domingo, 6 de outubro de 2024

OS CANDIDATOS SÃO TODOS IGUAIS

E compreensível não gostar de política, mas é impossível ignorar que todos os aspectos da nossa existência têm a ver com ela

O tom varia do palavrão a desqualificar toda a árvore genealógica do candidato à veneração acrítica de quem o julga perfeito. Marido briga com a mulher, pai com o filho, amigo com amigo, cada um convencido de que possui a melhor análise sobre os candidatos…
Um terceiro grupo insiste em se manter indiferente ao período eleitoral. Todos os candidatos são considerados corruptos, mentirosos, aproveitadores ou demagogos (ou tudo ao mesmo tempo).
Mas não há saída: estamos todos sujeitos ao Estado. Ficar indiferente é passar cheque em branco, assinado e de valor ilimitado, ao candidato vitorioso. Governo e Estado são indiferentes à nossa indiferença, aos nossos protestos individuais.
É compreensível uma pessoa não gostar de ópera, de jiló ou da cor marrom. E mesmo de política. Impossível é ignorar que todos os aspectos de nossa existência, do primeiro respiro ao último suspiro, têm a ver com política.
A classe social em que cada um de nós nasceu decorre da política vigente no país. Houvesse menos injustiça e mais distribuição da riqueza, ninguém nasceria entre a miséria e a pobreza. Como nenhum de nós escolheu a família e a classe social em que veio a este mundo, somos todos filhos da loteria biológica. O que não deveria ser considerado privilégio por quem nasceu nas classes média e rica, e sim dívida social para com aqueles que não tiveram a mesma sorte.
Somos ministeriados do nascimento à morte. Ao nascer, o registro segue para o Ministério da Justiça. Vacinados, ao da Saúde; ao ingressar na escola, ao da Educação; ao arranjar emprego, ao do Trabalho; ao tirar habilitação, ao das Cidades; ao aposentar-se, ao da Previdência Social; ao morrer, retorna-se ao Ministério da Justiça. E nossas condições de vida, como renda e alimentação, dependem dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Em tudo há política. Para o bem ou para o mal.
O Brasil é o resultado das eleições de outubro. Para melhor ou para pior. E os que o governam são escolhidos pelo voto de cada eleitor.
Faça como o Estado: deixe de lado a emoção e pense com a razão. As instituições públicas são movidas por políticos e pessoas indicadas por eles. Todos os funcionários são nossos empregados. A nós devem prestar contas. Temos o direito de cobrar, exigir, reivindicar, e eles o dever de responder às nossas expectativas.
A autoridade é a sociedade civil. Exerça-a. Não dê seu voto a corruptos nem se deixe enganar pela propaganda eleitoral. Vote no futuro melhor de seu município. Vote na justiça social, na qualidade de vida da população, na cidadania plena.
Por Frei Betto
Fonte Correio do Brasil

A IMPORTÂNCIA DO VOTO


“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.”
(Arnold Toynbee)

A consciência do eleitor sobre o valor do seu voto é importante em uma democracia. O alerta de Toynbee, na epígrafe acima, é verdadeiro. Se os cidadãos não se importarem com quem estão colocando no poder, serão mais facilmente vítimas de abusos deste poder. Apesar de no Brasil o voto ser uma obrigação – o que é um absurdo, ele deveria ser encarado como um direito de todos, e contribuir com o voto nas eleições deveria ser uma escolha individual, calcada no sentimento de responsabilidade, já que o resultado irá afetar a vida de todos. O preço da liberdade é a eterna vigilância.
Entretanto, há uma explicação bastante racional também para a falta de interesse generalizada no voto. Várias pessoas sequer lembram em quem votaram nas últimas eleições. Isso, apesar de condenável, não é totalmente irracional. O motivo encontra-se no peso de cada voto, do ponto de vista individual. Quanto temos algo como 100 milhões de votos, cada um com o mesmo peso, um único voto isolado realmente não move moinhos. O agente racional sabe disso. Ele entende que quando vai gastar o seu dinheiro num mercado, seu “voto” tem total poder na escolha, afinal, é ele mesmo quem decide o que comprar. Mas quando sua escolha é somada às preferências de dezenas de milhões de pessoas, e o resultado final é aquele que a maioria escolhe, sua preferência particular importa pouco. O esforço de conscientização feito pelo TSE com propagandas onde o eleitor aparece como o verdadeiro patrão escolhendo seus funcionários públicos é louvável, mas não tão verossímil assim. Não é que ele não seja de fato o patrão. Ele é. Mas é que ele divide esse poder com outros milhões e milhões de patrões, cada um com o mesmo peso. Isso pode ser um pouco frustrante pelo prisma individual.
Essa realidade da política gera uma reflexão interessante: quanto mais coisa puder ficar fora do escopo do governo, melhor. Imagina se a escolha da cerveja preferida passasse pelo mesmo processo decisório, com milhões votando e depois a maioria decidindo qual cerveja todos deverão tomar! Seria absurdo e autoritário. O processo de escolha democrática acaba sendo uma espécie de ditadura da maioria. Parece bastante razoável então que essa maioria tenha poder somente sobre questões bem abrangentes, deixando as demais escolhas para os próprios indivíduos. Chegamos ao princípio da subsidiariedade, onde as decisões devem ser mantidas o mais próximo possível do cidadão. O que realmente não couber ao indivíduo escolher por si só, sobe para o critério de bairro, depois município, estado e finalmente país. O governo federal cuidaria somente dos interesses gerais da nação, não interferindo nos detalhes do cotidiano. Dessa forma, o poder de escolha dos indivíduos estaria preservado e alinhado com seus reais interesses. Isso não acontece quando o cidadão deposita um único voto entre vários milhões para escolher governantes que terão poder demasiado sobre suas decisões particulares.
Resumindo, o voto tem sim um papel fundamental na vida democrática. O cidadão deve ter a consciência de sua relevância no processo de escolha dos governantes. Mas precisamos levar em conta também que o poder do governo deve ser o mais descentralizado possível, e sempre reduzido ao máximo para garantir as liberdades individuais. Fora isso, é importante acabar com a obrigatoriedade do voto, pois um direito cívico não pode ser encarado como uma imposição. Juntando essas duas questões – a redução do poder estatal pelo critério da subsidiariedade e o voto livre – creio que os cidadãos terão, naturalmente, maior interesse no seu voto. O paradoxo é que para chegarmos neste ponto, dependemos justamente do voto, ainda que hoje ele seja obrigatório e deposite poder demais em poucos governantes. Os indivíduos que prezam a liberdade devem escolher os candidatos que representam esta trajetória rumo ao menor poder estatal e maior poder da escolha individual. E claro, repudiando a corrupção que atrapalha todo o processo democrático.

