segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

FINAL DE ANO: SATISFAÇÃO OU DOR DE CABEÇA?


O final de ano é cercado de grandes expectativas: pagar dívidas, fazer novas aquisições, férias, dinheiro extra etc. Mas é preciso tomar alguns cuidados para que a Satisfação não seja substituída pela Dor de Cabeça.
Primeiramente devemos tomar um cuidado especial: esperar o final de ano para solucionar os problemas do ano presente ou do próximo não é uma escolha muito prudente. Final de ano é sempre época de muita “correria” e definitivamente não é o melhor momento para resolver questões diversas. De qualquer forma, mesmo que não existiu planejamento durante esse ano, tome algumas atitudes deliberadas para otimizar seu final de ano:

Comece a organizar as coisas
Faça um levantamento geral de suas dívidas identificando taxas do contrato, condições para quitação ou solução de eventuais atrasos. De posse dessas informações compare com os recebimentos previstos. Só tome um cuidado: não seja imediatista! Não se impolgue com o dinheirinho extra proveniente de 13º, férias… Lembre-se que seu início de ano é marcado por eventos já previstos: salário menor para os que ficam de férias, IPVA, volta às aulas, entre outros tantos compromissos já costumeiros. De posse dessas informações e de forma racional analise a real situação e distribua seu dinheiro da forma mais adequada visando sua estabilidade e tranqüilidade. Estabeleça prioridades e seja pró-ativo em suas atitudes.

Renegocie dívidas
Verifique a possibilidade de renegociar dívidas que estejam atreladas a taxas mais altas. Busque situações alternativas e de menor impacto para suas contas pessoais. Tome cuidado com taxas de cartão de crédito e cheque especial. Se você abusou desses itens busque outra alternativa. Um empréstimo pessoal ou outra modalidade de linha de crédito oferecida pelos bancos pode ser uma boa medida para trocar uma taxa alta por uma taxa menor. De qualquer forma é necessário disciplina para não voltar a utilizar de forma incorreta o cartão e o cheque especial.

Faça poupança
Outra alternativa para os que estão com as contas em dias é a de poupar. Existem várias alternativas. Verifique quais são seus objetivos com o dinheiro extra e invista em algo que lhe traga o retorno esperado, desde que isso não comprometa seu dia-a-dia.

Compras de final de ano
Não deixe que a alegria momentânea seja o início da primeira dor de cabeça do próximo ano. Compre de acordo com a situação do seu bolso. Adeque os presentes a sua realidade. Faça certo desde já e 2016 será um ano melhor.

Razão X Emoção
Se emocione e emocione os outros, mas faça negócios com a razão e não com o coração. Cuide de suas contas pessoais com cuidado.

Estruture um orçamento pessoal
Adote práticas que tornem suas finanças pessoais organizadas. Dedique uma parcela de seu tempo para avaliar as melhores alternativas e mantenha controles que lhe auxilie a ter um controle efetivo de suas contas. Use softwares de finanças pessoais, uma planilha do Excel ou um caderno de registros. Não importa o meio, desde que você seja disciplinado e cumpra com o que foi estabelecido em seu orçamento.

Planeje seu futuro
Fique mais tranqüilo e aproveite melhor todos os seus momentos. Planejar como você irá utilizar seu dinheiro é uma tarefa importante que lhe garantirá ótimos resultados.
Finalize este ano organizando sua vida financeira e leve esta boa prática para o próximo ano. Lembre-se que disciplina e visão de longo prazo lhe auxiliarão a ter uma vida financeira mais saudável.
Por Celso Ricardo Salazar Valentim
Fonte O Economista

ESTAS SÃO AS RESOLUÇÕES DE ANO NOVO PARA MELHORAR SUA CARREIRA EM 2025

Quer mudar de carreira ou atingir uma meta grande este ano? Confira as 9 dicas de resoluções de ano novo para sua
carreira:

Chegou o fim do ano e se o início de um novo ciclo traz alguma coisa em comum à maioria das pessoas, é a vontade de mudar. Isso, com frequência, se traduz em uma lista de resoluções de ano novo. Objetivos que podem melhorar as condições atuais e até levar quem os alcançar para mais perto de suas metas.
Já que essa premissa pode ser aplicada a qualquer âmbito da vida, inclusive o profissional, vale a pena pensar em uma resolução que seja ligada à sua carreira. Mesmo que esteja tudo bem – sempre dá para melhorar (ou se melhorar).
O ideal é que esses objetivos sejam amplos (não tão amplos quanto sua meta de vida) e que dele se desdobrem outros, menores e acionáveis, a serem completos durante o ano.
O Na Prática destaca nove resoluções de ano novo com foco na vida profissional. Escolha as que mais têm a ver com seu contexto ou se inspire nos exemplos para criar a sua própria meta.

Confira as 9 resoluções de ano novo profissionais
Para quem quer decidir a carreira:
Definir cinco áreas ou profissões de interesse
Aqui, quanto mais específico, melhor. Liste áreas que te chamam a atenção e, se puder, as profissões que se imagina exercendo. É uma reflexão simples na teoria, porém muitas vezes nada óbvia para quem está na fase de decisão. Tire um tempo, diariamente se necessário, para pensar sobre o assunto e o reserve na agenda até ter uma relação de umas cinco áreas ou profissões.

Destrinchar tudo que pensa e sente sobre cada uma das áreas
Quase como uma lista de prós e contras. Escreva ou grave seu relato sobre tudo que sabe sobre as áreas ou profissões, o que parece ser positivo e negativo e principais dúvidas. Isso ajuda não só a ter mais clareza sobre quais são suas preferências, como sobre o que é preciso pesquisar.

