Dormientibus non succurrit jus

(O Direito não socorre aos que dormem.)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

EDP CONCLUI INSTALAÇÃO DE TURBINA EÓLICA FLUTUANTE EM PORTUGAL

Tecnologia WindFloat propõe a construção de parques offshore em a utilização de equipamentos de carga pesada

A EDP Energias de Portugal anunciou na última semana a conclusão da montagem da primeira turbina eólica offshore - instalada em alto mar - com a tecnologia chamada de WindFloat. O aerogerador, de 2MW de potência, foi colocado ao largo da costa da Aguçadoura, em Portugal. O diferencial da experiência é o uso de um sistema flutuante, que permite a montagem sem o uso de nenhum equipamento offshore de carga pesada.
O projeto, além da EDP, ainda envolve a InovCapital, sociedade de capital de risco do governo português criada para apoiar a inovação, e a Principle Power, empresa de desenvolvimento tecnológico focada no mercado eólico offshore. O produto da Principle Power promete viabilizar usinas em águas com profundidade superior a 50 metros, o que não tem sido alcançável até agora devido a limitações econômicas e tecnológicas.
"Todo o processo de montagem final, instalação e preparação da entrada em funcionamento decorreu em terra firme, num ambiente controlado. Há a acrescentar que esta é a primeira turbina eólica em águas abertas no Atlântico, sendo igualmente a primeira colocação offshore de uma estrutura semi submersível que sustenta uma turbina eólica multi-megawatts", destaca a EDP, em comunicado publicado em seu portal oficial.
Após a preparação em terra, o WindFloat foi lançado utilizando uma doca seca e sendo rebocado para o alto mar. Segundo a empresa, o desempenho e a estabilidade do sistema permitiram o reboque marítimo e vão permitir, igualmente, o uso da tecnologia com "turbinas eólicas comerciais prontas para uso e oriundas de qualquer fabricante".
Nas próximas semanas, a turbina passará por comissionamento, testes e entrada em operação. “Este é um momento histórico de cortar a respiração. De certa forma, estamos a dar um passo gigantesco em direção a novos recursos energéticos, à semelhança do que aconteceu na indústria do petróleo e do gás durante a década de 1970, quando começaram a ser utilizadas as estruturas flutuantes", disse Alla Weinstein, CEO da Principle Power.
“O oceano (profundo) é a próxima grande fronteira energética”, afirmou António Vidigal, presidente da EDP Inovação. “A tecnologia eólica em alto mar, mais concretamente o WindFloat, nos permitirá explorar ventos mais fortes e estáveis e, a médio prazo, assegurar energia sustentável para o nosso sistema elétrico. Este é o momento para a realização exaustiva de testes e para a validação, com vistas a avançar no desenvolvimento desta tecnologia promissora. O WindFloat coloca a EDP na vanguarda da exploração eólica offshore", comemorou o executivo.

Fonte Jornal da Energia