sábado, 17 de junho de 2017

TOMAR VINHO, COMER CHOCOLATE E CONTINUAR MAGRA? NA FRANÇA É POSSÍVEL


Elas são charmosas, sinônimo de elegância e conhecidas por terem um corpo esbelto, mesmo consumindo queijos gordurosos, saborosos pães, os mais variados tipos de vinhos e as calóricas sobremesas típicas da culinária local. Como explicar, então, a silhueta das mulheres francesas? No rastro do best-seller "As mulheres francesas não engordam", de Mireille Guiliano, presidente e C.E.O. da Clicquout Inc., muitas outras obras têm tentado explicar o que todas as mulheres do mundo gostariam de saber: como comer bem, sem engordar. O mais recente lançamento é o livro "A não-dieta dos franceses", do médico americano Will Clower, pela Editora Campus. Com dez etapas, o plano proposto por ele não exige a neurótica contagem de calorias, nem restrições malucas. E quem já está seguindo garante que funciona.
Praticamente todos os médicos falam em reeducação alimentar como chave para uma vida mais saudável. A receita é mais do que conhecida: evitar frituras e açúcares, preferir frutas e legumes e manter uma rotina de alimentação são as recomendações mais comuns. Porém, uma coisa é saber, outra é fazer. E, convenhamos, esses itens passam longe do cardápio das francesas. Dr. Will Clower, após uma temporada no país, observou que os franceses têm hábitos alimentares muito diferentes do resto do mundo: lá não existem produtos diet, nem light, as refeições são demoradas e com diversos pratos, não se evitam gorduras nem carboidratos, o consumo de laticínios e massas é bem alto mas, mesmo assim, eles são magros e o melhor… saudáveis! Como se explica esse paradoxo francês?
A maior diferença entre a alimentação francesa e a americana: os franceses ingerem comida de verdade; os americanos comem produtos alimentícios.
Paradoxo mesmo! De acordo com o livro, a obesidade atinge 11,3% da população, e a incidência de doenças cardíacas na França é três vezes menor que nos Estados Unidos, país dos produtos diet e light. Uma boa explicação, segundo o autor, é a cultura da sociedade francesa, muito diferente da norte americana. Os franceses valorizam o momento das refeições, ao contrário dos americanos, que são conhecidos pelo fast-food. E isso, para o médico, faz toda a diferença. O segredo, basicamente, não é comer o que os franceses comem, mas sim, como eles comem. Então, algumas lições francesas que você pode fazer desde já.

Como comer
Antes de qualquer coisa, concentre-se na refeição! Nada de comer lendo, assistindo televisão, ou em pé num balcão. Aprenda a saborear a comida. Para as francesas, a alimentação é quase um ritual, que começa desde a apresentação dos pratos. Comer, para elas, é trabalhar com os sentidos: visão, olfato e paladar. É por isso que eles prezam muito a apresentação dos pratos, bem como o aroma e a textura.
Os franceses se concentram naquilo que estão fazendo. Comer sem atenção faz com que nos alimentemos além do necessário. Aos poucos, seu paladar ficará mais aguçado.

Porção francesa
Quem já foi a um restaurante francês, sabe: as porções servidas são bem pequenas. Para aquelas pessoas com descendência portuguesa ou italiana, por exemplo, é um momento de desconforto, pois se acredita que a comida não será suficiente. Bem, é justamente neste ponto o erro da maioria das pessoas. Segundo a concepção francesa, é normal ficar à mesa, saboreando a comida. Lá se come menos, mesmo quando são servidos três ou quatro pratos numa mesma refeição.

A explicação é simples
Nosso cérebro precisa de, pelo menos, 20 minutos para processar a informação de que estamos nos alimentando. Se comemos muito rápido, essa informação não chega ao cérebro e aí acabamos comendo mais para termos a sensação de saciedade. Ao contrário, quando comemos pausadamente, com garfadas menores e repousando os talheres no prato a cada mastigação, o cérebro tem tempo para receber a mensagem que o corpo está satisfeito. A troca de pratos ajuda a passar o tempo, retardando o consumo de comida e favorecendo a digestão. Por isso, os franceses comem pequenas porções de vários pratos diferentes.

Coma alimentos de verdade
Como assim? Simples, tudo o que não for feito de ingredientes naturais deve ficar de fora do seu cardápio. Para isso, faça uma análise breve e (sincera!) de tudo o que você está acostumada a comer. Se você não souber distinguir o que é natural do que é artificial, vale a dica: evite alimentos que, na sua composição, não dêem em árvores ou não possuam origem animal. Alguns exemplos clássicos são o refrigerante, a margarina e o ketchup, pois possuem açúcares e gorduras sintéticas.

Escolha sempre alimentos frescos
"Depois que adotei alimentos frescos como prática normal, entendi a maior diferença entre a alimentação francesa e a americana: os franceses ingerem comida de verdade; os americanos comem produtos alimentícios", diz o médico no livro. E isso é fato: geralmente, produtos embalados contêm conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes, adoçantes, acidulantes, que o corpo tem mais trabalho para digerir. E, convenhamos, alimentos naturais são muito mais saborosos que os artificiais.
Dr. Will Clower é rigoroso neste ponto. Segundo ele, alimentos artificiais só colaboram com o aumento de peso e perda da saúde. Ele coloca ainda os adoçantes nessa lista negra também. Entre as gotinhas e o açúcar, mesmo o refinado, o segundo, acredite, ainda é a melhor opção.

Sem doce
Calma! Não precisa cortar o açúcar. De acordo com o livro, você vai emagrecer até mesmo comendo chocolate. Mas, tem um detalhe. Na França, os doces não são tão doces quanto em outros lugares, inclusive no Brasil. Os bolos, croissants, pães não levam tanto açúcar e o paladar francês está acostumado com esse padrão.
É muito comum escutar que as pessoas comem doce porque têm vontade de fazê-lo. Mas, segundo Dr. Will Clower, não é o desejo que dá mais vontade de comer doce, mas sim o consumo. Logo, quanto mais consumimos, mais queremos comer. Ele sugere, então, que as pessoas eliminem o excesso de açúcar das suas vidas. Não os açúcares naturais encontrados em frutas e carboidratos, mas sim todo o açúcar que adicionamos na comida.

Um exemplo
Sabe o cafezinho que você toma? Quantas colheres de açúcar costuma colocar? Se for três, experimente a partir de agora adoçar a bebida com apenas duas. Nos primeiros dias, certamente estranhará o gosto. Mas, aos poucos, perceberá o real sabor do café. Se continuar assim, conseguirá eliminar por completo o açúcar da bebida. Quando você diminui o consumo, logo perde o desejo pelo doce, porque a sua sensibilidade a esse açúcar aumenta.

Fonte Bolsa de Mulher