Conhecer o dia a dia das profissões que mais lhe interessam
A terceira das resoluções de ano novo para quem está decidindo a carreira é bem importante para uma escolha mais acertada. Procurar informações na internet é muito útil, mas nada se compara ao conhecimento que vem de quem vivencia tal realidade. Encontre e contate profissionais das suas áreas de interesse e pergunte sobre sua rotina. Mais ainda: se possível e adequado, peça para acompanhá-los em um dia de trabalho.

Para quem quer crescer na carreira em que está:

Criar um plano de carreira
O Na Prática tem matérias dedicadas a te ajudar nessa empreitada (como esta e esta). Se você está satisfeito com o caminho que segue, mas quer ter mais controle sobre ele, criar um plano é uma boa. Mesmo que você não saiba, de fato, aonde quer chegar, a atividade de planejar incentiva reflexão (e, consequentemente, clareza) sobre diversos pontos. A partir disso, pode focar esforços nos gaps a desenvolver para chegar à sua meta final.

Desenvolver habilidades relevantes – técnicas ou não
Algum tipo de conhecimento ajudaria nas suas tarefas diárias? Ou alavancaria sua carreira? Procure entender que habilidade ofereceria maiores vantagens e desenvolva-a com cursos, leituras, formações, grupos de estudo, etc.

Entender sobre liderança e treinar a sua capacidade
Não importa seu objetivo de carreira, há grandes chances que tenha de exercer liderança em algumas etapas, por isso essa é a última das resoluções para quem quer crescer profissional. Já ter essa capacidade pelo menos um pouco desenvolvida ajuda a garantir melhor desempenho. Para isso, procure cursos, como o de Facilitação da Fundação Estudar, e aproveite as oportunidades de trabalhar com os outros.

Para quem quer mudar de carreira:

Definir seus focos de interesse
Seja específico, mas sem pretensões de ser. Você provavelmente terá uma ideia clara de áreas em que gostaria de trabalhar, mas definir uma função – e só perseguir ela – pode engessar a sua transição.

Começar a se preparar
O aprendizado é atualmente requerimento para toda a carreira, por isso uma de suas resoluções de ano novo se você quer mudar de profissão pode ser desenvolver capacidades básicas do próximo objetivo. Algum conhecimento técnico que ainda não tem ou habilidades muito procuradas nos profissionais, pesquise e vá atrás de aprendê-las.

Trabalhar em uma nova rede de contatos
Na hora de transição, os contatos profissionais podem ser fortes aliados. Crie e nutra uma rede de pessoas que já atuam na área em que você quer trabalhar, ou próximos dela para saber sobre oportunidades e tendências. Principalmente com o LinkedIn, isso pode ser feito online, só não esqueça de explicar seu objetivo ao fazer o primeiro contato.

 Por Suria Barbosa Na Prática
Fonte Portal da Fundação Estudar

FIM DE ANO CHEGANDO... QUAIS SÃO AS SUAS PROMESSAS PARA O PRÓXIMO ANO?


Na lista das promessas e dos desejos para o próximo ano existem algumas que são da praxe: vícios que se querem ver eliminados de vez, conhecer finalmente a sua cara metade, fazer aquela dieta rigorosa, ter dinheiro para comprar um carro ou uma casa melhor, entre tantas outras coisas que se incluem neste rol de desejos das pessoas. Independentemente do que se queira, a verdade é que tudo vai depender, principalmente, de si!
Acontece a mesma coisa todo fim de ano: as pessoas fazem muitas promessas para o ano que se aproxima. No entanto, a ideia de colocá-las em prática acaba ficando de lado com o passar dos meses.
Para evitar essa frustração e realmente conquistar algumas metas e revise o que é importante, se questionando em que atividades pode focar e quais deve descartar. Faça duas listas com as respostas (focar e descartar) por ordem de importância. E que tudo se realize no ano que vai nascer!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

PRAZO PARA TROCA COMEÇA HOJE

Procon orienta que o consumidor guarde a nota fiscal da compra e denuncie abusos se não puder substituir mercadoria                                                                      

Depois de correr contra o tempo pelos presentes de Natal, passada a data comemorativa, o momento é de descanso, certo? Errado. Começa hoje a maratona para troca das mercadorias. Produto com defeito possui 30 dias para substituição. No entanto, para peças que não caíram no gosto do freguês fica a critério do lojista.
O Procon-RJ recomenda que os consumidores negociem e registrem os prazos de troca com os lojistas e tomem a precaução de avisar o presenteado sobre esse período. A embalagem também serve como prova de consumo do estabelecimento.
Para os artigos que não agradaram, seja na cor ou tamanho, o lojista não é obrigado a realizar a troca, embora seja usual esse serviço.
Para os produtos eletroeletrônicos cabe entrar em contato com o lojista e com o fabricante. Os dois são solidários nas responsabilidade.
Para situações em que haja falha e o comerciante não tenha o produto em estoque, o Procon orienta que o cliente peça a devolução do valor da mercadoria em dinheiro pago. Se não o fizer, o consumidor deve reclamar por escrito para o órgão de defesa.
O consumidor também deve ficar atento para não aceitar vale-compras como troca. Contra abusos, a única saída é prestar queixa e sempre exigir a nota fiscal. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 151, do Procon-RJ.

30 DIAS
O consumidor pode substituir a mercadoria dentro deste prazo, no entanto, somente em casos de defeito. Na troca em função da cor ou tamanho o critério é do lojista.

NOTA FISCAL
Sem o documento, o cliente pode ficar sem poder registrar queixa formal nos órgãos de defesa do consumidor. Além disso, não comprova possíveis abusos da loja.

