terça-feira, 17 de outubro de 2017

REALIDADE BRASILEIRA


EPISTEMOLOGIA DE EÇA DE QUEIRÓS

FRASE COM 2054 ANOS

FILOSOFIA DE PLATÃO

THOMAS EDISON: FOR 100% RENEWABLE ENERGY, ESPECIALLY SOLAR


Edison was way ahead of his time, and was clearly a fan of the 100% renewable energy ida (a true possibility), and especially tapping into our insanely abundant supply of solar energy.
By Zachary Shahan
Source CleanTechnica

4 MANEIRAS DE GASTAR DINHEIRO

CORRENTE DE ORAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

PESSOAS VIOLENTAS

ENERGIA SOLAR - FONTE ENEGÉTICA ABUNDANTE


No decorrer da década de 70, o mundo adquiriu profunda consciência de uma escassez global de combustíveis fósseis e, com o inevitável declínio dessas fontes convencionais de energia à vista, os principais países industrializados empreenderam uma rigorosa campanha a favor da energia nuclear como fonte energética alternativa. O debate sobre como solucionar a crise energética concentra-se usualmente nos custos e riscos da energia nuclear, em comparação com a produção de energia proveniente do petróleo, do carvão e do óleo xistoso. Os argumentos usados por economistas do governo e das grandes companhias, bem como por outros representantes da indústria energética, são fortemente tendenciosos sob dois aspectos. A energia solar — a única fonte energética que é abundante, renovável, estável no preço e ambientalmente benigna — é considerada por eles "antieconômica" ou "ainda inviável", apesar de consideráveis provas em contrário; e a necessidade de mais energia é pressuposta de maneira indiscutível.
Qualquer exame realista da "crise energética" tem que partir de uma perspectiva muito mais ampla do que essa, uma perspectiva que leve em conta as raízes da atual escassez de energia e suas ligações com os outros problemas críticos com que hoje nos defrontamos. Tal perspectiva torna evidente algo que, à primeira vista, poderá parecer paradoxal: para superar a crise energética, não precisamos de mais energia, mas de menos. Nossas crescentes necessidades energéticas refletem a expansão geral dos nossos sistemas econômico e tecnológico; elas são causadas pelos padrões de crescimento não-diferenciado que exaurem nossos recursos naturais e contribuem, de modo significativo, para nossos múltiplos sintomas de doença individual e social. Portanto, a energia é um parâmetro significativo de equilíbrio social e ecológico. Em nosso estágio atual de grande desequilíbrio, contar com mais energia não resolveria os nossos problemas, mas só iria agravá-los. Não só aceleraria o esgotamento de nossos minerais e metais, florestas e peixes, mas significaria também mais poluição, mais envenenamento químico, mais injustiça social, câncer e crimes. Para fazer frente a essa crise multifacetada não necessitamos de mais energia, mas de uma profunda mudança de valores, atitudes e estilo de vida.
Uma vez percebidos esses fatos básicos, torna-se evidente que o uso de energia nuclear como fonte energética é absoluta loucura. Ultrapassa o impacto ecológico da produção de energia em grande escala a partir do carvão, impacto esse que já é devastador, em vários graus, e ameaça envenenar não apenas nosso meio ambiente natural por milhares de anos, mas até mesmo extinguir toda a espécie humana. A energia nuclear representa o caso mais extremo de uma tecnologia que tomou o freio nos dentes, impulsionada por uma obsessão pela auto-afirmação e pelo controle que já atingiu níveis patológicos.
Ao descrever a energia nuclear em tais termos, refiro-me a armas nucleares e a reatores nucleares. Esses dois fatores não podem ser considerados separadamente; esta é uma propriedade intrínseca da tecnologia nuclear. O próprio termo nuclear power tem dois significados vinculados. Power, além do significado técnico de "fonte de energia", possui também o sentido mais geral de "posse de controle ou influência sobre outros".
Assim, no caso do nuclear power (energia nuclear e poder nuclear), esses dois significados estão inseparavelmente ligados, e ambos representam hoje a maior ameaça à nossa sobrevivência e ao nosso bem-estar.
Por Fritjjof Capra 1982
Fonte O Ponto de Mutação

ASSISTÊNCIA HOLÍSTICA AO TRATAMENTO DO CÂNCER

O novo modo de tratamento do câncer é uma terapia de assistência holística à saúde por excelência

