sábado, 30 de novembro de 2024

'GENTE TÓXICA'

Como Lidar com Pessoas Difíceis e Não Ser Dominado Por Elas

Há quem seja capaz de tornar a vida dos outros muito pior. Saiba como reconhecer e evitar a convivência com personalidades difíceis que, em alguns casos, são capazes de contaminar ambientes e destruir relações. Pessoas autoritárias, invejosas, fofoqueiras, que se melindram à toa, mentirosas... Quem é que não esbarra quase todo dia com gente assim? Essas "pessoas tóxicas" e problemáticas potencializam nossos defeitos, vivem criando obstáculos para tudo e parecem trabalhar sempre no time adversário.
Cuidado, pessoas podem ser agentes nocivos à saúde. Há personalidades destrutivas por toda parte, que atingem não só a si próprias, mas quem estiver por perto. Inseguros, mal humorados, medíocres, grosseiros, arrogantes, mentirosos, entre várias outras características perigosas, estão à solta e prometem acabar com a tranquilidade e saúde de qualquer um que não estiver atento. Muitos, como os falsos e os psicopatas, farão de tudo para disfarçar suas más intenções. Outros, como os que se queixam em demasia e se sentem eternamente vítimas, tendem a acabar com o dia dos demais e nem percebem o quanto afetam a vida alheia.
O ideal é manter distância, mas como isso nem sempre é possível, precisamos aprender a lidar com os mais diversos (e complicados) tipos de temperamento.
São pessoas que crescem achando que todos no mundo devem satisfazer seus desejos, têm baixa tolerância à frustração e não compreendem que seus direitos acabam quando começam os do outro.
Gente Tóxica identifica e descreve todos os tipos de "personalidades tóxicas" com que convivemos e ensina como podemos evitar a influência e o domínio dessas pessoas que, em muitos casos, tentam assumir o controle de nossa vida. Quanto mais protegidos delas, mais chances temos de viver melhor.

Personalidades difíceis
Dos 13 perfis de problemáticos citados no livro Gente tóxica, cinco são apontados por especialistas como os mais comuns. É possível encontrar pessoas à sua volta com essas características, talvez de mais de um tipo. E é ainda provável se reconhecer como uma delas. Segue uma lista descritiva e dicas de como lidar com eles — ou consigo mesmo.

Fuja desses também!

Desqualificador
Demonstra desprezo pelas qualidades do outro. Isso acontece para se sentir melhor. Sua autoestima é baixa, seja por perfeccionismo ou falta de confiança.
E ele precisa provar para si mesmo e demonstrar
aos outros que é melhor. Prefere se relacionar com quem acredita ser inferior a ele.

Agressor verbal
Exímio em cada discurso que faz, o agressor verbal é mordaz, intimidador e ofensivo. Sente prazer em atingir e humilhar publicamente. Adora dizer não, mas precisa fazê-lo com pompa, em longos sermões. Adora ser sarcástico e grosseiro.

Falso
Vive sob máscaras, em duas condições: ser e pretender ser. Inseguro, mente e engana a respeito de si mesmo para esconder suas dúvidas sobre quem é. Prefere criar personalidades para agradar ou intimidar a se autoconhecer e vive sob a pressão de fazer de conta.

Psicopata
Não necessariamente o assassino em série ou o caloteiro, é também alguém excelente na mentira e na enganação. Destaca-se pelos objetivos sórdidos, como arruinar outra pessoa. O psicopata não sente culpa nem angústia. É um dos tipos mais perigosos por conta da dificuldade de reconhecê-lo antes que ele já tenha feito sérios estragos.

Medíocre
Não consegue se esforçar para sair de uma situação na qual se acomodou, mas que não é seu objetivo. Ressente-se de sua vida, de sua personalidade fraca e de quem convive com ele. O motivo de suas frustrações é o medo, que o impede de se arriscar.

Fofoqueiro
Com talento para criar histórias, gasta seu tempo e energia inventando e repassando rumores sobre os outros. Nunca fala sobre si mesmo, mas conhece detalhes da vida alheia que não se inibe em compartilhar com todos. Cria problemas e constrangimentos para quem está à sua volta.

Neurótico
Pessoa com alterações psicológicas que é, de maneira geral, perfeccionista, conflituosa, agressiva, inibida, inteligente, extremista, egoísta, infantil e se sente culpada. Mas é, acima de tudo, alguém que sabe jogar com as emoções alheias. Construir e destruir relações é sua atividade preferida.

Manipulador
Estuda pessoas em busca de sua vulnerabilidade. Usa quem é dependente e crédulo. Faz o outro se envolver, buscar sua aprovação para, enfim, o deixar à sua mercê e, assim, fazê-lo se sentir mal.
Por Bernardo Stamateas

A VIDA É SIMPLES

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

BLACK FRIDAY: SAIBA OS CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TOMAR

“Maquiagem” de preços costuma ser a principal reclamação dos consumidores. Veja dicas para não cair em ciladas e conheça os seus direitos

A chamada Black Friday (sexta-feira negra, em tradução livre) é uma tradição nos Estados Unidos. A megaliquidação ocorre sempre no fim de novembro, no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. O objetivo é renovar os estoques para o Natal.
A Black Friday chegou ao Brasil em 2010. Contudo, muitos consumidores reclamam que aqui as promoções não são verdadeiras: as lojas "maquiariam" os preços para simular descontos nos produtos. Por isso, é preciso ter muita atenção.

Pesquisar é fundamental
O primeiro cuidado que o consumidor deve ter é identificar se os produtos realmente estão mais baratos. Não é raro que algumas lojas aproveitem essa data para anunciar como promocionais itens com preços semelhantes aos verificados antes do período ou elevem o preço do produto semanas ou dias antes da Black Friday para passar a impressão de que houve desconto. Essa prática é chamada de maquiagem de preço e é considerada publicidade enganosa. O estabelecimento que a adotá-la pode ser penalizado.
Uma forma simples de saber se os produtos estão com preços realmente promocionais é fazer uma lista do que se pretende comprar e pesquisar os preços em pelo menos três estabelecimentos diferentes com duas semanas de antecedência.  
Se o desconto for muito alto, fique atento! Observe se as mercadorias não são peças de mostruário, obsoletas ou encalhadas e se as caixas estão lacradas.
Outro cuidado importante, principalmente se a compra for feita pela internet, é pesquisar a idoneidade da loja. Certifique-se de que a loja existe, verificando se possui endereço físico e canal de relacionamento com o consumidor. Também é importante acessar o histórico de reclamações no Procon e no site consumidor.gov. Imprima as páginas com a oferta do produto, suas características e informações sobre a garantia. E preste atenção ao prazo de entrega. Ah, e desconfie de preços muito abaixo da média!  
Mesmo que as ofertas sejam reais, é bom não exagerar nas compras para não exceder o orçamento nem se arrepender depois. Para não se endividar, evite comprar por impulso.

