogado
As pessoas contratam um advogado quando têm um problema ou, em alguns casos, quando não querem ter problemas. E pagam os honorários do advogado, porque supõem que ele é o guardião das soluções jurídicas. Mas não é só por isso que pagam. Elas pensam que pagam o advogado por outras capacidades indiretas, com ouvir o problema, entender o problema, explicar como e quanto esse problema pode afetar suas vidas e mostrar que ele pode ser o advogado certo para resolvê-lo. Para muitos clientes, um problema jurídico é uma batalha que eles não podem ganhar sozinhos. Por isso, precisam de um guerreiro advogado que esteja disposto a lutar por eles. E entendem que vão colocar seus destinos e seus futuros nas mãos desse guerreiro.

O relacionamento advogado-cliente
Como em todos os bons relacionamentos, um relacionamento funcional entre advogado e cliente se baseia em confiança. O cliente precisa se sentir seguro sobre a qualificação do advogado, de que ele entende seu problema e tem uma solução (ou pelo menos uma estratégia) e de que o advogado vai trabalhar arduamente em seu favor. No início de um relacionamento, o cliente busca sinais de que pode confiar no advogado e de que ele irá cuidar de seu caso diligentemente. Assim, o advogado deve lhe fornecer esses sinais: informá-lo sobre o progresso do caso frequentemente, ajudá-lo a entender seu caso, tranquilizá-lo tanto quanto possível, aconselhá-lo, encaminhá-lo para um colega especialista quando for necessário. Ou seja, fazer tudo o que for preciso para estabelecer as fundações da confiança.

Administração de expectativas
Os clientes têm uma expectativa muito alta da intervenção do advogado em suas vidas. Às vezes, alta demais. É uma responsabilidade do advogado manter as expectativas dos clientes bem atadas à realidade. Surpresas desagradáveis são as maiores exterminadoras de valor nessa profissão. Por isso, seja muito claro e preciso sobre o que você pode fazer e o que não pode, quais são as probabilidades de sucesso, quais são as opções, quanto tempo vai demorar, quais as provas, fatos, testemunhas, documentos que deverão ser apresentados.
“Em caso de dúvida, siga a regra: não prometa mais do que possa cumprir, sempre cumpra mais do que prometeu”, escreveu a consultora. Afinal, a advocacia não é um cargo eletivo.

Qualidade versus quantidade, versus eficiência
Não importa qual seja o valor de seus honorários, o cliente sempre quer tudo: qualidade, quantidade e eficiência. E mais que isso: querem que você tenha conhecimentos, especialização e competência para conseguir o que precisam. Mas o que precisam é entender que seu brilhantismo jurídico não é – e não pode ser – instantâneo. Pode tomar tempo, porque é preciso investigar, pesquisar, analisar, etc. Quanto tempo? A experiência é a melhor conselheira. De qualquer forma, o cliente precisa perceber, para atribuir valor a seu trabalho, que terá uma representação competente, dentro do tempo razoável que o sistema permite.

Comunique-se com frequência
Uma forma de compensar a demora dos procedimentos judiciais é a de comunicar ao cliente em que pé está seu caso, com alguma frequência. Isso pode tomar apenas um telefonema rápido ou um e-mail curto. O cliente não pode se sentir “abandonado”. Assim, comunicações abertas, transparentes, honestas, com alguma frequência, são muito importantes para manter o valor em alto nível. O cliente deve saber que você está trabalhando arduamente por ele, que está atento para os prazos, o que está fazendo e por que. Comunique-se, nem que for para dizer o que está esperando e qual será a próxima etapa. (Nos EUA, alguns escritórios atribuem essa função, em parte, a paralegais.)

Valorize o tempo do cliente
Você certamente espera que o cliente não o faça perder tempo. Quer que ele valorize seu tempo. A recíproca é verdadeira. Seja pontual, organizado, profissional e esteja sempre preparado para informar e responder perguntas. Se você cumpre essas obrigações diligentemente, o cliente irá assumir que você cuida dos casos dele da mesma forma.

Seja honesto
Uma das coisas que os clientes mais valorizam em um advogado é a honestidade – mesmo que seja a verdade nua e crua ou que sejam más notícias. Os clientes dão valor ao fato de que você é sincero e não tenta dourar a pílula. A honestidade cria confiança e credibilidade, qualidades que são especialmente necessárias quando as coisas não vão bem.

Pergunte para saber
O valor que os clientes lhe atribuem está acima do valor de seus honorários. Ele se estabelece com base na qualidade dos serviços que você presta, em quem você é, como você age e no desenvolvimento do relacionamento. Para avaliar a satisfação do cliente, é preciso lhe fazer perguntas – não necessariamente diretas. Pode-se perguntar (ou discutir com o cliente), por exemplo, o que lhe parece a estratégia que estão seguindo, se concorda que vale a pena fazer isso ou aquilo, se lhe parece bom o que foi conseguido até agora. Após o resultado final de um processo, pode lhe perguntar se acha que foram feitas as coisas certas ou se acha que alguma coisa poderia ter sido feita de outro jeito. Ao final, de uma maneira apropriada, mencione que tem de fazer o melhor que pode porque advogados vivem de indicações.
Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

ESTAS 7 PERGUNTAS PODEM MEDIR A SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Especialista propõe questões para avaliar competências emocionais de um candidato numa entrevista de emprego