“O câncer é um fenômeno típico, uma doença característica de nosso tempo. O desequilíbrio e a fragmentação que impregnam nossa cultura desempenham um papel importante no desenvolvimento do câncer, impedindo ao mesmo tempo que os pesquisadores médicos e os clínicos compreendam a doença ou a tratem com êxito.
A imagem popular do câncer foi condicionada pela visão fragmentada do mundo em nossa cultura, pela abordagem reducionista da nossa ciência e pelo exercício da medicina orientado para o uso maciço de tecnologia. O câncer é visto como um forte e poderoso invasor que ataca o corpo a partir de fora. Parece não haver esperança de controlá-lo, e para a grande maioria das pessoas câncer é sinônimo de morte. O tratamento médico — radiação, quimioterapia, cirurgia ou uma combinação dessas técnicas — é drástico, negativo e danifica ainda mais o corpo. Os médicos estão cada vez mais propensos a ver o câncer como um distúrbio sistêmico, uma doença que, no início, é localizada, mas que tem a faculdade de se propagar e realmente envolve o corpo inteiro, e em que o tumor original é apenas a ponta do iceberg. Os pacientes, entretanto, insistem freqüentemente em considerar seu próprio câncer um problema localizado, especialmente durante sua fase inicial. Vêem o tumor como um objeto estranho e querem livrar-se dele o mais rapidamente possível e esquecer todo o episódio. A maioria dos pacientes está tão completamente condicionada em suas idéias, que se recusa a considerar o contexto mais amplo de sua enfermidade, sem perceber a interdependência de seus aspectos psicológicos e físicos. Para muitos pacientes cancerosos, seu corpo tornou-se um inimigo em quem não podem confiar e do qual se sentem inteiramente divorciados.
Um dos principais objetivos na abordagem Simonton é inverter a imagem popular do câncer, que não corresponde às conclusões da pesquisa atual. A moderna biologia celular mostrou que as células cancerosas não são fortes e potentes, mas, pelo contrário, fracas e confusas. Elas não invadem, atacam ou destroem, mas, simplesmente, se super-reproduzem. Um câncer principia com uma célula que contém informação genética incorreta, porque foi danificada por substâncias nocivas ou outras influências ambientais, ou simplesmente porque o organismo produziu ocasionalmente uma célula imperfeita. A informação defeituosa impede a célula de funcionar normalmente; e se essa célula reproduz outras com a mesma constituição genética incorreta, o resultado é um tumor composto de uma massa de células imperfeitas. As células normais se comunicam eficazmente com seu meio ambiente para determinar suas dimensões ótimas e sua taxa de reprodução, ao contrário do que acontece com a comunicação e a auto-organização das células malignas. Em conseqüência disso, crescem mais do que as células saudáveis e reproduzem-se a esmo. Além disso, a coesão normal entre as células pode se enfraquecer, e então as células malignas desprendem-se da massa original e viajam para outras partes do corpo, formando novos tumores — o que é conhecido como metástase.
Num organismo saudável, o sistema imunológico reconhece as células anormais e as destrói, ou, pelo menos, as mantém cercadas para que não possam propagar-se. Mas se, por alguma razão, o sistema imunológico não é suficientemente forte, a massa de células defeituosas continua a crescer. O câncer não é, portanto, um ataque vindo do exterior, mas um colapso interno.
Os mecanismos biológicos do crescimento canceroso deixam claro que a busca de suas causas tem que caminhar em duas direções. Por um lado, precisamos saber a causa da formação de células cancerosas; por outro, precisamos entender a causa do enfraquecimento do sistema imunológico do corpo.
Muitos pesquisadores chegaram à conclusão, ao longo dos anos, de que as respostas a ambas essas questões consistem numa complexa rede de fatores genéticos, bioquímicos, ambientais e psicológicos interdependentes. Com o câncer, mais do que com qualquer outra doença, a tradicional prática biomédica de associar urna doença física a uma causa física específica não é apropriada. Mas como a maioria dos pesquisadores ainda trabalha dentro da estrutura biomédica, eles acham o fenômeno do câncer extremamente desconcertante.
Simonton assinalou: "O tratamento do câncer encontra-se hoje num estado de total confusão. Quase se parece com a própria doença: fragmentado e confuso". E reconhece plenamente o papel das substâncias e influências ambientais cancerígenas na formação de células cancerosas e defendem vigorosamente a implementação de uma política social apropriada para eliminar esses riscos para a saúde. Entretanto, concluíram também que nem as substâncias cancerígenas, nem a radiação ou a predisposição genética fornecem, por si e em si mesmas, uma explicação adequada para a causa do câncer. Nenhuma explicação para o câncer será completa sem uma resposta para esta questão crucial: o que impede que o sistema imunológico de uma pessoa, num determinado momento, reconheça e destrua células anormais, permitindo, assim, que elas cresçam e se convertam num tumor que ameaça a vida? Esta foi a questão em que se concentraram, em suas pesquisas e na prática terapêutica; e concluí que ela só pode ser respondida desde que sejam considerados, cuidadosamente, os aspectos mentais e emocionais da saúde e da doença.
O quadro emergente do câncer é compatível com o modelo geral de doença sobre o qual estivemos discorrendo. Um estado de desequilíbrio é gerado pelo estresse prolongado, que é canalizado através de uma determinada configuração da personalidade, dando origem a distúrbios específicos. No caso do câncer, as tensões cruciais parecem ser aquelas que ameaçam algum papel ou alguma relação central da identidade da pessoa, ou as que criam uma situação para a qual, aparentemente, não há escapatória.
Numerosos estudos sugerem que essas tensões críticas ocorrem tipicamente de seis a dezoito meses antes do diagnóstico do câncer. Elas são passíveis de gerar sentimentos de desespero, impotência e desesperança. Em virtude desses sentimentos, uma doença grave e até a morte podem tornar-se consciente ou inconscientemente aceitáveis como solução potencial.
Simonton e outros pesquisadores desenvolveram um modelo psicossomático de câncer que mostra como os estados psicológicos e físicos colaboram na instalação da doença. Embora muitos detalhes desse processo ainda precisem ser esclarecidos, tornou-se evidente que o estresse emocional tem dois efeitos principais: inibe o sistema imunológico do corpo e, ao mesmo tempo, acarreta desequilíbrios hormonais que resultam num aumento de produção de células anormais. Assim, estão criadas as condições ótimas para o crescimento do câncer. A produção de células malignas é incentivada precisamente na época em que o corpo é menos capaz de destruí-las.
No que se refere à configuração da personalidade, os estados emocionais do indivíduo parecem ser o elemento crucial no desenvolvimento do câncer. A ligação entre câncer e emoções vem sendo observada há centenas de anos, existindo hoje provas substanciais do significado de estados emocionais específicos. Estes são o resultado de uma biografia particular que parece ser característica dos pacientes com câncer. Perfis psicológicos de tais pacientes foram estabelecidos por numerosos pesquisadores, alguns dos quais são até capazes de prever a incidência do câncer com notável precisão, com base nesses perfis.
Estudados mais de quinhentos pacientes com câncer e identificou os seguintes componentes significativos em suas biografias: sentimentos de isolamento, abandono e desespero durante a juventude, quando relações interpessoais intensas parecem ser difíceis ou perigosas; uma relação forte com uma pessoa ou grande satisfação com um papel no início da idade adulta, tornando-se o centro da vida do indivíduo; perda da relação ou do papel, resultando em desespero; interiorização do desespero, a ponto de os indivíduos serem incapazes de deixar outras pessoas saberem quando eles se sentem magoados, coléricos ou hostis. Esse padrão básico foi confirmado como típico de pacientes com câncer por numerosos pesquisadores.
A abordagem Simonton afirma que o desenvolvimento do câncer envolve um certo número de processos psicológicos e biológicos interdependentes, que esses processos podem ser reconhecidos e compreendidos, e que a seqüência de eventos que leva à doença pode ser invertida de modo a que o organismo se torne
saudável novamente. Tal como em qualquer terapia holística, o primeiro passo no sentido de se iniciar o ciclo de cura consiste em conscientizar os pacientes do contexto mais amplo de sua enfermidade. O estabelecimento do contexto do câncer começa por se solicitar aos pacientes que identifiquem as principais tensões que ocorreram em sua vida de seis a dezoito meses antes do diagnóstico. A lista dessas tensões é, então, usada como base para se analisar a participação dos pacientes no desencadeamento de sua enfermidade. O objetivo do conceito de participação do paciente não é suscitar um sentimento de culpa, mas criar a base para a inversão do ciclo de processos psicossomáticos que culminaram na doença.
Enquanto Simonton estabelece o contexto da enfermidade de um paciente, eles também fortalecem sua crença na eficácia do tratamento e na potência das defesas do corpo. O desenvolvimento dessa atitude positiva é crucial para todo o tratamento. Estudos realizados mostraram que a resposta do paciente ao tratamento depende mais de sua atitude do que da gravidade da doença. Uma vez gerados os sentimentos de esperança e expectativa, o organismo traduz esses sentimentos em processos biológicos, que começam a restaurar o equilíbrio e a revitalizar o sistema imunológico, utilizando os mesmos caminhos que foram usados no desenvolvimento da doença. A produção de células cancerosas decresce, enquanto o sistema imunológico se torna mais forte e mais eficiente para lidar com elas. Enquanto ocorre esse fortalecimento, a terapia física é usada em conjunto com a abordagem psicológica, a fim de ajudar o organismo a destruir as células malignas.
O Simonton vê o câncer não como um problema meramente físico, mas como um problema da pessoa como um todo. Assim, a terapia por eles adotada não se concentra exclusivamente na doença, mas ocupa-se do ser humano total. É uma abordagem multidimensional que envolve várias estratégias de tratamento planejadas para iniciar e dar apoio ao processo psicossomático de cura. No nível biológico, a finalidade é dupla: destruir as células cancerosas e revitalizar o sistema imunológico.
Além disso, usa-se o exercício físico regular para reduzir a tensão, aliviar a depressão e ajudar os pacientes a manter um contato mais estreito com seu próprio corpo. A experiência mostrou que os pacientes com câncer são capazes de uma atividade física muito maior do que a maioria das pessoas supõe.
A principal técnica de fortalecimento do sistema imunológico é um método de relaxamento e de formação de imagens mentais que os Simontons desenvolveram quando perceberam o importante papel das imagens visuais e da linguagem simbólica no biofeedback. A técnica de Simonton consiste na prática regular de relaxamento e visualização, durante a qual o câncer e a ação do sistema imunológico são descritos na própria linguagem simbólica do paciente. Comprovou-se que essa técnica é um instrumento extremamente eficiente para fortalecer o sistema imunológico, freqüentemente resultando em reduções espetaculares ou na eliminação de tumores malignos. Além disso, o método de visualização é também uma excelente maneira de os pacientes se comunicarem com seu inconsciente. Simonton vem trabalhando estreitamente com as imagens mentais de seus pacientes e aprenderam que elas dizem muito mais acerca dos sentimentos dos pacientes do que quaisquer explicações racionais.
Embora a técnica de visualização desempenhe um papel central na terapia Simonton, é importante enfatizar que a visualização e a terapia física não são suficientes, por si sós, para curar pacientes com câncer. Segundo Simonton, a doença física é uma manifestação dos processos psicossomáticos subjacentes, que podem ser gerados por vários problemas psicológicos e sociais. Enquanto esses problemas não forem resolvidos o paciente não ficará bom, ainda que o câncer possa temporariamente desaparecer. A fim de ajudarem os pacientes a resolver os problemas que estão na raiz de sua enfermidade, Simonton faz do aconselhamento psicológico e da psicoterapia elementos essenciais de sua abordagem. A terapia tem usualmente lugar em sessões de grupo, nas quais os pacientes encontram apoio e encorajamento mútuos.
Concentra-se nos problemas emocionais, mas não os separa dos padrões mais amplos da vida dos pacientes; assim, inclui geralmente aspectos sociais, culturais, filosóficos e espirituais.
Para a maioria dos pacientes com câncer, o impasse criado pela acumulação de eventos estressantes só pode ser superado se eles mudarem parte de seu sistema de crenças. A terapia de Simonton mostra-lhes que sua situação parece irremediável apenas porque eles a interpretam de uma forma que limita suas respostas. Os pacientes são encorajados a explorar interpretações e respostas alternativas a fim de encontrarem um modo saudável de resolver a situação estressante. Assim, a terapia envolve um exame contínuo do sistema de crenças e da visão de mundo dos pacientes.”