Fonte O Dia Online

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

7 HÁBITOS QUE TE FAZEM GASTAR MAIS NA HORA DAS COMPRAS


Antes de ir às compras, confira dicas e evite realizar um mau negócio. Algumas medidas simples e práticas podem te ajudar a economizar dinheiro antes daquele passeio pelo shopping center.
Enquanto promoções, cupons de descontos e benefícios oferecidos por programas de fidelidade devem ganhar atenção especial do consumidor na hora de adquirir produtos, fazer compras em atacado e buscar barganhas incansavelmente podem ser um tiro no pé para quem busca gastar menos. Abaixo sete erros que te fazem perder dinheiro na hora das compras:

1) Não buscar promoções
Pode parecer óbvio, mas, na correria do dia a dia, pesquisar ofertas é algo que pode acabar passando batido. Mas o consumidor que não realiza essa pesquisa antes de adquirir um produto corre um grande risco de jogar seu dinheiro no lixo. 
O argumento de que falta tempo para garimpar ofertas não é suficiente: bastam alguns cliques em sites comparadores de preço para verificar quais estabelecimentos oferecem preços mais baixos na compra de um produto específico.
O comparador de preços Zoom, por exemplo, reúne ofertas em uma seção do site. É possível ordenar as promoções pelos maiores descontos e também filtrá-las por categoria de produtos (como eletrônicos e livros). Outros sites como Buscapé e Bondfaro, também podem ajudar na comparação.

2) Não pesquisar cupons de desconto
Antes de concluir compras online, vale checar se existem cupons de desconto disponíveis para a compra daquele produto específico.
Os cupons de desconto são oferecidos pelos próprios sites que vendem o produto ou por empresas especializadas, como a Cuponation e a Cupons Mágicos. Para utilizá-los, basta inserir o código do cupom no campo correspondente, que geralmente é apresentado na etapa final da compra (veja como economizar usando os cupons de desconto).
Para facilitar a busca do consumidor, o site agregador de cupons de desconto Méliuz tem uma ferramenta chamada Lembrador. Ao instalar a ferramenta no navegador, o consumidor recebe notificações sobre cupons de descontos disponíveis sempre que acessar os sites das lojas parceiras do Méliuz.

3) Não planejar as compras com antecedência
Por que utilizar todo o valor do 13º salário para comprar presentes de Natal se é possível economizar aos poucos para arcar com essa despesa? Ao formar uma reserva financeira para contornar esses gastos, é possível evitar descontroles financeiros no final do ano.
O conselho é válido principalmente para quem precisa se preocupar também com o pagamento do IPTU e IPVA e de despesas escolares no início do ano, diz José Vignoli, educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, do SPC Brasil. “Assim, é possível evitar o uso do cartão de crédito. O valor economizado também pode ser utilizado para outros tipos de compras previsíveis, como presentes de aniversário, por exemplo”.

4) Comprar os produtos errados no atacado
Comprar produtos no atacado pode parecer uma tática certeira de economia. Mas, dependendo da compra, o preço mais baixo pode não compensar o risco de desperdícios. “Esse tipo de compra é recomendado para famílias maiores”, diz Vignoli, do Meu Bolso Feliz.
Para famílias mais enxutas, a dica é evitar a compra no atacado de produtos perecíveis, como frutas e vegetais, que têm prazo de validade mais curto; produtos enlatados em tamanhos maiores, que têm de ser consumidos rapidamente após abertos; além de condimentos em embalagens maiores, que, por serem consumidos de forma mais esporádica, também podem perder a validade antes de serem utilizados integralmente.

5) Ignorar os benefícios de programas de fidelidade
Diante da grande quantidade de programas de fidelidade, oferecidos tanto por companhias aéreas, como por administradoras de cartões de crédito, lojas e restaurantes, fica fácil perder o controle dos benefícios que podem ser obtidos na hora de realizar compras.
Para ajudar a sanar esse problema, o aplicativo Oktoplus reúne informações sobre mais de 20 programas de fidelidade no celular e ajuda o usuário a monitorar os pontos acumulados nos programas dos quais faz parte. Outra forma simples de não perder o controle dos benefícios é ficar atento aos contratos e prazo de validade dos pontos de cada programa utilizado (veja 6 dicas para quem ignora o programa de fidelidade do cartão de crédito).

6) Ter um cartão de loja e ignorá-lo
Antes de ir às compras, o consumidor deve lembrar de checar os cartões de lojas que podem estar perdidos na sua carteira e avaliar se vale a pena ou não utilizá-los.
Eventuais benefícios podem não compensar taxas altas de juros e anuidades cobradas nesses cartões. ”Nesse caso, pode ser interessante repensar se o plástico é, de fato, vantajoso, e se vale a pena continuar a mantê-lo na carteira”, diz Vignoli, educador financeiro do site Meu Bolso Feliz.

7) Achar que as pechinchas são sempre o melhor negócio
Quem só tem olhos para pechinchas pode acabar caindo em armadilhas que trazem prejuízos.
De que adianta preferir um produto que é 50% mais barato se a sua qualidade deixa a desejar? Nesse caso, o consumidor corre o risco de ter de substituir o produto mais rápido. Juntas, as duas compras podem sair mais caras do que se a opção fosse pelo produto mais durável, ainda que seu custo inicial fosse maior.
Por Marília Almeida
Fonte Exame.com

FIQUE DE OLHO NAS ETIQUETAS DE PREÇOS

Não deixe de conferir os preços e denunciar ao Procon quando houver falhas; sempre vale o menor valor