Inteligência emocional é um recurso fundamental para ser contratado e promovido em qualquer área ou nível hierárquico.
Uma pesquisa da consultoria TalentSmart mostrou que o QE (Quociente Emocional) de um profissional pode ser até mais importante para seu sucesso do que o celebrado QI (Quociente de Inteligência).
Segundo o estudo, cerca de 90% dos funcionários mais bem avaliados pelas empresas têm uma boa gestão de suas emoções. Apenas 20% daqueles com desempenho insatisfatório são dotados de tal característica.
Mas como saber se você tem um nível satisfatório de inteligência emocional - ou se ainda precisa investir mais no desenvolvimento dessa competência?
Para Harvey Deutschendorf, especialista em inteligência emocional e autor do livro “The Other Kind Of Smart” (Amacon, 2009), o desafio de medir essa competência é considerável.
Não à toa, diz ele, muitos recrutadores fracassam ao tentar avaliar qualidades como autoconsciência, autocontrole e empatia em candidatos a vagas de emprego.
“Muitos [headhunters] recorrem a seus instintos ou impressões subjetivas”, escreve Deutschendorf em artigo para o site da revista Fast Company. “Qualquer pessoa esperta já aprendeu a parecer inteligente do ponto de vista emocional numa entrevista, mesmo que não o seja realmente”.
Para ajudar profissionais de RH e candidatos, o especialista propõe 7 perguntas decisivas para medir essa competência num processo seletivo. O questionário não esgota as possibilidades de avaliação e pode ser adaptado. Confira a seguir:

1. O que mais incomoda você nas outras pessoas?
Deutschendorf sugere que a pergunta seja direcionada para o ambiente profissional, isto é, que o candidato fale sobre chefes, subordinados ou colegas de trabalho que o irritavam em seu emprego anterior.
A resposta contará muito sobre como você percebe e julga o comportamento das outras pessoas. Ao descrever como tentou conviver de forma pacífica com quem o incomoda, você ainda dará pistas sobre como entende o efeito do seu próprio comportamento sobre os demais.

2. Como foi um dia na sua vida em que tudo deu errado?
Não basta responder com um longo relato de um jornada difícil. É preciso falar sobre o impacto dos acontecimentos sobre as suas emoções e, sobretudo, como você lidou com o caos e a frustração.
Você se martirizou por causa dos problemas e culpou os outros? Ou você se concentrou em procurar soluções? O objetivo desta pergunta é avaliar os mecanismos de resiliência do candidato, isto é, seu jogo de cintura diante de situações incertas e imprevisíveis.

3. Pense num colega de trabalho que virou seu amigo. Por que vocês se dão tão bem?
Quem nunca ouviu o ditado “Diz-me com quem andas e te direi quem és”? De fato, os relacionamentos interpessoais que construímos dizem muito sobre nossa forma de ser. Mas também há muita informação por trás da nossa própria percepção dessas relações.
Ao fazer essa pergunta, o recrutador pode identificar como o candidato se enxerga e o que valoriza nas outras pessoas. Quem descreve um relacionamento baseado no bom humor - a não ser que ele seja sarcástico ou agressivo - ganha pontos na visão de Deutschendorf.

4. O que você poderia ensinar às outras pessoas?
Sim, esta pergunta é bastante vaga e aberta. Mas justamente por isso ela pode suscitar reações tão reveladoras. O headhunter deve prestar atenção aos detalhes: como a pessoa usa expressões faciais, tom de voz e linguagem corporal para transmitir uma ideia ou conceito?
“Um candidato inteligente emocional assumirá a responsabilidade de se fazer compreender”, escreve o especialista no site da Fast Company. “A oportunidade de compartilhar seu conhecimento é empolgante para ele, não o induz ao estresse e exige habilidades de comunicação que esta pessoa adora exercitar”.

5. Pense numa pessoa que você admira. Por que ela é digna do seu respeito?
A ideia aqui é identificar os seus modelos de comportamento. O objeto do seu fascínio é uma pessoa extrovertida ou reservada? Trata-se de alguém com pensamento estratégico ou movido por suas intuições?
Não há resposta certa ou errada. Em alguns casos, o candidato falará sobre alguém com quem ele se identifica pessoalmente; em outros, mencionará uma pessoa que possui exatamente as características que lhe faltam. A resposta será ainda mais rica se incluir o que o entrevistado acha que tem em comum com a pessoa de que gosta - e também quais defeitos enxerga nela, apesar de sua admiração.

6. Do que você sente mais orgulho em sua vida? Por quê?
Esta questão permite avaliar a imagem que você faz de si mesmo, e também a importância que atribui ao julgamento alheio para o seu bem-estar.
Deutschendorf chama a atenção para um detalhe especialmente sintomático: o candidato dá crédito a outras pessoas pelas suas realizações ou descreve a si mesmo como um "herói" autossuficiente? Às vezes as conquistas são realmente individuais, afirma ele, mas pessoas com inteligência emocional não ignoram a importância do apoio de familiares, amigos e colegas para seu sucesso.

7. Se tivesse a sua própria empresa, que tipo de pessoa contrataria e por quê?
A pergunta permite avaliar as qualidades que você valoriza em outros profissionais, bem como a sua própria forma de se relacionar em equipe.
Variáveis ligadas à inteligência emocional poderão ser medidas no modo como o profissional descreve seus métodos favoritos de trabalho em grupo, os tipos de personalidade que mais o atraem e seu estilo de liderança, diz Deutschendorf.

Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

MULHERES INTELIGENTES DÃO TRABALHO

Pesquisas revelam que 60% dos homens fogem de mulheres poderosas como o diabo foge da cruz

As pesquisas não revelaram nada e não sei se algum dia foi feito algum estudo no assunto, mas sempre tive vontade de começar um texto com “pesquisas revelam” então, apesar dessa informação não ter nenhuma fonte além das histórias que escuto por aí, posso afirmar que homens sentem mesmo medo de mulheres poderosas. O motivo é simples: elas não sossegam e tiram o namorado da sua zona de conforto.
A coisa já começa na conquista. Você precisa ter Q.I em bom estado pra chamar atenção dessa mulher porque ela simplesmente odeia gente burra assim como odeia a mania que os homens têm de simular inteligências citando filmes e livros chatos.
Pior que conquistar, é manter essa relação. A moça inteligente sabe o que quer. Você nunca vai ouvir ela dizer: não sei, talvez ou você quem sabe. – Ela sabe. Ela opina, ela quer muito conhecer o restaurante novo que abriu perto do trabalho, ela defende as próprias idéias nem que pra isso tenha que perder um ou dois amigos e aturar a cara feia de outros. E pior: ela liga no dia seguinte sem problema algum. Essa moça tem tantos planos e ambições que não sobrou tempo pra aprender a fazer joguinhos. Ela chora com o fim do namoro, mas por no máximo uma hora, porque amanhã tem reunião cedinho e se atrasar nem pensar. Isso sim seria o fim.
É o tipo de mulher que todos os homens sonham, mas não se acham capacitados para ter. - Estagiários.
Preferem a mulher igual, aquela, que todo amigo tem uma. Elas se reúnem em grupinhos e se entendem. Falam amenidades, acham graça de coisas pequenas, discutem marcas de sapatos e beijam seus namorados de cinco em cinco minutos porque a mulher igual tem sempre em mente que se não tratar bem o “zuzuquinho/fofuréco/tutuquinho”, outra igual vem e leva.
As respostas mais usadas são: não sei, talvez e você quem sabe. Ela nunca sabe. Concorda pra agradar o namoreco, come carne mesmo com vontade de comer frango, pinta as unhas sempre do mesmo tom: clarinho. Não importa a cor, ela diz. Desde que seja clarinho. Ela gostaria de usar laranja, verde ou tomate, mas isso seria ousar e tem mais: vai que o namorado não gosta? – A Francesinha sobrevive até hoje graças a essa mulher.
A mulher igual usa saia cintura alta, baixa, lançamentinhos no seu celular de capinha rosa. Ela adora rosa. Antenada com tudo que "está se usando" com medo de parecer brega, é escrava da moda, assim como da relação fofureca vou ver meu fofo jogar pra cuidar dele porque umas piriguetes andam frequentando lá blá-blá -blá.
É o tipo que faz do seu Facebook e do namorado um só. Foto do casal no perfil: Maria e Pedro [Foto de beijinho e imagem de um coração em forma de emoticon]. - Ali ela perde parte do dia postando fotos de biquinho e do churras no find com my love eterno.
Homens acham bacana esse tipo. É mais fácil de lidar e de manter. Como uma planta: a gente bota ali e ela fica. Só regar vez ou outra pra não morrer.
Mulheres inteligentes crescem mesmo se você não regar.
Por Vanessa Pinho

O CAMINHO DA PRODUTIVIDADE

ESCOLHA

segunda-feira, 28 de julho de 2025

8 DICAS PARA CRIAR UM BOM PERFIL NO LINKEDIN

Manter informações atualizadas, ter foto e recomendações são alguns dos pontos que melhoram o uso da ferramenta

Há algum tempo o LinkedIn é a rede social profissional mais utilizada entre aqueles que procuram novas oportunidades de carreira, aumentar o network ou consumir informações relacionadas ao ambiente corporativo e suas áreas de atuação. Com isso, a rede passou a ser uma importante ferramenta de recrutamento e avaliação de candidatos, já que um perfil pode revelar mais informações sobre o profissional do que um currículo clássico de papel.
Justamente por isso, é preciso que a pessoa utilize o site com cuidado, levando em consideração alguns pontos que podem ajudá-la a aumentar ainda mais a sua visibilidade no LinkedIn e conseguir a atenção de recrutadores ou novos contatos profissionais importantes para sua carreira.
“Hoje, a gente já viu que a rede é muito mais do que um site para procurar emprego. Essa é a quinta razão pela qual uma pessoa está no LinkedIn. As pessoas usam mais para fazer contato profissional, para consumir conteúdo ou seguir influenciadores”, observa Fernanda Brunsizian, porta-voz do LinkedIn.
Para ajudar quem que quer fazer parte da rede, o iG ouviu especialistas e criou uma lista com oito dicas de como montar um perfil atraente no LinkedIn e aproveitar ao máximo a ferramenta. Confira:

1 - Preencha todo o seu perfil
“Às vezes, a pessoa só coloca o nome ou 'estudante de administração'. Isso e nada é a mesma coisa. É como se ela não estivesse no LinkedIn”, comenta a headhunter Eliane Figueiredo, da Projeto RH.
Quanto mais completo estiver o seu perfil, melhor será a relevância da sua página no momento em que alguém estiver fazendo uma busca pelo site. Utilize palavras chaves e termos conhecidos na sua área de atuação, para que quando um outro profissional faça uma pesquisa que se alinhe com suas características, você seja encontrado mais facilmente.