Fonte O Ponto de Mutação – Fritjof Capra

ADVOGADO CORRESPONDENTE

Sua importância para o mundo jurídico

O mercado da advocacia de correspondência ou da advocacia de apoio cresceu com muita rapidez nos últimos anos.
Este crescimento se deve, em parte, ao conceito de empreendedorismo que tem alcançado muitos profissionais que almejam criar algo diferente e com valor.
O advogado correspondente é aquele que busca apoiar empresas e escritórios de advocacia nas tarefas concernentes a audiências, cópias, protocolos, despachos entre outras atividades.
Escritórios de advocacia e departamentos jurídicos de empresas recorrem a este tipo de contratação, quando mensuram a economia de tempo e a redução de custo com a terceirização de determinado serviço jurídico.
Destaca-se o fato de que este profissional não deve ser visto como mero cumpridor de atividades jurídico-administrativas, mas sim como um parceiro importante na consecução de objetivos e parte da estrutura jurídica.
Entretanto, não é fácil conquistar autoridade neste novo mercado onde a concorrência cresce a cada dia.
O dia a dia revela que os escritórios bem como as empresas estão mais exigentes na contratação de correspondentes, avaliando previamente a tecnologia utilizada pelo profissional ou escritório, o preço dos serviços, o número de profissionais envolvidos na operação, o tempo de mercado e a abrangência geográfica de atuação.
Deste modo, para se destacar no mercado, a prestação de serviço precisa ser efetuada de modo excelente. E o que vem a ser atendimento de excelência dentro da correspondência jurídica?
Por exemplo, se o advogado foi contratado para realizar uma audiência, este deve estar cônscio de que este é um dos atos mais nobres do processo, principalmente se a audiência for à de instrução e julgamento, vocacionada à produção da prova oral, momento em que o juiz formará seu convencimento como destinatário da prova.
Logo o advogado deve ficar bem atento na execução deste trabalho que deverá ser feito com muito esmero.
O correspondente jurídico precisa ficar bem atento ao check list abaixo recomendado para realização de audiências:

CHECK LIST BÁSICO AUDIÊNCIAS
  • Confira sempre os documentos de representação processual (desde a procuração até o substabelecimento do advogado correspondente e a carta de preposição);
  • Estude a defesa, a estratégia do cliente e esclareça todas as dúvidas com antecedência;
  • Desloque-se com antecedência para o local da audiência, pois imprevistos acontecem;
  • Instrua o preposto;
  • Atue com foco e pró-atividade, destaque na ata, desde que permitido, os pontos centrais da defesa ou outras considerações importantes, produza corretamente a prova oral e as demais provas, agrave, se for o caso, etc...;
  • Requeira publicações em nome do advogado responsável;
  • Anote os dados de contato da parte adversa e seu patrono para o caso de futura negociação;
  • Encaminhe junto com a ata relatório dos fatos ocorridos em audiência.

Com relação às solicitações de cópias sempre percorremos os pontos abaixo:
  • Sempre verifique a disponibilidade do processo para cópias – alguns clientes costumam realizar solicitações sem esta prévia verificação de disponibilidade e como não recebem as cópias entendem que não devem efetuar o pagamento da diligência. Assim melhor verificar e informa-lo da situação do processo e deixar que ele decida quanto ao prosseguimento ou não da solicitação de diligência;
  • Antes de ajustar o valor verifique pelo site do Tribunal o número de folhas aproximado do processo;
  • Faça cópias de qualidade;
  • Respeite o prazo acordado para entrega da diligência.

Todas as atividades devem ser feitas em benefício do cliente.
Algo que temos aprendido é que a informação tem valor inestimável, sobretudo, a que tem maior valor é a informação do tipo solução.
Lembro que certa vez recebemos um pedido de cópia integral para que o cliente elaborasse a defesa de determinado processo.
Como conhecíamos o entendimento do juízo a respeito da matéria discutida nos autos repassamos ao cliente as cópias com estas informações.
O cliente, além de surpreso com esta atuação, posto que simplesmente esperava receber cópias, conseguiu obter um ótimo resultado no processo uma vez que as informações reveladas o auxiliaram na escolha da melhor estratégia para condução daquele caso.
Atuando desta forma o correspondente jurídico consegue agregar valor ao seu serviço.
Por fim, destacamos que a atenção, o interesse pela necessidade do cliente, o comprometimento e o foco devem permear a realização de qualquer tarefa desempenhada pelo advogado correspondente que a cada dia tem sua importância ampliada no mundo jurídico.

Por Fabiana Porto
Fonte JusBrasil Notícias

ENTREGUE VALOR E FUJA DA “GUERRA DE PREÇOS” NA ADVOCACIA

Cobre honorários justos, entregue valor e aumente sua chance de receber “sim” como resposta

Pense como o seu cliente. Ele está procurando por “Cálculo Trabalhista”, por exemplo, pois é possível que tenha um problema, uma “dor”: vai ser ou foi demitido. Na primeira fase ele fica pensando no problema e começa a ponderar as opções que tem; pesquisa no Google, no mercado; pede opiniões de amigos e familiares, e, de repente, de forma intuitiva, começa a comparar as opções que encontra para, finalmente, contratar. Vimos essas fases mais detalhadamente no post “Entenda o Método para conquistar clientes na Advocacia”.
Decidir contratar é um momento de “dissonância cognitiva”. A razão e os sentimentos do seu cliente em potencial estão em “guerra”, eles precisam chegar no final e resolver problemas jurídicos, tais como: “como cobrar pensão alimentícia”, “comprei alimento vencido e o mercado não devolveu meu dinheiro”, “meu filho sofreu bullying na escola, o que fazer”, mas eles não conseguem ultrapassar essa barreira da razão com facilidade, posto que essa é uma barreira racional representada muitas vezes pelo PREÇO do seu honorário, por quanto ele vai gastar ou o percentual que ele vai destinar à quitação do compromisso com você. Aqui começa a odisseia.
Por mais que você tenha concorrentes que praticam preços muito abaixo do valor médio de mercado, lembre-se: o cliente em potencial não quer contratar, ele PRECISA CONTRATAR. A ansiedade fará com que ele resolva suas necessidades rapidamente. Se a vantagem vista for apenas o preço, ele decidirá pelo preço; parece óbvio, não? Mas é verdade. Profissionais de outras áreas do conhecimento já descobriram isso há muito tempo. Eles conhecem “como” as pessoas compram, sabem “o que falar” para montar uma oferta. Muito além do que simplesmente Marketing, eles entendem da precificação.