Por Rodrigo Constantino

ELEIÇÕES 2022

sábado, 5 de outubro de 2024

COMO FAZER COM QUE O SEU GATO PERCA PESO?

O seu gato tem excesso de peso? Veja o que pode fazer.

A obesidade não é um mal exclusivo da espécie humana. Hoje em dia mais de 50% dos animais domésticos têm excesso de peso.

No seu habitat natural os animais não dispõem de refeições “prontas”. Eles são obrigados a procurar ativamente os seus alimentos sem nunca saberem ao certo quando irá ser a sua próxima refeição. Os gatos como animais carnívoros despendem muita energia perseguindo e caçando a sua presa.
Quando domesticados estes animais reduzem bastante a sua atividade física. Para alem de terem as suas refeições asseguradas diariamente, não efetuam nenhum gasto calórico na procura de alimento.  Rapidamente este estilo de vida se converte num aumento de peso que pode vir a ser prejudicial à saúde do seu animal de estimação.
Fazer com que um animal doméstico siga um plano dietético acaba por sem mais fácil do que com um humano. O seu bichano está totalmente dependente dos donos para comer consumindo assim apenas o que lhe é dado. O sucesso do plano de redução de peso do seu gato está, portanto dependente da quantidade e qualidade da comida que o dono lhe dá.

Como saber se o seu gato tem excesso de peso?
1. Ao segurar o animal lateralmente deve conseguir apalpar as costelas e senti-las individualmente por baixo de uma ligeira camada de gordura.

2. Na base da cauda deve conseguir palpar os ossos que a juntam às vértebras lombares sob uma pequena camada de gordura. Se estes forem visíveis ou demasiado protuberantes significa que o gato está demasiado magro.

3. Olhe para o seu gato de cima. Na silhueta deve ser possível identificar uma ligeira concavidade a seguir à caixa toráxica depois das costelas equivalente à cintura do animal. Ele deve ser ligeiramente mais esguio nesta parte. Se a largura não for inferior o gato tem excesso de peso.

Confirme na tabela abaixo o peso correto para o seu bichano:

É importante que antes de iniciar qualquer dieta de redução de peso consulte o seu veterinário. Embora seja raro, é possível que o seu gato sofra de qualquer patologia que o faça ganhar peso como disfunções metabólicas ou problemas da glândula da tiroide.
Caso não haja nada de patologicamente errado com o seu gato pode então iniciar um plano de dieta.

1. Reduza a quantidade de ração. Não mantenha a taça sempre cheia com comida 24h à disposição. Em vez disso, dê-lhe pequenas doses de ração 2 a 4 vezes por dia. Desta forma é também mais fácil de controlar o quanto o seu gato come de cada vez e a que hora do dia tem mais ou menos fome.
As tabelas de ração aconselhadas pelas marcas de comida para animais nem sempre correspondem à verdade. Muitas exageram a dose diária.
A quantidade de ração seca aconselhada para um gato doméstico geralmente vai de 30 a 95 g por dia dependendo do peso do animal.

Confirme na tabela abaixo qual a quantidade aconselhada para o seu gato: 

2. Tenha em atenção o tipo de comida adequado para o seu animal de estimação. Os gatos devem ter uma alimentação rica em proteínas e gorduras e pobre em carbohidratos. Ao contrario dos cães, os gatos não são capazes de digerir carbohidratos.  As comidas secas são compostas principalmente de farinhas e açúcares; a fraca capacidade dos gatos em decompor este tipo de carbohidratos faz com que eles se acumulem em forma de gordura em vez de serem transformados em energia.
Uma dieta saudável para um felino é composta maioritariamente por proteínas (35 a 40 %) e gorduras (40%). A grande maioria das rações secas disponíveis no mercado têm altos níveis de carbohidratos (grãos) e é pobre em proteínas.

3. Não o recompense com petiscos. Nem sempre o facto de um gato estar mais agitado ou vocal significa fome. Os gatos miam e chamam a atenção dos donos por diversas razões. Se lhe oferecer um petisco de cada vez que isto acontece acaba por estabelecer uma relação entre este comportamento e a recompensa, encorajando-o cada vez mais.
A maioria dos biscoitos especiais para gatos está saturada de sabores artificiais para que o bichano não seja capaz de lhes resistir. A composição destes petiscos acaba por ser ainda mais pobre em nutrientes do que as próprias rações secas estando por isso impregnados de açucares e farinhas.
Se realmente quiser presentear o seu gato com algo especial, corte bocadinhos de frango ou peixe cozido. Estes são proteínas naturais que os gatos gostam e que ao mesmo tempo lhes fazem bem.
Ao contrario dos humanos, os gatos retiram maior prazer do consumo de proteínas puras do que de carbohidratos.