Direitos do consumidor
Em caso de redução no preço por defeito do produto, a informação deve ser prévia e clara. Além disso, o defeito não pode comprometer o funcionamento, a utilização ou a finalidade do item.
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), caso o produto apresente defeito, a loja ou fabricante deve reparar a falha em até 30 dias. Se o conserto não ocorrer nesse prazo, o consumidor poderá escolher entre três opções: exigir sua troca por outro produto em perfeitas condições de uso; a devolução integral da quantia paga, devidamente atualizada; ou o abatimento proporcional do preço.  
Ainda segundo o CDC, compras realizadas fora de lojas físicas - pela internet, catálogos ou telefone - podem ser canceladas no prazo de sete dias a partir da entrega do produto, mesmo que ele não apresente qualquer defeito. Mesmo que a loja declare possuir uma política de trocas diferente no momento da venda (o que é bastante comum), o direito de arrependimento em sete dias precisa ser respeitado.

Toda informação transmitida ao consumidor - por meio de publicidade, na embalagem ou por declaração verbal do vendedor - torna-se uma cláusula contratual a ser cumprida pelos lojistas e fabricantes. De acordo com essa regra, o consumidor tem o direito de exigir que o produto seja vendido exatamente pelo preço e com as condições anunciados na mídia, cartazes ou outros meios. Se essas garantias forem violadas, o consumidor deve registrar reclamação no Procon de sua cidade ou entrar com ação em um Juizado Especial Cível.

Black Friday consciente
Evite comprar de empresas que tenham sido denunciadas por trabalho escravo ou exploração irregular de matéria-prima.
Outro aspecto que pode ser levado em consideração é a durabilidade do produto. Procure se informar em fóruns ou junto ao fabricante sobre a vida útil estimada do produto e os problemas que costumam apresentar.            
Também é importante estar ciente dos gastos que estão por vir. Logo depois da Black Friday e do Natal, chega a hora de pagar o IPTU, o IPVA, a matrícula dos filhos na escola, material e uniforme escolar. E dessas contas não dá para se livrar!
Fonte Idec

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

ESPECIALISTA APONTA ERROS DE MARKETING QUE ADVOGADO NÃO PODE COMETER


O marketing do escritório demanda tempo e dinheiro. É um investimento considerável para qualquer escritório, considerando que suas atividades principais já demandam muito tempo e muito dinheiro. Por outro lado, executar todas as atividades de marketing possíveis é uma obrigação, porque disso depende o crescimento do escritório.
De maneira geral, os advogados entendem isso, diz o consultor Cari Twitchell, em um artigo para o site Lawyerist. E fazem um esforço de marketing considerável. No entanto, cometem alguns erros que podem minar seus esforços. Nesse artigo, ele aponta alguns erros que os advogados cometem em marketing e que não deveriam, como:

1. Ter um website não amigável a dispositivos móveis
Mais de 60% de todo o tráfego na internet deriva, hoje em dia, de dispositivos móveis, de acordo com a revista Fortune. Os internautas fazem mais buscas e passam mais tempo em dispositivos móveis do que em desktops, segundo um relatório divulgado pela Smart Insights.
Há mais uma novidade: o Google mudou recentemente o algoritmo de seu sistema de busca, passando a favorecer, em sua página de resultados, websites amigáveis a dispositivos móveis. Isto é, passam a aparecer nos primeiros lugares na lista de resultados os websites com textos maiores, links fáceis de clicar e textos e imagens que o internauta pode mudar o tamanho, conforme desejar.
Segundo o site Business Insider, o Google fez uma “revolução” tão grande em seu sistema de busca que a mudança ganhou o nome de mobilegeddon — uma mistura de mobile com armageddon, porque será uma transformação apocalíptica para milhões de websites no mundo. Quem não se adaptar vai ver o ranking de seu website despencar no Google.
O conteúdo ainda reina nos rankings do Google. Porém, o peso que foi atribuído aos sites amigáveis a dispositivos móveis dá uma nova configuração ao sistema. Assim, neste mundo de concorrência, os escritórios que adaptarem seus sites ao mundo da mobilidade levarão uma vantagem competitiva considerável.

2. Não ter um website
Pior que não ter um website amigável a dispositivos móveis é não ter website algum. E também não ter uma presença ativa nas redes sociais. A exploração adequada do mundo digital coloca o advogado no comando de seu marketing, diz o Lawyerist. Se não tem um website que descreva seus serviços, os problemas e as possíveis soluções dos problemas dos clientes, o advogado perde a oportunidade de se conectar com eles e de conquistá-los.
É hora de planejar 2018, e este é o momento certo para tornar a criação de um website eficaz uma alta prioridade para o escritório, a partir de janeiro. "Um website é, hoje, o coração de seus esforços de marketing. Mesmo que você seja apresentado, pessoalmente, a um possível cliente durante algum evento, ele irá fazer pesquisas sobre você na internet, seja em seu computador, smartphone ou tablet. E ficará decepcionado se não encontrar seu website."

3. Usar contas de e-mail gratuitas para negócios
O advogado precisa transmitir uma imagem profissional, porque esse é um atributo que os possíveis clientes irão levar em consideração. Ter uma conta de e-mail do AOL, Yahoo! Ou mesmo do Gmail não reflete profissionalismo. Ao contrário, pode indicar que o advogado não leva seus negócios tão a sério, como deveria.
Por isso, é necessário investir o que for preciso na compra de um domínio exclusivo do escritório. Na verdade, existem provedoras, como GoDaddy, que oferecem contas de e-mail gratuitas vinculadas a seu domínio. Você pode, então, dirigir seu e-mail para seu Google For Business ou para a conta do Outlook, para facilidade de acesso e de uso.
Conta de e-mail gratuita é o barato que sai caro, diz o Lawyerist. Você pode perder clientes, tentando economizar um pagamento anual que não é alto, no final das contas. Esse “barato” pode minar sua credibilidade.