2 - Tenha uma foto
De acordo com Fernanda Brunsizian, um perfil com foto é 14 vezes mais visto do que um perfil sem foto. “Quando alguém faz uma busca e o seu perfil não tem foto, a pessoa geralmente nem entra. É uma questão de credibilidade, de poder personalizar aquela informação que você tem. Na hora em que você não vê a foto em uma rede social, as informações não ficam tão palpáveis”, diz ela.
No entanto, é preciso lembrar que, diferentemente do Facebook ou Google+, o LinkedIn é uma rede profissional. Por isso, evite colocar fotos despojadas demais, a não ser que a sua área de trabalho já seja mais informal.

3 – Faça novas conexões - Conecte-se com profissionais interessantes para sua rede de contatos
As redes sociais são uma ótima ferramenta para melhorar o seu network. Faça uma busca no LinkedIn por pessoas que já trabalharam ou estudaram com você e comece a fazer novas conexões. Quanto mais pessoas você tiver conectadas ao seu perfil, melhor será a sua visibilidade. O site recomenda, porém, que o usuário não adicione pessoas totalmente desconhecidas. Como a sua lista de contatos pode ser acessada por outras pessoas, adicionar alguém desconhecido é correr o risco de ter em sua rede alguém que pode não ser um bom profissional.
Para Rodrigo Miwa, sócio da Hound Consultoria, voltada ao setor de recrutamento profissional, também é importante que a pessoa mantenha contato com suas conexões. “É interessante retornar todas as abordagens que receber. Se você não retornar, pode parecer desinteresse e você não estará fazendo uso da rede”, diz.

4 - Peça recomendações
Muito visto por recrutadores, o site permite que os seus contatos façam dois tipos de recomendações sobre você: em uma, as pessoas endossam as suas habilidades e competências; na outra, elas podem escrever um texto de recomendação mais completo. Nesta última, é importante que o usuário peça para que seus contatos façam observações relevantes e que ressaltem as suas qualidades, não o contrário. De qualquer maneira, ambos os tipos de recomendações só serão publicados depois da aprovação do usuário.

5 - Customize a sua URL
Ao criar uma conta no LinkedIn, você ganha um link próprio para a sua página. É possível customizar este link, permitindo que você substitua o código numérico por algo mais pessoal, como seu nome e sobrenome. Desta maneira, além de ser um link mais apresentável do que um monte de números quando for passar para alguém, também facilita que outras pessoas cheguem até o seu perfil pela busca.

6 - Faça parte de grupos e siga empresas e influenciadores
Para quem está no LinkedIn em busca de conhecimento, é possível fazer parte de grupos de discussão sobre a área em que atua ou assuntos de seu interesse. Nestes grupos, o usuário ou outros profissionais podem compartilhar artigos ou até mesmo o seu próprio trabalho. Outra possibilidade é a de seguir as informações postadas no perfil de empresas ou dos chamados “influenciadores” – profissionais que são referência na área em que atuam, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

7 - Veja as vagas que o LinkedIn indica
Se você entrou no LinkedIn procurando por uma nova oportunidade de trabalho, é interessante prestar atenção nas sugestões de vagas que o próprio site faz na sua página. De acordo com Fernanda, a rede conta com um mecanismo que cruza as informações das vagas de emprego publicadas pelas empresas com as informações dos usuários. Desta maneira, o LinkedIn sugere as oportunidades que tenham mais a ver com o seu perfil profissional. Além disso, o profissional pode fazer a própria busca por vagas abertas no sistema.

8 - Mantenha o perfil atualizado e ativo
Com várias ferramentas disponíveis e diversas finalidades de uso, o seu perfil no LinkedIn só será útil se você conseguir mantê-lo atualizado e usá-lo frequentemente. Da mesma maneira que você não mandaria um currículo com informações de dez anos atrás para uma empresa, manter a sua página desatualizada pode impedir que novas oportunidades cheguem até você, ou que bons contatos profissionais lhe abordem. Ainda que não tenha nenhuma informação nova para adicionar, tente acessar o seu perfil com uma certa frequência, para manter-se informado ou verificar se há alguma nova mensagem ou conexão esperando por aprovação.
Por Murilo Aguiar
Fonte iG Carreiras

quarta-feira, 23 de julho de 2025

TRABALHAR EM CASA VALE A PENA?

Trabalhar em casa não funciona igual para todo mundo, alerta especialista

Trabalhar em casa afeta sua produtividade?

Devido aos problemas de trânsito, custo e qualidade de vida, cada vez mais gente está optando por estratégias de home office para seus colaboradores. Porém, nem sempre isso é positivo, pois trabalhar em casa não funciona igual para todo mundo.
Para algumas pessoas, trabalhar de casa faz a produtividade cair, causa desânimo e fica difícil retomar o mesmo ritmo de quando trabalhavam no escritório.
É preciso ter perfil para trabalhar em casa. Esse perfil significa um conjunto de fatores, como o ambiente adequado. Será que sua casa possui uma mesa e cadeira confortáveis para o trabalho ou você usa a mesa da cozinha? A iluminação é adequada? Há muito barulho externo? A velocidade da internet é boa?
Outro exemplo é o ambiente familiar. Seus filhos precisam entender que apesar de estar em casa, você está trabalhando, não dá para dispensar a empregada e economizar ou trabalhar de pijama.
Além disso, existem pessoas que simplesmente precisam do ambiente da empresa para ser mais eficientes, que gostam de trabalhar em grupo, de ver movimento e de estar sempre do lado dos colaborares. Esses e outros fatores impactam bastante na sua produtividade em casa.
Por Priscila Zuini e Christian Barbosa
Fonte Exame.com

