sábado, 4 de fevereiro de 2017

QUE TAL FAZER UM DETOX MENTAL?

Muitas vezes a mudança de pensamento está ligada a uma mudança de atitude perante a vida e a si mesmo

Confira a dica das psicólogas para fazer diferente neste início de ano

2017 já tem um mês. E nesse período de início, o que você já fez? Uma lista de desejos? Remoeu os erros do ano passado? Começou aquele regime e a academia, ou ainda está digerindo o que precisa mudar? Seja qual for seu status mental, saiba que sempre é tempo de se conhecer e de se melhorar.
E diante disso, que tal fazer um detox mental? Já que existe o para o corpo, podemos abrir mão dele para a mente. “É possível fazer uma ‘reabilitação mental’. Mas como toda reabilitação, levará tempo e dedicação. Para transformar o interior é preciso olhá-lo com atenção e, nesse momento, a ajuda de um psicólogo será fundamental para possibilitar ao interessado percepções importantes, como por exemplo: as de que o desejo e a insatisfação são inerentes ao ser humano e serão sempre insaciáveis. E que até mesmo os atos mais racionais irão depender de uma fonte inconsciente que é inesgotável. Assim sendo, há muito que saber sobre si e sobre como efetivar as mudanças tão desejadas a cada ano que começa”, inicia a psicóloga Izabela Cosmo Vargas Fernandes.
E o início de um ano é o momento ideal para fazer essa detox, afinal, o réveillon tem o poder de passar a ideia de que tudo o que não gostamos ficou no passado e que, agora, tudo será novo e melhor. “Você pode aprender o caminho certo para atingir o que deseja e se manter forte, pois momentos de desânimo e frustração irão acontecer. Disciplina, dedicação e perseverança são atitudes fundamentais que devem ser adotadas para alcançarmos objetivos, pois as soluções não cairão do céu. Fazer e revisar sua lista de desejos quando achar necessário e adaptá-la às circunstâncias da vida é sempre bom”, explica a também psicóloga Mariana M. De Azevedo.

Final de um ciclo
Que jogue a primeira pedra quem nunca fez uma lista de desejos para o ano novo. E que jogue a muralha inteira quem conseguiu realizar todos os itens escritos nela. A não realização dessas metas tem muitos fatores. Para a pscicóloga Mariana, a principal é o fato de ela ser sustentável. “É importante ter prioridades entre os muitos desejos de mudança e de promessas, pois, às vezes estas listas são tão longas que logo são esquecidas, seja por falta de planejamento, foco, ou por continuarmos em nossa zona de conforto. Temos que nos perguntar: Dentre os muitos desejos, qual é o mais importante? Perder peso? Então trace metas específicas e realistas. Outra dica seria anotar sua promessa e compartilhá-la com amigos e familiares, pois a cobrança social faz com que haja maior engajamento naquilo que se deseja por medo de decepcionarmos quem amamos. Dependendo de seu foco, a ajuda sempre pode ser bem-vinda, seja de um profissional ou de um grupo especializado”, completa.
Mas a lista de desejos não esbarra somente em perder peso. Se em 2015 os pensamentos pessimistas foram mais recorrentes do que gostaria, saiba que esse item também pode e, deve, entrar na sua reabilitação mental. “Muitas vezes a mudança de pensamento está ligada a uma mudança de atitude perante a vida e a si mesmo. Fazer uma honesta reflexão sobre os próprios hábitos e identificar pontos em que estão faltando dedicação e força de vontade são os primeiros passos para novos comportamentos”, completa Mariana.
Por que não consigo mudar? O que me prende a velhos hábitos e atitudes? São questões importantes que devem ser respondidas. “O pessimismo pode acontecer por causa de repetidas experiências negativas na vida infantil ou adulta, ou até mesmo, pode se tratar de um estado depressivo. Recordar experiências positivas e felizes já vividas, além de investigar detalhes do dia-a-dia para torná-lo o mais agradável e o mais próximo das expectativas pessoais pode ajudar. Importante também será entender se esse comportamento pessimista é uma repetição de comportamentos familiares como dos pais, ou cônjuges”, completa Izabela.

O que aconteceu em 2016 serve de lição para 2017
Aprender com as situações, sejam elas boas ou ruins, é essencial para nosso crescimento pessoal.  Por meio de nossos erros e fracassos é que podemos refletir sobre o que temos que mudar. Lembre-se da frase: “Só eu posso fazer algo por mim.” Então, não devemos delegar ao outro ou ao mundo nossos fracassos. “Temos que encará-los de frente e lidar criativamente com eles. Afinal, 2016 não tem que ser diferente, diferente tem que ser ‘eu’”, pontua Mariana.
A forma mais positiva para lidar com fatos ruins é fazer proveito dessa vivência. “Viver uma situação ruim não deve significar ficar preso a ela. É interessante passar pela situação, conseguir superá-la e seguir em frente, usando o que aprendeu para lidar melhor com próximas situações ruins”, completa Izabela.
E se aprendeu e saiu vitorioso, saiba valorizar suas pequenas conquistas, afinal, são elas que te darão forças e ânimo para chegar ao objetivo final.

Por Yara Alvarez