terça-feira, 15 de setembro de 2026

COMO FUNCIONA UMA CONSULTORIA JURÍDICA?


Cedo ou tarde todos nós necessitaremos de algum tipo de suporte legal. Entenda como a consultoria pode lhe ajudar a evitar problemas futuros, seja para pessoas físicas ou jurídicas.
Você saberia garantir seus direitos se comprasse um produto defeituoso e o fabricante não oferecesse a devida assistência? Ou o passo a passo de como lidar com uma multa de trânsito indevida? Ao comprar um imóvel, você saberia avaliar o contrato? Ou ainda, se você possuísse uma empresa, saberia como se resguardar de processos trabalhistas?
Como se pode ver, muitas são as situações do cotidiano em que uma consultoria jurídica se faz necessária, seja de forma preventiva ou para lidar com problemas já existentes. Um consultor jurídico poderá prestar serviços para pessoas e empresas, dando assessoria relacionada a diversas áreas do direito.
Basicamente, o consultor irá ajudar o cliente a esclarecer assuntos sobre legislação, ajudando-o a cumprir determinados requisitos legais. Entenda como a consultoria pode ajudar a evitar problemas futuros e qual a sua importância para evitar complicações legais.

Como funciona uma consultoria jurídica?
Uma assessoria jurídica bem feita será capaz de trazer soluções rápidas e contundentes para o seu problema. Por isso, para garantir que a consultoria seja eficiente, é fundamental contratar um advogado experiente e que seja especializado na área do seu caso.
O atendimento pode ser feito de várias maneiras. Existem profissionais que realizam consulta presencial ou por telefone. Também é possível contratar um advogado online. O tipo de vínculo com o escritório ou advogado pode ser acordado previamente:
  • um contrato mensal, com valores predeterminados
  • ou uma consultoria avulsa para solucionar um problema mais pontual

Quando recorrer a uma consultoria jurídica?
A consultoria jurídica também é chamada de advocacia preventiva, justamente porque seu objetivo principal é resguardar o cliente perante trâmites legais. Para ficar mais, claro vamos dar um exemplo bem recorrente. Imagine um casal que acaba de comprar um imóvel para iniciar uma vida juntos. No entanto, a construtora não cumpre o prazo de entrega e o contrato assinado pelo casal não dá nenhuma garantia de ressarcimento ou cobertura de danos.
Em meio a tantos detalhes, é comum que compradores acabem não prestando atenção às cláusulas. O resultado são milhares de casos de compradores frustrados e atados por "armadilhas" no contrato. Se este casal tivesse consultado um advogado antes de comprar o imóvel, seria possível identificar se existem cláusulas abusivas no contrato e exigir seus direitos como consumidor, sem sofrer prejuízos financeiros ou grandes frustrações.
Por isso, uma consultoria jurídica é muito mais indicada quando as dúvidas sobre determinada legislação ainda não viraram um problema ou uma ação judicial. Mas vale lembrar que também faz parte da avaliação de um processo, seja para determinar viabilidade do caso ou para indicar alternativas e opções de recursos de algo que já está em andamento em juízo.
Uma consultoria jurídica em empresas pode auxiliar em diversas frentes. Por exemplo, dando assessoria no planejamento tributário, oferecendo consultas sobre a normativa de patentes ou na legislação sobre exportação e importação de produtos. Ou ainda, orientando na contratação ou demissão de funcionários para não correr riscos de processos trabalhistas.
Se você ainda tem dúvidas sobre este tipo de serviço ou busca recomendações para contratar um advogado especializado, entre em nossa sessão "Perguntas". Lá, você terá mais diversos profissionais dispostos a lhe ajudar.
Fonte Mundo Advogados

DIA DO CLIENTE

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

5 MITOS QUE IMPEDEM AS PESSOAS DE CONTRATAREM UM ADVOGADO


Tem gente que não procura um médico com receio de descobrir doença. Outros, não consultam um engenheiro com medo de encarecer a obra. Na advocacia, não é diferente. Assim como o médico e o engenheiro, o advogado - por várias vezes - é um profissional que deixa de ser solicitado devido a algumas cismas das pessoas.
Isto acontece porque ainda existe todo um folclore sobre a figura do advogado. Boa parte dele, de fato, é crendice. O contato com o advogado deve ser desmistificado, ainda mais por esta profissão encontrar-se em grande processo de modernização e aproximação com a sociedade. Resolvemos elencar algumas opiniões comuns que afastam as pessoas de consultar um advogado e explicar o porquê destes argumentos serem mitos:

1. Advogados custam muito caro
É verdade que um bom advogado cobra o valor que acha justo. Aliás, fuja dos advogados que cobram excessivamente barato, pois estes acumulam muitos clientes - trabalhando na quantidade, não na qualidade - e muito provavelmente esquecerão seu nome logo após a assinatura do contrato.
Fuja também daquele sobrinho que acabou de tirar a OAB, ou daquele tio que se formou na década passada e há muito tempo não exerce a advocacia. Inexperiência e obsolescência são dois fatos geradores de erros na advocacia, como perda de prazos e erro de análises processuais. Muitos destes erros são insanáveis e terminam por acabar com o bom direito que você tinha.
O bom advogado pode até cobrar um valor alto, mas este "alto" nunca será maior que a vantagem que você - como cliente - irá conseguir. Você estará remunerando bem um profissional que te trará ganhos que valem muito mais que seus honorários, sejam em dinheiro ou em inestimáveis vantagens. Afinal, quanto vale a guarda de um filho? Quanto custa limpar seu nome que foi injustamente negativado? Enfim, quanto você pagaria para resolver o problema que te levou até a via judicial?