“O preço de um produto e serviço deve ser definido com base nos custos e na estratégia de marketing do negócio. Em se tratando de preço, para o marketing, o importante é o valor percebido e não o custo de produção” - SEBRAE

No mundo de hoje teremos que nos concentrar tanto nos custos, quanto no marketing. Se ainda assim você achar que o cliente ficará apenas interessado no PREÇO, se você concentrar sua atenção nesse fato, ficará frustrado. Tratarei num post futuro sobre “os diferentes tipos de clientes” para tentar consolidar um pouco mais esse conhecimento. Há, no entanto, duas coisas que você deve levar SEMPRE em conta: a formação de preço, e; a entrega de valor.

Formação de Preço
Faça algumas perguntas a si mesmo: qual é a minha proposta de honorários? Quanto vale a minha hora? Qual é a vida média do processo? Quanto custa a hora de um sócio, associado ou estagiário? Qual é o meu custo fixo? Precificar é uma arte que muitos Advogados não dominam. Será que você está gastando a sua hora (que é mais cara), com um trabalho que pode ser desenvolvido por um estagiário?

Entrega de Valor
Valor é aquilo que você recebe, preço é aquilo que você paga. Quando o valor e o preço estão de acordo, há conversão. Ou seja, quando o cliente em potencial percebe mais valor recebido do que o preço que tem que pagar, ele contrata. É preciso, portanto, construir valor para seu cliente em potencial. A sua tarefa é ajudar ele nesse processo de eliminação das dúvidas através do oferecimento de conteúdo informativo-educacional, CONTEÚDO DE VALOR.
Um exemplo clássico da relação entre VALOR e PREÇO. Há valor na marca? Muitas pessoas preferem comprar um Starbucks do que um café “sem marca”. Vou além! As pessoas compram um Café Latte na Starbucks, tiram uma foto e colocam nas Redes Sociais!
Os publicitários dominam essa técnica pouco - ou quase nada - conhecida no meio jurídico. Por que as pessoas literalmente acampam em filas para comprar o novo iPhone? O smartphone da Apple é um produto supérfluo, caro e com concorrentes no mercado tão bons quanto. Por que queremos uma Brastemp? Por que optamos por um carro importado? Por que Bombril e não esponja de aço? Gillette e não lâmina de barbear? Ter marca pessoal implica status e qualidade no serviço. Se você constrói a sua própria marca, é factível que mais pessoas tendam a pagar mais para ter o seu serviço. Administrar a imagem, a marca do seu Escritório (o que chamamos de Branding) é tudo!
Um exemplo é o da caixa preta. Quanto você pagaria para ter uma “Caixa Preta”? Se você fez a pergunta “o que tem nessa “Caixa Preta” ou “o que é essa "Caixa Preta”, possivelmente não saberá dar o valor necessário ao produto.
Agora imagine que essa “Caixa Preta” da imagem acima custa R$ 2.000,00 (dois mil reais). Você pagaria? Sim? Não?" O que é isso? ", você se pergunta. Eu te informo que essa “Caixa Preta”é um tipo premium de brigadeiro. Dentro dessa caixa tem um brigadeiro. Provavelmente você acharia o preço um absurdo! Por mais chocólatra que seja, por mais satisfação que tenha ao comer um chocolate, ainda assim a entrega de valor seria muito pequena. Poucos, ou quase ninguém compraria. A pequena parte que comprou, possivelmente, postaria nas Redes Sociais...
Mas se a" Caixa Preta "for o mais novo lançamento da Apple? Um iMac com todas as principais funcionalidades – o modelo mais avançado! Nesse caso, provavelmente, você fique muito tentado a investir os dois mil reais, pois o valor será ALTO e o preço BAIXO o suficiente para quebrar a “barreira de dúvidas e objeções”.
Não se engane. Seu cliente em potencial te enxerga como uma “Caixa Preta”. Sua tarefa é mostrar o que tem dentro dela, mostrar que você também é uma marca de sucesso. O “pulo do gato” é: quanto mais dúvidas o seu cliente em potencial tem em relação ao aos problemas jurídicos que ele enfrenta, mais Conteúdo de Valor você poderá entregar. Quanto mais Conteúdo de Valor você entrega, mais o seu cliente em potencial enxerga “conhecimento” e valor de marca. O Cliente precisa conhecer, gostar e confiar em você antes de fazer uma contratação. Cliente em potencial seguro, bem informado, é cliente contratante.
Logo, se você tem um consumidor seguro, pode até cobrar um preço mais alto que o padrão do mercado; a maior parte contrata. A percepção será: está barato. O inverso também é válido: quando esse mesmo cliente em potencial pensa “está caro”, não há conversão, não há contratação. Provavelmente, se não há um advogado capaz de entregar o valor suficiente para aquele determinado serviço, está estabelecida a" guerra de preços "e a comparação será APENAS pelo preço.
Imagine: vou a uma loja e vejo duas tvs iguais, com as mesmas configurações e da mesma marca. Uma tem o preço mais barato que a outra. Qual delas você compra? É provável que, desconfiado, você ainda chame um vendedor para explicar a diferença de preço.
Entenda, por fim, que o valor é construído tirando dúvidas, eliminando as “dores” e valorizando o serviço, falando" para quê "aquele serviço serve, o que o cliente ganha com aquele serviço, o que ele perde se deixar de contratar aquele serviço, os possíveis problemas futuros, mostrando que as vezes “o barato sai caro”, tudo, tudo isso constrói valor. É isso com o que você vai trabalhar.
Não há uma quantidade específica de conteúdo que deve ser entregue, mas vale a máxima da habitualidade, da frequência. Manter contato ao menos uma vez por semana garante que ele não irá esquecer de você com tanta facilidade. É preciso marcar território. Além disso, a internet é a “casa do conhecimento” e tudo é cumulativo, quanto mais você produz, mais gera indexação.
Mas como descobrir as objeções? É preciso extrair da mente do seu cliente em potencial quais são as suas dúvidas e objeções. E como esse possível consumidor demonstra isso? Teclando. Pergunte aos seus potencias consumidores, faça uma pesquisa com sua base, com a sua audiência: quais as suas dúvidas com relação ao meu serviço? Quais são as dúvidas acerca do meu conhecimento? Dos resultados práticos? Sobre prazos? Sobre honorários? Privacidade? Quais são as dúvidas?

