quarta-feira, 26 de março de 2025

CÉREBRO MUDA COM INTERNET


Segundo estudo recente, a quantidade de informações disponíveis online com apenas alguns cliques e toques dos dedos pode estar mudando de forma sutil a maneira como armazenamos informações no cérebro. Porém, isto não significa que estamos nos tornando menos ágeis mentalmente ou pouco reflexivos, afirmam os pesquisadores. Em vez disso, a mudança pode ser vista como uma ampliação natural de nosso hábito de depender da memória social – como quando dependemos de um amigo com amplo conhecimento sobre determinado assunto.
Pesquisadores e escritores vêm debatendo de que forma a dependência cada vez maior de computadores conectados à internet pode estar mudando nossas faculdades mentais. O uso constante de tweets e de vídeos do YouTube, segundo esse argumento, pode estar fazendo com que fiquemos mais distraídos e menos reflexivos – em duas palavras, mais tolos. Contudo, há poucas comprovações dos efeitos da Internet, em particular sobre a memória.
Betsy Sparrow, professora adjunta de psicologia da Universidade de Columbia e principal autora do novo estudo, realizou uma série de experimentos com estudantes universitários para investigar esse assunto.
Em um dos experimentos, os estudantes deveriam ler e digitar no computador uma série de declarações deste tipo: “elásticos duram mais quando refrigerados”. Para metade deles foi dito que suas declarações seriam salvas e a outra metade acreditava que seriam apagadas. Além disso, foi dito explicitamente a metade dos participantes de cada grupo que eles deveriam se lembrar das declarações digitadas. Para a outra metade não foi dito nada. Os que acreditavam que suas declarações seriam apagadas se saíram melhor ao recordar das declarações independente de terem recebido a informação de memorizá-las.
Em outro experimento, os voluntários também digitaram no computador declarações decididas previamente. Porém, desta vez, foi dito a alguns deles que suas declarações seriam salvas em um arquivo específico daquela máquina.
Os participantes se saíram melhor ao lembrar os nomes dos arquivos nos quais estavam armazenadas as declarações do que o conteúdo das próprias declarações.
Os experimentos sugeriram que estamos menos propensos a nos lembrar de fatos quando sabemos que é possível consultá-los online rapidamente, afirmam os pesquisadores. Esta conclusão expande o conceito proposto por Daniel Wegner, do departamento de psicologia de Universidade de Harvard, há 30 anos. Ele é mentor de Sparrow e coautor de um artigo que descreve o mais recente trabalho.
Wegner propos a noção de 'memória transacional’ como uma memória social coletiva inferior. Por exemplo, se um amigo seu conhece toda a história da Grécia, você precisa apenas se lembrar que 'A Iliada’ é um poema grego e que seu amigo tem conhecimento sobre o assunto, em vez de lembrar o nome do escritor. Sparrow e Wegner afirmam que a internet pode exercer uma função parecida, agindo como a expansão para esta memória externa.
Para Mary C. Potter, professora de psicologia do departamento de cérebro e ciências cognitivas do MIT, o estudo confirma a opinião do senso comum de que nós usamos ferramentas externas para nos lembrar de informações.
Contudo, ela observa que grande parte dos resultados estão no limiar da significação estatística. O estudo deve ser considerado sugestivo, e não conclusivo, afirma ela.
Potter também quer descobrir se esses resultados se devem a fenômenos sociológicos e não psicológicos. Segundo ela, quando um amigo seu usa o smartphone dele para ver informações sobre uma banda, a razão disso pode ser “porque é divertido” e não estar relacionada à mudança na forma como o cérebro armazena as informações.
A voz de Nicholas Carr foi uma das que lideraram o debate. Em seu livro “The Shallows”, publicado em junho, ele sustenta que a internet vem exercendo um efeito prejudicial, argumento baseado em diversos estudos científicos. Ele afirma que o estudo de Sparrow “demonstra a flexibilidade do cérebro em se adaptar às ferramentas que usamos”.
Contudo, ele não está convencido de que esta adaptação seja positiva. “É essencial lembrarmos que existe diferença entre memória externa e memória interna”, afirma ele. “Se você não internalizar . seu entendimento então se torna menos pessoal, menos distinto e, em minha opinião, basicamente mais superficial”.
Sparrow, por outro lado, entende essa adaptação como positiva. Ela afirma que nossas mentes estão se moldando à internet, assim como aconteceu no passado com conjuntos de conhecimentos que foram surgindo, como a palavra escrita.
Agora, ela está tentando investigar os benefícios dessa memória externa por meio de mais experimentos. Imagine um estudante de história lendo um parágrafo denso, repleto de datas e nomes, sobre a Revolução Americana.
Talvez, se ele tiver certeza de que os detalhes estarão disponíveis na internet, conseguirá compreender de forma mais ampla o que desencadeou a revolução. Sua percepção lhe diz que quando contamos com a disponibilização de detalhes mais tarde, conseguimos observar mensagens mais abrangentes que poderiam ficar ocultas se estivéssemos preocupados com detalhes de detalhes.
Por Kenrick Vezina
Fonte The New York Times