2. Só ganha causa quem tem dinheiro
Esta é uma crendice muito famosa. A ideia de que quem tem dinheiro sai comprando o judiciário inteiro é comum, principalmente às pessoas que dispõem de pouca informação.
Na verdade, a razão pela qual isto não é verdade relaciona-se com o tópico anterior. Um bom advogado não custa cem reais. Economizar na contratação de um advogado é como economizar na contratação da banda que tocará em seu casamento: no final, você sempre se arrepende de não ter gasto um pouco a mais.
Uma pessoa ganhará a causa não porque é rica, mas porque pagou o justo por um advogado que foi mais técnico e sentiu-se mais motivado a defender seus interesses. Terá ganho a causa não porque comprou o juiz ou desembargador, mas porque preferiu investir em um advogado mais atencioso a ter de gastar depois com os prejuízos suportados pela causa perdida.

3. A Justiça demora muito a resolver meu problema
Tudo bem que a justiça brasileira não é uma das mais rápidas, mas muitos casos podem ser resolvidos no intervalo de até seis meses. Isto acontece em muitos casos que tramitam na justiça trabalhista e nos juizados especiais, seja pelo alcance de um acordo ou pelo próprio trâmite menos burocrático.
Podemos estar sendo repetitivos, porém, mais uma vez: um advogado que corre atrás também faz diferença. Um despacho requerendo a intimação de uma parte pode ser cumprido até no mesmo dia, se o advogado estiver em cima; ou pode descansar na secretaria da Vara por vários meses, se não houver alguém agilizando o ato.
Além disso, muitas vezes, o que torna o processo demorado não são circunstâncias processuais, mas fáticas: é um sujeito que não é localizado, uma certidão que a administração não fornece, um documento que alguém não sabe onde foi parar, etc. Aí a culpa já não é da Justiça; nesses casos, seu problema demoraria a ser resolvido mesmo extrajudicialmente.

4. Se eu for pra Justiça, terei muito aborrecimento
Se você pensou em procurar um advogado, é porque este aborrecimento já bateu à sua porta. O advogado é quem vai te ajudar a resolver seu problema, dando-te a devida orientação e intercedendo para que este problema não se agrave. Entrar na Justiça não é sinônimo de ter problema, mas de começar a resolvê-lo.
Não há por quê ter medo de juiz, promotor ou de pisar no fórum. Até mesmo quando você achar que não tem razão, a Justiça não se isentará de te servir como lugar neutro, onde você poderá questionar o problema e expor o seu lado da história. Encontrar pessoas de quem não se gosta também pode ser algo chato, mas termina por ser necessário. Na Justiça, você terá a chance de por um ponto final a qualquer situação que cause angústia.

5. Advogados costumam enrolar os clientes
Esta última também é célebre. Ao longo do tempo, criou-se um mito de que o advogado é aquele sujeito enganador. Há piadas neste sentido e o imaginário popular aviva a imagem do sujeito de terno, fala mansa e cheio de segundas intenções.
Como em toda profissão, é claro que há os profissionais mal intencionados. Porém, a cada dia, profissionais mais éticos adentram o mercado e os advogados canastrões encontram cada vez menos espaço para atuar; afinal, um cliente aborrecido não torna a procurá-lo e faz questão de fazer má propaganda.
Um bom advogado fará justamente o contrário: evitará que você caia nas ciladas jurídicas do dia a dia. Escolher um bom advogado é essencial, pois você poderá confiar nos conselhos que ele tem para oferecer e saberá que serão sempre em prol de você como cliente. Enfatizo: valorize os honorários de seu advogado; de repente, você não sabe onde foi parar o dinheiro daquela causa que ganhou e, muito depois, descobre que estava na conta daquele advogado que, no começo, só te cobrou cem reais.

Ou seja,
É papel do advogado, antes de propor qualquer valor de contrato, explicar ao cliente seus diferenciais. Um cliente esclarecido e que se sinta confortável com sua orientação certamente concordará com seus valores. Desmistificar a figura do advogado é tarefa de todos os colegas da profissão.
Do outro lado, as pessoas devem perder o medo de ter contato com o advogado. Neste mundo de informações acessíveis, buscar seus direitos tornou-se algo muito mais viável. Procure, informe-se, busque referências.
Um mal advogado pode gerar muitos problemas, mas um bom advogado pode resolver todos eles
Por Adriano Alves de Araújo
Fonte JusBrasil Notícias

UMA NOVA E ABENÇOADA SEMANA!

domingo, 13 de setembro de 2026

CARTA DA VIDA À MATURIDADE EMOCIONAL


“Depois de algum tempo …
Você vai aprender a diferença entre estender a mão e ajudar uma alma. Você vai aprender que o amor não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Você vai começar a aprender que beijos não são contratos, nem presentes ou promessas.
Você vai começar a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida, e olhar para frente com a graça de uma criança, e não com a tristeza de um adulto. Você vai aprender a construir todas as suas estradas hoje, porque o terreno do amanhã é incerto para seus projetos, o futuro tem o hábito de cair no vazio.