4. Aumente a atividade diária do seu gato. É certo que é mais fácil levar um cão a passear ou a correr no parque do que um gato, por isso a atividade do gato deve ser pensada para dentro de casa.
Arranje brinquedos interativos que se mexam por si como molas, fios pendentes, bolas pinchonas etc.. Se tiver possibilidade adote outro gato. Tratar de dois gatos implica pouco mais trabalho do que tratar de um só e os dois acabam por se tornar parceiros de brincadeiras.

5. Um plano dietético de perda de peso para um gato deve ser elaborado com cuidado e de forma muito gradual. A resposta metabólica destes animais a uma dieta demasiado abrupta e restritiva é muito acentuada e pode rapidamente levar ao aparecimento de doenças graves como a lipidose hepática que muitas vezes acaba por ser fatal.

6. Depois de iniciar um plano alimentar de redução de peso, deve pesar o seu gato regularmente de 3 em 3 semanas. Se não se registar qualquer perda deve reduzir mais a ração ou aumentar a sua atividade diária.

7. Quando o seu gato atingir o peso ideal torne a ajustar a quantidade de ração para que ele o possa manter.

8. Suplementos. A L Carnitina é um amino–ácido que ajuda o fígado a transformar as reservas de gordura em glucose. Este suplemento está disponível para animais e pode ajudar o seu gato a perder peso e ganhar energia.
A L Carnitina está presente naturalmente em grandes quantidades nas proteínas pelo que é ainda mais importante incluí-las na alimentação diária do seu gato.

Fonte Como Fazer Você Mesmo

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO ADAPTADA À REALIDADE FORENSE


Giovanni di Pietro di Bernardone nasceu na cidade de Assis, Itália, filho de um rico comerciante, no ano de 1182. Seu pai, como todos os pais de todos os tempos, desejava que o filho fosse como ele comerciante, com o que teria uma existência segura. No entanto, Giovanni teria recebido um chamado de Deus para reconstruir a sua Igreja e por isso, ainda jovem, largou todos os seus bens e passou a dedicar-se aos pobres, recebendo o nome de Francisco. Foi seguido por muitos, inclusive por Clara, rica jovem que tudo abandonou, tornando-se freira. Ambos foram reconhecidos como santos e as suas Ordens religiosas, Franciscanos e Clarissas, que pregam a vida com simplicidade e o auxílio ao próximo, espalharam-se pelo mundo.
Atribui-se a Francisco de Assis, certamente por sua conduta em vida, pregando sempre a paz, o amor à criação e a caridade, uma oração surgida em Roma no início do século 20, conhecida como Oração de São Francisco. Se é ou não dele a autoria, ninguém sabe. Talvez sim, sendo transmitida oralmente através dos séculos. Talvez não, sendo a ele associada apenas pela mensagem que passa, que é totalmente harmônica com o que o santo pregava.
Aproxima-se o Natal. Espera-se de todos uma reflexão sobre as suas vidas. Nada mais oportuno que tentar trasladar a mensagem da Oração da Paz para os nossos dias e, especificamente, para o nosso universo jurídico. E pouco importa a religião adotada ou a não adoção de nenhuma. O que importa é a mensagem de tolerância. E neste ponto o “povereto d’Assise”, como era conhecido Francisco, foi imbatível. Foi o único a tentar uma aproximação com os islamitas nos tempos das Cruzadas e a lutar para que os prisioneiros não fossem torturados. Então, vejamos.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz”
A manifestação da vontade, a aspiração de ser instrumento da paz, é a primeira ação daquele que seja pacificar as relações sociais. Qualquer um pode auxiliar nesta pregação. Porém, os que detêm cargo de poder podem mais. Que felicidade alguém exercer uma função com objetivo tão elevado. Imagine-se um Policial Militar que transmite solidariedade, atenção, aos moradores de um bairro. Não se diga que é um sonho impossível. Francisco de Assis, centenas de anos atrás, passou idênticas dificuldades e conseguiu.

“Onde houver ódio, que eu leve o amor”
O ódio está presente em muitas relações no mundo jurídico. Ódio decorrente de posições ideológicas diferentes, do sucesso do outro ou por simples disputa de poder. Isto pode ocorrer, por exemplo, dentro do Ministério Público, em que eleições para a escolha do Procurador-Geral pode criar grupos oponentes. Aqueles que procuram a harmonia, que amenizam as críticas, que não transmitem provocações, cumprem um papel importante dentro das instituições.

“Onde houver ofensa, que eu leve o perdão”
A ofensa vem sempre de alguém revoltado. Com ou sem razão. Se for rebatida com a mesma intensidade, as relações só se agravarão. A discórdia aumentará. Se um advogado perde o controle emocional e, ao contestar, ofende seu colega adversário, este deve ignorar a injúria, desviar da provocação, seguir firme apenas na análise dos aspectos jurídicos. Em suma, perdoar.

“Onde houver discórdia, que eu leve a união”
Discórdia há em toda parte. No mundo acadêmico ela vai da realização do concurso de ingresso nas universidades públicas até a aposentadoria. Ambientes contaminados por desavenças não prosperam, porque os professores passam boa parte do tempo a discutir ou tramar medidas contra o grupo oposto. Levar a união é uma missão elevada. Não é fácil, mas também não é impossível. Atacar o mal no início é o melhor caminho. Isto pode ser feito dizendo a um oponente que o outro o elogiou, convidando ambos para um churrasco ou propondo uma ação conjunta.

“Onde houver dúvida, que eu leve a fé”
Todos passam por momentos de total descrédito. Muitas vezes com toda razão. Mas levar a fé aos incrédulos ajuda. Aqui não a fé religiosa, mas a fé de que é possível mudar as coisas, que é preciso esforçar-se, que vale a pena tentar melhorar. É o que se tem a fazer nos Tribunais em crise, aqueles que alcançaram alto grau de impopularidade e nos quais ninguém mais acredita, inclusive o público interno.

“Onde houver erro, que eu leve a verdade”
Aí a missão maior de todos os profissionais do Direito. Levar a verdade, lutar pela verdadeira Justiça.