4. Não focar seu material de marketing nos clientes em potencial
Certifique-se de que todo conteúdo que você prepara — para o website, blog, boletim (ou newsletter), e-mail, panfleto etc. — seja mais focado no possível cliente: o que ele necessita, o que ele quer, o que ele ganha se contratar você. Não no escritório apenas.
Um bom conteúdo, por exemplo, descreve um problema do cliente — que ele tenha, mesmo que não saiba disso — e possíveis soluções.

5. Postar uma foto ruim na página da biografia
Uma fotografia de boa qualidade, bem produzida, provavelmente obra de um fotógrafo profissional, transmite muitas coisas boas sobre você, diz o Lawyerist. Você é uma pessoa bem composta, equilibrada, confiante, instruída, bem informada, acessível e cuidadosa — são conclusões não necessariamente lógicas que um leitor pode chegar ao ver uma boa imagem.
O outro lado da moeda — o de uma foto de má qualidade, amadora (provavelmente batida por alguém do escritório em um smartphone), sem nenhuma produção, mostra sua pouca ou nenhuma preocupação com detalhes ou com um trabalho cuidadoso. Passar a imagem de “relaxado” certamente não é uma boa ideia para um advogado.

6. Não caprichar na redação da biografia
A biografia do advogado no website parece uma página fria, mas pode ser “esquentada” por um texto bem escrito. Um bom texto de biografia procura informar, entreter e envolver o cliente.
As informações mais importantes são aquelas que o cliente poderá achar interessantes — isto é, que irão ajudá-lo a tomar a decisão de contratá-lo, porque ele está precisando de um advogado com essas características e essas qualificações. Não são necessariamente as informações que o advogado gostaria de divulgar, embora possam coincidir.
De qualquer forma, o cliente gostará de saber mais sobre a vida, a experiência e as qualificações do advogado. Por exemplo, um advogado que participou de eventos de administração de empresa e de economia terá informações interessantes para clientes empresariais sobre sua formação.
O texto da biografia também ajuda quando ele transpira a satisfação do advogado por atuar em sua área de especialização, o seu esforço para se manter atualizado e o empenho (ou a paixão) que envolve suas atividades cotidianas.
A transmissão da paixão que o advogado sente por determinadas áreas do Direito ou por aspectos de seu trabalho expõe uma certa vulnerabilidade humana em uma pessoa que deveria ser estritamente profissional. No entanto, trabalha a favor do advogado, porque inspira uma certa empatia ou até mesmo uma certa cumplicidade positiva.

7. Deixar que a atuação na mídia social morra de inanição
Muitos advogados até que tomam tempo para abrir contas em redes sociais. Seguem as regras de melhores práticas, apresentam um perfil adequado e postam conteúdo regularmente, durante uma semana ou duas. Depois, aparecem outras prioridades e o trabalho na mídia social, que deveria ser sistemático, é abandonado.
A página mostra sinais de envelhecimento ou, aparentemente, de morte por inanição, exatamente por falta de alimentação. E uma conta “morta” na mídia social é pior do que nenhuma conta. Pode indicar que o advogado não está preocupado em se envolver com possíveis clientes — ou que não dá importância a seu público-alvo.
Você pode usar plataformas de gerenciamento (pagos ou gratuitos), como Hootsuite e Buffer para atualizar seu perfil com frequência, diz o Lawyerist.

8. Deixar de fazer networking
Uma desculpa padrão de advogados, para não participar de atividades de networking (ou de formação de relacionamentos) é a falta de tempo. Na verdade, o problema a ser considerado aqui não é a falta de tempo: é a falta de entendimento da importância da formação de relacionamentos para o escritório (ou para o advogado), diz o Lawyerist.
As atividades de networking são essenciais para o sucesso de qualquer escritório de advocacia. É preciso se dedicar continuamente à formação de relacionamento com possíveis clientes e também com possíveis fontes de referência. Fontes de referência podem ser quaisquer clientes, outros advogados e organizações com as quais o advogado se envolve, entre outras.

9. Distribuir cartões de visita “feitos em casa” 
Como no caso da fotografia, um cartão de visita feito de forma amadora, sem qualidade, também reflete pouco caso com o “serviço bem-feito”. Além disso, o cartão de visita é, frequentemente, um elemento na criação de primeiras impressões.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

terça-feira, 26 de novembro de 2024

HOME OFFICE PARA ADVOGADOS: CONHEÇA AS POSSIBILIDADES DE TRABALHO NA ADVOCACIA

Trabalhar em casa pode ser uma excelente alternativa seja ela transitória ou permanente para os advogados

Fatores econômicos ou por sua própria comodidade favorecem diferentes advogados optarem por trabalhar em Home Office, conheça 4 delas:

Despesas mensais
Incluem recém-formados que estão iniciando sua carreira bem como advogados mais experientes que buscam melhores condições de vida e trabalho.

Advogados associados
Se você trabalha para outros advogados e escritórios de advocacia a sua necessidade de reuniões presenciais com clientes poderá ser eliminada em muitos casos, não necessitando de um endereço comercial.

Renda extra
Essa categoria inclui advogados que procuram uma fonte extra de renda levando trabalho para fazer em casa e advogados aposentados que podem prestar de forma complementar seus serviços.

Advogados online
A ascensão de plataformas online também contribuiu para o aumento do número de advogados em Home Office pela comodidade em termos de tecnologia. Mas para fazer reuniões com clientes, o que fazer quando trabalho em casa?

Sua casa seu escritório
Se você pode garantir que sua casa tenha condições de receber clientes e que suas as reuniões não sejam interrompidas por fatores externos poderá atender se assim preferir em sua casa.

Escritórios da OAB
Isso mesmo, você tem direito quando está em dia com sua anuidade da OAB, portanto você pode se valer de sua seccional ou subseção se a sua ordem disponibiliza escritório modelo para atendimento.

Consulta virtual   
Como importante inovação tecnológica, a videoconferência pode ser usada por advogados para atender seus clientes sem ferir qualquer dispositivo do Estatuto da Advocacia ou do Código de Ética e Disciplina profissional.