Depois de um tempo …
Você aprenderá que o sol queima se permanecer exposto por muito tempo. Você aceita que mesmo as pessoas boas podem te machucar e que precisa as perdoar.
Aprenderá que falar pode aliviar a dor da alma. Descobrirá que ele leva anos para construir confiança, e apenas segundos para destruí-la. E você também pode fazer coisas das quais vai se arrepender pelo resto de sua vida.
Você aprenderá que novas amizades continuam a crescer apesar da distância; e que não importa o que você tem, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que podemos escolher.
Você vai aprender que terá de mudar de amigos, se não estiver disposto a aceitar que os amigos mudam. Você vai perceber que pode passar muito tempo com seu melhor amigo fazendo qualquer coisa; ou simplesmente nada, apenas pelo prazer de desfrutar de sua companhia.
Você vai descobrir que muitas vezes ignoramos as pessoas que mais importam; por isso devemos sempre dizer à essas pessoas que as amamos, porque nunca temos certeza de quando as veremos pela última vez.

Conforme o tempo passa …
Você vai aprender que as circunstâncias e os ambientes nos influenciam, mas que somos os únicos responsáveis ​​pelo que fazemos.
Você começará a aprender que não devemos nos comparar com os outros, exceto quando queremos imitá-los a fim de fazermos algo melhor. Você vai descobrir que leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo voa.
Você vai aprender que não importa de onde você veio, mas para onde vai; e se você não sabe para onde quer ir, qualquer lugar serve. Aprenderá que, ou você controla seus atos, ou eles vão te controlar. E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação: há sempre dois lados.

Ao longo do tempo…
Aprenderá que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário independentemente das consequências.
Aprenderá que paciência requer muita prática. Você vai descobrir que, por vezes, a pessoa que você espera que o chute quando cair, talvez seja uma das poucas que o ajudará a se levantar. Maturidade tem mais a ver com o que você aprendeu com suas experiência, do que seus anos vividos.
Você vai aprender que há muito mais de seus pais em você, do que você imaginava. Vai aprender que nunca deve dizer a uma criança que seus sonhos são bobagens, pois poucas coisas são tão humilhantes quanto isso. Além disso, seria uma tragédia se ela acreditasse, porque você estaria tirando a esperança dela.
Você aprenderá que quando sentir raiva, terá o direito de senti-la, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobrirá que só porque alguém não te ama do jeito que você quer, não significa que não te ame com tudo o que pode, porque existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; às vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Você vai aprender que com a mesma severidade com que julga, também será julgado e, às vezes, condenado.
Você vai aprender que não importa em quantos pedaços seu coração se partiu, o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo.
Aprenderá que o tempo não é algo que você pode retroceder; portanto, cultive o seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
Então, e somente então, você saberá realmente o que é capaz de suportar.
Você é forte e pode ir muito mais longe do que pensou, quando pensou que não poderia mais prosseguir. E que a vida realmente vale a pena quando você tem a coragem de enfrentá-la.”
– Autor desconhecido

A DEUSA TECELÃ

Dos tempos que se perdem nas brumas, emerge majestosa a Grande Deusa Tecelã, aquela que, assim como faz a aranha até os dias de hoje, produziu do seu ventre os fios que formam a estrutura do universo. Estes mesmos fios que, ao se organizarem e reorganizarem continuamente, formam todos os diferentes elementos que compõem o mundo múltiplo, variado e diverso. Contendo tudo que foi, é e será, sua teia-vida estabelece as relações mútuas que vinculam esta grande variedade de seres no que a Ciência denomina de Campo Unificado de Energia ou Consciência.

No Egito Antigo, esta fiandeira cósmica era conhecida como a Deusa Neit. Dela emanam os fios essenciais que se interconectam na teia multidimensional, a estrutura básica de tudo que existe no universo. Dela também emana o primeiro movimento da criação, que se desdobra no trançar dos fios em infinitas possibilidades, que vão tecendo a realidade cósmica.

A Grande Deusa fia e tece toda a existência do caos bruto em realidade. Por isto, o fiar e o tecer são, desde os primórdios, atribuídos ao universo feminino. A magia que permite transmutar lã, seda, linho, algodão ou outro material vegetal em fio e com ele tecer panos para os mais variados usos, permitiu aos nossos ancestrais sobreviverem nas regiões mais frias e mais quentes do planeta. E esta magia era realizada pelas mãos das mulheres, sob a inspiração da deusa.