“Onde houver desespero, que eu leve a esperança”
O desespero de uma vítima de um grave crime ou o desespero de um pai cujo filho se acha preso, são sofrimentos que podem ser amenizados por um advogado que se disponha a ouvir, a consolar, a aconselhar. Claro que seu papel principal é agir em Juízo, mas se dedicar 30 minutos de um dia a passar esperança a quem já perdeu quase tudo, estará dignificando sua profissão.

“Onde houver tristeza, que eu leve a alegria”
A alegria pode ser dada e muitas vezes de maneira simples. Um servidor de Cartório que, sem qualquer interesse, atende prontamente uma solicitação da parte, estará transformando o mundo em um local de mais alegria. E este estado de espírito é contagiante.
“Onde houver trevas, que eu leve a luz”
Há trevas ainda no sistema jurídico. Soluções formais distantes da realidade. Por exemplo, rigor excessivo com um jovem de 18 anos que comete um crime pela primeira vez. Por vezes, vale mais um conselho do que a prisão.

“Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado”
Ao início o chamado para não se acomodar às injustiças, para perseguir a busca espontânea do aprimoramento pessoal. Depois a lembrança de que é mais importante consolar os que sofrem do que ser consolado. Consola um professor que orienta o seu aluno, que mostra que um insucesso não é o fim da vida, mas sim um obstáculo e que pode ser usado como forma de amadurecimento e de busca de vitórias mais significativas.

“Compreender, que ser compreendido”
Muitos são os que não compreendem os caminhos da existência, nem sempre justos e retos. Imagino o quanto deve ser insuportável a um delegado de Polícia que cumpre seu dever, apurando um crime de lesões corporais contra a mulher, ouvir de terceiros que “deveria prender os peixes graúdos”, ou coisas semelhantes.

“Amar, que ser amado”
Amar é entregar-se na função exercida sem outros interesses, apenas preocupado com o ser humano que está a necessitar de uma medida. Age com amor um Defensor Público que, pacientemente e provavelmente sem conhecimento ou reconhecimento da cúpula da instituição, ouve os necessitados e age na defesa de seus interesses.

“Pois, é dando que se recebe”
É dando de si que se achará a recompensa. E se dedicando, que se conseguirá o reconhecimento, mais cedo ou mais tarde.

“É perdoando que se é perdoado”
É perdoando os que nos enfrentam na nossa caminhada que seremos perdoados. Exemplos? Por exemplo, um ataque agressivo nas redes sociais. Se alguém nos magoa temos a tendência de cultivar o ódio para sempre. Às vezes um certo prazer em lembrar o ocorrido, mesmo que tenha sido há muitos anos e que todos que nos cercam já tenham ouvido a lamúria dezenas de vezes. Está errado. Devemos compreender que perdoando nos sentiremos mais livres, leves. Fará bem ao nosso corpo e ao nosso espírito.

“E é morrendo que se vive para a vida eterna”
Em nosso mundo jurídico vida eterna significa ser lembrado com saudade, deixar um rastro de bons exemplos, de amizades criadas na caminhada. Na vida eterna entram os presidentes da OAB que dão tudo de si a favor de seu órgão de classe, lutam por uma Justiça mais eficiente, que não descuidam dos excluídos sociais, os que sabem retirar-se no momento certo sem deixar contagiar-se pela vaidade. Não os que usam a posição para promover-se pessoalmente, com vantagens econômicas ao seu escritório.

Nestes dias que antecedem o Natal, vale lembrar a Oração da Paz e tentar levá-la para nossa rotina nas profissões jurídicas, tornando o mundo um lugar melhor. Vamos tentar?

Por Vladimir Passos de Freitas
Fonte Consultor Jurídico

ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

MARKETING JURÍDICO - CONSULTORES ENSINAM COMO ESCREVER UM BLOG PARA CONQUISTAR CLIENTES


Hoje em dia, um advogado que realmente quer conquistar novos clientes não pode se dar ao luxo de não ter um blog. É verdade que, em termos de marketing, o relacionamento pessoal com possíveis clientes, o velho tet a tet, ainda está em primeiro plano. Mas o mundo digital criou um atalho para isso: o relacionamento virtual que, frequentemente, se torna um relacionamento pessoal. Nesse caso, o melhor instrumento para um advogado é ter um blog, seja no website do escritório ou em qualquer outro endereço na Web.
Para entender o que é um bom blog, talvez seja melhor você saber, antes de tudo, o que não é um blog. Um bom blog não é uma sucessão de notícias ou de notas jornalísticas, empilhadas periodicamente. Muito menos um artigo, em que o autor desfia seus conhecimentos jurídicos ou suas análises para os colegas de profissão. É claro que qualquer bom artigo tem seu lugar na ConJur, no site do escritório ou em um jornal local.
Mais uma observação: um blog também não é assinado por um escritório. Um bom blog é assinado por um advogado — em alguns casos, dois ou três, mesmo que seja postado no website do escritório. A razão é muito simples: a função do blog é criar um relacionamento pessoal entre o advogado e o cliente — para ficar mais claro, é uma relação entre a primeira pessoa e a segunda pessoa: “eu e tu”, diz o consultor de marketing para advogados Trey Ryder. No Brasil, é mais comum se dizer “entre eu e você”.