Coworking e outros locais
Se você não dispensa uma impressão corporativa, pode optar por locais em que você pode alugar por algumas horas com o uso de espaços coletivos para Coworking.
Há ainda soluções inteligentes como pedir a um colega seu escritório emprestado ou atender seu cliente saboreando um delicioso café em um ponto interessante de seu bairro ou de sua cidade.
Fonte Jurídica Marketing

O HABEAS CORPUS DOS EXTRATERRESTRES


Os relatos de aparições de OVNIS em Quixadá (CE) não são poucos nem  recentes. Só para dar um exemplo bem conhecido, no dia 4 de junho de 1960, a escritora Rachel de Queiroz narrou, na sua coluna em "O Cruzeiro", um avistamento presenciado por ela mesma no dia 13 de maio daquele mesmo ano.

Disse a escritora: "(...) aquela luz com o seu halo se deslocava horizontalmente, em sentido do leste, ora em incrível velocidade, ora mais devagar. Às vêzes mesmo se detinha; também o seu clarão variava, ora forte e alongado como essas estrêlas de Natal das gravuras, ora quase sumia, ficando reduzido apenas à grande bola fôsca, nevoenta. (...). Tinha percorrido um bom quarto do círculo total do horizonte, sempre na direção do nascente; e já estava francamente a nordeste, quando embicou para a frente, para o norte, e bruscamente sumiu, - assim como quem apaga um comutador elétrico".
Às vezes o assunto fica meio esquecido, mas sempre volta. Ultimamente, com a exibição do filme "Área Q", voltou com força total. No filme, um repórter americano é enviado a Quixadá, para fazer uma matéria sobre OVNIs e abduções.
No decorrer da trama, ele mesmo vive experiências cercadas de mistério, as quais estão relacionadas com o desaparecimento do seu filho ocorrido meses antes.
Com esse retorno do assunto às telas dos cinemas - e sabendo que nos arredores de Quixadá encontram-se desde pessoas que simplesmente viram luzes no céu até gente que perdeu o juízo depois de ser abduzida - não será de admirar se qualquer hora dessas for ajuizado algum habeas corpus cuja petição seja redigida mais ou menos assim:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA 23ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO CEARÁ

JOSÉ DE TAL (qualificação), vem respeitosamente à presença de V.Exa. impetrar o presente HABEAS CORPUS PREVENTIVO, o que faz com fundamento no inciso LXVIII do Art. 5º da Constituição Federal, em favor de três pacientes cuja qualificação neste momento não é possível, identificando-se, atualmente, apenas como Sócrates, Platão e Aristóteles, nomes que adotaram neste Planeta Terra, apontando como autoridades coatoras o Superintendente da Polícia Federal no Ceará, o Delegado de Polícia Civil de Quixadá, o Comandante da Polícia Militar em Quixadá e o Comandante do Tiro de Guerra de Quixeramobim-CE.

I - DOS FATOS

Há aproximadamente um ano os Pacientes vêm mantendo contato regularmente com o Impetrante, mediante comunicação telepática, tendo eles se identificado como seres de outro planeta, interessados em trocar experiências com os habitantes deste Planeta Terra, notadamente os da espécie homo sapiens.

Durante esse período, o Impetrante e os Pacientes têm aperfeiçoado sua comunicação, possibilitando ao Impetrante aprender sobre eles e também ensinar-lhes coisas sobre o nosso planeta. Os Pacientes até já aprenderam um pouco do idioma português, pois têm interesse em conversar com outras pessoas que não o Impetrante, mas, segundo eles, nem todos os homo sapiens estão aptos à comunicação telepática.

Ocorre que, por tudo o que os Pacientes já aprenderam sobre a Terra e seus habitantes, têm eles grande e justificado receio de, em se apresentando clara e abertamente para as pessoas, virem a sofrer cerceamento de sua liberdade, sendo arbitrariamente aprisionados, submetidos a experimentos ditos científicos e tratados como animais irracionais, especialmente porque sua aparência física não guarda muitas semelhanças com a dos homo sapiens.

Em razão disso, e considerando que dentro de no máximo um mês pretendem voltar à Terra e se apresentar de forma ostensiva para os habitantes deste Município de Quixadá, o presente habeas corpus é impetrado com a finalidade de garantir que os Pacientes possam cumprir pacificamente sua missão em nosso planeta, sem ter cerceado o seu direito de ir e vir, não sendo aprisionados, seja em delegacias ou presídios, nem tampouco em laboratórios ou zoológicos.

II - PRELIMINARMENTE: DA COMPETÊNCIA

A competência para processar e julgar o presente habeas corpus é da Justiça Federal, uma vez que, não tendo os pacientes cometido qualquer crime, a sua eventual prisão seria equiparada à do estrangeiro irregular, para fins de deportação.

Essa prisão está prevista no art. 61 da Lei 6.815/80, o qual dispõe que a mesma pode ser decretada pelo Ministro da Justiça. Entretanto, a jurisprudência está pacificada no sentido de que, desde o início da vigência da Constituição de 1988, a competência para expedir o decreto de prisão é da Justiça Federal, uma vez que deve emanar de autoridade judiciária, em face da garantia constitucional segundo a qual ninguém será preso senão em flagrante delito, por ordem judicial competente, ou nos casos de transgressão ou crime militar (art. 5º, LXI).

A contrario sensu, no caso de prisão da espécie sem ordem judicial, a competência para apreciar o habeas corpus contra ela impetrado é também da Justiça Federal.

III - DO CABIMENTO DO PRESENTE HABEAS CORPUS EM FAVOR DOS PACIENTES

Apesar de a literalidade do caput do art. 5º da Constituição Federal se referir a "brasileiros e estrangeiros residentes no país", a doutrina já esclareceu que os Direitos Fundamentais reconhecidos em nosso ordenamento jurídico alcançam os estrangeiros que estejam no país apenas de forma transitória.

No presente caso, também estrangeiros são os Pacientes, logo, protegidos pelos mesmos direitos e garantias. Entretanto, é real o risco de as Autoridades Impetradas negarem essa condição aos pacientes, partindo da falsa premissa de que, tendo os Direitos Fundamentais como núcleo a dignidade da pessoa humana, somente os membros da espécie homo sapiens mereceriam sua proteção.