segunda-feira, 24 de março de 2025

OS CICLOS DE CARREIRA DOS ADVOGADOS E SEUS PRINCIPAIS DESAFIOS


Ao longo de toda sua carreira os advogados enfrentam uma série de desafios paralelos e complementares ao exercício da advocacia em razão do momento profissional o qual atravessam, desde seu primeiro estágio até a eventual gestão de seu próprio escritório. Um mosaico diversificado de desafios para os quais não recebem o devido preparo ou base teórica durante a Universidade e que ao longo de sua carreira acabam por se apresentarem como fatores importantes e decisivos para seu sucesso profissional. Independe do ciclo da carreira o qual os advogados atravessam os desafios não diminuem, apenas mudam e se diferenciam, e por vezes se tornam mais complexos, principalmente quando relacionados às pessoas, sejam elas sócios, colaboradores, clientes, concorrentes ou a si mesmo. Advocacia é uma atividade jurídica essencialmente baseada em pessoas, seja na sua origem fundamental ou mesmo em sua prática cotidiana.
Tratar deste assunto é desafiador, pois qualquer tentativa de padronização com objetivo de classificação para estudo e entendimento acaba por deixar vertentes e especificidades sem a devida abordagem, mas para fins didáticos a carreira na advocacia pode ser dividida em cinco fases ou ciclos: o Aprendiz (de estagiário até obtenção da carteira da Ordem), o Contratado ou Empreendedor (entre um e cinco anos de carreira), o Proprietário ou Sócio de Serviço (entre seis e dez anos de carreira), o Estabelecido (entre onze e vinte e cinco anos de carreira) e por fimo Equilibrista (com mais de vinte e cinco anos de carreira).
Novamente chamo a atenção que tais estratificações em ciclos ou fases de carreira por tempo de mercado não conseguem absorver todos os possíveis casos e que ocorram prováveis exceções e característica de um determinado ciclo ocorrendo muito antes ou bem depois na escala temporal que acompanha as respectivas estratificações em ciclos. Porém, a escala de etapas e respectivos desafios costumam respeitar um padrão sequencial mínimo conforme os advogados avançam em cada um dos ciclos de suas carreiras.
No ciclo “Aprendiz” a maioria dos futuros advogados enfrentam o desafio de desenvolver sua capacidade técnica em paralelo a aprendizagem das relações humanas e desenvolvimento de uma postura profissional condizente com as expectativas de eficiência e comprometimento do escritório contratante e do mercado.
O Aprendiz tem o desafio de entender que cada escritório possui um perfil organizacional particular e que o exercício de percebê-lo seguido pela tentativa de conviver sob estes padrões se traduz em um perfeito exercício de adaptação e flexibilidade comportamental, normalmente chamado de “jogo de cintura”, que no futuro serão obrigados a executar perante seus sócios, colegas, juízes e clientes.
O Respeito aos prazos, a correta organização de tarefas e do tempo, o cumprimento eficiente de suas responsabilidades e horários, bem como o desenvolvimento da capacidade de se moldar ao ambiente e equipe de pessoas que os cercam são desafios que devem ser superados em paralelo ao desenvolvimento da capacidade técnica.
Porém não são os únicos, pois esta etapa da carreira somente estará completa caso consigam durante a fase de estágio identificar ou ratificar a área do direito o qual realmente desejam de dedicar, pois, não há uma grande zona de risco em obter sua carteira da OAB e ainda não saber a qual área do direito irá dedicar.
Tal possibilidade poderá custar alguns anos de sua carreira, pois enquanto o Aprendiz não define para aonde quer ir não terá como empreender esforços para chegar lá, e ainda correm o risco de se excederem na constante troca de escritórios em curtos espaços de tempo em um percurso desvairado de estágios, saltando de um escritório para outro, comprometendo alguns outros ensinamentos e etapas de seu amadurecimento profissional.
É uma fase difícil, do exercício da aceitação e de compreensão do outro, de suas regras, de suas visões diferentes, e de aceitar mesmo discordando. Uma fase de forte adaptação, modelagem comportamental e definições que acabarão por influenciar positiva ou negativamente o futuro de sua carreira.
No ciclo “Contratado ou Empreendedor” que geralmente ocorre durante os cinco primeiros anos de carreira o advogado enfrenta novos desafios, por isso espera-se que ele realmente tenha apreendido os ensinamentos da fase anterior e esteja preparado para o enfrentamento de novos desafios.
Nesta etapa da carreira os desafios estão relacionados com a opção de trabalhar como advogado contratado em algum escritório de advocacia ou partir para uma sociedade de serviços, ou ainda a abertura do próprio escritório. Quaisquer opções apresentam desafios.
O Contratado enfrentará a cobrança por um alto volume de produção, eficiência, disponibilidade e comprometimento, bem como precisará de habilidade e “jogo de cintura” para manter um bom relacionamento com seu chefe imediato, assim como com outros colaboradores e sócios do escritório.
Desta forma a gestão de sua imagem profissional ou marketing pessoal dentro do escritório é um desafio importante a ser superado, junto com a entrega de produtividade e eficiência jurídica esperada visando consolidar sua permanência, ou ainda quando da estruturação de uma rede de relacionamentos e da capacidade de captação de clientes, possa se apresentar como um potencial sócio para o escritório.
O trajeto mais curto para o advogado contratado se tornar um potencial sócio do escritório onde trabalha é se tornar imprescindível na produção jurídica ou então apresentar capacidade efetiva para captação de novos clientes para a carteira deste escritório.
Já o Advogado do tipo Empreendedor pode até iniciar sua carreira partindo para a abertura de seu próprio escritório, desde que não precise da tutela de um advogado experiente para execução de um excelente trabalho, tenha um bom “network” associados à habilidade de transformar contatos em contratos e os recursos financeiros para sustentar seu escritório e sua vida pessoal por ao menos dois anos. Por isso alguns advogados optam pelo trabalho remunerado em algum escritório como uma espécie de intervalo de tempo até ser possível reunir tais condições para empreender.
Seja qual for a estratégia adotada pelos advogados em início de carreira, os principais desafios estarão relacionados reafirmação e desenvolvimento de sua capacidade jurídica, definição da área do direito e segmento de mercado (pessoa física ou jurídica) que pretende atuar seguido de uma estratégia coerente para alcançá-lo, habilidade de relacionamento e negociação em seu ambiente de trabalho, gestão de seu marketing (imagem) pessoal, disponibilidade e dedicação, bem como a capacidade e oportunidades para a captação de clientes, pois esta poderá definir sua estratégia de carreira, uma vez que a captação sempre abre oportunidades para um escritório próprio ou para uma eventual sociedade no escritório onde trabalha.