Não deixe que a correria das compras de final de ano faça você se descuidar da pesquisa de comparação dos preços antes de comprar. Fique atento às vitrines e gôndolas para averiguar e denunciar se não estiverem sendo respeitadas as regras de afixação de preços. Acho um absurdo, por exemplo, as lojas que expõem os produtos sem preços, obrigando o consumidor a entrar para saber quanto eles custam.
É uma pena, mas praticamente não se vê consumidor consultando os preços nos leitores de códigos de barras que os supermercados são obrigados a manter a cada 15 metros dentro dos estabelecimentos. Essa falta de atenção pode pesar no bolso, pois pode se acabar pagando mais, até sem saber, por divergências entre os preços informados nas gôndolas ou vitrines, e os registrados no caixa. Não deixe de conferir os preços e denunciar ao Procon quando houver essas falhas, pois cabe multa aos estabelecimentos que desrespeitarem esse direito básico.
Quando existe divergência entre o código de barras e o que está afixado nas gôndolas, ou nas etiquetas e o registrado no caixa, vale o menor preço.
As etiquetas com preços devem estar escritas de forma clara. Se não houver leitor ótico, cada produto deve estar com etiqueta de preço ou informação na prateleira próxima do produto.
No caso de venda parcelada, a oferta dos produtos deverá discriminar o valor total a ser pago com o financiamento informando o Custo Efetivo Total (CET); o número, periodicidade e valor das prestações; juros e os eventuais acréscimos e encargos que incidirem sobre o valor do financiamento ou parcelamento.
Fonte Estadão

QUE NESTA SEMANA DE NATAL

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

DE OLHO NAS COMPRAS DE NATAL: CONHEÇA OS SEUS DIREITOS E GARANTA SUA SEGURANÇA

O comércio já está se tornando aquecido, porém, todo cuidado ainda é pouco. Confira essas dicas para garantir que seus direitos sejam respeitados

Comerciantes estão se preparando para o aquecimento do mercado por causa do Natal há algum tempo. A data comemorativa é, possivelmente, uma das poucas em que os consumidores saem às ruas dispostos a gastar um pouco mais, mesmo com a crise.
No entanto, antes de sair e se entregar às compras de Natal, é preciso se atentar para que todos os direitos dos consumidores sejam respeitados. Com isso em mente, elencamos abaixo seis direitos contidos no Código de Defesa do Consumidor (CDC) para ajudá-lo a realizar suas comprar com segurança.

1. Diferença nos preços
Se estiver comprando em uma loja virtual, atente-se ao preço cobrado na hora de concluir o pagamento. Algumas lojas incluem serviços que passam despercebidos pelos clientes. O mesmo vale para os consumidores em uma loja física: confira o valor dos produtos ao passar pelo caixa. De acordo com o artigo 30 CDC, o fornecedor tem o dever de cumprir o preço exibido em prateleiras ou vitrines virtuais.

2. Compras com cheque
Os estabelecimentos comerciais têm o direito de não aceitarem o pagamento em cheque ou cartão de crédito. No entanto, é preciso que os consumidores sejam informados de forma clara e objetiva, visível e ostensiva, para que não ocorra qualquer constrangimento na hora de pagar pelo produto.
3. Valores a prazo e à vista

Ao decidir por realizar uma compra a prazo, segundo o artigo 52 do CDC, os estabelecimentos deverão informar ao consumidor o valor do mesmo produto à vista e todas as taxas de juros e outros custos que compõem o valor a prazo.

4. Nota Fiscal
A nota fiscal é importante nos casos em que trocas ou consertos sejam necessários. Além disso, é um documento que comprova todas as condições de compra. Portanto, guardar as notas fiscais de todas as suas compras é essencial para garantir um novo produto, caso apresente problemas.

5. Trocas de produtos
No caso de produtos que estejam em perfeito funcionamento, os estabelecimentos não são obrigados a trocá-los. Para evitar transtornos, informe-se com o vendedor a respeito de prazos de trocas para o produto que deseja comprar.
Quando o produto apresentar um defeito, o problema deve ser resolvido pelo estabelecimento em até 30 dias, de acordo com a previsão do artigo 18 do CDC. Após este período, é direito do consumidor escolher se deseja substituir o produto por um outro igual, cancelar a compra e receber o seu dinheiro de volta, ou até, pedir um desconto no preço e ficar com o produto defeituoso.
Caso o produto seja essencial (geladeira, fogão, medicamentos, etc) a troca por um produto novo e perfeito, ou ressarcimento do valor, deve acontecer de imediato.

6. Arrependimento
Já nas compras feitas pela internet, por catálogos, telefone ou em domicílio, o consumidor tem o direito de se arrepender e pedir pelo ressarcimento em até sete dias após a data do recebimento do produto, conforme o artigo 49 do CDC. O direito do arrependimento é válido mesmo para os produtos em perfeito funcionamento e os custos da devolução devem ser arcados pelo vendedor.
Fonte BlogExamedaOAB

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

ÚLTIMOS DIAS PARA FAZER COMPRAS DE NATAL PELA INTERNET E RECEBER O PRESENTE A TEMPO


O consumidor que pretende chamar o Papai Noel com um clique deve se apressar para apertar o botão. Especialistas orientam que dia 10 é a data limite para minimizar riscos de atraso na entrega dos presentes de Natal comprados na internet. O Serviço de Proteção ao Consumidor informou que o prazo para entrega é sempre estipulado pelo site, e a informação deve ser repassada ao consumidor.
— Algumas empresas não têm capacidade logística para dar conta do volume de pedidos. Mas, se houve cobrança de frete, é compromisso cumprir o prazo. Se a compra prevê distribuição pelo Correios, mas a empresa se recusa a entrega no endereço por questões de segurança, não pode haver cobrança — explica o presidente do Procon Estadual, Sérgio Eiras.
O órgão diz que o ideal é acompanhar os preços dos produtos por um mês, para não comprar um artigo que só tem selo de oferta e desconto, mas é mais caro. O Instituto Brasileiro de Defesa de Consumidor (Idec) orienta a observar as condições de pagamento.
— Não deixe de verificar também se o preço ofertado é o mesmo que está sendo cobrado. O consumidor deve guardar e-mails e confirmações de compra, assim como cópias das notas fiscais e recibos de entrega — diz Christian Printes, advogado do Idec.
O Correios informou estar preparado para atender ao aumento do fluxo de encomendas nessa época. Entre as ações adotadas pela estatal está o aumento da capacidade produtiva dos Correios, o que inclui a utilização de recursos adicionais, tais como pessoal temporário e linhas extras de transporte de superfície e aérea. Todo essa estrutura foi montada com base em projeções da demanda, expectativas de vendas dos principais clientes, análises de mercado e histórico de anos anteriores. Quanto às reclamações, quando receber o comunicado oficial, os Correios apresentarão ao Procon as suas explicações relativas a cada caso.