Essa noção, entretanto, é equivocada. O Direito não se submete a critérios meramente biológicos. Como destaca RADBRUCH, ninguém é "pessoa" por natureza, originariamente, e bastaria a experiência da escravidão para demonstrar isso.

De fato, as lições do passado - quando o Direito excluiu homens e mulheres da condição humana - ensinam que a redução do conceito de humanidade conduz ao cometimento de atrocidades. Da mesma forma, a ampliação desse conceito favorece a Justiça e a Democracia.

Importa, portanto, destacar a visão de JOHN LOKE, ao definir "pessoa" como "um ser pensante, inteligente, dotado de razão e reflexão, e que pode considerar-se a si mesmo como um eu, ou seja, como o mesmo ser pensante, em diferentes tempos e lugares". Ou de PETER SINGER, quando cita JOSEPH FLETCHER para apontar os seguintes "indicadores de humanidade": autoconsciência, autodomínio, sentido de futuro, sentido de passado, capacidade de se relacionar com os outros, preocupação com os outros, comunicação e curiosidade.

É evidente que um indivíduo da espécie homo sapiens que tenha perdido (ou não tenha adquirido) essas características continua sendo uma pessoa humana. Também não se pretende defender aqui que animais como chimpanzés ou golfinhos, por serem dotados dos indicadores acima, são seres humanos.

A questão que se impõe é o reconhecimento de que, se o indivíduo é membro de uma espécie que tem entre suas características esses indicadores de humanidade e, além disso, a capacidade de reconhecer um ordenamento jurídico e se guiar por ele, esse indivíduo deve, sem sombra de dúvida, ter sua dignidade respeitada, tanto quanto qualquer membro da espécie homo sapiens, independentemente do planeta de onde tenha vindo.

Forçoso reconhecer, portanto, que os Pacientes devem receber a proteção dos Direitos Fundamentais acolhidos pela Constituição Federal, notadamente o Direito à Liberdade, de modo que qualquer ato tendente à sua prisão, fora das hipóteses do art, 5º, LXI, seria contrário à Constituição.

No presente caso, nem mesmo a prisão do estrangeiro para fins de deportação (art. 61, Lei 6.815/80) seria cabível, uma vez que, segundo pacífica jurisprudência, tal prisão é ensejada por indícios de que, em liberdade, o deportando tentaria se furtar à ação das autoridades. Afinal, os próprios Pacientes tem interesse em agir em cooperação com as autoridades locais, a fim de melhor cumprir sua missão neste planeta.

A razão deste habeas corpus é apenas evitar que os Pacientes tenham os seus direitos mais básicos desrespeitados.

IV - DO JUSTO RECEIO

O receio dos pacientes se justifica pelo histórico de casos não esclarecidos de extraterrestres vindos à Terra que foram aprisionados e tratados desumanamente, como no caso ocorrido na cidade de Varginha-MG, em 1996.

No referido caso, somente em outubro de 2010 veio a público o resultado do Inquérito Policial Militar que investigou os fatos, apresentando a conclusão de que, segundo o Exército, o ET nunca existiu. As testemunhas teriam visto um homem agachado perto de um muro, sendo "mais provável a hipótese de que este cidadão, estando provavelmente sujo, em decorrência das chuvas, visto agachado junto a um muro, tenha sido confundido, por três meninas aterrorizadas, com uma criatura do espaço". (Revista Isto É, Edição 2136, 15.10.2010).

Vossa Excelência não acha estranho que uma versão tão simples dos fatos tenha demorado quase quinze anos para ser apresentada ao público? Os Pacientes têm a sua própria versão para o caso. Embora não seja recomendável revolver os fatos em busca de provas na via estreita do habeas corpus, a nebulosidade das informações divulgadas é suficiente para os Pacientes terem receio quanto ao tratamento que receberão das autoridades brasileiras.

V - DO PEDIDO

Pelos fundamentos apresentados, requer o Impetrante:

- Sejam as Autoridades Impetradas, indicadas no preâmbulo deste, notificadas para apresentar suas informações.

- Seja intimado o Ilustre Representante do Ministério Público para que integre a presente lide.

- Seja concedida a ordem de habeas corpus requerida, com a conseqüente expedição de Salvo-Conduto, evitando a concretização da ameaça ao direito de locomoção dos pacientes.

Nestes termos,

Pede Deferimento.

Por Marcos Mairton - escritor, compositor e juiz Federal em Quixadá (CE)
Fonte Espaço Vital

CINCO SINAIS PARA DESCOBRIR SE SEU CURRÍCULO ESTÁ ULTRAPASSADO

Site americano Monster diz que é necessário adaptar informações para que elas falem diretamente ao recrutador moderno

O mundo do trabalho muda rápido e já não é o mesmo de cinco anos atrás. A busca por emprego também se transformou, com as ferramentas disponibilizadas pelas redes sociais. Nesse cenário, porém, por mais adaptados que os candidatos possam estar, parece que ainda há muita gente que não muda o currículo desde a década de 90. O site americano Monster lista cinco indícios para ajudar a identificar se seu currículo está ultrapassado - e ensina como fazer para que ele fale diretamente ao recrutador moderno. Veja quais são:

1. Você forçou para fazer caber tudo em uma página só
Você reduziu a fonte para tamanho oito, eliminou todas as margens e acabou deixando de fora informações importantes somente para obedecer à regra antiga de que os currículos deveriam ter apenas uma página. Isso está ultrapassado, afinal de contas, alguém que já está no mercado de trabalho há 20 anos precisa de mais espaço do que um recém-formado. Os currículos precisam ser concisos, é claro, pois os recrutadores são pessoas ocupadas e não têm tempo para ler cronologias muito longas de carreiras. Porém, é fundamental usar o bom senso: se sua experiência é relevante e ocupa duas ou três páginas, não há motivos para se limitar a apenas uma.

2. Você listou um objetivo
É evidente que um candidato a uma vaga está buscando mais experiência naquele setor para o qual está concorrendo a uma vaga. O interesse pelo cargo deixa isso implícito. Será que é realmente necessário listar esse objetivo logo no topo do currículo? Atualmente, os responsáveis pelos processos seletivos estão muito mais interessados em saber o que vocês podem fazer por eles do que no que eles podem fazer por você. Se você quer explicar o porquê de estar concorrendo à vaga, prefira fazê-lo na carta de motivação ou durante a entrevista de emprego. O espaço no currículo é valioso demais para ser gasto com informações redundantes e irrelevantes.

