sábado, 7 de março de 2020

SETE PASSOS PARA VIAJAR DE AVIÃO COM SEU PET

Se for levar o bicho de estimação nas férias, é necessário cuidar da burocracia e das vacinas e conhecer as regras das companhias aéreas

A seis horas do voo, é preciso manter o animal em jejum, para que ele não enjoe durante a viagem

Se uma viagem aérea comum demanda organização, quando o plano inclui levar o bichinho de estimação, a quantidade de preparativos se multiplica – e eles começam muito antes do dia do embarque. Se você quer garantir que tudo corra bem, é importante seguir sete passos.

Dê vacina
Nenhum animal pode decolar sem tomar a vacina antirrábica, a vacina múltipla e o vermífugo. No caso específico da antirrábica, tenha o cuidado de escolher bem o dia de aplicar: o bichinho precisa ter tomado a vacina mais de 30 dias – e menos de um ano – antes do voo. Não se esqueça de levar ao aeroporto a carteirinha de vacinação do animal.

Treine com o kennel
A caixinha de transporte, conhecida com o nome de kennel, precisa seguir uma série de especificações: deve ser de fibra ou plástico rígido, possuir boa área de ventilação, travas seguras, ter a capacidade de evitar qualquer risco de o animal provocar arranhões e mordidas, chão protegido para que não haja vazamento de urina e fezes e tamanho bom o suficiente para que o pet possa girar 360 graus sem esbarrar nas paredes.
Mas nada disso tem valor se, na hora do voo, o animal ficar nervoso ao entrar no kennel. Para evitar o problema, nas semanas que antecedem a viagem, deixe a caixa de transporte aberta perto do bichinho, coloque comida para ele lá dentro e feche o equipamento com calma, tomando o cuidado de abrir novamente assim que ele se mostrar incomodado. É uma maneira de deixar claro para o animal que ele não precisa ficar estressado.

Resolva a burocracia
A carteirinha de vacinação é só um dos requisitos. Para viajar com um animal, é preciso levantar vários documentos. Voos nacionais exigem um atestado de saúde, emitido por um médico veterinário credenciado e atuando no mesmo estado onde o animal mora. Se o destino for Fernando de Noronha, é preciso ainda pedir uma autorização extra.
Para voos internacionais, a lista aumenta, dependendo do país de destino – o Certificado Zoossanitário Internacional, fornecido por um veterinário do Ministério da Agricultura, é exigência padrão. Além disso, os europeus e os japoneses, por exemplo, só aceitam bichos que tenham a identificação detalhada implantada na forma de chip ou tatuada atrás da orelha. Também exigem um Laudo de Sorologia e um exame de sangue realizado 90 dias antes da viagem. Se o filhote tiver menos de três meses, nada disso adianta. O embarque não será aceito em qualquer aeroporto do Brasil.

Reforce o orçamento
Voar com seu bichinho aumenta os custos da viagem. As companhias aéreas costumam cobrar de R$ 90 a R$ 200 extras pelo animal, fora as taxas por quilo a partir de determinado limite de peso. O atestado de saúde, por exemplo, pode dar trabalho no meio das férias: ele vale por dez dias; se o prazo entre a emissão do documento e a data do voo de volta for maior, vai ser preciso tirar outro.
E é necessário comprar as passagens com boa antecedência, porque as companhias costumam recusar mais do que três animais por voo e nem sempre aceitam pets em dias mais movimentados, principalmente nos finais de semana e feriados. Nada disso vale para cães-guia: eles têm embarque autorizado, ocupam um assento sozinho e não pagam passagem.

Interrogue a companhia aérea
As regras são mais ou menos as mesmas para todas as empresas, mas os detalhes fazem muita diferença. Apesar de a maioria aceitar que o bichinho viaje junto com o dono, com a caixinha de transporte sob o banco, existem limitações de tamanho do kennel e de peso total, incluindo o pet. Animais com cinco a dez quilos, dependendo da companhia, costumam ser enviados como carga especial e precisam ser despachados novamente a cada trecho.
Algumas raças com focinho curto e histórico de problemas respiratórios graves não costumam ser aceitas em hipótese alguma – é o caso do pug, do buldogue, do chow chow, do shih tzu, do pequinês e do llhasa apso, entre os cães, e dos gatos persa, burmês e himalaio. “Proprietários de animais que apresentem histórico de enfermidades graves como cardiopatias, doenças respiratórias ou neurológicas devem evitar levar seus pets em aviões”, alerta Camille Persiano, médica veterinária da rede Petz.
Além disso, em geral, apenas cães e gatos podem viajar – o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) concede autorizações especiais para outras espécies, como peixes e pássaros, mas as companhias aéreas costumam recusar a carga. O mesmo ocorre com raças de cães como fama de agressivos, como pit bulls e rotweillers.
A solução, nos dois casos, é a mesma: procurar transportadoras especializadas exclusivamente em cargas. Elas realizam este serviço.

Capriche na dieta
Passagem comprada, detalhes acertados, burocracia solucionada? Agora chegou a hora de cuidar muito bem da alimentação do animal nos dois dias que antecedem a viagem. Comece dando comida leve.
A seis horas do voo, mantenha o bichinho em jejum, para que ele não enjoe. Se o trajeto for muito longo, dê água entre um trecho e outro, mas com parcimônia. E não se esqueça: caso o animal esteja com você no avião, procure monitorar sua respiração. Ele não pode se estressar demais, porque a tensão é capaz de provocar até mesmo a morte dele. E isso considerando que a viagem, para o bicho, começa muito antes: é preciso chegar ao aeroporto com duas horas de antecedência, em caso de voos nacionais, ou três horas, se o destino for outro país.
Sobre a necessidade de sedação, a veterinária Camille Persiano explica: “A recomendação deve ser conduzida pelo veterinário. Grande parte dos animais não precisa de sedação para viajar de avião”.

Aproveite!
Se você se deu a todo esse trabalho, é porque está indo para um destino que o bichinho vai adorar. Bom passeio!                                           
Fonte Terra Turismo