Celular: use aplicativos
Nesta época do ano, também há ameças virtuais que podem gerar dor de cabeça aos consumidores como roubo de dados pessoais e clonagem de cartões. De acordo com Leandro Bennaton, gerente global de Segurança e Compliance do Terra Networks, no Natal há um aumento significativo de ataques de hackers, especialmente enviando e-mails falsos para contaminar computadores com vírus.
— O Brasil se tornou o segundo maior gerador de cibercrime do mundo. Observe se o site está protegido, se tem o cadeado e evite clicar em links enviados por e-mails. Para quem faz compras pelo celular, é mais seguro utilizar e baixar os aplicativos das lojas que, em geral, tem maior confiabilidade.
Por Pollyanna Brêtas
Fonte Extra Online

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

6 DICAS RÁPIDAS PARA COLOCAR O CÉREBRO EM ALTA ROTAÇÃO

 
Você sabe como é: senta-se na sua sala, vê o e-mail, pensa na sua lista de tarefas e sente uma dor surda de desespero.
Como começar? Como lidar com esse monte de trabalho? Algumas tarefas são difíceis de começar, muito por culpa da sua indefinição, outras são chatas e outras ainda são grandes e assustadoras.
E tudo isso acontece com uma névoa de fundo por causa da privação de sono e ansiedade diária.
Lute e responda com psicologia! Aqui estão 6 dicas baseadas em pesquisas na área da psicologia que podem melhorar o seu estado de espírito e a colocar o cérebro em alta rotação. Afinal, há coisas que têm mesmo que ser feitas.

1. Use o seu corpo
Encontra-se sentado debruçado sobre a mesma, com uma atitude de desespero? Lembre-se que o seu corpo alimenta a sua mente.
Se o seu trabalho necessita de persistência, então cruze os braços. Se precisa de força, então adote uma pose de poder, com o seu corpo aberto, ocupando o máximo de espaço possível.
Há muitas mais ligações entre a posição e os efeitos que esta tem sobre a cognição corporal, segundo os psicólogos. Dê uma leitura nestes dois artigos: 10 Simple Postures That Boost Performance e 8 Easy Bodily Actions That Transform Mental Performance - http://www.spring.org.uk/2011/03/10-simple-postures-that-boost-performance.php e http://www.spring.org.uk/2013/08/8-easy-bodily-actions-that-transform-mental-performance.php. Utilize as técnicas que correspondem ao estado mental que necessita.

2. Contraste mental
Dizem-lhe que tem 3 tarefas diferentes sobre as quais pode trabalhar. Como decide por onde começar?
Pode começar por descobrir o que precisa de ser feito em cada uma delas, o que é possível para já, executando desta forma um rápido contraste mental.
Aqui pode encontrar instruções completas sobre contrastes mentais, mas de forma breve, isto significa fazer uma lista rápida dos prós e contras de cada tarefa: imaginar uma visão positiva com a conclusão da tarefa; pensar sobre as barreiras que vai encontrar; de seguida faça um contraste entre as duas ações.
Depois disso, segundo algumas pesquisas, a sua decisão será desistir da tarefa, enfrentá-la ou fazê-la mais tarde. Se a tarefa for prática, o seu empenho e energia para realizá-la será reforçada.
O contraste mental pode ser feito de forma rápida e eficiente para que consiga obter os melhores resultados sobre a sua lista de tarefas.

3. Ajuste as expectativas
Com uma lista de tarefas em mãos e o corpo numa posição correta, é hora de ajustar a postura da sua mente.
Se está a enfrentar problemas para começar, então tente sobrestimar o quão fácil a tarefa é. Um conjunto de pontos importantes:

  • Não se debruce sobre os obstáculos: haverá sempre obstáculos e eles irão pô-lo fora da tarefa;
  • Não fantasie sobre o final da tarefa, pode ser psicologicamente perigoso (veja: como as expectativas batem a fantasia).

Em vez disso, pense um pouco sobre a razão que levam as tarefas a ser mais fáceis do que pensa e como vai correr bem. Uma espécie de despreocupação positiva é a expectativa certa.

4. Distância criativa
Muitas tarefas rotuladas de “não criativas” exigem uma criatividade considerável. O seu trabalho pode não ser pintar a Capela Sistina, mas a geração de novas idéias tornam, muitas vezes, o seu trabalho mais fácil.

Portanto, recorra a um par de dicas da psicologia sobre criatividade
Uma maneira fantástica de gerar novas ideias ou formas inovadoras de enfrentar um problema é usar a distância psicológica.
Para isso, imagine o seu problema como algo distante e pouco relacionado com a sua localização atual. Além disso, tente projetar-se para a frente no tempo, imaginando como se sentirá quando olhar para trás daqui a um ou dois meses. A promoção da distância psicológica tem demonstrado ser uma forma coerente para aumentar o pensamento criativo.
Aqui ficam algumas dicas baseadas em pesquisas para impulsionar a criatividade.