3. Você não faz seu marketing pessoal
Com a ascensão das redes sociais, todos se tornaram as suas próprias marcas e os candidatos não devem ter medo de mostrar isso às empresas. Não divulgue apenas suas realizações, mas divulgue quem você é. Inclua o link para seu perfil no Twitter no currículo, bem como os endereços de seus blogs ou seu perfil no Google ou LinkedIn. O Monster recomenda o site Twtbizcard, que ajuda a capturar todas as suas “identidades 2.0”. Mas não se esqueça de checar que, em seus perfis nas redes sociais, não há nenhuma informação que você não gostaria que fosse vista por um potencial empregador.

4. Você escreve “referências disponíveis mediante solicitação” na parte debaixo do currículo
Novamente, isso é desperdiçar espaço que é valioso no currículo. Será que é realmente necessário incluir essa informação? O recrutador deve saber que, se precisar de alguma referência, poderá pedi-la diretamente ao candidato. Em vez disso, prepare uma lista com contatos de possíveis referências e a mantenha atualizada, e espere até avançar no processo seletivo. Segundo o Monster, a maioria dos empregadores não vai se preocupar em consultar referências até que esteja realmente pronto a fazer uma oferta ao candidato.

5. Você lista todos os empregos que já teve em ordem cronológica
Antigamente, a pessoa com mais experiência conquistava o emprego. Hoje em dia, isso mudou, e tem mais chances de ser contratado quem é mais talentoso, tem as habilidades mais importantes e conseguiu mostrar a contribuição que deu aos empregadores anteriores. Não é necessário listar empregos que não são relevantes para aquela vaga a que está concorrendo só para preencher espaços. Além disso, foque mais nas realizações do que nas atribuições diárias de seus cargos anteriores.
Por Ione Luques
Fonte O Globo Online

15 RECOMENDAÇÕES PARA PENSAR CLARAMENTE


1. Tenha seus próprios pensamentos
Se você simplesmente engole o que você vê, ouve e lê sem analisar, você não está vivendo como uma pessoa inteligente. Por outro lado, se você pesar, examinar e filtrar as evidências, você terá mais chances de encontrar a verdade e compartilhá-la com os outros.

2. Pense antes de agir
Atitudes “no calor do momento” são geralmente baseadas em pensamentos superficiais e confusos. Mesmo um único momento de reflexão pode ter grandes e duradouras consequências.

3. Pense objetivamente
Desenvolve a facilidade de pensar além de um ponto de vista limitado e egoísta. Se você for além da tendência humana de ouvir apenas o que quer ouvir, e de ser temeroso aos fatos, você será mais apto a receber a verdade, sem tentar adaptá-la ou distorcê-la.

4. Pense à frente
Cultive o hábito de olhar além do presente. É importante pensar à frente. Pese as consequências no tempo e na eternidade das coisas que você pensa, diz e faz hoje.

5. Pense positiva e construtivamente
Uma pessoa construtiva vê uma oportunidade em cada calamidade enquanto um cínico vê uma calamidade em cada oportunidade. Acostume-se a pensar esperançosamente nas circunstâncias mais desanimadoras.

6. Pense sobre as coisas
Reserve alguns momentos para pensar sobre as coisas e você terá mais probabilidade de chegar à verdade do que perdê-la ou distorcê-la.

7. Pense caridosamente
Um amor genuíno pelos outros é a melhor preparação para um pensamento claro e sem preconceitos. A pessoa hostil, invejosa e amarga raramente pensa direito sobre os assuntos humanos ou divinos.

8. Certifique-se e certifique-se novamente
Faça uma investigação decente dos fatos antes de tomar uma decisão.

9. Cuidado com preconceitos
Comprometa-se com sua consciência que você vai ter todos os fatos essenciais antes de chegar a uma conclusão final.

10. Olhe honestamente para seus próprios erros
Ampliar as dificuldades dos outros enquanto diminui as próprias é o caminho mais curto para pensar torto e pode até mesmo levar a sérios problemas com a lei moral, como trapaça, fraude e mentira.

11. Vá além do pensamento aspirador
Você terá vigor e claridade no pensamento se você se disciplinar a carregar suas boas intenções para a ação. É fácil se iludir confundindo o pensamento que aspira pelas coisas com a real conquista delas.

12. Não subestime o óbvio
Quando um grande caminhão ficou preso embaixo de um viaduto todos os esforços para tirá-lo de lá foram fracassados. Um garotinho que tinha assistido a todos os procedimentos finalmente disse pro motorista: “quer saber como fazê-lo soltar? Esvazie um pouco os pneus”.

13. Pense com determinação
Persiga idéias valiosas de uma maneira que você possa tirar o máximo delas. Se você se esforçar para ter idéias valiosas, estará numa posição mais forte para passá-las adiante.

14. Cuidado com os detalhes
Certifique-se que você tem completo conhecimento do que espera fazer e evitará equívocos. Ás vezes o número do pedido está certo, o número do apartamento está certo, mas o número do prédio está errado…

15. Procure o significado mais profundo
Mergulhe abaixo da superfície do que você ouve e lê. Tome, por exemplo, as palavras de Jesus Cristo: “Assim como você deseja que façam por você, faça pelos outros”. Antes que qualquer progresso seja feito para resgatar a paz no mundo, é absolutamente necessário que milhares de pessoas como você pense no que significa “fazer aos outros como se você fosse os outros”.
       

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

PASSO A PASSO DE COMO FAZER PLANEJAMENTO FINANCEIRO DO CONDOMÍNIO

Assim como acontece nas empresas e finanças pessoais, os condomínios precisam de planejamento financeiro. Confira 9 passos para organizar e planejar as finanças de condomínios e propor uma taxa condominial adequada

Mesmo não sendo uma empresa com fins lucrativos, é necessário fazer o planejamento financeiro do condomínio, afinal síndico e administradora devem ter em mãos as despesas previstas, benfeitorias futuras e quanto dinheiro terá à disposição todos os meses para honrar os compromissos.

Com acompanhamento, é possível fazer os ajustes no orçamento quando necessário, além de montar uma reserva de emergência ou criar um fundo de obras para o condomínio, se estiver no planejamento financeiro.

Como fazer o planejamento financeiro do condomínio?

