quarta-feira, 3 de maio de 2017

4 REGRAS PARA UM NETWORKING (REALMENTE) PRODUTIVO NA CRISE

Apesar da crise, é importante não perder o bom humor na hora de fazer networking

Diante da considerável dificuldade para conseguir emprego em meio à crise econômica, o profissional brasileiro tem se voltado mais do que nunca a uma velha prática do mercado: o networking.
Porém, muitos executivos têm derrapado na tentativa de encontrar novas oportunidades por meio de sua rede de contatos, diz Marcelo Derossi, cofundador do Clube do Networking.
O principal erro está em achar que o networking funciona como um interruptor de luz - algo que pode ser ligado ou desligado a qualquer momento, quando convém.
“É ingênuo achar que alguém vai te dar um emprego se você nunca cuidou realmente da sua rede”, explica Derossi. "Networking é um investimento de longo prazo, é inútil tentar ativá-lo do dia para a noite".
Em tempo: gerir as suas relações profissionais não significa simplesmente trocar cartões, adicionar pessoas no LinkedIn ou bajular os figurões da sua área. Trata-se de se posicionar como uma espécie de intermediário do mercado, alguém que faz a ponte entre quem tem uma demanda e quem pode atendê-la.
O objetivo é ser a pessoa a quem todos recorrem quando precisam de uma solução - até chegar a sua vez de solicitar algo a seu favor.
Na crise, a qualidade do networking do brasileiro tende a ser ainda pior. Aflita diante da escassez de oportunidades, muita gente tenta ativar seus contatos de forma desenfreada e pouco planejada, afirma Fabrício Barbirato, diretor executivo do IDCE (Instituto de Desenvolvimento de Conteúdo para Executivos).
Para organizar um estratégia de networking eficiente para enfrentar a crise, é preciso ter em conta algumas orientações específicas para este momento do mercado. Veja a seguir 4 delas:

1. Não gaste energia desnecessariamente
Foco é importante para administrar a sua rede de contatos em qualquer momento. Mas é especialmente relevante em contextos desfavoráveis ao emprego.
Ansioso para conseguir uma recolocação, o executivo pode atirar para todos os lados e perder tempo com pessoas que claramente não podem ajudá-lo. Quantidade não é qualidade, diz Derossi. Em vez de esgotar suas forças em tentativas fadadas ao fracasso, é mais estratégico mirar em poucos - e bons - contatos.

2. Seja capaz de escutar
É bom lembrar que, na crise, você não é o único a enfrentar dificuldades. Além de soar antipático, falar apenas de si dificilmente trará algum resultado. Afinal, um bom networking sempre propicia situações de “ganha-ganha”.
Ouvir a história do outro - e fazer o máximo possível para ajudá-lo direta ou indiretamente - é uma postura mais humana e estratégica. “Quando você demonstra interesse, a outra pessoa se abre para você, conta mais detalhes da sua situação e eventualmente encontra alguma forma de beneficiar você também, ainda que não seja imediatamente”, diz Derossi.

3. Não perca o bom humor
Em toda crise econômica, o risco de se deixar levar por uma espécie de “melancolia coletiva” é grande. Embora compreensível, o desânimo pode jogar contra o seu próprio desejo de sobreviver às demissões e ao desemprego.
Para Barbirato, pessoas muito pessimistas ou ansiosas costumam afastar as demais quando tentam fazer networking. Em vez de agir como se cada café com um conhecido fosse uma entrevista de emprego, é melhor respirar fundo e tentar interagir de forma leve e serena. Afinal, o outro também pode estar nervoso - e “contaminá-lo” com a sua calma só vai facilitar a conversa.

4. Aproveite a “boa maré” para o networking
Isso mesmo: embora a economia esteja atravessando uma fase sombria, o momento não poderia ser melhor para reaquecer a sua rede de contatos. “Com a crise, o mercado fica mais aberto do que nunca para o networking”, diz Barbirato. “Como as pessoas estão mais inseguras, elas também se tornam mais receptivas a aproximações”.
Por isso, completa Derossi, é proibido se isolar. “A pior tática para esse momento é se fechar ou esconder as suas dificuldades”, afirma o especialista. Para não sucumbir sozinho, é mais inteligente aproveitar a “boa maré” para aprofundar as suas relações com o mercado.

Por Claudia Gasparini
Fonte Exame.com