No ciclo “Proprietários ou Sócios de Serviços” (entre seis e dez anos de mercado) os advogados enfrentam o desafio de expandir seu mercado, tornar-se referência em uma determinada área ou subárea do Direito, ao mesmo tempo em que se dedicam a gestão do escritório e aos clientes, com especial atenção para a rentabilidade da carteira, a eficiência da equipe jurídica, a marca do escritório e sua reputação pessoal no mercado, bem como a contínua responsabilidade pela manutenção da satisfação dos atuais clientes e a captação de novos.
Neste momento da carreira a gestão de pessoas, de fluxos e qualidade do trabalho, do tempo, da imagem, de relacionamentos, das finanças e do mercado alvo do escritório acabam por aumentar muito as horas de trabalho dedicadas em razão do acúmulo de responsabilidades, obrigando-o a tomar decisões que acabam culminando entre a expansão societária ou na profissionalização do escritório, na delegação coerente de responsabilidades (sob o treinamento anterior da equipe), bem como uma reflexão sobre o modelo de advocacia que se pratica tendo como base a busca de maior rentabilidade atendendo menos clientes selecionados pela alta lucratividade ou então pela expansão da carteira tendo como fonte de sua rentabilidade o alto volume de clientes, sustentado por uma numerosa equipe de advogados.
São desafios e decisões importantes que devem ter como base de decisão o mercado e área do direito o qual atuam, os diferenciais competitivos que oferecem a este mercado e a capacidade das equipes jurídica e administrativa de entregar um serviço diferenciado que realmente agregue valor aos clientes. Neste momento serão tomadas as decisões que poderão ou não estabelecer definitivamente o escritório e o advogado no mercado. É neste momento que advogados com talento para a captação costumam se unir, seja pela contratação ou sociedade, a outros advogados com excelência na execução, pois o sucesso nas fases anteriores de sua carreira acaba por se materializar em grandes carteiras e por consequência em muito trabalho e pouco tempo.
No ciclo “Estabelecido” (entre onze e vinte cinco anos de carreira) os advogados enfrentam o desafio da expansão controlada para novos nichos de mercado junto da manutenção da atual participação de mercado e da equipe jurídica. Devem ter como objetivo “blindar” a participação de mercado já conquistada, sua reputação (evitando queda da qualidade mediante alto volume de trabalho) e evitar a obsolescência decorrente da acomodação, além da eventual rotatividade da equipe jurídica composta por advogados experientes já sem a menor expectativa de se tornarem sócios ou com planos empreendedores na cabeça.
Neste momento a aposta na solidificação dos relacionamentos com atuais clientes e parceiros, o investimento contínuo na imagem da marca jurídica e na performance de gestão do escritório, bem como um plano de carreira realmente condizente com a realidade da banca podem iluminar um pouco esta fase garantindo a qualidade da produção jurídica. Cabe ainda atenção especial nesta fase da carreira para as oportunidades de expansão da carteira de clientes apostando em novos seguimentos de mercado subsidiado pela reputação do escritório, network de relacionamento dos advogados e estudos de mercado.
Nesta fase, costumeiramente ancorada por uma sólida carteira, um dos principais desafios dos advogados Estabelecidos está na manutenção da satisfação dos clientes. A produção jurídica e o atendimento ao cliente deve ocupar papel central na gestão do escritório, pois mesmo a captação de clientes nesta fase será direta ou indiretamente subsidiada pela satisfação dos atuais clientes. São eles que potencializarão ou irão minar a reputação do advogado ou escritório no mercado, ocupando papel importante nos planos e oportunidades futuras.
Os advogados do ciclo “Equilibrista” são aqueles com mais de vinte e cinco anos de carreira e que já superaram inúmeros desafios e evoluíram junto com o mercado e se encontram talvez no auge de suas carreiras, mas vivenciam agora um cenário diferente daquele onde provaram seu valor e enfrentam diariamente a tarefa de manter sua reputação de mercado, a qualidade da produção jurídica, enfrentamento da alta rotatividade de estagiários e relacionamento com advogados mais jovens (geração y), além de sua relação com eventuais sócios. Porém, o principal desafio associado aos advogados “Estabelecidos” é sua postura pessoal perante uma nova realidade do mercado jurídico, demandando um exercício de autoavaliação sincera, identificação de seus pontos positivos e negativos, bem como e identificação de quais são os reais alicerces que sustentam e fizeram diferença sua carreira.
Após as conquistas e vitórias sobre os desafios anteriores, apenas a autoavaliação sincera ou uma reinvenção de si mesmo poderão permitir a manutenção da liderança do mercado e automotivação. É preciso recuperar aquela antiga personalidade de advogado iniciante querendo provar algo para si mesmo. É necessário incorporar aquela garra da juventude, equilibrar-se entre o passado e o futuro, e partir em busca de novos desafios, agora com o conhecimento dos atalhos e a humildade que só aquele que realmente sabe das coisas possui.
Na advocacia, assim como em outras profissões liberais com base em serviço, seu produto é você mesmo, assim como a total responsabilidade pela sua carreira. Os desafios serão permanentes e sempre haverão decisões estratégicas a serem tomadas. Bem como não há uma sequencia linear entre os ciclos de carreira, pois muitos já iniciam suas carreiras com grande estrutura e outros ainda acabam por se estabelecer profissionalmente como advogado Contratado. Não existem regras definidas neste aspecto.
Para o sucesso na advocacia não basta tão só o domínio dos livros de Direito, eles são fundamentais, pois a excelência jurídica é a base mínima de estrutura e suporte da carreira, mas também é apenas o princípio de uma sequencia de outros desafios enfrentados em busca do sucesso profissional. Conhecimentos sobre relacionamentos humanos, marketing jurídico, psicologia, gestão, tendências políticas, jurídicas e econômicas, e até mesmo finanças formam um mosaico de conhecimentos complementares e de suporte para decisões estratégicas e respostas aos desafios que os advogados serão obrigados a enfrentar no competitivo mercado da advocacia ao longo de todos os ciclos de sua carreira.