Fazer um planejamento financeiro não é difícil. Contudo, é necessário analisar todas as receitas e despesas do condomínio para poder projetar da melhor maneira possível os gastos de um determinado período.

O ideal é que você faça o planejamento financeiro para um ano inteiro. Dessa forma, será possível planejar melhor os gastos com manutenção.

Além disso, com um planejamento anual, é possível preparar o caixa do condomínio para os períodos nos quais os gastos são maiores, como no final do ano, quando é preciso pagar o 13º salário para os funcionários.

Sendo assim, confira a seguir um passo a passo de como fazer o planejamento financeiro do condomínio.

1. Analise as contas

O primeiro passo para fazer qualquer planejamento financeiro é analisar as contas. Sendo assim, verifique se o condomínio possui dívidas em aberto e cheque se o saldo bancário está positivo ou negativo.

Além disso, é importante verificar se o local tem algum fundo financeiro ou reserva de emergência.

Também é essencial checar se o condomínio está pagando parcelas de um empréstimo — ou de uma compra ou se contratou um serviço e está fazendo o pagamento aos poucos.

Ao fazer esse levantamento, é preciso verificar qual é o número de funcionários do condomínio e quais são os gastos com a folha de pagamento.

Além disso, também é fundamental checar quais são os principais gargalos financeiros do lugar, por exemplo se a conta de luz vem muito alta. Dessa forma, é possível verificar para onde a maior parte do dinheiro está indo e tentar reverter essa situação.

Após fazer essa análise, você conseguirá ter uma noção de qual é a situação financeira do condomínio e como você deverá conduzir o planejamento financeiro do local. Algumas das opções que podem surgir são:

- Priorizar o pagamento de débitos;

- Começar a formar uma reserva de emergência;

- Optar por construir um fundo de obras.

2. Verifique as despesas dos anos anteriores

Antes de começar a fazer o planejamento financeiro do condomínio, analise as despesas dos anos anteriores.

Dessa forma, você consegue saber quais foram os principais gastos do condomínio, em quais meses as despesas aumentam e em quais períodos elas diminuem.

Depois que você fizer essa análise, será possível projetar os gastos do condomínio com mais clareza e, portanto, fazer um planejamento financeiro melhor e que seja condizente com a realidade do lugar.

3. Leve em consideração uma possível inadimplência por parte dos condôminos

Ao fazer o planejamento financeiro do condomínio, é preciso levar em consideração uma possível inadimplência por parte dos condôminos.

Isso porque, em média, até 10% das pessoas não pagam as taxas em dia. Sendo assim, para que o condomínio não corra o risco de ficar sem caixa, na hora de fazer o planejamento financeiro, considere que nem todos os condôminos vão pagar a taxa em dia. Você pode se basear no histórico de inadimplência do último ano para calcular essa margem.

- Inadimplência em condomínio: quando contratar uma garantidora?

4. Planeje os gastos com as despesas ordinárias

As despesas ordinárias são aquelas que se repetem todos os meses, como:

- Salários dos funcionários;

- Contas de água, luz e gás;

- Gastos com manutenção.

Além disso, o gestor também precisa considerar o dissídio dos colaboradores, sejam eles orgânicos ou terceirizados. Isso porque todos os anos os trabalhadores brasileiros têm direito a receber um reajuste salarial.

Sendo assim, ao fazer o planejamento financeiro do condomínio, o síndico ou administrador precisa considerar os meses nos quais os colaboradores passarão pelo ajuste salarial.

Depois de verificar quais são as despesas ordinárias, é possível planejar o quanto será gasto com essas contas todos os meses e, dessa forma, destinar uma parte do orçamento mensal para esses gastos.

5. Planeje os gastos com as despesas extraordinárias

Além das despesas ordinárias, todo condomínio possui gastos extraordinários, que são provenientes de imprevistos, como vazamento de água ou algum defeito no portão da garagem.

Para que não seja necessário aumentar o valor da taxa do condomínio para arcar com essas despesas, e nem desfalcar o caixa do local, o ideal é montar uma reserva financeira para poder passar por situações como essas com mais tranquilidade.

Contudo, para formar esse fundo, é necessário destinar todos os meses um percentual do valor arrecadado pelo condomínio para a reserva de emergência.

 

Além disso, o valor que você vai destinar para esse fundo também precisa estar previsto no planejamento financeiro. Geralmente na Convenção do Condomínio está estabelecido o percentual que deve ser destinado para esse fim.

No entanto, caso o seu condomínio possua dívidas, é importante negociá-las para quitá-las o quanto antes e então formar o fundo de reserva.

6. Planeje as manutenções preventivas

Todos os anos o condomínio precisa fazer uma manutenção preventiva em seus sistemas e equipamentos.

Fazer a manutenção preventiva também pode ajudar a evitar imprevistos e, dessa forma, também contribuir para que o condomínio economize dinheiro, já que os serviços emergenciais costumam ser mais caros.

Contudo, é importante fazer um calendário de manutenções, escolhendo um mês para verificar a condição de cada equipamento instalado no condomínio.

Dessa forma, é possível projetar as despesas e evitar que o condomínio precise gastar muito dinheiro de uma só vez.

7. Crie um fundo de obras

Também é preciso colocar as obras que devem ser feitas no condomínio no planejamento financeiro.

O mais indicado nessa situação é fazer um rateio, ou seja, levantar qual será o custo dessa obra e dividi-lo entre todos os condôminos.

É importante que uma parte do dinheiro necessário seja arrecadada antes de iniciar a obra, e isso pode ser feito por meio de um fundo de obras. Assim, o condomínio não corre o risco de ficar sem dinheiro no meio da obra e também não vai precisar aumentar as taxas de uma hora para outra.

8. Planeje os gastos com os encargos trabalhistas

Todos os anos o condomínio que tem funcionários próprios precisa pagar alguns encargos trabalhistas, como férias e 13º salário. Caso esses gastos não estejam previstos no planejamento financeiro, pode não haver dinheiro suficiente no caixa para pagar os funcionários.

dividir o valor desses encargos ao longo do ano. Dessa forma, o condomínio poupa um pouco todos os meses para conseguir pagar essas despesas quando for necessário, sem precisar desfalcar o caixa ou aumentar a taxa cobrada dos condôminos repentinamente por alguns meses.

