sábado, 2 de setembro de 2017

GATOS NÃO SÃO AUTOSSUFICIENTES

 

Os gatos vão dominar as grandes cidades? Muito tem se falado sobre o índice Big Cat, um indicador de progresso dos países baseado na população de gatos nas residências. Pesquisadores constataram que quanto maior o número de casas com felinos numa região, maior o seu desenvolvimento, daí a criação do índice.
Nos últimos anos, o número de gatos nos lares brasileiros tem crescido muito. Em países como Estados Unidos, França e Alemanha, a população de gatos já é maior que a de cães. Segundo a Abinpet - Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, em dez anos isso será uma realidade também no Brasil. Considera-se para isso o fato de os gatos se adaptarem melhor a pequenos espaços e a períodos maiores do dia sem o dono. São animais mais independentes que outros animais domésticos, como os cães. Essa característica é conhecida mesmo por quem nunca teve gatos. Mas, para quem pensa em ter um gato ou é dono de primeira viagem, atenção: gatos precisam de muitos cuidados. A alimentação deve ser adequada à idade, à raça e a características individuais. É preciso cuidados não só com qualidade, mas também com a quantidade.
São necessárias visitas periódicas ao veterinário, vacinação anual, vermifugação semestral e preventivo para pulgas mensalmente são obrigatórios, mesmo se o gato fica a maior parte do tempo ou na sua totalidade dentro de casa. A castração dos felinos antes da puberdade previne doenças do aparelho reprodutor e evita o desenvolvimento de comportamentos inadequados, como miados no meio da noite, demarcação de território com urina nos móveis e cantos da casa e acidentes como quedas de janelas e telhados na tentativa de sair para namorar. Doenças infecciosas como a FIV (imunodeficiência felina) e a FeLV (leucemia felina), ambas relacionadas a lesões por arranhadura e mordedura, frequentes nos cruzamentos e brigas por território, são evitadas mais facilmente em animais castrados. Alguns estudos mostram ainda que animais castrados têm uma maior expectativa de vida.
Outro cuidado importante é o estímulo para a prática de atividade física. Ela é essencial para uma vida saudável. O desafio aqui é não deixar que o gato se acomode à rotina de comer e dormir. A prevenção da obesidade melhora muito a qualidade de vida dos animais e diminui a incidência de suas consequências como diabetes, lipidose hepática, hipertensão, problemas articulares, doenças do trato urinário, problemas dermatológicos e constipação, entre outros. Mudanças simples como distanciar o pote de água, de comida, a cama e a caixa de areia uns dos outros, forçando pequenas caminhadas são bastante eficazes. Espalhar brinquedos pela casa e arranhadores com a erva conhecida como catnip (uma erva estimulante para gatos) também estimula o felino a se mexer. Brinquedos modernos com feixes de luz ou de laser que emitem sons distraem os gatos por bastante tempo. 
Os gatos são adoráveis, misteriosos, afetuosos e independentes. Porém, não são autossuficientes. Como outros animais de estimação, precisam de cuidados e carinho para uma vida saudável e feliz ao nosso lado.

Por Fernanda Fragata
Fonte Época Online