Por Ricardo Nery
Fonte JusBrasil Notícias

MÉDICOS, ASSISTÊNCIA À SAÚDE E PACIENTE


De acordo com o modelo biomédico, somente o médico sabe o que é importante para a saúde do indivíduo, e só ele pode fazer qualquer coisa a respeito disso, porque todo o conhecimento acerca da saúde é racional, científico, baseado na observação objetiva de dados clínicos. Assim, os testes de laboratório e a medição de parâmetros físicos na sala de exames são geralmente considerados mais importantes para o diagnóstico do que a avaliação do estado emocional, da história familiar ou da situação social do paciente.
A autoridade do médico e sua responsabilidade pela saúde do paciente fazem-no assumir um papel paternal. Ele pode ser um pai benévolo ou um pai ditatorial, mas sua posição é claramente superior à do paciente. (...)
No sistema atual de assistência à saúde, os médicos desempenham um papel ímpar e decisivo nas equipes que se encarregam das tarefas de assistência aos pacientes. É o médico quem encaminha os pacientes para o hospital e os manda de volta para casa, é ele quem solicita as análises e radiografias, quem recomenda uma cirurgia e receita medicamentos. O pessoal de enfermagem, embora seja com freqüência altamente qualificado, como os terapeutas e os sanitaristas, é considerado mero auxiliar dos médicos e raramente pode usar todo o seu potencial. Em virtude da estreita concepção biomédica de doença e dos padrões patriarcais de poder no sistema de assistência à saúde, o importante papel que as enfermeiras desempenham no processo de cura, através do contato com os pacientes, não é plenamente reconhecido. Graças a esse contato, as enfermeiras adquirem freqüentemente um conhecimento muito mais amplo do estado físico e psicológico dos pacientes do que os médicos, mas esse conhecimento é considerado menos importante do que a avaliação, "científica" do médico, baseada em testes de laboratório. Fascinada pela mística que cerca a profissão médica, nossa sociedade conferiu aos médicos o direito exclusivo de determinarem o que constitui a doença, quem está doente e quem não está, e os procedimentos com relação ao indivíduo enfermo. Muitos outros profissionais, como os homeopatas, os quiropráticos e os herbanários, cujas técnicas terapêuticas são baseadas em modelos conceituais diferentes, mas igualmente coerentes, foram legalmente excluídos do ramo principal da assistência à saúde.
Embora os médicos disponham de considerável poder para influenciar o sistema de assistência à saúde, eles também estão muito condicionados por esse sistema. Como seu treinamento é substancialmente orientado para a assistência hospitalar, eles se sentem mais à vontade, em casos duvidosos, quando seus pacientes estão no hospital, e, como recebem muito pouca informação idônea acerca de medicamentos de fontes não-comerciais, tendem a ser excessivamente influenciados pela indústria farmacêutica.
Entretanto, os aspectos essenciais da assistência contemporânea à saúde são determinados pela natureza da educação médica. Tanto a ênfase na tecnologia de equipamentos como o uso excessivo de medicamentos e a prática da assistência médica centralizada e altamente especializada têm sua origem nas escolas de medicina e nos centros médicos acadêmicos. Qualquer tentativa de mudar o sistema atual de assistência à saúde terá de começar, portanto, pela mudança no ensino da medicina.
(...)
Sob o impacto do Relatório Flexner, a medicina científica voltou-se cada vez mais para a biologia, tornando-se mais especializada e concentrada nos hospitais. Os especialistas passaram a substituir os clínicos-gerais, como professores, tornando-se os modelos para os aspirantes a médicos. Em fins da década de 40, os estudantes de medicina dos centros médicos universitários não tinham quase nenhum contato com médicos que exerciam a clínica geral; e, como seu treinamento tinha lugar, cada vez mais, dentro de hospitais, eles estavam efetivamente afastados do contato com a maioria das enfermidades com que as pessoas se defrontam em sua vida cotidiana. Tal situação persiste até hoje. Enquanto dois terços das queixas registradas na prática médica cotidiana envolvem enfermidades menos importantes e de breve duração, que usualmente têm cura, e menos de 5 por cento das doenças graves envolvem uma ameaça à vida, essa proporção é invertida nos hospitais universitários. Assim, os estudantes de medicina têm uma visão distorcida da enfermidade. Sua principal experiência envolve apenas uma porção minúscula dos problemas comuns de saúde, e esses problemas não são estudados no seio da comunidade, onde seu contexto mais amplo poderia ser avaliado, mas nos hospitais, onde os estudantes se concentram exclusivamente nos aspectos biológicos das doenças. Por conseguinte, internos e residentes adquirem um notório desdém pelo paciente ambulatorial — a pessoa que os procura andando com suas próprias pernas e lhes apresenta queixas que usualmente envolvem problemas tanto emocionais quanto físicos —, e eles acabam por considerar o hospital um lugar ideal para a prática da medicina especializada e tecnologicamente orientada.
Uma geração atrás, mais de metade de todos os médicos eram clínicos-gerais; agora, mais de 15 por cento são especialistas, limitando sua atenção a um grupo etário, doença ou parte do corpo bem determinados. (...)
Quanto à assistência primária, o problema não é só o reduzido número de clínicos-gerais, mas também a abordagem da assistência ao paciente, freqüentemente restringida pelo treinamento fortemente tendencioso nas escolas de medicina. A tarefa do clínico-geral requer, além do conhecimento científico e da habilidade técnica, bom senso, compaixão e paciência, o dom de dispensar conforto humano e devolver a confiança e a tranqüilidade ao paciente, sensibilidade no trato dos problemas emocionais do paciente e habilidades terapêuticas na condução dos aspectos psicológicos da enfermidade. Essas atitudes e habilidades não são geralmente enfatizadas nos atuais programas de treinamento médico, nos quais a identificação e o tratamento de uma doença específica se apresentam como a essência da assistência médica. Além disso, as escolas de medicina promovem vigorosamente um sistema de valores "machista", desequilibrado, desprezando qualidades como a intuição, a sensibilidade e a solicitude, em favor de uma abordagem racional, agressiva e competitiva. (...) Por causa desse desequilíbrio, os médicos consideram amiúde uma discussão empática de questões pessoais inteiramente desnecessária; os pacientes, por sua vez, tendem a vê-los como indivíduos frios e hostis, queixando-se de que o médico não entende as preocupações que os afligem.
Nossos centros médicos universitários têm como finalidade não só o treinamento, mas a pesquisa. Tal como no caso do ensino da medicina, a orientação biológica também é substancialmente favorecida no patrocínio e na concessão de verbas para projetos de pesquisa. Embora as pesquisas epidemiológicas, sociais e ambientais sejam, freqüentemente, muito mais úteis e eficientes na melhoria da saúde humana do que a estrita abordagem biomédica, projetos dessa espécie são pouco incentivados e sofrivelmente financiados. A razão dessa resistência não é meramente o forte atrativo conceituai do modelo biomédico para a maioria dos pesquisadores, mas também sua vigorosa promoção pelos vários grupos de interesses na indústria da saúde.
Embora exista um descontentamento generalizado em relação à medicina e aos médicos, a maioria das pessoas não se apercebe de que uma das principais razões do atual estado de coisas é a exígua base conceituai da medicina. Pelo contrário, o modelo biomédico é geralmente aceito, estando seus princípios básicos tão enraizados em nossa cultura que ele se tornou até o modelo popular dominante de doença. A maioria dos pacientes não entende muito bem a complexidade de seu organismo, pois foram condicionados a acreditar que só o médico sabe o que os deixou doentes e que a intervenção tecnológica é a única coisa que os deixará bons de novo. Essa atitude pública torna muito difícil para os médicos progressistas mudarem os modelos atuais de assistência à saúde. Vários que tentam explicar aos pacientes seus sintomas, relacionando a enfermidade com seus hábitos de vida, mas que acabam por perceber que tal abordagem não satisfaz a nenhum dos seus pacientes. Eles querem alguma outra coisa, e, com freqüência, não se contentam enquanto não saem do consultório médico com uma receita na mão. Muitos médicos fazem grandes esforços para mudar a atitude das pessoas a respeito da saúde, para que elas não insistam em que lhes seja receitado um antibiótico quando estão com um resfriado, mas o poder do sistema de crenças dos pacientes faz com que esses esforços sejam freqüentemente baldados. Contou-me um clínico-geral: "Apresentou-se a mim uma mãe trazendo uma criança com febre e disse: 'Doutor, dê-lhe uma injeção de penicilina'. Então eu lhe disse: 'A senhora não entende que a penicilina não pode ajudar nesse caso?' E ela respondeu: 'Que espécie de médico é o senhor? Se não quiser dar a injeção, procuro outro médico'".
Hoje em dia, o modelo biomédico é muito mais do que um modelo. Na profissão médica, adquiriu o status de um dogma, e para o grande público está inextricavelmente vinculado ao sistema comum de crenças culturais. Para suplantá-lo será necessário nada menos que uma profunda revolução cultural. E tal revolução é imprescindível se quisermos melhorar, ou mesmo manter, nossa saúde. As deficiências de nosso sistema atual de assistência à saúde — em termos de custos, eficácia e satisfação das necessidades humanas — estão ficando cada vez mais notórias e são cada vez mais reconhecidas como decorrentes da natureza restritiva do modelo conceitual em que se baseia. (...) Os pesquisadores médicos precisam entender que a análise reducionista do corpo-máquina não pode fornecer-lhes uma compreensão completa e profunda dos problemas humanos. A pesquisa biomédica terá que ser integrada num sistema mais amplo de assistência à saúde, em que as manifestações de todas as enfermidades humanas sejam vistas como resultantes da interação de corpo, mente e meio ambiente, e sejam estudadas e tratadas nessa perspectiva abrangente.
A adoção de um conceito holístico e ecológico de saúde, na teoria e na prática, exigirá não só uma mudança radical conceitual na ciência médica, mas também uma reeducação maciça do público. Muitas pessoas aderem obstinadamente ao modelo biomédico porque receiam ter seu estilo de vida examinado e ver-se confrontadas com seu comportamento doentio. Em vez de enfrentarem tal situação embaraçosa e freqüentemente penosa, insistem em delegar toda a responsabilidade por sua saúde ao médico e aos medicamentos. Além disso, como sociedade, somos propensos a usar o diagnóstico médico como cobertura para problemas sociais. Preferimos falar sobre a "hiperatividade" ou a "incapacidade de aprendizagem" de nossos filhos, em lugar de examinarmos a inadequação de nossas escolas; preferimos dizer que sofremos de "hipertensão" a mudar nosso mundo supercompetitivo dos negócios; aceitamos as taxas sempre crescentes de câncer em vez de investigarmos como a indústria química envenena nossos alimentos para aumentar seus lucros. Esses problemas de saúde extrapolam os limites das preocupações da profissão médica, mas são colocados em foco, inevitavelmente, assim que procuramos seriamente ir além da assistência médica atual.
Ora, só será possível transcender o modelo biomédico se estivermos dispostos a mudar também outras coisas; isso estará ligado, em última instância, a uma completa transformação social e cultural.