5. Visualize o processo, não o resultado
O olho da mente é poderoso. Assim, como os atletas de elite, músicos e outros que tais, utiliza o olho da mente para o empurrar para a frente.
Na sua mente, veja-se a passar pelos procedimentos e processos que necessita para completar a tarefa. Algumas pesquisas sobre visualização mostram que quando as tarefas estão no início ou a meio, é melhor manter o foco sobre o processo e esquecer o resultado.
Mas, quando se aproxima do fim, mudar o foco para o resultado aumenta a sua motivação e produtividade.
Assim, na sua mente, foque-se no processo no início de um projeto e, em seguida, mude o foco para o resultado que já se avista.

6. O efeito Zeigarnik
Para queles que ainda olham desesperadamente para a sua lista de tarefas, aqui vai uma última dica: comece com algo simples ou de baixa prioridade para fazer a bola rodar.
Se se sente apenas com vontade de realizar uma tarefa de baixa prioridade para um projeto, faça-a porque o resto virá a seguir. Assim que começar, mesmo que seja um começo trivial, irá sentir-se mais atraído pelo fim.
Este truque baseia-se no que os psicólogos chamam de “O Efeito Zeigarnik“. Confira o artigo para uma explicação mais completa, mas, essencialmente, ninguém gosta de deixar coisas por acabar quando já foram iniciadas.
Por Hugo Sousa

6 SINAIS QUE VOCÊ AMADURECEU

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

FÉRIAS!!!

COMO SAIR COM A REPUTAÇÃO INTACTA DA FESTA DE FIM DE ANO DA EMPRESA

Em tempos de redes sociais, vejas as dicas para não destruir em duas horas a imagem profissional que você levou anos para construir

No começo de 2018, teve grande repercussão a notícia de que uma festa de fim de ano havia levado à demissão de um funcionário, do diretor geral e do presidente da filial brasileira da Salesforce, empresa norte-americana de softwares. O motivo foi uma festa à fantasia, em que um dos funcionários vestiu-se de forma a reproduzir um meme racista.
O episódio serviu de alerta para a importância de a companhia estabelecer e comunicar claramente seus valores e seu código de ética, inibindo atitudes que ferem os princípios disseminados.
E também mostrou a relevância de manter o bom senso mesmo em situações informais. É o que dizem os especialistas ouvidos pela VOCÊ S/A sobre as novas normas de etiqueta na festa corporativa.

1. Não invente desculpas para faltar
Muita gente encontra motivos para não comparecer ao evento, mas esse comportamento pode arranhar a imagem profissional. “Sua presença mostra que você valoriza a empresa, então, é importante ir e ficar pelo menos uma hora”, afirma Renata Mello, consultora de imagem corporativa.

2. Não erre no dresscode
Se o convite não informar o traje adequado para a ocasião, pergunte. Na falta dessa informação, considere que a festa é uma extensão do seu ambiente profissional e que você fará ali contatos importantes para a sua carreira.

3. Não esqueça que você está exposto
As mídias sociais tornam tudo mais exacerbado. “Em outros tempos, o sujeito fantasiado de meme teria repercutido internamente, com gente na empresa achando de mau gosto ou ofensivo; com alguns gostando, outros não, mas dificilmente teria saído do âmbito corporativo”, diz Emerson Weslei Dias, consultor de carreira especializado em liderança. Ambiente, “Como isso foi parar nas redes, causou consequências graves, já que o risco de exposição não é só para o profissional, mas para a imagem da companhia também.”

Por Ricardo Correa
Fonte Exame Online

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

CRISE FINANCEIRA EXIGE NOVA POSTURA DO PROFISSIONAL DO DIREITO


A crise financeira chegou e não dá mostras de que irá embora tão cedo. Surpresos, os brasileiros enfrentam algo que conheciam de longe, algo que parecia privilégio exclusivo da velha Europa, e não de um país emergente, que se intitulava a sexta economia mundial.
Em meio a esse quadro, ao profissional do Direito — e também aos estudantes — resta preparar-se para esse momento da vida nacional. Mudar-se para a Austrália, Canadá ou outro país mais estável, como muitos estão fazendo, não será a solução, porque, além de todas as dificuldades, esses países querem técnicos, e não bacharéis em Direito. Então, o melhor é enfrentar o desafio. Aqui e agora.
A falta de dinheiro no mercado afeta a todos, senão pessoalmente, pelo menos no círculo da família, onde tornou-se comum haver pessoas desempregadas. Porém, alguns sofrem de forma mais direta.
Entre os menos atingidos estão aqueles que, no serviço público, receberam aumento nos últimos 12 meses. Sim, porque agora aumentos substanciosos são quase impossíveis, por maior que seja a mobilização da categoria. O caixa da União e da maioria dos estados está vazio. Liminares não fazem milagres, não criam dinheiro. Portanto, quem está no serviço público não deve alimentar grandes expectativas.
O mesmo se dá com aqueles que, nele, querem entrar. Inevitavelmente, haverá adiamento de novas nomeações ou até mesmo suspensão de concursos. Mais no Poder Executivo do que no Judiciário ou no Ministério Público, que têm orçamentos próprios. Jovens concurseiros sofrerão os efeitos de forma direta.
Passando à esfera privada, seguindo a linha dos concursos, vale notar que a falta de perspectiva afetará os cursos preparatórios, que movimentam expressiva quantidade de dinheiro. O círculo da falta de dinheiro, com o cancelamento de pedidos, atingirá, também, escritórios de advocacia. Menos entrada de dinheiro, menos postos de trabalho, principalmente para jovens advogados e estagiários.
Mas se esta é uma dura realidade, já sentida no bolso de grande parcela da população, o fato é que não adianta colocá-la em um pedestal e ficar a lamuriar-se pelos cantos. Alguns não dão uma pausa nem mesmo nos momentos de confraternização, desejando aos governantes e suas mães que se dirijam aos locais mais escabrosos. Isso, ainda que seja compreensível, só faz as coisas agravarem-se e nada resolve.