9. Apresente o seu planejamento financeiro para os condôminos

Após finalizar o planejamento financeiro do condomínio, o síndico deve convocar uma reunião para apresentá-lo para os condôminos.

Caso seja aprovado, o administrador ou síndico pode começar a colocar em prática.

O recomendado é que o planejamento financeiro seja feito no finalzinho ou início do ano e revisitado ao longo dele, ou sempre que necessário, para ter certeza de que as finanças estão em dia e condizentes com o que o condomínio precisa.

Fonte SíndicoNet

LOGÍSTICA REVERSA E SUSTENTABILIDADE


Logística Reversa é o processo logístico de retirar produtos novos ou usados de seu ponto inicial na cadeia de suprimento, como devoluções de clientes, inventário excedente ou mercadoria obsoleta, e redistribuí-los usando regras de gerenciamento dos materiais que maximizem o valor dos itens no final de sua vida útil original.
Uma operação de logística reversa é consideravelmente diferente das operações normais.  Deve-se estabelecer pontos de coleta para receber os bens usados do usuário final, ou remover ativos da cadeia de suprimento para que se possa atingir um uso mais eficiente do inventário / material.
Requer sistemas de embalagem e armazenagem que garantam que a maior parte do valor que ainda há no item usado não se perca por um manuseio incorreto.  Também requer frequentemente de um meio de transporte que seja compatível com o sistema logístico regular.  A disposição dos materiais pode incluir a devolução de bens ao inventário ou armazém, devolução de bens ao fabricante original, venda dos bens num mercado secundário, reciclagem, ou uma combinação que gere o maior valor para os bens em questão.
Fonte: Wikipedia

Definição
Logística Reversa é um termo bastante geral.  No sentido mais amplo, Logística Reversa significa o conjunto das operações relacionadas ao reuso de produtos e materiais.   A gestão destas operações pode ser chamada de Gestão de Recuperação de Produtos (PRM - Product Recovery Management).  PRM lida com o cuidado com os produtos e materiais depois do seu uso.  Algumas destas atividades são, até certo ponto, similares às que ocorrem no caso de devoluções internas de itens defeituosos gerados por processos produtivos.  No entanto, a Logística Reversa se refere a todas as atividades logísticas de recolher, desmontar e processar produtos usados, partes de produtos e/ou materiais para garantir uma recuperação sustentável (e benéfica ao meio ambiente).

A Logística Reversa lida com 5 questões básicas:
1. Quais alternativas estão disponíveis para recuperar produtos, partes de produtos e materiais?
2. Quem deve realizar as diversas atividades de recuperação?
3. Como estas atividades devem ser realizadas?
4.  É possível integrar as atividades típicas da logística reversa com sistemas de distribuição e produção clássicos?
5. Quais são os custos e benefícios da logística reversa, do ponto de vista econômico e ambiental?

Porque a Logística Reversa?
Tradicionalmente, empresas de manufatura não se sentiam responsáveis por seus produtos depois do uso pelos clientes.  A maior parte dos produtos usados eram jogados fora com consideráveis danos ao ambiente.  Hoje em dia, consumidores e autoridades esperam que os fabricantes reduzam o lixo gerado por seus produtos.  Isto aumentou a atenção com o gerenciamento de resíduos.  Recentemente, devido a novas leis de gerenciamento de resíduos, a ênfase se voltou à recuperação, devido aos altos custos e impactos ambientais do descarte.  As principais razões para aderir à logística reversa são:
1. leis ambientais que forçam as empresas a receber de volta seus produtos e cuidar de seu tratamento. 
2. benefícios econômicos de usar produtos devolvidos no processo produtivo, ao invés de descartá-los.
3. a crescente consciência ambiental dos consumidores.

Questões Envolvidas
Distribuição
- qual é uma estrutura eficiente e efetiva para uma rede de distribuição reversa, específica para sua indústria?
- quais atividades de recuperação devem ser realizadas em cada localidade?
- como integrar a rede de distribuição reversa com a rede de distribuição original?

Planejamento de Produção e Controle de Inventário
- quais fatores complicam o planejamento e controle da produção na remanufatura de itens gerados na produção interna de peças defeituosas e na devolução de produtos usados?
- como lidamos com incertezas em relação à qualidade e quantidade de produtos devolvidos e em relação aos resultados potenciais das atividades de remanufatura, desmontagem e inspeção que devem ser realizadas com os produtos defeituosos e devolvidos?
- como compartilhamos recursos na integração de manufatura e remanufatura?
- no caso de opções de desmontagem alternativas,  como devem ser escolhidas estas opções, isto é, qual política de controle é apropriada para atingir os objetivos do negócio?
  
Tecnologia da Informação
- qual é o valor agregado por sistemas de cadastramento de produtos?
- qual é o efeito de designs de produtos diferentes e contratos alternativos?
- como podemos gerenciar a informação para reduzir a complexidade?
  
Economia Empresarial
- qual é a influência do design, estrutura do produto e valor agregado na recuperabilidade do produto?
- quais atividades de recuperação são adequadas para cada produto? (ou seja, quando descartar, reciclar, remanufaturar, reusar ou reparar?)
- quais são as consequências econômicas de curto, médio e longo prazos da logística reversa?
- como podemos medir parâmetros qualitativos associados à logística reversa?
  
Integração
- quais são as oportunidades e pressões da legislação de gestão de resíduos?
- quais são as tendências regulatórias?
- para quais indústrias a logística reversa terá maior importância?

Opções de Recuperação

Reuso direto: envolve produtos que não são reparados ou atualizados, mas são limpos e levados a um estado no qual podem ser reutilizados pelo consumidor.

Reparo: o produto é retornado ao estado funcional após seu conserto.  A qualidade do produto reparado é normalmente menor que a do produto novo.

Reciclagem: o produto não mantém sua funcionalidade.  O objetivo é usar parte ou a totalidade dos materiais do produto devolvido.  Os materiais recuperados podem ser usados nos processos produtivos do produto original ou em outras indústrias.

"Refurbishing": o produto é atualizado para que atinja padrões de qualidade e operação similares ao produto original.

Remanufatura: os produtos são completamente desmontados e todos os módulos e partes examinados em detalhe.  Peças deterioradas são consertados ou trocados. O produto remanufaturado recebe uma avaliação de qualidade e são entregues ao produto sob condições de garantia de produto novo.
Fonte RevLog