Prefira a conexão pessoal
Alguns blogueiros mais bem-sucedidos não hesitam em incluir no texto de seu blog alguns elementos de sua vida profissional e até mesmo pessoal. Faz sentido: uma das regras mais antigas de “negócios” é a de que as pessoas gostam de negociar com quem elas conhecem. É por isso que vendedores de carros, sem qualquer talento para representar, aparecem em seus comerciais.
O advogado e professor de Direito Elliott Wilcox é um mestre nessa interseção de ensinamentos da prática criminalista com a vida pessoal. Em seus blogs, que ele publica em um website, mas também manda por e-mail aos assinantes, ele separa o texto em dois blocos. No primeiro, menor, ele conta alguma coisa sobre sua vida pessoal ou profissional, que termina com uma associação com o que vem a seguir: o segundo e principal bloco, ele desenvolve seus ensinamentos.
O sentimento que fica no leitor é o de que o conhece há muito tempo. E de que, sem qualquer dúvida, irá ligar para ele, se um dia precisar de um advogado criminalista. A sensação que fica é de que ele — que, a propósito, atende todos os telefonemas, pessoalmente — fala sobre táticas e estratégias do tribunal do júri com paixão. “Como esse advogado gosta do que ele faz! Ele deve ser muito bom!”, deve ser um pensamento comum de seus leitores.
Há poucas referências nos textos tradicionais, para se fazer uma comparação com o blog. Mas, pode se dizer que um bom blog é uma mistura de carta pessoal a um amigo com uma crônica. A parte carta, sem os lero-leros habituais — isto é, sem parolagem sem proveito e sem conversas fiadas — transmite a ideia de comunicação pessoal. A parte crônica é a que torna o texto gostoso de ler, por sua leveza e por sua forma simples de discutir temas importantes.
Imagine um texto que comece assim: Hoje, saí para minha caminhada matinal com uma missão em mente: roubar sorrisos”. Essa frase foi escrita por um cronista do jornal San Francisco Chronicle, por volta de 1987. Há pouca memória sobre essa crônica — a não ser pelas travessuras que o autor fez na rua para roubar sorrisos — mas a frase de abertura é inesquecível.
Em um blog de advogado, uma frase como essa poderia ser a abertura de um texto em que o autor fala sobre seus esforços para melhorar sua habilidade de resolver problemas. A primeira sentença de um texto pode ser uma alavanca que impulsiona o leitor a ir em frente e ler todo o blog.

Função do blog
Então, o que é um bom blog? É um texto escrito com paixão, para estabelecer uma conexão pessoal entre duas pessoas — o autor do texto e o leitor (ou cliente). É escrito em linguagem que ele entende e aprecia — nunca em juridiquês. Sua função principal é fornecer informações que interessam ao leitor — não as que interessam ao autor do blog. 
O que torna um blog muito bom — e o mesmo vale para websites — é seu conteúdo. Quanto melhor o conteúdo, melhor o blog. O design tem menor importância — só é preciso criar um “ambiente”para o texto e para as mensagens serem fáceis de encontrar e de ler. Um bom conteúdo, com riqueza de informações, será sempre a melhor ferramenta de marketing para advogados, dizem os marqueteiros.
Muitos advogados se perguntam “quanta informação” devem fornecer a possíveis clientes, diz o consultor de marketing para advogados Tom Trush. A resposta é “toda a informação disponível”, sem medo de que o cliente irá se aproveitar das informações para resolver seu problema jurídico, ele mesmo. “Se ele tentar fazer isso, você se livrou de um cliente que não lhe convém”, ele afirma. Bons clientes apreciam seus conhecimentos e, por isso, confiam em seu trabalho — mais do que no trabalho de qualquer concorrente que não conhecem.
Há uma outra vantagem em informar bem os futuros clientes, ele diz. Quando o cliente chega a seu escritório bem informado, você vai economizar muito tempo em uma reunião, discutindo as informações, e muito esforço de “venda”, porque ele já terá convencido a si mesmo que você é o melhor do ramo.

Onde achar informações?
O blog tem de ter uma frequência. A mais comum é a semanal. Por isso, é preciso encontrar assuntos que valem a pena. A maioria dos assuntos vem de publicações especializadas e de outras publicações em geral que trazem, aqui e ali, uma notícia jurídica interessante.
Ao ver uma suposta “notícia interessante”, o autor do blog deve se perguntar: “O meu cliente quer saber disso?” ou “essa notícia é relevante para meu público-alvo?”. É uma notícia “quente” — isto é, oportuna, um assunto do momento?
Na Internet, leia os comentários dos leitores. A melhor indicação de que o cliente gostaria de saber, a maior dúvida, a melhor dica, pode estar ali. Você tem uma oportunidade de explicar para seu cliente ou futuro cliente o que a notícia não explicou, o que pode ser mais importante do que a notícia, em si. Um possível cliente tem um problema que não sabe como resolver, mas você sabe?

O que importa no texto
Em termos jornalísticos, a notícia é composta por seis elementos: o quê (aconteceu), por quê, como, quando, onde e quem. No caso do blog, o que aconteceu é o que menos importa. Serve apenas de “gancho”, como se diz na redação, para se escrever sobre um assunto. O “porque aconteceu” e “como aconteceu” são os elementos mais importantes. Segue-se o “quando”, para alertar o cliente sobre quando ele deve agir — provavelmente, já.
Por exemplo, “os desembargadores do Tribunal de Justiça decidiram que...” é o “gancho”. Agora, como chegaram a essa decisão e como o cliente pode se beneficiar dela é uma informação mais importante. Ou por que tomaram essa decisão e por que ela pode beneficiar o cliente tem o mesmo peso. Em outras palavras, é preciso esclarecer o cliente sobre como essa decisão — ou por que essa decisão — pode afetar sua vida ou seus negócios. As ideias a serem transmitidas é a de que é melhor prevenir do que remediar e quando fazer isso.

Primeiro passo para criar um blog
Antes de qualquer coisa, porém, o advogado/autor do blog deve definir seu público-alvo, diz o consultor Brian Klems. Isso começa com a definição de um nicho. Por exemplo, se sua área é Direito do Trabalho, seu público-alvo será o empregador ou o empregado — ou o sindicato. Se é empresarial, será montadoras de automóveis, fabricantes de produtos de consumo, panificadoras ou restaurantes? A vantagem de ter um nicho dentro do nicho é que os assuntos não precisam se limitar a aspectos jurídicos da atividade do cliente. Qualquer informação específica para o cliente é boa informação.