Por Victor Furtado
Fonte OAB-GO

INADIMPLÊNCIA É MAIOR BARREIRA

Atraso no pagamento de moradores onera o condomínio

Em dia: Pontualidade nos pagamentos das taxas condominiais é essencial para a manutenção de áreas externas

Planejamento financeiro é sempre bem-vindo em todos os condomínios, mas pode ser ameaçado pela inadimplência de alguns moradores. Infelizmente, a prática é comum em quase todos os residenciais e, dependendo do tamanho deles, pode pesar consideravelmente no bolso dos proprietários - afinal, no caso dos pequenos, todo o montante é dividido por poucos vizinhos.
Um dos problemas que faz crescer a inadimplência em condomínios é que os juros são relativamente baixos, de 2% sobre o valor devido. Com isso, os moradores priorizam o pagamento de outras dívidas.
Uma decisão recente do STJ permitindo a cobrança de multas adicionais deve ajudar a mudar esse quadro. Ainda assim, o advogado especialista na área imobiliária Armando Miceli defende que, em caso de atraso no acerto da cota condominial, o ideal é entrar com o processo o quanto antes, pois, mesmo que o débito pareça baixo, é preciso considerar as demais despesas, como as custas judiciais, juros e outras taxas.
- O atraso da cota condominial é uma situação corriqueira. Para o morador, é melhor pagar logo, pois, se o condomínio entrar com um processo judicial, as despesas aumentam. Ao síndico e administradores, o que sempre recomendo é que não deixem a inadimplência acumular por vários meses, porque pode virar uma bola de neve. E o próprio imóvel pode virar o meio de pagamento - recomenda Miceli.  
A orientação dele é que no primeiro mês de atraso seja enviada uma carta ao devedor, e o síndico prepare os documentos para que, no segundo mês (se for o caso), seja ajuizada a ação de cobrança.
Já o também advogado da área Arnon Velmovitsky acredita que seja melhor o condomínio esperar um pouco para entrar na Justiça, a fim de evitar as despesas. É que, nesses casos, o próprio condomínio arca inicialmente com as custas do processo, até que a sentença com cobrança seja proferida. Segundo ele, na prática, espera-se cerca de seis meses para resolver a pendenga. Vale cada condomínio avaliar, portanto, sua situação financeira, para saber se no seu caso é melhor esperar ou entrar logo com a ação. Em alguns, as despesas processuais podem ser mais onerosas que a dívida, por exemplo.
- Por mais desagradável e antipática que seja essa medida, é para o bem da coletividade e até para o próprio devedor em dificuldade, que, pressionado pela ação, terá que se esforçar mais para quitar a dívida – defende Miceli.

CADA CASO É UM CASO
Outra dificuldade é que nem todos os conjuntos têm explícito na convenção qual o procedimento se houver atraso de pagamento e, a cada ocorrência, tem-se que convocar uma reunião com 2/3 dos condôminos. Arnon explica que, no caso dos que não têm as regras claras, é mais fácil mudar a convenção sobre o assunto.
A inadimplência, de fato, provoca um rombo nas contas do condomínio, e a cobrança deve ser feita para não onerar os outros. Porém, é preciso ter cuidado ao cobrar a dívida Nada de expor o devedor, com listas de nomes em murais ou situações como impedir o uso de alguma área do residencial, explica Amon.
- A prestação de contas na reunião de condomínio é o momento certo para que o síndico ou administrador mostre a relação de quem está em dia e em débito com suas taxas.
Quando você atrasa o pagamento, onera injustamente os outros moradores - afirma o advogado.
Fonte O Globo Online

CONHEÇA MANEIRAS DE IMPULSIONAR SEU PERFIL NO LINKEDIN

Na aba 'Habilidades', pode-se incluir até 50 funções ou assuntos diferentes

Para muitos profissionais, o LinkedIn é uma ferramenta valiosa na busca por um emprego. Segundo informações publicadas pelo U.S.News & World Report, a criação de um perfil criativo e a atualização constante da rede social pode alavancar as chances de conseguir uma nova oportunidade.
De acordo com a publicação, a primeira dica é reconhecer que cada conexão pode significar um bom networking. Essa rede pode ser melhorada com mensagens constantes, como quando alguém muda de emprego ou faz aniversário. E o interessante é ir além das frases clichês.
Também é importante acompanhar as visualizações da página e quantas vezes seu currículo aparece nas buscas, observando quais palavras ou atualizações podem lhe tornar "mais visto". Outro conselho: identifique-se. Pode parecer óbvio, mas muita gente esquece de começar seu resumo profissional com nome e e-mail.
Listar suas habilidades também é uma boa maneira de pontuar atividades que você está acostumado, sugere o U.S.News. Na aba 'Habilidades', você pode incluir até 50 funções ou assuntos diferentes. Outra forma de complementar seu perfil é anexar arquivos, pode ser em PDF, Word, Excel,  PowerPoint, fotos e até mesmo arquivos de som.
Para lidar com a discriminação de idade, uma boa saída é buscar colegas da sua geração e antigos relacionamentos profissionais. Por outro lado, também é positivo que você recomende pessoas que você respeite e que já trabalharam com você no passado.
Estar atualizado é essencial. Por isso, siga pessoas, notícias e empresas na rede. Aproveite os grupos e fóruns, cada um deles pode significar um novo guia de emprego. E, por fim, utilize tags para organizar suas conexões. Algumas ideias são "pessoas em contato", "recrutadores", "perspectivas atuais" etc.
Fonte Terra Economia