A mais conhecida tecelã é a deusa grega Atena, patrona de todas as artes e ofícios. Como todas as divindades, ela ilumina um amplo espectro da existência humana. Quando nos desvencilhamos do viés patriarcal, que enfatiza seus aspectos relacionados com o mundo masculino, percebemos que a maior entre as dádivas de Atena é imbuir com alma todos os trabalhos civilizatórios. Em assim fazendo, ela propicia a nós mulheres uma compreensão do valor e da importância de nossos poderes criativos. Ela nos mostra como tecer o sagrado em todos os atos cotidianos.

De sua origem anterior à vinda dos helenos para a Grécia, ela incorpora a sabedoria aquática e intuitiva de sua mãe Métis, uma oceânide, finamente sintonizada com os sutis processos de transformação que ocorrem continuamente na vida das pessoas, receptiva aos sentimentos pessoais, poéticos e sensíveis, próprio do princípio feminino. Ao mesmo tempo, representa o saber abstrato, manifestado através da produção artesanal, da arte da guerra, do poder institucionalizado, introduzido pelo princípio masculino. Em sua virgindade, ela integra espírito e alma, apontando o caminho para nos relacionarmos a partir de nossa integridade, de nossa autonomia.

Na tradição hindu, a deusa tecelã recebe o nome de Maya. Posicionada no centro de sua teia, ela não apenas tece a ordem cósmica, mas a reproduz em nosso mundo dos sentidos de forma tão perfeita, que não distinguimos entre a realidade em si e nossa versão dela. Assim como Maya se posiciona no centro da teia cósmica, cada ser humano percebe a si mesmo como o centro da própria existência. Da perspectiva psicológica, cada qual fia e tece sua própria realidade, a partir de um centro que denominamos de Eu.

Mas, ao tecermos nosso próprio tecido, nossa própria individualidade, não devemos perder a noção de que estamos conectados com todos os demais seres, por meio do fio de que é feita a grande teia. Como emanações que somos da Grande Deusa Tecelã, todos nós somos constituídos da mesma substância e compartilhamos a essência divina dos fios de Neit.

Tecer significa ativar e misturar nossas experiências de vida, para produzir um padrão individual, único e inimitável, aquilo que distingue cada qual dentre todos os seres no cosmos. Quando permitimos que uma nova experiência se integra no nosso viver, quando não tememos as transformações que isto inevitavelmente traz consigo, estamos tornando nosso padrão pessoal mais complexo e, com isto, enriquecendo o padrão coletivo. Tornamo-nos co-criadores da grande teia.

Como co-criadoras, participamos na criação do nosso próprio destino individual e coletivo. Pois o destino também é atributo de deusas tecelãs. Na mitologia nórdica, tão rica em histórias que envolvem o fiar e o tecer, o destino é decretado pelas Nornas, que compunham a teia do destino com uma miríade de fios e linhas. A mais velha das três, que também parece ter sido a mais antiga, está sempre sentada ao lado de uma fonte, a Fonte de Urd, onde o próprio Odin foi buscar conselho e conhecimento.

Fiar está arrolado entre os ofícios mais antigos conhecidos, cujas origens se perdem na pré-história. Para as comunidades Kajaba da Colômbia, a condição para ser mulher é saber fiar e tecer, um ofício cujos segredos são transmitidos às jovens moças, quando de sua reclusão na tenda vermelha. Seu mito da criação diz que, quando a Mãe Universal fincou seu imenso fuso verticalmente na terra recém criada, dele se desprendeu uma fibra de fio de algodão, com a qual traçou um círculo, declarando que esta seria a terra de seus filhos. Como uma atividade desempenhada pelas mulheres em suas casas, desde a antiguidade até a revolução industrial, o processo de fiar e tecer tornou-se uma simbologia poderosa para a criação de nova ordem a partir do caos, definindo o destino humano.

E a força desta simbologia também manifesta sua influência na elaboração da moderna Teoria das Cordas, que se utiliza da imagética da fiação, descrevendo o tecido microscópico de que é feito nosso universo multidimensional como ricamente urdido a partir de cordas que vibram sem cessar e, com sua vibração, introduzem o ritmo da vida no cosmos.

Por Monika von Koss

OS 4 ELEMENTOS

sábado, 12 de setembro de 2026

GANHO DE MASSA MUSCULAR – QUAL A MELHOR DIETA?