Que fazer?
A primeira medida é não cultivar o pessimismo. Manter o foco em coisas positivas, em planos, irradia uma energia positiva que inspirará os que nos rodeiam. Ninguém dará uma causa a um jovem advogado que, a um simples “tudo bem?”, despeja uma sucessão de queixas, exteriorizando seu próprio insucesso.
Mas só otimismo não basta. É preciso alterar os hábitos financeiros. O primeiro passo é fazer uma lista das dívidas e afastar todas as que não sejam indispensáveis. Por exemplo, será que um casal necessita de dois carros e, consequentemente, de duas vagas na garagem, manutenção, seguro, IPVA e consumo duplos? O cartão de crédito está sob controle? Jantar fora cabe no orçamento? O consumo de bens vai além do necessário? Os espetáculos oferecidos graciosamente pelo município estão sendo aproveitados?
Tudo isso entra na chamada economia comportamental, na qual devem ser estabelecidas as metas que importam (por exemplo, um curso de especialização) e afastados os gastos supérfluos (por exemplo, a bolsa de grife). Em outras palavras, alinhar as despesas aos valores. Permanecer com o ventilador de pá em vez do ar condicionado pode significar dar ao filho aulas de natação. O que é mais importante?
Passando da vida privada à profissional, a maioria dos graduados em Direito começa em um escritório de advocacia. Poucos dispõem de dinheiro e coragem para iniciar sozinhos, ou mesmo com um ou dois colegas. Pois bem, será pouco o salário inicial de R$ 1.200? Deve ser rejeitado?
Referida quantia é baixa, sem dúvida. Outros profissionais, sem curso superior, por vezes ganham muito mais. Porém, aquela pode ser a oportunidade que dará ao jovem novos horizontes. Os R$ 1.200 são apenas parte do pacote. Ali está a oportunidade de aprender o Direito na prática, de observar como se organiza um escritório, como se conquistam clientes, como são as audiências, como se deve tratar a máquina judiciária, tudo enfim. Portanto, deve, sim, ser aceita a oferta, inclusive porque, se ela fosse de R$ 5.000, o escolhido não seria um jovem sem experiência e sem títulos.
Na sequência, suponha-se que o recém-formado aceitou o desafio. Aí será preciso que não se limite às rotinas que lhe foram impostas. Se quiser se destacar, se desejar novas oportunidades, se ambicionar crescer, terá que fazer algo mais, fazer-se notar, aparecer.
Por exemplo, imagine-se que sua atribuição não seja das mais sedutoras, apenas busca e apreensão de veículos cujas prestações não foram pagas à financeira. O fazer a diferença pode ser exteriorizado de duas formas. A primeira é achando soluções que deem ao escritório mais agilidade e eficiência. A segunda é oferecer-se para outras atividades, sem prejuízo da principal. Por exemplo, redigindo rascunhos de agravos de instrumento.
Tornar-se indispensável, chamar a atenção para suas qualidades, sem dúvida serão a chave da permanência e crescimento no escritório, tudo refletindo-se em melhores ganhos financeiros. Saber bem o inglês pode ser uma ferramenta decisiva. Advogados mais velhos, regra geral, não sabem inglês, muito embora jamais o confessem. Se a jovem iniciante, que passou parte de sua juventude nas salas de bons cursos, dominar o idioma, poderá ter acesso à melhor doutrina ou a precedentes de tribunais norte-americanos, ingleses ou canadenses. Que tal, quando o dono do escritório prepara o memorial de uma importante causa, sair-se com essa: “Doutor, a Suprema Corte dos Estados Unidos já decidiu a favor de sua tese no caso Schimdt x Stevenson, o senhor gostaria que eu lhe entregasse o precedente traduzido?”.
Mas, se a ambição for maior do que um bom salário, há que se partir para um voo solitário, com todos os seus riscos, mas também com mais possibilidades. Como manter um escritório sem ter um pai advogado, um tio juiz de Direito que se dispôs a ceder uma sala do escritório previamente comprado antes da aposentadoria ou situação similar?
Bem, aí há que ser corajoso e criativo. Não há nada de mais em usar a garagem da casa da avó que ficou viúva ou mesmo manter escritório em casa e atender a domicílio ou em salas de locação por dia ou por hora (day office). A OAB, em muitas capitais (por exemplo, Curitiba), mantém salas bem equipadas para atendimento eventual. Alugar sala com colegas, usar de manhã enquanto outro usa de tarde, dividir o salário da secretária ou do estagiário, fazer a faxina para não pagar a terceiros, tudo é válido. Dois ou três anos de sacrifício podem possibilitar a posterior estabilidade econômica.
Procurar nichos de advocacia que estejam afetados pela crise também pode ser uma forma de sucesso e de rendimento. Que tal especializar-se a negociar dívidas de inadimplentes? Ou se dispor a defender os milhares de presos que, muitas vezes, não têm seus pedidos examinados, criando um atendimento de massa? Ainda, a regularizar a situação dos refugiados junto ao Ministério da Justiça e também quanto ao exercício profissional, pois muitos deles têm curso superior?
Os graduados em Direito são muitos, e a crise econômica encurta suas possibilidades de expansão profissional e financeira. Mas isso não deve ser causa de desânimo ou escapismo, seja este de que forma for. Ao contrário, deve ser fonte de estímulo para enfrentar a luta com estratégias e adaptação adequadas aos novos tempos.
Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

7 DICAS PARA ESCREVER UMA BOA PETIÇÃO INICIAL


1 - Objetividade. Quanto mais objetiva e reduzida for a petição, maiores chances da apreciação do juiz ser feita com mais cuidado. Peças com frases fora da ordem direta e com textos desnecessários dificultam a leitura e o entendimento. Vale ressaltar: “Existe um volume imenso de trabalho. Tem que haver clareza do que se está pedindo, colocando somente o necessário.”