Como escrever o texto
Em primeiro lugar, não escreva para outros profissionais do Direito, se seu objetivo é conquistar clientes. Os colegas “não têm nada a ver com isso”, literalmente. Esse é um assunto entre você e uma pessoa que pode ser seu cliente. Ninguém mais.
Escreva com as mesmas palavras que usaria em uma reunião com o cliente – sem terminologia jurídica, sem tecnicidades, sem rebuscos literários. Não transcreva a decisão de um juiz. O cliente dificilmente vai entender. Explique você mesmo.

Prefira a simplicidade
Ao escrever, valorize a sentença curta e o parágrafo curto. “Mas não cometa erros de gramática e cuide para que uma boa revisão do texto seja feita”, diz a consultora Susan Gunelius. “Um erro gramatical pode desacreditar sua capacidade profissional”, ela afirma.
O consultor Cari Twitchell recomenda, em um artigo no The Lawyerist, que os advogados não deviam escrever seus próprios blogs ou websites. Deviam contratar uma empresa com profissionais competentes ou qualquer escritor para fazer isso. Por quê? Porque o advogado tem mais o que fazer do que escrever blogs. “Porém, se você quer escrever seu próprio blog, talvez no fim de semana, antes de tudo, faça o seguinte: 1) esqueça tudo o que aprendeu na Faculdade de Direito; 2) Livre-se de seu ego (o que não o deixa esquecer de que é “um ilustre advogado”); 3) Seja um ser humano e exponha sua personalidade”.

Capriche no título
Quanto mais você conseguir colocar de lado a formalidade da profissão, o texto sisudo e técnico, melhor será o título de cada postagem em seu blog. Na verdade, será melhor se você tiver coragem de ser criativo no título. Observe os títulos criativos do articulista da Conjur, o corajoso Lenio Streck. É quase impossível não clicar neles. Afinal, a Internet vive de cliques, como os jornais vivem da circulação e as emissoras de TV da audiência.
“Desperte a curiosidade e ganhe atenção. Os títulos de seu blog devem ser interessantes e suficientemente intrigantes para levar o leitor a clicar no link. Títulos sisudos, mas informativos, também funcionam. Porém, um mix de criatividade e intuição leva você a conseguir o melhor dos dois mundos”, ela escreve.

Use palavras-chave
Nos títulos, intertítulos e nos primeiros parágrafos use palavras-chave, para que seu blog seja encontrado nos mecanismos de busca. Qual é a melhor palavra-chave? A que um cliente escreveria no mecanismo de busca, quando tem um problema jurídico e quer ler a respeito ou, quem sabe, quando precisa consultar um advogado.
O consultor Brian Klems explica: palavra-chave (ou frase-chave) é um elemento importante da otimização para mecanismos de busca (SEO – search engine optimization). O Google, por exemplo, escaneia blogs e identifica palavras-chave no conteúdo e apresenta o blog em seus resultado. Aliás, saber mais sobre SEO é uma necessidade para quem explora a Internet em benefício próprio.

Use links em suas postagens
Coloque links em seu blog que levem a outros blogs ou websites com boas informações sobre o tópico de seu texto. Os links podem levar o leitor a blogs anteriores do autor, ao website do escritório, a uma publicação jurídica que tenha credibilidade ou a qualquer site que discurse mais profundamente sobre o tema — um link bem comum nos EUA é para a Wikipédia. No Brasil, ainda há desconfianças sobre essa publicação.
Sempre que reproduzir textos ou parte de textos de outras publicações não se esqueça de dar crédito a elas.

Crie uma seção para “Comentários do leitor”
Quanto mais interativo for o blog, melhor. Essa seção cria uma oportunidade singular para o advogado estabelecer uma conexão direta com o cliente — além do endereço de e-mail disponível na página. Nem todos os comentários precisam ser respondidos, mas sempre existem um ou outro que merecem uma resposta. Isso vai diferenciar seu blog de publicações que abrem espaço para comentários, mas nunca participam da discussão. Uma resposta neutra a um comentário é: “Obrigado por ler meu blog”.

Use a mídia social para promover o blog
De preferência, use todos eles: Facebook, Twitter, Instagram, Google+, entre outros. Tudo o que serve para os possíveis clientes descobrirem seu blog. Colegas, amigos e parentes podem contribuir nessa tarefa.

O tamanho do texto
Ao contrário do que se diz, vez ou outra, um blog não tem de ser curto. “Essa é uma percepção antiquada”, assegura o consultor Brian Klems. O blog pode ser longo, se o volume de informações assim o justificar. Os leitores — e os mecanismos de busca — preferem peças “recheadas”, com um volume de informações que justifique o clique para entrar na página. É uma questão de bom senso: acabou o acervo de informações relevantes, acabou o texto.

Seja positivo, nunca negativo
O blog destinado à conquista de clientes tem que existir em um campo magnético positivo, como a esperança que o cliente deverá depositar no advogado. Um blog, com esse propósito, não é lugar para criticar o governo, o país, os parlamentares ou o que seja. É um lugar para apresentar problemas jurídicos, sim, mas sua função principal é apresentar soluções.

Seja honesto
Coincidentemente, essa é uma característica do blogueiro bem-sucedido que todos os consultores mencionam. É extremamente importante para criar a fidelidade do leitor. Se o leitor não concordar com seus argumentos, ele irá expressar isso nos comentários. Mas que, pelo menos, sinta sinceridade — ou honestidade — em seu texto. Enquanto você tiver credibilidade, os leitores vão voltar. Alguns deles se tornarão seus clientes, a qualquer tempo.