 

Aumentar músculos e perder gordura. Quem não quer? Para atingir esse objetivo é necessário conciliar a alimentação correta e atividade física devidamente orientada. O papel do exercício será de estimular as fibras musculares, resultando no aumento da massa muscular (hipertrofia).
O corpo precisa da presença equilibrada de alguns nutrientes para funcionar bem. Ele necessita de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais, fibras e água. As proteínas, como indica a origem grega do nome, são os alimentos “de primeira importância”. São compostas por aminoácidos, que funcionam como “tijolinhos” que constroem tecidos (músculo, órgãos, pele, cabelo, unha), além de enzimas, hormônios e secreções. Como a proteína tem esse papel construtor, é comum encontrarmos pessoas que exageram na ingestão de proteínas, acreditando que esse aumento do consumo resultará na hipertrofia muscular.
O que é importante saber é que o corpo aproveitará até certo ponto a proteína ingerida e a partir de certo momento esse excedente será transformado em gordura ou açúcar no organismo. O excesso do consumo proteico pode implicar na sobrecarga do organismo, especialmente para as funções dos rins e fígado.
O consumo de carboidratos é fundamental. Se não os consumirmos adequadamente, o organismo começará a quebrar a proteína armazenada nos músculos para obter energia, ou seja, não é um bom negócio. Assim, os carboidratos ajudam a preservar as proteínas que formam parte da massa muscular. As proteínas também são fontes de energia, são equivalentes aos carboidratos e fornecem quatro calorias em 1 grama. Mas, são consideradas mais caras, é uma energia de “luxo”. Para ilustrar, é como utilizar um sabonete delicado de rosto para lavar o chão.

O que você precisa saber para aumentar a massa muscular:
1 - Sempre faça um lanche antes do exercício. Isso ajudará não somente a garantir a energia necessária para a atividade física, como também o estoque de energia armazenado no músculo (glicogênio muscular) para a prática da atividade.
Sugestões: carboidratos de fácil digestão como pães (sem recheios), bolos simples (sem cobertura e recheio), torradas, biscoitos salgados, sucos de frutas, frutas sem casca e água de coco.

2 - Devem compor o cardápio: frutas e vegetais (verduras e legumes) que também são fontes de carboidratos, além de oferecer o mineral potássio que é perdido na atividade física.

3 - Após o treino, o recomendado é consumir em até 1 hora uma refeição que tenha carboidrato (pão, massa, cereais, raízes, batata) e proteínas (clara de ovo, frango, peixe, carne vermelha magra, leguminosas, iogurte). Essa combinação ajudará a dar o suporte necessário ao organismo para repor a energia gasta no exercício, recuperar o armazenamento do glicogênio (reserva de energia muscular), repor proteína utilizada na execução do exercício, fornecendo a proteína que é essencial para o ganho da massa muscular.

4 - É importante lembrar que os alimentos proteicos devem fazer parte da alimentação diária, e não somente nos dias de treino.
- Proteínas de alto valor nutricional (apresentam todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas ao crescimento e manutenção da saúde humana), de origem animal: clara de ovo, iogurte, leite, queijos, carnes magras, aves, peixes.
- Proteínas com valor nutricional menor, mas também importantes: leguminosas (soja, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico).

5 - Evitar o consumo de lanches, pois esses são menos densos em nutrientes comparados com refeições completas.

6 -  Deve-se evitar pular refeições e priorizar a alimentação a cada 3 horas para não acelerar a perda da massa muscular.

7 - Caso o tempo de exercício ultrapasse 1 hora, é importante o consumo de carboidratos (bebida isotônica, carboidrato em pó diluído em água ou gel de carboidrato), para assim contribuir com a reserva do glicogênio muscular e açúcar no sangue (glicemia).

8 - A alimentação do dia seguinte ao treino também deverá ser equilibrada, para favorecer a manutenção da massa muscular adquirida.

9 - A hidratação deverá ser prioritária, o exercício favorece perdas importantes de água e sais minerais pelo suor, e a reposição torna-se fundamental para evitar a desidratação do organismo. Os músculos são constituídos também por água.

10 - A ingestão adequada de proteínas pode ser facilmente conseguida com o aumento do valor energético da dieta dos praticantes de atividade física, já que muitas fontes de carboidratos também fornecem boas quantidades de proteínas. Desta forma, para a maioria dos indivíduos a ingestão de proteína adicional não é necessária.

11 - Quanto à suplementação proteica, é fundamental buscar a opinião de um médico especializado e/ou um nutricionista para avaliar a real necessidade, e a partir daí estabelecer o produto mais indicado, bem como a quantidade e horários para o consumo.

Por Eneida Ramos
Fonte Veja Online

A NEUROQUÍMICA DA FELICIDADE

FELIZ SÁBADO!

DEIXA IR

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

LA SHANA TOVA

Oração Judaica

Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade; se me deres a força, não me tires a sensatez; se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão é o maior índice da força e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes, cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor, se eu Te esquecer, te rogo mesmo assim, nunca Te esqueças de mim.

"Que seja Tua vontade renovar para nós um ano bom e doce."

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

SORTE DE HOJE

O QUE É, O QUE É? É A VIDA! - SETEMBRO AMARELO


Eu fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar, e cantar, e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah, meu Deus! Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita!
E a vida? E a vida o que é, diga lá , meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida! É bonita e é bonita!