2 - Seja breve. Não há necessidade de petições longas, uma boa petição deve possuir de cinco a 15 páginas, excepcionalmente a petição pode possuir mais folhas, mas somente em alguns casos. Quando o assunto for mais complexo, os magistrados recomendam que as iniciais tenham até 20 páginas.

3 - Evitem repetições. Quanto mais se repete argumentos e jurisprudência, maior será a perda de interesse na leitura. Não faz sentido trazer uma jurisprudência de tribunal regional, sendo que já foi colocado na mesma petição uma jurisprudência do STF. Assim, a primeira perde a relevância.

4 - Documentos. Tente colocar os documentos anexos enumerados e que os advogados evitem documentos “inúteis”.

5 - Descrição dos fatos. A descrição dos fatos é a parte mais importante da peça e a que mais tem sido negligenciada pelos defensores. Os advogados precisam ter uma noção clara do que aconteceu, os motivos que levaram seus clientes a realizar o pedido. Tudo isso deve ser colocado de forma clara e que faça sentido.

6 - Designer gráfico. Evitar o uso de palavras grifadas ou deixar frases com cores diferentes. Isso ajuda a deixar o documento com um visual limpo. A ferramenta do advogado é a linguagem, e não o design gráfico.

7 - Leitura. O hábito da leitura é de extrema relevância para escrever. Só escreve bem quem for um bom leitor. Então, leitura de obras da literatura clássica e moderna, e não somente de livros jurídicos, deve fazer parte do cotidiano do profissional ou estudante.

Fonte Via Carreira

4 TOQUES PARA QUEM VAI ATUALIZAR O CURRÍCULO

Ideal é revisitar o currículo uma vez por mês ou a cada três meses, no máximo para não deixar nenhuma experiência relevante ficar de fora, diz especialista

Uma experiência profissional adquirida, a participação em um projeto, ou um curso feito recentemente. Cada novo passou dado na carreira deve ser registrado no currículo. Afinal ele é o espelho da sua trajetória profissional.
Mas é fato que muita gente, quando se trata de atualizar o currículo, acaba caindo na procrastinação. De acordo com pesquisa realizada pela Vagas Tecnologia em sua base de dados, os profissionais levam mais seis meses para incluir novos dados.
Dos profissionais de 21 a 30 anos, 54,7% declararam que passam mais de 180 dias sem colocar informações sobre a sua evolução na carreira. Entre as pessoas de 31 a 40 anos, o percentual é ainda maior: 57,7% ficam mais de seis meses sem atualizar o currículo.
Segundo Fernanda Diez, gerente de relacionamento da Vagas Tecnologia, revisitar o currículo apenas duas vezes por ano é arriscado. “É um dado alarmante. Quanto mais o profissional demora, maior a chance de ele não se lembrar de todos os projetos dos quais participou nesse período”, explica.
O ideal, diz Fernanda, é que o currículo seja atualizado uma vez por mês. “Ou no máximo a cada três meses”, sugere. Se você não revê o cv faz tempo, confira os toques da especialista na hora incluir novas informações:

1 No currículo online inclua o máximo de informações possível
Se o currículo de papel tem limite de tamanho e geralmente conta com uma ou duas páginas, a versão online não deve ser enxuta. Use e abuse de palavras chaves e não deixe nenhum projeto relevante de fora, porque ele pode ser essencial para você ser chamado para a entrevista.
“O currículo online é ligado a um sistema de recrutamento e seleção que cruza as informações entre o perfil da vaga e os currículos, por isso ele precisa ser bem completo para aparecer nesse cruzamento”, diz Fernanda.

2 Revise o documento ao menos três vezes
“Temos uma oportunidade, você pode me enviar o currículo agora?”. Ao receber essa ligação, você vai desejar como nunca ter seguido os conselhos da especialista sobre manter as informações atualizadas.
Incluir dados novos em meio a ansiedade de concorrer a uma oportunidade profissional pode resultar em deslizes gramaticais, por pura pressa e desatenção. “Ao recrutador soa como desleixo, mas, muitas vezes, é ansiedade”, diz Fernanda.
 Por isso, releia tudo e atente a detalhes, letras trocadas, erros ortográficos e de concordância. “Peça para alguém ler com olhos críticos”, indica a especialista.

3 Indique o objetivo profissional
Ele pode ser mais abrangente, indicando a área de atuação ou mais específico trazendo também o cargo almejado. O importante é que o recrutador perceba que você é um profissional que sabe o que quer. “Colocar a critério da empresa, não é indicado porque passa a imagem de que a pessoa não tem um objetivo”, lembra Fernanda.

4 Atente à relevância das experiências     
Aquela palestra sobre nutrição a que você assistiu deve ficar de fora se o seu objetivo é conquistar uma oportunidade no mercado financeiro. “Inclua apenas o que for relevante e que reflita suas aptidões”, diz Fernanda.
Evite colocar adjetivos soltos. Se você é proativo, organizado e tem habilidades de liderança, coloque projetos e experiências que exemplifiquem estas competências. Comandar um grupo de estudo mostra que você está desenvolvendo a liderança, fazer cursos online gratuitos revela a sua proatividade na hora de buscar conhecimento e por aí vai. “O recrutador vai sempre buscar as experiências que comprovem as competências”, explica Fernanda.
Por Camila Pati
Fonte Exame.com