quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

COMO ESCOLHER O SEU ADVOGADO?


A escolha de um advogado geralmente acontece num momento em que a pessoa está passando por forte estresse e com vários problemas. Ter que parar e refletir sobre escolher alguém de confiança para representá-lo (a) em juízo pode se tornar uma missão "quase impossível" se você não tiver em mente alguns critérios para facilitar a sua vida, e a escolha do seu advogado.
Veja abaixo uma lista sobre o que é importante observar na hora de escolher o seu advogado:

1. Escolha um advogado ou escritório com referências
Procure advogados recomendados por quem teve um caso semelhante e ficou satisfeito com o resultado e com o atendimento.
Ter boas referências na hora de escolher seu advogado é essencial para começar bem.

2. Consulte a situação do advogado na Ordem dos Advogados (OAB)
Verifique junto a OAB na internet se a situação do advogado está regular ou se ele está suspenso ou com sua licença cancelada.
Alguns advogados (sem ética) continuam atendendo clientes mesmo estando suspensos (por terem cometido alguma irregularidade no exercício da profissão), ou até mesmo tendo a licença cancelada por terem cometido falta grave.
Consultar a OAB é muito fácil, entre no site do cadastro nacional dos advogados: http://cna.oab.org.br/

3. Procure um verdadeiro Especialista
Desconfie do advogado que diz ser especialista em tudo, pois não há como dominar todas as áreas do Direito.
Consulte institutos que reúnem advogados nas diversas áreas, como o IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito de Família). Se seu advogado faz parte desses institutos, tem grande chance de você acertar na escolha dele.

4. Evite Advogados "Dublês"
Evite Advogados-contadores, advogados-donos-de-imobiliária, advogados-corretores, etc. Contrate um advogado especialista no assunto, que esteja focado em prestar serviços jurídicos dentro da área que você precisa de auxílio, para que você tenha respostas de um profissional seguro no assunto, sem "achismos" e sem respostas encontradas no "Google". Advogados que focam em outras áreas podem estar desatualizados e não tem prática constante no âmbito do Direito.
Claro que existem bons profissionais que também são formados e exercem outras profissões, mas no momento da escolha de um advogado desconhecido, essa é uma boa dica para acertar na escolha. Escolha alguém que foca sua atuação na advocacia.

5. Avalie a primeira impressão sobre o Advogado
Confie na sua intuição: se você tem uma primeira impressão não muito agradável (ou favorável), ouça sua intuição!
A primeira impressão é a que fica. A sabedoria popular indica que seu subconsciente captou algo que não lhe agradou, portanto, confie em você, confie na sua intuição.

6. Desconfie de promessas de "certeza" de vitória
Avalie a empatia do advogado: se ele ponderou as chances de vitória ou se ele prometeu resultado garantido.
Em Direito é impossível garantir bom resultado, quanto tempo vai demorar, ou dar outras certeza ao cliente. Cada juiz é diferente e tudo pode acontecer no decorrer do processo.

7. Evite advogados de "associações" de vítimas (ou de consumidores)
Muitas vezes as associações de vítimas não passam de fachada para beneficiar um advogado, ou um escritório, ou até mesmo pessoas que "montam" associações e depois contratam advogados recém formados (e mal pagos) para advogar na sua causa.
Existem associações sérias, como é o caso do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), mas tirando as exceções, é melhor buscar um profissional que vá dar atenção personalizada ao seu problema.

8. Contrato por escrito é garantia do serviço oferecido ao cliente
Desconfie se o advogado não apresenta contrato por escrito. Sem um contrato por escrito, o cliente não tem especificados quais serviços serão prestados, não tem especificados os valores a serem pagos pelos serviços, portanto, não tem plenas garantias sobre o serviço. 
Se o advogado não fez contrato e cobrou adiantado, o cliente pode ser surpreendido com o sumiço desse advogado. Tenha Cautela!

9. Desconfie de Advogado que faz procuração com poderes desnecessários
Se o advogado apresenta procuração que faz você outorgar poderes desnecessários, pode ser o caso de duas hipóteses: (a) ou não sabe o que está fazendo; (b) ou está mal intencionado.
A procuração precisa ter poderes gerais para defender os interesses do cliente em juízo, e alguns poderes específicos conforme o caso. Mas, geralmente, não tem necessidade de logo no início dar poderes ao advogado para levantar alvará, receber, dar quitação, renunciar ao direito, receber citação, dentre outras.
Se isso acontecer, peça esclarecimento ao Advogado, ele pode ter motivo para ter inserido estes poderes na procuração, mas, se não tiver justificativa razoável para colocar estes poderes na procuração, fique alerta!
Estas dicas são preciosas na hora de escolher um bom advogado, que você possa confiar e resolver o seu problema de forma efetiva e sem criar novos problemas ao longo da relação cliente-advogado.
                                                                                                                        Por Sandro Massuchetto
Fonte JusBrasil Notícias