(Gonzaguinha)

GASTE MENOS E ECONOMIZE MAIS EM 6 PASSOS

Especialistas ensinam a reduzir a aversão a perda e a diminuir o apetite pelas compras e pelos gastos supérfluos

Depois de alguns anos de trabalho, o salário melhorou e o padrão de vida subiu – o carro é mais novo, a casa é em um bairro melhor e até os restaurantes frequentados são um pouco mais caros. Todo mundo sempre fala que precisa economizar, reduzir os gastos e fazer uma poupança. O problema acontece quando depois de sucessivos “mês que vem eu começo”, acontece um imprevisto, como uma demissão inesperada, por exemplo.
Se você já se viu nessa situação – ou acha que ela encaixaria perfeitamente na sua falta de provisões –, saiba que não é o único. A renda melhorou e qualquer um adoraria usufruir de uma condição mais confortável. Reduzir o padrão de vida e cortar gastos é sem dúvida um dos momentos mais difíceis do processo de reeducação financeira.
Mesmo sabendo exatamente o que deveria ser feito, as pessoas têm aversão a perdas – seja de dinheiro ou de padrão de vida. Pesquisas conduzidas pelo Nobel de Economia, Daniel Kahneman, nos Estados Unidos, apontam que o sentimento de incômodo com a perda chega a ser duas vezes mais intenso que a felicidade de um bom ganho.
Por isso, um consumo novo vira hábito e entra na rotina rapidamente. Mas para abrir mão dele, e reduzir as despesas, você precisa de pelo menos o dobro do esforço.
A psicóloga e consultora Regina Silva, do Gyraser Centro de Desenvolvimento, lembra que reduzir o padrão de vida tem impactos que vão muito além dos financeiros. “Quando a pessoa começa a diminuir os gastos, ela acha que está passando a mensagem de fracasso”, explica. “Quando não vai para os jantares e eventos para não gastar, os amigos deixam de fazer convites e, assim, nasce uma tremenda sensação de rejeição.”
Você não poderá evitar o medo de perder o padrão de vida conquistado nem a dor de se sentir rejeitado, mas pode contornar essa sensação incômoda de fracasso.

Confira os seis passos para uma vida financeira mais equilibrada:

1 - Encare a realidade
O primeiro passo de todos é reconhecer sua situação. Tenha clareza do problema, sejam dívidas ou a necessidade de um aperto nas contas para uma reserva de emergência. Aline Rabelo, coordenadora do Investmania, conta que há pessoas que fogem tanto de si mesmas que chegam a deixar de abrir as cartas de cobrança entregues em casa. “Precisa ter coragem para encarar o problema”, diz. Analise todas as cartas postas à mesa e pergunte-se quanto terá de economizar ou qual o tamanho da dívida que terá de pagar. “Só de parar, observar e colocar tudo na ponta do lápis a pessoa já sente alívio”, explica.

2 - Tenha clareza de objetivos
O mesmo vale para quem está deixando de consumir agora para realizar um objetivo no futuro. É melhor poupar para um sonho do que perder o sono pensando em como pagar o compromisso assumido.
Saber a razão de estar poupando ajuda a levar a restrição orçamentária com tranquilidade por mais tempo. “Isso é fundamental para que você não fique com a noção de que está perdendo um dinheiro sem motivo”, pontua a psicóloga. Essa fase também vai passar e, se tudo correr como previsto, em breve você está realizando um sonho.

3 - Esteja ciente de que qualquer fase é temporária
Se estiver enfrentando uma crise, como um desemprego ou um turbilhão de despesas inesperadas, mantenha em mente que isso também vai passar. Em alguns meses, sua vida estará organizada novamente e os padrões de consumo poderão ser retomados, ao menos em partes. “Ter consciência de que é um momento de aperto te ajuda a planejar e principalmente a amenizar um pouco a sensação de perda”, explica Regina.

4 - Faça um planejamento
Ponha tudo no papel. Quanto você pretende economizar e por quanto tempo vai fazer a poupança. Lembre-se do planejamento toda vez em que se sentir o último dos mortais por não ter o celular da moda ou por não sair naquele sábado à noite. Aline, do Investmania, lembra que é fundamental identificar quais são os gastos que não podem ser reduzidos. “Em geral, não dá para mexer em alimentação, transporte e moradia. São os três pontos primordiais”, sinaliza. O planejamento por escrito também é um compromisso, funcionando como uma espécie de contrato assinado consigo mesmo.

5 - Não se prive de tudo
Esqueça os radicalismos. Como qualquer reabilitação, você precisará ir aos poucos até se livrar do vício. Regina lembra que não adianta se esforçar ao extremo para passar dois ou três meses em restrição máxima das contas. “É como dieta, depois virá o efeito rebote. O ideal é reduzir a frequência dos gastos supérfluos”, diz.

6 - Não fuja da riqueza
Se o orçamento folgou, aproveite, afinal você pode e deve usufruir do seu esforço. “A gente pode sim aumentar o padrão de vida, mas tem de aumentar igualmente o tamanho das reservas”, explica Regina, do Gyraser. Se o salário aumentar, divida igualmente o adicional entre a parte que vai para a poupança e a parte que entrará no fluxo mensal. “Vivemos em um País onde ter dinheiro e sucesso é um valor. Não dá para ignorar essa vontade.”