terça-feira, 18 de março de 2025

OBTENHA VANTAGENS DE SUA REDE SOCIAL


Uma rede social é definida como uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua amplitude, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes.
Há quase 30 anos atrás, um estudo demonstrou que em uma rede de relacionamentos, as oportunidades de emprego eram obtidas por meio de ligações com amigos mais distantes, ao contrário dos mais próximos, dado que os mais distantes não estavam propensos à mesma oportunidade. Surge daí um princípio conhecido como a “força dos laços fracos”.
Capitalistas de risco descobriram, por exemplo, que as empresas que investiam, compartilhavam informações com os outros sobre as perspectivas de investimentos potenciais e com isso ganharam acesso a uma rede mais ampla de candidatos. Percepções com essas ampliam a capacidade de negócios e devem ser tratados de forma estratégica.
Se você criar um plano de desenvolvimento de negócios linear, seu rol de oportunidades a ser seguido estará limitado aos seus contatos mais próximos. Embora isso possa ser útil, a verdade é que um grande volume de negócios vem através do encaminhamento de outros. E uma das formas que você pode aumentar seu acesso a tais referências é concentrando-se nos laços fracos, em vez de seus fortes laços. Uma aplicação para isso é criar artifícios de persuasão, armando perspectivas com as ferramentas necessárias para apelar para suas próprias redes.
A geração de ideias criativas e inovadoras vêm da combinação de ideias e conceitos anteriores. Esta é uma razão pela qual um grupo de pessoas com ideias completamente independentes chega a um resultado melhor que qualquer um deles isoladamente, até o membro mais inteligente do grupo. Em essência, as ideias e inovações existem em uma espécie de rede, com algumas ideias ligadas a outras pessoas, grupos de ideias dentro de outros grupos e assim por diante. Suas melhores  ideias para uma empresa mais revolucionária virá quando você explorar seus laços fracos, interagindo os conteúdos que você conhece menos, ou com especialistas que você raramente consulta, ou com as pessoas que você sociabiliza com menor frequência.
Este mesmo princípio também está dentro das organizações quando se deseja ter um avanço contínuo da carreira profissional o importante é se interar mais a partir dos “fracos laços”, vai ajudá-lo melhor que tentar adicionar apenas executivos à sua rede. Um resumo do livro do Prof Ronald S. Burt sugere “Não há vantagem nenhuma em ter amigos bem relacionados.” O interessante é manter relação com uma gama diversificada de conteúdos intelectualmente estimulantes e “a exposição a diversas ideias e comportamentos.” De acordo com Burt, o caminho das redes têm o seu efeito não é obtendo informações das pessoas, mas sim por encontrar pessoas que sejam interessantes e que pensam diferente de você, e poder traduzir entre diferentes grupos de modo que você desenvolva dons de analogia, a metáfora, e comunicação entre as pessoas que têm dificuldade para se comunicar uns com os outros.
Então, se você estiver interessado em um emprego melhor, mais clientes de negócios, ou simplesmente ideias mais criativas, faz sentido pensar mais estrategicamente sobre como sua rede funciona, e como você pode melhor operar por meio desta rede. Se você quiser ser bem sucedido, você precisa de estratégias de como fazer melhores ligações com os grupos que você não conhece muito, ou como criar analogias através da combinação de diferentes ideias.

Este post foi objeto de consulta do resumo do livro Neighbor Networks: Competitive Advantage Local and Personal. por RONALD S. BURT. Oxford University Press, September 2009.

Por Gustavo Felipe Franceschini
Fonte AboBusi

QUEM FAZ O CURRÍCULO SEGUINDO ESTES PASSOS SIMPLES CONSEGUE SE DESTACAR


Sete segundos. É o tempo que um empregador médio leva para ler um currículo, de acordo com a Harvard Business Review. Em mercados de trabalho cada vez mais disputados, um currículo bem feito, além de agregar valor à sua candidatura, pode se tornar também uma vantagem competitiva.
Especialista em carreiras e especialmente atenta aos millennials, Eline Kullock já viu milhares de CVs ao longo da carreira.
Entre bons, ruins, médios e terríveis, ela conclui que não existe atalho para criar um documento infalível. E é justamente aí, na busca por uma receita rápida, que os jovens ficam presos.
“A Geração Y é implementadora, mas planeja pouco”, explica. “Por isso, sempre sugiro que o jovem pare e planeje seu currículo. Não faça de qualquer jeito, porque é importante para você.”

A importância do currículo
Laszlo Bock, vice-presidente sênior de Operações Pessoais do Google, já desabafou que dar de cara com CVs ruins é frequente. O que o perturba é quando é possível ver que o candidato tem potencial. “O mais deprimente é que consigo entender que muitas pessoas são boas, às vezes ótimas”, disse.
Investir tempo na criação de um currículo, portanto, é algo que dá retorno. “É preciso refletir sobre sua carreira e não só sobre seu CV”, aconselha Eline. “Tente pensar em como transmitir, clara e honestamente, que você absorveu coisas novas.” Sem televisão ao fundo ou celular nas mãos, pense com calma no que viveu e no que vale a pena expor aos possíveis empregadores.
A questão da trajetória, fundamental na hora da entrevista, deve transparecer no currículo. Por isso, é possível incluir também trabalhos universitários ou voluntários entre suas experiências. Mesmo que não tenham sido projetos remunerados, merecem destaque se ajudaram a aprimorar habilidades como trabalho em equipe ou visão estratégica, por exemplo.
“Se estiverem fora da ‘linha’ de carreira, é algo que vai suscitar uma pergunta na entrevista e servir de gancho para desenvolver a resposta”, diz ela.
A mesma lógica vale para quem tem muitas experiências e pouco espaço: escolha as mais formadoras e que façam parte da sua narrativa. Eline compara um currículo com jogar uma pérola na mesa: tendo fisgado o interesse do empregador, você terá tempo para completar as lacunas e mostrar pessoalmente o que mais sabe fazer.

Estrutura do currículo
É tentador inovar no formato de um currículo, mas a não ser que seja essa sua linha de trabalho (algo como design, artes, etc.), melhor se ater ao básico. O estilo ideal ainda é papel branco, margens fixas e fontes tradicionais na cor preta e em tamanho legível. 
Para facilitar a leitura, use um espaçamento consistente e experimente com itálicos, sublinhados, e negritos para destaque. Conclua exportando o documento no formato PDF, para não perder a formatação.

Exemplo de currículo
Parte 1: Objetivo
Logo após seus contatos pessoais, descreva seu objetivo em uma ou duas frases. Deve ser algo curto, simples e refletir brevemente sua expertise, como se fosse um ‘pitch de elevador’. Essa frase inicial pode ser customizada de acordo com cada candidatura e deve aliar claramente sua experiência com as necessidades da vaga.
Eline frisa a importância de não listar suas próprias habilidades aqui, como “administrador com boas relações interpessoais”. É comum, mas errado. “Não cabe a você se autoavaliar porque quem vai fazer isso é seu entrevistador”, resume.
É algo que salta aos olhos, já que um bom currículo é aquele que foca em ações e resultados. Portanto, elimine o polêmico campo ‘Habilidades’ do seu arquivo e guarde essas informações para um encontro em pessoa.