DESCARTE E INVISTA

terça-feira, 22 de julho de 2025

O QUE É RANSOMWARE? É IMPORTANTE QUE OS ADVOGADOS E ADVOGADAS TENHAM CONHECIMENTO SOBRE ESTE ASSUNTO


Uma pergunta que vem sendo formulada em vários lugares do país. O sequestro de dados é crime no Brasil? A resposta é que o Código Penal Brasileiro estabelece no seu artigo 154-A que: “Invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa”.
Portanto, a resposta é SIM!
Chama-se RANSOMWARE ou Ransom malware o cibercrime de sequestro de dados, que pode afetar um país inteiro e é um assunto que diz muito respeito aos advogados, advogadas e juristas em geral, pois cada vez mais a prática se expande no Brasil e no mundo e todos precisam saber como lidar e se defender do Ransmware, notadamente, os juristas.
O Ransomware é um cibercrime de sequestro de dados que pode afetar um país inteiro e deveria ser tratado pela Câmara dos Deputados e Senado Federal na modificação do artigo 154-A do Código Penal Brasileiro, pois a pena é ínfima para um crime tão grandioso. Deveria pelo menos o mencionado artigo ser apreciado e modificado para fixar a pena em grau ascendente ao prejuízo causado pelo cibercriminoso.
Aquele conhecido sequestro de pessoas que são aprisionadas para que os familiares sejam extorquidos a fornecerem dinheiro aos bandidos para liberarem o sequestrado está fora do cardápio dos crimes das quadrilhas bem estruturadas do Brasil em cibercrimes.
A grande novidade, que já se pode dizer que se trata de tendência mundial, é sequestrar dados de grandes empresas, instituições públicas e até hospitais pela internet.
Chama-se de ciberataque denominado Ransonware, sendo “ransom” – o valor pago a título de resgate – e “ware”, que advém de “malware” (software malicioso).
A prática deste crime ocorre com a instalação de um programa em um sistema de informação que será responsável por criptografar (tornar indecifrável) os dados ali existentes, deixando o poder de acesso aos dados nas mãos de criminosos que geram uma chave, que só os eles têm acesso.
Na posse da chave de acesso dos dados que, agora estão inacessíveis, os cibercriminosos exigem resgates que podem chegar a numerário milionário, sendo em reais ou em dólares, e só após receberem a soma em dinheiro os bandidos liberam as informações.
O crime é praticado com a utilização de links falsos, e-mails com arquivos maliciosos e até o acesso a determinados sites para que os softwares sejam instalados no equipamento da vítima.
As informações são comprometidas sem que o usuário tenha conhecimento do que está ocorrendo, já que todas as ações são praticadas de forma abstrata para o usuário, silenciosamente, onde só é possível perceber o ataque quando o acesso às informações já está comprometido pelo "malware"(software malicioso).
Em regra, os ciberataques ocorrem contra empresas, prefeituras e grandes instituições do Estado, no entanto, ninguém está livre dos cibercriminosos, inclusive, escritórios de advocacia que poderão ser alvos desses crimes com a intenção de obterem enormes lucros.
Esse crime já vem sendo praticado em outros países, inclusive, nos Estados Unidos mais de 20 cidades sofreram ataques de Ransomware, fazendo com que os principais sistemas ficassem inoperantes durante dias, fato ocorrido recentemente, em abril de 2020.
Não se tem ideia do prejuízo que esses ransomware podem causar aos Tribunais de Justiça dos Estados Brasileiros, inclusive os Tribunais Superiores do país, bastando para tanto que consigam deixar inativos os dados e processos pelo tempo necessário negociarem o resgate de milhões de reais ou dólares? E caso não seja pago o resgate, assim como acontece com as pessoas sequestradas, que são executadas, todos os dados vinculados pela Tecnologia da Informação do Órgão serão destruídos, causando um prejuízo incalculável.
Qualquer um de nós pode ter neste momento um pop-up na tela do seu computador avisando sobre uma infecção por ransomware.
É importante saber que há diferentes formas do ransomware, como você adquiri, qual a procedência, quem é o alvo e como devemos agir para nos proteger contra esse crime.
Na década de 1980 já existia ransomware, no entanto, a forma de resgate era diferente da atual, já que os pagamentos eram exigidos através de envios pelos Correios, no entanto, atualmente os cibercriminosos do ransomware determinam que os pagamentos sejam enviados via criptomoeda ou cartão de crédito, demonstrando uma evolução até na forma de receber o resgate criminoso.
O computador de qualquer usuário está sujeito ao cibercrime, já que o ransomware ataca por diversas portas do seu computador, infectando a sua máquina.
São várias formas de ataques, tais como: Spam malicioso, enviado através de um e-mail não solicitado usado com a finalidade de efetuar a entrega do malware, que ao abrir o seu computador aceita a entrada do vírus criminoso.
Muitas pessoas são vítimas dos ransomware por serem manipuladas pela forma como a mensagem é recebida, já que parecem verdadeiras, com aparência legal e utilizando marcas legítimas e ainda, nomes de pessoas com sobrenomes de parentes da vítima, o que faz a vítima dar credibilidade ao Spam.
Muitas vezes os cibercriminosos utilizam nomes de sites verídicos, como da Receita Federal, sites de Empresas Grandes com propagandas interessantes e até de Cobranças indevidas, que a vítima termina acessando ao site ou Spam, por ter alguma dívida e acha que a cobrança é devida, muitas vezes com propostas interessantes de descontos para pagamentos, daí, a vítima tem seu computador infectado.
São várias as formas de ransomware e algumas delas são bem comuns, da menos prejudicial a extremamente prejudicial.
Em alguns casos você recebe informações de sites de segurança, que na verdade são fraudadores que passam a bombardear seu computador com mensagens "pop-up" exigindo que você pague determinado valor para que as mensagens deixem de aportar no seu computador.
Em outros casos a sua tela é bloqueada e uma mensagem é enviada a você informando que você cometeu alguma ilegalidade e que deverá pagar uma multa, onde a mensagem parece vir de um site legal, como a Receita Federal ou Órgão Fiscalizador, daí você termina pagando uma multa que não existe.
E um dos casos mais graves são aqueles em que seus arquivos são criptografados e você é obrigado a pagar o resgate dos seus arquivos, o que nem sempre ocorre, mesmo que você pague o resgate, pois os seus arquivos já foram destruídos.
Para se ter uma ideia de como agem de forma inescrupulosa os cibercriminosos atente-se para o que ocorreu em 2007, quando o WinLock inaugurou o surgimento de um novo tipo de ransomware que, em vez de criptografar arquivos, bloqueavam as pessoas de usarem seus computadores. O WinLock assumia a tela da vítima e exibia imagens pornográficas. Então, exigia o pagamento através de um SMS pago para removê-los.
Conselhos: Se ainda não é vítima, tenha muito cuidada ao acessar Spam, site sem credibilidade e aqueles que lhes são verdadeiros, quando aparecerem para você, saia e entre novamente pelo seu navegador. Se você acha que o site é suspeito, não arrisque acessar, o melhor é prevenir, pois se for um ransomware lhe perseguindo, você não terá retorno fácil. Faça sempre uma cópia dos seus arquivos importantes, lembrando que atualmente você pode gravá-los nas nuvens. Não confie totalmente dos programas que prometem proteção contra vírus cibernéticos.
Se for vítima, nunca pague o resgate, pois você jamais estará livre de novas chantagens. Procure a Polícia Especializada no assunto da sua cidade. Procure um profissional da tecnologia da informação que possa lhe ajudar. 
Por Sérgio Marcelino
Fonte Portal Justiça