Por Bárbara Ladeia
Fonte iG Economia

COMO MUDAR HÁBITOS PESSOAIS E FINANCEIROS PARA ENRIQUECER

Professor e palestrante de finanças pessoais mostra o passo a passo do processo para transformar os desejos financeiros em mudança de hábitos na prática

Bons hábitos pessoais podem se traduzir em bons hábitos

Aprender sobre o funcionamento dos investimentos e dos financiamentos é a “parte fácil” do caminho para uma vida financeira saudável. O mais difícil, para a maioria das pessoas, é criar bons hábitos financeiros e saber definir objetivos.
Pensando nisso, Elisson de Andrade, professor da Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba e palestrante em finanças pessoais, passou a dar lições sobre autoconhecimento e sobre como transformá-lo em uma mudança real dos hábitos financeiros, tanto nas suas aulas universitárias como nas palestras e até em um curso online.
Para Andrade, a falta de autoconhecimento, propósitos e objetivos claros de vida são os principais fatores que fazem as pessoas caírem em tentação na hora de consumir, e acabarem gastando mais (ou poupando menos) do que deveriam. 
Além disso, ele acredita que a pressa e o imediatismo da sociedade atual são os principais obstáculos para que as pessoas pensem em ter uma vida financeira saudável.
“As pessoas querem receitas milagrosas para enriquecer de uma hora para outra. Buscam anabolizantes, dietas mirabolantes e financiamentos longos para ter agora o que ainda não tem condições de conquistar. Só que essas conquistas são efêmeras. Para construir algo de que vamos nos orgulhar leva tempo. É preciso trabalhar e vai demorar”, diz Andrade.
Conheça a seguir as etapas traçadas pelo professor sobre como se dá o processo para a mudança real dos hábitos financeiros:

1 Reveja seus paradigmas (ou modelos mentais)
Os paradigmas são os modelos ou parâmetros a partir dos quais você vê a vida. Em geral são originários da sua cultura, da sua religião, e talvez principalmente da sua família. E é desses paradigmas que vêm os seus valores.
O primeiro passo para o autoconhecimento é rever esses paradigmas para se certificar de que os seus valores são mesmo seus, ou se são os valores de outras pessoas falando mais alto. Qual o modelo que você usa para tomar decisões financeiras e de onde ele vem?
“Os pais falam para o filho que quando ele ganhar o primeiro salário deve já pensar em comprar um carro, para começar a ter suas coisas e ganhar responsabilidade. Há pessoas que se casam muito jovens e já compram a casa dos sonhos, se endividando. E ainda há aquelas que precisam presentear todo mundo nas datas comemorativas”, diz Andrade.
O professor diz que aprendemos que tudo isso é natural, e não medimos as consequências. Mas será que precisa ser assim mesmo?
“Por que você não aluga uma casa em vez de comprar? Você não pode usar o carro dos seus pais no início da carreira? E precisa comprar presente para todo mundo, não basta escrever um cartão?”, questiona.
Andrade sugere que esses paradigmas sejam questionados: empregar seu dinheiro desta forma é realmente importante para você? Dar um presente é a única forma de demonstrar afeto? Você deve mesmo comprometer seu futuro financeiro por um monte de tijolos?
Ele cita ainda outras ideias arraigadas à cultura do brasileiro e que podem ser quebradas, como a noção de que se não comprarmos a prazo nunca teremos nada, e de que é preciso ter os produtos “da moda” sempre.
“Reveja seus paradigmas e tente adequá-los à pessoa que você quer ser”, diz o professor.

Crie propósitos
Ao se certificar de quais são os paradigmas que fazem sentido para a sua vida, você deve definir os seus propósitos.
“O que faz sentido na vida para mim? Ir ao shopping e me endividar no cartão de crédito é o que eu realmente quero? O que você gostaria que falassem sobre você no seu velório? O que você quer que valha a pena na sua vida?”, diz Elisson de Andrade.
O que você quer? Dar a volta ao mundo? Fazer uma pós? Viajar nas férias? Juntar o primeiro milhão? Comprar um apartamento? Aposentar-se com conforto? Defina metas, e não pense que tudo é impossível, aconselha o professor. Se elas fizerem sentido para você, vão motivá-lo.

3 Defina prioridades
Finalmente, depois de se conhecer bem, você deve estabelecer as suas prioridades. Elas vão delinear o seu plano para “chegar lá”.
O professor lembra que, nesse momento, a pessoa deve encarar o dinheiro como um instrumento para ser e fazer o que deseja, com liberdade de escolha.
Então não se trata nem de se tornar tão apegado ao dinheiro que você vai poupar apenas por poupar, deixando de fazer o que você gosta, nem tão desapegado que você passe necessidade e onere sua família no futuro.
“Eu defino riqueza como liberdade de escolha. Não é uma questão de ter muitos bens, mas de ter liberdade para não se sujeitar a muitas coisas que a vida acaba exigindo”, diz Andrade.
Ele explica que quem não cuida bem do dinheiro – porque considera que suas prioridades na vida não são materiais – não consegue nem agarrar as boas oportunidades, nem passa bem pelas adversidades.
“A pessoa que não tem dinheiro suficiente pode até comprar um carro, mas vai sofrer se passar por um acidente e não tiver seguro. Ou não consegue deixar um emprego ruim porque não tem reservas”, exemplifica.
Assim, se você definir que suas prioridades são passar tempo com a sua família, morar em uma casa confortável ou viajar, para tudo isso você vai precisar de dinheiro.
“Quando somos jovens, precisamos fazer muita coisa que não queremos para lá na frente ter a liberdade de escolher fazer o quisermos. O dinheiro nos permite ter mais tempo para a família, para pagar bons serviços médicos, poder morar em um local mais seguro”, diz Andrade.