Parte 2: Experiência
Em seguida, é hora de preencher o campo mais temeroso para alguns. A ordem cronológica deve ser inversa, do posto atual ou mais recente ao mais antigo. Se estiver na mesma função há vários anos, invista em mais espaço para mostrar como cresceu por lá.
O que colocar como experiência é uma dúvida recorrente, especialmente entre os mais jovens com pouca ou nenhuma atuação no mercado. “É importante mostrar que você foi à luta, que cresceu e que absorveu coisas novas”, sintetiza Eline, lembrando novamente que aqui cabem diversos tipos de atividades, como estágio de férias ou voluntariado. “O que vai ali é o que te enriqueceu como profissional.”
Quem dispuser de números e dados que quantifiquem resultados, como ‘número de visitantes cresceu 50%’ ou ‘o portfólio de clientes dobrou’, deve fazê-lo. Isso porque é mais importante descrever suas conquistas que suas responsabilidades. Como você fez a diferença? Que metas atingiu? Que projetos criou ou implementou?
Também é preciso otimizar suas chances. Como a maioria das candidaturas e pesquisas por parte dos recrutadores são feitas online, ter um currículo alinhado com as palavras-chave do momento é fundamental.
Um bom recurso é a página de competências mais buscadas no Linkedin, em que é possível pesquisar termos populares dentro de sua própria profissão.

Parte 3: Formação
Neste campo ficam todas as informações educacionais e diplomas, como escolas, universidades e outros cursos acadêmicos, como especializações, extensões e intercâmbios. Seja sucinto e inclua nome da instituição, tipo de diploma, curso, cidade e ano de conclusão.
É aqui também que ficam as informações sobre outros idiomas. “Por favor, coloque os níveis corretamente e não diga que é fluente se não for”, pede Eline, que vê exageros com frequência.
“A pior coisa que você pode fazer é mentir no seu currículo, então prefira ser comedido para na hora poder se explicar.”

Parte 4: Referências
Encerre o CV com uma lista de três referências, com nome, cargo, telefone e e-mail de cada uma. Se a relação entre vocês não estiver clara, será possível fazer a ponte numa futura entrevista.
Sobre a inclusão de links de portfólio ou envio de trabalhos para avaliação, vale o bom senso. “É preciso olhar para sua área e para onde você está se candidatando”, fala a especialista.

Erros mais comuns
1. Incluir uma foto sua ou outros dados desnecessários
“A não ser que você trabalhe como modelo, ter sua foto ou gênero no currículo é totalmente desnecessário”, ri Eline.
Também são desnecessários dados em excesso, como RG e CPF, e endereços de e-mail pouco profissionais: tenha um com seu nome ou palavra neutras, sem adjetivos, apelidos ou diminutivos.

2. Erros de digitação e/ou gramática
Em seguida, é preciso ler e reler o arquivo em busca de erros de digitação e português, que dão grande desgosto aos recrutadores e praticamente garantem que o currículo vá parar no fim da fila.

3. Esquecer de incluir alguma coisa
É uma boa ideia enviar o CV para olhos frescos de amigos, mentores e colegas mais experientes antes de usá-lo profissionalmente. Peça feedback tanto ortográfico quanto crítico e faça perguntas para preencher as lacunas.
Seu currículo chama atenção positiva ou negativamente? Há algo que você fez que não esteja lá e deva estar (ou vice-versa)? Está legível ou confuso?

4. Omitir informações
Outro erro comum é a omissão de informações que o candidato considera desfavorável, como tempo de permanência curto. Como a experiência foi suficientemente relevante para garantir um lugar no currículo, não tem problema colocar ali que durou pouco.
Esforce-se na descrição para demonstrar o que foi conquistado ali e, caso a duração vire assunto na entrevista, esteja pronto para responder o que aconteceu.
A mesma lógica se aplica a pessoas que têm hiatos longos, às vezes de anos, entre uma experiência profissional e outra. Ninguém fica quatro anos sem fazer coisa alguma – e o buraco chama a atenção de quem está lendo.

Preste atenção nas redes sociais
Existem pessoas totalmente desligadas das redes sociais e, se você for uma delas, pode pular essa seção. Caso contrário, é hora de refletir sobre sua presença online.
Perfis em redes pessoais como Facebook, Twitter e Instagram associados ao seu nome são parte da triagem profissional com frequência cada vez maior, então é preciso estar atento às mensagens que transmitem.
Isso não significa que não é mais possível se expressar livremente, mas que o bom senso é vital quando se trata de quem pode ver o quê.
Se o candidato está em plena busca por emprego, enviando currículos e participando de processos seletivos, é uma boa ideia deixar perfis no modo privado ou ajustar as configurações de privacidade.
Laszlo Bock, do Google, oferece um teste bastante útil em tempos de exposição múltipla. “Se você não quer ver algo ligado ao seu nome na página principal do ‘The New York Times’, não coloque no currículo”, escreveu ele.
Opiniões fortes, notícias falsas, informações confidenciais de outras empresas, fotos não profissionais… Tudo isso pode influenciar um avaliador.
O exemplo é extremo, mas instrutivo. Pense em seus perfis como uma extensão audiovisual do seu currículo: se houver alguma coisa ali que você não quer ver ou comentar durante uma entrevista de emprego, apenas não deixe visível para qualquer um.
Por fim, alinhe seu currículo novo com a versão online do LinkedIn, que deve estar sempre atualizada e profissional.
“Ali, é possível ir além do currículo, integrar grupos de discussão e pesquisar empresas pelas quais você se interessa”, lembra Eline. “É uma forma de se comunicar com o mercado que envolve pensar estrategicamente.”
 Fonte Na Prática

terça-feira, 11 de março de 2025

BLOG É UMA DAS MELHORES FERRAMENTAS DE MARKETING PARA ADVOGADOS


Nos Estados Unidos, os advogados podem fazer anúncios comerciais na televisão ou qualquer outro meio. Mas, a grande maioria prefere não fazê-los. Afinal, existem outras estratégias de marketing mais apropriadas para a classe, mais refinadas e certamente mais eficientes.
Os advogados que fazem anúncios comerciais, em qualquer meio de comunicação, soam como vendedores. E, por isso, há uma perda de credibilidade. Além disso, o cliente não se vê como comprador de um produto ou serviço. Ele se vê como uma pessoa que precisa de ajuda profissional — uma ajuda que, aliás, merece ser remunerada, exatamente por ser profissional.
Entre as estratégias de marketing preferidas dos advogados americanos estão as de networking (de formação de relacionamentos) e a prática que chamam de “educar o cliente”. A “educação do cliente” consiste, basicamente, em mostrar que existe um problema jurídico rondando a sua vida, mas também há uma boa notícia: existe uma solução que irá lhe garantir tranquilidade.
Existem muitas formas de se fazer isso: press releases enviados aos jornais, seminários, workshops, palestras em associações, textos publicados nos sites do escritório ou de terceiros e blogs. Esses recursos conferem ao advogado credibilidade e autoridade.
A publicação de blogs tornou-se, ultimamente, a ferramenta mais popular entre os advogados. O consultor Stephen Fairley, CEO do The Rainmaker Institute, a maior firma de marketing para escritórios de advocacia dos EUA, escreveu um artigo para o site The National Law Review, em que defende a “necessidade” de os advogados escreverem blogs. Ele aponta as seguintes razões:

— Um blog de um escritório de advocacia é a melhor maneira de lançar os advogados no alto da primeira página de resultados do Google. O Google ama conteúdo novo. E, quando feito de maneira adequada, o blog é a melhor maneira de se colocar conteúdo novo nos mecanismos de busca.

