sábado, 1 de julho de 2017

QUIMIOTERAPIA EM PETS NÃO É UM BICHO DE SETE CABEÇAS

Com os avanços da medicina veterinária, hoje já é possível curar diversos tipos de tumores de cães e gatos

O diagnóstico de câncer carrega consigo uma bagagem emocional muito grande, o que faz com que alguns donos ou tutores de pets relutem em aceitar e aderir ao tratamento. Em cães e gatos, a terapia mais indicada para este mal consiste, na maior parte dos casos, na remoção cirúrgica do tumor (câncer) e no uso de medicamentos específicos – a tão temida quimioterapia. Mas é importante desmistificar certos conceitos para possibilitar um tratamento com o menor sofrimento possível para nossos amigos de quatro patas.
A quimioterapia é caracterizada pelo uso de medicamentos específicos. Seu objetivo principal é eliminar células que se dividem rapidamente, crescendo e fazendo novas células. Esta é uma característica importante das células cancerosas, que crescem de maneira rápida e descontrolada. Porém, existe no organismo outras células que também se dividem ativamente, mas não causam a doença e são importantes para a manutenção da vida e do bom funcionamento do corpo, como as células da medula óssea, os folículos capilares e as células do revestimento do estômago e intestinos. Por isso, os efeitos secundários da quimioterapia geralmente envolvem esses órgãos podendo levar a queda da imunidade, anemia, falta de apetite, vômito e diarreia. Diferentemente do que ocorre com os humanos, esses problemas costumam ser mais brandos e melhor tolerados pelos animais em tratamento. A queda de pelos também não é comum em animais tratados, mas pode ocorrer raramente em algumas raças específicas, como o poodle.
Há diversos tipos de combinações e medicações usadas no tratamento de câncer em cães e gatos, e a escolha é baseada em vários fatores, incluindo a espécie, a idade, o estado de saúde do animal, o tipo de tumor e o estágio em que se encontra. Isso pode aumentar a sua eficácia e diminuir o número e a severidade dos efeitos secundários dos remédios. O tratamento, na maioria dos casos, é injetável e aplicado na veia do paciente em ambiente hospitalar, para uma maior segurança. Em outros casos há a aplicação de medicamentos orais, ou seja, administrados diretamente na boca do animal. Mas seja qual for o caso, a realização de exames laboratoriais para monitorar o tratamento é imprescindível para um maior controle e segurança.
Com os avanços da medicina veterinária, hoje já é possível obter a cura de diversos tipos de tumores, principalmente quando detectados e tratados no estágio inicial. Para tantos, outros mais complicados e severos, é possível reduzir os sintomas e proporcionar maior qualidade de vida ao cão ou gato acometido pela doença. Mas, para isso, é fundamental que barreiras impostas pelo medo e conceitos antigos sobre a doença e seu tratamento com quimioterapia sejam superados. Com isso, você e seu pet só têm a ganhar.

Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online