4 Mude seus hábitos
Finalmente, chega a hora de mudar seus hábitos, não só financeiros, mas pessoais. Para o professor Elisson de Andrade, os bons hábitos financeiros se dividem em três grupos:

- Jogar bem na defesa: gastar menos
Ao se questionar por que você gasta com o que você gasta – ou sobre quais os paradigmas que norteiam esses hábitos – você consegue cortar alguns gastos inúteis.
Elisson de Andrade dá um exemplo: se você passa todos os dias no supermercado para comprar algo que falta em casa e acaba fazendo gastos desnecessários, questione por que você faz isso. É para dar uma caminhada? Para espairecer após um dia de trabalho? Para se distrair? O que você realmente está procurando?
Pode ser que você perceba que o objetivo verdadeiro dessa ida ao supermercado não é comprar. Se você substituísse este hábito por uma caminhada num parque ou alguma outra atividade que não implique consumo, o efeito não seria melhor?
“Você pode trocar o lazer atrelado ao consumo por atividades que não envolvam gastos. Mas para perceber isso, é preciso ter controle do orçamento doméstico”, diz o professor.

- Ganhar ou investir dinheiro
Aqui não há mistério, mas trabalho. Trata-se de começar a estudar modalidades de investimento para aumentar seus rendimentos. Mas para quem nunca fez isso, há um passo a passo que pode ajudar.
Para quem não tem o hábito de poupar, a primeira coisa a se fazer é definir um objetivo de poupança. Em seguida, é começar: separe a quantia referente à poupança assim que o seu salário cai na conta. Você pode programar o débito no seu banco, que vai creditar a quantia automaticamente na caderneta de poupança.
Elisson de Andrade sugere que, depois de alcançar um montante na caderneta de poupança, a pessoa passe a acompanhar outro tipo de investimento, como, por exemplo, o Tesouro Direto.
Depois de se informar a respeito do novo investimento, você pode começar a experimentá-lo, passando parte da quantia da caderneta de poupança para a nova aplicação. Quando estiver craque neste segundo tipo de aplicação, você pode começar a aprender sobre um terceiro, e assim por diante.
Outra sugestão do professor é definir um dia do mês para dar uma olhada nas suas aplicações e na sua conta bancária.

- Definir e rever objetivos
Crie objetivos de curto, médio e longo prazo, para estabelecer o que é prioridade e o que cabe no orçamento. São os pequenos objetivos, originários dos seus propósitos.
Se seu sonho é que sua casa seja acolhedora e confortável, você cria o objetivo para poupar para comprar a moradia dos seus sonhos. Se seu sonho é conhecer toda a Europa, você começa a planejar quando e para onde será sua primeira viagem, e assim por diante.

Por Julia Wiltgen
Fonte Exame.com

O TEMPO CERTO DAS COISAS


A gestalt terapeuta Barry Stevens escreveu um livro: “Não apresse o rio, ele corre sozinho. Portanto, enquanto o barco vai navegando, usufrua da paisagem, absorva o que ela te oferece e confie no tempo certo das coisas.”
Geraldine Ravaglio

Tempo é um ativo importantíssimo! Não há dúvidas. Não posso apressar o rio e não preciso correr para absorver tudo o que aparece na minha frente. Posso criar estratégias de aprendizado que me ajudem a filtrar melhor as informações e construir conhecimento relevante para minha carreira, sem pressa, com prontidão.

Menos “Papa-Léguas”, mais “Neo-Matrix”. Posso melhorar meu aprendizado e minha performance refletindo sobre 5 perguntas:

1) O que estou realmente precisando aprender?
Não é o que gosto, é o que faz a diferença.

2) Quem são os experts?
Não o que eles sabem, mas como aplicam o que sabem.

3) O que eles consideram crucialmente importante aprender para que eu seja proficiente? 
Não espere um elogio, pergunte o que fazer no próximo nível.

4) Existe algum vídeo, artigo, livro, podcasting que possa ajudar a complementar minha aprendizagem?
Por vezes, um vídeo ou conversa de 20 minutos valem muito mais do que um seminário de 8 horas.

5) Como posso construir um plano de ação e aplicá-lo no meu dia a dia?
A evolução não vem necessariamente do saber muito, mas do fazer muito bem.

Não é questão de apressar o rio, mas sim, de observar e aprender da melhor forma possível, no tempo que é possível.
Por Sidnei Oliveira
Fonte Exame.com

EU ACREDITO NA VIDA