— Pesquisa da HubSpot na mídia social, mostrou que os escritórios que publicam blogs geram 67% mais contatos (ou troca de informações) com clientes do que os escritórios que não os publicam.

— Os blogs atraem clientes para os websites que os publicam.

— Os blogs fornecem material que podem ser postados nos sites de mídia social, como Linkedin, Twitter e Facebook.

— O compartilhamento de postagens de blogs na rede social aumenta a visibilidade do escritório, cria links para o website da banca e melhora os resultados de SEO (otimização dos mecanismos de busca). Isso significa que o advogado e o escritório irão se posicionar melhor nos resultados dos mecanismos de busca.

— Um blog torna o autor um líder em ideias inovadoras (thought leader) e um especialista em seu campo. Desperta maior conscientização sobre sua prática, sua área de atuação e sobre seu escritório. Aumenta o envolvimento do cliente e gera contatos.

— Um blog publicado com regularidade cria um ativo extra para o escritório, trazendo mais credibilidade, autoridade e visibilidade.

— Os blogs criaram seu próprio poder, porque se tornaram uma fonte aceitável de informações, atingindo uma posição única na mídia online.

— Desde que tratados apropriadamente, o blog se torna uma voz clara e consistente de sua prática. Ele motiva os clientes e possíveis clientes, as fontes de recomendação, os colegas de profissão e os formadores de opinião a se comunicar com o autor.

— O blog faz o advogado ficar na mente dos possíveis clientes. Em última análise, ele traz para o advogado o tipo de cliente que está buscando.

O advogado não precisa, ele mesmo, escrever um blog. Sempre pode contratar uma assessoria de imprensa especializada ou um profissional competente para escrevê-lo.
Também não precisa pensar muito sobre o tema que o blog vai abordar. É melhor pesquisar nos websites, na mídia social e no noticiário o que está preocupando os clientes. E escrever sobre isso.

Em outras palavras, o tema do blog não é o que o advogado quer publicar, mas o que o cliente quer ler – ou o que é relevante para seu público-alvo em um dado momento.

Por João Ozorio de Melo
Fonte Consultor Jurídico

SEIS DICAS PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE NO HOME OFFICE

Jacqueline Whitmore, autora de livros sobre empreendedorismo, elaborou uma lista com seis atitudes básicas para quem trabalha em casa

O alto valor dos imóveis e dos alugueis e a reduzida oferta de empregos em áreas especializadas tem obrigado empreendedores a trabalhar em casa. Mas produzir no home office é um desafio, principalmente por conta elasticidade de horário, presença da família, ausência de colegas de profissão pra troca de idéias, e vários elementos de que provocam a distração.

home office
Para minimizar esse problema e ajudar a aumentar a produtividade, Jacqueline Whitmore, autora de livros sobre empreendedorismo, elaborou uma lista com seis atitudes básicas para o bom home office.

Defina o seu horário de trabalho
A maioria das pessoas que trabalham em casa acreditam que trabalham demais, mas há as que têm dificuldade em estabelecer um ritmo e compensam a falta de produtividade do dia trabalhando à noite.
É importante estabelecer um horário para o trabalho e ter disciplina para manter a rotina, mas sem rigidez estressante, pois algumas interrupções são inevitáveis, especialmente se as crianças estiverem em casa durante o dia.
Outro fator que pode alterar a rotina são mudanças inesperadas nos prazos do cliente, que podem exigir horas extras.
De qualquer forma, faça o seu melhor para definir o horário de trabalho e cumpri-lo. Depois, deixe seu trabalho no “escritório” e coloque seu telefone no modo silencioso e aproveite o tempo livre da melhor forma, sem preocupações com suas obrigações profissionais.

Planeje e estruture o seu dia de trabalho
Estruture a sua jornada de trabalho para maximizar a eficiência. Tire proveito dos ritmos naturais do seu corpo e planeje seu trabalho em torno de suas horas mais produtivas.
Se você sabe que você se concentra melhor na parte da manhã, evite atividades que o distraiam nesse período.
Faça uma rápida revisão de sua agenda quando começar o trabalho, isso pode otimizar o seu dia e torná-lo mais produtivo.

Vista-se para impressionar (mesmo que seja apenas para o seu cão ou gato)
A maneira como você se veste o afeta psicologicamente, e trabalhar de pijama não é uma boa opção para quem precisa produzir e fazer dinheiro.
Reservar um tempo para tomar banho, tomar café da manhã, escovar os dentes e se vestir adequadamente para o trabalho pode fazer com que se sinta mais confiante. Mantenha um guarda-roupa casual de trabalho (não desleixado) para ajudá-lo na transição suave entre casa e escritório – mesmo que eles estejam no mesmo lugar.

Separe uma área da casa para o seu trabalho
A consistência é um aspecto importante para o trabalho em casa. Tente trabalhar no mesmo local todos os dias. Poder ser um quarto de reposição transformado em escritório, um balcão no canto da sala de estar ou até mesmo a mesa da sala de jantar.
Verifique se o seu espaço de trabalho funciona de forma eficiente para você, sua empresa e seu estilo. Cerque-se de coisas que o inspiram e te fazem feliz, incluindo flores, música e imagens. Faça do seu espaço de trabalho um lugar que você gosta de ir a cada dia, uma área onde você pode se concentrar e fazer o seu melhor.