Por Fritjof Capra 
Fonte Extraído do Livro "O Ponto de Mutação"

ASSISTÊNCIA SOCIAL À SAÚDE


Um futuro sistema de assistência à saúde consistirá, em primeiro lugar e acima de tudo, num sistema abrangente, efetivo e bem integrado de assistência preventiva. A manutenção da saúde será, em parte, uma questão individual e, em parte, uma questão coletiva, estando as duas, a maior parte do tempo, intimamente interligadas.
(...) 
"Assistência social à saúde" parece ser um termo apropriado para os programas e atividades coletivos dedicados à manutenção e à promoção da saúde.
A assistência social à saúde terá duas partes básicas — a educação para a saúde e a política da saúde —, as quais devem ser empreendidas simultaneamente e em estreita coordenação. O objetivo da educação para a saúde será fazer com que as pessoas entendam como seu comportamento e seu meio ambiente afetam sua saúde e ensiná-las a enfrentar o estresse em sua vida cotidiana. Programas abrangentes que enfatizem a educação sanitária podem ser integrados no sistema escolar e considerados de importância vital. Ao mesmo tempo, podem ser acompanhados de campanhas de educação sobre saúde pública através dos veículos de comunicação de massa, para contra-atacar os efeitos perniciosos da publicidade de produtos e estilos de vida nocivos.
Um importante objetivo da educação sanitária será o de estimular a responsabilidade das grandes companhias. A comunidade empresarial precisa aprender muito mais sobre os riscos para a saúde resultantes de seus métodos de produção e de seus produtos. Terá que se preocupar e tomar providências quanto à saúde pública, tomar consciência dos custos para a manutenção da saúde gerados por suas atividades e formular uma política empresarial que esteja de acordo com esses objetivos.
Na área da saúde, a política a ser adotada pelo governo em vários níveis de administração consistirá numa legislação que estabeleça condições para a prevenção de doenças acompanhada também de uma política social que garanta as necessidades básicas das pessoas. As sugestões seguintes incluem algumas das muitas medidas necessárias visando assegurar um meio ambiente que encoraje e torne possível às pessoas levar um tipo de vida mais saudável:

• Restrições a toda publicidade de produtos prejudiciais à saúde.
• "Impostos de assistência à saúde" sobre indivíduos e empresas que gerem riscos para a saúde, a fim de que cubram os custos médicos que inevitavelmente decorrem desses riscos; por exemplo, poderiam ser taxadas as empresas que causam poluição de vários tipos; poder-se-ia, também, cobrar impostos progressivos sobre bebidas alcoólicas, cigarros que contêm alcatrão e alimentos supérfluos e artificiais.
• Programas de ação social para melhorar a educação, os níveis de emprego, os direitos civis e a situação econômica de grande número de pessoas empobrecidas; essa política social é também uma política de saúde, pois afeta não só os indivíduos envolvidos,
como também a saúde da sociedade como um todo.
• Desenvolvimento progressivo dos serviços de planejamento familiar, aconselhamento familiar, centros de assistência diurna, etc; isso pode ser encarado como assistência preventiva à saúde mental.
• Desenvolvimento de uma política nutricional que forneça incentivos à indústria para produzir mais alimentos nutritivos, incluindo restrições aos artigos oferecidos em máquinas automáticas, e especificações nutricionais para os alimentos servidos em escolas, hospitais, prisões, cantinas de repartições públicas etc.
• Legislação para apoiar e desenvolver métodos orgânicos de lavoura.

Um estudo cuidadoso dessas políticas sugeridas mostra que qualquer delas requer, em última análise, um diferente sistema social e econômico para que seja bem sucedida. Não seremos capazes de aumentar, ou mesmo de manter, nossa saúde se não adotarmos profundas mudanças em nosso sistema de valores e em nossa organização social.
"Nossa prática diária com padecimentos humanos tornou-nos profundamente conscientes de que os problemas de má saúde decorrem, em grande parte, de falhas em nossas instituições políticas, econômicas e sociais.
Nossas instituições atuais de assistência à saúde baseiam-se na estreita abordagem biomédica para o tratamento de doenças, e estão organizadas de um modo tão fragmentado que se tornaram sumamente ineficazes e inflacionárias.
Precisamos de um sistema de assistência à saúde que seja receptivo e bem integrado, que preencha as necessidades dos indivíduos e das populações.

The Turning Point - 1982 Fritjjof Capra

A SAÚDE – MEDICINA & ASSISTÊNCIA MÉDICA


Acrescente dependência da assistência médica de uma tecnologia complexa acelerou a tendência para a especialização e reforçou a propensão dos médicos de tratar partes específicas do corpo. Esquecendo-se de cuidar do paciente como um todo.
A prática da medicina transferiu-se do consultório do clínico-geral para o hospital, onde se tornou progressivamente despersonalizada, quando não desumanizadas. Os hospitais converteram-se em amplas instituições profissionais, enfatizando mais a tecnologia e a competência científicas do que o contato com o paciente.  
Os custos da assistência médica aumentaram num ritmo assustador. O desenvolvimento e o uso generalizado de uma dispendiosa tecnologia médica estão entre as principais razões que levaram a esse aumento acentuado dos custos da saúde.
De 30% a 50% dos casos de hospitalização atuais são clinicamente desnecessários. Serviços alternativos que poderiam ser, do ponto de vista terapêutico, mais eficazes, e economicamente mais eficientes são desprezados.

(Fritjof Capra – O Ponto de Mutação)

SOCIEDADE


Hoje, nossa sociedade como um todo encontra-se numa crise análoga. Podemos ler acerca de suas numerosas manifestações todos os dias nos jornais. Temos taxas elevadas de inflação e desemprego, temos uma crise energética, uma crise na assistência à saúde, poluição e outros desastres ambientais, uma onda crescente de violência e crimes, e assim por diante. Isso parece ajustar-se muito bem à nossa situação atual.
A crise que estamos hoje enfrentando não é uma crise qualquer, mas uma grande fase de transição, como as que ocorreram em ciclos anteriores da história humana.(...)
A crise atual, portanto, não é apenas uma crise de indivíduos, governos ou instituições sociais; é uma transição de dimensões planetárias. Como indivíduos, como sociedade, como civilização e como ecossistema planetário, estamos chegando a um momento decisivo.(...)
É uma situação tão paradoxal que beira a insanidade. Podemos controlar os pousos suaves de espaçonaves em planetas distantes, mas somos incapazes de controlar a fumaça poluente expelida por nossos automóveis e nossas fábricas. Propomos a instalação de comunidades utópicas em gigantescas colônias espaciais, mas não podemos administrar nossas cidades. O mundo dos negócios faz-nos acreditar que o fato de gigantescas indústrias produzirem alimentos especiais para cachorros e cosméticos é um sinal de nosso elevado padrão de vida, enquanto os economistas tentam dizer-nos que não dispomos de recursos para enfrentar os custos de uma adequada assistência à saúde, os gastos com educação ou transportes públicos. A ciência médica e a farmacologia estão pondo em perigo nossa saúde, e o Departamento de Defesa tornou-se a maior ameaça à segurança nacional.

