segunda-feira, 18 de novembro de 2019

SAIBA COMO LIDAR COM QUEM MUDOU APÓS SE TORNAR PODEROSO

 

“Se você quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela”. A frase pode parecer clichê, mas não deixa de ser verdadeira. É comum ouvir sobre pessoas que foram promovidas ou ganharam cargo importante em alguma instituição (igreja, clube etc) e mudaram a maneira de lidar com os demais.
— Isso pode acontecer com algumas pessoas, principalmente aquelas que têm uma baixa autoestima. Quando uma pessoa é afetada pelo poder, e ele sobe à cabeça, a vaidade e a arrogância tomam a direção da situação para camuflar uma autoestima muito baixa — explica a psicóloga e psicanalista Renata Bento.
Para identificar se a sensação de poder fez você perder a noção de seus limites, é preciso buscar autoconhecimento e inteligência emocional. Se a mudança está ocorrendo com alguém próximo, é importante observar o padrão de comportamento dessa pessoa.
— Algumas se comportam de maneira autoritária por causa da pressão só num determinado dia. Devemos observar se o sujeito está fazendo isso com frequência. Quem está à volta não pode aceitar a agressão nem achar que este comportamento é normal — afirma Paula Emerick, neuropsicóloga e fundadora da Solace Institute.
E quem acha que autoritarismo é uma qualidade apreciada em um líder está bem enganado.
— Mais que qualificações técnicas, procuramos profissionais que tenham habilidades sociais, pois pouco adianta o gestor saber tudo da parte técnica e não conseguir estimular a equipe para que seus integrantes mantenha-se motivados — pondera Vitor Mattoso, especialista em Gestão e Liderança Criativa.

Às vezes, é preciso mudar de postura
Quem assume um cargo de liderança, normalmente precisa mudar alguns comportamentos, principalmente no ambiente de trabalho.
— Uma pessoa que ocupa cargo de chefia, passa a ter um nível maior de cobrança. Ela não pode manter uma relação de muita proximidade com os antigos companheiros de trabalho, porque muitas das informações que possui agora não poderá mais compartilhar com eles. Até porque é preciso um pouco de distanciamento para poder fazer uma avaliação mais neutra do funcionário que você gere. Mas isso não significa passar a agir com soberba e autoritarismo — finaliza José Daniel, professor de Psicologia da Faculdade Arthur Sá Earp Neto (Fase).


Por Evelin Azevedo
Fonte Extra - O Globo Online