Faça pausas
Programe um tempo para pausas durante todo o dia. Levante de sua mesa, ande pela casa ou na rua. Dê uma pausa para o almoço.
Se você é do tipo que precisa se socializar, evite o isolamento. Saia para almoçar com amigos ou clientes. Uma grande vantagem de trabalhar em casa é ter flexibilidade de horário. Se a saúde é importante para você, um tempo de academia pode revigorá-lo para tarde produtiva.

Evite distrações
Um dos desafios de trabalhar em casa é a responsabilidade. Sem colegas ou parceiros próximos, é fácil se distrair. Há sempre tarefas em casa para fazer. Faça o seu melhor para adiar as tarefas domésticas para o horário livre.
Mantenha-se focado no trabalho durante todo o dia para manter a produtividade consistente. Evite distrações online também. Limite o tempo gasto em e-mail, mídias sociais e sites não relacionados ao trabalho.
Se necessário, mantenha um cronômetro em seu telefone e computador. Não perca tempo ou dinheiro em reuniões ou atividades contraproducentes para o seu sucesso.

Fonte Mulher Real

O TEMPO

segunda-feira, 10 de março de 2025

COMO SE TORNAR UM ADVOGADO DE SUCESSO?


Diante desse questionamento, muitos tem o desejo de alcançar satisfação profissional, mas afinal, o que é o sucesso para você? Temos algumas opções:
Salário bom; aprovação em um concurso público bastante concorrido; ganhar uma causa quase impossível; ter clientes à sua porta todos os dias?
Confira cinco ótimas dicas para obter o sucesso profissional e dar aquele UP em você.

1. Autoconhecimento - Saiba quais são seus pontos fortes e que aspectos você precisa melhorar, tanto no âmbito profissional como no pessoal. Assim, você pode tirar partido de suas qualidades e ter uma visão clara do que precisa desenvolver ao longo da carreira.

2. Objetivos Profissionais - Não se acomode. Se você se formou e abriu um escritório procure sempre divulgar em todos os lugares; mude sua logo se necessário, faça um ad nas redes sociais.

3. Desenvolvimento Contínuo - Um profissional de sucesso está em constante desenvolvimento. Não pare de estudar, faça cursos relacionados aos seus objetivos profissionais e aproveite as oportunidades de treinamento oferecidas pela empresa.

4. Persistência - Uma trajetória de sucesso quase sempre inclui momentos de fracasso. Um profissional de sucesso sabe aprender com seus erros e não desistir facilmente dos seus objetivos. É importante saber a hora de parar ou corrigir a rota para atingir o resultado esperado.

5. Ética - Um profissional ético respeita os limites de sua função, zela pelo patrimônio da organização, segue regras de conduta e contribui para o bom rendimento da equipe e da empresa, mantendo assim relações de qualidade com seus colegas e a confiança dos líderes.

Mas lembrem-se: grande parte aqui é formado em algum curso. Lutou durante anos e obteve conclusão do ensino superior. Você já venceu em algo, seu sucesso advém de qualquer conquista, mesmo que isso venha das pequenas coisas.
Fonte Guia do Direito

domingo, 9 de março de 2025

LIDAR COM A ANSIEDADE

                            

A ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espírito.

George Bernard Shaw

A ansiedade é uma reação que qualquer um pode ter nalgum momento da sua vida e que pode comprometer bastante a saúde mental e física. É um sentimento de extrema aflição, tensão, medo e preocupação. A pessoa que tem ansiedade pode sentir o batimento cardíaco acelerado, pressão no peito, tensão muscular, tremores, insônia, dores, suores frios e dificuldade em respirar. A ansiedade tem sintomas parecidos com o medo e pode tornar-se numa doença crônica. Realço que, quem sofrer de ansiedade, deve procurar ajuda médica. Aprender a controlá-la e investigar o que a provoca é extremamente importante para a cura. No entanto, existem alguns cristais que podem ajudar, energeticamente, nesse processo. Aqui ficam algumas sugestões cristalinas:

Ametista - A ametista tem coloração púrpura e aparece como a gema mais valiosa do grupo do quartzo. Este cristal reflete a energia transmutadora do raio violeta e exerce uma ação protetora ao nível aurico. Auxilia em caso de tristeza e até em depressões. Elimina a raiva, o medo e a ansiedade. Ajuda-nos a manter o equilíbrio em todas as situações pois encoraja o auto-controlo e estabilidade.

Calcite azul – A sua cor pode variar de um azul pálido, cinza azulado até uma cor azul mais brilhante.Tem uma energia calmante que diminui a ansiedade e o stress. Inspira-nos e potencia as nossas capacidades criativas. Auxilia a falar a “verdade” e a tomar consciência do que é benéfico para o nosso crescimento espiritual. Liberta-nos de emoções negativas e aumenta o fluxo de energia.

Morganite rosa – Honrada como uma pedra mágica na Antiguidade, a morganita rosa auxilia na transformação interna. Ela abre o chacra cardíaco para a recepção e transmissão da energia do amor incondicional a níveis multidimensionais. Dissipa a ansiedade e limpa a alma com a sua energia tranquila. Transmite uma sensação de amor e paz.

Opala andina - É um cristal excelente para acalmar a mente e prepará-la para a meditação. Abre e fortalece o chacra cardíaco trazendo uma energia de paz e serenidade. Alivia o stress e a ansiedade. É conhecida como “a suavizadora de emoções” pois tem a capacidade de curar feridas emocionais bem profundas e antigas.

Obsidiana arco-íris - A obsidiana arco-íris é opaca, mas apresenta um brilho que reflete as cores do arco-íris. Absorve a energia negativa da aura e repele o stress e ansiedade. Ajuda a cortar laços antigos que provocaram sofrimento. Cristal de autoconhecimento, a obsidiana arco-íris, em meditação, auxilia a penetrar nas camadas mais profundas do Ser. Usada no chacra cardíaco absorve experiência traumáticas e restitui a energia ao coração.

Estauralite - A estaurolite também é conhecida por “cruz” ou “pedra das fadas” e os povos antigos consideravam-na um talismã da sorte. Possui uma vibração altamente protetora, enraíza a nossa energia de uma forma suave e eficaz e tem uma ação revitalizante no chacra cardíaco. A sua energia diminui a ansiedade e a depressão.

Por Cristalina Guimarães

Fonte Cristaloterapia