REDAÇÃO LEVA AO SUCESSO OU AO FRACASSO NAS PROFISSÕES JURÍDICAS


No Direito, a palavra escrita é o principal veículo de comunicação. Ninguém põe em dúvida que este não é o único requisito para o sucesso, pois a oratória, expressão corporal, apresentação pessoal, habilidade no trato com as pessoas e outras formas de conduzir-se são essenciais.
Todavia, no Brasil prepondera o processo escrito sobre o oral. Portanto, petições, memoriais, recursos e outras peças são a forma de tentar convencer o julgador do acerto da tese adotada. Transmitir o direito a quem o decide é uma arte que, se não for bem utilizada, pode pôr a perder todo um trabalho.
Mas a relevância da escrita não se resume a petições junto ao Poder Judiciário. Vai muito além. Trabalhos acadêmicos serão examinados por um professor ou uma banca. Cartas ofertando serviços serão avaliadas pela diretoria. Orientações a clientes não podem suscitar dúvidas de interpretação. Decisões administrativas ou judiciais necessitam levar ao interessado, com clareza, qual a sua situação jurídica. E assim por diante, nas múltiplas situações que a riqueza da vida nos proporciona.
No entanto, ainda que isto seja óbvio, cada vez mais os estudantes e profissionais, principalmente jovens, mas não só eles, têm dificuldades de transmitir, de forma clara e correta, o que lhes passa na cabeça.
A veiculação equivocada pode trazer consigo duas diferentes espécies de dificuldades: erros gramaticais e redação incompreensível. Ambas, de formas diferentes, prejudicam a exposição dos fatos.
Os erros de português podem ser de pequena gravidade e em nada atrapalhar a exposição dos fatos. Por exemplo, a nova redação, fruto do acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, ainda não foi absorvida pela maioria das pessoas. Portanto, colocar idéia com acento agudo, já abolido, não dificultará o entendimento de quem lê e, portanto, nenhum prejuízo causará.
Já dirigir-se a um cliente com a construção: “Quero agradecê-lo pela confiança” suscitará dúvidas sobre a competência do profissional e, eventualmente, poderá até resultar na recusa de contratação. O verbo agradecer é transitivo indireto, portanto o pronome deve ser lhe e não lo, usado com verbos transitivos diretos.
Muitas vezes confunde-se há e a em expressões de tempo. Há com h indica passado, por exemplo: “O réu há muito vinha praticando as infrações”. Para exprimir tempo futuro, diz-se: “Ela, daqui a dois dias, devolverá a criança ao pai, como combinado”.
Há muitos erros no emprego da crase, que merecem atenção. Por exemplo, só pode ser usada antes de palavras femininas. A conjunção que atrai o pronome se (p. ex., “é preciso que se apresentem amanhã” e não “é preciso que apresentem-se amanhã...”).
O particípio do verbo chegar é chegado e não chego, como muitas vezes se diz e se escreve. Aonde só deve ser usado após verbos transitivos indiretos, que pedem a preposição a; em outros casos usa-se onde.
Estas falhas de redação, todavia, vêm recentemente sendo sobrepujadas por descrições incompreensíveis, problema absolutamente diverso e até mais grave. Sim, mais grave, porque o leitor simplesmente não entenderá o que está escrito.
O que leva uma pessoa a transmitir de forma confusa as suas ideias?
Certamente, não há um fator único. Uma pessoa filha de imigrantes provavelmente terá mais dificuldades com o português, que poderá ser mais pobre em sinônimos e em construção de frases. No passado, alguns eram criados falando o idioma de seus pais (por exemplo, alemão) e só aprendiam o português quando entravam na escola.
Outro fator pode ser a falta de boas leituras. A era da tecnologia, com propostas visuais muito mais atraentes, desestimula a leitura de livros, revistas ou jornais impressos. É certo que uma pessoa que na infância usou seu tempo apenas com vídeos ou jogos eletrônicos terá maior dificuldade de exteriorizar o que pensa. E não só para escrever, mas também para falar.
Pode haver também uma dificuldade de concatenação de ideias. Por vezes, o cérebro não raciocina com uma sequência lógica e as pessoas expõem os assuntos que lhe vêm à mente de forma desordenada. Isto é comum em petições que vão e voltam ao mesmo assunto, repetindo-o inutilmente e cansando o leitor.
Este tipo de dificuldade não é privativo de jovens estudantes. Alcança profissionais já colocados no mercado de trabalho, por vezes com titulação acadêmica ou até mesmo ocupando importantes posições profissionais.