Por Fritjo Capra
Fonte O Ponto de Mutação/1982

A VISÃO DO FUTURO


Hoje, nossa sociedade encontra-se como um todo numa crise análoga. Lemos acerca de suas numerosas manifestações todos os dias nos jornais: taxas elevadas de inflação e desemprego, crise energética, crise na assistência à saúde, poluição e desastres ambientais, uma onda crescente de violência e crimes, e assim por diante.
Vivemos, hoje, em um mundo globalmente interligado, no qual os fenômenos biológicos, psicológicos, sociais e ambientais são todos interdependentes.
A gravidade e a extensão global de nossa crise atual indicam que essa mudança é suscetível de resultar numa transformação de dimensões sem precedentes, um momento decisivo para o planeta como um todo.
Precisamos, de um novo "paradigma'' — uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos, percepções e valores.
Por Fritjjof Capra
Fonte "The Turning Point" - 1982

14 COISAS QUE VOCÊ DEVE FAZER NO FINAL DE CADA DIA DE TRABALHO

A chave para o sucesso de um dia pode ser a maneira que você termina sua jornada

Finalizar o dia é tão importante como iniciar. Portanto, siga estes rituais básicos e torne-se mais produtivo e feliz.

De acordo com o especialista em comportamento profissional Lynn Taylor, autor do livro “Tame Your Terrible Office Tyrant“, a maneira como você termina o dia é tão importante quanto o modo como começará o próximo. “Esta é uma peça chave no desempenho, para que seja produtivo”, diz ele. “Este comportamento tem um impacto tremendo em sua maneira de trabalhar, atitudes e produtividade“. Portanto, aqui estão as 14 dicas para terminar bem um dia de trabalho.

1. Avalie sua lista de afazeres
Certifique-se de estar no caminho necessário para cumprir as tarefas que se propôs. “Se você está insatisfeito com os caminhos que tem tomado para realizar seus afazeres, este é um bom momento para pensar em novas maneiras de seguir estes caminhos”, diz o especialista. Desta forma, você poupa um bom tempo da manhã seguinte.

2. Reveja sua programação para o próximo dia
Tenha certeza de que fez as ligações que precisava, ou que anotou todos os horários de uma possível reunião. Você pode aproveitar este momento para reorganizar sua agenda em relação aos eventos mais próximos, principalmente para o dia seguinte. “Algumas pessoas gostam de visualizar mentalmente sua agenda, outras de efetivamente anotar. O importante é pensar sobre as coisas que precisa fazer de forma organizada”.

3. Faça o “check-in” com seu chefe e colegas de trabalho
Antes de ir para casa, visite a sala de seu chefe ou a mesa de seus colegas de trabalho e pergunte se faltou algo. Também é de bom gosto apresentar os avanços nos projetos em que está trabalhando.

4. Arrume sua bagunça
Ninguém gosta de trabalhar no meio de uma bagunça. Antes de sair pela porta, gaste alguns minutos organizando sua mesa de trabalho e jogando o lixo fora. Isso te dará a sensação de frescor no começo da manhã seguinte. A máxima também é válida para sua caixa de entrada no e-mail. Esta limpeza evita um stress desnecessário.

5. Complete os trabalhos menos importantes
O fim do dia também é um bom momento para completar aquele trabalho menos importante que fica acumulado em detrimento do trabalho de pico. Envie e-mails, faça telefonemas, adiante o que puder. É possível que o fim do dia determine qual será sua primeira tarefa no dia seguinte.

6. Faça o encerramento
Termine todas as atividades do dia, para não ir embora pensando em trabalho inacabado. Especialmente se é algo que possa ser finalizado rapidamente. Os últimos cinco minutos podem ser dedicados a se cumprir algo que tem adiado há muito, e que é tão simples que não precisava ser motivo de stress.

7. Faça uma nova lista de afazeres
Determine, por ordem de importância, tudo o que precisa ser feito no dia seguinte. Você provavelmente vai acrescentar outras atividades no outro dia, mas pelo menos já economizou tempo.

8. Reflita sobre seu dia
Muitas pessoas não fazem isso. Elas saem correndo pela porta e não parecem ter vivido situações de sucesso, fracasso ou marasmo. Refletir sobre o dia é um importante ritual de finalização.

9. Diga “tchau”
É importante criar rotinas e rituais no trabalho, que vão te ajudar a se sentir mais satisfeito durante sua carreira. “Assim você vai para casa renovado e reenergizado, inspirado para o novo dia”, diz Taylor. “Nós sempre nos lembramos de dar bom dia, já que isso nos faz sentir mais seguros para a jornada de trabalho, mas é igualmente importante dizer ‘tchau‘, para que o ciclo seja encerrado”.

10. Deixe uma nota positiva
Escreva algo bacana em um post-it ou bloco de anotações; um cumprimento para um colega, uma frase motivadora para si mesmo, qualquer coisa. “A ideia é encontrar algo positivo, que te faça se sentir bem com seu trabalho e certificar-se de que aquela mensagem seja a última coisa em sua cabeça antes de sair da empresa”.

11. Pense “verde”. Seja sustentável
Antes de ir embora, apague as luzes e desligue seu computador.
12. Desconecte-se
Não tenha medo de desligar seu smartphone ou o alerta de e-mails. Deixe que as pessoas saibam disso. Ao sair da empresa, tente não levá-la consigo. “É importante estar presente com sua família ou amigos“, afirma o especialista.

13. Deixe seu stress para trás
O dia pode ter sido dos piores, mas levar o stress para casa definitivamente não vai ajudar em nada. Pense que quanto mais descansar e relaxar, mais preparado estará para lidar com os problemas no dia seguinte. Além disso, sua família precisa de você.

14. Vá embora
Não adianta ficar além do seu horário, se isso não é estritamente necessário. Ser “workaholic” não é mais um sinal positivo. Vá embora, descanse e volte no dia seguinte completamente relaxado. Caso contrário, sua produtividade vai cair e seu cansaço vai aumentar. Talvez seja o momento de dar 80%, ao invés de 110%, pelo menos até que esteja refeito para trabalhar em sua melhor efetividade.

Dica bônus
Não fique a mais só para acompanhar seu chefe. Não vá embora só porque você pode. Seus colegas podem precisar de você. Faça as coisas certas da maneira correta.

Adaptado de texto de Jacquelyn Smith, originalmente publicado na Forbes.
Fonte Jornal do Empreendedor

VEJA 7 DICAS PARA SAIR DO TRABALHO NO HORÁRIO

Segundo especialista, o segredo para não trabalhar demais é delegar funções e colocar certos limites

De acordo com uma pesquisa da consultoria Right Management, feita com 325 empregadores americanos, os trabalhadores estão ficando mais tempo no escritório do que ficavam em 2008, ano da crise econômica global.
Segundo o estudo, 67% dos entrevistados afirmam que os empregados estão passando períodos consideravelmente mais longos em seus escritórios. 23% negam a maior jornada de trabalho, e 10% acreditam que o horário tenha ficado "um pouco mais" longo.
Segundo Sueli Aznar, consultora em transição de carreiras da Right Management, a realidade também se aplica ao Brasil, principalmente porque, diz ela, somos menos organizados. "Os brasileiros têm uma grande dificuldade em dizer 'não' e impor limites", explica. Algumas dicas para fugir das longas jornadas de trabalho:

NÃO ACEITE TUDO
Colocar limites pode parecer difícil, mas é necessário para que você não sobrecarregue sua jornada. É preciso aprender a dizer "não".