Inclua imagens em suas postagens
Idealmente, cada postagem do blog deveria ter pelo menos uma imagem — foto, ilustração, entre outros. Imagens não apenas torna seu blog mais atraente visualmente, como podem ajudar em seus esforços de otimização em mecanismos de busca. Inclua palavras-chave na legenda, quando for o caso, e sempre dê o crédito ao autor da foto ou ilustração.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

SETE CUIDADOS AO COMPRAR MEDICAMENTOS PELA INTERNET

Evite adquirir remédios sem receita ou de farmácias não registradas

Comprar medicamentos pela internet pode até ser mais prático, mas é preciso tomar alguns cuidados. A venda de remédios por meio remoto (sites, telefone e outros) é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, e há uma série de compromissos que os estabelecimentos têm de cumprir.  
A norma da Anvisa estabelece que somente farmácias e drogarias abertas ao público com farmacêutico presente durante todo o horário de funcionamento podem vender medicamentos pela internet. Ou seja, além de o estabelecimento ser devidamente registrado, deve disponibilizar um profissional para atender os clientes caso eles solicitem.
Além disso, remédios controlados (por exemplo, os de tarja preta) não podem ser vendidos pela internet, telefone, ou outros tipos de canais não presenciais. Para comprar, os consumidores devem comparecer pessoalmente ao estabelecimento e apresentar a receita médica. No caso de o próprio usuário do remédio não poder ir até a farmácia, algum representante legal pode fazer isso.  
Por isso, caso você se depare com sites que não seguem alguma dessas regras, desconfie. É necessário ficar atento para evitar cair em fraudes, como venda de substâncias ilegais ou mesmo remédios autorizados, mas falsificados ou com ingredientes diferentes do original. Confira dicas para comprar com segurança:

1 - Consulte seu médico
Antes de comprar qualquer medicamento, consulte seu médico e só tome remédios prescritos para você. Ele é o profissional especializado para indicar o melhor tratamento para o seu organismo. Não tente adquirir produtos que seus amigos ou conhecidos tomam, ou que você viu em propagandas. Nunca compre remédios por conta própria.

2 - Compre de uma farmácia conhecida
Se você se deparar com um site que não fornece dados para contato, telefone para atendimento e endereço, desconfie. A norma publicada em 2009 pela Anvisa exige que as farmácias e drogarias apresentem uma série de informações no site, como razão social e nome fantasia da farmácia, CNPJ, endereço completo, horário de funcionamento, telefone e nome no Conselho do farmacêutico responsável.

3 - Não compre de sites que não exigem receitas médicas
Farmácias e drogarias que vendem medicamentos na internet sem receita médica estão violando a lei. Sites que informam receitas apenas se você responder um questionário online também não são seguros. Somente o seu médico pode prescrever a medicação correta para o seu tratamento.

4 - Não solicite medicação não autorizada pela Anvisa
Muitos sites fraudulentos vendem remédios não autorizados pela Anvisa pela internet. Além de ser ilegal a importação ou compra de medicamentos não aprovados no Brasil, você pode colocar em risco sua saúde. Tomar substâncias não autorizadas pode ter consequências graves para o seu organismo.

5 - Solicite acesso ao farmacêutico registrado
Como já dissemos no início do texto, as farmácias online são obrigadas a disponibilizar um farmacêutico caso o cliente solicite. Se você tiver dúvidas sobre a medicação depois que você começar a tomar, ou está preocupado com reações do medicamento no seu organismo, pode ser interessante falar com um farmacêutico.

6 - Confira o domínio do site
Pela norma da Anvisa, apenas os sites com o domínio ‘.com.br’ estão autorizados a receber pedidos de medicamentos. É uma maneira de o órgão identificar os responsáveis pelo registro dos sites.  
As farmácias online também devem informar o nome comercial do produto; os princípios ativos; a concentração, forma farmacêutica e a quantidade do medicamento; o número de registro na Anvisa; o nome do detentor do registro; e o preço do medicamento.

7 - Verifique se os produtos estão lacrados
Quando os remédios chegarem à sua casa, verifique ainda na frente do entregador se eles estão devidamente lacrados. Se estiverem abertos ou com algum tipo de furo, você pode solicitar a troca imediata do produto. Para sua segurança, não tome medicamentos que não estiverem completamente lacrados.
Fonte E-commerce

5 DICAS PARA LIDAR COM A FRUSTRAÇÃO NO TRABALHO

Focar nos pontos positivos da situação e evitar remoer no que deu errado são algumas recomendações

 Especialistas afirmam que a imaginação não deve alimentar a frustração

Nem só de momentos gloriosos é feita a rotina de um profissional. As expectativas em relação a uma tarefa podem não corresponder à realidade e a frustração no ambiente de trabalho, repetidas vezes, pode acabar interferindo no desempenho a longo prazo. Para Mike Martins, diretor executivo da Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC), o problema é quando o profissional reage de forma agressiva e transforma aquela situação em algo muito pior do que é realmente.
Para alcançar sucesso na carreira, é preciso aprender com as tentativas e por isso, “o desafio é entender o que não deu certo para mudar a estratégia inicial que resultou na falha”, explica João Baptista Brandão, professor da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo) e especialista em coaching.
Às vezes, fatores externos também são os responsáveis pela frustração e desânimo de um profissional, mas para evitar que estas emoções interfiram na sua rotina a solução é aprender a lidar com este sentimento.

As recomendações dos especialistas:

1 Autoanálise
De acordo com Martins, algumas pessoas têm a tendência de encarar a situação de uma maneira pior do que ela realmente é. Com isso, "mais uma vez a frustração toma conta do processo”, diz. Para ele, o profissional precisa ter um tempo para refletir sobre o que deu errado.
Para evitar que o nível de autoestima alimente este ciclo vicioso de emoções negativas, Brandão recomenda baixar o nível de expectativa. “Conheço um profissional que me disse que queria fazer MBA em Harvard. Mas o pensamento dele era: se estudasse para passar na melhor universidade do mundo teria chance de passar nas 20 melhores”, explica.