Artigos de doutrina, muitas vezes, têm uma escrita envolvida em tantas frases confusas, em ordem indireta e com palavras em desuso, que não se sabe se o autor não consegue ser claro ou se assim redige para mostrar erudição. O resultado será sempre negativo, porque suas ideias não serão transmitidas simplesmente por não serem compreendidas. Mesmo que os leitores não o revelem, temendo ser tidos por ignorantes.
Petições iniciais merecem cuidado. Uma boa técnica para evitar a escrita dispersa é organizar as ideias em bloco. Por exemplo, primeiro descrever os fatos (quem, quando e onde), sem detalhes inúteis. Só depois dar as razões de direito, aí mencionando normas, doutrina e jurisprudência, estes só se o caso for complexo. Finalmente, o pedido, que deve ser certo e determinado, pois a sentença baseia-se nele (princípio da correlação).
Relatórios de acórdãos, frequentemente, não informam qual a controvérsia. Por excesso de trabalho, com certeza, muitas vezes limitam-se a copiar trechos da sentença e não expõem ao leitor o que está sendo discutido. Por vezes, a própria ementa não traduz o que se decidiu. Péssimo.
Que fazer? A solução é simples: é preciso repensar a forma de comunicação escrita. Para muitos, evidentemente, nada há a ser feito, redigem bem e só lhes resta comemorar esta vantagem na competitiva vida profissional. Para os outros é preciso mudar.
O problema vem da base, evidentemente. No entanto, aqui não se tem a pretensão de encontrar solução para todos os problemas do ensino no Brasil. O campo de análise é mais restrito e menos pretensioso.
A primeira medida deve partir do interessado, seja estudante de Direito ou um profissional já com direito a vaga especial na garage, sob o título de idoso. Quem quer se aprimorar não aguarda oferta, vai à procura.
Mas aos que não têm tal poder de iniciativa, as Faculdades de Direito devem propiciar aos seus estudantes cursos especiais ou suplementares de português e redação. Professores especializados ensinarão técnicas de transmissão de ideias, eliminando-se, por exemplo, palavras inúteis, frases desconexas e redações confusas.
A OAB poderia fornecer cursos específicos aos interessados, que poderiam ir além da redação, incluindo também técnicas de estilo. Por exemplo, orientando a evitar-se nas petições o excesso de negrito ou frases em vermelho, que dão à peça aparência de baixa qualidade.
Tal tipo de curso revela, inclusive, vícios de linguagem dos quais o autor não se dá conta ou escrita incompreensível aos mais novos. Por exemplo, escrever sempre na ordem indireta, o que dificulta a compreensão ou escrita totalmente fora de época como “o ilustre representante do parquet” ou “nesse Egrégio Areópago”.
Em suma, estudar, seja qual for a idade ou a posição profissional ocupada, jamais deve ser vergonha para ninguém. Ao contrário, revela grandeza. Por outro lado, faculdades de Direito, instituições públicas, escritórios e demais interessados, devem manter cada vez mais elevado o nível dos seus estudantes ou profissionais, pois isto só fará crescer o seu conceito.

Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

8 DICAS PARA TRANSFORMAR CARTÕES DE VISITA EM NETWORKING

Confira o que você deve fazer para tornar seus contatos profissionais mais efetivos para a sua carreira, segundo Caio Arnaes, da Robert Half

Manter uma pilha de cartões de visita na sua mesa de trabalho não é sinônimo de networking. Colecionar estes pequenos pedaços de cartolina não vai trazer benefícios para a sua carreira profissional a menos que você saiba o que fazer com eles.
“Não é só ter cartões de visita, tem que manter os contatos ativos”, diz Caio Arnaes, gerente sênior da Robert Half. Mas, como transformar estes cartões em contatos de carreira mais efetivos? Confira as dicas do especialista:

1 Foco e planejamento são essenciais
A rede de contatos profissionais deve ser criada tendo em vista o seu objetivo profissional. “O primeiro passo é construir o networking em cima do mercado em que você atua ou que deseja atuar”, diz Arnaes.
Deseja subir alguns degraus na sua carreira dentro do mercado em que você já atua? Invista nos contatos dentro deste grupo de atuação. Quer mudar de rumo na vida profissional? Aposte nos relacionamentos com as pessoas que já estão inseridas no mercado que você está de olho.
“Foco resolve muita coisa”, lembra Arnaes. Por isso planeje-se antes de fazer suas conexões para que elas estejam mais alinhadas às suas metas.