CUIDADO COM A TECNOLOGIA
"Hoje em dia, a tecnologia faz com que a gente leve o trabalho para fora do escritório: o celular do trabalho, o notebook para checar e-mails etc. Também é preciso se desligar", diz Aznar.

COMPARTILHE SUA AGENDA
É simples e funciona. Comece a compartilhar sua agenda com a equipe. Se as pessoas já souberem quais horários você tem reservados, começarão a se organizar melhor para falar com você ou te pedir coisas.

SEPARE UM TEMPO
Ser assertivo é essencial. Separe determinados horários para ler e-mails, fazer reuniões, ler jornais etc. Se você cumpri-los, não terá problemas por acumular as tarefas ou deixa-las de fazer porque está sobrecarregado.

ESQUEÇA O 'WORKAHOLIC' QUE EXISTE EM VOCÊ
Segundo Aznar, as empresas precisam começar a apontar o perfil de "workaholic" (profissional viciado em trabalho) como algo não desejado. "Nós queremos que nossos executivos cumpram suas obrigações, mas para isso, precisamos dar tempo para ele descansar ou se divertir."

DELEGUE FUNÇÕES
Se você está em uma posição de liderança, pode delegar funções para a sua equipe. Não adianta ser um chefe querido se você deixar de atender coisas importantes porque não tem a competência de delegar.

NÃO PROCRASTINE
Seja assertivo nas suas funções, cumpra sua agenda e não deixe as coisas para depois. "Quando um e-mail chega com um pedido, ou você resolve na hora, ou delega essa função para outra pessoa. Não deixe para depois", diz Aznar.

Fonte Veja Online

OS SEGREDOS PARA OBTER UMA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO POSITIVA

Superar metas, ser atencioso com os colegas e participar de projetos desafiadores são alguns deles

Quer melhorar sua imagem diante do chefe e, no fim do ano, obter uma avaliação de desempenho nota 10? Então, é hora de arregaçar as mangas, estabelecer metas e tomar medidas que o levem a atender às expectativas da equipe e, principalmente, do seu gestor direto. Assim, será mais fácil administrar sua carreira e, de quebra, receber elogios. Em artigo publicado no site de carreiras Glassdoor, o coach Todd Brockdorf, autor do livro ''Better than average: Excelling in a mediocre World'' (algo em português como ''Melhor que a média: Excelência em um mundo medíocre), dá dez sugestões para causar uma boa impressão. Confira:

1 - Entenda as expectativas e tente superá-las
É recomendável fazer perguntas esclarecedoras para que não restem dúvidas sobre a tarefa que você tem em mãos, e busque ir além do que o chefe pediu.
"Saiba para quando o produto de seu trabalho é esperado e, assim, procure priorizar as tarefas. Se o chefe pede que conclua seu relatório mensal para o fechamento do balanço na primeira sexta-feira do mês, entregue-o antes. Que tal na quinta-feira?'', aconselha Brockdorf, lembrando que, quando você cumpre um prazo ou entrega o trabalho antes da data prevista, deixa uma impressão positiva e duradoura.

2 - Faça pequenos milagres acontecerem
''Torne-se conhecido como uma fonte confiável, que pode salvar um projeto", observa Brockdorf. Se você ultrapassa as metas e consegue solucionar os problemas, certamente vai se destacar na equipe e, quando as coisas ficarem difíceis, será lembrado como um líder em potencial.

3. Demonstre espírito de liderança
Liderança é mais do que um título. De acordo com Brockdorf, é sinônimo de assumir responsabilidades. Responsabilidade por suas ações e também por sua inércia. E, o mais importante, por suas falhas.
''Como ser um líder eficaz? Organize projetos, tenha iniciativa e sugira melhorias. Quando você assume a responsabilidade em sua área, isso faz a diferença para aquelas pessoas dentro da organização que tomam decisões sobre sua carreira'', diz o coach.

4 - Network para todos os lados
Torne-se "aquele cara" que parece estar conectado a todos na organização. Brockdorf sugere que você comece logo a criar relacionamentos com as pessoas do seu e de outros departamentos. Assim, quando estiver diante de uma saia justa, precisando de ajuda, contará com uma rede de colegas dispostos, capazes e prontos a socorrê-lo. Certamente, você vai querer — e precisar — ativar sua rede de relacionamentos fora da empresa, mas não subestime a importância de manter laços fortes dentro da organização na qual trabalha.

5 - Seja voluntário em projetos desafiadores
Quem não quer trabalhar com aquele colega que consegue resolver qualquer coisa, e que não tem medo de arriscar, pensar fora da caixa, quando os problemas surgem? Destaque-se da multidão sendo o herói. Brockdorf explica:
"Se você está disposto a aceitar projetos que não são garantias de sucesso e consegue transformar essas oportunidades em vitórias, será reverenciado por seus pares e superiores."
Um conselho importante: procure por tarefas onde possa desenvolver e mostrar seus pontos fortes, assim terá melhores chances de se sair bem.

6 - Trabalhe onde você é necessário, e não onde acha que merece
Todos nós merecemos trabalhar com os melhores profissionais, fazer parte das melhores equipes, e ter os projetos mais bem sucedidos. No entanto, não somos necessários nesses lugares, diz Brockdorf:
''Somos mais valorizados em projetos trabalhosos, mais complexos, trabalhando com pessoas desafiadoras, que demonstram ser uma grande promessa, e tentam melhorar processos ineficientes. Pense onde você pode fazer uma diferença significativa e corra para lá''.

7 - Seja conhecido por alguma habilidade específica
Você pode ser o cara que sabe como acalmar um cliente irado ou aquele que sempre consegue fechar um negócio importante. Ou, simplesmente, ser conhecido como a pessoa que geralmente consegue colocar a máquina de xerox para funcionar.
''Seja um especialista em alguma coisa. Isso demonstra o seu valor para o escritório, para a empresa e para a equipe. A partir do momento que eles acham que é valioso, você deixa de ser apenas um número para a empresa", diz Brockdorf.

8 - Seja presente
Quando seus colegas de trabalho pararem em sua estação de trabalho ou entrarem na sua sala, dê-lhes total atenção. As pessoas adoram contar com um bom ouvinte. Deixar de atender seu iPhone, ignorar os e-mails que estão chegando e focar sua atenção nas pessoas que estão falando com você, certamente, vai causar boa impressão, diferenciando-o da maioria dos funcionários.
"Caso não seja um bom momento para uma conversa, seja sincero e educadamente peça para voltarem numa outra hora. Quando você dispensa atenção especial a seus seus colegas de trabalho, sua opinião, orientação e sabedoria serão mais valorizados", diz Brockdorf.

9 - Transforme o tédio em tempo produtivo
Você tem que preencher de números uma planilha, precisa envelopar e enviar a correspondência de marketing direto? Faça o possível para transformar tarefas tediosas em uma oportunidade de aprendizado. Enquanto trabalha, aproveite para ouvir um podcast educativo ou ouça um audio-book referente à sua área. Alimente seu cérebro e transforme uma tarefa sem graça em algo produtivo.

10 - Evite cometer erros
Ninguém gosta de refazer nada. Não desperdice tempo, dinheiro e energia. Torne-se uma pessoa em que todos confiam na hora de resolver um problema.. Como se tornar este profissional? Caso não saiba a maneira correta de resolver uma situação ou cumprir uma tarefa, seja corajoso o suficiente para perguntar.
''Eu preferia que uma pessoa viesse tirar dúvidas comigo, do que ter que corrigir os erros depois'', conta Brockdorf.
Erros acontecem, mas procure não ser conhecido na empresa como a pessoa responsável por eles.

Fonte O Globo Online