sábado, 25 de março de 2017

10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


Partindo de orientações do novo Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, que recebeu contribuições até o dia 07 de maio para sua versão 2014, o Idec utilizou os dez passos para uma alimentação saudável para apresentar ferramentas que os consumidores podem utilizar para melhorar sua alimentação e fazer escolhas mais sustentáveis e saudáveis. Essa ainda não é a versão final dos dez passos, mas as dicas já podem ser colocadas em prática.
1. Fazer de alimentos a base da alimentação
Alimentos devem ser a base de sua alimentação. Alimentos são essencialmente partes comestíveis de plantas ou de animais não processados (in natura) ou minimamente processados (congelados, picados, descascados etc). Alimentos em grande variedade e predominantemente de origem vegetal são uma base excelente para uma alimentação equilibrada e saborosa. Variedade significa alimentos de todos os tipos - grãos, raízes, tubérculos, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes - e variedade dentro de cada tipo - feijão, arroz, milho, batata, mandioca, tomate, abóbora, laranja, banana, frango, peixes etc.

2. Usar óleos, gorduras, sal e açúcar com moderação
Óleos, gorduras, sal e açúcar são produtos alimentícios que devem ser usados com moderação para temperar e cozinhar alimentos e para convertê-los em preparações culinárias variadas e saborosas.  Desde que utilizados com moderação, óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem comprometer o seu valor nutricional.
Lembrando que nós brasileiros consumimos sal (e sódio, que está na composição do sal) e açúcar  em grande quantidade.Veja aqui as dicas do Idec sobre o consumo de sódio:

3. Limitar o uso de produtos processados e evitar o consumo de produtos ultraprocessados
Os  produtos processados, como pães e queijos feitos de modo artesanal, podem fazer parte de uma alimentação saudável quando, em pequenas quantidades, complementam e não substituem alimentos. Já os produtos ultraprocessados, como pães de forma, pães doces, biscoitos recheados, guloseimas, ‘salgadinhos’, refrigerantes, bebidas adoçadas em geral, sopa e macarrão ‘instantâneos’, ‘tempero pronto’, embutidos, produtos prontos para aquecer, devem ser evitados ou consumidos apenas ocasionalmente.  
Recentemente o Idec produziu um vídeo contando a verdade sobre o que tem nos sucos de caixinha, veja aqui.

4. Comer com regularidade e com atenção e em ambientes apropriados  
Procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias e evite comer nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em locais limpos e onde você se sinta confortável e evite ambientes ruidosos ou estressantes. Evite também comer em ambientes onde há estímulo para o consumo de quantidades ilimitadas de alimentos.

5. Comer em companhia
Sempre que possível, prefira comer em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola. A companhia favorece o comer com regularidade e atenção, combina com ambientes apropriados e amplia o desfrute da alimentação.  
Comer em companhia pode ser em casa mesmo ou em algum restaurante. Se escolher a segunda opção, não esqueça de apresentar o Menu Desafio Cresça para o restaurante onde você for. O Menu Desafio Cresça é um passo a passo de como chefs de cozinha pode se aproximar dos produtores de alimentos e de uma culinária sustentável.

6. Faça compras de alimentos em locais que ofertem variedades de alimentos frescos e evite aqueles que só vendem produtos processados e ultraprocessados
Em supermercados e outros estabelecimentos onde você encontra todos os tipos de alimentos e produtos, utilize uma lista de compras para não comprar mais do que você precisa. Fuja das ofertas que oferecem embalagens gigantes de produtos ultraprocessados ou que distribuam brindes para crianças. Faça ao menos parte de suas compras em mercados, feiras livres, “sacolões” ou “varejões”, dando preferência a alimentos frescos que estão na safra e a produtores locais.
Os consumidores podem, por exemplo, buscar uma feira orgânica no Mapa de Feiras do Idec. Certeza de alimentos frescos e livres de veneno. 

7. Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias
Se você tem habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá-las, principalmente com crianças e jovens, sem distinção de gênero. Se você não tem habilidades culinárias - e isso vale para homens e mulheres - procure adquiri-las. Para isso converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, consulte a internet, eventualmente faça cursos e ... comece a cozinhar! Consulte o “Livro de Receitas” do Desafio Cresça:

8. Planeje o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece
Planeje as compras de alimentos, organize a despensa doméstica e defina com antecedência o cardápio da semana. Divida com os membros de sua família a responsabilidade por todas as atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições. Faça da preparação de refeições e do ato de comer momentos privilegiados de convivência e prazer. Reavalie como você tem usado o seu tempo e identifique quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação.  
Uma forma de se organizar na cozinha é conhecendo o Desafio Cresça, promovido pela ong internacional Oxfam. Conheça aqui entre os cinco níveis do desafio em qual você pode começar.

9. Dê preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora e evitar redes de fast food
No dia a dia, procure locais que servem ‘comida caseira’ e a preço justo. Restaurantes que oferecem comida vendida por peso e “pratos feitos” podem ser boas opções assim como refeitórios que servem ‘comida caseira’ em escolas ou no local de trabalho. De vez em quando, se puder, vá a restaurantes que servem pratos mais elaborados da culinária brasileira ou pratos da cozinha de outros países.
Mas não se esqueça de evitar o desperdício de alimentos. Pensando nisso o Instituto Alana criou o projeto Satisfeito, onde os consumidores pagam pelo prato completo e recebem 2\3 dele. O dinheiro do 1\3 não entregue é doado para instituições que trabalham com alimentação de crianças carentes. 

10. Seja crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais  
Lembre-se de que a função essencial da publicidade é aumentar a venda de produtos e não informar e, menos ainda, educar as pessoas. Avalie com crítica o que você lê, vê e ouve sobre alimentação em propagandas comerciais e estimule outras pessoas, particularmente crianças e jovens, a fazerem o mesmo.

Fonte Idec