2 Participe de eventos regularmente
De que adianta ir a uma reunião, trocar um monte de cartões, enfiá-los no bolso e nunca mais encontrar essas pessoas? “A gente costuma falar que quem não é visto não é lembrado”, diz Arnaes.
O especialista recomenda que os profissionais participem, com certa regularidade, de eventos do mercado em que atuam. “Vá a jantares, reuniões e mantenha contato com essas pessoas”, diz ele.

3 Lembrar para ser lembrado: crie vínculos
Conheceu uma pessoa que você considera um contato importante pra sua carreira? Tente criar um vínculo com ela. “Encaminhe uma notícia sobre o setor em que ela atua, diga que ao ler lembrou-se dela e pergunte o que ela acha da reportagem”, sugere Arnaes.
Essa pessoa vai se sentir lembradas por você e, de acordo como especialista, as chances de ela se lembrar de você quando surgir alguma oportunidade ou algo relevante para a sua atividade profissional aumentam.
Mas, cuidado! Envie mensagens personalizadas, evite mandar um e-mail para dezenas de destinatários, porque isso não vai causar uma boa impressão. “Há pessoas que exageram, mandam a mesma mensagem para uma lista de 70 e-mails e isso não é bem visto e causa uma imagem negativa”, diz.
Nestes moldes, a possibilidade desse e-mail nem ser lido e acabar na pasta de lixo eletrônico é enorme, pense nisso, antes de clicar no botão enviar.

4  Não aposte na sua rede apenas quando precisar dela
Movimentação de mercado baseada em networking é algo que acontece muito, diz Arnaes. “Conheço vários profissionais que mudaram de posição a partir da rede de contatos”, diz ele.
Mas, a regra de ouro para fazer networking do jeito certo e assim ter uma rede capaz de ajuda-lo a atingir seus objetivos é mantê-la ativa mesmo quando não precisa dela. Do contrário, você pode ficar com fama de interesseiro. “Não pode deixar para fazer networking apenas quando você está de olho em novas oportunidades profissionais do mercado”, explica Arnaes.
A sua agenda de telefones deve ser construída pouco a pouco, ao longo te toda a sua vida profissional. Não perca contato com ex-chefes e colegas de trabalho, procure colegas de faculdade e de pós-graduação, mande mensagens, use as redes sociais para encontrar essas pessoas.

5 Saia do mundo virtual
“Se formos montar uma escala, o melhor é encontrar pessoalmente, em segundo lugar vêm o contato telefônico e, por fim, mensagens eletrônicas”, destaca Arnaes.
Redes sociais são ótimas ferramentas para encontrar as pessoas, no entanto, levar estes contatos do ambiente virtual para o real é importante. Um bate papo em um café é bem mais proveitoso do que uma simples mensagem via LinkedIn.

6 Qualidade vale mais do que quantidade
Mil conexões no LinkedIn impressionam quem visitar o seu perfil. Mas, não significam muita coisa se não passarem de conexões virtuais. É certo também que gerenciar mil contatos não tarefa das mais simples. “Você não vai conseguir nem trabalhar”, diz Arnaes.
Uma rede mais enxuta pode ser muito mais efetiva do que mil conexões inativas no seu perfil. É claro que ninguém está dizendo para você não aceitar pedidos de conexão, mas não descuide dos contatos que fazem mais sentido para o seu atual momento profissional.
“Dentro deste grupo de mil conexões, você deve pensar com quais pessoas você deve manter um relacionamento mais próximo”, aconselha Arnaes.

7 Organize seus contatos
Encontrar um relatório no meio da bagunça de uma mesa de trabalho pode ser uma tarefa hercúlea. Achar um contato importante no meio de milhares de emails na sua caixa de entrada, dezenas de cartões de visita empilhados ou em meio a milhares de conexões no LinkedIn também.
Por isso, priorize e organize seus contatos. Crie subgrupos no LinkedIn para aqueles com os quais deseja manter um contato mais próximo. Arrume os cartões de visita de modo que aqueles que considera mais importantes fiquem mais visíveis. Crie subpastas no software de gerenciamento de emails que você utiliza.

8 Crie uma rotina
Separar um determinado período de tempo para visitar a sua rede de contatos é uma boa estratégia. “As pessoas têm a tendência de procrastinar, estabelecer uma rotina evita isso”, diz Arnaes.
A frequência com que você deve parar para checar como anda a sua rede de contatos é você quem vai estabelecer. “Vai depender da intensidade e da quantidade de contatos”, lembra Arnaes.
Ao investir um tempo para esta atividade, você pode perceber que está há mais seis meses sem conversar com um ex-colega e descobrir que hoje ele está trabalhando na empresa dos seus sonhos. Que tal ligar para ele e marcar um café?
Por Camila Pati
Fonte Exame.com