2 Interprete o que deu errado
Ao destrinchar o fato, além de auxiliar na elaboração dos próximos passos, ajuda também a medir se os esforços foram suficientes. O esforço ou os recursos foram compatíveis para a realização da tarefa?
Para Brandão, às vezes quando a solução para uma tarefa não está bem direcionada, mesmo se o profissional tentar novamente pode ser que a frustração se repita.

3 Foque em soluções
Apesar de tudo ter dado errado, Martins recomenda focar no lado positivo da situação. Se ao menos uma singela lição foi aprendida com a circunstância, já é uma vitória. As frustrações devem ser transformadas em lições que podem ajudar a alcançar o sucesso na próxima tentativa.

4 Peça feedbacks
Na maioria das vezes ficar remoendo, sem ter certeza dos fatos, só fará com que o profissional fique cada vez mais frustrado.
Colegas de trabalho podem ajudar a esclarecer a dúvida se a reação está exagerada ou não. “Falar sobre o assunto e avaliar se a percepção do profissional condiz com a frustração ou com a raiva que ele está sentindo”, explica Brandão.

5 Busque auxílio
Quando o nível de frustração transforma o profissional em uma pessoa “azeda”, especialistas recomendam buscar auxílio. A ajuda pode vir em forma de conversa com um amigo ou familiar ou até mesmo de um especialista, como um coach ou psicólogo.

Por Camila Lam
Fonte Exame.com

LA SHANA TOVA

Oração Judaica

Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim.

"Que seja Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce."

A VIDA É ASSIM...

terça-feira, 1 de outubro de 2024

10 ERROS QUE FAZEM SEU CURRÍCULO IR PARA O LIXO RECRUTADORES APONTAM EQUÍVOCOS COMUNS EM CVS

Recrutadores apontam equívocos comuns em CVs; saiba como evitar uma desclassificação automática da sua candidatura

Na lata de lixo: como evitar que os recrutadores joguem fora o seu currículo?

O currículo é o primeiro contato do empregador com o candidato. Se há problemas com esse documento básico, mesmo um bom profissional pode ser desqualificado para uma entrevista.
Com a ajuda de especialistas em RH, listamos alguns equívocos frequentes em CVs que espantam os recrutadores. Veja abaixo o que evitar no seu “cartão de visitas” profissional:

1. Falta de dados pessoais
A ausência de informações importantes como idade, contatos ou endereço residencial no CV pode atrapalhar um candidato.
“Se não possuir logo de cara dados básicos sobre o candidato, é provável que o recrutador passe logo para o próximo”, afirma Ricardo Karpat, diretor da Gábor RH.

2. Excesso de dados pessoais
Incluir informações demais sobre você é tão ruim quanto apresentar poucas. “É completamente desnecessário apresentar no currículo números de documentos como CPF e RG”, diz Erica Isomura, especialista em RH no Vagas Tecnologia. Sua foto pessoal também é dispensável, com raras exceções.

3. Lacunas sem explicações
Na descrição das experiências profissionais, é importante não deixar nenhum período descoberto. “Por exemplo, se você escreve que trabalhou numa empresa de 2000 a 2002, e só menciona o próximo vínculo empregatício em 2006, o recrutador vai se perguntar o que aconteceu nesses 4 anos da sua vida”, diz Karpat.

4. Mentiras
Escrever no currículo que você fala inglês fluentemente se o seu nível é intermediário, por exemplo, é um tiro no pé.
De acordo com Paulo Dias, diretor da unidade de recrutamento e seleção da Mariaca, transparência é essencial. “Se você mentir no currículo, será desmascarado na entrevista, e vai ser muito pior”, explica.

5. Erros de português e falta de revisão
Os três especialistas ouvidos foram unânimes e enfáticos sobre a impressão negativa causada por um currículo escrito fora da norma culta da língua.
O mesmo vale para problemas de digitação. “Não basta passar o corretor ortográfico, é preciso revisar atentamente os textos que você escreve”, alerta Erica Isomura, do Vagas Tecnologia.

6. Tamanho exagerado
Para um candidato em início de carreira, uma página é suficiente para o CV. No caso de profissionais mais experientes, o limite pode ser de duas a três páginas, na opinião de Paulo Dias, da Mariaca.
“Currículos muito longos e prolixos dificultam a localização de informações importantes”, explica.

7. Autoavaliação sobre comportamento
Não é recomendável usar qualificações elogiosas a sua maneira de ser no currículo. “Gabar-se sobre o quão ousado você é pode até irritar o recrutador”, afirma Dias.
O ideal é deixar esse julgamento para quem vai entrevistar você. Ainda assim, vale usar adjetivos mais concretos, como “sólida experiência” ou “intenso contato com a atividade X” na síntese de qualificações.

8. Formatação “criativa demais”
Para a esmagadora maioria dos profissionais, o texto do CV deve vir em fontes clássicas como Times New Roman e Arial, em tamanho legível e na cor preta. Usar negrito, itálico ou sublinhado também é permitido.
“Para cores, no máximo uma, e de preferência sóbria, como cinza ou azul”, explica Karpat, da Gábor RH. A exceção existe para designers e outros profissionais ligados a criação e arte.

9. Derrapar na versão em inglês do currículo
“CVs mal traduzidos deixam uma péssima impressão no recrutador”, afirma Paulo Dias, da Mariaca. Segundo ele, usar ferramentas como o Google Tradutor, por exemplo, transmite descaso ou falta de domínio da língua estrangeira.

10. Ser evasivo e/ou ambíguo
“Às vezes recebemos currículos que não esclarecem o nível de experiência, o objetivo e nem sequer a área em que o candidato pretende trabalhar”, conta Erica Isomura, do Vagas.

Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com

COMO VIVER SEM ESPOSA

DIA INTERNACIONAL DO CAFÉ

SUPEREI...